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Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
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quarta-feira, 15 de março de 2017
domingo, 25 de dezembro de 2016
"Entrada do SGDC em operação vai alavancar atuação da Telebras"
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Na avaliação do presidente da empresa, Antonio Loss, responsabilidade da companhia será a de ser o principal provedor de conexão à internet por meio da banda larga no território brasileiro. "Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes", disse. Previsão é que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que teve investimentos de R$ 2,1 bilhões, seja lançado ao espaço no ano que vem.
23/12/2016
A partir do dia 21 de março de 2017, o Brasil vai ter um novo padrão de telecomunicações e a Telebras vai ser o grande provedor de conexão à internet no país. A afirmação é do presidente da companhia, Antonio Loss, que destacou o desafio da empresa com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o próximo ano.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi concluído e entregue ao governo brasileiro em 1º de dezembro último, em Cannes, na França. O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O satélite será operado pela Telebras e terá uma faixa de frequência usada para ampliar a oferta de banda larga em todo o Brasil (banda Ka) e outra parte destinada exclusivamente ao uso militar (banda X).
“Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes. Vamos levar acesso à internet às pessoas em qualquer lugar e garantir a segurança das comunicações na área de defesa”, reforçou Antonio Loss.
Grande parte da capacidade do equipamento, 70%, será utilizada na oferta de banda larga aos brasileiros, principalmente para áreas remotas do país, como a região amazônica. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, em março do próximo ano. O equipamento, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Balanço – O satélite geoestacionário foi o grande destaque da reunião entre diretores e servidores da Telebrás para apresentar os resultados obtidos pela empresa em 2016. No encontro, as diretorias mostraram as principais iniciativas de cada área entre os 464 projetos apresentados neste ano e que terão continuidade em 2017.
O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, apontou como prioridade o aumento da capacidade das cinco redes de fibra óptica da empresa, os chamados backbones, que abrangem todas as regiões do Brasil. Segundo ele, o lançamento do SGDC vai aumentar a demanda pela capacidade de tráfego dessas redes.
“Em 2016, melhoramos as condições de operação das redes para dar mais qualidade ao cliente. E, para 2017, vamos investir na ampliação da capacidade para dar vazão ao tráfego que o país vai precisar a partir do lançamento do satélite”, afirmou Valente.
Fonte: MCTIC
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Na avaliação do presidente da empresa, Antonio Loss, responsabilidade da companhia será a de ser o principal provedor de conexão à internet por meio da banda larga no território brasileiro. "Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes", disse. Previsão é que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que teve investimentos de R$ 2,1 bilhões, seja lançado ao espaço no ano que vem.
23/12/2016
A partir do dia 21 de março de 2017, o Brasil vai ter um novo padrão de telecomunicações e a Telebras vai ser o grande provedor de conexão à internet no país. A afirmação é do presidente da companhia, Antonio Loss, que destacou o desafio da empresa com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o próximo ano.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi concluído e entregue ao governo brasileiro em 1º de dezembro último, em Cannes, na França. O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O satélite será operado pela Telebras e terá uma faixa de frequência usada para ampliar a oferta de banda larga em todo o Brasil (banda Ka) e outra parte destinada exclusivamente ao uso militar (banda X).
“Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes. Vamos levar acesso à internet às pessoas em qualquer lugar e garantir a segurança das comunicações na área de defesa”, reforçou Antonio Loss.
Grande parte da capacidade do equipamento, 70%, será utilizada na oferta de banda larga aos brasileiros, principalmente para áreas remotas do país, como a região amazônica. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, em março do próximo ano. O equipamento, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Balanço – O satélite geoestacionário foi o grande destaque da reunião entre diretores e servidores da Telebrás para apresentar os resultados obtidos pela empresa em 2016. No encontro, as diretorias mostraram as principais iniciativas de cada área entre os 464 projetos apresentados neste ano e que terão continuidade em 2017.
O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, apontou como prioridade o aumento da capacidade das cinco redes de fibra óptica da empresa, os chamados backbones, que abrangem todas as regiões do Brasil. Segundo ele, o lançamento do SGDC vai aumentar a demanda pela capacidade de tráfego dessas redes.
“Em 2016, melhoramos as condições de operação das redes para dar mais qualidade ao cliente. E, para 2017, vamos investir na ampliação da capacidade para dar vazão ao tráfego que o país vai precisar a partir do lançamento do satélite”, afirmou Valente.
Fonte: MCTIC
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Documentários sobre a Ciência brasileira
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Ciência brasileira é tema de série de documentários do canal Discovery Brasil
Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a série "Brasil Ciência" revela que o país possui uma infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento.
12/12/2016
A partir de segunda-feira (12), o canal Discovery Brasil irá exibir uma série de documentários sobre a ciência e a tecnologia produzidas no Brasil. Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a série “Brasil Ciência” revela que o país possui infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento. Os documentários vão ao ar todos os dias, à meia-noite, até sexta-feira (16).
Nessa primeira temporada, o público vai saber mais sobre a Torre Atto, um dos mais importantes projetos de pesquisa do mundo sobre mudanças climáticas. Instalada no meio da floresta amazônica, o Observatório da Torre Alta de Observação da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) tem 325 metros de altura, o que equivale a um prédio de 80 andares, e é a maior torre de estudos climáticos do mundo. A expectativa dos pesquisadores é que a torre monitore o clima na Amazônia por um período de 20 a 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a biosfera e a atmosfera.
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), também será tema de um episódio do “Brasil Ciência”. O país, hoje, é um dos líderes mundiais em pesquisas de luz síncrotron que possibilitam, por exemplo, avanços nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. Em 2018, o LNLS concluirá a construção do seu mais ambicioso projeto, o Sirius, que deve superar o equipamento inaugurado na Suécia este ano.
A ciência brasileira também possui o maior e mais potente supercomputador da América Latina, o Santos Dumont. Localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), é capaz de realizar um quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Sua velocidade de processamento de dados permite acelerar os resultados e apoiar pesquisadores de todo o país.
Em outro episódio, o telespectador poderá conhecer como funciona um dos mais modernos navios de pesquisa hidroceanográfica do mundo, o Vital de Oliveira. Equipada com o que há de mais moderno, a embarcação terá reflexo direto na ampliação da geração de conhecimento sobre o ambiente marinho na região do Atlântico Sul, no desenvolvimento de tecnologias e inovação em produtos e serviços, na redução da vulnerabilidade e dos riscos decorrentes de eventos extremos e das mudanças climáticas sobre a zona costeira e na formação de recursos humanos ligados à pesquisa científica marinha.
A série do canal Discovery também mostrará que o Brasil está perto de lançar na órbita terrestre o seu primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, construído com vários itens de tecnologia brasileira, vai possibilitar a conexão em banda larga em todo o território nacional e garantir a soberania em comunicações estratégicas. O satélite, uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, já foi entregue ao governo brasileiro e deve ser colocado em órbita em março de 2017. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Clique aqui para acessar os vídeos.
Fonte: MCTIC
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Ciência brasileira é tema de série de documentários do canal Discovery Brasil
Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a série "Brasil Ciência" revela que o país possui uma infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento.
12/12/2016
A partir de segunda-feira (12), o canal Discovery Brasil irá exibir uma série de documentários sobre a ciência e a tecnologia produzidas no Brasil. Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a série “Brasil Ciência” revela que o país possui infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento. Os documentários vão ao ar todos os dias, à meia-noite, até sexta-feira (16).
Nessa primeira temporada, o público vai saber mais sobre a Torre Atto, um dos mais importantes projetos de pesquisa do mundo sobre mudanças climáticas. Instalada no meio da floresta amazônica, o Observatório da Torre Alta de Observação da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) tem 325 metros de altura, o que equivale a um prédio de 80 andares, e é a maior torre de estudos climáticos do mundo. A expectativa dos pesquisadores é que a torre monitore o clima na Amazônia por um período de 20 a 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a biosfera e a atmosfera.
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), também será tema de um episódio do “Brasil Ciência”. O país, hoje, é um dos líderes mundiais em pesquisas de luz síncrotron que possibilitam, por exemplo, avanços nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. Em 2018, o LNLS concluirá a construção do seu mais ambicioso projeto, o Sirius, que deve superar o equipamento inaugurado na Suécia este ano.
A ciência brasileira também possui o maior e mais potente supercomputador da América Latina, o Santos Dumont. Localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), é capaz de realizar um quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Sua velocidade de processamento de dados permite acelerar os resultados e apoiar pesquisadores de todo o país.
Em outro episódio, o telespectador poderá conhecer como funciona um dos mais modernos navios de pesquisa hidroceanográfica do mundo, o Vital de Oliveira. Equipada com o que há de mais moderno, a embarcação terá reflexo direto na ampliação da geração de conhecimento sobre o ambiente marinho na região do Atlântico Sul, no desenvolvimento de tecnologias e inovação em produtos e serviços, na redução da vulnerabilidade e dos riscos decorrentes de eventos extremos e das mudanças climáticas sobre a zona costeira e na formação de recursos humanos ligados à pesquisa científica marinha.
A série do canal Discovery também mostrará que o Brasil está perto de lançar na órbita terrestre o seu primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, construído com vários itens de tecnologia brasileira, vai possibilitar a conexão em banda larga em todo o território nacional e garantir a soberania em comunicações estratégicas. O satélite, uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, já foi entregue ao governo brasileiro e deve ser colocado em órbita em março de 2017. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Clique aqui para acessar os vídeos.
Fonte: MCTIC
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Entrevista de Ricardo Galvão, novo diretor do INPE
Novo diretor do INPE quer eliminar entraves e avançar com o programa espacial brasileiro
Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, deu posse ao novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ricardo Galvão, na manhã desta segunda-feira (22), durante solenidade em comemorarão aos 55 anos do INPE, em São José dos Campos (SP).
Escolhido pelo ministro Gilberto Kassab a partir de lista tríplice, o engenheiro de telecomunicações Ricardo Galvão é mestre em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em física de plasmas aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Professor da Universidade de São Paulo, foi presidente da Sociedade Brasileira de Física e é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências, além do Conselho da Sociedade Europeia de Física.
Na entrevista a seguir, realizada pelo Portal do MCTIC, Ricardo Galvão falou dos principais desafios do INPE, como a redução do quadro de servidores e a recomposição orçamentária, da necessidade de sinergia com a Agência Espacial Brasileira (AEB), entre outras questões.
MCTIC: Qual é o maior desafio do INPE?
Ricardo Galvão: Não existe um 'maior desafio', mas vários desafios a serem enfrentados na próxima gestão. O primeiro deles é a gravíssima situação de acentuada redução do quadro de servidores do INPE, em particular analistas e assistentes de gestão. Enquanto alguns pesquisadores, tecnologistas e técnicos permanecem na instituição mesmo após terem atingido as condições para aposentadoria, atraídos pela participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento, até com a possibilidade de usufruir de bolsas de produtividade do CNPq em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, atrativos semelhantes não existem para o pessoal administrativo. Esta é uma situação que afeta não somente o INPE, mas praticamente a totalidade das unidades de pesquisa do MCTIC. A solução definitiva deste problema está além da governança do diretor e exigirá uma ação integrada entre os diretores de todas as unidades e o ministério para, gradualmente, trabalhar junto ao Ministério do Planejamento para conseguir abertura de novos concursos.
MCTIC: O que é possível fazer para contornar a situação?
Ricardo Galvão: Como solução paliativa, pretendo estudar reativar propostas de incentivo para servidores que permanecem na ativa após terem atingido a condição para aposentadoria. No entanto, não estou seguro de que isto seja possível no governo federal. Continuando, o segundo desafio é certamente a questão orçamentária, neste cenário de crise econômica que afeta o país. Aqui também, embora a solução definitiva esteja além da governança do diretor, existem algumas possibilidades a serem mais bem exploradas com relação à obtenção de recursos complementares, através de programas mais ambiciosos junto às agências de fomento, como, aliás, a atual gestão implementou para a área espacial com a Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], e o aumento das atividades de prestação de serviços, implementadas através da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). Neste quesito, os diferentes laboratórios do INPE têm grande potencial, e a nova Lei 13.243/2016 [Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação] introduziu mecanismos jurídicos que facilitam bastante a prestação de serviços técnicos a instituições públicas ou privadas. Além disso, algumas coordenações do INPE, como a de Observação da Terra, por exemplo, têm convênios com outros órgãos e agências do governo federal que promovem a entrada de recursos na instituição. Essas atividades devem ser estimuladas, desde que não sejam executadas em detrimento às de pesquisa científica e que uma parcela dos recursos obtidos seja repassada à instituição como 'custos de manutenção e operação'.
MCTIC: O senhor mencionou a área espacial. Como é a relação com a Agência Espacial Brasileira (AEB)?
Ricardo Galvão: Esse é o terceiro desafio que temos no INPE, ou seja, melhorar a interação com a AEB no que se refere à execução do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). O programa de satélites foi inicialmente todo desenvolvido sob a governança do INPE. No entanto, com a publicação do Decreto 1.332, estabelecendo a Política de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), e a sanção da Lei 8.854, criando a AEB, o INPE perdeu parcialmente a autonomia para estabelecer, de forma independente, sua política de desenvolvimento de satélites. De fato, o artigo 30 da referida lei estabelece que 'compete à AEB executar e fazer executar a PNDAE, bem como propor as diretrizes e as ações dela decorrentes'. Como é bem conhecido na comunidade espacial brasileira, essa alteração não foi fácil e amplamente aceita pelo corpo técnico do INPE.
MCTIC: Quais são os entraves?
Ricardo Galvão: Parece-me que parte dessas dificuldades decorre de que as competências para execução do PNAE, no que concerne objetivos científicos e técnicos, projetos conceituais e de engenharia de satélites, construção por encomenda à indústria ou a instituições governamentais, como também integração e testes, não estão ainda satisfatoriamente acordadas e detalhadas. Enquanto considero uma premissa fundamental a competência da AEB para "executar e fazer executar" o PNAE, é evidente que boa parcela da competência científica e técnica nessa área está concentrada principalmente no INPE. Assim, se não houver perfeita integração entre a agência e o instituto, desde a fase de projeto conceitual dos satélites, é evidente que sua execução pode ser prejudicada por desconfianças e diversidade de visões. Assim, julgo essencial eliminar entraves e costurar um relacionamento construtivo e colaborativo entre o INPE e a AEB. A equipe técnica do INPE deverá ter participação efetiva na definição de projetos de satélites que fiquem sob sua responsabilidade, principalmente os para aplicações científicas. Em contrapartida, deverá assumir o compromisso de seguir estritamente a execução dos projetos como acordado com a AEB.
Finalmente, outro desafio importante é reverter a aparente existência de certa atitude de isolamento e independência de alguns grupos de pesquisa básica em ciência espacial do INPE com relação a outros grupos nacionais. Especificamente, julgo que a liderança científica de unidades do MCTIC possa ser almejada somente se promover uma efetiva colaboração sinergética com outros grupos nacionais, permitindo que sua infraestrutura administrativa e técnica possa ser utilizada para viabilizar projetos científicos de maior envergadura, em particular em colaborações internacionais.
Isso ficou muito bem estabelecido no objetivo de um dos programas do Plano de Ação 2007-2010 do então Ministério da Ciência e Tecnologia, "aperfeiçoar e consolidar o papel das Unidades de Pesquisa do MCT como instituições líderes de C,T&I, atuando como centros de pesquisa em áreas estratégicas, como laboratórios nacionais com instalações de maior porte e ambiente científico que atraiam a comunidade científica, como âncoras de projetos mobilizadores e redes de pesquisa, ...".
Portanto é necessário estimular fortemente a pesquisa básica em ciência espacial e áreas correlatas, mas de forma coordenada, não somente entre os diversos grupos do INPE, mas também com a comunidade externa, fazendo com que boa parte de suas instalações opere de fato como laboratórios multiusuários.
MCTIC: Falando em setor aeroespacial, está previsto para 2018 o lançamento de um novo CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Qual é o objetivo?
Ricardo Galvão: Os objetivos do CBERS estão bem definidos no Programa Nacional de Atividades Espaciais 2012 – 2021, que são ampliar a capacidade de observação e monitoramento do território nacional, além de dar continuidade e ampliar a cooperação com a China no desenvolvimento da tecnologia espacial. O CBERS 4 foi lançado com grande êxito em dezembro de 2014 e está em operação regular, operando uma câmera de muito boa resolução desenvolvida por empresa brasileira. O novo CBERS dará continuidade ao programa, aumentando a resolução das imagens obtidas.
MCTIC: O INPE faz o monitoramento da Amazônia brasileira por satélite. Como esses dados têm ajudado a combater o desmatamento?
Ricardo Galvão: Na realidade, o INPE tem vários programas de extrema importância para o país no que se refere ao monitoramento e preservação ambiental, como o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) e Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), além do Degrad. Embora as imagens utilizadas para estes programas sejam provenientes não somente de satélites brasileiros, mas também de outras constelações de satélites, no Programa Nacional de Atividades Espaciais está programado o lançamento de satélites da série Amazônia justamente para ampliar a capacidade do país no monitoramento da região. O Amazônia 1 será um satélite inteiramente concebido e desenvolvido no país, contribuindo substancialmente para o nosso avanço no domínio da tecnologia espacial.
Fonte: MCTIC, via INPE.
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terça-feira, 9 de agosto de 2016
SGDC em testes finais
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Com investimentos de R$ 1,7 bilhão, SGDC passa por testes finais
Previsto para entrar em operação em 2017, SGDC vai cobrir todo o território nacional. Além de levar acesso à internet para áreas remotas, deve garantir a soberania das comunicações estratégicas do país.
09/08/2016
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou em sua fase final de testes pré-lançamento. O equipamento vai levar internet banda larga para todo o país e garantir comunicação segura ao governo brasileiro. Com investimentos de R$ 1,7 bilhão, o projeto é uma parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Defesa. A previsão é que entre em operação em 2017 e tenha vida útil de 15 anos.
De acordo com o diretor de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do MCTIC, Artur Coimbra de Oliveira, os testes do SGDC servem para acompanhar se os requisitos de desempenho do sistema estão sendo cumpridos. Após o término da construção do satélite, foram realizadas as primeiras verificações, conhecidas como Teste de Referência Inicial.
“Esses testes servem para a aquisição de um banco de dados de referência sobre funcionalidade e desempenho de todo o satélite em relação a equipamentos, subsistemas e sistema”, explicou, acrescentando que também foram realizados testes ambientais de termovácuo e mecânicos (vibração e acústico). “Essa bateria de verificações tem o objetivo de demonstrar a capacidade de o satélite resistir a condições ambientais impostas durante o lançamento e em órbita, mantendo o desempenho das especificações.”
Encerrados os testes ambientais, realiza-se novamente o mesmo conjunto de medições. A comparação entre os resultados vai demostrar se o satélite é capaz de cumprir seus requisitos de desempenho quando estiver em órbita.
“Já foram concluídos os testes de termovácuo e mecânicos, os painéis solares já foram acoplados, e pequenas correções no sistema estão sendo feitas. Em seguida, o sistema estará pronto para a realização dos testes finais e de alcance das antenas. Após a conclusão, o satélite passará por uma revisão final antes do envio para a base de lançamento em Kourou, na Guiana Francesa”, disse Artur Coimbra de Oliveira.
Segundo ele, a tecnologia de satélites é a mais adequada para prover acesso à internet em áreas isoladas ou de difícil acesso. Para o diretor do MCTIC, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas vai contribuir com os principais objetivos do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), pois aumentará a cobertura e a velocidade da rede em áreas remotas, além de reduzir os preços.
“O SGDC faz parte de uma nova geração de satélites, utilizando a banda Ka, que vem sendo usada em complemento a programas de banda larga em diversos países. A tecnologia em banda Ka, permite velocidades comparáveis com as obtidas por uma rede terrestre e conta ainda com antenas de menor dimensão, mais baratas e facilmente instaláveis”, informou.
Além disso, o satélite é necessário para garantir a soberania das comunicações estratégicas civis e militares do país. “Atualmente, os satélites que prestam serviço para a Defesa são controlados por estações que estão fora do país ou possuem o controle nas mãos de empresas com capital estrangeiro. Em qualquer dos casos, existe o risco de interrupções nos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos”, alertou.
Participam do desenvolvimento do SGDC técnicos da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que são vinculados ao MCTIC. O projeto recebeu R$ 400 milhões de recursos descontigenciados do ministério em junho deste ano. “Está em andamento um programa de absorção de transferência de tecnologia, com o objetivo de capacitar empresas e técnicos brasileiros a produzir partes e peças do satélite, bem como de integrar o próprio equipamento”, concluiu Artur Coimbra.
O SGDC será colocado na posição orbital de 75 graus de longitude oeste e será controlado por estações terrenas localizadas em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ).
Fonte: MCTIC
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Com investimentos de R$ 1,7 bilhão, SGDC passa por testes finais
Previsto para entrar em operação em 2017, SGDC vai cobrir todo o território nacional. Além de levar acesso à internet para áreas remotas, deve garantir a soberania das comunicações estratégicas do país.
09/08/2016
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou em sua fase final de testes pré-lançamento. O equipamento vai levar internet banda larga para todo o país e garantir comunicação segura ao governo brasileiro. Com investimentos de R$ 1,7 bilhão, o projeto é uma parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Defesa. A previsão é que entre em operação em 2017 e tenha vida útil de 15 anos.
De acordo com o diretor de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do MCTIC, Artur Coimbra de Oliveira, os testes do SGDC servem para acompanhar se os requisitos de desempenho do sistema estão sendo cumpridos. Após o término da construção do satélite, foram realizadas as primeiras verificações, conhecidas como Teste de Referência Inicial.
“Esses testes servem para a aquisição de um banco de dados de referência sobre funcionalidade e desempenho de todo o satélite em relação a equipamentos, subsistemas e sistema”, explicou, acrescentando que também foram realizados testes ambientais de termovácuo e mecânicos (vibração e acústico). “Essa bateria de verificações tem o objetivo de demonstrar a capacidade de o satélite resistir a condições ambientais impostas durante o lançamento e em órbita, mantendo o desempenho das especificações.”
Encerrados os testes ambientais, realiza-se novamente o mesmo conjunto de medições. A comparação entre os resultados vai demostrar se o satélite é capaz de cumprir seus requisitos de desempenho quando estiver em órbita.
“Já foram concluídos os testes de termovácuo e mecânicos, os painéis solares já foram acoplados, e pequenas correções no sistema estão sendo feitas. Em seguida, o sistema estará pronto para a realização dos testes finais e de alcance das antenas. Após a conclusão, o satélite passará por uma revisão final antes do envio para a base de lançamento em Kourou, na Guiana Francesa”, disse Artur Coimbra de Oliveira.
Segundo ele, a tecnologia de satélites é a mais adequada para prover acesso à internet em áreas isoladas ou de difícil acesso. Para o diretor do MCTIC, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas vai contribuir com os principais objetivos do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), pois aumentará a cobertura e a velocidade da rede em áreas remotas, além de reduzir os preços.
“O SGDC faz parte de uma nova geração de satélites, utilizando a banda Ka, que vem sendo usada em complemento a programas de banda larga em diversos países. A tecnologia em banda Ka, permite velocidades comparáveis com as obtidas por uma rede terrestre e conta ainda com antenas de menor dimensão, mais baratas e facilmente instaláveis”, informou.
Além disso, o satélite é necessário para garantir a soberania das comunicações estratégicas civis e militares do país. “Atualmente, os satélites que prestam serviço para a Defesa são controlados por estações que estão fora do país ou possuem o controle nas mãos de empresas com capital estrangeiro. Em qualquer dos casos, existe o risco de interrupções nos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos”, alertou.
Participam do desenvolvimento do SGDC técnicos da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que são vinculados ao MCTIC. O projeto recebeu R$ 400 milhões de recursos descontigenciados do ministério em junho deste ano. “Está em andamento um programa de absorção de transferência de tecnologia, com o objetivo de capacitar empresas e técnicos brasileiros a produzir partes e peças do satélite, bem como de integrar o próprio equipamento”, concluiu Artur Coimbra.
O SGDC será colocado na posição orbital de 75 graus de longitude oeste e será controlado por estações terrenas localizadas em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ).
Fonte: MCTIC
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quarta-feira, 20 de julho de 2016
AEB e MCTIC discutem Programa Espacial
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Subsecretários do MCTIC discutem metas para o Programa Espacial
20/07/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu, na última quinta-feira (14.07), a visita dos subsecretários da área de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Alfonso Neto e Carlos Fortner. Durante o encontro, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho e os diretores da Agência apresentaram os projetos e atividades desenvolvidos pelo Programa Espacial Brasileiro.
Foi feita uma síntese sobre o processo histórico e as iniciativas que estabeleceram o Programa Espacial no Brasil. Aos subsecretários foi apresentado o planejamento e as metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), para o período 2016 a 2019.
O Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT), voltado para atividades tecnológicas e educacionais, também foi abordado na reunião. Em fase de implementação no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), o Centro Espacial deve ser inaugurado nos próximos meses. A estrutura, organização e orçamento da Agência também foram temas tratados pelo presidente e diretores.
De acordo com José Raimundo Coelho, a vinda dos subsecretários foi uma boa oportunidade para esclarecer e discutir as questões relacionadas à gestão e governança da AEB no âmbito do PNAE.
No dia 7 de julho a AEB também recebeu a visita do Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações do MCTIC, Paulo Pertusi. As políticas, projetos, atores e desafios da AEB também foram questões apresentadas e discutidas com o subsecretário
Fonte: AEB
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Subsecretários do MCTIC discutem metas para o Programa Espacial
20/07/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu, na última quinta-feira (14.07), a visita dos subsecretários da área de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Alfonso Neto e Carlos Fortner. Durante o encontro, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho e os diretores da Agência apresentaram os projetos e atividades desenvolvidos pelo Programa Espacial Brasileiro.
Foi feita uma síntese sobre o processo histórico e as iniciativas que estabeleceram o Programa Espacial no Brasil. Aos subsecretários foi apresentado o planejamento e as metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), para o período 2016 a 2019.
O Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT), voltado para atividades tecnológicas e educacionais, também foi abordado na reunião. Em fase de implementação no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), o Centro Espacial deve ser inaugurado nos próximos meses. A estrutura, organização e orçamento da Agência também foram temas tratados pelo presidente e diretores.
De acordo com José Raimundo Coelho, a vinda dos subsecretários foi uma boa oportunidade para esclarecer e discutir as questões relacionadas à gestão e governança da AEB no âmbito do PNAE.
No dia 7 de julho a AEB também recebeu a visita do Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações do MCTIC, Paulo Pertusi. As políticas, projetos, atores e desafios da AEB também foram questões apresentadas e discutidas com o subsecretário
Fonte: AEB
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terça-feira, 5 de julho de 2016
MCTIC: prioridade é recuperar o orçamento
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Ministro tenta recuperar orçamento da Ciência e Tecnologia
5/07/2016
O ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e a presidente da SBPC, abriram na segunda-feira (04.07), às 9h, a ExpoT&C, mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I), que reúne centenas de expositores.
Durante a visita à ExpoT&C, o ministro Kassab conheceu os estandes e projetos de órgãos vinculados à Ciência e Tecnologia. No estande da Agência Espacial Brasileira (AEB), o ministro foi recebido pelo presidente José Raimundo Coelho, e pelo engenheiro da AEB Gabriel Figueiró que utilizou a maquete para explicar as características e funções do Centro Vocacional Tecnológico (CVT), a ser inaugurado nos próximos meses no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).
Segundo Gabriel, o foco do CVT é despertar vocações para o setor espacial, pois o déficit de recursos humanos na área é um tema recorrente nas discussões referentes ao Programa Espacial Brasileiro. Para ele, participar da ExpoT&C é uma oportunidade de mostrar aos jovens os projetos da AEB, incentivar e tirar dúvidas daqueles que se interessam pela área espacial.
Orçamento – Em entrevista aos veículos de comunicação, o ministro Kassab afirmou que a recuperação do orçamento da área de CT&I é uma das prioridades de sua gestão, mesmo em meio da crise econômica que o país enfrenta. “Infelizmente, perdemos ao longo dos últimos anos quase metade do nosso orçamento”, ressaltou o ministro.
O ministro Kassab trabalha para que o orçamento da área de Ciência, Tecnologia e Inovação fique um pouco acima de R$ 4,5 bilhões, na Lei Orçamentária Anual (LOA), elaborada pelo Poder Executivo, e que será encaminhada ao Congresso Nacional no segundo semestre. Dessa forma, os recursos serão semelhantes à verba disponível para este ano, em torno de R$ 4,5 bilhões. Inicialmente, o valor oficial era R$ $ 3,298 bilhões. Kassab, porém, conseguiu desbloquear R$ 1,4 bilhão, totalizando cerca de 4,6 bilhões.
Na abertura do maior evento científico do País, na noite de domingo (03.07), a presidente da SBPC, Helena Nader, voltou a defender recursos para a pasta e disse que o orçamento de 2017 teria de voltar pelo menos aos níveis de 2013, ano em que a pasta apresentou um dos melhores valores dos últimos anos, ao registrar R$ 9,4 bilhões.
Kassab reconhece a necessidade de aumentar o orçamento da pasta de CT&I, uma vez que os valores estão aquém das necessidades. “É preciso recuperar, para aumentar. “Tenho o objetivo acalentado há décadas de que o Orçamento Geral da União destine 2% para o MCTIC. Já assumi essa bandeira junto à SBPC e outras instituições”, disse.
Fonte: AEB.
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Ministro tenta recuperar orçamento da Ciência e Tecnologia
5/07/2016
O ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e a presidente da SBPC, abriram na segunda-feira (04.07), às 9h, a ExpoT&C, mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I), que reúne centenas de expositores.
Durante a visita à ExpoT&C, o ministro Kassab conheceu os estandes e projetos de órgãos vinculados à Ciência e Tecnologia. No estande da Agência Espacial Brasileira (AEB), o ministro foi recebido pelo presidente José Raimundo Coelho, e pelo engenheiro da AEB Gabriel Figueiró que utilizou a maquete para explicar as características e funções do Centro Vocacional Tecnológico (CVT), a ser inaugurado nos próximos meses no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).
Segundo Gabriel, o foco do CVT é despertar vocações para o setor espacial, pois o déficit de recursos humanos na área é um tema recorrente nas discussões referentes ao Programa Espacial Brasileiro. Para ele, participar da ExpoT&C é uma oportunidade de mostrar aos jovens os projetos da AEB, incentivar e tirar dúvidas daqueles que se interessam pela área espacial.
Orçamento – Em entrevista aos veículos de comunicação, o ministro Kassab afirmou que a recuperação do orçamento da área de CT&I é uma das prioridades de sua gestão, mesmo em meio da crise econômica que o país enfrenta. “Infelizmente, perdemos ao longo dos últimos anos quase metade do nosso orçamento”, ressaltou o ministro.
O ministro Kassab trabalha para que o orçamento da área de Ciência, Tecnologia e Inovação fique um pouco acima de R$ 4,5 bilhões, na Lei Orçamentária Anual (LOA), elaborada pelo Poder Executivo, e que será encaminhada ao Congresso Nacional no segundo semestre. Dessa forma, os recursos serão semelhantes à verba disponível para este ano, em torno de R$ 4,5 bilhões. Inicialmente, o valor oficial era R$ $ 3,298 bilhões. Kassab, porém, conseguiu desbloquear R$ 1,4 bilhão, totalizando cerca de 4,6 bilhões.
Na abertura do maior evento científico do País, na noite de domingo (03.07), a presidente da SBPC, Helena Nader, voltou a defender recursos para a pasta e disse que o orçamento de 2017 teria de voltar pelo menos aos níveis de 2013, ano em que a pasta apresentou um dos melhores valores dos últimos anos, ao registrar R$ 9,4 bilhões.
Kassab reconhece a necessidade de aumentar o orçamento da pasta de CT&I, uma vez que os valores estão aquém das necessidades. “É preciso recuperar, para aumentar. “Tenho o objetivo acalentado há décadas de que o Orçamento Geral da União destine 2% para o MCTIC. Já assumi essa bandeira junto à SBPC e outras instituições”, disse.
Fonte: AEB.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Secretário do MCTIC conhece as atividades do Programa Espacial Brasileiro
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Secretário do MCTIC conhece as atividades do Programa Espacial Brasileiro
13/06/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na manhã de quinta-feira (09.06) a visita do secretário executivo do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elton Santa Fé Zacarias, que veio conhecer as atividades desenvolvidas para o Programa Espacial Brasileiro.
Recepcionado pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, pelos diretores do órgão e funcionários, o secretário teve a oportunidade de se inteirar da importância das políticas, projetos e desafios na área espacial, bem como da estrutura, organização e orçamento da Agência.
Durante duas horas de apresentação, o presidente e os diretores explicaram todas as atividades e projetos desenvolvidos em seus setores, assim como as dificuldades enfrentadas para consolidar as ações na área espacial. “Trabalhamos com baixo orçamento, falta de recursos humanos, entre outros fatores que inviabilizam o avanço das atividades do Programa Espacial Brasileiro”, ressaltou José Raimundo.
“São muitos os desafios para colocar o Programa Espacial em prática, entre eles estão reconhecer o orçamento reduzido, quando comparado com outras nações iguais às nossas, como é o caso da vizinha Argentina. Antes o país utilizava as instalações do Laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para desenvolver seus projetos, e hoje já possui um laboratório mais moderno. Também deparamos com os esforços legais que regem as incertezas jurídicas”, afirmou o presidente da AEB.
O secretário executivo teve a oportunidade de conhecer também os problemas da área espacial e da AEB. Ao ouvir as explicações do presidente e dos diretores, Elton Santa Fé garantiu o apoio do MCTIC ao Programa Espacial Brasileiro.
Fonte: AEB
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Secretário do MCTIC conhece as atividades do Programa Espacial Brasileiro
13/06/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na manhã de quinta-feira (09.06) a visita do secretário executivo do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elton Santa Fé Zacarias, que veio conhecer as atividades desenvolvidas para o Programa Espacial Brasileiro.
Recepcionado pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, pelos diretores do órgão e funcionários, o secretário teve a oportunidade de se inteirar da importância das políticas, projetos e desafios na área espacial, bem como da estrutura, organização e orçamento da Agência.
Durante duas horas de apresentação, o presidente e os diretores explicaram todas as atividades e projetos desenvolvidos em seus setores, assim como as dificuldades enfrentadas para consolidar as ações na área espacial. “Trabalhamos com baixo orçamento, falta de recursos humanos, entre outros fatores que inviabilizam o avanço das atividades do Programa Espacial Brasileiro”, ressaltou José Raimundo.
“São muitos os desafios para colocar o Programa Espacial em prática, entre eles estão reconhecer o orçamento reduzido, quando comparado com outras nações iguais às nossas, como é o caso da vizinha Argentina. Antes o país utilizava as instalações do Laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para desenvolver seus projetos, e hoje já possui um laboratório mais moderno. Também deparamos com os esforços legais que regem as incertezas jurídicas”, afirmou o presidente da AEB.
O secretário executivo teve a oportunidade de conhecer também os problemas da área espacial e da AEB. Ao ouvir as explicações do presidente e dos diretores, Elton Santa Fé garantiu o apoio do MCTIC ao Programa Espacial Brasileiro.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
Cooperação Brasil – Rússia
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Ministro e presidente da AEB cumprem agenda na Rússia
Brasília, 17 de junho de 2015 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, cumprem, desde segunda-feira (15), agenda oficial em Moscou, com o objetivo de ampliar a cooperação entre Brasil e Rússia nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).
A visita de trabalho inclui a preparação das negociações com a Rússia na
área de CT&I, tendo em vista a participação da presidenta Dilma Rousseff na
7ª Cúpula dos Brics (grupo que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e África do
Sul) na cidade russa de Ufa, nos dias 8 e 9 de julho próximo.
O diálogo Brasil-Rússia na área de CT&I ocorre no âmbito do Acordo
de Cooperação Científica e Tecnológica assinado entre os dois países em
novembro de 1997. Inclui perspectivas de parcerias nas áreas do espaço, da
nanotecnologia, da biotecnologia e das tecnologias da informação e comunicação
(TICs). E também diretrizes para a cooperação entre parques tecnológicos e
institutos de inovação, tendo como referência, na Rússia, o Centro de Inovação
de Skolkovo.
Brasília, 18 de junho de 2015 – O ministro da Ciência,
Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, visitou, nesta quarta-feira (17), a Fundação
Skolkovo, o maior parque tecnológico em construção na Rússia. Acompanhado do
presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e
do chefe da Assessoria Internacional do MCTI, embaixador Carlos Henrique
Cardim, ele foi recebido por seus diretores para participar de uma reunião com
o objetivo de discutir perspectivas de cooperação em áreas como desenvolvimento
de pesquisas científicas, de tecnologias para a inovação, de formação de
recursos humanos.
Discutiu-se também a possibilidade de realizar a interação da Skolkovo
com parques tecnológicos brasileiros, como o de São José dos Campos (SP).
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terça-feira, 26 de maio de 2015
Orçamento do MCTI: corte de 25%; SGDC preservado
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Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25%
Brasília, 25 de maio de 2015 – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal.
Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Os cortes poderiam ter sido ainda maiores, caso o ministro Aldo Rebelo não tivesse convencido a presidente Dilma Rousseff a incluir o Reator Multipropositório Brasileiro (RBM) e o Projeto Sirius dentro das atribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda que sejam considerados prioritários pelo MCTI, a dotação orçamentária para os projetos não é garantido, uma vez que os empenhos individuais ainda não foram divulgados pelo governo e as empreitadas podem não receber recursos neste ano.
Outras pastas ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) também sofreram com o corte. O Ministério da Defesa, por exemplo, perdeu pouco menos de 25% dos recursos, saiu de R$ 22,645 bilhões para R$ 17,028 bilhões.
Já o Ministério das Comunicações (MiniCom) teve uma perda de 23% do R$ 1,371 bilhão a que teria direito neste ano. Agora, o valor é de R$ 1,054 bilhão. Ainda assim, a promessa do governo é de manter os investimentos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O valor do limite na área de Comunicações, mesmo com esse contingenciamento, é acima do valor total pago no ano anterior. Com isso, está preservado o programa de satélite, e está preservado o lançamento, ou ampliação, do Plano Nacional de Banda Larga já a partir do segundo semestre”, garantiu o ministro Barbosa.
Ainda segundo ele, o corte de recursos ocorreu em todas as pastas e de forma seletiva, para assegurar verba aos programas sociais e ações prioritárias para o governo. “Esse contingenciamento não foi linear, porque não foi igual em todos os ministérios. Tivemos o cuidado de preservar os principais programas. Especificamente no cronograma de investimentos, serão preservados os projetos estruturantes, e também os que já estão em fase de conclusão, com 70% das obras prontas”, informou.
Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
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Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25%
Brasília, 25 de maio de 2015 – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal.
Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Os cortes poderiam ter sido ainda maiores, caso o ministro Aldo Rebelo não tivesse convencido a presidente Dilma Rousseff a incluir o Reator Multipropositório Brasileiro (RBM) e o Projeto Sirius dentro das atribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda que sejam considerados prioritários pelo MCTI, a dotação orçamentária para os projetos não é garantido, uma vez que os empenhos individuais ainda não foram divulgados pelo governo e as empreitadas podem não receber recursos neste ano.
Outras pastas ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) também sofreram com o corte. O Ministério da Defesa, por exemplo, perdeu pouco menos de 25% dos recursos, saiu de R$ 22,645 bilhões para R$ 17,028 bilhões.
Já o Ministério das Comunicações (MiniCom) teve uma perda de 23% do R$ 1,371 bilhão a que teria direito neste ano. Agora, o valor é de R$ 1,054 bilhão. Ainda assim, a promessa do governo é de manter os investimentos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O valor do limite na área de Comunicações, mesmo com esse contingenciamento, é acima do valor total pago no ano anterior. Com isso, está preservado o programa de satélite, e está preservado o lançamento, ou ampliação, do Plano Nacional de Banda Larga já a partir do segundo semestre”, garantiu o ministro Barbosa.
Ainda segundo ele, o corte de recursos ocorreu em todas as pastas e de forma seletiva, para assegurar verba aos programas sociais e ações prioritárias para o governo. “Esse contingenciamento não foi linear, porque não foi igual em todos os ministérios. Tivemos o cuidado de preservar os principais programas. Especificamente no cronograma de investimentos, serão preservados os projetos estruturantes, e também os que já estão em fase de conclusão, com 70% das obras prontas”, informou.
Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Cooperação Brasil - China: lançadores (!?)
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Ministro Campolina assina acordo de colaboração espacial com a China
Brasília, 10 de dezembro de 2014 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, assinou carta de intenções com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) ontem (9), antes de embarcar de volta ao Brasil.
“Assinamos um acordo de colaboração para os próximos dez anos”, disse o ministro. “A partir dele, vamos discutir as etapas técnicas e os cronogramas das futuras atividades. Há um desejo mútuo de continuar trabalhando junto”.
Segundo ele, a carta de intenções abre possibilidade de desenvolver um programa conjunto de foguetes lançadores – atividade dominada pela Corporação Chinesa de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (Casc, na sigla em inglês), cuja sede o ministro conheceu na segunda-feira (8). “Na cooperação atual, o Brasil trabalha mais com o satélite, enquanto a Casc se encarrega, na China, de toda a preparação do veículo lançador”, explicou Campolina.
Na sede da CNSA, em Pequim, o ministro viu imagens do satélite Cbers-4, lançado domingo (7), da base de Taiyuan, de onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já realiza testes de câmeras.
Encontro - No país asiático desde quinta-feira (4), Campolina também se encontrou com o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Wan Gang, na segunda-feira (8), quando os gestores discutiram pautas comuns. Gang esteve no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em agosto de 2012.
“Tivemos uma longa conversa sobre nossas agendas comum. Estamos programando o 2º Diálogo de Alto Nível Brasil–China em Ciência, Tecnologia e Inovação, a ser realizado em Brasília, no primeiro semestre de 2015″, informou Campolina.
Ocorrida em 2011, em Pequim, a primeira edição do Diálogo de Alto Nível abordou parcerias em agricultura, energias renováveis, nanotecnologia, segurança alimentar e tecnologias da informação.
“Agora, estamos discutindo os temas mais relevantes da cooperação, como a área espacial, a presença de empresas chinesas no Brasil, a exemplo da Baidu e da Huawei; os convênios entre universidades dos dois países e o programa Ciência sem Fronteiras”, disse.
Campolina recordou o entendimento firmado entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês, Xi Jinping, em visita oficial ao Brasil, em julho último, para ampliar a participação do país asiático no programa de mobilidade acadêmica. “Neste momento, temos 253 alunos aqui, com intenção de aumentar o número. As universidades chinesas estão muito bem preparadas. Encontramos pessoas falando e dando curso em inglês. Então, não há dificuldade de inserção dos estudantes. E eles têm muita fronteira de pesquisa”, observou o ministro.
Diálogo - Ontem (9), Campolina também participou de reunião na Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês). “Fizemos uma longa discussão dos interesses comuns. Eles nos apresentaram suas atividades e abordamos iniciativas brasileiras, como o Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento”, disse. “Convidamos a entidade para o Diálogo de Alto Nível no Brasil e planejamos, inclusive, discutir a colaboração Sul-Sul”, informou. “Ou seja, além da parceria bilateral, estamos querendo estender algum tipo de serviço para a América Latina e a África, como imagens de satélite”.
Também onte, Campolina conheceu o centro de demonstração de soluções da Huawei em Pequim. O ministro lembrou que a companhia doou parte dos equipamentos dos Centros de Dados Compartilhados (CDCs) de Manaus e Recife, em parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). “A empresa ainda tem um centro em Sorocaba (SP), para o qual avisaram que devem aumentar os investimentos em pesquisa”, informou.
A missão brasileira à China começou na sexta-feira (5), em Xinhui, quando Campolina visitou o estaleiro que desenvolve o navio hidroceanográfico Vital de Oliveira, que integra o projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh). De lá, a delegação seguiu para Taiyuan, onde acompanhou o lançamento do Cbers-4 e se deslocou para Pequim, onde cumpriu agenda nos dois últimos dias.
Acompanharam o ministro o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, o diretor geral do Inpe, Leonel Perondi, o ex-ministro de C&T, Marco Antonio Raupp, e o diretor de Planejamento, Orçamento e Administração da AEB, José Iram Mota Barbosa.
Fonte: MCTI
Ministro Campolina assina acordo de colaboração espacial com a China
Brasília, 10 de dezembro de 2014 – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, assinou carta de intenções com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) ontem (9), antes de embarcar de volta ao Brasil.
“Assinamos um acordo de colaboração para os próximos dez anos”, disse o ministro. “A partir dele, vamos discutir as etapas técnicas e os cronogramas das futuras atividades. Há um desejo mútuo de continuar trabalhando junto”.
Segundo ele, a carta de intenções abre possibilidade de desenvolver um programa conjunto de foguetes lançadores – atividade dominada pela Corporação Chinesa de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (Casc, na sigla em inglês), cuja sede o ministro conheceu na segunda-feira (8). “Na cooperação atual, o Brasil trabalha mais com o satélite, enquanto a Casc se encarrega, na China, de toda a preparação do veículo lançador”, explicou Campolina.
Na sede da CNSA, em Pequim, o ministro viu imagens do satélite Cbers-4, lançado domingo (7), da base de Taiyuan, de onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já realiza testes de câmeras.
Encontro - No país asiático desde quinta-feira (4), Campolina também se encontrou com o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Wan Gang, na segunda-feira (8), quando os gestores discutiram pautas comuns. Gang esteve no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em agosto de 2012.
“Tivemos uma longa conversa sobre nossas agendas comum. Estamos programando o 2º Diálogo de Alto Nível Brasil–China em Ciência, Tecnologia e Inovação, a ser realizado em Brasília, no primeiro semestre de 2015″, informou Campolina.
Ocorrida em 2011, em Pequim, a primeira edição do Diálogo de Alto Nível abordou parcerias em agricultura, energias renováveis, nanotecnologia, segurança alimentar e tecnologias da informação.
“Agora, estamos discutindo os temas mais relevantes da cooperação, como a área espacial, a presença de empresas chinesas no Brasil, a exemplo da Baidu e da Huawei; os convênios entre universidades dos dois países e o programa Ciência sem Fronteiras”, disse.
Campolina recordou o entendimento firmado entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês, Xi Jinping, em visita oficial ao Brasil, em julho último, para ampliar a participação do país asiático no programa de mobilidade acadêmica. “Neste momento, temos 253 alunos aqui, com intenção de aumentar o número. As universidades chinesas estão muito bem preparadas. Encontramos pessoas falando e dando curso em inglês. Então, não há dificuldade de inserção dos estudantes. E eles têm muita fronteira de pesquisa”, observou o ministro.
Diálogo - Ontem (9), Campolina também participou de reunião na Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês). “Fizemos uma longa discussão dos interesses comuns. Eles nos apresentaram suas atividades e abordamos iniciativas brasileiras, como o Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento”, disse. “Convidamos a entidade para o Diálogo de Alto Nível no Brasil e planejamos, inclusive, discutir a colaboração Sul-Sul”, informou. “Ou seja, além da parceria bilateral, estamos querendo estender algum tipo de serviço para a América Latina e a África, como imagens de satélite”.
Também onte, Campolina conheceu o centro de demonstração de soluções da Huawei em Pequim. O ministro lembrou que a companhia doou parte dos equipamentos dos Centros de Dados Compartilhados (CDCs) de Manaus e Recife, em parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). “A empresa ainda tem um centro em Sorocaba (SP), para o qual avisaram que devem aumentar os investimentos em pesquisa”, informou.
A missão brasileira à China começou na sexta-feira (5), em Xinhui, quando Campolina visitou o estaleiro que desenvolve o navio hidroceanográfico Vital de Oliveira, que integra o projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh). De lá, a delegação seguiu para Taiyuan, onde acompanhou o lançamento do Cbers-4 e se deslocou para Pequim, onde cumpriu agenda nos dois últimos dias.
Acompanharam o ministro o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, o diretor geral do Inpe, Leonel Perondi, o ex-ministro de C&T, Marco Antonio Raupp, e o diretor de Planejamento, Orçamento e Administração da AEB, José Iram Mota Barbosa.
Fonte: MCTI
Comentário
do blog:
interessante (e curiosa) as discussões (imagina-se, bem preliminares) sobre a
possibilidade de cooperação em veículos lançadores com a China, por seus
reflexos internacionais (leia-se, ITAR, legislação americana que restringe exportações
de tecnologias sensíveis). Ressalte-se, aliás, que desde o seu início o
programa CBERS jamais envolveu transferência tecnológica, o que não impediu, porém,
que indústrias e instituições brasileiras envolvidas na missão sofressem restrições
decorrentes da legislação americana.
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domingo, 7 de dezembro de 2014
Missão do CBERS 4 em "bullet points"
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"Um grande passo no nosso programa espacial". Em nota divulgada após a confirmação do sucesso, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, falou sobre o significado do programa CBERS. "O lançamento estreita a nossa cooperação bilateral e representa um grande passo no nosso programa espacial". "O CBERS-4 será de extrema importância para a sociedade brasileira, pois permitirá aprimorar o monitoramento terrestre, além de propiciar várias utilizações de acompanhamento do bioma amazônico, das áreas agrícolas, das cidades e da costa litorânea brasileira, além da prevenção de desastres naturais".
"Saiu um peso do peito". Pouco menos de um ano após a falha no lançamento do CBERS 3, os técnicos brasileiros e chineses envolvidos na missão respiraram aliviados com a inserção do artefato em órbita. "Saiu um peso do peito", disse Antonio Carlos de Oliveira, coordenador do segmento espacial do programa CBERS, em reportagem da Folha de S. Paulo.
Comitiva na China. Acompanhando a missão do sítio de lançamento, estavam o ministro Clélio Campolina, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, o embaixador brasileiro na China, Valdemar Carneiro Leão, e outras autoridades brasileiras e oficiais das forças armadas. A viagem oficial à China começou no início da última semana e envolveu também uma visita ao estaleiro que está construindo um navio hidro-oceanográfico para a Marinha do Brasil.
E no Brasil. A missão foi também monitorada em tempo real pelo Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP), por técnicos e engenheiros. Também estava presente o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, além de representantes de indústrias nacionais participantes do programa.
200º lançamento do Longa Marcha. A missão sino-brasileira também teve uma marca significativa para a China. Foi o 200º lançamento da família de lançadores Longa Marcha (chang Zheng, em chinês), que leva este nome em homenagem ao momento homônimo na história comunista chinesa. A versão utilizada para levar o CBERS 4 ao espaço foi a 4B.
Indústria nacional. Várias indústrias nacionais participaram do CBERS 4, fornecendo subsistemas. Nomes como AEL Sistemas (suprimento de energia), Optoeletrônica (câmeras), Equatorial Sistemas (câmeras), Omnisys (transmissores, transpônder de coleta de dados), Mectron (gravador digital de dados), AMS Kepler (software de ingestão e gravação), Cenic (estruturas), Neuron (antenas, subsistemas de telemetria), Orbital Engenharia (parte elétrica do gerador solar), entre outras. Ao todo, foram investidos mais de R$300 milhões na contratação de sistemas e subsistemas junto a indústria brasileira.
"Um grande passo no nosso programa espacial". Em nota divulgada após a confirmação do sucesso, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina, falou sobre o significado do programa CBERS. "O lançamento estreita a nossa cooperação bilateral e representa um grande passo no nosso programa espacial". "O CBERS-4 será de extrema importância para a sociedade brasileira, pois permitirá aprimorar o monitoramento terrestre, além de propiciar várias utilizações de acompanhamento do bioma amazônico, das áreas agrícolas, das cidades e da costa litorânea brasileira, além da prevenção de desastres naturais".
"Saiu um peso do peito". Pouco menos de um ano após a falha no lançamento do CBERS 3, os técnicos brasileiros e chineses envolvidos na missão respiraram aliviados com a inserção do artefato em órbita. "Saiu um peso do peito", disse Antonio Carlos de Oliveira, coordenador do segmento espacial do programa CBERS, em reportagem da Folha de S. Paulo.
Comitiva na China. Acompanhando a missão do sítio de lançamento, estavam o ministro Clélio Campolina, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, o embaixador brasileiro na China, Valdemar Carneiro Leão, e outras autoridades brasileiras e oficiais das forças armadas. A viagem oficial à China começou no início da última semana e envolveu também uma visita ao estaleiro que está construindo um navio hidro-oceanográfico para a Marinha do Brasil.
E no Brasil. A missão foi também monitorada em tempo real pelo Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP), por técnicos e engenheiros. Também estava presente o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, além de representantes de indústrias nacionais participantes do programa.
200º lançamento do Longa Marcha. A missão sino-brasileira também teve uma marca significativa para a China. Foi o 200º lançamento da família de lançadores Longa Marcha (chang Zheng, em chinês), que leva este nome em homenagem ao momento homônimo na história comunista chinesa. A versão utilizada para levar o CBERS 4 ao espaço foi a 4B.
Indústria nacional. Várias indústrias nacionais participaram do CBERS 4, fornecendo subsistemas. Nomes como AEL Sistemas (suprimento de energia), Optoeletrônica (câmeras), Equatorial Sistemas (câmeras), Omnisys (transmissores, transpônder de coleta de dados), Mectron (gravador digital de dados), AMS Kepler (software de ingestão e gravação), Cenic (estruturas), Neuron (antenas, subsistemas de telemetria), Orbital Engenharia (parte elétrica do gerador solar), entre outras. Ao todo, foram investidos mais de R$300 milhões na contratação de sistemas e subsistemas junto a indústria brasileira.
domingo, 30 de novembro de 2014
"Intensificar a cooperação entre instituições civis e de defesa", artigo de José Monserrat Filho
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Intensificar a cooperação entre instituições civis e de defesa
José Monserrat Filho*
O Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), criado em junho deste ano pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), poderá ser o centro de promissora colaboração entre esta pasta e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT).
O titular do MCTI, Clelio Campolina Diniz, e o chefe do DCT, general Sinclair James Mayer, começaram, em 27 de novembro, a articular possíveis parcerias dentro do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento. A defesa cibernética é cotada para ser uma das áreas de trabalho conjunto entre as duas instituições.
Segundo o ministro Campolina, o Programa de Plataformas do Conhecimento busca elevar o patamar e o impacto da CT&I no desenvolvimento do país. Serão implantadas 20 Plataformas ao longo de dez anos, inclusive com arranjos público-privados, em campos como agricultura, saúde, Amazônia, aeronáutica, naval e equipamentos submarinos, manufatura avançada, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), defesa e mineral. O ministro espera que o Exército venha a ser parceiro, entre outros, no setor de TICs, que inclui a defesa cibernética como atividade de enorme relevância no mundo atual, e em especial no Brasil.
O Exército, por seu turno, realiza pesquisas em áreas de fronteira do conhecimento. O general Mayer preza muito os inúmeros projetos inovadores em curso na sua instituição e enfatiza o desenvolvimento de softwares, como a capacidade que vem sendo a base de seus sistemas.
Aeronáutica e Marinha também são fontes de considerável progresso em CT&I.
O PNPC dispõe de um comitê técnico com membros do MCTI, bem como dos ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mais as pastas com interesses em temas específicos. Trata-se de reunir competências e talentos numa infraestrutura de CT&I de última geração, para resolver questões, demandas e interesses estratégicos, gerando conhecimento, produtos e processos de alto impacto no desenvolvimento do país.
A iniciativa não poderia ser mais útil. Talvez até já devesse estar por aí, bem estabelecida e gerando frutos em áreas estratégicas de que o Brasil tanto precisa.
A área espacial também deveria entrar neste círculo virtuoso. Essa é a conclusão a que chegou, após um ano e meio de estudos, o Grupo de Trabalho especialmente constituído pelo Núcleo de Estudos de Direito Espacial da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) para elaborar um projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais do Brasil.
O projeto propõe uma estrutura de estreita colaboração e ajuda mútua permanentes entre os setores civil e de defesa, comprometidos com programas espaciais de interesse nacional. Os dois setores desempenham funções específicas e diferenciadas, mas suas atividades, mas, ao mesmo tempo, têm muito em comum. E essa comunidade de interesses e competências pode e deve ser melhor aproveitada em benefício de ambos os setores e, acima de tudo, do país.
Não por acaso, o projeto parte da ideia chave de que as atividades espaciais no Brasil devem ser definidas como de segurança nacional, conforme reza seu Art. 1º e, em particular, seu Art. 3º: “Todas as atividades espaciais nacionais, civis e de defesa, são consideradas de segurança nacional, porque devem estar comprometidas com a exploração e o uso pacíficos do espaço exterior e com o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial, econômico, social e cultural do País, bem como com a defesa dos legítimos interesses de proteção, tranquilidade e bem estar da população brasileira.” Esse conceito também está presente no Art. 6º, sobre “os objetivos das atividades espaciais nacionais”. O primeiro objetivo é o de “promover o desenvolvimento social e econômico, o avanço científico e tecnológico, a proteção, a tranquilidade e o bem-estar da população, dentro do conceito de segurança nacional adotado por esta Lei”.
Essa visão é perfeitamente possível, porque o Brasil é, de fato, um país pacífico, sem problemas de guerra, tanto no continente americano como no mundo inteiro. E tradicionalmente defende a solução pacífica das controvérsias, em harmonia com a Carta das Nações Unidas. Isso permite forte e sadia aliança entre civis e militares no avanço e uso da CT&I em qualquer área.
Vice-Presidente da SBDA, Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo reflete unicamente o ponto de vista do autor.
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Intensificar a cooperação entre instituições civis e de defesa
José Monserrat Filho*
O Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), criado em junho deste ano pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), poderá ser o centro de promissora colaboração entre esta pasta e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT).
O titular do MCTI, Clelio Campolina Diniz, e o chefe do DCT, general Sinclair James Mayer, começaram, em 27 de novembro, a articular possíveis parcerias dentro do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento. A defesa cibernética é cotada para ser uma das áreas de trabalho conjunto entre as duas instituições.
Segundo o ministro Campolina, o Programa de Plataformas do Conhecimento busca elevar o patamar e o impacto da CT&I no desenvolvimento do país. Serão implantadas 20 Plataformas ao longo de dez anos, inclusive com arranjos público-privados, em campos como agricultura, saúde, Amazônia, aeronáutica, naval e equipamentos submarinos, manufatura avançada, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), defesa e mineral. O ministro espera que o Exército venha a ser parceiro, entre outros, no setor de TICs, que inclui a defesa cibernética como atividade de enorme relevância no mundo atual, e em especial no Brasil.
O Exército, por seu turno, realiza pesquisas em áreas de fronteira do conhecimento. O general Mayer preza muito os inúmeros projetos inovadores em curso na sua instituição e enfatiza o desenvolvimento de softwares, como a capacidade que vem sendo a base de seus sistemas.
Aeronáutica e Marinha também são fontes de considerável progresso em CT&I.
O PNPC dispõe de um comitê técnico com membros do MCTI, bem como dos ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mais as pastas com interesses em temas específicos. Trata-se de reunir competências e talentos numa infraestrutura de CT&I de última geração, para resolver questões, demandas e interesses estratégicos, gerando conhecimento, produtos e processos de alto impacto no desenvolvimento do país.
A iniciativa não poderia ser mais útil. Talvez até já devesse estar por aí, bem estabelecida e gerando frutos em áreas estratégicas de que o Brasil tanto precisa.
A área espacial também deveria entrar neste círculo virtuoso. Essa é a conclusão a que chegou, após um ano e meio de estudos, o Grupo de Trabalho especialmente constituído pelo Núcleo de Estudos de Direito Espacial da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) para elaborar um projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais do Brasil.
O projeto propõe uma estrutura de estreita colaboração e ajuda mútua permanentes entre os setores civil e de defesa, comprometidos com programas espaciais de interesse nacional. Os dois setores desempenham funções específicas e diferenciadas, mas suas atividades, mas, ao mesmo tempo, têm muito em comum. E essa comunidade de interesses e competências pode e deve ser melhor aproveitada em benefício de ambos os setores e, acima de tudo, do país.
Não por acaso, o projeto parte da ideia chave de que as atividades espaciais no Brasil devem ser definidas como de segurança nacional, conforme reza seu Art. 1º e, em particular, seu Art. 3º: “Todas as atividades espaciais nacionais, civis e de defesa, são consideradas de segurança nacional, porque devem estar comprometidas com a exploração e o uso pacíficos do espaço exterior e com o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial, econômico, social e cultural do País, bem como com a defesa dos legítimos interesses de proteção, tranquilidade e bem estar da população brasileira.” Esse conceito também está presente no Art. 6º, sobre “os objetivos das atividades espaciais nacionais”. O primeiro objetivo é o de “promover o desenvolvimento social e econômico, o avanço científico e tecnológico, a proteção, a tranquilidade e o bem-estar da população, dentro do conceito de segurança nacional adotado por esta Lei”.
Essa visão é perfeitamente possível, porque o Brasil é, de fato, um país pacífico, sem problemas de guerra, tanto no continente americano como no mundo inteiro. E tradicionalmente defende a solução pacífica das controvérsias, em harmonia com a Carta das Nações Unidas. Isso permite forte e sadia aliança entre civis e militares no avanço e uso da CT&I em qualquer área.
Vice-Presidente da SBDA, Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo reflete unicamente o ponto de vista do autor.
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sábado, 2 de agosto de 2014
ACS: portaria auto-explicativa
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Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 775,
DE 31 DE JULHO DE 2014
OS MINISTROS DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, DA DEFESA e DAS RELAÇÕES EXTERIORES, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, resolvem:
Art. 1º Criar a Comissão que tem como escopo analisar a atual situação da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space - ACS.
Art. 2º Designar os seguintes membros para compor a Comissão, indicados pelos respectivos Ministérios:
I- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação:
a) ÁLVARO TOUBES PRATA, como membro titular e presidente da Comissão; e
b) ARMANDO ZEFERINO MILIONI, como membro suplente.
II- Ministério da Defesa:
a) ALVANI ADÃO DA SILVA, como membro titular; e
b) WANDER ALMODOVAR GOLFETTO, como membro suplente.
III- Ministério das Relações Exteriores:
a) RAPHAEL AZEREDO - como membro titular; e
b) RITA FONTES FARIA - como membro suplente.
Art. 3º A Comissão deverá concluir seu Relatório no prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 4º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CLÉLIO CAMPOLINA DINIZ
Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação
CELSO AMORIM
Ministro de Estado da Defesa
LUIZ ALBERTO FIGUEIREDO MACHADO
Ministro de Estado das Relações Exteriores
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Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 775,
DE 31 DE JULHO DE 2014
OS MINISTROS DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, DA DEFESA e DAS RELAÇÕES EXTERIORES, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, resolvem:
Art. 1º Criar a Comissão que tem como escopo analisar a atual situação da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space - ACS.
Art. 2º Designar os seguintes membros para compor a Comissão, indicados pelos respectivos Ministérios:
I- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação:
a) ÁLVARO TOUBES PRATA, como membro titular e presidente da Comissão; e
b) ARMANDO ZEFERINO MILIONI, como membro suplente.
II- Ministério da Defesa:
a) ALVANI ADÃO DA SILVA, como membro titular; e
b) WANDER ALMODOVAR GOLFETTO, como membro suplente.
III- Ministério das Relações Exteriores:
a) RAPHAEL AZEREDO - como membro titular; e
b) RITA FONTES FARIA - como membro suplente.
Art. 3º A Comissão deverá concluir seu Relatório no prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 4º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CLÉLIO CAMPOLINA DINIZ
Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação
CELSO AMORIM
Ministro de Estado da Defesa
LUIZ ALBERTO FIGUEIREDO MACHADO
Ministro de Estado das Relações Exteriores
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quinta-feira, 24 de julho de 2014
Cooperação Brasil - Argentina: observatório
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Brasil e Argentina terão observatório de radioastronomia
Brasília, 24 de julho de 2014 – Brasil e Argentina reúnem esforços para instalar nos próximos anos um radiotelescópio com antena paraboloide de 12 metros de diâmetro nos Andes argentinos, próximo da fronteira com o Chile e a 4.825 metros de altitude.
Previsto para começar a entrar em operação em 2017, o equipamento de observação astronômica faz parte do projeto Llama – sigla em inglês de Long Latin American Millimetric Array e um trocadilho com o nome na língua indígena quíchua do mamífero ruminante encontrado na América do Sul.
O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva da Argentina e da Universidade de São Paulo (USP), por meio de um convênio entre as instituições que estabelece as condições para a sua execução.
O projeto é coordenado pelo professor Jacques Raymond Daniel Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e tem a participação de pesquisadores do Instituto Argentino de Radioastronomía (IAR).
“A Fapesp destinará aproximadamente [o equivalente em reais a] US$ 9,2 milhões para a construção do radiotelescópio e, em contrapartida, o ministério argentino aportará volume semelhante de recursos para a construção do observatório e para a realização de obras de infraestrutura, como adequação do terreno onde o radiotelescópio será instalado”, diz Lépine.
O radiotelescópio será instalado em uma montanha nos Altos de Chorrilos, na província argentina de Salta (a 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires). Irá operar em comprimentos de ondas milimétricas e submilimétricas, entre a radiação infravermelha e as ondas de rádio do espectro eletromagnético, em frequências entre 100 e 900 Ghz (gigahertz).
O equipamento permitirá estudos em praticamente todas as áreas da Astronomia, incluindo a evolução do Universo, buracos negros, a formação de galáxias e estrelas e o meio interestelar.
“Há muitos objetos e regiões astronômicas que podem ser observados nas frequências entre 100 e 1 mil Ghz que não são possíveis de serem vistos nas faixas abaixo de 100 Ghz. No entanto, há diversos radiotelescópios no mundo operando com frequências de rádio abaixo de 100 Ghz, mas poucos nas faixas entre 100 e 1 mil Ghz”, informa Lépine.
Entre esses objetos e regiões astronômicas que poderão ser observados pelo Llama estão nuvens frias de gás e poeira onde se formam novas estrelas e galáxias, como a Via Láctea.
Com temperaturas de apenas alguns graus acima do zero absoluto, essas nuvens frias no meio interestelar formam “cortinas blackout” que tornam escuras e opacas as regiões do Universo onde são formadas as estrelas e galáxias à radiação no espectro visível, captada pelos telescópios ópticos.
Por meio da radiação milimétrica e submilimétrica captada pelo radiotelescópio do Llama será possível atravessar essas nuvens frias de gás e poeira, enxergar o que está por trás delas e observar objetos de brilho cada vez mais baixo, além de explorar detalhes das fontes de radiação, conta Lépine.
“As ondas de rádio nas frequências de radiação milimétrica e submilimétrica são absorvidas pelo vapor d’água da atmosfera. Por isso, os radiotelescópios precisam ser instalados em locais com alta altitude e baixa umidade”, explica.
Próximidade – O Llama será um dos observatórios astronômicos mais altos do mundo, ao lado do Alma (sigla em inglês de Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array), localizado no planalto de Chajnantor a 5 mil metros de altitude, no deserto do Atacama, no Chile, e do Atacama Pathfinder Experiment Telescope (Apex) – o mais alto observatório da Terra, situado a 5.100 metros de altitude, também no planalto de Chajnantor, e precursor do Alma.
O radiotelescópio do Llama estará localizado a 150 quilômetros de distância em linha reta do Alma e também será construído por uma das empresas que forneceu metade das 66 de antenas de rádio de alta precisão – também com 12 metros de diâmetro e operadas nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro – do observatório chileno, considerado um dos maiores projetos em radioastronomia em andamento no mundo.
As similaridades da antena do Llama com as do observatório chileno – financiado por países membros do Observatório Europeu do Sul (ESO), além dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Taiwan – e a proximidade dos dois observatórios possibilitarão que operem em conjunto no modo interferométrico, aponta Lépine.
“As antenas do Alma funcionam como um interferômetro, com todas elas interligadas, operando de forma conjunta. Os sinais captados pelas 66 antenas são reunidos, combinados e dão origem a imagens em alta resolução das regiões observadas, similares às que poderiam ser obtidas com um telescópio com 16 quilômetros de diâmetro”, diz.
Segundo o professor do IAG, o posicionamento da antena do Llama a 150 quilômetros de distância das do Alma permitirá que ela opere como mais uma antena do observatório chileno.
Como estará localizado a uma distância maior em relação às 66 antenas do Alma, o radiotelescópio do Llama poderá produzir imagens do Universo com uma resolução angular de imagem muito maior, estima Lépine. “Quanto maior o espaçamento entre as antenas, maior é a definição de imagem”, diz.
Inicialmente, contudo, as observações astronômicas do Llama serão realizadas no modo “antena única”. Isso porque a ideia é começar a fazer observações astronômicas mais simples, com uma antena única, mas que podem ser auxiliares às realizadas no modo interferométrico.
“Há muita ciência astronômica que pode ser feita com uma única antena. Ela pode ser utilizada para realizar mapeamentos de regiões do Universo a fim de identificar potenciais alvos a serem observados posteriormente por meio do Alma”, aponta Lépine.
O Llama também poderá contribuir para credenciar os astrônomos brasileiros e argentinos a utilizar o Alma e a competir pelo tempo de observação nos radiotelescópios do observatório chileno em melhores condições. Possibilitará que brasileiros e argentinos ganhem maior experiência com radioastronomia de altas frequências e apresentem propostas de observações mais fundamentadas ao Alma, indica Lépine.
“Além disso, também poderão observar previamente com o radiotelescópio do Llama regiões do Universo que pretendem explorar com os radiotelescópios do Alma e embasar melhor suas propostas de observação”, aponta.
Fonte: Agência Fapesp, via AEB.
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Brasil e Argentina terão observatório de radioastronomia
Brasília, 24 de julho de 2014 – Brasil e Argentina reúnem esforços para instalar nos próximos anos um radiotelescópio com antena paraboloide de 12 metros de diâmetro nos Andes argentinos, próximo da fronteira com o Chile e a 4.825 metros de altitude.
Previsto para começar a entrar em operação em 2017, o equipamento de observação astronômica faz parte do projeto Llama – sigla em inglês de Long Latin American Millimetric Array e um trocadilho com o nome na língua indígena quíchua do mamífero ruminante encontrado na América do Sul.
O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva da Argentina e da Universidade de São Paulo (USP), por meio de um convênio entre as instituições que estabelece as condições para a sua execução.
O projeto é coordenado pelo professor Jacques Raymond Daniel Lépine, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e tem a participação de pesquisadores do Instituto Argentino de Radioastronomía (IAR).
“A Fapesp destinará aproximadamente [o equivalente em reais a] US$ 9,2 milhões para a construção do radiotelescópio e, em contrapartida, o ministério argentino aportará volume semelhante de recursos para a construção do observatório e para a realização de obras de infraestrutura, como adequação do terreno onde o radiotelescópio será instalado”, diz Lépine.
O radiotelescópio será instalado em uma montanha nos Altos de Chorrilos, na província argentina de Salta (a 1.600 quilômetros a noroeste de Buenos Aires). Irá operar em comprimentos de ondas milimétricas e submilimétricas, entre a radiação infravermelha e as ondas de rádio do espectro eletromagnético, em frequências entre 100 e 900 Ghz (gigahertz).
O equipamento permitirá estudos em praticamente todas as áreas da Astronomia, incluindo a evolução do Universo, buracos negros, a formação de galáxias e estrelas e o meio interestelar.
“Há muitos objetos e regiões astronômicas que podem ser observados nas frequências entre 100 e 1 mil Ghz que não são possíveis de serem vistos nas faixas abaixo de 100 Ghz. No entanto, há diversos radiotelescópios no mundo operando com frequências de rádio abaixo de 100 Ghz, mas poucos nas faixas entre 100 e 1 mil Ghz”, informa Lépine.
Entre esses objetos e regiões astronômicas que poderão ser observados pelo Llama estão nuvens frias de gás e poeira onde se formam novas estrelas e galáxias, como a Via Láctea.
Com temperaturas de apenas alguns graus acima do zero absoluto, essas nuvens frias no meio interestelar formam “cortinas blackout” que tornam escuras e opacas as regiões do Universo onde são formadas as estrelas e galáxias à radiação no espectro visível, captada pelos telescópios ópticos.
Por meio da radiação milimétrica e submilimétrica captada pelo radiotelescópio do Llama será possível atravessar essas nuvens frias de gás e poeira, enxergar o que está por trás delas e observar objetos de brilho cada vez mais baixo, além de explorar detalhes das fontes de radiação, conta Lépine.
“As ondas de rádio nas frequências de radiação milimétrica e submilimétrica são absorvidas pelo vapor d’água da atmosfera. Por isso, os radiotelescópios precisam ser instalados em locais com alta altitude e baixa umidade”, explica.
Próximidade – O Llama será um dos observatórios astronômicos mais altos do mundo, ao lado do Alma (sigla em inglês de Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array), localizado no planalto de Chajnantor a 5 mil metros de altitude, no deserto do Atacama, no Chile, e do Atacama Pathfinder Experiment Telescope (Apex) – o mais alto observatório da Terra, situado a 5.100 metros de altitude, também no planalto de Chajnantor, e precursor do Alma.
O radiotelescópio do Llama estará localizado a 150 quilômetros de distância em linha reta do Alma e também será construído por uma das empresas que forneceu metade das 66 de antenas de rádio de alta precisão – também com 12 metros de diâmetro e operadas nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro – do observatório chileno, considerado um dos maiores projetos em radioastronomia em andamento no mundo.
As similaridades da antena do Llama com as do observatório chileno – financiado por países membros do Observatório Europeu do Sul (ESO), além dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Taiwan – e a proximidade dos dois observatórios possibilitarão que operem em conjunto no modo interferométrico, aponta Lépine.
“As antenas do Alma funcionam como um interferômetro, com todas elas interligadas, operando de forma conjunta. Os sinais captados pelas 66 antenas são reunidos, combinados e dão origem a imagens em alta resolução das regiões observadas, similares às que poderiam ser obtidas com um telescópio com 16 quilômetros de diâmetro”, diz.
Segundo o professor do IAG, o posicionamento da antena do Llama a 150 quilômetros de distância das do Alma permitirá que ela opere como mais uma antena do observatório chileno.
Como estará localizado a uma distância maior em relação às 66 antenas do Alma, o radiotelescópio do Llama poderá produzir imagens do Universo com uma resolução angular de imagem muito maior, estima Lépine. “Quanto maior o espaçamento entre as antenas, maior é a definição de imagem”, diz.
Inicialmente, contudo, as observações astronômicas do Llama serão realizadas no modo “antena única”. Isso porque a ideia é começar a fazer observações astronômicas mais simples, com uma antena única, mas que podem ser auxiliares às realizadas no modo interferométrico.
“Há muita ciência astronômica que pode ser feita com uma única antena. Ela pode ser utilizada para realizar mapeamentos de regiões do Universo a fim de identificar potenciais alvos a serem observados posteriormente por meio do Alma”, aponta Lépine.
O Llama também poderá contribuir para credenciar os astrônomos brasileiros e argentinos a utilizar o Alma e a competir pelo tempo de observação nos radiotelescópios do observatório chileno em melhores condições. Possibilitará que brasileiros e argentinos ganhem maior experiência com radioastronomia de altas frequências e apresentem propostas de observações mais fundamentadas ao Alma, indica Lépine.
“Além disso, também poderão observar previamente com o radiotelescópio do Llama regiões do Universo que pretendem explorar com os radiotelescópios do Alma e embasar melhor suas propostas de observação”, aponta.
Fonte: Agência Fapesp, via AEB.
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
“Construindo Pontes entre Ciência e Políticas Públicas”
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Secretário do MCTI destaca interface entre Ciência e Políticas Públicas em seminário no INPE
Segunda-feira, 21 de Julho de 2014
A experiência de dois anos e meio no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) foi compartilhada pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED), Carlos Nobre, em seminário apresentado no dia 18 de julho no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). O evento teve como tema “Construindo Pontes entre Ciência e Políticas Públicas” e integra a programação da pós-graduação do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.
A necessidade de se desenvolver um sistema que viabilize a imprescindível interface entre a ciência e a política, como forma de enfrentar os desafios do século 21, no processo de transformação do mundo em direção à sustentabilidade global foi defendida por Nobre. Dentre esses desafios destacam-se: a produção de alimentos para nove bilhões de pessoas mantendo-se dentro de limites planetários sustentáveis; a valorização e a proteção dos serviços da natureza e da biodiversidade; a adaptação a um mundo mais quente e mais urbano; a transição para sociedades de baixo carbono; a redução da pobreza e a educação para a sustentabilidade; o provimento de oportunidades de renda e de inovação via transformações para a sustentabilidade global; a redução dos riscos de desastres; o alinhamento da governança com a gestão responsável.
Esforços nessa direção têm sido promovidos em grandes conferências internacionais, como a Rio +20 e a Planet Under Pressure (Planeta sob Pressão), ambas realizadas em 2012. Esta última destaca, em seu documento final, importância de se estabelecer metas integradas para a sustentabilidade global com base nas evidências científicas, com objetivos que orientem a sociedade. “Os desafios enfrentados por um Planeta sob Pressão exigem uma nova abordagem da investigação, mais integrativa, internacional e orientada para soluções. Precisamos criar elos entre a pesquisa científica de alta qualidade e os esforços de novas políticas interdisciplinares relevantes”, diz o relatório.
Para o secretário da SEPED, a construção de pontes entre o conhecimento científico e as políticas públicas passa, necessariamente, pela atuação do cientista como comunicador. “Precisamos nos conscientizar que a produção do conhecimento e a elaboração de políticas públicas não são, necessariamente, processos estanques”, afirmou.
No seminário, Nobre apresentou dois exemplos bem sucedidos de alinhamento nesse sentido: os programas de monitoramento do desmatamento da Amazônia e de mitigação dos impactos da seca no nordeste brasileiro. Acesse a apresentação
Fonte: INPE
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Secretário do MCTI destaca interface entre Ciência e Políticas Públicas em seminário no INPE
Segunda-feira, 21 de Julho de 2014
A experiência de dois anos e meio no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) foi compartilhada pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED), Carlos Nobre, em seminário apresentado no dia 18 de julho no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). O evento teve como tema “Construindo Pontes entre Ciência e Políticas Públicas” e integra a programação da pós-graduação do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.
A necessidade de se desenvolver um sistema que viabilize a imprescindível interface entre a ciência e a política, como forma de enfrentar os desafios do século 21, no processo de transformação do mundo em direção à sustentabilidade global foi defendida por Nobre. Dentre esses desafios destacam-se: a produção de alimentos para nove bilhões de pessoas mantendo-se dentro de limites planetários sustentáveis; a valorização e a proteção dos serviços da natureza e da biodiversidade; a adaptação a um mundo mais quente e mais urbano; a transição para sociedades de baixo carbono; a redução da pobreza e a educação para a sustentabilidade; o provimento de oportunidades de renda e de inovação via transformações para a sustentabilidade global; a redução dos riscos de desastres; o alinhamento da governança com a gestão responsável.
Esforços nessa direção têm sido promovidos em grandes conferências internacionais, como a Rio +20 e a Planet Under Pressure (Planeta sob Pressão), ambas realizadas em 2012. Esta última destaca, em seu documento final, importância de se estabelecer metas integradas para a sustentabilidade global com base nas evidências científicas, com objetivos que orientem a sociedade. “Os desafios enfrentados por um Planeta sob Pressão exigem uma nova abordagem da investigação, mais integrativa, internacional e orientada para soluções. Precisamos criar elos entre a pesquisa científica de alta qualidade e os esforços de novas políticas interdisciplinares relevantes”, diz o relatório.
Para o secretário da SEPED, a construção de pontes entre o conhecimento científico e as políticas públicas passa, necessariamente, pela atuação do cientista como comunicador. “Precisamos nos conscientizar que a produção do conhecimento e a elaboração de políticas públicas não são, necessariamente, processos estanques”, afirmou.
No seminário, Nobre apresentou dois exemplos bem sucedidos de alinhamento nesse sentido: os programas de monitoramento do desmatamento da Amazônia e de mitigação dos impactos da seca no nordeste brasileiro. Acesse a apresentação
Fonte: INPE
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Ciência & Tecnologia e desenvolvimento nacional
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Nova edição dos INCTs visa a reforçar o desenvolvimento no país
Brasília, 9 de maio de 2014 - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, anunciou na sexta-feira (6), a continuidade de um robusto programa federal de ciência e tecnologia (C&T) para incentivar o desenvolvimento nacional, em cerimônia na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília (DF), que divulgou a nova edição do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).
Com isso se espera uma integração maior entre os projetos do governo com o setor empresarial, que é o responsável direto pela inovação no país.
“Esse programa está em construção. A proposta é combinar educação, ciência e tecnologia com o sistema empresarial, para pensar de forma sólida um projeto de desenvolvimento para o país. Estamos acompanhando todas as experiências internacionais e entendemos que essa mobilização é necessária, não só na área governamental, mas também no empresariado, porque quem materializa a inovação é o sistema produtivo”, disse Campolina.
Segundo o ministro, o trabalho é feito em parceria com os ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) para atender as diversas áreas que o programa pretende atingir. “A intenção é um programa de longo prazo, a depender de cada área. Estamos acompanhando as experiências mundiais, como se constrói plataformas para serem consistentes, como se realiza o casamento da política com C&T, e a aplicação prática”, explicou.
Recurso – A nova fase do programa dos INCTs destina R$ 641,7 milhões para a consolidação das unidades de pesquisa que ocupam posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e estimular a formação de outras redes de cooperação científico-institucional de caráter nacional e internacional.
O edital foi publicado na sexta-feira (6) no Diário Oficial da União e a apresentação das propostas começa em 7 de julho e termina em 8 de setembro, com limite de previsão orçamentária de R$ 10 milhões para cada projeto. O resultado da seleção deve ser divulgado a partir de março de 2015 com a implementação dos projetos prevista para abril.
Do total dos recursos, R$ 300 milhões são do governo federal, por meio do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os outros R$ 341,7 milhões são oriundos de 14 fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), do Amazonas, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e da Bahia.
Outras entidades, públicas ou privadas, podem compor o grupo de financiadores das propostas, mesmo após a contratação dos projetos nos quais tenham interesse em aportar valores adicionais.
Resultados – Lançado em julho de 2008 com o objetivo de mobilizar os INCTs, com atuação em redes, o programa já articulou 1.937 instituições, com a participação direta de 6.794 pesquisadores e a publicação de 905 livros, 7.995 artigos em periódicos nacionais indexados e 26.215 artigos em periódicos internacionais indexados, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Foram requeridas 578 patentes pelos INCTs, das quais 265 já foram concedidas
A iniciativa, coordenada pelo MCTI e operacionalizada pelo CNPq, teve aproximadamente R$ 850 milhões, distribuídos em editais de 2008 e 2010. O prazo de conclusão dos projetos em andamento termina em 2015.
Os temas preferencialmente apoiados são: tecnologias ambientais e mitigação de mudanças climáticas; biotecnologia e uso sustentável da biodiversidade; agricultura; saúde e fármacos; espaço, defesa e segurança; desenvolvimento urbano; segurança pública; fontes alternativas de energias renováveis, biocombustíveis e bioenergia; nanotecnologia; pesquisa nuclear, tecnologia da informação e comunicação e controle e gerenciamento de tráfego aéreo.
Fonte: Agências Brasil e Gestão CT&I, via AEB
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Nova edição dos INCTs visa a reforçar o desenvolvimento no país
Brasília, 9 de maio de 2014 - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, anunciou na sexta-feira (6), a continuidade de um robusto programa federal de ciência e tecnologia (C&T) para incentivar o desenvolvimento nacional, em cerimônia na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília (DF), que divulgou a nova edição do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).
Com isso se espera uma integração maior entre os projetos do governo com o setor empresarial, que é o responsável direto pela inovação no país.
“Esse programa está em construção. A proposta é combinar educação, ciência e tecnologia com o sistema empresarial, para pensar de forma sólida um projeto de desenvolvimento para o país. Estamos acompanhando todas as experiências internacionais e entendemos que essa mobilização é necessária, não só na área governamental, mas também no empresariado, porque quem materializa a inovação é o sistema produtivo”, disse Campolina.
Segundo o ministro, o trabalho é feito em parceria com os ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) para atender as diversas áreas que o programa pretende atingir. “A intenção é um programa de longo prazo, a depender de cada área. Estamos acompanhando as experiências mundiais, como se constrói plataformas para serem consistentes, como se realiza o casamento da política com C&T, e a aplicação prática”, explicou.
Recurso – A nova fase do programa dos INCTs destina R$ 641,7 milhões para a consolidação das unidades de pesquisa que ocupam posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e estimular a formação de outras redes de cooperação científico-institucional de caráter nacional e internacional.
O edital foi publicado na sexta-feira (6) no Diário Oficial da União e a apresentação das propostas começa em 7 de julho e termina em 8 de setembro, com limite de previsão orçamentária de R$ 10 milhões para cada projeto. O resultado da seleção deve ser divulgado a partir de março de 2015 com a implementação dos projetos prevista para abril.
Do total dos recursos, R$ 300 milhões são do governo federal, por meio do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os outros R$ 341,7 milhões são oriundos de 14 fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), do Amazonas, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e da Bahia.
Outras entidades, públicas ou privadas, podem compor o grupo de financiadores das propostas, mesmo após a contratação dos projetos nos quais tenham interesse em aportar valores adicionais.
Resultados – Lançado em julho de 2008 com o objetivo de mobilizar os INCTs, com atuação em redes, o programa já articulou 1.937 instituições, com a participação direta de 6.794 pesquisadores e a publicação de 905 livros, 7.995 artigos em periódicos nacionais indexados e 26.215 artigos em periódicos internacionais indexados, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Foram requeridas 578 patentes pelos INCTs, das quais 265 já foram concedidas
A iniciativa, coordenada pelo MCTI e operacionalizada pelo CNPq, teve aproximadamente R$ 850 milhões, distribuídos em editais de 2008 e 2010. O prazo de conclusão dos projetos em andamento termina em 2015.
Os temas preferencialmente apoiados são: tecnologias ambientais e mitigação de mudanças climáticas; biotecnologia e uso sustentável da biodiversidade; agricultura; saúde e fármacos; espaço, defesa e segurança; desenvolvimento urbano; segurança pública; fontes alternativas de energias renováveis, biocombustíveis e bioenergia; nanotecnologia; pesquisa nuclear, tecnologia da informação e comunicação e controle e gerenciamento de tráfego aéreo.
Fonte: Agências Brasil e Gestão CT&I, via AEB
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terça-feira, 18 de março de 2014
MCTI: posse de Campolina e despedida de Raupp
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O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Cleio Campolina Diniz, foi empossado na manhã de ontem (17) pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto. Em seu discurso, Campolina afirmou que dará sequência às atividades de seu antecessor, Marco Antonio Raupp.
A transmissão do cargo também aconteceu ontem, na parte da tarde, na sede do MCTI. Em seu discurso de despedida, Raupp fez um balanço destacando os avanços obtidos ao longo dos mais de dois anos de sua gestão. Ao menos na nota divulgada pelo MCTI, não houve referência ao setor espacial. Campolina também não fez declarações relacionadas ao setor.
Abaixo, reproduzimos os links das notas oficiais divulgadas pelo Ministério:
Novo ministro destaca missão de criar programa ousado para a ciência
“Estou certo de ter cumprido o meu dever”, diz Raupp
Para Campolina, desenvolvimento deve priorizar objetivos humanos
Apesar de não ter colhido muitos frutos, a gestão de Raupp à frente do MCTI teve aspectos positivos ao menos em termos de Política Espacial, com a reedição do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), e também as discussões voltadas à reorganização institucional ("fusão" da AEB com o INPE). Resta saber se as ações iniciadas terão continuidade.
Analisando as ações concretas, Raupp não logrou sorte com a falha do lançador chinês Longa Marcha 4B no lançamento do CBERS 3, em dezembro do ano passado. A viabilização e contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) também não pode ser creditada a ele. Com ideias arrojadas no início, o ex-ministro também não conseguiu resolver o crescente imbróglio que se tornou a binacional Alcântara Cyclone Space.
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O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Cleio Campolina Diniz, foi empossado na manhã de ontem (17) pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto. Em seu discurso, Campolina afirmou que dará sequência às atividades de seu antecessor, Marco Antonio Raupp.
A transmissão do cargo também aconteceu ontem, na parte da tarde, na sede do MCTI. Em seu discurso de despedida, Raupp fez um balanço destacando os avanços obtidos ao longo dos mais de dois anos de sua gestão. Ao menos na nota divulgada pelo MCTI, não houve referência ao setor espacial. Campolina também não fez declarações relacionadas ao setor.
Abaixo, reproduzimos os links das notas oficiais divulgadas pelo Ministério:
Novo ministro destaca missão de criar programa ousado para a ciência
“Estou certo de ter cumprido o meu dever”, diz Raupp
Para Campolina, desenvolvimento deve priorizar objetivos humanos
Apesar de não ter colhido muitos frutos, a gestão de Raupp à frente do MCTI teve aspectos positivos ao menos em termos de Política Espacial, com a reedição do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), e também as discussões voltadas à reorganização institucional ("fusão" da AEB com o INPE). Resta saber se as ações iniciadas terão continuidade.
Analisando as ações concretas, Raupp não logrou sorte com a falha do lançador chinês Longa Marcha 4B no lançamento do CBERS 3, em dezembro do ano passado. A viabilização e contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) também não pode ser creditada a ele. Com ideias arrojadas no início, o ex-ministro também não conseguiu resolver o crescente imbróglio que se tornou a binacional Alcântara Cyclone Space.
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quinta-feira, 13 de março de 2014
Mudança no MCTI: sai Raupp e entra Clélio Campolina
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A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje (13) uma nova etapa da reforma ministerial iniciada no início deste ano, com trocas em seis pastas, uma delas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O ministro Marco Antonio Raupp dará lugar a Clélio Campolina, atual reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A posse está prevista para a próxima segunda-feira (17).
Reitor da UFMG desde 2009, Campolina é graduado em engenharia mecânica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-MG), com doutorado em Ciências Econômicas pela UNICAMP e pós-doutorado nos Estados Unidos, pela University of Rutgers.
Impactos no setor espacial?
Com a mudança no MCTI, surge a dúvida sobre eventuais impactos institucionais no Programa Espacial. Antes de assumir o Ministério em janeiro de 2012, Raupp, que tem origem no setor, ocupava a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). A ele é creditado o plano de reorganização institucional do programa brasileiro (atualmente "adormecido"), que envolveria a "fusão" da AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O ministro também acompanhava de perto as ações do País no campo espacial, reunindo-se quase semanalmente com o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.
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A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje (13) uma nova etapa da reforma ministerial iniciada no início deste ano, com trocas em seis pastas, uma delas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O ministro Marco Antonio Raupp dará lugar a Clélio Campolina, atual reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A posse está prevista para a próxima segunda-feira (17).
Reitor da UFMG desde 2009, Campolina é graduado em engenharia mecânica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-MG), com doutorado em Ciências Econômicas pela UNICAMP e pós-doutorado nos Estados Unidos, pela University of Rutgers.
Impactos no setor espacial?
Com a mudança no MCTI, surge a dúvida sobre eventuais impactos institucionais no Programa Espacial. Antes de assumir o Ministério em janeiro de 2012, Raupp, que tem origem no setor, ocupava a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). A ele é creditado o plano de reorganização institucional do programa brasileiro (atualmente "adormecido"), que envolveria a "fusão" da AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O ministro também acompanhava de perto as ações do País no campo espacial, reunindo-se quase semanalmente com o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Governo: setor espacial é estratégico
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Governo considera setor espacial como estratégico
Brasília, 11 de fevereiro de 2014 – O esforço empreendido pelo governo para impulsionar o setor espacial no país pelo seu potencial intensivo em tecnologia e pela capacidade de puxar as cadeias produtivas nacionais com as quais tem ligação foi destacado pelo ministro em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, na comemoração dos 20 anos da Agência Espacial Brasileira (AEB), realizada nesta segunda-feira (10), em Brasília (DF).
“É um setor importante e com uma cadeia estruturada. A ideia foi ampliar o nível de instrumentos e a possibilidade cada vez mais decisiva, tanto em recursos não reembolsáveis e em projetos cooperativos, quanto na subvenção econômica e no crédito, para responder a percepção de demanda da indústria”, disse Elias.
Ele também apresentou o quadro da evolução do orçamento da Agência, que passou de R$ 23 milhões, em 2002, para R$ 310 milhões este ano. Destacou, ainda, os recursos direcionados à subvenção econômica (R$ 150 milhões, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)), mais R$ 41 milhões para projetos cooperativos, além de R$ 3 bilhões, por meio do Plano Inova Empresa, para a defesa (área com grande interface com o setor). “Isso dá uma percepção clara da consideração do governo em relação ao segmento espacial brasileiro”, destacou o ministro em exercício.
Integração – Relembrando a trajetória da AEB o seu presidente, José Raimundo Coelho, ressaltou o papel da agência como articuladora e a relevância da sua atuação em parceria com os diversos atores do setor, entre eles o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), o Ministério da Aeronáutica, indústria e usuários. “Nosso programa é essencialmente voltado para as necessidades da população, então nada mais justo do que colocar todos os representantes da sociedade para tomarmos decisões conjuntas”, afirmou.
As diversas atividades, projetos e programas da instituição também foram resumidamente apresentados pelos diretores Carlos Alberto Gurgel, de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, e Petrônio Noronha de Souza, de Política Espacial e Investimentos Estratégicos.
Na oportunidade foi lançado pelos Correios um selo comemorativo ao aniversário da instituição, com a participação do diretor regional da empresa em Brasília, Antônio Tomás. O presidente Raimundo Coelho e o ministro Elias entregaram placa comemorativa a 24 funcionários que, neste ano, completarão mais de nove anos de trabalho.
Sob a administração geral da AEB, o Programa Espacial Brasileiro, conforme definido pelo Sistema Nacional de Atividades Espaciais (Sindae), tem a participação do Inpe e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, responsável pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e pelos centros de lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).
A aprovação para que a AEB realize seu primeiro concurso público este ano foi comemorada pelo presidente Raimundo Coelho. “Dentro de poucos anos a Agência terá um corpo sólido de servidores, que poderá ajudar a desenvolver mais ainda o nosso programa de atividades espaciais junto com os nossos institutos”, ressaltou.
Fonte: AEB, com informações do MCTI.
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Governo considera setor espacial como estratégico
Brasília, 11 de fevereiro de 2014 – O esforço empreendido pelo governo para impulsionar o setor espacial no país pelo seu potencial intensivo em tecnologia e pela capacidade de puxar as cadeias produtivas nacionais com as quais tem ligação foi destacado pelo ministro em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, na comemoração dos 20 anos da Agência Espacial Brasileira (AEB), realizada nesta segunda-feira (10), em Brasília (DF).
“É um setor importante e com uma cadeia estruturada. A ideia foi ampliar o nível de instrumentos e a possibilidade cada vez mais decisiva, tanto em recursos não reembolsáveis e em projetos cooperativos, quanto na subvenção econômica e no crédito, para responder a percepção de demanda da indústria”, disse Elias.
Ele também apresentou o quadro da evolução do orçamento da Agência, que passou de R$ 23 milhões, em 2002, para R$ 310 milhões este ano. Destacou, ainda, os recursos direcionados à subvenção econômica (R$ 150 milhões, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)), mais R$ 41 milhões para projetos cooperativos, além de R$ 3 bilhões, por meio do Plano Inova Empresa, para a defesa (área com grande interface com o setor). “Isso dá uma percepção clara da consideração do governo em relação ao segmento espacial brasileiro”, destacou o ministro em exercício.
Integração – Relembrando a trajetória da AEB o seu presidente, José Raimundo Coelho, ressaltou o papel da agência como articuladora e a relevância da sua atuação em parceria com os diversos atores do setor, entre eles o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), o Ministério da Aeronáutica, indústria e usuários. “Nosso programa é essencialmente voltado para as necessidades da população, então nada mais justo do que colocar todos os representantes da sociedade para tomarmos decisões conjuntas”, afirmou.
As diversas atividades, projetos e programas da instituição também foram resumidamente apresentados pelos diretores Carlos Alberto Gurgel, de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, e Petrônio Noronha de Souza, de Política Espacial e Investimentos Estratégicos.
Na oportunidade foi lançado pelos Correios um selo comemorativo ao aniversário da instituição, com a participação do diretor regional da empresa em Brasília, Antônio Tomás. O presidente Raimundo Coelho e o ministro Elias entregaram placa comemorativa a 24 funcionários que, neste ano, completarão mais de nove anos de trabalho.
Sob a administração geral da AEB, o Programa Espacial Brasileiro, conforme definido pelo Sistema Nacional de Atividades Espaciais (Sindae), tem a participação do Inpe e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, responsável pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e pelos centros de lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).
A aprovação para que a AEB realize seu primeiro concurso público este ano foi comemorada pelo presidente Raimundo Coelho. “Dentro de poucos anos a Agência terá um corpo sólido de servidores, que poderá ajudar a desenvolver mais ainda o nosso programa de atividades espaciais junto com os nossos institutos”, ressaltou.
Fonte: AEB, com informações do MCTI.
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