.
INPE e OTCA firmam acordo para monitorar desmatamento nos países amazônicos
Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
As tecnologias de monitoramento da floresta desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) irão beneficiar os países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Parceria firmada entre as duas instituições permitirá a capacitação de técnicos da Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, que aprenderão no Centro Regional da Amazônia do INPE, em Belém (PA), a manejar as ferramentas que fizeram da instituição brasileira uma referência mundial no monitoramento por satélites.
Acordo assinado entre o diretor do INPE, Leonel Perondi, e o secretário geral da OTCA, Robby Ramlakhan, facilitará a disponibilização do TerraAmazon, o sistema desenvolvido pelo instituto para seus programas de monitoramento da Amazônia Legal Brasileira, como PRODES e DETER. O documento foi assinado nesta quarta-feira (17/7) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).
Segundo a OTCA, o objetivo é estabelecer um sistema regional coordenado de monitoramento da cobertura florestal, tendo como referência as metodologias e tecnologias desenvolvidas pelo INPE. Assim, o conhecimento adquirido na instituição brasileira deve contribuir para a governança de questões relacionadas ao desmatamento e ao uso da terra nos países.
Está prevista a realização de 12 cursos de capacitação sobre monitoramento do desmatamento. A parceria entre INPE e OTCA também possibilitará instalar “Salas de Observação” nos países membros da organização, que poderão acompanhar em tempo quase real as informações sobre a extensão e a qualidade da cobertura florestal nessa região.
Vigilância por satélites
Através do INPE, o Brasil monitora por satélite 4 milhões de Km² de florestas na Amazônia todos os anos. O maior programa de acompanhamento de florestas do mundo permite ao país medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir dos satélites.
O monitoramento por satélites é hoje imprescindível na contenção do desmatamento para proteger a biodiversidade e frear alterações no clima, além de gerar as informações necessárias à implantação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Desde 1988, o INPE mapeia de forma operacional o desmate por corte raso com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES).
O INPE mantém em operação três sistemas para monitorar o desflorestamento na Amazônia – além do PRODES, o DETER e o DEGRAD -, que atuam de forma independente, porém complementares.
O PRODES revela a taxa anual do desmatamento por corte raso, quando todo o conjunto de árvores da floresta é retirado. Desde 2004, o INPE também opera o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER). Menos detalhado do que o Prodes - por utilizar sensores que cobrem a Amazônia com maior frequência, porém com imagens de menor resolução espacial -, o DETER inclui tanto o corte raso quanto as ocorrências de degradação florestal. É utilizado para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.
Em 2008, o aumento da degradação indicado pelo Deter motivou a criação do terceiro sistema, denominado DEGRAD, para identificar as áreas que ainda não podem ser classificadas como corte raso, mas já estão comprometidas pelo desmate. Em 2011, o INPE lançou o TerraClass, que revela como estão sendo usadas as áreas onde não se encontra mais floresta nativa.
Toda essa experiência está resultando na transferência de conhecimento e tecnologia para outros países desenvolverem sistemas próprios de controle sobre o desmatamento. A ajuda oferecida a outros países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas faz do Brasil um líder de iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal em todo o mundo.
Fonte: INPE
.
Mostrando postagens com marcador Desmatamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desmatamento. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Desmatamento da Amazônia e as carências em observação
.
De acordo com informações divulgadas pelo INPE, "o DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de nuvens."
Os dados de maio foram apurados levando-se em conta uma cobertura de nuvens de 59% sobre a Amazônia Legal (as áreas em rosa do mapa acima correspondem aos locais encobertos, enquanto que os pontos amarelos mostram a localização dos alertas de desmatamento).
Apesar do DETER ser complementado pelos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (PRODES), que faz um cômputo anual dos desmatamentos por meio de imagens de satélites de melhor resolução espacial (o americano Landsat, a constelação DMC, e o indiano Resourcesat-1), fato é que os sistemas de monitoramento nacionais carecem de uma melhor capacidade de revisita, de resolução e mesmo de tipo de imagens. O imageamento por sensores radar, capazes de observar o solo mesmo com cobertura de nuvens, é uma necessidade há muito sentida. Interessante ainda notar que já há vários anos que o DETER e o PRODES não fazem uso de imagens geradas por satélites da série CBERS, que não estão em operação, lacuna que será cumprida quando do lançamento do CBERS 3.
.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Cooperação Brasil - Grã-Bretanha
Brasileiros e britânicos estudam impacto das queimadas na Amazônia no clima regional e global
Terça-feira, 30 de Abril de 2013
Resultados dos sobrevoos que coletaram dados sobre as queimadas na Amazônia estão sendo apresentados em Manchester, na Inglaterra, por responsáveis pela missão Sambba (South American Biomass Burning Analysis), uma cooperação científica entre Brasil e Reino Unido. Durante os dias 30 de abril e 1° de maio, representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Universidade de São Paulo (USP), do UK-Met Office e de universidades britânicas discutem os próximos passos da Sambba, como o desenvolvimento de modelos de previsão da qualidade do ar e do clima.
Os modelos computacionais utilizarão informações inéditas obtidas recentemente na Amazônia. Entre 14 de setembro e 3 de outubro do ano passado, os pesquisadores passaram 67 horas a bordo de uma aeronave inglesa equipada com sofisticados medidores capazes de caracterizar plumas de queimadas, entre outros dados para o estudo. As atividades, que envolveram alunos de pós-graduação e cientistas de ambos os países, tiveram o apoio do Ministério da Defesa.
Os dados coletados nos sobrevoos amazônicos servirão aos estudos dos impactos das queimadas sobre o clima regional e global, além de avaliar melhor como as emissões interferem na qualidade do ar e no tempo.
Com as queimadas, a atmosfera recebe uma quantidade enorme de aerossóis e gases traços que altera o balanço de radiação, a microfísica das nuvens, o ciclo hidrológico e a qualidade do ar.
“As partículas de aerossol desempenham um papel importante no clima e meio ambiente da região amazônica e para a saúde e qualidade de vida dos seus cidadãos. Apesar de alguns aerossóis se formarem naturamente, muitos são gerados pela queima de biomassa durante a estação seca”, explica a pesquisadora Karla Longo, do INPE, que lidera a pesquisa.
Os novos dados são fundamentais para o desenvolvimento e validação de modelos de química da atmosfera nas escalas regional e global. O objetivo da Sambba é melhorar o entendimento científico sobre queimadas e até a capacidade de previsão das plumas de fumaça.
Além dos impactos no clima, as emissões de queimadas degradam a visibilidade e a qualidade do ar sobre extensas regiões. É crescente a preocupação sobre como isso afeta a produtividade da Amazônia, seus recursos naturais e potenciais econômicos, bem como o ciclo hidrológico na região.
As partículas de fumaça absorvem e refletem a radiação solar, provocando ao mesmo tempo o resfriamento no solo e o aumento da temperatura em níveis intermediários da atmosfera. Isso causa perturbações no mecanismo de formação das nuvens de chuva e pode alterar a distribuição geográfica da precipitação média na região amazônica e seu entorno.
O efeito dos aerossóis no balanço de radiação sobre a região amazônica ainda é pouco quantificado. Espera-se que os resultados da missão Sambba ajudem em questões relevantes para a política ambiental e pesquisa científica no Brasil, bem como no entendimento das mudanças climáticas globais.
“Embora os dados ainda estejam em fase de análise, estamos prevendo avanços científicos significativos. Somente do lado brasileiro, teremos pelo menos cinco teses de doutorado relacionadas com os dados coletados”, conclui a pesquisadora do INPE.
Fonte: INPE
.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
DETER: divulgação quinzenal de dados
INPE adota divulgação quinzenal de dados do DETER
Terça-feira, 21 de Agosto de 2012
A atualização dos dados do DETER – Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, na internet, passa a ser feita a cada 15 dias. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) todos os dias envia alertas de degradação e desmatamento ao IBAMA, que os utiliza para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta.
Não há mudança nessa operação diária entre INPE e IBAMA, apenas na frequência de divulgação dos dados na internet. Antes, essas informações ficavam acessíveis ao público a cada mês, bimestre ou trimestre, geralmente após sua apresentação pelo governo federal em Brasília.
A nova forma de divulgação dos dados do DETER foi acordada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual o INPE está ligado, e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável pelo IBAMA. Assim, a sociedade pode conhecer novos resultados sobre o monitoramento da Amazônia com maior frequência, pois dados do sistema serão apresentados duas vezes por mês, sempre por meio da página www.obt.inpe.br/deter.
Nesta segunda-feira (20/8), foram publicados os dados referentes ao monitoramento realizado de 1º a 15 de agosto.
Sobre o DETER
Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisitação.
O DETER utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.
A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.
Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.
Todos os dados relativos ao DETER podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter
Fonte: INPE
Comentário: nos últimos anos, desde que o CBERS 2B deixou de operar, o sistema DETER tem dependido principalmente de imagens geradas pela constelação DMC (ver a postagem "INPE: Imagens DMC para a Amazônia"). Até o final do ano, o sistema contará com um reforço importante: o primeiro satélite sino-brasileiro de segunda geração, o CBERS 3.
.
sábado, 14 de abril de 2012
INPE: imagens DMC para a Amazônia
.
A companhia inglesa DMC International Imaging (DMCii), responsável pela comercialização de imagens de satélites da constelação DMC (Disaster Monitoring Constellation) divulgou na última semana ter assinado um novo contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a entrega de imagens de satélite para o monitoramento do desmatamento da floresta amazônica.
O contrato, no valor de 2,1 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,1 milhões) permitirá ao INPE acesso direto a imagens geradas pelo satélite UK-DMC2, por meio de recepção na estação terrena do INPE em Cuiabá (MT), além de sua disponibilização para acesso livre em seu website. As imagens geradas terão resolução de 22 metros e permitirão a detecção de áreas menores de desmatamento em comparação aos dados anteriormente usados, do sensor MODIS, a bordo do satélite norte-americano Terra, da NASA. O satélite UK-DMC2 imagerará toda a região amazônica a cada duas semanas.
Gilberto Câmara, diretor do INPE, afirmou em nota distribuída pela DMCii: "Com a recente falha do Landsat 5, se tornou urgente a ampliação do fornecimento de imagens de satélites para operar nosso sistema de monitoramento de florestas, e os dados DMC constituem uma ferramenta muito efetiva em termos de custos. A faixa de imageamento de 650 km das imagens oferece uma frequência de cobertura e nível de detalhes que aprimora a capacidade do nosso sistema DETER em identificar o desmatamento em estágio inicial. Eu estou particularmente honrado que a DMCii tenha concordado em conceder uma licença aberta, de modo que o INPE possa disponibilizar sem custos os dados obtidos por meio de seu website - uma inovação que tem aprimorado o monitoramento público do gerenciamento da floresta no Brasil."
O contrato é uma continuidade da cooperação entre a DMCii e o INPE, iniciada há sete anos. "A DMCii está comprometida em aprimorar a governança e gerenciamento da floreta por meio do fornecimento de informações confiáveis e em tempo. Este [contrato] é especialmente importante para o desenvolvimento de programas efetivos de REDD+ em países com florestas tropicais. Estou orgulhoso de estender nosso longo relacionamento com o INPE, que é um líder mundial na luta contra o desmatamento", afirmou Paul Stephens, diretor de vendas e marketing da DMCii.
Criada em outubro de 2004, a DMCii é uma subsidiária da também inglesa Surrey Satellite Technology (SSTL), considerada uma das empresas líderes mundiais na construção de pequenos satélites de observação, e responsável pela construção dos satélites que compõem a constelação DMC. No início de 2011, a constelação DMC completou dez anos (veja a postagem "Uma década de DMC"). A SSTL foi adquirida pela Astrium, do grupo EADS, em abril de 2008.
Para mais informações sobre o uso de imagens DMC no monitoramento da Amazônia, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia".
.
sábado, 12 de novembro de 2011
Cooperação Brasil - Índia
.
Os governos do Brasil e da Índia estão negociando o uso de satélites deste último para monitorar a floresta amazônica, segundo reportagem da Associated Press. A informação veio de funcionários do governo brasileiro, que afirmaram que o uso de satélites indianos permitiria o imageamento de áreas de desmatamento mais rapidamente.
O satélite a ser usado seria da série Resourcesat, dotado de sensores óticos. De acordo com Luis Maurano, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as negociações com a ìndia são complicadas, mas há confiança de um acordo possa ser alcançado.
.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Cooperação Brasil - Congo: monitoramento de florestas
.
Com apoio da tecnologia brasileira, Congo avança no monitoramento de florestas para REDD
Terça-feira, 02 de Agosto de 2011
A República Democrática do Congo adotou a tecnologia brasileira de monitoramento desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que oferece seu sistema baseado em satélites a países interessados em cuidar de suas florestas. O objetivo é utilizar os resultados do monitoramento na implantação de políticas nacionais para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.
O país africano é o segundo no mundo com maior cobertura de florestas tropicais. Em primeiro está o Brasil, que possui em seu território grande parte da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta.
O sistema operacional para monitoramento de florestas do Congo deve ser lançado durante a COP 17, na África do Sul. O sucesso de políticas relacionadas a REDD depende da capacidade dos países em medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas, algo que o Brasil, através do INPE, realiza há vários anos.
O INPE oferece a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD por meio de parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os cursos são realizados em Belém, onde o INPE instalou um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Lá, técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o TerraAmazon, o sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como PRODES e DETER.
“A República Democrática do Congo é o primeiro a adotar nosso sistema operacional, entre os países que foram capacitados a utilizar esta tecnologia. Estamos capacitando técnicos de várias partes do mundo e estão previstos mais cursos para a Bacia do Congo, além da América Latina e Ásia, de maneira que todos os principais países com florestas tropicais possam ser capacitados”, conta Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto, o INPE Amazônia.
Em setembro, uma nova equipe da República Democrática do Congo virá para mais um treinamento em Belém, do qual também devem participar técnicos de Papua Nova Guiné e Vietnã.
Fonte: INPE
.
domingo, 10 de julho de 2011
INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia
.
Inpe busca novo sistema para monitorar danos a Amazônia
10/07/2011
Equipamento atual não mostra desmatamento em áreas pequenas da mata e que já são 80% do desflorestamento
MARCO ANTONIO GONÇALVES
ESPECIAL PARA O VALE
Com um sistema de detecção de desmatamento defasado, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, não consegue monitorar rapidamente grande parte do desflorestamento da Amazônia.
Isso porque o Deter, programa que faz um levantamento rápido de desmates, usa o sensor Modis, com resolução de 250 metros, que só permite detectar desmates maiores que 250 metros quadrados), porém com precisão maior só acima de 50 hectares.
Em razão disso, os desmatadores mudaram de estratégia e começaram a fazer desmates mais espalhados, menores que 50 hectares e que não são detectados pelo satélite. Hoje esses pequenos desmates representam 80% do total de desflorestamento da região amazônica.
“O Deter cobre a Amazônia inteira e manda relatórios de dois em dois dias, que são enviados ao Ibama. No final do mês é publicado um relatório de intervenção na floresta”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano.
Segundo ele, esse sistema não funciona para divulgar números confiáveis de desmatamento.
“O sistema serve apenas como alerta de áreas que estão sofrendo intervenção”, disse. Vários fatores, como as nuvens, por exemplo, influenciam na detecção dos desmatamentos.
Satélite. O satélite indiano Resourcesat-2 é a maior esperança do governo brasileiro para melhorar o monitoramento rápido de desmate. “Este satélite indiano tem uma capacidade imensa. Pode liberar informações de cinco em cinco dias, com uma resolução de 56 metros”, informou Valeriano.
Gratuito, esse satélite deixaria o Deter obsoleto. Porém, o Inpe ainda não tem total acesso às imagens deste sistema. “O Ministério das Relações Exteriores deve entrar em contato com o governo da Índia para pedir o acesso pleno aos dados desse satélite”, disse o coordenador do programa do Inpe.
Satélites. O Brasil deve ter em três anos dois satélites próprios que forneceriam as imagens para o monitoramento da Amazônia. O satélite Amazônia-1, equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e com lançamento previsto para 2012 e o satélite sino-brasileiro CBERS-3 darão ao Inpe a capacidade de obter imagens de toda a Amazônia, em alta resolução, a cada três dias.
“Em 2014, já teremos uma autonomia maior em relação aos satélites, mas esse satélite indiano já poderia nos auxiliar muito”, afirmou Valeriano.
Segundo ele, apesar de tudo isso, os resultados tem sido bons. “Temos tido bons resultados, a fiscalização tem sido bastante eficiente, mas é sempre preciso melhorar, quando se trata da Amazônia. Ela não é só um assunto do Brasil”.
SAIBA MAIS
Amazônia
A Amazônia possui mais de 5 milhões de metros quadrados e cobre nove países
Desmatamento
Em relação ao ano passado, o desmatamento caiu 44% na Amazônia brasileira
Inpe
O Inpe possui um centro regional na região amazônica e faz o monitoramento usando diversos satélites
Programa divulga o desmate anual
Um importante sistema do Inpe de monitoramento da Amazônia é o Prodes, que divulga relatórios completos anualmente sobre a intervenção na floresta. O sistema mede o tamanho da área desmatada. Com seus dados é possível e confiável fazer análises comparativas de desmatamento. O Inpe divulga os relatórios finais sempre no fim de ano.
Fonte: Jornal O Vale
Comentários: o satélite indiano Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011. A reportagem não chega a aprofundar o tema, mas uma das maiores carências do sistema de monitoramento da Amazônia é a falta de satélites com sensores radar, capazes de imagear o solo mesmo com a cobertura de nuvens. A necessidade de um sistema radar já foi identificada há muitos anos e, inclusive, um projeto, chamado MAPSAR (Multi-Application Purpose SAR), chegou a ser estudado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR). Impressiona o fato de, até o momento, o País não ter sido capaz de encontrar o seu caminho para atender esta necessidade. Enquanto o governo brasileiro faz "marketing" no exterior com "CBERS for Africa" e acesso gratuito a imagens de satélites, os sistemas de monitoramenro DETER e PRODES vão sendo atendidos com imagens de satélites estrangeiros, especialmente da constelação DMC.
10/07/2011
Equipamento atual não mostra desmatamento em áreas pequenas da mata e que já são 80% do desflorestamento
MARCO ANTONIO GONÇALVES
ESPECIAL PARA O VALE
Com um sistema de detecção de desmatamento defasado, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, não consegue monitorar rapidamente grande parte do desflorestamento da Amazônia.
Isso porque o Deter, programa que faz um levantamento rápido de desmates, usa o sensor Modis, com resolução de 250 metros, que só permite detectar desmates maiores que 250 metros quadrados), porém com precisão maior só acima de 50 hectares.
Em razão disso, os desmatadores mudaram de estratégia e começaram a fazer desmates mais espalhados, menores que 50 hectares e que não são detectados pelo satélite. Hoje esses pequenos desmates representam 80% do total de desflorestamento da região amazônica.
“O Deter cobre a Amazônia inteira e manda relatórios de dois em dois dias, que são enviados ao Ibama. No final do mês é publicado um relatório de intervenção na floresta”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano.
Segundo ele, esse sistema não funciona para divulgar números confiáveis de desmatamento.
“O sistema serve apenas como alerta de áreas que estão sofrendo intervenção”, disse. Vários fatores, como as nuvens, por exemplo, influenciam na detecção dos desmatamentos.
Satélite. O satélite indiano Resourcesat-2 é a maior esperança do governo brasileiro para melhorar o monitoramento rápido de desmate. “Este satélite indiano tem uma capacidade imensa. Pode liberar informações de cinco em cinco dias, com uma resolução de 56 metros”, informou Valeriano.
Gratuito, esse satélite deixaria o Deter obsoleto. Porém, o Inpe ainda não tem total acesso às imagens deste sistema. “O Ministério das Relações Exteriores deve entrar em contato com o governo da Índia para pedir o acesso pleno aos dados desse satélite”, disse o coordenador do programa do Inpe.
Satélites. O Brasil deve ter em três anos dois satélites próprios que forneceriam as imagens para o monitoramento da Amazônia. O satélite Amazônia-1, equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e com lançamento previsto para 2012 e o satélite sino-brasileiro CBERS-3 darão ao Inpe a capacidade de obter imagens de toda a Amazônia, em alta resolução, a cada três dias.
“Em 2014, já teremos uma autonomia maior em relação aos satélites, mas esse satélite indiano já poderia nos auxiliar muito”, afirmou Valeriano.
Segundo ele, apesar de tudo isso, os resultados tem sido bons. “Temos tido bons resultados, a fiscalização tem sido bastante eficiente, mas é sempre preciso melhorar, quando se trata da Amazônia. Ela não é só um assunto do Brasil”.
SAIBA MAIS
Amazônia
A Amazônia possui mais de 5 milhões de metros quadrados e cobre nove países
Desmatamento
Em relação ao ano passado, o desmatamento caiu 44% na Amazônia brasileira
Inpe
O Inpe possui um centro regional na região amazônica e faz o monitoramento usando diversos satélites
Programa divulga o desmate anual
Um importante sistema do Inpe de monitoramento da Amazônia é o Prodes, que divulga relatórios completos anualmente sobre a intervenção na floresta. O sistema mede o tamanho da área desmatada. Com seus dados é possível e confiável fazer análises comparativas de desmatamento. O Inpe divulga os relatórios finais sempre no fim de ano.
Fonte: Jornal O Vale
Comentários: o satélite indiano Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011. A reportagem não chega a aprofundar o tema, mas uma das maiores carências do sistema de monitoramento da Amazônia é a falta de satélites com sensores radar, capazes de imagear o solo mesmo com a cobertura de nuvens. A necessidade de um sistema radar já foi identificada há muitos anos e, inclusive, um projeto, chamado MAPSAR (Multi-Application Purpose SAR), chegou a ser estudado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR). Impressiona o fato de, até o momento, o País não ter sido capaz de encontrar o seu caminho para atender esta necessidade. Enquanto o governo brasileiro faz "marketing" no exterior com "CBERS for Africa" e acesso gratuito a imagens de satélites, os sistemas de monitoramenro DETER e PRODES vão sendo atendidos com imagens de satélites estrangeiros, especialmente da constelação DMC.
.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Astrium GEO-Information Services satisfeita com o Brasil
.
O blog Panorama Espacial conversou hoje (14) com Pierre Duquesne, diretor-geral da Astrium GEO-Information Services Brasil, durante o evento MundoGEO#Connect, que acontece na capital paulista até 16 de junho. Duquesne fez um balanço dos mais de dois anos da presença local, por meio de subsidiária, no País, e também falou um pouco sobre as novidades da empresa.
A denominação Astrium GEO-Information Services é nova, mas traz um extenso legado em imagens de satélites. Trata-se da nova estrutura de serviços em imagens de satélites da Astrium, que integra o grupo europeu EADS. A nova unidade, anunciada em dezembro de 2010, foi implementada no início deste ano e reúne as atividades de duas empresas controladas pela Astrium: a francesa Spot Image, forte em imagens óticas (constelação Spot e outras), com a Infoterra, da Alemanha, atuante em imagens radar (TerraSAR-X e TanDEM-X).
A presença mais significativa da Astrium GEO-Information Services no Brasil se dava com a Spot Image, que abriu uma subsidiária no Brasil há pouco mais de dois anos, em abril de 2009. Com a nova estrutura, a empresa agregou ao seu portfólio, os satélites radares TerraSAR-X e TanDEM-X, capazes de produzir imagens a qualquer tempo e sob quaisquer condições meteorológicas, abrindo um novo leque de oportunidades de negócios, principalmente para aplicações em cartografia.
Segundo Duquesne, a Astrium GEO-Information Services está firme e satisfeita com os negócios locais. "As metas de 2009 e 2010 foram batidas, e há boas perspectivas para o futuro", afirmou. Atualmente, a empresa conta com cerca de 100 clientes no País, das três esferas do setor público, da iniciativa privada e entidades do terceiro setor.
Defesa e Segurança Pública
A Astrium Geo-Information espera crescer e desenvolver novos negócios nas áreas de defesa e segurança pública, mercados de grande potencial no País, e para isso está reforçando a equipe. Recentemente, a empresa contratou um oficial da reserva, especialista em sensoriamento remoto, com passagens no Serviço Geográfico do Exército.
Além dos grandes programas em desenvolvimento, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), do Ministério da Defesa, podem surgir oportunidades de negócios nos preparativos para a realização dos grandes eventos, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, em 2014 e 2016, respectivamente. "São programas que necessitam de imagens, seja para monitoramento, seja para mapeamento. Nós vislumbramos muitas oportunidades", afirmou Duquesne.
Monitoramento ambiental
Meses após a sua instalação no Brasil, a então Spot Image obteve um importante contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para o fornecimento de imagens radar do satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia (ESA), para aplicações em monitoramento de exploração de petróleo na costa brasileira, iniciativa que também envolve a estatal Petrobras. As imagens são recebidas pela estação do Instituto localizada em Cachoeira Paulista (SP).
O INPE fez também avaliações de imagens radar do TerraSAR-X para a geração de modelos.
Mas, em matéria de monitoramento ambiental, principalmente para a observação da região amazônica, a grande novidade da Astrium GEO-Information Services no País foi a assinatura de um acordo com a empresa espanhola Elecnor Deimos para a distribuição de imagens e produtos do DEIMOS-1, primeiro satélite de observação da Terra 100% privado lançado na Europa.
Dotado de duas câmeras, o DEIMOS-1 tem características adequadas para o imageamento de regiões equatoriais, nas quais as nuvens em geral impõem restrições para sistemas óticos. Dentre as aplicações previstas, além de meio ambiente (desmatamento e manejo florestal), incluem-se também o agronegócio e vigilância marítima. O satélite foi construído pela Surrey Satellite Technoloy (SSTL), da Inglaterra, e integra a rede DMC (Disaster Monitoring Constellation), largamente usada pelo INPE para o monitoramento do desmatamento na região amazônica. O INPE já demonstrou interesse no sistema.
As câmeras do DEIMOS-1 produzem imagens com resolução de 22 metros, cobrindo áreas de até 625 km x 1000 km, com revisita a cada 4 dias.
“No momento em que o desmatamento na Amazônia Legal volta a crescer e na iminência da votação das mudanças no Código Florestal, torna-se crucial o contínuo monitoramento das áreas de devastação para as devidas ações de combate e fiscalização”, ressaltou Duquesne em nota. “Por meio do acordo inédito firmado com a Elecnor Deimos, passamos a agregar ao nosso portfólio as imagens e produtos de valor agregado do DEIMOS-1, que se adapta perfeitamente às necessidades do Brasil, especialmente por suas grandes extensões agrícolas e florestais”, completou.
.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Workshop sobre mapeamento do uso da terra na Amazônia
.
INPE organiza workshop internacional sobre mapeamento do uso da terra na Amazônia
25/05/2011
O 1º ILUMA, workshop internacional “Issues on land use and land cover mapping in the Amazon using radar and optical data”, será realizado nos dias 31 de maio e 1º de junho no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Organizado pela Coordenação de Observação da Terra do INPE, o workshop é parte das atividades previstas no projeto LUA (Land Use Change in Amazonia: Institutional Analysis and Modeling at multiple temporal and spatial scales), aprovado dentro do “Research Programme on Global Climate Change”, patrocinado pela FAPESP e pela NSF (National Science Foundation) dos Estados Unidos. O evento conta ainda com o apoio do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) para Mudanças Climáticas.
O objetivo do workshop é discutir questões relevantes na discriminação de alvos de interesse em mapeamento do uso e cobertura do solo da Amazônia. Participarão parceiros do projeto, como Embrapa e Universidade de Indiana, além de pesquisadores convidados da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade Tsinghua, entre outros.
.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Desmatamento na Amazônia
.
MCT apoia operação de combate ao desmatamento na Amazônia
18/05/2011 - 15:52
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anunciou hoje (18) novos instrumentos que vão auxiliar no combate ao desmatamento na Amazônia. Os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), via monitoramento por satélites, passam a ser informados online para reforçar o trabalho de fiscalização em campo, em especial, nas áreas embargadas.
Durante apresentação dos dados do Deter (sistema baseado em monitoramento por satélites do Inpe), Mercadante informou que a pasta trabalha de forma integrada para fortalecer a operação dos órgãos ambientais, para o fornecimento de informações de qualidade e em tempo real, com foco nos municípios críticos.
Os dados foram apresentados pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Ministério do Ambiente, em Brasília. A avaliação, durante os meses de março e abril, indicou para o alerta de desmatamento de 593 km2 na Amazônia. Deste total, 480 km2 foram verificados no Mato Grosso, 67,2 Km2 no Pará, 41,3 km2 em Rondônia, 2,3 Km2 no Acre, 1,1 Km2 em Roraima e 0,9 Km2 no Maranhão.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considerou a situação atípica depois de um longo período com registro de queda na taxa de desmatamento na região amazônica, com destaque para o estado mato-grossense, onde estão sendo utilizadas práticas legalmente proibidas (inclusive com o uso de correntes e tratores) e durante o período de chuvas, quando as nuvens prejudicam a visualização.
“Os dados apresentados mostram 62% dos municípios com redução do desmatamento e 15% dos municípios com aumento do desmatamento em áreas que tradicionalmente não tinha esse desmatamento”, frisou. Ela informou que o combate tem sido feito por meio de várias ações, com o deslocamento de mais agentes de fiscalização ao local, parceria da Polícia Federal, instalação de um gabinete de crise, avaliações, relatórios e reuniões semanais, além da cooperação com o Inpe e antecipação das atividades planejadas.
Na ocasião, Mercadante anunciou lançamentos de satélites para os próximos anos na intenção de tornar os dados fornecidos pelo Inpe ainda mais precisos. “No ano que vem nós vamos ver com cinco vezes mais eficiência do que já vemos” ressaltou. No total, estão previstos investimentos da ordem de R$ 1 bilhão de reais para a uma nova geração de satélites, com ganho para o monitoramento de florestas, nos próximos três anos: o satélite Cibers 3, em 2012, do Amazônia 1, em 2013 e do Cibers 4, em 2014.
“Esse trabalho conjunto vai trazer respostas bem rápidas e mais eficientes pra gente poder documentar o que aconteceu, sustentar juridicamente o Ministério Público e, ao mesmo tempo, melhorar a nossa política de prevenção com dados de qualidade em tempo real. E nós estamos trabalhando integralmente, mobilizados e juntos”, destacou Mercadante.
Sistema de alerta
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo Deter.
Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do Deter são enviados quase que diariamente ao Ibama, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.
Como o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, é possível detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, devido à eventual cobertura de nuvens.
A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.
Os números apontados pelo Deter são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o Inpe utiliza o Prodes (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.
A cada divulgação sobre o sistema de alerta Deter, o Inpe apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao Deter, são públicos e podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter
Fonte: MCT
Comentário: o aumento no desmatamento da Amazônia, destacado desde ontem (18) pelos principais órgãos de imprensa do País, só reforça a necessidade do Brasil contar com um sistema de satélites mais efetivo de observação terrestre, tanto em termos de revisitas (maior número) como em tecnologia, não apenas com sensores óticos, mas também com imageadores radares, capazes de produzir imagens mesmo com cobertura de nuvens, que é algo frequente na região amazônica.
.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Uma década de DMC
.
Esta semana, foi celebrada em Londres, na Inglaterra, uma década do sistema de monitoramento de desastres DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, do grupo EADS Astrium. O sistema é formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um satélite de observação de pequeno porte, desenvolvido e construído pela própria SSTL.
O objetivo da DMC é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os que aconteceram com tsunamis na Ásia (2004), furacão Katrina nos EUA (2005), inundações no Reino Unido (2007), e o terremoto de Sichuan, na China (2008), fornecendo imagens óticas de alta resolução.
Uma empresa - DMC International Imaging - foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens, e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando assim recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes, aliás, é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Desde 2004, duas vezes ao ano, os satélites DMC têm sido usados para o imageamento em alta resolução da região amazônica, com o objetivo de mensurar o desflorestamento e identificar cortes ilegais, em apoio aos sistemas DETER e PRODES.
Para este ano, está prevista a inclusão de mais dois satélites à constelação, o NigeriaSat-2 e NigerisaSat-X, ambos da Agência Espacial da Nigéria. O consórcio que mantém a DMC também considera recentes desenvolvimentos tecnológicos para ampliar a rede e sua capacidade, além de sensores SAR (de tecnologia radar), capazes de imagear mesmo com cobertura de nuvens ou fumaças.
.
Esta semana, foi celebrada em Londres, na Inglaterra, uma década do sistema de monitoramento de desastres DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, do grupo EADS Astrium. O sistema é formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um satélite de observação de pequeno porte, desenvolvido e construído pela própria SSTL.
O objetivo da DMC é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os que aconteceram com tsunamis na Ásia (2004), furacão Katrina nos EUA (2005), inundações no Reino Unido (2007), e o terremoto de Sichuan, na China (2008), fornecendo imagens óticas de alta resolução.
Uma empresa - DMC International Imaging - foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens, e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando assim recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes, aliás, é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Desde 2004, duas vezes ao ano, os satélites DMC têm sido usados para o imageamento em alta resolução da região amazônica, com o objetivo de mensurar o desflorestamento e identificar cortes ilegais, em apoio aos sistemas DETER e PRODES.
Para este ano, está prevista a inclusão de mais dois satélites à constelação, o NigeriaSat-2 e NigerisaSat-X, ambos da Agência Espacial da Nigéria. O consórcio que mantém a DMC também considera recentes desenvolvimentos tecnológicos para ampliar a rede e sua capacidade, além de sensores SAR (de tecnologia radar), capazes de imagear mesmo com cobertura de nuvens ou fumaças.
.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Workshop do GEO sobre mudanças climáticas
.
Workshop discute uso de dados de observação da Terra em relatórios do IPCC
31/01/2011
Em Genebra, de 1º a 4 de fevereiro, workshop organizado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e pelo Grupo de Observação da Terra (GEO) discute a necessidade de dados de satélites e outras tecnologias para estudo das mudanças ambientais causadas pelo aquecimento global.
O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), integra o Comitê Executivo do GEO, organização intergovernamental que congrega 80 países, a Comissão Européia e ainda 58 organizações internacionais em prol do fornecimento de observações detalhadas da Terra.
O IPCC é o painel da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de avaliar a informação científica sobre os efeitos das mudanças climáticas, destacar seus impactos ambientais e socioeconômicos e traçar estratégias de mitigação.
O workshop irá levantar dados de observação da Terra para subsidiar o IPPC em análises de vulnerabilidade e adaptação às mudanças do clima, em especial nas áreas de uso do solo, recursos hídricos e eventos extremos. Os dados devem integrar as publicações do quinto Relatório de Avaliação do IPPC, a ser lançado entre 2013 e 2014.
O diretor do INPE, Gilberto Câmara, participa de sessão sobre os recursos e informações disponíveis para o estudo do uso do solo e detecção de mudanças na sua cobertura causadas por desmatamentos. Também participa do workshop José Marengo, climatologista do INPE e membro do IPCC.
É objetivo do workshop orientar como o Global Earth Observation System of Systems (GEOSS) pode melhorar o fornecimento de dados multidisciplinares para o uso da comunidade científica que se dedica aos estudos do clima. Este “sistema de sistemas”, uma das mais importantes iniciativas lideradas pelo GEO, amplia a capacidade de monitoramento ambiental do planeta ao mesmo tempo em que facilita o acesso aos dados.
A ideia do GEOSS é conectar os produtores de dados ambientais aos usuários finais desses produtos, otimizando seu uso por meio de uma infraestrutura pública global e de acesso gratuito às informações. Assim, serão compartilhadas informações dos diversos sistemas de monitoramento de tendências globais, para acompanhamento de níveis de carbono, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, recursos hídricos, temperaturas do oceano e outros indicadores.
Mais informações sobre o GEO e o GEOSS no site www.earthobservations.org
.
Workshop discute uso de dados de observação da Terra em relatórios do IPCC
31/01/2011
Em Genebra, de 1º a 4 de fevereiro, workshop organizado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e pelo Grupo de Observação da Terra (GEO) discute a necessidade de dados de satélites e outras tecnologias para estudo das mudanças ambientais causadas pelo aquecimento global.
O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), integra o Comitê Executivo do GEO, organização intergovernamental que congrega 80 países, a Comissão Européia e ainda 58 organizações internacionais em prol do fornecimento de observações detalhadas da Terra.
O IPCC é o painel da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de avaliar a informação científica sobre os efeitos das mudanças climáticas, destacar seus impactos ambientais e socioeconômicos e traçar estratégias de mitigação.
O workshop irá levantar dados de observação da Terra para subsidiar o IPPC em análises de vulnerabilidade e adaptação às mudanças do clima, em especial nas áreas de uso do solo, recursos hídricos e eventos extremos. Os dados devem integrar as publicações do quinto Relatório de Avaliação do IPPC, a ser lançado entre 2013 e 2014.
O diretor do INPE, Gilberto Câmara, participa de sessão sobre os recursos e informações disponíveis para o estudo do uso do solo e detecção de mudanças na sua cobertura causadas por desmatamentos. Também participa do workshop José Marengo, climatologista do INPE e membro do IPCC.
É objetivo do workshop orientar como o Global Earth Observation System of Systems (GEOSS) pode melhorar o fornecimento de dados multidisciplinares para o uso da comunidade científica que se dedica aos estudos do clima. Este “sistema de sistemas”, uma das mais importantes iniciativas lideradas pelo GEO, amplia a capacidade de monitoramento ambiental do planeta ao mesmo tempo em que facilita o acesso aos dados.
A ideia do GEOSS é conectar os produtores de dados ambientais aos usuários finais desses produtos, otimizando seu uso por meio de uma infraestrutura pública global e de acesso gratuito às informações. Assim, serão compartilhadas informações dos diversos sistemas de monitoramento de tendências globais, para acompanhamento de níveis de carbono, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, recursos hídricos, temperaturas do oceano e outros indicadores.
Mais informações sobre o GEO e o GEOSS no site www.earthobservations.org
.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Acordo entre INPE e JAXA para imagens radar
.
INPE e JAXA assinam carta de intenções para utilização do satélite ALOS
08/11/2010
Em Tóquio, nesta segunda-feira (8/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, e Keiji Tachikawa, presidente da JAXA, a agência aeroespacial do Japão, assinaram carta de intenções para a utilização dos dados do satélite japonês ALOS, que leva a bordo o radar PALSAR, no monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.
A parceria deve agregar a tecnologia japonesa – o radar que permite a observação através das nuvens – à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo INPE.
O Instituto já vem utilizando os dados PALSAR em estudos na Amazônia e deve incorporar a tecnologia a seus sistemas regulares de monitoramento da região.
Além do encontro com o presidente da JAXA, o diretor do INPE cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.
Fonte: INPE
Comentário 1: o acordo com a agência espacial japonesa parece ser mais um esforço do INPE no sentido de dispor de imagens radar para o imageamento da Amazônia. Como o blog tem eventualmente abordado, os sistemas de monitoramento do desmatamento na região amazônica (DETER e PRODES) não dispõem de imagens SAR. Recentemente, o INPE firmou com a empresa italiana Telespazio outro acordo de cooperação visando estudos de imagens SAR para a região amazônica (veja aqui).
Comentário 2: o INPE não será a primeira entidade governamental brasileira a usar imagens do ALOS. Em julho de 2009, o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) adquiriu imagens do satélite japonês (veja a postagem "Imagens SAR para o SIPAM").
.
INPE e JAXA assinam carta de intenções para utilização do satélite ALOS
08/11/2010
Em Tóquio, nesta segunda-feira (8/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, e Keiji Tachikawa, presidente da JAXA, a agência aeroespacial do Japão, assinaram carta de intenções para a utilização dos dados do satélite japonês ALOS, que leva a bordo o radar PALSAR, no monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.
A parceria deve agregar a tecnologia japonesa – o radar que permite a observação através das nuvens – à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo INPE.
O Instituto já vem utilizando os dados PALSAR em estudos na Amazônia e deve incorporar a tecnologia a seus sistemas regulares de monitoramento da região.
Além do encontro com o presidente da JAXA, o diretor do INPE cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.
Fonte: INPE
Comentário 1: o acordo com a agência espacial japonesa parece ser mais um esforço do INPE no sentido de dispor de imagens radar para o imageamento da Amazônia. Como o blog tem eventualmente abordado, os sistemas de monitoramento do desmatamento na região amazônica (DETER e PRODES) não dispõem de imagens SAR. Recentemente, o INPE firmou com a empresa italiana Telespazio outro acordo de cooperação visando estudos de imagens SAR para a região amazônica (veja aqui).
Comentário 2: o INPE não será a primeira entidade governamental brasileira a usar imagens do ALOS. Em julho de 2009, o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) adquiriu imagens do satélite japonês (veja a postagem "Imagens SAR para o SIPAM").
.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Cúpula do CEOS no Rio de Janeiro
.
Cúpula do CEOS discute monitoramento do sistema terrestre no Rio de Janeiro
11/10/2010
O Comitê de Satélites de Observação da Terra (CEOS, Commitee on Earth Observation Satellites), que este ano está sendo presidido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vai se reunir de 12 a 15 de outubro, no Sheraton Hotel do Rio de Janeiro, para discutir o uso de imagens de satélites no monitoramento do sistema terrestre.
Estão confirmadas as presenças, além do diretor do INPE, Gilberto Câmara, de representantes de diversas agências espaciais do mundo como NASA (Agência Espacial Americana), ESA (Europa) ASI (Itália), CNEs (França), CSA (Canadá) e CONAE (Argentina).
No encontro, serão abordadas as contribuições do CEOS para a iniciativa de FCT (Forest Carbon Tracking), que se insere no contexto de orientação de políticas globais de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação de florestas (REDD+), através do sensoriamento remoto por satélite.
Criado em 1984, o CEOS concentra 28 agências espaciais e 20 organizações internacionais e deve ganhar dois novos membros na Cúpula do Rio: o NSMC (National Satellite Meteorological Center), órgão da CMA (China Meteorological Agency), e a SANSA (South Africa National Space Agency). Além disso, o CEOS vai nomear um novo presidente para 2011.
Durante a Cúpula, as agências espaciais membros do CEOS também vão alinhar seus planos de ação para o próximo ano e elaborar um relatório para a reunião do GEO (Group on Earth Observation), em novembro, em Beijing. O CEOS prepara também um relatório para a Cúpula sobre o Clima das Nações Unidas (COP-16), cuja próxima edição será em Cancun.
Brasil
A política de dados livres adotada pelo INPE fez do Brasil um exemplo mundial na área de Observação da Terra, tornando o Sensoriamento Remoto uma ferramenta de fácil acesso. O sucesso desta iniciativa pioneira levou outros países, como os Estados Unidos, a disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução.
A distribuição gratuita através da internet começou em 28 de junho de 2004, com as imagens do CBERS-2 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Logo após, o INPE tornou livre o acesso às imagens históricas dos satélites LANDSAT. Atualmente o Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do Instituto, instalado em Cachoeira Paulista (SP), tem disponíveis imagens dos satélites CBERS-2 e 2B, Landsat 1, 2, 3, 5 e 7, e ResourceSat-1. As imagens de todos estes satélites são fornecidas sem custo para qualquer usuário do mundo.
O Brasil possui um dos acervos de imagens de satélites mais antigos do mundo, pois recebe os dados LANDSAT desde 1973 através da estação do INPE em Cuiabá (MT). Lançado em 1972, o Landsat-1 foi o primeiro equipamento orbital de sensoriamento remoto de recursos terrestres, sendo o Brasil o terceiro país a receber este tipo de imagem, depois apenas dos Estados Unidos e Canadá.
Os países da América do Sul que estão na abrangência da estação de Cuiabá são os mais beneficiados. O INPE tem também cooperações para fomentar esta iniciativa em nações como África, Ilhas Canárias, Gabão e Gana.
Fonte: INPE
Comentário: atualmente, o Brasil, representado pelo INPE, ocupa a presidência do CEOS (de outubro de 2009 a outubro de 2010). No mês de fevereiro, o Instituto já havia sediado uma reunião do comitê (vejam a postagem "INPE sedia reunião do CEOS").
.
Cúpula do CEOS discute monitoramento do sistema terrestre no Rio de Janeiro
11/10/2010
O Comitê de Satélites de Observação da Terra (CEOS, Commitee on Earth Observation Satellites), que este ano está sendo presidido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vai se reunir de 12 a 15 de outubro, no Sheraton Hotel do Rio de Janeiro, para discutir o uso de imagens de satélites no monitoramento do sistema terrestre.
Estão confirmadas as presenças, além do diretor do INPE, Gilberto Câmara, de representantes de diversas agências espaciais do mundo como NASA (Agência Espacial Americana), ESA (Europa) ASI (Itália), CNEs (França), CSA (Canadá) e CONAE (Argentina).
No encontro, serão abordadas as contribuições do CEOS para a iniciativa de FCT (Forest Carbon Tracking), que se insere no contexto de orientação de políticas globais de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação de florestas (REDD+), através do sensoriamento remoto por satélite.
Criado em 1984, o CEOS concentra 28 agências espaciais e 20 organizações internacionais e deve ganhar dois novos membros na Cúpula do Rio: o NSMC (National Satellite Meteorological Center), órgão da CMA (China Meteorological Agency), e a SANSA (South Africa National Space Agency). Além disso, o CEOS vai nomear um novo presidente para 2011.
Durante a Cúpula, as agências espaciais membros do CEOS também vão alinhar seus planos de ação para o próximo ano e elaborar um relatório para a reunião do GEO (Group on Earth Observation), em novembro, em Beijing. O CEOS prepara também um relatório para a Cúpula sobre o Clima das Nações Unidas (COP-16), cuja próxima edição será em Cancun.
Brasil
A política de dados livres adotada pelo INPE fez do Brasil um exemplo mundial na área de Observação da Terra, tornando o Sensoriamento Remoto uma ferramenta de fácil acesso. O sucesso desta iniciativa pioneira levou outros países, como os Estados Unidos, a disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução.
A distribuição gratuita através da internet começou em 28 de junho de 2004, com as imagens do CBERS-2 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Logo após, o INPE tornou livre o acesso às imagens históricas dos satélites LANDSAT. Atualmente o Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do Instituto, instalado em Cachoeira Paulista (SP), tem disponíveis imagens dos satélites CBERS-2 e 2B, Landsat 1, 2, 3, 5 e 7, e ResourceSat-1. As imagens de todos estes satélites são fornecidas sem custo para qualquer usuário do mundo.
O Brasil possui um dos acervos de imagens de satélites mais antigos do mundo, pois recebe os dados LANDSAT desde 1973 através da estação do INPE em Cuiabá (MT). Lançado em 1972, o Landsat-1 foi o primeiro equipamento orbital de sensoriamento remoto de recursos terrestres, sendo o Brasil o terceiro país a receber este tipo de imagem, depois apenas dos Estados Unidos e Canadá.
Os países da América do Sul que estão na abrangência da estação de Cuiabá são os mais beneficiados. O INPE tem também cooperações para fomentar esta iniciativa em nações como África, Ilhas Canárias, Gabão e Gana.
Fonte: INPE
Comentário: atualmente, o Brasil, representado pelo INPE, ocupa a presidência do CEOS (de outubro de 2009 a outubro de 2010). No mês de fevereiro, o Instituto já havia sediado uma reunião do comitê (vejam a postagem "INPE sedia reunião do CEOS").
.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Amazônia, biodiversidade e tecnologia espacial
.
A última edição disponível (de julho de 2010, nem tão recente assim) da revista CNES Mag, editada pela agência espacial francesa (Centre National d'Études Spatiales - CNES), tem uma reportagem muito interessante intitulada "Biodiversité - Espace et préservation des espèces" (em português, "Biodiversidade - Espaço e preservação das espécies").
O foco, como o título mesmo indica, é a aplicação da tecnologia espacial na preservação da biodiversidade (fauna e flora), nomeadamente satélites de observação terrestre, utilizada por organismos governamentais franceses. E quando se discute biodiversidade na França, esta não está restrita apenas àquela existente na Europa, mas também a da Guiana Francesa, na floresta amazônica, ao norte do Brasil.
Uma informação curiosa, que dá uma dimensão das dificuldades de se imagear com sensores óticos a região amazônica: a estação de recepção de dados dos satélites da série SPOT instalada na Guiana Francesa é a mais demandada de todas as estações terrenas da série. A razão para isto, segundo a reportagem, é que por causa da cobertura das nuvens, podem ser necessárias mais de cem tentativas (isto é, cem passagens do satélite!) para se obter uma imagem com qualidade de uma determinada área, e a proximidade da estação com a antena de recepção torna a recepção de imagens mais fácil e eficiente. Isto mostra a importância de se contar com dados gerados por satélites radares, ponto que o blog tem insistentemente abordado desde a sua criação.
Aliás, na opinião do blog, em matéria de publicações institucionais, a revista da CNES deve ser considerada uma referência, dada a sua qualidade e profundidade das reportagens publicadas.
.
A última edição disponível (de julho de 2010, nem tão recente assim) da revista CNES Mag, editada pela agência espacial francesa (Centre National d'Études Spatiales - CNES), tem uma reportagem muito interessante intitulada "Biodiversité - Espace et préservation des espèces" (em português, "Biodiversidade - Espaço e preservação das espécies").
O foco, como o título mesmo indica, é a aplicação da tecnologia espacial na preservação da biodiversidade (fauna e flora), nomeadamente satélites de observação terrestre, utilizada por organismos governamentais franceses. E quando se discute biodiversidade na França, esta não está restrita apenas àquela existente na Europa, mas também a da Guiana Francesa, na floresta amazônica, ao norte do Brasil.
Uma informação curiosa, que dá uma dimensão das dificuldades de se imagear com sensores óticos a região amazônica: a estação de recepção de dados dos satélites da série SPOT instalada na Guiana Francesa é a mais demandada de todas as estações terrenas da série. A razão para isto, segundo a reportagem, é que por causa da cobertura das nuvens, podem ser necessárias mais de cem tentativas (isto é, cem passagens do satélite!) para se obter uma imagem com qualidade de uma determinada área, e a proximidade da estação com a antena de recepção torna a recepção de imagens mais fácil e eficiente. Isto mostra a importância de se contar com dados gerados por satélites radares, ponto que o blog tem insistentemente abordado desde a sua criação.
Aliás, na opinião do blog, em matéria de publicações institucionais, a revista da CNES deve ser considerada uma referência, dada a sua qualidade e profundidade das reportagens publicadas.
.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Satélites no Estadão de hoje
.
O jornal "O Estado de S. Paulo" de hoje (29) publicou algumas reportagens sobre a tecnologia brasileira no monitoramento terrestre por satélites. Uma matéria principal destaca que o Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), "exportará" seu expertise no monitoramento de desmatamento da floresta amazônica para técnicos da África e América do Sul, graças a parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jaica), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
As reportagens podem ser lidas clicando-se sobre os títulos abaixo:
"Brasil vai exportar vigilância de florestas"
"Satélites em hora extra, alerta para a Amazônia"
"África usará imagens de parceria Brasil-China"
"País quer monitorar agricultura do espaço"
Ponto interessante abordado por um dos textos, citando Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do INPE, é que a partir de 2011, o Instituto passará a usar imagens de radar produzidas pelo satélite japonês Alos. Imagens geradas pelo mesmo satélite já são usadas pelo SIPAM e IBAMA.
As imagens radar, capazes de penetrar as nuvens e assim visualizar o solo em qualquer horário e sob quaisquer condições de tempo, são justamente uma das maiores deficiências dos programas brasileiros de monitoramento do desmatamento, aspecto que, talvez, pudesse até mesmo ser melhor explorado nas reportagens do "Estadão".
O Brasil busca de algum modo atender essa necessidade, como a aquisição de imagens do satélite Alos, parceria com a italiana Telespazio para pesquisas com dados de radar para a Amazônia, e o projeto do satélite próprio MAPSAR.
.
O jornal "O Estado de S. Paulo" de hoje (29) publicou algumas reportagens sobre a tecnologia brasileira no monitoramento terrestre por satélites. Uma matéria principal destaca que o Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), "exportará" seu expertise no monitoramento de desmatamento da floresta amazônica para técnicos da África e América do Sul, graças a parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jaica), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
As reportagens podem ser lidas clicando-se sobre os títulos abaixo:
"Brasil vai exportar vigilância de florestas"
"Satélites em hora extra, alerta para a Amazônia"
"África usará imagens de parceria Brasil-China"
"País quer monitorar agricultura do espaço"
Ponto interessante abordado por um dos textos, citando Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do INPE, é que a partir de 2011, o Instituto passará a usar imagens de radar produzidas pelo satélite japonês Alos. Imagens geradas pelo mesmo satélite já são usadas pelo SIPAM e IBAMA.
As imagens radar, capazes de penetrar as nuvens e assim visualizar o solo em qualquer horário e sob quaisquer condições de tempo, são justamente uma das maiores deficiências dos programas brasileiros de monitoramento do desmatamento, aspecto que, talvez, pudesse até mesmo ser melhor explorado nas reportagens do "Estadão".
O Brasil busca de algum modo atender essa necessidade, como a aquisição de imagens do satélite Alos, parceria com a italiana Telespazio para pesquisas com dados de radar para a Amazônia, e o projeto do satélite próprio MAPSAR.
.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
DETEX: monitoramento de florestas públicas
.
INPE e Serviço Florestal firmam parceria para monitorar concessões
22/07/2010
O monitoramento da exploração madeireira em florestas públicas foi formalizado neste mês com a assinatura do acordo de cooperação técnica entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e o Serviço Florestal Brasileiro, ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). O principal objetivo da parceria é permitir o controle e acompanhamento da extração de madeira nas áreas de concessão florestal.
Para a detecção da exploração seletiva de madeira, o INPE já vinha desenvolvendo o DETEX, um novo sistema para análise e monitoramento da cobertura florestal baseado em imagens de satélites.
O sistema do INPE será utilizado para verificar se a exploração florestal, sob contrato de concessão, está ocorrendo no local, na intensidade e nos períodos estabelecidos no Plano de Manejo Sustentável orientado pelo Serviço Florestal. Também será utilizado para detectar atividades madeireiras ilegais.
Para o DETEX entrar em operação, está sendo realizado um inventário completo das florestas públicas, com base nos dados de desmatamento dos anos de 2005 e 2006. O INPE já concluiu o mapeamento da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia, a primeira concessão do país, onde as atividades produtivas devem iniciar ainda neste ano. O mapeamento da Flona Saracá-Taquera, no Pará, também está pronto e as próximas a serem concluídas são as flonas Amana e Crepori, no mesmo Estado.
Segundo o Serviço Florestal, o monitoramento por satélite das áreas de concessão vai gerar informações mais detalhadas que as utilizadas atualmente, pois será possível acompanhar espacialmente as atividades dos concessionários. Com essas informações em mãos, o Serviço Florestal conseguirá identificar onde estão os pátios de estocagem e onde foram abertas as estradas para escoamento da produção dentro da unidade de manejo, bem como alguma eventual exploração fora da área designada.
Capacitação
O INPE também começou a capacitar técnicos do Serviço Florestal que trabalham com sensoriamento remoto no processamento digital das imagens para realçar as feições características da exploração seletiva. O acordo prevê ainda capacitações em sistemas de informações geográficas e gerenciamento de banco de dados espaciais, o que ajudará o Serviço Florestal a ter equipes capazes de aprimorar o monitoramento das florestas públicas brasileiras.
Fonte: INPE
Comentário: o INPE também dispõe de outros sistemas de monitoramento baseados em imagens de satélites, em especial para a região amazônica, como o DETER e o PRODES.
.
domingo, 11 de julho de 2010
Amazônia monitorada do espaço
.
O primeiro número da revista "Up to Planet EADS", publicação institucional do grupo aeroespacial e de defesa europeu EADS, traz uma interessante reportagem ("The Science behind survival") sobre como a tecnologia espacial tem contribuído para pesquisas e monitoramento relacionados ao desmatamento e mudanças climáticas. O Brasil é importante player mundial nesta área, especialmente em razão de sua privilegiada condição em termos de biodiversidade, recursos hídricos, floresta amazônica, etc. Naturalmente, o Brasil, no caso a Amazônia, acabou sendo um dos tópicos da reportagem, com especial ênfase no apoio dado pelo segmento espacial (Spot Image, Infoterra e DMC) em iniciativas REDD (do inglês 'reducing emissions from deforestation and forest degradation', e em português, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).
No passado, já abordamos algumas iniciativas REDD no País (veja aqui), mas o trecho que reproduzimos abaixo, em tradução livre do inglês feita pelo blog, sintetiza bem seu funcionamento:
"o pulmão verde da Terra
As consequências do desflorestamento e degração das florestas podem ser sérias. O desflorestamento tropical responde por uma grande porção da estimativa de 1,7 bilhão de toneladas de carbono liberadas anualmente devido às mudanças no uso do solo. De acordo com o Centro Internacional de Pesquisas Florestais, o desmatamento representa 20% das emissões atuais de carbono, fatia maior que as emissões de todo o setor de transporte, e dez vezes maior que as produzidas por todo tráfego aéreo. [...] o trabalho de imageamento executado pela EADS Astrium para ajudar no monitoramento global de florestas é outra importante contribuição para monitorar as mudanças climáticas. Pierre Duquesne é diretor geral da Spot Image Brasil, uma subsidiária da Astrium que fornece imagens de satélites e mapeamento para metade dos estados na região da Amazônia Legal. Ele vê grande potencial neste campo: "Eu estou convencido que temos que ir além. Nós temos que garantir que não estamos apenas nos pintando de verde, mas que estamos realmente fazendo a diferença." Ele explica como os produtos da EADS são usados em iniciativas REDD. REDD, que significa 'reducing emissions from deforestation and forest degradation', surgiu em 2007, na Conferência de Mudanças Climáticas da ONU em Bali, onde se reconheceu a importância das florestas nas mudanças climáticas. O objetivo do REDD é ligar diretamente incentivos financeiros para conservação com o carbono estocado nas florestas. Os créditos gerados com a redução de emissões seriam quantificados, e este dado quantificado se tornaria um crédito que poderia ser vendido num mercado internacional de carbono. Alternativamente, este crédito poderia ser cedido para um fundo internacional criado para prover compensação financeira para países participantes que conservassem suas florestas. O tipo de tecnologia precisa de imageamento oferecido pela EADS Astrium permite aos estados quantificar precisamente como seus solos são usados e ajuda a medir a quantia de carbono a ser convertida em créditos. "É uma aposta no futuro", diz Duquesne.
A EADS Astrium tem trabalhado com o Imazon, um instituto brasileiro de pesquisas, desde 2007. A Imazon e a Infoterra, uma subsidiária da Astrium, estão envolvidas em um projeto de reprocessamento de imagens do Mato Grosso - área equivalente ao tamanho da França - obtidas nos últimos 25 anos, e que foram então classificadas para degradação florestal e desflorestamento. A Imazon e a Infoterra apresentaram suas constatações num evento durante a Cúpula de Copenhague, em dezembro de 2009, onde, segundo Duquesne, foram bem recebidas pela comunidade científica. A EADS Astrium também ajuda a monitorar florestas na Amazônia, na Bacia do Congo e na Indonésia por meio da DMCii, parte da subsidiária Surrey Satellite Technology Ltd., cujos satélites da constelação DMC fornecem mapeamento sistemático de extensas áreas de habitat. [...]" [Nota do blog: sobre o uso de imagens DMC no Brasil, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia"]
.
O primeiro número da revista "Up to Planet EADS", publicação institucional do grupo aeroespacial e de defesa europeu EADS, traz uma interessante reportagem ("The Science behind survival") sobre como a tecnologia espacial tem contribuído para pesquisas e monitoramento relacionados ao desmatamento e mudanças climáticas. O Brasil é importante player mundial nesta área, especialmente em razão de sua privilegiada condição em termos de biodiversidade, recursos hídricos, floresta amazônica, etc. Naturalmente, o Brasil, no caso a Amazônia, acabou sendo um dos tópicos da reportagem, com especial ênfase no apoio dado pelo segmento espacial (Spot Image, Infoterra e DMC) em iniciativas REDD (do inglês 'reducing emissions from deforestation and forest degradation', e em português, Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).
No passado, já abordamos algumas iniciativas REDD no País (veja aqui), mas o trecho que reproduzimos abaixo, em tradução livre do inglês feita pelo blog, sintetiza bem seu funcionamento:
"o pulmão verde da Terra
As consequências do desflorestamento e degração das florestas podem ser sérias. O desflorestamento tropical responde por uma grande porção da estimativa de 1,7 bilhão de toneladas de carbono liberadas anualmente devido às mudanças no uso do solo. De acordo com o Centro Internacional de Pesquisas Florestais, o desmatamento representa 20% das emissões atuais de carbono, fatia maior que as emissões de todo o setor de transporte, e dez vezes maior que as produzidas por todo tráfego aéreo. [...] o trabalho de imageamento executado pela EADS Astrium para ajudar no monitoramento global de florestas é outra importante contribuição para monitorar as mudanças climáticas. Pierre Duquesne é diretor geral da Spot Image Brasil, uma subsidiária da Astrium que fornece imagens de satélites e mapeamento para metade dos estados na região da Amazônia Legal. Ele vê grande potencial neste campo: "Eu estou convencido que temos que ir além. Nós temos que garantir que não estamos apenas nos pintando de verde, mas que estamos realmente fazendo a diferença." Ele explica como os produtos da EADS são usados em iniciativas REDD. REDD, que significa 'reducing emissions from deforestation and forest degradation', surgiu em 2007, na Conferência de Mudanças Climáticas da ONU em Bali, onde se reconheceu a importância das florestas nas mudanças climáticas. O objetivo do REDD é ligar diretamente incentivos financeiros para conservação com o carbono estocado nas florestas. Os créditos gerados com a redução de emissões seriam quantificados, e este dado quantificado se tornaria um crédito que poderia ser vendido num mercado internacional de carbono. Alternativamente, este crédito poderia ser cedido para um fundo internacional criado para prover compensação financeira para países participantes que conservassem suas florestas. O tipo de tecnologia precisa de imageamento oferecido pela EADS Astrium permite aos estados quantificar precisamente como seus solos são usados e ajuda a medir a quantia de carbono a ser convertida em créditos. "É uma aposta no futuro", diz Duquesne.
A EADS Astrium tem trabalhado com o Imazon, um instituto brasileiro de pesquisas, desde 2007. A Imazon e a Infoterra, uma subsidiária da Astrium, estão envolvidas em um projeto de reprocessamento de imagens do Mato Grosso - área equivalente ao tamanho da França - obtidas nos últimos 25 anos, e que foram então classificadas para degradação florestal e desflorestamento. A Imazon e a Infoterra apresentaram suas constatações num evento durante a Cúpula de Copenhague, em dezembro de 2009, onde, segundo Duquesne, foram bem recebidas pela comunidade científica. A EADS Astrium também ajuda a monitorar florestas na Amazônia, na Bacia do Congo e na Indonésia por meio da DMCii, parte da subsidiária Surrey Satellite Technology Ltd., cujos satélites da constelação DMC fornecem mapeamento sistemático de extensas áreas de habitat. [...]" [Nota do blog: sobre o uso de imagens DMC no Brasil, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia"]
.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
INPE: Centro Regional da Amazônia
.
INPE inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA)
27/08/2009
Nesta sexta-feira (28/8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE) inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA) e já apresenta resultados de seu primeiro projeto: o mapeamento da vegetação secundária.
Na nova unidade do INPE estão em andamento os trabalhos para o mapeamento completo da cobertura e do uso da terra na Amazônia, verificando, inclusive, a ocorrência de regeneração florestal. Quando concluído, este mapa irá indicar se existem hoje florestas secundárias ou atividade agropecuária, por exemplo, em áreas apontadas no passado como desmatamento pelo INPE, que monitora a região há 21 anos por meio de imagens de satélites.
Para os estados do Pará, Mato Grosso e Amapá, o CRA já concluiu o mapeamento da vegetação secundária, que estará completo para toda a Amazônia Legal até o final do ano.
O CRA/INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Também é seu objetivo aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, ao mesmo tempo em que apoia atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região.
A partir da geração de sistemas de monitoramento de florestas, o CRA tem ainda papel importante nos planos de cooperação internacional do INPE, em especial com a África. Em comum acordo com a China, o Brasil ofereceu as imagens do satélite sino-brasileiro CBERS para todo o continente africano, enquanto o sistema para o monitoramento de florestas desenvolvido pelo INPE, denominado TerraAmazon, também está à disposição de todos os países interessados na tecnologia.
Cerimônia de posse
O chefe do CRA, Cláudio Almeida, será empossado durante a solenidade presidida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, nesta sexta-feira (28) às 10 horas. Também estarão presentes em Belém o coordenador de Centros Regionais e vice-diretor, João Braga, entre outros dirigentes e cientistas do INPE e de instituições da Amazônia, além de autoridades regionais.
Cláudio Almeida é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e mestre em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento pelo INPE. Um dos projetos em curso no CRA é derivado de sua dissertação de mestrado, intitulada “Estimativa da área e do tempo de permanência da vegetação secundária na Amazônia Legal Brasileira por meio de imagens LANDSAT/TM”. Desde 1992, atua nas áreas de Mapeamento, Banco de Dados Geográficos, Sistemas de Informações Geográficas, Ecologia e Sensoriamento Remoto na Região Amazônica.
A solenidade será realizada no prédio da administração da Embrapa Amazônia Oriental, na Travessa Dr. Enéas Pinheiro, S/N, Belém. Até estar pronto o prédio próprio, o que deve ocorrer no próximo ano, o CRA/INPE ocupa um imóvel nas dependências da Embrapa.
.
INPE inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA)
27/08/2009
Nesta sexta-feira (28/8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE) inaugura em Belém o Centro Regional da Amazônia (CRA) e já apresenta resultados de seu primeiro projeto: o mapeamento da vegetação secundária.
Na nova unidade do INPE estão em andamento os trabalhos para o mapeamento completo da cobertura e do uso da terra na Amazônia, verificando, inclusive, a ocorrência de regeneração florestal. Quando concluído, este mapa irá indicar se existem hoje florestas secundárias ou atividade agropecuária, por exemplo, em áreas apontadas no passado como desmatamento pelo INPE, que monitora a região há 21 anos por meio de imagens de satélites.
Para os estados do Pará, Mato Grosso e Amapá, o CRA já concluiu o mapeamento da vegetação secundária, que estará completo para toda a Amazônia Legal até o final do ano.
O CRA/INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Também é seu objetivo aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, ao mesmo tempo em que apoia atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região.
A partir da geração de sistemas de monitoramento de florestas, o CRA tem ainda papel importante nos planos de cooperação internacional do INPE, em especial com a África. Em comum acordo com a China, o Brasil ofereceu as imagens do satélite sino-brasileiro CBERS para todo o continente africano, enquanto o sistema para o monitoramento de florestas desenvolvido pelo INPE, denominado TerraAmazon, também está à disposição de todos os países interessados na tecnologia.
Cerimônia de posse
O chefe do CRA, Cláudio Almeida, será empossado durante a solenidade presidida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, nesta sexta-feira (28) às 10 horas. Também estarão presentes em Belém o coordenador de Centros Regionais e vice-diretor, João Braga, entre outros dirigentes e cientistas do INPE e de instituições da Amazônia, além de autoridades regionais.
Cláudio Almeida é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e mestre em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento pelo INPE. Um dos projetos em curso no CRA é derivado de sua dissertação de mestrado, intitulada “Estimativa da área e do tempo de permanência da vegetação secundária na Amazônia Legal Brasileira por meio de imagens LANDSAT/TM”. Desde 1992, atua nas áreas de Mapeamento, Banco de Dados Geográficos, Sistemas de Informações Geográficas, Ecologia e Sensoriamento Remoto na Região Amazônica.
A solenidade será realizada no prédio da administração da Embrapa Amazônia Oriental, na Travessa Dr. Enéas Pinheiro, S/N, Belém. Até estar pronto o prédio próprio, o que deve ocorrer no próximo ano, o CRA/INPE ocupa um imóvel nas dependências da Embrapa.
.
Assinar:
Postagens (Atom)

