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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Polo Espacial do Rio Grande do Sul

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Comissão Especial para o Polo Espacial começa a alinhar projeto

Primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho ocorreu nesta terça-feira

A primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho, realizada nesta terça-feira (23), definiu a agenda de trabalho para o alinhamento do projeto que será apresentado em outubro, na segunda etapa do edital Inova Aerodefesa, de R$ 2,9 bilhões, da Agência Brasileira da Inovação (Finep). A AEL Sistemas, aprovada na primeira fase do edital, apresentou o projeto piloto de um microsatélite, no valor de R$ 43 milhões, que agora receberá as contribuições de empresas e universidades parceiras para elaborar o projeto que mostre, além da inovação tecnológica, viabilidade econômica.

A criação da Comissão faz parte da estratégia de governo em dar apoio político e em mobilizar os atores para a constituição do polo. "O governador entrou de cabeça na missão do polo espacial com o objetivo de criar uma cultura nesse sentido e fomentar um novo setor industrial no Rio Grande do Sul", destaca o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Kniknik, que coordena a comissão, e que foi o anfitrião do encontro.

"Nossa secretaria tem sido parceira neste esforço em conjunto, buscando entrar na disputa por um mercado estratégico e muito promissor para o Estado, já que, diferente dos satélites tradicionais, os microsatélites podem ser customizados para atender a necessidades específicas, empregando um grau de complexidade relativamente menor", explica a secretária-adjunta da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Ghissia Hauser.

Segundo o vice-presidente da AEL, Vitor Neves, o Rio Grande do Sul tem destaque internacional na área de ciência e de pesquisas. "O polo irá trazer novas oportunidades de mercado para nossas universidades, nossas empresas e nosso Estado, gerando crescimento econômico e desenvolvimento científico", considera Neves. De acordo com a empresa, o Brasil tem uma grande demanda reprimida na área de defesa, e o microsatélite proposto terá aplicação dual, tanto na área de defesa quanto na civil. Neste caso, poderá ser utilizado em controle de desmatamento, por exemplo.

A Comissão Especial é formada por representantes do Gabinete do Governador, SDPI, Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), além de representantes da Ufrgs, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Microsatélite

O projeto de microsatélite de autodefesa a ser desenvolvido no RS pela empresa AEL Systems, subsidiária da israelense Elbit no Brasil, será financiado pela Finep (Agência Brasileira de Inovação). Foram habilitadas 69 empresas líderes, que estarão aptas a apresentar o plano de negócios no próximo dia 27 de agosto, em um workshop de instrução e fomento de parcerias. O projeto gaúcho prevê um investimento de R$ 43 milhões e representa o primeiro passo para a consolidação do Polo Espacial no estado.

A empresa AEL Systems assinou, com o Governo do Estado, um protocolo de intenções para o desenvolvimento de produtos e tecnologia na área espacial durante a missão gaúcha a Israel, em maio deste ano. De acordo com o secretário Cleber Prodanov, "com o desenvolvimento deste projeto, vamos consolidar a proposta do Polo Espacial no Rio Grande do Sul".

O primeiro passo para a criação do Polo Espacial no RS ocorreu no mês de junho, quando foi formada uma comissão integrada por representantes do Governo, empresas e universidades para os encaminhamentos formais. Na ocasião, empresários gaúchos e representantes da empresa israelense e reitores das universidades foram recebidos em almoço pelo governador Tarso Genro para dar início à criação do Polo.

O projeto envolve em seu desenvolvimento não só a empresa AEL, como também as universidades Unisinos, PUCRS, Ufrgs e Federal de Santa Maria, empresas gaúchas fornecedoras de insumos e tecnologia para a fabricação de um microsatélite de uso militar para aplicação na defesa nacional.

Seleção

A Finep divulgou o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira, na terça-feira, com 69 habilitadas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões. O resultado definitivo da seleção das empresas está previsto para o dia 12 de agosto.

A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. A proposta é incentivar a cadeia produtiva desses setores, que são considerados estratégicos dentro do plano Inova Empresa do Governo Federal.

Fonte: Governo do Estado do RS.

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PUCRS integra projeto de Polo Espacial Gaúcho

24/07/2013

A PUCRS faz parte do grupo de atores a contribuírem para a criação do Polo Espacial Gaúcho, ação do governo do Estado iniciada a partir de missão governamental e empresarial ao Estado de Israel, realizada em maio. A iniciativa visa a desenvolver e transferir tecnologia para o segmento espacial e de solo. A primeira ação do programa ocorreu no início de junho, com reunião que congregou empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, com a presença do governador Tarso Genro. No encontro foram projetadas reuniões técnicas para dar andamento ao projeto.

A Universidade oferece toda sua experiência multidisciplinar em Ciência Espacial. No âmbito do Tecnopuc, há o Centro de Microgravidade (MicroG), da Faculdade de Engenharia, e o Laboratório Telebras Tecnologia e o Centro de Pesquisa em Tecnologias Wireless, do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações (IETelecom), todos com competência para atuar no segmento espacial. No âmbito acadêmico, a PUCRS tem se destacado pelas pesquisas desenvolvidas nas Faculdades de Informática (FACIN) e Engenharia (FENG), que envolvem desde a formação de recursos humanos até o desenvolvimento de pesquisa aplicada na área (hardware e software embarcado).

A PUCRS possui histórico de colaboração em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento com parceiros tais como AEL Sistemas, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Telebras, através de Unidades Acadêmicas e Institutos, como o IETelecom; e centros de pesquisa, como o MicroG. Além disso, possui diversos convênios assinados com Institutos de Pesquisa e Agências Espaciais, tais como a Agência Espacial Alemã, Kings College London e Agência Espacial Europeia. Estes convênios contemplam pesquisa conjunta e intercâmbio de profissionais e estudantes.

Fonte: PUCRS
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Exclusivo: Projeto MMM, a proposta gaúcha no Inova Aerodefesa

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Na última semana, Tecnologia & Defesa / Blog Panorama Espacial esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, Diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia gaúcha em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa, da Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul, criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual local.

A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do programa da Finep, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta está em análise e a divulgação da primeira seleção deve acontecer no próximo dia 22.

Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de deployment das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de oitenta e noventa participou dos projetos dos satélites SCD e da primeira geração do CBERS. A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.

Três universidades também integram o projeto: a UFRGS, que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a PUCRS, que tem grande expertise em radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; e a UNISINOS, participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos desta tecnologia.

O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinado a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (sigla em inglês para inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego desta capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.

Passo seguinte do projeto MMM seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este modelo já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo modelo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS.

A AEL Sistemas no setor espacial

A AEL Sistemas possui 20 anos de experiência no campo espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, no desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC).

Mais informações e detalhes sobre o MMM, o Polo Espacial do RS e a indústria espacial no sul do país estarão em reportagem espacial na edição de setembro de Tecnologia & Defesa.
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terça-feira, 9 de julho de 2013

Satélite gaúcho para o Ministério da Defesa?

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Desenvolvimento de satélite

O Piratini aguarda até agosto uma resposta sobre o seu projeto inscrito em edital da Agência Brasileira de Inovação (Finep), que irá contratar equipamento para a defesa nacional. O governo gaúcho, em fase de constituição de um polo espacial em parceria com a AEL System, PUCRS, Unisinos e UFRGS, apresentou a ideia de construir um microssatélite multiuso militar, chamado de MMM. Se o projeto for aceito, a Finep repassará R$43 milhões para o seu desenvolvimento.

Depois, o próprio Ministério da Defesa comprará o equipamento. O MMM deverá ser construído pela AEL System, subsidiária de uma empresa israelense. A proposta foi apresentada pelo Piratini ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que demonstrou interesse.

Fonte: jornal Zero Hora, 09/07/2013.

Comentários do blog: o edital mencionado na nota do jornal gaúcho é o programa Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP, Agência Espacial Brasileira, Ministério da Defesa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início do mês, a Agência Espacial Brasileira divulgou que o Inova Aerodefesa teve demanda superior em 4,4 vezes o total dos recursos disponíveis, R$2,9 bilhões. Ao todo, foram encaminhadas 285 cartas de manifestação de interesse, das quais 90 de empresas líderes, 117 de empresas parceiras e 78 de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). As propostas totalizaram cerca de R$13 bilhões. A previsão é a que lista das empresa líderes enquadradas para ter continuidade no processo de seleção ocorra em 22 de julho. Em breve, o blog Panorama Espacial trará mais informações sobre o Polo Espacial do RS e seus projetos.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Polo espacial do RS avança

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Estado dá mais um passo para implantação de polo espacial no RS

Governador Tarso Genro recebe autoridades da área espacial e de tecnologia nesta quarta

Da Redação

Porto Alegre  - O governo do Estado dá mais um passo, nesta quarta-feira, dia 5, rumo a implantação de um polo espacial no Estado. Em um almoço com o governador Tarso Genro, às 12h30 desta quarta, no Palácio Piratini, o vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, Vitor Neves, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha e o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho deverão discutir a iniciativa. Durante o encontro, ainda deverá ser instalada a Comissão Especial para execução do programa de criação do polo, conforme protocolo de intenções assinado em Israel no início de maio. Participam também o secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, e o secretário em exercício da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Enéas Costa de Souza.

O protocolo de intenções assinado durante a missão a Israel visa "promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial". Esta é uma proposta que vem sendo desenvolvida pelo governo em função do alto potencial que o Estado possui. "Existe um conjunto de empresas e uma série de pesquisas nas universidades na área espacial, assim como os laboratórios da Cientec, que nos credenciam para sediar o segundo polo espacial do Brasil", diz o secretário Cleber Prodanov. O País já possui um polo, em São José dos Campos (SP), e uma política estratégica na área, com o programa espacial brasileiro, com atividades desde a década de 60. Em 1994 foi criada a Agência Espacial Brasileira, que coordena todas as atividades do setor no Brasil.

Potencial gaúcho

Com o recente edital do governo federal que prevê a compra de 16 satélites, num investimento que chegará a R$ 9 bilhões, o Rio Grande do Sul se lança como um potencial fornecedor de insumos e técnicos para a construção desses satélites, que precisam ter, obrigatoriamente, uma parte oriunda de empresas nacionais. De acordo com o documento firmado em Israel, a implantação do Polo Espacial no Rio Grande do Sul vai trazer "um claro benefício econômico e desenvolvimentista para o Estado, com a possibilidade de investimentos, parcerias e de apoio tecnológico de empresas internacionais." O portfólio de empresas gaúchas é representado em parte pela GetNet, Digicom e TSM, que podem, entre outras empresas, fornecer insumos necessários para as atividades do polo espacial no Estado.

A Comissão Especial para a execução do Programa de Criação do Polo Espacial será formada por membros do Estado e empresários indicados pela AEL. Também foram convidados a participar da reunião desta quarta-feira reitores Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC e Unisinos, universidades que estiveram na missão em Israel, e da Universidade Federal de Santa Maria.

Fonte: Diário de Canoas
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Polo espacial no RS: mais informações


No final de abril, divulgamos no blog Panorama Espacial uma notícia sobre a criação no Rio Grande do Sul (RS) do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais, iniciativa apoiada pelo governo estadual e por empresas instaladas na região, dentre as quais a AEL Sistemas, atuante nos segmentos aeroespacial e de defesa e controlada pela israelense Elbit Systems.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da AEL com algumas questões para obter mais detalhes sobre a iniciativa do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do RS. Abaixo, reproduzimos as informações recebidas. Em breve, abordaremos em detalhes os negócios e interesses da empresa gaúcha no campo espacial.

1) O satélite de pequeno porte a ser desenvolvido teria qual finalidade? Há mais detalhes sobre suas características?

Representa o início das atividades do polo. Tem como objetivo fomentar o interesse e iniciar a formação junto ás universidades do estado. O detalhamento do programa irá ocorrer em um trabalho conjunto das Secretaria de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Desenvolvimento, universidades e a AEL Sistemas.

Em um segundo momento será preparado um RFP (pedido de proposta), que irá ser enviado as principais empresas de desenvolvimento de tecnologia espacial, que possuem programas de Pesquisa & Desenvolvimento educativos, para definição do parceiro internacional desta atividade.

2) Foi falado em ampliar as capacidades da CEITEC. Quais seriam essas capacidades? Alguma ideia do polo tratar do desenvolvimento de semicondutores para CCDs e sistemas inerciais?

O CEITEC – em conjunto com parceiros internacionais (como a israelense Ramon Chips), a AEL Sistemas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) (FAB) e as universidades locais (salientando a UFRGS, o departamento de análise de radiação para semicondutores) – pode ingressar na proposição de fabricação de semicondutores resistentes a radiação para o mercado espacial. É um mercado com valor agregado elevado e que possui baixa demanda produtiva. Tais características podem representar um modelo de negócios atrativo ao CEITEC.

3) Quais seriam os principais campos de interesse do polo?

Integração de satélites, fabricação de subsistemas e capacitação em definição, projetos e construção de satélites de pequeno porte.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais no Rio Grande do Sul


Governo do Rio Grande do Sul (RS), Brasil, e AEL assinam contrato para criação de Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais

Programa é pioneiro na América Latina e pretende fomentar e contribuir para descentralização e autossuficiência do setor no Brasil

Rio Grande do Sul, 29 Abril de 2013 - Uma parceria inédita foi criada na manhã desta segunda-feira (29), em Israel, para fomentar, descentralizar e desenvolver o setor espacial brasileiro. O Governo do Estado do Rio Grande do Sul e AEL Sistemas - situada em Porto Alegre e atuando no segmento aeroespacial desde 1983 - assinaram um Memorando de Entendimento durante a visita da comitiva gaúcha em missão empresarial em Israel.

O documento celebrado no Centro de Tecnologia Avançada de Haifa corresponde à formalização da intenção de seus signatários de implantar um programa capaz de atender as necessidades essenciais do país e contribuir para a autossuficiência nessa área. A iniciativa envolverá a participação do meio acadêmico (universidades), institutos, a iniciativa privada e o poder público. A participação do meio acadêmico se torna indispensável para a formação de mão de obra especializada.

O Governo de Estado estará se comprometendo em ampliar as capacitações e infraestruturas mínimas fazendo investimentos no estado, como, por exemplo, ampliar as capacitações do CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) e do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC). A vanguarda tecnológica e a expertise serão garantidas por meio da experiência das empresas com atuação reconhecida no setor, como no caso da AEL e também de outras empresas parceiras nacionais e internacionais.

O primeiro projeto prático do polo será o desenvolvimento de um satélite de pequeno porte envolvendo as universidades, a AEL e parceiros internacionais. O objetivo será gerar interesse do meio acadêmico no segmento espacial.

Segundo o presidente da AEL Sistemas, Shlomo Erez, a assinatura do contrato simboliza a intenção da empresa de, em conjunto com o Governo do Estado, desenvolver no Rio Grande do Sul tecnologias estratégicas que irão atender necessidades essenciais do Brasil. "A criação deste polo espacial vai inserir nosso Estado no seleto grupo de regiões do mundo que dispõe de infraestrutura e know-how para a definição de Sistemas Satelitais, Integração de Satélites e Fabricação e Qualificação de Componentes, Unidades e Subsistemas de uso espacial de alta tecnologia e valor agregado", explica Shlomo.

Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais

A assinatura do Memorando de Entendimento é considerado o primeiro passo para a concretização do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais. Os estudos realizados sugeriram que o polo tenha vocação mista, para continuar atraindo os investimentos da iniciativa privada e contribuir para transformar a região em polo de difusão de ciência, tecnologia e inovação, a partir de parcerias com as principais universidades do Estado, empresas internacionais, os institutos nacionais, os ministérios e a Agência Espacial Brasileira.

Fonte: AEL Sistemas

Comentários do blog: alguns comentários sobre a notícia:

1) Na LAAD 2013, que aconteceu no início de abril, já se comentava nos bastidores sobre as movimentações da Elbit Systems em relação ao Programa Espacial Brasileiro, inclusive sobre a criação do polo tecnológico. Interessante observar que várias empresas têm buscado se colocar em melhores posições para projetos espaciais, em especial aqueles derivados da Estratégia Nacional de Defesa.

2) Hoje (29), a israelense Elbit Systems também anunciou a contratação de uma subsidiária da AEL Sistemas para o fornecimento de sistemas optrônicos para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército Brasileiro. Como parte do contrato, a Elbit Systems, controladora da AEL Sistemas, se comprometeu a realizar investimentos no Brasil em termos de capacidades, infraestrutura e know-how em optrônica, conhecimentos que podem vir a ser aproveitados em iniciativas espaciais (sensores óticos).

3) Destaque para a menção à ampliação da capacidade do CEITEC, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com atuação no campo de semicondutores. Desenvolvimentos em semicondutores e microeletrônica são essenciais para itens considerados críticos no setor espacial, como sistemas inerciais e sensores CCD (charge-coupled device).

4) O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está presente no Rio Grande do Sul com o Centro Regional Sul, situado na cidade de Santa Maria. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) também desenvolve várias iniciativas no campo espacial, inclusive o desenvolvimento de um nanossatélite universitário, dentro do Programa Nanosat C-BR.
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