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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Operação São Lourenço: preparativos para voo de VS-40M

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CLA inicia os preparativos para a Operação São Lourenço 

Brasília, 5 de agosto de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, recebe nesta semana especialistas e pesquisadores da área espacial que participam da Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação São Lourenço.

A atividade objetiva coordenar ações visando ao lançamento e rastreio do foguete de sondagem VS-40M em outubro e novembro, transportando a plataforma espacial denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), ambos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização militar do Comando da Aeronáutica subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Além de integrantes do DCTA, IAE e CLA, participam também das reuniões servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). O encontro de trabalho termina na sexta-feira (7).

Em paralelo à RAI, o CLA também sedia uma pré-campanha da Operação São Lourenço. As atividades englobam a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do Centro, recentemente revitalizado, bem como o ensaio de integração de um mock-up, protótipo do foguete VS-40M em dimensões reais e sem combustível, passando pelas etapas de montagem, transporte e integração no LPM, testes com dispositivos e com o próprio Lançador e os processos inversos de retirada da plataforma de lançamento, transporte e desmontagem.

“A partir da pré-campanha e RAI da São Lourenço, o CLA espera harmonizar junto à coordenação da Operação todas as ações e preparar todos os meios, de modo a realizarmos com total sucesso o lançamento do foguete VS-40M Sara em Alcântara”, afirma o diretor do Centro coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

Qualificação - Prevista para ocorrer de 13 de outubro a sete de novembro próximos, a Operação São Lourenço além de visar ao lançamento e rastreio do veículo VS-40M com a plataforma espacial Sara, também leva a bordo um GPS de aplicação na área de espaço em fase de qualificação e desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para assegurar a operacionalidade de todo pessoal envolvido e dos meios do CLA, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) deve ser lançado antes do VS-40M.

Ainda por meio da Operação São Lourenço, os pesquisadores do IAE pretendem dar andamento ao projeto Sara, que compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.

Com o lançamento bem sucedido, subsistemas do Sara Suborbital tais como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica devem passar por qualificação em vôo. Além disso, com a qualificação das Redes Elétricas de Segurança e de Serviço feitas para o VS-40M, as mesmas poderão vir a ser empregadas no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). Durante o lançamento e rastreio do veículo deve ocorrer a interligação das estações de telemetria, radar e tratamento de dados de localização do CLA com as estações do CLBI, objetivando operacionalizar o sistema de comunicação entre estações remotas, essenciais para a manutenção da operacionalidade dos dois Centros de lançamento.

“A missão de lançamento da plataforma Sara destaca-se por compreender um veículo, uma carga útil e uma infraestrutura de lançamento nacional que possibilitará a exploração do ambiente de microgravidade permitindo diversos avanços em estudos científicos e tecnológicos”, explica o tenente coronel engenheiro Alexandre Nogueira Barbosa, Coordenador-Geral da Operação São Lourenço.

O VS-40 já foi lançado duas vezes no Brasil, todas no CLA (Operação Santa Maria – 1993 e Operação Livramento – 1998) e uma vez na Noruega em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Europeia (ESA), esse último realizado em junho de 2012.

A Operação São Lourenço é a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais prevista para este ano no Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: CLA, via AEB.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Alcântara:cooperação com EUA ou Rússia?

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Rússia e EUA competem por parceria espacial com Brasil

Da REUTERS

Brasília/São Paulo - Os Estados Unidos e a Rússia estão disputando um papel estratégico no plano brasileiro de lançar satélites comerciais de sua base de Alcântara, no Maranhão, abrindo uma nova frente de rivalidade entre os dois países na busca de aliados e influência.

O governo espera escolher nos próximos meses um parceiro para ajudar a fornecer tecnologia, disseram à Reuters três fontes com conhecimento das negociações.

Ao longo da última década, o Brasil estabeleceu uma parceria com a Ucrânia para desenvolver um veículo de lançamento em Alcântara, mas encerrou o programa em fevereiro, dizendo que os problemas financeiros da Ucrânia a impossibilitam de fornecer foguetes, tal como prometido.

A presidente Dilma Rousseff irá selecionar um novo parceiro baseada em uma variedade de fatores, incluindo as relações diplomáticas do Brasil e a qualidade da tecnologia em oferta, disseram fontes a par do tema.

Uma parceria para satélites não estará na agenda quando Dilma visitar a Casa Branca em 30 de junho, informaram autoridades dos dois países.

Mas o teor da visita, que marca a reaproximação entre Brasil e EUA dois anos após uma crise nas relações decorrente dos programas de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) norte-americana, pode influenciar a decisão brasileira, disse uma fonte.

“Se tudo correr bem, os norte-americanos estarão bem posicionados para conquistá-lo”, declarou a fonte, uma ex-autoridade brasileira que participou de reuniões sobre a questão dos satélites.

A localização de Alcântara é especialmente atraente para parceiros em potencial. Satélites que orbitam o Equador não têm que viajar muito para se posicionarem, o que reduz o gasto com combustível em até um quinto em comparação com outras localidades.

A empresa europeia de transporte espacial Arianespace, que detém metade do mercado mundial de lançamento de satélites em órbita geoestacionária, usa uma plataforma de lançamento em Kourou, na vizinha Guiana Francesa.

Não está claro exatamente que forma a próxima parceria do Brasil irá tomar. Pelo acordo anterior, a Ucrânia entrava com a tecnologia para construir os foguetes Cyclone-4 conjuntamente com o Brasil, que era responsável por fornecer as instalações de lançamento.

Frustradas com décadas de atrasos e contratempos, as autoridades brasileiras disseram que podem repensar totalmente os termos de sua próxima parceria.

“Nós tínhamos feito a opção da Ucrânia. Esse programa se mostrou inconsistente”, declarou o ministro da Defesa, Jaques Wagner, à Reuters. Ele disse que o Brasil conversaria “com qualquer país”, incluindo os Estados Unidos, para levar um satélite brasileiro ao espaço.

SALVAGUARDAS

O histórico traumático de Alcântara inclui um acidente em 2003, quando uma explosão e um incêndio destruíram um foguete de fabricação nacional e mataram 21 pessoas. O desastre pôs fim aos planos do Brasil de construir seus próprios foguetes e o levou a procurar a Ucrânia.

Uma série de países trabalhou com o Brasil em questões espaciais. Nas duas últimas décadas, a China empregou seus foguetes e sua plataforma de lançamento para conduzir aos céus cinco pequenos satélites que o Brasil usa para monitorar a agricultura, o meio ambiente e a Floresta Amazônica.

Em 2014, na esteira do escândalo de espionagem da NSA, desencadeado pelos documentos vazados pelo ex-prestador de serviços Edward Snowden, o Brasil escolheu a empresa aeroespacial francesa Thales ao invés de uma rival norte-americana para construir um satélite geoestacionário que será lançado pela Arianespace da Guiana Francesa em 2016.

O Brasil ainda precisa de um parceiro de peso para alcançar seu objetivo de lançar um satélite de Alcântara. A tecnologia para o satélite e o foguete que espera obter nessa parceria daria ímpeto à sua indústria aeroespacial.

Se o Brasil escolher os EUA, a Boeing será beneficiada, já que, além de aeronaves, fabrica foguetes e satélites e tem laços com a principal empresa aeroespacial brasileira, a Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais.

O diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, declarou à Reuters que a Rússia está interessada em cooperar com o Brasil e que está “na vanguarda” da tecnologia espacial.

Ele afirmou que os EUA, maior fonte mundial de peças de satélite, também são uma possibilidade, embora tenha reconhecido haver “dificuldades especiais que precisamos superar”.

Uma delas é fato recente. Em 2000, Washington assinou um contrato com o Brasil que teria permitido o lançamento de satélites norte-americanos com foguetes norte-americanos de Alcântara.

Mas o acordo era polêmico por causa da exigência dos EUA de controlar o acesso a partes da base. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o descartou pouco depois de assumir seu primeiro mandato em 2003.

Washington já não faz tal exigência, embora ainda queira que o Brasil assine um assim chamado acordo de salvaguarda tecnológica para garantir que qualquer tecnologia espacial compartilhada com os brasileiros não vá parar em outros países.

Muitos membros do Congresso estão receosos de aprovar o acordo, e militares temem que a colaboração do Brasil com a China o impeça de algum dia obter acesso à tecnologia de satélite norte-americana de ponta, dada a desconfiança que Washington tem de Pequim.

Em novembro passado, o governo dos EUA aliviou suas regras de exportação para equipamentos de defesa, transferindo muitos componentes espaciais classificados automaticamente como munições pelo Departamento de Estado para a esfera do Departamento de Comércio, mais flexível com as exportações.

Autoridades norte-americanas dizem que 70 por cento do que se precisa para construir um satélite agora pode ser comprado dos Estados Unidos.

“Eles têm intenção de flexibilizar. Agora que mudou toda a conjuntura, a gente percebe que eles estão mais abertos, buscando a aproximação, e querendo voltar a ocupar o espaço que perderam para outros países”, acrescentou o coronel reformado Armando Lemos, atual diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), grupo de lobby da indústria de defesa.

O administrador da agência espacial dos EUA (Nasa, na sigla em inglês), Charles Bolden, visitou o Brasil no início deste ano. Quando o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esteve em Washington no mês passado, almoçou com o chefe interino da Nasa no Museu Espacial do Instituto Smithsonian.

Rebelo disse à Reuters que as negociações com os EUA sobre os satélites estão “em andamento”, mas não quis dar maiores detalhes.

Fonte: Reuters, via portal Exame.

Comentário do blog: embora apresente informações interessantes, a reportagem da Reuters faz uma confusão dos esforços para a exploração comercial de Alcântara (que não necessariamente envolvem desenvolvimento ou transferência tecnológica) e ações do governo brasileiro para o desenvolvimento de tecnologia de lançadores. Interessante também notar a omissão no texto sobre a possibilidade de colaboração com a Europa - a Alemanha já coopera com o Brasil no desenvolvimento do Veiculo Lançador de Microssatélites (VLM-1), e empresas europeias como a Airbus Defence and Space já demonstraram interesse em ampliar a cooperação em lançadores.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cooperação Brasil - Suécia: VLM

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Sueca SSC vai construir base em Alcântara

05/11/2014

Por Virgínia Silveira | De Gothenburg e Satenäs (Suécia)

A SSC (Swedish Space Corporation) vai construir dois centros de lançamento para o foguete brasileiro VLM (Veículo Lançador de Satélites), em Alcântara, no Maranhão, e no Centro Espacial de Esrange, na Suécia. O primeiro passo para viabilizar o plano é assinatura de um acordo de parceria com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que coordena o desenvolvimento do foguete. A assinatura deve ocorrer em dezembro.

O acordo, segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, prevê o intercâmbio de informações e de recursos humanos na área de desenvolvimento e de operações de lançamento, assim como de tecnologias de propulsão espacial e de propelentes ecológicos, entre outros projetos. A parceria, ainda segundo o brigadeiro, é desdobramento de um acordo especial assinado entre as Agências Espaciais do Brasil (AEB) e da Suécia (SNSB), em fevereiro.

A responsável pela área de tecnologia da SSC, Anna Rathsman, disse planeja utilizar o VLM para o lançamento de micro e nanossatélites para o mercado europeu. A executiva afirmou que não tem uma projeção do mercado global para veículos na categoria do VLM, mas que uma estimativa inicial feita pela SSC prevê o lançamento de pelo menos dois foguetes por ano do Centro de Esrange.

Segundo o Valor apurou, por apresentar um baixo custo de produção e de complexidade técnica, além de um ciclo de desenvolvimento rápido, o VLM tem um mercado potencial superior a dez lançamentos por ano.

O diretor do DCTA disse a SSC já definiu o local para a construção do sítio de lançamento em Esrange. "Estudos já feitos por especialistas indicam a existência de um mercado promissor para o VLM, tendo em vista que não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos)", afirmou.

Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites de carona. O VLM teria um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões. Seu desenvolvimento é feito pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa e desenvolvimento do DCTA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financia parte do projeto, avaliado em R$ 100 milhões.

O próximo passo do projeto do VLM é a contratação da fabricação da parte estrutural do motor foguete, o S50. A empresa Cenic já concluiu o projeto de desenvolvimento do motor. Feito em fibra de carbono, o S50 será o maior motor foguete já construído pelo IAE. A Avibras fez o estudo de viabilidade de carregamento do motor com propelente (combustível).

O DLR utiliza o foguete brasileiro VS-40 para o experimento científico Shefex, considerado o principal programa espacial da Alemanha. De acordo com o DCTA, os alemães querem utilizar o foguete VLM para o lançamento do experimento Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge Flight Experiment), que irá testar o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.

O vice-diretor do IAE, coronel aviador Avandelino Santana Júnior, disse que o teste de qualificação em voo do VLM deverá acontecer em dois anos. A fabricação do foguete será feita pelo setor espacial brasileiro. Ele afirmou que o VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.

A SSC já mantinha um relacionamento próximo ao DCTA desde 2005, por meio da utilização dos foguetes de sondagem VSB-30 (desenvolvidos pelo IAE), que fazem o lançamento de cargas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade.

Com faturamento de 524 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 71 milhões) por ano e mais de 600 funcionários, a SSC fornece serviços de gestão de satélite e de lançamento de foguetes e balões, além do desenvolver subsistemas para aplicações aeroespaciais.

Fonte: Valor Econômico.
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sábado, 11 de outubro de 2014

Voo do VS-30: vídeo da Operação Raposa

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A Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) divulgou no final desta semana um vídeo dos preparativos e do lançamento do foguete de sondagem VS-30, realizado com sucesso no início de setembro (leia mais aqui), a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.


domingo, 28 de setembro de 2014

Notícias da ACS

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Apesar da crise geopolítica na Ucrânia e da avaliação em andamento do governo brasileira acerca da atual situação da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), algumas atividades para a implantação do sítio de lançamento em Alcântara seguem adiante.

Um exemplo é a informação, divulgada pela ACS no final da última semana, sobre a entrega no Maranhão de um novo lote de equipamentos de suporte terrestre, fabricados pela empresa Elcor e oriundos da Ucrânia, entre os dias 17 e 19 deste mês. Veja imagens aqui.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Programa Espacial: orçamentos de 2014 e 2015

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Apresentamos a seguir algumas informações resumidas sobre a execução orçamentária da Agência Espacial Brasileira (AEB) ao longo deste ano, e também as expectativas para 2015.

Execução orçamentária em 2014

A lei orçamentária de 2014 fixou um limite para a AEB de R$ 295,8 milhões, montante que foi posteriormente reduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em R$ 40 milhões, o que teve consequências (negativas) nas ações planejadas. Foi descentralizado aos órgãos executores (INPE) um total de R$ 126,5 milhões, cabendo à AEB a execução interna de R$ 169,3 milhões. Até o momento, a Agência executou R$ 102,9 milhões, cifra que representa aproximadamente 40% do limite orçamentário autorizado.

Previsão para 2015

Embora ainda sujeitos à alterações, especialmente se considerarmos o cenário eleitoral, os números preliminares para o ano que vem não são muito animadores. A AEB deverá contar com R$ 255 milhões, o que representa uma redução de cerca de R$ 40 milhões em relação ao último ano.

Existe, porém, uma possibilidade concreta de expansão do valor em R$ 40,7 milhões, com a destinação específica para o Programa de Absorção e Transferência de Tecnologia, no âmbito do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Vale mencionar que o pacote de transferência tecnológica associado ao SGDC, previsto em memorando de entendimentos assinado entre a AEB e a Thales Alenia Space em dezembro de 2013 é avaliado em cerca de US$ 80 milhões.

- Infraestrutura Espacial: a destinação prevista é de R$ 33,16 milhões, montante mínimo necessário para evitar a degradação da infraestrutura atual.

- Veículos Lançadores e Tecnologias Críticas: em matéria de lançadores, o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) terá prioridade, buscando-se assegurar o seu voo de qualificação em 2016. A destinação prevista será de pouco menos de R$40 milhões. Os recursos necessários para a execução da missão do VLS-1 (VSISNAV) estão assegurados, no âmbito de um convênio firmado em 2012 entre a AEB e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) (recursos originários da FINEP). O projeto de desenvolvimento do L75, um motor a propulsão líquida, também mereceu prioridade, e junto com outras tecnologias críticas, deve receber R$ 51,27 milhões.

- Satélites: a previsão é de R$ 95,78 milhões para o início o desenvolvimento do CBERS 4A, dando continuidade à segunda geração do projeto sino-brasileiro, conclusão do Amazônia-1, de observação terrestre, e também para o SABIA-Mar, missão conjunta com a Argentina.

- Infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA): haverá redução nos investimentos em 2015 para algo em torno de R$ 15 milhões, em razão principalmente das indefinições que rondam a binacional Alcântara Cyclone Space. A estimativa atual é de que hoje sejam necessários ao menos US$ 180 milhões para a finalização da infraestruturada associada ao sítio de lançamento do Cyclone 4.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Operação Raposa: VS-30 voa com sucesso

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LANÇADO COM SUCESSO O PRIMEIRO FOGUETE NACIONAL COM COMBUSTÍVEL LÍQUIDO

Brasília, 2 de setembro de 2014 – Foi realizado com sucesso na noite desta segunda-feira (1º) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o lançamento do foguete VS-30 V13, que teve como carga útil ativa um motor L5 movido a propelente líquido. A coordenação geral da operação é de responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O lançamento ocorreu às 23h02 e o voo do foguete durou três minutos e 34 segundos, tempo em que alcançou a área de segurança prevista para a operação. Durante o trajeto foram feitas a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, concebido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Também foi verificado todo o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, durante 90 segundos, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor pelo tempo previsto”, afirmou o coronel aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa.

Segundo ele, o lançamento previsto para ocorrer na sexta-feira (29/8) foi adiado para que as equipes verificassem um problema de pressurização no sistema de abastecimento do veículo.

“Após os ensaios realizados no final de semana, decidimos transferir as atividades para o período da tarde desta segunda, culminando com o lançamento noturno a fim de solucionar dificuldades de abastecimento do Estágio Propulsivo Líquido (EPL) com oxigênio líquido. Não tenho dúvidas de que tiramos lições importantes com esta operação e que colocamos o Brasil num rol de países que detém tecnologia própria para operar veículos espaciais movidos a propelente líquido”, finaliza o coordenador.

Para o diretor do CLA, coronel engenheiro Cesar Demétrio Santos, o lançamento representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais.

Demos um passo essencial visando à operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores”.

Recurso – A Operação Raposa, iniciada no último dia 12 de agosto, é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e teve o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB).

O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao veículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A empresa Orbital Engenharia é responsável pelo Sistema de Alimentação Motor Foguete (SAMF) e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE.

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabiliza pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Outra participação importante é do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), que responde pela verificação da calibração dos instrumentos.

A Marinha do Brasil (MB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente, condição importante para o sucesso da operação.

Fonte: AEB / CLA.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

VS-30 e ensaio de propulsão líquida

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Brasil faz teste inédito com foguete movido à propulsão líquida

Brasília, 27 de agosto de 2014 – Um veículo espacial movido a combustível líquido será testado pela primeira vez no país. O lançamento do VS-30 V13, está programado para sexta-feira (29) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em São Luis, no Maranhão.

O foguete, que tem 10,8 metros de altura e 1,8 toneladas de peso, voará levando como carga útil o Estágio Líquido Propulsivo (EPL), que utiliza etanol e oxigênio líquido, desenvolvido em conjunto pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e empresa Orbital Engenharia, e o sistema GPS para uso espacial, desenvolvido em cooperação pela Universidade Federal do Rio Grande o Norte (UFRN) e o IAE. Esses projetos tiveram suporte financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo o coronel Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa, na qual se realiza o teste, o sucesso da operação, nomeada de ação de lançamento do VS-30, trará significativos resultados para o país.

“O décimo terceiro voo desse foguete é um marco importante para a indústria aeroespacial nacional. Ele pode abrir outras possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido”. Abre também caminho para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no Brasil, destaca Santana.

Fonte: AEB, com informações do Ministério da Defesa.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Operação Raposa: FTI lançado com sucesso

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CLA lança mais um Foguete de Treinamento Intermediário com sucesso

Brasília, 21 de agosto de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou nesta quinta-feira (21) o 11º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI). A atividade objetiva checar previamente as ações que envolvem o lançamento e rastreio do foguete VS-30 com experimentos embarcados no próximo dia 29.

O lançamento ocorreu às 13h58 – horário de Brasília – com duração total de voo de 3 min e 32 segundos até a queda no Oceano Atlântico, na área de impacto prevista. O FTI lançado objetivou ainda treinar as equipes e testar os meios associados às atividades de preparação, montagem, transporte, integração, lançamento e rastreio de veículos espaciais.

Além disso, a partir dos parâmetros seguidos e resultados obtidos após o voo, espera-se obter a qualificação e certificação do veículo junto ao Instituto de Coordenação e Fomento Industrial (IFI). “Com o lançamento de hoje, foi verificado que todos os equipamentos e sistemas do CLA, além de toda equipe envolvida está pronta e preparada para a realização do lançamento principal do foguete VS-30 na próxima semana. É fundamental lançamentos do tipo para que possamos manter o Centro pronto para poder operar veículos de porte maior e mais complexos”, afirma o coronel engenheiro César Demétrio Santos, diretor do Centro.

O FTI é um foguete fabricado pela indústria nacional Avibrás e integra o Projeto Fogtrein – Foguete de Treinamento – que juntamente com o Foguete de Treinamento Básico (FTB) visam manter a operacionalidade dos centros de lançamentos brasileiros tanto o CLA quanto o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.

A atividade foi realizada pelo CLA em conjunto com engenheiros e técnicos do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Agência Espacial Alemã (DLR) e do CLBI. Também apoiaram a operação esquadrões aéreos de transporte de carga e pessoal, e de asas rotativas em eventual Evacuação Aeromédica. A Marinha do Brasil (MB) atuou no isolamento do trafego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) realizou a interdição do tráfego aéreo na região.

Fonte: CLA, via AEB.
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domingo, 17 de agosto de 2014

Mais informações sobre a Operação Raposa

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Operação Raposa realiza teste inédito com foguete de sondagem

Brasília, 15 de agosto de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, iniciou na terça-feira (12) a Operação Raposa. A atividade, coordenada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), objetiva o lançamento do foguete de sondagem VS-30 V13, portando uma carga útil denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) com dispositivos embarcados do IAE, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia.

No vôo serão realizados experimentos com a transmissão e coleta de dados (pressão, temperatura, rotação, aceleração, vibração) da performance do foguete lançado.

Na quarta-feira (13), a equipe envolvida na Operação participou de um encontro para detalhamento das informações sobre os objetivos do lançamento, características do veículo, facilidades e apoio logístico e procedimentos de segurança.

Uma estação móvel de telemetria do IAE apoiará as estações do CLA na coleta de parâmetros de vôo do foguete. A programação para o lançamento do VS-30 é o próximo dia 29. Antes, no dia (21), deve ser lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) na Operação Águia 2, que testará todos os meios de solo disponíveis preparando a equipe para o evento principal.

“O décimo terceiro vôo do VS-30 será um marco importante para a indústria aeroespacial nacional, pois, pela primeira vez, será testado no Brasil um foguete com combustível líquido embarcado, fruto de anos de pesquisas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Com o sucesso da operação, novas possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido são abertas para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no país”, afirma o Coronel Aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa.

Também participam da atividade engenheiros da Agência Espacial Alemã (DLR), que operam a estação móvel de telemetria; técnicos do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), além dos esquadrões de transporte de carga e pessoal, esclarecimento de área marítima e de Evacuação Aeromédica.

O Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (Ctla) participa com o transporte de material e equipamentos de apoio à campanha de lançamento. Nos dias de lançamentos, a Marinha atua no isolamento do tráfego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) interdita o tráfego aéreo na região.

Fonte: CLA, via AEB.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

IAE: Operação Raposa

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IAE inicia a Operação Raposa

13/08/2014

Teve início ontem, dia 12 de agosto, a Operação Raposa, com o embarque das equipes, para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

A Operação tem como objetivo geral realizar o lançamento e o rastreio do foguete de sondagem VS-30 V13 com uma carga útil científica denominada EPL-ME, portando experimentos do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia, de forma a permitir a realização dos experimentos e assegurar a transmissão e recepção das medidas realizadas durante o voo.

Tem ainda como missão deduzida:

1. Realizar a verificação funcional autônoma do Modelo de Engenharia do Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) na configuração de voo, utilizando como par propelente álcool etílico e oxigênio líquido;
2.  Testar a interface do EPL-ME com o propulsor S30 a propelente sólido;
3.  Testar o carregamento do reservatório de oxigênio líquido e as interfaces do SAMF com o Lançador de Porte Médio do CLA;
4. Apoiar o desenvolvimento de um sistema GPS para uso espacial desenvolvido em cooperação entre a UFRN e o IAE, com suporte financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB);
5.   Manter a operacionalidade dos centros de lançamento; e
6.   Dar prosseguimento ao Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: IAE/DCTA
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terça-feira, 1 de julho de 2014

CLA: testes com combustível líquido

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CLA realiza testes com combustível líquido de foguetes

Brasília, 01 de julho de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, promoveu na primeira quinzena de junho treinamento de pessoal e verificação dos meios na armazenagem, preparação, transferência e carregamento de combustível líquido para foguetes.

A atividade foi coordenada pela Divisão de Propulsão Espacial do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), que enviou pessoal especializado no manuseio desse tipo de combustível.

Para receber o material, o Setor de Preparação e Lançamento (SPL) passou por adequações no Prédio de Carregamento de Propelente Líquido (PCPL). As equipes de resgate médico e combate a incêndio passaram por treinamento visando à atuação em operações envolvendo o manuseio de combustível líquido no CLA.

Ainda se procedeu à transferência do combustível líquido utilizado em foguetes para um novo tanque de armazenamento e feito a neutralização do tanque antigo. Foi feita também a descontaminação da substância e simulação de carregamento do combustível. Parte do material retornou em aeronave da FAB até São José dos Campos, onde ficará no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

De acordo com o diretor do CLA, coronel engenheiro César Demétrio Santos, a atividade é importante para o Centro em futuras operações. “Com a operação, preparamos o CLA para atividades de lançamento nos próximos anos que demandarão o manuseio de combustível líquido em nossos foguetes, a exemplo dos modelos mais avançados do Veículo Lançador de Satélites (VLS) em suas versões Alfa e Beta”, destacou Santos.

Fonte: CLA, via website da AEB.
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sábado, 24 de maio de 2014

Lançamentos discutidos em Alcântara - II

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Atividade espacial no país foi debatida em reunião no CLA

Brasília, 23 de maio de 2014 – Foi concluída nesta sexta-feira (23) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, a primeira reunião do ano do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL1/ 2014), que objetivou definir os próximos passos da atividade espacial no país, sobretudo para o segundo semestre ano e para o biênio 2015-2016.

No evento, iniciado na segunda-feira (19), integrantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), de Natal (RN), discutiram o cronograma de lançamento de veículos espaciais no Brasil e no exterior para os próximos três anos. Também foi apresentado o estágio de desenvolvimento dos principais projetos relacionados à área espacial no país.

Representantes da binacional Alcantara Cyclone Space (ACS) atualizaram os participantes sobre o atual estágio das obras de construção do sítio de lançamento para o foguete Cyclone-4 a partir de Alcântara. O IAE apresentou o estágio de desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélite (VLS-1), que deve passar por testes no CLA até o final do ano.

Ainda foi informado o andamento das operações de lançamento do foguete suborbital VSB-30 no exterior em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Europeia (ESA), com expectativa de lançamento também em Alcântara entre junho e agosto de 2015. E do projeto Foguete de Treinamento (Fogtrein), com os lançamentos dos Foguetes de Treinamento Básico (FTB) e Intermediário (FTI), cujo objetivo é manter a operacionalidade dos dois centros de lançamentos brasileiros.

Infraestrutura – O CLA também mostrou um cronograma com previsão de término das obras do Prédio de Depósito de Propulsores e do Prédio de Segurança do Setor de Preparação e Lançamento, instalações essenciais para a retomada completa das atividades com o VLS, principal foguete desenvolvido no país.

Da GIL1/2014 também fez parte a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação Raposa, marcada para iniciar em agosto próximo no CLA. Nela deve ser lançado o foguete VS-30 tendo em sua carga útil um motor movido a combustível líquido desenvolvido pelo IAE.

O relatório resultante do encontro propõe ações, dá encaminhamentos e sugere soluções que nortearão a atividade espacial no país em curto e médio prazo.

O Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL) é regulado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1 e se reúne até três vezes ao ano para discutir, encaminhar e propor soluções para a sequencia da atividade espacial no Brasil.

Fonte: CLA, via AEB.
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Lançamentos discutidos em Alcântara

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Alcântara sedia encontro para discutir atividade espacial no País

Brasília, 21 de maio de 2014 – Até sexta-feira (23) o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, sedia a primeira reunião do ano do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL1/ 2014). A atividade iniciada na segunda-feira (19) reúne representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), dos institutos de Aeronáutica e Espaço (IAE), de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), de Natal (RN). O grupo discute os próximos passos da atividade espacial no país.

No encontro, os integrantes do setor espacial devem analisar o cronograma de lançamentos previstos para este ano, além de 2015 e 2016. Serão tratados durante a GIL1/2014 o estágio atual de desenvolvimento dos foguetes de satelitização VLS-1 e Cyclone 4, capazes de enviar satélites ao espaço a partir de Alcântara, e os seus lançamentos futuros.

Dois lançamentos importantes para o ano, dentro do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), devem ganhar destaque: o lançamento do foguete suborbital VS-40, para testes de sistemas do Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), no CLBI, e do foguete VS-30, a ser lançado no CLA, na Operação Raposa, que realizará testes do motor à propelente líquido, desenvolvido pelo IAE.

O Programa Microgravidade, que utiliza os foguetes suborbitais VSB-30 como veículo para levar experimentos embarcados para testes em ambiente de microgravidade, com previsão de lançamentos no Brasil e na Europa, além do projeto Foguete de Treinamento (FogTrein), com os lançamentos dos Foguetes de Treinamento Básico (FTB) e Intermediário (FTI), cujo objetivo é manter a operacionalidade dos centros de lançamentos, também fazem parte da pauta de reunião.

A atual situação das obras de apoio ao lançamento do VLS-1 no CLA é outro item em discussão. O grupo vai elaborar um relatório com conclusões e recomendações visando a orientar as ações do país na área espacial em médio prazo.

O GIL é regulado pela ICA- 60-1, que prevê a realização de até três reuniões anuais para discutir, dar encaminhamentos e propor soluções para o andamento da atividade espacial no Brasil.

Fonte: CLA, via AEB.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Alcântara: FTI lançado com sucesso

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Foguete de Treinamento é lançado com sucesso em Alcântara (MA)

Brasília, 9 de maio de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, realizou com sucesso nesta sexta-feira (9) o lançamento do décimo Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) dentro da Operação Águia 1 – 2014. O lançamento previsto para ontem (8) teve de ser adiado devido um problema mecânico no lançador verificado poucos momentos antes do disparo.

Ontem mesmo a equipe do CLA realizou os reparos necessários, mas com o avançar das horas a janela de lançamento no dia se encerrou, o que levou ao adiamento do lançamento para hoje.

“Operações como essas têm justamente a finalidade de testar todos os meios e manter a operacionalidade das equipes. Nesse sentido, o problema detectado foi importante para que pudéssemos treinar a operacionalidade do Centro em resposta a uma falha identificada na plataforma de lançamento.” enfatizou o coronel engenheiro César Demétrio Santos, diretor do CLA. Além disso, com o lançamento espera-se obter a certificação e qualificação do foguete junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Clima - Com as condições climáticas favoráveis ao longo do dia e os ajustes realizados ontem, o lançamento ocorreu às 15h08, horário de Brasília, seguindo os parâmetros de trajetória previstos.

A Operação Águia 1, iniciada em 28 de abril último, foi realizada pelo CLA, organização militar subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e apoiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Ainda apoiaram a operação a Marinha do Brasil (MB), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e o Comando de Operações Aéreas (Comgar), por meio da Segunda Força Aérea (II FAE) e o 1º Comando Aéreo Regional (I Comar) com a participação dos esquadrões de voo: 1º ETA (aeronave de transporte C-98), 3°/7° GAv (aeronave de patrulha P-95) e 1°/8° GAv (helicóptero H-36).

Fonte: CLA, via AEB.
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Alcântara: Operação Águia 1 - 2014

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Centro de Lançamento de Alcântara lança Foguete de Treinamento Intermediário

Brasília, 7 de maio de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, programou para esta quinta-feira (8) o lançamento do décimo Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) dentro das atividades da Operação Águia 1 – 2014.

A operação objetiva treinar as equipes envolvidas e testar os meios associados às atividades de preparação, montagem, transporte, integração, lançamento e rastreio de veículos espaciais. Além disso, a partir dos parâmetros seguidos e resultados obtidos após o voo, espera-se obter a qualificação e certificação do veículo junto ao Instituto de Coordenação e Fomento Industrial (IFI).

O FTI é um foguete de 5,510 metros, com peso de 490 kg fabricado pela indústria nacional Avibrás e integra o Projeto Fogtrein – Foguete de Treinamento – que juntamente com o Foguete de Treinamento Básico (FTB) visam a manter a operacionalidade dos centros de lançamentos brasileiros tanto o CLA quanto o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.

O tempo de voo do FTI até atingir a altitude máxima (apogeu) é esperado para um minuto e cinco segundos, com queima efetiva do motor de 10 segundos e meio, sendo o tempo de voo até o impacto de três minutos e 44 segundos.

A Operação Águia 1 é realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) por meio do CLA.

Fonte: CLA, via AEB.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Microgravidade: VSB-30 voa em 2015

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Em fevereiro deste ano, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou o 4º Anúncio de Oportunidades do programa Microgravidade, para a seleção de experimentos da comunidade científica e acadêmica brasileira para um voo a bordo de um foguete de sondagem VSB-30. A propostas de universidades e centros de pesquisa foram recebidas até março. Hoje (5), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) divulgou um press release em que relaciona os projetos selecionados:

1. Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade (SLEM)
Responsável: Chen Ying An (INPE)
2. Os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar Utilizando o Foguete de Sondagem VSB-30
Responsável: Katia Castanho Scortecci (UFRN)
3. Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II)
Responsável: Marcelo Carvalho Tosin (UEL)
4. Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase
Responsável: Marcia Barbosa Henriques Mantelli (UFSC)

Segundo o DCTA, o voo do VSB-30, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, está previsto para ocorrer entre os meses de junho e agosto de 2015. No momento, a AEB está analisando projetos para a realização de um segundo voo, e entre fevereiro e março do ano que vem, espera-se a abertura do anúncio para a seleção de projetos para um terceiro voo.
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VLS: ensaios em túnel de vento do IAE

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Mais uma campanha de ensaios é realizada no Túnel de Vento, na Divisão de Aerodinâmica do IAE

05/05/2014

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), de onde é lançada a maior parte dos foguetes brasileiros, está localizado no litoral norte do estado do Maranhão, numa região onde o relevo apresenta como uma peculiaridade topográfica uma falésia, de aproximadamente 50 metros de altura, e tem-se ainda a presença dos ventos alísios. A plataforma de lançamento de foguetes está localizada próxima à costa, a aproximadamente 150 metros, e as trajetórias dos mesmos podem sofrer a influência da turbulência causada pela modificação do perfil do vento que sopra do oceano para o continente. Portanto, é de grande importância para as atividades de lançamento de veículos espaciais (foguetes de sondagem ou o VLS), o conhecimento em profundidade do escoamento atmosférico no CLA e principalmente nas proximidades da Torre Móvel de Integração (TMI).

Desde meados de 2008, através de uma parceria no IAE entre as Divisões de Aerodinâmica (ALA) e Ciências Atmosféricas (ACA), simulações no túnel de vento TA-2 têm sido realizadas e comparadas com observações "in situ" com o objetivo de se estudar o escoamento atmosférico no CLA.

O TA-2, localizado na ALA, é um túnel aeronáutico com seção de ensaios de 2,10m x 3m e capacidade de medição de escoamentos na faixa de velocidades de 5 a 120m/s. Para a viabilização destes ensaios atmosféricos num túnel aeronáutico com o TA-2, é realizado inicialmente um procedimento de formação de uma camada atmosférica anteriormente à instalação do modelo. Embora os dados de vento sejam usualmente coletados em estações meteorológicas a 10 m de altura, medições adicionais, como aquelas realizadas em torres anemométricas são requeridas para obtenção de dados detalhados do padrão de escoamento de ar. As simulações em túnel de vento na ALA tem sido realizadas utilizando-se as técnicas de anemometria de fio-quente e de Velocimetria por Imagem de Partículas (PIV).

Nos últimos experimentos em túnel foi investigada a influência dos principais ângulos de incidência do vento na região do CLA e também da estrutura irregular da falésia. Este último parâmetro foi investigado variando-se o ângulo de inclinação da falésia. Os resultados obtidos parecem indicar que os dois parâmetros exercem uma influência no padrão de escoamento atrás da TMI, sendo o ângulo de incidência do vento um parâmetro de grande importância.

Fonte: IAE/DCTA, com edição do blog Panorama Espacial.
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domingo, 20 de abril de 2014

Alcântara Cyclone Space: o status do projeto

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A binacional Alcântara Cyclone Space divulgou em seu website imagens do desenvolvimento do veículo lançador Cyclone 4, previsto para entrega no segundo semestre de 2015. Segundo a empresa, "os eventos atuais na Ucrânia não impactaram o desenvolvimento do projeto do Cyclone 4". É também informado que uma "parte significativa" da construção civil do sítio de lançamento foi completada, com a maior parte dos equipamentos de suporte em solo já tendo sido contratados e alguns inclusive entregues em Alcântara (MA).

Clique aqui para visualizar as imagens.
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quinta-feira, 13 de março de 2014

Primeiro FTB de 2014 lançado em Alcântara

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Centro de Lançamento de Alcântara lança primeiro foguete de treinamento do ano

12/03/2014 16:40h

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou na tarde desta quarta-feira (12/3) o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), que faz parte das atividades da Operação Falcão I/2014. Esse foi o primeiro lançamento do ano na unidade localizada no Maranhão. O objetivo da operação é manter a operacionalidade das equipes do Centro e testar todos os meios (antenas, radares, servidores, sistemas, softwares) que operam nos voos dos veículos lançados a partir de Alcântara.

Além disso, são coletos dados para a certificação e qualificação do veículo junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão responsável pela observação e normatização de parâmetros técnicos dos veículos espaciais lançados no país, subordinado ao Comando da Aeronáutica.

Durante o voo iniciado às 13 horas (horário de Brasília), o veículo seguiu a trajetória prevista do disparo até sua queda no Oceano Atlântico. Ao todo, o voo durou  2 minutos e 46 segundos e o veículo percorreu 15,76 quilômetros em linha reta até o impacto na área prevista. O FTB alcançou 32,04 quilômetros de altitude máxima (apogeu) em 77 segundos de voo.

A Operação Falcão I/2014 é realizada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e pela Agência Espacial Brasileira por meio do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). A atividade contou com o apoio da Marinha do Brasil, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Primeiro Comando Aéreo Regional (I COMAR).

Em entrevista à Radio Força Aérea FM, o Chefe da Divisão de Operações do CLA, Tenente-Coronel Sidney Miguel Lima, fala sobre a importância desse lançamento, a previsão para os próximos e a preparação para a operação com o Veículo Lançador de Satélites (VLS). Para ouvir a entrevista, clique aqui.

Fonte: FAB
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