Mostrando postagens com marcador Glonass. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Glonass. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de março de 2010

Encontro Empresarial sobre o Glonass

.
As agências espaciais do Brasil (AEB) e Rússia (Roscosmos) promoverão em 6 de abril, na capital paulista, um encontro empresarial sobre o sistema de geoposicionamento global por satélites Glonass. O objetivo do evento é apresentar a empresários brasileiros possibilidades de cooperação sobre o sistema com empresas russas.

Como noticiamos em novembro de 2009, as negociações visando a um possível envolvimento do Brasil com o programa Glonass estão relativamente avançadas, discutindo-se, inclusive, a possibilidade de fabricação, no País, de receptores terrestres (vejam as postagens "Glonass, Rússia e Brasil" e "Os russos estão chegando (no Brasil)").
.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os russos estão chegando (no Brasil)

.
A Roscomos, agência espacial da Rússia, terá a partir de 2010 dois representantes permanentes no Brasil, segundo informação recebida pelo blog de fonte bastante confiável. Os dois representantes ficarão alocados na embaixada do país, em Brasília (DF).

A decisão de alocar representantes no Brasil demonstra o interesse russo em ampliar o escopo da cooperação espacial com o País. Já há muitos anos, a Rússia coopera com o Programa VLS. O sistema inercial utilizado pelos três foguetes já construídos são de origem russa, e após o acidente do VLS-1 V03, em agosto de 2003, empresas daquele país foram contratadas para uma revisão técnica do lançador brasileiro.

A Rússia também tem colaborado fortemente para o desenvolvimento de tecnologia em propulsão líquida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Ao menos outras duas áreas atraem a atenção russa: sistemas de posicionamento global (Glonass), e comunicações. As negociações visando a um possível envolvimento do Brasil com o programa Glonass estão relativamente avançadas, discutindo-se, inclusive, a possibilidade de fabricação, no País, de receptores terrestres (vejam a postagem "Glonass, Rússia e Brasil").

Indiretamente, a Rússia também tem envolvimento espacial com o Brasil por meio da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS): grande parte dos componentes e tecnologia adotadas pelo lançador ucraniano Cyclone 4 são oriundos do país vizinho.
.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Atualizações sobre o Programa Espacial Brasileiro

.
Reproduzimos abaixo algumas informações colhidas no 9º Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado no Rio de Janeiro na semana passada, sobre projetos do Programa Espacial Brasileiro. As informações foram colhidas na apresentação do Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Himilcon Carvalho, e do Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela, ambos da Agência Espacial Brasileira (AEB), e também em conversas com outras pessoas presentes envolvidas com o programa governamental.

LIT/INPE: a infraestrutura atual do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), é, em geral, com exceção de algumas poucas áreas, capaz de atender satélites com massa na faixa de 2 a 3 toneladas. Um tipo de teste cuja estrutura deve ser ampliada em futuro próximo é o de vibração, executado por meio dos chamados "shakers". O "shaker" atual do LIT é de 160 kN, e o ideal seria ter um da ordem de 300 kN.

Participação do LIT/INPE na missão SAC-D: o satélite argentino SAC-D, da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), deve chegar ao LIT/INPE em março de 2010, onde será submetido a alguns testes. Em julho do mesmo ano, será enviado para os EUA, para lançamento a partir do final de setembro. Em apresentação feita por representante da INVAP, foi reconhecida a importância do LIT para o Programa Espacial Argentino. Existem também conversas entre o LIT/INPE e a Argentina para a realização de testes e/ou integração dos satélites geoestacionários da família ARSAT nas instalações do LIT.

MAPSAR: o projeto de construção de satélite com sensor-radar (Synthetic Aperture Radar - SAR) em conjunto com a Alemanha está na fase B (projeto detalhado da missão). A agência espacial alemã deve dar uma posição sobre a continuidade ou não da missão até dezembro deste ano. Já existem alguns países e empresas se posicionando para o caso da Alemanha não prosseguir com o projeto.

GPM: o GPM (Global Precipitation Measurement) será uma missão de meteorologia baseada na Plataforma Multimissão (PMM). O pequeno satélite deverá ter a bordo sensores para medição de precipitação. A missão está em fase de concepção, com término previsto para janeiro de 2010. A ideia é fazê-la em parceria com a França, que também alocaria recursos para o projeto.

Amazônia-1: o satélite de sensoriamento remoto baseado na PMM está em construção. A AEB espera que o seu lançamento ocorra em 2011. Ainda não existe qualquer definição sobre qual será o lançador utilizado (o Cyclone 4, embora muito mais capaz, é uma possibilidade).

SABIA-MAR: embora parceiros na área espacial há vários anos, o Brasil e a Argentina não chegaram a desenvolver um satélite conjunto. O projeto SABIA-MAR, para observação marítima, existe desde 1998, mas apenas recentemente passou a ser considerado com mais atenção. Em parte, o seu “atraso” também se deve a possibilidade, hoje descartada, da participação espanhola na missão, o que chegou a ser considerado há muitos anos. Inicialmente, desde que as discussões entre o INPE e a CONAE foram retomadas, o Brasil seria responsável pelo fornecimento da plataforma (possivelmente a PMM), enquanto que a responsabilidade pelas cargas-úteis seria argentina. Aparentemente, houve uma inversão, devendo o Brasil agora se responsabilizar pelas cargas-úteis. De todo modo, isto ainda está sujeito a mudanças, tendo em vista que o projeto ainda está em fase preliminar. A expectativa é que haja novidades no primeiro trimestre de 2010.

VLS-1: na apresentação feita pelo Diretor da AEB, um quarto voo do VLS-1 (VO4) está previsto para 2014. A plataforma do lançador brasileiro, chamada Torre Móvel de Integração (TMI) deve estar concluída já no ano que vem. “É um projeto antigo..., mas é imprescindível que o Brasil tenha uma capacidade autônoma de lançamento”, disse Carvalho.

Glonass: possibilidade de produção no Brasil de receptores do sistema russo de posicionamento por satélites Glonass. Discute-se também com a contraparte russa a instalação de uma estação de referência do sistema no País.

Cooperação internacional: num dos últimos slides da apresentação de Carvalho, foram destacados num mapa os países com os quais a AEB discute acordos de cooperação. São eles: EUA, Canadá, Uruguai, África do Sul, Espanha, Suécia, Itália, Egito, Israel e Índia. O escopo dos projetos conjuntos é bastante amplo e varia conforme o país. Destaque para aplicações relacionadas aos satélites CBERS e de outros satélites de observação terrestre. A Itália, por exemplo, se interessa em fazer uma missão SAR com o Brasil.
.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Participação do Brasil no COSPAS-SARSAT

.
FAB coloca o Brasil entre os países com tecnologia de ponta em sistema de busca

22/09/2009

A estação MEOLUT brasileira de dois canais iniciou sua operação nas instalações do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), em Brasília, no último dia 3 de julho.

O fato reveste-se de importância ímpar para o Brasil, que assume a posição como 4º país do mundo - atrás do Canadá, Inglaterra e França, a implantar a tecnologia de ponta do Sistema COSPAS-SARSAT, a primeira estação instalada no Hemisfério Sul.

O Programa COSPAS-SARSAT é um esforço conjunto internacional com o objetivo de salvar vidas através da localização de radiobalizas de emergência. Seu segmento espacial é mantido pelos quatro países fundadores – EUA, Rússia, Canadá e França – cujos satélites são dotados de processadores para localização das balizas de emergência.

O segmento terrestre - composto por Estações de Usuário Local (LUT) e Centros de Controle de Missão (MCC) – é mantido pelos países signatários, mas viável a quaisquer interessados. Assim, o funcionamento do Sistema COSPAS-SARSAT pode ser explicado da seguinte forma: uma radiobaliza de emergência é acionada, seu sinal é recebido por satélites que o retransmite para as estações em terra (LUT), que automaticamente o processam e enviam sua localização aos MCC do país responsável pela região de busca e salvamento onde a baliza acionada se encontra.

Este MCC, por sua vez, analisa e encaminha esta posição aos Centros de Coordenação de Salvamento (RCC), aeronáuticos ou marítimos, que assumem a responsabilidade por prestar o Serviço de Busca e Salvamento, em nome do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) – elo central do Sistema de Busca e Salvamento (SAR).

Como funciona hoje - Atualmente, o segmento espacial do COSPAS-SARSAT conta com dois sistemas satelitais: o de órbita polar baixa (LEOSAR) e o geoestacionário (GEOSAR).

O LEOSAR é composto por satélites cujas órbitas são baseadas nos pólos terrestres, estando a uma altitude aproximada de 1.000 km, possuem a capacidade de calcular a posição das radiobalizas de emergência através do efeito Doppler, ou seja, mantendo sua velocidade constante, são capazes de identificar a diferença na frequência ao passar próximo a uma baliza, identificando sua posição por meio de cálculos efetuados pelas LUT, que recebem esses sinais dos satélites. No entanto, para garantir a precisão da posição, é necessária, ao menos, uma segunda passagem de um dos satélites da mesma constelação.

O GEOSAR funciona como complemento ao sistema LEOSAR, uma vez que esses satélites permanecem geoestacionários a 35.800 km da Terra, cobrindo cerca de um terço da superfície terrestre. Por não estarem em movimento em relação à superfície terrestre, esses satélites somente são capazes de localizar a baliza acionada se a mesma possuir um sistema de navegação GPS acoplada ao seu transmissor. Caso contrário, assumirá a função de fornecer o alerta antecipado, cientificando o segmento terrestre de que há uma baliza acionada e que se prepare para o recebimento de novos dados a partir do LEOSAR.

Por envolver tecnologia de ponta destinada ao salvamento de vidas humanas, o Sistema COSPAS-SARSAT não pode se dar ao luxo de estacionar no tempo e, desde o seu início na década de 80, se mantém em constante evolução. O estado da arte do Sistema, tecnologia já em estado operacional, é o sistema MEOSAR.

Fique por dentro

SAR: MEOSAR

Este novo sistema emprega satélites com órbitas médias (aproximadamente 2000 km), com a capacidade de procurar por sinais de emergência em um raio muito maior em comparação com os satélites de órbita polar baixa e, por utilizar os mesmos satélites dos sistemas de navegação.

MEOLUT (Medium-Earth Orbiter Local User Terminal - Terminal de Usuário Local de Órbita Média)

São estações terrestres especialmente desenvolvidas para receber e processar os sinais captados pelos satélites MEOSAR satelital (GPS, Galileo e GLONASS), tem a previsão de formar sua constelação com um número acima da constelação LEOSAR.

A previsão é que, em 2014, qualquer ponto da superfície terrestre seja visualizado simultaneamente por, pelo menos, cinco satélites, o que provocará um salto de qualidade na precisão da localização e reduzirá sobremaneira o tempo necessário à localização da posição, contribuindo diretamente para a economia e eficiência do emprego dos meios SAR em atendimento às emergências.

Além da capacidade de utilizar o efeito Doppler, o satélite MEOSAR usará o mesmo princípio utilizado pelos aparelhos GPS para determinar a posição: a diferença de tempo na recepção do sinal de diferentes satélites visualizados ao mesmo tempo. No entanto, esse cálculo não será feito pela baliza de emergência, mas diretamente nas MEOLUT, estações terrestres especialmente desenvolvidas para receber e processar os sinais captados pelos satélites MEOSAR.

Fonte: Revista Aeroespaço, produzida pela Assessoria de Comunicação do DECEA, disponível em http://www.decea.gov.br/sala-de-imprensa/revista-aeroespaco/
.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

AEB: GT sobre geoposicionamento e navegação

.
Presidente da AEB estabelece novo grupo de trabalho sobre Geonsat

22/09/2009

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, estabeleceu, por meio da Portaria nº 164, de 15 de abril, a nova composição do Grupo de Trabalho (GT) sobre Geoposicionamento e Navegação por Satélites (Geonsat). Presidido por Raimundo Mussi, coordenador técnico científico da AEB, o grupo conta com a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores, Ciência e Tecnologia, Defesa, setor industrial e da comunidade científica.

Segundo Mussi, o grupo tem como função acompanhar a evolução e a participação brasileira nos sistemas de geoposicionamento do mundo todo. O GPS, dos Estados Unidos, o Glonas, da Rússia e o Galileo, da União Européia são exemplos desses sistemas. Outro objetivo do GT será a análise e o acompanhamento de sistemas locais de geoposicionamento e navegação por satélites, como o chinês, o japonês e o indiano.

Fonte: AEB

Comentários: existem no Brasil vários esforços paralelos relacionados a sistemas de posicionamento e navegação por satélites. Existem instrumentos de cooperação assinados com a Rússia relacionado ao sistema GLONASS (vejam a postagem "Glonass, Rússia e Brasil"), e no passado também houve discussões avançadas com países europeu visando a um possível envolvimento brasileiro no programa Galileo. Nesta mesma linha, é executado no País, com a participação da Atech e com recursos da Comissão Europeia, o Projeto Celeste.
.

domingo, 26 de abril de 2009

Tecnologia espacial russa na LAAD 2009

.
Um dos maiores destaques, senão o maior, da área espacial na LAAD 2009 foi a presença das indústrias e centros de pesquisas espaciais da Rússia, que compareceram à feira sob a liderança da International Association of Space Activities Participants (IASP), e da agência espacial russa, a Roscosmos.

Num estande de 180 m2, nove empresas e centros de pesquisas do país pioneiro na exploração espacial expuseram praticamente toda a gama russa de produtos e serviços relacionados ao espaço, como satélites científicos, de telecomunicações e observações terrestres, subsistemas e materiais, sondas interplanetárias, estações terrenas, veículos lançadores e propulsores dos mais variados portes.

Em depoimento dado a uma edição da revista russa “Air Fleet”, traduzida precariamente para o português especialmente para a LAAD, Vladimir Turdenev, embaixador da Rússia no Brasil, destacou os principais planos de cooperação: projetos conjuntos de desenvolvimento e construção de veículos lançadores com propulsão líquida; projetos de satélites de telecomunicações; e aproveitamento, desenvolvimento e evolução do sistema de posicionamento global GLONASS.

Das três áreas, as cooperações em veículos lançadores e o uso do sistema GLONASS são as mais avançadas, inclusive com atividades concretas em desenvolvimento, conforme apontou no primeiro dia da feira (14), em conferência, Vladimir Kolnoochenko, da Roscosmos. Na edição da revista “Air Fleet”, quase que inteiramente dedicada às tecnologias espaciais da ex-república soviética, foram mencionados os projetos no Brasil que envolvem empresas e centros de pesquisa russos, como atividades relacionadas à segurança e modernização do VLS-1, inclusive com uso de um estágio de propulsão líquida no lançador brasileiro, auxílio em infraestrutura para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) (plataforma do VLS-1), e formação e treinamento de especialistas brasileiros.

Em relação ao GLONASS, em novembro de 2008, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Roscosmos assinaram um instrumento de cooperação acerca do sistema (para mais informações, clique aqui). Na LAAD 2009, representantes russos fizeram questão de frisar as possibilidades, tanto de natureza tecnológica (mais resistentes a quaisquer interferências), como políticas, que o GLONASS permite aos seus usuários. Em entrevista concedida a uma publicação russa, Yuri Urlichich, projetista-chefe do GLONASS, afirmou ser patente o interesse de muitos países pelo sistema, em particular países do mundo árabe e América Latina. A razão, de acordo com Urlichich, seria o fato de que “a qualidade de dois sistemas é sempre mais alta de que a qualidade de um só sistema.”

Quanto ao satélite de telecomunicações, o interesse é no projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que também atrai as atenções de indústrias da França, Alemanha e Itália, consideradas favoritas. Outros interessados, segundo informações que chegaram ao conhecimento do blog, embora não tenham sido confirmadas, seriam indústrias do Canadá e Ucrânia, que apresentariam proposta conjunta de cooperação/construção do SGB.

Em breve, serão postadas mais informações sobre o que aconteceu em termos de tecnologia espacial na LAAD 2009. Para ler o que já foi publicado no blog sobre a feira, clique sobre os títulos a seguir: De olho no SGB, Brasil é um das prioridades da EADS Astrium em 2009, e Espaço na LAAD 2009.
.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mais sobre a cooperação espacial com a Rússia

.
Durante a visita oficial do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev ao Brasil, foi também firmada uma declaração conjunta dos Chefes de Estado dos dois países. Como de praxe, estas declarações contêm os principais pontos que envolvem as relações entre os signatários, abordados de maneira pouco detalhada. Um dos itens do ato firmado hoje trata de cooperação espacial (ver o item 13 abaixo). Foram mencionados os projetos de modernização do VLS e desenvolvimento de veículos lançadores de nova geração, navegação por satélite (vejam a nota sobre o GLONASS), treinamento de especialistas (propulsão líquida) e experimentos em microgravidade no segmento russo da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

"13. Os Presidentes reiteraram o caráter prioritário que atribuem ao uso e à exploração do espaço exterior para fins pacíficos e salientaram a disposição dos dois Governos de aprofundarem o intercâmbio nessa área de especial relevância. Os dois Mandatários manifestaram pleno apoio aos trabalhos bilaterais em curso para a moderniz$ação do Veículo Lançador de Satélites brasileiro (VLS) e expressaram sua determinação em promover a parceria tecnológica para o desenvolvimento de veículos lançadores de nova geração. Expressaram, igualmente, sua satisfação com as conversações em andamento relacionadas às áreas de telecomunicações, navegação por satélites, capacitação em áreas técnicas e de engenharia, bem como à realização de experimentos brasileiros no segmento russo da Estação Espacial Internacional. Os Presidentes consideraram de extrema importância a entrada em vigor do Acordo sobre Proteção Mútua de Tecnologias Associadas à Cooperação na Exploração e Uso do Espaço Exterior para Fins Pacíficos, o que propiciará o início da efetiva implementação dos projetos almejados pelos dois países."

Em relação à modernização do VLS, é pública e notória a colaboração de institutos e empresas russas na revisão e aperfeiçoamento do VLS-1, e desenvolvimento de uma versão híbrida, com os últimos estágios do lançador com propulsores de combustível líquido. Tal cooperação ganhou maior intensidade após o acidente com o VLS-1 V03, em maio de 2003. Antes disso, porém, já se discutia a versão híbrida do VLS-1, e inclusive, vários especialistas em propulsão do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) foram treinados na Rússia com a finalidade de apoiarem o projeto brasileiro. Quanto ao desenvolvimento de veículos lançadores de nova geração (algo equivalente ao esquecido Programa Cruzeiro do Sul), convém destacar que o governo brasileiro têm criado (ou dado) expectativas com dois diferentes projetos, um com a Ucrânia (Cyclone 5), e outro com a Rússia. Vale as questões: são projetos viáveis? Haverá recursos para as duas iniciativas? O sucesso de qualquer iniciativa dependerá da decisão, até hoje não tomada, de concentrar todos os esforços e recursos num único projeto.

O ponto mais curioso da declaração, talvez até inédito, seja a realização de experimentos brasileiros no segmento russo da ISS. Pela natureza da atividade, muito provavelmente está relacionado ao Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB). Normalmente, experimentos científicos e tecnológicos de universidades e centro de pesquisas nacionais são realizados a bordo de foguetes de sondagem construídos pelo IAE, às vezes em parceria com a entidades alemãs, com o patrocínio da AEB. Acontece que alguns experimentos precisam de um tempo maior em gravidade reduzida (minutos versus horas/dias), daí a necessidade de se contar com satélites (o russo Foton, por exemplo), vôos em ônibus espaciais (reduzidos desde o acidente com o shuttle Columbia, em 2003), e missões a bordo da ISS. Como o Brasil não está mais no projeto da ISS, perdeu todos os direitos de tempo e espaço para a realização de experimentos na estação, dependendo, portanto, de acordos com outros países. Parece ser este o caso.
.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Glonass, Rússia e Brasil

.
Foi assinado nesta quarta-feira (26), um ato genérico de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Federal Espacial da Federação da Rússia (Roscosmos) sobre o desenvolvimento e uso do sistema de posicionamento global por satélite russo, o GLONASS.

O sistema russo é equivalente ao GPS (Global Positioning System) dos Estados Unidos, e ao europeu Galileo, este último ainda não-operacional. Trata-se de cooperação apenas para o uso do sistema de navegação pelo País, não envolvendo desenvolvimento de satélites da constelação. Abaixo, segue a íntegra do ato assinado, disponível no web-site do Ministério das Relações Exteriores:

"Programa de Cooperação no Campo da Utilização e Desenvolvimento do Sistema Russo de Navegação Global por Satélite entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Federal Espacial da Federação da Rússia (Roscosmos)

A Agência Espacial Brasileira e a Agência Federal Espacial,

GUIADAS pelo Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da Federação da Rússia de Cooperação na Exploração e Uso do Espaço Exterior com Fins Pacíficos, assinado em 21 de novembro de 1997;

LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da Federação da Rússia sobre Proteção Mútua de Tecnologias Associadas à Cooperação na Exploração do Espaço Exterior para Fins Pacíficos, assinado em 14 de dezembro de 2006, e

CONSIDERANDO o desejo recíproco de ampliar a cooperação no campo do desenvolvimento e utilização da navegação por satélite e das aplicações práticas das tecnologias de navegação por satélite, empregando o Sistema Global de Navegação por Satélite russo GLONASS (doravante chamado sistema GLONASS),

Convieram o que se segue:

1. Explorar as possibilidades de criar condições de cooperação mutuamente vantajosa para o desenvolvimento e a utilização do sistema GLONASS.
2. Buscar desenvolver projetos conjuntos relativos ao desenvolvimento e utilização do sistema GLONASS.
3. Intercambiar especialistas para participar em estudos e atividades conjuntos.
4. Promover contatos entre instituições e indústrias envolvidos no setor espacial.
5. Criar um Grupo de Trabalho Conjunto, até o final do ano de 2008, para implementar o presente Programa.
6. Cada Agência será responsável pelo financiamento dos trabalhos e atividades a ela cometidos.
7. As Agências deverão realizar consultas recíprocas, em caso de necessidade, sobre assuntos de interesse comum na implementação do presente Programa.


Feito em 26 de novembro de 2008, na cidade do Rio de Janeiro, em dois exemplares originais em Português, Russo e Inglês, sendo todos os textos igualmente autênticos."
.

Cooperação Brasil - Rússia

.
O presidente da Agência Espacial russa (Roscosmos), Anatoly Perminov assinou um artigo em que defende parceria espacial entre o Brasil e a Rússia. O texto foi disponibilizado no web-site do jornal "O Estado de S. Paulo" ontem (25). Duas áreas de cooperação são mencionadas expressamente: veículo lançador de satélites e sistema de posicionamento global via satélite (GLONASS). Para ler o artigo, clique sobre o nome "Brasil e Rússia, juntos em órbita e na exploração espacial".
.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Cooperação Brasil - Rússia

.
Brasil e Rússia discutem cooperação


15/10/2008 20:48:00

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, recebeu nessa quarta-feira (15), em Brasília, o vice-presidente da Agência Espacial Russa (Roskosmos), Alexandre Medvedchikov, acompanhado do vice-diretor da Sistemas de Informação Espacial M.F.Reshetnev, Viktor Lavrov. Eles discutiram novas áreas de cooperação que podem ser firmadas entre o Brasil e a Rússia.

O representante da Roskosmos apresentou o andamento do sistema de navegação russo GLONASS. Esse sistema, segundo Medvedchikov, está sendo criado para complementar os sistemas já existentes, como o GPS americano e o europeu Galileu. “Nós criamos aparelhos de recepção que conversam com os outros sistemas de navegação. A idéia é que cada aparelho tenha pelo menos dois sistemas de navegação diferentes”, explicou.

A Rússia já lançou três satélites dessa constelação. Até o fim do ano devem ser lançados mais três, informou Medvedchikov.

Vários outros pontos de interesse em comum foram apresentados. Segundo Ganem, essas questões deverão ser trabalhadas em suas respectivas agências e discutidas na próxima reunião que deverá acontecer em novembro, durante visita oficial da delegação brasileira a Rússia.

Fonte: AEB
.

domingo, 21 de setembro de 2008

Venezuela e Cuba podem se juntar ao sistema russo GLONASS

.
Na última quarta-feira (17), o diretor da agência espacial russa (Roscosmos), Anatoly Perminov anunciou que Cuba e Venezuela poderiam se juntar ao sistema de navegação por satélites GLONASS, inicialmente desenvolvido na década de oitenta para finalidades militares.

O GLONASS é o equivalente russo do Global Positioning System (GPS) norte-americano, e do europeu Galileo, atualmente em desenvolvimento. Quando concluído, o sistema russo terá 24 satélites em órbita, com cobertura global.

Segundo o que Perminov declarou à agência de notícias russa RIA Novosti, os governos de Moscou e Havana tiveram conversas preliminares sobre a possibilidade de construir um centro espacial em Cuba. Não foram divulgados maiores detalhes sobre as possibilidades de participação da Venezuela no projeto.

Até o final deste ano, deverá ser lançado ao espaço o primeiro satélite de telecomunicações venezuelano, o Venesat-1, construído pela China. O governo daquele país também já anunciou a intenção de ter um satélite de sensoriamento remoto.

A possibilidade do ingresso da Venezuela no programa GLONASS é mais um passo de Hugo Chávez no sentido de estreitar as relações com a Rússia. A Venezuela já adquiriu bilhões de dólares em equipamentos de defesa oriundos da Rússia, e recentemente foram anunciados exercícios navais conjuntos entre as marinhas dos dois países na costa venezuelana.
.