Mostrando postagens com marcador Loral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Loral. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de março de 2013

Os americanos estão chegando!

.
Notícias e acontecimentos dos últimos meses revelam um crescente interesse de indústrias dos EUA, estimuladas por reformas no International Traffic in Arms Regulations (ITAR), por oportunidades de médio e longo prazos do Programa Espacial Brasileiro e também no mercado comercial de telecomunicações por satélite, o que deve acirrar a competição com indústrias europeias e russas. Alguns indicativos recentes:

Satélite geoestacionário: hoje o maior projeto do Programa Espacial Brasileiro, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) despertou o interesse de vários fabricantes estrangeiros, dentre os quais alguns dos EUA. É o caso da Boeing (ver também o parágrafo abaixo), Orbital Sciences Corporation e Space Systems/Loral, que, acredita-se, apresentarão propostas até o início de abril.

Estabelecimento da Boeing no País: atraída ao Brasil pelo programa F-X2, concorrência dos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), a Boeing está hoje muito mais atenta e disposta a trabalhar com o Brasil, e isto inclui o setor espacial. Semana passada, a reportagem de Tecnologia & Defesa, publicação à qual o blog Panorama Espacial está vinculado, esteve com representantes da Boeing no Brasil. Dentre os tópicos conversados, cooperação na área espacial, inclusive (surpresa!) no segmento de lançadores de pequeno porte, e sensores para imageamento. Vale destacar que a Boeing assinou recentemente memorandos para projetos conjuntos com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). os interesses espaciais da Boeing no País serão abordados em mais detalhes muito em breve.

Space Systems/Loral e telecom: a Space Systems/Loral teve enorme sucesso ao bater a europeia Thales Alenia Space na concorrência do satélite Star One C4, adquirido há alguns anos pela Star One, subsidiária de comunicações via satélite da Embratel. A fabricante de satélites de grande porte, hoje pertencente ao grupo canadense MDA, quer ampliar sua presença na América do Sul, elencando o Brasil como um mercado-chave (destaque para a reportagem "Post-merger SS/L Turns Its Gaze to Russia, Brazil", da Space News, de 1º de março). Além do interesse no SGDC, a companhia americana é considerada uma forte candidata ao fornecimento do Star One D1, primeiro satélite de quarta geração da Star One, que contará com capacidade em banda Ka. A aquisição pela MDA, em tese, também amplia o seu escopo de atuação e oportunidades locais, uma vez que o grupo canadense tem como expertise os segmentos de robótica espacial e imageamento por radar, este último um segmento de enorme interesse e necessidade no Brasil.

SpaceX de olho no Brasil: no final de janeiro, a Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF), recebeu uma surpreendente visita: a diretora de negócios da empresa americana SpaceX, Stella Guillen. O propósito da visita foi conhecer os programas brasileiros e também avaliar possíveis parcerias. As chances da SpaceX figurar em alguma proposta "turn-key" para o lançamento do primeiro SGDC são bastante razoáveis, segundo pessoas que acompanham de perto a concorrência. Apesar de extremamente competitivo em termo de preço, um ponto negativo para a companhia americana é seu maior lançador em operação, o Falcon 9, ainda não realizou nenhum lançamento geoestacionário.
.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Amazonas 3 em órbita

.
Foi lançado com sucesso ontem (08), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o satélite geoestacionário de comunicações Amazonas-3, que operará na posição orbital 61º oeste, de direito do Brasil. O Amazonas 3 foi lançado em conjunto com o Azerspace/Africasat-1a, do governo do Azerbaijão, na primeira missão de 2013 do lançador europeu Ariane 5, da Arianespace.

O Amazonas 3 é o novo satélite da Hispamar e do Grupo Hispasat. Sua construção, realizada pela norte-americana Space Systems Loral, envolveu um investimento superior a 200 milhões de euros. Trata-se do primeiro satélite a prestar serviços em banda Ka para a América Latina, contando com 52 transponders simultâneos, sendo 33 em banda Ku, 19 em banda C e 9 spot beans em banda Ka, frequência que possui uma grande capacidade de transporte de dados.
.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

MDA, do Canadá, leva a Space Systems/Loral


A companhia canadense MDA anunciou hoje (27) a aquisição da Space Systems/Loral (SS/L), dos EUA, considerada a maior fabricante de satélites comerciais de comunicações, pelo valor de 875 milhões de dólares. Já há meses, a MDA procurava uma aquisição de porte significativo no mercado norte-americano.

No campo espacial, a MDA tem forte atuação em robótica espacial, sensoriamento remoto via radar (satélites da série Radarsat) e cargas úteis de satélites geoestacionários de telecomunicações, dentre outras áreas.

No Brasil, a SS/L é responsável pela construção do satélite Star One C4, da Star One, subsidiária da Embratel. Há alguns meses, os americanos também estiveram em Brasília (DF) para conhecer melhor o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). A MDA, por sua vez, tem um relacionamento próximo com o programa espacial ucraniano, sendo a contratante principal de um satélite de comunicações para o governo daquele país. Num passado não muito distante, aproveitando-se da parceria espacial da Ucrânia com o Brasil em matéria de lançadores (Cyclone 4 em Alcântara), ucranianos e canadenses chegaram a fazer propostas conjuntas para o SGB.

A aquisição pode ter reflexos, que ainda precisam ser mais bem analisados, sobre a disputa industrial que se desenha para o SGB.

Um fato curioso. Em 2008, a MDA, agora compradora, foi quase adquirida pelo grupo americano ATK, por 1,3 bilhão de dólares (veja a postagem "Aquisições no setor espacial"). A oferta americana, no entanto, não foi aprovada pelo governo do Canadá, que entendeu que a operação poria em risco o programa espacial canadense.
.

sábado, 2 de junho de 2012

SpaceX, Falcon 9 e o mercado de lançamentos


A grande notícia espacial desta semana foi a missão bem sucedida da espaçonave Dragon, desenvolvida pela SpaceX, em sua acoplagem à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), seguida de reentrada na Terra em 31 de maio.

A missão foi iniciada em 22 de maio, quando decolou do centro espacial de Cabo Canaveral, na costa oeste dos EUA, um lançador Falcon 9, também desenvolvido e construído pela SpaceX. Foi a primeira acoplagem de uma nave comercial à ISS, fato bastante comemorado pelo empreendedor Elon Musk, fundador e diretor-presidente da SpaceX. "Esta missão representa o início de uma nova era da exploração espacial, uma em que há um significativo elemento espacial comercial", declarou.

Apesar desta missão não ter relação direta com o mercado de lançamentos comerciais - tema frequentemente abordado pelo blog, há claros reflexos nesse setor. Foi o terceiro voo consecutivo bem sucedido do Falcon 9, aumentando a expectativa da empresa, que espera conquistar uma relevante fatia do mercado global de lançamentos, hoje dominado pela Arianespace e ILS. Esta não será, porém, uma tarefa fácil.

A SpaceX terá que se provar em seu próprio país, no mercado de lançamentos governamentais, num ambiente de ameaças de cortes orçamentários e também forte competição com a United Launch Alliance, que reúne as gigantes Boeing e Lockheed Martin. O lançamento de satélites e missões governamentais americanas, ressalte-se, é fundamental para que a empresa consiga o ganho de escala necessário para sustentar o preço de seus fretes - no caso do Falcon 9, 54 milhões de dólares, segundo divulgado pela provedora, enquanto que com competidores tal valor pode atingir cifras próximas de 100 milhões de dólares.

Apesar de declaração de concorrente, Jean-Yves Le Gall, diretor-presidente da Arianespace, resumiu bem a situação de sua futura concorrente, indicando que esta precisa se provar. "A SpaceX fala muito, mas eles não lançam muito. Isto é um fato", afirmou há cerca de duas semanas à Aviation Week.

Sobre os desafios que a SpaceX enfrentará, recomendamos a leitura do artigo "SpaceX: Will Elon Musk's Triumph Be Transformative Or Transient?", publicado na Forbes dessa semana.

Loral, Intelsat 19, e os painéis solares

Em 31 de maio, a Sea Launch, que busca se restabelecer no mercado de lançamentos comerciais, realizou com sucesso a colocação em órbita do satélite Intelsat IS 19, levado ao espaço pelo lançador Zenit 3SL. Sucesso no lançamento, mas falha na abertura dos painéis solares do satélite, construído pelo fabricante norte-americano Space Systems/Loral, anunciada hoje (2).

Trata-se de mais um revés para a Loral, que tem tido grande sucesso nos últimos anos ao assinar vários contratos para construção de satélites geoestacionários, com preços muito competitivos. No final do ano passado, a empresa foi contratada pela brasileira Star One, da Embratel, para a construção do Star One C4, com previsão de lançamento em 2014.

Não foi a primeira falha na abertura de painéis solares de satélites da Loral. Dois satélites, contratados por uma operadora brasileira, sofreram falhas parecidas, a mais recente, em maio de 2011 (veja a postagem "A "maldição" do Estrela do Sul").

O "inferno astral" da Loral não está limitado às questões técnicas. A empresa enfrenta também uma desgastante briga judicial com a Viasat, uma antiga cliente, que alega ter tido direitos de patentes infringidos pela fabricante. A Loral é também frequentemente citada como uma empresa à venda, o que resulta em certas restrições financeiras.
.

domingo, 8 de abril de 2012

SGB e o fratricídio francês

.
Desde setembro de 2011, o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) se tornou o principal tema de interesse do Programa Espacial Brasileiro pela indústria espacial estrangeira. E com frequência, surgem notícias sobre os preparativos e as movimentações para a viabilização do projeto, a ser executado pela BR1SAT, joint-venture a ser constituída pela Embraer Defesa e Segurança e a estatal Telebrás, sob os auspícios e interesses dos ministérios das Comunicações e Defesa.



À medida que o projeto vai se viabilizando, também acontecem as movimentações de empresas e indústrias interessadas, e o blog passará a abordar algumas dessas movimentações de bastidores.


De acordo com informações que chegaram ao conhecimento do blog Panorama Espacial, houve uma tentativa francesa para uma proposta conjunta para o governo brasileiro, envolvendo a Thales Alenia Space e a Astrium, num solução turn-key, com a entrega do satélite em órbita. Seria uma proposta similar a que está sendo feita pela Astrium e Thales Alenia Space para a empresa espanhola Hisdesat envolvendo o satélite militar Hisnorsat. A Thales, no entanto, teria recusado a proposta.


Na opinião de quem observa atentamente as movimentações empresariais relacionadas ao SGB, a decisão da Thales demonstra a importância que o eventual contrato brasileiro representa para a empresa. Em 2011, o único contrato para a construção de um satélite geoestacionário de comunicações conquistado pela companhia foi com governo do Turcomenistão. Não houve encomendas comerciais. Oficialmente, as dificuldades em conquistar novos negócios teriam um motivo principal: a desvalorização do euro frente ao dólar, o que estaria minando a competitividade da indústria espacial europeia. Mas, mesmo com a desvalorização do dólar, a também europeia Astrium fechou em 2011 cinco novas encomendas de satélites geoestacionários, inclusive de clientes comerciais, como a DirectTV e Eutelsat.


A Thales Alenia Space é a contratante principal do Syracuse, o sistema francês de comunicações militares por satélite, e tem esperanças de que seu expertise na área, aliado ao acordo de parceria estratégica entre o Brasil e a França, sejam determinantes para a sua escolha como fornecedora principal do satélite do SGB.


A competição vai se desenhando


Em declarações públicas feitas há algumas semanas, Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação não perdeu a oportunidade para falar sobre a aguardada abertura de concorrência internacional para a seleção do fornecedor do SGB, o que tem causado certa aflição em setores industriais e mesmo no governo.


Primeiro, Raupp falou da possibilidade da participação norte-americana, e embora não tenha citado nomes, fato é que a Space Systems Loral (selecionada pela brasileira Star One para a construção do Star One C4) já esteve em Brasília para contatos relacionados a uma possível participação no SGB, conforme já revelado pelo blog. Além da Loral, cogita-se também sobre o possível interesse da Boeing, que, em mais de uma ocasião, demonstrou estar atenta a oportunidades espaciais no Brasil.


Diz a lenda, a Loral, que é bastante conhecida por suas propostas competitivas, muitas vezes com valores percentuais até dois dígitos mais baratos, já conta com experiência (e habilidade) em suportar "desaforos" sul-americanos. A Boeing, por sua vez, apesar de ter sistemas de comunicações considerados caros, há alguns anos decidiu voltar com força ao mercado, e colocou o Brasil como um dos seus mercados de atenção, particularmente pelo Programa F-X2, que prevê a aquisição de novos caças pela Força Aérea Brasileira.


Raupp também esteve na Índia, integrando a comitiva que viajou ao país asiático no final de março. Nesta ocasião, o ministro convidou os indianos a analisarem o projeto SGB e eventualmente participarem da concorrência. A Índia conta com uma tecnologia recentemente madura em satélites geoestacionários, principalmente em plataformas de médio porte, mas ainda depende de fornecedores estrangeiros para componentes e cargas úteis, como os transpônderes de comunicações, usualmente fornecidos pela europeia Astrium. A empresa do grupo EADS e a Antrix Corporation (braço comercial da agência espacial indiana, a ISRO), aliás, mantêm vários acordos de cooperação, como em lançamentos de cargas úteis, satélites, entre outros.


Fratricídio?


Para muitos observadores, a indústria espacial francesa sempre foi vista como uma das mais bem posicionadas para o SGB, posicionamento este que ganhou reforço com o acordo de parceria estratégica celebrado em dezembro de 2008. Uma falha da indústria da França em unir esforços para uma oferta conjunta para o SGB poderia resultar num movimento fratricida, que só traria prejuízos a sua própria indústria. Falhas estas, aliás, que muitas vezes levaram a indústria francesa a ser surpreendida e perder negócios em que já era entendida como vitoriosa, mesmo no Brasil (uma pessoa ouvida pelo blog citou o caso, pouco conhecido em detalhes, da tentativa francesa em vender e transferir tecnologia de pequenos satélites de observação).
.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Arianespace lançará Amazonas 3

.
A Arianespace assinou um contrato com a companhia espanhola Hispasat para o lançamento do satélite Amazonas 3 a bordo do lançador Ariane 5, conforme divulgado hoje (07) pelas empresas. O voo deve ocorrer no final de 2012 ou início de 2013.

O Amazonas 3, que está em construção pela Space Systems/Loral e contará com transpônderes de banda C, Ku e Ka (os primeiros para a região da América Latina), substituirá o Amazonas 1, lançado em 2004 e que ocupa a posição orbital brasileira 61º Oeste.

No Brasil, a Hispasat é sócia da Hispamar, junto com o grupo brasileiro de telecomunicações Oi. As regiões das Américas do Sul e Central são responsáveis por considerável fatia do faturamento da Hispasat, o que fez com que a empresa contratasse o terceiro satélite da série Amazonas antes do planejado originalmente. Em 2010, 44% da receita da empresa, de 214,6 milhões de dólares, foi oriunda dessas regiões.
.

sábado, 20 de agosto de 2011

Qualidade da tecnologia espacial russa em xeque

.
Na última quinta-feira (18), o programa espacial russo encarou um novo fracasso, acontecimento que terá reflexos também no âmbito comercial. Por causas ainda desconhecidas, o lançador Proton M (foto acima) falhou ao colocar o satélite de comunicações Express-AM4 na órbita correta, supostamente por uma falha de seu estágio superior, o Breeze M.

Em dezembro de 2010, um Proton com um estágio superior Block DM carregando três satélites de posicionamento da família Glonass não alcançou seu objetivo. As investigações revelaram que a razão foi o excesso de combustível no estágio superior, ocasionado por falha humana, o que resultou na demissão de alguns dirigentes da agência espacial russa (Roscosmos). Em fevereiro deste ano, ocorreu um novo problema envolvendo o Breeze M, desta vez num lançador de menor porte, o Rockot (derivação do míssil intercontinental SS-18 Stiletto, designação OTAN), também colocando um satélite governamental russa numa órbita mais baixa do que a planejada.

Falhas em missões de lançamento não são raras e fazem parte de qualquer programa espacial, mas a Rússia parece enfrentar sérios problemas relacionados a confiabilidade e qualidade de sua tecnologia espacial, inclusive no campo de lançadores, área em que historicamente tem um domínio bastante acentuado.

Reflexos comerciais

No campo comercial, o Proton/Breeze M é comercializado e operado pela International Launch Services (ILS), que tem algumas missões previstas em seu manifesto para 2011, sendo duas no próximo mês de setembro: os satélites de comunicações QuetzSat-1, da SES de Luxemburgo, e ViaSat-1, da norte-americana ViaSat. Ambas as missões já estavam com cronogramas atrasados, prejudicando as previsões de receita das operadoras, e devem ficar suspensas até a apuração da nova falha. No caso do ViaSat-1, fabricado pela Space Systems/Loral, foram dois os motivos de atraso: o derramamento acidental de fluido hidráulico sobre o satélite (!), e a falha na abertura de um dos painéis solares do Estrela do Sul 2, o que provocou a suspensão do voo de todos os modelos da família da Loral até a identificação da causa do defeito.

Como de costume no mercado, as falhas em satélites e lançadores também resultam em acréscimos nos valores dos prêmios cobrados nos seguros, e ameaçam a posição da ILS na competição pelo mercado de lançamentos geoestacionários frente a outros concorrentes, como a europeia Arianespace.
.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Space Systems/Loral e Star One C4

.
De acordo com informação recebida e apurada pelo blog Panorama Espacial, a fabricante de satélites norte-americana Space Systems/Loral (SS/L) foi pré-selecionada pela Star One, subsidiária da empresa de telecomunicações Embratel, para a construção do Star One C4. A informação foi confirmada ao blog por duas fontes e circula nos bastidores desde, ao menos, a semana passada. Não foi possível de se confirmar se um contrato já foi assinado.

A Space Systems/Loral tem forte atuação no nicho de satélites de comunicações de maior porte, o que pode ter sido determinante, juntamente com a desvalorização do dólar frente ao euro, para ter apresentado a proposta mais competitiva em termos de preço. Desde julho, rumores de que a proposta da SS/L teria sido a mais baixa já circulavam no mercado.

Três fabricantes apresentaram propostas para o Star One C4, que, comenta-se deve dispor de 48 transpônderes: as americanas SS/L e Boeing, e a europeia EADS Astrium. A Thales Alenia Space, responsável pela fabricação dos dois satélites de terceira geração da Star One atualmente em órbita (Star One C1 e C2), optou por não participar da competição, depois da difícil perda para a Orbital Sciences Corporation do contrato do Star One C3.

Caso a seleção da SS/L se confirme, a empresa americana terá a oportunidade de recuperar sua imagem no mercado brasileiro de comunicações via satélite. Isto por que os dois satélites Estrela do Sul (1 e 2), que ocupam posições orbitais brasileiras e foram fabricados pela SS/L enfrentaram problemas nos painéis solares, reduzindo suas capacidades (vejam a postagem a 'A "maldição" do Estrela do Sul').
.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Direitos de exploração de satélites

.
Anatel autoriza licitação para direito de exploração de satélite brasileiro


14 de Julho de 2011


O Conselho Diretor da Anatel autorizou hoje, em sua 613ª reunião, a abertura de procedimento licitatório, na modalidade de concorrência pública, para conferir direitos de exploração de satélite brasileiro para transporte de sinais de telecomunicações.


Até quatro novos satélites brasileiros poderão entrar em operação nos próximos cinco anos, ocupando posições orbitais em coordenação ou notificação em nome do Brasil ante a União Internacional de Telecomunicações (UIT).


A nova licitação possibilitará aumentar a capacidade satelital brasileira para atender as atuais demandas no setor e aquelas antecipadas em função de grandes eventos, tais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, entre outros projetos.


O edital de licitação para conferir direito de exploração de satélite brasileiro estará disponível para consulta na página da Anatel em 19 de julho. Para participar da licitação, os interessados devem adquirir o edital com a Comissão de Licitação, situada no 9º andar do Bloco E, Quadra 6, Setor de Autarquias Sul, Brasília - DF, a partir do dia 19 de julho de 2011, nos dias úteis, no horário de 9h às 12h e de 14h às 16h.


Nesta licitação, além das posições orbitais e faixas de frequências não planejadas, as interessadas poderão escolher posições orbitais e faixas de frequências associadas aos planos dos Apêndices 30, 30A e 30B do Regulamento de Radiocomunicações da UIT.


Os satélites deverão cobrir 100% do território brasileiro e dedicar parte da capacidade para atender o mercado brasileiro. Os direitos de exploração serão conferidos por 15 anos, prorrogáveis uma única vez. Uma mesma empresa poderá obter até dois dos quatro direitos licitados.


O edital de licitação para o direito de exploração de satélite brasileiro foi objeto da Consulta Pública n.° 10, de 15 de fevereiro de 2011.


Fonte: Anatel


Comentários: o mercado de comunicações via satélite no Brasil está num momento aquecido, e a licitação para a exploração de novas posições de satélites indica um pouco esse momento (sobre o mercado, ver a postagem "Mercado de comunicações via satélite no Brasil"). Aliás, a Star One, maior operadora brasileira no segmento, está próxima de selecionar o fornecedor do satélite Star One C4, que terá 48 transpônderes. Segundo informações recebidas pelo blog, a expectativa é de que uma decisão seja tomada dentro das próximas semanas. No páreo, estão as norte-americanas Loral e Boeing, e a europeia Astrium, do grupo EADS.
.