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Militares são capacitados para trabalhar com Satélite Geoestacionário
26/04/2016
Em cerimônia na manhã desta terça-feira (26.04), na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), o presidente José Raimundo Braga entregou a 24 militares da Força Aérea, Exército e Marinha do Brasil os certificados do Curso de Elevação de Nível em Sistemas Espaciais. A capacitação buscou qualificar especialistas para trabalhar no desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“Elevar a instrução na área espacial ao mais alto nível é de extrema importância”, afirmou o professor José Raimundo, lembrando também de um antigo professor universitário que sempre dizia aos seus alunos: “Quando tiver dúvida no que investir, invista em educação”.
Segundo declarou o coronel aviador Hélcio Vieira Júnior o sucesso do curso gerou a necessidade de repetir a capacitação, “seria perfeito realizar esse curso a cada dois anos e integrar a participação de mais universidades para melhor abrangência da área espacial no país”.
Ministrado em 2015 no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), o curso teve como responsável o professor major Elói Fonseca.
A capacitação foi realizada em conjunto com o ITA e o INPE a pedido da AEB, e teve como propósito preparar os participantes para a transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space (TAS) em parceria com o governo brasileiro. A expectativa é que o SGDC seja colocado em órbita no início de 2017.
De acordo com o capitão de comunicações do Exército, Sérgio Augusto Fujita, o curso envolveu também quem não trabalha especificamente com a área de engenharia espacial. “Eu tenho experiência pelo Exército em manutenção de aeronaves e guerra eletrônica, após o treinamento com a Thales o trabalho será voltado para o setor de defesa cibernética e manutenção dos equipamentos”, ressaltou Fujita.
O 1º tenente do quadro de oficiais engenheiros, Carlos Eduardo Xavier da Silva, explicou que o curso ofereceu uma visão ampla e complexa sobre a construção de um satélite. “O Brasil é pioneiro em um acordo de transferência de tecnologia com a Thales, acredito que conseguiremos superar o conhecimento necessário para concluir o SGDC”.
Após a entrega dos certificados o coordenador da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Jean Batana, apresentou a estrutura e os programas desenvolvidos pela Agência. Para finalizar o evento foi apresentado um vídeo institucional mostrando a história da AEB e como o Brasil iniciou suas atividades no setor espacial.
Fonte: AEB
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terça-feira, 26 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Cooperação Brasil - Rússia
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Telescópio russo será instalado no Brasil para mapeamento de detritos espaciais
Acordo de cooperação será assinado entre o Laboratório Nacional de Astrofísica e a estatal russa Roscosmos. Telescópio será instalado no Observatório Pico dos Dias, Minas Gerais, e deve entrar em operação neste ano.
01/04/2016 | 17:22
Um telescópio russo será instalado no Observatório Pico dos Dias, em Brazópolis (MG), para detectar e monitorar detritos espaciais. A instalação faz parte de um acordo que será assinado na próxima quinta-feira (7) entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI) e a corporação estatual russa Roscosmos. O objetivo é produzir uma base de dados com a localização e as órbitas de objetos que podem apresentar perigo de colisão com satélites artificiais ativos ou até, no caso de objetos maiores, risco de danos à superfície da Terra após a entrada na atmosfera.
De acordo com o diretor do LNA, Bruno Castilho, o novo telescópio deve entrar em operação no fim de novembro, gerando um "mapa de detritos". "Além do risco de colisão com algum satélite ou foguete que estiver em operação, esses detritos também podem cair. Tendo um mapa, o tamanho e a posição desses detritos, você também pode fazer uma previsão e uma melhor estratégia para reentrada desses detritos na atmosfera", explicou.
Castilho acrescentou que as imagens geradas pelo telescópio russo serão transmitidas para a Roscosmos pela internet, e a base de dados ficará à disposição dos pesquisadores brasileiros. Os custos do projeto serão pagos pela corporação russa, e o LNA vai contribuir com a disponibilização do espaço físico, a infraestrutura do Observatório do Pico dos Dias e apoio logístico.
Com 1.864 metros de altitude, o Observatório do Pico dos Dias já possui quatro telescópios para pesquisa astronômica.
Segundo Bruno Castilho, o Brasil já tem cooperação com a Rússia na área espacial. Um acordo para exploração pacífica do espaço é o "guarda-chuva" do termo que será assinado para construção e instalação do novo telescópio. A cerimônia será realizada na sede da LNA, em Itajubá (MG), com a presença de representantes da Roscosmos e da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: MCTI
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Telescópio russo será instalado no Brasil para mapeamento de detritos espaciais
Acordo de cooperação será assinado entre o Laboratório Nacional de Astrofísica e a estatal russa Roscosmos. Telescópio será instalado no Observatório Pico dos Dias, Minas Gerais, e deve entrar em operação neste ano.
01/04/2016 | 17:22
Um telescópio russo será instalado no Observatório Pico dos Dias, em Brazópolis (MG), para detectar e monitorar detritos espaciais. A instalação faz parte de um acordo que será assinado na próxima quinta-feira (7) entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI) e a corporação estatual russa Roscosmos. O objetivo é produzir uma base de dados com a localização e as órbitas de objetos que podem apresentar perigo de colisão com satélites artificiais ativos ou até, no caso de objetos maiores, risco de danos à superfície da Terra após a entrada na atmosfera.
De acordo com o diretor do LNA, Bruno Castilho, o novo telescópio deve entrar em operação no fim de novembro, gerando um "mapa de detritos". "Além do risco de colisão com algum satélite ou foguete que estiver em operação, esses detritos também podem cair. Tendo um mapa, o tamanho e a posição desses detritos, você também pode fazer uma previsão e uma melhor estratégia para reentrada desses detritos na atmosfera", explicou.
Castilho acrescentou que as imagens geradas pelo telescópio russo serão transmitidas para a Roscosmos pela internet, e a base de dados ficará à disposição dos pesquisadores brasileiros. Os custos do projeto serão pagos pela corporação russa, e o LNA vai contribuir com a disponibilização do espaço físico, a infraestrutura do Observatório do Pico dos Dias e apoio logístico.
Com 1.864 metros de altitude, o Observatório do Pico dos Dias já possui quatro telescópios para pesquisa astronômica.
Segundo Bruno Castilho, o Brasil já tem cooperação com a Rússia na área espacial. Um acordo para exploração pacífica do espaço é o "guarda-chuva" do termo que será assinado para construção e instalação do novo telescópio. A cerimônia será realizada na sede da LNA, em Itajubá (MG), com a presença de representantes da Roscosmos e da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: MCTI
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quinta-feira, 31 de março de 2016
10 anos da Missão Centenário
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Missão Centenário é relembrada pelo seu 10º aniversário
31/03/2016
O dia 29 de março de 2006 ficará marcado para sempre na história do Brasil e na memória de seu povo. Faz dez anos que a Missão Centenário levava à Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) a tripulação Soyuz TMA-8, formada pelo comandante russo Pavel Vinogradov, o astronauta americano Jeffrey Williams e o primeiro cosmonauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Pontes.
A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. A Missão foi fruto de um acordo firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Com o acordo firmado entre os dois países, Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 quilômetros de Moscou.
Os três cosmonautas, a bordo da Soyuz, decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30min (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial, onde acoplou no dia 1º de abril. Lá os três realizaram diversos experimentos científicos. Pontes levou oito experimentos que foram estudados em ambiente de microgravidade, seis deles de instituições brasileiras de pesquisa e dois de escolas de ensino médio, de São José dos Campos (SP).
Pontes ressaltou que o acordo com a AEB, ele teria apenas cinco meses para treinar, sendo que o treino normal de um cosmonauta é de dois anos. “Tive de aprender tudo sobre os sistemas russos para incluí-los nas minhas tarefas técnicas a bordo e, também aprender a língua russa, em paralelo, nos primeiros três meses”, afirmou.
Segundo o astronauta brasileiro, há muito o que ser feito para recolocar o Brasil rumo à conquista do espaço, mas estamos muito além do que era o mínimo esperado para um país da categoria e intenções de desenvolvimento que é o Brasil. O astronauta disse se sentir honrado em receber tanto carinho, mas para ele, foi a oportunidade de realizar não apenas um sonho dele, mas de uma nação inteira.
Fonte: AEB
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Missão Centenário é relembrada pelo seu 10º aniversário
31/03/2016
O dia 29 de março de 2006 ficará marcado para sempre na história do Brasil e na memória de seu povo. Faz dez anos que a Missão Centenário levava à Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) a tripulação Soyuz TMA-8, formada pelo comandante russo Pavel Vinogradov, o astronauta americano Jeffrey Williams e o primeiro cosmonauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Pontes.
A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. A Missão foi fruto de um acordo firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Com o acordo firmado entre os dois países, Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 quilômetros de Moscou.
Os três cosmonautas, a bordo da Soyuz, decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30min (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial, onde acoplou no dia 1º de abril. Lá os três realizaram diversos experimentos científicos. Pontes levou oito experimentos que foram estudados em ambiente de microgravidade, seis deles de instituições brasileiras de pesquisa e dois de escolas de ensino médio, de São José dos Campos (SP).
Pontes ressaltou que o acordo com a AEB, ele teria apenas cinco meses para treinar, sendo que o treino normal de um cosmonauta é de dois anos. “Tive de aprender tudo sobre os sistemas russos para incluí-los nas minhas tarefas técnicas a bordo e, também aprender a língua russa, em paralelo, nos primeiros três meses”, afirmou.
Segundo o astronauta brasileiro, há muito o que ser feito para recolocar o Brasil rumo à conquista do espaço, mas estamos muito além do que era o mínimo esperado para um país da categoria e intenções de desenvolvimento que é o Brasil. O astronauta disse se sentir honrado em receber tanto carinho, mas para ele, foi a oportunidade de realizar não apenas um sonho dele, mas de uma nação inteira.
Fonte: AEB
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domingo, 20 de março de 2016
Seminário sobre GNSS na China
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Agência Espacial Brasileira seleciona candidatos para seminário na China
Brasília, 18 de março de 2016 – O Centro Regional de Ciência Espacial e Tecnologia da Educação na Ásia e Pacífico (RCSSTEAP) está oferecendo uma vaga para o seminário internacional Global Navigation Satellite Systems (GNSS). A Agência Espacial Brasileira (AEB) será responsável em indicar candidatos para esta oportunidade até o dia 1º de abril.
O candidato selecionado pela RCSSTEAP terá direito a passagem na classe econômica (ida e volta), transporte local, alojamento e taxas de inscrição pagas. O seminário internacional GNSS em tecnologias e aplicações é organizado pela Universidade Beihang, EcoleNationale de l’AviationCivile, Faculdade Russ de Engenharia e Tecnologia da Universidade de Ohio. O seminário tem como objetivo promover a formação de investigadores em início de carreira e profissionais que incluam pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologias de sistema de satélite de navegação global.
O período do seminário é de treze dias e terá uma visão abrangente em áreas selecionadas do GNSS: teoria, hardware, software e aplicações. O evento destina-se a pós-graduados, alunos de doutorado e profissionais em início de carreira que desejam ampliar seus conhecimentos em GNSS e discutir com especialistas de renome seus projetos de pesquisa.
Pode participar:
• Estudantes de pós-graduação
• Estudantes de PhD
• Estudantes de pós-doutorado
• Engenheiros júniores
• quaisquer pesquisadores que desejam ampliar e melhorar seus conhecimentos e habilidades.
As palestras acontecerão entre os dias 8 e 20 de maio e serão proferidas em inglês, na Universidade Beihang, Beijing, China. Os interessados devem enviar para o email buaa2016@aeb.org.br seu Currículo Lattes, uma carta de intenções, em inglês, com no máximo duas laudas e este formulário preenchido.
Fonte: AEB
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Agência Espacial Brasileira seleciona candidatos para seminário na China
Brasília, 18 de março de 2016 – O Centro Regional de Ciência Espacial e Tecnologia da Educação na Ásia e Pacífico (RCSSTEAP) está oferecendo uma vaga para o seminário internacional Global Navigation Satellite Systems (GNSS). A Agência Espacial Brasileira (AEB) será responsável em indicar candidatos para esta oportunidade até o dia 1º de abril.
O candidato selecionado pela RCSSTEAP terá direito a passagem na classe econômica (ida e volta), transporte local, alojamento e taxas de inscrição pagas. O seminário internacional GNSS em tecnologias e aplicações é organizado pela Universidade Beihang, EcoleNationale de l’AviationCivile, Faculdade Russ de Engenharia e Tecnologia da Universidade de Ohio. O seminário tem como objetivo promover a formação de investigadores em início de carreira e profissionais que incluam pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologias de sistema de satélite de navegação global.
O período do seminário é de treze dias e terá uma visão abrangente em áreas selecionadas do GNSS: teoria, hardware, software e aplicações. O evento destina-se a pós-graduados, alunos de doutorado e profissionais em início de carreira que desejam ampliar seus conhecimentos em GNSS e discutir com especialistas de renome seus projetos de pesquisa.
Pode participar:
• Estudantes de pós-graduação
• Estudantes de PhD
• Estudantes de pós-doutorado
• Engenheiros júniores
• quaisquer pesquisadores que desejam ampliar e melhorar seus conhecimentos e habilidades.
As palestras acontecerão entre os dias 8 e 20 de maio e serão proferidas em inglês, na Universidade Beihang, Beijing, China. Os interessados devem enviar para o email buaa2016@aeb.org.br seu Currículo Lattes, uma carta de intenções, em inglês, com no máximo duas laudas e este formulário preenchido.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 17 de março de 2016
SGDC: recursos da FINEP para a CENIC
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Finep aprova R$ 4 milhões para Cenic equipar satélite brasileiro
Publicado em 16 Março 2016
A Cenic, uma das responsáveis por equipar o satélite geoestacionário brasileiro de defesa e comunicações estratégicas, teve aprovado R$ 4 milhões em Subvenção Econômica a partir de edital que envolveu a Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB). Com os recursos, dois painéis estruturais serão desenvolvidos para suportar as baterias do satélite no ar, que deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016 pela empresa Arianespace.
Além da Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas AEL Sistemas, dentre outras, também foram empresas selecionadas. O edital previa ao todo a aplicação de R$ 53 milhões em recursos não reembolsáveis.
Satélite geoestacionário
A iniciativa começou no fim de 2013 e envolveu os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da própria Finep, que apoiou o projeto com R$ 240 milhões. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro é um projeto em construção em Cannes, na França, fabricado pela Thales Alenia Space (TAS).
Supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, em parceria com a Embraer e Telebras, o equipamento pesa 5,8 toneladas e vai garantir conexão com a internet mesmo nos municípios mais distantes do país, ampliando o acesso Banda Larga. Além de permitir cobrir áreas isoladas com internet, ele deve garantir mais segurança às comunicações estratégicas do governo federal, reforçando a rede terrestre de autarquia, atualmente com 28 mil km de extensão e presente em todas as regiões brasileiras.
O satélite, que custou R$ 2,2 bilhões ao todo, passará por um período de ajustes e testes e começará sua operação em definitivo no início de 2017. Ele ficará posicionado a uma distância de mais de 35 mil quilômetros da superfície da Terra.
Fonte: FINEP
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Finep aprova R$ 4 milhões para Cenic equipar satélite brasileiro
Publicado em 16 Março 2016
A Cenic, uma das responsáveis por equipar o satélite geoestacionário brasileiro de defesa e comunicações estratégicas, teve aprovado R$ 4 milhões em Subvenção Econômica a partir de edital que envolveu a Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB). Com os recursos, dois painéis estruturais serão desenvolvidos para suportar as baterias do satélite no ar, que deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016 pela empresa Arianespace.
Além da Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas AEL Sistemas, dentre outras, também foram empresas selecionadas. O edital previa ao todo a aplicação de R$ 53 milhões em recursos não reembolsáveis.
Satélite geoestacionário
A iniciativa começou no fim de 2013 e envolveu os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da própria Finep, que apoiou o projeto com R$ 240 milhões. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro é um projeto em construção em Cannes, na França, fabricado pela Thales Alenia Space (TAS).
Supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, em parceria com a Embraer e Telebras, o equipamento pesa 5,8 toneladas e vai garantir conexão com a internet mesmo nos municípios mais distantes do país, ampliando o acesso Banda Larga. Além de permitir cobrir áreas isoladas com internet, ele deve garantir mais segurança às comunicações estratégicas do governo federal, reforçando a rede terrestre de autarquia, atualmente com 28 mil km de extensão e presente em todas as regiões brasileiras.
O satélite, que custou R$ 2,2 bilhões ao todo, passará por um período de ajustes e testes e começará sua operação em definitivo no início de 2017. Ele ficará posicionado a uma distância de mais de 35 mil quilômetros da superfície da Terra.
Fonte: FINEP
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quinta-feira, 3 de março de 2016
Modernização dos radares de Alcântara
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Centro de Lançamento de Alcântara conclui modernização de radares
Brasília, 3 de março de 2016 – A modernização dos radares Atlas e Adour do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em Alcântara (MA) foi concluída no último dia 19 de fevereiro. O serviço foi responsável por colocar os radares que apoiarão as atividades do Programa Espacial Brasileiro (PEB) no estado da arte em termos de meios de solo.
Os principais subsistemas modernizados foram o servomecanismo, a telemetria e a codificação angular, além do sistema de recepção de média frequência.
Com a modernização dos subsistemas dos radares, realizada pela empresa Omnisys, do grupo francês Thales, tem-se como resultado o aumento da capacidade operacional e da confiabilidade dos dados de lançamentos realizados a partir do CLA. A atual configuração permite também que os radares contribuam com outras missões deste centro.
O trabalho desenvolvido ainda permite que o Centro possa ter novas peças de reposição, visando a uma correta manutenção e conservação do Sistema por muitos anos. O Sistema pode evoluir ainda mais no futuro com novas funções, por meio da tecnologia utilizada e o domínio total da equipe técnica brasileira.
O engenheiro Carlos Alberto Santos Garcês, um dos responsáveis pela operação dos radares e fiscal do contrato assinado em 2012, destaca que o alto grau de precisão dos radares possibilita “que acompanhemos as passagens de engenhos espaciais sem dificuldades”.
Para celebrar a assinatura do Termo Circunstanciado de Recebimento Definitivo, as equipes do CLA realizaram o rastreio da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A previsão é que os radares sejam utilizados novamente em outubro próximo na Operação Rio Verde, quando será lançado o foguete VSB-30 com a carga útil MicroG-2, com experimentos financiados pelo Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: AEB, com edição do blog Panorama Espacial.
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Centro de Lançamento de Alcântara conclui modernização de radares
Brasília, 3 de março de 2016 – A modernização dos radares Atlas e Adour do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em Alcântara (MA) foi concluída no último dia 19 de fevereiro. O serviço foi responsável por colocar os radares que apoiarão as atividades do Programa Espacial Brasileiro (PEB) no estado da arte em termos de meios de solo.
Os principais subsistemas modernizados foram o servomecanismo, a telemetria e a codificação angular, além do sistema de recepção de média frequência.
Com a modernização dos subsistemas dos radares, realizada pela empresa Omnisys, do grupo francês Thales, tem-se como resultado o aumento da capacidade operacional e da confiabilidade dos dados de lançamentos realizados a partir do CLA. A atual configuração permite também que os radares contribuam com outras missões deste centro.
O trabalho desenvolvido ainda permite que o Centro possa ter novas peças de reposição, visando a uma correta manutenção e conservação do Sistema por muitos anos. O Sistema pode evoluir ainda mais no futuro com novas funções, por meio da tecnologia utilizada e o domínio total da equipe técnica brasileira.
O engenheiro Carlos Alberto Santos Garcês, um dos responsáveis pela operação dos radares e fiscal do contrato assinado em 2012, destaca que o alto grau de precisão dos radares possibilita “que acompanhemos as passagens de engenhos espaciais sem dificuldades”.
Para celebrar a assinatura do Termo Circunstanciado de Recebimento Definitivo, as equipes do CLA realizaram o rastreio da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A previsão é que os radares sejam utilizados novamente em outubro próximo na Operação Rio Verde, quando será lançado o foguete VSB-30 com a carga útil MicroG-2, com experimentos financiados pelo Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: AEB, com edição do blog Panorama Espacial.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Cooperação Brasil - Rússia
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Estação russa do sistema de navegação Glonass inaugurada em Recife
Brasília, 22 de fevereiro de 2016 – Foi inaugurada a semana passada no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), em Recife, a Estação de Monitoramento do sistema russo de navegação por satélite, Glonass. O serviço de geolocalização funciona de forma semelhante ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), mantido pelo governo dos Estados Unidos.
A instalação ocorre em função do Acordo de Cooperação, firmado pelo governo brasileiro e a Federação Espacial da Rússia (Roscosmos), assinado em 2006 e servirá para pesquisa e proteção mútua de tecnologias dos dois países.
Segundo o diretor da corporação estatal russa, Gennady Saenko, o Glonass garante a utilização do espaço para fins pacíficos. “Esta estação é importante para a sociedade de especialistas e universidades, pois pode dar impulso a outros projetos na área espacial”, disse. Esta é a segunda instalação no Brasil, depois da implementada na Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com Saenko, o objetivo é expandir ainda mais o funcionamento na América do Sul e uma terceira estação será instalada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, ainda este ano. O primeiro satélite do sistema foi lançado ao espaço em 1982, mas só 10 anos depois se tornou operacional. “Sem dúvidas essa é uma grande oportunidade para trabalhar de forma global pensando no local, já que esta estação agrega ao Brasil mais uma opção ao GPS”, diz o presidente do Itep, Geraldo Eugênio.
Todos os aparelhos enviados ao Itep são de origem russa e, segundo o coordenador geral da Representação Regional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Nordeste, José Bertotti, o investimento nacional foi ceder a estrutura que abriga a estação do Glonass.
A instalação no Recife é um importante componente para redução do erro de posicionamento do sistema Glonass na América do Sul, atuando na terra, no mar, no ar e no espaço. Nos próximos três meses o sistema vai atuar dependente da estação instalada em Brasília. De acordo com Bertotti, haverá um concurso para convocar especialistas na área. “Esta é uma oportunidade para universidades e as incubadoras instaladas no Instituto, que podem ampliar os estudos na área”.
Fonte: AEB
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Estação russa do sistema de navegação Glonass inaugurada em Recife
Brasília, 22 de fevereiro de 2016 – Foi inaugurada a semana passada no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), em Recife, a Estação de Monitoramento do sistema russo de navegação por satélite, Glonass. O serviço de geolocalização funciona de forma semelhante ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), mantido pelo governo dos Estados Unidos.
A instalação ocorre em função do Acordo de Cooperação, firmado pelo governo brasileiro e a Federação Espacial da Rússia (Roscosmos), assinado em 2006 e servirá para pesquisa e proteção mútua de tecnologias dos dois países.
Segundo o diretor da corporação estatal russa, Gennady Saenko, o Glonass garante a utilização do espaço para fins pacíficos. “Esta estação é importante para a sociedade de especialistas e universidades, pois pode dar impulso a outros projetos na área espacial”, disse. Esta é a segunda instalação no Brasil, depois da implementada na Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com Saenko, o objetivo é expandir ainda mais o funcionamento na América do Sul e uma terceira estação será instalada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, ainda este ano. O primeiro satélite do sistema foi lançado ao espaço em 1982, mas só 10 anos depois se tornou operacional. “Sem dúvidas essa é uma grande oportunidade para trabalhar de forma global pensando no local, já que esta estação agrega ao Brasil mais uma opção ao GPS”, diz o presidente do Itep, Geraldo Eugênio.
Todos os aparelhos enviados ao Itep são de origem russa e, segundo o coordenador geral da Representação Regional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Nordeste, José Bertotti, o investimento nacional foi ceder a estrutura que abriga a estação do Glonass.
A instalação no Recife é um importante componente para redução do erro de posicionamento do sistema Glonass na América do Sul, atuando na terra, no mar, no ar e no espaço. Nos próximos três meses o sistema vai atuar dependente da estação instalada em Brasília. De acordo com Bertotti, haverá um concurso para convocar especialistas na área. “Esta é uma oportunidade para universidades e as incubadoras instaladas no Instituto, que podem ampliar os estudos na área”.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Bolsas de mestrado na China
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Universidade oferece três bolsas de mestrado em ciência espacial
Brasília, 19 de fevereiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em setembro deste ano.
As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.
Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.
São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março; ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.
Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.
Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.
Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – (61) 3411-5546.
Fonte: AEB
Universidade oferece três bolsas de mestrado em ciência espacial
Brasília, 19 de fevereiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em setembro deste ano.
As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.
Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.
São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março; ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.
Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.
Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.
Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – (61) 3411-5546.
Fonte: AEB
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
'Faltam governança, estratégia e recursos ao setor aeroespacial', dizem debatedores
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'Faltam governança, estratégia e recursos ao setor aeroespacial', dizem debatedores
Da Redação | 16/02/2016, 16h58 - ATUALIZADO EM 16/02/2016, 17h58
O setor aeroespacial brasileiro precisa de governança, visão estratégica e recursos para que o Brasil alcance independência no acesso ao espaço, apontaram nesta terça-feira (16) os especialistas ouvidos pela pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Eles debateram as perspectivas para o setor.
Segundo os convidados para a audiência pública, a indústria aeroespacial brasileira está há quatro anos sem nenhum contrato e corre o risco de, no futuro, não conseguir acompanhar a indústria mundial, que está em crescimento. O setor também enfrenta falta de recursos humanos e limitação orçamentária, que corresponde a 0,004% do PIB brasileiro atualmente.
Segundo os expositores, o Brasil perdeu posição para a Argentina, que hoje é o país mais avançado na atividade espacial da América Latina. De acordo com uma escala de capacidade espacial da NASA, o Brasil está no nível 4, que representa um grupo de países que possuem sua própria agência espacial, opera seus próprios satélites, mas ainda não dominou o ciclo completo de acesso ao espaço. Os Estados Unidos, que são o único país que conseguiu enviar uma tripulação à lua e que tem permanência de tripulantes no espaço, estão no nível 8.
O senador Lasier Martins (PDT-RS), autor do requerimento da audiência pública, disse que a reunião serviu para trazer a verdade à tona e que o Brasil precisa fazer algo para se recuperar, embora o momento seja de crise.
— O Brasil fica sabendo hoje qual é a nossa realidade, e que estamos tão distante das lideranças. Estamos no nível 4. Estados Unidos, no ápice. China, Índia. E a nossa vizinha Argentina está muito à nossa frente. Onde está o nosso amor próprio, o nosso orgulho? Como nos deixaram afundar de tal maneira nos últimos anos de governo? — questionou o senador.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da CCT, disse que a audiência pública foi a melhor até o momento desde que começou a presidir a comissão. Ele afirmou que vai preparar um documento que possa chamar a atenção do Brasil para o potencial que o país tem e que não está utilizando.
De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Fernando Perondi, o Brasil tem hoje a oportunidade de ser um grande ator na indústria espacial, mas essa oportunidade deve passar em entre 5 a 10 anos.
— Porque em 5 a 10 anos, essa indústria já estará totalmente estabelecida e nós teremos aquele famoso late entrance fee, quer dizer, são países retardatários que querem entrar numa indústria. Eles vão ter que pagar muito mais porque, naquele momento, os sistemas produzidos já estão muito baratos — afirmou.
Avanços e desafios
De acordo com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coêlho, embora enfrente muitos desafios, o setor espacial brasileiro tem avançado. Ele afirmou que o Centro de Lançamento de Alcântara está preparado para promover todas as atividades preconizadas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).
O diretor do Inpe informou que o Brasil está entre os nove países no mundo que fabrica câmeras para colocar no espaço e que conseguiu grandes avanços em dez anos.
— Nós conseguimos grandes avanços. Conseguimos em dez anos contratar três sistemas, gerando um arranjo industrial, temos inovação com essas câmeras, mas estamos perdendo esse arranjo — afirmou.
Para Coêlho, o setor enfrenta três desafios que precisam ser superados para que a situação do país se reverta. O primeiro está relacionado ao orçamento destinado às atividades espaciais brasileiras. O segundo é a burocracia e as incertezas jurídicas que prejudicam as instituições executoras dos projetos. E o terceiro é que os programas de estado, como os programas espaciais, precisam da presença e competência do Estado para formular os requisitos e deixar que a indústria os execute.
— Torna-se fundamental que o Brasil entenda que não há alternativa fora da plena atribuição à industria nacional — afirmou o presidente da AEB, referindo-se à responsabilidade sobre o desenvolvimento dos projetos em sua fase industrial.
O presidente do sindicato de metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, relatou exemplos de indústrias que estão à beira da falência, como a Avibras, que fabrica lançadores, e a Mectron, que fabrica mísseis.
— O nosso país é um país de dimensão continental, rico pela natureza, mas nós não temos hoje um preparo para enfrentar uma situação de guerra ou ameaça que não é descartado que no futuro a gente venha a viver — afirmou.
O diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da área de Ciência e Tecnologia (SindCT), Gino Genaro, criticou as falhas do governo com iniciativas que deram errado, como um contrato com a Ucrânia para lançamento de um foguete, rompido unilateralmente em 2015. Para ele, depende agora do governo e do Congresso traçar uma estratégia para que o setor espacial volte a crescer.
— Está nas mãos do Estado brasileiro, do governo e do parlamento traçar essa estratégia do programa espacial brasileiro — afirmou.
Fonte: Agência Senado.
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'Faltam governança, estratégia e recursos ao setor aeroespacial', dizem debatedores
Da Redação | 16/02/2016, 16h58 - ATUALIZADO EM 16/02/2016, 17h58
O setor aeroespacial brasileiro precisa de governança, visão estratégica e recursos para que o Brasil alcance independência no acesso ao espaço, apontaram nesta terça-feira (16) os especialistas ouvidos pela pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Eles debateram as perspectivas para o setor.
Segundo os convidados para a audiência pública, a indústria aeroespacial brasileira está há quatro anos sem nenhum contrato e corre o risco de, no futuro, não conseguir acompanhar a indústria mundial, que está em crescimento. O setor também enfrenta falta de recursos humanos e limitação orçamentária, que corresponde a 0,004% do PIB brasileiro atualmente.
Segundo os expositores, o Brasil perdeu posição para a Argentina, que hoje é o país mais avançado na atividade espacial da América Latina. De acordo com uma escala de capacidade espacial da NASA, o Brasil está no nível 4, que representa um grupo de países que possuem sua própria agência espacial, opera seus próprios satélites, mas ainda não dominou o ciclo completo de acesso ao espaço. Os Estados Unidos, que são o único país que conseguiu enviar uma tripulação à lua e que tem permanência de tripulantes no espaço, estão no nível 8.
O senador Lasier Martins (PDT-RS), autor do requerimento da audiência pública, disse que a reunião serviu para trazer a verdade à tona e que o Brasil precisa fazer algo para se recuperar, embora o momento seja de crise.
— O Brasil fica sabendo hoje qual é a nossa realidade, e que estamos tão distante das lideranças. Estamos no nível 4. Estados Unidos, no ápice. China, Índia. E a nossa vizinha Argentina está muito à nossa frente. Onde está o nosso amor próprio, o nosso orgulho? Como nos deixaram afundar de tal maneira nos últimos anos de governo? — questionou o senador.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da CCT, disse que a audiência pública foi a melhor até o momento desde que começou a presidir a comissão. Ele afirmou que vai preparar um documento que possa chamar a atenção do Brasil para o potencial que o país tem e que não está utilizando.
De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Fernando Perondi, o Brasil tem hoje a oportunidade de ser um grande ator na indústria espacial, mas essa oportunidade deve passar em entre 5 a 10 anos.
— Porque em 5 a 10 anos, essa indústria já estará totalmente estabelecida e nós teremos aquele famoso late entrance fee, quer dizer, são países retardatários que querem entrar numa indústria. Eles vão ter que pagar muito mais porque, naquele momento, os sistemas produzidos já estão muito baratos — afirmou.
Avanços e desafios
De acordo com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coêlho, embora enfrente muitos desafios, o setor espacial brasileiro tem avançado. Ele afirmou que o Centro de Lançamento de Alcântara está preparado para promover todas as atividades preconizadas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).
O diretor do Inpe informou que o Brasil está entre os nove países no mundo que fabrica câmeras para colocar no espaço e que conseguiu grandes avanços em dez anos.
— Nós conseguimos grandes avanços. Conseguimos em dez anos contratar três sistemas, gerando um arranjo industrial, temos inovação com essas câmeras, mas estamos perdendo esse arranjo — afirmou.
Para Coêlho, o setor enfrenta três desafios que precisam ser superados para que a situação do país se reverta. O primeiro está relacionado ao orçamento destinado às atividades espaciais brasileiras. O segundo é a burocracia e as incertezas jurídicas que prejudicam as instituições executoras dos projetos. E o terceiro é que os programas de estado, como os programas espaciais, precisam da presença e competência do Estado para formular os requisitos e deixar que a indústria os execute.
— Torna-se fundamental que o Brasil entenda que não há alternativa fora da plena atribuição à industria nacional — afirmou o presidente da AEB, referindo-se à responsabilidade sobre o desenvolvimento dos projetos em sua fase industrial.
O presidente do sindicato de metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, relatou exemplos de indústrias que estão à beira da falência, como a Avibras, que fabrica lançadores, e a Mectron, que fabrica mísseis.
— O nosso país é um país de dimensão continental, rico pela natureza, mas nós não temos hoje um preparo para enfrentar uma situação de guerra ou ameaça que não é descartado que no futuro a gente venha a viver — afirmou.
O diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da área de Ciência e Tecnologia (SindCT), Gino Genaro, criticou as falhas do governo com iniciativas que deram errado, como um contrato com a Ucrânia para lançamento de um foguete, rompido unilateralmente em 2015. Para ele, depende agora do governo e do Congresso traçar uma estratégia para que o setor espacial volte a crescer.
— Está nas mãos do Estado brasileiro, do governo e do parlamento traçar essa estratégia do programa espacial brasileiro — afirmou.
Fonte: Agência Senado.
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domingo, 7 de fevereiro de 2016
Proposta de "hosted payload" meteorológica para o Brasil
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Em julho de 2011, abordamos no blog o tema "hosted payloads" no segmento de comunicações militares (clique aqui), ainda hoje adotado pelo Ministério da Defesa para atender o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), em parceria com a Star One, do grupo Embratel. Numa explicação bastante sucinta, o conceito envolve a colocação de cargas úteis de interesse embarcadas em satélites comerciais, com a possibilidade de acesso exclusivo às informações pelo cliente, cabendo ao operador comercial as funções de telemetria e controle da plataforma.
Apesar de mais comum, fato é que o conceito em si não serve apenas para comunicações, podendo atender também outras áreas, como meteorologia. E há empresas atentas a oportunidades nesse sentido, envolvendo inclusive o Brasil. No início do mês, esteve na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF), um representante da companhia SES, para apresentar uma proposta de "hosted payload" meteorológica para o Brasil.
Grande parte dos sensores meteorológicos espaciais está instalada em satélites posicionados em órbita geoestacionária, que se mantêm fixos sobre um mesmo ponto em relação à superfície terrestre, tipo de órbita também bastante comum para comunicações.
Com sede em Luxemburgo, a SES é uma das maiores operadoras mundiais de satélites de telecomunicações, operando uma frota de mais de cinquenta satélites geoestacionários que cobrem 99% da população mundial. É natural, portanto, que à medida que planeje a substituição de satélites de sua frota que cobrem a região, a empresa europeia, ciente das necessidades e interesses brasileiros, ofereça a oportunidade de uma "hosted payload" meteorológica.
A propósito, sobre os planos nacionais, ainda embrionários, para um satélite (ou sensor) meteorológico, recomendamos a leitura do artigo "Satélite meteorológico: um próximo passo", publicado pela revista Tecnologia & Defesa em meados de 2014, mas que ainda possui informações atuais. Vale também citar que meteorologia é um dos segmentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa.
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Em julho de 2011, abordamos no blog o tema "hosted payloads" no segmento de comunicações militares (clique aqui), ainda hoje adotado pelo Ministério da Defesa para atender o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), em parceria com a Star One, do grupo Embratel. Numa explicação bastante sucinta, o conceito envolve a colocação de cargas úteis de interesse embarcadas em satélites comerciais, com a possibilidade de acesso exclusivo às informações pelo cliente, cabendo ao operador comercial as funções de telemetria e controle da plataforma.
Apesar de mais comum, fato é que o conceito em si não serve apenas para comunicações, podendo atender também outras áreas, como meteorologia. E há empresas atentas a oportunidades nesse sentido, envolvendo inclusive o Brasil. No início do mês, esteve na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF), um representante da companhia SES, para apresentar uma proposta de "hosted payload" meteorológica para o Brasil.
Grande parte dos sensores meteorológicos espaciais está instalada em satélites posicionados em órbita geoestacionária, que se mantêm fixos sobre um mesmo ponto em relação à superfície terrestre, tipo de órbita também bastante comum para comunicações.
Com sede em Luxemburgo, a SES é uma das maiores operadoras mundiais de satélites de telecomunicações, operando uma frota de mais de cinquenta satélites geoestacionários que cobrem 99% da população mundial. É natural, portanto, que à medida que planeje a substituição de satélites de sua frota que cobrem a região, a empresa europeia, ciente das necessidades e interesses brasileiros, ofereça a oportunidade de uma "hosted payload" meteorológica.
A propósito, sobre os planos nacionais, ainda embrionários, para um satélite (ou sensor) meteorológico, recomendamos a leitura do artigo "Satélite meteorológico: um próximo passo", publicado pela revista Tecnologia & Defesa em meados de 2014, mas que ainda possui informações atuais. Vale também citar que meteorologia é um dos segmentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
"Presente de Aniversário para a Agência Espacial Brasileira", artigo de José Monserrat Filho
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Presente de Aniversário para a Agência Espacial Brasileira
José Monserrat Filho *
“Tenham coragem. Não tenham medo de sonhar coisas grandes.” Papa Francisco
A AEB completa 22 anos de existência agora no dia 10 de fevereiro. Qual seria o melhor presente para festejar a data? É o que tento sugerir aqui.
A certidão de nascimento da AEB é a Lei nº 8.854, de 10 de fevereiro de 1994, sancionada pelo então Presidente Itamar Franco depois de aprovada pelo Congresso Nacional. Essa lei continua em plena vigência, ainda que com algumas atualizações.
Seu art. 1º anuncia algo histórico: “Fica criada, com natureza civil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal vinculada à Presidência da República, com a finalidade de promover o desenvolvimento das atividades espaciais de interesse nacional.” E mais: o art. 2º dota a AEB de “autonomia administrativa e financeira, com patrimônio e quadro de pessoal próprios”.
Vale enfatizar: a AEB é órgão civil, não militar. Era o que pleiteavam entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a opinião pública em geral, após a democratização do país, em 1985. A AEB veio substituir – com nove anos de atraso, diga-se – a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE), criada em 1971 pelo regime militar para assessorar o Presidente da República. O Estado-Maior das Forças Armadas desempenhava papel central na COBAE.
A AEB tem ampla competência, que começa pelo dever de executar e fazer executar a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e propor sua atualização, bem como de elaborar e atualizar os Programas Nacionais de Atividades Espaciais (PNAE). O PNAE atual refere-se ao período 2012-2021. Ao todo, conforme o art. 3º da Lei nº 8.854, são 14 mandatos da AEB. Apenas para dar uma ideia deles, eis aqui os oito mais importantes:
“I – executar e fazer executar a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), bem como propor as diretrizes e a implementação das ações dela decorrentes;
II – propor a atualização da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais e as diretrizes para a sua consecução;
III – elaborar e atualizar os Programas Nacionais de Atividades Espaciais (PNAE) e as respectivas propostas orçamentárias;
IV – promover o relacionamento com instituições congêneres no País e no exterior;
V – analisar propostas e firmar acordos e convênios internacionais, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Ciência e Tecnologia, objetivando a cooperação no campo das atividades espaciais, e acompanhar a sua execução;
VI – emitir pareceres relativos a questões ligadas às atividades espaciais que sejam objeto de análise e discussão nos foros internacionais e neles fazer-se representar, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Ciência e Tecnologia;
VII – incentivar a participação de universidades e outras instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento nas atividades de interesse da área espacial;
VIII – estimular a participação da iniciativa privada nas atividades espaciais;...”
Não é pouca coisa. São mandatos de alta relevância para o desenvolvimento espacial do país. Ainda mais que os benefícios do espaço são hoje essenciais à vida normal de todos os países.
Não se pode confundir a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) com o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). A PNDAE foi instituída pelo Decreto n.º 1.332, também firmado pelo Presidente Itamar Franco em 8 de dezembro de 1994, nove meses após a fundação da AEB. Elaborada pela própria AEB, a PNDAE estabelece objetivos e diretrizes para os programas e projetos da área espacial e tem no PNAE seu principal instrumento de planejamento e programação para períodos de dez anos. Ela nasceu, certamente, como parte do esforço do governo brasileiro para demonstrar aos países mais desenvolvidos que o programa espacial brasileiro era civil. O Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (Missile Technology Control Regime – MTCR), instituído em 1987, liderado pelos Estados Unidos e outras potências, bloqueou em 1988 a construção do VLS (Veículo Lançador de Satélites), parte essencial da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), anunciada em 1980. Acusação: o VLS seria na realidade um míssil de longa distância. Em resposta, o Brasil aderiu ao MTCR em 1995, um ano após a fundação da AEB e a aprovação do PNDAE, deixando claro que seu programa espacial era pacífico, e que o VLS não tinha pretensões a ser míssil.
O PNAE é elaborado pela AEB e aprovado pelo seu Conselho Superior. Composto por representantes de todos os ministérios ligados às atividades espaciais, nomeados pelo Presidente da República, o Conselho Superior da AEB tem extrema importância jurídica e operacional. Suas deliberações são fundamentais para a execução da PNDAE e do próprio PNAE.
“As atividades espaciais brasileiras serão organizadas sob forma sistêmica, estabelecida pelo Poder Executivo”, determina o art. 4º da Lei que criou a AEB. Ou seja, as instituições que realizam atividades espaciais devem funcionar de modo a constituir um sistema coerente, entrosado e cooperativo, ainda que cada uma delas mantenha sua autonomia.
Daí surgiu o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), cerca de dois anos depois da AEB e da PNDAE, para “organizar a execução das atividades destinadas ao desenvolvimento espacial de interesse nacional”. O SINDAE tem base no Decreto nº 1.953, de 10 de julho de 1996, firmado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora haja dúvidas, críticas e certo ceticismo quanto à funcionalidade do SINDAE, esse decreto nunca foi debatido ou revisto e continua em vigor. Conformar-se ironicamente com “uma lei que não pegou” não se coaduna com o Estado Democrático de Direito, estabelecido no art. 1º da Constituição Brasileira.
“O SINDAE é constituído por um órgão central, responsável por sua coordenação geral, por órgãos setoriais, responsáveis pela coordenação setorial e execução das ações contidas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e por órgãos e entidades participantes, responsáveis pela execução de ações específicas do PNAE”, reza o art. 2º do Decreto nº 1.953.
O órgão central do SINDAE é a AEB e os órgãos setoriais são o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI); o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e seu Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e os Centros de Lançamento de Barrera do Inferno (CLBI) e de Alcântara (CLA), todos vinculados ao Comando da Aeronáutica, do Ministério de Defesa (MD). Também são membros do sistema as universidades e as empresas da indústria espacial. O funcionamento do SINDAE é regulado por resolução normativa aprovada pelo Conselho Superior da AEB.
Cerca de 20 anos depois, em 2 de outubro de 2015, os então Ministros da Defesa, Jaques Wagner, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, criaram o “Grupo de Trabalho Interministerial para o Setor Espacial (GTI - Setor Espacial)”, pela Portaria Interministerial nº 2.151. Esse GTI tem por fim “assessorar, em caráter temporário, o Ministro de Estado da Defesa e o Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação nos trabalhos relativos ao aprimoramento do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), a fim de organizar e dinamizar as atividades espaciais no Brasil como um Programa de Estado”.
O GTI - Setor Espacial também tem ampla competência:
“I - propor revisão do modelo de governança para as atividades espaciais no Brasil;
II - propor a revisão da legislação, no que couber, com vistas a:
a) formalizar um Programa de Estado para as atividades espaciais no Brasil;
b) propor um regime diferenciado de contratação de pessoal especializado do setor espacial; e c) propor um regime diferenciado para aquisição de bens, serviços, obras e informações com aplicação direta nos projetos e instalações do setor espacial;
III - apresentar proposta de revisão do PNAE para o decênio 2016-2025, harmonizando as diversas iniciativas espaciais em curso;
IV - propor um Projeto Mobilizador, para o período de cinco anos, visando fomentar o desenvolvimento da indústria nacional, quanto aos seus componentes basilares: satélite, lançador e infraestrutura de lançamento e operação;
V - identificar as necessidades e propor um plano de recomposição, readequação e ampliação dos quadros de pessoal especializado do setor espacial, no Comando da Aeronáutica e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); e
VI - propor um plano de valorização e divulgação das atividades espaciais no Brasil.”
O GTI é composto por membros titulares e suplentes indicados pelo MD e MTCI, e sua coordenação está a cargo do Comando da Aeronáutica do MD, como reza a Portaria, acrescentando que os relatórios e estudos produzidos pelo GTI Espacial devem ser encaminhados ao MD pelo Comando da Aeronáutica, e ao MTCI pelo INPE. E mais: o GTI pode convidar representantes de outros órgãos ou entidades, públicas ou privadas, para participar de suas reuniões e opinar nas suas proposições, sem, contudo, gerar a obrigação de acatar as sugestões por eles emanadas.
Em momento algum a Portaria menciona a AEB, que, aliás, tomou ciência do GTI apenas pelo noticiário. Em termos legais, vale lembrar: uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República tem muito mais peso do que uma Portaria Interministerial. Essa não pode, de modo algum, ignorar ou desconhecer aquela. Há uma hierarquia clara e imperativa entre os instrumentos jurídicos. Trata-se de um princípio elementar do direito.
Todos os Ministros de Estado têm o direito de recorrer a portarias interministeriais, se e quando julgarem isso necessário, inclusive para criar grupos de trabalho conjuntos. O que não tem amparo legal é criar uma portaria interministerial que se coloque acima de uma lei federal em pleno vigor. Ainda mais quando a intenção manifesta é alcançar um nobre e elevado objetivo nacional: a criação de uma Política Espacial de Estado, antigo sonho da comunidade espacial brasileira.
Eis, então, a minha sugestão de presente de aniversário para comemorar os 22 anos da AEB: reconhecer a vigência da Lei nº 8.854, acatar o papel legal e legítimo da AEB, como ativa participante de qualquer plano de revisão da política e do programa nacional de atividades espaciais, e, como consequência natural, substituir a referida Portaria Interministerial MD-MCTI.
A alternativa disso seria ainda mais dolorosa: anular a Lei nº 8.854 e as que vieram a seguir (PNDAE e SINDAE), nela calcadas. Mas não é precisamente isso o que, na prática, parece estar acontecendo, bem diante dos nossos olhos e do nosso senso de justiça?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). E-mail: jose.monserrat.filho@gmail.com.
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Presente de Aniversário para a Agência Espacial Brasileira
José Monserrat Filho *
“Tenham coragem. Não tenham medo de sonhar coisas grandes.” Papa Francisco
A AEB completa 22 anos de existência agora no dia 10 de fevereiro. Qual seria o melhor presente para festejar a data? É o que tento sugerir aqui.
A certidão de nascimento da AEB é a Lei nº 8.854, de 10 de fevereiro de 1994, sancionada pelo então Presidente Itamar Franco depois de aprovada pelo Congresso Nacional. Essa lei continua em plena vigência, ainda que com algumas atualizações.
Seu art. 1º anuncia algo histórico: “Fica criada, com natureza civil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal vinculada à Presidência da República, com a finalidade de promover o desenvolvimento das atividades espaciais de interesse nacional.” E mais: o art. 2º dota a AEB de “autonomia administrativa e financeira, com patrimônio e quadro de pessoal próprios”.
Vale enfatizar: a AEB é órgão civil, não militar. Era o que pleiteavam entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a opinião pública em geral, após a democratização do país, em 1985. A AEB veio substituir – com nove anos de atraso, diga-se – a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE), criada em 1971 pelo regime militar para assessorar o Presidente da República. O Estado-Maior das Forças Armadas desempenhava papel central na COBAE.
A AEB tem ampla competência, que começa pelo dever de executar e fazer executar a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e propor sua atualização, bem como de elaborar e atualizar os Programas Nacionais de Atividades Espaciais (PNAE). O PNAE atual refere-se ao período 2012-2021. Ao todo, conforme o art. 3º da Lei nº 8.854, são 14 mandatos da AEB. Apenas para dar uma ideia deles, eis aqui os oito mais importantes:
“I – executar e fazer executar a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), bem como propor as diretrizes e a implementação das ações dela decorrentes;
II – propor a atualização da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais e as diretrizes para a sua consecução;
III – elaborar e atualizar os Programas Nacionais de Atividades Espaciais (PNAE) e as respectivas propostas orçamentárias;
IV – promover o relacionamento com instituições congêneres no País e no exterior;
V – analisar propostas e firmar acordos e convênios internacionais, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Ciência e Tecnologia, objetivando a cooperação no campo das atividades espaciais, e acompanhar a sua execução;
VI – emitir pareceres relativos a questões ligadas às atividades espaciais que sejam objeto de análise e discussão nos foros internacionais e neles fazer-se representar, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Ciência e Tecnologia;
VII – incentivar a participação de universidades e outras instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento nas atividades de interesse da área espacial;
VIII – estimular a participação da iniciativa privada nas atividades espaciais;...”
Não é pouca coisa. São mandatos de alta relevância para o desenvolvimento espacial do país. Ainda mais que os benefícios do espaço são hoje essenciais à vida normal de todos os países.
Não se pode confundir a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) com o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). A PNDAE foi instituída pelo Decreto n.º 1.332, também firmado pelo Presidente Itamar Franco em 8 de dezembro de 1994, nove meses após a fundação da AEB. Elaborada pela própria AEB, a PNDAE estabelece objetivos e diretrizes para os programas e projetos da área espacial e tem no PNAE seu principal instrumento de planejamento e programação para períodos de dez anos. Ela nasceu, certamente, como parte do esforço do governo brasileiro para demonstrar aos países mais desenvolvidos que o programa espacial brasileiro era civil. O Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (Missile Technology Control Regime – MTCR), instituído em 1987, liderado pelos Estados Unidos e outras potências, bloqueou em 1988 a construção do VLS (Veículo Lançador de Satélites), parte essencial da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), anunciada em 1980. Acusação: o VLS seria na realidade um míssil de longa distância. Em resposta, o Brasil aderiu ao MTCR em 1995, um ano após a fundação da AEB e a aprovação do PNDAE, deixando claro que seu programa espacial era pacífico, e que o VLS não tinha pretensões a ser míssil.
O PNAE é elaborado pela AEB e aprovado pelo seu Conselho Superior. Composto por representantes de todos os ministérios ligados às atividades espaciais, nomeados pelo Presidente da República, o Conselho Superior da AEB tem extrema importância jurídica e operacional. Suas deliberações são fundamentais para a execução da PNDAE e do próprio PNAE.
“As atividades espaciais brasileiras serão organizadas sob forma sistêmica, estabelecida pelo Poder Executivo”, determina o art. 4º da Lei que criou a AEB. Ou seja, as instituições que realizam atividades espaciais devem funcionar de modo a constituir um sistema coerente, entrosado e cooperativo, ainda que cada uma delas mantenha sua autonomia.
Daí surgiu o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), cerca de dois anos depois da AEB e da PNDAE, para “organizar a execução das atividades destinadas ao desenvolvimento espacial de interesse nacional”. O SINDAE tem base no Decreto nº 1.953, de 10 de julho de 1996, firmado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora haja dúvidas, críticas e certo ceticismo quanto à funcionalidade do SINDAE, esse decreto nunca foi debatido ou revisto e continua em vigor. Conformar-se ironicamente com “uma lei que não pegou” não se coaduna com o Estado Democrático de Direito, estabelecido no art. 1º da Constituição Brasileira.
“O SINDAE é constituído por um órgão central, responsável por sua coordenação geral, por órgãos setoriais, responsáveis pela coordenação setorial e execução das ações contidas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e por órgãos e entidades participantes, responsáveis pela execução de ações específicas do PNAE”, reza o art. 2º do Decreto nº 1.953.
O órgão central do SINDAE é a AEB e os órgãos setoriais são o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI); o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e seu Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e os Centros de Lançamento de Barrera do Inferno (CLBI) e de Alcântara (CLA), todos vinculados ao Comando da Aeronáutica, do Ministério de Defesa (MD). Também são membros do sistema as universidades e as empresas da indústria espacial. O funcionamento do SINDAE é regulado por resolução normativa aprovada pelo Conselho Superior da AEB.
Cerca de 20 anos depois, em 2 de outubro de 2015, os então Ministros da Defesa, Jaques Wagner, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, criaram o “Grupo de Trabalho Interministerial para o Setor Espacial (GTI - Setor Espacial)”, pela Portaria Interministerial nº 2.151. Esse GTI tem por fim “assessorar, em caráter temporário, o Ministro de Estado da Defesa e o Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação nos trabalhos relativos ao aprimoramento do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), a fim de organizar e dinamizar as atividades espaciais no Brasil como um Programa de Estado”.
O GTI - Setor Espacial também tem ampla competência:
“I - propor revisão do modelo de governança para as atividades espaciais no Brasil;
II - propor a revisão da legislação, no que couber, com vistas a:
a) formalizar um Programa de Estado para as atividades espaciais no Brasil;
b) propor um regime diferenciado de contratação de pessoal especializado do setor espacial; e c) propor um regime diferenciado para aquisição de bens, serviços, obras e informações com aplicação direta nos projetos e instalações do setor espacial;
III - apresentar proposta de revisão do PNAE para o decênio 2016-2025, harmonizando as diversas iniciativas espaciais em curso;
IV - propor um Projeto Mobilizador, para o período de cinco anos, visando fomentar o desenvolvimento da indústria nacional, quanto aos seus componentes basilares: satélite, lançador e infraestrutura de lançamento e operação;
V - identificar as necessidades e propor um plano de recomposição, readequação e ampliação dos quadros de pessoal especializado do setor espacial, no Comando da Aeronáutica e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); e
VI - propor um plano de valorização e divulgação das atividades espaciais no Brasil.”
O GTI é composto por membros titulares e suplentes indicados pelo MD e MTCI, e sua coordenação está a cargo do Comando da Aeronáutica do MD, como reza a Portaria, acrescentando que os relatórios e estudos produzidos pelo GTI Espacial devem ser encaminhados ao MD pelo Comando da Aeronáutica, e ao MTCI pelo INPE. E mais: o GTI pode convidar representantes de outros órgãos ou entidades, públicas ou privadas, para participar de suas reuniões e opinar nas suas proposições, sem, contudo, gerar a obrigação de acatar as sugestões por eles emanadas.
Em momento algum a Portaria menciona a AEB, que, aliás, tomou ciência do GTI apenas pelo noticiário. Em termos legais, vale lembrar: uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República tem muito mais peso do que uma Portaria Interministerial. Essa não pode, de modo algum, ignorar ou desconhecer aquela. Há uma hierarquia clara e imperativa entre os instrumentos jurídicos. Trata-se de um princípio elementar do direito.
Todos os Ministros de Estado têm o direito de recorrer a portarias interministeriais, se e quando julgarem isso necessário, inclusive para criar grupos de trabalho conjuntos. O que não tem amparo legal é criar uma portaria interministerial que se coloque acima de uma lei federal em pleno vigor. Ainda mais quando a intenção manifesta é alcançar um nobre e elevado objetivo nacional: a criação de uma Política Espacial de Estado, antigo sonho da comunidade espacial brasileira.
Eis, então, a minha sugestão de presente de aniversário para comemorar os 22 anos da AEB: reconhecer a vigência da Lei nº 8.854, acatar o papel legal e legítimo da AEB, como ativa participante de qualquer plano de revisão da política e do programa nacional de atividades espaciais, e, como consequência natural, substituir a referida Portaria Interministerial MD-MCTI.
A alternativa disso seria ainda mais dolorosa: anular a Lei nº 8.854 e as que vieram a seguir (PNDAE e SINDAE), nela calcadas. Mas não é precisamente isso o que, na prática, parece estar acontecendo, bem diante dos nossos olhos e do nosso senso de justiça?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). E-mail: jose.monserrat.filho@gmail.com.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Indústria espacial: 2016 melhor que 2015
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Ainda que muito aquém do ideal, para a indústria espacial brasileira, o ano de 2016 começou melhor do que 2015, um contraste em relação às perspectivas para a economia brasileira ao longo deste ano. Duas iniciativas conduzidas pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destinarão recursos para a indústria superiores a R$56 milhões - montante relativamente irrisório para o setor, mas suficiente para manter certa carga de trabalho junto à base industrial espacial local.
No último dia de 2015, a AEB assinou com a Thales Alenia Space France cinco contratos para transferência tecnológica no âmbito do processo de absorção tecnológica do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), num valor aproximado de R$31,5 milhões. Serão beneficiadas a Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas e CENIC, de São José dos Campos (SP), e a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), conforme os contratos abaixo:
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Controle Térmico, no valor de R$3.257.206,63 - Equatorial Sistemas;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Propulsão, no valor de R$4.928.667,93 - Fibraforte;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Estruturas Mecânicas à Base de Fibra de Carbono para Carga Úteis de Observação da Terra, no valor de R$5.785.827,57 - CENIC;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Potência e Painéis Solares, no valor de R$15.863.233,80 - Orbital Engenharia;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Tecnologia e Componentes FPGA e ASIC para Aplicações Espaciais Embarcadas, no valor de R$1.671.461,30 - AEL Sistemas.
A seleção pública do Programa PIPE/PAPPE, com recursos estaduais (FAPESP) e federais (FINEP), coordenado pelo INPE e com prazo limite para entregas de propostas em 4 de abril, é outro programa que trará investimentos à indústria. Serão disponibilizados inicialmente recursos da ordem de R$25 milhões para a indústria espacial paulista, valor que poderá até mesmo dobrar.
Também há expectativa de alguns contratos relativos ao programa CBERS e Amazônia-1 ao longo de 2016, conforme indicado por Leonel Perondi, diretor do INPE, em recente entrevista concedida ao blog Panorama Espacial e que em breve será publicada.
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Ainda que muito aquém do ideal, para a indústria espacial brasileira, o ano de 2016 começou melhor do que 2015, um contraste em relação às perspectivas para a economia brasileira ao longo deste ano. Duas iniciativas conduzidas pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destinarão recursos para a indústria superiores a R$56 milhões - montante relativamente irrisório para o setor, mas suficiente para manter certa carga de trabalho junto à base industrial espacial local.
No último dia de 2015, a AEB assinou com a Thales Alenia Space France cinco contratos para transferência tecnológica no âmbito do processo de absorção tecnológica do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), num valor aproximado de R$31,5 milhões. Serão beneficiadas a Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas e CENIC, de São José dos Campos (SP), e a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), conforme os contratos abaixo:
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Controle Térmico, no valor de R$3.257.206,63 - Equatorial Sistemas;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Propulsão, no valor de R$4.928.667,93 - Fibraforte;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Estruturas Mecânicas à Base de Fibra de Carbono para Carga Úteis de Observação da Terra, no valor de R$5.785.827,57 - CENIC;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Potência e Painéis Solares, no valor de R$15.863.233,80 - Orbital Engenharia;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Tecnologia e Componentes FPGA e ASIC para Aplicações Espaciais Embarcadas, no valor de R$1.671.461,30 - AEL Sistemas.
A seleção pública do Programa PIPE/PAPPE, com recursos estaduais (FAPESP) e federais (FINEP), coordenado pelo INPE e com prazo limite para entregas de propostas em 4 de abril, é outro programa que trará investimentos à indústria. Serão disponibilizados inicialmente recursos da ordem de R$25 milhões para a indústria espacial paulista, valor que poderá até mesmo dobrar.
Também há expectativa de alguns contratos relativos ao programa CBERS e Amazônia-1 ao longo de 2016, conforme indicado por Leonel Perondi, diretor do INPE, em recente entrevista concedida ao blog Panorama Espacial e que em breve será publicada.
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sábado, 30 de janeiro de 2016
Cooperação Brasil - China: bolsas de mestrado em ciência espacial
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Universidade de Beijing oferece bolsas de mestrado em ciência espacial
Brasília, 29 de janeiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em Setembro deste ano.
As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.
Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.
São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março; ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.
Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.
Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.
Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – 34115546.
Basic Information of the Candidates for MASTA 2016
Fonte: AEB
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Universidade de Beijing oferece bolsas de mestrado em ciência espacial
Brasília, 29 de janeiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em Setembro deste ano.
As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.
Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.
São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março; ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.
Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.
Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.
Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – 34115546.
Basic Information of the Candidates for MASTA 2016
Fonte: AEB
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Estudos sobre o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados
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Pesquisadora propõe microssatélites para atualizar o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016
No livro “O Segmento Espacial orientado pela Engenharia de Sistemas”, a pesquisadora Jaqueline Vaz Maiolino, mestre em Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) pelo INPE, e diretora de Engenharia da Orbital Engenharia, propõe o uso de pelo menos dois microssatélites para atualizar o segmento espacial do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD). A obra, publicada no início do ano passado, é baseada na dissertação de mestrado da autora, defendida em 2011, no Curso da ETE, sob a orientação do professor Marcelo Lopes de Oliveira e Souza, da ETE, e co-orientação do ex-gerente do SBCD, Wilson Yamaguti.
Dois anos após a defesa de sua dissertação, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou edital de licitação (Concorrência 01/2013) para a contratação de estudo comparativo de soluções para o Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-Hidro). Atualmente, o SBCD conta com os satélites SCD-1, SCD-2 e CBERS 4A. Os dois primeiros, embora em funcionamento, podem ficar inoperantes a qualquer momento, pois já ultrapassaram o tempo de vida útil inicialmente previsto em vários anos.
Além da obsolescência desses satélites, a autora argumenta que a necessidade crescente de maior quantidade e frequência de dados ambientais e hidrometeorológicos para monitoramentos e pesquisas vem demandando, nos últimos anos, estudos sobre a atualização do segmento espacial do SBCD. A pesquisadora lembra ainda que soluções com nanossatélites também vêm sendo apresentadas, tendo em vista o baixo custo destes sistemas e o grande envolvimento de universidades no desenvolvimento dos projetos, em parceria com o INPE, ITA e a AEB.
O Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD) foi idealizado nos anos 1970, com a criação da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), e entrou em operação no início de 1993, com o lançamento do primeiro Satélite de Coleta de Dados (SCD-1). Na sequência, foram lançados o SCD-2 (1998) e os satélites da série CBERS que passaram a integrar o segmento espacial do SBCD, mas com missão dedicada prioritariamente à geração de imagens por sensoriamento remoto. O segmento solo do SBCD é composto por mais de 1000 plataformas de coleta de dados (PCDs) distribuídas pelo território nacional, pelas estações de recepção de Alcântara (MA) e Cuiabá (MT), pelo Centro de Missão de Coleta de Dados, em Natal (RN), e pelo Centro de Controle de Satélites (CCS), em São José dos Campos (SP).
Segundo Maiolino, os dados ambientais e hidrometeorológicos são fornecidos a cerca de 100 usuários, entre estes a Agência Nacional de Águas (ANA) e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A necessidade cada vez maior de dados e com maior frequência, para monitoramentos ambientais e hidrometeorológicos, vem demandando melhorias e ampliação da capacidade de geração e retransmissão de dados. Atualmente, os dados chegam a ser retransmitidos a cada 100 minutos durante o dia. Para suprir a necessidade de dados com maior frequência e de forma complementar àqueles fornecidos pelas PCDs do SBCD, muitos usuários buscam outros sistemas, como o dos satélites GOES/NOAA, transmissões via celular, entre outros, nem sempre adequados às necessidades do usuário.
Com base nos estudos realizados anteriormente pelo INPE, na realidade da configuração do atual sistema SBCD e em estudos de simulação computacional, Maiolino avaliou os atuais sistemas espaciais frente às demandas dos atuais usuários e também daqueles em potencial, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A avaliação considerou o custo dos sistemas, mas também a necessidade de dados com intervalos de no máximo 1 hora. Apesar de sugerir dois microssatélites para recompor o SBCD, Jaqueline destaca o uso de nanossatélites, como o CONASAT, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com apoio do INPE, cuja solução traz uma série de vantagens e vem se apresentando como alternativa promissora.
Jaqueline Maiolino é formada em engenharia aeronáutica pela Univap, desenvolveu sua pesquisa na área de Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do INPE, opção Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais (CSE). Sua dissertação “Uma proposta para a atualização do segmento espacial do sistema brasileiro de coleta de dados orientada pela engenharia de sistemas”, pode ser acessada através do link: http://mtc-m16d.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtc-m19/2011/03.22.13.25/doc/publicacao.pdf.
Fonte: INPE
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Pesquisadora propõe microssatélites para atualizar o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016
No livro “O Segmento Espacial orientado pela Engenharia de Sistemas”, a pesquisadora Jaqueline Vaz Maiolino, mestre em Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) pelo INPE, e diretora de Engenharia da Orbital Engenharia, propõe o uso de pelo menos dois microssatélites para atualizar o segmento espacial do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD). A obra, publicada no início do ano passado, é baseada na dissertação de mestrado da autora, defendida em 2011, no Curso da ETE, sob a orientação do professor Marcelo Lopes de Oliveira e Souza, da ETE, e co-orientação do ex-gerente do SBCD, Wilson Yamaguti.
Dois anos após a defesa de sua dissertação, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou edital de licitação (Concorrência 01/2013) para a contratação de estudo comparativo de soluções para o Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-Hidro). Atualmente, o SBCD conta com os satélites SCD-1, SCD-2 e CBERS 4A. Os dois primeiros, embora em funcionamento, podem ficar inoperantes a qualquer momento, pois já ultrapassaram o tempo de vida útil inicialmente previsto em vários anos.
SCD-2 no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE.
Além da obsolescência desses satélites, a autora argumenta que a necessidade crescente de maior quantidade e frequência de dados ambientais e hidrometeorológicos para monitoramentos e pesquisas vem demandando, nos últimos anos, estudos sobre a atualização do segmento espacial do SBCD. A pesquisadora lembra ainda que soluções com nanossatélites também vêm sendo apresentadas, tendo em vista o baixo custo destes sistemas e o grande envolvimento de universidades no desenvolvimento dos projetos, em parceria com o INPE, ITA e a AEB.
O Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD) foi idealizado nos anos 1970, com a criação da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), e entrou em operação no início de 1993, com o lançamento do primeiro Satélite de Coleta de Dados (SCD-1). Na sequência, foram lançados o SCD-2 (1998) e os satélites da série CBERS que passaram a integrar o segmento espacial do SBCD, mas com missão dedicada prioritariamente à geração de imagens por sensoriamento remoto. O segmento solo do SBCD é composto por mais de 1000 plataformas de coleta de dados (PCDs) distribuídas pelo território nacional, pelas estações de recepção de Alcântara (MA) e Cuiabá (MT), pelo Centro de Missão de Coleta de Dados, em Natal (RN), e pelo Centro de Controle de Satélites (CCS), em São José dos Campos (SP).
Segundo Maiolino, os dados ambientais e hidrometeorológicos são fornecidos a cerca de 100 usuários, entre estes a Agência Nacional de Águas (ANA) e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A necessidade cada vez maior de dados e com maior frequência, para monitoramentos ambientais e hidrometeorológicos, vem demandando melhorias e ampliação da capacidade de geração e retransmissão de dados. Atualmente, os dados chegam a ser retransmitidos a cada 100 minutos durante o dia. Para suprir a necessidade de dados com maior frequência e de forma complementar àqueles fornecidos pelas PCDs do SBCD, muitos usuários buscam outros sistemas, como o dos satélites GOES/NOAA, transmissões via celular, entre outros, nem sempre adequados às necessidades do usuário.
Com base nos estudos realizados anteriormente pelo INPE, na realidade da configuração do atual sistema SBCD e em estudos de simulação computacional, Maiolino avaliou os atuais sistemas espaciais frente às demandas dos atuais usuários e também daqueles em potencial, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A avaliação considerou o custo dos sistemas, mas também a necessidade de dados com intervalos de no máximo 1 hora. Apesar de sugerir dois microssatélites para recompor o SBCD, Jaqueline destaca o uso de nanossatélites, como o CONASAT, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com apoio do INPE, cuja solução traz uma série de vantagens e vem se apresentando como alternativa promissora.
Jaqueline Maiolino é formada em engenharia aeronáutica pela Univap, desenvolveu sua pesquisa na área de Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do INPE, opção Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais (CSE). Sua dissertação “Uma proposta para a atualização do segmento espacial do sistema brasileiro de coleta de dados orientada pela engenharia de sistemas”, pode ser acessada através do link: http://mtc-m16d.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtc-m19/2011/03.22.13.25/doc/publicacao.pdf.
Fonte: INPE
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação
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“A lei leva o Brasil a inovação” avalia presidente da AEB
Brasília, 12 de janeiro de 2016 – O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, participou nesta segunda-feira (11) da cerimônia de assinatura do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Com a sanção da presidenta Dilma Rousseff o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, promoverá importantes ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico.
“Em áreas de tecnologias críticas, como o caso da espacial em países como o nosso são iniciadas em pequenas empresas, com apoio governamental e regulamentadas. Nasce em geral de fusão de grupos de pesquisas em universidades, o Marco Legal é um passo bem largo de aproximação da atividade de pesquisa e desenvolvimento da atividade produtiva da indústria e empresas” explica o presidente da AEB.
Ontem, a presidenta Dilma Rousseff, declarou que o Marco Legal proporciona ao desenvolvimento cientifico brasileiro mudanças há muito tempo esperadas. “Destaco ainda a adoção da política de compras do Estado em favor do desenvolvimento produtivo e da inovação no Brasil, cujo exemplo é o avanço das indústrias aeroespacial, de defesa nacional e de fármacos”.
Integraram a cerimônia Jacob Palis, presidente da Academia de Ciências, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich; a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera.
Pancera, destacou a “colaboração” entre governo e Congresso Nacional na busca de soluções para os desafios do País. “Estamos certos de que o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico que ocorre em nossas universidades e institutos de pesquisa, a inovação que ocorre em institutos tecnológicos e empresas de base tecnológica é fundamental para sustentar o novo sopro de crescimento do setor produtivo e do desenvolvimento social”, disse o ministro.
Em entrevista após a cerimônia Helena Nader explicou que “Esse novo marco põe o Brasil realmente na rota da inovação, ele vai tirar a judicialização que estava acontecendo especialmente na universidade e nos institutos de pesquisa. Com essa facilidade dá ao pesquisador a possibilidade de dar sua contribuição de forma transparente” conclui a presidente.
Fonte: AEB
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“A lei leva o Brasil a inovação” avalia presidente da AEB
Brasília, 12 de janeiro de 2016 – O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, participou nesta segunda-feira (11) da cerimônia de assinatura do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Com a sanção da presidenta Dilma Rousseff o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, promoverá importantes ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico.
“Em áreas de tecnologias críticas, como o caso da espacial em países como o nosso são iniciadas em pequenas empresas, com apoio governamental e regulamentadas. Nasce em geral de fusão de grupos de pesquisas em universidades, o Marco Legal é um passo bem largo de aproximação da atividade de pesquisa e desenvolvimento da atividade produtiva da indústria e empresas” explica o presidente da AEB.
Ontem, a presidenta Dilma Rousseff, declarou que o Marco Legal proporciona ao desenvolvimento cientifico brasileiro mudanças há muito tempo esperadas. “Destaco ainda a adoção da política de compras do Estado em favor do desenvolvimento produtivo e da inovação no Brasil, cujo exemplo é o avanço das indústrias aeroespacial, de defesa nacional e de fármacos”.
Integraram a cerimônia Jacob Palis, presidente da Academia de Ciências, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich; a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera.
Pancera, destacou a “colaboração” entre governo e Congresso Nacional na busca de soluções para os desafios do País. “Estamos certos de que o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico que ocorre em nossas universidades e institutos de pesquisa, a inovação que ocorre em institutos tecnológicos e empresas de base tecnológica é fundamental para sustentar o novo sopro de crescimento do setor produtivo e do desenvolvimento social”, disse o ministro.
Em entrevista após a cerimônia Helena Nader explicou que “Esse novo marco põe o Brasil realmente na rota da inovação, ele vai tirar a judicialização que estava acontecendo especialmente na universidade e nos institutos de pesquisa. Com essa facilidade dá ao pesquisador a possibilidade de dar sua contribuição de forma transparente” conclui a presidente.
Fonte: AEB
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domingo, 13 de dezembro de 2015
Comissão do Senado: relatório sobre os setores espacial e de defesa
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Em meio ao difícil momento político brasileiro, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal se reuniu em Brasília (DF) no ultimo dia 10 para analisar e deliberar sobre um relatório diagnóstico sobre o momento atual dos setores de defesa e aeroespacial no Brasil.
Apesar de simples, o relatório traz informações interessantes. Em relação ao setor espacial, alguns de seus apontamentos deram origem a recomendações aprovadas pela CRE, dentre as quais um requerimento direcionado ao Tribunal de Contas da União - TCU para que sejam tomadas "providências no sentido de iniciar auditoria no Acordo Brasil-Ucrânia no tocante ao uso de recursos públicos para utilização da Base de Lançamentos de Alcântara", sob a alegação de que foram investidos mais de R$1 bilhão, sem qualquer retorno (o programa da Alcântara Cyclone Space foi cancelado no primeiro semestre deste ano).
Interessante também observar a recomendação para que sejam retomadas as negociações para um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA relativo à exploração do centro espacial de Alcântara.
Reproduzimos abaixo os principais trechos do relatório que tratam do setor espacial:
"O objetivo do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) é a implantação de sistemas espaciais de uso militar e civil (uso dual), como, por exemplo, Defesa Civil, Programa Nacional de Banda Larga e Sistema de Proteção da Amazônia. Trata-se de um projeto que integra as Forças Armadas, pois permitirá a integração do Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia (SIVAM), a cargo da Aeronáutica, do SISFRON, a cargo do Exército, e o SISGAAZ, a cargo da Marinha. O custo estimado do projeto é de cerca de R$ 12 bilhões. A previsão de início era para este ano, mas nada foi executado. A previsão atual de término é 2022.
O PESE segue as diretrizes do Programa Nacional de Atividades Aeroespaciais (PNAE). O PNAE é dirigido pela Agência Espacial Brasileiro, pertencente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI. O Ministério da Defesa e o Itamaraty também fazem participam do Programa.
Muito se fala do valor agregado dos produtos de uma indústria. Para análise da importância estratégica do setor aeroespacial, enquanto 1 quilo de produtos aeronáutico vale entre 2000 a 3000 mil dólares, 1 quilo no setor espacial vale 50 mil dólares. Ou seja, não estamos falando só de investimentos, estamos falando de possibilidades de exportação, de empregos de alto valor agregado, e estamos falando de soberania.
Os recursos dispensados ao PNAE ao longo dos seus 36 anos foram muito menores do que os necessários. Com os contingenciamentos recentes, o valor que o Programa vinha recebendo nos últimos 30 anos - de aproximadamente R$250 milhões anuais, aproximadamente US$ 65 milhões anuais, não só para o satélite, como também para toda a infraestrutura associada necessária - diminuiu drasticamente para menos de US$ 20 milhões neste ano. Não existe indústria que sobreviva a uma situação como esta.
As causas para o atraso do PNAE são variadas, segundo vários especialistas: não apenas a aplicação insuficiente de recursos financeiros, mas também a ausência de um comando unificado, com foco em resultados, e a baixa integração com a indústria.
Países da América Latina vem desenvolvendo tecnologias para aplicação militar muito mais avançadas do que as brasileiras. A Argentina já está colocando o seu segundo satélite geoestacionário em órbita e construindo o terceiro. É o único país da região já em estágio avançado de montagem e integração em solo nacional de um satélite geoestacionário. Países como o Chile, Peru e Venezuela têm resolução e precisão maiores que os do Brasil.
O Brasil ainda não tem infraestrutura física capaz de suportar o desenvolvimento de um SGDC, pelo porte do mesmo.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, de 1961, tem a missão de produzir e desenvolver altas tecnologias na área espacial e formação de mão de obra capacitada. Mas o que tem acontecido: dispensa da mão de obra qualificada, por não haver projetos, e perda de competência e desenvolvimento tecnológico.
Nos últimos três anos, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança - ABIMDE, principal entidade do setor de Defesa, tínhamos 500 especialistas trabalhando no setor espacial, hoje, com a ociosidade, temos menos de 200 técnicos e engenheiros trabalhando no setor. A reposição da mão de obra também é crítica: em 2027 teremos, por aposentadorias, 20% da mão de obra em comparação à 2004, quando o setor funcionava a pleno vapor. Se não investirmos na recapacitação do INPE e na capacitação da Agência Espacial, este setor estratégico vai se extinguir.
Em 2000 o governo brasileiro iniciou discussões sobre como utilizar comercialmente a Base de Alcântara, no Maranhão. Previsto na Estratégia Nacional de Defesa, o uso da Base de Alcântara, é uma das possibilidades para que o Programa Nacional de Atividades Aeroespaciais - PNAE tenha recursos, dado que cada lançamento de satélite rende cerca de US$ 50 milhões em valores atuais. A localização da base é privilegiada, apresentando competitividade para concorrer no mercado global de lançamento de satélites comerciais de meteorologia e de comunicações.
Segundo o embaixador Rubens Barbosa, em audiência na CRE, há interesse de empresas europeias, norte-americanas, chinesas e russas em participar com empresas brasileiras desse significativo mercado internacional.
A alternativa negociada naquele ano foi a assinatura de um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com o governo norte-americano. Os EUA exigiam para utilizarem, que houvesse garantias (salvaguardas) na utilização das tecnologias utilizadas no lançamento de satélites e da propriedade intelectual dos satélites e do veículo lançador. Os EUA têm interesse em restringir o número de países que têm o domínio de lançamento de satélites, por claros motivos geopolíticos.
A oposição na época, principalmente o partido que hoje governa o país, vetou a aprovação do Acordo. Há 13 anos o Acordo está parado na Câmara de Deputados.
O importante a ser apontado aqui é que o este mesmo Acordo foi traduzido e assinado com a Ucrânia em 2004, num governo que em 2001 era oposição. O acordo com a Ucrânia em torno do Projeto Cyclone previa o lançamento de um satélite em cooperação com a Ucrânia e a utilização de um veículo lançador de satélites ucraniano.
Mas foi ignorado um dado fundamental: para o lançamento do satélite no âmbito do Acordo com a Ucrânia, era necessário que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA estivesse assinado, pois havia componentes norte-americanos no veículo ucraniano e no próprio satélite desenvolvido de forma cooperativa entre o Brasil e a Ucrânia. O Acordo com a Ucrânia foi cancelado pelo Brasil no 1º semestre de 2015. Os dois governos gastaram no Projeto Cyclone cerca de R$ 1 bilhão, segundo várias fontes.
Ou seja, a não aprovação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA em 2001 inviabilizou o prosseguimento da utilização da Base de Alcântara. A falta de planejamento e conexão entre os atores governamentais envolvidos na meta de utilização da Base de Alcântara em benefício do PNAE tornou inviável a utilização de uma situação brasileira privilegiada em termos de localização.
Para prosseguirmos no que está previsto na Estratégia Nacional de Defesa em relação ao setor aeroespacial, portanto, o primeiro passo que deve ser dado é a retomada da negociação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os EUA."
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Em meio ao difícil momento político brasileiro, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal se reuniu em Brasília (DF) no ultimo dia 10 para analisar e deliberar sobre um relatório diagnóstico sobre o momento atual dos setores de defesa e aeroespacial no Brasil.
Apesar de simples, o relatório traz informações interessantes. Em relação ao setor espacial, alguns de seus apontamentos deram origem a recomendações aprovadas pela CRE, dentre as quais um requerimento direcionado ao Tribunal de Contas da União - TCU para que sejam tomadas "providências no sentido de iniciar auditoria no Acordo Brasil-Ucrânia no tocante ao uso de recursos públicos para utilização da Base de Lançamentos de Alcântara", sob a alegação de que foram investidos mais de R$1 bilhão, sem qualquer retorno (o programa da Alcântara Cyclone Space foi cancelado no primeiro semestre deste ano).
Interessante também observar a recomendação para que sejam retomadas as negociações para um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA relativo à exploração do centro espacial de Alcântara.
Reproduzimos abaixo os principais trechos do relatório que tratam do setor espacial:
"O objetivo do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) é a implantação de sistemas espaciais de uso militar e civil (uso dual), como, por exemplo, Defesa Civil, Programa Nacional de Banda Larga e Sistema de Proteção da Amazônia. Trata-se de um projeto que integra as Forças Armadas, pois permitirá a integração do Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia (SIVAM), a cargo da Aeronáutica, do SISFRON, a cargo do Exército, e o SISGAAZ, a cargo da Marinha. O custo estimado do projeto é de cerca de R$ 12 bilhões. A previsão de início era para este ano, mas nada foi executado. A previsão atual de término é 2022.
O PESE segue as diretrizes do Programa Nacional de Atividades Aeroespaciais (PNAE). O PNAE é dirigido pela Agência Espacial Brasileiro, pertencente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI. O Ministério da Defesa e o Itamaraty também fazem participam do Programa.
Muito se fala do valor agregado dos produtos de uma indústria. Para análise da importância estratégica do setor aeroespacial, enquanto 1 quilo de produtos aeronáutico vale entre 2000 a 3000 mil dólares, 1 quilo no setor espacial vale 50 mil dólares. Ou seja, não estamos falando só de investimentos, estamos falando de possibilidades de exportação, de empregos de alto valor agregado, e estamos falando de soberania.
Os recursos dispensados ao PNAE ao longo dos seus 36 anos foram muito menores do que os necessários. Com os contingenciamentos recentes, o valor que o Programa vinha recebendo nos últimos 30 anos - de aproximadamente R$250 milhões anuais, aproximadamente US$ 65 milhões anuais, não só para o satélite, como também para toda a infraestrutura associada necessária - diminuiu drasticamente para menos de US$ 20 milhões neste ano. Não existe indústria que sobreviva a uma situação como esta.
As causas para o atraso do PNAE são variadas, segundo vários especialistas: não apenas a aplicação insuficiente de recursos financeiros, mas também a ausência de um comando unificado, com foco em resultados, e a baixa integração com a indústria.
Países da América Latina vem desenvolvendo tecnologias para aplicação militar muito mais avançadas do que as brasileiras. A Argentina já está colocando o seu segundo satélite geoestacionário em órbita e construindo o terceiro. É o único país da região já em estágio avançado de montagem e integração em solo nacional de um satélite geoestacionário. Países como o Chile, Peru e Venezuela têm resolução e precisão maiores que os do Brasil.
O Brasil ainda não tem infraestrutura física capaz de suportar o desenvolvimento de um SGDC, pelo porte do mesmo.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, de 1961, tem a missão de produzir e desenvolver altas tecnologias na área espacial e formação de mão de obra capacitada. Mas o que tem acontecido: dispensa da mão de obra qualificada, por não haver projetos, e perda de competência e desenvolvimento tecnológico.
Nos últimos três anos, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança - ABIMDE, principal entidade do setor de Defesa, tínhamos 500 especialistas trabalhando no setor espacial, hoje, com a ociosidade, temos menos de 200 técnicos e engenheiros trabalhando no setor. A reposição da mão de obra também é crítica: em 2027 teremos, por aposentadorias, 20% da mão de obra em comparação à 2004, quando o setor funcionava a pleno vapor. Se não investirmos na recapacitação do INPE e na capacitação da Agência Espacial, este setor estratégico vai se extinguir.
Em 2000 o governo brasileiro iniciou discussões sobre como utilizar comercialmente a Base de Alcântara, no Maranhão. Previsto na Estratégia Nacional de Defesa, o uso da Base de Alcântara, é uma das possibilidades para que o Programa Nacional de Atividades Aeroespaciais - PNAE tenha recursos, dado que cada lançamento de satélite rende cerca de US$ 50 milhões em valores atuais. A localização da base é privilegiada, apresentando competitividade para concorrer no mercado global de lançamento de satélites comerciais de meteorologia e de comunicações.
Segundo o embaixador Rubens Barbosa, em audiência na CRE, há interesse de empresas europeias, norte-americanas, chinesas e russas em participar com empresas brasileiras desse significativo mercado internacional.
A alternativa negociada naquele ano foi a assinatura de um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com o governo norte-americano. Os EUA exigiam para utilizarem, que houvesse garantias (salvaguardas) na utilização das tecnologias utilizadas no lançamento de satélites e da propriedade intelectual dos satélites e do veículo lançador. Os EUA têm interesse em restringir o número de países que têm o domínio de lançamento de satélites, por claros motivos geopolíticos.
A oposição na época, principalmente o partido que hoje governa o país, vetou a aprovação do Acordo. Há 13 anos o Acordo está parado na Câmara de Deputados.
O importante a ser apontado aqui é que o este mesmo Acordo foi traduzido e assinado com a Ucrânia em 2004, num governo que em 2001 era oposição. O acordo com a Ucrânia em torno do Projeto Cyclone previa o lançamento de um satélite em cooperação com a Ucrânia e a utilização de um veículo lançador de satélites ucraniano.
Mas foi ignorado um dado fundamental: para o lançamento do satélite no âmbito do Acordo com a Ucrânia, era necessário que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA estivesse assinado, pois havia componentes norte-americanos no veículo ucraniano e no próprio satélite desenvolvido de forma cooperativa entre o Brasil e a Ucrânia. O Acordo com a Ucrânia foi cancelado pelo Brasil no 1º semestre de 2015. Os dois governos gastaram no Projeto Cyclone cerca de R$ 1 bilhão, segundo várias fontes.
Ou seja, a não aprovação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA em 2001 inviabilizou o prosseguimento da utilização da Base de Alcântara. A falta de planejamento e conexão entre os atores governamentais envolvidos na meta de utilização da Base de Alcântara em benefício do PNAE tornou inviável a utilização de uma situação brasileira privilegiada em termos de localização.
Para prosseguirmos no que está previsto na Estratégia Nacional de Defesa em relação ao setor aeroespacial, portanto, o primeiro passo que deve ser dado é a retomada da negociação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os EUA."
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
SGDC: resultado final do edital de transferência de tecnologia
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Finep divulga resultado final do edital Transferência de Tecnologia do SGDC
30 de Novembro de 2015
A Finep acaba de divulgar o resultado final da chamada pública Transferência de Tecnologia do SGDC – 01/2015, com recursos de subvenção econômica à inovação. Foram recebidas 20 propostas, sendo sete classificadas e cinco selecionadas na etapa final. A Finep encaminhará, em seguida, a minuta dos contratos para as empresas com proposta selecionada. As companhias têm o até 15/12/15 para devolução das minutas assinadas por seus representantes legais, bem como o atendimento de eventuais condicionantes para contratação.
Das 5 empresas, uma é do Rio Grande do Sul e quatro de São Paulo. O valor total de subvenção econômica é de R$ 22,5 milhões, e o de contrapartida das empresas, R$ 2,9 milhões. O objetivo do edital é conceder recursos de subvenção econômica para apoiar projetos de empresas brasileiras referentes à transferência das tecnologias previstas no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto nº 7.769, de 28/06/2012.
Fonte: FINEP
Nota do blog: foram selecionadas as seguintes propostas: (i) Fibraforte, que receberá R$10,966 milhões para o desenvolvimento de subsistema de propulsão monopropelente para pequenos satélites; (ii) Orbital Engenharia, que terá R$5 milhões para o desenvolvimento de subsistema de potência e geradores solares para satélites; (iii) Equatorial Sistemas, que receberá R$1,733 milhão para a transferência de tecnologia em controle térmico de satélites; (iv) CENIC Engenharia, que terá R$4 milhões para o desenvolvimento de estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono; e (v) AEL Sistemas, que terá R$798 mil para transferência de Tecnologias Espaciais em FPGA e ASIC.
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Finep divulga resultado final do edital Transferência de Tecnologia do SGDC
30 de Novembro de 2015
A Finep acaba de divulgar o resultado final da chamada pública Transferência de Tecnologia do SGDC – 01/2015, com recursos de subvenção econômica à inovação. Foram recebidas 20 propostas, sendo sete classificadas e cinco selecionadas na etapa final. A Finep encaminhará, em seguida, a minuta dos contratos para as empresas com proposta selecionada. As companhias têm o até 15/12/15 para devolução das minutas assinadas por seus representantes legais, bem como o atendimento de eventuais condicionantes para contratação.
Das 5 empresas, uma é do Rio Grande do Sul e quatro de São Paulo. O valor total de subvenção econômica é de R$ 22,5 milhões, e o de contrapartida das empresas, R$ 2,9 milhões. O objetivo do edital é conceder recursos de subvenção econômica para apoiar projetos de empresas brasileiras referentes à transferência das tecnologias previstas no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto nº 7.769, de 28/06/2012.
Fonte: FINEP
Nota do blog: foram selecionadas as seguintes propostas: (i) Fibraforte, que receberá R$10,966 milhões para o desenvolvimento de subsistema de propulsão monopropelente para pequenos satélites; (ii) Orbital Engenharia, que terá R$5 milhões para o desenvolvimento de subsistema de potência e geradores solares para satélites; (iii) Equatorial Sistemas, que receberá R$1,733 milhão para a transferência de tecnologia em controle térmico de satélites; (iv) CENIC Engenharia, que terá R$4 milhões para o desenvolvimento de estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono; e (v) AEL Sistemas, que terá R$798 mil para transferência de Tecnologias Espaciais em FPGA e ASIC.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
UnB e AEB promovem evento de engenharia aeroespacial
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Estudantes da UnB promovem o primeiro Encontro Regional Aeroespacial
Brasília, 1º de dezembro de 2015 – Os estudantes de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), promovem no sábado (5), no Planetário de Brasília, o 1º Encontro Regional Aeroespacial (ERA).
Além de buscar despertar o interesse dos estudantes pelo curso de Engenharia Aeroespacial, o evento objetiva trocar experiências, por meio de discussões, palestras e workshop, envolvendo profissionais e estudantes de Engenharia Aeronáutica e Espacial.
O evento tem a participação de 60 pessoa. Estre os convidados estão estudantes do ensino médio do Colégio Militar de Brasília e universitários da UnB.
A primeira edição do ERA tem programação diversificada que ocorre o dia inteiro. Entre os palestrantes está o diretor da área de satélites da AEB, Carlos Gurgel, que fala sobre o pioneirismo da UnB na Propulsão Híbrida. O coordenador de Veículos Lançadores da AEB, Eduardo Quintanilha, apresenta as diretrizes do Programa Espacial Brasileiro.
Tem destaque entre as palestras a que detalha a primeira missão do nanossatélite Serpes, que foi lançado ao espaço a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em setembro último. O estudante de Engenharia Aeroespacial da UnB e estagiário da AEB, Nivaldo Lopo, que esteve envolvido na elaboração do cubsat nacional, falará sobre as etapas do projeto.
O workshop sobre Foguete Modelismo, que utiliza foguetes em impressora 3D, será ministrado pelo também estudante de engenharia e estagiário da AEB, Rafael França Jayme.
A Competição Brasileira Universitário de Foguetes (Conbruf) e a Guerra Eletrônica no Setor Espacial são outros assuntos abordados no evento, além da exibição do filme Origem da Vida, transmitido na cúpula do Planetário.
Confira os horários e a programação completa do evento (clique sobre a imagem para ampliá-la):
Fonte: AEB
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Estudantes da UnB promovem o primeiro Encontro Regional Aeroespacial
Brasília, 1º de dezembro de 2015 – Os estudantes de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), promovem no sábado (5), no Planetário de Brasília, o 1º Encontro Regional Aeroespacial (ERA).
Além de buscar despertar o interesse dos estudantes pelo curso de Engenharia Aeroespacial, o evento objetiva trocar experiências, por meio de discussões, palestras e workshop, envolvendo profissionais e estudantes de Engenharia Aeronáutica e Espacial.
O evento tem a participação de 60 pessoa. Estre os convidados estão estudantes do ensino médio do Colégio Militar de Brasília e universitários da UnB.
A primeira edição do ERA tem programação diversificada que ocorre o dia inteiro. Entre os palestrantes está o diretor da área de satélites da AEB, Carlos Gurgel, que fala sobre o pioneirismo da UnB na Propulsão Híbrida. O coordenador de Veículos Lançadores da AEB, Eduardo Quintanilha, apresenta as diretrizes do Programa Espacial Brasileiro.
Tem destaque entre as palestras a que detalha a primeira missão do nanossatélite Serpes, que foi lançado ao espaço a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em setembro último. O estudante de Engenharia Aeroespacial da UnB e estagiário da AEB, Nivaldo Lopo, que esteve envolvido na elaboração do cubsat nacional, falará sobre as etapas do projeto.
O workshop sobre Foguete Modelismo, que utiliza foguetes em impressora 3D, será ministrado pelo também estudante de engenharia e estagiário da AEB, Rafael França Jayme.
A Competição Brasileira Universitário de Foguetes (Conbruf) e a Guerra Eletrônica no Setor Espacial são outros assuntos abordados no evento, além da exibição do filme Origem da Vida, transmitido na cúpula do Planetário.
Confira os horários e a programação completa do evento (clique sobre a imagem para ampliá-la):
Fonte: AEB
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sábado, 14 de novembro de 2015
SGDC: resultado preliminar de chamada da FINEP
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Finep e AEB anunciam resultado preliminar de edital para setor aeroespacial brasileiro
Publicado em 11 Novembro 2015
A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) acabam de divulgar o resultado preliminar da chamada pública voltada para o setor aeroespacial, no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, o edital abre a possibilidade de transferência tecnológica para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. A iniciativa estava prevista no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28 de junho de 2012.
O edital contemplou os seguintes tópicos: (1) Subsistema de Propulsão – até R$ 11 milhões; (2) Subsistema de Potência e Painéis Solares – até R$ 5 milhões; (3) Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces – até R$ 2,2 milhões; (4) Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 – até R$ 30 milhões; (5) Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra à base de fibra de carbono – até R$ 4 milhões; (6) Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas – até R$ 800 mil.
A Finep recebeu, ao todo, 20 propostas. Nessa etapa preliminar, foram classificadas sete empresas, em cinco dos seis tópicos para os quais a financiadora, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinará recursos. Não houve empresas classificadas no tópico 4. As escolhidas foram: Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio; Orbital Engenharia; Equatorial Sistemas; Cenic Engenharia Indústria e Comércio; Akaer Engenharia; AEL Sistemas; e Bradar Indústria.
Na seleção, foram levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, capacidade técnica da equipe, infraestrutura adequada e montagem do plano de trabalho. As empresas que não se enquadraram nos critérios mínimos poderão apresentar recurso até o dia 20 de novembro. O resultado definitivo será divulgado no dia 30.
Fonte: FINEP
Nota do blog: curioso o fato de não ter havido empresas classificadas no tópico "Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação", que tinha a maior destinação do programa de subvenção (até R$ 30 milhões). Empresas como a Equatorial Sistemas e a Opto Eletrônica, esta em recuperação judicial, detém capacidade local em cargas uteis de observação. Também notada a ausência da Omnisys, do grupo Thales Alenia Space, responsável pela construção do SGDC, como uma das selecionadas no programa.
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Finep e AEB anunciam resultado preliminar de edital para setor aeroespacial brasileiro
Publicado em 11 Novembro 2015
A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) acabam de divulgar o resultado preliminar da chamada pública voltada para o setor aeroespacial, no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, o edital abre a possibilidade de transferência tecnológica para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. A iniciativa estava prevista no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28 de junho de 2012.
O edital contemplou os seguintes tópicos: (1) Subsistema de Propulsão – até R$ 11 milhões; (2) Subsistema de Potência e Painéis Solares – até R$ 5 milhões; (3) Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces – até R$ 2,2 milhões; (4) Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 – até R$ 30 milhões; (5) Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra à base de fibra de carbono – até R$ 4 milhões; (6) Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas – até R$ 800 mil.
A Finep recebeu, ao todo, 20 propostas. Nessa etapa preliminar, foram classificadas sete empresas, em cinco dos seis tópicos para os quais a financiadora, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinará recursos. Não houve empresas classificadas no tópico 4. As escolhidas foram: Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio; Orbital Engenharia; Equatorial Sistemas; Cenic Engenharia Indústria e Comércio; Akaer Engenharia; AEL Sistemas; e Bradar Indústria.
Na seleção, foram levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, capacidade técnica da equipe, infraestrutura adequada e montagem do plano de trabalho. As empresas que não se enquadraram nos critérios mínimos poderão apresentar recurso até o dia 20 de novembro. O resultado definitivo será divulgado no dia 30.
Fonte: FINEP
Nota do blog: curioso o fato de não ter havido empresas classificadas no tópico "Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação", que tinha a maior destinação do programa de subvenção (até R$ 30 milhões). Empresas como a Equatorial Sistemas e a Opto Eletrônica, esta em recuperação judicial, detém capacidade local em cargas uteis de observação. Também notada a ausência da Omnisys, do grupo Thales Alenia Space, responsável pela construção do SGDC, como uma das selecionadas no programa.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Cubesats: Serpens inicia missão espacial
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Nanossatélite Serpens encerra ciclo de testes e inicia missão espacial
Brasília, 11 de novembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – completa hoje (11) 55 dias em órbita. Desde que foi lançado da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em setembro último o satélite esteve em fase de testes e calibração de seus diversos instrumentos.
Durante esse período as equipes envolvidas no projeto avaliaram a saúde dos sistemas e concluíram que o Serpens está apto a iniciar sua missão de coleta de dados. À semana passada, pela primeira vez, foi ligada a carga útil de coleta de dados para que o satélite capte informações que são emitidas por sensores controlados das universidades de Brasília (UnB) e de Vigo, na Espanha.
Nos próximos dias o Serpens inicia sua operação nominal, habilitando diversos experimentos de coleta de dados, que poderão ser explorados pelas universidades ou outros grupos interessados. Nessa fase passa a coletar dados ambientais de plataformas instaladas em diversos países, incluindo o Brasil, com sistemas compatíveis aos do pequeno satélite.
Com o principal objetivo de prover experiências práticas aos estudantes envolvidos no projeto, o satélite embarcou sistemas em redundância, ou seja, para cada subsistema necessário à missão de coleta de dados, o Serpens levou ao espaço uma versão de segurança e uma versão experimental.
Nos sistemas com arquitetura experimental, foram usados componentes chamados “de prateleira” (ou COTS, do inglês: Custom Of The Shelf), que são itens comerciais que não são produzidos especificamente para operação no espaço, mas que são facilmente acessíveis a estudantes e comuns nas bancadas de laboratório das universidades.
Nos subsistemas com arquitetura de segurança, foram utilizados componentes específicos para o espaço ou que já haviam sido testados com sucesso em órbita. Essas redundâncias deram mais liberdades aos estudantes para construírem subsistemas experimentais, produzirem software ou testar designs nunca utilizados no espaço, pois a missão de coleta de dados estaria garantida mesmo com a perda de sinal ou falha de algum sistema experimental.
Suporte – Com o satélite no espaço, a equipe do projeto recebe apoio de diversos grupos no Brasil e no exterior para o rastreio e recepção de sinais. Transmitindo telemetria nas bandas de rádio amadorismo, o satélite pode ser rastreado por rádio amadores com as informações do site: http://www.aerospace.unb.br/serpens_radioamateurs
Além da integração com universidades internacionais parceiras do projeto, o Serpens possibilita uma maior interação dos estudantes com a comunidade rádio amadora no país. Com um exemplo, o rádio amador Edson Pereira (PY2SDR) disponibilizou uma análise técnica da recepção, demodulação e decodificação dos sinais emitidos pelo satélite em UHF (sinais que estão sendo transmitidos de forma consistente) na página da AMSAT-BR: http://amsat-br.org/cubesat-serpens-decodificacao-dos-sinais/.
Pereira, da cidade de Pardinho no interior paulista, foi o primeiro a receber sinais confirmados do satélite após ser lançado da ISS (http://amsat-br.org/sinais-do-cubesat-serpens-recebidos/), além de auxiliar a equipe do Serpens na fase de coordenação de para uso de frequências de rádio amadorismo pelo CubeSat.
Na quinta-feira (19), ele participa na UnB do 7º Encontro de Ciência e Tecnologia (ECT 2015) ministrando o minicurso “Utilização de Frequências de Radioamador por Satélites” para os interessados no tema.
Sequência – O Serpens é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço. O primeiro foi o NanosatC-Br1, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o segundo foi o Aesp-14, produzido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC é responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.
Fonte: AEB
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Nanossatélite Serpens encerra ciclo de testes e inicia missão espacial
Brasília, 11 de novembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – completa hoje (11) 55 dias em órbita. Desde que foi lançado da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em setembro último o satélite esteve em fase de testes e calibração de seus diversos instrumentos.
Durante esse período as equipes envolvidas no projeto avaliaram a saúde dos sistemas e concluíram que o Serpens está apto a iniciar sua missão de coleta de dados. À semana passada, pela primeira vez, foi ligada a carga útil de coleta de dados para que o satélite capte informações que são emitidas por sensores controlados das universidades de Brasília (UnB) e de Vigo, na Espanha.
Nos próximos dias o Serpens inicia sua operação nominal, habilitando diversos experimentos de coleta de dados, que poderão ser explorados pelas universidades ou outros grupos interessados. Nessa fase passa a coletar dados ambientais de plataformas instaladas em diversos países, incluindo o Brasil, com sistemas compatíveis aos do pequeno satélite.
Com o principal objetivo de prover experiências práticas aos estudantes envolvidos no projeto, o satélite embarcou sistemas em redundância, ou seja, para cada subsistema necessário à missão de coleta de dados, o Serpens levou ao espaço uma versão de segurança e uma versão experimental.
Nos sistemas com arquitetura experimental, foram usados componentes chamados “de prateleira” (ou COTS, do inglês: Custom Of The Shelf), que são itens comerciais que não são produzidos especificamente para operação no espaço, mas que são facilmente acessíveis a estudantes e comuns nas bancadas de laboratório das universidades.
Nos subsistemas com arquitetura de segurança, foram utilizados componentes específicos para o espaço ou que já haviam sido testados com sucesso em órbita. Essas redundâncias deram mais liberdades aos estudantes para construírem subsistemas experimentais, produzirem software ou testar designs nunca utilizados no espaço, pois a missão de coleta de dados estaria garantida mesmo com a perda de sinal ou falha de algum sistema experimental.
Suporte – Com o satélite no espaço, a equipe do projeto recebe apoio de diversos grupos no Brasil e no exterior para o rastreio e recepção de sinais. Transmitindo telemetria nas bandas de rádio amadorismo, o satélite pode ser rastreado por rádio amadores com as informações do site: http://www.aerospace.unb.br/serpens_radioamateurs
Além da integração com universidades internacionais parceiras do projeto, o Serpens possibilita uma maior interação dos estudantes com a comunidade rádio amadora no país. Com um exemplo, o rádio amador Edson Pereira (PY2SDR) disponibilizou uma análise técnica da recepção, demodulação e decodificação dos sinais emitidos pelo satélite em UHF (sinais que estão sendo transmitidos de forma consistente) na página da AMSAT-BR: http://amsat-br.org/cubesat-serpens-decodificacao-dos-sinais/.
Pereira, da cidade de Pardinho no interior paulista, foi o primeiro a receber sinais confirmados do satélite após ser lançado da ISS (http://amsat-br.org/sinais-do-cubesat-serpens-recebidos/), além de auxiliar a equipe do Serpens na fase de coordenação de para uso de frequências de rádio amadorismo pelo CubeSat.
Na quinta-feira (19), ele participa na UnB do 7º Encontro de Ciência e Tecnologia (ECT 2015) ministrando o minicurso “Utilização de Frequências de Radioamador por Satélites” para os interessados no tema.
Sequência – O Serpens é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço. O primeiro foi o NanosatC-Br1, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o segundo foi o Aesp-14, produzido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC é responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.
Fonte: AEB
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