terça-feira, 10 de novembro de 2009
Detalhes sobre o projeto Sentinela
Discussões sobre Política Espacial no CAEAT
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Amazônia-1: novas licitações são aguardadas
segunda-feira, 20 de julho de 2009
CBERS: entrega de câmera MUX
Ministro prestigia entrega de câmera brasileira dos satélites CBERS-3 e 4
20/07/2009
A câmera multiespectral MUX, que fará parte da carga útil dos satélites CBERS 3 e 4, será entregue pela Opto Eletrônica nesta terça-feira (21/7) em São Carlos (SP), onde fica a sede da empresa. Trata-se da primeira câmera do gênero inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil.
Participam da cerimônia de entrega da câmera o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara.
A Opto Eletrônica foi contratada via licitação pública pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para o desenvolvimento e fabricação da MUX, uma câmera de 20 metros de resolução no solo que produz imagens destinadas ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais.
A câmera será embarcada em satélites da série CBERS e seu desenvolvimento cumpre uma das funções do programa espacial brasileiro, que é a qualificação da indústria nacional.
CBERS
Com os satélites do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), o Brasil monitora desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações. Já foram lançados três satélites: CBERS 1, 2 e 2B, este atualmente em operação. Os CBERS 3 e 4 devem ser colocados em órbita em 2011 e 2014.
A política de acesso livre às imagens, uma iniciativa pioneira do INPE, tem levado outros países, como os Estados Unidos, a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução. O download das imagens é feito a partir do endereço http://www.dgi.inpe.br/CDSR/
Além do fornecimento gratuito de imagens de satélite, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o País.
O CBERS é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat.
A missão de desenvolver e construir os satélites no Brasil cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Na China, o programa está sob a responsabilidade da Chinese Academy of Space Technology (CAST).
Desde junho de 2004, quando ficaram disponíveis na internet, mais de meio milhão de imagens já foram distribuídas para cerca de 20 mil usuários, em cerca de duas mil instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.
Recentemente, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens do CBERS para todo o continente africano. A distribuição das imagens vai contribuir para que governos e organizações na África monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública. Mais informações no site www.cbers.inpe.br
Fonte: INPE
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Contratos industriais do CBERS
Há no relatório de gestão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) referente ao ano de 2008 uma interessante tabela (página 22) detalhando a execução financeira no ano passado relacionada ao projeto da segunda geração do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês).
Dezenas de indústrias nacionais, sozinhas ou em consórcio contratadas pelo INPE receberam cerca de R$ 42,8 milhões no ano passado. Destaques para a Optoeletrônica, de São Carlos (SP), e Consórcio WFI (formado pela própria Optoeletrônica e pela Equatorial Sistemas), contratadas para a produção de câmeras dos CBERS 3 e 4, que receberam R$ 7,3 milhões e R$ 10,6 mihões, respectivamente.
Nomes como Omnisys Engenharia, Consórcio CFF (Cenic e Fibraforte), Orbital Engenharia, Aeroeletrônica e Mectron, entre outros, figuram na tabela.
Nas compras internacionais, um dos destaques foi um contrato de aproximadamente de R$ 5,5 milhões com a europeia EADS SODERN para o fornecimento de módulos de detecção das câmeras MUX e WFI, que equiparão os satélites CBERS 3 e 4.
Apesar dos problemas enfrentados pelo programa CBERS por causa da regulação ITAR, dos EUA, o INPE ainda assim consegue adquirir alguns componentes junto à companhias norte-americanas, como da Agilent Technologies e da californiana Trident Space & Defense. O maior volume executado no exterior no ano passado foi, no entanto, com a Tecnológica, Ingeniería, Calidad y Ensayos S.A., empresa espanhola que fornece componentes eletrônicos para os CBERS. O valor total executado em 2008 pelo INPE em contratos internacionais relacionados ao projeto espacial sino-brasileiro foi de pouco mais de R$ 20,7 milhões.
Para ler postagens anteriores com informações sobre o relatório de gestão de 2008 do INPE, clique aqui, aqui e aqui.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Opto leva a AWFI
Colocamos no passado duas notas ("A vez da AWFI" e "Novidades sobre a AWFI") sobre a concorrência lançada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em outubro do ano passado para o fornecimento da câmera Advanced Wide Field Imaging (AWFI) que equipará o satélite Amazônia 1. A Opto Eletrônica levou o negócio, tendo oferecido proposta pouco inferior a R$ 38 milhões.
Na edição de 26 de dezembro de 2008 do Diário Oficial da União, foi publicado o extrato do contrato. Vejam abaixo:
"EXTRATO DE CONTRATO Nº 1150/2008
Nº Processo: 01340000621200861. Contratante: MINISTERIO DA CIENCIA E TECNOLOGIACNPJ Contratado: 54253661000158. Contratado : OPTO ELETRONICA S/A -Objeto: Prestação de Serviços de desenvolvimento, projeto, fabricação e testes do Subistema Advanced Wide Field Imaging Camera - AWFI, parte integrante da carga útil da Plataforma Multi-Missão Brasileira - PMM a ser utilizado no satélite Amazônia 1, conforme especificações técnicas constantes no Projeto Básico, Anexo I do Edital. (R.D. 01.06.115.0/2008) Fundamento Legal: Lei nº 8.666/93. Vigência: 24/12/2008 a 23/12/2011. Valor Total: R$37.950.307,36. Fonte: 100000000 - 2008NE903502 Fonte: 100000000 - 2008NE903503 Fonte: 100000000 - 2008NE903504. Data de Assinatura: 24/12/2008."
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Reportagem sobre a Opto Eletrônica
Na semana passada, entrou no ar no web-site de T&D uma pequena reportagem sobre a Opto Eletrônica, indústria localizada em São Carlos (SP), com atuação nos setores Ótico, Aeroespacial e de Defesa. A matéria é bastante genérica e tem como objetivo apresentar um perfil da companhia, áreas de atuação, produtos e projetos em que está envolvida (em Espaço, o programa CBERS, por exemplo). Foi escrita com base em informações públicas. T&D tentou por algumas vezes contatar a direção da empresa, mas não teve retorno.
Com esta reportagem, T&D dá início a uma série de pequenos artigos com perfis sobre empresas que integram os setores Aeroespacial e de Defesa brasileiros. Todos estes artigos serão publicados em seu web-site na média de um por mês.
Para acessar o artigo sobre a Opto Eletrônica, clique aqui.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Novidades sobre a AWFI
Foram entregues na última sexta-feira (22), na sede do INPE em São José dos Campos (SP) as propostas para o fornecimento da câmera Advanced Wide Field Imaging (AWFI) para o satélite de sensoriamento remoto Amazônia 1. Para relembrar o tema, leiam a nota "A vez da AWFI", postada aqui no início de outubro.
Há dois candidatos: um consórcio formado pela Equatorial Sistemas, de São José dos Campos, e pela OptoVac, de Osasco (SP); e a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP). A Equatorial e a Opto Eletrônica já são velhas conhecidas no setor, ambas com considerável experiência em sensores orbitais de imageamento. Inclusive, trabalham juntas no desenvolvimento e construção da câmera WFI que equipará o CBERS 3, previsto para ser lançado em 2010. O "casamento" das duas empresas para o projeto do Amazônia 1, porém, não se repetiu.
A Optovac, por sua vez, é menos conhecida, mas nem por isto neófita em tecnologia espacial. A empresa tem experiência em pesquisas com o INPE na área de sensor de estrelas, astronomia, e também no setor de defesa (mísseis). É uma importante "player" brasileira no mercado de lentes especiais.
Espera-se em breve uma definição da licitação.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
FINEP apóia projetos de tecnologia espacial
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) divulgou ontem (30) a relação de projetos selecionados para o programa de subvenção econômica de 2008. Foram selecionados 209 projetos, que juntos receberão até R$ 450 milhões em recursos não-reembolsáveis. Para programas estratégicos, que inclui iniciativas na área Espacial, serão destinados até R$ 80 milhões distribuídos em 31 projetos. Destes, ao menos dois estão relacionados diretamente com tecnologia espacial. São eles:
- R$ 2,724 milhões para o "desenvolvimento da tecnologia para a fabricação de filmes finos com geometria dedicada para a manufatura de filtros multi-espectrais para aplicação em sistemas de imageamento orbital". A empresa beneficiada é a Opto Eletrônica; e
- R$ 2,993 milhões para o "bloco girométrico tri-axial, montado com girômetros a fibra óptica, para aplicação em sistemas de navegação e controle de satélites, de foguetes e veículos lançadores de satélites". A empresa responsável pela iniciativa é a Optsensys. Sobre sistemas inerciais para foguetes brasileiros, vejam a postagem "Sistemas Inerciais: o calcanhar-de-aquiles do VLS".
Para saber mais sobre algumas das iniciativas em Programas Estratégicos que receberão recursos do governo, não apenas de tecnologia espacial, leiam a matéria "FINEP seleciona projetos estratégicos para subvenção econômica", publicada hoje no web-site de T&D.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Câmera MUX do CBERS 3
Lente espacial
Uma câmera feita no Brasil para fotografar a Terra vai equipar o satélite sino-brasileiro Cbers-3
Yuri Vasconcelos escreve para a “Revista Pesquisa Fapesp”:
O lançamento do próximo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-3), previsto para abril de 2010, será um momento importante não apenas para o programa espacial brasileiro – já que este é o quarto artefato da série e boa parte dele está sendo desenvolvida no país –, mas também para a Opto Eletrônica, empresa com sede em São Carlos, no interior paulista, responsável pelo projeto e fabricação de uma das câmeras do satélite capaz de fotografar a crosta terrestre.
O aparelho, batizado de câmera multiespectral MUX, representa um importante salto tecnológico para a indústria nacional, porque é o primeiro do gênero a ser inteiramente feito no país. As imagens geradas dos territórios do Brasil e da China serão destinadas ao monitoramento ambiental e ao gerenciamento de recursos naturais.
Para conseguir tal feito, a imagem terá uma resolução da superfície terrestre de 20 metros de lado, característica responsável pela nitidez, num parâmetro que não é pouca coisa, levando-se em conta que o Cbers-3 será colocado em órbita a 800 quilômetros de altitude. Isso equivale a enxergar um trem na superfície da Terra ou uma mosca a cerca de 400 metros. A faixa de largura imageada, que é a extensão do território visto em uma linha na imagem, é de 120 quilômetros de largura.
“A fabricação da MUX pela Opto atende à diretriz do programa espacial brasileiro de fomentar o desenvolvimento de tecnologia de ponta dentro da indústria do país, capacitando nossas empresas para participar de forma competitiva no mercado espacial internacional”, ressalta o engenheiro Mario Selingardi, responsável técnico pelo projeto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Além disso, a fabricação desse subsistema do Cbers-3 por um parceiro nacional auxilia o país a obter independência tecnológica em áreas altamente sensíveis do ponto de vista estratégico. A fa¬se atual do desenvolvimento da câmera é a de realização de testes funcionais no modelo de engenharia da MUX. Esse modelo é um protótipo que vem antes do modelo de qualificação e do equipamento que efetivamente vai voar. O modelo de engenharia deve seguir até o mês de julho para a China, onde vai passar por testes elétricos na integração com outros sistemas.
Nos experimentos realizados aqui a câmera é submetida a ensaios destinados a confirmar se suporta as cargas de lançamento e as condições de temperatura e vácuo no espaço, além de verificar se ela atende aos requisitos de envelhecimento e compatibilidade eletromagnética mantendo seu desempenho funcional. Segundo o Inpe, os ensaios, feitos no Laboratório de Integração e Testes do instituto, mostraram que não houve degradação do desempenho óptico do equipamento. “A câmera tem passado com sucesso pelos testes”, informa Selingardi, do Inpe.
A realização desses experimentos é um importante passo na longa caminhada iniciada em dezembro de 2004, quando a Opto venceu a licitação internacional para fabricação da câmera. A MUX começou a ser projetada já no mês seguinte e a primeira etapa do trabalho (a conclusão do projeto preliminar) ficou pronta no final daquele ano. Para ter idéia da complexidade do projeto preliminar, basta dizer que ele foi composto por mais de 450 documentos e 16 mil páginas.
Fonte: Agência FAPESP, via JC E-mail
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