Mostrando postagens com marcador Japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Japão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Short-list do SGDC: uma análise


No final da tarde da última sexta-feira (3), o aguardado short-list dos potenciais fornecedores do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi divulgado pela Visiona, com três nomes, alguns não esperados: a Space Systems / Loral, dos EUA; a Thales Alenia Space, da França; e a Mitsubishi Electric Corporation, do Japão.

Segundo informação obtida pelo blog Panorama Espacial, o processo de seleção se encontra agora em fase de apresentação pelos concorrentes de suas ofertas finais e melhoradas (algo conhecido pela sigla em inglês BAFO, de best and final offer). Reuniões com representantes das três selecionadas estão previstas para acontecer no decorrer da próxima semana. A expectativa é que a seleção final ocorra ainda no primeiro semestre.

Os americanos

Desde que o projeto do SGDC começou a tomar forma, há pouco menos de dois anos, a californiana Space Systems / Loral (SS/L) passou a ser citada nos bastidores como uma das grandes favoritas a fornecer o primeiro satélite, particularmente por sua reconhecida experiência e conhecimento em missões de satélites de grande porte em bandas X (Anik G1, Optus C1, XTAR-EUR, Spainsat, Optus C1, etc.) e Ka (Amazonas 3, Viasat-1, etc.), e por suas propostas economicamente agressivas. Sua competitividade financeira, aliás, é conhecida pela Star One, subsidiária da brasileira Embratel, que nos últimos anos contratou e negociou três satélites com a fabricante.

Pontos fortes: preço. A SS/L tem no mercado a imagem de oferecer preços extremamente competitivos, uma das razões pela qual detém grande parcela do mercado comercial de satélites geoestacionários de comunicações. A empresa também conta com grande experiência em satélites de bandas X e Ka, estando em vantagem em relação às outras duas finalistas quanto à missões de grande porte já desenvolvidas.

Pontos fracos: embora seja atualmente controlada pela MDA, companhia de capital canadense, a SS/L é uma empresa com sede nos EUA, estando, portanto, sujeita à legislação desse país, inclusive ao International Traffic in Arms Regulations (ITAR). Muito embora o ITAR esteja em processo de revisão e flexibilização, o pacote de transferência de tecnologia oferecido pelos americanos pode ser limitado em comparação aos de seus concorrentes.

Os franceses

A Thales Alenia Space (TAS), joint-venture do grupo francês Thales (67%) com a italiana Finmeccanica (33%) para o setor espacial, é responsável pelo fornecimento do sistema de comunicações militares por satélite do Ministério da Defesa da França, o Syracuse, que se encontra em sua terceira geração.

Durante a LAAD 2013, que aconteceu no último mês de abril, a TAS se apresentou a autoridades e partes interessadas no projeto do SGDC como uma grande player em missões de defesa e de uso dual, destacando sua participação nos sistemas de comunicações militares Syracuse (França), Sicral (Itália) e Satcom BW (Alemanha). Em missões duais, os destaques foram a missão Athena Fidus, de banda Ka, iniciativa conjunta dos governos da França e da Itália, e os mercados de exportação na Turquia, Brasil e Coréia do Sul. Seu expertise em banda Ka, tecnologia que será utilizada no SGDC, foi também mencionado, com envolvimento em mais de 20 programas desde 1991. Nathalie Smirnov, vice-presidente executiva para a unidade de telecomunicações da TAS, e Christophe Garier, da Thales International, passaram pela feira e tiveram o SGDC como um dos assuntos de suas agendas.

Veja a postagem "Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil", de outubro de 2012.

Pontos fortes: acredita-se que a proposta da TAS seja bastante competitiva em termos de transferência de tecnologia, beneficiando-se da parceria estratégica franco-brasileira firmada em dezembro de 2008. A Thales, diga-se de passagem, tem uma presença respeitável no Brasil, inclusive industrial, por meio da Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), que participa de alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro, como o CBERS e a Plataforma Multimissão (PMM), entre outros.

Pontos fracos: não há consenso em relação ao quão competitivo seria a proposta francesa em termos financeiros. Há quem diga que a TAS estaria disposta a um grande esforço financeiro para conquistar o contrato, muito embora o fator preço, associado à questão cambial (dólar versus euro) tenha tido certa importância na redução da representatividade da TAS no mercado comercial de satélites geoestacionários nos últimos anos. Aliás, preço foi um dos principais motivos que levaram à dolorosa perda do Star One C3 para a Orbital Sciences Corporation, dos EUA, no final de 2011.

Em conversas reservadas com pessoas que acompanham a concorrência, chegou-se a mencionar um possível prejuízo à proposta francesa em razão do apoio de Paris ao candidato derrotado à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o mexicano Herminio Blanco, em detrimento de Roberto Azevêdo, candidato brasileiro, eleito em 7 de maio. Em artigo no "Valor Econômico" de 30 de abril, o jornalista Sérgio Leo, citando fontes governamentais, lembrou que os países europeus com maior resistência à candidatura brasileira são, exatamente, os que têm grandes interesses em negócios na área de defesa com o Brasil, inclusive a França.

Os japoneses

Para alguns, a seleção da japonesa Mitsubishi Electric Corporation (Melco) para a fase final do processo foi uma surpresa (embora não a maior). Todavia, fato é que desde o final de outubro de 2012 a Melco já era citada como uma forte competidora, "jogando com uma oferta mais agressiva."

Pontos fortes: os japoneses desejam ampliar a cooperação espacial com o Brasil, tendo realizado alguns encontros e workshops com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os interesses passam por meios de monitoramento de desastres naturais, Observação Terrestre e, logicamente, satélites de comunicações. A tecnologia espacial japonesa, em particular a de satélites, é também conhecida por sua qualidade e confiabilidade.

Pontos fracos: durante muito tempo, a tecnologia espacial japonesa foi considerada no mercado como cara, uma grande barreira para a sua penetração no mercado. Ainda assim, nos últimos anos a Melco conquistou alguns contratos, como o dos satélites Turksat 4A/B, da Turquia, em março de 2011, que contarão com transpônderes em banda Ka. Outro ponto eventualmente lembrado sobre os japoneses são suas restrições legais (sendo flexibilizadas) e pudor acerca da exportação de sistemas de defesa. Apesar do satélite não seja uma arma em si, fato é que o SGDC terá utilidade militar, servindo o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa. A Melco faz parte do grupo Mitsubishi, controlador da Mitsubishi Aircraft Corporation, que desenvolve uma família de aviões regionais que compete diretamente com a família dos E-Jets da Embraer (controladora da Visiona), aspecto não principal, mas que pode vir a ter algum valor, especialmente considerando-se o fato de que a SS/L e a TAS não são concorrentes diretas da Embraer.
.

sábado, 4 de maio de 2013

Short-list do SGDC


A Telebras informou nesta sexta, 3, que a Visiona Tecnologia Espacial S/A (empresa da qual a estatal de telecomunicações é sócia com 49% do capital, ao lado da Embraer) pré-selecionou as empresas Mitsubishi Electric Corporation (Melco); Space Systems/Loral; e Thales Alenia Space no processo de escolha para o fornecedor do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Trata-se do projeto de um satélite de comunicação e uso militar programado para 2015. Segundo o comunicado, essa primeira pré-seleção considerou requisitos técnicos, operacionais, econômicos e de transferência de tecnologia. Segundo o comunicado, "a próxima etapa será a final e seguirá as especificações da Telebras, operadora do satélite, bem como do Termo de Referência elaborado pelos ministérios das Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação".

O projeto do SGDC prevê um satélite com capacidade de operação em banda Ka e banda X. Na banda Ka, que será usada para comunicação de dados pela Telebras, serão 39 spots de 450 km e 10 spots de 900 km de cobertura. Ao todo, a parte de comunicação do satélite terá capacidade de 100 Gbps.

Fonte: Teletime

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cooperação Brasil - Japão

AVANÇA A COOPERAÇÃO ESPACIAL BRASIL-JAPÃO

Brasília, 22 de abril de 2013 – Autoridades do Brasil e do Japão da área espacial, reunidos na Agência Espacial Brasileira (AEB), em 18 de abril, trataram de dois temas concretos de interesse para ambos os países: cooperação bilateral para o uso das tecnologias espaciais na gestão de desastres naturais e formação de especialistas para o Programa Espacial Brasileiro.

Na primeira parte do encontro, os dois países apresentaram seus programas espaciais. O Japão tem grande experiência na gestão de desastres naturais. Sua proposta de cooperação no uso das tecnologias espaciais foi bem recebida pelos brasileiros. Os detalhes dessa cooperação serão discutidos em novas reuniões, a serem realizadas regularmente pelos dois países.

Acordou-se, também, que o Brasil enviará pesquisadores ao Japão dentro do plano “Brazilian Space Capacity Building Iniciative” (em tradução livre, Iniciativa Brasileira para a Formação de Especialistas na Área Espacial), da AEB, que tem total apoio do Programa Ciências sem Fronteiras. Especialistas japoneses também deverão vir ao Brasil ministrar cursos na área espacial. O objetivo é formar mão de obra qualificada, principalmente em tecnologias críticas ainda não dominadas pelo país.

Participaram da reunião o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio de Souza; o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel; e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, da AEB.

Também estiveram presentes representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD); do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, (CEMADEN); do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); do Ministério das Relações Exteriores (MRE); da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL); da Agência Nacional de Águas (ANA); e da Universidade de Brasília (UnB).

Representando o Japão, participaram representantes do Escritório Nacional de Política Espacial do Japão (que coordena todo o programa espacial japonês), da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA, sigla em inglês), da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA, sigla em inglês), da Universidade de Wakayama, da Universidade Internacional para a Formação de Missões (UNIFORM) e da Embaixada do Japão.

Fonte: AEB
.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cooperação Brasil - Japão


Brasil e Japão discutem cooperação na área de desastres naturais

07/01/2013 - 18:44

Fortalecer a Estratégia Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais. Esse é o objetivo do projeto que vem sendo alinhavado pelo Brasil e pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para melhorar a capacidade brasileira de avaliar e reduzir riscos, aperfeiçoar o monitoramento e conduzir pesquisa e desenvolvimento (P&D) sobre desastres naturais. As possíveis cooperações na área foram discutidas nesta segunda-feira (7) pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e pelo presidente da Jica, Akihiko Tanaka.

Questões como a possibilidade de criação de um sistema de observação da terra voltado para os desastres naturais, além do intercâmbio entre estudantes e pesquisadores pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal, e de oportunidade de estágio em empresas para bolsistas fizeram parte das discussões. “Esse programa vai até 2015 e é um instrumento que podemos utilizar na nossa cooperação tanto para enviar esses estudantes como para realizar intercâmbio entre especialistas de alto nível”, frisou o ministro Raupp.

Em seu pronunciamento, Akihiko informou que a área de desastres naturais e a cooperação com o Brasil são consideradas prioridades para o governo japonês e reforçou a intenção em ampliar a relação com o Brasil nesse campo. “Já temos cooperação com o país e queremos ampliar e estreitar ainda mais”, disse.

Participaram do encontro o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério, Carlos Nobre, a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais da pasta, embaixadora Carmem Moura, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), Agostinho Ogura, o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério de Relações Exteriores, Ademar Seabra, e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, entre outros.

Modelo

O secretário Carlos Nobre ressaltou a histórica relação com a Jica na área de mudanças do clima, estudos em florestas tropicais e, recentemente, em desastres naturais. A própria criação do Cemaden, comentou ele, segue modelo implantado pelo Japão ao adotar uma estrutura técnico-científica à parte e de suporte ao sistema de defesa civil.

“Hoje o Cemaden conta com 100 funcionários e 30 doutores e cientistas”, informou Nobre aos japoneses ao destacar o esforço do governo brasileiro, que desenvolveu programas e ações específicas para a área, e a nova percepção da sociedade sobre a vulnerabilidade do país, diante da seca e das chuvas –especialmente, após a maior tragédia natural, ocorrida há dois anos, na região serrana do Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 900 pessoas.

Agostinho Ogura falou da trajetória do Cemaden, que foi criado por decreto presidencial em julho de 2011 e passou a operar 24 horas por dia, monitorando 56 municípios em áreas de risco, em dezembro. “Foi um recorde técnico-científico”, avaliou. Ogura também ressaltou o interesse em firmar parcerias com instituições de outros países.

Para o diretor do centro, o Japão é um país de referência na gestão de risco de desastres naturais, onde se montou uma estrutura de obras de proteção, prevenção, redução de riscos, monitoramento e alertas em função da ocorrência em seu território dos principais desastres naturais – tanto de natureza geológica (como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas) quanto de natureza meteorológica (chuvas torrenciais, deslizamentos e enxurradas).

“Então essa cultura japonesa é milenar. É um país consolidado sob o ponto de vista de como lhe dar com os desastres, tanto na área técnico-científica e no entendimento dos cenários de risco, quanto na possibilidade de uso de tecnologias e de organização do sistema público para atuar na questão do desastre”, frisou. “Eles têm muito a contribuir com o Brasil.”

Cooperação Brasil-Japão

Em 2008, o governo japonês instituiu o programa Parceria em Pesquisa Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa de apoio a pesquisas conjuntas de ponta com instituições congêneres de países em desenvolvimento. O Programa de Cooperação Técnica do Japão no Brasil é conduzido pela Jica e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, por meio da transferência de conhecimento e tecnologia japoneses a instituições brasileiras.

Entre as parcerias estão atividades nas áreas de biocombustíveis, produção de soja, estudo sobre a dinâmica do carbono na região amazônica, para o desenvolvimento de tecnologia na área agrícola e para diagnóstico de infecções por fungos em pacientes com Aids e para o estudo de cenários futuros de mudança do clima. O projeto para Fortalecimento da Estratégica Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais prevê a parceria, além do MCTI, com o Ministério das Cidades e com o Ministério da Interação Nacional.

Fonte: MCTI
.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

SGDC: RFP prestes a ser enviado


De acordo com reportagem divulgada ontem (15) pelo Teletime, portal especializado em comunicações, citando informações dadas pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, o termo de referência para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está com o comitê diretor, que deve se reunir até o final da semana para aprová-lo e enviá-lo aos potenciais fornecedores do satélite.

Segundo o artigo, após o envio das solicitações de propostas, conhecidas pela sigla RFP (do inglês, request for proposals), deve ser dado um prazo de dois ou três meses para os fabricantes apresentarem suas ofertas, e cerca de um mês e meio para a análise e contratação. Assim, o contrato para a aquisição do SGDC poderia ser assinado no primeiro trimestre de 2013, informação em linha com a obtida e divulgada pelo blog Panorama Espacial na semana retrasada.

Favoritismo japonês?

Ainda segundo a reportagem, a companhia Mitsubishi, do Japão, é considerada pelo mercado como a grande favorita para levar o contrato do primeiro satélite, "pois [os japoneses] estariam jogando com uma oferta mais agressiva."

A informação é curiosa, pois, em teoria, ainda não são conhecidos os termos financeiros e mesmo o nome de cada um dos potenciais participantes da concorrência. Além do mais, outro aspecto que merece ser considerado são as restrições japonesas que, desde a Segunda Guerra Mundial, impõem severas restrições para a exportação de equipamentos e sistemas de defesa. Como é sabido, o SGDC terá também aplicações militares, provendo capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.

Por outro lado, o interesse do Japão em se fixar como parceiro espacial na América do Sul não é recente, e tem havido significativos esforços nos últimos tempos. No início do mês, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, esteve em Tóquio para reuniões com empresas do setor aeroespacial.
.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Avanços chineses na Venezuela e Bolívia


Na Venezuela, VRSS-1 em órbita no final de setembro...

O VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satélite), também conhecido como Francisco Miranda, primeiro satélite de observação da Venezuela, pode ser colocado em órbita já a partir de 30 de setembro, segundo divulgou o governo venezuelano.

"O satélite conta com três sementos e dentro de poucos dias será lançado... A data está programada para 30 de setembro aproximadamente ou para os primeiros dias de outubro... Estamos lançando... 53 profissionais estão capacitando o pessoal venezuelano", afirmou representante do governo em entrevista concedida ao jornal local "El Universal".

O satélite está sendo construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China, dentro de um contrato turn key (entrega em funcionamento em órbita) no valor de 140 milhões de dólares. A CGWIC foi também responsável pela construção e entrega em órbita do primeiro satélite de comunicações da Venezuela, o Venesat-1 (ou Simon Bolívar), lançado em outrubro de 2008.

...E na Bolívia, 33% do Tupac Katari já foi concluído

A estatal CGWIC também é responsável pela construção do primeiro satélite de comunicações da Bolívia, similar ao modelo adquirido pela Venezuela. O satélite boliviano, que se chamará Tupac Katari, já teve 33% de sua construção concluída, segundo informações da Agência Boliviana Espacial (ABE), reproduzidas pelo website Infoespacial.

"Temos que informar à opinião pública que o cronograma está sendo cumprido, o lançamento do satélite está previsto para 20 de dezembro de 2013 e se avançou em torno de 33% [de sua execução]", explicou Iván Zambrana, diretor da ABE.

O Tupac Katari, também contratado em base turn key, em 2010, tem custo estimado em 300 milhões de dólares, dos quais 250 milhões estão sendo financiados pelo Banco de Desenvolvimento da China.

Paralelamente à construção do Tupac Katari, os bolivianos já consideram um segundo satélite, para observação terrestre, seguindo o exemplo venezuelano. O satélite, de órbita baixa, seria utilizado para o monitoramento dos recursos naturais, numa iniciativa que poderia ser desenvolvida, segundo afirmou o representante da ABE, em conjunto com o Japão.

Órgãos governamentais e indústrias japonesas ligadas ao setor espacial visitaram vários países sul-americanos, inclusive o Brasil, no ano passado, em esforços para projetos conjuntos de cooperação e prospecção de negócios.

"O novo satélite é apenas uma ideia no papel, enão se tem o valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou o diretor da ABE, destacando, no entanto, que seu custo seria inferior ao do projeto do Tupac Katari.

Colômbia e Peru também querem satélites próprios

Em linha com o processo de "satelitização" do continente sul-americano, os governos da Colômbia e do Peru também têm demonstrado interesse em contar com satélites de observação, juntando-se ao Brasil, Argentina, Chile e Venezuela, que já dispõem e/ou desenvolvem projetos nesse campo. Eventualmente, surgem na imprensa local desses dois países informações sobre discussões para a aquisição de pequenos satélites junto à companhias europeias.
.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cooperação Brasil - Japão: GPM

.
Brasil propõe ao Japão cooperar na área de desastres naturais

01/02/2012

O Diretor Executivo da Agência Espacial Japonesa (JAXA), Dr. Hideshi Kozawa, proferiu a principal conferência do Seminário Brasil-Japão sobre Cooperação Espacial, que reuniu mais de 50 pessoas no auditório da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília, nesta quarta-feira pela manhã. A palestra envolveu as principais áreas do Programa Espacial do Japão, em plena execução hoje, e, em especial, suas muitas janelas de oportunidade para cooperação internacional.

O encontro foi aberto oficialmente pelo Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Himilcon de Castro Carvalho, em nome do Presidente interino da Agência, Thyrso Villela, que se encontra em missão ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão. A condução do evento coube ao Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.

Presente ao encontro, o Embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, notou: “As relações entre o Japão e o Brasil evoluíram de uma relação bilateral para uma parceria mais ampla, no âmbito internacional”. E lembrou dois programas de sucesso que ultrapassaram as fronteiras de ambos os países: a ampla difusão conquistada pelo sistema Nipo-Brasileiro de TV digital e a cooperação triangular com a África no campo da segurança alimentar. Enfatizando a inovação realizada pelo setor industrial, ele frisou: “As descobertas e conhecimento da indústria espacial irão adicionar valor a toda a cadeia de suprimentos.”

Tanto Himilcon quanto Monserrat reforçaram a proposta concreta feita pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, quando, na tarde desta terça-feira, recebeu no MCTI a comitiva japonesa, liderada pelo Dr. Kozawa: o Brasil está pronto a iniciar entendimentos visando examinar a possibilidade e viabilidade de um ambicioso projeto de cooperação para a construção conjunta de um satélite destinado a compor a constelação GPM (Global Precipitation Measurement – Medição da Precipitação Global), dentro de um horizonte maior de ampliação do sistema nacional de alerta, prevenção e mitigação de desastres naturais.

Em princípio, segundo a sugestão brasileira a ser estudada pelas partes, o proejto cobriria toda uma cadeia de atividades colaborativas essenciais, desde a formação (capacity building) de recursos humanos especializados, a pesquisa e desenvolvimento, as soluções tecnológicas mais apropriadas à situação brasileira, até a criação de produtos e serviços industriais. Presume-se que um projeto desta relevância e magnitude, certamente, estaria à altura das maiores conquistas da cooperação Brasil-Japão.

Integraram também a comitiva japonesa os seguintes altos funcionários da JAXA: Mr. Toru Fukuda, Diretor de Pesquisa em Observação da Terra, do Diretório de Missões de Aplicações Espaciais; Ms. Akiko Sukuki, Gerente do Grupo de Colaboração Industrial Espacial; e Ms. Mariko Harada, do Departamento de Assuntos Gerais.

Nesta quinta-feira, no INPE, em São José dos Campos, a partir das 14h, a AEB e o Consulado Geral do Japão, de São Paulo, promovem outro Seminário Brasil-Japão de Cooperação Espacial, desta feita especialmente dedicado às instituições e às empresas espaciais da região. Mais de 20 empresas foram convidadas para o encontro.

Fonte: AEB, via José Monserrat Filho
.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cooperação Brasil - Japão

.
Brasil e Japão discutem cooperação espacial

31-01-2012

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Embaixada do Japão, em Brasília, realizarão, amanhã, a partir das 9h30, o Seminário sobre a Cooperação Espacial Brasil-Japão, que terá como ponto principal a conferência do Diretor-Executivo da Agência de Exploração Espacial do Japão (JAXA), Hideshi Kozawa. Ele abordará os seguintes temas:

1) Programa Espacial do Japão e os mais recentes exemplos de como proteger o meio ambiente e reduzir o impacto dos desastres naturais por meio do uso de satélites de observação da Terra e de satélites de comunicação;

2) A cooperação internacional do Japão e as aplicações industriais dos conhecimentos e tecnologias espaciais;

3) As possibilidades de cooperação espacial Brasil-Japão com parcerias entre os setores público e privado dos dois países, bem como de cooperação com países sul-americanos no uso dos conhecimentos espaciais;

O papel das joint ventures e a colaboração entre instituições de pesquisa científica e tecnológica também fará parte dos assuntos tratados. Após a exposição de Kozawa, os participantes do seminário poderão fazer comentários, formular questões, esclarecer dúvidas, apresentar propostas e debater os temas da conferência.

O objetivo é fomentar amplo intercâmbio de ideias que resultem em possíveis projetos concretos em áreas espaciais de interesse dos dois países.

Fonte: AEB
.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cooperação Brasil - Japão

.
Presidente da AEB recebe comitiva japonesa para avaliar futuras cooperações

12-12-2011

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, recebeu na última quinta-feira (08/12), na sede da Agência, uma comitiva japonesa chefiada pelo ministro da carreira ciplomática do Japão, Masahiro Takasugi. O tema da conversa foi a possibilidade de crescimento das cooperações entre os países.

Para ampliar a discussão ficou acertado que o presidente da AEB irá ao Japão, em fevereiro ou março para participar do seminário de cooperação Brasil-Japão. No encontro, também ficou acertada a vinda do diretor-executivo da Japan Aeroespace Exploration Agency (Jaxa), Mr. Hideshi Kozawa, que pretende conhecer os institutos envolvidos no programa espacial e a indústria aeroespacial brasileira.

A comitiva japonesa revelou, ainda, que o país tem interesse na construção do satélite geoestacionário de comunicações. Além deste empreendimento, os asiáticos vislumbram, para o futuro, o desenvolvimento conjunto de Microssatélites. O programa de satélites de pequeno porte contemplaria áreas como agricultura, monitoramento florestal e monitoramento de desastres naturais.

A possibilidade de envio de mão de obra brasileira para capacitação em terras nipônicas e a contratação de profissionais daquele país para trabalhar no Programa Espacial Brasileiro foi outro assunto abordado. Segundo o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, este intercâmbio de especialistas e estudantes será fundamental para o Programa Espacial Brasileiro. “Poderemos dar um salto de qualidade quando os nossos cientistas se especializarem nos principais centros de excelência em espaço. Os japoneses, que estão nesse grupo de países, demonstraram nesta reunião, o interesse de receber os profissionais brasileiros”, conta Monserrat.

O programa “Ciências Sem Fronteiras” é uma iniciativa do governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional.

O projeto prevê a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos. Ele é fruto do esforço do Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio de suas respectivas instituições de fomento - Capes e CNPq -, e secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

Fonte: AEB
.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cooperação Brasil - Japão

.
Delegação acadêmica japonesa discute micro/nanosatélite com a AEB

22-09-2011

Uma delegação japonesa composta por representantes da embaixada, do setor acadêmico e de pesquisa foi recebida, ontem (21/09), na Agência Espacial Brasileira (AEB), pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento (Dsad), Thyrso Villela, e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional (ACI), José Monserrat Filho. O tema principal do encontro foi a possibilidade de desenvolvimento conjunto de micro/nanosatélites.

Segundo a comitiva japonesa a miniaturização de satélites já é uma tendência mundial por dois aspectos. O primeiro deles é o baixo custo de fabricação. Enquanto os de médio-grande porte podem custar algo em torno de US$ 200 a US$ 500 milhões, os de pequeno porte estão na faixa de US$ 2 a US$ 5 milhões, o que representa um centésimo do preço.

Outra vantagem é o tempo de desenvolvimento e fabricação dessa classe de satélite. Eles levam cerca de um ano e meio a dois anos para serem concluídos, algo em torno de um quinto do necessário para a finalização dos de médio porte.

Para a delegação, com estas vantagens, será possível lançar uma quantidade maior de satélites com custo reduzido, conformando uma rede de satélites que monitore determinada aéreo em tempo real em caráter quase que permanente. O grupo também acredita que esse programa permitirá a capacitação de recursos humanos para o setor espacial.

O programa de satélites de pequeno porte contemplaria áreas como agricultura, monitoramento florestal e monitoramento de desatres naturais. O desenvolvimento conjunto não se restringeria aos artefatos, mas abrangeria todos os sistemas envolvidos no seu emprego como: recepção e análise de imagens.

Durante a reunião, também foi discutida a possibilidade de uma cooperação sul-sul visando a montagem de uma rede de cooperação na área de micro/nanosatélites para emprego em diversas áreas. Essa rede global de monitoramento, que deverá cobrir a América Latina e outros países tropicais, contará não somente com satélites de pequeno porte, mas também com os de médio porte (portadores de radares), como o Asnaro e o ALOS2.

A comitiva fez, ainda, um convite ao Brasil para participar do projeto Uniform, que consiste em um programa de universidades japonesas para a capacitação de jovens engenheiros de outros países.

A visita da delegação já estava prevista em conformidade com as prioridades para cooperação entre os dois países, assinada em 2010, durante a III Reunião da Comissão Mista Japão-Brasil de Cooperação em Ciência e Tecnologia, realizada em Brasília.

Participaram do encontro o representante da Universidade de Wakayama, Hiroaki Akiyama e o representante da Next Generation Space System Technology Research Association, Yuki Saito.

Fonte: AEB
.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cooperação Brasil - Japão: balões estratosféricos

.
Observatório estratosférico

14/12/2010

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançará, em Cachoeira Paulista (SP), o Fair Infrared Telescope Experiment (Fite), balão estratosférico que será usado para observar o universo em comprimentos de onda de infravermelho distante. O lançamento está previsto para até o dia 20 de dezembro.

O novo experimento foi desenvolvido por grupos das universidades de Osaka e Nagoya (Japão), liderado por Hiroshi Shibai, e foi financiado pela Sociedade Japonesa para o Desenvolvimento da Ciência, com participação da Agência Espacial Japonesa (Jaxa). O lançamento será feito com apoio da Coordenação de Estudos Espaciais e Atmosféricos do Inpe.

De acordo com José Williams Vilas Boas, pesquisador da Divisão de Astrofísica do Inpe, o primeiro voo será um teste para validar a tecnologia. “O experimento pode ser visto como um protótipo, em teste de validação, para um satélite a ser lançado no futuro. E lançamentos de balões desse porte permitem aprimorar técnicas de lançamento de balões estratosféricos que poderão ter várias aplicações em astronomia e astrofísica”, disse à Agência FAPESP .

O balão deverá alcançar altitude de 37 a 40 quilômetros e transportará cerca de 2 toneladas, incluindo a gôndola e equipamentos que serão utilizados para observar o Universo em comprimentos de onda entre 150 e 250 mícrons, com capacidade de identificar objetos muito pequenos cujas dimensões angulares são da ordem de segundos de arco.

“Observações na região de infravermelho distante continuam sendo muito importantes para as pesquisas astronômicas contemporâneas, particularmente para o estudo da distribuição de gás e poeira em nossa galáxia, de formação de estrelas e de sistemas planetários, bem como para o sensoriamente remoto da alta atmosfera terrestre”, disse.

Nessa primeira fase de lançamento do Fite, o planeta Netuno foi selecionado como alvo principal, por ser brilhante na banda infravermelha e por ter vários segundos de arco de tamanho, tornando-se assim um alvo muito bom para avaliar o sistema. Também poderão ser observadas uma estrela em estágio avançado de evolução e uma protoestrela embebida em um casulo de gás e poeira.

Segundo Vilas Boas, com o lançamento do observatório espacial Hershel, da Agência Espacial Europeia, em 2009, a resolução espacial dos instrumentos embarcados operando no infravermelho distante chegou a aproximadamente 9 segundos de arco.

“Mas não houve um grande progresso até agora no sentido de explorar detalhes de objetos de dimensões angulares muito pequenas ou detalhes da estrutura dos corpos celestes mais extensos”, disse.

O Fite será lançado no Setor de Lançamento de Balões (SLB) do Inpe, em Cachoeira Paulista. Mas a depender de fatores como tempestades, velocidade dos ventos em grandes altitudes ou a necessidades de ajustes técnicos, o teste poderá ser adiado para o início de março. “Não podemos correr o risco de lançar com incertezas”, disse Vilas Boas.

Fonte: Agência FAPESP, 14/12/2010.
.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Japão: satélite 'econômico' para mercados emergentes

.
Japão vai desenvolver satélite econômico em parceria com empresas

19/11/2010 - 11h13

DA FRANCE PRESSE

O Japão está desenvolvendo um satélite de monitoração cujo custo deve ser equivalente a um quinto do preço dos equipamentos atuais. A meta é ampliar a participação japonesa em mercados emergentes.

Ministério de Comércio anunciou que vai formar parcerias com empresas para desenvolver até 2012 o satélite, que pode ser usado em ajuda humanitária e para outros fins.

A NEC, que participou do desenvolvimento da sonda Hayabusa, responsável pela coleta de amostras de um asteroide, será uma delas.

Egito, Brasil, Indonésia, Tailândia, Dubai e Cazaquistão serão os mercados visados pelos japoneses.

O satélite econômico custará cerca de US$ 120 milhões e será capaz de monitorar o impacto de desastres naturais e mapear regiões florestais.

Fonte: Folha Online

Comentários: o valor mencionado para o satélite, de US$ 120 milhões, não é dos mais competitivos para satélites de monitoramento terrestre. Embora de tecnologia bastante avançada, a indústria espacial japonesa desenvolve e fabrica engenhos espaciais (satélites, sondas e lançadores) considerados bastante caros, o que explica a pequena penetração do país asiático no mercado espacial mundial.

No final de agosto, uma comitiva japonesa esteve no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), para discutir num workshop possíveis parcerias no setor espacial ("Cooperação Brasil - Japão: mais sobre o workshop"). No início desse mês, a agência espacial japonesa (JAXA) firmou com o INPE uma carta de intenções para o uso de imagens do satélite radar ALOS.
.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Acordo entre INPE e JAXA para imagens radar

.
INPE e JAXA assinam carta de intenções para utilização do satélite ALOS

08/11/2010

Em Tóquio, nesta segunda-feira (8/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, e Keiji Tachikawa, presidente da JAXA, a agência aeroespacial do Japão, assinaram carta de intenções para a utilização dos dados do satélite japonês ALOS, que leva a bordo o radar PALSAR, no monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.

A parceria deve agregar a tecnologia japonesa – o radar que permite a observação através das nuvens – à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo INPE.

O Instituto já vem utilizando os dados PALSAR em estudos na Amazônia e deve incorporar a tecnologia a seus sistemas regulares de monitoramento da região.

Além do encontro com o presidente da JAXA, o diretor do INPE cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.

Fonte: INPE

Comentário 1: o acordo com a agência espacial japonesa parece ser mais um esforço do INPE no sentido de dispor de imagens radar para o imageamento da Amazônia. Como o blog tem eventualmente abordado, os sistemas de monitoramento do desmatamento na região amazônica (DETER e PRODES) não dispõem de imagens SAR. Recentemente, o INPE firmou com a empresa italiana Telespazio outro acordo de cooperação visando estudos de imagens SAR para a região amazônica (veja aqui).

Comentário 2: o INPE não será a primeira entidade governamental brasileira a usar imagens do ALOS. Em julho de 2009, o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) adquiriu imagens do satélite japonês (veja a postagem "Imagens SAR para o SIPAM").
.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Satélites no Estadão de hoje

.
O jornal "O Estado de S. Paulo" de hoje (29) publicou algumas reportagens sobre a tecnologia brasileira no monitoramento terrestre por satélites. Uma matéria principal destaca que o Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), "exportará" seu expertise no monitoramento de desmatamento da floresta amazônica para técnicos da África e América do Sul, graças a parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jaica), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

As reportagens podem ser lidas clicando-se sobre os títulos abaixo:

"Brasil vai exportar vigilância de florestas"

"Satélites em hora extra, alerta para a Amazônia"

"África usará imagens de parceria Brasil-China"

"País quer monitorar agricultura do espaço"

Ponto interessante abordado por um dos textos, citando Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do INPE, é que a partir de 2011, o Instituto passará a usar imagens de radar produzidas pelo satélite japonês Alos. Imagens geradas pelo mesmo satélite já são usadas pelo SIPAM e IBAMA.

As imagens radar, capazes de penetrar as nuvens e assim visualizar o solo em qualquer horário e sob quaisquer condições de tempo, são justamente uma das maiores deficiências dos programas brasileiros de monitoramento do desmatamento, aspecto que, talvez, pudesse até mesmo ser melhor explorado nas reportagens do "Estadão".

O Brasil busca de algum modo atender essa necessidade, como a aquisição de imagens do satélite Alos, parceria com a italiana Telespazio para pesquisas com dados de radar para a Amazônia, e o projeto do satélite próprio MAPSAR.
.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cooperação Brasil - Japão: mais sobre o workshop

.
No último dia 22, o blog divulgou a realização do workshop com empresas e centros de pesquisa japonesas (ver a postagem "Cooperação Brasil - Japão"). Hoje (24), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou uma notícia sobre o evento, reproduzida abaixo:

Brasil e Japão discutem no INPE parcerias na área espacial

24/08/2010

Nos dias 26 e 27 de agosto, políticas e programas da indústria espacial do Japão e do Brasil serão discutidos durante workshop no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

O evento é promovido em parceria pelo INPE, Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão e Sociedade de Companhias Aeroespaciais do Japão (SJAC, na sigla em inglês).

O “Japan-Brazil Space Sector Workshop” tem como objetivo promover o entendimento dos projetos em andamento na área e expandir as colaborações já existentes entre instituições governamentais e empresas de ambos os países. Esta troca possibilita a identificação de áreas de interesse mútuo e pode gerar cooperações futuras.

O workshop será aberto por João Braga, vice-diretor e coordenador dos Centros Regionais do INPE. Em seguida haverá uma palestra de Himilcon de Castro Carvalho, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Durante os dois dias de workshop especialistas brasileiros e japoneses de instituições governamentais e privadas apresentarão alguns de seus principais projetos ligados à área espacial. Confira aqui a programação completa do workshop.

Fonte: INPE
.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cooperação Brasil - Japão

.
Nos próximos dias 26 e 27, acontece no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), o “Japan-Brazil Space Sector Workshop”, evento que tem por objetivo aprofundar os entendimentos mútuos sobre o status atual das indústrias espaciais dos dois países e expandir a cooperação com instituições governamentais e indústrias. O workshop é promovido pelo INPE, Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, e a Sociedade de Companhias Aeroespaciais do Japão (SJAC, sigla em inglês).

Cerca de trinta representantes do governo e de indústrias japonesas como a NEC Corporation, Mitsubishi, IHI Corporation e Hitachi, entre outras, participarão do workshop. Do lado brasileiro, haverá apresentações de representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), INPE, Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Star One, e outros institutos governamentais.
.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

INPE na Amazônia

.
INPE inaugura na Amazônia centro para difusão internacional de tecnologias de monitoramento

01/07/2010

Em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) capacitará técnicos de vários países para o monitoramento por satélite de florestas tropicais. Para isso, nesta quinta-feira (1º/7), durante a cerimônia de inauguração da sede própria do CRA, o INPE formalizou três acordos com organismos de cooperação internacional e instituições nacionais e estrangeiras.

Com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) foi assinado acordo para a realização de nove cursos que serão ministrados em inglês, francês e espanhol ao longo de três anos – entre 2010 e 2013.

Já a carta de entendimento firmada entre o INPE e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) permitirá a capacitação de equipes técnicas dos países da América do Sul por onde se estende a floresta, tornando possível que a cobertura florestal da região possa ser totalmente monitorada, a exemplo do trabalho feito pelo INPE na Amazônia Legal Brasileira há mais de 20 anos.

E a parceria com o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), da França, resultará na distribuição de imagens de satélite para pesquisas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil por meio do Programa SEAS Brasil, lançado oficialmente durante a cerimônia em Belém.

Conduzida pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, que assinou os acordos com Katsuhiko Haga, representante-chefe da JICA, e embaixador Mauricio Dorfler, da OTCA, a cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio de Abreu Monteiro, entre outras autoridades regionais, representantes das instituições do Japão e da França, gestores e cientistas do INPE e de órgãos técnico-científicos da Amazônia.

“A inauguração deste prédio traduz o desejo do INPE de contribuir com o desenvolvimento sustentável, não somente da Amazônia, mas de toda região tropical”, concluiu Cláudio Almeida, do CRA/INPE.

Monitoramento global

O INPE está firmando parcerias para oferecer sua experiência de mais de duas décadas no monitoramento da Amazônia, assegurando a transferência das tecnologias para processamento das imagens e manipulação de grandes bancos de dados, a todos os países interessados em implementar sistemas de monitoramento de alteração da cobertura florestal.

Os cursos de capacitação serão realizados no CRA/INPE, em Belém, que assim se tornará um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Os técnicos estrangeiros aprenderão a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo INPE para seus programas de monitoramento e que estará disponível gratuitamente.

Baseado em imagens de satélites, o monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo INPE é reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Com 22 anos de história, o PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de Km² todos os anos. O resultado do PRODES revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo DETER motivou a criação do DEGRAD. Toda esta tecnologia desenvolvida no Brasil está acessível para o monitoramento global de florestas tropicais, a partir do CRA/INPE.

INPE Amazônia

O Centro Regional da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRA/INPE) iniciou suas atividades em janeiro de 2009, em Belém, onde nesta quinta-feira está sendo inaugurado o prédio que abrigará o Laboratório para Monitoramento Global das Florestas Tropicais por Satélites. O CRA/INPE também terá uma Estação de Recepção de Dados de Satélites, em Boa Vista, e um Núcleo de Monitoramento Ambiental do INPE, em Manaus.

O CRA também irá apoiar atividades de campo e de mapeamento realizadas pelo INPE na região amazônica, mantendo infraestrutura de coleta e processamento de dados em suas instalações. Ao aprimorar o conhecimento em geotecnologias na Amazônia, esta nova unidade do INPE deverá se tornar um centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais.

Fonte: INPE
.

terça-feira, 29 de junho de 2010

CRA/INPE: cooperação internacional

.
CRA/INPE anuncia em Belém parceria com instituições do Brasil, Japão e França

29/06/2010

Nesta quinta-feira (1º/7), às 10 horas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inaugura no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, em Belém (PA), as instalações próprias do Centro Regional da Amazônia (CRA).

Durante a cerimônia de inauguração será formalizado acordo entre INPE, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) para capacitar técnicos de outros países a monitorar florestas tropicais por satélite, como faz o INPE na Amazônia há mais de 20 anos.

Na ocasião também será lançado um programa em parceria com o Instituto de Recherche por le Développement (IRD), da França, que permitirá a distribuição de imagens do satélite SPOT para pesquisas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Instalado em 2009 na capital paraense, o CRA/INPE funcionou por cerca de um ano nas dependências da Embrapa Amazônia Oriental.

Fonte: INPE
.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cooperação Brasil - Japão

.
Reproduzimos abaixo um extrato de termo de cooperação, publicado na edição do Diário Oficial da União de hoje (04), firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com um instituto de pesquisa da Agência de Exploração Espacial do Japão (JAXA), sobre balões estratosféricos:

"EXTRATO DE TERMO DE COOPERAÇÃO

Espécie: Programa de Cooperação RD nº 01.01.010.0/2010.
Partícipes: Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT, por intermédio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, CNPJ nº 01.263.896/0005-98 e o Instituto de Espaço e Ciência Astronáutica (ISAS), da Agência de Exploração Espacial do Japão (JAXA). Objeto: O objetivo do programa é estabelecer uma cooperação entre o INPE e ISAS/JAXA em suporte a experimentos técnicos e/ou científicos utilizando balões estratosféricos no Brasil. As atividades a serem desenvolvidas no contexto do Programa incluirão cooperação científica e técnica entre pesquisadores do Japão e do Brasil, permitindo avanços técnicos e científicos para ambos os países. Vigência: de 01/04/2010 até 01/04/2015. Data da assinatura: 01/04/2010. Assinaturas: Pelo INPE: Gilberto Câmara Neto - Diretor CPF nº 019.351.598-95, e pelo ISAS/JAXA: Dr. Junjiro Onoda - Diretor-Executivo."
.

terça-feira, 2 de março de 2010

Campanha do Projeto GPM em Alcântara

.
Campanha científica em Alcântara irá aperfeiçoar modelos de previsão de chuva

02/03/2010

Começou nesta segunda-feira (01/03), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, a campanha científica “GPM 2010 Chuva”, com o objetivo de estudar a formação das gotas de chuva de “nuvens quentes”. O objetivo é aperfeiçoar modelos de previsão de tempo e a estimativa da precipitação a partir de dados de satélites meteorológicos.

O experimento, previsto para encerrar no dia 20 de março, faz parte do programa internacional Global Precipitation Measurement (GPM; em português, Medidas Globais de Precipitação), liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa) e do Japão (Jaxa). Instituições de pesquisa do País colaboram com o GPM-Brasil (http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=gpm), lançado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em 2004, para fomentar a participação brasileira no programa que visa compreender o papel das chuvas em nível global.

Alcântara (MA) foi escolhida pela facilidade logística do CLA, mas também porque grande parte da precipitação na região está relacionada à formação de nuvens quentes, isto é, sem formação de gelo. A expectativa é de que a melhor compreensão deste regime de chuva resultará no aperfeiçoamento dos modelos de precipitação com dados obtidos por satélites em operação e também por aqueles que farão parte do GPM.

A campanha tem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e organização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A coordenação científica está sob a responsabilidade do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mais de 50 especialistas participam do experimento, entre técnicos e pesquisadores.

Entre as instituições estrangeiras, participam da campanha a Nasa, Colorado State University, dos Estados Unidos e a University of Bonn, da Alemanha. Do lado brasileiro, além do INPE e DCTA, participam o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da USP, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Instituto Tecnológico SIMEPAR, Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME).

Os resultados preliminares da campanha serão apresentados em junho deste ano em Helsinque, na Finlândia, no Workshop Global Precipitation Measurement (GPM) Ground Validation (Validação de Solo). Os dados coletados serão discutidos com o intuito de validar medidas de instrumentos que serão levados a bordo dos satélites do programa GPM. O projeto prevê sete satélites. Está em análise pela AEB a possibilidade de o Brasil participar do programa com o desenvolvimento de um satélite, com uso da Plataforma Multimissão (PMM), projeto do INPE.

Durante a campanha, serão utilizados os seguintes instrumentos: um radar polarimétrico, do CLA, para medidas de precipitação e de estrutura de nuvens; um avião Bandeirante, da UECE, para dados sobre gotas de nuvens; um micro-radar e um radiômetro avançado de microondas, ADMIRARI, da University of Bonn, radiômetros de microondas passivo, radar de laser LIDAR, GPS, do INPE, e disdrômetros (para distribuição do tamanho das gotas de chuva), da Nasa, para compreender a micro-física das nuvens.

Fonte: INPE
.