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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

42 anos do INPE em Cachoeira Paulista


Cachoeira Paulista reúne atividades de propulsão, geração de imagens, monitoramento solar e meteorologia

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

Na última sexta-feira, 28 de setembro, a Unidade de Cachoeira Paulista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemora 42 anos.

Em Cachoeira Paulista, o INPE mantém, entre outros experimentos e atividades, o CPTEC, o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), as divisões de Geração de Imagens (DGI) e de Satélites e Sistemas Ambientais (DSA), além do Projeto BDA para monitoramento da atividade solar.

Mudanças climáticas

O Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) desenvolve em Cachoeira Paulista pesquisas e projeções de clima reconhecidas e utilizadas por instituições nacionais e internacionais, que colocam o INPE na vanguarda da área. No CCST têm sido realizados os estudos para avaliação de impactos das mudanças ambientais globais e regionais nos sistemas sócio-econômico-ambientais, especialmente aqueles associados às implicações no desenvolvimento nacional e na qualidade de vida, além das pesquisas voltadas ao monitoramento, mitigação e adaptação às mudanças ambientais. Através dos modelos computacionais do CCST, o INPE elabora cenários futuros de mudanças ambientais globais de interesse do país.

Propulsão e Combustão

Os ensaios do subsistema propulsivo completo da Plataforma Multimissão (PMM), realizado na câmara principal de vácuo do Banco de Testes com Simulação de Altitudes (BTSA), é um dos destaques do ano. O BTSA é parte do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) que, há três meses, foi responsável pela qualificação do primeiro subsistema de propulsão nacional para satélite, que estará a bordo do Amazônia-1.

O LCP construiu um sistema de compatibilidade de materiais para o desenvolvimento de um tanque de hidrazina nacional, em parceria com a Fibraforte, empresa brasileira envolvida no subsistema de propulsão da PMM.

A equipe do LCP participou também da elaboração de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para o setor espacial, incluindo normas de segurança e compatibilidade de materiais e normas de características, amostragem e métodos de análise de fluidos.

O LCP deve inaugurar em novembro o seu Laboratório de Aplicações em Combustão e Gaseificação (LACG), que conta com financiamento da Petrobras. Este laboratório servirá para estudos de processos de combustão e gaseificação, visando a mitigação do efeito estufa, com a redução das emissões de poluentes e de consumo de combustíveis.

No LCP são realizadas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de combustão aplicada, combustão teórica e meio ambiente, que envolvem desde queimadas experimentais (quando se incendeia uma área controlada, para fins de pesquisa) na Amazônia a testes de materiais poliméricos do veículo lançador de satélites (VLS) e o desenvolvimento de injetores de biocombustíveis. Outra área atendida pelo LCP é a de catálise e materiais, que inclui produção de combustível sintético, catalisadores para propelentes espaciais e transportadores de oxigênio para combustão limpa.

Geração de Imagens

Receber, armazenar, processar e distribuir imagens de satélites nacionais e internacionais é a missão da Divisão de Geração de Imagens (DGI), que recentemente atingiu a marca de 2.000.000 de imagens fornecidas sem custo para o usuário, através de seu catálogo online.

Em Cachoeira Paulista está o Centro de Dados de Sensoriamento Remoto (CDSR), que possui um dos acervos mais antigos do mundo, pois registra imagens de satélite desde 1973 (o primeiro satélite de sensoriamento remoto, o Landsat-1, foi lançado em 1972). O catálogo do INPE possibilita o acompanhamento das mudanças ambientais, urbanas e hídricas no país através do registro por satélites.

Além de satélites de sensoriamento remoto, para observação da Terra, a DGI também trabalha com imagens de satélites meteorológicos. Neste ano, foi instalado um novo sistema de armazenamento de imagens de satélites e, desde maio, a divisão recebe e processa dados do satélite britânico UK-DMC-2. Em agosto foi instalada uma nova antena para aquisição de dados dos satélites NOAA.

Atualmente, estão sendo recebidos dados dos satélites Aqua, Terra, Resourcesat-1, GOES-12, GOES-13, UK-DMC-2, Landsat-7, NOAA-15, NOAA-16, NOAA-18 e NOAA-19 e Mateosat. A DGI se prepara receber os dados dos satélites Landsat-8, NPP, METOP-B, Resourcesat-2 e CBERS-3.

BDA

Para estudos de Clima Espacial, o INPE terá o primeiro monitor com mapas da atividade solar, um instrumento de grande porte que será único no mundo. Para isso, em Cachoeira Paulista está o Arranjo Decimétrico Brasileiro (BDA, na sigla em inglês), projeto que reúne o maior conjunto de telescópios já instalado no Brasil para observação de objetos celestes.

Esse radiointerferômetro em ondas decimétricas possui 26 antenas para rastreio do Sol, sendo que 10 delas já estão completas, com seus receptores instalados e conectados a central de operação. O projeto é desenvolvido pelo pesquisador Hanumant Sawant, da Divisão de Astrofísica do INPE, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e FAPESP.

No mundo existem apenas 13 centros de alerta para Clima Espacial, entre eles o do INPE, para monitorar tempestades magnéticas e evitar que seus efeitos provoquem danos em sistemas tecnológicos nas áreas de comunicações, geoposicionamento, linhas de transmissão de eletricidade, aviação civil, satélites e outros.

O BDA é um projeto que se utiliza de tecnologias na fronteira do conhecimento e será capaz de mapear o Sol em detalhe, com pelo menos dez imagens por segundo, o que constituirá num grande avanço para o monitoramento de Clima Espacial do INPE.

Meteorologia

O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) é responsável por um dos serviços mais conhecidos do INPE. No centro está instalado o Tupã, que está entre os mais poderosos supercomputadores do mundo para previsão de tempo e estudos em mudanças climáticas.

No último ano, um aprimoramento da previsão foi possível graças à melhoria de modelos para a descrição da dinâmica atmosférica. Também foi implementado modelo de previsão numérica regional com escala espacial de cinco quilômetros e previsão de cinco dias para toda a América do Sul.

Fonte: INPE, com edição do blog.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Visita do presidente da AEB ao CPTEC/INPE


Presidente da AEB participa de reunião no CPTEC/INPE

30-08-2012

O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, esteve em Cachoeira Paulista (SP) para participar de uma reunião no INPE e na oportunidade, visitar o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP/INPE) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE).

No LCP, o presidente conheceu o Banco de Testes de Propulsores Bipropelentes com empuxo de 400 N, e presenciou um teste de avaliação de um propulsor para controle de rolamento de Veículo Lançador de Satélite (VLS) com resultado positivo e ainda pode discutir sobre várias iniciativas de desenvolvimento conjunto entre o INPE e empresas na área de propulsores.

Já no CPTEC, José Raimundo visitou as instalações dos supercomputadores, debateu sobre questões relacionadas às atividades de desenvolvimento do CPTEC, como a previsão de tempo utilizando modelos globais, e ainda questões internas consideradas estratégicas e importantes, de modo que se possa analisar a integração de iniciativas diversas compatíveis com a atuação do Centro de Previsão.

“Tivemos a oportunidade de conversar sobre a iniciativa do INPE de grande interesse na área de meteorologia para desenvolver um satélite GPM e ainda a possibilidade de realizar operações com outros países e o fato do Brasil participar de iniciativas globais e/ou coletivas com diversos países do mundo que tenham a mesma preocupação que o CPTEC”, ressaltou o presidente da AEB.

Fonte: AEB
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pesquisa do INPE sobre meteorologia

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Pesquisa irá investigar processos que formam as nuvens quentes

06/01/2011

Os processos físicos relacionados à evolução de nuvens de tempestade são ainda desconhecidos e ainda poucos descritos com precisão pelos modelos numéricos de previsão de tempo e clima. Com a melhor capacidade de processamento do novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que irá rodar modelos de maior resolução espacial, o desenvolvimento de algoritmos para tais processos meteorológicos, que evoluem em escalas de alguns quilômetros, passam a ser de interesse às previsões de tempo e clima e às pesquisas em mudanças climáticas.

O projeto temático Chuva, aprovado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), irá se concentrar nos diferentes processos que ocorrem no interior de nuvens quentes. Estas nuvens, típicas de regiões tropicais, principalmente em regiões costeiras, e nas quais não se observam partículas de gelo, estão associadas às fortes chuvas que caracterizam eventos meteorológicos extremos. Elas foram responsáveis, por exemplo, pelas chuvas contínuas que provocaram enchentes, em anos anteriores, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e em 2010 no Rio de Janeiro e nos estados de Alagoas e Pernambuco.

As chuvas provocadas por essas nuvens não são consideradas nas estimativas de precipitação dos atuais satélites em órbita, uma das principais preocupações do projeto de acordo com Luiz Augusto Machado, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e coordenador principal do Chuva. As contribuições nesta área serão incorporadas ao satélite brasileiro, a ser lançado em 2015, como parte da constelação de satélites do programa GPM (Global Precipitation Measurement), liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA).

Os resultados da pesquisa deverão ser aplicados também à área de mudanças climáticas, em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas de queimadas) na formação de nuvens de chuva e na modelagem de alta resolução espacial que deverá detalhar melhor estes processos.

Cinco grupos de trabalho criados dentro do projeto irão atuar de forma interativa a partir das seguintes áreas de pesquisa: 1. Características e ciclo de vida de sistemas de precipitação por região; 2. Estimativa de Precipitação – desenvolvimento e algoritmo de validação; 3. Processos de eletrificação: das nuvens às tempestades; 4. Características das camadas limites para diferentes processos de evolução das nuvens e de regimes de precipitação; e 5. Modelo de aprimoramento e validação, com ênfase na microfísica de nuvens e interações de aerossol, para estimativas de precipitação por satélite no Brasil.

Sete regiões com diferentes regimes de chuva e padrões climáticos foram escolhidas para a realização das campanhas científicas que contarão com a participação da NOAA, NASA, universidades dos Estados Unidos e européias. Neste ano, três experimentos estão programados: o primeiro, em Fortaleza (CE), no mês de abril; depois, em Belém (PA), em junho; e, por último, em São Luiz do Paraitinga (SP), no final do ano. Para as medidas, serão utilizados radar polarimétrico, lidar, radiômetro de microonda, disdrômetros, radiossondas, entre outros instrumentos.

Experimento em Alcântara

O programa internacional Global Precipitation Measurement (GPM) ou Medidas Globais de Precipitação, liderado pela Nasa e Jaxa, que inspirou o projeto Chuva, também vem estimulando outras iniciativas científicas. Durante o mês de março do ano passado foi realizada a campanha "GPM 2010 Chuva", que utilizou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, como base para a realização dos experimentos. O objetivo foi estudar a formação das gotas de chuva de nuvens quentes e aperfeiçoar modelos de previsão de tempo e a estimativa da precipitação a partir de dados de satélites meteorológicos.

Desde 2004, a Agência Espacial Brasileira (AEB) vem apoiando iniciativas que ampliam a participação brasileira neste programa que busca compreender o papel das chuvas em nível global. Mais informações sobre o GPM Brasil podem ser conferidas no link: http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=gpm

Fonte: INPE
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tupã: o novo supercomputador do INPE

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Superprevisão do tempo? Pergunte ao Tupã

29/12/2010

Por Elton Alisson, de Cachoeira Paulista (SP)


Agência FAPESP – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) inaugurou terça-feira (28/12), no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista (SP), o supercomputador Tupã.

Com o nome do deus do trovão na mitologia tupi-guarani, o sistema computacional é o terceiro maior do mundo em previsão operacional de tempo e clima sazonal e o oitavo em previsão de mudanças climáticas.

Não apenas isso. De acordo com a mais recente relação do Top 500 da Supercomputação, que lista os sistemas mais rápidos do mundo, divulgada em novembro, o Tupã ocupa a 29ª posição. Essa é a mais alta colocação já alcançada por uma máquina instalada no Brasil.

Ao custo de R$ 50 milhões, dos quais R$ 15 milhões foram financiados pela FAPESP e R$ 35 milhões pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o sistema foi fabricado pela Cray, em Wisconsin, nos Estados Unidos.

O Tupã é capaz de realizar 205 operações de cálculos por segundo e processar em 1 minuto um conjunto de dados que um computador convencional demoraria mais de uma semana.

Com vida útil de seis anos, o equipamento permitirá ao Inpe gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 quilômetros na América do Sul e 20 quilômetros para todo o globo.

A máquina também possibilitará melhorar as previsões ambientais e da qualidade do ar, gerando prognósticos de maior resolução – de 15 quilômetros – com até seis dias de antecedência, e prever com antecedência de pelo menos dois dias eventos climáticos extremos, como as chuvas intensas que abateram as cidades de Angra dos Reis (RJ) e São Luiz do Paraitinga (SP) no início de 2010.

“Com o novo computador, conseguiremos rodar modelos meteorológicos mais sofisticados, que possibilitarão melhorar o nível de detalhamento das previsões climáticas no país”, disse Marcelo Enrique Seluchi, chefe de supercomputação do Inpe e coodernador substituto do CPTEC, à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, no início de janeiro de 2011 começarão a ser rodados no supercomputador, em nível de teste, os primeiros modelos meteorológicos para previsão de tempo e de mudanças climáticas. E até o fim de 2011 será possível ter os primeiros resultados sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil com dados que não são levados em conta nos modelos internacionais.

Modelo climático brasileiro

De acordo com Gilberto Câmara, diretor do Inpe, o supercomputador foi o primeiro equipamento comprado pela instituição de pesquisa que dispensou a necessidade de financiamento estrangeiro.

“Todos os outros três supercomputadores do Inpe contaram com financiamento estrangeiro, que acaba custando mais caro para o Brasil. O financiamento da FAPESP e do MCT nos permitiu realizar esse investimento sem termos que contar com recursos estrangeiros”, afirmou.

O supercomputador será utilizado, além do Inpe, por outros grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climática (Rede Clima) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.

Em seu discurso na inauguração, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destacou a importância do supercomputador para o avanço das pesquisas realizadas no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, que foi concebido para durar pelo menos dez anos, e para a criação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global (MBSCG).

O modelo incorporará os elementos do sistema terrestre (atmosfera, oceanos, criosfera, vegetação e ciclos biogeoquímicos, entre outros), suas interações e de que modo está sendo perturbado por ações antropogênicas, como, por exemplo, emissões de gases de efeito estudo, mudanças na vegetação e urbanização.

A construção do novo modelo envolve um grande número de pesquisadores do Brasil e do exterior, provenientes de diversas instituições. E se constitui em um projeto interdisciplinar de desenvolvimento de modelagem climática sem precedentes em países em desenvolvimento.

“Não tínhamos, no Brasil, a capacidade de criar um modelo climático global do ponto de vista brasileiro. Hoje, a FAPESP está financiando um grande programa de pesquisa para o desenvolvimento de um modelo climático brasileiro”, disse Brito Cruz.

Na avaliação dele, o supercomputador representará um avanço na pesquisa brasileira em previsão de tempo e mudanças climáticas globais, que são duas questões estratégicas para o país.

Impossibilitado de participar do evento, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, gravou um vídeo, exibido na solenidade de inauguração do supercomputador, em que declarou o orgulho da instalação no Brasil do maior supercomputador do hemisfério Sul.

“Com esse supercomputador, o Brasil dá mais um passo para cumprir as metas de monitoramento do clima assumidas internacionalmente e entra no seleto grupo de países capazes de gerar cenários climáticos futuros”, disse.

Mais informações: www.inpe.br

Fonte: Agência FAPESP
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Supercomputador do INPE

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Novo sistema de supercomputação mostra desempenho superior ao esperado

21/06/2010

Especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estiveram na fábrica da Cray Inc., nos Estados Unidos, para verificar o novo sistema de supercomputação, recentemente adquirido, que irá aprimorar a qualidade das previsões meteorológicas e o desenvolvimento de cenários climáticos futuros globais e regionais. A entrega da máquina XT6 está prevista para o final do mês de julho, enquanto o início de suas operações deve ocorrer em dezembro.

A velocidade efetiva estipulada no edital para a aquisição do sistema era de aproximadamente 15 TFlops, ou seja, 15 trilhões de operações aritméticas por segundo. Durante o teste para o aceite do sistema, realizado semana passada na fábrica de Chippewa Falls, Wisconsin, a máquina atingiu velocidade efetiva de 16,6 TFlops.

“As extrapolações apresentadas pela Cray foram todas superadas e a máquina que o INPE receberá é muito mais rápida do que foi apresentada na proposta da Cray, que venceu a licitação para o fornecimento do sistema”, informa Dirceu Herdies, do INPE.

Os resultados atingidos mostram que se fosse atualizado hoje o Top500, que relaciona os computadores mais rápidos do planeta, a máquina que será instalada no INPE estaria na 20ª posição geral e em 1º lugar entre as utilizadas para previsão numérica de tempo e clima no mundo.

Novo supercomputador

Adquirido com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o novo sistema de supercomputação será instalado no INPE de Cachoeira Paulista (SP) e será utilizado pelos Centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do próprio Instituto, além dos grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA) do MCT, do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.

Este supercomputador permitirá gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 km na América do Sul e 20 km para todo o globo. Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, secas, geadas, ondas de calor, entre outros. As previsões ambientais e de qualidade do ar também serão beneficiadas, gerando prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência.

A nova máquina também será fundamental para o desenvolvimento e implementação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, que incorporará todos os elementos do Sistema Terrestre (atmosfera, oceanos, criosfera, vegetação, ciclos biogeoquímicos, etc), suas interações e como este sistema está sendo perturbado por ações antropogênicas (por exemplo, emissões de gases de efeito estufa, mudanças na vegetação, urbanização, etc.). Este esforço envolve um grande número de pesquisadores do Brasil e do exterior, provenientes de diversas instituições, o que se constitui num projeto interdisciplinar de desenvolvimento de modelagem climática sem precedentes entre países em desenvolvimento.

O novo supercomputador irá ampliar em mais de 50 vezes a capacidade de processamento no INPE. A atual infraestrutura computacional está operando no limite de sua capacidade, o que tem impedido a incorporação de avanços já desenvolvidos nas áreas de modelagem numérica, modelagem de mudanças climáticas, assimilação de dados, química e aerossóis, atmosfera, oceanos e vegetação, que deverão trazer melhorias às previsões de tempo e clima e às simulações de mudanças climáticas.

Fonte: INPE
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domingo, 13 de junho de 2010

Meteorologia: GOES 12 começa a atender o Brasil

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Imagens da América do Sul voltam a ser geradas a cada 15 minutos com GOES-12

11/06/2010

O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE) voltou a receber imagens do continente sul-americano a cada 15 minutos e de todo o globo a cada três horas. Interrompidos em dezembro do ano passado, com o fim da vida útil do satélite GOES-10, da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, os serviços foram restabelecidos no mês passado.

A geração das imagens nesta freqüência foi restabelecida com o deslocamento de outro satélite norte-americano, o GOES-12, para a órbita antes ocupada pelo GOES-10 (Longitude 60º - Oeste), que privilegia a cobertura da região. Com essa mudança, os serviços do satélite não serão interrompidos mesmo na possibilidade de furacões sobre o Atlântico Norte, próximos à costa dos Estados Unidos, como costuma ocorrer no segundo semestre do ano.

O GOES-12 vem gerando imagens de forma operacional desde o dia 18 de maio, tendo ocorrido algumas interrupções para ajustes no processamento dos dados recebidos do satélite. Entre as melhorias introduzidas, inclui-se a maior resolução espacial do canal de vapor d´água (banda 3), que passou de 8 para 4 quilômetros, como destaca Carlos Frederico Angelis, chefe da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do CPTEC/INPE. As imagens meteorológicas do GOES-12 estão disponíveis na página http://www.cptec.inpe.br

O deslocamento orbital destes dois satélites faz parte de plano da NOAA de melhorar a cobertura da América do Sul. “Somos gratos à NOAA pelo esforço em prover esse serviço a América do Sul”, afirma Luiz Augusto Machado, coordenador do CPTEC. “Foi graças a esse plano que se tornou possível, pela primeira vez, o uso totalmente dedicado de satélites meteorológicos à cobertura da América do Sul”, destaca Machado.

Desde o início destas operações, ampliou-se significativamente a freqüência de imagens e o volume de dados meteorológicos sobre o continente, resultando em maior qualidade das previsões ambientais, de tempo e clima do CPTEC, além de um melhor acompanhamento de fenômenos meteorológicos extremos de curta duração.

A concessão, no entanto, não deverá se prolongar por muito tempo. A NOAA antecipou que não haverá outro satélite de reposição após o fim da vida útil do GOES-12, cuja operação poderá durar até, no máximo, três anos. No decorrer deste período, a probabilidade de ocorrer um problema com os sensores do satélite aumenta progressivamente, já que o GOES-12 foi lançado em 2001.

O coordenador do CPTEC frisa que o País precisa buscar novas soluções para suprir a necessidade de tais imagens e dados. Uma destas iniciativas, ainda em fase de estudos de viabilidade, é o desenvolvimento de um satélite nacional geoestacionário. Outra alternativa seria a participação efetiva do Brasil no novo programa de satélites geoestacionários da NOAA, da série GOES-R.

Fonte: INPE

Comentário: sobre a necessidade de um satélite meteorológico brasileiro, recomendamos a leitura do artigo "Um satélite meteorológico para o Brasil", escrito por Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), e publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" em janeiro deste ano. Preliminarmente, na AEB e INPE considera-se a possibilidade de incluir uma carga útil meteorológica no Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que assim atenderia parte das necessidades brasileiras em comunicações governamentais e militares, e também meteorologia.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Economia gerada pelas previsões meteorológicas

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Pesquisa aponta economia de R$ 232,8 milhões com uso de previsões meteorológicas do CPTEC/INPE

17/05/2010

Pesquisa realizada com usuários de produtos e serviços do Centro de Previsão e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estima ganhos de R$ 232,8 milhões com o uso de dados meteorológicos, durante o ano de 2009. O valor apurado pela pesquisa é considerado positivo, representando 7,6 vezes o orçamento do CPTEC/INPE no mesmo período, de R$ 30,5 milhões, incluindo custos de capital, custeio e pessoal.

O coordenador do CPTEC/INPE, Luiz Augusto Machado, destaca, no entanto, que se trata de um valor subestimado, já que o cálculo de ganhos com os dados meteorológicos teve como base um universo restrito de usuários, incluindo apenas aqueles que acessam o portal do centro. O valor certamente seria maior caso a pesquisa tivesse apurado dados daqueles que consultam as previsões do CPTEC/INPE pela imprensa ou englobasse empresas de grande porte, como Cargill, Petrobras, entre outras, que utilizam as previsões diariamente para planejar suas atividades. Mesmo assim, afirma Machado, o cálculo tem uma base sólida, as respostas de usuários do CPTEC/INPE que nunca foram consultados, revelando um retorno positivo, mesmo que parcial, dos investimentos no centro de pesquisa.

Machado argumenta que ainda há muito espaço para investimentos na melhoria do sistema meteorológico nacional como um todo e não somente no CPTEC/INPE. Recentemente, o INPE finalizou o processo de licitação para a compra de um novo supercomputador, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). No entanto, ressalta o coordenador do CPTEC/INPE,“a maior capacidade de processamento irá demandar maior volume de dados e necessidade de novos investimentos”.

Antes do resultado desta pesquisa, projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontavam ganhos de US$ 2 bilhões, aproximadamente, ao ano para a economia nacional incluindo o uso de todos os serviços meteorológicos disponíveis no País, muitos deles utilizando dados do CPTEC/INPE. A estimativa do INMET tem como base cálculos da Organização Meteorológica Mundial (OMM), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que alega prejuízos anuais com desastres naturais em todo o mundo, relacionados ao tempo, clima e água, da ordem de US$ 100 bilhões e cerca de 100 mil mortes. A OMM afirma que estes números poderiam ser maiores, caso não existissem os atuais serviços meteorológicos.

A pesquisa do CPTEC/INPE abrangeu 2.791 usuários, que responderam a um questionário eletrônico entre novembro do ano passado a fevereiro deste ano. Segundo o coordenador da pesquisa, Luiz Tadeu da Silva, analista de C&T do INPE, além da estimativa de ganhos econômicos, a pesquisa teve como objetivo produzir um diagnóstico sobre a aceitabilidade e qualidade dos produtos e serviços meteorológicos do CPTEC/INPE na internet.

Nestes quesitos, mais de 95% dos usuários afirmaram que os produtos e serviços do CPTEC/INPE são bons e excelentes. Já a avaliação sobre facilidade de acesso e disposição dos dados na internet foi um pouco menor, sendo considerada boa e excelente por 88% dos participantes da pesquisa, indicando necessidade de melhorias nestes dois aspectos.

Além de calcular os ganhos e economia com o uso de dados meteorológicos, a pesquisa também procurou identificar o modo pelo qual estes dados vêm sendo utilizados. A pesquisa detectou ainda necessidade de melhoria no acesso aos produtos e serviços meteorológicos, recebendo sugestões que serão incorporadas ao planejamento do CPTEC/INPE e outros já estão sendo incorporadas na reformulação do novo portal, atualmente em curso. Também será analisada a criação de novos cursos de extensão e treinamento em diferentes áreas, solicitação de mais de 62% dos que responderam ao questionário.

Fonte: INPE
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Brasil no Programa GPM

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Participação brasileira no Programa Internacional de Medidas de Precipitação

20-04-2010

O Programa Internacional Medidas Globais de Precipitação (GPM, sigla em inglês) é uma missão conjunta internacional com objetivo de entender a precipitação global e seu impacto sobre o meio ambiente. Desenvolvido pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa), o GPM é aberto à participação internacional. Atualmente, a Agência Espacial Brasileira, a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (Cnes) são alguns dos participantes.

A última ação do GPM, no Brasil, foi o Experimento Chuva, realizado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, entre os dias 1º e 25 de março. O objetivo foi medir a precipitação de nuvens de topo quente (com temperaturas maiores que 0º Celcius). Na ocasião, cerca de 50 especialistas nacionais e de outros países, entre técnicos e pesquisadores, participaram do experimento.

Coube à AEB coordenar as atividades do Chuva, assegurar livre acesso aos dados coletados, manter um responsável por receber e avaliar os dados e, ao final, elaborar um relatório técnico. A coordenação científica do programa ficou sob a responsabilidade do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Inpe.

Os resultados preliminares do projeto serão apresentados em junho, em Helsinque, na Finlândia, no Workshop Global Precipitation Measurement (GPM) Ground Validation (Validação de Solo). A partir de então, as medidas feitas em Alcântara poderão ser usadas em modelos de estimativa de chuvas e na previsão do tempo. Segundo o responsável técnico pelo GPM Brasil, Nelson Arai, esse foi um projeto piloto. Uma segunda campanha poderá ser realizada ainda este ano, em São Luís do Paraitinga (SP). "No estado de São Paulo será medida a precipitação de nuvens de topo frio, com a presença de gelo", observa.

Estiveram presentes o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA); o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP); o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Tecnológico Simepar; a Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Entre as instituições estrangeiras destacaram-se a Nasa; a Colorado State University (EUA) e a University of Bonn (Alemanha).

GPM - Os experimentos estão inseridos no Programa Internacional de Medidas de Precipitação (GPM), que pretende medir as precipitações usando satélites com resolução de 25km por 25km, a cada três horas, em todo o globo terrestre. Os dados coletados serão discutidos com o intuito de validar medidas de instrumentos levados a bordo dos satélites do programa GPM. O projeto prevê sete satélites. Está em análise pela AEB a possibilidade de o Brasil participar do Programa com o desenvolvimento de um satélite, com uso da Plataforma Multimissão (PMM). A PMM é uma plataforma de serviços multiuso, ou seja, um módulo que fornece todas as funções de um satélite, exceto pela carga útil. A esse módulo deverão ser adicionadas cargas úteis, com sensores ópticos ou não-ópticos, por meio de interfaces padronizadas, de forma que o conjunto constituirá um satélite operacional.

Esta é a principal missão para a pesquisa da água global disponível e do ciclo de energia. "Atualmente, as pessoas estão muito preocupadas com as mudanças climáticas. Amanhã a preocupação será com a água potável", diz Arai. Segundo ele, esse estudo é a principal missão existente para a pesquisa da água global disponível e do ciclo de energia.

Fonte: AEB
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sábado, 28 de novembro de 2009

Satélite meteorológico GOES-12 servirá o Brasil

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Satélite meteorológico GOES-10 será substituído por GOES-12 em dezembro

27/11/2009

Controlado pela Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, o satélite meteorológico GOES-10 é utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a previsão do tempo. O satélite será desativado no dia 1º de dezembro, quando não terá mais combustível para se manter em correta posição orbital.

Geoestacionário, o GOES-10 está localizado em 60W para cobrir toda a América do Sul e fornecer imagens a cada 15 minutos. O satélite GOES-12, que substituirá o GOES-10, está localizado a 75W e poderá cobrir a América do Sul a cada 30 minutos. Porém, a NOAA pode optar por imagear somente os Estados Unidos em casos de tornados, furacões ou tempestades severas naquele país. Mesmo nestas circunstâncias, imagens da América do Sul a cada 3 horas estão garantidas por acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (WMO). As imagens são gratuitas.

O INPE informa que o recebimento de imagens a cada 3 horas é suficiente para gerar dados a seus modelos numéricos computacionais, assegurando a mesma qualidade nas previsões de médio e longo prazo. Com imagens a cada 3 horas, o impacto seria no monitoramento da atmosfera para previsão de curto prazo (24 horas). Segundo os especialistas do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, a previsão de curto prazo é mais subjetiva e se utiliza de parâmetros do satélite que permitem acompanhar o desenvolvimento das tempestades, por exemplo, exigindo informações em intervalos menores de tempo.

Caso esteja recebendo as imagens do GOES-12 a cada 30 minutos, como deverá ser a rotina, a previsão de curto prazo do INPE terá a mesma qualidade que se tem hoje, pois imagens a cada meia hora são suficientes para um monitoramento preciso de chuvas, entre outros parâmetros avaliados pelos meteorologistas.

Embora a troca de GOES-10 para GOES-12 tenha exigido mudança de antena de recepção e na forma de processamento e geração de produtos, o CPTEC/INPE está preparado e não haverá interrupção nos serviços. A expectativa é boa pelo novo satélite, uma vez que o GOES-10 vinha apresentando problemas de navegação e com o GOES-12 as imagens deverão ser mais precisas.

Da mesma forma que em 2007 o GOES-10 foi deslocado para cobrir preferencialmente a América do Sul, tendo o INPE como responsável pela geração e disseminação dos dados, o GOES-12 estará reposicionado a partir de maio de 2010.

Para saber mais sobre como é feita a previsão do tempo, acesse http://www7.cptec.inpe.br/glossario/, onde está descrita a rotina de operação meteorológica do CPTEC/INPE.

Satélite próprio

Para deixar de depender de instrumentos estrangeiros, o Brasil precisa desenvolver seu próprio satélite geoestacionário dedicado à meteorologia. Atualmente o Brasil, por meio do CPTEC/INPE, realiza a geração, gravação e disseminação dos produtos gerados pelos satélites GOES, porém o controle destes é dos Estados Unidos.

O INPE, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já desenvolve satélites de sensoriamento remoto para observação da Terra. Embora o custo de um satélite geoestacionário seja da ordem de 400 milhões de dólares, os especialistas do INPE consideram que o retorno em produtos e serviços essenciais à sociedade justifica o desenvolvimento de um satélite próprio.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Necessidade de satélite meteorológico próprio

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Brasil tem dez dias para apresentar proposta de uso de satélite americano

Quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - 09h45
Da Redação, com BandNews FM

Os Estados Unidos pedem ao governo brasileiro que apresente em dez dias uma proposta para o uso de um novo satélite americano destinado à previsão do tempo. Reportagem de Marcelo Freitas, BandNews FM, revelou na segunda-feira com exclusividade que o GOES-10, principal satélite de monitoramento climático da América do Sul, vai ser desativado em dezembro.

As imagens meteorológicas, atualmente atualizadas a cada 15 minutos, passariam a ser recebidas em até três horas, e haveria prejuízo à agricultura, previsão de tempestades, enchentes e queimadas. Mas ao contrário do que ocorreu há dois anos, quando o equipamento foi liberado de graça, os americanos querem cobrar para reposicionar o satélite substituto, chamado de GOES-12.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, mantém contato com o governo americano desde a semana passada, embora tenha sido informado da desativação do satélite há cinco meses.

Resende nega que as previsões do tempo serão prejudicadas: “Isso não vai acontecer. Eu infelizmente não posso adiantar mais detalhes agora, mas isso não vai acontecer e o Inpe tem segurança de que vai ter as informações para as suas previsões meteorológicas”.

Satélite próprio

O pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Carlos Nobre, classifica que é errado um país com as dimensões do Brasil não tenha um satélite próprio. “É uma grande perda na nossa capacidade de previsão de tempo. Isso precisa ser dito. É caro um satélite? É caríssimo, mas nós não podemos abrir mão de ter autonomia nisso”.

O professor da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Alvez Barbosa, alerta que a desativação do satélite ocorre num período de chuvas e que isso preocupa muito.

Existem, atualmente, dois projetos de construção de satélites meteorológicos brasileiros: o Cyber 3 tem a previsão mais otimista de lançamento para o espaço em 2011 e o Amazônia 1 está há dois anos em fase de estudos.


Comentário: esta notícia em si não é uma surpresa e já há meses circulava a informação de que o GOES-10 seria desativado. A desativação e a opinião de Carlos Nobre, do INPE, reforçam o comentário feito pelo blog na postagem "15 anos do CPTEC/INPE": "dada a importância estratégica da meteorologia para o País, não estaria na hora do Brasil lançar um projeto de satélite meteorológico, de modo a diminuir a dependência de sensores estrangeiros? A meteorologia é tão estratégica, e em algumas circunstâncias até mais, do que as comunicações e sensoriamento remoto." Vale mencionar que a informação dada no último parágrafo da reportagem está errada: o CBERS 3 e o Amazônia 1 não são satélites meteorológicos, mas sim de sensoriamento remoto.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

15 anos do CPTEC/INPE

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Meteorologia do país se modernizou nos últimos anos com o CPTEC/INPE

20/11/2009

Nesta terça-feira (24/11), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemora os 15 anos do seu Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) em evento que inicia às 14 horas, ocasião em que receberá diversas autoridades e cientistas na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o CPTEC/INPE.

Em 1994, a Meteorologia brasileira deu um salto de qualidade, com a introdução da modelagem numérica do tempo pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), fazendo uso de um potente supercomputador para os padrões da época. O Brasil passaria a fazer parte de um seleto grupo de países que passaria a gerar previsões de tempo a partir de modelos processados em máquinas de alto desempenho computacional.

Da inauguração do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do INPE, até hoje, a confiabilidade das previsões de tempo aumentou, ultrapassando os 90% de acerto para três dias. A qualidade das previsões também melhorou. Atualmente, é possível fazer previsões para a América do Sul com modelos regionais de alta resolução espacial, de 15 quilômetros quadrados, que detalham as condições meteorológicas para localidades próximas. O acesso crescente à homepage das previsões de tempo por cidade, com quase 30 milhões de visitas neste ano, demonstra a força dos desenvolvimentos do CPTEC/INPE.

Apesar desta grande evolução em tão pouco tempo, o CPTEC/INPE bem como todo o sistema nacional de meteorologia, segundo o coordenador do CPTEC/INPE, Luiz Augusto Machado, enfrenta novos desafios. Os desastres naturais - relacionados ao excesso ou à escassez de chuvas, vendavais, tornados, tempestades, entre outros eventos – estão impondo uma nova demanda de recursos e produtos meteorológicos que deverão atender a uma série de necessidades, uma delas o planejamento de ações de mitigação a possíveis impactos destes eventos às populações em áreas de risco.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a estimativa é de que os prejuízos provocados por desastres naturais no mundo, relacionados ao tempo, clima e água, são da ordem de US$ 100 bilhões por ano, provocando 100 mil mortes. A entidade ligada a ONU afirma que os estragos seriam maiores sem os atuais serviços meteorológicos. A OMM calcula ainda que 30% da economia dos países desenvolvidos e industrializados são suscetíveis aos desastres naturais, índice que se amplia nos países em desenvolvimento, como o Brasil, cuja base econômica está centrada nas atividades agrícolas.

Por outro lado, defende Machado, “os ganhos proporcionados pela boa qualidade dos produtos da meteorologia são expressivos e podem alcançar níveis mais altos com o contínuo investimento na área”. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que completa neste mês 100 anos de fundação, o uso das previsões de tempo representa atualmente um ganho de US$ 2 bilhões para a economia do país. Deste total, estima-se que US$ 650 milhões são obtidos somente na agricultura, que faz um uso intensivo das previsões para o planejamento das diferentes etapas do ciclo dos produtos agrícolas.

Segundo Eduardo Assad, chefe da Embrapa Informática Agropecuária, o acompanhamento das previsões é considerado estratégico à aplicação de defensivos agrícolas e fungicidas, implementada de acordo com condições meteorológicas específicas. De acordo com o pesquisador, as perdas na agricultura devido aos extremos meteorológicos ultrapassam os U$ 20 bilhões por ano no país.

Investimentos

Para o CPTEC/INPE, os investimentos para os próximos anos deverão ocorrer nas seguintes áreas: atualização do supercomputador; desenvolvimentos de assimilação de dados (aos modelos de previsão), com reforço de recursos humanos e desenvolvimentos computacionais; maior uso de satélites meteorológicos; e ampliação e integração de um sistema de radares meteorológicos. O CPTEC/INPE coordenou a elaboração de um projeto para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que prevê a implementação de um sistema de radares cobrindo boa parte do território brasileiro. Os radares são essenciais para o acompanhamento de sistemas convectivos e, portanto, na prevenção de desastres naturais, por excesso de chuvas.

Segundo o coordenador do CPTEC/INPE, os principais desafios colocados para os próximos anos são: aperfeiçoar a assimilação de dados; melhorar a confiabilidade das previsões climáticas sazonais para até 3 meses; desenvolver a previsão em alta resolução, incluindo a descrição da micro-física das nuvens e acoplar os modelos oceânicos, hidrológicos e químicos ao modelo de previsão de tempo.

Mais informações sobre a comemoração dos 15 anos do CPTEC/INPE na página http://www7.cptec.inpe.br/~rwww/15anos/

Fonte: INPE

Comentário: dada a importância estratégica da meteorologia para o País, não estaria na hora do Brasil lançar um projeto de satélite meteorológico, de modo a diminuir a dependência de sensores estrangeiros? A meteorologia é tão estratégica, e em algumas circunstâncias até mais, do que as comunicações e sensoriamento remoto.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Supercomputador do INPE

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Publicado edital para aquisição do novo supercomputador

29/09/2008

O novo sistema de supercomputação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) será adquirido através de concorrência internacional cujas normas estão descritas em edital publicado no site da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE), link “Licitações”: http://www.funcate.org.br/. O prazo para o envio dos documentos e propostas é 13 de novembro de 2008.

O sistema é composto por três partes: o supercomputador propriamente dito; a rede de comunicações de propósito geral e o sistema de armazenamento. A empresa vencedora da licitação irá fornecer estes três componentes, incluindo sua instalação, treinamento de pessoal e documentação.

O sistema é financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), através da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que investem R$ 35 milhões e R$ 15 milhões respectivamente. A FUNCATE é responsável pela administração do projeto de aquisição do sistema.

O aporte conjunto de recursos do MCT e da FAPESP permitirá ao Brasil contar com um dos seis maiores centros mundiais de previsão numérica de tempo e clima e de modelagem de mudanças climáticas globais. O novo sistema de supercomputação será utilizado nas atividades do INPE em previsão de tempo, clima e mudanças globais, além da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas do MCT e do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais.

Avanço

A capacidade de processamento do novo supercomputador será mais de 50 vezes maior do que o INPE dispõe hoje, o que permitirá elaboração de cenários de mudanças climáticas globais de alta resolução espacial para os próximos séculos e projeções sobre extremos climáticos para a América do Sul. O novo supercomputador também permitirá uma melhoria substancial nas previsões de tempo do INPE, com modelos regionais cuja resolução chegará a 10 km.

O novo sistema será instalado no CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), unidade do INPE que fica em Cachoeira Paulista, e será compartilhado entre o CPTEC e o novo Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto, o qual se encarregará das pesquisas sobre mudanças climáticas.

Além de permitir ao Brasil avançar nas pesquisas, o supercomputador irá gerar cenários futuros para apoiar estudos de impactos e vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar a elaboração de políticas públicas sobre adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

Fonte: INPE
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