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terça-feira, 19 de março de 2013
Pléiades 1B e Spot 6 operacionais
Astrium: lançamento operacional e comercial da constelação completa de satélites Pléiades
* A Astrium anuncia que os satélites Pléiades 1B e SPOT 6 já estão operando, após validação em órbita
* A Astrium Services é agora a única operadora do mundo capaz de oferecer imagens de altíssima resolução de qualquer ponto do globo tomadas por uma constelação de satélites idênticos com atualização diária
* Junto com o SPOT 6 e o SPOT 7, este último que será lançado em breve, os satélites Pléiades formam uma constelação dual que oferece uma performance complementar em termos de tamanho e resolução de imagem
19 de março de 2013 - A Astrium, empresa líder de tecnologia espacial na Europa, anunciou o lançamento operacional e comercial da constelação completa Pléiades como também do SPOT 6, após o sucesso dos testes de qualificação em órbita dos satélites Pléiades 1B e SPOT 6.
“A Astrium Services vai comercializar agora imagens produzidas pelos satélites gêmeos Pléiades 1A e 1B, que já começaram a operar como uma constelação completa”, declarou Evert Dudok, CEO da Astrium Services. “Essa configuração - a única desse tipo no mundo - oferece revisitas diárias de altíssima resolução e garante uma imagem de qualquer ponto do planeta em menos de 24 horas, além de monitoramento diário de qualquer lugar do globo e cobertura duas vezes maior”.
É esta capacidade de revisita diária que faz os serviços de geoinformação um confiável componente para processos de decisão econômicos e estratégicos, oferecendo aos clientes da Astrium Services várias vantagens: acesso mais rápido a imagens (as zonas de guerra ou crise e áreas afetadas por catástrofes naturais podem ser visualizadas em algumas horas, seja qual for a região do planeta); fornecimento de imagens a intervalos regulares, possibilitando, por exemplo, o monitoramento diário de atividades em um local específico (acompanhamento do avanço de obras de engenharia civil, vigilância de zonas militares, industriais ou de mineração, etc.); fornecimento de um número de imagens duas vezes maior (adquiridas com o dobro de velocidade e o dobro de chances de produzir imagens sem nuvens, criando a configuração ideal para o mapeamento de áreas de grande extensão).
Coletada entre 15 e 21 de fevereiro de 2013, esta série de imagens do porto de Suez, no Egito, ilustra perfeitamente o potencial de revisita diária da constelação Pléiades. As imagens mostram as atividades do porto, em particular o movimento de balsas e navios comerciais na entrada do canal. Todas essas imagens estão disponíveis no formato jpeg ou animação, no site ftp://ftp.astrium-geo.com/satellite_2013/
Pléiades 1A e 1B são os primeiros satélites europeus de altíssima resolução para observação da Terra. Posicionados a 180° um do outro, eles giram na mesma órbita quase polar e heliossíncrona, a 695 quilômetros de altitude. Eles oferecem um desempenho excepcional para o setor civil: produtos com resolução de 50 cm em um raio de visão de 20 km e excelente flexibilidade (possibilidade de ser rapidamente apontado), possibilitando vários modos de aquisição (estéreo, mosaico, corredor, alvo). Graças à sua inigualável capacidade de aquisição, de 900 imagens por dia, estes satélites também oferecem vantagens operacionais significativas para os usuários.
A constelação SPOT 6 e SPOT 7 vai operar em conjunto com os satélites Pléiades e oferecerá dados com resolução de 1,5 m em faixas de cobertura maiores (60 km) para o mapeamento de vastas regiões. As constelações Pléiades (1A e 1B) e SPOT 6 e 7 serão posicionadas em pontos equidistantes na mesma órbita em torno da Terra, fazendo da Astrium Services a primeira operadora do mundo capaz de oferecer uma gama completa de dados de observação da Terra com diferentes níveis de resolução (entre média e altíssima). Isso significa que, a partir de agora, todos os pontos do globo terrestre poderão ser visualizados em alta e altíssima resolução, diariamente.
Fonte: Astrium
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Satélite de observação francês para o Peru?
De acordo com a imprensa peruana, o ministro da Defesa do Peru, Pedro Cateriano, teve uma reunião este mês com o ministro de Assuntos Estrangeiros da França, Laurent Fabius, para discutir a possível aquisição pelo país sul-americano de um satélite de observação junto a indústrias francesas, possivelmente da Astrium, do grupo EADS, ou da Thales Alenia Space. A reunião segue uma visita oficial de Cateriano à França em novembro de 2012, ocasião em que o tema foi também discutido.
A aquisição, em discussão há há vários anos, envolveria uma negociação de governo a governo.
Ainda segundo a imprensa local, o governo peruano tem grande interesse em dispor de um satélite de observação ótico para vigilância e controle das forças armadas em zonas afetadas por ações terroristas e de narcotráfico.
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Estudante do ITA é premiado pela Astrium
Astrium premia o melhor estudante de engenharia aeroespacial do ITA
26/02/2013
A Astrium, em parceria com a Equatorial Sistemas, uma empresa do grupo da Astrium, premiou ontem o aluno com o melhor desempenho acadêmico em 2012 da primeira turma de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O 1° Tenente Engenheiro Levi Maia Araújo recebeu o Prêmio Equatorial-Astrium durante a cerimônia da Aula Magna de 2013 do ITA, que ocorreu nesta segunda-feira (25), e fará uma viagem de trabalho à Europa para conhecer a Astrium, a empresa líder em tecnologias espaciais na Europa.
O Tenente Araújo, de 21 anos, é um dos dez alunos do curso de Engenharia Aeroespacial, lançado em 2008 pelo ITA. Ele ficará por três meses na Europa, a convite da Astrium, e terá a oportunidade de conhecer as instalações da empresa, interagir com pesquisadores e engenheiros, e participar de pesquisas e projetos espaciais desenvolvidos na empresa com tecnologia de ponta.
No evento, o Tenente Araújo recebeu o prêmio das mãos de Jean Noël Hardy, diretor-geral da Astrium do Brasil, e do presidente da Equatorial Sistemas, Dr. César Celeste Ghizoni. Ao oferecer novas oportunidades de trocas de conhecimentos na área da indústria espacial, a Astrium e a Equatorial Sistemas pretendem incentivar o interesse dos brasileiros no setor.
"A Astrium tem uma grande vontade de contribuir no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil. Estamos orgulhosos de premiar o melhor aluno de Engenharia Aeroespacial do ITA com o intuito de incentivar os profissionais brasileiros da indústria a colocar em prática seus excelentes projetos e idéias que podem desenvolver a indústria espacial no Brasil, bem como em outras partes do mundo ", explicou Jean Noël Hardy.
O evento marcou o início do ano letivo do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ligado ao Comando da Aeronáutica, e que oferece também os cursos de Engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica Aeronáutica, Infraestrutura Aeronáutica e Computação.
O ministro da Defesa, embaixador Celso Amorim, proferiu a Aula Magna de 2013, no Auditório Professor Francisco Antonio Lacaz Netto. A solenidade contou ainda com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, do Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Tenente-Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Pohlmann, do Reitor do ITA, engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco, além de outras autoridades civis e militares.
Fonte: Astrium, com edição do Blog Panorama Espacial.
Atualização, 27/02/2013, às 20h45: o 1° Tenente Engenheiro Levi Maia Araújo entrou em contato com o blog para informar que sua idade correta é 21 anos, e que são 10 os formandos em Engenharia Aeroespacial no ITA, e não 9 como informado no texto, já corrigido.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
SGDC no "Valor Econômico"
Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos
Sete grandes grupos de fabricantes internacionais estão participando do processo de seleção do fornecedor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. Realizada pelo governo brasileiro, essa concorrência é considerada hoje a principal na área espacial da América do Sul, com investimento já aprovado de R$ 720 milhões. O valor inclui o lançamento do satélite, previsto para o fim de 2014.
A Agência Espacial contratou a Visiona Tecnologia Espacial, joint venture entre a Embraer e a Telebras, para fazer o gerenciamento dos contratos com os futuros fornecedores do equipamento. A Visiona encerrou a fase de recebimento das informações solicitadas aos fabricantes no fim do ano passado, e nas próximas duas semanas poderá liberar as linhas gerais de sua solicitação de propostas (RFP, na sigla em inglês) para os interessados.
A lista de empresas participantes da licitação, segundo fontes que acompanham o processo, inclui as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as americanas Boeing, Lockheed Martin e Space Systems Loral (essa última adquirida pelo grupo canadense MDA, em 2012), a japonesa Mitsubishi e a russa Reshetnev.
Procurada pelo Valor, a Boeing disse que seria prematuro comentar a concorrência, pois o pedido de proposta ainda não foi divulgado. "A Boeing está a par do processo da Visiona, mas seguimos nossa política de não comentar os requisitos relativos aos nossos clientes", disse em nota.
Haverá uma única licitação para a compra do satélite, do sistema de controle de solo e do lançamento, disse o diretor de planejamento e investimentos estratégicos da Agência Espacial, Petrônio Noronha de Souza. Apenas a parte de instalação de antenas de recepção e emissão de sinais de internet ficará sob a responsabilidade da Telebras, segundo o diretor.
Os requisitos do satélite foram elaborados pelo Ministério das Comunicações, Telebras e Ministério da Defesa, consolidados depois pelos grupos de trabalho criados pelo decreto presidencial que estabeleceu a governança para o desenvolvimento do equipamento geoestacionário. A canadense Telesat, segundo o diretor da agência, deu apoio ao projeto na fase que antecedeu a RFP.
O prazo para o lançamento, no entanto, segundo o Valor apurou, poderá atrasar e se estender até 2015, pois o período para a contratação dos fornecedores e a fabricação do satélite é considerado curto. A agência também já programou a aquisição do segundo satélite, com previsão de lançamento para 2019.
O satélite geoestacionário vai atender à demanda de comunicações militares e de defesa do governo federal, assim como o Programa Nacional de Banda Larga, levando internet às populações de cerca de 1,2 mil municípios localizados em regiões remotas do país. Atualmente, o governo contrata tecnologia de satélites estrangeiros.
O satélite brasileiro vai operar em banda X (faixa de frequência de transmissão dos dados), para as comunicações estratégicas do governo, com cobertura regional (Brasil), América Latina e Oceano Atlântico, usando cinco transponders (sistema que converte o sinal recebido do satélite para outra frequência determinada). Para as comunicações em banda larga usará a banda Ka.
O contrato de construção do satélite vai envolver transferência de tecnologia nas áreas de sistemas de comunicação, controle de atitude e órbita, controle de solo, software de controle e propulsão, afirmou o diretor da Agência Espacial.
O satélite geoestacionário foi incluído na lista de projetos que o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) considera como estruturantes e mobilizadores. "São projetos que colocam desafios tecnológicos à pesquisa e à indústria e que organizam a cadeia produtiva nacional, e ampliam o mercado de bens e serviços espaciais", descreve o documento.
Entre os resultados esperados, descritos no relatório do Pnae, está o incremento da capacitação tecnológica da indústria nacional no segmento de satélites de telecomunicação e elevação do índice de participação das empresas no desenvolvimento e fabricação do segundo satélite.
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Para se fortalecer, Astrium cria subsidiária
o Valor
de São José dos Campos
A Astrium, divisão espacial da gigante europeia EADS, está fortalecendo a sua presença no Brasil para tentar participar de forma mais efetiva do programa espacial brasileiro. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) indica a necessidade de um investimento de R$ 9,1 bilhões nos próximos dez anos no setor.
"O Brasil, embora ocupe um lugar importante no cenário econômico mundial, ainda não integra o grupo de países que dominam a tecnologia espacial", disse o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Astrium na América Latina, Jean Noel Hardy.
Segundo o executivo, mesmo assim a Astrium acredita no potencial espacial do Brasil e, por isso, acaba de criar a subsidiária Astrium Brasil. A companhia está presente no país desde 2006 com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos, e a Astrium Services, antiga Spot Image. Em 2012, a Astrium registrou uma receita de € 5,8 bilhões, 7% maior que em 2011.
Fornecedora do programa espacial brasileiro desde 1996, a Equatorial atuou no programa do satélite CBERS-3, feito em parceria com a China e para o qual desenvolveu uma câmera WFI (sigla em inglês para câmera de grande campo de visada) e um gravador digital de dados para o satélite brasileiro Amazônia-1, em fase de desenvolvimento. O CBERS-3 tem lançamento previsto para maio.
A Equatorial foi contratada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o fornecimento dos sistemas aos satélites CBERS-3 e Amazônia. Segundo o presidente da Equatorial, César Ghizoni, os dois contratos estão avaliados em cerca de R$ 60 milhões.
Em 2012, de acordo com o executivo, a Equatorial gerou receitas de R$ 9,5 milhões, ante os R$ 6,8 milhões do ano anterior. Entre os novos contratos previstos para este ano, Ghizoni cita o fornecimento de cabos do sistema elétrico do satélite Amazônia-1 e um contrato com a GMV, empresa europeia que fornece sistemas de navegação de satélites.
A GMV está desenvolvendo seu sistema em parceria com o Instituto Tecnológico de aeronáutica (ITA) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), disse o presidente da Equatorial. (VS)
Fonte: Valor Econômico, 04/02/2013, via NOTIMP.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Coréia do Sul e Europa: notícias de lançadores
Coréia do Sul se junta ao clube espacial?
A Coréia do Sul realizou com sucesso nesta quarta-feira (30) o primeiro voo bem sucedido de seu foguete KSLV-1 (Korea Space Launch Vehicle), desenvolvido e fabricado com parcial tecnologia local, após duas tentativas mal-sucedidas em 2009 e 2010, levando a bordo o satélite científico STSAT-2C.
Muito embora seja considerado sul-coreano, o KSLV-1 tem um primeiro estágio de ordem russa, desenvolvido e construído pela companhia estatal Krunichev. Por este motivo, há certos questionamentos entre especialistas se o país asiático deve entrar para o restrito clube de potências espaciais com capacidade de colocar cargas úteis em órbita a partir de seu próprio território por meio de lançadores com tecnologias locais.
Na Europa, contratos para o desenvolvimento do Ariane 5 ME e Ariane 6
Em 30 de janeiro, a Astrium, do grupo europeu EADS, anunciou a assinatura de dois contratos com a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) para atuar como contratante principal no desenvolvimento dos lançadores Ariane 5 ME (Midlife Evolution) e Ariane 6, negócios avaliados em 108 milhões de euros. Os contratos se seguem às decisões do conselho de ministros da ESA em reunião realizada em Nápoles, na Itália, em novembro de 2012, e têm grande significado para a indústria de lançamentos, uma vez que dão indicativos de tendências.
A Astrium será responsável pela elaboração da definição inicial e estudos de viabilidade para o futuro lançador europeu Ariane 6. Esta fase de estudos, que deve levar cerca de seis meses, identificará o conceito e a arquitetura do Ariane 6, assim como suas principais especificações técnicas. De fato, o conceito inicial já está praticamente definido: o futuro lançador será modular, com capacidade de lançar em órbita de transferência geoestacionária cargas de 3 a 6,5 toneladas. Terá dois estágios sólidos e o estágio superior Vinci, desenvolvido pela Snecma, do grupo Safran. O orçamento alvo para cada missão do Ariane 6 é de 70 milhões de euros, e sua confiabilidade deverá ser comparável a do Ariane 5.
Juntamente com seus parceiros industriais, a Astrium também continuará o desenvolvimento do Ariane 5 ME, que ampliará a capacidade de satelitização do lançador, com o mesmo custo de operação, resultando uma redução de 20% do preço de lançamento por quilograma. A expectativa é que o primeiro lançamento da versão modernizada aconteça entre 2017 e 2018.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Astrium em 2012: um ano de sucesso e transformações
A Astrium, unidade espacial do grupo europeu EADS, divulgou hoje (28) os seus resultados referentes ao ano de 2012. A companhia obteve receitas estimadas em 5,8 bilhões de euros, aumento de 7% em relação a 2011, com novas encomendas totalizando 3,8 bilhões de euros.
A empresa destacou em nota a realização de sete lançamentos bem sucedidos do Ariane 5, lançador cujo projeto é a contratante principal, e a colocação em órbita de nove satélites por ela construídos, sendo quatro de comunicações, dois de posicionamento (Galileo) e três de observação terrestre (Metop B, SPOT 6 e a segunda unidade da constelação Pléiades). Em termos de contratos, destaques para a construção de dois satélites de comunicações para a companhia russa RSCC, duas missões científicas para a NASA, além de estudos para a próxima geração de satélites de comunicações militares das forças armadas francesas (projeto Comsat NG).
Outro ponto destacado foi a criação de subsidiárias no exterior, como na América do Norte, em Cingapura e também no Brasil. No País, aliás, a Astrium está presente com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), e com a Astrium GEO-Information Services (antiga Spot Image).
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Satélite Skynet 5D em órbita
Astrium lança satélite Skynet 5D
Brasília, 14 de janeiro de 2013 - O quarto satélite militar Skynet 5, construído pela Astrium para o programa operacional dos serviços de comunicação para o Ministério da Defesa do Reino Unido, foi lançado no dia 20 de dezembro da base de Kourou, na Guiana Francesa, pelo lançador Ariane 5.
Por meio da concessão do Skynet, assinada com o governo do Reino-Unido em 2003, a Astrium Services opera com sucesso a constelação de satélites militares Skynet e a rede terrestre que fornece todas as comunicações Beyond Line of Sight (além do horizonte) para o Ministério da Defesa britânico e o Gabinete do Governo. Essa concessão permite também que a Astrium forneça serviços de comunicações seguras para outras forças armadas, como dos Estados-Unidos, de Portugal ou da Austrália.
Com o lançamento do satélite Skynet 5D, a Astrium Services vai agora operar uma frota de oito satélites de alta potência em UHF e na banda-X. Serão quatro Skynet 5, três Skynet 4 e o satélite NATO IVB. Estes satélites são desenhados para cumprir as mais críticas missões militares e estão em plena conformidade com as exigentes normas da NSA e da OTAN.
O satélite Skynet 5D será posicionado sobre o Oriente Médio (53° Leste), e se tornará o mais ativo dos satélites militares de comunicação da Astrium Services. Os tanques de combustível do Skynet 5D são maiores e permitem que o satélite possa ser reposicionado mais frequentemente para atender às necessidades operacionais.
O Skynet 5D vai estender consideravelmente o total de banda-X (Super High Frequency) comercializável em todo o mundo. No início deste ano, a Astrium Services assinou um contrato de vários milhões de dólares com a Harris CapRock para fornecer capacidade adicional em UHF no Skynet 5D para clientes militares e governamentais em todo o mundo.
Sobre a Astrium
Astrium é a empresa número um em tecnologias espaciais na Europa e a terceira no mundo. Em 2011, a Astrium obteve uma rotatividade de quase EUR5 bilhões e 18.000 funcionários no mundo inteiro, especialmente na França, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Holanda.
A Astrium é a única empresa europeia que cobre toda a gama de serviços e sistemas civis e de defesa. Seus três principais negócios são: a Astrium Space Transportation de lançadores e infraestruturas orbitais; a Astrium Satellites de foguetes e segmento terrestre; a Astrium Services de soluções abrangentes do começo ao fim, fixas e móveis, cobrindo redes e satélites de comunicações seguros e comerciais, equipamento e sistemas de transmissão de comunicação via satélite de alta segurança, e serviços personalizados de informações geográficas, no mundo inteiro.
A Astrium é uma subsidiária de propriedade exclusiva da EADS, líder global em serviços relacionados à defesa e espaços aéreos. Em 2011, o Grupo formado pela Airbus, Astrium, Cassidian e Eurocopter gerou receitas de € 49,1 bilhões de euros e empregou uma força de trabalho de mais de 133.000 pessoas.
Fonte: Astrium.
Comentários: o Skynet 5D foi colocado em órbita pelo sétimo lançamento do foguete Ariane 5, conforme noticiamos no blog Panorama Espacial em dezembro (vejam a postagem "Ariane 5: sétima missão do ano"). Sobre a oferta de capacidade em banda X para comunicações militares, na edição de Tecnologia & Defesa que está nas bancas, publicamos uma nota que aborda, dentre outros satélites, o Anik G1, que deve ser lançado ao espaço no primeiro semestre deste ano. O satélite pertence ao grupo canadense Telesat, mas sua capacidade em banda X, de uso exclusivo para comunicações militares, foi adquirida pela Astrium Services. Sua área de cobertura inclui toda a América do Sul e grande parte do oceano Pacífico, podendo interessar algumas forças armadas sul-americanas, como a brasileira e a chilena.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Ariane 5: sétima missão do ano
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Ontem (19), foi realizado com sucesso mais um voo do lançador Ariane 5 - o sétimo e último deste ano, colocando em órbita de transferência geoestacionária os satélites Skynet 5D e o MEXSAT Bicentenario, do governo mexicano. São dez anos consecutivos de sucesso, em 53 missões e lançamento de 97 cargas úteis entre satélites, sondas e ATVs (transporte de cargas para a Estação Espacial Internacional).
Ontem (19), foi realizado com sucesso mais um voo do lançador Ariane 5 - o sétimo e último deste ano, colocando em órbita de transferência geoestacionária os satélites Skynet 5D e o MEXSAT Bicentenario, do governo mexicano. São dez anos consecutivos de sucesso, em 53 missões e lançamento de 97 cargas úteis entre satélites, sondas e ATVs (transporte de cargas para a Estação Espacial Internacional).
O Skynet 5D, que fornecerá capacidade em comunicações para as Forças Armadas britânicas, numa espécie de parceria público privada operada pela divisão de serviços da europeia Astrium, foi construído pela divisão de sistemas espaciais da mesma empresa, pertencente ao grupo EADS.
A Astrium, aliás, comemorou a missão com um sucesso triplo: pelo lançamento de um satélite por ela fabricado, a ser por ela operado, por um foguete em que é também a contratante principal.
México: alegria e tristeza
A outra carga útil levada pelo Ariane 5 foi o MEXSAT Bicentenario, com massa em torno de 3.000 kg, construído pela Orbital Sciences Corporation, dos EUA, e que será operado pelo governo do México para fornecer comunicações as suas necessidades. O sistema MEXSAT, contratado com a Boeing no final de 2010, será formado por três satélites.
Mas, se por um lado o governo mexicano comemora, uma empresa privada mexicana, a Satmex, já numa frágil situação financeira, encontra-se num momento bastante delicado. No último dia 9, ocorreu uma nova falha do lançador russo Proton com o estágio superior Breeze-M (a segunda este ano e a terceira num período de dezesseis meses), resultando na colocação em órbita errada do satélite de comunicações russo Yamal 402. A falha provocou o adiamento da missão de lançamento do Satmex 8, que seria realizada por um Proton operado pela International Launch Services (ILS) até o final deste ano.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Astrium no Programa Ciência sem Fronteiras
Astrium oferece vagas de estágio pelo Programa Ciência sem Fronteiras para profissionais
A seleção está prevista para o início de 2013
Brasília, 13 de dezembro de 2012 - A Astrium, empresa multinacional especializada em veículos espaciais, voos espaciais, sistemas de satélites e serviços associados, vai participar do Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, oferecendo 20 vagas de estágio para profissionais brasileiros. Os estágios acontecem na França, com a possibilidade de extensão para Alemanha, Inglaterra e Espanha, onde a empresa possui unidades. Serão selecionados profissionais para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, estudos, treinamentos e capacitação em instalações da Astrium no período de até 12 meses.
Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff oficializou, em Paris, a parceria entre a França e o Brasil para o Programa Ciência Sem Fronteiras, durante encontro com o presidente da França, François Hollande. Até 2015, a França deverá receber cerca de 2 mil estudantes pelo acordo de cooperação entre os países.
Lançado em dezembro de 2011, o programa do governo federal em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), já concedeu cerca de 18 mil bolsas em universidades e instituições de ensino superior em 38 países.
Sobre a Astrium
Astrium é a empresa número um em tecnologias espaciais na Europa e a terceira no mundo. Em 2011, a Astrium obteve uma rotatividade de quase EUR5 bilhões e 18.000 funcionários no mundo inteiro, especialmente na França, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Holanda.
A Astrium é a única empresa europeia que cobre toda a gama de serviços e sistemas civis e de defensa. Seus três principais negócios são: a Astrium Space Transportation de lançadores e infraestruturas orbitais; a Astrium Satellites de foguetes e segmento terrestre; a Astrium Services de soluções abrangentes do começo ao fim, fixas e móveis, cobrindo redes e satélites de comunicações seguros e comerciais, equipamento e sistemas de transmissão de comunicação via satélite de alta segurança, e serviços personalizados de informações geográficas, no mundo inteiro.
A Astrium é uma subsidiária de propriedade exclusiva da EADS, líder global em serviços relacionados à defesa e espaços aéreos. Em 2011, o Grupo formado pela Airbus, Astrium, Cassidian e Eurocopter gerou receitas de € 49,1 bilhões de euros e empregou uma força de trabalho de mais de 133.000 pessoas.
Mais informações: www.astrium.eads.net
Fonte: Astrium, via assessoria de imprensa no Brasil.
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domingo, 2 de dezembro de 2012
Peru quer seu satélite de observação
De acordo com reportagens publicadas na mídia peruana no mês de novembro, o país andino estaria próximo de dar início ao processo de contratação de um satélite de observação terrestre, numa negociação de governo a governo. "O governo tomou a decisão de adquirir um satélite. Isto não é algo que se pode fazer da noite para o dia. Em um primeiro momento, contrataremos imagens de satélites, que nos permitirão um maior controle de nosso território, mas em médio prazo o projeto de aquisição de um satélite já está definido", declarou Pedro Cateriano, ministro da Defesa do Peru.
De fato, informações sobre o interesse peruano em contar com um satélite próprio circulam desde 2006, e foram estimulados desde que o Chile, rival histórico, adquiriu seu satélite, o SSOT, no final de 2008, colocado em órbita em dezembro de 2011.
Na região, a Venezuela recentemente também passou a dispor de um pequeno satélite de sensoriamento remoto, o VRSS-1, adquirido na China e colocado em órbita no final de setembro, e a Colômbia é frequentemente citada como outra nação interessada em ter o seu sarélite.
Eventualmente, circulam informações na imprensa peruana dando conta de que as europeias EADS Astrium e Surrey Satellite Technology Limited (SSTL) seriam favoritas numa possível concorrência para o fornecimento dos segmentos espacial e terreno do sistema de observação.
Cooperação com a Coréia do Sul
No mês passado, o Peru adquiriu junto a Korean Aerospace Industries (KAI) aeronaves militares de treinamento para operação por sua força aérea, transação que, segundo informações, conta com um programa de compensações (conhecido como offsets) que inclui uma iniciativa na área espacial: a construção de uma estação terrena de recepção de imagens óticas - em torno de 1 metro de resolução - do satélite ótico Kompsat 2, operado pela agência espacial sul-coreana. A estação seria operada pela Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), principal órgão espacial peruano que, no futuro, também deve ser o órgão responsável pela contratação e operação do primeiro satélite de observação terrestre do país.
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
Presidente da AEB cumpre agenda internacional
02-10-2012
O presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Coelho, cumpre, nesta primeira quinzena de outubro, uma série de atividades internacionais relacionadas ao trabalho da AEB.
O primeiro destino da viagem foi à Itália, onde José Raimundo participou do 63º International Astronautical Congress (IAC). Na oportunidade, reuniu-se com o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI), Enrico Saggese, a fim de discutir a possibilidade de desenvolvimento conjunto de um novo satélite Ítalo-Brasileiro Vega e possíveis cooperações entre a AEB e a ASI.
Durante a estada em Napoli, o presidente da AEB também participou de encontros com representantes da NASA e demais membros de Agências Espaciais de diversos países, como China, Alemanha, Japão e Suíça.
No próximo dia 4 de outubro, José Raimundo Coelho chega à França e segue com a agenda de compromissos no país. Em destaque, o encontro com o CEO da Astrium Geo Services, Francois Auque.
Os compromissos da missão internacional de José Raimundo se encerram no Japão. Lá o presidente da AEB participará do 9º Fórum Anual de Ciência, Tecnologia e Sociedade, em Kyoto. Em seguida, segue para Tóquio, onde participa de reuniões estratégicas com empresas do setor aeroespacial e finaliza sua viagem com retorno ao Brasil.
Segundo o presidente da AEB, essas reuniões têm a finalidade de intensificar o relacionamento da instituição com setores específicos e de canalizar apoios para o esforço de desenvolvimento em diversas áreas.
Fonte: AEB
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
Solução em comunicações via satélite
Cassidian e Astrium Services ampliam a Tetrapol com Comunicações via Satélite
* Possibilidade de conectar redes regionais da Tetrapol via satélite
* Demonstração ao vivo realizada em pequena cidade brasileira da região amazônica, simulando condições ambientais severas
* Exibição de transmissões simultâneas de voz, vídeo e Internet para dispositivos separados
Friedrichshafen/Elancourt, 25 de setembro, 2012 - A Cassidian e a Astrium Services ampliaram os serviços disponibilizados pela Tetrapol com a possibilidade de conectar redes regionais via satélite. Recentemente, uma demonstração ao vivo foi realizada no Brasil para mostrar as soluções de comunicação ponta-a-ponta para vigilância de fronteiras e demonstrar os recursos que podem ser agregados à rede Tetrapol com a integração via satélite.
O Departamento da Polícia Federal já adotou o sistema de comunicação segura via rádio usando as redes Tetrapol, da Cassidian. Nove redes IP Tetrapol regionais garantem uma cobertura confiável da costa atlântica do País até as fronteiras do Brasil com Peru, Venezuela, Argentina e mais sete países. Normalmente, as redes regionais da Tetrapol usam conexões terrestres. Em áreas como a Floresta Amazônica, onde a infraestrutura de telecomunicações terrestres é escassa ou até inexistente, a tecnologia SKYWAN, da Astrium Services, é capaz de realizar a interconexão de várias redes via satélite, usando a tecnologia DAMA para compartilhar banda entre todos os nós. Com a escalabilidade da solução Tetrapol, vários serviços Tetrapol podem ser disponibilizados com cobertura regional táctica em regime provisória ou permanente. O link de satélite também oferece acesso em regiões remotas à Internet, vídeo e outros aplicativos em paralelo com as comunicações de voz da Tetrapol, com uma capacidade de transmissão de dados praticamente infinita.
A pequena cidade de Oriximiná, onde a demonstração foi realizada, é localizada na região norte do Brasil, no estado de Amazonas, a quatro horas de Santarém e acessível principalmente via barco. A sua localização remota foi escolhida para simular as condições ambientais severas enfrentadas diariamente pelos grupos responsáveis pela vigilância das fronteiras do País. A demonstração contou com a presença de representantes do Ministério da Justiça e várias agências federais responsáveis pela vigilância das fronteiras. A Astrium Services e nossa parceira, a Cassidian, realizaram uma demonstração eficiente de transmissão simultânea de voz, vídeo e Internet para diversos dispositivos manuais, sem alterar a perfeita estabilidade da rede e a alta qualidade das transmissões de voz.
Capitão Albércio, da Força Nacional Brasileira, disse: "Estamos procurando uma solução com essa há quatro anos. A Força Nacional precisa operar sem falhas em áreas remotas do Brasil, como a Floresta Amazônica e nos pontos mais afastados da Fronteira Brasileira. Essa solução completa da Astrium Services e da Cassidian combina comunicações via satélite com um tronco de rádio digital capaz de oferecer acesso crítico a rádio e Internet digital para as tropas localizadas no meio da mata, mantendo sua conexão com a nossa sede em Brasília. Além disso, é possível criar uma conexão com a rede de rádio da Polícia Federal, viabilizando nosso acesso a informações de todos os estados Brasileiros. Com certeza, a solução deve aumentar a segurança e efetividade das nossas operações."
Através da sua linha de produtos ND SatCom, a Astrium Services é um dos principais fabricantes de soluções para estações em terra e redes de comunicação para defesa, governos, radiodifusão e banda larga VSAT via satélite. Suas tecnologias inovadoras são usadas pelos setores de telecomunicações, mídia e radiodifusão além de órgãos do governo e de defesa do mundo inteiro. A equipe e as tecnologias da ND SatCom oferecem mais de 30 anos de experiência em soluções de engenharia, redes de satélite e outros sistemas personalizados, seguros e completos.
A Tetrapol é uma tecnologia de rádio móvel profissional (PMR) aberta, digital e personalizado para usuários profissionais de setores como segurança pública, concessionárias e empresas de transporte, além do exercito. Profissionais do mundo inteiro dependem da Tetrapol para garantir comunicações de voz e dados seguras e confiáveis. Com 85 redes em mais de 30 países, a Tetrapol oferece cobertura para mais de 1.850.000 usuários.
Fonte: Cassidian, 25/09/2012.
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domingo, 16 de setembro de 2012
Satélites 2012: informações sobre o SGDC
Em 13 de
setembro, aconteceu na capital carioca mais uma edição do Congresso
Latino-Americano de Satélites, considerado um dos principais eventos
brasileiros no setor. A
exemplo da edição de 2011, um dos principais tópicos de interesse foi o
programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que agora conta com
informações mais concretas. Abaixo, destacamos algumas informações na forma de
notas.
SGDC, Br1Sat, e não mais SGB
A sigla
SGB, pela qual o projeto ficou conhecido desde o início da década de 2000, deve
mesmo ser abandonada. Prevalecerá o nome oficial, Satélite Geoestacionário de Defesa
e Comunicações Estratégicas (SGDC), ou então o comercial: BR1Sat.
Principais características
Aos
poucos, vão sendo divulgadas informações mais específicas sobre as
características do primeiro satélite. O SGDC previsto para ser lançado em 2014
terá vida útil estimada de 15 anos, com centros de operações em áreas militares
em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Ocupará a posição 75º Oeste. O
sistema, como um todo, considera a operação de dois ou mais satélites
geoestacionários. O planejamento de longo prazo do governo considera três
satélites operacionais em órbita, com lançamentos a cada cinco anos.
O
projeto tem alguns objetivos principais: (i) atender o Sistema de Comunicações
Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa; (ii) comunicações estratégicas
do governo federal, de certos órgãos e estatais; (iii) Plano Nacional de Banda
Larga (PNBL), com uso exclusivo da capacidade em banda Ka; e (iv) absorção e
transferência de tecnologia para o setor aeroespacial brasileiro. A capacidade
em banda Ka deve atingir até 55 gigabytes por segundo.
Em órbita em 2014?
Dirigentes
do governo presentes no congresso foram questionados sobre o prazo, exíguo,
para a colocação do satélite em órbita. O limite de 31 de dezembro de 2014
continua válido (inclusive, está previsto em decreto) e deve ser tomado como
meta. Segundo declarou Sebastião do Nascimento Neto, da Telebrás, “antes da definição do fabricante, não
porque se questionar a data”. Na prática, porém, a possibilidade de cumprir
o prazo, considerando-se uma possível contratação até o final desse ano, é
entendida como remota por especialistas do setor.
Pedidos de propostas
O envio
de solicitação de propostas (conhecido como RFP, sigla em inglês de request for proposal) para os
fabricantes deve acontecer no início de outubro, segundo informações de
representante do Ministério das Comunicações. De acordo com Maximiliano
Martinhão, secretário de telecomunicações do ministério, já foram realizadas
três reuniões do grupo-executivo para discussão do termo de referência com as
especificações requeridas para o satélite. A compra do satélite será realizada
com dispensa das regras previstas na Lei de Licitações (Lei n.º 8.666/93), de
acordo com autorização já conferida pelo Conselho de Defesa Nacional.
SISCOMIS
O Ten.
Cel. Anderson Hosken Alvarenga, do Ministério da Defesa, fez uma breve
exposição sobre o SISCOMIS, cuja demanda em comunicações por voz, dados e vídeo
deverá ser totalmente atendida pelo SGDC. Atualmente, há cerca de 100 terminais
em operação, dos tipos leve, transportável, rebocável e naval, e a expectativa
é que até 2020 o sistema opere 300 terminais, inclusive de novos tipos, como
portátil (manpack), móvel terrestre e
móvel submarino. O SGDC cobrirá todo o Atlântico, parte da costa do Pacífico e
da América do Norte. Contará ainda com um "spot" móvel em banda X,
isto é, capacidade de cobrir determinadas áreas em certos períodos de acordo
com os interesses do Ministério da Defesa (áreas de operações de navios e
submarinos da Marinha, por exemplo).
Os interessados
A
informação que circulava nos bastidores era de que a Boeing, Space Systems
Loral e Orbital Sciences Corporation, todas dos EUA, já haviam se reunido com a
Telebrás para conhecer e demonstrar interesse em fornecer o satélite. As
europeias Astrium e Thales Alenia Space, assim como a japonesa Mitsubishi
Electric Corporation também devem responder o RFP, quando este for enviado.
Ausência sentida
Ainda em
matéria de empresas interessadas no programa, uma ausência notada no evento foi
a de representantes da Thales Alenia Space que, aparentemente, não compareceram.
Na edição de 2011, a empresa franco-italiana foi uma das patrocinadoras do
congresso e também apresentou a sua proposta numa palestra. No Brasil, a campanha
pelo SGDC era liderada por Laurent Mourre, diretor-geral da Thales no País, mas
que deixou esta função no mês passado. O executivo acumulava considerável experiência
no setor espacial.
O papel da Visiona
Nelson
Salgado, presidente da Visiona Tecnologias Espaciais, joint-venture constituída pela Embraer e Telebrás para atuação no
projeto do SGDC, discorreu brevemente sobre o papel da empresa no programa.
Salgado destacou que a empresa não será operadora do satélite - esta função
caberá à própria Telebrás e ao Ministério da Defesa, mas sim a integradora da
rede, de seus segmentos espaciais e terrestres. "A Visiona não será fabricante, mas sim uma empresa de engenharia
[de sistemas] e integração", afirmou. O executivo mencionou que a
Visiona deve buscar participar de outros projetos do Programa Espacial
Brasileiro, destacando que estas iniciativas sempre foram consideradas no
planejamento estratégico da Embraer.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Comunicações militares por satélite na França
No último dia 7, o Ministério da Defesa francês, por meio da Direction Générale de l'Armement - DGA anunciou a contratação de estudos junto à EADS Astrium e a Thales Alenia Space para a elaboração de estudos separados sobre o futuro das comunicações militares francesas via satélite.
Os estudos ajudarão na formação do programa Comsat NG, que deve ser iniciado no próximo ano, e que pretende substituir até o final desta década o sistema Syracuse 3. Há grande expectativa de cooperação entre países da União Europeia, particularmente a Grã-Bretanha (usuária do sistema Skynet, fornecido pela Paradigm, subsidiária da Astrium) e a Itália (sistema Sicral, da Thales Alenia Space).
De acordo com informações divulgadas pela Astrium, o Comsat NG deve contar com transpônderes em banda X, banda Ka e UHF.
Apesar do cronograma do Comsat NG ser mais dilatado que o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, é possível que o programa francês tenha alguma influência na iniciativa brasileira. Vale lembrar que tanto a Astrium como a Thales Alenia Space, com forte suporte do governo da França, são vistas como bem posicionadas para o SGDC.
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sábado, 4 de agosto de 2012
Ariane 5: 50 lançamentos consecutivos bem sucedidos
A principal notícia da semana em matéria de espaço foi o lançamento bem sucedido do foguete europeu Ariane 5, em 2 de agosto, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, colocando em órbita de transferência geoestacionária (GTO, sigla em inglês) dois satélites de comunicações. Seria apenas mais um lançamento deste lançador - o quarto só este ano, não fosse o fato de que se tratou de seu 50º voo consecutivo bem sucedido, marca conquistada por pouquíssimos foguetes no mundo, demonstrando sua grande confiabilidade.
Em menos de dez anos, o mais capaz lançador europeu orbitou 90 cargas úteis, sendo 80 em órbita GTO e 10 em órbita baixa, além de 10 cargas úteis auxiliares, que somadas excedem mais de 430 toneladas. Foram satélites de comunicações, tanto civis como militares, meteorológicos, de observação terrestre, dentre outros, além do veículo ATV, que abastece a Estação Espacial Internacional.
Sobre o marco alcançado, Jean-Yves Le Gall, diretor-presidente e chairman da Arianespace, empresa responsável pela comercialização e operação do foguete, declarou: "Graças a todos vocês na Europa e na Guiana Francesa, o Ariane 5 é algo que funciona... funciona muito bem... e continuará a funcionar por um longo tempo". "Considerando o lançamento desta noite, e com todos os contratos que assinamos desde o início desse ano, nossa carteira de pedidos efetivamente cobre não menos do que 19 lançamentos firmes do Ariane 5, o que nos garante mais de três anos de atividade. Assim, obrigado a vocês e 'bravo' a todos!"
Além de ser um grande exemplo da tecnologia espacial europeia, o Ariane 5 também é um exemplo de integração entre os países daquele continente. As principais empresas e instituições envolvidas com o desenvolvimento e construção do Ariane 5 são sócias da Arianespace, que comercializa e opera os lançamentos do foguete (e também do Soyuz e Vega). São 24 acionistas, de dez diferentes países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Noruega, Holanda, Suécia e Suíça. A Agência Espacial Francesa (CNES) e a Astrium (França, Alemanha e Espanha), do grupo EADS, são as atuais controladoras da companhia, detendo, respectivamente, participações de 34% e 30%, no capital. A Astrium é a prime-contractor do lançador.
Em junho, o blog Panorama Espacial teve a oportunidade de visitar a linha de produção do Ariane 5, nas instalações da Astrium na pequena cidade de Les Mureaux, próxima a Paris. Na ocasião, pudemos constatar o grau de sofisticação do foguete (desenvolvido inicialmente para missões tripuladas, para lançar a nave Hermes, posteriormente cancelada) e a preocupação da fabricante com qualidade, certamente uma das principais razões para o sucesso da família Ariane.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Astrium no Brasil: chamada para pesquisa e inovação
Astrium e Equatorial Sistemas lançam a chamada Astrium-Innova para projetos de pesquisa e inovação da área espacial no Brasil
O que é a chamada
A empresa Astrium, líder global em veículos espaciais, voos espaciais tripulados, sistemas de satélites e serviços associados, em conjunto com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), empresa subsidiária da Astrium no Brasil, anunciam a chamada Astrium-Innova para a inscrição de projetos de pesquisa e inovação de instituições acadêmicas no Brasil. A chamada tem a finalidade de promover a ciência, tecnologia e serviços espaciais entre professores e pesquisadores das universidades e instituições de pesquisa brasileiras. A expectativa é destacar a capacidade de inovação e pensamento criativo de acadêmicos no País, e consequentemente fazer com que pesquisadores com essas capacidades tornem-se mais conhecidos por suas realizações. Outro objetivo é avaliar a possibilidade de estabelecer cooperação em pesquisas entre instituições acadêmicas no Brasil e a Astrium em temas de inovação relacionados à tecnologia espacial e serviços associados.
Quem pode participar
As propostas podem ser submetidas por professores universitários, estudantes de doutorado ou pós-doutorado, e outros pesquisadores e membros de instituições acadêmicas no Brasil interessados em conduzir pesquisa relacionada a um ou mais tópicos de pesquisa, relacionados abaixo. Antes de enviar propostas para esta chamada, os participantes devem obter toda e qualquer autorização relevante de suas respectivas instituições acadêmicas.
As propostas podem contemplar qualquer área relacionada às tecnologias e serviços espaciais ou aplicações de satélites. Uma maior ênfase será dada às propostas sobre as seguintes categorias: ótica/fotônica, inclusive laser; propulsão; eletrônica avançada; robótica; aplicações espaciais (posicionamento e navegação, processamento de imagens 3D, comunicações e sua integração); telecomunicações; SAR e radares passivos; mitigação e remoção de lixo espacial; outras aplicações relacionadas à ciência e à tecnologia espaciais.
Prazos e contato
O período para o recebimento de propostas é entre 1º. de agosto a 30 de setembro de 2012. Outras informações e os “Termos e Condições da Chamada de Propostas Astrium-Innova” encontram-se em: http://www.equatorialsistemas.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24&Itemid=47&lang=pt
Para maiores detalhes entrar em contato com:
Dr. César Ghizoni – Equatorial Sistemas – innova@equatorialsistemas.com.br, tel: (12) 3949-9390
Fonte: Astrium, com edição do blog Panorama Espacial.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Link via satélite da rede Tetrapol
No final de maio, a Cassidian, divisão de defesa e segurança do grupo europeu EADS, em parceria com a alemã ND SatCom, realizou no Brasil uma demonstração de transmissão de voz e dados do sistema de rádio Tetrapol, operado pela Polícia Federal, por meio de um link via satélite.
A demonstração foi realizada a partir de uma região remota, em Oriximiná, a quatro horas de barco de Santarém (PA), para um centro em Brasília (DF), fazendo uso de capacidade em banda C de um satélite geoestacionário da SES. O teste foi realizado no âmbito do projeto Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (ENAFRON) e contou com a presença de várias autoridades, dentre as quais dirigentes do Departamento de Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. Seu objetivo foi demonstrar a possibilidade de conexão via satélite de diferentes redes de comunicações operadas por órgãos governamentais, integrando-as, por exemplo, num centro unificado de comando e controle. O blog Panorama Espacial teve a oportunidade de conhecer o equipamento que realiza a conexão - que pode também ser realizada por meio de banda Ku, cujas dimensões são bem reduzidas, equivalente a um CPU de um computador desktop.
O Tetrapol é uma rede segura de comunicações, da modalidade PMR (sigla em inglês de rádios móveis profissionais), operada pela Polícia Federal desde 2005, e que hoje abrange todas as capitais e as principais cidades brasileiras. Numa simples analogia, trata-se de uma rede privada de celulares, com estações rádio base e repetidores digitais fixos.
A ND SatCom, que desenvolveu e comercializa a solução, é uma empresa de serviços em comunicações via satélite sediada na Alemanha, e em 2010 foi adquirida pela Astrium, divisão de espaço da EADS.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Notícias sobre satélites de observação terrestre
Abaixo, duas interessantes notícias dos últimos dias sobre satélites de observação terrestre:
Envisat fora do ar
Desde 8 de abril, o satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), deixou de fazer contato com as estações terrenas, por razões ainda desconhecidas, com consequente interrupção do envio de dados. Há várias semanas, equipes da ESA tem buscado restabelecer o contato com o satélite, o maior de observação terrestre já construído, com massa superior a 8.200 kg.
Em nota divulgada pela ESA, foram reproduzidas interessantes imagens do Envisat obtidas pelo satélite Pleiades, lançado no final de 2011, e também por um radar localizado na cidade de Wachtberg, na Alemanha (clique aqui para vê-las). A imagem gerada pelo Pleiades foi obtida graças a uma rotação do satélite para capturar o Envisat, que estava a uma distância de aproximadamente 100 km.
Desde setembro de 2009, o Brasil conta com uma estação terrena, localizada em Cachoeira Paulista (SP), para recepção e processamento de dados do Envisat, dedicada ao sensoriamento remoto marinho. As imagens recebidas pela estação eram utilizadas para o monitoramento da costa brasileira.
Parceria entre Astrium e Hisdesat para imagens radar
Em 24 de abril, as companhias europeias Astrium Geo-Information Services, da Alemanha, e Hisdesat, da Espanha, anunciaram a assinatura de um acordo para a operação e comercialização conjunta de imagens do satélite radar Paz, de aplicações civis e militares e que será colocado em órbita em 2013.
Com o acordo, a Astrium amplia seu leque de produtos de imagens radar, hoje formado por produtos gerados pelos satélites alemães TerraSAR-X e TanDEM-X. O Paz, a exemplo dos satélites alemães, contará com um imageador radar na banda X. O acordo também é um bom negócio para a Hisdesat, que aliada à Astrium, não enfrentará sozinha a forte competição no mercado de imagens de satélites por radar, dominado pela Astrium, Telezpazio (imagens da constelação COSMO SkyMed) e MDA (Radarsat).
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sábado, 14 de abril de 2012
INPE: imagens DMC para a Amazônia
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A companhia inglesa DMC International Imaging (DMCii), responsável pela comercialização de imagens de satélites da constelação DMC (Disaster Monitoring Constellation) divulgou na última semana ter assinado um novo contrato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a entrega de imagens de satélite para o monitoramento do desmatamento da floresta amazônica.
O contrato, no valor de 2,1 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 6,1 milhões) permitirá ao INPE acesso direto a imagens geradas pelo satélite UK-DMC2, por meio de recepção na estação terrena do INPE em Cuiabá (MT), além de sua disponibilização para acesso livre em seu website. As imagens geradas terão resolução de 22 metros e permitirão a detecção de áreas menores de desmatamento em comparação aos dados anteriormente usados, do sensor MODIS, a bordo do satélite norte-americano Terra, da NASA. O satélite UK-DMC2 imagerará toda a região amazônica a cada duas semanas.
Gilberto Câmara, diretor do INPE, afirmou em nota distribuída pela DMCii: "Com a recente falha do Landsat 5, se tornou urgente a ampliação do fornecimento de imagens de satélites para operar nosso sistema de monitoramento de florestas, e os dados DMC constituem uma ferramenta muito efetiva em termos de custos. A faixa de imageamento de 650 km das imagens oferece uma frequência de cobertura e nível de detalhes que aprimora a capacidade do nosso sistema DETER em identificar o desmatamento em estágio inicial. Eu estou particularmente honrado que a DMCii tenha concordado em conceder uma licença aberta, de modo que o INPE possa disponibilizar sem custos os dados obtidos por meio de seu website - uma inovação que tem aprimorado o monitoramento público do gerenciamento da floresta no Brasil."
O contrato é uma continuidade da cooperação entre a DMCii e o INPE, iniciada há sete anos. "A DMCii está comprometida em aprimorar a governança e gerenciamento da floreta por meio do fornecimento de informações confiáveis e em tempo. Este [contrato] é especialmente importante para o desenvolvimento de programas efetivos de REDD+ em países com florestas tropicais. Estou orgulhoso de estender nosso longo relacionamento com o INPE, que é um líder mundial na luta contra o desmatamento", afirmou Paul Stephens, diretor de vendas e marketing da DMCii.
Criada em outubro de 2004, a DMCii é uma subsidiária da também inglesa Surrey Satellite Technology (SSTL), considerada uma das empresas líderes mundiais na construção de pequenos satélites de observação, e responsável pela construção dos satélites que compõem a constelação DMC. No início de 2011, a constelação DMC completou dez anos (veja a postagem "Uma década de DMC"). A SSTL foi adquirida pela Astrium, do grupo EADS, em abril de 2008.
Para mais informações sobre o uso de imagens DMC no monitoramento da Amazônia, acesse a postagem "Satélites DMC no monitoramento da Amazônia".
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domingo, 8 de abril de 2012
SGB e o fratricídio francês
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Desde setembro de 2011, o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) se tornou o principal tema de interesse do Programa Espacial Brasileiro pela indústria espacial estrangeira. E com frequência, surgem notícias sobre os preparativos e as movimentações para a viabilização do projeto, a ser executado pela BR1SAT, joint-venture a ser constituída pela Embraer Defesa e Segurança e a estatal Telebrás, sob os auspícios e interesses dos ministérios das Comunicações e Defesa.
À medida que o projeto vai se viabilizando, também acontecem as movimentações de empresas e indústrias interessadas, e o blog passará a abordar algumas dessas movimentações de bastidores.
De acordo com informações que chegaram ao conhecimento do blog Panorama Espacial, houve uma tentativa francesa para uma proposta conjunta para o governo brasileiro, envolvendo a Thales Alenia Space e a Astrium, num solução turn-key, com a entrega do satélite em órbita. Seria uma proposta similar a que está sendo feita pela Astrium e Thales Alenia Space para a empresa espanhola Hisdesat envolvendo o satélite militar Hisnorsat. A Thales, no entanto, teria recusado a proposta.
Na opinião de quem observa atentamente as movimentações empresariais relacionadas ao SGB, a decisão da Thales demonstra a importância que o eventual contrato brasileiro representa para a empresa. Em 2011, o único contrato para a construção de um satélite geoestacionário de comunicações conquistado pela companhia foi com governo do Turcomenistão. Não houve encomendas comerciais. Oficialmente, as dificuldades em conquistar novos negócios teriam um motivo principal: a desvalorização do euro frente ao dólar, o que estaria minando a competitividade da indústria espacial europeia. Mas, mesmo com a desvalorização do dólar, a também europeia Astrium fechou em 2011 cinco novas encomendas de satélites geoestacionários, inclusive de clientes comerciais, como a DirectTV e Eutelsat.
A Thales Alenia Space é a contratante principal do Syracuse, o sistema francês de comunicações militares por satélite, e tem esperanças de que seu expertise na área, aliado ao acordo de parceria estratégica entre o Brasil e a França, sejam determinantes para a sua escolha como fornecedora principal do satélite do SGB.
A competição vai se desenhando
Em declarações públicas feitas há algumas semanas, Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação não perdeu a oportunidade para falar sobre a aguardada abertura de concorrência internacional para a seleção do fornecedor do SGB, o que tem causado certa aflição em setores industriais e mesmo no governo.
Primeiro, Raupp falou da possibilidade da participação norte-americana, e embora não tenha citado nomes, fato é que a Space Systems Loral (selecionada pela brasileira Star One para a construção do Star One C4) já esteve em Brasília para contatos relacionados a uma possível participação no SGB, conforme já revelado pelo blog. Além da Loral, cogita-se também sobre o possível interesse da Boeing, que, em mais de uma ocasião, demonstrou estar atenta a oportunidades espaciais no Brasil.
Diz a lenda, a Loral, que é bastante conhecida por suas propostas competitivas, muitas vezes com valores percentuais até dois dígitos mais baratos, já conta com experiência (e habilidade) em suportar "desaforos" sul-americanos. A Boeing, por sua vez, apesar de ter sistemas de comunicações considerados caros, há alguns anos decidiu voltar com força ao mercado, e colocou o Brasil como um dos seus mercados de atenção, particularmente pelo Programa F-X2, que prevê a aquisição de novos caças pela Força Aérea Brasileira.
Raupp também esteve na Índia, integrando a comitiva que viajou ao país asiático no final de março. Nesta ocasião, o ministro convidou os indianos a analisarem o projeto SGB e eventualmente participarem da concorrência. A Índia conta com uma tecnologia recentemente madura em satélites geoestacionários, principalmente em plataformas de médio porte, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para componentes e cargas úteis, como os transpônderes de comunicações, usualmente fornecidos pela europeia Astrium. A empresa do grupo EADS e a Antrix Corporation (braço comercial da agência espacial indiana, a ISRO), aliás, mantêm vários acordos de cooperação, como em lançamentos de cargas úteis, satélites, entre outros.
Fratricídio?
Para muitos observadores, a indústria espacial francesa sempre foi vista como uma das mais bem posicionadas para o SGB, posicionamento este que ganhou reforço com o acordo de parceria estratégica celebrado em dezembro de 2008. Uma falha da indústria da França em unir esforços para uma oferta conjunta para o SGB poderia resultar num movimento fratricida, que só traria prejuízos a sua própria indústria. Falhas estas, aliás, que muitas vezes levaram a indústria francesa a ser surpreendida e perder negócios em que já era entendida como vitoriosa, mesmo no Brasil (uma pessoa ouvida pelo blog citou o caso, pouco conhecido em detalhes, da tentativa francesa em vender e transferir tecnologia de pequenos satélites de observação).
Desde setembro de 2011, o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) se tornou o principal tema de interesse do Programa Espacial Brasileiro pela indústria espacial estrangeira. E com frequência, surgem notícias sobre os preparativos e as movimentações para a viabilização do projeto, a ser executado pela BR1SAT, joint-venture a ser constituída pela Embraer Defesa e Segurança e a estatal Telebrás, sob os auspícios e interesses dos ministérios das Comunicações e Defesa.
À medida que o projeto vai se viabilizando, também acontecem as movimentações de empresas e indústrias interessadas, e o blog passará a abordar algumas dessas movimentações de bastidores.
De acordo com informações que chegaram ao conhecimento do blog Panorama Espacial, houve uma tentativa francesa para uma proposta conjunta para o governo brasileiro, envolvendo a Thales Alenia Space e a Astrium, num solução turn-key, com a entrega do satélite em órbita. Seria uma proposta similar a que está sendo feita pela Astrium e Thales Alenia Space para a empresa espanhola Hisdesat envolvendo o satélite militar Hisnorsat. A Thales, no entanto, teria recusado a proposta.
Na opinião de quem observa atentamente as movimentações empresariais relacionadas ao SGB, a decisão da Thales demonstra a importância que o eventual contrato brasileiro representa para a empresa. Em 2011, o único contrato para a construção de um satélite geoestacionário de comunicações conquistado pela companhia foi com governo do Turcomenistão. Não houve encomendas comerciais. Oficialmente, as dificuldades em conquistar novos negócios teriam um motivo principal: a desvalorização do euro frente ao dólar, o que estaria minando a competitividade da indústria espacial europeia. Mas, mesmo com a desvalorização do dólar, a também europeia Astrium fechou em 2011 cinco novas encomendas de satélites geoestacionários, inclusive de clientes comerciais, como a DirectTV e Eutelsat.
A Thales Alenia Space é a contratante principal do Syracuse, o sistema francês de comunicações militares por satélite, e tem esperanças de que seu expertise na área, aliado ao acordo de parceria estratégica entre o Brasil e a França, sejam determinantes para a sua escolha como fornecedora principal do satélite do SGB.
A competição vai se desenhando
Em declarações públicas feitas há algumas semanas, Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação não perdeu a oportunidade para falar sobre a aguardada abertura de concorrência internacional para a seleção do fornecedor do SGB, o que tem causado certa aflição em setores industriais e mesmo no governo.
Primeiro, Raupp falou da possibilidade da participação norte-americana, e embora não tenha citado nomes, fato é que a Space Systems Loral (selecionada pela brasileira Star One para a construção do Star One C4) já esteve em Brasília para contatos relacionados a uma possível participação no SGB, conforme já revelado pelo blog. Além da Loral, cogita-se também sobre o possível interesse da Boeing, que, em mais de uma ocasião, demonstrou estar atenta a oportunidades espaciais no Brasil.
Diz a lenda, a Loral, que é bastante conhecida por suas propostas competitivas, muitas vezes com valores percentuais até dois dígitos mais baratos, já conta com experiência (e habilidade) em suportar "desaforos" sul-americanos. A Boeing, por sua vez, apesar de ter sistemas de comunicações considerados caros, há alguns anos decidiu voltar com força ao mercado, e colocou o Brasil como um dos seus mercados de atenção, particularmente pelo Programa F-X2, que prevê a aquisição de novos caças pela Força Aérea Brasileira.
Raupp também esteve na Índia, integrando a comitiva que viajou ao país asiático no final de março. Nesta ocasião, o ministro convidou os indianos a analisarem o projeto SGB e eventualmente participarem da concorrência. A Índia conta com uma tecnologia recentemente madura em satélites geoestacionários, principalmente em plataformas de médio porte, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para componentes e cargas úteis, como os transpônderes de comunicações, usualmente fornecidos pela europeia Astrium. A empresa do grupo EADS e a Antrix Corporation (braço comercial da agência espacial indiana, a ISRO), aliás, mantêm vários acordos de cooperação, como em lançamentos de cargas úteis, satélites, entre outros.
Fratricídio?
Para muitos observadores, a indústria espacial francesa sempre foi vista como uma das mais bem posicionadas para o SGB, posicionamento este que ganhou reforço com o acordo de parceria estratégica celebrado em dezembro de 2008. Uma falha da indústria da França em unir esforços para uma oferta conjunta para o SGB poderia resultar num movimento fratricida, que só traria prejuízos a sua própria indústria. Falhas estas, aliás, que muitas vezes levaram a indústria francesa a ser surpreendida e perder negócios em que já era entendida como vitoriosa, mesmo no Brasil (uma pessoa ouvida pelo blog citou o caso, pouco conhecido em detalhes, da tentativa francesa em vender e transferir tecnologia de pequenos satélites de observação).
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