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Airbus Defence and Space apresenta seu portfólio para captação de imagens de alta resolução a Ministérios
Com o modelo de projeto proposto, as esferas federal, estadual e municipal terão acesso as imagens adquiridas evitando compras duplicadas
Brasília, 23 de abril de 2015 - A Airbus Defence and Space, por meio da linha de negócios Geo Intelligence, reuniu ontem (22) em Brasília representantes de 15 ministérios do Governo Federal. Na ocasião, foi apresentada a Ata de Registro de Preços do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para fornecimento de imagens de satélite em alta resolução.
Mais de 50 pessoas assistiram às apresentações de executivos do Airbus Group e da Hiparc, distribuidora oficial do Grupo no Brasil. “Para nós é uma honra participar deste novo passo do Governo Federal. A Airbus Defence and Space está preparada para atender às demandas de Ministérios, Governos Estaduais e administrações municipais”, afirmou Pierre Duquesne, responsável pela área de Geo Intelligence no País.
Durante o evento, que discutiu questões técnicas como, nível de precisão das imagens, pedidos mínimos, prazo para entrega, entre outras, os executivos apresentaram funcionalidades, avanços e capacidade dos quatro satélites disponíveis para captação de imagens. São eles: dois Pleiades, além dos Spot 6 e Spot 7. Juntos, os equipamentos são capazes de cobrir toda a superfície terrestre.
“Os satélites Spot 6 e Spot 7, por exemplo, levam em conta até quatro previsões meteorológicas para um mesmo dia. Isto nos permite otimizar a programação do satélite para captação de imagens e, consequentemente, elevar o nível de nosso acervo”, explicou Jerome Soubirane, Chefe de Produtos do Departamento de Defence and Space. “O nível de detalhamento das imagens possibilita fazer o acompanhamento de mudanças em regiões específicas, como no caso de desastres naturais, por exemplo”, completou Vanessa Casals, também integrante do Departamento de Produtos.
Além da requisição de imagens em alta resolução de uma determinada região, os órgãos do Governo poderão ter acesso ao acervo já existente da Airbus Defence and Space. Com este modelo de projeto, o Governo Federal terá um ganho em organização e redução de custos. A partir de agora, a imagem adquirida por um órgão estará disponível para que todas as esferas do governo tenham acesso, evitando que o mesmo produto seja comprado mais de uma vez.
Fonte: Airbus Defence and Space.
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Mostrando postagens com marcador Airbus. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 23 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
LAAD 2015: Airbus Group - Brasil é estratégico
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Airbus Group - Brasil é estratégico
O grupo europeu Airbus compareceu a mais uma edição da LAAD Defence & Security, realizada entre 14 e 17 de abril, apresentando a sua nova marca e organização, após a restruturação da então EADS em janeiro de 2014.
"Nós estamos comprometidos a ficar no Brasil", afirmou Alberto Robles, head para a América Latina, ao destacar a Helibras como o melhor exemplo de investimento direto no País. Robles também frisou a busca do grupo por novas parcerias e formas de cooperação com a indústria local, em especial, a Embraer. A unidade Airbus Defence and Space integra o consórcio liderado pela Embraer Defesa & Segurança na concorrência do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil.
Executivos do grupo também destacaram iniciativas da Airbus no setor espacial, com a estratégia de "construir satélites no Brasil." Com uma base industrial já instalada em São José dos Campos (SP) - a Equatorial Sistemas - a empresa está atenta a oportunidades em observação terrestre, como o projeto da constelação Carponis, do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), tocado pelo Ministério da Defesa. Embora não tenha sido selecionada para fornecer o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), adquirido pela Visiona Tecnologia Espacial, a Airbus pretende participar de futuras concorrências. No âmbito comercial, disputa uma concorrência para um satélite geoestacionário promovida pela Embratel Star One.
Atualmente, a Airbus possui cerca de 1.400 colaboradores em sete países da América Latina, sendo 900 apenas no Brasil.
Crédito: Tecnologia & Defesa / Official Show Daily.
Airbus Group - Brasil é estratégico
O grupo europeu Airbus compareceu a mais uma edição da LAAD Defence & Security, realizada entre 14 e 17 de abril, apresentando a sua nova marca e organização, após a restruturação da então EADS em janeiro de 2014.
"Nós estamos comprometidos a ficar no Brasil", afirmou Alberto Robles, head para a América Latina, ao destacar a Helibras como o melhor exemplo de investimento direto no País. Robles também frisou a busca do grupo por novas parcerias e formas de cooperação com a indústria local, em especial, a Embraer. A unidade Airbus Defence and Space integra o consórcio liderado pela Embraer Defesa & Segurança na concorrência do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil.
Executivos do grupo também destacaram iniciativas da Airbus no setor espacial, com a estratégia de "construir satélites no Brasil." Com uma base industrial já instalada em São José dos Campos (SP) - a Equatorial Sistemas - a empresa está atenta a oportunidades em observação terrestre, como o projeto da constelação Carponis, do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), tocado pelo Ministério da Defesa. Embora não tenha sido selecionada para fornecer o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), adquirido pela Visiona Tecnologia Espacial, a Airbus pretende participar de futuras concorrências. No âmbito comercial, disputa uma concorrência para um satélite geoestacionário promovida pela Embratel Star One.
Atualmente, a Airbus possui cerca de 1.400 colaboradores em sete países da América Latina, sendo 900 apenas no Brasil.
Crédito: Tecnologia & Defesa / Official Show Daily.
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quinta-feira, 26 de março de 2015
Arianespace lançará satélite peruano
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A Arianespace anunciou ontem (25) a assinatura de um contrato com a Airbus Defence and Space (Airbus DS) para o lançamento do satélite PeruSat-1, do governo do Peru, a bordo de um foguete Vega.
Em construção pela Airbus DS em suas instalações em Toulouse, no sul da França, o PeruSat-1 é um satélite de observação de alta resolução - o primeiro de seu tipo adquirido pela Peru, com massa estimada em 450 kg. Seu lançamento está programado para 2016.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Paris, no "Quai d'Orsay", e contou com a presença do secretário geral do Ministério das Relações Exteriores da França, Christian Masset, e do vice-ministro da Defesa do Peru, Jakke Valakivi Alvarez.
Logo após a cerimônia, o presidente da Arianespace, Stéphane Israël declarou: "A Airbus Defence and Space nos confiou uma missão chave, a de lançar este importante satélite em benefício de seu cliente, o Peru, usando o lançador Vega, em que nossa parceira ELV é a contratante principal. Com este terceiro contrato de lançamento desde o início do ano, o Vega consolida sua liderança no mercado de exportação tanto para missões governamentais como comerciais. Nós estamos extremamente orgulhosos e honrados de servir o governo peruano com esta missão."
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A Arianespace anunciou ontem (25) a assinatura de um contrato com a Airbus Defence and Space (Airbus DS) para o lançamento do satélite PeruSat-1, do governo do Peru, a bordo de um foguete Vega.
Em construção pela Airbus DS em suas instalações em Toulouse, no sul da França, o PeruSat-1 é um satélite de observação de alta resolução - o primeiro de seu tipo adquirido pela Peru, com massa estimada em 450 kg. Seu lançamento está programado para 2016.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Paris, no "Quai d'Orsay", e contou com a presença do secretário geral do Ministério das Relações Exteriores da França, Christian Masset, e do vice-ministro da Defesa do Peru, Jakke Valakivi Alvarez.
Logo após a cerimônia, o presidente da Arianespace, Stéphane Israël declarou: "A Airbus Defence and Space nos confiou uma missão chave, a de lançar este importante satélite em benefício de seu cliente, o Peru, usando o lançador Vega, em que nossa parceira ELV é a contratante principal. Com este terceiro contrato de lançamento desde o início do ano, o Vega consolida sua liderança no mercado de exportação tanto para missões governamentais como comerciais. Nós estamos extremamente orgulhosos e honrados de servir o governo peruano com esta missão."
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quinta-feira, 19 de março de 2015
Palestra sobre satélites de pequeno porte no INPE
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Palestra apresenta programa de satélites de pequeno porte do IRS
Quarta-feira, 18 de Março de 2015
Na terça-feira (24/3), às 10h30, será realizada uma palestra sobre o programa de satélites de pequeno porte em desenvolvimento no IRS, instituto localizado em Stuttgart, Alemanha. Proferida pelo Dr. Jens Eikchoff, engenheiro da Airbus Defense & Space e professor honorário de Tecnologia e Operações de Sistemas de Satélite do IRS, a palestra será no Auditório Fernando de Mendonça (acesso Torre A – LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos.
A apresentação será realizada em inglês e aberta aos interessados – não há inscrição prévia e os 200 lugares do auditório serão preenchidos por ordem de chegada.
Durante a palestra “The IRS Stuttgart Small Satellite Program”, será apresentado o satélite de pequeno porte (100 kg) projetado para ser reutilizado em várias missões. Também serão demonstradas tecnologias de ponta na área espacial, como computador de bordo baseado em FPGA reconfigurável, comunicação SpaceWire, além de um novo método de implementação de mecanismo para abertura de painéis solares.
Acesse aqui mais informações sobre a apresentação e palestrante
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Palestra apresenta programa de satélites de pequeno porte do IRS
Quarta-feira, 18 de Março de 2015
Na terça-feira (24/3), às 10h30, será realizada uma palestra sobre o programa de satélites de pequeno porte em desenvolvimento no IRS, instituto localizado em Stuttgart, Alemanha. Proferida pelo Dr. Jens Eikchoff, engenheiro da Airbus Defense & Space e professor honorário de Tecnologia e Operações de Sistemas de Satélite do IRS, a palestra será no Auditório Fernando de Mendonça (acesso Torre A – LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos.
A apresentação será realizada em inglês e aberta aos interessados – não há inscrição prévia e os 200 lugares do auditório serão preenchidos por ordem de chegada.
Durante a palestra “The IRS Stuttgart Small Satellite Program”, será apresentado o satélite de pequeno porte (100 kg) projetado para ser reutilizado em várias missões. Também serão demonstradas tecnologias de ponta na área espacial, como computador de bordo baseado em FPGA reconfigurável, comunicação SpaceWire, além de um novo método de implementação de mecanismo para abertura de painéis solares.
Acesse aqui mais informações sobre a apresentação e palestrante
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Seminário França - Brasil
No próximo mês, entre os dias 11 e 12, acontece na sede da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista, o Seminário Industrial Brasil-Franca, que tem por principais objetivos "fomentar discussões, promover soluções e gerar oportunidades" nas áreas de Defesa e Aeroespacial entre os dois países. Mais de 40 empresas francesas estão confirmadas, além de palestrantes das forças armadas e industriais.
Segundo o apurado pelo blog Panorama Espacial, esta prevista a vinda de autoridades e industriais de peso por parte do lado francês, além de visitas a certas empresas da base industrial brasileira em São José dos Campos (SP) e no Rio de Janeiro. Um dos nomes cogitados é o de Marwan Lahoud, estrategista-chefe do grupo europeu Airbus e chairman da GIFAS, poderosa associação das indústrias francesas de defesa.
Apesar das poucas perspectivas quanto a materialização de grandes projetos nos setores aeroespacial e de defesa nos próximos anos (após um período fértil, com os programas de submarinos, helicópteros, KC-390, SGDC e F-X2), nota-se os esforços de alguns países e grupos em se posicionar com visão de médio e longo prazo.
O Brasil e a França firmaram em dezembro de 2008 uma parceria estratégica, com reflexos também no campo espacial. Um dos frutos foi o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em construção pela Thales Alenia Space e que será lançado ao espaço pela Arianespace, numa ação que envolverá ainda transferência tecnológica em campos específicos. No orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB) para este ano - ainda não aprovado pelo Congresso Nacional, são destinados cerca de R$50 milhões para este processo, que contará com a participação de indústrias locais.
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Segundo o apurado pelo blog Panorama Espacial, esta prevista a vinda de autoridades e industriais de peso por parte do lado francês, além de visitas a certas empresas da base industrial brasileira em São José dos Campos (SP) e no Rio de Janeiro. Um dos nomes cogitados é o de Marwan Lahoud, estrategista-chefe do grupo europeu Airbus e chairman da GIFAS, poderosa associação das indústrias francesas de defesa.
Apesar das poucas perspectivas quanto a materialização de grandes projetos nos setores aeroespacial e de defesa nos próximos anos (após um período fértil, com os programas de submarinos, helicópteros, KC-390, SGDC e F-X2), nota-se os esforços de alguns países e grupos em se posicionar com visão de médio e longo prazo.
O Brasil e a França firmaram em dezembro de 2008 uma parceria estratégica, com reflexos também no campo espacial. Um dos frutos foi o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em construção pela Thales Alenia Space e que será lançado ao espaço pela Arianespace, numa ação que envolverá ainda transferência tecnológica em campos específicos. No orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB) para este ano - ainda não aprovado pelo Congresso Nacional, são destinados cerca de R$50 milhões para este processo, que contará com a participação de indústrias locais.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Satélites de observação: Chile, Bolívia e Venezuela
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No Chile...
No Chile, de acordo com reportagem do periódico “El Mercurio”, a forca aérea entregou recentemente ao Ministério da Defesa um informe técnico para a definição da aquisição de um novo satélite, que virá substituir o SSOT, colocado em órbita em dezembro de 2011 e com vida útil estimada em cinco anos.
A expectativa e que o processo de análise seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano e depois seja iniciada uma concorrência internacional para a seleção de um novo modelo. O SSOT, também conhecido como FaSat Charlie [ilustração acima], foi construído pela europeia Astrium, hoje parte da Airbus Defence and Space.
Na Bolívia...
Por sua vez, na Bolívia, segundo informações reproduzidas por meios locais, o diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE) afirmou na ultima semana que o projeto de construção e lançamento de seu primeiro satélite de observação conta com o apoio de especialistas da França. As especificações do satélite, que se chamara Bartolina Sisa, foram concluídas no ano passado.
"Tivemos também a sorte de receber a visita de alguns especialistas franceses, estamos trabalhando com eles para fazer uma revisão final de nosso projeto (...) que esta praticamente concluído", afirmou Iván Zambrana, presidente da ABE.
No rol de potenciais interessados em fornecer o sistema, estão empresas francesas, como a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space.
... e na Venezuela
Apesar da grave crise financeira, agravada com a queda do preço do petróleo - praticamente o seu único produto de exportação, o governo venezuelano reafirmou recentemente a criação de uma fábrica de satélites científicos e de observação, com massa de ate 500 kg, em parceria com a China. A intenção de construir uma fábrica local não é nova e existe ao menos desde 2010.
A fábrica devera ser baseada inicialmente no Centro de Investigación y Desarrollo Espacial (CIDE), situado na cidade de Puerto Cabello, no estado de Carabobo, que deve ser inaugurado ate o final deste ano.
A Venezuela figura hoje como a principal cliente na América Latina da indústria espacial chinesa, que já forneceu um satélite de comunicações e outro de observação. Um terceiro artefato, também de observação, foi encomendado em julho de 2014.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Ariane 6, o futuro lançador europeu
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Os últimos dias tiveram importantes notícias envolvendo o espaço, como o primeiro voo de testes da nave norte-americana Orion e, particularmente para o Brasil, o bem sucedido lançamento do CBERS 4.
Outro importante acontecimento, que terá importantes reflexos futuros no mercado comercial de lançamentos de satélites, se deu na reunião da comissão ministerial da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) em Luxemburgo, entre os dias 2 e 3, com a aprovação de uma resolução de acesso europeu ao espaço oficializando o desenvolvimento do futuro Ariane 6, assim como de uma nova versão do lançador italiano Vega.
Os países membros da ESA concordaram em investir 8,2 bilhões de euros ao longo de dez anos em programas de lançadores, com pouco mais da metade destinado ao Ariane 6, que deve estar operacional em 2020. Será um foguete de três estágios com capacidade de satelitização em órbita de transferência geoestacionária de 3.5 a 6.5 toneladas, dependendo da configuração.
Quando operacional, terá duas configurações: uma com dois e ou outra com quatro strap-on boosters (numa tradução apressada, algo como propulsores acoplados ao corpo principal) de combustível sólido. O propulsor, denominado P120, será desenvolvido dentro do programa e também equipará no futuro o primeiro estágio do Vega.
Joint-venture da Airbus e Safran
Em concerto com a decisão sobre o Ariane 6, os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram em 3 de dezembro a criação da joint-venture (JV) Airbus Safran Launchers, oficializando o memorando de entendimentos firmado em junho.
Com um número inicial de 450 empregados e começando suas operações em 1º de janeiro de 2015, a Airbus Safran Launchers estará envolvida na industrialização do Ariane 5, além de trabalhar numa nova família de veículos lançadores para "manter a posição de liderança da Europa na indústria espacial". A formalização da JV marca a fase inicial da transação. Num segundo momento, todas as atividades do grupo Airbus e da Safran relacionados a veículos lançadores serão integrados à nova empresa, o que deverá também gerar outros movimentos de consolidação industrial no setor espacial europeu.
Ariane 5: sexta missão bem sucedida de 2014
E por falar em Ariane 5, confirmando o seu status do lançador mais confiável disponível no mercado, voou com sucesso no último dia 6 a sua sexta missão do ano, lançada a partir da Guiana Francesa, com dois satélites de comunicações a bordo.
Este foi o 63º lançamento consecutivo bem sucedido deste modelo, comercializado e operado pela Arianespace, e escolhido para levar ao espaço o futuro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), no final de 2016.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
"Para onde irá a Airbus Defence and Space?"
Para onde irá a Airbus Defence and Space?
Em meados de setembro, a Airbus DS divulgou que focará sua atuação nos setores espacial (lançadores e satélites), aeronaves militares, mísseis e sistemas e serviços associados, tendo definido planos para a venda de negócios que não se enquadram nesses segmentos chave. Dentre as unidades que serão vendidas, estão a de comunicações móveis profissionais (conhecida pela sigla PMR), serviços comerciais de comunicações por satélite, além de subsidiárias e participações em empresas como Fairchild Controls, Rostock System-Technik, AvDef, ESG e Atlas Elektronik. Ainda, para a divisão de eletrônica de defesa e segurança, concentrada principalmente na Alemanha, alternativas industriais serão exploradas com o objetivo de melhor desenvolver e posicionar tais negócios para crescimento futuro e criação de valor.
Pela extensão do grupo, a restruturação terá reflexos no Brasil. O mais imediato envolve a rede de comunicações Tetrapol, utilizada pelo Departamento de Polícia Federal desde 2006, e até então, um dos poucos produtos da antiga Cassidian com presença considerada material no País. Na Europa, a Alcatel e a Thales são citadas como potenciais interessadas nesta unidade.
Outra presença local que deverá passar por mudanças industriais será a Optronbras, subsidiária da Cassidian Optronics, uma das unidades que deu origem à Airbus DS, quando da “fusão” com a Astrium e com a Airbus Military, tendo em vista os planos do grupo para o setor de eletrônica de defesa. A Optronbras foi inaugurada em novembro de 2013 com o propósito de operar como plataforma de negócios no País, em especial em sistemas optrônicos para veículos blindados. A atividade da Airbus DS em optrônica, aliás, exemplifica bem o processo de consolidação em curso na Europa, com suas idas e vindas. Num espaço de menos de dois anos, a então Carl Zeiss Optronics passou a fazer parte da antiga Cassidian, que virou Airbus DS, e que em breve poderá vir a ter um novo dono.
No setor espacial, a Airbus DS buscava desenvolver serviços comerciais de comunicações por satélite, capacidade adquirida quando da compra da Vizada, em 2011, que agora será também alienada. Uma subsidiária brasileira, a Astrium Serviços de Comunicações, chegou a ser constituída no Rio de Janeiro (RJ), e estava em processo de obtenção de todas as licenças necessárias junto a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para a sua operação.
Apesar de não ter havido qualquer menção a possíveis mudanças envolvendo a unidade de comunicações, inteligência e segurança (Communications, Intelligence and Security), que responde pelas atividades da Airbus DS em vigilância marítima, é possível que a restruturação tenha algum reflexo nos planos do grupo em participar da concorrência do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil, considerando que algumas de suas soluções são oriundas da unidade de eletrônica de defesa.
Fonte: coluna Defesa & Negócios, Tecnologia & Defesa n.º 139, outubro de 2014.
Em meados de setembro, a Airbus DS divulgou que focará sua atuação nos setores espacial (lançadores e satélites), aeronaves militares, mísseis e sistemas e serviços associados, tendo definido planos para a venda de negócios que não se enquadram nesses segmentos chave. Dentre as unidades que serão vendidas, estão a de comunicações móveis profissionais (conhecida pela sigla PMR), serviços comerciais de comunicações por satélite, além de subsidiárias e participações em empresas como Fairchild Controls, Rostock System-Technik, AvDef, ESG e Atlas Elektronik. Ainda, para a divisão de eletrônica de defesa e segurança, concentrada principalmente na Alemanha, alternativas industriais serão exploradas com o objetivo de melhor desenvolver e posicionar tais negócios para crescimento futuro e criação de valor.
Pela extensão do grupo, a restruturação terá reflexos no Brasil. O mais imediato envolve a rede de comunicações Tetrapol, utilizada pelo Departamento de Polícia Federal desde 2006, e até então, um dos poucos produtos da antiga Cassidian com presença considerada material no País. Na Europa, a Alcatel e a Thales são citadas como potenciais interessadas nesta unidade.
Outra presença local que deverá passar por mudanças industriais será a Optronbras, subsidiária da Cassidian Optronics, uma das unidades que deu origem à Airbus DS, quando da “fusão” com a Astrium e com a Airbus Military, tendo em vista os planos do grupo para o setor de eletrônica de defesa. A Optronbras foi inaugurada em novembro de 2013 com o propósito de operar como plataforma de negócios no País, em especial em sistemas optrônicos para veículos blindados. A atividade da Airbus DS em optrônica, aliás, exemplifica bem o processo de consolidação em curso na Europa, com suas idas e vindas. Num espaço de menos de dois anos, a então Carl Zeiss Optronics passou a fazer parte da antiga Cassidian, que virou Airbus DS, e que em breve poderá vir a ter um novo dono.
No setor espacial, a Airbus DS buscava desenvolver serviços comerciais de comunicações por satélite, capacidade adquirida quando da compra da Vizada, em 2011, que agora será também alienada. Uma subsidiária brasileira, a Astrium Serviços de Comunicações, chegou a ser constituída no Rio de Janeiro (RJ), e estava em processo de obtenção de todas as licenças necessárias junto a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para a sua operação.
Apesar de não ter havido qualquer menção a possíveis mudanças envolvendo a unidade de comunicações, inteligência e segurança (Communications, Intelligence and Security), que responde pelas atividades da Airbus DS em vigilância marítima, é possível que a restruturação tenha algum reflexo nos planos do grupo em participar da concorrência do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil, considerando que algumas de suas soluções são oriundas da unidade de eletrônica de defesa.
Fonte: coluna Defesa & Negócios, Tecnologia & Defesa n.º 139, outubro de 2014.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Peru: acesso à constelação francesa
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De acordo com reportagens publicadas pela imprensa peruana, o país andino passará a contar partir de setembro do ano que vem com uma estação de recepção de imagens geradas por satélites operados pela Airbus Defence and Space (Airbus DS).
O acordo para a recepção de imagens foi discutido entre François Auque, dirigente da Airbus DS, e autoridades do Ministério da Defesa peruano, em visita ao Peru na última semana, e faz parte do contrato de compra de um satélite ótico com resolução submétrica firmado em abril.
A estação terrena será construída em Punta Lobos, no balneário de Pucusana, e terá capacidade de receber imagens geradas por uma constelação de seis satélites franceses. O acordo também inclui a instalação de um moderno centro de processamento das imagens.
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De acordo com reportagens publicadas pela imprensa peruana, o país andino passará a contar partir de setembro do ano que vem com uma estação de recepção de imagens geradas por satélites operados pela Airbus Defence and Space (Airbus DS).
O acordo para a recepção de imagens foi discutido entre François Auque, dirigente da Airbus DS, e autoridades do Ministério da Defesa peruano, em visita ao Peru na última semana, e faz parte do contrato de compra de um satélite ótico com resolução submétrica firmado em abril.
A estação terrena será construída em Punta Lobos, no balneário de Pucusana, e terá capacidade de receber imagens geradas por uma constelação de seis satélites franceses. O acordo também inclui a instalação de um moderno centro de processamento das imagens.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
O programa ARSAT em "bullet points"
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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:
- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.
- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.
- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.
- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.
- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.
- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:
- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.
- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.
- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.
- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.
- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.
- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Colômbia busca o seu satélite
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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.
O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.
Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.
Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.
Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.
As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.
O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.
Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.
Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.
Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.
As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
Airbus e Safran juntas em lançadores
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As companhias europeias Airbus e Safran anunciaram hoje (16) a assinatura de um memorando de entendimentos prevendo a criação de uma joint-venture reunindo suas atividades em veículos lançadores. Neste contexto, os dois grupos concordaram em combinar numa nova empresa, cada qual com participação de 50%, suas respectivas tecnologias em lançadores (hoje na Airbus Defence and Space, anteriormente Astrium) e propulsão (SNECMA, unidade da Safran).
Conforme destacado em nota conjuntas, a "fusão" leva em conta iniciativas industriais em lançadores atualmente em andamento na Europa, como o desenvolvimento do Ariane 5 ME, uma evolução lógica do Ariane 5 baseada num estágio superior de maior capacidade equipado com o motor Vinci, e a definição da configuração do Ariane 6, que no futuro sucederá o Ariane 5 / 5 ME.
A primeira etapa da "união", prevista para ser concluída até o final deste ano, envolverá a constituição de uma empresa de programas conjuntos, na qual serão aportadas os contratos de programas civis e participações relevantes relacionadas ao segmento civil de cada um dos grupos. Subsequentemente, os ativos industriais em lançadores da Airbus e Safran serão contribuídos à nova empresa.
E a Avio?
A "fusão" da Airbus e Safran formalizará uma relação que já existe há décadas, iniciada com o bem sucedido programa Ariane. Será interessante acompanhar os eventuais desdobramentos deste processo de consolidação, em especial considerando as capacidades italianas nesta área, detidas pela Avio Space, prime contractor do foguete de médio porte Vega. A empresa italiana, controlada pelo grupo Finmeccanica e por uma firma de private equity, é frequentemente citada como estando à venda, com interessados como a Airbus e a Safran.
Reflexos no Brasil
A consolidação do segmento europeu de lançadores pode ter também algum reflexo nos futuros planos do Brasil em termos de acesso autônomo ao espaço. Ainda que em fase bem menos avançado que outras iniciativas espaciais (como o SGDC e o PESE, apenas para citar alguns), as intenções brasileiras nesse segmento são conhecidas e têm algumas ações discretas. Nos bastidores, empresas como a Avibras e a Odebrecht Defesa e Tecnologia são citadas como interessadas em assumir papéis relevantes em tais projetos, que necessariamente, por razões de natureza tecnológica, terão parceiros estrangeiros.
Dentro deste contexto, recomendamos também a leitura da nota "AEB, Airbus DS e Safran juntas em educação espacial", sobre um projeto de cooperação anunciado pela Agência Espacial Brasileira na semana passada.
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As companhias europeias Airbus e Safran anunciaram hoje (16) a assinatura de um memorando de entendimentos prevendo a criação de uma joint-venture reunindo suas atividades em veículos lançadores. Neste contexto, os dois grupos concordaram em combinar numa nova empresa, cada qual com participação de 50%, suas respectivas tecnologias em lançadores (hoje na Airbus Defence and Space, anteriormente Astrium) e propulsão (SNECMA, unidade da Safran).
Conforme destacado em nota conjuntas, a "fusão" leva em conta iniciativas industriais em lançadores atualmente em andamento na Europa, como o desenvolvimento do Ariane 5 ME, uma evolução lógica do Ariane 5 baseada num estágio superior de maior capacidade equipado com o motor Vinci, e a definição da configuração do Ariane 6, que no futuro sucederá o Ariane 5 / 5 ME.
A primeira etapa da "união", prevista para ser concluída até o final deste ano, envolverá a constituição de uma empresa de programas conjuntos, na qual serão aportadas os contratos de programas civis e participações relevantes relacionadas ao segmento civil de cada um dos grupos. Subsequentemente, os ativos industriais em lançadores da Airbus e Safran serão contribuídos à nova empresa.
E a Avio?
A "fusão" da Airbus e Safran formalizará uma relação que já existe há décadas, iniciada com o bem sucedido programa Ariane. Será interessante acompanhar os eventuais desdobramentos deste processo de consolidação, em especial considerando as capacidades italianas nesta área, detidas pela Avio Space, prime contractor do foguete de médio porte Vega. A empresa italiana, controlada pelo grupo Finmeccanica e por uma firma de private equity, é frequentemente citada como estando à venda, com interessados como a Airbus e a Safran.
Reflexos no Brasil
A consolidação do segmento europeu de lançadores pode ter também algum reflexo nos futuros planos do Brasil em termos de acesso autônomo ao espaço. Ainda que em fase bem menos avançado que outras iniciativas espaciais (como o SGDC e o PESE, apenas para citar alguns), as intenções brasileiras nesse segmento são conhecidas e têm algumas ações discretas. Nos bastidores, empresas como a Avibras e a Odebrecht Defesa e Tecnologia são citadas como interessadas em assumir papéis relevantes em tais projetos, que necessariamente, por razões de natureza tecnológica, terão parceiros estrangeiros.
Dentro deste contexto, recomendamos também a leitura da nota "AEB, Airbus DS e Safran juntas em educação espacial", sobre um projeto de cooperação anunciado pela Agência Espacial Brasileira na semana passada.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
AEB, Airbus DS e Safran juntas em educação espacial
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AEB firma programa de cooperação em educação espacial
Brasília, 11 de junho de 2014 – Com a finalidade de criar e implementar um projeto de educação espacial sob a forma de cooperação a Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou nesta quarta-feira (11) um programa de cooperação em educação espacial com três instituições francesas e duas nacionais.
Pela França participam a Astrium SAS – BU Space Transportation, a Safran S.A. e o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (Isae) e pelo Brasil o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB).
O principal objetivo do programa é estabelecer missões de ensino e tutoria, com cursos de treinamento e workshops para estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no âmbito do Projeto de Veiculo Lançador da Astrium e Safran para Estudantes Brasileiros.
O programa será coordenado e implementado por um comitê composto por representantes das seis entidades envolvidas.
A Astrium e a Safran pretendem promover o incremento de cooperações em pesquisa com o ITA, FUB e o Isae e desenvolver projetos de Pesquisa e Desenvolvimento envolvendo seus alunos. Tais projetos devem ser discutidos em base bilateral entre os parceiros e ser implementados com acordos de cooperação específicos.
Para o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, essa parceria tem um significado especial porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso que é a soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto.
Em sua opinião, o programa firmado é de fundamental importância, pois “responde ao esforço nacional de formar recursos humanos para enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”.
O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, lembrou que França e Brasil têm uma longa trajetória de cooperação na área educacional e o acordo assinado vem ampliar a qualidade e o intercâmbio entre os dois países. Segundo ele, o programa também permite aumentar as oportunidades de intercâmbio para estudantes das duas nações.
O representante da Astrium, Jean Noel Hardy, disse que hoje é fundamental para todos os países o investimento na capacitação de recursos humanos, “dai a grande importância da parceria que estamos firmando”.
Na mesma direção se posiciona Michel Provost, representante da Safran, que considera esse acordo como um reforço no interesse que Brasil e França têm na área educacional ao mesmo tempo em que “convida dirigentes de outras instituições de ensino e pesquisa a se integrarem a essa iniciativa”.
O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Marques de Camargo, foi representado na solenidade pela professora Ana Flávia Granja e Barros. Participaram ainda do evento os diretores da AEB, Carlos Gurgel, de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento; Petrônio Noronha de Souza, de Política Espacial e Investimentos Estratégicos; Marco Antônio Vieira de Rezende, de Transporte Espacial e Licenciamento; o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, e o Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Jean Robert Batana.
Fonte: AEB
Comentários do blog: embora ainda mantenha sua estrutura jurídica como Astrium, esta, desde o início do ano, faz parte da Airbus Defence and Space (Airbus DS), unidade do grupo europeu criada a partir da "fusão" entre a Cassidian (defesa), Airbus Military (aviões militares) e Astrium (espaço). É também interessante observar o enfoque no acordo de cooperação, direcionado em veículos lançadores. Como já abordamos em algumas ocasiões, há a alguns anos no governo discussões de alto nível envolvendo uma possível parceria internacional para o desenvolvimento de projetos de lançadores, com países como a França, Itália ou Rússia.
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AEB firma programa de cooperação em educação espacial
Brasília, 11 de junho de 2014 – Com a finalidade de criar e implementar um projeto de educação espacial sob a forma de cooperação a Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou nesta quarta-feira (11) um programa de cooperação em educação espacial com três instituições francesas e duas nacionais.
Pela França participam a Astrium SAS – BU Space Transportation, a Safran S.A. e o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (Isae) e pelo Brasil o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB).
O principal objetivo do programa é estabelecer missões de ensino e tutoria, com cursos de treinamento e workshops para estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no âmbito do Projeto de Veiculo Lançador da Astrium e Safran para Estudantes Brasileiros.
O programa será coordenado e implementado por um comitê composto por representantes das seis entidades envolvidas.
A Astrium e a Safran pretendem promover o incremento de cooperações em pesquisa com o ITA, FUB e o Isae e desenvolver projetos de Pesquisa e Desenvolvimento envolvendo seus alunos. Tais projetos devem ser discutidos em base bilateral entre os parceiros e ser implementados com acordos de cooperação específicos.
Para o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, essa parceria tem um significado especial porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso que é a soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto.
Em sua opinião, o programa firmado é de fundamental importância, pois “responde ao esforço nacional de formar recursos humanos para enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”.
O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, lembrou que França e Brasil têm uma longa trajetória de cooperação na área educacional e o acordo assinado vem ampliar a qualidade e o intercâmbio entre os dois países. Segundo ele, o programa também permite aumentar as oportunidades de intercâmbio para estudantes das duas nações.
O representante da Astrium, Jean Noel Hardy, disse que hoje é fundamental para todos os países o investimento na capacitação de recursos humanos, “dai a grande importância da parceria que estamos firmando”.
Na mesma direção se posiciona Michel Provost, representante da Safran, que considera esse acordo como um reforço no interesse que Brasil e França têm na área educacional ao mesmo tempo em que “convida dirigentes de outras instituições de ensino e pesquisa a se integrarem a essa iniciativa”.
O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Marques de Camargo, foi representado na solenidade pela professora Ana Flávia Granja e Barros. Participaram ainda do evento os diretores da AEB, Carlos Gurgel, de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento; Petrônio Noronha de Souza, de Política Espacial e Investimentos Estratégicos; Marco Antônio Vieira de Rezende, de Transporte Espacial e Licenciamento; o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, e o Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Jean Robert Batana.
Fonte: AEB
Comentários do blog: embora ainda mantenha sua estrutura jurídica como Astrium, esta, desde o início do ano, faz parte da Airbus Defence and Space (Airbus DS), unidade do grupo europeu criada a partir da "fusão" entre a Cassidian (defesa), Airbus Military (aviões militares) e Astrium (espaço). É também interessante observar o enfoque no acordo de cooperação, direcionado em veículos lançadores. Como já abordamos em algumas ocasiões, há a alguns anos no governo discussões de alto nível envolvendo uma possível parceria internacional para o desenvolvimento de projetos de lançadores, com países como a França, Itália ou Rússia.
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domingo, 27 de abril de 2014
Mais informações sobre o satélite peruano
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.Na quinta-feira passada (24), o governo peruano finalmente encerrou uma concorrência para a aquisição de uma sistema espacial de observação terrestre, tendo escolhido a proposta apresentada pela europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS) (veja a nota "Peru escolhe Airbus DS para satélite de observação"). A seguir, apresentamos mais algumas informações.
Acordo governo - governo. A aquisição do satélite foi realizada por meio de um acordo governo - governo entre o Peru e a França, "que garante a sua colocação órbita e também permite estabelecer mecanismos de controle duplo". "Este [acordo] garante um processo de transferência tecnológica, dirigido não apenas ao âmbito comercial, mas também ao fortalecimento de uma relação que no caso do Peru e França é histórica", declarou na cerimônia de assinatura Pedro Cateriano, ministro da Defesa. "O projeto dará ao Peru uma capacidade de aprimorar sua soberania e segurança com a assistência da França, que supervisionará a execução do contrato no âmbito do acordo governamental bilateral", afirmou em nota e o congênere francês.
Quatro propostas. Foram avaliadas quatro propostas para o fornecimento do sistema de observação, em ordem de classificação: da Airbus Defence and Space, da israelense IAI, da espanhola Deimos, e da britânica SSTL. A proposta da Airbus DS está avaliada em 213 milhões de dólares - a mais cara, mas os aspectos técnicos prevaleceram sobre os termos financeiros.
Resolução submétrica. O satélite peruano será o primeiro da América Latina com capacidade submétrica, de 70 centímetros, o que deve ter alguma repercussão em programas de países da região, em especial, no Chile, um rival histórico. Suas imagens serão utilizadas para prevenção e resposta frente a desastres naturais, mineração, monitoramento pesqueiro, desmatamento, segurança e defesa. Sua vida útil será de 10 anos.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Peru escolhe Airbus DS para satélite de observação
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[Nota atualizada às 19h00]
A empresa europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS), que no início do ano incorporou as atividades da Astrium, anunciou na tarde de hoje (24) sua seleção como contratada principal para a construção do primeiro sistema satelital de observação terrestre do Peru.
O projeto, estimado em cerca de 200 milhões de dólares, inclui um satélite ótico de última geração dotado de um sensor de alta resolução (derivado da família Naomi), assim como um segmento terreno de controle, recepção e processamento de imagens. O satélite será baseado na plataforma Astrobus, utilizada em missões como as do Pléiades, SPOT 6 e 7, Ingenio (Espanha) e KazEOSat-1 (Cazaquistão).
Também faz parte um programa completo de formação de engenheiros e técnicos peruanos, que abrange desde a operação do satélite até o desenvolvimento de aplicações baseadas em suas imagens.
Até que o satélite seja colocado em órbita, a Airbus DS fornecerá imagens geradas por sua constelação de satélites óticos e de radar por meio de uma estação de recepção instalada em território peruano. A previsão é que o lançamento ocorra em maio de 2016.
Em janeiro, repercutindo informações da imprensa local, o blog Panorama Espacial já havia indicado que o Peru estava próximo de anunciar a escolha de seu primeiro satélite (veja a postagem "Peru próximo de seu primeiro satélite").
Com este anúncio, o país andino se soma à Argentina, Brasil, Chile e Venezuela, nações sul-americanas que já contam com sistemas espaciais próprios de observação terrestre. Outros países da região, como a Bolívia e a Colômbia também têm planos de adquirir seus meios próprios.
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[Nota atualizada às 19h00]
A empresa europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS), que no início do ano incorporou as atividades da Astrium, anunciou na tarde de hoje (24) sua seleção como contratada principal para a construção do primeiro sistema satelital de observação terrestre do Peru.
O projeto, estimado em cerca de 200 milhões de dólares, inclui um satélite ótico de última geração dotado de um sensor de alta resolução (derivado da família Naomi), assim como um segmento terreno de controle, recepção e processamento de imagens. O satélite será baseado na plataforma Astrobus, utilizada em missões como as do Pléiades, SPOT 6 e 7, Ingenio (Espanha) e KazEOSat-1 (Cazaquistão).
Também faz parte um programa completo de formação de engenheiros e técnicos peruanos, que abrange desde a operação do satélite até o desenvolvimento de aplicações baseadas em suas imagens.
Até que o satélite seja colocado em órbita, a Airbus DS fornecerá imagens geradas por sua constelação de satélites óticos e de radar por meio de uma estação de recepção instalada em território peruano. A previsão é que o lançamento ocorra em maio de 2016.
Em janeiro, repercutindo informações da imprensa local, o blog Panorama Espacial já havia indicado que o Peru estava próximo de anunciar a escolha de seu primeiro satélite (veja a postagem "Peru próximo de seu primeiro satélite").
Com este anúncio, o país andino se soma à Argentina, Brasil, Chile e Venezuela, nações sul-americanas que já contam com sistemas espaciais próprios de observação terrestre. Outros países da região, como a Bolívia e a Colômbia também têm planos de adquirir seus meios próprios.
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Espaço em destaque na FIDAE 2014
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Entre os dias 25 e 30 de março, acontece em Santiago do Chile a tradicional Feria Internacional del Aire y del Espacio (FIDAE), considerada um dos principais eventos dos setores aeroespacial, defesa e segurança na América Latina.
Espaço será um dos segmentos abordados na exibição, com a presença confirmada de alguns dos principais fabricantes de satélites. A europeia Airbus Defence and Space, nascida da fusão da Cassidian (segurança & defesa), Airbus Military (aeronaves militares de transporte) e Astrium (espaço), apresentará seus produtos de observação terrestre e telecomunicações.
Já a franco-italiana Thales Alenia Space promoverá suas soluções em observação terrestre de alta resolução, tanto ótica como radar. Outro fabricante que mencionou satélites de sensoriamento como um de seus destaques no evento foi a Israel Aerospace Industries (IAI), que apresentará a pequena plataforma Opsat 3000.
Na FIDAE, o foco principal destes fabricantes é a futura substituição e complementação do FASat-Charlie, primeiro satélite de sensoriamento remoto do Chile, também conhecido pela sigla SSOT (Sistema Satelital de Observación Terrestre) (ilustração acima). O artefato, construído pela EADS Astrium (atual Airbus DS) foi lançado ao espaço em dezembro de 2011 e tem vida útil nominal de 5 anos. Ainda, outros países na região, como o Peru e Colômbia também têm suas pretensões internas de contar com sistemas espaciais próprios de sensoriamento remoto.
No mercado, frequentemente também é mencionado o interesse em chileno em dispor de um satélite de comunicações, seguindo o exemplo da Argentina (Arsat), Brasil (SGDC), Bolívia (Tupac Katari) e Venezuela (Venesat-1), que desenvolveram ou desenvolvem seus programas próprios.
Conferência
Paralelamente à feira de negócios, será realizada a 2ª Conferência Espacial, promovida pelo Grupo de Operaciones Espaciales e o Servicio Aerofotogramétrico da força aérea chilena, com painéis tratando do "Espaço como ferramenta de desenvolvimento" e "Informação geoespacial para a tomada de decisões".
Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog Panorama Espacial é vinculado estará presente e fará uma cobertura completa sobre a feira.
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Novo satélite da SES para América Latina
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O mercado latino-americano de comunicações por satélite não para de dar mostras de seu aquecimento. Ontem (20), a operadora europeia SES anunciou a contratação da Airbus Defence and Space (antiga Astrium) para a construção do SES-10, baseado na plataforma Eurostar. O satélite, que contará com 50 transpônderes em banda Ku, ocupará a posição orbital 67º Oeste e ofecerá cobertura para o México, Caribe, América Central e América do Sul.
Seu lançamento ao espaço, a cargo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, está previsto para 2016.
Em junho de 2013, o SES-6, outro satélite da SES destinado à região, também construído pela Airbus, foi colocado em órbita e entrou em operação. Grande parte de sua capacidade foi adquirida pela braisleira Oi (ver a postagem "SES-6, Oi e o mercado de comunicações por satélite").
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O mercado latino-americano de comunicações por satélite não para de dar mostras de seu aquecimento. Ontem (20), a operadora europeia SES anunciou a contratação da Airbus Defence and Space (antiga Astrium) para a construção do SES-10, baseado na plataforma Eurostar. O satélite, que contará com 50 transpônderes em banda Ku, ocupará a posição orbital 67º Oeste e ofecerá cobertura para o México, Caribe, América Central e América do Sul.
Seu lançamento ao espaço, a cargo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, está previsto para 2016.
Em junho de 2013, o SES-6, outro satélite da SES destinado à região, também construído pela Airbus, foi colocado em órbita e entrou em operação. Grande parte de sua capacidade foi adquirida pela braisleira Oi (ver a postagem "SES-6, Oi e o mercado de comunicações por satélite").
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Cooperação Brasil - Alemanha
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Entre os dias 13 e 23 de outubro de 2013, uma comitiva do governo brasileiro, chefiada pelo Major-Brigadeiro José Euclides da Silva Gonçalves, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, esteve na Alemanha para discussões e busca de oportunidades envolvendo as bases industriais do Brasil e do país europeu. Algumas das discussões envolveram parcerias no campo espacial.
A comitiva visitou instalações do Centro Aeroespacial Alemão (DLR, sigla em alemão) em Berlim e Bremen, onde pode conhecer tecnologias relacionadas a sensores de alta resolução espectral, na área visível e infravermelha da radiação eletromagnética, bem como processamento de dados de imagem em tempo real. Foi discutida a possibilidade de intensificar o intercâmbio de atividades do DLR com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), além de possibilidades em satélites de observação relacionadas ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa. O DCTA e o DLR cooperam há mais de quarenta anos, com importantes projetos em foguetes de sondagem, tecnologias de reentrada atmosférica e no VLM.
O roteiro de visitas também incluiu a empresa OHB-System, que tem sede em Bremen e integra alguns dos programas de satélites chaves da Europa e Alemanha, como o sistema de navegação Galileo e os satélites de observação SAR-Lupe (do Ministério da Defesa alemão), entre outros.
A OHB informou o MD sobre seu interesse em buscar fornecedores de componentes qualificados, havendo possibilidade para indústrias brasileiras, como a Opto Eletrônica, a Fibraforte e a Mectron. Na área de satélites, foram citadas ainda possíveis colaborações com a Bradar (antiga Orbisat), o DCTA e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Outra empresa visitada foi a divisão alemã da Astrium (hoje, Airbus Defence & Space), líder no setor espacial na Europa, com capacitações em todos segmentos (satélites, sondas, missões tripuladas, serviços e veículos de lançamento). Foram mencionadas possibilidades de parcerias com a Visiona Tecnologia Espacial e Opto Eletrônica, além de veículos lançadores.
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Entre os dias 13 e 23 de outubro de 2013, uma comitiva do governo brasileiro, chefiada pelo Major-Brigadeiro José Euclides da Silva Gonçalves, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, esteve na Alemanha para discussões e busca de oportunidades envolvendo as bases industriais do Brasil e do país europeu. Algumas das discussões envolveram parcerias no campo espacial.
A comitiva visitou instalações do Centro Aeroespacial Alemão (DLR, sigla em alemão) em Berlim e Bremen, onde pode conhecer tecnologias relacionadas a sensores de alta resolução espectral, na área visível e infravermelha da radiação eletromagnética, bem como processamento de dados de imagem em tempo real. Foi discutida a possibilidade de intensificar o intercâmbio de atividades do DLR com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), além de possibilidades em satélites de observação relacionadas ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa. O DCTA e o DLR cooperam há mais de quarenta anos, com importantes projetos em foguetes de sondagem, tecnologias de reentrada atmosférica e no VLM.
O roteiro de visitas também incluiu a empresa OHB-System, que tem sede em Bremen e integra alguns dos programas de satélites chaves da Europa e Alemanha, como o sistema de navegação Galileo e os satélites de observação SAR-Lupe (do Ministério da Defesa alemão), entre outros.
A OHB informou o MD sobre seu interesse em buscar fornecedores de componentes qualificados, havendo possibilidade para indústrias brasileiras, como a Opto Eletrônica, a Fibraforte e a Mectron. Na área de satélites, foram citadas ainda possíveis colaborações com a Bradar (antiga Orbisat), o DCTA e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Outra empresa visitada foi a divisão alemã da Astrium (hoje, Airbus Defence & Space), líder no setor espacial na Europa, com capacitações em todos segmentos (satélites, sondas, missões tripuladas, serviços e veículos de lançamento). Foram mencionadas possibilidades de parcerias com a Visiona Tecnologia Espacial e Opto Eletrônica, além de veículos lançadores.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Argentina: avanços do ARSAT-1
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Se a economia argentina não se encontra nos seus melhores dias, o mesmo não se pode dizer de seu programa espacial. Na semana passada, o Ministerio de Planificación, Inversión Publica e Servicios divulgou ontem (10) nota informando sobre a finalização dos ensaios de vibração do modelo de voo do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações desenhado, integrado e testado pelo país sul-americano.
O satélite, aliás, tem sido submetido a ensaios no Centro de Ensayos de Alta Tecnología (CEATSA), localizado dentro das instalações da fabricante INVAP, em Bariloche. O CEATSA foi constituído em 2010 sob a forma de uma sociedade anônima e tem por sócios as estatais INVAP e ARSAT, esta última a operadora do satélite homônimo quando em órbita. Anteriormente, os satélites argentinos (de aplicações científicas e observação) e inclusive partes do ARSAT-1, foram testados no Brasil, nas instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No momento, o satélite está passando por ensaios acústicos e, em seguida, será submetido à campanha de ensaios de rádio-frequência. No mês de maio, o satélite deve ser transportado para Kourou, na Guiana Francesa. de onde deve ser lançado ao espaço no início de julho por um Ariane 5, operado pela Arianespace.
Segundo o ministro Julio de Vido, "com o avanço satisfatório das provas, estamos mais próximos do objetivo de pôr em órbita um satélite de comunicações completamente nacional, alcançando nossa independência e soberania satelital". "Estes satélites não são um feito isolado, mas são parte de uma política impulsionada por Néstor Kirchner e continuada pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, que permitiu criar a ARSAT, como uma ferramenta que em princípio nos permitirá manter o serviço satelital e que hoje possibilita avançar com a soberania aeroespacial, e que, com o forte impulso que está dando a presidente, nos permitirá realizar uma missão satelital completa, incluindo a colocação em órbita", completou.
A nota do governo também faz referência a importância estratégica do projeto. "Cabe destacar a importância estratégica do desenvolvimento deste satélite em nosso país, não apenas do ponto de vista comercial mas também geopolítico, abrindo uma nova fonte de ingressos [de recursos] para o país a partir da comercialização de serviços satelitais a nível internacional."
Com vida útil estimada em 15 anos, o ARSAT-1 ocupará a posição orbital 72º Oeste e contará com 24 transpônderes em banda Ku para fornecer serviços de transmissão de dados, telefonia e televisão para a região do Cone-Sul. Seus subsistemas críticos foram fornecidos pela Airbus Defence & Space (antiga Astrium), e as cargas úteis contratadas junto à Thales Alenia Space.
ARSAT-2
Enquanto o ARSAT-1 se aproxima do lançamento, seu "irmão" ARSAT-2 se encontra numa etapa avançada de integração, próxima da junção dos módulos de serviço e de comunicações. A expectativa é que a campanha de ensaios ambientais seja iniciada em setembro, de forma que o satélite esteja pronto para voo em meados de 2015.
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Se a economia argentina não se encontra nos seus melhores dias, o mesmo não se pode dizer de seu programa espacial. Na semana passada, o Ministerio de Planificación, Inversión Publica e Servicios divulgou ontem (10) nota informando sobre a finalização dos ensaios de vibração do modelo de voo do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações desenhado, integrado e testado pelo país sul-americano.
O satélite, aliás, tem sido submetido a ensaios no Centro de Ensayos de Alta Tecnología (CEATSA), localizado dentro das instalações da fabricante INVAP, em Bariloche. O CEATSA foi constituído em 2010 sob a forma de uma sociedade anônima e tem por sócios as estatais INVAP e ARSAT, esta última a operadora do satélite homônimo quando em órbita. Anteriormente, os satélites argentinos (de aplicações científicas e observação) e inclusive partes do ARSAT-1, foram testados no Brasil, nas instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No momento, o satélite está passando por ensaios acústicos e, em seguida, será submetido à campanha de ensaios de rádio-frequência. No mês de maio, o satélite deve ser transportado para Kourou, na Guiana Francesa. de onde deve ser lançado ao espaço no início de julho por um Ariane 5, operado pela Arianespace.
Segundo o ministro Julio de Vido, "com o avanço satisfatório das provas, estamos mais próximos do objetivo de pôr em órbita um satélite de comunicações completamente nacional, alcançando nossa independência e soberania satelital". "Estes satélites não são um feito isolado, mas são parte de uma política impulsionada por Néstor Kirchner e continuada pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, que permitiu criar a ARSAT, como uma ferramenta que em princípio nos permitirá manter o serviço satelital e que hoje possibilita avançar com a soberania aeroespacial, e que, com o forte impulso que está dando a presidente, nos permitirá realizar uma missão satelital completa, incluindo a colocação em órbita", completou.
A nota do governo também faz referência a importância estratégica do projeto. "Cabe destacar a importância estratégica do desenvolvimento deste satélite em nosso país, não apenas do ponto de vista comercial mas também geopolítico, abrindo uma nova fonte de ingressos [de recursos] para o país a partir da comercialização de serviços satelitais a nível internacional."
Com vida útil estimada em 15 anos, o ARSAT-1 ocupará a posição orbital 72º Oeste e contará com 24 transpônderes em banda Ku para fornecer serviços de transmissão de dados, telefonia e televisão para a região do Cone-Sul. Seus subsistemas críticos foram fornecidos pela Airbus Defence & Space (antiga Astrium), e as cargas úteis contratadas junto à Thales Alenia Space.
ARSAT-2
Enquanto o ARSAT-1 se aproxima do lançamento, seu "irmão" ARSAT-2 se encontra numa etapa avançada de integração, próxima da junção dos módulos de serviço e de comunicações. A expectativa é que a campanha de ensaios ambientais seja iniciada em setembro, de forma que o satélite esteja pronto para voo em meados de 2015.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Peru próximo de seu primeiro satélite
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Há grande expectativa de que, muito em breve, possivelmente neste mës de janeiro, o governo do Peru finalmente anuncie a compra de seu primeiro satélite de observação terrestre. Em 14 de dezembro, foi publicado um decreto que declarou de interesse nacional a "contratação de um sistema satelital para a implementação e desenvolvimento do Centro Nacional de Operações de Imagens Satelitais do Peru - CNOIS".
O decreto é baseado em expediente preparado pela agência espacial do país, a Comisión Nacional de Investigación y Desarollo Aeroespacial - CONIDA, que conta ainda com um estudo de mercado e informe técnico-econômico. Segundo notícias da imprensa local, a proposta apresentada pela companhia francesa Astrium (hoje, Airbus Defence & Space), envolvendo um satélite com resolução submétrica (70 cm com faixa de 14 km) seria a favorita. Outros proponentes seriam a Surrey Satellite Technology Limited (SSTL), do Reino Unido (87 cm de resolução, com faixa de 21 km), e empresas da Coréia do Sul, Espanha e Israel.
As intenções peruanas datam de meados de 2005, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, o SSOT, adquirido junto à Astrium em 2008 e colocado em órbita em dezembro de 2011. Nas últimas semanas, as forças armadas peruanas anunciaram importantes aquisições de equipamentos militares, como aeronaves de transporte da Itália e helicópteros da Rússia.
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Há grande expectativa de que, muito em breve, possivelmente neste mës de janeiro, o governo do Peru finalmente anuncie a compra de seu primeiro satélite de observação terrestre. Em 14 de dezembro, foi publicado um decreto que declarou de interesse nacional a "contratação de um sistema satelital para a implementação e desenvolvimento do Centro Nacional de Operações de Imagens Satelitais do Peru - CNOIS".
O decreto é baseado em expediente preparado pela agência espacial do país, a Comisión Nacional de Investigación y Desarollo Aeroespacial - CONIDA, que conta ainda com um estudo de mercado e informe técnico-econômico. Segundo notícias da imprensa local, a proposta apresentada pela companhia francesa Astrium (hoje, Airbus Defence & Space), envolvendo um satélite com resolução submétrica (70 cm com faixa de 14 km) seria a favorita. Outros proponentes seriam a Surrey Satellite Technology Limited (SSTL), do Reino Unido (87 cm de resolução, com faixa de 21 km), e empresas da Coréia do Sul, Espanha e Israel.
As intenções peruanas datam de meados de 2005, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, o SSOT, adquirido junto à Astrium em 2008 e colocado em órbita em dezembro de 2011. Nas últimas semanas, as forças armadas peruanas anunciaram importantes aquisições de equipamentos militares, como aeronaves de transporte da Itália e helicópteros da Rússia.
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