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sexta-feira, 3 de março de 2017

SGDC: preparativos continuam

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Começa segunda etapa de preparação para o lançamento do SGDC

SGDC foi carregado com elementos combustíveis para o lançamento e funcionamento no espaço. Nos próximos dias, equipamento será integrado ao veículo lançador no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

03/03/2017

O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou na segunda fase de preparação com o carregamento dos elementos combustíveis do equipamento, que deve ir à órbita em 21 de março, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana.

“O procedimento ficou a cargo da Arianespace. Está correndo tudo bem”, afirma o gerente de Engenharia e Operações de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanha as atividades no centro de Kouru.

Nos próximos dias, o SGDC passará pela fase final de preparação para o lançamento ao espaço. O satélite brasileiro será acoplado ao veículo lançador Ariane VA 236, junto com um equipamento sul-coreano que será levado no mesmo módulo.

O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento deve ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.

O SGDC vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka, que representa 70%, será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.

Parceria

O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além da empresa Visiona.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).

Fonte: MCTIC, via AEB.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SGDC em testes na Guiana Francesa

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Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento

Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.

17/02/2017

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.

O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.

Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.

Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.

Transporte

O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.

Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.

Parceria

O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.

O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.

Fonte: MCTIC, via AEB.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CLBI: rastreio de missão do Ariane 5

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Foguete Ariane é rastreado pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno

16/02/2017

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) realizou com sucesso na noite de terça-feira (14.02) o rastreamento do veículo Ariane VA-235, lançado do Centro Espacial Guianês (CSG), em Kourou, na Guiana Francesa. O veículo foi lançado às 19h38 (horário brasileiro de verão) sendo monitorado pela Estação Natal durante a fase propulsada e nos momentos críticos de separação dos dois primeiros estágios.

Os processos operacionais de rastreamento são de alta complexidade, envolvendo grande número de profissionais, engenheiros e técnicos, do CSG e do CLBI, e conta com a participação direta de 41 servidores do CLBI. No apoio logístico, após a reestruturação da Força Aérea, as Operações contam com o suporte do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), disponibilizando recursos e meios para o fiel cumprimento do exercício operacional que caracteriza atividade fim do CLBI.

Segundo o adjunto do coordenador de Telemedidas, engenheiro Irineu Alexandre Silva Júnior, a alta cadência de rastreamento eleva a qualidade e a eficiência dos processos operacionais: “A gestão dos recursos humanos em seu aprimoramento técnico, associada à qualidade operacional e de manutenção dos equipamentos, garante a confiança necessária para a execução de todo planejamento inerente à operação”. Ele acrescenta, ainda: “O cronograma geral dos eventos é seguido em toda sua plenitude, com destaque para o ensaio técnico, repetição geral, lançamento e transferência dos dados para o Centro de Tratamento de Dados de Telemedidas na Guiana Francesa e Toulouse – França”, avalia o adjunto.

O veículo Ariane VA-235 transportará para órbita geoestacionária dois satélites de telecomunicações. O satélite SKY Brasil-1 proverá sinal de TV para Brasil e América Latina. Além deste, o engenho transportará o satélite TELKOM-35 responsável por expandir os serviços da empresa TELKOM na Indonésia.

A “Estação que não pára” já se prepara para o próximo rastreamento com previsão no calendário operacional para o dia 21 de março. De acordo com a coordenadora da seção de Interface (SICC), engenheira Maria Goretti Dantas, o lançamento do VA-236 tem um caráter particular para todos os brasileiros e, em especial, para os servidores do CLBI que participarão da campanha que levará à órbita o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC): “Será uma campanha especial, pois estaremos envolvidos diretamente na atividade que trará à sociedade brasileira resultados diretos em qualidade de comunicações e segurança”.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SGDC embarca para a Guiana Francesa

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Satélite Geoestacionário embarca para Guiana Francesa

13/02/2017

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) embarcou, nesta segunda-feira (13), em direção ao Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado ao espaço no dia 21 de março. O equipamento saiu da cidade francesa de Cannes, local onde foi construído pela empresa Thales Alenia e supervisionado por engenheiros e especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Defesa, da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.

O transporte do satélite é feito por um modelo Antonov – avião russo de alta capacidade de carga. O voo deve durar cerca de seis horas, com aterrisagem prevista para as primeiras horas desta terça-feira (14).

“Naquele avião vão o empenho, a energia e a inteligência de muitos profissionais, que aguardam pelo lançamento e pelo sucesso do satélite. É uma importante etapa que está sendo concluída. Um momento de grande satisfação, que pode ser comemorado por todos”, afirmou o engenheiro da Telebras Sebastião Nascimento, que aguarda a chegada do SGDC na Guiana Francesa.

Provedor de serviços

O SGDC vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país. O projeto é fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 15 anos.

“Com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais”, afirmou o ministro Gilberto Kassab, em recente visita ao Comando de Operações Espaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.

Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, aos sistemas de telecomunicações militares e à absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. O equipamento deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.

Fonte: MCTIC
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

SGDC pronto para o embarque

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Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa

São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.

A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.

A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.

A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:

- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
-  Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
-  Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
-  O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.

Fonte: Thales Alenia Space.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CLBI inicia atividades com rastreamento do Soyuz

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CLBI inicia atividades com rastreamento do Soyuz

31/01/2017

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), por meio da Seção de Telemedidas, realizou na última sexta-feira (27.01) o rastreamento do Veículo Soyuz VS-16, lançado da Base Espacial Europeia de Kourou, na Guiana Francesa.

O lançamento ocorreu às 23h (horário brasileiro de verão) e teve a finalidade de colocar em órbita geoestacionária o satélite de telecomunicações Hispasat 36W-1 com previsão de vida útil de 15 anos. O satélite atuará na zona de cobertura da Europa, Ilhas Canárias e América do Sul, compondo uma cadeia de rastreamento que envolve cinco estações para os veículos lançados a leste.

A principal função operacional da Estação Natal ocorreu 6 minutos e 49 segundos após a decolagem, com a aquisição dos sinais transmitidos pelo veículo, tratamento e envio de dados ao Centro Espacial Guianês. Na cadeia de rastreamento, a Estação Natal atua em momento crítico do voo – separação dos três estágios e da coifa –, sendo operacionalmente a única Estação responsável pela coleta das informações transmitidas pelo veículo durante a fase propulsada, ratificando a importância dos serviços prestados.

Operações 2017 – O calendário operacional do CLBI no ano de 2017 prevê uma alta taxa de ocupação: oito operações de rastreio em prol da Agência Espacial Europeia (ESA), somadas às operações nacionais (lançamento e rastreio) no CLBI e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Nesta elevada cadência de rastreamento, ressalta-se a elevada capacidade operacional e prontidão da Estação ao ter início a Operação Ariane VA235 dois dias após a finalização da Operação Soyuz VS-16.

Segundo a coordenadora da Estação de Telemedidas, engenheira Maria Goretti Dantas, o planejamento e execução das operações seguem um cronograma rígido para garantir a confiabilidade e a segurança necessárias ao sucesso das missões: “Concluímos a Operação do Soyuz e já estamos pensando nos ensaios e nas cronologias para a próxima Operação Ariane”.

Ela acrescenta ainda que durante um período as duas operações recebem atenção da equipe de engenheiros e técnicos da Estação: “Alguns profissionais finalizam a operação com a confecção dos relatórios e envios administrativos à ESA, enquanto outros profissionais acompanham os processos da operação subsequente”.

Na análise do diretor do Centro, considerando a nova Concepção Estratégica da Força Aérea Brasileira para consolidar a eficácia das atividades operacionais e administrativas, a primeira atividade operacional do CLBI focando a atividade fim, com o apoio do Grupamento de Natal (GAP-NT) na execução logística da Operação, foi um sucesso: “Ajustamos os procedimentos internos e recebemos do GAP-NT todo apoio logístico necessário que garantiu a qualidade da Estação, nesse primeiro evento operacional, na nova configuração da Força Aérea que prioriza a atividade fim de suas organizações militares”.

Lançador Soyuz

A família de lançadores Soyuz, de fabricação russa, assegura os serviços de lançamento confiáveis desde o início da pesquisa espacial. Atualmente, os veículos desta família, que colocaram em órbita o primeiro satélite e o primeiro homem, contabilizam um total de 1.865 lançamentos.

O Soyuz é utilizado para voos habitados ou não, em proveito da Estação Espacial Internacional, para os lançamentos do governo da Rússia e também para voos comerciais dentro do programa Arianespace da União Europeia. O primeiro lançamento a partir de Kourou ocorreu em 24 de junho de 2003, transportando o satélite O3B sendo o primeiro de uma rede de quatro satélites a oferecer serviços de internet de alta velocidade para clientes dos mercados emergentes em todo o mundo.

Fonte: AEB.
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domingo, 29 de janeiro de 2017

Arianespace e sua primeira missão de 2017

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A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.

O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.

O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.

O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).

Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.

Próximas missões

A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).

Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

CLBI: “A Estação que não para”

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CLBI finaliza atividades operacionais com rastreamento do Veículo Ariane

22/12/2016

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, finalizou, nesta quarta-feira, (21.12), as atividades operacionais de 2016 com o rastreamento do Veículo Ariane VA234. O veículo foi lançado a partir do Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa, às 18h30, horário de Brasília.

O Ariane transportou como carga embarcada, dois satélites de comunicações, o JCSAT-15 e o STAR ONE. O primeiro será usado nos serviços de TV no Japão, assim como nas comunicações de transferências de dados marítimos e de aviação para a Oceania e Oceano Índico. O segundo vai expandir os serviços da Embratel no Brasil e na América Latina, garantindo a oferta de sinais de áudio, TV, rádio e dados e internet.

No CLBI, a operação de rastreamento mobilizou, durante o ensaio técnico e a cronologia real de rastreamento, 48 servidores, entre técnicos e engenheiros. Das estações que compõem a cadeia de rastreamento, a de Natal é a única operada por profissionais de nacionalidade diferente das que integram a Agência Espacial Europeia (ESA).

O CLBI compõe uma cadeia de rastreamento de veículos lançados à leste, juntamente com Galliot, na Guiana Francesa; Ascension, no Atlântico Sul; Libreville, no Gabão e Malindi, no Quênia; tornando-se imprescindível a participação operacional da Estação Natal por ser a única estação rastreadora durante a fase propulsada do veículo.

De acordo com o coordenador de telemedidas, o engenheiro Clécio de Oliveira Godeiro, o rastreamento do VA234 foi um sucesso e a Estação cumpriu todos os requisitos exigidos nos protocolos operacionais: “Como todos os cinco rastreamentos realizados neste ano, a condição operacional foi plena, sendo os dados do foguete processados, analisados e enviados em tempo real para o Centro Espacial Guianês”, afirmou.

O diretor do CLBI, o coronel Paulo Junzo Hirasawa, destacou o valor de encerrar o calendário operacional de 2016 com a qualidade e a excelência que ratificam os processos operacionais da Organização. “Encerramos as atividades operacionais garantindo o fiel cumprimento do Acordo Internacional firmado entre o CLBI e a ESA nos processos de rastreamento, gravação, decomutação e entrega segura dos dados provenientes do veículo”.

Junzo ainda acrescentou que o apoio às atividades de lançamento e rastreamento remoto às Operações no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e a condução das Operações Astros e Barreira, certificaram a condição estratégica do Centro no exercício da missão institucional.

Estação Natal – A “Estação que não para” é rótulo que define a Estação de Natal (Telemedidas) por nunca ser desligada. Isso é praticado em todas as estações da Agência Espacial Europeia distribuídas ao longo de alguns Continentes. Essa característica é definida pela necessidade de tê-la permanentemente energizada e mantida sob condições controladas de temperatura e umidade relativa. Sistemas de alarmes em pontos estratégicos permitem a vigilância dos diversos parâmetros durante 24 horas, garantindo a minimização da quantidade de anomalias sobre os sistemas, elevando, consequentemente, a confiabilidade da Estação.

Uma segunda interpretação de “A Estação que não para”, decorre de sua alta taxa de utilização, tanto pelo Centro Espacial Guianês, quanto pelo CLBI, na elevada cadência operacional.

Ao longo dos 37 anos de cooperação internacional com a ESA, o CLBI realizou o rastreamento de veículos que levaram mais de 350 satélites, sejam para órbitas baixas, para as órbitas de transferências geoestacionárias ou para órbitas interplanetárias. Entre os destaques estão a Missão Rosetta, referenciada por sua complexidade e notoriedade.

Fonte: CLBI, via AEB.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Star One D1 em órbita!

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Foi realizado com sucesso no início da noite de terça (21), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o sétimo e último voo este ano do lançador Ariane 5, tendo colocado em órbita dois satélites de comunicações, o Star One D1, da brasileira Embratel Star One, e o japonês JCSAT-15, da operadora SKY Perfect JSAT Corp.

"Com o Star One D1, a Arianespace lançou todos os satélites da Embratel Star One desde 1985 - um total de 11 unidades, e faz apenas um ano desde que lançamos o Star One C4, da Embratel", afirmou em nota o diretor-presidente da Arianespace, Stéphane Israël, destacando o relacionamento de cerca de trinta anos entre a provedora europeia e a operadora brasileira.

O Star One D1, construído pela Space Systems Loral (SSL), dos EUA, estenderá a oferta de capacidade em banda C, bem como trará novas capacidades nas bandas Ku e Ka para a América Latina, complementando os serviços oferecidos pelo Brasilsat B4, lançado em 1994. Trata-se do primeiro satélite da quarta geração da Star One, e também o maior (6.433 kg) e mais capaz satélite já construído para a companhia brasileira - são 70 transpônderes no total.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Star One D1: lançamento este mês

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Está previsto para o dia 20 de dezembro, em Kourou, na Guiana Francesa, o 11o lançamento da Arianespace este ano, e o 7o do lançador Ariane 5, que levará a bordo dois satélites: o Star One D1 (imagem acima), para a brasileira Embratel Star One, e o JCSAT-15, para a companhia japonesa Sky Perfect JSAT Corportion.

Pela segunda vez este ano, a Arianespace transportará dois satélites construídos pela Space Systems Loral (SSL), dos EUA, num mesmo voo do Ariane 5.

O Star One D1, primeira unidade da quarta geração de satélites da Star One, será a 11a carga útil da operadora brasileira lançada pela Arianespace, e o 60o artefato construído pela SSL orbitado pela provedora de lançamentos europeia. O satélite será inserido na posição 84o, Oeste, permitindo cobertura do Brasil, Américas Latina e Central, México e Caribe.

O satélite, de grande porte, disporá de transpônderes em banda C, Ku e Ka e atenderá os segmentos de telecomunicações, transmissão de TV, banda larga, acesso a internet e outros serviços como inclusão digital.
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sábado, 19 de novembro de 2016

Ariane 5: 75º sucesso consecutivo

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A operadora europeia Arianespace realizou com sucesso no último dia 17 o lançamento de quatro satélites da constelação de navegação Galileo, em missão que marcou o 75º sucesso consecutivo do lançador Ariane 5, superando o recorde de seu antecessor, o Ariane 4.

Esta foi a nona missão realizada pela Arianespace em 2016, sendo a sexta do Ariane 5, todas executadas do centro espacial guianês, em Kourou, na Guiana Francesa. O Ariane 5 realizou 75 lançamentos de 2003 a 2016, tendo inserido em órbita 149 cargas úteis governamentais e civis que, somadas, superam a massa de 623 toneladas. Tais marcas confirmam a posição do modelo como o mais confiável lançador em operação no mercado comercial.

A sétima e última missão do Ariane 5 este ano, prevista para a segunda quinzena de dezembro, terá a bordo o satélite brasileiro Star One D1, da Star One, do grupo Embratel. Para o início de 2017 também está planejado o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), da Telebrás e Ministério da Defesa.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

PerúSAT-1 em órbita

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O PerúSAT-1, primeiro satélite de observação do Peru foi lançado com sucesso por um foguete Vega na noite do último dia 15. A missão marcou também a primeira vez desde a sua entrada em operação comercial que o Vega, desenvolvido na Itália, lançou num único voo duas cargas úteis de clientes fora do mercado europeu - além do satélite peruano, estavam a bordo quatro satélites de observação da Terra Bella, uma empresa pertencente ao Google.

Construído em tempo recorde - menos de 24 meses, o PerúSAT-1 ocupará uma órbita baixa, a uma altitude de 695 km, tendo capacidade de produzir imagens com até 70 cm de resolução, o que o tornará o mais capaz satélite da América Latina. Suas imagens serão utilizadas para agricultura, planejamento urbano, controle de fronteiras e combate ao narcotráfico, ações em desastres naturais, entre outras finalidades.

Formalizado em contrato anunciado em abril de 2014, o programa peruano inclui ainda a construção do Centro Nacional de Operaciones de Imágenes Satelitales del Perú (CNOIS), que abrigará o segmento terrestre de controle, recepção e processamento dos dados do satélite, um amplo pacote de absorção tecnológica por meio do treinamento de engenheiros e técnicos peruanos, além do fornecimento de imagens geradas por satélites óticos e radares da constelação própria da Airbus Defence and Space.
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sábado, 10 de setembro de 2016

PerúSAT-1 pronto para o lançamento

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O PerúSAT-1, primeiro satélite de observação peruano, está pronto para o lançamento a partir de Kourou, na Guiana Francesa, informou na última sexta-feira (09) o seu fabricante, o grupo europeu Airbus Defence and Space. O voo, a bordo de um lançador italiano Vega, operado pela Arianespace, está programado para a noite do dia 16 de setembro.

Construído em tempo recorde - menos de 24 meses, o satélite ocupará uma órbita baixa, a uma altitude de 695 km, tendo capacidade de produzir imagens com até 70 cm de resolução, o que o tornará o mais capaz satélite da América Latina. Suas imagens serão utilizadas para agricultura, planejamento urbano, controle de fronteiras e combate ao narcotráfico, ações em desastres naturais, entre outras finalidades.

De acordo com informações divulgadas pelo fabricante, após a sua colocação em órbita, técnicos da Airbus Defence and Space verificarão a abertura dos painéis solares e posicionamento em relação ao Sul, além de conduzir uma série de testes e operações que incluem a transferência do artefato para a sua órbita operacional, aquisição das imagens imagens, dentre outros. Tais ações serão realizadas a partir do Centro Nacional de Operaciones de Imágenes Satelitales (CNOIS), construído em Pucusana, ao sul de Lima, como parte do contrato firmado com a Airbus. A expectativa é que, uma vez lançado, o satélite esteja plenamente operacional e sob o controle de técnicos peruanos até o final deste ano.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

PerúSAT-1 a caminho de Kourou

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O PerúSAT-1, desenvolvido e construído pela europeia Airbus Defence and Space para a Agência Espacial do Peru (CONIDA), foi enviado hoje (05) para o centro espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa, de onde deverá ser lançado ao espaço em 16 de setembro. Dentro das próximas semanas, o satélite será submetido a etapas finais de preparação para o lançamento, que será realizado pelo foguete Vega, operado pela Arianespace.

Primeiro satélite de observação do Peru, o PerúSAT-1 foi construído em torno de uma plataforma AstroBus-S, compacta e altamente flexível. Contará com um sensor ótico com resolução de 70 centímetros, a mais avançada da América Latina. O modelo, que terá massa próxima de 400 kg e será posicionado a 694 km de altitude, foi construído em menos de dois anos, e produzirá dados para gestão de áreas terrestres, controle de fronteiras e combate ao tráfico de drogas. Suas imagens poderão também ser utilizadas para apoio e gestão de missões humanitárias e em casos de desastres naturais, como enchentes, incêndios florestais, deslizamentos e erosões.

Formalizado em contrato anunciado em abril de 2014, o programa do PerúSAT-1 inclui ainda a construção do Centro Nacional de Operaciones de Imágenes Satelitales del Perú (CNOIS), que abrigará o segmento terrestre de controle, recepção e processamento dos dados do satélite, um amplo pacote de absorção tecnológica por meio do treinamento de engenheiros e técnicos peruanos, além do fornecimento de imagens geradas por satélites óticos e radares da constelação própria da Airbus Defence and Space.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ariane 5: 70º sucesso consecutivo

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Foi realizado na noite de ontem (27), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o 70º lançamento consecutivo bem sucedido do lançador europeu Ariane 5, operado pela Arianespace.

O foguete levava a bordo um satélite de comunicações de nova geração da operadora Intelsat. Ressaltando a confiabilidade do lançador, François Auque, chefe de Sistemas Espaciais da Airbus Defence and Space, prime-contractor do Ariane 5, afirmou em nota: "Este primeiro voo bem sucedido de 2016 destaca mais uma vez a extraordinária confiabilidade do lançador europeu AriAne 5, um dos maiores e mais complexos sistemas de lançamento do mundo."

A missão teve duas características interessantes: envolveu a colocação em órbita de um único satélite de comunicações por um mesmo Ariane 5, o que é um contraste em relação à configuração típica deste lançador, com duas cargas úteis para missões para órbitas de transferência geoestacionária; e também foi o primeiro voo realizado pela empresa no mês de janeiro desde 2002 (na época, um Ariane 4), período que, por suas características climáticas, raramente permite lançamentos de Kourou.

2016 deverá ser um ano bastante movimentado para a Arianespace. Ao todo, a empresa planeja executar 11 missões ao longo deste ano, abrangendo voos do Ariane 5 (até 8 lançamentos, um recorde), do russo Soyuz e do italiano Vega, de médio porte.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Argentina: ARSAT-2 em Kourou

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Já se encontra no centro espacial da Guiana Francesa, em Kourou, o satélite de comunicações argentino ARSAT-2, que deve ser colocado em órbita ainda este ano.

O ARSAT-2 é o segundo de três satélites geoestacionários que estão sendo projetados, construídos e operados a partir da Argentina, com o objetivo de aumentar a capacidade em comunicações do país latino-americano, além de garantir o mesmo nível de qualidade de conexão entre as diferentes regiões do país. A Arianespace lançou o primeiro satélite, ARSAT-1, a bordo de um Ariane 5, em outubro do ano passado.

A família ARSAT é construída pela estatal INVAP, com as europeias Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space sendo fornecedoras chave de subsistemas e componentes. A operação dos satélites é responsabilidade da ARSAT, empresa criada pelo governo com o objetivo estratégico de implementar políticas governamentais nos setores de comunicações, transmissão de dados e internet.

O ARSAT-2 deve subir ao espaço no próximo mês de setembro, na quinta missão do Ariane 5, que também levará a bordo um satélite geoestacionário australiano.
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Star One C4 em órbita!

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O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.

O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.

Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
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domingo, 12 de julho de 2015

Star One C4: lançamento esta semana

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Está previsto para a próxima quarta-feira (15), o lançamento do Star One C4, satélite de comunicações da Star One, empresa do grupo Embratel. O satélite da empresa brasileira, construído pela Space Systems / Loral (SSL), dos Estados Unidos, terá como "companheiro" de missão o europeu MSG-4, de meteorologia.

A colocação em órbita estará a cargo da Arianespace, que utilizará seu lançador Ariane 5, voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta missão terá alguns significados importantes: será o decimo satélite da operadora brasileira lançado pela Arianespace, e o 50º satélite construído pela SSL lançado pela companhia europeia.

O Star One C4 contará com 48 transpônderes em Banda Ku, garantindo a oferta de serviços como transmissão de vídeo e Internet diretamente aos usuários, além de telefonia em localidades remotas. Com massa total de 5.635 kg, terá vida útil estimada em 15 anos.

Para mais informações, veja o "launch kit" disponibilizado pela Arianespace.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Alcântara:cooperação com EUA ou Rússia?

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Rússia e EUA competem por parceria espacial com Brasil

Da REUTERS

Brasília/São Paulo - Os Estados Unidos e a Rússia estão disputando um papel estratégico no plano brasileiro de lançar satélites comerciais de sua base de Alcântara, no Maranhão, abrindo uma nova frente de rivalidade entre os dois países na busca de aliados e influência.

O governo espera escolher nos próximos meses um parceiro para ajudar a fornecer tecnologia, disseram à Reuters três fontes com conhecimento das negociações.

Ao longo da última década, o Brasil estabeleceu uma parceria com a Ucrânia para desenvolver um veículo de lançamento em Alcântara, mas encerrou o programa em fevereiro, dizendo que os problemas financeiros da Ucrânia a impossibilitam de fornecer foguetes, tal como prometido.

A presidente Dilma Rousseff irá selecionar um novo parceiro baseada em uma variedade de fatores, incluindo as relações diplomáticas do Brasil e a qualidade da tecnologia em oferta, disseram fontes a par do tema.

Uma parceria para satélites não estará na agenda quando Dilma visitar a Casa Branca em 30 de junho, informaram autoridades dos dois países.

Mas o teor da visita, que marca a reaproximação entre Brasil e EUA dois anos após uma crise nas relações decorrente dos programas de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) norte-americana, pode influenciar a decisão brasileira, disse uma fonte.

“Se tudo correr bem, os norte-americanos estarão bem posicionados para conquistá-lo”, declarou a fonte, uma ex-autoridade brasileira que participou de reuniões sobre a questão dos satélites.

A localização de Alcântara é especialmente atraente para parceiros em potencial. Satélites que orbitam o Equador não têm que viajar muito para se posicionarem, o que reduz o gasto com combustível em até um quinto em comparação com outras localidades.

A empresa europeia de transporte espacial Arianespace, que detém metade do mercado mundial de lançamento de satélites em órbita geoestacionária, usa uma plataforma de lançamento em Kourou, na vizinha Guiana Francesa.

Não está claro exatamente que forma a próxima parceria do Brasil irá tomar. Pelo acordo anterior, a Ucrânia entrava com a tecnologia para construir os foguetes Cyclone-4 conjuntamente com o Brasil, que era responsável por fornecer as instalações de lançamento.

Frustradas com décadas de atrasos e contratempos, as autoridades brasileiras disseram que podem repensar totalmente os termos de sua próxima parceria.

“Nós tínhamos feito a opção da Ucrânia. Esse programa se mostrou inconsistente”, declarou o ministro da Defesa, Jaques Wagner, à Reuters. Ele disse que o Brasil conversaria “com qualquer país”, incluindo os Estados Unidos, para levar um satélite brasileiro ao espaço.

SALVAGUARDAS

O histórico traumático de Alcântara inclui um acidente em 2003, quando uma explosão e um incêndio destruíram um foguete de fabricação nacional e mataram 21 pessoas. O desastre pôs fim aos planos do Brasil de construir seus próprios foguetes e o levou a procurar a Ucrânia.

Uma série de países trabalhou com o Brasil em questões espaciais. Nas duas últimas décadas, a China empregou seus foguetes e sua plataforma de lançamento para conduzir aos céus cinco pequenos satélites que o Brasil usa para monitorar a agricultura, o meio ambiente e a Floresta Amazônica.

Em 2014, na esteira do escândalo de espionagem da NSA, desencadeado pelos documentos vazados pelo ex-prestador de serviços Edward Snowden, o Brasil escolheu a empresa aeroespacial francesa Thales ao invés de uma rival norte-americana para construir um satélite geoestacionário que será lançado pela Arianespace da Guiana Francesa em 2016.

O Brasil ainda precisa de um parceiro de peso para alcançar seu objetivo de lançar um satélite de Alcântara. A tecnologia para o satélite e o foguete que espera obter nessa parceria daria ímpeto à sua indústria aeroespacial.

Se o Brasil escolher os EUA, a Boeing será beneficiada, já que, além de aeronaves, fabrica foguetes e satélites e tem laços com a principal empresa aeroespacial brasileira, a Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais.

O diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, declarou à Reuters que a Rússia está interessada em cooperar com o Brasil e que está “na vanguarda” da tecnologia espacial.

Ele afirmou que os EUA, maior fonte mundial de peças de satélite, também são uma possibilidade, embora tenha reconhecido haver “dificuldades especiais que precisamos superar”.

Uma delas é fato recente. Em 2000, Washington assinou um contrato com o Brasil que teria permitido o lançamento de satélites norte-americanos com foguetes norte-americanos de Alcântara.

Mas o acordo era polêmico por causa da exigência dos EUA de controlar o acesso a partes da base. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o descartou pouco depois de assumir seu primeiro mandato em 2003.

Washington já não faz tal exigência, embora ainda queira que o Brasil assine um assim chamado acordo de salvaguarda tecnológica para garantir que qualquer tecnologia espacial compartilhada com os brasileiros não vá parar em outros países.

Muitos membros do Congresso estão receosos de aprovar o acordo, e militares temem que a colaboração do Brasil com a China o impeça de algum dia obter acesso à tecnologia de satélite norte-americana de ponta, dada a desconfiança que Washington tem de Pequim.

Em novembro passado, o governo dos EUA aliviou suas regras de exportação para equipamentos de defesa, transferindo muitos componentes espaciais classificados automaticamente como munições pelo Departamento de Estado para a esfera do Departamento de Comércio, mais flexível com as exportações.

Autoridades norte-americanas dizem que 70 por cento do que se precisa para construir um satélite agora pode ser comprado dos Estados Unidos.

“Eles têm intenção de flexibilizar. Agora que mudou toda a conjuntura, a gente percebe que eles estão mais abertos, buscando a aproximação, e querendo voltar a ocupar o espaço que perderam para outros países”, acrescentou o coronel reformado Armando Lemos, atual diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), grupo de lobby da indústria de defesa.

O administrador da agência espacial dos EUA (Nasa, na sigla em inglês), Charles Bolden, visitou o Brasil no início deste ano. Quando o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esteve em Washington no mês passado, almoçou com o chefe interino da Nasa no Museu Espacial do Instituto Smithsonian.

Rebelo disse à Reuters que as negociações com os EUA sobre os satélites estão “em andamento”, mas não quis dar maiores detalhes.

Fonte: Reuters, via portal Exame.

Comentário do blog: embora apresente informações interessantes, a reportagem da Reuters faz uma confusão dos esforços para a exploração comercial de Alcântara (que não necessariamente envolvem desenvolvimento ou transferência tecnológica) e ações do governo brasileiro para o desenvolvimento de tecnologia de lançadores. Interessante também notar a omissão no texto sobre a possibilidade de colaboração com a Europa - a Alemanha já coopera com o Brasil no desenvolvimento do Veiculo Lançador de Microssatélites (VLM-1), e empresas europeias como a Airbus Defence and Space já demonstraram interesse em ampliar a cooperação em lançadores.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Omnisys: "De mísseis a radares" [e também espaço]

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O mais recente número da revista "Pesquisa FAPESP", editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) conta com uma reportagem sobre a empresa Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), sob o ângulo de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). A Omnisys é a plataforma industrial do grupo francês Thales, que atua nos mercados de defesa, segurança, aeroespacial e de transportes nos setores, no Brasil.

O artigo traz uma interessante abordagem sobre a empresa e suas atividades, destacando os projetos em inovação nos setores aeroespacial e de defesa que contam com subvenção da FAPESP e também da FINEP, do governo federal. Da área espacial, são citados os projetos do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês) e de radares de rastreio e telemetria de centros de lançamento no Brasil (Alcântara e Barreira do Inferno) e em Kourou, na Guiana Francesa (a empresa foi selecionada para a modernização de dois radares operados pelo centro guianês). Segundo a reportagem, a Omnisys investe cerca de 20% de sua receita em P&D.

A Omnisys, aliás, deve ser uma das empresas mais beneficiadas no processo de transferência de tecnologia associado ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será construído pela Thales Alenia Space (joint-venture entre a Thales (67%) e o grupo italiano Finmeccanica (33%)).

Para acessar a reportagem em sua íntegra, clique sobre o título "De mísseis a radares".