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Rússia e EUA competem por parceria espacial com Brasil
Da REUTERS
Brasília/São Paulo - Os Estados Unidos e a Rússia estão disputando um papel estratégico no plano brasileiro de lançar satélites comerciais de sua base de Alcântara, no Maranhão, abrindo uma nova frente de rivalidade entre os dois países na busca de aliados e influência.
O governo espera escolher nos próximos meses um parceiro para ajudar a fornecer tecnologia, disseram à Reuters três fontes com conhecimento das negociações.
Ao longo da última década, o Brasil estabeleceu uma parceria com a Ucrânia para desenvolver um veículo de lançamento em Alcântara, mas encerrou o programa em fevereiro, dizendo que os problemas financeiros da Ucrânia a impossibilitam de fornecer foguetes, tal como prometido.
A presidente Dilma Rousseff irá selecionar um novo parceiro baseada em uma variedade de fatores, incluindo as relações diplomáticas do Brasil e a qualidade da tecnologia em oferta, disseram fontes a par do tema.
Uma parceria para satélites não estará na agenda quando Dilma visitar a Casa Branca em 30 de junho, informaram autoridades dos dois países.
Mas o teor da visita, que marca a reaproximação entre Brasil e EUA dois anos após uma crise nas relações decorrente dos programas de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) norte-americana, pode influenciar a decisão brasileira, disse uma fonte.
“Se tudo correr bem, os norte-americanos estarão bem posicionados para conquistá-lo”, declarou a fonte, uma ex-autoridade brasileira que participou de reuniões sobre a questão dos satélites.
A localização de Alcântara é especialmente atraente para parceiros em potencial. Satélites que orbitam o Equador não têm que viajar muito para se posicionarem, o que reduz o gasto com combustível em até um quinto em comparação com outras localidades.
A empresa europeia de transporte espacial Arianespace, que detém metade do mercado mundial de lançamento de satélites em órbita geoestacionária, usa uma plataforma de lançamento em Kourou, na vizinha Guiana Francesa.
Não está claro exatamente que forma a próxima parceria do Brasil irá tomar. Pelo acordo anterior, a Ucrânia entrava com a tecnologia para construir os foguetes Cyclone-4 conjuntamente com o Brasil, que era responsável por fornecer as instalações de lançamento.
Frustradas com décadas de atrasos e contratempos, as autoridades brasileiras disseram que podem repensar totalmente os termos de sua próxima parceria.
“Nós tínhamos feito a opção da Ucrânia. Esse programa se mostrou inconsistente”, declarou o ministro da Defesa, Jaques Wagner, à Reuters. Ele disse que o Brasil conversaria “com qualquer país”, incluindo os Estados Unidos, para levar um satélite brasileiro ao espaço.
SALVAGUARDAS
O histórico traumático de Alcântara inclui um acidente em 2003, quando uma explosão e um incêndio destruíram um foguete de fabricação nacional e mataram 21 pessoas. O desastre pôs fim aos planos do Brasil de construir seus próprios foguetes e o levou a procurar a Ucrânia.
Uma série de países trabalhou com o Brasil em questões espaciais. Nas duas últimas décadas, a China empregou seus foguetes e sua plataforma de lançamento para conduzir aos céus cinco pequenos satélites que o Brasil usa para monitorar a agricultura, o meio ambiente e a Floresta Amazônica.
Em 2014, na esteira do escândalo de espionagem da NSA, desencadeado pelos documentos vazados pelo ex-prestador de serviços Edward Snowden, o Brasil escolheu a empresa aeroespacial francesa Thales ao invés de uma rival norte-americana para construir um satélite geoestacionário que será lançado pela Arianespace da Guiana Francesa em 2016.
O Brasil ainda precisa de um parceiro de peso para alcançar seu objetivo de lançar um satélite de Alcântara. A tecnologia para o satélite e o foguete que espera obter nessa parceria daria ímpeto à sua indústria aeroespacial.
Se o Brasil escolher os EUA, a Boeing será beneficiada, já que, além de aeronaves, fabrica foguetes e satélites e tem laços com a principal empresa aeroespacial brasileira, a Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais.
O diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, declarou à Reuters que a Rússia está interessada em cooperar com o Brasil e que está “na vanguarda” da tecnologia espacial.
Ele afirmou que os EUA, maior fonte mundial de peças de satélite, também são uma possibilidade, embora tenha reconhecido haver “dificuldades especiais que precisamos superar”.
Uma delas é fato recente. Em 2000, Washington assinou um contrato com o Brasil que teria permitido o lançamento de satélites norte-americanos com foguetes norte-americanos de Alcântara.
Mas o acordo era polêmico por causa da exigência dos EUA de controlar o acesso a partes da base. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o descartou pouco depois de assumir seu primeiro mandato em 2003.
Washington já não faz tal exigência, embora ainda queira que o Brasil assine um assim chamado acordo de salvaguarda tecnológica para garantir que qualquer tecnologia espacial compartilhada com os brasileiros não vá parar em outros países.
Muitos membros do Congresso estão receosos de aprovar o acordo, e militares temem que a colaboração do Brasil com a China o impeça de algum dia obter acesso à tecnologia de satélite norte-americana de ponta, dada a desconfiança que Washington tem de Pequim.
Em novembro passado, o governo dos EUA aliviou suas regras de exportação para equipamentos de defesa, transferindo muitos componentes espaciais classificados automaticamente como munições pelo Departamento de Estado para a esfera do Departamento de Comércio, mais flexível com as exportações.
Autoridades norte-americanas dizem que 70 por cento do que se precisa para construir um satélite agora pode ser comprado dos Estados Unidos.
“Eles têm intenção de flexibilizar. Agora que mudou toda a conjuntura, a gente percebe que eles estão mais abertos, buscando a aproximação, e querendo voltar a ocupar o espaço que perderam para outros países”, acrescentou o coronel reformado Armando Lemos, atual diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), grupo de lobby da indústria de defesa.
O administrador da agência espacial dos EUA (Nasa, na sigla em inglês), Charles Bolden, visitou o Brasil no início deste ano. Quando o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esteve em Washington no mês passado, almoçou com o chefe interino da Nasa no Museu Espacial do Instituto Smithsonian.
Rebelo disse à Reuters que as negociações com os EUA sobre os satélites estão “em andamento”, mas não quis dar maiores detalhes.
Fonte: Reuters, via portal Exame.
Comentário do blog: embora apresente informações interessantes, a reportagem da Reuters faz uma confusão dos esforços para a exploração comercial de Alcântara (que não necessariamente envolvem desenvolvimento ou transferência tecnológica) e ações do governo brasileiro para o desenvolvimento de tecnologia de lançadores. Interessante também notar a omissão no texto sobre a possibilidade de colaboração com a Europa - a Alemanha já coopera com o Brasil no desenvolvimento do Veiculo Lançador de Microssatélites (VLM-1), e empresas europeias como a Airbus Defence and Space já demonstraram interesse em ampliar a cooperação em lançadores.
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Mostrando postagens com marcador Arianespace. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
Alcântara:cooperação com EUA ou Rússia?
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Ariane 5: 65° sucesso consecutivo
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Na noite da última quarta-feira (27), o lançador europeu Ariane 5
acumulou o seu 65° sucesso consecutivo ao inserir em órbita de transferência
geoestacionária dois satélites de comunicações, o DirecTV-15, dos EUA, e o Sky México-1, ambos com massa total de 9.960 kg.
O sucesso da Arianespace – esta foi a segunda missão do Ariane 5 este
ano, contrasta com mais uma falha do
foguete russo Proton na semana passada, que também transportava um satélite de
comunicações mexicano, desta vez para o governo.
Até há alguns anos, o Proton era o principal concorrente do Ariane 5,
mas após sucessivas falhas, sua operadora, a International Launch Services(ILS) se vê numa situação alarmante, há vários meses sem fechar qualquer
contrato. O modelo russo foi substituído no duopólio com o Ariane 5 pelo
lançador Falcon 9, da norte-americana SpaceX.
Star One C4 em Kourou
Star One C4 em Kourou
Já está no centro de lançamentos da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o satélite Star One C4, da Embratel Star One, construído pela Space Systems/Loral (SSL), com lançamento programado para o segundo trimestre deste ano a bordo de um Ariane 5. O equipamento contará com 48 transpônderes em banda Ku.
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
SGDC: Senado aprova MP prevendo recursos
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Comissão do Senado aprova recurso para o SGDC
Brasília, 19 de maio de 2015 – O recurso para a aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi garantido pelo Senado Federal, com a aprovação a semana passada da Medida Provisória (MP) 662 na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
A matéria permite conceder crédito superior a R$ 404 milhões para a aquisição do equipamento, agora previsto para ser lançado em dezembro de 2016.
O satélite integra o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende expandir o serviço em todo o território nacional, além de ser útil também para as demandas militares. A expectativa é que o satélite atenda principalmente a região Norte, carente de infraestrutura terrestre para a implantação das fibras ópticas de banda larga fixa.
Apesar de alguns parlamentares terem criticado o uso de uma medida provisória para matérias orçamentárias, ao invés de em situações de urgência ou calamidade pública, o governo federal alegou que com os atrasos nos pagamentos do contrato com o consórcio Arianespace, havia o risco de perder a data de lançamento e até a posição do espaço sobre o Brasil.
Fonte: Agência Senado, via AEB.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Ariane 5: 64º sucesso consecutivo
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A
Arianespace realizou com sucesso na noite de ontem (26), a partir de Kourou, na
Guiana Francesa, o primeiro lançamento do Ariane 5 este ano, colocando em órbita dois satélites geoestacionários de telecomunicações: o Thor 7, da operadora
norueguesa Telenor Satellite Broadcasting, e o Sicral 2, da italiana
Telespazio, numa missão conjunta dos Ministérios da Defesa da Itália e da França.
Esta foi a
terceira missão da Arianespace em 2015, de um total de onze planejadas, sendo
uma delas para o lançamento de um satélite brasileiro, da Embratel Star One,
prevista para o meio do ano. Representou também 64 sucessos consecutivos do venerável
Ariane 5, que colocaram em órbita um total de 110 cargas úteis. Confirmou ainda
a confiabilidade única da Arianespace, que já detém em 2015 um market share
de 60%.
Além de
tradicional provedora de serviços de lançamento dos satélites da Embratel Star
One, a Arianespace será também responsável pela inserção em órbita do Satélite Geoestacionário
de Defesa e Comunicações (SGDC), do governo brasileiro, prevista para o final
de 2016.
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quinta-feira, 26 de março de 2015
Arianespace lançará satélite peruano
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A Arianespace anunciou ontem (25) a assinatura de um contrato com a Airbus Defence and Space (Airbus DS) para o lançamento do satélite PeruSat-1, do governo do Peru, a bordo de um foguete Vega.
Em construção pela Airbus DS em suas instalações em Toulouse, no sul da França, o PeruSat-1 é um satélite de observação de alta resolução - o primeiro de seu tipo adquirido pela Peru, com massa estimada em 450 kg. Seu lançamento está programado para 2016.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Paris, no "Quai d'Orsay", e contou com a presença do secretário geral do Ministério das Relações Exteriores da França, Christian Masset, e do vice-ministro da Defesa do Peru, Jakke Valakivi Alvarez.
Logo após a cerimônia, o presidente da Arianespace, Stéphane Israël declarou: "A Airbus Defence and Space nos confiou uma missão chave, a de lançar este importante satélite em benefício de seu cliente, o Peru, usando o lançador Vega, em que nossa parceira ELV é a contratante principal. Com este terceiro contrato de lançamento desde o início do ano, o Vega consolida sua liderança no mercado de exportação tanto para missões governamentais como comerciais. Nós estamos extremamente orgulhosos e honrados de servir o governo peruano com esta missão."
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A Arianespace anunciou ontem (25) a assinatura de um contrato com a Airbus Defence and Space (Airbus DS) para o lançamento do satélite PeruSat-1, do governo do Peru, a bordo de um foguete Vega.
Em construção pela Airbus DS em suas instalações em Toulouse, no sul da França, o PeruSat-1 é um satélite de observação de alta resolução - o primeiro de seu tipo adquirido pela Peru, com massa estimada em 450 kg. Seu lançamento está programado para 2016.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Paris, no "Quai d'Orsay", e contou com a presença do secretário geral do Ministério das Relações Exteriores da França, Christian Masset, e do vice-ministro da Defesa do Peru, Jakke Valakivi Alvarez.
Logo após a cerimônia, o presidente da Arianespace, Stéphane Israël declarou: "A Airbus Defence and Space nos confiou uma missão chave, a de lançar este importante satélite em benefício de seu cliente, o Peru, usando o lançador Vega, em que nossa parceira ELV é a contratante principal. Com este terceiro contrato de lançamento desde o início do ano, o Vega consolida sua liderança no mercado de exportação tanto para missões governamentais como comerciais. Nós estamos extremamente orgulhosos e honrados de servir o governo peruano com esta missão."
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Ariane 6, o futuro lançador europeu
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Os últimos dias tiveram importantes notícias envolvendo o espaço, como o primeiro voo de testes da nave norte-americana Orion e, particularmente para o Brasil, o bem sucedido lançamento do CBERS 4.
Outro importante acontecimento, que terá importantes reflexos futuros no mercado comercial de lançamentos de satélites, se deu na reunião da comissão ministerial da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) em Luxemburgo, entre os dias 2 e 3, com a aprovação de uma resolução de acesso europeu ao espaço oficializando o desenvolvimento do futuro Ariane 6, assim como de uma nova versão do lançador italiano Vega.
Os países membros da ESA concordaram em investir 8,2 bilhões de euros ao longo de dez anos em programas de lançadores, com pouco mais da metade destinado ao Ariane 6, que deve estar operacional em 2020. Será um foguete de três estágios com capacidade de satelitização em órbita de transferência geoestacionária de 3.5 a 6.5 toneladas, dependendo da configuração.
Quando operacional, terá duas configurações: uma com dois e ou outra com quatro strap-on boosters (numa tradução apressada, algo como propulsores acoplados ao corpo principal) de combustível sólido. O propulsor, denominado P120, será desenvolvido dentro do programa e também equipará no futuro o primeiro estágio do Vega.
Joint-venture da Airbus e Safran
Em concerto com a decisão sobre o Ariane 6, os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram em 3 de dezembro a criação da joint-venture (JV) Airbus Safran Launchers, oficializando o memorando de entendimentos firmado em junho.
Com um número inicial de 450 empregados e começando suas operações em 1º de janeiro de 2015, a Airbus Safran Launchers estará envolvida na industrialização do Ariane 5, além de trabalhar numa nova família de veículos lançadores para "manter a posição de liderança da Europa na indústria espacial". A formalização da JV marca a fase inicial da transação. Num segundo momento, todas as atividades do grupo Airbus e da Safran relacionados a veículos lançadores serão integrados à nova empresa, o que deverá também gerar outros movimentos de consolidação industrial no setor espacial europeu.
Ariane 5: sexta missão bem sucedida de 2014
E por falar em Ariane 5, confirmando o seu status do lançador mais confiável disponível no mercado, voou com sucesso no último dia 6 a sua sexta missão do ano, lançada a partir da Guiana Francesa, com dois satélites de comunicações a bordo.
Este foi o 63º lançamento consecutivo bem sucedido deste modelo, comercializado e operado pela Arianespace, e escolhido para levar ao espaço o futuro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), no final de 2016.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Argentina: ARSAT-1 em órbita!
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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.
O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.
"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.
O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.
O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.
"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.
O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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sábado, 13 de setembro de 2014
Notas sobre a "World Satellite Business Week"
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Na última semana, aconteceu em Paris a tradicional "World Satellite Business Week", um dos mais importantes eventos da indústria de satélites, organizada pela Euroconsult. A seguir, apresentamos algumas notas sobre seus principais acontecimentos.
Arianespace: 60% do mercado
Um dos grandes destaques foram os anúncios de novos contratos de lançamento da Arianespace, todos envolvendo o seu carro-chefe, o lançador Ariane 5. No acumulado de 2014, já são treze novos acordos assinados, o que lhe garante um domínio de mais de 60% do mercado comercial de lançamentos.
No dia 8, a companhia europeia tornou públicos quatro deles, todos para satélites de menor porte para padrões geoestacionários (entre 3.300 e 3.500 kg), segmento em que compete diretamente com a americana SpaceX, que opera o foguete Falcon 9. No dia seguinte, outros dois negócios: o do Al Yah 3, da operadora Yahsat, dos Emirados Árabes Unidos, que terá capacidade destinada ao Brasil (ver nota abaixo), e do indonésio Telkom-3S, em construção pela Thales Alenia Space, ambos com lançamentos previstos para o quarto trimestre de 2016.
Aliás, quinta-feira (11), o Ariane 5 executou sua 61ª missão bem-sucedida consecutiva, inserindo em órbita o MEASAT e Optus, construídos pela Airbus Defence and Space e Space Systems/Loral (SSL), respectivamente. O próximo voo está programado para outubro, tendo como "passageiros" um artefato da DIRECTV e Intelsat, e o ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário construído na Argentina.
Al Yah 3: ligando a África e o Brasil
A Yahsat, do grupo financeiro Mubadala, finalmente divulgou o fabricante de seu novo satélite, o Al Yah 3, sob a responsabilidade da americana Orbital Sciences Corporation. Em junho, já havíamos abordado o interesse do grupo árabe pelo mercado brasileiro (ver a postagem "Comunicações: árabes de olho no Brasil").
Com previsão de entrada em operação no final de 2016, o Al Yah 3 contará apenas com transpônderes em banda Ka, proporcionando banda larga para cerca de 600 milhões de usuários nos continentes africano e sul-americano. Sua posição orbital permitirá a cobertura de mais de 95% da população brasileira e de 69% da africana.
"Surpresa" japonesa
Outra novidade foi a encomenda da Es’hailSat, operadora do Qatar, de um satélite junto à japonesa Mitsubisi Electric (Melco), que causou certa surpresa no mercado. De acordo com declarações da empresa árabe, a oferta japonesa teve valor de 10% a 15% inferior à proposta conjunta da SSL e da Thales Alenia Space (este, um movimento incomum reunindo dois rivais).
A Melco é considerada uma entrante no mercado comercial, tendo fechado até o momento poucos contratos para missões completas, como o TURKSAT 4A e 4B, da Turquia. A empresa participou da concorrência brasileira para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tendo inclusive sido selecionada para a fase final, juntamente com a SSL e a Thales Alenia Space.
Telesat: crítica às missões latino-americanas
Segundo a Satellite Today, num dos painéis do evento, Dan Goldberg, presidente da Telesat, quarta maior operadora de satélites do mundo, criticou os programas de alguns países latino-americanos que buscam ter seus próprios satélites de comunicações, caso da Argentina, Venezuela e Bolívia.
"Eu não acho que o lançamento de seus próprios satélites é uma boa coisa para a indústria", afirmou. "A História tem demonstrado que o setor comercial envolve um apoio fantástico para empregos na indústria de satélites. Eu gostaria que governos progressivos do mundo dessem uma passo para trás e analisassem se tais interferências são necessárias".
Thales Alenia Space o Spacebus NEO
Aproveitando o período do summit, e dentro de sua estratégia de reforçar a atuação no segmento comercial espacial, a franco-italiana Thales Alenia Space anunciou o lançamento da família de plataformas Spacebus NEO, uma atualização dos tradicionais modelos Spacebus, com mais de 80 unidades já contratadas e 500 anos de serviço acumulado em órbita. Segundo divulgado, "as novas plataformas oferecem tecnologias de última geração e estarão disponíveis em várias versões de propulsão, incluindo uma totalmente elétrica." O Spacebus NEO terá versões capazes de atender missões de comunicações de pequeno a grande porte.
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Na última semana, aconteceu em Paris a tradicional "World Satellite Business Week", um dos mais importantes eventos da indústria de satélites, organizada pela Euroconsult. A seguir, apresentamos algumas notas sobre seus principais acontecimentos.
Arianespace: 60% do mercado
Um dos grandes destaques foram os anúncios de novos contratos de lançamento da Arianespace, todos envolvendo o seu carro-chefe, o lançador Ariane 5. No acumulado de 2014, já são treze novos acordos assinados, o que lhe garante um domínio de mais de 60% do mercado comercial de lançamentos.
No dia 8, a companhia europeia tornou públicos quatro deles, todos para satélites de menor porte para padrões geoestacionários (entre 3.300 e 3.500 kg), segmento em que compete diretamente com a americana SpaceX, que opera o foguete Falcon 9. No dia seguinte, outros dois negócios: o do Al Yah 3, da operadora Yahsat, dos Emirados Árabes Unidos, que terá capacidade destinada ao Brasil (ver nota abaixo), e do indonésio Telkom-3S, em construção pela Thales Alenia Space, ambos com lançamentos previstos para o quarto trimestre de 2016.
Aliás, quinta-feira (11), o Ariane 5 executou sua 61ª missão bem-sucedida consecutiva, inserindo em órbita o MEASAT e Optus, construídos pela Airbus Defence and Space e Space Systems/Loral (SSL), respectivamente. O próximo voo está programado para outubro, tendo como "passageiros" um artefato da DIRECTV e Intelsat, e o ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário construído na Argentina.
Al Yah 3: ligando a África e o Brasil
A Yahsat, do grupo financeiro Mubadala, finalmente divulgou o fabricante de seu novo satélite, o Al Yah 3, sob a responsabilidade da americana Orbital Sciences Corporation. Em junho, já havíamos abordado o interesse do grupo árabe pelo mercado brasileiro (ver a postagem "Comunicações: árabes de olho no Brasil").
Com previsão de entrada em operação no final de 2016, o Al Yah 3 contará apenas com transpônderes em banda Ka, proporcionando banda larga para cerca de 600 milhões de usuários nos continentes africano e sul-americano. Sua posição orbital permitirá a cobertura de mais de 95% da população brasileira e de 69% da africana.
"Surpresa" japonesa
Outra novidade foi a encomenda da Es’hailSat, operadora do Qatar, de um satélite junto à japonesa Mitsubisi Electric (Melco), que causou certa surpresa no mercado. De acordo com declarações da empresa árabe, a oferta japonesa teve valor de 10% a 15% inferior à proposta conjunta da SSL e da Thales Alenia Space (este, um movimento incomum reunindo dois rivais).
A Melco é considerada uma entrante no mercado comercial, tendo fechado até o momento poucos contratos para missões completas, como o TURKSAT 4A e 4B, da Turquia. A empresa participou da concorrência brasileira para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tendo inclusive sido selecionada para a fase final, juntamente com a SSL e a Thales Alenia Space.
Telesat: crítica às missões latino-americanas
Segundo a Satellite Today, num dos painéis do evento, Dan Goldberg, presidente da Telesat, quarta maior operadora de satélites do mundo, criticou os programas de alguns países latino-americanos que buscam ter seus próprios satélites de comunicações, caso da Argentina, Venezuela e Bolívia.
"Eu não acho que o lançamento de seus próprios satélites é uma boa coisa para a indústria", afirmou. "A História tem demonstrado que o setor comercial envolve um apoio fantástico para empregos na indústria de satélites. Eu gostaria que governos progressivos do mundo dessem uma passo para trás e analisassem se tais interferências são necessárias".
Thales Alenia Space o Spacebus NEO
Aproveitando o período do summit, e dentro de sua estratégia de reforçar a atuação no segmento comercial espacial, a franco-italiana Thales Alenia Space anunciou o lançamento da família de plataformas Spacebus NEO, uma atualização dos tradicionais modelos Spacebus, com mais de 80 unidades já contratadas e 500 anos de serviço acumulado em órbita. Segundo divulgado, "as novas plataformas oferecem tecnologias de última geração e estarão disponíveis em várias versões de propulsão, incluindo uma totalmente elétrica." O Spacebus NEO terá versões capazes de atender missões de comunicações de pequeno a grande porte.
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terça-feira, 29 de julho de 2014
Ariane 5: 60ª missão bem sucedida
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Foi realizado com sucesso ontem de noite (29), levado ao espaço por um foguete Ariane 5, o lançamento do ATV-5 Georges Lemaître, nave espacial europeia que levará suprimentos e combustível à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).
Esta foi a 60ª missão bem sucedida do Ariane 5, que também quebrou um recorde: com massa superior a 20 toneladas, o ATV-5 é a carga mais pesada já levada ao espaço pela Europa.
"Com o ATV Georges Lemaître em sua jornada para a Estação Espacial Internacional, meu primeiro sentimento - dado em nome de todos da Arianespace, é de orgulho", declarou Stephanie Israël, presidente da empresa. "Orgulho em ter um ativo tão potente como o Ariane 5, que hoje não tem paralelos no transporte espacial comercial."
Embora o ATV-5 seja o último exemplar (de um total de cinco) construídos para missões à ISS, sua tecnologia e o conhecimento adquiridos no desenvolvimento serão utilizados em novos projetos. Por exemplo, a Airbus Defence and Space está desenvolvendo para a Agência Espacial Europeia o módulo de serviço da nave tripulada Orion, dos EUA. O módulo é primariamente baseado na tecnologia do ATV, fornecendo ao Orion propulsão e energia, e para futuras missões tripuladas, oxigênio, nitrogênio e água.
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
Argentina: ARSAT-1 aprovado para voo
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Em 27 de junho, foi concluído com sucesso a Revisão de Pré-Embarque (Pre Shipment Review - PSR) do satélite geoestacionário de comunicações ARSAT-1, construído pela companhia INVAP, da Argentina, para a operadora ARSAT. Esta é a última etapa antes do envio do satélite para o centro de lançamento, localizado em Kourou, na Guiana Francesa.
O PSR, realizado na sede da fabricante, em San Carlos de Bariloche, foi concluído com a aceitação em terra do artefato pela ARSAT e também demonstrou que o segmento espacial está apto em nível de sistema, seus processos estão devidamente registrados e de que não há problemas. O evento marcou ainda a finalização da fabricação dos componentes, integração e ensaios.
A previsão é que o ARSAT-1 seja lançado ao espaço no mês de setembro, a bordo de um lançador Ariane 5, operado pela Arianespace. O ARSAT-1, o primeiro satélite geoestacionário construído na Argentina (e na América Latina), transmitirá dados em banda Ku, com cobertura de todo o território nacional. Sua vida útil é estimada em quinze anos.
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Em 27 de junho, foi concluído com sucesso a Revisão de Pré-Embarque (Pre Shipment Review - PSR) do satélite geoestacionário de comunicações ARSAT-1, construído pela companhia INVAP, da Argentina, para a operadora ARSAT. Esta é a última etapa antes do envio do satélite para o centro de lançamento, localizado em Kourou, na Guiana Francesa.
O PSR, realizado na sede da fabricante, em San Carlos de Bariloche, foi concluído com a aceitação em terra do artefato pela ARSAT e também demonstrou que o segmento espacial está apto em nível de sistema, seus processos estão devidamente registrados e de que não há problemas. O evento marcou ainda a finalização da fabricação dos componentes, integração e ensaios.
A previsão é que o ARSAT-1 seja lançado ao espaço no mês de setembro, a bordo de um lançador Ariane 5, operado pela Arianespace. O ARSAT-1, o primeiro satélite geoestacionário construído na Argentina (e na América Latina), transmitirá dados em banda Ku, com cobertura de todo o território nacional. Sua vida útil é estimada em quinze anos.
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Exportações: propulsores e serviços de rastreio
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.Pode ser uma surpresa para muitos, mas o Brasil exporta tecnologia e serviços no campo espacial, ainda que de forma e dimensão muito simbólicos. Nesta primeira parte, trataremos das exportações de foguetes de sondagem realizadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e da prestação de serviços de rastreio pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).
O IAE/DCTA mantém há décadas uma bem-sucedida cooperação com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR), que resultou no desenvolvimento de foguetes de sondagem e motores. Até o momento, ocorreram onze lançamentos do VSB-30 (motores S30 e S31), a partir do campo de Esrange, Kiruna, na Suécia, 7 lançamentos de VS-30/Orion, utilizando motores S30 (segundo estágio do VSB-30), no Campo de Lançamento de Andoya, Andenes, na Noruega, e outros quatro voos do VS-30 (motor S30) também de Andoya.
Restam ainda alguns foguetes negociados com a DLR, cujos voos estão previstos para ocorrerem entre este ano e 2015. Até o final deste mês de abril, aliás, está em andamento no campo de Esrange as campanhas TEXUS 50 e 51, de experimentos em microgravidade, que utilizarão veículos VSB-30.
Segundo informações dadas ao blog pelo Cel. Avandelino Santana Júnior, vice-diretor do IAE/DCTA, a compra mais recente de motores brasileiros ocorreu em 2011, quando a DLR adquiriu 21 unidades, que serviram para montar oito VSB-30, e outros cinco destinados aos veículos VS-30 e VS-30/Orion. Na época, tal aquisição foi avaliada em cerca de 3 milhões de euros. Antes disso, para o desenvolvimento do VSB-30, a DLR realizou investimentos da ordem de 700 mil euros. De acordo com o IAE, após a integração dos motores e sistemas, cada VSB-30 custa cerca de 320 mil euros.
Rastreios do CLBI
Outra exportação espacial brasileira vem na forma de prestação de serviços de rastreios de missões espaciais realizadas pela Arianespace a partir do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. Os rastreios são realizados pela estação terrena do CLBI, no Rio Grande do Norte, no âmbito de um acordo de cooperação firmado em 1977 entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia.
No caso dos foguetes Ariane 5, durante o curto intervalo de tempo de rastreio, o CLBI é responsável por registrar três eventos essenciais para sucesso de cada operação: o fim da queima do 1º estágio do lançador, a separação desse estágio do conjunto embarcado e a ignição do motor do 2º estágio.
Desde janeiro, o blog Panorama Espacial tem tentado obter junto à assessoria do CLBI informações sobre o montante recebido por cada operação, não tendo havido, porém, retorno. Fonte consultada pelo blog, no entanto, informou que o País fatura algumas dezenas de milhares de euros em cada missão.
Apesar de serem tecnicamente exportações, tanto no caso dos rastreios como nos propulsores, há pouca ou nenhuma participação da indústria nacional. Fato é que, ocasionalmente, surge à tona a questão da industrialização e transferência da fabricação do VSB-30 para a indústria nacional, mas que até o momento não teve resultados concretos.
Numa futura postagem, trataremos das exportações de componentes e serviços relacionados a satélites, campo em que a indústria local está mais presente.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014
Sentinel-1A e o Programa Copernicus
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No último dia 3, foi realizado com sucesso o lançamento do satélite de observação Sentinel-1A, da Agência Espacial Europeia (ESA), a partir do Centro Espacial da Guiana, em Kourou, ao norte da América do Sul. A missão coube à versão europeia do lançador russo Soyuz, operado pela Arianespace. Foi liberado um vídeo de câmeras a bordo do foguete, que tem feito sucesso na internet e mostra uma sequência de imagens, desde a decolagem até a separação dos estágios e a liberação do satélite no espaço. Veja abaixo:
Programa Copernicus
Anteriormente conhecido como Global Monitoring for Environment and Security (GMES), o Copernicus é hoje considerado o mais ambicioso programa [conhecido] de observação por satélites já criado. Quando em órbita, seus satélites produzirão imagens para gestão do meio ambiente, entendimento e mitigação dos efeitos de mudanças climáticas, e segurança civil.
O Sentinel-1, primeiro membro da constelação (da série 1, serão dois satélites, o 1A e 1B, este último previsto para lançamento no final de 2015) conta com um sensor de imageamento radar em banda L destinado à produção de imagens para aplicações terrestres e oceânicas.
No futuro, o segmento espacial contará ainda com o Sentinel-2, que gerará imagens óticas de alta resolução para aplicações terrestres e oceânicas, e com o Sentinel-3, que produzirá dados para aplicações oceânicas e da superfície terrestre. Os satélites Sentinel-4 e Sentinel-5, por sua vez, fornecerão dados para monitoramento da composição atmosférica a partir de órbitas geoestacionárias e polares, respectivamente. Por fim, o Sentinel-6 terá a bordo um radar altímetro para medição global da superfície do mar, primariamente para aplicações em oceanografia e mudanças climáticas.
Para mais informações sobre o Copernicus, visite o hotsite da ESA.
No último dia 3, foi realizado com sucesso o lançamento do satélite de observação Sentinel-1A, da Agência Espacial Europeia (ESA), a partir do Centro Espacial da Guiana, em Kourou, ao norte da América do Sul. A missão coube à versão europeia do lançador russo Soyuz, operado pela Arianespace. Foi liberado um vídeo de câmeras a bordo do foguete, que tem feito sucesso na internet e mostra uma sequência de imagens, desde a decolagem até a separação dos estágios e a liberação do satélite no espaço. Veja abaixo:
Programa Copernicus
Anteriormente conhecido como Global Monitoring for Environment and Security (GMES), o Copernicus é hoje considerado o mais ambicioso programa [conhecido] de observação por satélites já criado. Quando em órbita, seus satélites produzirão imagens para gestão do meio ambiente, entendimento e mitigação dos efeitos de mudanças climáticas, e segurança civil.
O Sentinel-1, primeiro membro da constelação (da série 1, serão dois satélites, o 1A e 1B, este último previsto para lançamento no final de 2015) conta com um sensor de imageamento radar em banda L destinado à produção de imagens para aplicações terrestres e oceânicas.
No futuro, o segmento espacial contará ainda com o Sentinel-2, que gerará imagens óticas de alta resolução para aplicações terrestres e oceânicas, e com o Sentinel-3, que produzirá dados para aplicações oceânicas e da superfície terrestre. Os satélites Sentinel-4 e Sentinel-5, por sua vez, fornecerão dados para monitoramento da composição atmosférica a partir de órbitas geoestacionárias e polares, respectivamente. Por fim, o Sentinel-6 terá a bordo um radar altímetro para medição global da superfície do mar, primariamente para aplicações em oceanografia e mudanças climáticas.
Para mais informações sobre o Copernicus, visite o hotsite da ESA.
domingo, 6 de abril de 2014
Via Satellite: reportagens recomendadas
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A edição de abril da Via Satellite, revista norte-americana especializada em telecomunicações por satélite, traz duas reportagens interessantes.
Um dos textos se refere diretamente ao Brasil: "Broadcasting from Brazil: How the Industry Prepares for Major Sporting Events", que trata dos preparativos de grandes grupos de comunicações por satélite, como a Intelsat, a europeia SES e a brasileira Star One, para a Copa do Mundo, que começa em junho, e para os Jogos Olímpicos em 2016.
Já a reportagem de capa ("The Evolution of a Launch Giant") aborda o momento atual da provedora de lançamentos espaciais Arianespace. Produzido a partir de entrevistas com os executivos da companhia europeia, o texto trata, dentre outros assuntos, das perspectivas para 2014, o mercado de lançamentos, propulsão elétrica em satélites, concorrência com a SpaceX e o futuro lançador Ariane 6.
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A edição de abril da Via Satellite, revista norte-americana especializada em telecomunicações por satélite, traz duas reportagens interessantes.
Um dos textos se refere diretamente ao Brasil: "Broadcasting from Brazil: How the Industry Prepares for Major Sporting Events", que trata dos preparativos de grandes grupos de comunicações por satélite, como a Intelsat, a europeia SES e a brasileira Star One, para a Copa do Mundo, que começa em junho, e para os Jogos Olímpicos em 2016.
Já a reportagem de capa ("The Evolution of a Launch Giant") aborda o momento atual da provedora de lançamentos espaciais Arianespace. Produzido a partir de entrevistas com os executivos da companhia europeia, o texto trata, dentre outros assuntos, das perspectivas para 2014, o mercado de lançamentos, propulsão elétrica em satélites, concorrência com a SpaceX e o futuro lançador Ariane 6.
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domingo, 23 de março de 2014
Amazonas 4A em órbita
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Foi realizado com sucesso na noite de ontem (22), o lançamento do satélite Amazonas 4A, destinado ao mercado sul-americano, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo de um lançador Ariane 5, da Arianespace.
O Amazonas 4A, com vida útil nominal de 15 anos, cobrirá a América do Sul, desde a Venezuela e a Colômbia até o sul da Argentina e do Chile, oferecendo capacidade em banda Ku. Será operado pela brasileira Hispamar Satélites, joint-venture da Hispasat (80%) e da Oi (20%), ampliando a oferta de serviços audiovisuais na região.
Elena Pisonero, presidente da Hispasat, declarou em nota: “o Amazonas 4A é a resposta do Grupo Hispasat a um desafio: proporcionar, em tempo recorde, capacidade espacial adicional à América Latina de modo a satisfazer o aumento da demanda por serviços audiovisuais que será gerado durante a celebração dos importantes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos".
Sobre a colocação em órbita proporcionada pelo Ariane 5, a executiva ainda afirmou: "Seu profissionalismo excepcional nunca frustra a confiança que colocamos nesta empresa [Arianespace]. È por causa de seu prestigio e reputação que nós esperamos continuar colaborando com a Arianespace para nosso próximo projeto de satélite."
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Foi realizado com sucesso na noite de ontem (22), o lançamento do satélite Amazonas 4A, destinado ao mercado sul-americano, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo de um lançador Ariane 5, da Arianespace.
O Amazonas 4A, com vida útil nominal de 15 anos, cobrirá a América do Sul, desde a Venezuela e a Colômbia até o sul da Argentina e do Chile, oferecendo capacidade em banda Ku. Será operado pela brasileira Hispamar Satélites, joint-venture da Hispasat (80%) e da Oi (20%), ampliando a oferta de serviços audiovisuais na região.
Elena Pisonero, presidente da Hispasat, declarou em nota: “o Amazonas 4A é a resposta do Grupo Hispasat a um desafio: proporcionar, em tempo recorde, capacidade espacial adicional à América Latina de modo a satisfazer o aumento da demanda por serviços audiovisuais que será gerado durante a celebração dos importantes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos".
Sobre a colocação em órbita proporcionada pelo Ariane 5, a executiva ainda afirmou: "Seu profissionalismo excepcional nunca frustra a confiança que colocamos nesta empresa [Arianespace]. È por causa de seu prestigio e reputação que nós esperamos continuar colaborando com a Arianespace para nosso próximo projeto de satélite."
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sábado, 15 de março de 2014
Notas sobre a Satellite 2014
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Na semana passada, aconteceu em Washington, capital dos Estados Unidos, mais uma edição da conferência Satellite, considerada um dos principais eventos anuais da indústria de satélites de comunicações. O blog Panorama Espacial esteve presente e apresenta abaixo algumas notas sobre o que aconteceu de mais importante.
Ausência de grandes anúncios
A edição de 2014 do evento não veio acompanhada de grandes anúncios de encomendas de satélites ou contratos de lançamento, como em edições passadas. Executivos consultados pelo blog afirmaram, no entanto, que o mercado continua muito aquecido, com várias consultas e pedidos de propostas em andamento.
Satélites de propulsão elétrica
Nos painéis de discussões sobre tecnologias de satélites, o tom foi o de inovação, girando em torno da propulsão elétrica. O assunto, de fato, não é novo. Em março de 2012, a Boeing causou um frenesi no mercado ao anunciar a venda de quatro modelos com propulsão inteiramente elétrica para operadores no México (Satmex, hoje parte do grupo Eutelsat) e na Ásia (ABS). A própria tecnologia, aliás, não é nova, mas não é usual em satélites comerciais em razão do longo tempo, na casa dos meses, exigido para que o artefato chegue a sua órbita planejada e comece a operar. Sua vantagem está no reduzido peso, não havendo necessidade de combustível químico a bordo (geralmente, cerca da metade da massa total é de combustível). E o efeito prático disto é, principalmente, economia nos fretes de lançamento. A desvantagem, como já colocado, é o tempo exigido para se chegar à posição final. No caso do modelo da Boeing, são estimados de 6 a 8 meses, tempo que se reflete na ausência de receitas da operadora com a venda de capacidade.
Na prática, hoje existem três possibilidades: propulsão química, a mais comum; a elétrica; e a híbrida. Esta última, um meio termo, proporcionaria a chegada em órbita mais rapidamente, em dias, utilizando-se propulsão química, enquanto que o sistema elétrico serviria para ajustes orbitais ao longo da vida operacional do satélite. No final de janeiro, John Celli, presidente da Space Systems/Loral, afirmou ao blog que via boas perspectivas para soluções híbridas.
Mas, passados dois anos do surgimento do primeiro produto comercial, não surgiram novas encomendas. A Boeing, porém, afirmou que vendeu três unidades para um cliente governamental confidencial dos EUA, e um novo contrato comercial estaria prestes a ser assinado, em semanas. Eric Béranger, da Airbus Defence and Space (antiga Astrium), revelou que dos pedidos de propostas em elaboração por sua companhia, cerca de 20% envolvem opções de propulsão elétrica, dando um indicativo de dimensão do mercado para a tecnologia.
Ao final, e parece haver acordo quanto a isso entre os principais players do setor, o fato é que a imaginada revolução trazida por esta tecnologia é bem mais complicada e tem bases na relação custo versus benefício. É possível ter alguma economia com o frete de lançamento, mas, por outro lado, o satélite levará mais tempo para iniciar sua operação comercial (com impacto na geração de receitas). Ainda, há que se considerar também as eventuais mudanças de posições orbitais, que levariam mais tempo e também teriam reflexos negativos nas receitas.
Este tema, aliás, tem uma importância particular para o Brasil, e daí a importância de se acompanhá-lo. A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que pretende operar o foguete Cyclone 4 a partir de um sítio no Maranhão, tem usado como argumento de sua viabilidade o advento da propulsão elétrica, que terá reflexos na redução das massas dos satélites. Em missões de transferência geoestacionária, o Cyclone 4 pode transportar cargas de até 1.600 kg. Até o momento, porém, não surgiram modelos elétricos compatíveis com a capacidade do lançador ucraniano (acredita-se que os modelos da Boeing tenham massa em torno de 2.000 kg).
SGDC mencionado pela Thales Alenia Space
Ao menos por um momento, o Brasil foi assunto no painel dos fabricantes. Ao fazer sua introdução, Bertrand Maureau, vice-presidente da linha de negócios de telecomunicações da franco-italiana Thales Alenia Space, destacou o contrato do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), firmado com a Visiona Tecnologia Espacial em dezembro último, como um negócio chave. “[É] mais do que apenas um satélite. Trata-se de um pacote para treinamento de pessoa, de transferência de tecnologia ao longo de cinco anos”.
Um Ariane 5 "americanizado"?
No painel sobre lançadores, que tradicionalmente conta com a participação de líderes das principais provedoras de lançamento do mundo, o destaque foi a declaração de Stéphane Israël, presidente da Arianespace, que criticou o fato do mercado governamental norte-americano não ser aberto a provedores estrangeiros. "Nós estamos certos de que estamos em posição de oferecer as melhores soluções para os clientes e os contribuintes. E se a questão é [geração de] empregos, nós estamos prontos para ver como podemos "americanizar" nosso lançador", afirmou, sem, no entanto, detalhar.
Um novo lançamento ou seu dinheiro de volta
Ainda quanto aos lançadores, a Lockheed Martin, que comercializa o foguete Atlas 5, anunciou sua estratégia para obter novos contratos, baseada no histórico de confiabilidade de seu veículo. Num cenário de falha no lançador, a companhia oferecerá a clientes que não sejam o governo dos EUA um novo voo, sem custo, ou a devolução do valor pago pelo frete. A presença da Lockheed Martin no segmento de lançamentos comerciais geoestacionários é bastante tímida, em razão de seus preços mais altos (cerca de 30% acima de soluções concorrentes), mas há intenção de ampliá-la. O Atlas V é um dos foguetes, ao lado do Delta IV, da Boeing, utilizado pelo governo norte-americano para a colocação em órbita de satélites geoestacionários.
Presença brasileira
Na área de exposição, do Brasil, apenas uma trading estava presente. A ACS, que participou em 2013, este ano não compareceu. Representantes de companhias nacionais, como a Star One, Oi e Visiona Tecnologia Espacial circularam nas conferências e tiveram encontros com parceiros e fornecedores.
Na semana passada, aconteceu em Washington, capital dos Estados Unidos, mais uma edição da conferência Satellite, considerada um dos principais eventos anuais da indústria de satélites de comunicações. O blog Panorama Espacial esteve presente e apresenta abaixo algumas notas sobre o que aconteceu de mais importante.
Ausência de grandes anúncios
A edição de 2014 do evento não veio acompanhada de grandes anúncios de encomendas de satélites ou contratos de lançamento, como em edições passadas. Executivos consultados pelo blog afirmaram, no entanto, que o mercado continua muito aquecido, com várias consultas e pedidos de propostas em andamento.
Satélites de propulsão elétrica
Nos painéis de discussões sobre tecnologias de satélites, o tom foi o de inovação, girando em torno da propulsão elétrica. O assunto, de fato, não é novo. Em março de 2012, a Boeing causou um frenesi no mercado ao anunciar a venda de quatro modelos com propulsão inteiramente elétrica para operadores no México (Satmex, hoje parte do grupo Eutelsat) e na Ásia (ABS). A própria tecnologia, aliás, não é nova, mas não é usual em satélites comerciais em razão do longo tempo, na casa dos meses, exigido para que o artefato chegue a sua órbita planejada e comece a operar. Sua vantagem está no reduzido peso, não havendo necessidade de combustível químico a bordo (geralmente, cerca da metade da massa total é de combustível). E o efeito prático disto é, principalmente, economia nos fretes de lançamento. A desvantagem, como já colocado, é o tempo exigido para se chegar à posição final. No caso do modelo da Boeing, são estimados de 6 a 8 meses, tempo que se reflete na ausência de receitas da operadora com a venda de capacidade.
Na prática, hoje existem três possibilidades: propulsão química, a mais comum; a elétrica; e a híbrida. Esta última, um meio termo, proporcionaria a chegada em órbita mais rapidamente, em dias, utilizando-se propulsão química, enquanto que o sistema elétrico serviria para ajustes orbitais ao longo da vida operacional do satélite. No final de janeiro, John Celli, presidente da Space Systems/Loral, afirmou ao blog que via boas perspectivas para soluções híbridas.
Mas, passados dois anos do surgimento do primeiro produto comercial, não surgiram novas encomendas. A Boeing, porém, afirmou que vendeu três unidades para um cliente governamental confidencial dos EUA, e um novo contrato comercial estaria prestes a ser assinado, em semanas. Eric Béranger, da Airbus Defence and Space (antiga Astrium), revelou que dos pedidos de propostas em elaboração por sua companhia, cerca de 20% envolvem opções de propulsão elétrica, dando um indicativo de dimensão do mercado para a tecnologia.
Ao final, e parece haver acordo quanto a isso entre os principais players do setor, o fato é que a imaginada revolução trazida por esta tecnologia é bem mais complicada e tem bases na relação custo versus benefício. É possível ter alguma economia com o frete de lançamento, mas, por outro lado, o satélite levará mais tempo para iniciar sua operação comercial (com impacto na geração de receitas). Ainda, há que se considerar também as eventuais mudanças de posições orbitais, que levariam mais tempo e também teriam reflexos negativos nas receitas.
Este tema, aliás, tem uma importância particular para o Brasil, e daí a importância de se acompanhá-lo. A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que pretende operar o foguete Cyclone 4 a partir de um sítio no Maranhão, tem usado como argumento de sua viabilidade o advento da propulsão elétrica, que terá reflexos na redução das massas dos satélites. Em missões de transferência geoestacionária, o Cyclone 4 pode transportar cargas de até 1.600 kg. Até o momento, porém, não surgiram modelos elétricos compatíveis com a capacidade do lançador ucraniano (acredita-se que os modelos da Boeing tenham massa em torno de 2.000 kg).
SGDC mencionado pela Thales Alenia Space
Ao menos por um momento, o Brasil foi assunto no painel dos fabricantes. Ao fazer sua introdução, Bertrand Maureau, vice-presidente da linha de negócios de telecomunicações da franco-italiana Thales Alenia Space, destacou o contrato do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), firmado com a Visiona Tecnologia Espacial em dezembro último, como um negócio chave. “[É] mais do que apenas um satélite. Trata-se de um pacote para treinamento de pessoa, de transferência de tecnologia ao longo de cinco anos”.
Um Ariane 5 "americanizado"?
No painel sobre lançadores, que tradicionalmente conta com a participação de líderes das principais provedoras de lançamento do mundo, o destaque foi a declaração de Stéphane Israël, presidente da Arianespace, que criticou o fato do mercado governamental norte-americano não ser aberto a provedores estrangeiros. "Nós estamos certos de que estamos em posição de oferecer as melhores soluções para os clientes e os contribuintes. E se a questão é [geração de] empregos, nós estamos prontos para ver como podemos "americanizar" nosso lançador", afirmou, sem, no entanto, detalhar.
Um novo lançamento ou seu dinheiro de volta
Ainda quanto aos lançadores, a Lockheed Martin, que comercializa o foguete Atlas 5, anunciou sua estratégia para obter novos contratos, baseada no histórico de confiabilidade de seu veículo. Num cenário de falha no lançador, a companhia oferecerá a clientes que não sejam o governo dos EUA um novo voo, sem custo, ou a devolução do valor pago pelo frete. A presença da Lockheed Martin no segmento de lançamentos comerciais geoestacionários é bastante tímida, em razão de seus preços mais altos (cerca de 30% acima de soluções concorrentes), mas há intenção de ampliá-la. O Atlas V é um dos foguetes, ao lado do Delta IV, da Boeing, utilizado pelo governo norte-americano para a colocação em órbita de satélites geoestacionários.
Presença brasileira
Na área de exposição, do Brasil, apenas uma trading estava presente. A ACS, que participou em 2013, este ano não compareceu. Representantes de companhias nacionais, como a Star One, Oi e Visiona Tecnologia Espacial circularam nas conferências e tiveram encontros com parceiros e fornecedores.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
CLBI: rastreio de lançamentos do Ariane
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BARREIRA DO INFERNO INICIA ATIVIDADES OPERACIONAIS COM RASTREIO DO VEÍCULO ARIANE
17/02/2014
No último dia 6, às 20h30, a Estação de Telemedidas do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), realizou o rastreamento remoto de um veículo Ariane 5. A parceria do Brasil com a Agência Espacial Europeia (ESA) alcançou a expressiva marca de 199 veículos Ariane rastreados, confirmando o CLBI como peça importante do Acordo de Cooperação Internacional entre o Brasil e a agência europeia.
O Ariane 5, lançado a partir da Guiana Francesa e rastreado pelos meios de Natal (RN) colocou dois satélites em órbita de transferência geoestacionária: o ATHENA-FIDUS, satélite dedicado à transmissão de dados para os Ministérios da Defesa Francês e Italiano, como também para organizações de segurança desses países, e o ABS2, destinado a prover serviços de telecomunicação, televisão aberta e a cabo, serviços VSAT e rede de dados para o Oriente Médio, África, Ásia do Pacífico, e Comunidade de Estados Independentes / Rússia.
Fonte: CLBI, via DCTA, com edição do blog Panorama Espacial.
Nota do blog: em dezembro de 2013, o CLBI completou a marca história de 200 rastreios no âmbito do acordo entre o Brasil e a ESA, vigente desde 1977. Veja a postagem"CLBI: 200º rastreio de lançamentos da ESA".
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BARREIRA DO INFERNO INICIA ATIVIDADES OPERACIONAIS COM RASTREIO DO VEÍCULO ARIANE
17/02/2014
No último dia 6, às 20h30, a Estação de Telemedidas do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), realizou o rastreamento remoto de um veículo Ariane 5. A parceria do Brasil com a Agência Espacial Europeia (ESA) alcançou a expressiva marca de 199 veículos Ariane rastreados, confirmando o CLBI como peça importante do Acordo de Cooperação Internacional entre o Brasil e a agência europeia.
O Ariane 5, lançado a partir da Guiana Francesa e rastreado pelos meios de Natal (RN) colocou dois satélites em órbita de transferência geoestacionária: o ATHENA-FIDUS, satélite dedicado à transmissão de dados para os Ministérios da Defesa Francês e Italiano, como também para organizações de segurança desses países, e o ABS2, destinado a prover serviços de telecomunicação, televisão aberta e a cabo, serviços VSAT e rede de dados para o Oriente Médio, África, Ásia do Pacífico, e Comunidade de Estados Independentes / Rússia.
Fonte: CLBI, via DCTA, com edição do blog Panorama Espacial.
Nota do blog: em dezembro de 2013, o CLBI completou a marca história de 200 rastreios no âmbito do acordo entre o Brasil e a ESA, vigente desde 1977. Veja a postagem"CLBI: 200º rastreio de lançamentos da ESA".
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Arianespace: mais uma missão cumprida
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Ontem (6), a Arianespace executou com sucesso mais uma missão de colocação em órbita de dois satélites geoestacionários - sua primeira do ano e o 58º sucesso consecutivo do lançador Ariane 5, lançando com precisão o ABS-2, da operadora asiática ABS, e o franco-italiano Athena-Fidus. O foguete teve performance altamente precisa, com a injeção do estágio superior com os satélites a bordo nos seguintes parâmetros orbitais:
- Perigeu de 244,4 km, contra "alvo" de 244,4 km.
- Apogeu de 35.937 km, contra um "alvo" de 35.934 km.
- Inclinação de 6 graus, contra um "alvo" de 6 graus.
O próximo voo, também de um Ariane 5, está planejado para 7 de março, e terá como um dos passageiros o satélite Amazonas 4A, da operadora Hispasat, com capacidade destinada à região da América Latina. A Arianespace busca este ano quebrar o seu recorde de lançamentos - de 10 em 2012, com missões previstas para todos os seus três lançadores, o Ariane 5, o Soyuz e o Vega.
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Ontem (6), a Arianespace executou com sucesso mais uma missão de colocação em órbita de dois satélites geoestacionários - sua primeira do ano e o 58º sucesso consecutivo do lançador Ariane 5, lançando com precisão o ABS-2, da operadora asiática ABS, e o franco-italiano Athena-Fidus. O foguete teve performance altamente precisa, com a injeção do estágio superior com os satélites a bordo nos seguintes parâmetros orbitais:
- Perigeu de 244,4 km, contra "alvo" de 244,4 km.
- Apogeu de 35.937 km, contra um "alvo" de 35.934 km.
- Inclinação de 6 graus, contra um "alvo" de 6 graus.
O próximo voo, também de um Ariane 5, está planejado para 7 de março, e terá como um dos passageiros o satélite Amazonas 4A, da operadora Hispasat, com capacidade destinada à região da América Latina. A Arianespace busca este ano quebrar o seu recorde de lançamentos - de 10 em 2012, com missões previstas para todos os seus três lançadores, o Ariane 5, o Soyuz e o Vega.
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
CLBI: 200º rastreio de lançamentos da ESA
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Centro de lançamento da FAB realiza 200º rastreio com Agência Espacial Européia
30/12/2013 14:22h
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN), alcançou marca histórica ao realizar na quinta-feira (19/12) o rastreio de número 200 da parceria com Agência Espacial Europeia (ESA). Na ocasião, o veículo rastreado foi o lançador Soyuz, famoso por representar a conquista do espaço.
“A participação do CLBI na operação consistiu em fazer o rastreamento do lançador em sua visibilidade radioelétrica. Desse modo, a instituição continua indispensável para a realização dos sonhos da ESA e do mundo”, explica a Engenheira Maria Goretti Dantas, Chefe da Seção de Interface entre o CLBI e o Centro Espacial Guianês (CSG).
Desde 1977, quando começou a cooperação internacional, os veículos rastreados pelo centro brasileiro levaram quase 350 satélites ao espaço. Os lançamentos da Agência Espacial Européia são efetuados no CSG, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. No processo de lançamento dos seus foguetes, a ESA conta com uma rede internacional de rastreio em telemedidas, que coleta e envia dados sobre os voos para o centro europeu. Entre eles está o CLBI, único colaborador cuja estação não é operada por técnicos da Europa ou de países membros da ESA.
Apesar do rastreio de número duzentos ter sido realizado com o veículo Soyuz, foi com a família de lançadores de satélites Ariane que a parceria se consolidou ao longo do tempo. A importância do trabalho conjunto das duas instituições é refletida nos números: somente do Ariane foram 198 rastreios realizados pela estação do Brasil. Em 2013, oito operações de rastreamento, das quais duas foram de qualificação, três do Ariane e duas do Soyuz, foram concluídas em solo brasileiro. “Poucos centros do porte do CLBI conseguem ter essa cadência de operações”, conta Goretti.
Sobre o Soyuz - O veículo Soyuz lançou, em 1957, o primeiro satélite, o Sputnik, e em 1961 enviou o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin. A versão modernizada do Soyouz, utilizada atualmente pelo CSG, é adaptada à missões habitadas ou não, e supre a demanda do mercado de satélites de telecomunicações e as missões científicas. O Soyouz tem aproximadamente 46 metros, pesa 308 toneladas e é movido a oxigênio líquido e querosene.
Fonte: Comando da Aeronáutica.
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Centro de lançamento da FAB realiza 200º rastreio com Agência Espacial Européia
30/12/2013 14:22h
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN), alcançou marca histórica ao realizar na quinta-feira (19/12) o rastreio de número 200 da parceria com Agência Espacial Europeia (ESA). Na ocasião, o veículo rastreado foi o lançador Soyuz, famoso por representar a conquista do espaço.
“A participação do CLBI na operação consistiu em fazer o rastreamento do lançador em sua visibilidade radioelétrica. Desse modo, a instituição continua indispensável para a realização dos sonhos da ESA e do mundo”, explica a Engenheira Maria Goretti Dantas, Chefe da Seção de Interface entre o CLBI e o Centro Espacial Guianês (CSG).
Desde 1977, quando começou a cooperação internacional, os veículos rastreados pelo centro brasileiro levaram quase 350 satélites ao espaço. Os lançamentos da Agência Espacial Européia são efetuados no CSG, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. No processo de lançamento dos seus foguetes, a ESA conta com uma rede internacional de rastreio em telemedidas, que coleta e envia dados sobre os voos para o centro europeu. Entre eles está o CLBI, único colaborador cuja estação não é operada por técnicos da Europa ou de países membros da ESA.
Apesar do rastreio de número duzentos ter sido realizado com o veículo Soyuz, foi com a família de lançadores de satélites Ariane que a parceria se consolidou ao longo do tempo. A importância do trabalho conjunto das duas instituições é refletida nos números: somente do Ariane foram 198 rastreios realizados pela estação do Brasil. Em 2013, oito operações de rastreamento, das quais duas foram de qualificação, três do Ariane e duas do Soyuz, foram concluídas em solo brasileiro. “Poucos centros do porte do CLBI conseguem ter essa cadência de operações”, conta Goretti.
Sobre o Soyuz - O veículo Soyuz lançou, em 1957, o primeiro satélite, o Sputnik, e em 1961 enviou o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin. A versão modernizada do Soyouz, utilizada atualmente pelo CSG, é adaptada à missões habitadas ou não, e supre a demanda do mercado de satélites de telecomunicações e as missões científicas. O Soyouz tem aproximadamente 46 metros, pesa 308 toneladas e é movido a oxigênio líquido e querosene.
Fonte: Comando da Aeronáutica.
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Entrevista com Stéphane Israël, presidente da Arianespace
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Stéphane Israël, diretor-presidente da Arianespace, esteve ontem (12) no Brasil para assinar (veja a nota "SGDC: contratos assinados") com a Visiona o contrato de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), integrando a comitiva do presidente francês François Hollande. Executivo com passagens no setor aeroespacial desde 2007, Israël assumiu a presidência da Arianespace em abril deste ano e gentilmente concedeu uma curta entrevista para a revista Tecnologia & Defesa e blog Panorama Espacial com um enfoque na presença da Arianespace no País e região e perspectivas para o futuro.
Com o SGDC, a Arianespace conquistou um novo cliente na região. Poderia falar um pouco sobre a história da empresa e sua presença no Brasil?
Deixe-me primeiramente dizer que estou extremamente orgulhoso e feliz pela seleção da Arianespace para o lançamento do SGDC, e dou boas vindas a Visiona, as suas acionistas Telebras e Embraer, a bordo do sistema de lançamento Ariane 5 e à comunidade de clientes da Arianespace. De fato, a Arianespace tem acompanhado este programa, anteriormente chamado SGB [Satélite Geoestacionário Brasileiro], por algum tempo, mas sempre com a confiança de que se concretizaria, estimulado pelo rápido crescimento do mercado de telecomunicações e pelo muito dinâmico setor espacial no Brasil.
Nosso histórico no Brasil é forte e remonta os anos oitenta com o lançamento do primeiro satélite de comunicações do País, o Brasilsat A1, a bordo de um Ariane 3. Desde então, lançamos com sucesso nove satélites para a Embratel, como operadora nacional de telecomunicações e posteriormente para o grupo privado Embratel - Star One. Entre 2014 e 2016, dois satélites adicionais, o Star One C4 e o Star One D1 serão lançados.
Obviamente, nosso objetivo é desenvolver nossa presença no Brasil mantendo nosso excelente relacionamento com a Embratel - Star One, nosso cliente histórico, e apoiando futuros projetos governamentais para comunicações, observação terrestre ou meteorologia. Graças a nossa família de veículos lançadores e à disponibilidade do Ariane 5, Soyuz e Vega no Centro Espacial da Guiana, podemos endereçar quaisquer necessidades. Então, estamos aqui com perspectivas de longo prazo.
O mercado de comunicações por satélite na América Latina tem crescido significativamente nos últimos anos. Como está a Arianespace na região e quais são as perspectivas para o futuro?
De fato, a América Latina é atualmente a mais dinâmica região do mundo em relação a comunicações por satélite, atingindo taxas anuais de crescimento de cerca de 10%. O crescimento na região é estimulado por grandes investimentos tanto em telecomunicações como serviços de TV, acelerados em razão do forte desenvolvimento econômico observado nos anos recentes.
A Arianespace acompanha os operadores latino-americanos em seus desenvolvimentos, tendo colocado em órbita 71% de seus satélites. Refletindo a importância da região, a atual carteira de pedidos da Arianespace conta com 11 satélites destinados à região. Isto ilustra o dinamismo deste mercado, e vários operadores, como a Hispasat, Intelsat, Echostar, DirecTV estão posicionando seus satélites sobre a região para servir este mercado em franco crescimento. Isto vem, é claro, em adição à Star One, que desempenha um papel principal como um forte operador regional com capacidades técnicas e comerciais amplamente reconhecidas. A Copa Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil são eventos que demandarão capacidade em curto prazo. Ainda, no longo prazo as dinâmicas estão aí para sustentar a demanda.
Alguns países latino-americanos estão adquirindo ou planejam adquirir satélites de sensoriamento remoto, um dos nichos explorados pelo Vega. Você vê oportunidades para missões do Vega na região?
Países latino-americanos estão desenvolvendo suas capacidades espaciais muito rapidamente, não apenas no campo das telecomunicações, mas também para sensoriamento remoto. A Arianespace lançou em 2011 o primeiro satélite chileno para observação. Muitos países da região, como o Peru, a Argentina e a Colômbia estão desenvolvendo tais capacidades. A Arianespace, graças a sua família de veículos lançadores, cuja confiabilidade não é superada, e que é capaz de lançar qualquer massa, a qualquer órbita e a qualquer momento, está estimulada a participar do desenvolvimento de tais infraestruturas.
Neste segmento de mercado também, a Arianespace espera ser parte do programa brasileiro de futuros satélites de sensoriamento remoto. Eu acho que as ligações existentes entre nossos dois países, como ilustrado por esta visita do presidente Hollande ao Brasil, permitirá uma cooperação frutífera neste campo de atividade. A França e a Europa têm tecnologias para melhor servir o Brasil, atender suas necessidades e mesmo possibilitar a cooperação para o desenvolvimento de capacidades locais.
Stéphane Israël, diretor-presidente da Arianespace, esteve ontem (12) no Brasil para assinar (veja a nota "SGDC: contratos assinados") com a Visiona o contrato de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), integrando a comitiva do presidente francês François Hollande. Executivo com passagens no setor aeroespacial desde 2007, Israël assumiu a presidência da Arianespace em abril deste ano e gentilmente concedeu uma curta entrevista para a revista Tecnologia & Defesa e blog Panorama Espacial com um enfoque na presença da Arianespace no País e região e perspectivas para o futuro.
Com o SGDC, a Arianespace conquistou um novo cliente na região. Poderia falar um pouco sobre a história da empresa e sua presença no Brasil?
Deixe-me primeiramente dizer que estou extremamente orgulhoso e feliz pela seleção da Arianespace para o lançamento do SGDC, e dou boas vindas a Visiona, as suas acionistas Telebras e Embraer, a bordo do sistema de lançamento Ariane 5 e à comunidade de clientes da Arianespace. De fato, a Arianespace tem acompanhado este programa, anteriormente chamado SGB [Satélite Geoestacionário Brasileiro], por algum tempo, mas sempre com a confiança de que se concretizaria, estimulado pelo rápido crescimento do mercado de telecomunicações e pelo muito dinâmico setor espacial no Brasil.
Nosso histórico no Brasil é forte e remonta os anos oitenta com o lançamento do primeiro satélite de comunicações do País, o Brasilsat A1, a bordo de um Ariane 3. Desde então, lançamos com sucesso nove satélites para a Embratel, como operadora nacional de telecomunicações e posteriormente para o grupo privado Embratel - Star One. Entre 2014 e 2016, dois satélites adicionais, o Star One C4 e o Star One D1 serão lançados.
Obviamente, nosso objetivo é desenvolver nossa presença no Brasil mantendo nosso excelente relacionamento com a Embratel - Star One, nosso cliente histórico, e apoiando futuros projetos governamentais para comunicações, observação terrestre ou meteorologia. Graças a nossa família de veículos lançadores e à disponibilidade do Ariane 5, Soyuz e Vega no Centro Espacial da Guiana, podemos endereçar quaisquer necessidades. Então, estamos aqui com perspectivas de longo prazo.
O mercado de comunicações por satélite na América Latina tem crescido significativamente nos últimos anos. Como está a Arianespace na região e quais são as perspectivas para o futuro?
De fato, a América Latina é atualmente a mais dinâmica região do mundo em relação a comunicações por satélite, atingindo taxas anuais de crescimento de cerca de 10%. O crescimento na região é estimulado por grandes investimentos tanto em telecomunicações como serviços de TV, acelerados em razão do forte desenvolvimento econômico observado nos anos recentes.
A Arianespace acompanha os operadores latino-americanos em seus desenvolvimentos, tendo colocado em órbita 71% de seus satélites. Refletindo a importância da região, a atual carteira de pedidos da Arianespace conta com 11 satélites destinados à região. Isto ilustra o dinamismo deste mercado, e vários operadores, como a Hispasat, Intelsat, Echostar, DirecTV estão posicionando seus satélites sobre a região para servir este mercado em franco crescimento. Isto vem, é claro, em adição à Star One, que desempenha um papel principal como um forte operador regional com capacidades técnicas e comerciais amplamente reconhecidas. A Copa Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil são eventos que demandarão capacidade em curto prazo. Ainda, no longo prazo as dinâmicas estão aí para sustentar a demanda.
Alguns países latino-americanos estão adquirindo ou planejam adquirir satélites de sensoriamento remoto, um dos nichos explorados pelo Vega. Você vê oportunidades para missões do Vega na região?
Países latino-americanos estão desenvolvendo suas capacidades espaciais muito rapidamente, não apenas no campo das telecomunicações, mas também para sensoriamento remoto. A Arianespace lançou em 2011 o primeiro satélite chileno para observação. Muitos países da região, como o Peru, a Argentina e a Colômbia estão desenvolvendo tais capacidades. A Arianespace, graças a sua família de veículos lançadores, cuja confiabilidade não é superada, e que é capaz de lançar qualquer massa, a qualquer órbita e a qualquer momento, está estimulada a participar do desenvolvimento de tais infraestruturas.
Neste segmento de mercado também, a Arianespace espera ser parte do programa brasileiro de futuros satélites de sensoriamento remoto. Eu acho que as ligações existentes entre nossos dois países, como ilustrado por esta visita do presidente Hollande ao Brasil, permitirá uma cooperação frutífera neste campo de atividade. A França e a Europa têm tecnologias para melhor servir o Brasil, atender suas necessidades e mesmo possibilitar a cooperação para o desenvolvimento de capacidades locais.
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
SGDC: contratos assinados
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Como aguardado, foram assinados hoje (12) os contratos de fornecimento e lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), durante a visita oficial de estado do presidente François Hollande ao Brasil. Também foi firmado um memorando de entendimentos (MoU, sigla em inglês) entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Thales Alenia Space (TAS), fabricante do SGDC, relacionado à transferência de tecnologia associada à aquisição do satélite.
Abaixo, reproduzimos as notas oficiais divulgadas pela Visiona e TAS:
Visiona assina contratos com fornecedores do sistema do satélite geoestacionário brasileiro - SGDC
A Visiona assinou hoje, 12/12, os contratos com as empresas Thales Alenia Space (TAS) e Arianespace, que concordaram em fornecer, respectivamente, o satélite e seu lançamento. O contrato com o fornecedor do satélite também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).
A contratação dos fornecedores pela Visiona foi formalizada apenas duas semanas após a assinatura do contrato com a Telebras, cliente final do sistema SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas). “Mais uma etapa fundamental do projeto foi concluída, o que nos permite dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento do sistema”, afirma Nelson Salgado, presidente da Visiona.
Com duração de 12 meses, o processo de seleção dos fornecedores baseou-se nas melhores práticas internacionais e teve como foco o atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definido pelo governo brasileiro.
Com o sistema SGDC, o Brasil pretende não só conquistar a soberania em comunicações estratégicas civis e militares, como ampliar o acesso à banda larga de Internet para todo o território nacional.
Thales Alenia Space assina contrato para fornecer Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações
Brasília, 12 de dezembro de 2013 – O Presidente e CEO do Grupo Thales, Jean-Bernard Lévy, assinou hoje o contrato entre a Thales Alenia Space (joint-venture entre Thales e Finmeccanica) e a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás) para fornecimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O executivo integra o grupo de empresários que acompanha o presidente francês François Hollande em sua visita ao país.
O contrato é fundamental para os planos de desenvolvimento espacial da Agência Espacial Brasileira e vai ao encontro dos requerimentos estratégicos do Ministério da Defesa, atendendo dois objetivos primários do país: a implantação de um sistema de comunicações via satélite seguro para o Governo Brasileiro e Forças Armadas e a implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela operadora Telebrás, para reduzir a exclusão digital do país. O SGDC integra a estratégia do Brasil para reforçar a sua independência e soberania.
“Nossa equipe está mobilizada para garantir o cumprimento de todos os nossos compromissos e assegurar a integração harmoniosa das empresas brasileiras neste importante projeto. Eu agradeço às agências governamentais francesa e italiana pelo apoio na conclusão bem-sucedida desta nova colaboração internacional”, declara Jean Loïc Galle, Presidente e CEO da Thales Alenia Space.
Com mais de 40 anos de presença no Brasil com ampla atuação nos setores militar e civil de Defesa, Segurança, Aeroespacial, Espacial e de Transportes, a Thales é líder absoluta no setor de radares de controle de tráfego aéreo. Sede da operação latino-americana, o Brasil já representa mais de 50% dos negócios da empresa na região, onde vem expandindo permanentemente suas operações e reforçando sua presença por meio de várias parcerias locais importantes.
"A Thales está muito bem posicionada nos projetos de infraestrutura e defesa do Brasil, todos fundamentais para decolar a ambição do país de crescer a sua base industrial para aumentar sua capacidade de vislumbrar mercados internacionais a partir de uma forte base doméstica. Consequentemente, a estratégia da Thales de transferir tecnologia, estabelecer uma base industrial local e desenvolver parcerias locais está 100% alinhada à política de investimento brasileira", afirma Julien Rousselet, Diretor Geral da Thales no Brasil.
Thales Alenia Space firma MoU com Agência Espacial Brasileira
Brasília, 12 de dezembro de 2013 – A Thales Alenia Space anunciou hoje a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Agência Espacial Brasileira referente à transferência de tecnologias para o Brasil. O acordo complementa o contrato firmado entre a Thales Alenia Space e a Visiona (joint-venture entre Embraer e Telebras) para construir o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), satélite de telecomunicações de uso dual.
Os acordos de hoje marcam o primeiro passo importante na ambiciosa parceria entre a Thales Alenia Space, a Agência Espacial Brasileira e a indústria espacial brasileira. Esta cooperação ganhará corpo nos próximos meses, baseada no plano de transferência de tecnologia proposto pela Thales Alenia Space, que vai de encontro às expectativas das entidades brasileiras envolvidas. As transferências dizem respeito à telecomunicações via satélite, observação e meteorologia, além de outras áreas. Elas se darão por um período de cinco anos, em linha com os projetos espaciais planejados pelo Governo Brasileiro. Este acordo vai fornecer uma sólida base para desenvolvimentos conjuntos, assim como uma parceria estrutural de longo prazo.
"Nós estendemos o nosso agradecimento à Agência Espacial Brasileira por nos confiar esta missão. Nossa equipe já está trabalhando duro para apoiar a estratégia de desenvolvimento espacial do Brasil, que vai garantir a independência e a soberania do país no médio prazo", afirma Jean-Loïc Galle, Presidente e CEO da Thales Alenia Space.
Fontes: Visiona e Thales Alenia Space.
Como aguardado, foram assinados hoje (12) os contratos de fornecimento e lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), durante a visita oficial de estado do presidente François Hollande ao Brasil. Também foi firmado um memorando de entendimentos (MoU, sigla em inglês) entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Thales Alenia Space (TAS), fabricante do SGDC, relacionado à transferência de tecnologia associada à aquisição do satélite.
Abaixo, reproduzimos as notas oficiais divulgadas pela Visiona e TAS:
Visiona assina contratos com fornecedores do sistema do satélite geoestacionário brasileiro - SGDC
A Visiona assinou hoje, 12/12, os contratos com as empresas Thales Alenia Space (TAS) e Arianespace, que concordaram em fornecer, respectivamente, o satélite e seu lançamento. O contrato com o fornecedor do satélite também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).
A contratação dos fornecedores pela Visiona foi formalizada apenas duas semanas após a assinatura do contrato com a Telebras, cliente final do sistema SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas). “Mais uma etapa fundamental do projeto foi concluída, o que nos permite dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento do sistema”, afirma Nelson Salgado, presidente da Visiona.
Com duração de 12 meses, o processo de seleção dos fornecedores baseou-se nas melhores práticas internacionais e teve como foco o atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definido pelo governo brasileiro.
Com o sistema SGDC, o Brasil pretende não só conquistar a soberania em comunicações estratégicas civis e militares, como ampliar o acesso à banda larga de Internet para todo o território nacional.
Thales Alenia Space assina contrato para fornecer Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações
Brasília, 12 de dezembro de 2013 – O Presidente e CEO do Grupo Thales, Jean-Bernard Lévy, assinou hoje o contrato entre a Thales Alenia Space (joint-venture entre Thales e Finmeccanica) e a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás) para fornecimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O executivo integra o grupo de empresários que acompanha o presidente francês François Hollande em sua visita ao país.
O contrato é fundamental para os planos de desenvolvimento espacial da Agência Espacial Brasileira e vai ao encontro dos requerimentos estratégicos do Ministério da Defesa, atendendo dois objetivos primários do país: a implantação de um sistema de comunicações via satélite seguro para o Governo Brasileiro e Forças Armadas e a implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela operadora Telebrás, para reduzir a exclusão digital do país. O SGDC integra a estratégia do Brasil para reforçar a sua independência e soberania.
“Nossa equipe está mobilizada para garantir o cumprimento de todos os nossos compromissos e assegurar a integração harmoniosa das empresas brasileiras neste importante projeto. Eu agradeço às agências governamentais francesa e italiana pelo apoio na conclusão bem-sucedida desta nova colaboração internacional”, declara Jean Loïc Galle, Presidente e CEO da Thales Alenia Space.
Com mais de 40 anos de presença no Brasil com ampla atuação nos setores militar e civil de Defesa, Segurança, Aeroespacial, Espacial e de Transportes, a Thales é líder absoluta no setor de radares de controle de tráfego aéreo. Sede da operação latino-americana, o Brasil já representa mais de 50% dos negócios da empresa na região, onde vem expandindo permanentemente suas operações e reforçando sua presença por meio de várias parcerias locais importantes.
"A Thales está muito bem posicionada nos projetos de infraestrutura e defesa do Brasil, todos fundamentais para decolar a ambição do país de crescer a sua base industrial para aumentar sua capacidade de vislumbrar mercados internacionais a partir de uma forte base doméstica. Consequentemente, a estratégia da Thales de transferir tecnologia, estabelecer uma base industrial local e desenvolver parcerias locais está 100% alinhada à política de investimento brasileira", afirma Julien Rousselet, Diretor Geral da Thales no Brasil.
Thales Alenia Space firma MoU com Agência Espacial Brasileira
Brasília, 12 de dezembro de 2013 – A Thales Alenia Space anunciou hoje a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Agência Espacial Brasileira referente à transferência de tecnologias para o Brasil. O acordo complementa o contrato firmado entre a Thales Alenia Space e a Visiona (joint-venture entre Embraer e Telebras) para construir o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), satélite de telecomunicações de uso dual.
Os acordos de hoje marcam o primeiro passo importante na ambiciosa parceria entre a Thales Alenia Space, a Agência Espacial Brasileira e a indústria espacial brasileira. Esta cooperação ganhará corpo nos próximos meses, baseada no plano de transferência de tecnologia proposto pela Thales Alenia Space, que vai de encontro às expectativas das entidades brasileiras envolvidas. As transferências dizem respeito à telecomunicações via satélite, observação e meteorologia, além de outras áreas. Elas se darão por um período de cinco anos, em linha com os projetos espaciais planejados pelo Governo Brasileiro. Este acordo vai fornecer uma sólida base para desenvolvimentos conjuntos, assim como uma parceria estrutural de longo prazo.
"Nós estendemos o nosso agradecimento à Agência Espacial Brasileira por nos confiar esta missão. Nossa equipe já está trabalhando duro para apoiar a estratégia de desenvolvimento espacial do Brasil, que vai garantir a independência e a soberania do país no médio prazo", afirma Jean-Loïc Galle, Presidente e CEO da Thales Alenia Space.
Fontes: Visiona e Thales Alenia Space.
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