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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As ambições bolivianas

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Mal assinou o contrato para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (TKSat-1), em dezembro de 2010, o governo boliviano já fala num segundo, desta vez para observação terrestre, especialmente de recursos minerais. É o que disse no último sábado (22), na assembleia legislativa, o presidente Evo Morales.

Morales confirmou ainda que viajará à China em março para acompanhar o início da construção do satélite de comunicações, e também destacou que 70 jovens bolivianos serão treinados pelo fabricante para o gerenciamento do sistema.

E as ambições peruanas

Na América do Sul, o Peru é outro país que considera seriamente adquirir um satélite de observação. No final do ano, circularam notícias na imprensa peruana dando conta de que em 2011, o governo daria início a uma licitação, num investimento estimado entre 80 a 100 milhões de dólares.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Contrato do satélite TKSat-1, da Bolívia, é assinado

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A China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e a agência espacial da Bolívia assinaram hoje (14) o contrato para a construção do satélite geoestacionário de comunicações Tupac Katari, agora denominado TKSat-1, após um longo período de negociações.

O TKSat-1 será baseado na plataforma DHF-4, contará com 30 transpônderes e terá vida útil estimada de 15 anos. Será lançado por um foguete Longa Marcha 3B/E, a partir do centro espacial de Xichang, na China. A previsão é que o satélite seja entregue em órbita no prazo de até 33 meses.

Este é o sexto contrato para o fornecimento de satélite de comunicações assinado pela CGWIC com clientes internacionais. Segundo a nota divulgada pela empresa chinesa, o "projeto abre uma nova página na cooperação sino-boliviana em cooperação aeroespacial de alta tecnologia". O projeto, cujo valor deve atingir cerca de 400 milhões de dólares (segmentos orbital, terrestre, treinamento, lançamento e seguro) será financiado pelo China Development Bank, equivalente chinês do BNDES brasileiro.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Satélites de observação na América do Sul

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No próximo dia 1º de novembro, o satélite de comunicações Venesat-1, da Venezuela, completará dois anos em órbita.

O satélite, também conhecido como Simón Bolivar 1, é operado pela Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), e foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.

A ABAE tem também ambições de contar no futuro com um satélite observação terrestre. Segundo notícias divulgadas pela imprensa venezuelana na última semana, a agência espera lançar em 2013 um satélite de sensoriamento desenvolvido e produzido no próprio país. Ao menos publicamente, não existe um projeto patrocinado por Caracas para o desenvolvimento local de satélites, mas o governo tem sido assíduo comprador de produtos militares nos últimos anos, atraindo as atenções de empresas estrangeiras também do ramo espacial, particularmente da Rússia e China.

A Venezuela, aliás, não é o único país sul-americano com pretensões no campo de observação terrestre satelital, além daqueles com projetos já consolidados, como Brasil (série CBERS, Amazônia-1) e Argentina (série SAC, e SAOCOM).

Com certa frequência, surgem notícias dando conta do interesse do Peru, por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), em desenvolver capacidades nessa área. Inclusive, este foi um dos tópicos abordados durante o giro de uma comitiva espacial japonesa pela América do Sul no último mês de agosto. No início deste ano, a CONIDA e a agência espacial da Tailândia assinaram um memorando de entendimentos para cooperação em matéria espacial. Na época, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração, mas alguns elementos indicavam que a cooperação poderia envolver o satélite de observação tailandês THEOS, construído pela EADS Astrium e em órbita desde outubro de 2008.

Esporadicamente, a Bolívia também expressa o desejo de possuir um satélite de observação, embora o seu histórico em termos de concretização de anúncios na área espacial não seja dos melhores. O país andino negocia com a China já há mais de um ano a construção do seu primeiro satélite de comunicações, o Tupac Katari.

Em julho de 2008, num processo mencionado pelo mercado como bastante célere, o Chile contratou a EADS Astrium para a construção do seu satélite, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). A construção do SSOT foi concluída no início do ano, devendo ser colocado em órbita em 2011.
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terça-feira, 27 de julho de 2010

Tupac Katari: Bolívia corre atrás de seu satélite

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De acordo com informações do website especializado Infodefensa, o presidente boliviano Evo Morales confirmou que uma comissão governamental de seu país partiu este mês para a capital chinesa com o objetivo de garantir a construção do satélite de comunicações Tupac Katari.

A delegação boliviana, chefiada pelo ministro da Economia e Finanças Públicas, Luis Arce, tem por missão tratar dos detalhes do acordo comercial para a fabricação do satélite, e também de aspectos financeiros da missão. Em princípio, 30% do valor estimado do projeto, avaliado entre 200 a 300 milhões de dólares, serão financiados pelo tesouro nacional boliviano, e 70% pelo governo chinês.

Em abril, notícias divulgadas pela imprensa internacional davam a entender que um contrato para a construção do Tupac Katari havia sido definitivamente assinado, mas as mais recentes informações demonstram que ainda existem pontos a serem acertados, particularmente financeiros.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rússia oferece centro de lançamento à Bolívia (!)

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Segundo reportagem publicada no último dia 29 no website especializado Infodefensa, a Rússia ofereceu à Bolívia a construção em seu país de um centro de lançamento de satélites, juntamente com um pacote de material de defesa, especialmente mísseis antiaéreos.

A declaração foi feita por Leonid Golubev, embaixador russo na capital boliviana, La Paz. A Rússia "tem boas condições para construir uma estação de lançamento dos satélites especiais Cosmos para pesquisar, por exemplo, as mudanças de clima, observar os recursos naturais".

No início de abril, Moscou, por meio de seu primeiro-ministro, Vladimir Putin, já havia oferecido à Venezuela a construção de um centro de lançamentos espaciais no país vizinho.

Nos últimos tempos, a Rússia tem se esforçado em ampliar acordos (e oportunidades para suas empresas) na área de espaço com países sul-americanos. Além do Brasil (tecnologia de lançadores e Glonass, entre outros), o país europeu assinou um acordo com a Argentina (Glonass), e prospecta outras possibilidades, como estas na Venezuela e Bolívia, e também na Colômbia (satélite de comunicações - Projeto Satcol). As ofertas russas na Venezuela e Bolívia também podem ser uma reação ao avanço em matéria de cooperação espacial desses países com a China, que vendeu a ambos dois satélites geoestacionários de comunicações.

Com estas ofertas a Venezuela e Bolívia, aparentemente sem qualquer critério e lógica, a Rússia acaba perdendo credibilidade, em especial em países que buscam de fato comprometimento e parcerias no desenvolvimento de tecnologias ou em esforços comerciais conjuntos, como é o caso brasileiro. A imagem transmitida é de que a Rússia busca pura e simplesmente vender, sem qualquer outra preocupação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tupac Katari: contrato assinado

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O contrato para a fabricação do satélite Tupac Katari, da Bolívia, foi finalmente assinado no último dia de março, em La Paz, no palácio presidencial. O contrato foi firmado pelos chefes da agência espacial boliviana e da China's Great Wall Industry Corporation, que irá fabricá-lo. "Este satélite de comunicações ajudará a prover segurança para os bolivianos", declarou o presidente Evo Morales.

O Tupac Katari, primeiro satélite boliviano e o segundo vendido pela China na América do Sul nos últimos anos (o outro foi o Venesat-1, para a Venezuela), deve ser colocado em órbita em 2013.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tupac Katari: assinatura do contrato está próxima

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Segundo a imprensa boliviana, o presidente da Bolívia, Evo Morales, estuda viajar em abril à China com o objetivo de firmar definitivamente o acordo para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari, de comunicações. A informação foi dada pelo vice-ministro de Defesa, José Luiz Prudencio.

Prudencio afirmou ainda que a China também ofereceu ao seu país transferência de tecnologia e capacitação de profissionais para operação do satélite. "É por isso que um número ainda não determinado de pessoal da Bolívia irá viajar à China e acompanhará a construção do satélite durante os três anos", disse.

Paralelamente à possível viagem de Morales à China, a Agência Boliviana Espacial (ABE), criada em fevereiro último para gerir o incipiente programa do país andino, tem realizado reuniões para a revisão de aspectos básicos do projeto do satélite de comunicações.

Nota do blog: colaborou Ildefonso.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Criada a Agência Boliviana Espacial

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O presidente boliviano, Evo Morales, aprovou ontem (10), por meio do Decreto 423, a criação da Agência Espacial Boliviana ("Agencia Boliviana Espacial - ABE"). Ao seu orçamento, foi inicialmente destinado US$ 1 milhão.

A agência espacial boliviana será responsável pela coordenação da construção, lançamento e operação do satélite de comunicações Tupac Katari, que será construído por indústrias chinesas. A previsão é que a construção do satélite seja iniciada no próximo mês, março. Além do Tupac Katari, a ABE também buscará promover outros programas de satélites que beneficiem o país por meio de cooperação internacional.

Com a criação da ABE, a Bolívia se soma ao Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Peru e Colômbia, nações sul-americanas que já possuem programas espaciais estruturados.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tupac Katari: comitiva chinesa na Bolívia

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De acordo com o web-site latino-americano Infodefensa, uma comitiva formada por 18 técnicos da companhia chinesa Great Wall Industries Corporation (CGWIC) está desde o dia 10 e até o dia 18 na Bolívia para avançar com os aspectos técnicos relacionados à transferência de tecnologia ao país sul-americano relacionada a compra de um satélite de comunicações, o Tupac Katari.

A previsão é que o contrato para a construção do satélite seja firmado em 31 de março, com lançamento em três anos a partir da assinatura. De acordo com informações divulgadas pelo Infodefensa, o governo boliviano considera a criação de uma agência espacial para a administração do projeto, "para garantir a cobertura total dos serviços de telecomunicações no país e reduzir seus custos."
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Avanços no projeto do satélite boliviano

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Na última quinta-feira (22), o presidente da Bolívia, Evo Moralez assinou na capital La Paz um memorando de entendimentos com o governo e indústrias chinesas tratando da construção e lançamento do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (vejam a postagem do início desse mês, "Bolívia também quer o seu satélite geoestacionário"), de comunicações. A cerimônia contou com a presença de Yin Liming, presidente da China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), responsável pela construção do satélite geoestacionário, e de representantes da União Internacional de Telecomunicações (ITU, sigla em inglês).

O memorando de entendimentos precede a um contrato definitivo, que deve ser assinado pelas partes envolvidas nos próximos meses. Não foram divulgadas informações sobre o modelo do satélite geoestacionário, mas pelas imagens divulgadas parece se tratar de uma plataforma DHF-4, a mesma usada pelo satélite Venesat 1, da Venezuela.

A previsão é que o satélite seja colocado em órbita em 2013, ao custo total (construção e lançamento) de US$ 300 milhões.

A concretização de mais esse negócio pela indústria espacial da China na América Latina é uma importante conquista do gigante asiático. Além da parceria com o Brasil no Programa CBERS, nos últimos anos Pequim conseguiu fechar importante contrato com a Venezuela, e agora está próximo de outro de mesma dimensão. Têm-se também notícias sobre alguns esforços chineses na região em matéria de lançamento de satélites.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bolívia também quer o seu satélite geoestacionário

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O mercado de satélites governamentais de telecomunicações está bastante aquecido na América Latina. Além da Argentina, Venezuela e Colômbia, países que já têm seus projetos oficiais, a Bolívia está prestes a oficializar o seu programa.

Seguindo o exemplo da vizinha Venezuela, que adquiriu um satélite de comunicações chinês, o Venesat-1, o governo boliviano negocia com Pequim a compra de satélite similar, negócio que segundo fontes locais pode chegar a US$ 300 milhões, incluindo o lançamento. O contrato ainda não foi assinado, mas o satélite já tem até nome: Tupac Katari, uma homenagem a um líder indígena sul-americano do século XVIII.

“Com o satélite de comunicações, seremos também soberanos, não precisaremos alugar e nem negociar com as empresas transnacionais para acessar estes serviços”, disse no início de outubro Walker San Miguel, ministro da Defesa da Bolívia.

No mês passado, o governo boliviano obteve uma posição orbital geoestacionária junto a União Internacional de Telecomunicações (UIT, sigla em inglês), entidade internacional responsável pela distribuição das posições. De acordo com recentes declarações, a Bolívia também considera ter um satélite de sensoriamento no futuro.

No 9° Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado no Rio de Janeiro na semana passada, o blog ouviu de pessoa bastante familiarizada com o setor que o Peru também está estudando a compra de um satélite geoestacionário.
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