Mostrando postagens com marcador CONAE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CONAE. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
SABIÁ-Mar em pauta
Grupo de Trabalho do projeto Sabiá-MAR se reúne em São José dos Campos (SP)
Brasília, 17 de dezembro de 2012 – Mais um importante passo será dado no desenvolvimento do Projeto Sabiá-Mar – satélite de observação oceanográfica, em especial, da costa atlântica, desde o norte do Brasil até o sul da Argentina. Brasileiros e argentinos pertencentes ao Grupo de Trabalho do Projeto se reunirão esta semana em São José dos Campos (SP). A reunião é a primeira de uma série que devem acontecer, mensamente, até julho de 2013, com objetivo de realizar os estudos preliminares da missão.
Durantes as reuniões, será definida a missão e também realizados estudos preliminares sobre o satélite. Até março de 2013, os grupos deverão apresentar um relatório com a revisão dos requisitos do projeto; e até julho, apresentar um projeto já mais elaborado, incluindo cronograma de execução. Se for comprovada a viabilidade da missão e o interesse de ambas as agências espaciais em executar o projeto, as fases seguintes serão iniciadas: fabricação, montagem, testes, lançamento e utilização.
Estarão presentes nas reuniões desta semana, em São José dos Campos: o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB)e presidente do Grupo de Trabalho, Carlos Gurgel; o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza; o consultor da AEB, Carlos Santana; o representante da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, Celio Costa Vaz; os representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Amauri da Silva Montes, João Lorenzzetti e Marco Antonio Chamon. Da parte argentina, participarão dos encontros, Daniel Caruso e Antonio Gagliardini, da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE, sigla em espanhol).
Fonte: AEB
.
sábado, 24 de novembro de 2012
Cooperação Brasil - Argentina
SABIÁ-MAR: NOVO IMPULSO NA PARCERIA BRASIL-ARGENTINA
Brasília, 22 de novembro de 2012 – Em recente reunião realizada em Buenos Aires, Brasil e Argentina retomaram o projeto Sabiá-Mar, satélite de observação oceanográfica, em especial, da costa atlântica, desde o norte do Brasil até o sul da Argentina.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) tem um acordo com a Argentina para o desenvolvimento conjunto deste satélite oceanográfico, destinado a monitorar o meio ambiente marinho e os recursos hídricos litorâneos, que pelas novas perspectivas, possa vir a resultar em uma família de satélites.
Nesta reunião técnica, firmou-se o compromisso de se reiniciar o projeto de cooperação, após a definição dos grupos de trabalho de ambos os países. Até março de 2013, os grupos deverão apresentar um relatório com a revisão dos requisitos do projeto; e até julho, apresentar um projeto já mais elaborado, incluindo cronograma de execução.
Participaram da reunião representando o Brasil, Carlos Gurgel, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Leonel Perondi, diretor do INPE, e a Secretária Patrícia Leite, da Embaixada do Brasil em Buenos Aires. Do lado Argentino esteve presente Conrado Varotto, diretor Executivo e Técnico da CONAE, Fabián Oddone, Ministro da Embaixada da Argentina em Brasília, Engenheiro Fernando Hisas, assessor da CONAE, Engenheiro Daniel Caruso, chefe do Projeto Sabiá-Mar pela CONAE, e Ana Médico, relações internacionais da CONAE.
O Projeto Sabiá-Mar, lançado em 2007 entre Brasil e Argentina, recém reativado, pode iniciar uma cooperação mais técnica, desenvolvendo os principais componentes de carga útil do projeto, com forte participação das respectivas indústrias na criação e produção destas plataformas. E mais: concretizada a missão, as imagens geradas serão de grande impacto social nos dois países.
Cooperação internacional – A parceria Brasil-Argentina também inclui outros projetos. Prova disso é a visita da delegação argentina ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em março deste ano. Também deve visitar o CLA, a convite da AEB, uma comitiva de diretores das principais empresas espaciais argentinas.
Ademais, no Seminário das Nações Unidas sobre Direito Espacial, reunido em Buenos Aires de 5 a 8 de novembro, o Brasil propôs a criação de uma constelação latino-americana de mini satélites – cada país construiria o seu, apoiado, se possível, nas universidades e em seus grupos de estudantes mais interessados no tema. A região se integraria por meio de satélites, numa experiência sem precedentes. A ideia foi muito bem recebida pelos participantes do encontro.
Fonte: AEB
.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
SAOCOM: revisão crítica do segmento terrestre
Entre os dias 16 e 17 de outubro, foi realizado no Centro Espacial Teófilio Tabanera, da Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), localizado na província argentina de Córdoba, a revisão técnica do projeto SAOCOM, dedicada à avaliação do desenho do segmento terrestre para comando, controle e aquisição de dados do futuro satélite radar argentino.
A revisão contou com a participação de mais de oitenta especialistas da CONAE e de instituições convidadas, como as agências espaciais da Itália (ASI), EUA (NASA), Canadá (CSA), e Japão (JAXA). A ASI participou da revisão com três especialistas do projeto COSMO-SkyMed, satélites-radar italianos que integram, como contraparte à série argentina SAOCOM, o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE).
A missão SAOCOM - único projeto de satélite de observação terrestre por meio de radar atualmente em desenvolvimento na América Latina - conta com várias etapas de revisão, como de praxe em complexos projetos espaciais. Até o momento, já ocorreram revisões da plataforma satelital, do instrumento radar (SAR, sigla em inglês de "Synthetic Aperture Radar", ou radar de abertura sintética), e do segmento terrestre. Restam as revisões do segmento de voo, prevista para o final de novembro desse ano, assim como a revisão da missão completa, planejada para maio de 2013. Nesta última etapa, o funcionamento de todo o conjunto será examinado.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, já estão em construção o modelo estrutural do primeiro satélite, que será testado para se validar do ponto de vista mecânico os modelos usados para o desenho do satélite, e também o modelo de engenharia, a ser usado para validação do funcionamento da eletrônica de voo e do software.
.
domingo, 21 de outubro de 2012
CONAE em programa de gestão de desastres da ONU
Como parte de um acordo de cooperação assinado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), a agência espacial da Argentina, e o Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Espaço Ultraterrestre (United Nationals Office for Outer Space Affairs - UNOOSA), a CONAE estabelecerá um escritório de apoio regional da plataforma UN-SPIDER (Platform for Space-based Information for Disaster Management and Emergency Response, ou em português, Plataforma de Informação Espacial para a Gestão de Desastres e Resposta a Emergências) para a América Latina, com o intuito de oferecer capacitação e informação espacial para a gestão de desastres e resposta a emergências, promovendo o uso de tecnologias satelitais em todas as fases da gestão de desastres.
Na América Latina, a plataforma UN-SPIDER já conta com escritórios na Colômbia e no Panamá (CATHALAC).
Segundo que foi divulgado, a participação da Argentina no programa UN-SPIDER "contribuirá ao progresso das atividades que a CONAE está atualmente desenvolvendo, potencializará projetos e oportunidades de cooperação para alerta antecipado e o manejo de emergências na região."
A CONAE desenvolve vários projetos relacionados a alertas e monitoramento de desastres naturais por meio de satélites. Em julho 2005, a CONAE e a Agenzia Spaziale Italiana (ASI) estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado um sistema único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações satelitais radares, a italiana COSMO-SkyMed (4 satélites, todos em órbita), em banda X, e a argentina SAOCOM (2 satélites, a serem lançados nos próximos anos), em banda L.
.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Cooperação Argentina - China
Na última semana, o governo da Argentina anunciou que firmou um acordo com a China para construir uma antena de espaço profundo no sul do país, na região da Patagônia.
Não foram divulgados maiores detalhes sobre o acordo, assinado entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a Agência Chinesa de Lançamento e Controle de Satélites (CLTC, sigla em inglês), mas o ministério argentino das Relações Exteriores divulgou que a cooperação permitirá "o desenvolvimento de atividades de exploração interplanetária, o estudo do espaço profundo de de corpos celestes, o monitoramento e controle de satélites, e a aquisição de dados científicos."
Em 2009, a Argentina firmou um acordo similar com a Agência Espacial Europeia para a instalação de um antena em Malargue, na província de Mendoza, com 35 metros de diâmetro. Como parte do acordo com os europeus, a comunidade científica argentina poderá utilizar até 10% do tempo de operação da antena.
.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Argentina e o Tronador II
A Argentina pretende construir um lançador de alta precisão, buscando obter acesso autônomo ao espaço, segundo reportagem publicada pelo jornal "Tiempo Argentino" e reproduzida pelo website especializado Infoespacial.com. O lançador será denominado Tronador II e está sendo desenvolvido pela empresa estatal VENG, ligada à Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE).
"Este lançador será dez vezes mais preciso que os que existem atualmente, pois terá a capacidade de colocar cada segmento em órbita com uma margem baixa de erro, de forma que todos os satélites funcionem em conjunto, como uma constelação, ainda que estejam a metros ou quilômetros de distância entre si", afirmou Juan Cruz Gallo, gerente geral e técnico da VENG.
"Atualmente, se avança na etapa de design detalhado do Tronador II, e em meados do próximo ano, a Argentina já estará lançando seu primeiro protótipo, chamado VEX1. A primeira missão de satélites da estrutura segmentada poderá acontecer em 2014", declarou o engenheiro. A expectativa é que o lançador utilize um centro espacial a ser construído em Puerto Belgrano, próximo de Bahía Blanca, ao sul da província de Buenos Aires.
Para conhecer mais sobre as ambições argentinas na área de lançadores, acessem a postagem "Lançadores: Argentina quer entrar para o clube".
.
domingo, 17 de junho de 2012
SAC-D/Aquarius: um ano em órbita
Em 10 de junho, o satélite SAC-D/Aquarius, uma iniciativa conjunta entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a agência espacial norte-americana (NASA) completou um ano em órbita, com muito o que se comemorar.
Em setembro de 2011, o satélite produziu o seu primeiro mapa global de salinidade dos oceanos, atendendo a um dos seus principais objetivos, que é colaborar para os estudos dos níveis de salinidade dos oceanos e sua influência nas mudanças climáticas. Além de seu principal sensor, o Aquarius, desenvolvido pela NASA, o SAC-D conta com outros sete instrumentos para estudos sobre riscos naturais, qualidade do ar, entre outras aplicações. A missão contou ainda com a participação de instituições do Canadá, Itália, França e Brasil (LIT/INPE).
No website da empresa INVAP, prime-contractor do satélite, foi disponibilizado um interessante vídeo sobre a missão. Clique aqui para assisti-lo.
Colaborou José Ildefonso.
.
domingo, 13 de novembro de 2011
"Desde o espaço", reportagem de Tecnologia & Defesa
.
DESDE O ESPAÇO
O uso de satélites para a prevenção e gerenciamento de desastres naturais
André M. Mileski
Os satélites são ferramentas hoje indispensáveis para uma vasta quantidade de atividades, para praticamente todos os segmentos econômicos. Seus três principais pilares - telecomunicações, sensoriamento remoto e navegação - são elementos fundamentais para outra aplicação, bastante nobre: a prevenção e gerenciamento de desastres naturais, possibilitando muitas vezes a redução de perdas humanas e dos prejuízos causados, assim como a coordenação e gerenciamento de formas mais efetivas e organizadas em situações de crise e na reconstrução.
No caso de satélites de observação terrestre, por exemplo, seus dados podem ser utilizados para a elaboração de mapas de risco e avaliação de enchentes, de mapas com avaliação de danos, monitoramento dos estragos durante a ocorrência do desastre, e também de atividades antrópicas, quase sempre associadas ao acontecimento e à sua gravidade.
Números divulgados em setembro pela comissão chinesa para a redução de desastres naturais comprovam a importância de satélites para essa finalidade. Desde que foram lançados, em 2008, seus dois pequenos satélites de observação forneceram às agências governamentais daquele país informações sobre desastres de três a seis vezes mais rápido que antes, quando não havia o sistema, com a abrangência do monitoramento aumentando em dez vezes. Seus dados contribuíram para esforços relacionados a 70 desastres naturais, sendo 15 no exterior.
O uso de sistemas de satélites com essas finalidades não é algo novo. Vários países e organizações lançam mão da tecnologia espacial com esses propósitos havendo, inclusive, sistemas e redes específicos. Um deles, aliás, envolve um vizinho do Brasil. Em julho de 2005, a Argentina e a Itália, por meio de seus organismos espaciais, a Agenzia Spaziale Italiana (ASI), e a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações de satélites radares, a italiana COSMO-Sky-Med (quatro satélites), que operam em banda X, e a argentina SAOCOM (dois satélites), que utilizará a banda L.
Quando plenamente operacional, o SIASGE gerará informações sobre emergências naturais como incêndios, inundações, erupções vulcânicas ou terremotos. Os quatro satélites COSMO-Sky-Med, construídos pela Thales Alenia Space, já estão em órbita, enquanto que os dois SAOCOM estão em construção na Argentina e deverão ser lançados nos próximos anos. “O SIASGE é um projeto que envolve altíssima complexidade tecnológica e no qual a Itália investiu um bilhão de euros e a Argentina 500 milhões”, declarou há alguns anos Enrico Saggese, na época comissário extraordinário da ASI.
Outro sistema bastante conhecido é o DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, que completou dez anos de existência, em fevereiro deste ano. É formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um ou mais satélites de observação de pequeno porte, desenvolvidos e construídos pela própria SSTL. Seu objetivo é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os tsunamis na Ásia (2004), o furacão Katrina, nos Estados Unidos (2005); as inundações no Reino Unido (2007); e o terremoto de Sichuan, na China (2008), dentre outros, fornecendo imagens óticas de alta resolução.
A companhia DMC International Imaging foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que adquire imagens da constelação para apuração dos níveis de desmatamento da região amazônica.
Os passos brasileiros
As não raras tragédias que acontecem no Brasil mostraram a necessidade de se dispor de sistemas eficientes para o seu gerenciamento. Em março de 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro foi devastada por inundações e deslizamentos de encostas causados pelas chuvas, vitimando centenas de pessoas, tragédia fundamental para a decisão do governo de criar um centro para a prevenção e monitoramento de desastres naturais.
No início de julho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que será responsável por emitir alertas e por desenvolver e implementar sistemas de observação e monitoramento.
O núcleo inteligente do CEMADEN ficará no campus do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), próximo ao Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), e a expectativa é que pelos próximos quatro anos, sejam investidos R$ 250 milhões para a instalação completa do sistema de alerta, que contará com radares meteorológicos, equipamentos pluviométricos, hidrológicos e de geotecnia, entre outros.
Sobre o uso de dados de satélites, a reportagem de T&D conversou com Carlos Frederico Angelis, coordenador geral da área de operações e modelagem do CEMADEN. “Em um primeiro momento, usaremos dados do CPTEC/INPE, e também de satélites estrangeiros, disponibilizados pela NASA, NOAA e por organizações europeias”, informou Angelis. A intenção é que o CEMADEN tenha condições de produzir dados próprios, mas também agregue informações de outras fontes, como o Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (SISMADEN), do INPE.
O pesquisador também citou a série CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China. Quando o primeiro satélite da segunda geração estiver em órbita, algo previsto para o final de 2012, seus dados também poderão servir aos propósitos do centro. “O CBERS também será muito importante para o CEMADEN, principalmente o sensor de alta resolução, para ações de prevenção e no pós-desastre”, afirmou.
Em médio prazo, o CEMADEN deverá contar com dados fornecidos pela rede GPM (Global Precipitation Measure), liderada pela estadunidense NASA e a JAXA, a agência espacial japonesa. O Brasil participará do projeto com a construção de um satélite que integrará a rede, a ser desenvolvido pelo INPE, em parceria com os Estados Unidos ou com a França. Com o GPM, o CEMADEN terá acesso a dados sobre precipitações praticamente em tempo real, com medidas de chuvas a cada três horas, facilitando previsões de deslizamentos, ocasionados pelo acúmulo de água no solo.
Imagens e serviços
A preocupação brasileira em dispor de um sistema para gerenciamento de desastres deve também abrir oportunidades para fornecedores privados de imagens e serviços de satélites. Já estabelecidas localmente, a Telespazio Brasil, controlada pelo grupo italiano Finmeccanica, e a Astrium GEO-Information Services, do conglomerado EADS, estão atentas às necessidades e se propõem a colaborar com o governo para o desenvolvimento e operação do CEMADEN, fornecendo serviços e produtos baseados em imagens de satélites, comunicações de dados, e também softwares e outros sistemas.
“Enxergamos muitas oportunidades para o fornecimento de nossos produtos e serviços para auxiliar as autoridades nesse tipo de gerenciamento”, afirmou Pierre Duquesne, diretor da Astrium GEO-Information Services no Brasil.
No portfólio da empresa, encontram-se produtos que fornecem modelos de elevação digital, por meio do qual é possível realizar uma cartografia de áreas de risco, no intuito de prever riscos geofísicos e meteorológicos, e softwares que facilitam o acesso aos dados gerados. Recentemente, a empresa lançou no País os produtos da série GEO Elevation, que podem ser usados para mapeamentos de deslizamentos de encostas, áreas de inundação, análises de terreno e visualização em 3D, dentre outras aplicações.
Duquesne também aponta a importância de se gerar cartografias emergenciais de áreas afetadas por um desastre. “Uma vez ocorrida a catástrofe, também é importante ter flexibilidade para a geração de uma cartografia emergencial de determinada área para que as autoridades de segurança pública possam ter um mapa de como a região ficou após aquele fenômeno, sabendo por exemplo quais rotas foram obstruídas. Para isso, conseguimos programar nossos satélites para obter imagens constantes das áreas afetadas”, disse.
Na Europa, a Astrium GEO-Information Services lidera o projeto SAFER, que reúne dezenas de entidades públicas de proteção civil, além de um consórcio de empresas privadas. O SAFER tem por objetivo implementar ações pré-operacionais à ocorrência de uma catástrofe, fornecendo imagens geradas por satélites, como os da série Spot, o Formosat, e os radares TerraSAR-X e TANDEM-X. O sistema foi usado em alguns desastres recentes, não apenas na Europa, como num grande incêndio florestal em Israel (dezembro de 2010), no vazamento de lama tóxica na Hungria (outubro de 2010), e nas enchentes no Paquistão (julho e agosto de 2010).
Já a Telespazio Brasil, subsidiária local da maior empresa de serviços de satélites da Europa, tem promovido no País a constelação de satélites radares COSMO Sky-Med, que tem atraído significativo interesse de autoridades e empresas nacionais. No gerenciamento de desastres, a vantagem dos satélites radares é a sua capacidade de imagear a superfície mesmo com a cobertura de nuvens, muito comuns em regiões afetadas em determinadas catástrofes, como inundações e deslizamentos.
“As imagens oriundas da constelação de satélites COSMO Sky-Med poderão ser componentes fundamentais ao SISMADEN, uma vez que é o único sistema satelital de observação da Terra capaz de garantir a coleta de imagens diariamente em alta resolução, sob qualquer condição atmosférica. É importante destacar que através das imagens COSMO Sky-Med será possível mapear as áreas afetadas, como inundações e deslizamentos durante o evento das chuvas, o que permitiria ao SISMADEN uma maior agilidade no alerta e suporte na evacuação da população em áreas sob risco”, disse Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil.
Em situações de crise, tempo é sempre um ponto chave, e no caso do COSMO Sky-Med, após a coleta das imagens, estas podem estar disponíveis ao usuário final em até 30 minutos, dependendo do caso. Exemplo do tempo de resposta da constelação italiana aconteceu no acidente com o A330, da Air France, na madrugada de 31 de maio a 1º de junho de 2009. Por volta das 13h00 de 1º de junho, a Força Aérea Brasileira solicitou o suporte do sistema COSMO Sky-Med nos esforços de busca. No dia seguinte, às 03h15, cinco imagens com 30 metros de resolução e 100 km X 100 km da área solicitada foram adquiridas, tendo sido disponibilizadas às autoridades às 05h20 do mesmo dia.
Além de imagens de satélite, a Telespazio também tem promovido a solução INAV, que integra tecnologia satelital de sensoriamento remoto, telecomunicações e navegação, e permite o gerenciamento de forma muito mais avançada de uma equipe deslocada numa área atingida por uma crise, como uma inundação ou um terremoto.
A equipe em campo é dotada de dispositivos móveis conectados via satélite e rede celular. Mesmo em momentos críticos os socorristas serão capazes de trocar informações com o centro de operações, incluindo imagens e fotos da área afetada. Por meio do INAV, a posição em campo de cada membro é conhecida a qualquer momento, seja pelo centro de operações, seja por outros integrantes da equipe. O sistema permite ainda o compartilhamento dos mapas da região atingida, com a identificação dinâmica de zonas de risco, informações logísticas, e a atualização, que pode ser feita através das imagens adquiridas pelo COSMO Sky-Med.
“Com o INAV, decisões críticas podem ser tomadas baseadas em informações verídicas em tempo real. Acreditamos que esta solução é bastante útil para a Defesa Civil e quaisquer órgãos relacionados a gerenciamentos de desastres naturais ou causados pelo homem. Até o final do ano, a solução estará disponível operacionalmente no Brasil”, revelou Laurenti.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 126, outubro de 2011.
.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Início das operações do SAC-D
.
Satélite testado no INPE inicia operações em órbita
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011
A NASA anunciou que as medidas do nível de salinidade dos oceanos já estão sendo realizadas pelo SAC-D/Aquarius, satélite testado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), e lançado em junho da base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.
Resultado de parceria entre as agências espaciais argentina (CONAE) e norte-americana (NASA), o satélite tem como principal missão medir o nível de salinidade dos oceanos por meio de um radiômetro e escaterômetro construído pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) e Goddard Space Flight Center, da NASA. Até hoje, os dados de salinidade dos mares eram coletados apenas em amostras locais (in situ), com o uso de barcos e bóias.
Assim como a temperatura da água, a salinidade é um fator que ajuda a entender os padrões de circulação das correntes marítimas. Como a salinidade afeta a densidade das águas oceânicas e, consequentemente, o clima terrestre, os dados do satélite contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.
Nos próximos meses, a equipe científica da missão Aquarius irá analisar e calibrar as medições para liberação dos dados preliminares, que serão utilizados por pesquisadores em todo o mundo.
Testes
De junho de 2010 a março de 2011, em seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o INPE realizou uma série de testes e ensaios para demonstrar que o satélite SAC-D/Aquarius estava preparado para resistir ao lançamento e ao ambiente na órbita da Terra.
No decorrer da campanha de medidas físicas e ensaios ambientais, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite enfrenta desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
Mais informações sobre o satélite SAC-D/Aquarius nos sites http://www.nasa.gov/aquarius e http://www.conae.gov.ar/eng/principal.html
Sobre o LIT/INPE: http://www.lit.inpe.br/
Fonte: INPE
.
Satélite testado no INPE inicia operações em órbita
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011
A NASA anunciou que as medidas do nível de salinidade dos oceanos já estão sendo realizadas pelo SAC-D/Aquarius, satélite testado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), e lançado em junho da base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.
Resultado de parceria entre as agências espaciais argentina (CONAE) e norte-americana (NASA), o satélite tem como principal missão medir o nível de salinidade dos oceanos por meio de um radiômetro e escaterômetro construído pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) e Goddard Space Flight Center, da NASA. Até hoje, os dados de salinidade dos mares eram coletados apenas em amostras locais (in situ), com o uso de barcos e bóias.
Assim como a temperatura da água, a salinidade é um fator que ajuda a entender os padrões de circulação das correntes marítimas. Como a salinidade afeta a densidade das águas oceânicas e, consequentemente, o clima terrestre, os dados do satélite contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.
Nos próximos meses, a equipe científica da missão Aquarius irá analisar e calibrar as medições para liberação dos dados preliminares, que serão utilizados por pesquisadores em todo o mundo.
Testes
De junho de 2010 a março de 2011, em seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o INPE realizou uma série de testes e ensaios para demonstrar que o satélite SAC-D/Aquarius estava preparado para resistir ao lançamento e ao ambiente na órbita da Terra.
No decorrer da campanha de medidas físicas e ensaios ambientais, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite enfrenta desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
Mais informações sobre o satélite SAC-D/Aquarius nos sites http://www.nasa.gov/aquarius e http://www.conae.gov.ar/eng/principal.html
Sobre o LIT/INPE: http://www.lit.inpe.br/
Fonte: INPE
.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
SAC-D/Aquarius: ativação das cargas úteis
.
O satélite SAC-D/Aquarius, construído pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, em conjunto com a agência espacial norte-americana (NASA) e em parceria com instituições de outros países, começou a ter as suas cargas úteis ativadas, segundo nota divulgada semana passada pela CONAE. O primeiro instrumento ativado foi o americano Aquarius, principal carga útil da missão, e se seguirão, nesta ordem, os experimentos argentinos (um radiômetro de microondas e câmeras óticas), e dois instrumentos europeus (da Itália e França). A expectativa é que o Aquarius comece a produzir os primeiros dados a partir da próxima sexta-feira, 26 de agosto.
Desde o seu lançamento, em 10 de junho, o SAC-D/Aquarius cumpriu com êxito a fase de revisão de seu desempenho em órbita, período em que se verificou o correto funcionamento da plataforma de serviços e de todos os sistemas e dispositivos que mantêm o satélite em funcionamento. O passo seguinte foi a ativação dos instrumentos e câmeras óticas que formam a sua carga útil.
Os comandos para a operação do satélite e recepção de dados estão sendo realizados pelo centro de controle da missão, localizado no Centro Espacial Teófilo Tabanera, da CONAE, em Falda del Carmen, Córdoba. Nesta estação, são recebidos dados como a temperatura, voltagem e corrente geradas pelos painéis solares, entre outros parâmetros que indicam o bom estado do SAC-D. O centro de controle também foi responsável por executar algumas manobras de ajuste de órbita, de modo a colocar o satélite em sua altitude final, a 657 km de distância da Terra.
.
O satélite SAC-D/Aquarius, construído pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, em conjunto com a agência espacial norte-americana (NASA) e em parceria com instituições de outros países, começou a ter as suas cargas úteis ativadas, segundo nota divulgada semana passada pela CONAE. O primeiro instrumento ativado foi o americano Aquarius, principal carga útil da missão, e se seguirão, nesta ordem, os experimentos argentinos (um radiômetro de microondas e câmeras óticas), e dois instrumentos europeus (da Itália e França). A expectativa é que o Aquarius comece a produzir os primeiros dados a partir da próxima sexta-feira, 26 de agosto.
Desde o seu lançamento, em 10 de junho, o SAC-D/Aquarius cumpriu com êxito a fase de revisão de seu desempenho em órbita, período em que se verificou o correto funcionamento da plataforma de serviços e de todos os sistemas e dispositivos que mantêm o satélite em funcionamento. O passo seguinte foi a ativação dos instrumentos e câmeras óticas que formam a sua carga útil.
Os comandos para a operação do satélite e recepção de dados estão sendo realizados pelo centro de controle da missão, localizado no Centro Espacial Teófilo Tabanera, da CONAE, em Falda del Carmen, Córdoba. Nesta estação, são recebidos dados como a temperatura, voltagem e corrente geradas pelos painéis solares, entre outros parâmetros que indicam o bom estado do SAC-D. O centro de controle também foi responsável por executar algumas manobras de ajuste de órbita, de modo a colocar o satélite em sua altitude final, a 657 km de distância da Terra.
.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Mais informações sobre o SAC-D/Aquarius
.
Abaixo, em "bullet points", algumas informações adicionais sobre a missão argentina-americana SAC-D/Aquarius, colocada em órbita no último dia 10:
- Vídeos. A INVAP, principal empresa envolvida na construção do SAC-D/Aquarius, disponibilizou em seu website um vídeo sobre a missão. No Youtube, há também um vídeo produzido pelo LIT/INPE sobre a passagem do satélite por suas instalações (veja aqui).
- Custos. A NASA dedicou ao programa 287 milhões de dólares, que foram usados para a construção do principal experimento, o Aquarius, e na contratação do lançamento. Segundo a Space News, o SAC-D/Aquarius teve custo total de 400 milhões de dólares. Nunca antes a agência americana confiou um experimento científico da relevância do Aquarius para voar a bordo de um satélite argentino.
- Cooperação EUA - Argentina. A cooperação espacial entre os governos da Argentina e EUA não é recente. Pode-se dizer, aliás, que neste campo a Argentina é a principal parceira dos Estados Unidos na América do Sul. Em 1998, o SAC-A (missão tecnológica), foi colocado em órbita pelo ônibus espacial Endeavour. Dois anos antes, em novembro de 1996, o foguete americano Pegasus falhou ao lançar o SAC-B, um satélite com experimentos de astrofísica argentinos, americanos e um italiano. Em novembro de 2000, foi lançado também dos EUA o satélite de observação SAC-C, missão que contou com a participação dos EUA, França, Itália, Dinamarca e Brasil. O programa espacial argentino tem como uma de suas principais características a realização de projetos em cooperação internacional.
- Delta II. O Delta II, lançador usado na operação, fabricado pela Boeing, tem uma taxa de 100% de sucesso em missões da NASA ao longo das últimas duas décadas. O sucesso na colocação em órbita do SAC-D/Aquarius, aliás, trouxe um certo alívio para a divisão de missões de observação da NASA, já que em 2009 e em março deste ano, dois satélites foram perdidos em razão de falhas no lançamento (ambos do foguete Taurus).
- O papel do LIT/INPE. Entre junho de 2010 e março de 2011, o SAC-D/Aquarius foi submetido a testes ambientais no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). "Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite", divulgou o Instituto em nota. O LIT é considerado o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Estima-se que os ensaios executados no Laboratório, os mais complexos desde a sua criação, teriam custo de alguns milhões de dólares caso fossem contratados no mercado.
.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
SAC-D/Aquarius em órbita
.

O satélite SAC-D/Aquarius, construído numa iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, e a norte-americana NASA, foi lançado com sucesso hoje (10), a partir do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, por um foguete Delta II (foto).
Segundo as primeiras informações divulgadas, os dados iniciais de telemetria indicam que o satélite se encontra em excelente estado.
"Esta missão é o mais marcante na história da cooperação científica e tecnológica entre a Argentina e os Estados Unidos", afirmou Conrado Varotto, diretor da CONAE. "As informações da missão trarão benefícios significativos para a humanidade", complementou.
O principal instrumento do SAC-D é o Aquarius, construído pelo prestigiado Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês), da NASA. O equipamento mapeará os oceanos a cada sete dias por ao menos três anos numa resolução de 150 km. Os dados produzidos mostrarão mudanças na salinidade dos oceanos a cada mês, estação ou ano.
Além do Aquarius, o satélite conta com sete instrumentos para o monitoramento de fenômenos naturais e coleta de dados ambientais. Brasil, Canadá, França e Itália, ao lado dos EUA, foram parceiros da missão, colaborando nos instrumentos científicos ou testes. A empresa argentina INVAP, de Bariloche, foi a contratante principal da missão.
Em mais um exemplo da cooperação espacial entre o Brasil e a Argentina, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos, foi responsável pelos testes e verificações finais do satélite. O Instituto divulgou uma nota sobre o lançamento (veja aqui). No passado, o LIT também atuou nas missões argentinas SAC-B e SAC-C.
Durante os próximos 25 dias, a plataforma do satélite será testada e manobrada para a colocação em sua órbita operacional, a 657 km de altitude. As operações científicas dos instrumentos a bordo devem ser iniciadas apos todas as verificações, sendo que o comissionamento da missão deve durar até 65 dias.
.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Nova data para o lançamento do SAC-D/Aquarius
.
A missão espacial SAC-D/Aquarius, desenvolvida pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, em parceria com os EUA e alguns países europeus, teve seu lançamento adiado para a próxima sexta-feira, 10 de junho. A previsão inicial era de que o foguete Delta II decolasse do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, na quinta-feira, 9 de junho. A NASA divulgou a seguinte nota, vertida livremente do inglês para o português pelo blog Panorama Espacial:
"A nova data de lançamento permitirá ao time da missão concluir uma revisão adicional completa de uma inconsistência encontrada no perfil de voo do veículo Delta II para as condições de vento no dia do lançamento. Estes dados são usados para conduzir o Delta II através dos ventos de alta altitude. A previsão de tempo para 10 de junho mostra uma chance de 100% de condições de tempo favoráveis para o lançamento."
O Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA, responsável pela participação norte-americana na missão, mantém um hotsite, atualizado diariamente com notícias e imagens, sobre o SAC-D/Aquarius, além de várias informações sobre o satélite, seus instrumentos, dentre outras informações.
.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Brasil - Argentina: Avanços no Sabia-Mar
.
Brasil e Argentina construirão dois satélites Sabiá-mar
23-05-2011
A cooperação Brasil-Argentina para a construção conjunta de dois satélites de observação oceanográfica, o Sabiá-mar 1 e 2, eleva-se a uma fase mais avançada, pois já conta com os recursos necessários para tornar-se realidade.
Na reunião do Mecanismo de Integração e Cooperação entre os dois países, realizada na Embaixada da Argentina, na última quinta-feira (19), o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Monserrat Filho, relatou que o Brasil já dispõe dos recursos financeiros destinados ao desenvolvimento básico do projeto Sabiá-mar. O lado argentino, por sua parte, também está pronto para iniciar esse trabalho cooperativo, que, estima-se, terá forte impacto não apenas nos dois países, mas igualmente em toda a América Latina. “Será a primeira vez que dois países latino-americanos se unirão para construir satélites, usando tão somente suas competências e capacidades”, comentou Monserrat.
Segundo o coordenador-geral do Programa de Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamon, as áreas de engenharia dos dois países já aprofundaram o detalhamento técnico do projeto. Ao Brasil, caberá a Plataforma Multimissão para os dois satélites (de pequeno porte). E a Argentina responderá pelas cargas úteis. No entanto, cada parte poderá participar ativamente nos itens de responsabilidade da outra parte. As próximas tarefas a serem cumpridas serão definidas no encontro de Buenos Aires.
De parte da Argentina, a reunião do Mecanismo de Integração e Cooperação dos dois países foi conduzida pelo ministro Sérgio Pérez Gunella e contou com a presença de vários diplomadas argentinos.
O próximo passo será a realização de um seminário técnico, em Buenos Aires, nos dias 30 de junho e 1º de julho, com as equipes de engenheiros encarregadas de concretizar o projeto.
Fonte: AEB
Comentários: em sua palestra na LAAD 2011, em abril, o presidente da AEB, Marco Antonio Raupp, já havia revelado que o programa Sabia-MAR envolveria o desenvolvimento e construção de dois satélites, e não apenas um como inicialmente planejado. Interessante observar que o escopo de participação de cada país no projeto conjunto também parece ter mudado. Em entrevista concedida ao blog Panorama Espacial em novembro de 2010, Thyrso Villela Neto, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, afirmou que ao Brasil caberia o fornecimento das cargas úteis, enquanto que a Argentina seria responsável pela plataforma. O blog acredita que esta mudança esteja relacionada à decisão de se construir dois satélites ao invés de um, adequando-se assim às dimensões e potência atendidas pela Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em parceria com indústrias nacionais. Tão logo tenhamos mais informações sobre o racional desta mudança, divulgaremos aqui no blog.
.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Argentina: 'ameaça' ao lançamento do SAC-D/Aquarius
.

Um caso insólito ameaça atrasar a colocação em órbita do satélite científico SAC-D/Aquarius, projeto conjunto da Argentina (CONAE), Estados Unidos (NASA) e alguns países europeus, como Itália e França.
Em ação apresentada numa corte federal norte-americana em 25 de abril, a empresa NML Capital, do Chipre, pede que o lançamento do satélite SAC-D/Aquarius seja impedido até que a empresa obtenha uma compensação financeira do governo argentino, que, alega-se, deveria cerca de 1,5 bilhão de dólares para a empresa cipriota. A suposta dívida tem origem no início da década, quando o país vizinho passou por uma grave crise financeira que o levou a declarar uma moratória no pagamento de suas obrigações externas.
O Departamento de Justiça dos EUA já está tomando providências para contornar o caso.
O lançamento do SAC-D/Aquarius está previsto para 9 de junho, a partir do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, a bordo de um lançador Delta II. As informações são da Space News, em reportagem divulgada ontem (12) a noite.
.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Satélite SAC-D deixa o INPE
.
Satélite testado no INPE segue para base de lançamento nos Estados Unidos
31/03/2011
Rumo à base de lançamento nos Estados Unidos, o satélite SAC-D/Aquarius deixou as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Dado o tamanho do satélite e de seus equipamentos de apoio, a operação de transporte do LIT/INPE até o aeroporto da cidade aconteceu em duas fases, entre os dias 25 e 29 de março.
Com o embarque do satélite, fruto de cooperação técnico-científica entre a Argentina e os Estados Unidos, o LIT/INPE encerrou com sucesso uma campanha de testes ambientais e medidas físicas que levou nove meses.
“A experiência e o reconhecimento internacional trazidos por esta campanha beneficiarão os futuros programas de satélites atendidos pelo Laboratório, assim como a todos os que recorrem ao LIT para testar, qualificar e aperfeiçoar seus equipamentos e produtos”, comenta Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE.
Para atender à campanha de testes do satélite SAC-D/Aquarius, o LIT/INPE ampliou sua capacidade técnica e de gerenciamento. O resultado demonstrou que o Laboratório está apto a receber e testar sistemas de grande porte e complexidade e simultaneamente acomodar e trabalhar em conjunto com um grande número de técnicos e engenheiros provenientes de vários países.
Ao longo da campanha, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
Transporte
Após o acondicionamento do satélite em seu contêiner, preparação de todos os equipamentos de apoio aos testes, e o carregamento das carretas de transporte, o primeiro comboio deixou o LIT às 05h00 do sábado, 26 de março. A primeira aeronave foi então carregada e a decolagem ocorreu ainda naquela manhã, às 11h00, rumo à Vandenberg Air Force Base, base de lançamentos americana localizada no estado da Califórnia.
O segundo comboio partiu do INPE às 05h00 da segunda-feira, 28 de março, sendo que os trabalhos de carregamento da aeronave se prolongaram até às 21h00 daquele dia. Esta aeronave decolou na terça-feira, 29 de março, também em direção aos Estados Unidos. As duas aeronaves fizeram escalas técnicas em Porto Rico.
Para a operação completa de transporte do satélite e seus equipamentos foram necessárias nove carretas, num total de 54 toneladas em equipamentos utilizados no LIT/INPE durante esta campanha. Destas nove carretas, duas seguiram para a Argentina para retornar equipamentos para instalações localizadas em Bariloche e Córdoba. As sete restantes levaram ao aeroporto uma quantidade de contêineres e caixas suficientes para preencher os compartimentos de carga de duas aeronaves modelo C-17 da força aérea americana.
Este volume significativo de equipamentos utilizados na campanha ilustra a dimensão dos trabalhos executados no LIT/INPE durante estes nove meses de intenso esforço.
Fonte: INPE
.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Documentário sobre o Programa Espacial Argentino
.
Dica do leitor Ildefonso. Está disponível na internet um documentário sobre as atividades espaciais da Argentina. Com cerca de 25 minutos de duração, aborda desde o início do programa espacial do país vizinho, na década de sessenta, até a missão do satélite de meio-ambiente SAC-C, lançado ao espaço em novembro de 2000. Por ter sido produzido no final de 2007, o programa não aborda projetos como o dos satélites SAC-D/Aquarius, SAOCOM e Arsat, mais recentes.
O documentário destaca o projeto do míssil Condor II, desenvolvido na década de oitenta pelos argentinos em conjunto com empresas alemãs e com financiamento egípcio, e que em dado momento foi tocado como uma iniciativa dual, isto é, para fins militares e também civis (como lançador espacial). Devido a pressões internacionais, o Condor II foi cancelado no início da década de noventa, e como uma espécia de compensação, o governo norte-americano deu início a projetos conjuntos, como o do satélite SAC-C. Iniciativas estas que não envolviam transferência de tecnologia, como bem aponta Conrado Varotto, diretor da CONAE, a agência espacial argentina, mas sim o conceito de sociedades, com divisão dos investimentos em projetos de satélites.
Uma curiosidade mencionada no programa é que a Argentina chegou a realizar missões suborbitais com animais, no caso, ratos, a bordo de pequenos foguetes.
Para fazer o download do vídeo (165 MB), clique aqui.
.
Dica do leitor Ildefonso. Está disponível na internet um documentário sobre as atividades espaciais da Argentina. Com cerca de 25 minutos de duração, aborda desde o início do programa espacial do país vizinho, na década de sessenta, até a missão do satélite de meio-ambiente SAC-C, lançado ao espaço em novembro de 2000. Por ter sido produzido no final de 2007, o programa não aborda projetos como o dos satélites SAC-D/Aquarius, SAOCOM e Arsat, mais recentes.
O documentário destaca o projeto do míssil Condor II, desenvolvido na década de oitenta pelos argentinos em conjunto com empresas alemãs e com financiamento egípcio, e que em dado momento foi tocado como uma iniciativa dual, isto é, para fins militares e também civis (como lançador espacial). Devido a pressões internacionais, o Condor II foi cancelado no início da década de noventa, e como uma espécia de compensação, o governo norte-americano deu início a projetos conjuntos, como o do satélite SAC-C. Iniciativas estas que não envolviam transferência de tecnologia, como bem aponta Conrado Varotto, diretor da CONAE, a agência espacial argentina, mas sim o conceito de sociedades, com divisão dos investimentos em projetos de satélites.
Uma curiosidade mencionada no programa é que a Argentina chegou a realizar missões suborbitais com animais, no caso, ratos, a bordo de pequenos foguetes.
Para fazer o download do vídeo (165 MB), clique aqui.
.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Argentina: 10 anos de SAC-C
.
No mês de novembro, completaram-se 10 anos do lançamento do último satélite argentino colocado em órbita, o SAC-C, de aplicações científicas. O satélite, que contou com cooperação brasileira na realização de ensaios e integração no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), foi colocado em órbita por um foguete Delta II, a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA, em 21 de novembro de 2000.
A Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), responsável pelo projeto, divulgou em seu website uma mensagem assinada por seu diretor, Conrado Varotto, sobre os 10 anos de SAC-C. Para acessá-la (em espanhol), clique aqui.
Abaixo, reproduzimos alguns trechos que dão indicativos do significado desta missão para a Argentina:
"Sempre dissemos que a atividade espacial é ferramenta de política exterior para nosso países. E o SAC-C contribui fortemente neste sentido. A informação por ele gerada é hoje recebida em estações terrenas da África do Sul e Equador."
"O SAC-C permitiu à Argentina ser pioneira na aplicação do princípio de "Data Democracy", adotado atualmente pelo grupo de mais de 80 países que formam o GEO."
.
No mês de novembro, completaram-se 10 anos do lançamento do último satélite argentino colocado em órbita, o SAC-C, de aplicações científicas. O satélite, que contou com cooperação brasileira na realização de ensaios e integração no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), foi colocado em órbita por um foguete Delta II, a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA, em 21 de novembro de 2000.
A Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), responsável pelo projeto, divulgou em seu website uma mensagem assinada por seu diretor, Conrado Varotto, sobre os 10 anos de SAC-C. Para acessá-la (em espanhol), clique aqui.
Abaixo, reproduzimos alguns trechos que dão indicativos do significado desta missão para a Argentina:
"Sempre dissemos que a atividade espacial é ferramenta de política exterior para nosso países. E o SAC-C contribui fortemente neste sentido. A informação por ele gerada é hoje recebida em estações terrenas da África do Sul e Equador."
"O SAC-C permitiu à Argentina ser pioneira na aplicação do princípio de "Data Democracy", adotado atualmente pelo grupo de mais de 80 países que formam o GEO."
.
domingo, 24 de outubro de 2010
Avanços na Missão SAC-D/Aquarius
.
O satélite argentino-americano SAC-D/Aquarius continua a ser submetido a ensaios no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No último dia 20, a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) divulgou mais um relatório, datado 11 de outubro, atualizando sobre os avanços dos testes no satélite, que se encontra no LIT/INPE desde junho deste ano. Diversos ensaios já foram concluídos, como o de vibrações aleatórias, provas de separação do lançador, verificação da abertura dos painéis solares, entre outros. A próxima etapa será a de provas térmicas dentro de uma câmara de variação de temperaturas.
A previsão é de que todos os ensaios no LIT sejam concluídos até dezembro. Em janeiro de 2011, o satélite deverá ser transportado para o centro espacial de Vandenberg, na costa oeste dos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II ainda em 2011.
O satélite argentino-americano SAC-D/Aquarius continua a ser submetido a ensaios no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No último dia 20, a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) divulgou mais um relatório, datado 11 de outubro, atualizando sobre os avanços dos testes no satélite, que se encontra no LIT/INPE desde junho deste ano. Diversos ensaios já foram concluídos, como o de vibrações aleatórias, provas de separação do lançador, verificação da abertura dos painéis solares, entre outros. A próxima etapa será a de provas térmicas dentro de uma câmara de variação de temperaturas.
A previsão é de que todos os ensaios no LIT sejam concluídos até dezembro. Em janeiro de 2011, o satélite deverá ser transportado para o centro espacial de Vandenberg, na costa oeste dos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II ainda em 2011.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Lançadores: Argentina quer entrar para o clube
.
No início desta semana, circularam notícias na imprensa internacional sobre o interesse da Argentina em desenvolver um lançador espacial (para acessar uma das reportagens, clique em "Argentina plans to join Space Age"). O desejo do país vizinho em contar com foguetes, aliás, já é bem antigo e remonta aos finais da década de setenta e oitenta, período em que o governo argentino tocava o programa Condor, em alguns aspectos, com finalidades duais, para aplicações tanto civis como militares. O Brasil, em paralelo, desenvolvia o programa VLS.
No início da década, com a adesão da Argentina ao Missile Technology Control Regime (MTCR), o programa Condor foi cancelado.
Mais recentemente, surgiram algumas iniciativas envolvendo lançamento de pequenos foguetes de sondagem, como o Tronador. Em 1998, foi constituída uma empresa chamada VENG S.A. (Vehículo Espacial de Nueva Geração - Veículo Espacial de Nova Geração), controlada pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), e que tem sido usada para o desenvolvimento de foguetes, como a família Tronador (Tronador I e II). Num passado recente, chegou-se a divulgar que a empresa seria responsável pelo desenvolvimento e construção de um veículo dotado de propulsor líquido, com sistema de navegação, controle e guiagem associados a um receptor GPS, para inserção de cargas úteis em órbita, embora mais detalhes, e mesmo a disponibilização de recursos para o projeto, não sejam conhecidos.
Ao que tudo indica, o interesse da CONAE e VENG em desenvolver um foguete espacial existe, mas tudo depende da disponibilização de recursos. "Com os recursos necessários, nós estimamos que por 2013 nós poderíamos lançar o primeiro veículo espacial", afirmou Conrato Varotto, diretor da CONAE.
De acordo com o que foi divulgado, o foguete argentino usaria como sítio de lançamento a base militar de Puerto Belgrano, situado ao sul da província de Buenos Aires.
.
Assinar:
Postagens (Atom)