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terça-feira, 7 de março de 2017

Cooperação Brasil - China

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Profissionais de engenharia buscam novas oportunidades na China

06/03/2017

O engenheiro de energia solar Pedro Henrique Nogueira, 26 anos, natural de Luziânia (GO), participa do mesmo projeto de mestrado que seus colegas, Felipe Iglesias e Renan Felipe, na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China. Já Audrey Rodrigues de Siqueira, 26 anos, de Jaguaraí (SP), cursa o mestrado na mesma instituição, mas diferente dos três colegas trabalha com satélites de localização com foco em GPS.

Os quatro estudantes passaram por um rigoroso processo de avaliação intermediado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), parceira da Beihang University, e hoje estão na China, concluindo o mestrado na área espacial. Dois deles devem voltar para o Brasil no final de julho deste ano, um já foi convidado para trabalhar em outro país, e o quarto estudante conclui o mestrado em 2018.

Pedro Henrique conta que no primeiro semestre cursou todas as matérias, já no segundo participava de um projeto integrador, que envolvia todos os estudantes do mestrado. O grupo fez visitas técnicas a Shangai para conhecer a linha de produção da Longa Marcha, à Academia Espacial, e a empresas privadas em Xian, no centro da China, experiências que, para eles, fizeram a diferença.

Segundo o Pedro Henrique, a diversidade e a dinâmica da carga horária foram os fatores que mais lhe chamaram a atenção, como também foram decisivos para ser aprovado na seleção. Pedro trabalha com sistema de potência de energia que usa a energia solar. “Para mim foi uma oportunidade de continuar o que eu já conhecia, mas com uma aplicação diferente. No Brasil trabalhei com aplicação terrestre, aqui na China com aplicação espacial”, ressaltou.

Diferencial – “No Brasil acho a engenharia um pouco teórica, a gente aprende muito a teoria Matemática e a Física, mais do que desenvolve e gerencia o que é um desafio para trabalhar em projetos maiores. Aqui na China eles se preocupam mais em projetar ao invés de ensinar, o foco está em desenvolver. A parceria da Agência Espacial Chinesa com empresas privadas torna o processo de construção de um satélite bem mais rápido que no Brasil”, afirmou.

Para o engenheiro, os chineses têm disponibilidade de material e peças a um custo bem barato, não só pela aquisição de Pequim, mas por trabalharem com empresas que produzem esse tipo de material em outras províncias. Isso favorece a rapidez no escoamento da produção, principalmente, em razão de o país dispor de grande número de rodovias e ferrovias. “Esse fator contribui para que o desenvolvimento na área espacial na China seja bem forte”, afirmou Pedro.

Profissionais de engenharia buscam novas oportunidades na China - AudreyO engenheiro mecânico, Audrey Siqueira, graduado pela Universidade Estadual de Guaratinguetá (Unesp), trabalhou três anos como voluntário em programas que projetavam aeromodelos, um dos requisitos que o ajudou a ser selecionado para o mestrado na China. Audrey também participou de algumas competições desenvolvendo aeromodelos. No Brasil ele conquistou o segundo lugar em uma competição, mas em um mundial, em Atlanta (EUA), seu grupo fez o melhor avião e conquistou o prêmio. Essa competição, para ele, foi o diferencial no processo de seleção.

Requisitos - “Eles queriam candidatos que fossem fluentes no inglês e que conhecessem as áreas espacial e aeronáutica”. Esses dois fatores me favoreceram, pois fiz intercâmbio pelo programa Ciências sem Fronteira, na Alemanha, de 2012 a 2013.

Diferente dos outros três colegas que estudam microssatélites, Audrey estuda satélites de localização, que foca em GPS, área que segundo ele é direcionada para países em desenvolvimento que têm projetos na área espacial, como Brasil, Peru, Bolívia, Venezuela e Paquistão. Acho que vou trabalhar no sistema de comunicação de satélite, mas o que deve diferenciar dos outros três colegas é a área de pesquisa.

Para o engenheiro o que diferencia o ensino do Brasil em relação à China é que “aqui eles nos dão autonomia, aí no Brasil há o sentimento paternal, aqui há uma relação mais profissional. Por exemplo, aqui usamos o celular pra tudo, no Brasil somos repreendidos pelo uso do celular em sala de aula. Aqui os professores incentivam os alunos a usarem o celular, pois se precisarmos tirar fotos, pesquisar, temos o aparelho, a relação é diferente”.

Mesmo com culturas e população bem diferentes, Audrey impressiona com os dados do país e diz ser inevitável não fazer comparações. “No final dos anos 80 e início dos 90 a economia brasileira e a chinesa representavam a mesma porcentagem na economia mundial, hoje a participação do Brasil é de 1% e a dos chineses 12%, nota-se que em pouco tempo a China cresceu muito e nós ficamos para trás”, concluiu.

Filho de um técnico de manutenção da Embraer e de uma comerciante, Audrey sempre gostou da área e dos desafios da profissão e, apesar das barreiras encontradas no país oriental, como a dificuldade com a alimentação e com o idioma, os estudantes já se adaptaram ao novo estilo de vida. E até a angústia em se deparar com um prato apimentado eles já tiram de letra.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cooperação Brasil - China

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Estudantes brasileiros contam experiência de cursar mestrado na China  

17/02/2017 

Quatro engenheiros brasileiros, três graduados pela Universidade de Brasília (UnB) e um pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp/Guaratinguetá) cursam desde setembro de 2015, um mestrado na área espacial na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China.  Lá eles participam da construção do microssatélite BUAASat, que será lançado em órbita baixa a 600 km da terra, com a missão de fazer o sensoriamento remoto de algumas regiões do país, além de tirar fotos de detritos espaciais.

O programa de bolsas de mestrado é patrocinado pelo Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China). Os estudantes, Felipe Iglesias, Renan Felipe Nogueira, Pedro Henrique Nogueira e Audrey Rodrigues Siqueira foram selecionados, pelo Master Program on Space Technology Applications Global Navigation Satéllite Systems (GNSS). Todo o processo de seleção contou com a intermediação e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para os estudantes, o intercâmbio que fizeram no programa Ciências sem Fronteiras, Renan Felipe, em Lisboa, Felipe Iglesias na Normandia, Pedro Henrique na Escócia e Audrey na Alemanha, os ajudou a tomarem a decisão de fazer um mestrado na China e buscar novas oportunidades em um país de cultura tão diversa. O processo de seleção com a participação de 14 candidatos inscritos ocorreu em duas etapas, a inscrição, feita no site do programa, e uma entrevista, via internet, realizada por dois professores da Beijing University.

Felipe Iglesias, 28 anos, paulista de Araçatuba, formado em Engenharia Eletrônica pela UnB, foi selecionado para o mestrado em Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS) e Pedro Henrique e Renan Felipe, graduados em Engenharia de Energia, estudam Tecnologia de Microssatélites. O mestrado tem duração de um ano e nove meses, sendo que alguns deles estarão de volta em julho deste ano.

Oportunidades

Para Iglesias, o mestrado é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. “Além de aprender outra língua e vivenciar nova cultura, pretendo ampliar meus horizontes com essa experiência, pois no retorno ao Brasil quero trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do setor espacial”, disse.

Já Renan Felipe conta que com dez meses no país oriental já teve uma base teórica e prática bastante significativas, principalmente na área de construção de satélites. “Agora estou focado no desenvolvimento da tese voltada para integração e testes na parte elétrica e eletrônica de todos os subsistemas. Vou tentar automatizar todo esse processo para torná-lo mais eficiente, e com isso reduzir os custos”, afirmou.

Como engenheiro de energia tenho acesso à parte solar do satélite. Trabalhar com energia solar está sendo ótimo, além de abrir um leque de oportunidades não apenas no Brasil, estudar na China abre oportunidades no mundo inteiro.

Segundo os estudantes, a oportunidade de cursar um mestrado na China os fez crescer não só profissionalmente, mas também culturalmente. “Desenvolvi minhas habilidades interpessoais, tentei estar inserido em uma empresa no contexto internacional e vou levar essa experiência para o Brasil”, ressaltou Felipe Iglesias. Sua contribuição para o Brasil deve ser adiada mais um pouco, no fechamento dessa matéria, ele nos informou que surgiu uma oportunidade de trabalho que talvez o leve para outro país. A proposta não está relacionada à área espacial, mas o mestrado contribuiu muito para receber esse convite, concluiu.

Renan Felipe ressalta que o mestrado entrou na fase de produção da tese sem muitos cursos para fazer, mas com prazo para entrega de relatórios e andamento da produção. Ele aproveita e manda uma mensagem aos colegas brasileiros: “Espero que a nossa experiência de sucesso na China ajude a quebrar o tabu em relação ao país e a acabar com o medo de os candidatos virem para cá. Aproveitem essa oportunidade”, concluiu.

Na próxima reportagem vocês vão conhecer a experiência dos engenheiros Pedro Nogueira e Audrey Siqueira, que também estão na China.

Interessados em participar do mestrado acesse o  link:

http://www.aeb.gov.br/centro-de-ciencia-espacial-na-asia-e-pacifico-oferece-bolsa-para-mestrado-na-china/

Fonte: AEB
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pós-graduação espacial na China

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Processo seleciona brasileiros para pós-graduação aeroespacial na China

Os interessados têm até 24 de fevereiro para se inscrever

A Agência Espacial Brasileira (AEB) abriu processo seletivo para pré-selecionar três brasileiros interessados em ter acesso a bolsas de estudo no programa de mestrado da Beihang University, na China. As oportunidades são nas áreas de sistemas globais de navegação por satélite, sensoriamento remoto e sistemas de geoinformação, e tecnologias em microssatélites. Os interessados têm até 24 de fevereiro para se inscreverem.

Os proponentes precisam ter menos de 35 anos de idade no ano de admissão; experiência profissional ou em pesquisa em tecnologias na área espacial; possuir o grau de bacharel (ou equivalente) em áreas do conhecimento afins ao programa; possuir histórico de atuação em pesquisa em áreas do conhecimento do programa; ter bom domínio da língua inglesa e capacidade de participar de aulas ministradas no referido idioma.

As bolsas de mestrado serão definidas pelo desempenho nas entrevistas e podem ser de dois tipos: integrais, que cobrem taxas de matrícula, acomodações, seguro médico e subsídio de US$ 438,96 por mês; e parciais, que cobrem somente as taxas de matrícula.

A escolha final dos candidatos fica a cargo do Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP, na sigla em inglês). O resultado será divulgado até 10 de maio.

Para mais informações, acesse este link.

Fonte: Agência ABIPTI, com informações da AEB, via Jornal da Ciência.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Carlos Gurgel: “Minha obra está concluída na AEB”

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“Minha obra está concluída na AEB”

O engenheiro Carlos Gurgel, diretor de Satélites, retornará para a Universidade de Brasília e faz um balanço de sua atuação na Diretoria de Satélites da Agência Espacial

André M. Mileski

O engenheiro mecânico Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB) desde setembro de 2012 deixará a agência no início de 2017. Com o intuito de apresentar um balanço de sua gestão, marcada por importantes avanços na área educacional, o dirigente conversou no início de dezembro com a reportagem de Tecnologia & Defesa.

“Minha obra está concluída na Agência”, diz Gurgel, que no primeiro trimestre de 2017 retornará à Universidade de Brasília (UnB), onde é docente. “Continuarei colaborando com o Programa Espacial por meio do curso de Engenharia Aeroespacial”, referindo-se à graduação oferecida pela universidade, hoje uma referência em formação de recursos humanos para o Programa Espacial.

Gurgel divide suas realizações na AEB em duas vertentes principais, uma tecnológica e outra educacional. No campo tecnológico, uma das mais importantes envolve a missão SABIA-MAR, um projeto de satélite de observação em conjunto com a Argentina, com a definição e conclusão da Fase A, de planejamento da missão, que contou com significativo envolvimento dos usuários dos dados que serão futuramente gerados pelo satélite.

Finalizada em dezembro de 2013, a Fase A foi concluída no prazo de 12 meses, representando a retomada do projeto binacional. “Envolvemos os usuários, as partes interessadas, e realizamos workshops no Brasil e na Argentina com a indústria e usuários.” A etapa seguinte se deu com a Fase B, que envolve maior detalhamento e a revisão preliminar. “Desengavetamos um projeto, e no final conseguimos momentum para que a missão siga de forma mais organizada.”

No campo educacional, por assim dizer, a gestão de Gurgel significou o início de um acompanhamento mais intenso por parte da AEB nas ações essenciais para a formação de recursos humanos e massa crítica para o desenvolvimento das atividades espaciais. “[Houve] uma mudança de paradigma, pois introduzimos o conceito de que a Agência é parceira, e não apenas financiadora [dos projetos].”

Na prática, a AEB passou a assumir um controle mais técnico das missões, convidando especialistas para a avaliação das iniciativas coordenadas pela AEB com caráter mais educacional e de formação de recursos humanos, como as missões de pequenos satélites da modalidade cubesat. Dentre os convidados, professores da Universidade La Sapienza, de Roma, e Jordi Puig-Suari, da Universidade Politécnica da Califórnia, apontado como um dos maiores especialistas do mundo em cubesats.

Os professores convidados avaliaram os projetos nacionais do tipo tendo, ao final, apresentado um relatório com sugestões para aprimoramentos. Um caso citado por Gurgel foi o da missão ITASAT, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), considerada extremamente complexa para os meios até então disponíveis para o ITA – embora muito diferentes em termos de massa, do ponto de vista de sistemas o ITASAT em si não é muito diferente da Plataforma Multimissão (PMM). desenvolvida pela indústria e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Após os apontamentos, houve uma reunião entre a AEB e o ITA para a reorganização da missão, definindose uma maior destinação de recursos financeiros e orçamentários. O cubesat está pronto desde meados de 2016, aguardando o seu lançamento, que deve acontecer no início de 2017, a bordo de um foguete Falcon 9, lançado nos Estados Unidos.

Como parte de seu maior envolvimento com os projetos universitários, a AEB estabeleceu um centro de missão responsável por coordenar projetos de cubesats em praticamente todas as etapas, como definições de missão, custos de lançamento, importação e exportação, etc., que funciona como um facilitador do acompanhamento desses programas.

Esta ação mais sistemática da AEB passou a ser estruturada num programa específico, denominado Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (SERPENS), promovendo o desenvolvimento de missões de cubesat, de baixo custo, junto às universidades, gerando capacitação de recursos humanos. A capacitação, aliás, não envolve apenas os alunos, mas também docentes e técnicos.

Segundo Gurgel, o SERPENS é direcionado principalmente às universidades que têm cursos de Engenharia Aeroespacial, tendo por foco o desenvolvimento da missão completa e não de sistemas isolados. As universidades praticam essencialmente engenharia de sistemas, com montagem, integração, testes, operação, em programas que tem duração em torno de 18 meses. Universidades e institutos como a UnB, ITA, Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre outras, tiveram ou têm projetos apoiados pela AEB. O SERPENS tem proporcionado a jovens estudantes um envolvimento completo em missões espaciais, estimulando a formação de recursos humanos altamente especializados. Alguns desses estudantes, tendo perfil de negócios, podem vir a empreender e abrir start-ups – de fato, algumas pequenas empresas espaciais já começam a surgir no Brasil. “A semente está plantada e é uma questão de tempo”, afirma Gurgel.

Ainda no âmbito educacional, Carlos Gurgel também destacou o projeto do Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT Espacial), idealizado para “despertar o interesse da juventude pelas atividades espaciais”. A primeira unidade, situada em Natal (RN), já está praticamente finalizada, com sua inauguração prevista para o início de 2017. Fundamentalmente, o projeto prevê a oferta de infraestrutura e meios para o desenvolvimento de pequenas missões espaciais, como cansats (nanossatélites de dimensões similares a de uma lata de refrigerante) para estudantes dos ensinos fundamental e médio, contribuindo para a formação de recursos humanos.

Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 147, dezembro de 2016.
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domingo, 6 de novembro de 2016

AEB - NASA: Programa Globe

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Agência Espacial promove segunda edição do Programa Globe da Nasa

04/11/2016

A segunda edição do Workshop do Programa Globe da Nasa no Brasil, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), acontece nos dias 7 e 8 de novembro. O evento será realizado na sede da Agência, em Brasília, e terá a participação de 37 professores das redes pública e particular de ensino do Distrito Federal, que serão capacitados para trabalhar em sala de aula com educação ambiental.

Durante dois dias de capacitação os professores serão conduzidos aos protocolos de Atmosfera e Hidrosfera. Também serão trabalhadas atividades teóricas e práticas de coleta de dados ambientais de acordo com os protocolos do programa, assim como a publicação desses dados no site do Globe.

O segundo workshop no Brasil será orientado pela coordenadora nacional do Globe, na Argentina, Marta Kingsland e pela bióloga peruana, Claudia Cecilia Caro Vera. As duas foram responsáveis pelas atividades da primeira edição do Workshop no Brasil, realizado em junho deste ano.

O Globe é um programa de ciência e educação desenvolvido pela Agência Espacial Americana (Nasa) que envolve a participação de estudantes, professores, cientistas e cidadãos em todo o mundo nas coletas de dados ambientais e nos estudos científicos, que contribuem de maneira significativa para a compreensão do meio ambiente.

O objetivo do programa é conscientizar os estudantes sobre o meio ambiente e suas interações com o ser humano, além de contribuir para a compreensão científica do planeta, aumentar o número de vocações científicas, transformar os alunos em pesquisadores, promover a investigação escolar e o trabalho colaborativo entre escolas do Brasil e de outras regiões do mundo.

A bióloga Claudia Caro ressaltou a importância da participação do Brasil no Programa Globe. “O Brasil é um verdadeiro laboratório climático de biodiversidade. Se conseguirmos entender o que acontece no país provavelmente compreenderemos o que está ocorrendo em todo o mundo. A biodiversidade daqui não será encontrada em lugar nenhum do mundo, por isso é tão relevante a participação do Brasil no Programa Globe”, explicou.

Globe no Brasil - Brasília foi a primeira cidade brasileira a ser contemplada com o programa. O Globe chegou ao Brasil este ano, após um acordo de parceria entre a AEB e a Nasa. Em 2017 a Agência pretende levar o Programa para outros estados brasileiros, a previsão é que aconteçam outros workshops nos estados de São Paulo e Paraná.

O programa Globe foi criado em 1995 e hoje está presente em mais de 700 escolas distribuídas em 112 países. Até o ano de 2014 o programa teve a participação de mais de mil professores e cerca de 10 mil estudantes.

Fonte: AEB
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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Entrevista do José Raimundo Coelho, presidente da AEB

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AEB quer exportar veículos lançadores de microssatélites

Para o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, projeto atende a demanda atual por satélites de menor porte. Equipamento deve ser testado no fim de 2018. "Teremos fila de interessados em enviar satélites no nosso lançador."

24/10/2016

A Agência Espacial Brasileira (AEB) está desenvolvendo o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), uma espécie de foguete adaptado a pequenos satélites. A atenção da AEB para o projeto tem motivo. “Hoje em dia, grande parte das missões envolve pequenos satélites. São verdadeiras constelações de pequenos satélites. Se um deles falhar, é só mandar outro de pequeno porte para substituir. Não precisa mandar um equipamento de seis toneladas”, explicou o presidente José Raimundo Coelho em entrevista ao Portal MCTIC.

Segundo ele, o primeiro teste do VLM está projetado para o final de 2018. “Certamente, teremos uma grande fila de espera de interessados em enviar seus satélites no nosso lançador a partir do Centro de Lançamento de Alcântara”, previu.

Na entrevista, José Raimundo Coelho também falou sobre a importância do Programa Espacial Brasileiro, o desenvolvimento da indústria aeroespacial e o trabalho da AEB para atrair jovens para as carreiras ligadas ao setor. “O Programa Espacial Brasileiro precisa, primeiro, convencer a população da necessidade de estabelecer uma indústria espacial forte e sustentável. Espero que possamos, daqui a alguns anos, ouvir que temos um grande programa espacial que se preocupa em atender ao que a população requer”, afirmou.

MCTIC: Um dos principais projetos do Programa Espacial Brasileiro é o desenvolvimento de um veículo lançador de pequenos satélites. Por que esse projeto é tão importante? 

José Raimundo Coelho: Temos o compromisso de utilizar todo o conhecimento que adquirimos ao longo dos anos para desenvolver um lançador de médio porte exclusivo para pequenos satélites. A ideia desse lançador, chamado VLM, responde à realidade atual. Hoje em dia, grande parte das missões envolve pequenos satélites. São verdadeiras constelações de pequenos satélites. Se um deles falhar, é só mandar outro de pequeno porte para substituir. Não precisa mandar um equipamento de seis toneladas. Hoje, são utilizados satélites de até um quilo. O custo é muito menor. O primeiro teste do VLM está projetado para o final de 2018. Certamente, teremos uma grande fila de espera de interessados em enviar seus satélites no nosso lançador a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.

MCTIC: Quais são os principais parceiros do Brasil no Programa Espacial Brasileiro? 

José Raimundo Coelho: Temos dois parceiros considerados estratégicos para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Um na área de satélites, que é a China, e outro voltado para o desenvolvimento de veículos lançadores, que é a Alemanha. Com os chineses, estamos comemorando 30 anos de parceria em 2016. E com os alemães temos 40 anos de trabalho conjunto. Essas parcerias são baseadas em dois princípios que consideramos fundamentais. Primeiro, que o objetivo tem que ser de utilidade mútua. Segundo, que permita o desenvolvimento conjunto. E temos isso com a China e a Alemanha.

MCTIC: Outro projeto importante para o Brasil é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

José Raimundo Coelho: É verdade. O Satélite Geoestacionário é uma questão de soberania nacional, de termos o controle das nossas comunicações estratégicas. Tínhamos esse sistema instalado no Brasil por meio de contratos com satélites estrangeiros. E, por meio de uma iniciativa do então Ministério das Comunicações – agora MCTIC – foi sugerida a criação de uma empresa para desenvolver o projeto de um satélite que fornecesse comunicações estratégicas e que provesse banda larga para todo o nosso território. E foi criada uma empresa integradora, a Visiona, que é a associação da Embraer com a Telebras. Cabe a ela integrar todo o sistema do satélite e também integrar a nossa base industrial que trabalha sob demanda para o SGDC. São empresas de pequeno porte e que carecem de um ordenamento desse tipo, até para sua sustentabilidade. Isso demonstra o fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro.

MCTIC: Como é possível desenvolver a indústria brasileira voltada para o setor espacial?

José Raimundo Coelho: É muito forte o nosso compromisso de desenvolver a indústria espacial no Brasil. Ainda não conseguimos fazer isso. Primeiro, precisamos criar demanda para o Programa Espacial Brasileiro, que possa dar sustentabilidade à nossa indústria espacial. A demanda que temos hoje é essencialmente do governo brasileiro. Temos que ter a capacidade de estender essa iniciativa para outros segmentos da sociedade, de tal maneira que tenhamos grandes empresas necessitando de serviços de satélites do nosso programa espacial.

MCTIC: O Brasil tem recursos humanos para isso?

José Raimundo Coelho: Queremos capacitar o Brasil com recursos humanos especializados na área espacial. Começamos esse trabalho muito cedo, com crianças e jovens de 12 e 13 anos. Um dos instrumentos que nós utilizamos é o AEB Escola, que fomenta essa busca pelo mistério que é o espaço. Mais adiante, trabalhamos junto às universidades para que elas criem cursos de graduação de engenharia aeroespacial. Hoje, já temos cinco cursos desse tipo em universidades federais. É um passo importante.

MCTIC: A AEB está para inaugurar o CVT Espacial, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. Como ele vai funcionar?

José Raimundo Coelho: O CVT é um instrumento do nosso ministério que aproveitamos para desenvolver o entendimento da nossa área. É um ambiente que construímos para atrair os jovens e dar a eles a oportunidade de entender ou de iniciar o entendimento das atividades da área espacial. Queremos que eles aprendam fazendo, solucionando problemas. Assim, eles vão poder absorver o conhecimento e aplicar melhor o que aprenderam. Esperamos que uma parte daqueles que passarem por lá sigam uma carreira no setor espacial.

MCTIC: Qual é o futuro da AEB?

José Raimundo Coelho: O futuro, para mim, é o presente. Acho que, se o Programa Espacial Brasileiro continuar se preocupando com resultados parciais, em construir um passo de cada vez, chegará o momento em que poderemos comemorar o resultado total. O Programa Espacial Brasileiro precisa, primeiro, convencer a população da necessidade de estabelecer uma indústria espacial forte e sustentável. Espero que possamos, daqui a alguns anos, ouvir que temos um grande programa espacial, que se preocupa em atender ao que a população requer.

Fonte: MCTIC, via AEB.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Inscrições para pós-graduação no INPE

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Abertas as inscrições para mestrado e doutorado no INPE

Segunda-feira, 03 de Outubro de 2016

Astrofísica, Engenharia e Tecnologia Espaciais, Geofísica Espacial, Computação Aplicada, Meteorologia, Sensoriamento Remoto e Ciência do Sistema Terrestre. Estas são as áreas em que Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém programas de pós-graduação, cujas inscrições permanecem abertas até 31 de outubro.

Gratuita, a pós-graduação no INPE oferece bolsas de estudos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Também há possibilidade de solicitação de bolsas à FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e outros órgãos públicos e privados.

Os interessados em ingressar em um dos programas de pós-graduação do INPE devem enviar o formulário de inscrição preenchido e com foto, acompanhado de três cartas de apresentação, curriculum vitae e histórico escolar de graduação, sendo que para se candidatar ao doutorado também é preciso encaminhar o histórico de mestrado e cópia da dissertação.

O formulário e informações adicionais sobre o processo de admissão estão disponíveis na página  www.inpe.br/pos_graduacao/inscricoes.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao

Fonte: INPE
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Estágio de estudantes brasileiros na NASA

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Estudantes selecionados para estágio na Nasa vão trazer experiência para o Brasil

Numa parceria com a AEB, Flavio Altinier e Gabriel Militão vão passar 10 semanas na agência espacial norte-americana. Alunos do Ciência sem Fronteiras, os jovens foram selecionados entre mais de 400 candidatos.

17/08/2016

Uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Nasa levou dois estudantes brasileiros para um estágio de 10 semanas na agência espacial norte-americana dentro do Programa I². Alunos de Engenharia da Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Flavio Altinier, 24 anos, e Gabriel Militão, 22 anos, foram selecionados entre 400 candidatos e embarcaram em julho para uma experiência que pode ser decisiva para o futuro de cada um deles.

No Ames Research Center (ARC), em Palo Alto, na Califórnia, eles atuam em pesquisas diferentes. Enquanto Flavio trabalha com análise de dados, Gabriel desenvolve um aplicativo sobre terremotos dentro do World Wind, uma plataforma de visualização do globo terrestre criada pela Nasa. Em comum, a vontade de aprender com os melhores pesquisadores do mundo.

"O estágio está sendo sensacional. A experiência de trabalhar em um projeto cientificamente complexo e, ao mesmo tempo, com um gigantesco potencial de impacto na vida das pessoas é extraordinário", afirmou Gabriel.

"É uma experiência engrandecedora em todos os sentidos", acrescentou Flavio.

O processo de seleção foi longo. Começou com um edital lançado pela AEB, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em fevereiro de 2016. O objetivo era escolher estudantes do programa Ciência sem Fronteiras que já estivessem nos Estados Unidos. Mais de 400 se candidataram, o que levou a AEB a ampliar de cinco para 15 o número de selecionados para a segunda etapa. Entre eles, Flavio e Gabriel, que passavam uma temporada na Universidade Cornell, em Nova Iorque, foram chamados para o estágio na Nasa.

"O nível dos candidatos era muito alto. Por isso, optaram por selecionar mais pessoas do que o previsto", lembrou Gabriel Militão.

"Por fim, eu e o Gabriel tivemos a felicidade de ser os escolhidos", completou Flavio Altinier.

Impactos positivos

O Brasil só tem a ganhar com a iniciativa, avalia o diretor de Satélites da AEB, Carlos Gurgel. Isso porque, além de ampliar os conhecimentos na área, os jovens trazem na bagagem a "cultura da Nasa". "O profissional brasileiro não só trabalha lá, mas entende como funciona a cultura da Nasa, como eles trabalham a questão da infraestrutura de laboratórios, como se planeja o orçamento para as pesquisas. Mesmo o garoto de graduação traz a experiência adquirida lá e recicla o nosso conhecimento. Isso abre portas para que nós possamos evoluir", disse Gurgel.

Parceria

Esta foi a primeira vez que a Agência Espacial Brasileira participou do Programa I², e a ideia é manter a parceria nos próximos anos. Segundo Gurgel, uma proposta está em discussão para que a AEB envie pelo menos três estudantes brasileiros para estágios de verão na Nasa. "Estamos trabalhando para construir um método para que possamos financiar o envio dos estudantes, pelo menos três a cada ano. Esse é um bom número e vai permitir a perenidade dessa parceria com a Nasa", destacou.

Fonte: MCTIC
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Mestrado em engenharia aeroespacial no Maranhão

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CLA comemora convênio de mestrado para setor aeroespacial

08/08/2016

Nesta quinta-feira (04/08), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve presente na solenidade de assinatura do Convênio do Mestrado Aeroespacial entre o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

O evento foi realizado no Palácio dos Leões, com a presença do Governador do Maranhão Flávio Dino, Gustavo Pereira, Reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Anderson Correia, Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA, Bira do Pindaré, Deputado Estadual, Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e outros representantes do âmbito da ciência e tecnologia do estado.

O Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica é uma importante parceria entre ITA e UEMA, visando estabelecer mútua cooperação para o intercâmbio de informações, para apoiar a implantação de uma turma especial de mestrado em Engenharia de Computação e Sistemas, na linha de pesquisa em sistema computacionais aplicados à Engenharia Aeroespacial, realizando uma troca de experiências e de conhecimentos técnicos e acadêmicos, mobilidade docente e outras atividades científicas na área das engenharias.

Dessa forma, busca-se atender às demandas do Centro de Lançamento de Alcântara por profissionais técnicos qualificados no setor aeroespacial, propiciando suporte aos projetos e atividades que são realizadas a partir da Organização Militar estratégica da Força Aérea Brasileira responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais no país.

“A área de pesquisa aeroespacial tem buscado consolidar o reconhecimento da posição estratégica do Estado, que é representado pelo próprio Centro de Lançamento de Alcântara, sendo um conjunto de ações que passam pela formação de profissionais qualificados que visam efetivamente a inserção do Maranhão no contexto nacional como um estado produtor de profissionais de conhecimento na esfera aeroespacial” afirma o reitor da UEMA.

Fonte: CLA, via AEB.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

CPTEC/INPE: Encontro da Pós-Graduação em Meteorologia

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Inscrições abertas para Encontro da Pós em Meteorologia

Segunda-feira, 01 de Agosto de 2016

Estão abertas as inscrições para o XV Encontro dos Alunos da Pós-Graduação em Meteorologia (EPGMET) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O evento acontece de 27 a 30 de setembro no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, em Cachoeira Paulista (SP).

O objetivo é promover a interação entre os alunos e professores da Pós-Graduação em Meteorologia (PGMET) do INPE e de outras instituições, debates científicos e a divulgação das pesquisas desenvolvidas pelos discentes. A submissão de trabalhos deve ser realizada até 22 de agosto.

O EPGMET é organizado pelos próprios alunos da Pós em Meteorologia do INPE, que mantêm a tradição de realizar anualmente um encontro científico de qualidade. A cada ano, cresce a participação de outras instituições e representantes da iniciativa privada, que veem no encontro uma oportunidade de descobrir novos talentos.

Serão apresentados trabalhos de alunos e professores nos eixos temáticos da PGMET/INPE: Estudo de Tempo e Clima; Modelagem de Tempo e Clima; Interação Superfície-Atmosfera e Sensoriamento Remoto da Atmosfera. Além dos trabalhos, o "Minuto Ciência" também fará parte da programação do XV EPGMET. Esta sessão do encontro será reservada para um bate-papo entre os alunos e professores para exposição de ideias, questões científicas e novas abordagens.

A programação preliminar está disponível no site do evento:
http://eventos.cptec.inpe.br/xv-epgmet/

Tradição e excelência

O Curso de Pós-Graduação em Meteorologia do INPE, o mais antigo do Brasil, tem como meta a formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado. Desde o seu início, em 1968, já formou mais de 130 doutores e 300 mestres e atualmente participa do Programa de Excelência da CAPES (PROEX), com conceito 6 nas últimas avaliações.

O Corpo Docente é composto, em sua maioria, de pesquisadores doutores do CPTEC/INPE com elevada produtividade científica, que atuam nas diferentes áreas de pesquisa da Meteorologia.

O programa é aberto para alunos de instituições nacionais e internacionais e oferece a oportunidade de bolsas de estudos da CAPES e do CNPq, além da possibilidade de solicitação à FAPESP e outros órgãos públicos e privados pelo futuro orientador. Para docentes universitários, há o programa CAPES/PICDT, nas instituições de origem.

A PGMET faz parte do CPTEC/INPE, o centro mais avançado de previsão numérica de tempo e clima da América Latina, que fornece previsões de tempo de curto e médio prazos e climáticas de alta precisão desde 1995. Este centro coloca o Brasil na elite mundial em previsões meteorológicas e a excelência do seu trabalho é reconhecida nos países com tecnologia avançada. Seus profissionais dominam as técnicas de modelagem numérica da atmosfera e dos oceanos, com modelos altamente complexos usados para prever condições futuras na atmosfera e oceanos.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao/cursos/met

Fonte: INPE
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Estágio de estudantes da UnB na França

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Estudantes da UnB são selecionados para estágio na área espacial na França

28/07/2016

Os estudantes do 9º semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB Igor Kinoshita, Lucas Brasileiro e Sebastião Roni estão de malas prontas para um ano de estudos e estágio em um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo na área aeroespacial, o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (ISAE), em Toulouse, na França.

“O ISAE Supaero faz parte do maior polo aeroespacial da Europa, sendo o segundo do mundo”, destacam os futuros engenheiros. “É mais uma conquista para o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB. A responsabilidade de estar lá representando a Universidade é grande”, dizem.

Segundo eles, foram selecionados estudantes do mundo inteiro. O resultado da seleção saiu em maio. Igor e Sebastião viajam no final deste mês e Lucas, no início de agosto, quando termina a última sessão de radioterapia. “Soube que havia sido selecionado ainda no hospital”, conta o estudante, que luta para vencer um câncer descoberto em abril deste ano.

O intercâmbio faz parte de acordo de cooperação assinado em 2014 com o governo francês. No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), a UnB e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participam do programa que envolve duas grandes empresas de fabricação de aviões e sistemas espaciais, a Airbus e a Astrium.

“O campo de atuação do engenheiro aeroespacial é amplo”, observa Lucas. O profissional desta área está preparado para projetar aviões e foguetes, por exemplo. “Também há engenheiros aeroespaciais na indústria automotiva e no mercado financeiro”, cita.

“Nosso sonho, no entanto, desde criança, é desbravar o espaço”, dizem em coro. Atingir esse objetivo, segundo eles, não é fácil. Até hoje, apenas um brasileiro conseguiu o feito, o astronauta Marcos Pontes. “Estamos dispostos a explorar o desconhecido. É desafiador.”

“Sempre soube que queria fazer Engenharia”, diz o paulista Igor Kinoshita, 21 anos. “Quando era criança, desmontava aparelhos e brinquedos, e pesquisava sobre a vida de piloto. Passava horas admirando as imagens de foguetes e planetas que via nas revistas que um tio trazia do Japão.” Igor pretende estudar sinais e sistemas no instituto francês.

O baiano Sebastião Roni, 24 anos, relata o mesmo fascínio. “Gostava de engenharia e tinha muita curiosidade sobre o espaço.” Ele aproveita a oportunidade na França para se especializar em mecânica dos fluidos.

Lucas Brasileiro, 27 anos, lembra dos aviões da Força Aérea Brasileira. “Meu pai é cirurgião dentista da FAB e lembro que eu ficava olhando as aeronaves quando ia visitá-lo no trabalho”, conta. Durante o programa, o brasiliense irá se concentrar no estudo de estruturas.

Engenharia Aeroespacial – Criado em 2012, o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB comemora realizações, como o lançamento de satélites e o acordo de cooperação com o polo espacial francês.

Com um corpo docente de jovens especialistas, dois terços dos professores são estrangeiros. Há ucranianos, italianos, um alemão, um sul-coreano e um francês pesquisando no campus da UnB no Gama.

Entre os pesquisadores brasileiros está o professor Sérgio Carneiro, que ajudou a desenvolver no Brasil a aeronave cargueira KC-390 da FAB. “Apesar de novo, o curso tem várias conquistas”, orgulha-se Igor Kinoshita.

Fonte: UnB, via AEB.
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sábado, 16 de julho de 2016

Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional

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Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional

Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

A capacitação de recursos humanos para atuar no monitoramento de florestas é uma das principais missões do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizado em Belém (PA). O CRA/INPE é responsável por trazer à capital paraense, desde 2010, mais de 450 técnicos de países da América Latina, da Ásia e da África interessados em preservar suas florestas.

De 4 a 15 de julho, acontece a terceira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais. Participam profissionais de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

Ministrado em espanhol pelos consultores Carlos da Costa e César Diniz, o curso é parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree e ocorre através de parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O Capacitree gera material didático e capacita técnicos do Brasil e exterior com o que há de mais avançado na área de geotecnologias.

Durante o curso os participantes aprendem a executar o software TerraAmazon, que os habilita a mapear corte raso, bem como o uso e cobertura da terra. O sistema de disponibilização gratuita foi desenvolvido pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI/INPE) em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE). Com o sistema é possível medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir de imagens de satélites.

Especialista em sistemas de informação geográfica, o agrônomo colombiano Uriel Murcia comemora a possibilidade de estreitar relações institucionais com o INPE. Segundo ele, a Colômbia já apresenta um sistema de monitoramento da floresta em exercício e segue selecionando e aplicando técnicas novas. “A metodologia repassada pelo CRA/INPE nos possibilita o acompanhamento de pontos, áreas menores da floresta, ampliando a possibilidade de controle da cobertura florestal da Amazônia colombiana”, ressalta Murcia.

A engenheira e especialista em sensoriamento remoto Cristina Trujillo, do Ministério do Meio Ambiente do Peru, revela expectativa de trabalhar com o sistema do INPE. “Ele permite um processamento de imagens mais rápido, o que otimiza tempo frente a outras ferramentas”, diz Trujillo.

Com o Capacitree, o INPE transfere tecnologia e conhecimento adquirido em três décadas no monitoramento por satélites da floresta amazônica. Em parceria com a OTCA, já foram instaladas salas de observação no Peru e na Bolívia, por exemplo, países sul-americanos por onde se estende a Amazônia. Com a vinda de técnicos estrangeiros a Belém, tais profissionais são capacitados para o monitoramento efetivo de maior parte da região. O trabalho desenvolvido pelo Instituto torna o Brasil líder em iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal a nível mundial.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

INPE promove curso sobre tecnologia espacial

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Curso transforma tecnologia espacial em recurso didático

Segunda-feira, 11 de Julho de 2016

De 11 a 15 de julho, o curso Uso Escolar do Sensoriamento Remoto para Estudo do Meio Ambiente, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ensina a educadores de diversas cidades brasileiras como o conhecimento sobre o espaço pode valorizar e aprimorar o conteúdo das aulas e auxiliar no processo de aprendizagem.

Já é tradição no INPE receber professores e educadores, durante as férias escolares de julho, para apresentar a tecnologia espacial, especialmente o sensoriamento remoto por satélites, como recurso didático no ensino de disciplinas como geografia, ciências, física, química e história.

Desta vez, estão na sede do Instituto, em São José dos Campos (SP), 25 participantes vindos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí e do Distrito Federal.

Durante toda a semana, os especialistas do INPE apresentarão conceitos e aplicações de Sensoriamento Remoto, Cartografia, Geoprocessamento e GPS que podem ser explorados nos diferentes conteúdos curriculares.

Por meio de aulas teóricas, atividades de campo e laboratório, os participantes aprendem sobre sensores e satélites, como se formam as imagens, escala cartográfica e outros fundamentos. São apresentados exemplos do uso escolar das imagens de satélites, bem como os usos da tecnologia espacial na agricultura, no estudo do espaço urbano, da vegetação e de bacias hidrográficas.

Confira aqui a programação e os temas das palestras.

Segundo a organização, espera-se que os participantes se apropriem do conhecimento e o socializem junto a suas unidades de ensino e à própria sociedade. O curso pretende popularizar e difundir a tecnologia espacial para que as novas gerações sejam mais competitivas frente às inovações do mercado de trabalho, que exige cada vez mais indivíduos bem preparados e com atitudes voltadas à qualidade ambiental, capazes de promover o desenvolvimento sustentável do país.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

AEB nomeia seus primeiros servidores efetivos

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AEB nomeia seus primeiros servidores efetivos

08/06/2016

Em cerimônia na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC), em Brasília (DF), o presidente José Raimundo Braga Coelho, assinou na tarde de quinta-feira (02.06), a Portaria nº 57 que nomeia, em caráter definitivo, os primeiros candidatos aprovados em concurso público para a Carreira de Desenvolvimento Tecnológico e de Gestão, Planejamento e Infraestrutura em Ciência e Tecnologia, para o quadro efetivo de pessoal da AEB.

A Portaria foi encaminhada para ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 3 de junho, sexta-feira. A posse dos nomeados ocorrerá no prazo de até 30 dias a contar da data de publicação da portaria.

Os nomeados serão empossados no seguinte endereço: Setor Policial, área 5, quadra 3, Bloco A, 1° andar, no horário comercial, mediante agendamento por meio do telefone (61) 3411-5547, ou e-mail dpoa@aeb.gov.br.

Clique aqui para acessar a portaria publicada no DOU.

Fonte: AEB
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domingo, 1 de maio de 2016

Recursos humanos para a AEB

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O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) autorizou a Agência Espacial Brasileira (AEB) a realizar nomeações, asseguradas pela aprovação em concursos públicos, conforme portaria publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (29).

A Portaria nº 141 autorizou a convocação de 44 aprovados na AEB, referente a concurso autorizado em 2014. O órgão poderá chamar 17 candidatos aprovados para o cargo de tecnologista, 19 para o cargo de analista em Ciência e Tecnologia e oito para o cargo de assistente em Ciência e Tecnologia.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento, e edição do Blog Panorama Espacial.
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

ITA: mestrado e doutorado em Ciências e Tecnologias Espaciais

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ITA abre inscrições para mestrado e doutorado em Ciências e Tecnologias Espaciais

11/04/2016

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), está com inscrições abertas para o processo seletivo de mestrado e doutorado, em Ciências e Tecnologias Espaciais, até a próxima quarta-feira (13/04).

Também são oferecidas outras quatro oportunidades em cursos do programa divididas em 22 áreas, como Engenharia Mecânica e Aeronáutica, Eletrônica e Computação, Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica e Física. Todas as oportunidades são para ingresso no segundo semestre de 2016.

O processo seletivo ocorrerá em quatro etapas, sendo a primeira a avaliação curricular, feita com base na documentação do candidato. A segunda é a avaliação de proposta e pesquisa, submetida pelo candidato no ato da inscrição. Depois será aplicada uma prova de lógica e matemática básica, prevista para ser realizada no dia 2 de junho de 2016. Por último, o candidato passará por uma entrevista, em que será avaliado o potencial da proposta ou projeto de pesquisa.

O mestrado é um curso de aproximadamente dois anos, composto por várias disciplinas e uma dissertação. Aos alunos que atenderem os requisitos de conclusão do curso, é concedido o título de mestre em Ciências.

O doutorado tem duração de quatro anos com disciplinas, publicação de artigos e uma tese. O doutorado capacita o pesquisador em uma área do conhecimento e, ao fim do curso, o aluno recebe o título de doutor em Ciências em um dos cinco programas de pós-graduação oferecidos pelo ITA.

Para mais informações e inscrição acesse: http://www.ita.br/posgrad/procseletivo

Fonte: ITA, via AEB.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Bolsas de mestrado na China

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Universidade oferece três bolsas de mestrado em ciência espacial

Brasília, 19 de fevereiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em setembro deste ano.

As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.

Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.

São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março;     ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.

Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.

Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.

Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – (61) 3411-5546.

Fonte: AEB
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sábado, 30 de janeiro de 2016

Cooperação Brasil - China: bolsas de mestrado em ciência espacial

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Universidade de Beijing oferece bolsas de mestrado em ciência espacial

Brasília, 29 de janeiro de 2016 – O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China) oferece três bolsas de estudos para Mestrado na Beijing University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), com início em Setembro deste ano.

As áreas contempladas pelos Programas de Mestrado Master Program on Space Technology Applications (Masta) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS); Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS); e Direito e Política Espacial.

Os interessados serão pré-selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) cabendo a Universidade a seleção final.

São pré-requisitos para os candidatos ter menos de 40 anos até o próximo dia 15 de março;     ter experiência profissional na área; ter bacharelado, disciplina relevante ou similar ao diploma de bacharel; experiência de pesquisa nas áreas relevantes; bom domínio da língua inglesa e capacidade de acompanhar aulas nesse idioma.

Interessados devem preencher e enviar seu currículo, acompanhado do documento Basic Information of the Candidates for Masta 2016, para o e-mail buaa2016@aeb.gov.br até o próximo dia 1º de março de 2016.

Os candidatos selecionados para a segunda etapa terão até o dia 15 de março para fazer a inscrição final, de acordo com instruções a serem fornecidas pela AEB.

Informações suplementares com a Assessoria de Cooperação Internacional – aci@aeb.gov.br – 34115546.

Basic Information of the Candidates for MASTA 2016

Fonte: AEB
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domingo, 13 de dezembro de 2015

Comissão do Senado: relatório sobre os setores espacial e de defesa

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Em meio ao difícil momento político brasileiro, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal se reuniu em Brasília (DF) no ultimo dia 10 para analisar e deliberar sobre um relatório diagnóstico sobre o momento atual dos setores de defesa e aeroespacial no Brasil.

Apesar de simples, o relatório traz informações interessantes. Em relação ao setor espacial, alguns de seus apontamentos deram origem a recomendações aprovadas pela CRE, dentre as quais um requerimento direcionado ao Tribunal de Contas da União - TCU para que sejam tomadas "providências no sentido de iniciar auditoria no Acordo Brasil-Ucrânia no tocante ao uso de recursos públicos para utilização da Base de Lançamentos de Alcântara", sob a alegação de que foram investidos mais de R$1 bilhão, sem qualquer retorno (o programa da Alcântara Cyclone Space foi cancelado no primeiro semestre deste ano).

Interessante também observar a recomendação para que sejam retomadas as negociações para um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA relativo à exploração do centro espacial de Alcântara.

Reproduzimos abaixo os principais trechos do relatório que tratam do setor espacial:

"O objetivo do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) é a implantação de sistemas espaciais de uso militar e civil (uso dual), como, por exemplo, Defesa Civil, Programa Nacional de Banda Larga e Sistema de Proteção da Amazônia. Trata-se de um projeto que integra as Forças Armadas, pois permitirá a integração do Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia (SIVAM), a cargo da Aeronáutica, do SISFRON, a cargo do Exército, e o SISGAAZ, a cargo da Marinha. O custo estimado do projeto é de cerca de R$ 12 bilhões. A previsão de início era para este ano, mas nada foi executado. A previsão atual de término é 2022.

O PESE segue as diretrizes do Programa Nacional de Atividades Aeroespaciais (PNAE). O PNAE é dirigido pela Agência Espacial Brasileiro, pertencente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI. O Ministério da Defesa e o Itamaraty também fazem participam do Programa.

Muito se fala do valor agregado dos produtos de uma indústria. Para análise da importância estratégica do setor aeroespacial, enquanto 1 quilo de produtos aeronáutico vale entre 2000 a 3000 mil dólares, 1 quilo no setor espacial vale 50 mil dólares. Ou seja, não estamos falando só de investimentos, estamos falando de possibilidades de exportação, de empregos de alto valor agregado, e estamos falando de soberania.

Os recursos dispensados ao PNAE ao longo dos seus 36 anos foram muito menores do que os necessários. Com os contingenciamentos recentes, o valor que o Programa vinha recebendo nos últimos 30 anos - de aproximadamente R$250 milhões anuais, aproximadamente US$ 65 milhões anuais, não só para o satélite, como também para toda a infraestrutura associada necessária - diminuiu drasticamente para menos de US$ 20 milhões neste ano. Não existe indústria que sobreviva a uma situação como esta.

As causas para o atraso do PNAE são variadas, segundo vários especialistas: não apenas a aplicação insuficiente de recursos financeiros, mas também a ausência de um comando unificado, com foco em resultados, e a baixa integração com a indústria. 

Países da América Latina vem desenvolvendo tecnologias para aplicação militar muito mais avançadas do que as brasileiras. A Argentina já está colocando o seu segundo satélite geoestacionário em órbita e construindo o terceiro. É o único país da região já em estágio avançado de montagem e integração em solo nacional de um satélite geoestacionário. Países como o Chile, Peru e Venezuela têm resolução e precisão maiores que os do Brasil.

O Brasil ainda não tem infraestrutura física capaz de suportar o desenvolvimento de um SGDC, pelo porte do mesmo. 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, de 1961, tem a missão de produzir e desenvolver altas tecnologias na área espacial e formação de mão de obra capacitada. Mas o que tem acontecido: dispensa da mão de obra qualificada, por não haver projetos, e perda de competência e desenvolvimento tecnológico.

Nos últimos três anos, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança - ABIMDE, principal entidade do setor de Defesa, tínhamos 500 especialistas trabalhando no setor espacial, hoje, com a ociosidade, temos menos de 200 técnicos e engenheiros trabalhando no setor. A reposição da mão de obra também é crítica: em 2027 teremos, por aposentadorias, 20% da mão de obra em comparação à 2004, quando o setor funcionava a pleno vapor. Se não investirmos na recapacitação do INPE e na capacitação da Agência Espacial, este setor estratégico vai se extinguir.

Em 2000 o governo brasileiro iniciou discussões sobre como utilizar comercialmente a Base de Alcântara, no Maranhão. Previsto na Estratégia Nacional de Defesa, o uso da Base de Alcântara, é uma das possibilidades para que o Programa Nacional de Atividades Aeroespaciais - PNAE tenha recursos, dado que cada lançamento de satélite rende cerca de US$ 50 milhões em valores atuais. A localização da base é privilegiada, apresentando competitividade para concorrer no mercado global de lançamento de satélites comerciais de meteorologia e de comunicações.

Segundo o embaixador Rubens Barbosa, em audiência na CRE, há interesse de empresas europeias, norte-americanas, chinesas e russas em participar com empresas brasileiras desse significativo mercado internacional.

A alternativa negociada naquele ano foi a assinatura de um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com o governo norte-americano. Os EUA exigiam para utilizarem, que houvesse garantias (salvaguardas) na utilização das tecnologias utilizadas no lançamento de satélites e da propriedade intelectual dos satélites e do veículo lançador. Os EUA têm interesse em restringir o número de países que têm o domínio de lançamento de satélites, por claros motivos geopolíticos.

A oposição na época, principalmente o partido que hoje governa o país, vetou a aprovação do Acordo. Há 13 anos o Acordo está parado na Câmara de Deputados.

O importante a ser apontado aqui é que o este mesmo Acordo foi traduzido e assinado com a Ucrânia em 2004, num governo que em 2001 era oposição. O acordo com a Ucrânia em torno do Projeto Cyclone previa o lançamento de um satélite em cooperação com a Ucrânia e a utilização de um veículo lançador de satélites ucraniano.

Mas foi ignorado um dado fundamental: para o lançamento do satélite no âmbito do Acordo com a Ucrânia, era necessário que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA estivesse assinado, pois havia componentes norte-americanos no veículo ucraniano e no próprio satélite desenvolvido de forma cooperativa entre o Brasil e a Ucrânia. O Acordo com a Ucrânia foi cancelado pelo Brasil no 1º semestre de 2015. Os dois governos gastaram no Projeto Cyclone cerca de R$ 1 bilhão, segundo várias fontes.

Ou seja, a não aprovação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA em 2001 inviabilizou o prosseguimento da utilização da Base de Alcântara. A falta de planejamento e conexão entre os atores governamentais envolvidos na meta de utilização da Base de Alcântara em benefício do PNAE tornou inviável a utilização de uma situação brasileira privilegiada em termos de localização.

Para prosseguirmos no que está previsto na Estratégia Nacional de Defesa em relação ao setor aeroespacial, portanto, o primeiro passo que deve ser dado é a retomada da negociação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os EUA."
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sábado, 19 de setembro de 2015

SGDC: treinamento de brasileiros na França

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A empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS), responsável pela construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações e Estratégicas (SGDC), para a Telebras e o Ministério da Defesa, divulgou nos últimos dias um vídeo sobre o programa de treinamento na França de especialistas brasileiros. 

Ao longo dos últimos 18 meses, a TAS recebeu cerca de 40 engenheiros brasileiros em suas instalações em Cannes e Toulouse.

Veja o vídeo abaixo: