.
FAB cede áreas para instalar infraestrutura de solo para o satélite SGDC
Brasília, 4 de dezembro de 2015 – A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Telebras assinaram, na quarta-feira (2), em Brasília (DF), acordo que prevê a cessão de uso de áreas militares para a construção da infraestrutura crítica de solo para o comando e controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O lançamento do equipamento está previsto para o segundo semestre de 2016 e terá uso voltado simultaneamente para aplicações civis e militares. Atenderá as demandas de comunicação do Ministério da Defesa (MD) e ao Plano Nacional de Banda Larga.
“Esse momento é um marco importante porque a liberação dessas áreas significa ter carta branca para podermos construir as estações”, avalia o gerente de satélite da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto.
Os processos entre as unidades militares e a empresa são coordenados pela Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (Ccise), que também presta assessoramento à equipe na especificação dos projetos. A Telebras é responsável pela contratação dos projetos executivos e obras de infraestrutura crítica.
O Centro de Operações Primário ficará dentro da área do 6º Comando Aéreo Regional (6º Comar), em Brasília, e o Centro de Operações Secundário, uma estrutura de backup, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, em uma área da Marinha. Além disso, estações de acesso, ou seja, antenas de recepção e envio de dados, estarão em Campo Grande (MT), Florianópolis (SC) e Salvador (BA), além das que serão instaladas em Brasília e no Rio de Janeiro.
Equipamentos – De acordo com a Telebras, nesta semana, técnicos da empresa francesa Thales Alenia Space, que está produzindo o SGDC, começaram a instalar os equipamentos de controle terrestre do satélite no Centro Temporário de Operações Espaciais (Cope), em Brasília. Eles serão usados para controlar remotamente o posicionamento do satélite, que cobrirá todo o território nacional. Hoje, o SGDC está no estágio de montagem na sede da Thales Alenia em Cannes, na França.
De acordo com o Nacimento Neto, o SGDC é o maior projeto da Telebras. O satélite pesa 5,8 toneladas e terá capacidade de transmitir 54 gigabytes por segundos. Ele complementará a rede de fibra ótica nacional para levar internet banda larga para as comunidades mais distantes, principalmente na região Norte.
A previsão para colocar o satélite em órbita é o terceiro trimestre de 2016, pela empresa Arianespace, a partir da base na Guiana Francesa. Após um período de ajustes e de testes, o satélite começa a sua operação comercial no início de 2017.
Fonte: FAB, via AEB.
.
Mostrando postagens com marcador Comunicações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunicações. Mostrar todas as postagens
domingo, 6 de dezembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Thales Alenia Space contratada para o ARSAT-3
.
O grupo franco-italiano Thales Alenia Space (TAS) anunciou hoje (26) a assinatura de um contrato com a ARSAT Empresa Argentina de Soluciones Satelitales S.A para fornecer a carga útil do ARSAT-3, terceiro satélite geoestacionário de comunicações construído na Argentina. O contrato inclui ainda opções para duas cargas úteis para futuras missões.
A estatal ARSAT é a prime contractor do programa de satélites geoestacionários de comunicações da Argentina, atuando em conjunto com a também estatal INVAP, que responde pela integração e fabricação do segmento orbital.
O novo contrato dá continuidade ao relacionamento bem sucedido da TAS com a ARSAT, iniciada com o fornecimento dos transpônderes dos dois primeiros satélites da família, atualmente operacionais em órbita. O ARSAT-2, mais recente, foi lançado ao espaço no final de setembro.
O ARSAT-3, que deve entrar em serviço em 2019, contará com 12 transpônderes de banda Ku e 8 em banda Ka, oferecendo capacidade de transmissão de dados em alta velocidade, internet e sinais de televisão.
"Nós estamos honrados com esta grande oportunidade de aprofundar a relação estratégica com a ARSAT e a INVAP da Argentina ao dar continuidade à estreita cooperação industrial iniciada com o ARSAT-1 e confirmada com o sucesso com o ARSAT-2", afirmou em nota Jean Loïc Galle, diretor-presidente da TAS.
.
O grupo franco-italiano Thales Alenia Space (TAS) anunciou hoje (26) a assinatura de um contrato com a ARSAT Empresa Argentina de Soluciones Satelitales S.A para fornecer a carga útil do ARSAT-3, terceiro satélite geoestacionário de comunicações construído na Argentina. O contrato inclui ainda opções para duas cargas úteis para futuras missões.
A estatal ARSAT é a prime contractor do programa de satélites geoestacionários de comunicações da Argentina, atuando em conjunto com a também estatal INVAP, que responde pela integração e fabricação do segmento orbital.
O novo contrato dá continuidade ao relacionamento bem sucedido da TAS com a ARSAT, iniciada com o fornecimento dos transpônderes dos dois primeiros satélites da família, atualmente operacionais em órbita. O ARSAT-2, mais recente, foi lançado ao espaço no final de setembro.
O ARSAT-3, que deve entrar em serviço em 2019, contará com 12 transpônderes de banda Ku e 8 em banda Ka, oferecendo capacidade de transmissão de dados em alta velocidade, internet e sinais de televisão.
"Nós estamos honrados com esta grande oportunidade de aprofundar a relação estratégica com a ARSAT e a INVAP da Argentina ao dar continuidade à estreita cooperação industrial iniciada com o ARSAT-1 e confirmada com o sucesso com o ARSAT-2", afirmou em nota Jean Loïc Galle, diretor-presidente da TAS.
.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
SGDC: capacitação de especialistas
.
Engenheiros se capacitam para operar satélite geoestacionário nacional
Brasília, 24 de novembro de 2015 – Este mês, 24 militares das Forças Armadas concluem a primeira fase de preparação para integrar o grupo que vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O equipamento, que atenderá demandas de comunicações militares e civis – como o Plano Nacional de Banda Larga, será lançado em 2016 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, no foguete Ariane 5.
“A expectativa da sociedade sobre o SGDC é muito grande em relação à autonomia nas comunicações do governo”, afirma o coronel Hélcio Vieira Júnior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (Nucope- P).
Com duração de quatro meses, o curso realizado em São José dos Campos (SP) objetiva unificar o conhecimento básico sobre o segmento espacial dos profissionais de diferentes áreas. “O assunto espacial é muito específico. Os engenheiros de computação, telecomunicações e eletrônica, entre outros, precisam dessa base de conhecimento”, detalha.
É o caso do tenente-coronel Sidney César Coelho Alves. Aviador pós-graduado em guerra eletrônica dedicou anos de sua carreira na administração do Sistema de Comunicações Militares (Siscomis) no Ministério da Defesa (MD. Agora, está imerso em aulas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre teorias, métodos de lançamentos, materiais usados na construção de um equipamento, sistemas e subsistemas empregados em satélites, entre outros. “Temos uma visão geral em termos espaciais”, afirma o oficial.
Visita – À medida que se aproxima o período de lançamento, se intensificam os preparativos da equipe que vai operá-lo. No início do mês, o grupo esteve em Guaratiba (RJ) para conhecer o centro de operações da empresa Star One. Este centro opera sete satélites, entre eles o Star One C1 e Star One C2 – satélites geoestacionários de comunicações que fornecem serviços para o Sistema Militar de Comando e Controle do MD. “Vimos na prática como é a operação e tivemos uma visão futura do que vamos fazer”, diz o tenente-coronel Sidney.
A visita faz parte do currículo do curso, cuja realização no Brasil é pioneira. O projeto é resultado de um esforço conjunto de diferentes instituições, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Inpe, ITA, MD e Comando da Aeronáutica.
Nas primeiras semanas, o grupo participou de aulas do curso itinerante da Força Aérea dos Estados Unidos sobre operação de satélites. “Esse curso não existe no Brasil. Tivemos que partir do zero para construí-lo”, revela o comandante do Nucope- P.
Um segundo grupo de profissionais realiza os cursos preparatórios em centros de operações na Europa, no Chile e na América do Norte. Os primeiros passos neste sentido iniciaram ainda em 2014.
A próxima fase, prevista para o primeiro trimestre de 2016, prevê que os dois grupos estejam aptos para participar do curso com a fabricante do SGDC, a empresa francesa Thales Alenia Space.
Fonte: FAB, via AEB.
.
Engenheiros se capacitam para operar satélite geoestacionário nacional
Brasília, 24 de novembro de 2015 – Este mês, 24 militares das Forças Armadas concluem a primeira fase de preparação para integrar o grupo que vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O equipamento, que atenderá demandas de comunicações militares e civis – como o Plano Nacional de Banda Larga, será lançado em 2016 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, no foguete Ariane 5.
“A expectativa da sociedade sobre o SGDC é muito grande em relação à autonomia nas comunicações do governo”, afirma o coronel Hélcio Vieira Júnior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (Nucope- P).
Com duração de quatro meses, o curso realizado em São José dos Campos (SP) objetiva unificar o conhecimento básico sobre o segmento espacial dos profissionais de diferentes áreas. “O assunto espacial é muito específico. Os engenheiros de computação, telecomunicações e eletrônica, entre outros, precisam dessa base de conhecimento”, detalha.
É o caso do tenente-coronel Sidney César Coelho Alves. Aviador pós-graduado em guerra eletrônica dedicou anos de sua carreira na administração do Sistema de Comunicações Militares (Siscomis) no Ministério da Defesa (MD. Agora, está imerso em aulas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre teorias, métodos de lançamentos, materiais usados na construção de um equipamento, sistemas e subsistemas empregados em satélites, entre outros. “Temos uma visão geral em termos espaciais”, afirma o oficial.
Visita – À medida que se aproxima o período de lançamento, se intensificam os preparativos da equipe que vai operá-lo. No início do mês, o grupo esteve em Guaratiba (RJ) para conhecer o centro de operações da empresa Star One. Este centro opera sete satélites, entre eles o Star One C1 e Star One C2 – satélites geoestacionários de comunicações que fornecem serviços para o Sistema Militar de Comando e Controle do MD. “Vimos na prática como é a operação e tivemos uma visão futura do que vamos fazer”, diz o tenente-coronel Sidney.
A visita faz parte do currículo do curso, cuja realização no Brasil é pioneira. O projeto é resultado de um esforço conjunto de diferentes instituições, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Inpe, ITA, MD e Comando da Aeronáutica.
Nas primeiras semanas, o grupo participou de aulas do curso itinerante da Força Aérea dos Estados Unidos sobre operação de satélites. “Esse curso não existe no Brasil. Tivemos que partir do zero para construí-lo”, revela o comandante do Nucope- P.
Um segundo grupo de profissionais realiza os cursos preparatórios em centros de operações na Europa, no Chile e na América do Norte. Os primeiros passos neste sentido iniciaram ainda em 2014.
A próxima fase, prevista para o primeiro trimestre de 2016, prevê que os dois grupos estejam aptos para participar do curso com a fabricante do SGDC, a empresa francesa Thales Alenia Space.
Fonte: FAB, via AEB.
.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
SGDC: 2 anos do NuCOPE-P
.
Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas
Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades
24/10/2015
Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.
“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.
De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.
Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.
O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.
Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.
Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.
Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.
O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Fonte: FAB
.
Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas
Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades
24/10/2015
Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.
“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.
De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.
Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.
O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.
Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.
Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.
Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.
O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Fonte: FAB
.
"Por que o Brasil e o mundo precisam da Telemedicina?", artigo de José Monserrat Filho
.
Por que o Brasil e o mundo precisam da Telemedicina?
José Monserrat Filho*
“... não há lugar para a globrlização da indiferença.” Papa Francisco, Carta Encíclica Laudato Si' sobre o Cuidado da Casa Comum, § 52, 2015.
Telemedicina é “o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação áudio visual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde”, conforme a Resolução 1.643, de 7 de agosto de 2002, do Conselho Federal de Medicina. A telemedicina resulta das imensas conexões entre as tecnologias da informação e do espaço exterior e o universo da medicina, que geram acesso cada vez mais rápido e eficiente à informação necessária, dinamizam como nunca antes o trabalho de pesquisadores e profissionais da saúde, e ajudam a salvar mais e mais vidas e melhorar em grande escala as condições de existência de milhões de pessoas. Revoluciona-se o combate às doenças, prolonga-se a vida saudável em todas as idades e alargam-se as perspectivas de conferir, de fato, maior dignidade a todos os seres humanos.
Três grandes eventos do setor – O 7º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, o 20º Congresso da Sociedade Internacional de Telemedicina e Telessaúde e o 1º Congresso de Telessaúde Rio de Janeiro serão realizados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 28 a 30 de outubro, com o tema geral “Telessaúde para Universalização da Saúde”.
Telessaúde, termo mais geral que telemedicina, é a transmissão de serviços de saúde ou informações sobre a saúde por meio de infraestrutura de telecomunicações. E telemedicina é uma forma específica de telessaúde: presta e promove – à distancia – serviços clínicos, educação e pesquisa em saúde.
O Brasil precisa da telemedicina porque é um país continental. Tem 8,5 milhões km² e 200 milhões de habitantes, dos quais mais de 30%, cerca de 54 milhões, vivem na pobreza e, deles, mais de 20 milhões são indigentes. Esses números contrastram com os notáveis avanços da medicina, inclusive no próprio país. Nosso sistema de saúde, extremamente precário, está longe de atender às necessidades básicas de milhões de brasileiros, até mesmo da classe média.
Vale esclarecer: Considera-se indigente quem não tem dinheiro nem para comprar alimentos e pobre, quem vive (sobrevive) com até meio salário mínimo por mês.
E no entanto as bases jurídicas do nosso sistema de saúde são muito adiantadas socialmente.
A Constituição do Brasil de 1988 reza em seu Art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” E o Art. 198 completa: “As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I – descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III – participação da comunidade.
Esses princípios – regulados pela Lei 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) – são amplos e abrangentes. E confirmam: a Constituição é mesmo “cidadã”, como proclamou Ulysses Guimarães, o Presidente da Constituinte. O desafio é criar e realizar as políticas sociais e econômicas indispensáveis para garantir sua implementação, com qualidade necessária dos serviços.
Nasceu daí o “Sistema Único de Saúde” (SUS), descentralizado mas com direção única, ligado ao Ministério da Saúde, que o define como "um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos” Com o SUS, toda a população brasileira passou a ter direito à saúde universal e gratuída, financiada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios (5.560).
A ideia, calcada em valores humanos, é excelente, mas sua efetivação é sofrível, como bem sabemos. Não estamos, porém, condenados a desistir dela. Pelo contrário. Ela é parte do longo e complexo processo de desenvolvimento da democracia brasileira, é produto de luta social e política, e deve ser colocada em prática sempre com o máximo empenho, aperfeiçoando-se a cada ocasião propícia e enfrentando todas as dificuldades que forem surgindo.
Instituições privadas complementam o SUS. Pelo Art. 199 da Constituição, “a assistência à saúde é livre à iniciativa privada” e suas instituições “poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos”.
O Art. 199 veda “a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos”, “a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei”, e a comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas para transplante, pesquisa e tratamento, além da coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados.
O Estado, portanto, tem o controle completo da saúde em todo o território nacional, de forma direta ou por meio de agências reguladoras – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), criada em 1999, e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), criada em 2000.
Pela lei que a criou, a ANS deve “promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regulando as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores, contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no País”. Daí que a ANS vigia não só os contratos dos operadores privados com fornecedores (hospitais, clínicas, laboratórios), mas também os contratos com os usuários do sistema.
O Brasil deve cumprir o Direito Internacional na área crucial dos Direitos Humanos. Em decreto presidencial de 6 de julho de 1992, o País adotou, após a criação do SUS, o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 19 de dezembro de 1966. Pelo decreto, o Pacto “será executado e cumprido inteiramente como nele se contém”. O Art. 12 do Pacto estabelece “o direito de toda pessoa de desfrutar o mais elevado nível possível de saúde física e mental”, bem como as medidas necessárias para “assegurar o pleno exercício desse direito”, que devem incluir: “a) A diminuição da mortinatalidade e da mortalidade infantil, bem como o desenvolvimento são das crianças; b) A melhoria de todos os aspectos de higiene do trabalho e do meio ambiente; c) A prevenção e o tratamento das doenças epidêmicas, endêmicas, profissionais e outras, bem como a luta contra essas doenças; d) A criação de condições que assegurem a todos assistência médica e serviços médicos em caso de enfermidade.” O SUS desempenha papel essencial nessas tarefas.
O Brasil também deve cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o ambicioso programa “Transformando Nosso Mundo”, aprovado por unanimidade na Conferência de Chefes de Estado e de Governo de todo o planeta, reunidos para comemorar os 70 anos das Nações Unidas, em Nova York, de 25 a 27 de setembro passado. Com o contínuo aumento da desigualdade, essa é a globalização imprescindível à maioria dos habitantes da Terra. A Agenda 2030 tem 17 objetivos e 169 metas, a serem cumpridos nos próximos 15 anos. O Objetivo 3, “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”, inclui importantes metas: 1) reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por cem mil nascidos vivos; 2) acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de cinco anos, com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos até 12 por mil nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos até 25 por mil nascidos vivos; 3) acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis; 4) reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis por meio de prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar; 5) assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento familiar, informação e educação, bem como a integração da saúde reprodutiva em estratégias e programas nacionais; 6) atingir a cobertura universal de saúde, incluindo a proteção do risco financeiro, o acesso a serviços de saúde essenciais de qualidade e o acesso a medicamentos e vacinas essenciais seguros, eficazes, de qualidade e a preços acessíveis para todos; 7) reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos e por contaminação e poluição do ar, da água e do solo.
Quem cumprirá essas tarefas no Brasil a não ser o SUS?
A telemedicina por satélite é desafio para o Brasil. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE – 2012-2021) não inclui ainda um projeto de telemedicina por satélite, mas afirma que “atender às crescentes necessidades e demandas espaciais do País” é “um grande apelo à inventividade e ao empreendedorismo no Brasil”. Ao responder à pergunta “Por que o espaço é indispensável ao Brasil?”, o PNAE responde: “Porque precisamos de mais telecomunicações (…), mais redução das desigualdades regionais, mais promoção da inclusão social”. Logo, precisamos de telemedicina por satélite, em especial para as regiões amazônica e nordeste.
Vários países da América Latina já perceberam que a telemedicina por satélite é excelente solução para os problemas de saúde pública. A Agência Espacial Mexicana e a Universidade Autônoma de San Luis de Potosí desenvolvem um projeto que prevê o uso de tecnologias espaciais para expandir os serviços de saúde a todo o país e atender às populações mais vulneráveis; o projeto reúne governo, academia e indústria. A Venezuela, através de sua agência espacial (ABAE), também está envolvida com um plano de telemedicina “para inclusão social nas zonas rurais e populações indígenas”, provendo serviços de radiografias, ultrasons, ressonâncias magnéticas, mamografias, biopsias e videos, além de outros. O plano inclui o uso do satélite de telecomunicações Simón Bolívar, fabricado na China e lançado de lá em outubro de 2008, para, de início, sistematizar e digitalizar prontuários médicos; criar uma base de dados de especialistas do país e do exterior; desenvolver uma plataforma web para solicitar horários; e equipar as unidades médicas do País com banda larga, fibra ótica e computadores. Na Argentina e no Chile, os programas de telemedicina se ampliam e ganham mais hospitais, mas ainda não usam satélites. A Organização Pan-Americana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OPS/OMS) facilitam aos Países o uso de salas virtuais para a comunicação direta de serviços médicos. Na Espanha, a telemedicina é um serviço público, gratuito e acessível a toda a população.
A telemedicina por satélite no Brasil ainda aguarda um ousado projeto pioneiro, de preferência público-privado, baseado na tríplice aliança – governo, academia e empresas privadas –, à qual poderia ser incorporada uma participação internacional. Quem se habilita?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo expressa tão somente a opinião do autor.
.
Por que o Brasil e o mundo precisam da Telemedicina?
José Monserrat Filho*
“... não há lugar para a globrlização da indiferença.” Papa Francisco, Carta Encíclica Laudato Si' sobre o Cuidado da Casa Comum, § 52, 2015.
Telemedicina é “o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação áudio visual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde”, conforme a Resolução 1.643, de 7 de agosto de 2002, do Conselho Federal de Medicina. A telemedicina resulta das imensas conexões entre as tecnologias da informação e do espaço exterior e o universo da medicina, que geram acesso cada vez mais rápido e eficiente à informação necessária, dinamizam como nunca antes o trabalho de pesquisadores e profissionais da saúde, e ajudam a salvar mais e mais vidas e melhorar em grande escala as condições de existência de milhões de pessoas. Revoluciona-se o combate às doenças, prolonga-se a vida saudável em todas as idades e alargam-se as perspectivas de conferir, de fato, maior dignidade a todos os seres humanos.
Três grandes eventos do setor – O 7º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, o 20º Congresso da Sociedade Internacional de Telemedicina e Telessaúde e o 1º Congresso de Telessaúde Rio de Janeiro serão realizados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 28 a 30 de outubro, com o tema geral “Telessaúde para Universalização da Saúde”.
Telessaúde, termo mais geral que telemedicina, é a transmissão de serviços de saúde ou informações sobre a saúde por meio de infraestrutura de telecomunicações. E telemedicina é uma forma específica de telessaúde: presta e promove – à distancia – serviços clínicos, educação e pesquisa em saúde.
O Brasil precisa da telemedicina porque é um país continental. Tem 8,5 milhões km² e 200 milhões de habitantes, dos quais mais de 30%, cerca de 54 milhões, vivem na pobreza e, deles, mais de 20 milhões são indigentes. Esses números contrastram com os notáveis avanços da medicina, inclusive no próprio país. Nosso sistema de saúde, extremamente precário, está longe de atender às necessidades básicas de milhões de brasileiros, até mesmo da classe média.
Vale esclarecer: Considera-se indigente quem não tem dinheiro nem para comprar alimentos e pobre, quem vive (sobrevive) com até meio salário mínimo por mês.
E no entanto as bases jurídicas do nosso sistema de saúde são muito adiantadas socialmente.
A Constituição do Brasil de 1988 reza em seu Art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” E o Art. 198 completa: “As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I – descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III – participação da comunidade.
Esses princípios – regulados pela Lei 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) – são amplos e abrangentes. E confirmam: a Constituição é mesmo “cidadã”, como proclamou Ulysses Guimarães, o Presidente da Constituinte. O desafio é criar e realizar as políticas sociais e econômicas indispensáveis para garantir sua implementação, com qualidade necessária dos serviços.
Nasceu daí o “Sistema Único de Saúde” (SUS), descentralizado mas com direção única, ligado ao Ministério da Saúde, que o define como "um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos” Com o SUS, toda a população brasileira passou a ter direito à saúde universal e gratuída, financiada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios (5.560).
A ideia, calcada em valores humanos, é excelente, mas sua efetivação é sofrível, como bem sabemos. Não estamos, porém, condenados a desistir dela. Pelo contrário. Ela é parte do longo e complexo processo de desenvolvimento da democracia brasileira, é produto de luta social e política, e deve ser colocada em prática sempre com o máximo empenho, aperfeiçoando-se a cada ocasião propícia e enfrentando todas as dificuldades que forem surgindo.
Instituições privadas complementam o SUS. Pelo Art. 199 da Constituição, “a assistência à saúde é livre à iniciativa privada” e suas instituições “poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos”.
O Art. 199 veda “a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos”, “a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei”, e a comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas para transplante, pesquisa e tratamento, além da coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados.
O Estado, portanto, tem o controle completo da saúde em todo o território nacional, de forma direta ou por meio de agências reguladoras – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), criada em 1999, e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), criada em 2000.
Pela lei que a criou, a ANS deve “promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regulando as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores, contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no País”. Daí que a ANS vigia não só os contratos dos operadores privados com fornecedores (hospitais, clínicas, laboratórios), mas também os contratos com os usuários do sistema.
O Brasil deve cumprir o Direito Internacional na área crucial dos Direitos Humanos. Em decreto presidencial de 6 de julho de 1992, o País adotou, após a criação do SUS, o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 19 de dezembro de 1966. Pelo decreto, o Pacto “será executado e cumprido inteiramente como nele se contém”. O Art. 12 do Pacto estabelece “o direito de toda pessoa de desfrutar o mais elevado nível possível de saúde física e mental”, bem como as medidas necessárias para “assegurar o pleno exercício desse direito”, que devem incluir: “a) A diminuição da mortinatalidade e da mortalidade infantil, bem como o desenvolvimento são das crianças; b) A melhoria de todos os aspectos de higiene do trabalho e do meio ambiente; c) A prevenção e o tratamento das doenças epidêmicas, endêmicas, profissionais e outras, bem como a luta contra essas doenças; d) A criação de condições que assegurem a todos assistência médica e serviços médicos em caso de enfermidade.” O SUS desempenha papel essencial nessas tarefas.
O Brasil também deve cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o ambicioso programa “Transformando Nosso Mundo”, aprovado por unanimidade na Conferência de Chefes de Estado e de Governo de todo o planeta, reunidos para comemorar os 70 anos das Nações Unidas, em Nova York, de 25 a 27 de setembro passado. Com o contínuo aumento da desigualdade, essa é a globalização imprescindível à maioria dos habitantes da Terra. A Agenda 2030 tem 17 objetivos e 169 metas, a serem cumpridos nos próximos 15 anos. O Objetivo 3, “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”, inclui importantes metas: 1) reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por cem mil nascidos vivos; 2) acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de cinco anos, com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos até 12 por mil nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos até 25 por mil nascidos vivos; 3) acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis; 4) reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis por meio de prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar; 5) assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento familiar, informação e educação, bem como a integração da saúde reprodutiva em estratégias e programas nacionais; 6) atingir a cobertura universal de saúde, incluindo a proteção do risco financeiro, o acesso a serviços de saúde essenciais de qualidade e o acesso a medicamentos e vacinas essenciais seguros, eficazes, de qualidade e a preços acessíveis para todos; 7) reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos e por contaminação e poluição do ar, da água e do solo.
Quem cumprirá essas tarefas no Brasil a não ser o SUS?
A telemedicina por satélite é desafio para o Brasil. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE – 2012-2021) não inclui ainda um projeto de telemedicina por satélite, mas afirma que “atender às crescentes necessidades e demandas espaciais do País” é “um grande apelo à inventividade e ao empreendedorismo no Brasil”. Ao responder à pergunta “Por que o espaço é indispensável ao Brasil?”, o PNAE responde: “Porque precisamos de mais telecomunicações (…), mais redução das desigualdades regionais, mais promoção da inclusão social”. Logo, precisamos de telemedicina por satélite, em especial para as regiões amazônica e nordeste.
Vários países da América Latina já perceberam que a telemedicina por satélite é excelente solução para os problemas de saúde pública. A Agência Espacial Mexicana e a Universidade Autônoma de San Luis de Potosí desenvolvem um projeto que prevê o uso de tecnologias espaciais para expandir os serviços de saúde a todo o país e atender às populações mais vulneráveis; o projeto reúne governo, academia e indústria. A Venezuela, através de sua agência espacial (ABAE), também está envolvida com um plano de telemedicina “para inclusão social nas zonas rurais e populações indígenas”, provendo serviços de radiografias, ultrasons, ressonâncias magnéticas, mamografias, biopsias e videos, além de outros. O plano inclui o uso do satélite de telecomunicações Simón Bolívar, fabricado na China e lançado de lá em outubro de 2008, para, de início, sistematizar e digitalizar prontuários médicos; criar uma base de dados de especialistas do país e do exterior; desenvolver uma plataforma web para solicitar horários; e equipar as unidades médicas do País com banda larga, fibra ótica e computadores. Na Argentina e no Chile, os programas de telemedicina se ampliam e ganham mais hospitais, mas ainda não usam satélites. A Organização Pan-Americana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OPS/OMS) facilitam aos Países o uso de salas virtuais para a comunicação direta de serviços médicos. Na Espanha, a telemedicina é um serviço público, gratuito e acessível a toda a população.
A telemedicina por satélite no Brasil ainda aguarda um ousado projeto pioneiro, de preferência público-privado, baseado na tríplice aliança – governo, academia e empresas privadas –, à qual poderia ser incorporada uma participação internacional. Quem se habilita?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo expressa tão somente a opinião do autor.
.
sábado, 17 de outubro de 2015
O programa argentino de satélites de comunicações
.
No início deste mês, o senado argentino aprovou por unanimidade um projeto de lei para o desenvolvimento de sua capacidade local de satélites geoestacionários de comunicações, considerada de interesse público. O projeto prevê a criação do "Plan Satelital Geoestacionario Argentino 2015-2035", que prevê o lançamento de oito novas missões geoestacionárias de comunicações nos próximos vinte anos, a serem operados pela estatal ARSAT. Três destes novos satélites estão planejados para o período entre 2019 e 2023.
O projeto reconhece a construção dos satélites, de responsabilidade da também estatal INVAP, como uma prioridade nacional, declara a indústria de satélites como de interesse público, e busca ampliar o conteúdo nacional nas missões. Também estabelece objetivos para o desenvolvimento de uma plataforma orbital, com mais capacidade e potência.
Único país do hemisfério sul com capacidade de construir satélites geoestacionários, a Argentina já colocou em órbita duas missões, o Arsat-1, que no último dia 16 completou um ano no espaço, e o Arsat-2, lançado no final de setembro. Embora projetados localmente pela INVAP, os satélites contam com parte significativa de seus principais subsistemas adquiridos no exterior. É o caso das cargas úteis (transpônderes), fornecidos pela franco-italiana Thales Alenia Space, e dos sistemas de propulsão, painéis solares e certos componentes do subsistema de controle de atitude e órbita, fabricados pela europeia Airbus Defence and Space.
Cooperação internacional
Em 30 de setembro, por ocasião do lançamento do Arsat-2, promovido pela Arianespace a partir de Kourou, na Guiana Francesa, ministros dos governos da Argentina e da França firmaram um acordo de cooperação técnica no âmbito de comunicações por satélite e aplicações espaciais. O instrumento assinado, um primeiro passo para o início de discussões, contempla a busca de projetos de cooperação industrial e comercial no campo espacial. Abrange também a exploração de possíveis projetos de colaboração em plataformas de aplicações destinadas para utilidade pública baseadas em uso de sinais de satélites de comunicações, Observação da Terra e Navegação, além de intercâmbios e iniciativas em recursos humanos.
No continente sul-americano, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT é uma de suas plataformas para este objetivo. No final de agosto de 2014, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”. O projeto de lei aprovado pelo senado também faz referência à busca de cooperação na região.
.
No início deste mês, o senado argentino aprovou por unanimidade um projeto de lei para o desenvolvimento de sua capacidade local de satélites geoestacionários de comunicações, considerada de interesse público. O projeto prevê a criação do "Plan Satelital Geoestacionario Argentino 2015-2035", que prevê o lançamento de oito novas missões geoestacionárias de comunicações nos próximos vinte anos, a serem operados pela estatal ARSAT. Três destes novos satélites estão planejados para o período entre 2019 e 2023.
O projeto reconhece a construção dos satélites, de responsabilidade da também estatal INVAP, como uma prioridade nacional, declara a indústria de satélites como de interesse público, e busca ampliar o conteúdo nacional nas missões. Também estabelece objetivos para o desenvolvimento de uma plataforma orbital, com mais capacidade e potência.
Único país do hemisfério sul com capacidade de construir satélites geoestacionários, a Argentina já colocou em órbita duas missões, o Arsat-1, que no último dia 16 completou um ano no espaço, e o Arsat-2, lançado no final de setembro. Embora projetados localmente pela INVAP, os satélites contam com parte significativa de seus principais subsistemas adquiridos no exterior. É o caso das cargas úteis (transpônderes), fornecidos pela franco-italiana Thales Alenia Space, e dos sistemas de propulsão, painéis solares e certos componentes do subsistema de controle de atitude e órbita, fabricados pela europeia Airbus Defence and Space.
Cooperação internacional
Em 30 de setembro, por ocasião do lançamento do Arsat-2, promovido pela Arianespace a partir de Kourou, na Guiana Francesa, ministros dos governos da Argentina e da França firmaram um acordo de cooperação técnica no âmbito de comunicações por satélite e aplicações espaciais. O instrumento assinado, um primeiro passo para o início de discussões, contempla a busca de projetos de cooperação industrial e comercial no campo espacial. Abrange também a exploração de possíveis projetos de colaboração em plataformas de aplicações destinadas para utilidade pública baseadas em uso de sinais de satélites de comunicações, Observação da Terra e Navegação, além de intercâmbios e iniciativas em recursos humanos.
No continente sul-americano, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT é uma de suas plataformas para este objetivo. No final de agosto de 2014, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”. O projeto de lei aprovado pelo senado também faz referência à busca de cooperação na região.
.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
CEOs da Telebras e Visiona visitam Thales Alenia Space
.
CEOs da Telebras e Visiona visitam Thales Alenia Space
São Paulo, 05 de outubro de 2015 - A Thales Alenia Space recebeu a visita de Jorge Bittar, chairman e CEO da Telebras, Paulo Kapp, diretor de tecnologia da Telebras, e Eduardo Bonini, chairman e CEO da Visiona [Nota do blog: na imagem acima, Bonini e Bittar]. Entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, a delegação brasileira visitou as fábricas de Toulouse e Cannes para conhecer as pessoas envolvidas no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e verificar os últimos progressos realizados no satélite, agora em fase de integração.
Os executivos também se encontraram com os 40 engenheiros brasileiros que estão envolvidos no projeto na Thales Alenia Space, como parte do acordo firmado de transferência de tecnologia. Os engenheiros - contratados pela Visiona, Telebras, Agência Espacial Brasileira, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Ministério da Defesa – completaram 18 meses de treinamento e, neste período, acompanharam cada etapa do projeto do SGDC, em conjunto com os engenheiros franceses da Thales Alenia Space.
Com base nas competências e experiências que os engenheiros adquiriram na França, eles estão preparados para desempenhar, no médio prazo, um papel fundamental para o desenvolvimento de uma indústria espacial no Brasil, que gradualmente irá desenvolver e consolidar sua independência e soberania nesse setor.
Fonte: Thales
.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Star One C4 em órbita!
.
O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.
O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.
Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
.
O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.
O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.
Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
SGDC: militares em visita à Europa
.
Brasil treina militares do SGDC na Europa
12 de julho de 2015
Militares que compõem o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), sediado em Brasília (DF), conheceram centros de monitoramento de satélites europeus. Os onze militares das Forças Armadas estiveram na França e na Itália entre os dias 30 de junho e 03 de julho para um intercâmbio de informações técnicas. O objetivo foi estudar a experiência de outros países para estabelecer o modelo brasileiro de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) a ser lançado em 2016.
“Estamos conhecendo as estações de monitoramento com realidades próximas das nossas necessidades”, explicou o comandante do NUCOPE-P, coronel Hélcio Vieira Junior. O SGDC atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga, gerenciado pela Telebras, e a comunicações estratégicas do Ministério da Defesa.
Na França, o grupo esteve no Comando Conjunto Espacial Francês, que gerencia os sistemas espaciais franceses, dentre os quais satélites óticos, um dos equipamentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), coordenado pelo Comando da Aeronáutica. O grupo também conheceu o Centro Militar de Observação Espacial, responsável pelos satélites de observação da terra, e o Conselho Internacional de Defesa, organização responsável por treinamentos para o Ministério de Defesa Francês. Na Itália, o roteiro incluiu centros espaciais e o órgão responsável pelos projetos na área.
O Centro Espacial de Fucino (Centro Spaziale “Piero Fanti” del Fucino) é o maior centro de operações espaciais multimissão do mundo, e de lá se controla a constelação Galileu (sistema europeu similar ao GPS americano de órbita média), o TLC/TV (satélites geoestacionários para difusão de comunicações estratégicas na Itália a cabo/satélite) e satélites científicos de órbita baixa. O grupo também esteve no Centro Espacial da Agência Espacial Italiana Giuseppe Colombo, responsável pela operação dos satélites de comunicação estratégicas do Sistema Italiano de Comunicações Reservadas e Alarme.
De acordo com o comandante do NUCOPE-P, este é o centro que mais se aproxima da operação inicial do monitoramento do SGDC. “Observamos a quantidade de pessoal militar utilizado em cada função. Lá também foi possível ver como eles fazem o Conhecimento da Situação no Espaço (SSA – Space Situation Awareness) utilizando as informações fornecidas pela Força Aérea Norte-Americana e por um telescópio de propriedade deles”, detalhou.
Os militares brasileiros ainda conheceram a “Projetos Especiais Italianos”, organização de estudos estratégicos e projetos espaciais que presta serviços ao Ministério de Defesa Italiano. “Fomos apresentados a várias possibilidades de parcerias na área espacial”, finaliza. Além dos centros europeus, o grupo já conheceu os métodos de trabalho de centros de monitoramento nos Estados Unidos, no Canadá e no Chile.
Fonte: Tecnologia & Defesa, com informações da Agência Força Aérea.
.
Brasil treina militares do SGDC na Europa
12 de julho de 2015
Militares que compõem o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), sediado em Brasília (DF), conheceram centros de monitoramento de satélites europeus. Os onze militares das Forças Armadas estiveram na França e na Itália entre os dias 30 de junho e 03 de julho para um intercâmbio de informações técnicas. O objetivo foi estudar a experiência de outros países para estabelecer o modelo brasileiro de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) a ser lançado em 2016.
“Estamos conhecendo as estações de monitoramento com realidades próximas das nossas necessidades”, explicou o comandante do NUCOPE-P, coronel Hélcio Vieira Junior. O SGDC atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga, gerenciado pela Telebras, e a comunicações estratégicas do Ministério da Defesa.
Na França, o grupo esteve no Comando Conjunto Espacial Francês, que gerencia os sistemas espaciais franceses, dentre os quais satélites óticos, um dos equipamentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), coordenado pelo Comando da Aeronáutica. O grupo também conheceu o Centro Militar de Observação Espacial, responsável pelos satélites de observação da terra, e o Conselho Internacional de Defesa, organização responsável por treinamentos para o Ministério de Defesa Francês. Na Itália, o roteiro incluiu centros espaciais e o órgão responsável pelos projetos na área.
O Centro Espacial de Fucino (Centro Spaziale “Piero Fanti” del Fucino) é o maior centro de operações espaciais multimissão do mundo, e de lá se controla a constelação Galileu (sistema europeu similar ao GPS americano de órbita média), o TLC/TV (satélites geoestacionários para difusão de comunicações estratégicas na Itália a cabo/satélite) e satélites científicos de órbita baixa. O grupo também esteve no Centro Espacial da Agência Espacial Italiana Giuseppe Colombo, responsável pela operação dos satélites de comunicação estratégicas do Sistema Italiano de Comunicações Reservadas e Alarme.
De acordo com o comandante do NUCOPE-P, este é o centro que mais se aproxima da operação inicial do monitoramento do SGDC. “Observamos a quantidade de pessoal militar utilizado em cada função. Lá também foi possível ver como eles fazem o Conhecimento da Situação no Espaço (SSA – Space Situation Awareness) utilizando as informações fornecidas pela Força Aérea Norte-Americana e por um telescópio de propriedade deles”, detalhou.
Os militares brasileiros ainda conheceram a “Projetos Especiais Italianos”, organização de estudos estratégicos e projetos espaciais que presta serviços ao Ministério de Defesa Italiano. “Fomos apresentados a várias possibilidades de parcerias na área espacial”, finaliza. Além dos centros europeus, o grupo já conheceu os métodos de trabalho de centros de monitoramento nos Estados Unidos, no Canadá e no Chile.
Fonte: Tecnologia & Defesa, com informações da Agência Força Aérea.
.
domingo, 12 de julho de 2015
Star One C4: lançamento esta semana
.
Está previsto para a próxima quarta-feira (15), o lançamento do Star One C4, satélite de comunicações da Star One, empresa do grupo Embratel. O satélite da empresa brasileira, construído pela Space Systems / Loral (SSL), dos Estados Unidos, terá como "companheiro" de missão o europeu MSG-4, de meteorologia.
A colocação em órbita estará a cargo da Arianespace, que utilizará seu lançador Ariane 5, voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta missão terá alguns significados importantes: será o decimo satélite da operadora brasileira lançado pela Arianespace, e o 50º satélite construído pela SSL lançado pela companhia europeia.
O Star One C4 contará com 48 transpônderes em Banda Ku, garantindo a oferta de serviços como transmissão de vídeo e Internet diretamente aos usuários, além de telefonia em localidades remotas. Com massa total de 5.635 kg, terá vida útil estimada em 15 anos.
Para mais informações, veja o "launch kit" disponibilizado pela Arianespace.
..
Está previsto para a próxima quarta-feira (15), o lançamento do Star One C4, satélite de comunicações da Star One, empresa do grupo Embratel. O satélite da empresa brasileira, construído pela Space Systems / Loral (SSL), dos Estados Unidos, terá como "companheiro" de missão o europeu MSG-4, de meteorologia.
A colocação em órbita estará a cargo da Arianespace, que utilizará seu lançador Ariane 5, voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta missão terá alguns significados importantes: será o decimo satélite da operadora brasileira lançado pela Arianespace, e o 50º satélite construído pela SSL lançado pela companhia europeia.
O Star One C4 contará com 48 transpônderes em Banda Ku, garantindo a oferta de serviços como transmissão de vídeo e Internet diretamente aos usuários, além de telefonia em localidades remotas. Com massa total de 5.635 kg, terá vida útil estimada em 15 anos.
Para mais informações, veja o "launch kit" disponibilizado pela Arianespace.
..
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Telebras garante: lançamento do SGDC em 2016
.
Presidente da Telebras garante lançamento do SGDC para 2016
Brasília, 08 de julho de 2015 – Conhecendo as dificuldades para levar a banda larga para todo o Brasil em consequência da dimensão continental do país o governo deposita grande expectativa no Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SDGC-1).
Com ele, será possível transmitir banda larga para todo o território a uma velocidade de 60 Gigabytes por segundo (Gbps), mesmo que com um custo superior ao da fornecida pela fibra óptica.
A intenção é que o satélite seja lançado no segundo trimestre de 2016, com projeção de entrada em funcionamento e início do fornecimento de banda larga e de comunicações estratégicas de defesa no primeiro trimestre de 2017. O prazo de funcionamento do SGDC-1 é de 15 anos.
O investimento para a conclusão do projeto é avaliado em R$ 2,2 bilhões. Num momento em que se atravessa uma crise econômica, o projeto poderia ser ameaçado de sofrer cortes em função do ajuste das contas do governo. No entanto, o presidente da Telebras, Jorge Bittar, garantiu que os investimentos voltados para a infraestrutura de banda larga não perderão verbas.
Além do satélite geoestacionário, estão inclusos a construção de vias de cabos submarinos para a Europa e para os Estados Unidos, além do programa Banda Larga para Todos.
“Os recursos para o satélite estão absolutamente mantidos. Os investimentos para aumentar a capilaridade das nossas redes de fibras ópticas, tais como previstos, também estão assegurados, assim como a verba para os cabos submarinos. Sinceramente, apesar de vivermos um período de grandes restrições fiscais, registro que a banda larga é prioridade de governo e não sofreu corte”, garantiu Bittar em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, nesta terça-feira (7).
Fonte: Agência Gestão CT&I.
.
Presidente da Telebras garante lançamento do SGDC para 2016
Brasília, 08 de julho de 2015 – Conhecendo as dificuldades para levar a banda larga para todo o Brasil em consequência da dimensão continental do país o governo deposita grande expectativa no Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SDGC-1).
Com ele, será possível transmitir banda larga para todo o território a uma velocidade de 60 Gigabytes por segundo (Gbps), mesmo que com um custo superior ao da fornecida pela fibra óptica.
A intenção é que o satélite seja lançado no segundo trimestre de 2016, com projeção de entrada em funcionamento e início do fornecimento de banda larga e de comunicações estratégicas de defesa no primeiro trimestre de 2017. O prazo de funcionamento do SGDC-1 é de 15 anos.
O investimento para a conclusão do projeto é avaliado em R$ 2,2 bilhões. Num momento em que se atravessa uma crise econômica, o projeto poderia ser ameaçado de sofrer cortes em função do ajuste das contas do governo. No entanto, o presidente da Telebras, Jorge Bittar, garantiu que os investimentos voltados para a infraestrutura de banda larga não perderão verbas.
Além do satélite geoestacionário, estão inclusos a construção de vias de cabos submarinos para a Europa e para os Estados Unidos, além do programa Banda Larga para Todos.
“Os recursos para o satélite estão absolutamente mantidos. Os investimentos para aumentar a capilaridade das nossas redes de fibras ópticas, tais como previstos, também estão assegurados, assim como a verba para os cabos submarinos. Sinceramente, apesar de vivermos um período de grandes restrições fiscais, registro que a banda larga é prioridade de governo e não sofreu corte”, garantiu Bittar em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, nesta terça-feira (7).
Fonte: Agência Gestão CT&I.
.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Entrevista com Eduardo Bonini, presidente da Visiona Tecnologia Espacial
.
Uma empresa brasileira para integração de sistemas espaciais
O presidente da Visiona fala à T&D
Criada em 28 de maio de 2012, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, nasceu com o propósito de atuar como integradora nacional (prime contractor) de sistemas espaciais, em linha com os preceitos do PNAE 2012-2021.
O SGDC, para o qual foi contratada pelo Governo Federal, em dezembro de 2013, é seu grande projeto, muito embora a companhia tenha outras ações e pretensões já bem definidas. Além de satélites de comunicações, se propõe a exercer o papel de prime contractor em futuras missões de satélites do PNAE e do PESE, e o SCD-Hidro, projetos que necessariamente devem envolver um maior envolvimento industrial nacional.
A Visiona tem analisado iniciativas no campo de tecnologias críticas para o setor espacial, como sistemas de controle de atitude e órbita. Em audiência no Senado Federal, em novembro de 2014, seu presidente, Eduardo Bonini, falou sobre a intenção em desenvolver algo nesse segmento. “Nós estamos analisando a possibilidade de começar um desenvolvimento sobre esse software, que é um sistema altamente preciso; consiste na manutenção de órbita e controle de posição de movimento do satélite, uma tecnologia que não é dominada pelo Brasil e é a tecnologia central para controle do satélite e integração dos sistemas”, afirmou.
Em maio último, Bonini concedeu a seguinte entrevista à revista:
Tecnologia & Defesa - A Visiona surgiu com o principal propósito de atuar como integradora em missões do Programa Espacial Brasileiro. Neste cenário, são consideradas possibilidades de aquisições de empresas como forma de consolidar este setor industrial no País?
Eduardo Bonini - A Visiona, antes de iniciar qualquer aquisição de empresas, pretende que, com novos projetos e contratos, possa fortalecer a cadeia de fornecedores locais já existentes, inclusive ajudar esses fornecedores a serem capacitados e incluídos na rede de fornecedores internacionais de componentes e subsistemas espaciais. No futuro, seriam identificados os processos industriais de maior sinergia com as atividades da empresa, que poderiam ser desenvolvidos na Visiona de forma orgânica ou por meio de aquisições.
Tecnologia & Defesa - O senhor poderia falar um pouco sobre o status do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tanto do segmento espacial quanto do terrestre?
Eduardo Bonini - O desenvolvimento do satélite vem acontecendo exatamente dentro do prazo planejado no início do programa, estando hoje algumas semanas adiantado em relação à programação original, mantendo a meta do lançamento para o início da janela programada, que é setembro de 2016.
Esta janela está relacionada ao serviço contratado junto ao fabricante do lançador do satélite, que pode ter uma variação de seis meses. Estamos trabalhando de forma coordenada entre a fabricação do satélite e a disponibilidade do lançador, para lançamento no início dessa janela. O processo de colocação do seguro de lançamento no mercado está concluído, inclusive com a participação de seguradoras e resseguradoras nacionais, e a contratação da apólice agora depende de decisão final da Telebras.
Os equipamentos que comporão os Centros de Controle do satélite estão prontos para serem embarcados para o Brasil, aguardando a disponibilização pela Telebras das salas técnicas onde deverão ser instalados. A contratação dos gateways e terminais de usuário está sendo conduzida pela Telebras dentro das suas capacidades técnicas e orçamentárias.
T&D - Quais são as perspectivas para a contratação de um segundo satélite de comunicações? A Visiona já mantém conversações com o governo neste sentido?
Eduardo Bonini - Esta é uma decisão única e exclusiva de nosso cliente, que deverá avaliar a necessidade ou não de um satélite adicional, baseado na demanda e nas capacidades deste primeiro satélite.
T&D - Em abril deste ano, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, falou sobre o interesse da empresa em atuar no campo de lançadores, tendo citado, inclusive, o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), contando com a participação da Agência Espacial da Alemanha (DLR). O senhor poderia comentar a respeito?
Eduardo Bonini - Este assunto diz respeito à Embraer Defesa e Segurança, sem o envolvimento da Visiona.
T&D - Sabe-se que, além do SGDC, a Visiona está atenta a outras oportunidades mais imediatas na área como o projeto do SCD-HIDRO, e tecnologias de controle de satélites. Isso foi, aliás, citado pelo senhor em audiência pública no Senado Federal em novembro de 2014. Como estão tais iniciativas e quais são as suas expectativas?
Eduardo Bonini - A Visiona está e estará sempre atenta tanto a novas oportunidades para realização de novos negócios, como para a necessidade de desenvolvimento de tecnologias que ainda não sejam dominadas pelo País. Aguardamos, com todo interesse, que apareçam novas oportunidades onde nossa empresa possa contribuir para o desenvolvimento e entrega das necessidades satelitais demandadas pelo governo brasileiro. Nossa expectativa é que estes projetos sejam lançados o quanto antes, ainda neste ano de 2015.
Quanto à capacitação em tecnologias críticas, a Visiona iniciou o projeto de desenvolvimento de um sistema de controle de atitude para satélites de órbita baixa. Esse projeto permitirá um elevado grau de autonomia nacional nas futuras missões de satélite tanto para aplicações civis quanto de defesa.
T&D - O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), da Agência Espacial Brasileira (AEB), lista uma série de missões futuras de satélites, como o SGDC, em desenvolvimento; observação terrestre - incluindo tecnologia radar; meteorologia; entre outras. Como isso se inclui no planejamento da Visiona e, após o SGDC, quais serão os próximos passos no âmbito do PNAE?
Eduardo Bonini - O PNAE é um programa muito bem elaborado pela AEB e apresenta detalhes que ajudam as empresas a se prepararem para atender a essas futuras necessidades, através de seu desenvolvimento e capacitação. Assim como todas as empresas do setor, estamos nos preparando para esses projetos e aguardamos que o programa possa ser implantado da maneira mais rápida possível, entendendo a situação pela qual o País passa em relação ao ajuste fiscal.
T&D - O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, é outra oportunidade que tem atraído atenções e gerado movimentações, apesar das questões orçamentárias que acabaram por atrasar a sua implementação. Qual é a visão e a estratégia da Visiona em relação ao assunto?
Eduardo Bonini - A estratégia é a mesma descrita em relação ao PNAE. Inclusive, para o PESE, parte das soluções que estão sendo estudadas para aplicações de plataformas satelitais, poderiam ter uso dual, tanto civil como militar, para diversos tipos de tecnologia, tais como ótico, radar, comunicação tática, etc. Estamos olhando para os dois planos de forma integrada, buscando soluções que possam ser aplicadas de forma conjunta, o que minimizará custos e potencializará o envolvimento da base industrial local.
T&D - O uso crescente de nanossatélites, como cubesats, é uma tendência mundial, havendo vários projetos sendo desenvolvidos no Brasil, com alguns já implementados com sucesso. A Visiona tem considerado esta tecnologia em seus planos e elaboração de propostas para o atendimento de demandas locais?
Eduardo Bonini - Temos acompanhado a evolução da tecnologia e concordamos que a tendência de redução do tamanho e custo dos satélites é um fato inexorável. Especificamente em relação aos nanossatélites, temos estudado o assunto em parceria com outras empresas e vemos que, de forma geral, ainda há poucas aplicações maduras para os nanossatélites, não só por limitações do “estado-da-arte” da tecnologia, mas principalmente por restrições físicas decorrentes do tamanho, vida esperada e capacidade de geração de energia destes satélites. Certamente existem nichos em que este conceito pode ser aplicado, mas acreditamos que as necessidades brasileiras requerem satélites de porte um pouco maior.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa nº 141, junho de 2015.
.
Uma empresa brasileira para integração de sistemas espaciais
O presidente da Visiona fala à T&D
Criada em 28 de maio de 2012, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, nasceu com o propósito de atuar como integradora nacional (prime contractor) de sistemas espaciais, em linha com os preceitos do PNAE 2012-2021.
O SGDC, para o qual foi contratada pelo Governo Federal, em dezembro de 2013, é seu grande projeto, muito embora a companhia tenha outras ações e pretensões já bem definidas. Além de satélites de comunicações, se propõe a exercer o papel de prime contractor em futuras missões de satélites do PNAE e do PESE, e o SCD-Hidro, projetos que necessariamente devem envolver um maior envolvimento industrial nacional.
A Visiona tem analisado iniciativas no campo de tecnologias críticas para o setor espacial, como sistemas de controle de atitude e órbita. Em audiência no Senado Federal, em novembro de 2014, seu presidente, Eduardo Bonini, falou sobre a intenção em desenvolver algo nesse segmento. “Nós estamos analisando a possibilidade de começar um desenvolvimento sobre esse software, que é um sistema altamente preciso; consiste na manutenção de órbita e controle de posição de movimento do satélite, uma tecnologia que não é dominada pelo Brasil e é a tecnologia central para controle do satélite e integração dos sistemas”, afirmou.
Em maio último, Bonini concedeu a seguinte entrevista à revista:
Tecnologia & Defesa - A Visiona surgiu com o principal propósito de atuar como integradora em missões do Programa Espacial Brasileiro. Neste cenário, são consideradas possibilidades de aquisições de empresas como forma de consolidar este setor industrial no País?
Eduardo Bonini - A Visiona, antes de iniciar qualquer aquisição de empresas, pretende que, com novos projetos e contratos, possa fortalecer a cadeia de fornecedores locais já existentes, inclusive ajudar esses fornecedores a serem capacitados e incluídos na rede de fornecedores internacionais de componentes e subsistemas espaciais. No futuro, seriam identificados os processos industriais de maior sinergia com as atividades da empresa, que poderiam ser desenvolvidos na Visiona de forma orgânica ou por meio de aquisições.
Tecnologia & Defesa - O senhor poderia falar um pouco sobre o status do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tanto do segmento espacial quanto do terrestre?
Eduardo Bonini - O desenvolvimento do satélite vem acontecendo exatamente dentro do prazo planejado no início do programa, estando hoje algumas semanas adiantado em relação à programação original, mantendo a meta do lançamento para o início da janela programada, que é setembro de 2016.
Esta janela está relacionada ao serviço contratado junto ao fabricante do lançador do satélite, que pode ter uma variação de seis meses. Estamos trabalhando de forma coordenada entre a fabricação do satélite e a disponibilidade do lançador, para lançamento no início dessa janela. O processo de colocação do seguro de lançamento no mercado está concluído, inclusive com a participação de seguradoras e resseguradoras nacionais, e a contratação da apólice agora depende de decisão final da Telebras.
Os equipamentos que comporão os Centros de Controle do satélite estão prontos para serem embarcados para o Brasil, aguardando a disponibilização pela Telebras das salas técnicas onde deverão ser instalados. A contratação dos gateways e terminais de usuário está sendo conduzida pela Telebras dentro das suas capacidades técnicas e orçamentárias.
T&D - Quais são as perspectivas para a contratação de um segundo satélite de comunicações? A Visiona já mantém conversações com o governo neste sentido?
Eduardo Bonini - Esta é uma decisão única e exclusiva de nosso cliente, que deverá avaliar a necessidade ou não de um satélite adicional, baseado na demanda e nas capacidades deste primeiro satélite.
T&D - Em abril deste ano, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, falou sobre o interesse da empresa em atuar no campo de lançadores, tendo citado, inclusive, o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), contando com a participação da Agência Espacial da Alemanha (DLR). O senhor poderia comentar a respeito?
Eduardo Bonini - Este assunto diz respeito à Embraer Defesa e Segurança, sem o envolvimento da Visiona.
T&D - Sabe-se que, além do SGDC, a Visiona está atenta a outras oportunidades mais imediatas na área como o projeto do SCD-HIDRO, e tecnologias de controle de satélites. Isso foi, aliás, citado pelo senhor em audiência pública no Senado Federal em novembro de 2014. Como estão tais iniciativas e quais são as suas expectativas?
Eduardo Bonini - A Visiona está e estará sempre atenta tanto a novas oportunidades para realização de novos negócios, como para a necessidade de desenvolvimento de tecnologias que ainda não sejam dominadas pelo País. Aguardamos, com todo interesse, que apareçam novas oportunidades onde nossa empresa possa contribuir para o desenvolvimento e entrega das necessidades satelitais demandadas pelo governo brasileiro. Nossa expectativa é que estes projetos sejam lançados o quanto antes, ainda neste ano de 2015.
Quanto à capacitação em tecnologias críticas, a Visiona iniciou o projeto de desenvolvimento de um sistema de controle de atitude para satélites de órbita baixa. Esse projeto permitirá um elevado grau de autonomia nacional nas futuras missões de satélite tanto para aplicações civis quanto de defesa.
T&D - O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), da Agência Espacial Brasileira (AEB), lista uma série de missões futuras de satélites, como o SGDC, em desenvolvimento; observação terrestre - incluindo tecnologia radar; meteorologia; entre outras. Como isso se inclui no planejamento da Visiona e, após o SGDC, quais serão os próximos passos no âmbito do PNAE?
Eduardo Bonini - O PNAE é um programa muito bem elaborado pela AEB e apresenta detalhes que ajudam as empresas a se prepararem para atender a essas futuras necessidades, através de seu desenvolvimento e capacitação. Assim como todas as empresas do setor, estamos nos preparando para esses projetos e aguardamos que o programa possa ser implantado da maneira mais rápida possível, entendendo a situação pela qual o País passa em relação ao ajuste fiscal.
T&D - O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, é outra oportunidade que tem atraído atenções e gerado movimentações, apesar das questões orçamentárias que acabaram por atrasar a sua implementação. Qual é a visão e a estratégia da Visiona em relação ao assunto?
Eduardo Bonini - A estratégia é a mesma descrita em relação ao PNAE. Inclusive, para o PESE, parte das soluções que estão sendo estudadas para aplicações de plataformas satelitais, poderiam ter uso dual, tanto civil como militar, para diversos tipos de tecnologia, tais como ótico, radar, comunicação tática, etc. Estamos olhando para os dois planos de forma integrada, buscando soluções que possam ser aplicadas de forma conjunta, o que minimizará custos e potencializará o envolvimento da base industrial local.
T&D - O uso crescente de nanossatélites, como cubesats, é uma tendência mundial, havendo vários projetos sendo desenvolvidos no Brasil, com alguns já implementados com sucesso. A Visiona tem considerado esta tecnologia em seus planos e elaboração de propostas para o atendimento de demandas locais?
Eduardo Bonini - Temos acompanhado a evolução da tecnologia e concordamos que a tendência de redução do tamanho e custo dos satélites é um fato inexorável. Especificamente em relação aos nanossatélites, temos estudado o assunto em parceria com outras empresas e vemos que, de forma geral, ainda há poucas aplicações maduras para os nanossatélites, não só por limitações do “estado-da-arte” da tecnologia, mas principalmente por restrições físicas decorrentes do tamanho, vida esperada e capacidade de geração de energia destes satélites. Certamente existem nichos em que este conceito pode ser aplicado, mas acreditamos que as necessidades brasileiras requerem satélites de porte um pouco maior.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa nº 141, junho de 2015.
.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Ariane 5: 65° sucesso consecutivo
.
Na noite da última quarta-feira (27), o lançador europeu Ariane 5
acumulou o seu 65° sucesso consecutivo ao inserir em órbita de transferência
geoestacionária dois satélites de comunicações, o DirecTV-15, dos EUA, e o Sky México-1, ambos com massa total de 9.960 kg.
O sucesso da Arianespace – esta foi a segunda missão do Ariane 5 este
ano, contrasta com mais uma falha do
foguete russo Proton na semana passada, que também transportava um satélite de
comunicações mexicano, desta vez para o governo.
Até há alguns anos, o Proton era o principal concorrente do Ariane 5,
mas após sucessivas falhas, sua operadora, a International Launch Services(ILS) se vê numa situação alarmante, há vários meses sem fechar qualquer
contrato. O modelo russo foi substituído no duopólio com o Ariane 5 pelo
lançador Falcon 9, da norte-americana SpaceX.
Star One C4 em Kourou
Star One C4 em Kourou
Já está no centro de lançamentos da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o satélite Star One C4, da Embratel Star One, construído pela Space Systems/Loral (SSL), com lançamento programado para o segundo trimestre deste ano a bordo de um Ariane 5. O equipamento contará com 48 transpônderes em banda Ku.
.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Direitos de exploração de satélite para Telesat, Yahsat e Hispamar
.
Anatel licita direitos de exploração de satélite por R$ 183,7 milhões
Terça, 26 de Maio de 2015, 16h02
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) licitou quatro direitos de exploração de satélite nesta terça-feira, 26, em Brasília, por R$ 183,7 milhões - ágio médio de 69,55%. O objetivo da licitação é reforçar a infraestrutura de telecomunicações do País.
O preço mínimo de referência por direito de exploração foi fixado em R$ 27.094.271,64, mas os ágios variaram de 56,86% a 85,63%. Veja abaixo as propostas vencedoras:
Telesat Brasil Capacidade de Satélites LTDA, R$ 42.500.020,00
Telesat Brasil Capacidade de Satélites LTDA, R$ 46.860.000,00
Star Satellite Communications Company (Yahsat), R$ 44.100.000,00
Hispamar Satélites S.A., R$ 50.295.000,00
"O resultado da licitação mostra que os investidores acreditam na potencialidade do mercado de telecomunicações no Brasil", afirmou o presidente da Anatel, João Rezende.
Todos os direitos de exploração abrangerão 15 anos e serão prorrogáveis por igual período.
Fonte: Anatel, com edição do blog.
Nota do blog: esta não é uma boa noticia para a Star One, do grupo Embratel, que pelo segundo leilão consecutivo não obteve uma posição orbital.
.
Anatel licita direitos de exploração de satélite por R$ 183,7 milhões
Terça, 26 de Maio de 2015, 16h02
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) licitou quatro direitos de exploração de satélite nesta terça-feira, 26, em Brasília, por R$ 183,7 milhões - ágio médio de 69,55%. O objetivo da licitação é reforçar a infraestrutura de telecomunicações do País.
O preço mínimo de referência por direito de exploração foi fixado em R$ 27.094.271,64, mas os ágios variaram de 56,86% a 85,63%. Veja abaixo as propostas vencedoras:
Telesat Brasil Capacidade de Satélites LTDA, R$ 42.500.020,00
Telesat Brasil Capacidade de Satélites LTDA, R$ 46.860.000,00
Star Satellite Communications Company (Yahsat), R$ 44.100.000,00
Hispamar Satélites S.A., R$ 50.295.000,00
"O resultado da licitação mostra que os investidores acreditam na potencialidade do mercado de telecomunicações no Brasil", afirmou o presidente da Anatel, João Rezende.
Todos os direitos de exploração abrangerão 15 anos e serão prorrogáveis por igual período.
Fonte: Anatel, com edição do blog.
Nota do blog: esta não é uma boa noticia para a Star One, do grupo Embratel, que pelo segundo leilão consecutivo não obteve uma posição orbital.
.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Orçamento do MCTI: corte de 25%; SGDC preservado
.
Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25%
Brasília, 25 de maio de 2015 – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal.
Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Os cortes poderiam ter sido ainda maiores, caso o ministro Aldo Rebelo não tivesse convencido a presidente Dilma Rousseff a incluir o Reator Multipropositório Brasileiro (RBM) e o Projeto Sirius dentro das atribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda que sejam considerados prioritários pelo MCTI, a dotação orçamentária para os projetos não é garantido, uma vez que os empenhos individuais ainda não foram divulgados pelo governo e as empreitadas podem não receber recursos neste ano.
Outras pastas ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) também sofreram com o corte. O Ministério da Defesa, por exemplo, perdeu pouco menos de 25% dos recursos, saiu de R$ 22,645 bilhões para R$ 17,028 bilhões.
Já o Ministério das Comunicações (MiniCom) teve uma perda de 23% do R$ 1,371 bilhão a que teria direito neste ano. Agora, o valor é de R$ 1,054 bilhão. Ainda assim, a promessa do governo é de manter os investimentos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O valor do limite na área de Comunicações, mesmo com esse contingenciamento, é acima do valor total pago no ano anterior. Com isso, está preservado o programa de satélite, e está preservado o lançamento, ou ampliação, do Plano Nacional de Banda Larga já a partir do segundo semestre”, garantiu o ministro Barbosa.
Ainda segundo ele, o corte de recursos ocorreu em todas as pastas e de forma seletiva, para assegurar verba aos programas sociais e ações prioritárias para o governo. “Esse contingenciamento não foi linear, porque não foi igual em todos os ministérios. Tivemos o cuidado de preservar os principais programas. Especificamente no cronograma de investimentos, serão preservados os projetos estruturantes, e também os que já estão em fase de conclusão, com 70% das obras prontas”, informou.
Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
.
Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25%
Brasília, 25 de maio de 2015 – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal.
Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Os cortes poderiam ter sido ainda maiores, caso o ministro Aldo Rebelo não tivesse convencido a presidente Dilma Rousseff a incluir o Reator Multipropositório Brasileiro (RBM) e o Projeto Sirius dentro das atribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda que sejam considerados prioritários pelo MCTI, a dotação orçamentária para os projetos não é garantido, uma vez que os empenhos individuais ainda não foram divulgados pelo governo e as empreitadas podem não receber recursos neste ano.
Outras pastas ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) também sofreram com o corte. O Ministério da Defesa, por exemplo, perdeu pouco menos de 25% dos recursos, saiu de R$ 22,645 bilhões para R$ 17,028 bilhões.
Já o Ministério das Comunicações (MiniCom) teve uma perda de 23% do R$ 1,371 bilhão a que teria direito neste ano. Agora, o valor é de R$ 1,054 bilhão. Ainda assim, a promessa do governo é de manter os investimentos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O valor do limite na área de Comunicações, mesmo com esse contingenciamento, é acima do valor total pago no ano anterior. Com isso, está preservado o programa de satélite, e está preservado o lançamento, ou ampliação, do Plano Nacional de Banda Larga já a partir do segundo semestre”, garantiu o ministro Barbosa.
Ainda segundo ele, o corte de recursos ocorreu em todas as pastas e de forma seletiva, para assegurar verba aos programas sociais e ações prioritárias para o governo. “Esse contingenciamento não foi linear, porque não foi igual em todos os ministérios. Tivemos o cuidado de preservar os principais programas. Especificamente no cronograma de investimentos, serão preservados os projetos estruturantes, e também os que já estão em fase de conclusão, com 70% das obras prontas”, informou.
Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Cooperação Brasil – China
.
Por ocasião da visita oficial do presidente da
República Popular da China, Xi Jinping, ao Brasil no início desta semana, os
governos dos dois países discutiram e firmaram diversos acordos sobre 35 itens,
inclusive nos setores aeroespacial e de defesa.
A declaração conjunta firmada
pelos mandatários dos dois países cita o programa do Satélite Sino-Brasileiro
de Recursos Terrestres (CBERS), além de ações em meteorologia e clima espacial.
Abaixo, reproduzimos alguns excertos da declaração:
“- Os dois Chefes de Governo assinalaram o êxito do Programa
Sino-Brasileiro de Satélites de Recursos Terrestres (CBERS), estabelecido em
1988. Renovaram o compromisso de reforçar a cooperação espacial bilateral, com
ênfase no desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e reafirmaram o
compromisso de lançar o sexto satélite da família CBERS - CBERS-4A, com
previsão para 2018. Assinalaram seu apoio à implementação do Plano Decenal de
Cooperação Espacial (2013-2022), às atividades do Centro Brasil-China para
Aplicação de Dados de Satélites Meteorológicos e do Laboratório Sino-Brasileiro
de Clima Espacial, bem como à continuidade do compartilhamento gratuito de
imagens de satélites com países africanos, por meio do programa CBERS for
Africa.
- As duas partes coincidiram sobre o papel estratégico da
defesa em suas relações bilaterais. Destacaram a importância do fortalecimento
do Diálogo sobre Defesa e Assuntos Militares, voltado para o intercâmbio de
informações sobre questões estratégicas e a possível promoção de iniciativas
conjuntas. Notaram com satisfação o interesse contínuo de ambos os lados de
incrementar a cooperação nas áreas de tecnologia da informação,
telecomunicações e sensoriamento remoto. Nesse contexto, congratularam-se,
ainda, pela assinatura de Memorando de Entendimento entre o Ministério da
Defesa do Brasil e a Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria
de Defesa da China.”
SIPAM
Um dos instrumentos assinados trata da cooperação envolvendo
o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), prevendo a constituição de um Grupo
de Trabalho Gestor (GTG), co-presidido pelo Centro Gestor e Operacional do
Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e pela Administração Estatal de
Ciência, Tecnologia e Indústria Nacional de Defesa (SASTIND).
De acordo com o governo, o acordo tem por objetivos básicos
cooperar e compartilhar dados de satélites ambientais, meteorológicos e de
observação da terra, além da troca de conhecimento e experiência nas áreas de
tecnologia da informação, telecomunicação e sensoriamento remoto.
Ainda, segundo informações do Ministério da Defesa, o acordo
inclui o "intercâmbio de dados e conhecimentos em meteorologia,
climatologia, hidrometeorologia e mudanças climáticas; cooperação nas
aplicações envolvendo o uso de telecomunicações ponto a ponto e via satélite;
promoção da capacitação de recursos humanos nas áreas tecnológicas
relacionadas; e a cooperação no mapeamento cartográfico e temático.”
Interesses no setor de defesa
Além da cooperação espacial e da formação do grupo de
trabalho para o SIPAM, a China também tem outros interesses no mercado
brasileiro de defesa.
Em reunião em Brasília na última segunda-feira (18), o
ministro chinês da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa, Xu Dazhe,
destacou ao ministro Jaques Wagner o interesse em expandir a cooperação
para programas como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), da
Marinha do Brasil. Para o SisGAAz, aliás, que está em fase de concorrência,
empresas chinesas integram o consórcio liderado pela Orbital Engenharia, de São
José dos Campos (SP).
Na relação de instrumentos assinados por conta da
visita oficial, consta também um memorando de entendimentos entre a
Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), a China Electronics Corporation (CEC) e o
Industrial and Commercial Bank of China (ICBC). O escopo do documento não foi
divulgado. [Atualização em 21/05/2015: o memorando prevê uma iniciativa para o Programa de Integração da Amazônia Legal]
Espera-se uma visita de Jaques Wagner à China no próximo mês
de setembro.
.
SGDC: Senado aprova MP prevendo recursos
.
Comissão do Senado aprova recurso para o SGDC
Brasília, 19 de maio de 2015 – O recurso para a aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi garantido pelo Senado Federal, com a aprovação a semana passada da Medida Provisória (MP) 662 na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
A matéria permite conceder crédito superior a R$ 404 milhões para a aquisição do equipamento, agora previsto para ser lançado em dezembro de 2016.
O satélite integra o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende expandir o serviço em todo o território nacional, além de ser útil também para as demandas militares. A expectativa é que o satélite atenda principalmente a região Norte, carente de infraestrutura terrestre para a implantação das fibras ópticas de banda larga fixa.
Apesar de alguns parlamentares terem criticado o uso de uma medida provisória para matérias orçamentárias, ao invés de em situações de urgência ou calamidade pública, o governo federal alegou que com os atrasos nos pagamentos do contrato com o consórcio Arianespace, havia o risco de perder a data de lançamento e até a posição do espaço sobre o Brasil.
Fonte: Agência Senado, via AEB.
.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Visita de Jaques Wagner à Thales Alenia Space
.
Ministro da Defesa visita satélite brasileiro em
construção pela Thales
São Paulo, 14 de maio de 2015 – Uma
delegação brasileira liderada pelo Ministro da Defesa, Jacques Wagner, visitou
as instalações da Thales Alenia Space em Cannes, sul da França, no dia 11 de
maio, onde o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) está
sendo construído, com o apoio do Governo francês por meio da Direction Générale
de l’Armement (DGA). Wagner e CEO da Visiona, Eduardo Bonini, foram recebidos
pelo CEO da Thales Alenia Space, Jean-Loïc Galle, e pelo Vice-Presidente da
Thales na América Latina, Ruben Lazo.
“A Thales visa consolidar parcerias locais,
intercambiar competências e transferir tecnologia de vanguarda na América
Latina, onde estamos presentes há 50 anos. A Thales já tem uma profunda atuação
no mercado espacial brasileiro e uma parceria sólida com a Agência Espacial
Brasileira. Um dos 5 maiores contratos do Grupo em 2013, o SGDC é uma grande
conquista e vem coroar a participação ativa da Thales na expansão da indústria
espacial da América Latina”, garante Lazo.
Uma viagem pelas salas limpas
Jacques Wagner visitou as salas limpas (clean rooms),
declarando-se impressionado pela expertise da Thales Alenia Space na produção
de satélites de comunicação e know-how em ambos radar e satélite de observação
em resolução muito alta, além da altimetria, campo em que a empresa é líder
mundial. Esta tecnologia dá velocidade de perfil do som versus profundidade das
ondas acústicas no ambiente marinho e, desta forma, permite obter informação
sobre a propagação das ondas muito útil para a detecção de alvos submarinos.
Para um país como o Brasil, que está ingressando na família global de
submarinos nucleares, altimetria é uma solução chave.
A delegação conheceu uma ampla gama de satélites entre
eles dois Sentinel em nome da Agência Espacial Europeia, o ExoMars TGO dedicado
à missão de 2016, o satélite de oceanografia operacional Jason-3, além do
satélite de comunicação Eutelsat 8WB. O grupo visitou também o Centro de
Controle Operacional que vai gerenciar todas as operações em órbita logo após
lançamento do SGDC, previsto para setembro de 2016.
Wagner cumprimentou os 31 engenheiros brasileiros que
estão sendo treinados localmente pela Thales Alenia Space dentro do escopo do
plano de transferência de tecnologia que integra o contrato do SGDC. O ministro
mostrou destacou a importância desta missão para o Brasil, que vai se
beneficiar desta experiência para expandir a sua própria indústria espacial nos
próximos anos.
Thales e Brasil: uma relação ganha-ganha
Em 2013, a Thales Alenia Space firmou o contrato do SGDC
com a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás). Um memorando de
entendimento (MoU) também foi assinado com a Agência Espacial Brasileira (AEB)
no que diz respeito às transferências de tecnologia, um primeiro passo
fundamental na parceria ambiciosa entre Thales, AEB e a indústria espacial
brasileira.
Ações concretas
·
Um
contrato tripartite assinado entre Thales Alenia Space, AEB e empresas
brasileiras para implementar rapidamente contratos baseados em transferência de
tecnologia.
·
Um
acordo de “transferência de conhecimento”, na forma de uma “Academia Espacial”,
abrangendo as seguintes ações:
- Apoio a universidades brasileiras
para estabelecer programas de mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais
- Criação de uma cadeira espacial no
Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
- Financiamento de teses de
doutorado em casos especiais
- Estudos conjuntos entre a Thales
Alenia Space e laboratórios brasileiros
- 40 engenheiros brasileiros
treinados na Thales Alenia Space, dentro do escopo do plano de transferência de
tecnologia que integra o contrato do SGDC
·
Em
março de 2015, a Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram um Centro
Tecnológico Espacial no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O centro vai
inicialmente apoiar o desenvolvimento de parcerias tecnológicas com empresas
locais do setor.
Fonte: Thales Alenia Space
.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Simpósio da Rohde & Schwarz em SJC e Rio de Janeiro
.
A subsidiária brasileira da companhia alemã Rohde & Schwarz, com atuação nos mercados de comunicações, sinais de rádio e guerra eletrônica, promove esta semana, em São José dos Campos (05/05) e Rio de Janeiro (07/05) dois simpósios gratuitos sobre tecnologias em seus ramos de atuação.
Dentre os temas a serem abordados, estão:
- Oportunidades de parcerias estratégicas com a Rohde & Schwarz;
- Técnicas de geração e análise de sinais para testes em Guerra Eletrônica, RADAR, RDS e comunicações via satélite;
- Osciloscópios: aplicações especiais para o mercado aeroespacial de defesa;
- Instrumentos de alto desempenho voltados para linhas de produção;
- Soluções inovadoras para testes de áudio e vídeo em comunicações via satélite; e
- Uso de instrumentos portáteis multitarefas em aplicações de testes em radares, sistemas de auxílios à navegação, sistemas VHF/UHF e comunicações satelitais.
Para mais informações e inscrições, acesse tinyurl.com/noqu8xv
.
A subsidiária brasileira da companhia alemã Rohde & Schwarz, com atuação nos mercados de comunicações, sinais de rádio e guerra eletrônica, promove esta semana, em São José dos Campos (05/05) e Rio de Janeiro (07/05) dois simpósios gratuitos sobre tecnologias em seus ramos de atuação.
Dentre os temas a serem abordados, estão:
- Oportunidades de parcerias estratégicas com a Rohde & Schwarz;
- Técnicas de geração e análise de sinais para testes em Guerra Eletrônica, RADAR, RDS e comunicações via satélite;
- Osciloscópios: aplicações especiais para o mercado aeroespacial de defesa;
- Instrumentos de alto desempenho voltados para linhas de produção;
- Soluções inovadoras para testes de áudio e vídeo em comunicações via satélite; e
- Uso de instrumentos portáteis multitarefas em aplicações de testes em radares, sistemas de auxílios à navegação, sistemas VHF/UHF e comunicações satelitais.
Para mais informações e inscrições, acesse tinyurl.com/noqu8xv
.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Visiona: entrevista para a Via Satellite
.
Dica
recebida pelo leitor Felipe Dias. Eduardo Bonini, presidente da Visiona Tecnologia Espacial deu uma entrevista no meio deste mês para a publicação
norte-americana Via Satellite. São citadas varias informações interessantes
sobre o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), as estratégias
buscadas pela Visiona, a indústria espacial brasileira, entre outras. Leitura recomendável.
“As duas
empresas [Visiona e Thales] estão tendo um relacionamento muito forte. Eu posso
afirmar que nós estamos surpresos sobre o quão aberta esta empresa é para a
Visiona, incluindo um programa para absorção técnica. Nós temos um time de
engenharia com 10 pessoas trabalhando lado a lado com engenheiros do grupo
Thales”, afirmou.
Outras informações
interessantes:
- No
momento, a Telebrás esta avaliando se um segundo satélite SGDC será necessário;
- A Visiona
também olha oportunidades envolvendo outros tipos de satélites, como de observação
terrestre com maior resolução (em comparação as resoluções dos sensores do CBERS),
inclusive de tecnologia radar;
- A
prioridade da empresa hoje é o mercado brasileiro, mas a medida que a indústria
local amadureça, a Visiona passaria a olhar oportunidades no exterior, começando
com satélites de órbita baixa de ate 500 kg.
.
Assinar:
Postagens (Atom)


