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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ELT no Chile: oportunidades para a indústria brasileira

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Abaixo, reproduzimos artigo enviado ao blog por José Monserrat Filho, da Agência Espacial Brasileira, sobre oportunidades para empresas brasileiras relacionadas à construção de um grande telescópio (ELT) no norte do Chile:

Oportunidades para empresas brasileiras nas obras do maior telescópio do planeta

Albert Bruch* e José Monserrat Filho**

Importantes empresas brasileiras de média e alta tecnologia participaram do “Dia da Indústria”, promovido por iniciativa da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral (ESO), com a qual o Brasil firmou acordo para tornar-se seu membro pleno, em 29 de dezembro de 2010.

A ideia era mostrar aos empresários brasileiros o que eles podem faturar nas obras que a ESO realizará nos Andes do Chile, o melhor lugar do planeta para se observar o Universo.

A ESO, na realidade, promoveu dois “Dia da Indústria”: um na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista, e outro no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, SP, em 23 e 24 de agosto, respectivamente.

Eis as empresas e entidades brasileiras presentes nos encontros industriais com a ESO: Acrux Solutions, Avionics Services, Construtora OAS, Construtora Queiroz Galvão, Critical Software, Equatorial Sistemas, Equitron Automação, Fibraforte, Flight Technologies, Gerdau, Incubaero, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Konatus Soluções Inteligentes, Mectron, Opto Eletrônica, Orbital Engenharia e Rede Paulista de Inovação (TPI).

Foram ocasiões especiais para os empresários brasileiros conhecerem em detalhes as oportunidades e vantagens abertas a eles pela ESO na construção do maior equipamento astronômico do mundo, o Telescópio Extremamente Grande (Extremely Large Telescope – ELT), bem como em outros empreendimentos tecnológicos e industriais da organização.

Cinco membros da alta administração da ESO vieram ao Brasil especialmente para os dois encontros. Eles explicaram de forma minuciosa os procedimentos pelos quais as empresas brasileiras de base tecnológica poderão participar das licitações e aproveitar as múltiplas oportunidades oferecidas pela ESO na construção do ELT, na produção de instrumentação periférica para os telescópios, e em outras atividades tecnológicas.

A equipe do ESO também buscou se informar, o mais amplamente possível, inclusive por meio de visitas a empresas, sobre a capacidade disponível no Brasil para o fornecimento de bens e serviços de alto valor tecnológico às instalações no Chile.

Criada por 14 países europeus, a ESO é a maior organização mundial de pesquisa astronômica terrestre. O Brasil será seu 15º membro e o primeiro membro não-europeu, se o Congresso Nacional ratificar o acordo assinado pelo Governo brasileiro em dezembro passado.

A ESO ergueu e opera grandes observatórios na região andina chilena e está prestes a iniciar a construção de novo e gigantesco telescópio, o ELT, com espelho de cerca de 40 metros de diâmetro. O ELT será de longe o maior instrumento do gênero jamais concebido. Mobilizará investimentos da ordem de um bilhão de Euros.

Confirmado o ingresso do Brasil na ESO, as empresas brasileiras poderão tomar parte ativa na construção do telescópio ELT e prestar outros serviços à organização, em pé de igualdade com as empresas dos demais países membros.

O evento e a visita de gerentes da ESO são parte das ações articuladas pela organização para integrar o Brasil, cientifica e tecnologicamente, na comunidade dos seus países membros.

O Gerente do Projeto ETL, Alistair McPerson, assim resumiu suas observações sobre as movimentadas reuniões em São Paulo e São José dos Campos: “Fiquei profundamente impressionado com o alcance da perícia e da experiência que encontrei nas empresas brasileiras que tive ocasião de visitar. Vejo ampla gama de oportunidades para a ESO colaborar com os contratados brasileiros e possibilidades estimulantes em áreas de alta tecnologia. Creio que as empresas que conheci estão bem preparadas para os desafios do futuro.”

Além de promover o avanço da ciência em geral, a entrada do Brasil na ESO tem enorme potencial para impulsionar o desenvolvimento tecnológico brasileiro, porque nos abre a oportunidade única de participar de grandes desafios tecnológicos inerentes ao desenvolvimento, à construção e à operação de complexos instrumentos, como o ELT. Isso é parte da motivação e da justificativa para o Brasil investir no ESO, certo de estar construindo um presente e um futuro em sintonia com as conquistas incomparáveis do século XXI.

Os contatos com dirigentes da ESO deixaram evidentes a vontade e a capacidade de muitas empresas brasileiras, determinadas a tirar o máximo proveito das novas oportunidades.

* Albert Bruch, ex-diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), co-organizador dos dois “Dia da Indústria” da ESO no Brasil; ** José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB).
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cooperação Chile - China

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Segundo reportagem da agência de notícias EFE, o ministro da Economia do Chile, Juan Andrés Fontaine, está esta semana em viagem oficial à China para tratar de acordos entre os dois países, como investimentos e colaboração em inovação e no campo espacial.

O interesse chileno é em satélites. A visita às autoridades espaciais chinesas "nasce do interesse que tem o Chile na utilização de informação satelital para diversos usos", disse o ministro. "A agência chinesa forneceu satélites de informações a outros países da América Latina (como a Venezuela), e nós estamos iniciando conversações nesse sentido para conhecermos e, no futuro, caso nos interesse, neste sentido faríamos algum tipo de convite para uma licitação", completou.

Em 2008, o Chile adquiriu um pequeno satélite de observação terrestre (SSOT) da EADS Astrium, a ser lançado no final de 2011 ou início de 2012. Pelas declarações do ministro, o país andino parece estar considerando a ideia de dispor de um satélite de comunicações, segmento em que os chineses alcançaram uma expressiva participação no mercado sul-americano. Além de já terem fornecido e colocado em órbita o Venesat-1, da Venezuela, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC), principal indústria espacial chinesa, assinou em dezembro de 2010 um contrato para fornecer um satélite similar para a Bolívia, chamado Tupac Katari (ou TKSat-1). A mesma indústria também chegou a fazer uma oferta numa concorrência da Colômbia para o projeto Satcol, que foi cancelado.

Além do segmento de comunicações, no continente sul-americano a China também colabora desde 1988 com o Brasil, no programa sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS, sigla em inglês), e no início deste mês, assinou contrato com o governo venezuelano para a construção e entrega em órbita de um satélite de observação. Toda esta exposição, muito provavelmente coloca o país asiático como um dos principais (senão o principal) "player" em cooperação espacial internacional na região.
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Informações sobre o satélite chileno SSOT

A Agencia Chilena del Espacio (ACE) lançou recentemente um novo website. Dentre as várias informações sobre as iniciativas espaciais do país sul-americano, destaque para o programa do Sistema Satelital de Observación de la Tierra (SSOT) (veja aqui). O pequeno satélite foi adquirido pelo governo chileno em julho de 2008 junto à europeia Astrium, do grupo EADS, ao custo de 72,5 milhões de dólares, depois de uma concorrência que envolveu os principais fabricantes mundiais.

O SSOT, que no momento se encontra nas instalações da Astrium em Toulouse, no sul da França, contará com dois sensores óticos: uma câmera pancromática ("preto e branco") de 1,45 metros de resolução, e outra multiespectral ("colorido"), de 5,8 metros de resolução.

A previsão era de que o satélite fosse lançado em fevereiro de 2010, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Soyuz. Mas, problemas no programa Soyuz ocasionados pelo lado russo ocasionaram vários atrasos no cronograma. O primeiro voo do Soyuz-ST está previsto para o final de agosto ou começo de setembro. O SSOT deve voar na segunda missão, programada para o terceiro trimestre, numa missão que também colocará em órbita o satélite de observação Pleiades-1, da agência espacial francesa, e outros pequenos satélites militares.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Soyuz em Kourou

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E por falar em flerte russo com Alcântara (veja a postagem "HISTÓRIA: O flerte russo com Alcântara"), foi definida a data do primeiro voo do lançador Soyuz ST a partir de Kourou, na Guiana Francesa, operado pela Arianespace. O "maiden flight" está previsto para 31 de agosto, de acordo com informações divulgadas pela empresa projetista do foguete, a TsSKB-Progress.

As cargas úteis também foram definidas. Serão dois satélites de navegação da série Galileo, equivalente europeu do sistema de posicionamento global (GPS, sigla em inglês) americano.

Segundo informações extraoficiais, obtidas pelo blog junto a uma fonte governamental durante visita à Kourou em dezembro de 2010, a definição sobre as cargas úteis do primeiro voo era uma matéria diplomática de alto nível entre a França e a Rússia. Inclusive, na época ganhava força a possibilidade de que o primeiro voo levasse um satélite de comunicações do governo indiano (da série INSAT), em razão das duas falhas do lançador GSLV, com satélites de comunicações, em abril e dezembro de 2010.

O segundo voo

Programado para o terceiro trimestre, o segundo voo do Soyuz e o primeiro partindo da Guiana deve ter como uma das cargas úteis o satélite chileno de sensoriamento remoto SSOT, construído pela europeia Astrium, do grupo EADS, e atualmente armazenado nas instalações da empresa em Toulouse, no sul da França. Além do SSOT, a missão lançará o satélite de observação Pleiades 1, e quatro satélites franceses de inteligência eletrônica da série ELISA.

Colaborou José Ildefonso.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Satélites de observação na América do Sul

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No próximo dia 1º de novembro, o satélite de comunicações Venesat-1, da Venezuela, completará dois anos em órbita.

O satélite, também conhecido como Simón Bolivar 1, é operado pela Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), e foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.

A ABAE tem também ambições de contar no futuro com um satélite observação terrestre. Segundo notícias divulgadas pela imprensa venezuelana na última semana, a agência espera lançar em 2013 um satélite de sensoriamento desenvolvido e produzido no próprio país. Ao menos publicamente, não existe um projeto patrocinado por Caracas para o desenvolvimento local de satélites, mas o governo tem sido assíduo comprador de produtos militares nos últimos anos, atraindo as atenções de empresas estrangeiras também do ramo espacial, particularmente da Rússia e China.

A Venezuela, aliás, não é o único país sul-americano com pretensões no campo de observação terrestre satelital, além daqueles com projetos já consolidados, como Brasil (série CBERS, Amazônia-1) e Argentina (série SAC, e SAOCOM).

Com certa frequência, surgem notícias dando conta do interesse do Peru, por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), em desenvolver capacidades nessa área. Inclusive, este foi um dos tópicos abordados durante o giro de uma comitiva espacial japonesa pela América do Sul no último mês de agosto. No início deste ano, a CONIDA e a agência espacial da Tailândia assinaram um memorando de entendimentos para cooperação em matéria espacial. Na época, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração, mas alguns elementos indicavam que a cooperação poderia envolver o satélite de observação tailandês THEOS, construído pela EADS Astrium e em órbita desde outubro de 2008.

Esporadicamente, a Bolívia também expressa o desejo de possuir um satélite de observação, embora o seu histórico em termos de concretização de anúncios na área espacial não seja dos melhores. O país andino negocia com a China já há mais de um ano a construção do seu primeiro satélite de comunicações, o Tupac Katari.

Em julho de 2008, num processo mencionado pelo mercado como bastante célere, o Chile contratou a EADS Astrium para a construção do seu satélite, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). A construção do SSOT foi concluída no início do ano, devendo ser colocado em órbita em 2011.
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sábado, 1 de maio de 2010

Soyuz, SSOT e o mercado de lançamentos

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A publicação especializada Space News, em texto de Peter Selding, noticiou ontem (30) que os voos de estreia dos lançadores Soyuz e Vega a partir de Kourou, na Guiana Francesa, devem sofrer novos atrasos. As primeiras missões possivelmente ocorrerão no final de 2010 e início de 2011, respectivamente. A informação sobre os atrasos partiu de Jean-Yves Le Gall, presidente da Arianespace, companhia responsável pela operação dos dois sistemas de lançamento.

SSOT possivelmente só em 2011

Antes destes novos atrasos, havia a expectativa de que este ano fossem executados por veículos Soyuz os lançamentos do satélite de comunicações Hylas 1, e do primeiro satélite de observação da série Pleiades, da agência espacial francesa. Neste segundo voo, junto com o Pleiades, voariam alguns pequenos satélites governamentais de inteligência eletrônica (da série ELISA), e também o primeiro satélite de observação chileno, chamado SSOT. Alguns manifestos extraoficiais apontavam o mês de outubro de 2010 como o período provável do lançamento, que agora só deve ocorrer, num bom cenário, provavelmente a partir de janeiro ou fevereiro de 2011. Por mais alguns meses, o SSOT deverá permanecer, portanto, "armazenado" nas instalações de seu fabricante, a EADS Astrium em Toulouse, no sul da França.

Custos adicionais

Atrasos em grandes e sofisticados projetos de engenharia não são nenhuma grande surpresa, e os casos do Vega e Soyuz não teriam por que fugir da "regra". O grande problema é que muitas vezes estes atrasos são acompanhados de custos e despesas extraordinárias que acrescem razoavelmente os seus valores iniciais. De acordo com Antonio Fabrizi, diretor de lançadores da Agência Espacial Europeia (ESA), o atraso do Soyuz acarretará numa despesa - a ser arcada pela ESA, de aproximadamente 50 milhões de euros.

É possível, para alguns até provável, que estes dois problemas (atraso e aumento nos custos) comecem a afligir o projeto da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space, à medida que o mesmo comece a ser posto definitivamente em prática, com o início das obras de infraestrutura em Alcântara. De fato, já ocorreram, por variados motivos, diversos atrasos no cronograma do voo de estreia do lançador Cyclone 4 (hoje, obviamente fala-se em não antes que 2011). E o valor total do projeto também aumenta a cada ano. No início da atual década, por exemplo, mencionava-se algo em torno de 180 milhões de dólares, mas hoje as estimativas consideradas são razoavelmente superiores.

"Agressividade comercial da ILS"

Um dado interessante mencionado pela reportagem, mas extraído do relatório anual da lançadora europeia, é a afirmação de que os preços dos lançamentos ficaram relativamente baixos em 2009 "por causa da agressividade comercial da ILS", o que possivelmente contribuiu para o prejuízo apurado pela Arianespace, de pouco mais de 70 milhões de euros. Sigla de International Launch Services, a ILS é a principal concorrente da Arianespace, operando de Baikonur, no Cazaquistão, o lançador russo Proton.

Os fretes da ILS foram mais baratos principalmente em razão da queda do valor da moeda russa, o rublo, em relação a outras moedas internacionais, como euro e dólar. Como a grande maioria dos custos associados ao Proton são em rublo, por ser fabricado na Rússia, torna-se possível a oferta de fretes mais econômicos aos clientes.

O lance curioso é que mesmo num mercado com menor concorrência como o de lançamento de satélites geoestacionários (a crise financeira do terceiro player nesse setor, a Sea Launch, colocou-a de "escanteio" no mercado, ao menos provisoriamente), a maior provedora ainda assim não consegue impor melhores preços. Vê-se, portanto, mais um indicativo de como o mercado de lançamentos espaciais têm sua dinâmica e peculiaridades próprias, não sendo um negócio de ganhos e lucros fáceis como alguns "especialistas" dão a entender.
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domingo, 28 de março de 2010

FIDAE 2010: Tímida participação espacial

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Encerra-se hoje (28), a 15ª edição da Feria Internacional del Aire y del Espacio (FIDAE), realizada desde 1980, a cada dois anos, em Santiago, Chile. É inegável que o terremoto que assolou o país sul-americano no final de fevereiro afetou consideravelmente a feira que, ao menos aparentemente, contou com um menor público profissional, além da falta de um grande tema ou foco. Não fosse a presença do caça norte-americano F-22 Raptor e o apoio da Força Aérea Brasileira,que enviou um considerável número de aeronaves para exposição ("FIDAE 2010: Apoio ao Chile"), e que reforçaram o lado de entretenimento da feira, o show definitivamente teria sido bem mais "fraco". Para o blog, o mais surpreendente, no entanto, foi a quase inexistência de qualquer temática ou exposição em matéria de tecnologia espacial.

A edição anterior da FIDAE, de 2008, contou com mais temática espacial do que a deste ano. Na época, encontrava-se em fase final a seleção, pelo governo chileno, de seu satélite de observação terrestre (SSOT), com várias empresas (israelenses e europeias) ainda participando da licitação. O satélite, aliás, que foi contratado junto a EADS Astrium em agosto de 2008, não foi tema de nenhum estande ou exibição, nem mesmo no da Agencia Chilena del Espacio.

Os expositores russos, liderados pela Roscosmos, a agência espacial do país tiveram presença basicamente institucional, exibindo maquetes de lançadores e satélites, aparentemente sem demonstrar uma grande ambição no mercado sul-americano. Na região, as oportunidades de cooperação espacial da Rússia estão bem concentradas no Brasil, onde participaram ou ainda participam de projetos de foguetes (revisão do VLS, propulsão líquida), buscam parcerias e negócios em sistema de geoposicionamento por satélite (Glonass), entre outros interesses em estágios mais preliminares. Preterida na Venezuela e Bolívia em favor dos chineses quanto a satélites de comunicações, a Rússia busca ainda fornecer o seu primeiro satélite para região, com a empresa ISS Reshetnev participando da concorrência colombiana Satcol.

Outros expositores com alguma atuação na área espacial, como a argentina INVAP e grandes grupos estrangeiros preferiram focar suas atenções em possibilidades consideradas mais promissoras na região, como sistemas de radares (caso da INVAP), comunicações terrestres, entre outros.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Satélite chileno pronto para o lançamento

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Representantes do governo chileno estiveram no início de fevereiro nas instalações da EADS Astrium em Toulouse, no sul da França, para reconhecerem a conclusão do satélite de observação terrestre SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra).

O SSOT foi encomendado em julho de 2008, tendo o programa de desenvolvimento e construção do pequeno satélite sido concluído em apenas 18 meses, um recorde para satélites de tal precisão, capazes de gerar imagens de 1,5 metros de resolução, afirmou a EADS Astrium. Em 2009, o segmento terrestre do sistema foi instalado em Santiago, onde a empresa europeia também concluiu a última fase das atividades de treinamento dos operadores chilenos.

"Um passo importante do programa foi atendido com sucesso, e nós estamos muito satisfeitos", disse Raúl Vergara, Subscretário de Aviação do Ministério da Defesa do Chile.

O SSOT ficará na unidade da Astrium em Toulouse até ser enviado para Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pela Arianespace, provavelmente ainda este ano, por um foguete russo Soyuz.
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sábado, 30 de maio de 2009

Chile discute segundo satélite

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Segundo informou algumas agências de notícias, na última sexta-feira (29), durante a visita da presidente do Chile, Michele Bachelet, ao seu colega francês, Nicolas Sarkozy, discutiu-se a possibilidade de compra pelo governo chileno de um segundo satélite fabricado na França. Não foram divulgadas informações sobre a função desse segundo satélite.

Ano passado, o Chile adquiriu um pequeno satélite ótico de sensoriamento remoto da EADS Astrium (leia aqui), denominado SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). O satélite, que deve ser lançado ao espaço em julho de 2010, está sendo fabricado nas instalações da Astrium em Toulouse, no sul da França, que também recebeu uma visita de Bachelet e sua comitiva.

Inclusive, acerca da visita às instalações da EADS Astrium em Toulouse, reportagens publicadas na imprensa chilena (veja aqui) dão conta de que houve um certo desconforto de membros da comitiva durante a apresentação feita por representantes do fabricante do satélite, que destacaram alguns dos serviços da empresa em áreas mais sensíveis, como a militar.

Esse desconforto, possivelmente em razão das relações de Santiago com o vizinho Peru, levou algumas autoridades a mencionarem que o SSOT não será um satélite militar, embora seja um projeto administrado pela Força Aérea (FACh), em parceria com a agência espacial chilena. Ressaltou-se que o sistema terá utilidade para a pesca, agricultura, planejamento urbano, etc.

No momento, vinte profissionais chilenos, das três forças armadas do país, chefiadas pelo comandante da FAch, Cristián Puebla, trabalham em Toulouse no projeto.
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Arianespace lançará satélite chileno

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Arianespace lançará satélite de observação SSOT para o Chile

Evry, França, 20 de dezembro de 2008 - A EADS Astrium escolheu a Arianespace para lançar o satélite de observação terrestre SSOT (Sistema Satelital para Observación de la Tierra) para o governo do Chile.

O SSOT é um satélite de observação terrestre de alta-resolução. O satélite será lançado em órbita heliosíncrona por um foguete Soyuz a partir do Centro Espacial de Guiana, na Guiana Francesa.

Previsto para ser lançado durante a segunda metade de 2010, o SSOT será construído pela Astrium tendo por base a plataforma Myriade, dentro do escopo de um contrato conferido à empresa pelo governo do Chile. (nota do blog: para mais informações sobre o satélite chileno, vejam a postagem "Sistema satelital para Observación de la Tierra")

O SSOT proverá o Chile com imagens de mais alta-qualidade para aplicações tantos civis como militares, como mapeamento, agricultura, gerenciamento de recursos naturais, de desastres naturais e riscos, etc.

Sobre a Arianespace

A Arianespace é uma companhia líder em serviços e soluções de lançamento, entregando serviços inovadores e soluções para seus clientes desde 1980. Apoiada por seus 23 acionistas e pela Agência Espacial Européia, a Arianespace oferece uma família de lançadores formada pelo Ariane 5, Soyuz e Vega, e conta com uma equipe de trabalho internacional renomada por sua cultura de comprometimento e excelência. Até 15 de dezembro de 2008, a Arianespace havia lançado um total de 263 cargas úteis, incluindo mais da metade de todos os satélites comerciais hoje em serviço no mundo. A companhia tem uma carteira de lançamentos de 25 Ariane 5 e 10 Soyuz, equivalente a mais de três anos de serviço.

Fonte: Arianespace, com tradução livre do blog Panorama Espacial.
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sábado, 9 de agosto de 2008

Sistema satelital para Observación de la Tierra

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No final desta semana, a EADS Astrium divulgou press release (ver abaixo versão em língua inglesa) a respeito da assinatura de contrato para o fornecimento do primeiro satélite de sensoriamento remoto chileno (“Sistema satelital para Observación de la Tierra” - SSOT), negócio já comentado no blog em postagens anteriores.

Astrium wins Chilean optical Earth observation system

August 7, 2008
  • Third Earth observation satellite system from the AstroSat 100 family to be built using the Myriade platform
  • The 6th contract for Astrium which confirms its status as EO export leader world wide.

Santiago, 7. August 2008: In the presence of the Chilean Minister of Defence, José Goñi, Astrium signed a contract for the development of the SSOT system (“Sistema satelital para Observación de la Tierra”). SSOT comprises one high resolution Earth observation satellite and associated ground segment, a complete partnering and training programme and the satellite launch planned for early 2010.

“Astrium concluded contract signature following months of intense competition, originally open to more than 20 specialist companies, involving all our current major competitors. This is a great success for our company and we are very proud that the Chilean authorities are starting their national space programme by working closely together with Astrium” said François Auque, CEO of Astrium.

The SSOT high resolution Earth observation satellite will be designed, built, integrated and tested by Astrium. The SSOT programme also includes the development and setting up of a ground control segment and image processing facilities enabling the satellites to be directly operated and controlled from Chile by the Chilean authorities. The co-operation agreement makes provision for Chilean engineers to work alongside the Astrium development team. They will be given intensive training in space technology and will participate directly in SSOT project development.

The system will enable Chile to obtain extremely high quality images for use in a wide variety of applications both in the defence and civil domains: cartography; agricultural management; forestry; water, mineral and oil resources; crop protection; natural disaster response; urban planning, etc.

SSOT is equipped with a latest-generation payload capable of supplying images with a resolution of 1.45m in panchromatic mode and 5.8m in each of four colour bands in multispectral mode.

With the signature of this export contract Astrium has again demonstrated its ability to offer attractive partnering solutions in the Earth observation field. It follows the FORMOSAT-2 satellite launched on 20 May 2004, the Korean KOMPSAT-2 and COMS satellites, the THEOS satellite developed for Thailand and the two ALSAT-2 satellites currently being built for Algeria.

Astrium, a wholly owned subsidiary of EADS, is dedicated to providing civil and defence space systems and services. In 2007, Astrium had a turnover of €3.5 billion and 12,000 employees in France, Germany, the United Kingdom, Spain and the Netherlands. Its three main areas of activity are Astrium Space Transportation for launchers and orbital infrastructure, and Astrium Satellites for spacecraft and ground segment, and its wholly owned subsidiary Astrium Services for the development and delivery of satellite services.

EADS is a global leader in aerospace, defence and related services. In 2007, EADS generated revenues of €39.1 billion and employed a workforce of more than 116, 000.

Fonte: EADS Astrium

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mais informações sobre o satélite chileno

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Passadas algumas semanas do anúncio da compra pelo Chile de seu primeiro satélite de sensoriamento, já é possível consolidar algumas informações mais detalhadas que foram divulgadas sobre o negócio.

O satélite, ainda sem nome oficial, terá massa de 150 kg, vida útil estimada em cinco anos, e órbita polar heliossíncrona, numa altitude entre 650-750 km. A carga útil será composta por dois sensores óticos: uma câmera pancromática com resolução de 1.8-2.5 metros, e outra multiespectral, com resolução de 5-10 metros. O contrato assinado com a EADS Astrium, estimado em 74 milhões de dólares inclui o desenvolvimento e construção do segmento orbital, a instalação de duas estações terrenas para o controle, recepção e processamento das imagens, treinamento de pessoal e lançamento.

O lançamento está previsto para março de 2010 (algumas fontes mencionam julho), por um foguete russo Soyuz operando a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. No mesmo vôo também deve subir um satélite de imageamento de alta-resolução Pleaides, desenvolvido pela Agência Espacial Francesa (CNES).

Embora a concorrência para a aquisição do sistema espacial tenha sido realizada pelo Ministério da Defesa, o governo chileno alega que o satélite será majoritariamente utilizado para finalidades civis, como cartografia, controles ambientais, mineração, agricultura e pesca. Alguns países vizinhos, especialmente o Peru demonstraram preocupação com o tema, temendo se tratar de um satélite-espião, algo refutado por Santiago.

A compra será bancada com recursos obtidos por meio da "Lei do Cobre", que garante às forças armadas chilenas, para investimentos, dez por cento do faturamento da mineradora estatal Codelco. Existe uma expectativa de que a operação do satélite seja transferida para a Agencia Chilena del Espacio.

EADS Astrium

A seleção da proposta da EADS Astrium não foi uma grande surpresa, uma vez que a empresa tem grande experiência em satélites de sensoriamento remoto, já tendo fornecido sistemas para vários países europeus, além da Coréia do Sul, Taiwan, Argélia e Tailândia

Em 2006, o governo de Santiago demonstrou interesse em adquirir um satélite da própria Astrium, mas o negócio acabou adiado e depois cancelado por causa de críticas do congresso por não ter havido uma concorrência. O grupo EADS, conglomerado que reúne empresas como a Airbus (aviões comerciais, Eurocopter (helicópteros), Astrium (espaço), entre outras é bastante forte no Chile, país em que está presente já há muitos anos, o que certamente também teve algum peso no resultado da concorrência.

Em entrevista publicada na coluna Defesa & Negócios da edição 114 (junho) da revista Tecnologia & Defesa, Christian Gras, vice-presidente sênior da EADS para a América Latina, apontou o Chile como um dos países do continente com demanda significativa no setor espacial. “Em vários países da região há também uma demanda potencial significativa para sistemas de comunicação digital segura. E também para o setor espacial, que no passado foi negligenciado por vários governos sul americanos. Países como Brasil, México, Peru, Chile, Colômbia e Venezuela reconhecem hoje a necessidade de desenvolver projetos espaciais, a maior parte deles para monitoramento ambiental e agrícola, de pesca ilegal e contrabando”, disse Gras.
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domingo, 27 de julho de 2008

EADS Astrium é selecionada no Chile

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A edição de sexta-feira passada (25) do jornal chileno La Tercera publicou reportagem indicando que o Ministério da Defesa daquele país optou pela proposta da empresa européia EADS Astrium para o fornecimento de um satélite de sensoriamento remoto de pequeno porte.

A reportagem informa que o satélite, de custo estimado em 72 milhões de dólares, será utilizado no monitoramento das fronteiras chilenas e apoio em desastres naturais, e tem lançamento previsto para 2010. Não foram divulgadas informações sobre o sensor de imageamento (se ótico ou radar), assim como suas especificações (resolução). A rara concorrência sul-americana foi bastante disputada (25 empresas receberam o Request for Information - RFI enviado pelo governo de Santiago), e na fase final restavam apenas a EADS Astrium e a canadense MDA.

Mais detalhes sobre a intenção chilena de ter um satélite de sensoriamento remoto podem ser encontradas numa das primeiras postagens do blog, em abril, intitulada "Satélite para o Chile".
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sábado, 12 de abril de 2008

Satélite para o Chile

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Nos dois primeiros dias da FIDAE 2008 foi publicamente anunciada por autoridades do governo chileno a retomada do projeto de aquisição de um satélite de sensoriamento remoto para uso em agricultura, meio-ambiente, pesca, investigação científica, e vigilância do território. De acordo com o Ministério da Defesa do Chile, o processo de aquisição está em fase bastante avançada. Sete empresas estrangeiras, entre as quais a isralense IAI, as européias EADS Astrium, e Thales Alenia Space, e a canadense MDA, de um total de vinte e quatro que inicialmente receberam o RFI (Request for Information) foram pré-selecionadas na concorrência. A definição e anúncio do fornecedor do satélite estão previstas para o final de abril, e a assinatura do contrato para meados de maio deste ano.

Detalhes acerca das características do satélite a ser contratado, seus subsistemas e sensores não foram publicamente anunciados, mas informações extraoficiais dão conta de que será um satélite de pequeno porte. Também não é sabido se a contratação do satélite, que deverá ser lançado em órbita em 2010 envolverá algum tipo de transferência de tecnologia, embora algumas pessoas a par do negócio tenham afirmado que a possibilidade é grande. A aquisição de um satélite próprio é mais um passo do Chile no sentido de organizar seu programa espacial, iniciado em 2005 e hoje encaminhado em sua fase final com a colaboração da chamada comunidade espacial chilena, integrada por institutos da áreas acadêmica e de defesa.

Caso a compra de um sofisticado satélite de sensoriamento remoto pelo governo de Santiago envolva transferência de tecnologia, o Chile entrará no rol de países latino-americanos, hoje integrado apenas pelo Brasil e Argentina, com acesso e conhecimento na área de engenharia de sistemas de imageamento por satélite. De acordo com especialistas consultados pelo Panorama Espacial durante a FIDAE, dependendo do grau de tecnologia a ser transferida, o Chile poderá ter acesso a tecnologias de imageamento mais avançadas do que as atualmente detidas por Argentina e Brasil.
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Espaço na FIDAE 2008

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Em comemoração à estréia do Panorama Espacial, serão postadas algumas notas sobre a Feria Internacional del Aire y del Espacio - FIDAE 2008, realizada em Santiago do Chile entre os dias 31 de março a 6 de abril de 2008.

Embora bastante tradicional na América do Sul, particularmente para os setores aeronáutico e de defesa, não houve na edição de 2008 um grande destaque para temas espaciais. Ainda assim, vários expositores apresentaram em seus estandes modelos de satélites de sensoriamento remoto, obviamente interessados em promover seus produtos, tendo em vista a existência de um concorrência para a aquisição pelo governo chileno de um satélite deste gênero (ver nota seguinte).

Outro destaque foi a realização da "V Conferencia Espacial: Tecnología Espacial y Cambio Climático", promovida pela Agência Espacial Chilena, com o objetivo de analisar o impacto da tecnologia espacial sobre a previsão de determinados fenômenos meteorológicos que têm afetado a América Latina. Apesar da relevância do tema, a conferência teve entre os palestrantes apenas especialistas chilenos e um norte-americano. Poderia ter sido melhor aproveitada.
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