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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Reportagem sobre o projeto MMM em jornal gaúcho
Projeto pretende por em órbita primeiro satélite gaúcho
14/08/2013 | 06h03
Empresas, universidades e instituições públicas planejam disputar verba federal para projetar e lançar equipamento
Cadu Caldas e Demétrio Rocha Pereira
Uma parceria entre empresas e universidades pretende criar um polo espacial no Estado e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. A velocidade com que o projeto vai sair do papel, no entanto, depende de apoio do governo federal.
Propostas de várias regiões do país tentam abocanhar parte dos R$ 2,9 bilhões que a Agência Brasileira da Inovação (Finep) terá para financiar projetos na área de defesa e aeroespacial. De olho nos incentivos do Planalto, um grupo de empresas no Estado planeja construir um microssatélite de uso militar. O valor solicitado é de R$ 43 milhões.
De pequeno porte – não muito maior que uma caixa de sapato – e pesando cerca de 20 quilos, o equipamento representa um grande desafio tecnológico. Poucos países dominam o conhecimento para fabricação de estruturas tão compactas para atividade de defesa. No país, a iniciativa é inédita. O polo de São José dos Campos (SP), maior centro de excelência em ciência aeroespacial do país, se dedica à fabricação do primeiro grande satélite brasileiro, voltado para a área de comunicações, como televisão e banda larga. Ontem, o Ministério das Comunicações anunciou que o consórcio europeu Thales Alenia Space foi o escolhido para a construção do equipamento, que deve ser lançado em dois anos.
– Vamos apostar em um novo nicho, em algo que ainda não é produzido no Brasil. Apesar de disputarmos recursos federais, não somos concorrentes no mercado – explica Aloísio Nóbrega, diretor de promoção comercial da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), responsável por realizar o mapeamento das empresas que vão atuar no polo gaúcho.
Composto, inicialmente por quatro empresas e quatro universidades, o projeto será conduzido pela AEL, que atua no ramo de sistema de segurança eletrônica há 30 anos. Serão pelo menos 50 profissionais envolvidos.
A expectativa é que 80% dos componentes do satélite sejam produzidos por empresas instaladas no Rio Grande do Sul. O restante pode vir de outros Estados, mas a tendência é que venha por meio de parcerias internacionais. Em abril, uma comitiva gaúcha foi a Israel para tratar do tema. Em setembro, está agendada uma viagem para o Canadá.
– O Ministério da Defesa vai se tornar o primeiro cliente do satélite. Mais tarde, o objetivo é vender a plataforma no mercado internacional – diz Marcos Arend, diretor de tecnologia da AEL.
Confiante da vitória no edital, Arend afirma que uma eventual derrota não enterra o projeto mas pode acarretar mudanças no cronograma.
– Investimentos em tecnologia têm um certo risco. Sem apoio fica mais complicado, mas a ideia é grande e iremos em frente. É importante para o Estado investir em sistemas de defesa próprio e o governo já entendeu isso – acrescenta.
Lançamento para 2015
Âncora de um projeto que deve mobilizar oito PhDs, 32 engenheiros e três institutos, além de universidades e empresas, a AEL Sistemas, de Porto Alegre, pretende lançar seu primeiro microssatélite em 2015, na base de Alcântara (MA), considerada uma das melhores do mundo pela localização próxima à Linha do Equador.
O MMM-1 não terá controle de órbita, quer dizer, não poderá ser "manobrado" para garantir orientação correta em relação à Terra. Ainda assim, os desafios são vários, entre os quais o de lidar com a temperatura no vácuo: o satélite pode se aquecer por causa do sol, mas o frio chega a -270°C, muito perto da temperatura considerada a menor possível. Também não dá para deixar o satélite cair: o equipamento estará sujeito a forças como a gravidade e a pressão solar, que o "empurram" para baixo.
A ideia é projetar, depois, o MMM-2 e o MMM-3, esse último com perspectiva de competir no Exterior.
O projeto
O Microssatélite Militar Multimissão (MMM-1) deve ser uma das primeiras iniciativas do polo espacial gaúcho. A intenção é lançar o equipamento até o final de 2015, o que pode ser concretizado com a colaboração de quatro universidades e de diversas empresas nacionais e estrangeiras.
As características
Massa (peso): cerca de 20 quilos
Tamanho aproximado: 30 cm de altura x 10 cm de largura x 10 cm de profundidade
Altitude de órbita: 700 quilômetros
Custo estimado: US$ 250 mil
Aplicação imediata: setor de defesa
Carro e roda
Perto de um satélite regular — do tamanho de um carro —, os microssatélites têm a proporção de uma roda.
Mas ainda há menores, veja a classificação:
Microssatélite: de 10 kg a 500 kg
Nanossatélite: de 1 kg a 10 kg
Picossatélite: menos de 1 kg
Os parceiros
Universidades e instituições públicas
UFRGS: processamento de bordo e análise de radiação
UFSM: oferecerá a estrutura para a operação no solo
Unisinos: sensores e microeletrônica
PUCRS: antenas e transponder digital
Cientec: ensaios e testes elétricos e ambientais
Ceitec: microeletrônica (chips)
Empresas
AEL: defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação
Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia
GetNet: serviços de comunicação
TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas
Fonte: Jornal Zero Hora, 14/08/2013.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
LABSIA: Laboratório de Sistemas Inerciais
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INPE e IAE inauguram laboratório para sistemas de navegação inercial usados em satélites e veículos espaciais
Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
O desenvolvimento de sistemas de controle de atitude e órbita, fundamental para autonomia tecnológica brasileira, ganha impulso com a instalação do LABSIA - Laboratório de Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, em São José dos Campos (SP).
Resultado da parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o LABSIA será inaugurado nesta sexta-feira (26/7), às 9 horas, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
Logo após breve cerimônia no INPE, autoridades, pesquisadores e convidados se dirigirão para o IAE, no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), onde está instalado o LABSIA.
O LABSIA possui dois pavimentos. “O térreo será utilizado para integração de giroscópios de fibra ótica, usados em veículos espaciais e satélites, tecnologia bastante avançada desenvolvida pela indústria brasileira com a supervisão do INPE e DCTA. No outro andar temos sensores e equipamentos integrados a um sistema computacional. Essa estrutura serve para simular o sistema de controle e atitude e verificar como o satélite se comportará no espaço”, informa Valdemir Carrara, da Divisão de Mecânica Espacial e Controle do INPE.
A infraestrutura permitirá realizar testes de qualificação de sistemas de controle de atitude para satélites estabilizados em três eixos, com desempenho compatível com aqueles exigidos por satélites de observação da Terra de alta resolução espacial.
O laboratório reúne computadores para simulação, placas de aquisição e geração de sinais, interfaces de comunicação padronizadas e compatíveis para satélites, sistemas para operação em tempo real, computador de emulação do computador de bordo, além de toda a infraestrutura necessária para configurar e operar o sistema.
“Uma plataforma suspensa em colchão de ar entrará em operação no LABSIA, pois este conta com um teto retrátil construído especialmente para permitir a incorporação do sensor de estrelas na malha de simulação física com estímulo real nos testes a serem realizados em período noturno. Assim, o LABSIA proverá o Brasil com a infraestrutura e os meios necessários para o desenvolvimento e testes de sistemas de controle de atitude e órbita”, conclui o engenheiro do INPE.
O novo laboratório foi construído no âmbito do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial), desenvolvido pelo INPE com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Sistemas inerciais, considerados tecnologia crítica em qualquer programa espacial, são utilizados na estabilização de satélites em órbita e na orientação da trajetória de um foguete no espaço.
Fonte: INPE
Comentário do blog: conforme mencionado na nota divulgada pelo INPE, sistemas inerciais são considerados tecnologia crítica em qualquer programa espacial. Inclusive, sua comercialização é bastante controlada. Os sistemas inerciais utilizados nas três missões do VLS são de origem russa (cinco unidades adquiridas em meados da década de noventa) - vejam a postagem "Sistemas inerciais: o clacanhar-de-aquiles do VLS", de julho de 2008. Um sistema nacional, desenvolvido no âmbito do projeto SIA, voará no próximo teste do VLS-1, programado para 2014.
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INPE e IAE inauguram laboratório para sistemas de navegação inercial usados em satélites e veículos espaciais
Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
O desenvolvimento de sistemas de controle de atitude e órbita, fundamental para autonomia tecnológica brasileira, ganha impulso com a instalação do LABSIA - Laboratório de Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, em São José dos Campos (SP).
Resultado da parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o LABSIA será inaugurado nesta sexta-feira (26/7), às 9 horas, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
Logo após breve cerimônia no INPE, autoridades, pesquisadores e convidados se dirigirão para o IAE, no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), onde está instalado o LABSIA.
O LABSIA possui dois pavimentos. “O térreo será utilizado para integração de giroscópios de fibra ótica, usados em veículos espaciais e satélites, tecnologia bastante avançada desenvolvida pela indústria brasileira com a supervisão do INPE e DCTA. No outro andar temos sensores e equipamentos integrados a um sistema computacional. Essa estrutura serve para simular o sistema de controle e atitude e verificar como o satélite se comportará no espaço”, informa Valdemir Carrara, da Divisão de Mecânica Espacial e Controle do INPE.
A infraestrutura permitirá realizar testes de qualificação de sistemas de controle de atitude para satélites estabilizados em três eixos, com desempenho compatível com aqueles exigidos por satélites de observação da Terra de alta resolução espacial.
O laboratório reúne computadores para simulação, placas de aquisição e geração de sinais, interfaces de comunicação padronizadas e compatíveis para satélites, sistemas para operação em tempo real, computador de emulação do computador de bordo, além de toda a infraestrutura necessária para configurar e operar o sistema.
“Uma plataforma suspensa em colchão de ar entrará em operação no LABSIA, pois este conta com um teto retrátil construído especialmente para permitir a incorporação do sensor de estrelas na malha de simulação física com estímulo real nos testes a serem realizados em período noturno. Assim, o LABSIA proverá o Brasil com a infraestrutura e os meios necessários para o desenvolvimento e testes de sistemas de controle de atitude e órbita”, conclui o engenheiro do INPE.
O novo laboratório foi construído no âmbito do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial), desenvolvido pelo INPE com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Sistemas inerciais, considerados tecnologia crítica em qualquer programa espacial, são utilizados na estabilização de satélites em órbita e na orientação da trajetória de um foguete no espaço.
Fonte: INPE
Comentário do blog: conforme mencionado na nota divulgada pelo INPE, sistemas inerciais são considerados tecnologia crítica em qualquer programa espacial. Inclusive, sua comercialização é bastante controlada. Os sistemas inerciais utilizados nas três missões do VLS são de origem russa (cinco unidades adquiridas em meados da década de noventa) - vejam a postagem "Sistemas inerciais: o clacanhar-de-aquiles do VLS", de julho de 2008. Um sistema nacional, desenvolvido no âmbito do projeto SIA, voará no próximo teste do VLS-1, programado para 2014.
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
Polo Espacial do Rio Grande do Sul
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Comissão Especial para o Polo Espacial começa a alinhar projeto
Primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho ocorreu nesta terça-feira
A primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho, realizada nesta terça-feira (23), definiu a agenda de trabalho para o alinhamento do projeto que será apresentado em outubro, na segunda etapa do edital Inova Aerodefesa, de R$ 2,9 bilhões, da Agência Brasileira da Inovação (Finep). A AEL Sistemas, aprovada na primeira fase do edital, apresentou o projeto piloto de um microsatélite, no valor de R$ 43 milhões, que agora receberá as contribuições de empresas e universidades parceiras para elaborar o projeto que mostre, além da inovação tecnológica, viabilidade econômica.
A criação da Comissão faz parte da estratégia de governo em dar apoio político e em mobilizar os atores para a constituição do polo. "O governador entrou de cabeça na missão do polo espacial com o objetivo de criar uma cultura nesse sentido e fomentar um novo setor industrial no Rio Grande do Sul", destaca o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Kniknik, que coordena a comissão, e que foi o anfitrião do encontro.
"Nossa secretaria tem sido parceira neste esforço em conjunto, buscando entrar na disputa por um mercado estratégico e muito promissor para o Estado, já que, diferente dos satélites tradicionais, os microsatélites podem ser customizados para atender a necessidades específicas, empregando um grau de complexidade relativamente menor", explica a secretária-adjunta da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Ghissia Hauser.
Segundo o vice-presidente da AEL, Vitor Neves, o Rio Grande do Sul tem destaque internacional na área de ciência e de pesquisas. "O polo irá trazer novas oportunidades de mercado para nossas universidades, nossas empresas e nosso Estado, gerando crescimento econômico e desenvolvimento científico", considera Neves. De acordo com a empresa, o Brasil tem uma grande demanda reprimida na área de defesa, e o microsatélite proposto terá aplicação dual, tanto na área de defesa quanto na civil. Neste caso, poderá ser utilizado em controle de desmatamento, por exemplo.
A Comissão Especial é formada por representantes do Gabinete do Governador, SDPI, Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), além de representantes da Ufrgs, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
Microsatélite
O projeto de microsatélite de autodefesa a ser desenvolvido no RS pela empresa AEL Systems, subsidiária da israelense Elbit no Brasil, será financiado pela Finep (Agência Brasileira de Inovação). Foram habilitadas 69 empresas líderes, que estarão aptas a apresentar o plano de negócios no próximo dia 27 de agosto, em um workshop de instrução e fomento de parcerias. O projeto gaúcho prevê um investimento de R$ 43 milhões e representa o primeiro passo para a consolidação do Polo Espacial no estado.
A empresa AEL Systems assinou, com o Governo do Estado, um protocolo de intenções para o desenvolvimento de produtos e tecnologia na área espacial durante a missão gaúcha a Israel, em maio deste ano. De acordo com o secretário Cleber Prodanov, "com o desenvolvimento deste projeto, vamos consolidar a proposta do Polo Espacial no Rio Grande do Sul".
O primeiro passo para a criação do Polo Espacial no RS ocorreu no mês de junho, quando foi formada uma comissão integrada por representantes do Governo, empresas e universidades para os encaminhamentos formais. Na ocasião, empresários gaúchos e representantes da empresa israelense e reitores das universidades foram recebidos em almoço pelo governador Tarso Genro para dar início à criação do Polo.
O projeto envolve em seu desenvolvimento não só a empresa AEL, como também as universidades Unisinos, PUCRS, Ufrgs e Federal de Santa Maria, empresas gaúchas fornecedoras de insumos e tecnologia para a fabricação de um microsatélite de uso militar para aplicação na defesa nacional.
Seleção
A Finep divulgou o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira, na terça-feira, com 69 habilitadas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões. O resultado definitivo da seleção das empresas está previsto para o dia 12 de agosto.
A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. A proposta é incentivar a cadeia produtiva desses setores, que são considerados estratégicos dentro do plano Inova Empresa do Governo Federal.
Fonte: Governo do Estado do RS.
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PUCRS integra projeto de Polo Espacial Gaúcho
24/07/2013
A PUCRS faz parte do grupo de atores a contribuírem para a criação do Polo Espacial Gaúcho, ação do governo do Estado iniciada a partir de missão governamental e empresarial ao Estado de Israel, realizada em maio. A iniciativa visa a desenvolver e transferir tecnologia para o segmento espacial e de solo. A primeira ação do programa ocorreu no início de junho, com reunião que congregou empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, com a presença do governador Tarso Genro. No encontro foram projetadas reuniões técnicas para dar andamento ao projeto.
A Universidade oferece toda sua experiência multidisciplinar em Ciência Espacial. No âmbito do Tecnopuc, há o Centro de Microgravidade (MicroG), da Faculdade de Engenharia, e o Laboratório Telebras Tecnologia e o Centro de Pesquisa em Tecnologias Wireless, do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações (IETelecom), todos com competência para atuar no segmento espacial. No âmbito acadêmico, a PUCRS tem se destacado pelas pesquisas desenvolvidas nas Faculdades de Informática (FACIN) e Engenharia (FENG), que envolvem desde a formação de recursos humanos até o desenvolvimento de pesquisa aplicada na área (hardware e software embarcado).
A PUCRS possui histórico de colaboração em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento com parceiros tais como AEL Sistemas, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Telebras, através de Unidades Acadêmicas e Institutos, como o IETelecom; e centros de pesquisa, como o MicroG. Além disso, possui diversos convênios assinados com Institutos de Pesquisa e Agências Espaciais, tais como a Agência Espacial Alemã, Kings College London e Agência Espacial Europeia. Estes convênios contemplam pesquisa conjunta e intercâmbio de profissionais e estudantes.
Fonte: PUCRS
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Comissão Especial para o Polo Espacial começa a alinhar projeto
Primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho ocorreu nesta terça-feira
A primeira reunião da Comissão Especial para o Polo Espacial gaúcho, realizada nesta terça-feira (23), definiu a agenda de trabalho para o alinhamento do projeto que será apresentado em outubro, na segunda etapa do edital Inova Aerodefesa, de R$ 2,9 bilhões, da Agência Brasileira da Inovação (Finep). A AEL Sistemas, aprovada na primeira fase do edital, apresentou o projeto piloto de um microsatélite, no valor de R$ 43 milhões, que agora receberá as contribuições de empresas e universidades parceiras para elaborar o projeto que mostre, além da inovação tecnológica, viabilidade econômica.
A criação da Comissão faz parte da estratégia de governo em dar apoio político e em mobilizar os atores para a constituição do polo. "O governador entrou de cabeça na missão do polo espacial com o objetivo de criar uma cultura nesse sentido e fomentar um novo setor industrial no Rio Grande do Sul", destaca o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Kniknik, que coordena a comissão, e que foi o anfitrião do encontro.
"Nossa secretaria tem sido parceira neste esforço em conjunto, buscando entrar na disputa por um mercado estratégico e muito promissor para o Estado, já que, diferente dos satélites tradicionais, os microsatélites podem ser customizados para atender a necessidades específicas, empregando um grau de complexidade relativamente menor", explica a secretária-adjunta da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Ghissia Hauser.
Segundo o vice-presidente da AEL, Vitor Neves, o Rio Grande do Sul tem destaque internacional na área de ciência e de pesquisas. "O polo irá trazer novas oportunidades de mercado para nossas universidades, nossas empresas e nosso Estado, gerando crescimento econômico e desenvolvimento científico", considera Neves. De acordo com a empresa, o Brasil tem uma grande demanda reprimida na área de defesa, e o microsatélite proposto terá aplicação dual, tanto na área de defesa quanto na civil. Neste caso, poderá ser utilizado em controle de desmatamento, por exemplo.
A Comissão Especial é formada por representantes do Gabinete do Governador, SDPI, Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT), da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), além de representantes da Ufrgs, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
Microsatélite
O projeto de microsatélite de autodefesa a ser desenvolvido no RS pela empresa AEL Systems, subsidiária da israelense Elbit no Brasil, será financiado pela Finep (Agência Brasileira de Inovação). Foram habilitadas 69 empresas líderes, que estarão aptas a apresentar o plano de negócios no próximo dia 27 de agosto, em um workshop de instrução e fomento de parcerias. O projeto gaúcho prevê um investimento de R$ 43 milhões e representa o primeiro passo para a consolidação do Polo Espacial no estado.
A empresa AEL Systems assinou, com o Governo do Estado, um protocolo de intenções para o desenvolvimento de produtos e tecnologia na área espacial durante a missão gaúcha a Israel, em maio deste ano. De acordo com o secretário Cleber Prodanov, "com o desenvolvimento deste projeto, vamos consolidar a proposta do Polo Espacial no Rio Grande do Sul".
O primeiro passo para a criação do Polo Espacial no RS ocorreu no mês de junho, quando foi formada uma comissão integrada por representantes do Governo, empresas e universidades para os encaminhamentos formais. Na ocasião, empresários gaúchos e representantes da empresa israelense e reitores das universidades foram recebidos em almoço pelo governador Tarso Genro para dar início à criação do Polo.
O projeto envolve em seu desenvolvimento não só a empresa AEL, como também as universidades Unisinos, PUCRS, Ufrgs e Federal de Santa Maria, empresas gaúchas fornecedoras de insumos e tecnologia para a fabricação de um microsatélite de uso militar para aplicação na defesa nacional.
Seleção
A Finep divulgou o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira, na terça-feira, com 69 habilitadas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões. O resultado definitivo da seleção das empresas está previsto para o dia 12 de agosto.
A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. A proposta é incentivar a cadeia produtiva desses setores, que são considerados estratégicos dentro do plano Inova Empresa do Governo Federal.
Fonte: Governo do Estado do RS.
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PUCRS integra projeto de Polo Espacial Gaúcho
24/07/2013
A PUCRS faz parte do grupo de atores a contribuírem para a criação do Polo Espacial Gaúcho, ação do governo do Estado iniciada a partir de missão governamental e empresarial ao Estado de Israel, realizada em maio. A iniciativa visa a desenvolver e transferir tecnologia para o segmento espacial e de solo. A primeira ação do programa ocorreu no início de junho, com reunião que congregou empresas, universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, com a presença do governador Tarso Genro. No encontro foram projetadas reuniões técnicas para dar andamento ao projeto.
A Universidade oferece toda sua experiência multidisciplinar em Ciência Espacial. No âmbito do Tecnopuc, há o Centro de Microgravidade (MicroG), da Faculdade de Engenharia, e o Laboratório Telebras Tecnologia e o Centro de Pesquisa em Tecnologias Wireless, do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações (IETelecom), todos com competência para atuar no segmento espacial. No âmbito acadêmico, a PUCRS tem se destacado pelas pesquisas desenvolvidas nas Faculdades de Informática (FACIN) e Engenharia (FENG), que envolvem desde a formação de recursos humanos até o desenvolvimento de pesquisa aplicada na área (hardware e software embarcado).
A PUCRS possui histórico de colaboração em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento com parceiros tais como AEL Sistemas, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Telebras, através de Unidades Acadêmicas e Institutos, como o IETelecom; e centros de pesquisa, como o MicroG. Além disso, possui diversos convênios assinados com Institutos de Pesquisa e Agências Espaciais, tais como a Agência Espacial Alemã, Kings College London e Agência Espacial Europeia. Estes convênios contemplam pesquisa conjunta e intercâmbio de profissionais e estudantes.
Fonte: PUCRS
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
Programa Inova Aerodefesa: pré-seleção das empresas
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EMPRESAS PRÉ-QUALIFICADAS NO INOVA AERODEFESA
Brasília 22 de julho de 2013 – A FINEP – Agência Brasileira da Inovação acaba de divulgar o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira (AEB). Foram habilitadas 69 Empresas Líderes que estarão aptas a apresentar os planos de negócios e participar do workshop de instrução e fomento de parcerias, a ser realizado no dia 27 de agosto, em São Paulo, juntamente com as empresas parceiras e as ICTs cadastradas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões.
Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os 10% restantes contrapartida obrigatória das instituições qualificadas. Empresas parceiras e ICTs que também encaminharam Cartas de Manifestação de Interesse receberão um e-mail do Inova Aerodefesa comprovando o cadastro realizado. Também foram aprovados na etapa de pré-qualificação os quatro fundos de investimento cadastrados, com demanda global de R$ 500 milhões. O resultado definitivo da seleção das empresas líderes após recursos está previsto para o dia 12 de agosto.
A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: Aeroespacial, Defesa, Segurança e Materiais Especiais. A ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa, do Governo Federal.
O Programa Inova Empresa está sendo conduzido pelo Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança, lotado na Superintendência Regional de São Paulo. Contatos com relação a este programa devem ser direcionados para o e-mail cp_inova_aerodefesa@finep.gov.br.
Fonte: Finep
Comentário do blog: praticamente todas as principais indústrias nacionais que atuam em tecnologia espacial figuram na pré-seleção do programa. Curiosa também a presença de quatro grandes empreiteiras nacionais, que submeteram projetos: Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Aliás, sobre os negócios e interesses das grandes empreiteiras nos setores de defesa e aeroespacial, recomenda-se a leitura da análise "As cinco irmãs no setor de defesa", publicada na coluna "Defesa & Negócios" da revista Tecnologia & Defesa n.º 133, que se encontra nas bancas.
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EMPRESAS PRÉ-QUALIFICADAS NO INOVA AERODEFESA
Brasília 22 de julho de 2013 – A FINEP – Agência Brasileira da Inovação acaba de divulgar o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira (AEB). Foram habilitadas 69 Empresas Líderes que estarão aptas a apresentar os planos de negócios e participar do workshop de instrução e fomento de parcerias, a ser realizado no dia 27 de agosto, em São Paulo, juntamente com as empresas parceiras e as ICTs cadastradas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões.
Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os 10% restantes contrapartida obrigatória das instituições qualificadas. Empresas parceiras e ICTs que também encaminharam Cartas de Manifestação de Interesse receberão um e-mail do Inova Aerodefesa comprovando o cadastro realizado. Também foram aprovados na etapa de pré-qualificação os quatro fundos de investimento cadastrados, com demanda global de R$ 500 milhões. O resultado definitivo da seleção das empresas líderes após recursos está previsto para o dia 12 de agosto.
A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: Aeroespacial, Defesa, Segurança e Materiais Especiais. A ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa, do Governo Federal.
O Programa Inova Empresa está sendo conduzido pelo Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança, lotado na Superintendência Regional de São Paulo. Contatos com relação a este programa devem ser direcionados para o e-mail cp_inova_aerodefesa@finep.gov.br.
Fonte: Finep
Comentário do blog: praticamente todas as principais indústrias nacionais que atuam em tecnologia espacial figuram na pré-seleção do programa. Curiosa também a presença de quatro grandes empreiteiras nacionais, que submeteram projetos: Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Aliás, sobre os negócios e interesses das grandes empreiteiras nos setores de defesa e aeroespacial, recomenda-se a leitura da análise "As cinco irmãs no setor de defesa", publicada na coluna "Defesa & Negócios" da revista Tecnologia & Defesa n.º 133, que se encontra nas bancas.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Exclusivo: Projeto MMM, a proposta gaúcha no Inova Aerodefesa
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Na última semana, Tecnologia & Defesa / Blog Panorama Espacial esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, Diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia gaúcha em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa, da Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul, criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual local.
A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do programa da Finep, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta está em análise e a divulgação da primeira seleção deve acontecer no próximo dia 22.
Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de deployment das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de oitenta e noventa participou dos projetos dos satélites SCD e da primeira geração do CBERS. A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.
Três universidades também integram o projeto: a UFRGS, que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a PUCRS, que tem grande expertise em radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; e a UNISINOS, participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos desta tecnologia.
O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinado a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (sigla em inglês para inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego desta capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.
Passo seguinte do projeto MMM seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este modelo já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo modelo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS.
A AEL Sistemas no setor espacial
A AEL Sistemas possui 20 anos de experiência no campo espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, no desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC).
Mais informações e detalhes sobre o MMM, o Polo Espacial do RS e a indústria espacial no sul do país estarão em reportagem espacial na edição de setembro de Tecnologia & Defesa.
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Na última semana, Tecnologia & Defesa / Blog Panorama Espacial esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, Diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia gaúcha em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa, da Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul, criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual local.
A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do programa da Finep, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta está em análise e a divulgação da primeira seleção deve acontecer no próximo dia 22.
Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de deployment das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de oitenta e noventa participou dos projetos dos satélites SCD e da primeira geração do CBERS. A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.
Três universidades também integram o projeto: a UFRGS, que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a PUCRS, que tem grande expertise em radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; e a UNISINOS, participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos desta tecnologia.
O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinado a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (sigla em inglês para inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego desta capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.
Passo seguinte do projeto MMM seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este modelo já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo modelo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS.
A AEL Sistemas no setor espacial
A AEL Sistemas possui 20 anos de experiência no campo espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, no desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC).
Mais informações e detalhes sobre o MMM, o Polo Espacial do RS e a indústria espacial no sul do país estarão em reportagem espacial na edição de setembro de Tecnologia & Defesa.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Satélite gaúcho para o Ministério da Defesa?
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Desenvolvimento de satélite
O Piratini aguarda até agosto uma resposta sobre o seu projeto inscrito em edital da Agência Brasileira de Inovação (Finep), que irá contratar equipamento para a defesa nacional. O governo gaúcho, em fase de constituição de um polo espacial em parceria com a AEL System, PUCRS, Unisinos e UFRGS, apresentou a ideia de construir um microssatélite multiuso militar, chamado de MMM. Se o projeto for aceito, a Finep repassará R$43 milhões para o seu desenvolvimento.
Depois, o próprio Ministério da Defesa comprará o equipamento. O MMM deverá ser construído pela AEL System, subsidiária de uma empresa israelense. A proposta foi apresentada pelo Piratini ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que demonstrou interesse.
Fonte: jornal Zero Hora, 09/07/2013.
Comentários do blog: o edital mencionado na nota do jornal gaúcho é o programa Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP, Agência Espacial Brasileira, Ministério da Defesa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início do mês, a Agência Espacial Brasileira divulgou que o Inova Aerodefesa teve demanda superior em 4,4 vezes o total dos recursos disponíveis, R$2,9 bilhões. Ao todo, foram encaminhadas 285 cartas de manifestação de interesse, das quais 90 de empresas líderes, 117 de empresas parceiras e 78 de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). As propostas totalizaram cerca de R$13 bilhões. A previsão é a que lista das empresa líderes enquadradas para ter continuidade no processo de seleção ocorra em 22 de julho. Em breve, o blog Panorama Espacial trará mais informações sobre o Polo Espacial do RS e seus projetos.
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Desenvolvimento de satélite
O Piratini aguarda até agosto uma resposta sobre o seu projeto inscrito em edital da Agência Brasileira de Inovação (Finep), que irá contratar equipamento para a defesa nacional. O governo gaúcho, em fase de constituição de um polo espacial em parceria com a AEL System, PUCRS, Unisinos e UFRGS, apresentou a ideia de construir um microssatélite multiuso militar, chamado de MMM. Se o projeto for aceito, a Finep repassará R$43 milhões para o seu desenvolvimento.
Depois, o próprio Ministério da Defesa comprará o equipamento. O MMM deverá ser construído pela AEL System, subsidiária de uma empresa israelense. A proposta foi apresentada pelo Piratini ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que demonstrou interesse.
Fonte: jornal Zero Hora, 09/07/2013.
Comentários do blog: o edital mencionado na nota do jornal gaúcho é o programa Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP, Agência Espacial Brasileira, Ministério da Defesa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início do mês, a Agência Espacial Brasileira divulgou que o Inova Aerodefesa teve demanda superior em 4,4 vezes o total dos recursos disponíveis, R$2,9 bilhões. Ao todo, foram encaminhadas 285 cartas de manifestação de interesse, das quais 90 de empresas líderes, 117 de empresas parceiras e 78 de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). As propostas totalizaram cerca de R$13 bilhões. A previsão é a que lista das empresa líderes enquadradas para ter continuidade no processo de seleção ocorra em 22 de julho. Em breve, o blog Panorama Espacial trará mais informações sobre o Polo Espacial do RS e seus projetos.
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sábado, 22 de junho de 2013
Supercomputador do INPE
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Brasil avança na previsão do tempo com supercomputador
19/06/2013
No Brasil, novos investimentos estão revolucionando a previsão do tempo e pesquisas sobre o clima. O último avanço chega com a versão 5.0 do modelo regional BRAMS de previsão de tempo, cobrindo toda a América do Sul, e que gera previsões mais confiáveis, com mais dias de antecedência, e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para cinco quilômetros, contra 20 quilômetros do modelo anterior. Hoje, é possível saber a quantidade e localização das chuvas, além da ocorrência de eventos extremos, como chuvas intensas, granizo, geadas, nevoeiros, ventos fortes e ondas de calor. Isto só está sendo possível devido à alta capacidade de processamento do novo supercomputador CRAY , batizado de Tupã, instalado no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), em Cachoeira Paulista.
Os desenvolvimentos para tornar a nova versão do BRAMS operacional levaram cerca de um ano. Para cobrir toda a extensão da América do Sul, foram necessárias 1360 x 1480 células horizontais e 55 níveis verticais. As células de grade, num total de 110 milhões aproximadamente, são processadas simultaneamente nos 9.600 processadores do CRAY, em computação paralela.
Este esforço pôs o CPTEC/INPE em posição de competitividade em relação aos principais centros operacionais do mundo. O centro de previsão do National Centers for Environmental Prediction (NCEP), por exemplo, gera previsões a partir de um modelo similar – o National Mesoscale Model – de 4 quilômetros, 70 níveis verticais e grade de 1371 x 1100 células, que cobre toda a região continental dos Estados Unidos.
“Ao longo de anos, o apoio da FINEP nos levou a desenvolver uma infraestrutura que nos permite hoje acompanhar as tendências mundiais. Os saltos de qualidade se devem a este financiamento”, disse Jairo Panetta, chefe do Grupo de Processamento de Alto Desempenho do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do INPE, em matéria de capa sobre clima, publicada na Revista Inovação em Pauta, da FINEP. Nos últimos 20 anos, a FINEP já investiu cerca de R$ 100 milhões em infraestrutura e projetos na área, especialmente nos dois centros de meteorologia e pesquisas climáticas do País, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A chegada do novo supercomputador também traz expectativas de avanços para os monitoramentos ambientais e de qualidade do ar do CPTEC/INPE. As previsões, geradas atualmente para até três dias de antecedência, serão estendidas para seis, com boa confiabilidade. Já as previsões de qualidade do ar incluirão gases, como monóxido e dióxido de carbono e óxido nitroso, e aerossóis - material particulado de queimadas e de emissões urbanas e industriais.
Fonte: CPTEC/Inpe, via website da FINEP.
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Brasil avança na previsão do tempo com supercomputador
19/06/2013
No Brasil, novos investimentos estão revolucionando a previsão do tempo e pesquisas sobre o clima. O último avanço chega com a versão 5.0 do modelo regional BRAMS de previsão de tempo, cobrindo toda a América do Sul, e que gera previsões mais confiáveis, com mais dias de antecedência, e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para cinco quilômetros, contra 20 quilômetros do modelo anterior. Hoje, é possível saber a quantidade e localização das chuvas, além da ocorrência de eventos extremos, como chuvas intensas, granizo, geadas, nevoeiros, ventos fortes e ondas de calor. Isto só está sendo possível devido à alta capacidade de processamento do novo supercomputador CRAY , batizado de Tupã, instalado no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), em Cachoeira Paulista.
Os desenvolvimentos para tornar a nova versão do BRAMS operacional levaram cerca de um ano. Para cobrir toda a extensão da América do Sul, foram necessárias 1360 x 1480 células horizontais e 55 níveis verticais. As células de grade, num total de 110 milhões aproximadamente, são processadas simultaneamente nos 9.600 processadores do CRAY, em computação paralela.
Este esforço pôs o CPTEC/INPE em posição de competitividade em relação aos principais centros operacionais do mundo. O centro de previsão do National Centers for Environmental Prediction (NCEP), por exemplo, gera previsões a partir de um modelo similar – o National Mesoscale Model – de 4 quilômetros, 70 níveis verticais e grade de 1371 x 1100 células, que cobre toda a região continental dos Estados Unidos.
“Ao longo de anos, o apoio da FINEP nos levou a desenvolver uma infraestrutura que nos permite hoje acompanhar as tendências mundiais. Os saltos de qualidade se devem a este financiamento”, disse Jairo Panetta, chefe do Grupo de Processamento de Alto Desempenho do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do INPE, em matéria de capa sobre clima, publicada na Revista Inovação em Pauta, da FINEP. Nos últimos 20 anos, a FINEP já investiu cerca de R$ 100 milhões em infraestrutura e projetos na área, especialmente nos dois centros de meteorologia e pesquisas climáticas do País, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A chegada do novo supercomputador também traz expectativas de avanços para os monitoramentos ambientais e de qualidade do ar do CPTEC/INPE. As previsões, geradas atualmente para até três dias de antecedência, serão estendidas para seis, com boa confiabilidade. Já as previsões de qualidade do ar incluirão gases, como monóxido e dióxido de carbono e óxido nitroso, e aerossóis - material particulado de queimadas e de emissões urbanas e industriais.
Fonte: CPTEC/Inpe, via website da FINEP.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Recursos da FINEP para o LIT/INPE
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INPE recebe R$ 45 milhões da FINEP para ampliação de laboratório
17/06/2013
O Brasil não precisará contratar empresas estrangeiras para construir o seu Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, de seis toneladas. O Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já está sendo preparado para montá-lo. O laboratório precisará triplicar a sua capacidade, que atualmente é de até duas toneladas, para realizar as operações. Para isso, receberá investimento de R$ 185 milhões até 2017, sendo que R$ 45 milhões já foram liberados pela FINEP para a primeira fase da ampliação.
O laboratório é o único que poderá atender às demandas de satélites brasileiros de maior porte. “O Brasil não faz satélites. Só fez até hoje um de 200 quilos para coleta de dados ambientais, outro de duas toneladas, e que sempre ficam entre 600 e 800 quilômetros de altitude. Agora, nós vamos fazer satélites de órbitas de 36 mil km, com cerca de seis toneladas e dimensão de seis metros”, afirmou Geilson Loureiro, Chefe do LIT e coordenador do projeto.
O Laboratório de Integração e Testes possui infraestrutura essencial para integrar, testar e montar satélites de grande porte, com salas limpas e equipamentos. Porém, ampliações são necessárias, como explicou Loureiro. “Precisamos de um vibrador de até 320 quilonewtons – o dobro do que temos hoje - para os ensaios dinâmicos, uma câmera de medida de antenas em campo próximo (distância entre a antena transmissora e a receptora) – que não possuímos atualmente – e também teremos que aumentar o pé direito da sala de integração para 18 metros, que hoje é de 10 metros.”
Após feita a expansão, o LIT terá capacidade equivalente aos melhores laboratórios de testes aeroespaciais e de defesa do mundo, ao lado da Alemanha, França, Estados Unidos, Japão, China, Rússia e Índia. A ampliação do laboratório faz parte da estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação do Governo Federal.
Fonte: FINEP
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INPE recebe R$ 45 milhões da FINEP para ampliação de laboratório
17/06/2013
O Brasil não precisará contratar empresas estrangeiras para construir o seu Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, de seis toneladas. O Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já está sendo preparado para montá-lo. O laboratório precisará triplicar a sua capacidade, que atualmente é de até duas toneladas, para realizar as operações. Para isso, receberá investimento de R$ 185 milhões até 2017, sendo que R$ 45 milhões já foram liberados pela FINEP para a primeira fase da ampliação.
O laboratório é o único que poderá atender às demandas de satélites brasileiros de maior porte. “O Brasil não faz satélites. Só fez até hoje um de 200 quilos para coleta de dados ambientais, outro de duas toneladas, e que sempre ficam entre 600 e 800 quilômetros de altitude. Agora, nós vamos fazer satélites de órbitas de 36 mil km, com cerca de seis toneladas e dimensão de seis metros”, afirmou Geilson Loureiro, Chefe do LIT e coordenador do projeto.
O Laboratório de Integração e Testes possui infraestrutura essencial para integrar, testar e montar satélites de grande porte, com salas limpas e equipamentos. Porém, ampliações são necessárias, como explicou Loureiro. “Precisamos de um vibrador de até 320 quilonewtons – o dobro do que temos hoje - para os ensaios dinâmicos, uma câmera de medida de antenas em campo próximo (distância entre a antena transmissora e a receptora) – que não possuímos atualmente – e também teremos que aumentar o pé direito da sala de integração para 18 metros, que hoje é de 10 metros.”
Após feita a expansão, o LIT terá capacidade equivalente aos melhores laboratórios de testes aeroespaciais e de defesa do mundo, ao lado da Alemanha, França, Estados Unidos, Japão, China, Rússia e Índia. A ampliação do laboratório faz parte da estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação do Governo Federal.
Fonte: FINEP
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domingo, 19 de maio de 2013
Plano Inova Aerodefesa
GOVERNO LANÇA EDITAL DE R$ 2,9 BILHÕES DO INOVA AERODEFESA
Brasília, 17 de maio de 2013 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, lançou nesta sexta-feira (17), em São José dos Campos (SP), o edital de seleção pública do plano Inova Aerodefesa, que destinará R$ 2,9 bilhões para apoiar a inovação tecnológica nos setores aeroespacial, de aeronáutica, de defesa e de segurança pública.
O Inova Aerodefesa é voltado para as indústrias e centros de pesquisa. Visa fortalecer o setor por meio de ações estratégicas para estimular a parceria entre iniciativa privada e instituições de pesquisa, com descentralização de crédito e subvenção econômica para o investimento em programas de inovação tecnológica. Dos recursos disponíveis, R$ 2,4 bilhões provêm da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI).
O edital faz parte do Plano Inova Empresa, lançado em março pelo governo federal e que prevê a articulação de diferentes ministérios e apoio por meio de crédito e financiamento, num total de R$ 32,9 bilhões a aplicar em inovação até 2014. Os recursos são destinados a empresas brasileiras de todos os portes que tenham projetos inovadores. O plano apoia setores considerados prioritários pelo governo, como saúde, aeroespacial e defesa, energia, petróleo e gás, sustentabilidade socioambiental e tecnologia da informação.
Além do ministro Raupp, participaram do evento o presidente da Finep, Glauco Arbix, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, o prefeito de São José dos Campos, Carlos José de Almeida, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) João Carlos Ferraz, o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, o secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, e a secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloisa Menezes, dentre outras autoridades.
Fonte: MCTI (texto de Lucimara Correa, da assessoria de comunicação).
Comentários: o primeiro edital do plano Inova Aerodefesa tem as seguintes linhas temáticas:
1- Aeroespacial – Propulsão Espacial (motores e veículos); a Plataformas e Satélites Espaciais (de pequeno porte) e à indústria aeronáutica visando aeronaves mais eficientes.
2- Defesa – Sensores e/ou Sensoriamento Remoto para Defesa (equipamentos e/ou componentes); Sistemas e Subsistemas de Comando e Controle para Defesa.
3 - Segurança Pública – Sistemas de Identificação Biométrica e a Sistemas de Informações (tais como o SIG-Sistemas de Informações Geográficas) e ainda diversos tipos de Armas não Letais.
4- Materiais Especiais – Materiais para Aplicações Diversas e na Indústria de Defesa (fibras e carbono e compósitos) incluindo Ligas Metálicas à base de aços.
Poderão participar do processo de seleção empresas brasileiras e/ou grupo econômico brasileiro com receita operacional bruta igual ou superior a R$ 16 milhões ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões no último exercício. Para mais informações sobre o Plano Inova Empresa, clique aqui.
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quarta-feira, 13 de março de 2013
Inovação: mesa de testes para sistemas inerciais
Foi publicada no início deste mês a 15ª edição da revista "Inovação em Pauta", editada pela área de comunicação da FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Uma das reportagens desta edição trata de sistemas inerciais e do desenvolvimento e fabricação no País de uma mesa inercial, um equipamento composto por múltiplos eixos, utilizado para a realização de testes e calibração. O projeto está a cargo da Infax Tecnologia e Sistemas, pequena empresa com sede no Rio de Janeiro (RJ), e conta com subvenção econômica da FINEP, em valor pouco superior a 3,3 milhões de reais.
Os sistemas inerciais, considerados uma tecnologia crítica, são equipamentos fundamentais para guiagem e controle de lançadores, foguetes, mísseis e aeronaves, dentre outros.
Para acessar a reportagem (páginas 26 a 28), clique aqui.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
SGB: novas informações sobre o projeto
Conforme divulgado pelo blog no último dia 24, a Agência Espacial Brasileira
(AEB) publicou o novo número de sua revista institucional, a "Espaço
Brasileiro". Dentre as várias reportagens, uma merece especial destaque, a
que trata sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Informações como a
responsabilidade pela administração do projeto, as áreas de competência da
Visiona Tecnologias Espaciais e o domínio de tecnologias críticas, dentre
outras, são abordadas com detalhes possivelmente inéditos.
O texto não tem um autor identificado, mas deve ser
lido como oficial do governo, tendo em vista a sua publicação em revista
institucional do principal órgão do Programa Espacial Brasileiro.
Abaixo, reproduzimos os parágrafos mais interessantes:
"Quem administra o
projeto? - O Comitê Diretor de Projeto (CDP) é seu mais alto nível decisório.
Ele aprova os planos, orçamentos, cronogramas. Seus membros representam os
principais interessados e clientes do projeto, isto é, três Ministérios: das
Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao Comitê Diretor
reporta-se o Escritório de Projeto (EP), composto por órgãos técnicos do
governo: Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (INPE), Ministérios da Defesa e das Comunicações e Telebras. O
Escritório de Projeto prepara a documentação técnica do projeto e acompanha o
seu cumprimento, nas áreas administrativa e técnica, mantendo permanente
contato com as equipes técnicas da nova empresa.
Áreas
de competência do consórcio - A nova empresa está comprometida a dominar
know-how, conhecimentos e tecnologias, sobretudo nas seguintes áreas:
-
Projeto dos elementos do sistema: satélite (plataforma e carga-útil de
comunicações) e segmento solo;
- Gerenciamento
de projetos complexos;
- Garantia de
qualidade, gerenciamento de configuração e análises de risco;
- Análise de
missão (órbita, atitude, lançamento);
- Engenharia de
sistemas espaciais;
-
Desenvolvimento de simuladores de alta fidelidade;
- Integração e
testes de equipamentos, subsistemas e sistemas completos;
- Suporte ao
lançamento e primeiras órbitas; e
- Operação.
Engenheiros
e técnicos residentes deverão permanecer nas instalações de cada empresa
fornecedora, acompanhando as revisões do projeto, testes, discussões e
análises, assegurando que o contrato seja cumprido dentro do prazo e dos custos
previstos.
Dominar
tecnologias críticas - Caberá à AEB, ao INPE e à nova empresa selecionar as
tecnologias críticas e estratégicas que o Brasil precisa dominar. Tais
tecnologias serão desenvolvidas - com financiamento da AEB e da FINEP
(Financiadora de Estudos e Projetos, do Ministério de Ciência, Tecnologia e
Inovação) - por companhias da indústria espacial - futuros fornecedores de
equipamentos, partes, materiais e processos da nova empresa.
A
estratégia de capacitação e absorção tecnológica, baseada no trabalho conjunto
entre a nova empresa e os fornecedores estrangeiros, bem como no
desenvolvimento tecnológico realizado pelas empresas da indústria espacial
local, permitirá que o segundo satélite de comunicações e outros satélites do
Programa Espacial Brasileiro sejam também desenvolvidos e integrados pela nova
empresa e pela cadeia produtiva espacial nacional, com apoio e participação do
INPE e de seu Laboratório de Integração e Testes (LIT).
Modelo para
outros projetos - A gestão multiministerial, com participação de empresa
privada industrial como prime-contractor (contratante principal), adotada para
a construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro, servirá de modelo
para outros projetos como, por exemplo, o do satélite meteorológico.
As empresas
integradoras fortalecerão as cadeias produtivas por meio de subcontratos com
empresas de pequeno e médio porte, além de incentivar o surgimento de novos
fornecedores e atrais parceiros de outras áreas industriais. Essas empresas
virão, ainda, preservar e usar as competências e infraestruturas disponíveis em
órgãos governamentais, como o INPE e o Departamento de Ciência e Tecnologia da
Aeronáutica (DCTA), para agregar valor e qualidade aos contratos comerciais.
Com esta nova
dinâmica, espera-se que o Brasil adquira independência tecnológica, algo
fundamental para o setor espacial."
domingo, 11 de dezembro de 2011
Presença da Mectron no setor espacial
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Durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado no Rio de Janeiro (RJ) no último mês de outubro, uma das indústrias que fizeram apresentações foi a Mectron, de São José dos Campos (SP), na pessoa de seu diretor responsável pela área aeroespacial, Fábio Augusto Küpper. A apresentação feita por Küpper destacou a história e o momento atual da empresa, seus principais produtos e também sua linha aeroespacial.
Em março de 2011, depois de vários "namoros" e vinte anos após sua fundação, a Mectron teve o seu controle adquirido pelo conglomerado industrial Odebrecht. Com mais de 350 funcionários, sendo 154 engenheiros, a Mectron é conhecida como a "missile house" brasileira, tendo desenvolvido praticamente todos os projetos nacionais de mísseis, como o míssil ar-ar Piranha, o MAR-1 (Missil Anti-Radar), o MSS 1.2 (míssil anti-tanque com guiagem a laser), o míssil ar-ar de 5ª geração A-Darter, desenvolvido em conjunto com a Denel Dynamics, da África do Sul, entre outros. Sua atuação, porém, não se resume apenas à área de defesa, embora esta continue a ser o seu "carro-chefe".
No setor espacial, a Mectron desenvolve subsistemas para satélites, veículos de sondagem e lançadores. Em satélites, a empresa atualmente é responsável pelos subsistemas de suprimento de energia e de telemetria e telecomando da Plataforma Multimissão (PMM), e os transpônderes de comunicações e gravadores digitais de dados dos satélites de segunda geração da série CBERS, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Dado o seu forte relacionamento com o Comando da Aeronáutica, a Mectron passou também a atuar em foguetes de sondagem (VS-40) e no projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS), nos projetos do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), e VSISNAV (voo tecnológico do VLS-1, XVT-01), sob a responsabilidade do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA).
Um dos slides mais interessantes da apresentação de Fábio Küpper relacionava alguns produtos com aplicações em telecomunicações, desenvolvidos com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia & Inovação:
- ATC e IFF: transpônderes que operam em banda L destinados ao rastreio e identificação de aeronaves em voo por radares de controle de tráfego aéreo.
- AeroSpace Tracker: dispositivo para rastreio e identificação de mísseis, aeronaves e foguetes em voo durante a fase de desenvolvimento e voos de testes.
- Telemetria aeroembarcada: transmissor em bandas S ou L para envio de dados em voo de mísseis, aeronaves, veículos aéreos não-tripulados, plataformas suborbitais e veículos lançadores.
- SatCom: dispositivo de localização de emergência e transmissão de dados pra uso móvel baseado nas constelações de geoposicionamento GPS (Global Positioning System) e Iridium, de comunicações.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
AEL Sistemas no Projeto SIA
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Conforme publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, A AEL Sistemas, indústria com atuação nos setores de defesa e espaço com sede em Porto Alegre (RS), foi declarada vencedora de uma concorrência promovida pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo por objeto a "contratação de serviços técnicos especializados para a elaboração do projeto, fabricação e testes para o hardware do Computador de Bordo (on-board computer, OBC) da Plataforma Orbital do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial)", iniciativa que envolve o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), outros órgãos governamentais e diversas indústrias nacionais.
A FUNDEP, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é gestora do projeto, contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Além da AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit Systems e também com uma participação minoritária da Embraer, apresentaram propostas a Equatorial Sistemas e a Omnisys Engenharia (Thales).
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Conforme publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, A AEL Sistemas, indústria com atuação nos setores de defesa e espaço com sede em Porto Alegre (RS), foi declarada vencedora de uma concorrência promovida pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo por objeto a "contratação de serviços técnicos especializados para a elaboração do projeto, fabricação e testes para o hardware do Computador de Bordo (on-board computer, OBC) da Plataforma Orbital do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial)", iniciativa que envolve o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), outros órgãos governamentais e diversas indústrias nacionais.
A FUNDEP, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é gestora do projeto, contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Além da AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit Systems e também com uma participação minoritária da Embraer, apresentaram propostas a Equatorial Sistemas e a Omnisys Engenharia (Thales).
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Reportagem sobre o 14-X em Tecnologia & Defesa
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14-X - O veículo hipersônico do IEAv
André M. Mileski
Na última edição da LAAD, realizada entre 12 e 15 de abril, um mockup de veículo aeroespacial com linhas futurísticas atraiu a atenção de quem circulava pelos corredores de um dos pavilhões. Tratava-se do veículo hipersônico 14-X, projeto de demonstração tecnológica em desenvolvimento pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), de São José dos Campos (SP), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e que desenvolve pesquisas e atividades nas áreas nuclear, de fotônica, geointeligência, aerotermodinâmica hipersônica e física aplicada.
No final de maio, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve nas instalações do instituto para conversar com seu diretor, coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, e saber mais sobre o assunto.
O projeto começou a ser pensado em 2006, com a ideia do IEAv em buscar obter conhecimentos em combustão hipersônica. E, com o 14-X, que recebeu este nome em homenagem ao 14-Bis, de Alberto Santos Dumont, o instituto tem desenvolvido capacidades nacionais em tecnologia waverider, que proporciona sustentação ao veículo aeroespacial, e tecnologia scramjet, sistema de propulsão hipersônica aspirada baseada na combustão supersônica. Tais tecnologias proporcionariam, se houvesse decisão para tal, a construção de um veículo hipersônico capaz de inserir satélites em órbita.
Ensaios
O IEAv já trabalha nos preparativos de um voo teste com um modelo dummy, com as mesmas dimensões que um veículo real (dois metros de comprimento e 800 mm de envergadura), mas oco e com entrada de ar. O objetivo do experimento, planejado para o final de 2012, é entender como será a dinâmica de voo do 14-X a bordo do foguete VAH (Veículo Acelerador Hipersônico), baseado no VSB-30. O lançamento, que não envolverá separação, deverá atingir velocidades de Mach 7, isto é, sete vezes a velocidade do som, numa altitude entre 30 e 40 quilômetros.
A campanha de desenvolvimento do 14-X prevê a execução de quatro ensaios atmosféricos, com desafios crescentes. No segundo voo, a ideia é que o 14-X esteja equipado com um motor scramjet, devendo o terceiro ter uma maior duração. Finalmente, no quarto, é possível que o veículo realize alguma manobra.
Envolvimento industrial e domínio tecnológico
Como é característico nos programas do DCTA, o projeto do 14-X envolve considerável participação da indústria nacional. A Britanite atua no estágio de acoplamento do 14-X com o propulsor S-30 (2º estágio do VAH), a Mectron no subsistema de telemetria, e a Flight Technologies no controle de altitude do veículo, entre outras.
Além de recursos próprios do IEAv, o 14-X tem sido financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O 14-X é um projeto de demonstração, com objetivos claros de desenvolvimento e capacitação em alguns campos tecnológicos. Mais que isso, a iniciativa também deve gerar importantes spin-offs, isto é, conhecimentos e tecnologias aplicáveis a outros campos que não o aeroespacial, como em materiais refratários e tecnologia criogênica. Em materiais refratários, aliás, tecnologia dominada por poucos países e extremamente crítica para missões de reentrada atmosférica, o 14-X faz uso do conhecimento obtido com o projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica), de responsabilidade do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
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TECNOLOGIA WAVERIDER
A tecnologia waverider proporciona sustentação utilizando onda de choque, formada durante o voo supersônico/hipersônico na atmosfera terrestre, originada no bordo de ataque e colada no intradorso do veículo, gerando uma região de alta pressão, resultando em alta sustentação e mínimo arrasto. O ar atmosférico, pré-comprimido pela onda de choque, que está compreendida entre a onda de choque e a superfície (intradorso) do veículo pode ser utilizado em sistema de propulsão hipersônico aspirado baseado na tecnologia scramjet.
TECNOLOGIA SCRAMJET
A tecnologia scramjet (supersonic combustion ramjet) faz uso de um estatoreator (motor aeronáutico aspirado) que não possui partes móveis e que utiliza ondas de choque, geradas durante o voo hipersônico (de veículos aeroespaciais), para promover a compressão e a desaceleração do ar atmosférico. Imediatamente anterior ou na entrada da câmara de combustão, combustível é injetado e misturado com oxigênio existente no ar atmosférico. Como a mistura entra na câmara de combustão em velocidade supersônica, o processo de combustão se dá em regime supersônico, denominada de combustão supersônica, conseqüentemente tecnologia scramjet. O produto da combustão é expelido na região de exaustão (expansão).
Fonte: IEAv
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Crédito: revista Tecnologia & Defesa, nº 125.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Astrium se fortalece no Brasil
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A Astrium, divisão espacial do grupo europeu EADS, está se fortalecendo no País. Em dezembro de 2010, a empresa fez um novo aporte de capital na indústria Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), da qual é acionista, em linha com sua estratégia de usá-la como plataforma industrial para novos projetos no Brasil e na América do Sul. Numa restruturação organizacional do grupo, o experiente executivo Jean-Noel Hardy, ex-presidente da Helibras, e que desde junho de 2009 respondia pelas atividades da Astrium no Brasil, teve seu escopo de atuação ampliado, passando a também responder por todo o mercado latino-americano.
No final de 2010, o grupo conquistou alguns sucessos junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Sua subsidiária SODERN fornecerá sensores de estrelas para o satélite de observação terrestre Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM), e a Equatorial Sistemas foi selecionada para desenvolver e fabricar o gravador digital de dados do mesmo satélite.
Durante a LAAD 2011, a Astrium e a Equatorial Sistemas apresentaram a câmera HIRIS (Hyperspectral Imager for Remote Intelligence & Surveillance) (foto acima), desenvolvida no Brasil com recursos da FINEP, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O sensor pode ser usado numa variedade de plataformas, tais como aviões, helicópteros e veículos aéreos não tripulados (VANTs), em aplicações militares, como a detecção de alvos, camuflagens e minas terrestres, e civis, na identificação de materiais, monitoramento de meio ambiente, agricultura, mitigação de desastres e planejamento urbano.
Fonte: Coluna Defesa & Negócios, de André M. Mileski, publicada na edição nº 125 da revista Tecnologia & Defesa.
Comentário: em complemento a nota acima, importante mencionar a compra da Vizada, no início desta semana, pela Astrium (ver a postagem "EADS Astrium compra a Vizada"), que acabará por ampliar o escopo de atuação da empresa na região.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Pesquisa do IAE em propulsão a etanol
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Etanol no espaço
13-06-2011
Depois de conquistar carros, motos e até ônibus, o etanol também será utilizado no abastecimento de foguetes. Este é o projeto inédito do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), que busca desenvolver foguetes abastecidos com o biocombustível nacional em substituição ao uso dos propulsores sólidos, alguns acrescidos de hidrazina, que é um componente importado e considerado corrosivo e tóxico.
Para impulsionar a produção do artefato no País, o IAE começou há cerca de 15 anos um programa de pesquisa baseado no etanol como combustível para os veículos espaciais. O projeto surgiu da necessidade de capacitar o instituto para operação, manuseio e lançamento de foguetes a propelente líquido, uma vez que, até o momento, todos os foguetes brasileiros utilizam exclusivamente propulsores sólidos.
“A ideia é a sequência natural no desenvolvimento de motores para foguetes e visa verificar o desempenho do motor em condições de voo e treinar equipes para operação e lançamento de veículos com propulsores líquidos”, afirma o coordenador da pesquisa, Coronel Santana Júnior. A concepção do foguete e o desenvolvimento são do IAE. Entretanto, partes desse novo foguete (sistema de alimentação e motor) estão sendo produzidos pela empresa Orbital, localizada em São José dos Campos, com recursos de subvenção Finep (Financiadora Nacional de Estudos e Projetos).
Atualmente, estão sendo realizados ensaios em solo (ensaios hidraúlicos, ensaios de resistência e ensaios de funcionalidade) com os componentes produzidos pela Orbital.
Tecnologia
O projeto do IAE prevê o domínio da tecnologia de propulsão líquida em foguetes de sondagem, representando um passo fundamental para o emprego desses motores em veículos lançadores de satélites, o que servirá para aumentar significativamente a carga útil e a precisão de inserção de satélites. O próximo passo da pesquisa é a conclusão de ensaios em solo para confirmação dos parâmetros de massa e propulsivos. “Somente de posse desses indicadores, comparando com os requisitos de um foguete, é que poderá ser confirmada a viabilidade e configuração de voo, bem como a data de lançamento do foguete, pois depende de recursos da Agência Espacial Brasileira”, explica Santana sobre o prazo final da pesquisa.
A principal dificuldade, no momento, é a montagem de dispositivos que posssibilitem os ensaios em solo, responsabilidade do IAE. Posteriormente, serão os dispositivos para lançamento. Assim, o atual conceito é utilizar o máximo possível os recursos existentes para lançamento dos foguetes de sondagem.
Em relação aos propulsores sólidos, as principais vantagens do etanol são o maior desempenho do propelente e a maior facilidade de controle de acionamento do motor. Com isso, o foguete adquire uma maior carga útil e maior precisão de inserção em órbita, respectivamente. “Mas o maior diferencial do uso do etanol, principalmente em relação ao uso de hidrazina, é a baixa toxicidade e a grande disponibilidade no País”, explica Santana.
Hoje, poucos foguetes comerciais ainda utilizam a hidrazina em seus propulsores. A hidrazina como propelente foi primeiramente usada na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, em aeronaves militares. Durante o período da Guerra Fria, foi muito utilizada em mísseis balísticos intercontinentais, pois possui duas características essenciais para aplicações militares: prontidão de uso e estocabilidade. Isso decorre de sua capacidade de se inflamar espontaneamente, quando em contato com um agente oxidante ou catalítico, bem como de manter suas propriedades fisicoquímicas inalteradas por dezenas de anos, facilitando a sua estocagem.
O uso da hidrazina em foguetes é uma preocupação em todo mundo, por causa da toxicidade do produto. Para abastecer os tanques dos veículos espaciais, os técnicos usam roupas especiais para evitar a intoxicação. Na Europa, a Agência Espacial Europeia (ESA) está buscando um substituto para o combustível, que seja menos perigoso e também mais limpo. O projeto é conduzido junto ao Grupo de Corporações Espaciais da Suécia e envolve também o desenvolvimento de propulsores que funcionem com um novo tipo de propelente.
Fonte: Jornal da Bionergia, via website da AEB.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Visita de Mercadante ao DCTA em SJC
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Ministro Mercadante visita o DCTA e fala sobre o Programa Espacial
01-03-2011
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visitou na segunda-feira (28) o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Ele proferiu a palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação: Agenda Estratégica para o País” na aula inaugural do ano letivo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Também participaram da solenidade o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; o reitor do ITA Reginaldo dos Santos, o ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla; o diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann; o comandante do Quarto Comando Aéreo Regional Major-Brigadeiro-do- Ar Paulo Roberto Pertusi; o vice-diretor do DCTA Major-Brigadeiro-do-Ar Alvani Adão da Silva; e o prefeito Municipal de São José dos Campos Eduardo Cury.
Após o evento, o ministro visitou o campus do DCTA e esteve num encontro reservado com a direção da instituição. Na pauta, o corte de verba imposto pelo governo federal para todos os ministérios. O contingenciamento de verba do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é de cerca de R$1,7 bilhão de um orçamento previsto de R$ 7 bilhões.
A preocupação dos militares é com a possibilidade de redução de recursos para o Programa Espacial, especialmente para o projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). A maior parte dos recursos é proveniente da pasta do ministro, por meio da Agência Espacial (AEB).
Segundo o ministro, o corte orçamentário imposto pelo governo federal a todos os ministérios não irá afetar o Programa Espacial Brasileiro. Para ele, a continuidade do projeto do VLS-1, sob a responsabilidade da Aeronáutica, e o desenvolvimento de satélites pelo Inpe são programas prioritários para Brasil. “O desenvolvimento e o lançamento de um satélite meteorológico em parceria com a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) são prioridades”, afirmou.
Para Mercadante, esse satélite deve ser lançado e irá permitir ao Brasil melhorar as previsões de tempo. “A Nasa também enfrenta corte de recursos, mas a nossa expectativa é que esse programa, que tem também a participação de outros países como Japão e Alemanha, seja executado”, disse.
No fim do dia, o ministro inaugurou o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, o primeiro em sua categoria na América do Sul, concebido para suportar as atividades de desenvolvimento de um sistema de navegação utilizado na estabilização de satélites em órbita e na orientação de um foguete no espaço.
O novo laboratório custou R$ 15 milhões financiado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e está vinculado ao projeto Sistemas de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial (SAI).
Administrado pela Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa e avaliado em R$ 40 milhões, o projeto é responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma inercial completa. O primeiro protótipo da plataforma, de acordo com o coordenador do SIA, Waldemar de Castro Leite, já está com 70% do seu desenvolvimento concluído e a previsão é que o sistema seja testado em 2012, no lançamento do foguete brasileiro VLS.
Fonte: MCT
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Ministro Mercadante visita o DCTA e fala sobre o Programa Espacial
01-03-2011
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visitou na segunda-feira (28) o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Ele proferiu a palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação: Agenda Estratégica para o País” na aula inaugural do ano letivo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Também participaram da solenidade o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; o reitor do ITA Reginaldo dos Santos, o ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla; o diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann; o comandante do Quarto Comando Aéreo Regional Major-Brigadeiro-do- Ar Paulo Roberto Pertusi; o vice-diretor do DCTA Major-Brigadeiro-do-Ar Alvani Adão da Silva; e o prefeito Municipal de São José dos Campos Eduardo Cury.
Após o evento, o ministro visitou o campus do DCTA e esteve num encontro reservado com a direção da instituição. Na pauta, o corte de verba imposto pelo governo federal para todos os ministérios. O contingenciamento de verba do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é de cerca de R$1,7 bilhão de um orçamento previsto de R$ 7 bilhões.
A preocupação dos militares é com a possibilidade de redução de recursos para o Programa Espacial, especialmente para o projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). A maior parte dos recursos é proveniente da pasta do ministro, por meio da Agência Espacial (AEB).
Segundo o ministro, o corte orçamentário imposto pelo governo federal a todos os ministérios não irá afetar o Programa Espacial Brasileiro. Para ele, a continuidade do projeto do VLS-1, sob a responsabilidade da Aeronáutica, e o desenvolvimento de satélites pelo Inpe são programas prioritários para Brasil. “O desenvolvimento e o lançamento de um satélite meteorológico em parceria com a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) são prioridades”, afirmou.
Para Mercadante, esse satélite deve ser lançado e irá permitir ao Brasil melhorar as previsões de tempo. “A Nasa também enfrenta corte de recursos, mas a nossa expectativa é que esse programa, que tem também a participação de outros países como Japão e Alemanha, seja executado”, disse.
No fim do dia, o ministro inaugurou o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, o primeiro em sua categoria na América do Sul, concebido para suportar as atividades de desenvolvimento de um sistema de navegação utilizado na estabilização de satélites em órbita e na orientação de um foguete no espaço.
O novo laboratório custou R$ 15 milhões financiado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e está vinculado ao projeto Sistemas de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial (SAI).
Administrado pela Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa e avaliado em R$ 40 milhões, o projeto é responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma inercial completa. O primeiro protótipo da plataforma, de acordo com o coordenador do SIA, Waldemar de Castro Leite, já está com 70% do seu desenvolvimento concluído e a previsão é que o sistema seja testado em 2012, no lançamento do foguete brasileiro VLS.
Fonte: MCT
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Os cortes no orçamento e o Programa Espacial
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Reproduzimos abaixo trecho da matéria "Pastas não sabem que despesas serão cortadas", publicada na edição de hoje (1º de março) do jornal "Valor Econômico", que trata sobre os cortes do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia. O ministro da pasta, Aloizio Mercadante, afirma que projetos estratégicos, como o Programa Espacial Brasileiro serão preservados. O projeto do satélite meteorológico GPM é também mencionado como uma das prioridades.
"O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse ontem, em São José dos Campos (SP), que espera reduzir os cortes necessários na área de recursos não reembolsáveis com a ampliação dos créditos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em R$ 1,9 bilhão.
"O ajuste fiscal é necessário e o ministério vai participar, mas nós queremos priorizar o que é estratégico. O satélite meteorológico que estamos desenvolvendo com a Nasa, por exemplo, é prioridade número um para o ministério", afirmou. No total, segundo o ministro, serão contingenciados R$ 610 milhões, que o Congresso já tinha cortado dos fundos setoriais, e outros R$ 353,6 milhões de verbas para custeio, além de deixar de receber R$ 710 milhões em emendas parlamentares.
Os projetos considerados estratégicos, como o programa espacial brasileiro, segundo ele, serão preservados. "Estamos concluindo as reformas na Base de Alcântara, que ficará pronta ainda este ano e os investimentos no projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS) também serão mantidos", afirmou Mercadante.
O investimento previsto no desenvolvimento do satélite GPM (sigla em inglês para Medida de Precipitação Global) com a Nasa, é da ordem de US$ 70 milhões. Segundo Mercadante, o governo brasileiro está pedindo à Nasa para antecipar em um ano o lançamento do satélite brasileiro, previsto inicialmente para 2015, para apoiar o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
"O grande problema com esse satélite é saber se a Nasa manterá o programa, uma vez que houve corte de US$ 18 bilhões no orçamento da agência e nós não sabemos até que ponto isso vai afetar o projeto", disse o ministro."
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Reproduzimos abaixo trecho da matéria "Pastas não sabem que despesas serão cortadas", publicada na edição de hoje (1º de março) do jornal "Valor Econômico", que trata sobre os cortes do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia. O ministro da pasta, Aloizio Mercadante, afirma que projetos estratégicos, como o Programa Espacial Brasileiro serão preservados. O projeto do satélite meteorológico GPM é também mencionado como uma das prioridades.
"O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse ontem, em São José dos Campos (SP), que espera reduzir os cortes necessários na área de recursos não reembolsáveis com a ampliação dos créditos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em R$ 1,9 bilhão.
"O ajuste fiscal é necessário e o ministério vai participar, mas nós queremos priorizar o que é estratégico. O satélite meteorológico que estamos desenvolvendo com a Nasa, por exemplo, é prioridade número um para o ministério", afirmou. No total, segundo o ministro, serão contingenciados R$ 610 milhões, que o Congresso já tinha cortado dos fundos setoriais, e outros R$ 353,6 milhões de verbas para custeio, além de deixar de receber R$ 710 milhões em emendas parlamentares.
Os projetos considerados estratégicos, como o programa espacial brasileiro, segundo ele, serão preservados. "Estamos concluindo as reformas na Base de Alcântara, que ficará pronta ainda este ano e os investimentos no projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS) também serão mantidos", afirmou Mercadante.
O investimento previsto no desenvolvimento do satélite GPM (sigla em inglês para Medida de Precipitação Global) com a Nasa, é da ordem de US$ 70 milhões. Segundo Mercadante, o governo brasileiro está pedindo à Nasa para antecipar em um ano o lançamento do satélite brasileiro, previsto inicialmente para 2015, para apoiar o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
"O grande problema com esse satélite é saber se a Nasa manterá o programa, uma vez que houve corte de US$ 18 bilhões no orçamento da agência e nós não sabemos até que ponto isso vai afetar o projeto", disse o ministro."
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
Sistemas de controle, CCDs e etc.
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Em 28 de fevereiro, será inaugurado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, construído com recursos da FINEP para apoiar atividades de desenvolvimento de sistemas de navegação e controle de satélites e veículos lançadores.
Na última sexta-feira (25), uma reportagem ("Laboratório reduz gargalo espacial") de Virgínia Silveira com informações detalhadas sobre as finalidades do laboratório e projetos do Brasil no campo de sistemas de controle aeroespacial foi publicada no jornal "Valor Econômico".
Sistemas inerciais e de controle, aliás, sempre foram o "calcanhar de Aquiles" de muitos projetos espaciais, particularmente em veículos lançadores. Por ser um item de uso dual (tanto para lançadores espaciais como mísseis balísticos), sua comercialização é muito controlada. Em julho de 2008, publicamos um pequeno artigo no blog sobre a história do desenvolvimento local e posterior compra de sistemas inerciais russos para o VLS (veja em "Sistemas Inerciais: o calcanhar-de-aquiles do VLS").
Além de sistemas de controle, existem vários itens sensíveis para o desenvolvimento autônomo de tecnologia espacial. Um exemplo crítico são os detectores CCD (Charge-Coupled device / dispositivo de carga acoplada) para câmeras óticas espaciais, que não são fabricados localmente e precisam ser importados. Para câmeras de resolução mais apurada (a partir de 5 metros), a aquisição no exterior é ainda mais difícil. Os EUA, por exemplo, costumam restringir a venda em razão de sua legislação interna (ITAR).
Alguns movimentos de consolidação entre as empresas fornecedoras de CCDs têm tornado mais difícil a compra desses componentes. A companhia inglesa E2V adquiriu várias fabricantes na Europa, como a unidade da Atmel em Grenoble, na França, em 2006, fornecedora, aliás, dos CCDs das câmeras MUX e WFI dos CBERS 3 e 4. Mais recentemente, em janeiro deste ano, o grupo britânico BAE Systems adquiriu o controle da Fairchild Imaging, fabricante norte-americana de CCDs e de outros componentes óticos.
Há algumas alternativas para as dificuldades em compra de itens críticos. Uma delas é o chamado "up-screening" que, grosso modo, consiste em utilizar técnicas de seleção de componentes eletrônicos para aproveitar componentes de uma categoria inferior, disponíveis comercialmente, por exemplo, em uma aplicação que demandaria outras de categoria superior.
Os exemplos dos sistemas inerciais e dos CCDs mostram que, se o objetivo é buscar independência e autonomia (caso do Programa Espacial Brasileiro), não basta apenas pensar nas plataformas (lançadores e satélites), mas também nos subsistemas e componentes críticos.
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Em 28 de fevereiro, será inaugurado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, construído com recursos da FINEP para apoiar atividades de desenvolvimento de sistemas de navegação e controle de satélites e veículos lançadores.
Na última sexta-feira (25), uma reportagem ("Laboratório reduz gargalo espacial") de Virgínia Silveira com informações detalhadas sobre as finalidades do laboratório e projetos do Brasil no campo de sistemas de controle aeroespacial foi publicada no jornal "Valor Econômico".
Sistemas inerciais e de controle, aliás, sempre foram o "calcanhar de Aquiles" de muitos projetos espaciais, particularmente em veículos lançadores. Por ser um item de uso dual (tanto para lançadores espaciais como mísseis balísticos), sua comercialização é muito controlada. Em julho de 2008, publicamos um pequeno artigo no blog sobre a história do desenvolvimento local e posterior compra de sistemas inerciais russos para o VLS (veja em "Sistemas Inerciais: o calcanhar-de-aquiles do VLS").
Além de sistemas de controle, existem vários itens sensíveis para o desenvolvimento autônomo de tecnologia espacial. Um exemplo crítico são os detectores CCD (Charge-Coupled device / dispositivo de carga acoplada) para câmeras óticas espaciais, que não são fabricados localmente e precisam ser importados. Para câmeras de resolução mais apurada (a partir de 5 metros), a aquisição no exterior é ainda mais difícil. Os EUA, por exemplo, costumam restringir a venda em razão de sua legislação interna (ITAR).
Alguns movimentos de consolidação entre as empresas fornecedoras de CCDs têm tornado mais difícil a compra desses componentes. A companhia inglesa E2V adquiriu várias fabricantes na Europa, como a unidade da Atmel em Grenoble, na França, em 2006, fornecedora, aliás, dos CCDs das câmeras MUX e WFI dos CBERS 3 e 4. Mais recentemente, em janeiro deste ano, o grupo britânico BAE Systems adquiriu o controle da Fairchild Imaging, fabricante norte-americana de CCDs e de outros componentes óticos.
Há algumas alternativas para as dificuldades em compra de itens críticos. Uma delas é o chamado "up-screening" que, grosso modo, consiste em utilizar técnicas de seleção de componentes eletrônicos para aproveitar componentes de uma categoria inferior, disponíveis comercialmente, por exemplo, em uma aplicação que demandaria outras de categoria superior.
Os exemplos dos sistemas inerciais e dos CCDs mostram que, se o objetivo é buscar independência e autonomia (caso do Programa Espacial Brasileiro), não basta apenas pensar nas plataformas (lançadores e satélites), mas também nos subsistemas e componentes críticos.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Capacitação do IEAv em sensores inerciais
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IEAv amplia capacitação em sensores inerciais
19/10/2010
No início de 2010, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) iniciou projeto de desenvolvimento de sensores micro-eletro-mecânicos com o Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM).
O domínio desta tecnologia permitirá a miniaturização de centrais inerciais e outras aplicações de interesse do Comando da Aeronáutica.
Entre as grandes inovações do projeto estão a alta temperatura de operação e a fusão de lâminas de semicondutores, o que permitirá a operação dos sensores em ambientes altamente hostis, como veículos lançadores, armas inteligentes e poços de petróleo do pré-sal.
Especificamente, o sensor ora em desenvolvimento é um acelerômetro miniaturizado. Estes sensores consistem em pequenas partes móveis fabricadas em semicondutores e acopladas a um controle eletrônico. As dimensões dos dispositivos são da ordem de micrometros a milímetros, dependendo dos graus de estabilidade e sensibilidade desejados.
Para fabricá-los, utilizam-se técnicas de micro e nanofabricação desenvolvidas pela indústria de microeletrônica para a fabricação de circuitos integrados.
Este esforço é financiado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência e Tecnologia, sendo que o IEAv lidera um grupo de instituições formado ainda pela Universidade de São Paulo e pelo Centro de Tecnologia de Informação Renato Archer.
O Cel. Av. Carlos Fernando Rondina Mateus, Coordenador-Geral do projeto, afirma que esta mesma tecnologia poderá ser utilizada para fabricar girômetros (sensores de rotação) miniaturizados para centrais inerciais altamente compactas, filtros de radio frequência para operação de radares, e até mesmo controlar superfícies aerodinâmicas em velocidades hipersônicas.
Com isso, o IEAv continua a contribuir decisivamente para propiciar ao País a independência tecnológica em sensores estratégicos.
Fonte: IEAv, editado pelo blog.
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IEAv amplia capacitação em sensores inerciais
19/10/2010
No início de 2010, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) iniciou projeto de desenvolvimento de sensores micro-eletro-mecânicos com o Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM).
O domínio desta tecnologia permitirá a miniaturização de centrais inerciais e outras aplicações de interesse do Comando da Aeronáutica.
Entre as grandes inovações do projeto estão a alta temperatura de operação e a fusão de lâminas de semicondutores, o que permitirá a operação dos sensores em ambientes altamente hostis, como veículos lançadores, armas inteligentes e poços de petróleo do pré-sal.
Especificamente, o sensor ora em desenvolvimento é um acelerômetro miniaturizado. Estes sensores consistem em pequenas partes móveis fabricadas em semicondutores e acopladas a um controle eletrônico. As dimensões dos dispositivos são da ordem de micrometros a milímetros, dependendo dos graus de estabilidade e sensibilidade desejados.
Para fabricá-los, utilizam-se técnicas de micro e nanofabricação desenvolvidas pela indústria de microeletrônica para a fabricação de circuitos integrados.
Este esforço é financiado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência e Tecnologia, sendo que o IEAv lidera um grupo de instituições formado ainda pela Universidade de São Paulo e pelo Centro de Tecnologia de Informação Renato Archer.
O Cel. Av. Carlos Fernando Rondina Mateus, Coordenador-Geral do projeto, afirma que esta mesma tecnologia poderá ser utilizada para fabricar girômetros (sensores de rotação) miniaturizados para centrais inerciais altamente compactas, filtros de radio frequência para operação de radares, e até mesmo controlar superfícies aerodinâmicas em velocidades hipersônicas.
Com isso, o IEAv continua a contribuir decisivamente para propiciar ao País a independência tecnológica em sensores estratégicos.
Fonte: IEAv, editado pelo blog.
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