Mostrando postagens com marcador Kourou. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kourou. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de agosto de 2013

Ariane 5: 57ª sucesso consecutivo

.
Na última quinta-feira (29), a Arianespace realizou com sucesso, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o  57º lançamento consecutivo ao espaço do foguete Ariane 5, colocando em órbita de transferência geoestacionária dois satélites de comunicações, o EUTELSAT 25B / Es'hail 1, e o GSAT-7, este último da agência espacial indiana (ISRO).

Este foi o quarto lançamento do Ariane 5 este ano, e comprova a confiabilidade e disponibilidade do veículo lançador, largamente reconhecida no mercado. Ao longo deste ano, a companhia europeia lançou ao espaço 20 cargas úteis em sete missões compreendendo toda a sua família de foguetes - além do Ariane 5, o Soyuz e o Vega.

Em meados de agosto, a Arianespace foi selecionada pelo governo brasileiro para a colocação em órbita do Satélite de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), esperada para o final de 2015 ou início de 2016..
.
.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Novo recorde do Ariane 5


Foi realizado com sucesso ontem (05) a noite, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, mais um lançamento bem sucedido - o 55º seguido - do lançador europeu Ariane 5, operado pela Arianespace. O foguete levou ao espaço a quarta unidade do ATV (Automated Transfer Vehicle), veículo de transporte de cargas para a Estação Espacial Internacional.

A missão de ontem tem um significado especial: tratou-se da carga útil mais pesada 20.252 kg (incluindo os 19.887 kg do ATV) já orbitada por um lançador Ariane.

"Eu estou muito satisfeito com este sucesso, o 69º lançamento de um Ariane 5 e, tão importante como, o 55ª sucesso consecutivo deste lançador, que continua a alcançar recordes não apenas por sua confiabilidade, mas também por sua disponibilidade, conforme demonstrada mais uma vez com a perfeita contagem regressiva desta noite", afirmou o diretor-presidente da Arianespace, Stéphane Israël.

Albert Einstein no espaço

O quarto ATV foi batizado de Albert Einstein, seguindo a tradição de homenagear eminentes figuras europeias: os modelos anteriores homenagearam Jules Verne (setembro de 2008), Johannes Kepler (fevereiro de 2011) e Edoardo Amaldi (março de 2012). Para junho do próximo ano, está prevista a missão do quinto ATV, o Georges Lemaítre.
.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Vega: segunda missão bem-sucedida


Ontem (06) a noite, ocorreu com sucesso a partir do Centro Espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, a segunda missão de lançamento do foguete europeu Vega, executada pela Arianespace. O lançador colocou em órbita três satélites de pequeno porte, incluindo dois de observação terrestre: o VNREDSat-1, desenvolvido e fabricado pela Astrium para o governo do Vietnã, e o ESTCube-1, primeiro satélite da Estônia, construído por estudantes da Universidade Nacional de Tartu.

A Astrium recebeu a encomenda do programa VNREDSat-1, da Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã (VAST), em julho de 2010, sob um acordo assinado em 2009 entre os governos francês e vietnamita. Nos termos deste contrato, a Astrium é responsável pelo desenvolvimento, construção e lançamento do satélite óptico VNREDSat-1, capaz de capturar imagens da Terra  com uma resolução de 2,5 metros. No Vietnã, a Astrium também foi a contratante principal do projeto e da construção do segmento de controle em terra do satélite e das estações de processamento e recepção de imagens de satélite. A empresa também foi responsável por treinar os 15 engenheiros vietnamitas que vão operar o satélite.

"O VNREDSat-1 é um dos sucessos de exportação da Astrium Satellites", disse Eric Béranger, CEO da Astrium Satellites. "Este novo satélite é mais uma prova de que as nossas equipes estão entre as melhores do mundo. Além de sua expertise tecnológica e gestão de custos exemplar, eles também fornecem excelente suporte ao cliente abrangendo desde o projeto do sistema até o treinamento de operadores no local. Nós pretendemos continuar trabalhando nesse sentido, estimulando ainda mais nossa competitividade e consolidando nossa posição como principal exportadora mundial de satélites de observação da Terra”.

Com mais este sucesso, a Arianespace confirma a sua posição como a única operadora de serviços de lançamento no mundo com capacidade de lançar ao espaço cargas úteis em todos os tipos de órbitas, dos maiores aos menores satélites geoestacionários, a constelações de satélites e missões para a Estação Espacial Internacional.
.

domingo, 11 de novembro de 2012

Star One C3 em órbita


No último sábado (10), ocorreu com sucesso a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a sexta missão deste ano do lançador europeu Ariane 5, colocando em órbita dois satélites geoestacionários de comunicações, entre eles o brasileiro Star One C3, da companhia Star One, subsidiária da Embratel.

"Esta [missão] dá continuidade a nossa série de recordes com o 52º sucesso consecutivo de nosso lançador Ariane 5, o que representa um nível de confiabilidade inigualável em nossa indústria e garante o acesso europeu ao espaço em benefício de nossos clientes institucionais e comerciais", afirmou em nota Jean-Yves Le Gall, presidente da Arianespace.

Este foi o nono satélite da Star One / Embratel inserido em órbita por lançadores operados pela Arianespace.

Construído pela Orbital Sciences Corporation, dos EUA, o Star One C3 possui 28 transpônderes de banda C e 16 de banda Ku, e substituirá o Brasilsat B3, na posição orbital 75º Oeste. Sua cobertura abrange o sul dos EUA (Flórida) e toda a região sul-americana, incluindo a Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, permitindo a expansão da capacidade e cobertura para serviços de transmissão de sinais de TV, voz e dados.
.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Star One C3 em Kourou


No último dia 17, o satélite de comunicações Star One C3, da Star One, subsidiária da brasileira Embratel, chegou ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, como parte dos preparativos para o seu lançamento por um foguete Ariane 5, da Arianespace, em 9 de novembro.

Encomendado no final de 2009, o Star One C3 foi construído pela norte-americana Orbital Sciences Corporation e é baseado na plataforma GEOStar, contando com transpônderes em banda C e Ku com cobertura do continente sul-americano.

A missão do início de novembro será a sexta do Ariane 5 em 2012, que lançará ainda o satélite europeu EUTELSAT 21B, construído pela Thales Alenia Space.
.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vega: "Bravo Europa!"

.
Ontem (13), ocorreu com sucesso o primeiro voo do lançador europeu Vega, colocando dois satélites científicos e sete picossatélites em órbita, a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Com este sucesso, a Arianespace, operadora do foguete, passou a contar com uma família completa de lançadores, capaz de pôr no espaço cargas úteis de pequeno a grande porte em órbitas baixa, geoestacionária e missões de espaço profundo.

Em nota, Jean-Yves Le Gall, presidente da Arianespace, afirmou: "Bravo Europa! Parabéns à Agência Espacial Europeia, à Agência Espacial Italiana, ao Centro Nacional de Estudos Espaciais e a todos os nossos parceiros industriais. Este sucesso vem depois de 9 anos de desenvolvimento cooperativo. Bem feito, Europa!"

Um pouco sobre o Vega

O desenvolvimento do Vega (Vettore Europeo di Generazione Avanzata) durou cerca de nove anos e exigiu investimentos de cerca de 710 milhões de euros, com a Itália se responsabilizando por aproximadamente 60% desse valor. A italiana Avio, que ofereceu o desenvolvimento conjunto de um novo lançador com o Brasil (ver a postagem "Lançadores: a proposta da Avio"), atuou como "prime contractor" do programa.

Embora seja um novo projeto, o quarto estágio do Vega, de propulsão líquida, é de origem ucraniana, desenvolvido pela Yuzhnoye. Há a expectativa de que a Alemanha, antes reticente ao projeto e agora animada com as razoáveis perspectivas comerciais, passe a participar com o desenvolvimento de um substituto ao estágio ucraniano. Estima-se que exista um mercado potencial na próxima década para até cinco satélites anuais dentro da capacidade do Vega (até 1.500 kg em órbitas de 700 km de altitude).

É dentro desta categoria que se encaixa o satélite de observação terrestre Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), previsto para ser lançado em 2013 ou início de 2014, e que deverá ter seu lançador definido em breve.

Avio e Cyclone 4

O quarto estágio da Yuzhnoye no Vega não é a única conexão entre italianos e ucranianos em matéria de lançadores. Poucos se recordam, mas em dezembro de 1997, a Avio foi quem liderou o início dos entendimentos com o governo brasileiro para a realização de voos do Cyclone 4 a partir de Alcântara, no Maranhão. Na época, a empresa italiana mantinha uma parceria com a Yuznhoye para o desenvolvimento e operação do lançador ucraniano. Em 7 de abril de 1998, a Infraero, designada para as negociações, assinou com a Avio e empresas ucranianas um memorando de entendimentos alinhando as bases para a constituição de uma joint-venture para a exploração comercial de Alcântara. Haveria, inclusive, um cliente em potencial: a Motorola (constelação de satélites Iridium).

Em artigo sobre a criação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, José Monserrat Filho narra o descontentamento do governo dos Estados Unidos com a assinatura do memorando: "Consultado pela própria Motorola, o Departamento de Estado norte-americano, porém, não só vetou o projeto como aconselhou o Governo da Itália, através de um "non paper", a fazer o mesmo. Para os EUA, o Brasil, ao insistir na construção de seu Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), é um potencial proliferador de tecnologia de mísseis; logo, não merece confiança, embora já dispusesse da legislação de controle de exportação de equipamento sensível e fosse membro do MTCR (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis) desde 1996. A pressão logrou o que queria. A Fiat Avio desistiu da idéia do consórcio com o Brasil. As negociações sobre o projeto foram suspensas."

O impasse foi superado após intensas negociações e a assinatura de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, jamais ratificado. No entanto, antes disso, os italianos optaram por seguir outro caminho e, em parceria com outros países europeus, lançaram o projeto do Vega.
.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Arianespace: balanço de 2011 e expectativas para 2012

.
Em 2011, a empresa europeia Arianespace confirmou mais uma vez a sua posição de liderança no mercado de lançamentos espaciais.

No ano passado, a empresa executou cinco lançamentos do Ariane 5, colocando em órbita 9 cargas úteis, sendo oito satélites de comunicações (de um total de 16 lançados durante o ano), e a nave Johannes Kepler ATV-2, que transportou cargas para a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). Foram ainda realizados quatro lançamentos do Soyuz, inclusive o seu voo de estreia a partir do centro espacial da Guiana Francesa.

Em 2011, a Arianespace assinou onze novos contratos para o Ariane 5, um para o Soyuz a partir de Kourou, e os dois primeiros contratos para o Vega. Sua carteira de missões contratadas alcançou um valor recorde de 4,5 bilhões de euros, que inclui 21 lançamentos do Ariane 5, quinze do Soyuz e dois do Vega, garantindo assim três anos de operações.

Missões em 2012

Para 2012, a Arianespace pretende executar treze operações de lançamento, sendo sete missões do Ariane 5, cinco do foguete russo Soyuz e o voo de estreia do lançador italiano Vega, prevista para o próximo dia 26.

O primeiro voo do Ariane 5 em 2012, programado para o início de março, a exemplo do que aconteceu em 2011, será destinado à ISS, com o lançamento do Edoardo Amaldi ATV-3. Para o segundo semestre, está previsto o lançamento a bordo de um Ariane 5 do satélite Star One C3, da Star One, subsidiária da companhia brasileira Embratel.

Das cinco missões do Soyuz, três serão realizadas a partir de Kourou, na Guiana Francesa, e duas do centro espacial de Baikonur, no Cazaquistão, em operações executadas pela Starsem.
.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Astrium, Pléiades e SSOT

.
Seis satélites da Astrium prontos para entrarem em órbita

Pela primeira vez, seis satélites desenvolvidos pela Astrium serão colocados em órbita em um único lançamento, que acontece hoje (16), a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa.

A Astrium, líder europeu do setor espacial, é o principal contratante dos seis satélites a serem lançados hoje, 16 de dezembro, no segundo voo do foguete Soyuz que partirá da base de Kourou, na Guiana Francesa. Será a primeira vez na história em que seis satélites construídos pela Astrium serão colocados em órbita ao mesmo tempo, utilizando um dispensador também desenvolvido pela empresa.

O satélite de observação da Terra Pléiades 1a é o primeiro de uma constelação de dois satélites de alta resolução, voltado para aplicações civis e militares. Tanto ele quanto o Pléiades 1b - previsto para ser lançado dentro de aproximadamente um ano - foram construídos pela Astrium para a Agência Espacial Francesa a partir de sua planta sediada em Toulouse.

Uma vez em órbita, Pléiades 1a será capaz de observar qualquer ponto do planeta com revisita diária. Seus principais diferenciais são agilidade (uma vez que ele pode ser rapidamente direcionado para qualquer ponto dentro de um raio de 1500 km de sua posição), acessibilidade (potencial de captar diariamente até 450 imagens ou uma área de 180.000 km2, equivalente à metade da região da França) e precisão (geração de imagens com 70 cm de resolução espacial, podendo chegar a uma resolução de 50 cm por reamostragem).

O Pléiades 1 conta ainda com cinco modos de aquisição de dados e um sistema de produção capaz de gerar automaticamente a cada 30 minutos produtos ortorretificados com extensão de 20km x 20km.

A Astrium Services é o operador civil e distribuidor exclusivo dos produtos Pléiades. Com o satélite, a empresa se torna o primeiro operador apto a oferecer a seus clientes uma ampla gama de produtos de diferentes resoluções (de média a altíssima resolução), incluindo dados de satélites ópticos e por radar.

A Agência Francesa de Aquisição de Material de Defesa (DGA) lançou o projeto Elisa para demonstrar a capacidade de mapeamento e caracterizar as emissões de radar a partir de qualquer ponto do planeta. A DGA, que é co-proprietária do programa junto com a Agência Espacial Francesa, concedeu à Astrium Satellites e à Thales Systèmes Aéroportés o contrato para desenvolvimento de quatro satélites baseados na plataforma Myriade.

Já o SSOT (Sistema Satelital para Observação da Terra) é o mais recente sistema de observação geoespacial entregue pela Astrium Satellites, maior exportador mundial do mercado de observação da Terra. O satélite, que foi encomendado pelo governo do Chile no final de 2008, foi totalmente desenvolvido pela Astrium em apenas dois anos. Ele inclui tanto o satélite quanto a parte de atividades operacionais em solo, com base em Santiago. O satélite é baseado em duas famílias de produtos: Myriade (desenvolvida em conjunto com a Agência Espacial Francesa) e Naomi (utilizadas pela Astrium para diversas missões com foco em imagens ópticas).

Fonte: Astrium, com edição do blog.
.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um dia histórico em Kourou

.
Hoje (21), a Arianespace abriu um novo capítulo na história espacial com o sucesso da missão que marcou o voo inaugural do lançador Soyuz a partir da Guiana Francesa (foto acima), e que colocou os primeiros dois satélites de navegação europeus Galileo em órbita. Veja a nota divulgada clicando aqui.

Ao longo desse final de semana, o blog Panorama Espacial fará uma postagem especial com mais detalhes sobre a missão.
.

sábado, 27 de agosto de 2011

Notícias de Kourou: Soyuz e ATV

.
O voo de estreia do lançador russo Soyuz a partir do Centre Spatial Guyanais (CSG), em Kourou na Guiana Francesa, deve acontecer em 20 de outubro, declarou à agência de notícias AFP o presidente da Arianespace, Jean-Yves Le Gall, na última quinta-feira (25). Questionado se a recente falha de um Soyuz operado pela agência espacial russa (Roscosmos) não prejudicaria o cronograma, Le Gall foi categórico: "Não é a mesma versão do foguete", afirmou.

De fato, o terceiro e último estágio (Fregat ST) adotado pelo Soyuz ST, versão a ser operada em Kourou, é diferente da usada no Soyuz-U, destinado a lançamentos de naves cargueiras Progress para a Estação Espacial Internacional (ISS). Em dezembro de 2010, na visita feita pelo blog Panorama Espacial ao CSG, foi possível de se observar a preocupação da Arianespace em garantir a qualidade e o atendimento de seus rígidos padrões de qualidade, adotados no Ariane 5, também no lançador russo.

ATV Edoardo Amaldi

Também esta semana, chegou à Guiana Francesa, depois de uma viagem pelo mar com duração de três semanas, o terceiro modelo da nave espacial não-tripulada Automated Transfer Vehicle (ATV), desenvolvido para transportar suprimentos, experimentos e combustível para a ISS.

A terceira nave foi batizada de Edoardo Amaldi, em homenagem ao físico italiano e fundador da pesquisa espacial europeia. A expectativa é que o terceiro ATV seja lançado no final de fevereiro de 2012, levando para a ISS duas toneladas de carga seca, 285 kg de água e três toneladas de combustível.

Sobre os nomes de batismo dos ATVs: O ATV-1, lançado em março de 2008, recebeu o nome de uma grande personalidade francesa, o escritor Jules Verne, autor da clássica e visionária obra "Viagem ao Redor da Lua". Já o ATV-2, que voou em janeiro deste ano, foi batizado com o nome do astrônomo e matemático alemão Johannes Kepler. Outros dois ATVs estão em fabricação, sendo que o nome do quarto já foi definido: Albert Einstein.

Com a aposentadoria dos ônibus espaciais, o ATV passou a ser o veículo de maior capacidade que serve a ISS - sua massa total antes do lançamento é de cerca de 20 toneladas. Trata-se também de uma das maiores cargas úteis já transportadas pelo lançador Ariane 5. O desenvolvimento e fabricação do ATV envolve uma série de indústrias espaciais europeias, lideradas pela prime contractor EADS Astrium.

Colaborou José Ildefonso.
.

domingo, 3 de julho de 2011

Arianespace em Le Bourget

.
Para os curiosos e interessados em assuntos mais técnicos: em seu chalet no salão de Le Bourget, realizado em Paris há duas semanas, a Arianespace exibiu vários modelos de coifas de sua família de lançadores (Ariane 5, Vega e Soyuz) dotados de cargas úteis (veja aqui), permitindo a visualização de como as cargas são acomodadas para o lançamento. Os modelos atraíram grande atenção dos visitantes.

Ainda envolvendo lançadores europeus, um aditamento contratual relacionado ao projeto do Lançador de Próxima Geração (NGL, sigla em inglês), popularmente chamado de Ariane 6, no valor de 60 milhões de euros, foi assinado durante o evento. O aditamento foi feito pela Agência Espacial Europeia a um contrato firmado com o consórcio responsável pela propulsão do futuro lançador, formado pela Astrium, a italiana Avio e a SNECMA (grupo Safran), e cobre novos passos relacionados ao design preliminar do propulsor do possível primeiro estágio do NGL, que deve ter um demonstrador pronto em meados de 2013.

Soyuz na Guiana Francesa

E por falar em lançadores e Arianespace, vale destacar uma reportagem publicada no nº 49 da revista CNESMag, editada pela agência espacial francesa. A edição foi lançada em abril, portanto, não é tão recente, e apenas nos últimos dias pude lê-la. O destaque do número é a futura operação do lançador russo Soyuz no centro espacial de Kourou, numa reportagem especial bem ilustrada, com 16 páginas. Informações sobre a história do acordo de cooperação entre a França e Rússia para a operação do foguete, dificuldades na construção da plataforma, suas perspectivas (missões tripuladas?), entre outras, são contadas com detalhes. Para acessar a revista (em francês e inglês), clique aqui.
.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Informações sobre o satélite chileno SSOT

A Agencia Chilena del Espacio (ACE) lançou recentemente um novo website. Dentre as várias informações sobre as iniciativas espaciais do país sul-americano, destaque para o programa do Sistema Satelital de Observación de la Tierra (SSOT) (veja aqui). O pequeno satélite foi adquirido pelo governo chileno em julho de 2008 junto à europeia Astrium, do grupo EADS, ao custo de 72,5 milhões de dólares, depois de uma concorrência que envolveu os principais fabricantes mundiais.

O SSOT, que no momento se encontra nas instalações da Astrium em Toulouse, no sul da França, contará com dois sensores óticos: uma câmera pancromática ("preto e branco") de 1,45 metros de resolução, e outra multiespectral ("colorido"), de 5,8 metros de resolução.

A previsão era de que o satélite fosse lançado em fevereiro de 2010, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, por um foguete Soyuz. Mas, problemas no programa Soyuz ocasionados pelo lado russo ocasionaram vários atrasos no cronograma. O primeiro voo do Soyuz-ST está previsto para o final de agosto ou começo de setembro. O SSOT deve voar na segunda missão, programada para o terceiro trimestre, numa missão que também colocará em órbita o satélite de observação Pleiades-1, da agência espacial francesa, e outros pequenos satélites militares.
.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Soyuz em Kourou

.
E por falar em flerte russo com Alcântara (veja a postagem "HISTÓRIA: O flerte russo com Alcântara"), foi definida a data do primeiro voo do lançador Soyuz ST a partir de Kourou, na Guiana Francesa, operado pela Arianespace. O "maiden flight" está previsto para 31 de agosto, de acordo com informações divulgadas pela empresa projetista do foguete, a TsSKB-Progress.

As cargas úteis também foram definidas. Serão dois satélites de navegação da série Galileo, equivalente europeu do sistema de posicionamento global (GPS, sigla em inglês) americano.

Segundo informações extraoficiais, obtidas pelo blog junto a uma fonte governamental durante visita à Kourou em dezembro de 2010, a definição sobre as cargas úteis do primeiro voo era uma matéria diplomática de alto nível entre a França e a Rússia. Inclusive, na época ganhava força a possibilidade de que o primeiro voo levasse um satélite de comunicações do governo indiano (da série INSAT), em razão das duas falhas do lançador GSLV, com satélites de comunicações, em abril e dezembro de 2010.

O segundo voo

Programado para o terceiro trimestre, o segundo voo do Soyuz e o primeiro partindo da Guiana deve ter como uma das cargas úteis o satélite chileno de sensoriamento remoto SSOT, construído pela europeia Astrium, do grupo EADS, e atualmente armazenado nas instalações da empresa em Toulouse, no sul da França. Além do SSOT, a missão lançará o satélite de observação Pleiades 1, e quatro satélites franceses de inteligência eletrônica da série ELISA.

Colaborou José Ildefonso.
.

sábado, 27 de novembro de 2010

40º lançamento consecutivo bem-sucedido do Ariane 5

.
Na última sexta-feira, 26 de novembro, foi realizado com sucesso a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o quadragésimo lançamento consecutivo bem-sucedido de um lançador Ariane 5, da Arianespace.

O foguete, desenvolvido e construído pela Astrium, do grupo EADS, colocou em órbita de transferência geoestacionária dois satélites de comunicações, o Intelsat 17, e o Hylas 1. Esta foi a quinta missão deste ano envolvendo o lançador europeu, de um total de 54 já realizadas desde o seu primeiro voo.

"Este sucesso reforça a posição do Ariane 5 como uma referência global, uma vez que desde o começo de 2010, já proporcionou a colocação em órbita de 10 grandes satélites geoestacionários, de um total de 17 lançados em todo o mundo", disse Jean-Yves Le Gall, chairman e diretor-presidente da Arianespace.

Para este ano, está programado mais um lançamento, dos satélites Hispasat 1E e KOREASAT 6, planejado para 21 de dezembro.

Para saber mais sobre a Arianespace e o Ariane 5, acessem a matéria "Arianespace - 30 anos de sucesso".
.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

45º aniversário do CLBI

.
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) realiza uma cerimônia hoje (07), para comemoração de seu 45º aniversário. Criado em 12 de outubro de 1965, o CLBI tem por missão lançar e rastrear foguetes, mas também tem se destacado por seu comprometimento com o meio ambiente. Desde 2004, o centro tem uma parceria com o projeto Tamar para a proteção de tartarugas marinhas, e com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para apoio a projetos de mestrandos e doutorandos da flora e fauna do Estado de RN.

O CLBI realizou em sua história quase três mil lançamentos de foguetes para organismos nacionais e estrangeiros, assim como participou de quase 200 rastreios da família europeia de lançadores Ariane, lançados de Kourou, na Guiana Francesa.

Neste ano, com a realização de três operações de lançamento do Foguete de Treinamento Básico, três rastreios internacionais e da participação, com os seus meios operacionais da Operação Falcão da Marinha do Brasil, o CLBI mostrou o alto nível de qualificação técnica dos seus integrantes. E pela primeira vez, em operação com a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), indústria de produtos de segurança que atende ao mercado interno e externo, o CLBI teve a oportunidade de contribuir, mais uma vez para a expansão das divisas brasileiras e do RN.

Fonte: informações do CLBI, editadas pelo blog.
.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Arianespace - 30 anos de sucesso"

.
Entrou no ar hoje (12), no website da revista Tecnologia & Defesa, uma pequena reportagem, de minha autoria, sobre os 30 anos da primeira empresa comercial de lançamentos espaciais, a Arianespace. A ideia era "publicar" esta reportagem no último dia 26, data em que de fato os 30 anos foram completados, mas o excesso de trabalho nas últimas semanas acabou causando certo atraso.

O texto faz uma abordagem geral sobre a Arianespace, desde a sua criação até o momento atual. Ainda este ano, a empresa europeia deve estrear dois novos lançadores a partir de seu centro espacial, em Kourou, na Guiana Francesa: o Soyuz ST, de origem russa; e o Vega, uma das primeiras experiências italianas na área de veículos espaciais. Falamos um pouco também sobre a relação da companhia com o Brasil, em seu aspecto comercial (a Arianespace foi responsável pelo lançamento de todos os satélites da Embratel, hoje Star One), e a parceria com o País no rastreio de missões, por meio do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), que se situa a leste de Kourou. Por fim, há ainda alguns parágrafos sobre o futuro sucessor do Ariane 5, comumemente chamado de Ariane 6.

Fica aí esta pequena homenagem à Arianespace, referência nos dias de hoje em termos de lançamentos espaciais e, especificamente para o meu caso, fonte de ótimas lembranças!

Para acessar a reportagem, clique aqui.
.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Satélite chileno pronto para o lançamento

.
Representantes do governo chileno estiveram no início de fevereiro nas instalações da EADS Astrium em Toulouse, no sul da França, para reconhecerem a conclusão do satélite de observação terrestre SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra).

O SSOT foi encomendado em julho de 2008, tendo o programa de desenvolvimento e construção do pequeno satélite sido concluído em apenas 18 meses, um recorde para satélites de tal precisão, capazes de gerar imagens de 1,5 metros de resolução, afirmou a EADS Astrium. Em 2009, o segmento terrestre do sistema foi instalado em Santiago, onde a empresa europeia também concluiu a última fase das atividades de treinamento dos operadores chilenos.

"Um passo importante do programa foi atendido com sucesso, e nós estamos muito satisfeitos", disse Raúl Vergara, Subscretário de Aviação do Ministério da Defesa do Chile.

O SSOT ficará na unidade da Astrium em Toulouse até ser enviado para Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pela Arianespace, provavelmente ainda este ano, por um foguete russo Soyuz.
.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os russos estão chegando (em Kourou!)

.
A companhia europeia Arianespace divulgou uma nota no sábado passado (07) informando que os dois primeiros lançadores russos Soyuz destinados ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, já deixaram a cidade de São Petersburgo rumo ao seu destino. A previsão é que os dois foguetes, transportados pelo navio MN Colibri, também usado para transportar os lançadores Ariane 5, cheguem à Kourou dentro de duas semanas. O primeiro Soyuz deve ser lançado ao espaço em 2010.

“Com o Soyuz, ao qual brevemente se juntará o Vega, a Arianespace terá uma família completa de veículos lançadores, capacitando-nos a lançar qualquer carga útil, para qualquer órbita e em qualquer tempo”, destacou o presidente da empresa europeia, Jean-Yves Le Gall.

A versão mais atual do Soyuz, que será operada pelo centro sul-americano, é capaz de inserir em órbitas geoestacionárias satélites de pouco mais de 3 toneladas. Em órbita baixa e média, o lançador deverá atender adequadamente os mercados de satélites e constelações de observações terrestres, científicos e de navegação. A Arianespace já encomendou aos fabricantes russos 14 foguetes Soyuz, quase todos com lançamentos já contratados.

Para conhecerem mais sobre os novos lançadores da Arianespace, acessem a matéria (desatualizada em relação ao ano dos voos de estréia) “Arianespace terá dois novos lançadores em 2009”, disponibilizada no web-site da revista Tecnologia & Defesa em outubro de 2008.
.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Amazonas 2 chega à Kourou

.
A companhia europeia Arianespace informou hoje (31) a chegada do satélite geoestacionário Amazonas 2, da espanhola Hispasat, ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

O Amazonas 2 deverá ser colocado em órbita ainda este ano, provavelmente em setembro, na quinta missão do lançador Ariane 5. Baseado na plataforma Eurostar E3000 da EADS Astrium, o satélite tem massa total de 5.400 kg, conta com 64 transpônderes nas bandas Ku e C, e deverá ocupar uma posição orbital que lhe proporcionará total cobertura do continente americano, do Alasca até a Terra do Fogo.

A provedora de serviços de comunicações via satélite Hispasat foi criada em 1989 com o objetivo de se tornar líder em seu ramo de atuação nos mercados de língua espanhola e portuguesa. A companhia espanhola é sócia, junto com o grupo brasileiro Oi (antiga Telemar), da brasileira Hispamar, que opera o satélite Amazonas 1, lançado ao espaço em agosto de 2004. O Amazonas 1 ocupa a posição orbital brasileira 61º Oeste.
.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Arianespace lançará satélite chileno

.
Arianespace lançará satélite de observação SSOT para o Chile

Evry, França, 20 de dezembro de 2008 - A EADS Astrium escolheu a Arianespace para lançar o satélite de observação terrestre SSOT (Sistema Satelital para Observación de la Tierra) para o governo do Chile.

O SSOT é um satélite de observação terrestre de alta-resolução. O satélite será lançado em órbita heliosíncrona por um foguete Soyuz a partir do Centro Espacial de Guiana, na Guiana Francesa.

Previsto para ser lançado durante a segunda metade de 2010, o SSOT será construído pela Astrium tendo por base a plataforma Myriade, dentro do escopo de um contrato conferido à empresa pelo governo do Chile. (nota do blog: para mais informações sobre o satélite chileno, vejam a postagem "Sistema satelital para Observación de la Tierra")

O SSOT proverá o Chile com imagens de mais alta-qualidade para aplicações tantos civis como militares, como mapeamento, agricultura, gerenciamento de recursos naturais, de desastres naturais e riscos, etc.

Sobre a Arianespace

A Arianespace é uma companhia líder em serviços e soluções de lançamento, entregando serviços inovadores e soluções para seus clientes desde 1980. Apoiada por seus 23 acionistas e pela Agência Espacial Européia, a Arianespace oferece uma família de lançadores formada pelo Ariane 5, Soyuz e Vega, e conta com uma equipe de trabalho internacional renomada por sua cultura de comprometimento e excelência. Até 15 de dezembro de 2008, a Arianespace havia lançado um total de 263 cargas úteis, incluindo mais da metade de todos os satélites comerciais hoje em serviço no mundo. A companhia tem uma carteira de lançamentos de 25 Ariane 5 e 10 Soyuz, equivalente a mais de três anos de serviço.

Fonte: Arianespace, com tradução livre do blog Panorama Espacial.
.