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Há grande expectativa de que, muito em breve, possivelmente neste mës de janeiro, o governo do Peru finalmente anuncie a compra de seu primeiro satélite de observação terrestre. Em 14 de dezembro, foi publicado um decreto que declarou de interesse nacional a "contratação de um sistema satelital para a implementação e desenvolvimento do Centro Nacional de Operações de Imagens Satelitais do Peru - CNOIS".
O decreto é baseado em expediente preparado pela agência espacial do país, a Comisión Nacional de Investigación y Desarollo Aeroespacial - CONIDA, que conta ainda com um estudo de mercado e informe técnico-econômico.
Segundo notícias da imprensa local, a proposta apresentada pela companhia francesa Astrium (hoje, Airbus Defence & Space), envolvendo um satélite com resolução submétrica (70 cm com faixa de 14 km) seria a favorita. Outros proponentes seriam a Surrey Satellite Technology Limited (SSTL), do Reino Unido (87 cm de resolução, com faixa de 21 km), e empresas da Coréia do Sul, Espanha e Israel.
As intenções peruanas datam de meados de 2005, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, o SSOT, adquirido junto à Astrium em 2008 e colocado em órbita em dezembro de 2011. Nas últimas semanas, as forças armadas peruanas anunciaram importantes aquisições de equipamentos militares, como aeronaves de transporte da Itália e helicópteros da Rússia.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
sábado, 7 de setembro de 2013
Peru: satélite de observação em 2014?
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O Peru está prestes a adquirir o seu primeiro satélite de observação, de acordo com informações publicadas na imprensa local e especializada.
O processo de busca e negociação do satélite já foi iniciado, sendo vários os candidatos ao seu fornecimento, oriundos de países como França, Israel, Coréia do Sul, Reino Unido e Espanha. De acordo com parlamentares do Congresso peruano, o contrato de aquisição do satélite, que pode envolver investimentos de mais de 200 milhões de dólares, deve ser assinado no primeiro semestre de 2014, após o término do processo de seleção. Um dos requisitos mais importantes será a transferência tecnológica, a ser negociada entre governos.
As intenções peruanas datam de meados de 2005, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, o SSOT, adquirido junto à europeia Astrium e colocado em órbita no final de 2011.
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O Peru está prestes a adquirir o seu primeiro satélite de observação, de acordo com informações publicadas na imprensa local e especializada.
O processo de busca e negociação do satélite já foi iniciado, sendo vários os candidatos ao seu fornecimento, oriundos de países como França, Israel, Coréia do Sul, Reino Unido e Espanha. De acordo com parlamentares do Congresso peruano, o contrato de aquisição do satélite, que pode envolver investimentos de mais de 200 milhões de dólares, deve ser assinado no primeiro semestre de 2014, após o término do processo de seleção. Um dos requisitos mais importantes será a transferência tecnológica, a ser negociada entre governos.
As intenções peruanas datam de meados de 2005, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, o SSOT, adquirido junto à europeia Astrium e colocado em órbita no final de 2011.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Satélites de observação na América do Sul
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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.
Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Brasil
O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.
A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.
O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.
Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.
Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.
O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.
Colômbia
Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.
Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.
Peru
O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.
Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.
Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.
Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Brasil
O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.
A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.
O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.
Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.
Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.
O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.
Colômbia
Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.
Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.
Peru
O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.
Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.
Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Satélite de observação francês para o Peru?
De acordo com a imprensa peruana, o ministro da Defesa do Peru, Pedro Cateriano, teve uma reunião este mês com o ministro de Assuntos Estrangeiros da França, Laurent Fabius, para discutir a possível aquisição pelo país sul-americano de um satélite de observação junto a indústrias francesas, possivelmente da Astrium, do grupo EADS, ou da Thales Alenia Space. A reunião segue uma visita oficial de Cateriano à França em novembro de 2012, ocasião em que o tema foi também discutido.
A aquisição, em discussão há há vários anos, envolveria uma negociação de governo a governo.
Ainda segundo a imprensa local, o governo peruano tem grande interesse em dispor de um satélite de observação ótico para vigilância e controle das forças armadas em zonas afetadas por ações terroristas e de narcotráfico.
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domingo, 2 de dezembro de 2012
Peru quer seu satélite de observação
De acordo com reportagens publicadas na mídia peruana no mês de novembro, o país andino estaria próximo de dar início ao processo de contratação de um satélite de observação terrestre, numa negociação de governo a governo. "O governo tomou a decisão de adquirir um satélite. Isto não é algo que se pode fazer da noite para o dia. Em um primeiro momento, contrataremos imagens de satélites, que nos permitirão um maior controle de nosso território, mas em médio prazo o projeto de aquisição de um satélite já está definido", declarou Pedro Cateriano, ministro da Defesa do Peru.
De fato, informações sobre o interesse peruano em contar com um satélite próprio circulam desde 2006, e foram estimulados desde que o Chile, rival histórico, adquiriu seu satélite, o SSOT, no final de 2008, colocado em órbita em dezembro de 2011.
Na região, a Venezuela recentemente também passou a dispor de um pequeno satélite de sensoriamento remoto, o VRSS-1, adquirido na China e colocado em órbita no final de setembro, e a Colômbia é frequentemente citada como outra nação interessada em ter o seu sarélite.
Eventualmente, circulam informações na imprensa peruana dando conta de que as europeias EADS Astrium e Surrey Satellite Technology Limited (SSTL) seriam favoritas numa possível concorrência para o fornecimento dos segmentos espacial e terreno do sistema de observação.
Cooperação com a Coréia do Sul
No mês passado, o Peru adquiriu junto a Korean Aerospace Industries (KAI) aeronaves militares de treinamento para operação por sua força aérea, transação que, segundo informações, conta com um programa de compensações (conhecido como offsets) que inclui uma iniciativa na área espacial: a construção de uma estação terrena de recepção de imagens óticas - em torno de 1 metro de resolução - do satélite ótico Kompsat 2, operado pela agência espacial sul-coreana. A estação seria operada pela Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), principal órgão espacial peruano que, no futuro, também deve ser o órgão responsável pela contratação e operação do primeiro satélite de observação terrestre do país.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Programas espaciais na América Latina
O website norte-americano "The Space Review" publicou esta semana um artigo com enfoque nos programa espaciais desenvolvidos no continente latino-americano, intitulado "Latin America's space programs in 2012" (clique sobre o título para acessá-lo).
De autoria de Alex Sanchez, pesquisador do Council on Hemispheric Affairs (COHA), o texto aborda programas de países como a Argentina, Venezuela, Peru, Chile, Bolívia e Brasil, destacando o papel de potências espaciais, como a Rússia e a China no desenvolvimento de alguns programas regionais.
Apesar da temática interessante, o texto é superficial - no caso brasileiro, menciona sem detalhes o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro, as ambições do País e também a tragédia do VLS-1 VO3, mas dá uma panorama sobre o que acontece em matéria de atividades espaciais na região.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Avanços chineses na Venezuela e Bolívia
Na Venezuela, VRSS-1 em órbita no final de setembro...
O VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satélite), também conhecido como Francisco Miranda, primeiro satélite de observação da Venezuela, pode ser colocado em órbita já a partir de 30 de setembro, segundo divulgou o governo venezuelano.
"O satélite conta com três sementos e dentro de poucos dias será lançado... A data está programada para 30 de setembro aproximadamente ou para os primeiros dias de outubro... Estamos lançando... 53 profissionais estão capacitando o pessoal venezuelano", afirmou representante do governo em entrevista concedida ao jornal local "El Universal".
O satélite está sendo construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China, dentro de um contrato turn key (entrega em funcionamento em órbita) no valor de 140 milhões de dólares. A CGWIC foi também responsável pela construção e entrega em órbita do primeiro satélite de comunicações da Venezuela, o Venesat-1 (ou Simon Bolívar), lançado em outrubro de 2008.
...E na Bolívia, 33% do Tupac Katari já foi concluído
A estatal CGWIC também é responsável pela construção do primeiro satélite de comunicações da Bolívia, similar ao modelo adquirido pela Venezuela. O satélite boliviano, que se chamará Tupac Katari, já teve 33% de sua construção concluída, segundo informações da Agência Boliviana Espacial (ABE), reproduzidas pelo website Infoespacial.
"Temos que informar à opinião pública que o cronograma está sendo cumprido, o lançamento do satélite está previsto para 20 de dezembro de 2013 e se avançou em torno de 33% [de sua execução]", explicou Iván Zambrana, diretor da ABE.
O Tupac Katari, também contratado em base turn key, em 2010, tem custo estimado em 300 milhões de dólares, dos quais 250 milhões estão sendo financiados pelo Banco de Desenvolvimento da China.
Paralelamente à construção do Tupac Katari, os bolivianos já consideram um segundo satélite, para observação terrestre, seguindo o exemplo venezuelano. O satélite, de órbita baixa, seria utilizado para o monitoramento dos recursos naturais, numa iniciativa que poderia ser desenvolvida, segundo afirmou o representante da ABE, em conjunto com o Japão.
Órgãos governamentais e indústrias japonesas ligadas ao setor espacial visitaram vários países sul-americanos, inclusive o Brasil, no ano passado, em esforços para projetos conjuntos de cooperação e prospecção de negócios.
"O novo satélite é apenas uma ideia no papel, enão se tem o valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou o diretor da ABE, destacando, no entanto, que seu custo seria inferior ao do projeto do Tupac Katari.
Colômbia e Peru também querem satélites próprios
Em linha com o processo de "satelitização" do continente sul-americano, os governos da Colômbia e do Peru também têm demonstrado interesse em contar com satélites de observação, juntando-se ao Brasil, Argentina, Chile e Venezuela, que já dispõem e/ou desenvolvem projetos nesse campo. Eventualmente, surgem na imprensa local desses dois países informações sobre discussões para a aquisição de pequenos satélites junto à companhias europeias.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Depois do Chile, o Peru
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O lançamento bem-sucedido do satélite chileno SSOT (também chamado localmente de FASat-Charlie) na semana passada teve repercussão em várias nações sul-americanas, em especial no Peru, país com o qual o Chile mantém tensas relações diplomáticas há mais de um século.
Em entrevista concedida para o jornal peruano "La Primera", reproduzida pelo website Infoespacial, o chefe da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), autoridade espacial peruana, Cel. Enrique Pasco Barriga, afirmou que o governo do Peru deverá optar por um satélite mais capaz que o chileno.
"Estou seguro que o Peru optará por um sistema de melhores características. Sejamos positivos e bem-intencionados", afirmou. A intenção do país andino é dispor de um satélite de observação com resolução superior a 2,5 metros (idealmente, em torno de 1 metro), com vida útil de sete anos ou mais, e capacidade de imagear áreas de interesse para prevenção de desastres naturais.
O interesse peruano em dispor de um satélite de observação existe já há vários anos. Nos últimos tempos, uma decisão sobre o fabricante a ser selecionado chegou a ser considerada iminente, com o assunto estando nas instâncias mais altas do governo. Empresas europeias, como a EADS Astrium (fabricante do SSOT), a Thales Alenia Space e a SSTL são consideradas fortes candidatas para a construção do satélite e infraestrutura terrestre, num negócio que deve envolver de 80 a 100 milhões de dólares.
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O lançamento bem-sucedido do satélite chileno SSOT (também chamado localmente de FASat-Charlie) na semana passada teve repercussão em várias nações sul-americanas, em especial no Peru, país com o qual o Chile mantém tensas relações diplomáticas há mais de um século.
Em entrevista concedida para o jornal peruano "La Primera", reproduzida pelo website Infoespacial, o chefe da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), autoridade espacial peruana, Cel. Enrique Pasco Barriga, afirmou que o governo do Peru deverá optar por um satélite mais capaz que o chileno.
"Estou seguro que o Peru optará por um sistema de melhores características. Sejamos positivos e bem-intencionados", afirmou. A intenção do país andino é dispor de um satélite de observação com resolução superior a 2,5 metros (idealmente, em torno de 1 metro), com vida útil de sete anos ou mais, e capacidade de imagear áreas de interesse para prevenção de desastres naturais.
O interesse peruano em dispor de um satélite de observação existe já há vários anos. Nos últimos tempos, uma decisão sobre o fabricante a ser selecionado chegou a ser considerada iminente, com o assunto estando nas instâncias mais altas do governo. Empresas europeias, como a EADS Astrium (fabricante do SSOT), a Thales Alenia Space e a SSTL são consideradas fortes candidatas para a construção do satélite e infraestrutura terrestre, num negócio que deve envolver de 80 a 100 milhões de dólares.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Cooperação Peru - Ucrânia
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Em 30 de maio, os governos do Peru e da Ucrânia firmaram um acordo de cooperação no âmbito de atividades espaciais. Seu propósito é amplo: estabelecer condições de cooperação e atividades espaciais das agências de cada governo (CONIDA, no caso peruano, e NSAU, da Ucrânia), visando ao desenvolvimento de projetos conjuntos, assistência técnica e intercâmbio de informações.
Na América do Sul, a Ucrânia mantém um acordo de cooperação espacial com o Brasil, que tem por principal projeto a exploração comercial do sítio espacial de Alcântara, no Maranhão, por meio da binacional Alcântara Cyclone Space.
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terça-feira, 29 de março de 2011
Peru quer satélite de observação
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No último dia 27, o Ministério da Defesa do Peru divulgou uma nota afirmando que o país adquirirá em breve um satélite de observação terrestre, o que foi visto pela imprensa local e especializada como um indicativo da iminência de um anúncio de compra.
"Este sistema de captura de imagens satelitais permitirá monitorar em tempo real as variações que se produzem no território pátrio, contribuindo para a prevenção, identificação e mitigação de possíveis desastres naturais que podem acontecer em nosso país, assim como uma ação rápida e eficiente ante qualquer acontecimento", diz a nota.
Além dessa finalidade "civil", o satélite também será usado em atividades nas áreas de segurança e defesa, contribuindo para a proteção de zonas fronteiriças, luta contra o narcotráfico e terrorismo, e monitoramento de cultivos ilícitos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o Ministério da Defesa está considerando apenas duas propostas: uma da SSTL, da Inglaterra, e outra da francesa EADS Astrium. O sistema tem custo estimado de 70 a 100 milhões de dólares.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Peru: cubesat em órbita no final de 2011
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Segundo notícias divulgadas na imprensa peruana, o cubesat peruano Chasqui I deve ser lançado ao espaço até o final deste ano. Segundo Aurelio Padilla Ríos, reitor da Universidad Nacional de Ingeniería (UNI), entidade responsável pela construção do artefato, o lançamento estaria atrasado em razão da espera de permissão da agência espacial russa (Roscosmos) para o lançamento.
O Chasqui I deve ocupar uma posição orbital a 650 km de altitude, e será equipado com duas câmeras digitais para o imageamento terrestre, com seus dados servindo para aplicações em estudos climáticos, florestais e arqueológicos.
Para saber mais sobre o nanossatélite peruano, acessem a postagem "Chasqui I: o cubesat peruano".
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Segundo notícias divulgadas na imprensa peruana, o cubesat peruano Chasqui I deve ser lançado ao espaço até o final deste ano. Segundo Aurelio Padilla Ríos, reitor da Universidad Nacional de Ingeniería (UNI), entidade responsável pela construção do artefato, o lançamento estaria atrasado em razão da espera de permissão da agência espacial russa (Roscosmos) para o lançamento.
O Chasqui I deve ocupar uma posição orbital a 650 km de altitude, e será equipado com duas câmeras digitais para o imageamento terrestre, com seus dados servindo para aplicações em estudos climáticos, florestais e arqueológicos.
Para saber mais sobre o nanossatélite peruano, acessem a postagem "Chasqui I: o cubesat peruano".
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
As ambições bolivianas
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Mal assinou o contrato para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (TKSat-1), em dezembro de 2010, o governo boliviano já fala num segundo, desta vez para observação terrestre, especialmente de recursos minerais. É o que disse no último sábado (22), na assembleia legislativa, o presidente Evo Morales.
Morales confirmou ainda que viajará à China em março para acompanhar o início da construção do satélite de comunicações, e também destacou que 70 jovens bolivianos serão treinados pelo fabricante para o gerenciamento do sistema.
E as ambições peruanas
Na América do Sul, o Peru é outro país que considera seriamente adquirir um satélite de observação. No final do ano, circularam notícias na imprensa peruana dando conta de que em 2011, o governo daria início a uma licitação, num investimento estimado entre 80 a 100 milhões de dólares.
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Mal assinou o contrato para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (TKSat-1), em dezembro de 2010, o governo boliviano já fala num segundo, desta vez para observação terrestre, especialmente de recursos minerais. É o que disse no último sábado (22), na assembleia legislativa, o presidente Evo Morales.
Morales confirmou ainda que viajará à China em março para acompanhar o início da construção do satélite de comunicações, e também destacou que 70 jovens bolivianos serão treinados pelo fabricante para o gerenciamento do sistema.
E as ambições peruanas
Na América do Sul, o Peru é outro país que considera seriamente adquirir um satélite de observação. No final do ano, circularam notícias na imprensa peruana dando conta de que em 2011, o governo daria início a uma licitação, num investimento estimado entre 80 a 100 milhões de dólares.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Satélites de observação na América do Sul
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No próximo dia 1º de novembro, o satélite de comunicações Venesat-1, da Venezuela, completará dois anos em órbita.
O satélite, também conhecido como Simón Bolivar 1, é operado pela Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), e foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.
A ABAE tem também ambições de contar no futuro com um satélite observação terrestre. Segundo notícias divulgadas pela imprensa venezuelana na última semana, a agência espera lançar em 2013 um satélite de sensoriamento desenvolvido e produzido no próprio país. Ao menos publicamente, não existe um projeto patrocinado por Caracas para o desenvolvimento local de satélites, mas o governo tem sido assíduo comprador de produtos militares nos últimos anos, atraindo as atenções de empresas estrangeiras também do ramo espacial, particularmente da Rússia e China.
A Venezuela, aliás, não é o único país sul-americano com pretensões no campo de observação terrestre satelital, além daqueles com projetos já consolidados, como Brasil (série CBERS, Amazônia-1) e Argentina (série SAC, e SAOCOM).
Com certa frequência, surgem notícias dando conta do interesse do Peru, por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), em desenvolver capacidades nessa área. Inclusive, este foi um dos tópicos abordados durante o giro de uma comitiva espacial japonesa pela América do Sul no último mês de agosto. No início deste ano, a CONIDA e a agência espacial da Tailândia assinaram um memorando de entendimentos para cooperação em matéria espacial. Na época, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração, mas alguns elementos indicavam que a cooperação poderia envolver o satélite de observação tailandês THEOS, construído pela EADS Astrium e em órbita desde outubro de 2008.
Esporadicamente, a Bolívia também expressa o desejo de possuir um satélite de observação, embora o seu histórico em termos de concretização de anúncios na área espacial não seja dos melhores. O país andino negocia com a China já há mais de um ano a construção do seu primeiro satélite de comunicações, o Tupac Katari.
Em julho de 2008, num processo mencionado pelo mercado como bastante célere, o Chile contratou a EADS Astrium para a construção do seu satélite, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). A construção do SSOT foi concluída no início do ano, devendo ser colocado em órbita em 2011.
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No próximo dia 1º de novembro, o satélite de comunicações Venesat-1, da Venezuela, completará dois anos em órbita.
O satélite, também conhecido como Simón Bolivar 1, é operado pela Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), e foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.
A ABAE tem também ambições de contar no futuro com um satélite observação terrestre. Segundo notícias divulgadas pela imprensa venezuelana na última semana, a agência espera lançar em 2013 um satélite de sensoriamento desenvolvido e produzido no próprio país. Ao menos publicamente, não existe um projeto patrocinado por Caracas para o desenvolvimento local de satélites, mas o governo tem sido assíduo comprador de produtos militares nos últimos anos, atraindo as atenções de empresas estrangeiras também do ramo espacial, particularmente da Rússia e China.
A Venezuela, aliás, não é o único país sul-americano com pretensões no campo de observação terrestre satelital, além daqueles com projetos já consolidados, como Brasil (série CBERS, Amazônia-1) e Argentina (série SAC, e SAOCOM).
Com certa frequência, surgem notícias dando conta do interesse do Peru, por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), em desenvolver capacidades nessa área. Inclusive, este foi um dos tópicos abordados durante o giro de uma comitiva espacial japonesa pela América do Sul no último mês de agosto. No início deste ano, a CONIDA e a agência espacial da Tailândia assinaram um memorando de entendimentos para cooperação em matéria espacial. Na época, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração, mas alguns elementos indicavam que a cooperação poderia envolver o satélite de observação tailandês THEOS, construído pela EADS Astrium e em órbita desde outubro de 2008.
Esporadicamente, a Bolívia também expressa o desejo de possuir um satélite de observação, embora o seu histórico em termos de concretização de anúncios na área espacial não seja dos melhores. O país andino negocia com a China já há mais de um ano a construção do seu primeiro satélite de comunicações, o Tupac Katari.
Em julho de 2008, num processo mencionado pelo mercado como bastante célere, o Chile contratou a EADS Astrium para a construção do seu satélite, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). A construção do SSOT foi concluída no início do ano, devendo ser colocado em órbita em 2011.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Cooperação Peru - Tailândia
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Em 15 de janeiro, a Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), órgão responsável pelo Programa Espacial Peruano, e a a agência espacial da Tailândia (GISTDA) assinaram um memorando de entendimentos para colaboração em matéria espacial. Não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração entre os dois países, mas na ocasião da assinatura, foi feita por autoridades da GISTDA uma apresentação sobre o satélite THEOS, de observação terrestre, e suas aplicações.
O Programa Espacial Tailandês hoje é fortemente baseado em seu satélite THEOS (THailand Earth Observation Satellite), desenvolvido e construído pela EADS Astrium, da França, e lançado ao espaço em 1º de outubro de 2008. O THEOS conta com dois sensores óticos: uma câmera multiespectral de 15 metros de resolução, e outra pancromática, de 2 metros. Dentre as aplicações das imagens geradas pelo satélite, destacam-se a cartografia, monitoramento agrícola e gerenciamento de florestas.
Já o programa do país vizinho tem projetos em aplicações em sensoriamento remoto (imagens geradas por satélites estrangeiros), alguns estudos e iniciativas em matéria de foguetes de sondagem e cubesats. Já há algum tempo, o Peru também estuda o desenvolvimento e/ou aquisição de um satélite próprio de observação terrestre.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Peru lança novo foguete
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A agência espacial do Peru (Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial - CONIDA) realizou no início deste mês, em 2 de setembro, mais um lançamento de foguete de sondagem, o Paulet 1M, versão melhorada do Paulet 1 testado em dezembro de 2006. O lançamento foi executado a partir da base científica de Punta Lobos (Pucusana).
A operação contou com o apoio da Força Aérea Peruana, que também trabalhou no projeto e construção do foguete. O Paulet 1M tem 2,8 metros, massa aproximada de 90 kg e é destinado a realização de experimentos científicos em alta atmosfera, medição de contaminação ambiental, excesso de carbono, pesquisas relacionadas à camada de ozônio e sobre os efeitos ionosféricos influenciados pelo Sol.
O Peru é um dos países sul-americanos, como Brasil, Argentina, Chile, Colombia e Venezuela com atividades no campo espacial. Para saber mais sobre o seu programa, acessem as postagens "Programa Espacial Peruano" e "Chasqui I: o CubeSat peruano".
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A agência espacial do Peru (Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial - CONIDA) realizou no início deste mês, em 2 de setembro, mais um lançamento de foguete de sondagem, o Paulet 1M, versão melhorada do Paulet 1 testado em dezembro de 2006. O lançamento foi executado a partir da base científica de Punta Lobos (Pucusana).
A operação contou com o apoio da Força Aérea Peruana, que também trabalhou no projeto e construção do foguete. O Paulet 1M tem 2,8 metros, massa aproximada de 90 kg e é destinado a realização de experimentos científicos em alta atmosfera, medição de contaminação ambiental, excesso de carbono, pesquisas relacionadas à camada de ozônio e sobre os efeitos ionosféricos influenciados pelo Sol.
O Peru é um dos países sul-americanos, como Brasil, Argentina, Chile, Colombia e Venezuela com atividades no campo espacial. Para saber mais sobre o seu programa, acessem as postagens "Programa Espacial Peruano" e "Chasqui I: o CubeSat peruano".
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Chasqui I: o CubeSat peruano
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A Universidade Nacional de Ingeniería (UNI), do Peru, com o objetivo de aprimorar suas capacidades em tecnologia espacial, está construindo um nanossatélite baseado na tecnologia CubeSat, denominado Chasqui I. O nanossatélite, considerado o primeiro engenho espacial do Peru, terá massa aproximada de 1 kg, vida útil estimada em dois meses, e será dotado de uma microcâmera (sensor CMOS). Espera-se que seja lançado ao espaço em novembro de 2010, em órbita baixa, a 650 km de altitude. O veículo lançador ainda não foi definido.
Além da UNI, participam da iniciativa a Comisión Nacional de Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), a Universidade Aeroespacial da Coréia do Sul, a Agência Espacial Alemã, e a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos.
A tecnologia CubeSat é muito utilizada para a construção de satélites universitários, dada a sua simplicidade e baixo custo. Desde o final da década de noventa, dezenas de CubeSats com experimentos científicos, sensores óticos, e de comunicações foram lançados ao espaço.
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A Universidade Nacional de Ingeniería (UNI), do Peru, com o objetivo de aprimorar suas capacidades em tecnologia espacial, está construindo um nanossatélite baseado na tecnologia CubeSat, denominado Chasqui I. O nanossatélite, considerado o primeiro engenho espacial do Peru, terá massa aproximada de 1 kg, vida útil estimada em dois meses, e será dotado de uma microcâmera (sensor CMOS). Espera-se que seja lançado ao espaço em novembro de 2010, em órbita baixa, a 650 km de altitude. O veículo lançador ainda não foi definido.
Além da UNI, participam da iniciativa a Comisión Nacional de Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), a Universidade Aeroespacial da Coréia do Sul, a Agência Espacial Alemã, e a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos.
A tecnologia CubeSat é muito utilizada para a construção de satélites universitários, dada a sua simplicidade e baixo custo. Desde o final da década de noventa, dezenas de CubeSats com experimentos científicos, sensores óticos, e de comunicações foram lançados ao espaço.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Programa Espacial Peruano
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O Peru é um dos países sul-americanos, ao lado de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela a ter oficialmente um programa espacial. As pesquisas e esforços peruanos em exploração espacial são realizados por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), que em breve completa 35 anos de existência.
As pretensões espaciais do país andino incluem desenvolvimentos em foguetes de sondagem, a colocação em órbita de um microssatélite para observação, e até mesmo a realização de um voo espacial daquele que seria o primeiro astronauta peruano, numa janela de dez anos.
Em dezembro de 2006, foi realizado com sucesso o lançamento do Paulet 1, considerado o primeiro foguete desenhado e construído no país por especialistas da CONIDA, com sensores a bordo para estudos ambientais em alta atmosfera.O foguete lançado no final de 2006 tinha 2,8 metros de cumprimento, 108 kg de massa, e alcançou uma altitude de 45 km, num voo de 200 segundos. A CONIDA planeja para breve um novo lançamento, destinado à execução de experimentos de medição da pressão e velocidade dos ventos, entre outros.
A CONIDA estuda já algum tempo o projeto de ter um satélite próprio de sensoriamento remoto, a exemplo do Chile, que em 2008 adquiriu o Sistema Satelital de Observación Terrestre (SSOT), da europeia EADS Astrium, ao custo de 72 milhões de dólares. O interesse peruano é contar com um satélite de pequeno porte (de 150 a 200 kg), de órbita baixa, capaz de gerar imagens de alta resolução para finalidades tais como análise de vegetação, controle de desmatamento, inundações e incêndios, entre outras. Enquanto não conta com seus próprios sensores orbitais, o país depende da aquisição de imagens geradas por satélites norte-americanos e franceses.
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O Peru é um dos países sul-americanos, ao lado de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela a ter oficialmente um programa espacial. As pesquisas e esforços peruanos em exploração espacial são realizados por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), que em breve completa 35 anos de existência.
As pretensões espaciais do país andino incluem desenvolvimentos em foguetes de sondagem, a colocação em órbita de um microssatélite para observação, e até mesmo a realização de um voo espacial daquele que seria o primeiro astronauta peruano, numa janela de dez anos.
Em dezembro de 2006, foi realizado com sucesso o lançamento do Paulet 1, considerado o primeiro foguete desenhado e construído no país por especialistas da CONIDA, com sensores a bordo para estudos ambientais em alta atmosfera.O foguete lançado no final de 2006 tinha 2,8 metros de cumprimento, 108 kg de massa, e alcançou uma altitude de 45 km, num voo de 200 segundos. A CONIDA planeja para breve um novo lançamento, destinado à execução de experimentos de medição da pressão e velocidade dos ventos, entre outros.
A CONIDA estuda já algum tempo o projeto de ter um satélite próprio de sensoriamento remoto, a exemplo do Chile, que em 2008 adquiriu o Sistema Satelital de Observación Terrestre (SSOT), da europeia EADS Astrium, ao custo de 72 milhões de dólares. O interesse peruano é contar com um satélite de pequeno porte (de 150 a 200 kg), de órbita baixa, capaz de gerar imagens de alta resolução para finalidades tais como análise de vegetação, controle de desmatamento, inundações e incêndios, entre outras. Enquanto não conta com seus próprios sensores orbitais, o país depende da aquisição de imagens geradas por satélites norte-americanos e franceses.
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