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quarta-feira, 27 de junho de 2012
CBERS 3: novos testes na China
Realizados novos testes do satélite sino-brasileiro
26-06-2012
Na China, foi concluída mais uma etapa dos testes que antecedem o lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-3, previsto para o final do ano. Especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês) checaram a autocompatibilidade do satélite e a sua compatibilidade eletromagnética com o veículo lançador.
Esses testes são necessários para comprovar que um equipamento do satélite não interfere em outro. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
Antes de embarcar para a China, o CBERS-3 enfrentou uma série de ensaios ambientais, em todos os seus equipamentos e subsistemas, no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP).
No Brasil, o satélite passou por vários testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibroacústicos e vacuotérmicos, além das medidas de propriedades de massa. Agora, na China, estão em curso os testes finais necessários para qualificar o CBERS-3 ao lançamento, que será realizado a partir de base chinesa.
Eficiência
O uso de satélites permite monitorar com mais eficiência e economia as transformações no meio ambiente, tanto as naturais quanto aquelas causadas pela ação do homem. A observação a partir do espaço é ainda mais importante para países de dimensões continentais, como o Brasil e a China.
Em 1988, os dois países criaram o Programa CBERS (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) para juntar esforços pela capacitação na área de Observação da Terra. Já foram lançados três satélites - CBERS-1, em 1999, CBERS-2, em 2003, e CBERS-2B, em 2007. O quarto satélite da série, o CBERS-3, tem lançamento previsto para o final de 2012, enquanto o CBERS-4, para 2014.
Imagens de satélites são fundamentais para coletar, de forma rotineira e consistente, informações sobre a superfície da Terra como as necessárias para avaliar mudanças globais, as florestas, a evolução do agronegócio, estudos urbanos e costeiros. Satélites também são essenciais para obter informação de forma rápida sobre eventos cuja localização e ocorrência é de difícil previsão ou acesso, como desastres naturais (enchentes, por exemplo), ou produzidos pelo homem (queimadas, poluição causada por derramamento de óleo no mar).
O INPE distribui diariamente pela internet centenas de imagens de satélites a 1,5 mil instituições públicas e privadas do país. A disponibilidade de dados CBERS permite que se desenvolvam cada vez mais novas aplicações de sensoriamento remoto no Brasil.
Fonte: INPE
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domingo, 17 de junho de 2012
SAC-D/Aquarius: um ano em órbita
Em 10 de junho, o satélite SAC-D/Aquarius, uma iniciativa conjunta entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a agência espacial norte-americana (NASA) completou um ano em órbita, com muito o que se comemorar.
Em setembro de 2011, o satélite produziu o seu primeiro mapa global de salinidade dos oceanos, atendendo a um dos seus principais objetivos, que é colaborar para os estudos dos níveis de salinidade dos oceanos e sua influência nas mudanças climáticas. Além de seu principal sensor, o Aquarius, desenvolvido pela NASA, o SAC-D conta com outros sete instrumentos para estudos sobre riscos naturais, qualidade do ar, entre outras aplicações. A missão contou ainda com a participação de instituições do Canadá, Itália, França e Brasil (LIT/INPE).
No website da empresa INVAP, prime-contractor do satélite, foi disponibilizado um interessante vídeo sobre a missão. Clique aqui para assisti-lo.
Colaborou José Ildefonso.
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
Testes elétricos do CBERS 3
INPE e CAST concluem testes elétricos do CBERS-3
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Testes elétricos do satélite sino-brasileiro CBERS-3, que tem lançamento previsto para o final de novembro, foram concluídos pelos especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês) no dia 25 de maio, em Pequim. Esses testes precedem os ensaios ambientais (que simulam as condições em órbita), programados para o período de junho a setembro.
O INPE é o responsável no Brasil pelo Programa CBERS (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), parceria iniciada com a China há mais de 20 anos e que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra.
Na China, as atividades de montagem, integração e teste (AIT) do satélite ocorrem no Instituto 529 e no Centro Espacial, ambos pertencentes à CAST. Os objetivos das atividades de AIT são montar o modelo de voo do satélite, demonstrar o bom funcionamento em condições ambientais semelhantes ao lançamento e órbita e identificar e corrigir eventuais problemas.
O AIT do CBERS-3 teve início com o envio para a China da estrutura do satélite, que antes estava no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos. Especialistas chineses e brasileiros realizaram a integração do subsistema de propulsão (montagem e alinhamento dos propulsores e a instalação da tubulação que conecta os tanques de hidrazina aos propulsores e válvulas) e a realização do teste de vazamento, atividades concluídas em agosto de 2011.
Em outubro de 2011, foram enviados para o Instituto 529 os primeiros equipamentos de voo desenvolvidos, fabricados e testados pela indústria brasileira para que, juntamente com os equipamentos chineses, fossem instalados na estrutura do satélite e iniciados os testes elétricos.
Devido à complexidade do satélite, os testes elétricos foram realizados por ‘Estados’, chamados de A, B, C e D. O satélite foi progressivamente integrado e testado em cada um de seus Estados.
No Centro Espacial serão realizados os testes ambientais em infraestruturas especiais (câmara anecóica, câmara acústica e câmara termovácuo). Ao final, o satélite estará pronto para a campanha de lançamento, que deve iniciar em outubro.
Fonte: INPE
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Cooperação Brasil - EUA
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AEB e NASA: acordos sobre mudanças climáticas, desastres naturais e camada de Ozônio
28/10/2011
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, recebeu o Administrador da NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos), Charles Bolden, que desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, na noite de quarta-feira, 26 de outubro, em sua primeira visita ao Brasil. Raupp saudou o visitante em nome do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e da própria AEB, e frisou a relevância de uma ampla e profunda cooperação espacial entre Brasil e EUA.
No dia seguinte, quinta-feira, 27, Raupp e Bolden voltaram a se encontrar em São José dos Campos, nas instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante a visita do Administrador da NASA a essa importante instituição do Programa Espacial Brasileiro. Na ocasião, eles firmaram dois acordos de cooperação: um sobre a participação do Brasil no Programa de Medição de Precipitação Global (GPM) e o outro sobre o lançamento de sondas para o estudo da camada de ozônio.
Pelo primeiro acordo, o Brasil terá acesso a dados gerados pela constelação de satélites do GPM, programa dos Estados Unidos e Japão criado para monitorar por satélites as precipitações na atmosfera, em alta resolução temporal, no mundo inteiro.
A constelação GPM, que começará a ser lançada em 2013, permitirá estimar mudanças climáticas e meteorológicas, aperfeiçoar a previsão do tempo e dar mais eficácia aos sistemas de alertas de desastres ambientais, como tempestades, tormentas, relâmpagos, enxurradas, inundações etc. O programa também fornecerá dados precisos sobre as características das chuvas em cada área do planeta, além de criar mapas em três dimensões revelando a estrutura das precipitações.
Para o Brasil, o pleno uso dos dados do GPM beneficiará várias áreas em larga escala, a começar pelo Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para enfrentar com os recursos mais modernos e eficientes as calamidades espontâneas que têm causado tantas perdas e danos em todo o país.
O Ministério da Integração Nacional também está interessado no acesso aos dados do GPM, que considera de extrema valia para o trabalho do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), que está sendo estruturado por sua Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC). Proposta de parceria com a SEDEC já chegou à AEB, nesta sexta-feira.
A AEB propôs registrar no acordo o estudo da possibilidade de desenvolvimento conjunto com a NASA de um satélite para compor a constelação GPM. Mas a proposta não pôde ser incluída no texto, em vista de dificuldades orçamentárias por que passa a NASA. Contudo, a ideia de um projeto futuro não está inteiramente descartada.
O segundo acordo assinado por Raupp e Bolden estabelece que o INPE continue lançando em território brasileiro sondas de ozônio conectadas a balões atmosféricos, permitindo melhor compreensão sobre o funcionamento da camada de ozônio. Os equipamentos serão cedidos pela NASA, que também será responsável pela formação de profissionais. Os dados gerados pelas sondas estarão disponíveis a ambos os países.
O Diretor do INPE, Gilberto Câmara, apresentou à delegação norte-americana o projeto Observatório Global do Ecossistema Terrestre (GTEO), na sigla em inglês), elaborado em parceria com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA. Trata-se de um satélite pleno de tecnologia altamente inovadora, destinado a estudar mudança nos ecossistemas e nos ciclos geoquímicos do planeta, inclusive medindo sua vegetação e o comportamento dos oceanos.
Ciceroneado pelo chefe do Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), Petrônio Noronha de Souza, Bolden ficou impressionado com a excelência de suas instalações e equipamentos, bem como com seu enorme potencial de atuação. Não por acaso, os acordos foram assinados justamente durante a visita ao LIT – sinal de efetivo avanço científico e tecnológico.
Bolden ainda teve tempo para um encontro com crianças e adolescentes do Vale do Paraíba, entre os quais um grupo de alunos de uma escola municipal de Ubatuba, que está construindo um pequeno satélite. O visitante revelou-se exímio comunicador. Proferiu palestra pautada de momentos inesperados, emocionantes e divertidos. A conversa agradou em cheio a crianças e adultos. Liberados pelo conferencista para formularem qualquer tipo de perguntas a qualquer instante, os pequenos levantaram dezenas de questões, as mais diferentes. Foi uma festa.
Ao final, Bolden cumprimentou os alunos pela qualidade das perguntas e pelo alto nível de curiosidade manifestada sobre temas espaciais. E tirou dezenas de fotos com todos eles, encantados com sua forma simpática e agradável de lidar com os jovens, a quem recomendou: estudem muito, procurem estar entre os melhores naquilo que fazem e não tenham medo de fazer perguntas, nem de errar.
Durante o magnífico almoço oferecido aos visitantes pelo INPE, Raupp teve oportunidade de reafirmar a Bolden o grande interesse do Brasil em desenvolver com os Estados Unidos um programa de cooperação espacial bem mais abrangente, intenso e profundo do que o atual. Por seu turno, o Administrador da NASA, que pela primeira vez pisou em solo brasileiro, não se cansou de repetir o quanto estava satisfeito e grato por tudo o que lhe tinha sido dado ver, ouvir e conversar no Brasil.
Fonte: AEB
Comentários: para mais informações sobre o uso de imagens de satélites para prevenção e gerenciamento de desastres naturais, vejam reportagem exclusiva publicada na mais recente edição de Tecnologia & Defesa, já nas bancas.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
NASA: Visita de Charles Bolden ao INPE
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Diretor da NASA visita o INPE
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
O diretor da NASA, astronauta Charles Bolden, estará nesta quinta-feira (27) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Na oportunidade, será assinado acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.
O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.
Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela NASA e Agência Espacial Brasileira (AEB).
Também será abordada a proposta do INPE para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.
Após reunião com dirigentes do INPE, a comitiva da agência espacial americana conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), onde recentemente foram realizados os ensaios do SAC-D/Aquarius, satélite argentino que leva a bordo equipamento desenvolvido pela NASA.
A visita de Charles Bolden ao INPE também será marcada pelo encontro com estudantes das redes pública e privada da região. A história da exploração do Espaço e a carreira do atual diretor da NASA como astronauta e piloto de ônibus espacial deve inspirar o grupo de crianças e adolescentes, como os alunos de uma escola municipal de Ubatuba que, com o apoio dos engenheiros do INPE, em breve irão lançar um pequeno satélite. A palestra, marcada para meio-dia, será transmitida ao vivo pela Internet.
Esta é a primeira vez de Charles Bolden no Brasil. Sua vinda é um desdobramento da visita do presidente Barack Obama, ocorrida em março, para identificar parcerias entre Estados Unidos e Brasil na área espacial.
Fonte: INPE
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Diretor da NASA visita o INPE
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
O diretor da NASA, astronauta Charles Bolden, estará nesta quinta-feira (27) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Na oportunidade, será assinado acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.
O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.
Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela NASA e Agência Espacial Brasileira (AEB).
Também será abordada a proposta do INPE para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.
Após reunião com dirigentes do INPE, a comitiva da agência espacial americana conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), onde recentemente foram realizados os ensaios do SAC-D/Aquarius, satélite argentino que leva a bordo equipamento desenvolvido pela NASA.
A visita de Charles Bolden ao INPE também será marcada pelo encontro com estudantes das redes pública e privada da região. A história da exploração do Espaço e a carreira do atual diretor da NASA como astronauta e piloto de ônibus espacial deve inspirar o grupo de crianças e adolescentes, como os alunos de uma escola municipal de Ubatuba que, com o apoio dos engenheiros do INPE, em breve irão lançar um pequeno satélite. A palestra, marcada para meio-dia, será transmitida ao vivo pela Internet.
Esta é a primeira vez de Charles Bolden no Brasil. Sua vinda é um desdobramento da visita do presidente Barack Obama, ocorrida em março, para identificar parcerias entre Estados Unidos e Brasil na área espacial.
Fonte: INPE
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Início das operações do SAC-D
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Satélite testado no INPE inicia operações em órbita
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011
A NASA anunciou que as medidas do nível de salinidade dos oceanos já estão sendo realizadas pelo SAC-D/Aquarius, satélite testado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), e lançado em junho da base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.
Resultado de parceria entre as agências espaciais argentina (CONAE) e norte-americana (NASA), o satélite tem como principal missão medir o nível de salinidade dos oceanos por meio de um radiômetro e escaterômetro construído pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) e Goddard Space Flight Center, da NASA. Até hoje, os dados de salinidade dos mares eram coletados apenas em amostras locais (in situ), com o uso de barcos e bóias.
Assim como a temperatura da água, a salinidade é um fator que ajuda a entender os padrões de circulação das correntes marítimas. Como a salinidade afeta a densidade das águas oceânicas e, consequentemente, o clima terrestre, os dados do satélite contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.
Nos próximos meses, a equipe científica da missão Aquarius irá analisar e calibrar as medições para liberação dos dados preliminares, que serão utilizados por pesquisadores em todo o mundo.
Testes
De junho de 2010 a março de 2011, em seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o INPE realizou uma série de testes e ensaios para demonstrar que o satélite SAC-D/Aquarius estava preparado para resistir ao lançamento e ao ambiente na órbita da Terra.
No decorrer da campanha de medidas físicas e ensaios ambientais, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite enfrenta desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
Mais informações sobre o satélite SAC-D/Aquarius nos sites http://www.nasa.gov/aquarius e http://www.conae.gov.ar/eng/principal.html
Sobre o LIT/INPE: http://www.lit.inpe.br/
Fonte: INPE
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Satélite testado no INPE inicia operações em órbita
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011
A NASA anunciou que as medidas do nível de salinidade dos oceanos já estão sendo realizadas pelo SAC-D/Aquarius, satélite testado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), e lançado em junho da base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.
Resultado de parceria entre as agências espaciais argentina (CONAE) e norte-americana (NASA), o satélite tem como principal missão medir o nível de salinidade dos oceanos por meio de um radiômetro e escaterômetro construído pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) e Goddard Space Flight Center, da NASA. Até hoje, os dados de salinidade dos mares eram coletados apenas em amostras locais (in situ), com o uso de barcos e bóias.
Assim como a temperatura da água, a salinidade é um fator que ajuda a entender os padrões de circulação das correntes marítimas. Como a salinidade afeta a densidade das águas oceânicas e, consequentemente, o clima terrestre, os dados do satélite contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.
Nos próximos meses, a equipe científica da missão Aquarius irá analisar e calibrar as medições para liberação dos dados preliminares, que serão utilizados por pesquisadores em todo o mundo.
Testes
De junho de 2010 a março de 2011, em seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o INPE realizou uma série de testes e ensaios para demonstrar que o satélite SAC-D/Aquarius estava preparado para resistir ao lançamento e ao ambiente na órbita da Terra.
No decorrer da campanha de medidas físicas e ensaios ambientais, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite enfrenta desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
Mais informações sobre o satélite SAC-D/Aquarius nos sites http://www.nasa.gov/aquarius e http://www.conae.gov.ar/eng/principal.html
Sobre o LIT/INPE: http://www.lit.inpe.br/
Fonte: INPE
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Mais informações sobre o SAC-D/Aquarius
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Abaixo, em "bullet points", algumas informações adicionais sobre a missão argentina-americana SAC-D/Aquarius, colocada em órbita no último dia 10:
- Vídeos. A INVAP, principal empresa envolvida na construção do SAC-D/Aquarius, disponibilizou em seu website um vídeo sobre a missão. No Youtube, há também um vídeo produzido pelo LIT/INPE sobre a passagem do satélite por suas instalações (veja aqui).
- Custos. A NASA dedicou ao programa 287 milhões de dólares, que foram usados para a construção do principal experimento, o Aquarius, e na contratação do lançamento. Segundo a Space News, o SAC-D/Aquarius teve custo total de 400 milhões de dólares. Nunca antes a agência americana confiou um experimento científico da relevância do Aquarius para voar a bordo de um satélite argentino.
- Cooperação EUA - Argentina. A cooperação espacial entre os governos da Argentina e EUA não é recente. Pode-se dizer, aliás, que neste campo a Argentina é a principal parceira dos Estados Unidos na América do Sul. Em 1998, o SAC-A (missão tecnológica), foi colocado em órbita pelo ônibus espacial Endeavour. Dois anos antes, em novembro de 1996, o foguete americano Pegasus falhou ao lançar o SAC-B, um satélite com experimentos de astrofísica argentinos, americanos e um italiano. Em novembro de 2000, foi lançado também dos EUA o satélite de observação SAC-C, missão que contou com a participação dos EUA, França, Itália, Dinamarca e Brasil. O programa espacial argentino tem como uma de suas principais características a realização de projetos em cooperação internacional.
- Delta II. O Delta II, lançador usado na operação, fabricado pela Boeing, tem uma taxa de 100% de sucesso em missões da NASA ao longo das últimas duas décadas. O sucesso na colocação em órbita do SAC-D/Aquarius, aliás, trouxe um certo alívio para a divisão de missões de observação da NASA, já que em 2009 e em março deste ano, dois satélites foram perdidos em razão de falhas no lançamento (ambos do foguete Taurus).
- O papel do LIT/INPE. Entre junho de 2010 e março de 2011, o SAC-D/Aquarius foi submetido a testes ambientais no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). "Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite", divulgou o Instituto em nota. O LIT é considerado o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Estima-se que os ensaios executados no Laboratório, os mais complexos desde a sua criação, teriam custo de alguns milhões de dólares caso fossem contratados no mercado.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
SAC-D/Aquarius em órbita
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O satélite SAC-D/Aquarius, construído numa iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, e a norte-americana NASA, foi lançado com sucesso hoje (10), a partir do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, por um foguete Delta II (foto).
Segundo as primeiras informações divulgadas, os dados iniciais de telemetria indicam que o satélite se encontra em excelente estado.
"Esta missão é o mais marcante na história da cooperação científica e tecnológica entre a Argentina e os Estados Unidos", afirmou Conrado Varotto, diretor da CONAE. "As informações da missão trarão benefícios significativos para a humanidade", complementou.
O principal instrumento do SAC-D é o Aquarius, construído pelo prestigiado Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês), da NASA. O equipamento mapeará os oceanos a cada sete dias por ao menos três anos numa resolução de 150 km. Os dados produzidos mostrarão mudanças na salinidade dos oceanos a cada mês, estação ou ano.
Além do Aquarius, o satélite conta com sete instrumentos para o monitoramento de fenômenos naturais e coleta de dados ambientais. Brasil, Canadá, França e Itália, ao lado dos EUA, foram parceiros da missão, colaborando nos instrumentos científicos ou testes. A empresa argentina INVAP, de Bariloche, foi a contratante principal da missão.
Em mais um exemplo da cooperação espacial entre o Brasil e a Argentina, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos, foi responsável pelos testes e verificações finais do satélite. O Instituto divulgou uma nota sobre o lançamento (veja aqui). No passado, o LIT também atuou nas missões argentinas SAC-B e SAC-C.
Durante os próximos 25 dias, a plataforma do satélite será testada e manobrada para a colocação em sua órbita operacional, a 657 km de altitude. As operações científicas dos instrumentos a bordo devem ser iniciadas apos todas as verificações, sendo que o comissionamento da missão deve durar até 65 dias.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
SAC-D Aquarius prestes a deixar o LIT/INPE
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Realizada no LIT/INPE revisão de encerramento da campanha de testes ambientais do satélite SAC-D/Aquarius
10/03/2011
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), foi realizada a revisão de engenharia denominada Pre-Shipment Review (PSR, ou Revisão Pré-Embarque) do satélite argentino SAC-D, que leva a bordo o instrumento norte-americano Aquarius, desenvolvido para o monitoramento da salinidade oceânica.
Durante os dias 2 e 3 de março, foram revistas todas as atividades do projeto SAC-D/Aquarius, principalmente os resultados da campanha de medidas físicas e testes ambientais realizada no LIT/INPE, bem como os planos para as fases seguintes.
A Revisão Pré-Embarque é um evento formal do projeto, que inclui a formação de uma banca de revisores constituída por profissionais com longa experiência na área, que foram especialmente convidados para avaliar a situação atual dos trabalhos e decidir quanto aos seus próximos passos. O grupo de revisores foi formado por dez profissionais representando as agências espaciais argentina (CONAE) e a norte-americana (NASA). Dentre os revisores também havia um profissional do Conselho Argentino de Investigações Científicas e Técnicas.
O SAC-D chegou no final de junho de 2010 ao LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
A campanha de medidas físicas e ensaios ambientais no INPE já completou oito meses de intensas atividades, sendo que as três maiores etapas sob a responsabilidade do LIT (ensaios de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, ensaios dinâmicos e acústico, e ensaios vácuo-térmicos) foram concluídas em dezembro de 2010.
“Dentre as conclusões deste processo de revisão destaca-se a declaração formal da banca revisora de que o satélite SAC-D/Aquarius foi testado e qualificado de forma apropriada, atendendo aos requisitos do programa, podendo ser considerado apto para iniciar sua campanha de lançamento”, informa Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE.
No momento o satélite recebe os ajustes finais que antecedem a preparação ao transporte para a base de lançamentos de Vandenberg, nos Estados Unidos. O satélite e seus equipamentos de apoio seguirão por via aérea ao final do mês demarço. “Assim estará completada a participação brasileira no projeto, considerada como bastante crítica uma vez que significa a qualificação para vôo do satélite integrado”.
O projeto SAC-D/Aquarius é uma iniciativa bilateral envolvendo a Argentina e os Estados Unidos, representados pelas suas respectivas agências espaciais - CONAE e NASA. O objetivo primário do satélite é medir a salinidade dos oceanos, parâmetro importante para entendimento das circulações oceânicas e do clima terrestre. Seus dados contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.
A escolha do Brasil por parte das duas agências, mais especificamente do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, vem demonstrar o reconhecimento e a confiança em sua capacitação na qualificação para lançamento e voo de veículos espaciais de maior porte e de grande visibilidade internacional.
Fonte: INPE
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Realizada no LIT/INPE revisão de encerramento da campanha de testes ambientais do satélite SAC-D/Aquarius
10/03/2011
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), foi realizada a revisão de engenharia denominada Pre-Shipment Review (PSR, ou Revisão Pré-Embarque) do satélite argentino SAC-D, que leva a bordo o instrumento norte-americano Aquarius, desenvolvido para o monitoramento da salinidade oceânica.
Durante os dias 2 e 3 de março, foram revistas todas as atividades do projeto SAC-D/Aquarius, principalmente os resultados da campanha de medidas físicas e testes ambientais realizada no LIT/INPE, bem como os planos para as fases seguintes.
A Revisão Pré-Embarque é um evento formal do projeto, que inclui a formação de uma banca de revisores constituída por profissionais com longa experiência na área, que foram especialmente convidados para avaliar a situação atual dos trabalhos e decidir quanto aos seus próximos passos. O grupo de revisores foi formado por dez profissionais representando as agências espaciais argentina (CONAE) e a norte-americana (NASA). Dentre os revisores também havia um profissional do Conselho Argentino de Investigações Científicas e Técnicas.
O SAC-D chegou no final de junho de 2010 ao LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
A campanha de medidas físicas e ensaios ambientais no INPE já completou oito meses de intensas atividades, sendo que as três maiores etapas sob a responsabilidade do LIT (ensaios de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, ensaios dinâmicos e acústico, e ensaios vácuo-térmicos) foram concluídas em dezembro de 2010.
“Dentre as conclusões deste processo de revisão destaca-se a declaração formal da banca revisora de que o satélite SAC-D/Aquarius foi testado e qualificado de forma apropriada, atendendo aos requisitos do programa, podendo ser considerado apto para iniciar sua campanha de lançamento”, informa Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE.
No momento o satélite recebe os ajustes finais que antecedem a preparação ao transporte para a base de lançamentos de Vandenberg, nos Estados Unidos. O satélite e seus equipamentos de apoio seguirão por via aérea ao final do mês demarço. “Assim estará completada a participação brasileira no projeto, considerada como bastante crítica uma vez que significa a qualificação para vôo do satélite integrado”.
O projeto SAC-D/Aquarius é uma iniciativa bilateral envolvendo a Argentina e os Estados Unidos, representados pelas suas respectivas agências espaciais - CONAE e NASA. O objetivo primário do satélite é medir a salinidade dos oceanos, parâmetro importante para entendimento das circulações oceânicas e do clima terrestre. Seus dados contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.
A escolha do Brasil por parte das duas agências, mais especificamente do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, vem demonstrar o reconhecimento e a confiança em sua capacitação na qualificação para lançamento e voo de veículos espaciais de maior porte e de grande visibilidade internacional.
Fonte: INPE
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
SAC-D: testes concluídos no LIT/INPE
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Concluídos testes do satélite SAC-D. Atividades no INPE seguiram protocolos da NASA
14/12/2010
O Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP), concluiu no dia 10 de dezembro os ensaios de simulação das condições em órbita que enfrentará, quando lançado, o satélite argentino SAC-D.
O último teste foi realizado na câmara vácuo-térmica de grandes dimensões do LIT e teve a duração de 18 dias ininterruptos. Ele consumiu meses de preparação e envolveu aproximadamente uma centena de profissionais. Antes dele foram realizados diversos outros ensaios ambientais e de medidas do satélite.
Além de experimentos científicos argentinos, franceses e italianos, o SAC-D, Satélite de Aplicações Científicas, leva a bordo o instrumento Aquarius, equipamento inovador para monitorar a salinidade oceânica desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA. Para a realização dos testes no Brasil, o LIT/INPE aperfeiçoou procedimentos para adequação aos exigentes protocolos da agência espacial americana.
Segundo Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE, tais procedimentos, que incluíram regras de segurança, foram auditados e aprovados por representantes da própria NASA. “É valiosa a oportunidade de nossos técnicos atuarem ao lado de equipes do mais alto nível. Aumentamos nossa capacitação e reconhecimento internacional”.
O LIT/INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Ter condições de oferecer a “matriz completa de testes espaciais” foi decisivo para o Brasil ser escolhido para testar o satélite que a Argentina desenvolveu com a cooperação dos Estados Unidos.
O satélite chegou ao LIT/INPE no final de junho e deve deixar o laboratório, para o lançamento nos Estados Unidos, em março de 2011. Das atividades participam mais de duas centenas de técnicos e cientistas dos países envolvidos no desenvolvimento e na qualificação do satélite.
No total, foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
A realização dos testes no Brasil é resultado de acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina. Trata-se da terceira operação com um satélite argentino no LIT/INPE, por onde já passaram os satélites SAC-B e C.
Fonte: INPE
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Concluídos testes do satélite SAC-D. Atividades no INPE seguiram protocolos da NASA
14/12/2010
O Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP), concluiu no dia 10 de dezembro os ensaios de simulação das condições em órbita que enfrentará, quando lançado, o satélite argentino SAC-D.
O último teste foi realizado na câmara vácuo-térmica de grandes dimensões do LIT e teve a duração de 18 dias ininterruptos. Ele consumiu meses de preparação e envolveu aproximadamente uma centena de profissionais. Antes dele foram realizados diversos outros ensaios ambientais e de medidas do satélite.
Além de experimentos científicos argentinos, franceses e italianos, o SAC-D, Satélite de Aplicações Científicas, leva a bordo o instrumento Aquarius, equipamento inovador para monitorar a salinidade oceânica desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA. Para a realização dos testes no Brasil, o LIT/INPE aperfeiçoou procedimentos para adequação aos exigentes protocolos da agência espacial americana.
Segundo Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE, tais procedimentos, que incluíram regras de segurança, foram auditados e aprovados por representantes da própria NASA. “É valiosa a oportunidade de nossos técnicos atuarem ao lado de equipes do mais alto nível. Aumentamos nossa capacitação e reconhecimento internacional”.
O LIT/INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Ter condições de oferecer a “matriz completa de testes espaciais” foi decisivo para o Brasil ser escolhido para testar o satélite que a Argentina desenvolveu com a cooperação dos Estados Unidos.
O satélite chegou ao LIT/INPE no final de junho e deve deixar o laboratório, para o lançamento nos Estados Unidos, em março de 2011. Das atividades participam mais de duas centenas de técnicos e cientistas dos países envolvidos no desenvolvimento e na qualificação do satélite.
No total, foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.
A realização dos testes no Brasil é resultado de acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina. Trata-se da terceira operação com um satélite argentino no LIT/INPE, por onde já passaram os satélites SAC-B e C.
Fonte: INPE
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Argentina: 10 anos de SAC-C
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No mês de novembro, completaram-se 10 anos do lançamento do último satélite argentino colocado em órbita, o SAC-C, de aplicações científicas. O satélite, que contou com cooperação brasileira na realização de ensaios e integração no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), foi colocado em órbita por um foguete Delta II, a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA, em 21 de novembro de 2000.
A Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), responsável pelo projeto, divulgou em seu website uma mensagem assinada por seu diretor, Conrado Varotto, sobre os 10 anos de SAC-C. Para acessá-la (em espanhol), clique aqui.
Abaixo, reproduzimos alguns trechos que dão indicativos do significado desta missão para a Argentina:
"Sempre dissemos que a atividade espacial é ferramenta de política exterior para nosso países. E o SAC-C contribui fortemente neste sentido. A informação por ele gerada é hoje recebida em estações terrenas da África do Sul e Equador."
"O SAC-C permitiu à Argentina ser pioneira na aplicação do princípio de "Data Democracy", adotado atualmente pelo grupo de mais de 80 países que formam o GEO."
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No mês de novembro, completaram-se 10 anos do lançamento do último satélite argentino colocado em órbita, o SAC-C, de aplicações científicas. O satélite, que contou com cooperação brasileira na realização de ensaios e integração no Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), foi colocado em órbita por um foguete Delta II, a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA, em 21 de novembro de 2000.
A Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), responsável pelo projeto, divulgou em seu website uma mensagem assinada por seu diretor, Conrado Varotto, sobre os 10 anos de SAC-C. Para acessá-la (em espanhol), clique aqui.
Abaixo, reproduzimos alguns trechos que dão indicativos do significado desta missão para a Argentina:
"Sempre dissemos que a atividade espacial é ferramenta de política exterior para nosso países. E o SAC-C contribui fortemente neste sentido. A informação por ele gerada é hoje recebida em estações terrenas da África do Sul e Equador."
"O SAC-C permitiu à Argentina ser pioneira na aplicação do princípio de "Data Democracy", adotado atualmente pelo grupo de mais de 80 países que formam o GEO."
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Novo website do LIT/INPE
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Desde agosto de 2010, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), conta com um novo website. O link é http://www.lit.inpe.br
A nova versão do sítio tem mais conteúdo e ilustrações. Uma das novidades foi a utilização de imagens panorâmicas (360 graus) de algumas das instalações do laboratório.
Merece destaque a seção "Programa Espaciais", que descreve cada uma das missões espaciais que passaram pelo LIT, desde os satélites da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), passando pelos Brasilsat, de comunicações, até os argentinos SAC-B, SAC-C e SAC-D. As descrições contam também com fotografias e ilustrações. Ainda nesta seção, há ainda informações gerais sobre as etapas para qualificação de sistemas espaciais.
Inaugurado em dezembro de 1987, o LIT é o único laboratório de seu gênero no hemisfério sul capacitado para a execução de atividades de montagem, integração e testes de satélites e subsistemas. Suas instalações são hoje usadas não apenas para projetos espaciais, mas também em testes e qualificações de produtos de diversos segmentos industriais, como o de telecomunicações, tecnologia da informação, médico-hospitalar, automotivo, entre outros.
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Desde agosto de 2010, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), conta com um novo website. O link é http://www.lit.inpe.br
A nova versão do sítio tem mais conteúdo e ilustrações. Uma das novidades foi a utilização de imagens panorâmicas (360 graus) de algumas das instalações do laboratório.
Merece destaque a seção "Programa Espaciais", que descreve cada uma das missões espaciais que passaram pelo LIT, desde os satélites da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), passando pelos Brasilsat, de comunicações, até os argentinos SAC-B, SAC-C e SAC-D. As descrições contam também com fotografias e ilustrações. Ainda nesta seção, há ainda informações gerais sobre as etapas para qualificação de sistemas espaciais.
Inaugurado em dezembro de 1987, o LIT é o único laboratório de seu gênero no hemisfério sul capacitado para a execução de atividades de montagem, integração e testes de satélites e subsistemas. Suas instalações são hoje usadas não apenas para projetos espaciais, mas também em testes e qualificações de produtos de diversos segmentos industriais, como o de telecomunicações, tecnologia da informação, médico-hospitalar, automotivo, entre outros.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Avanços na Missão SAC-D/Aquarius
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O satélite argentino-americano SAC-D/Aquarius continua a ser submetido a ensaios no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No último dia 20, a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) divulgou mais um relatório, datado 11 de outubro, atualizando sobre os avanços dos testes no satélite, que se encontra no LIT/INPE desde junho deste ano. Diversos ensaios já foram concluídos, como o de vibrações aleatórias, provas de separação do lançador, verificação da abertura dos painéis solares, entre outros. A próxima etapa será a de provas térmicas dentro de uma câmara de variação de temperaturas.
A previsão é de que todos os ensaios no LIT sejam concluídos até dezembro. Em janeiro de 2011, o satélite deverá ser transportado para o centro espacial de Vandenberg, na costa oeste dos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II ainda em 2011.
O satélite argentino-americano SAC-D/Aquarius continua a ser submetido a ensaios no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No último dia 20, a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) divulgou mais um relatório, datado 11 de outubro, atualizando sobre os avanços dos testes no satélite, que se encontra no LIT/INPE desde junho deste ano. Diversos ensaios já foram concluídos, como o de vibrações aleatórias, provas de separação do lançador, verificação da abertura dos painéis solares, entre outros. A próxima etapa será a de provas térmicas dentro de uma câmara de variação de temperaturas.
A previsão é de que todos os ensaios no LIT sejam concluídos até dezembro. Em janeiro de 2011, o satélite deverá ser transportado para o centro espacial de Vandenberg, na costa oeste dos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II ainda em 2011.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Urna eletrônica: "spin-off" do Programa Espacial
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INPE realiza teste em urnas eletrônicas
06/09/2010
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realiza uma bateria de testes em duas urnas eletrônicas do modelo das que serão usadas nas eleições de outubro. As atividades acontecem nestes dias 7 e 8 no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto, em São José dos Campos (SP).
Os testes vão checar, entre outras funções, se as ondas eletromagnéticas emitidas pelas urnas podem causar interferências em equipamentos como o marca-passo.
A urna eletrônica brasileira foi desenvolvida na década de 1990 por engenheiros do INPE e do CTA (hoje DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). À época, Antônio Ésio Salgado, Paulo Nakaya, Osvaldo Catsumi e Mauro Hashioka foram convocados para montar o software do aparelho.
“Fomos chamados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fazer parte de um grupo de notáveis para estudar, mapear e informatizar todo o sistema eleitoral brasileiro e, por fim, criar a urna eletrônica com base em requisitos técnicos de segurança”, conta Paulo Nakaya, engenheiro aposentado do INPE.
Desde seu lançamento nas eleições de 1996 e sua chegada a todo o território brasileiro em 2000, a urna eletrônica vem sendo aperfeiçoada. Em 2009, ganhou um dispositivo para identificação biométrica, que foi testado com sucesso em algumas cidades do país.
Segundo Antônio Ésio, que continua atuando no INPE e também coordena projetos de hardware e novas tecnologias do TSE, os novos modelos da urna eletrônica trazem uma cadeia de segurança que executa somente programas assinados digitalmente pela Justiça Eleitoral.
“O INPE é um ator importante neste projeto da urna eletrônica porque incentiva as colaborações entre universidades, como UnB, Unicamp e Unitau. Os estudos científicos são importantes para continuarmos desenvolvendo tecnologias que possam tornar as máquinas cada vez mais eficazes”, afirma Antônio Ésio.
“O desenvolvimento da urna eletrônica modernizou nosso processo eleitoral, minimizou o preconceito nas votações e contribuiu para o fortalecimento da democratização no Brasil”, orgulha-se Osvaldo Catsumi, do DCTA.
Fonte: INPE
Comentário: o projeto das urnas eletrônicas, de certo modo, pode ser considerado um spin-off do Programa Espacial Brasileiro, uma vez que especialistas de duas das mais importantes instituições envolvidas com o programa brasileiro - INPE e DCTA - participaram de seu desenvolvimento. Para conhecer mais alguns casos de benefícios indiretos oriundos da atividade espacial brasileira, veja a postagem "Spin-offs do Programa Espacial Brasileiro".
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
SAC-D movimenta o LIT/INPE
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O Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP) está bem movimentado desde o final de junho. Toda esta movimentação se deve a chegada do SAC-D, satélite argentino de observação dos oceanos, desenvolvido pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) em parceria com outros países, inclusive o Brasil.
A participação brasileira se dá justamente com a parte dos ensaios finais, a exemplo do que foi feito com a missão do SAC-C, lançado em novembro de 2000.
O SAC-D chegou às instalações do LIT/INPE no final de junho, e desde então está sendo submetido a intensos testes, realizados de segunda a sábado, e às vezes, até no domingo. Em média, são cerca de 50 profissionais trabalhando em dois turnos todos os dias (das 08h00 às 24h00). Além de técnicos brasileiros e argentinos, há uma equipe do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA, a agência espacial americana, acompanhando todos os trabalhos. Ocasionalmente, ocorrem também visitas dos responsáveis pelas cargas úteis francesa e italiana.
A previsão é de que os testes do satélite sejam concluídos em meados de dezembro, com o seu transporte para o centro espacial de Vandenberg, nos EUA, em janeiro de 2011.
Abaixo, reproduzimos uma foto do SAC-D no hall de testes do LIT, gentilmente disponibilizada por Petrônio Noronha de Souza, chefe do laboratório.
No website da CONAE, há também uma foto do satélite argentino na câmera anecóica (clique aqui para vê-la).
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Mais informações sobre a chegada do SAC-D
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Satélite argentino chega ao INPE
29/06/2010
Os ensaios ambientais e as medidas de propriedades de massa necessários para o lançamento do satélite argentino SAC-D serão realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O satélite leva a bordo o instrumento Aquarius, equipamento inovador para monitorar a salinidade oceânica desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa, a agência espacial americana, além de outros experimentos científicos argentinos, franceses e italianos.
Dadas as dimensões e peso dos equipamentos, o transporte da Argentina para o Brasil ficou a cargo de dois voos de aeronave Globemaster C-17, da Força Aérea Americana, que foi contratada pela Nasa para esta operação.
O SAC-D levou três dias – do último sábado até segunda-feira (28/6) – para que todos seus equipamentos e carga útil pudessem ser transportados do aeroporto de São José dos Campos ao INPE. Foram necessárias sete carretas – quatro no primeiro dia e outras três no último da operação, realizada em sua maior parte durante a madrugada para não prejudicar o trânsito. Foi utilizado ainda um guindaste de 70 toneladas e outras carretas de material de apoio, além da escolta de quatro viaturas.
A operação de entrada dos equipamentos no país e o seu transporte até o INPE teve o apoio da Infraero, Receita Federal, Polícia Federal, Prefeitura Municipal de São José dos Campos, Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Itamaraty, Consulado e Embaixada dos Estados Unidos, Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), Agência Espacial Brasileira (AEB), Nasa, Air Mobility Command da Força Aérea Americana, e Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologias Espaciais (Funcate).
As atividades no LIT/INPE devem levar em torno de oito meses e envolver, no decorrer deste tempo, aproximadamente uma centena de técnicos e cientistas de todos os países envolvidos no desenvolvimento e na qualificação do satélite.
O LIT/INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Ter condições de oferecer a “matriz completa de testes espaciais” foi decisivo para o Brasil ser escolhido para testar o satélite que a Argentina desenvolveu com a cooperação dos Estados Unidos.
Procedimentos internos do LIT/INPE, inclusive de segurança, foram aperfeiçoados para adequação aos mesmos protocolos da Nasa adotados no JPL, tendo sido auditados e aprovados por representantes da própria agência espacial americana.
Serão realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnética, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço.
Os painéis solares para provimento de energia do satélite chegaram ao INPE antes, em maio, e seus testes estão quase concluídos.
A realização dos testes no Brasil é resultado de acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
SAC-D no Brasil para testes no LIT/INPE
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Fato noticiado apenas na imprensa local (vejam pequena notícia do jornal "Vale Paraibano"), mas sábado passado (26), um avião C-17 Globemaster da Força Aérea dos EUA esteve no aeroporto de São José dos Campos (SP) para a entrega do satélite SAC-D, da Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE). O satélite será testado e ensaiado no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), como parte de um acordo de cooperação firmado pelos governos dos dois países.
O transporte do satélite, da Argentina para o Brasil ocorreu no final de semana por razões de segurança e por toda a logística e cuidados necessários para o transporte da carga, em torno de 1.600 kg, até o laboratório.
Do LIT/INPE, o SAC-D deverá ser enviado para o centro de lançamento de Vandenberg, nos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II, a partir de 2011.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Valor Econômico: SAC-D no LIT/INPE
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Inpe testará equipamentos para país vizinho
De São Paulo
O Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), único no gênero no Hemisfério Sul, acaba de receber os primeiros sistemas do satélite argentino SAC-D, que foi desenvolvido em cooperação com a Agência Espacial Americana (Nasa). O satélite completo e integrado chegará ao Brasil em julho e permanecerá no Inpe por quatro meses. O equipamento passará por uma bateria de testes, envolvendo ensaios de vibração e aceleração, acústico, vácuo-térmico e de compatibilidade eletromagnética.
A realização dos testes foi acertada por meio de um acordo de cooperação tecnológica entre a Agência Espacial Brasileira e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales, da Argentina. O SAC-D é um satélite de observação ambiental, com foco no monitoramento do nível de salinidade dos oceanos. A Nasa, por meio do seu laboratório Jet Propulsion Laboratory, desenvolveu a carga útil do satélite argentino, responsável pelas medições de salinidade nos oceanos. O equipamento, segundo o chefe do laboratório do Inpe, Petrônio Noronha de Souza, também será testado no Brasil.
"A influência dos oceanos na meteorologia é muito grande e o nível de salinidade da água é um dos itens relacionados com a circulação da atmosfera", disse Noronha. "Essas informações serão integradas aos modelos de previsão do tempo e o satélite também ajudará a estudar o impacto da circulação atmosférica dos oceanos sobre o clima."
A empresa argentina Invap, principal contratada do governo daquele país para o projeto de desenvolvimento do satélite, enviou uma equipe técnica ao Brasil para acompanhar a realização dos testes no SAC-D. A empresa também é contratada do Inpe no desenvolvimento do sistema de controle de atitude (sua orientação no espaço em relação a algum sistema de referência) do Amazônia-1. Esse satélite fará a cobertura completa da Terra em menos de cinco dias, mas estará focado na região Amazônica.
O setor espacial no laboratório do Inpe, que envolve os satélites do programa espacial, segundo Noronha, responde por um terço da demanda de serviços no local. O laboratório também atende às indústrias e presta serviços internos para o próprio Inpe e para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
Em 2009, os serviços prestados pelo laboratório às indústrias, especialmente as do setor automobilístico e de telecomunicações, geraram receita adicional de US$ 5 milhões, de acordo com Noronha. Os recursos, segundo ele, ajudam a manter a operacionalidade do laboratório e os investimentos em novos equipamentos.
A indústria contribuiu, por exemplo, com o projeto de expansão que capacitou o laboratório do Inpe, a partir de 2006, a realizar testes de interferência eletromagnética (câmara anecoica) e de vibração acústica (câmara acústica) em sistemas espaciais de grande porte, não só do programa espacial brasileiro, mas também de outros países.
Quando não existiam as atuais instalações, o satélite argentino SAC-C, anterior ao atual, não pôde ser totalmente testado no Inpe, porque a câmera para testes de interferência eletromagnética que existia na época não comportava um satélite de grande porte. O mesmo aconteceu com o segundo satélite, o CBERS, que precisou ser testado na China.
Outro ganho recente do laboratório do Inpe foi a aquisição de uma câmara de vácuo de grande porte em 2008, da empresa espanhola Telstar, por R$ 10 milhões. O equipamento simula as condições de temperatura e de ausência do ar que o satélite enfrenta quando está em órbita.
Montadoras de veículos e fabricantes do setor de telecomunicações usam regularmente as instalações do laboratório brasileiro para realizar testes de compatibilidade eletromagnética na eletrônica embarcada de veículos, telefones celulares, antenas e outros componentes eletrônicos. Um terço do tempo do laboratório está dedicado às indústria e um terço para a prestação de serviços internos para o próprio Inpe e também para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
O laboratório opera em três turnos para atender às atividades das indústrias e do programa espacial. O terceiro satélite da cooperação Brasil-China, o CBERS-3, também iniciou a fase de testes dos seus equipamentos no laboratório. A Embraer é outra usuária do laboratório, para a realização de testes de qualificação em equipamentos de comunicação instalados em suas aeronaves. (VS)
Fonte: jornal Valor Econômico, 04/06/2010
Comentário: para saber mais sobre o LIT/INPE, recomendamos a leitura de artigo de Petrônio Noronha de Souza, chefe do laboratório, publciado na 3ª edição da AAB Revista. Para acessá-la, clique aqui.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
SAC-C completa 9 anos
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O satélite argentino de imageamento SAC-C, da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), completou no último dia 21 nove anos em órbita, ainda operacional, superando em dobro a sua expectativa inicial de vida útil. O satélite foi desenvolvido por engenheiros da CONAE e da indústria estatal INVAP e lançado do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, por um foguete Delta II, da agência espacial americana (NASA).
A cooperação internacional no projeto foi marcante. A NASA foi responsável pelo lançamento e fornecimento de dois instrumentos científicos, enquanto agências espaciais e centros de pesquisa da Itália (ASI), França (CNES) e Dinamarca (DSRI) forneceram outros instrumentos científicos para estudos do campo magnético terrestre, radiação espacial e determinação de parâmetros em órbita. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Brasil, por meio do Laboratório de Integração e Testes (LIT), de São José dos Campos (SP), foi responsável pelos ensaios ambientais do satélite e de suas cargas úteis.
As imagens e dados produzidos pelo SAC-C são usados para atividades na agricultura, estudos marítimos e costeiros, monitoramento do meio ambiente e de catástrofes naturais e antrópicas. Para tanto, está dotado de três sensores óticos, de responsabilidade argentina, e também de seis instrumentos científicos fornecidos por agências espaciais e centros de pesquisa parceiros.
Dados do satélite
- O SAC-C leva 10 minutos para imagear completamente a Argentina (5.000 kg, ambarcando de norte ao sul do país)
- São realizados de 3 a 4 contatos diários entre o satélite a estação terrena da CONAE, situada na cidade de Córdoba. Pela manhã, são tomadas imagens em tempo real, e de noite são baixadas as imagens produzidas de outras regiões do planeta. Em todos os contatos, são também transmitidos dados dos instrumentos científicos e comandos para o satélite
- As imagens recebidas são disponibilizadas no catálogo da CONAE 60 minutos após o recebimento
SAC-C em números
- 14,5 voltas ao redor da Terra por dia
- Órbita baixa, a 705 km de altitude
- Orbita a 27 mil km por hora
- Massa de 485 kg, 2,2 m de altura e 2 m de diâmetro
Futuro
Atualmente, a Argentina é o país sul-americano com o programa espacial na área de sensoriamento remoto mais completo e desenvolvido. O país está finalizando o SAC-D Aquarius, que a exemplo de seu antecessor também envolve forte cooperação internacional (França, Canadá, Itália e Brasil). Este satélite deverá ser lançado dos EUA em setembro de 2010. Em paralelo, a CONAE também desenvolve o programa SAOCOM, de satélite radar, com apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e em parceria com a Itália.
(André M. Mileski, com informações divulgadas pela CONAE)
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Encontro Galileo para a Indústria
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INPE sedia Encontro Galileo para a Indústria
23/11/2009
No Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acontece nos dias 24 e 25 de novembro o Encontro Galileo para a Indústria. Com o objetivo de ampliar a cooperação entre instituições e empresas europeias e brasileiras no setor de Sistemas Globais de Navegação por Satélites (GNSS), o evento será realizado no auditório Fernando de Mendonça, no LIT/INPE, em São José dos Campos (SP).
Haverá palestras de representantes de organizações europeias responsáveis pelo projeto Galileo, e também de órgãos públicos e empresas brasileiras envolvidas com GNSS. O Galileo é um sistema de navegação por satélite semelhante ao norte-americano GPS, porém exclusivamente de uso civil.
Para mais informações, acesse
http://www.galileoic.org/la/files/Program_Galileo_%20Meeting_for_Industry_Brazil.doc
Fonte: INPE
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