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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

5º Workshop em Engenharia e Tecnologia Espaciais

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Pós-graduandos promovem workshop de Engenharia Espacial

Quinta-feira, 07 de Agosto de 2014

O 5º Workshop em Engenharia e Tecnologia Espaciais (WETE) será realizado nos dias 12, 13 e 14 de agosto no auditório Fernando de Mendonça (LIT), no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Confira a programação completa do evento na página www.inpe.br/wete.

Promovido pelos próprios alunos da pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do INPE, o workshop pretende estimular um ambiente criativo, inovador, desafiador e de produção científica.

A edição de 2014 conta com 36 trabalhos distribuídos em oito sessões técnicas. Também haverá uma sessão especial com palestras sobre missões espaciais, que serão ministradas por Carlos Alberto Gurgel Veras, da Agência Espacial Brasileira (AEB), Irajá Newton Bandeira, do Laboratório de Sensores e Materiais (LAS) do INPE, Roberto Vieira de Fonseca Lopes e Ronan Arraes Jardim Chagas, ambos da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do INPE.

O evento também promove a integração entre as quatro áreas do programa de pós-graduação da ETE/INPE: Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais, Combustão e Propulsão, Mecânica Espacial e Controle, e Materiais e Sensores. Cada uma dessas áreas, com suas respectivas linhas de pesquisa e desenvolvimento, abrange disciplinas que, juntas, complementam o conhecimento necessário para os estudos relacionados à Engenharia Espacial.

Fonte: INPE
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Cooperação entre a UFABC e universidade russa

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UFABC mantém convênio com universidade russa

31/07/2014

A Universidade e a Samara State Aerospace University (SSAU), na Rússia, firmaram recentemente um convênio de intercâmbio voltado a alunos de graduação, pós-graduação e professores. Com prazo de funcionamento previsto em dois anos, essa iniciativa pretende criar oportunidades de cooperação e troca de conhecimento, fortalecer os programas de pós-graduação e auxiliar o desenvolvimento e fortalecimento da pesquisa aeroespacial e em engenharia mecânica na UFABC, na SSAU e nos países envolvidos.

Os interessados em fazer parte dessa cooperação devem apresentar um projeto de pesquisa em engenharia aeroespacial ou mecânica — é preciso que na universidade russa haja um pesquisador, área ou linha de investigação compatível com a demanda. Informações sobre a SSAU podem ser obtidas no sítio www.ssau.ru/english.

Em Samara, o professor responsável pelo convênio, Gafurov Salimzhan, fará a intermediação entre os pesquisadores das duas universidades. Na UFABC, esse papel caberá ao professor André Fenili (andre.feniliarrobaufabc.edu.br) do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS) e atual coordenador do Curso de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da UFABC.

Fonte: UFABC
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Curso do INPE sobre Tecnologias Espaciais

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Universitários aprendem sobre tecnologias espaciais 

Quinta-feira, 10 de Julho de 2014 

De 14 de julho a 1° de agosto, alunos de graduação de todo o Brasil estarão no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), aprendendo sobre engenharia de sistemas, projeto, montagem, testes e operação de satélites.

O “Curso de Inverno 2014 – Introdução às Tecnologias Espaciais” oferece aulas intensivas, visitas dirigidas e um estágio, oportunidade única de aproximação entre os experientes técnicos e engenheiros do INPE e os futuros profissionais do país.

Totalmente gratuito, o Curso de Inverno vem sendo realizado todos os anos, no período das férias escolares de julho, para disseminar a tecnologia espacial e despertar o interesse dos jovens brasileiros pelo setor.

As aulas apresentam desde as missões espaciais em desenvolvimento no INPE, fornecendo aos participantes um panorama de futuro em termos nacionais, até a descrição detalhada de um sistema espacial e todos os subsistemas a bordo de um satélite.

São apresentadas as diversas restrições e cuidados no projeto e construção de equipamentos, bem como os meios de qualificação exigidos para o lançamento e a operação em ambiente espacial. Também há palestras nas áreas de Computação, Ciência Espacial e de Observação da Terra.

Os universitários terão ainda a oportunidade de conhecer várias instalações do INPE, como o Laboratório de Integração e Testes (LIT), o Centro de Controle de Satélites (CCS) e o Miniobservatório Astronômico.

Segundo os organizadores do curso, o objetivo é despertar o interesse dos alunos pelas atividades espaciais, inclusive área acadêmica – o INPE oferece cursos de mestrado e doutorado em Engenharia e Tecnologia Espacial, entre outros programas de pós-graduação.

Mais informações: www.inpe.br/ci/2014

Fonte: INPE
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sábado, 28 de junho de 2014

SGDC: capacitação de técnicos na França

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Brasileiros são capacitados em tecnologia espacial na França

Brasília, 27 de junho de 2014 – Um grupo de 26 técnicos e engenheiros brasileiros concluiu este mês, em Cannes, na França, uma parte do curso avançado do programa de absorção e transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No mês de julho, 16 daqueles profissionais voltam à França para mais uma etapa do curso, iniciado em abril último, desta vez se integrando, até o início de 2015, a equipes da empresa Thales Alenia, responsável pela construção do satélite.

Além dos engenheiros bolsistas da Agência Espacial Brasileira (AEB), Pedro Luiz Kaled Da Cas, Erlan Rodrigo de Souza Cassiano, Cristiano Queiroz Vilanova e Ronne Toledo, integraram o grupo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Telebras, da empresa Visiona e dos ministérios da Defesa e Comunicações.

O programa de absorção e transferência de tecnologia, cuja elaboração é de responsabilidade da AEB e Telebras, objetiva construir competência nacional para promover a maior qualificação e inserção das empresas nacionais no mercado de manufatura e serviços de satélites geoestacionários.

Para os bolsistas Kaled e Vilanova, que já estagiaram na área espacial na Ucrânia, está oportunidade na França é uma experiência fantástica. “Na Ucrânia tivemos uma visão mais acadêmica do conjunto espacial, enquanto que no curso em Cannes, conhecemos mais sobre o desenvolvimento na prática empresarial”, explica Kaled. Vilanova diz que o curso também “permite que se faça uma avaliação mais abrangente do estágio tecnológico em que estão ambos os países”.

Aplicação – Cassiano, que teve sua primeira experiência no exterior, acha que o curso incrementa ainda mais os recursos humanos do nosso segmento espacial. “Os conhecimentos acumulados não só estão qualificando pessoas, como dando condições a que venhamos desenvolver e inovar produtos voltados à tecnologia espacial”.

Na visão dos bolsistas, essa massa crítica que está em formação deve impulsionar o governo na direção de aportar mais recursos na área aeroespacial, “até porque o país não pode desperdiçar todo conhecimento que cada integrante do grupo vai absorver nessa experiência”, pensa Cassiano.

Outra possibilidade que entusiasma os bolsistas é oportunidade que terão de repassar a outros profissionais todo aprendizado acumulado no curso. “No caso da AEB poderemos colaborar com mais solidez na formação dos próximos bolsistas”, ressalta Kaled.

Para o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, a capacitação de profissionais brasileiros impactará positivamente o parque industrial aeroespacial do país. Ele considera que o conjunto de absorção e transferência de tecnologia também terá reflexos relevantes no campo da pesquisa espacial do Brasil.

SGDC – Baseado na plataforma Spacebus 4000, o SGDC terá duas cargas úteis. Uma com 50 transponders banda Ka, oferecendo taxa de transferência de até 80 Gbps, e a outra com sete transponders banda X. O satélite pesa próximo de 5,8 toneladas na decolagem e oferecerá mais de 11 kW de potência. A previsão é de que seja entregue para o lançamento em 2015.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 11 de junho de 2014

AEB, Airbus DS e Safran juntas em educação espacial

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AEB firma programa de cooperação em educação espacial

Brasília, 11 de junho de 2014 – Com a finalidade de criar e implementar um projeto de educação espacial sob a forma de cooperação a Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou nesta quarta-feira (11) um programa de cooperação em educação espacial com três instituições francesas e duas nacionais.

Pela França participam a Astrium SAS – BU Space Transportation, a Safran S.A. e o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (Isae) e pelo Brasil o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB).

O principal objetivo do programa é estabelecer missões de ensino e tutoria, com cursos de treinamento e workshops para estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no âmbito do Projeto de Veiculo Lançador da Astrium e Safran para Estudantes Brasileiros.

O programa será coordenado e implementado por um comitê composto por representantes das seis entidades envolvidas.

A Astrium e a Safran pretendem promover o incremento de cooperações em pesquisa com o ITA, FUB e o Isae e desenvolver projetos de Pesquisa e Desenvolvimento envolvendo seus alunos. Tais projetos devem ser discutidos em base bilateral entre os parceiros e ser implementados com acordos de cooperação específicos.

Para o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, essa parceria tem um significado especial porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso que é a soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto.

Em sua opinião, o programa firmado é de fundamental importância, pois “responde ao esforço nacional de formar recursos humanos para enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”.

O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, lembrou que França e Brasil têm uma longa trajetória de cooperação na área educacional e o acordo assinado vem ampliar a qualidade e o intercâmbio entre os dois países. Segundo ele, o programa também permite aumentar as oportunidades de intercâmbio para estudantes das duas nações.

O representante da Astrium, Jean Noel Hardy, disse que hoje é fundamental para todos os países o investimento na capacitação de recursos humanos, “dai a grande importância da parceria que estamos firmando”.

Na mesma direção se posiciona Michel Provost, representante da Safran, que considera esse acordo como um reforço no interesse que Brasil e França têm na área educacional ao mesmo tempo em que “convida dirigentes de outras instituições de ensino e pesquisa a se integrarem a essa iniciativa”.

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Marques de Camargo, foi representado na solenidade pela professora Ana Flávia Granja e Barros. Participaram ainda do evento os diretores da AEB, Carlos Gurgel, de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento; Petrônio Noronha de Souza, de Política Espacial e Investimentos Estratégicos; Marco Antônio Vieira de Rezende, de Transporte Espacial e Licenciamento; o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, e o Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Jean Robert Batana.

Fonte: AEB

Comentários do blog: embora ainda mantenha sua estrutura jurídica como Astrium, esta, desde o início do ano, faz parte da Airbus Defence and Space (Airbus DS), unidade do grupo europeu criada a partir da "fusão" entre a Cassidian (defesa), Airbus Military (aviões militares) e Astrium (espaço). É também interessante observar o enfoque no acordo de cooperação, direcionado em veículos lançadores. Como já abordamos em algumas ocasiões, há a alguns anos no governo discussões de alto nível envolvendo uma possível parceria internacional para o desenvolvimento de projetos de lançadores, com países como a França, Itália ou Rússia.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Concurso público do INPE: inscrições abertas

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Abertas as inscrições ao concurso público do INPE

Quinta-feira, 03 de Abril de 2014

De 3 a 25 de abril, estão abertas as inscrições do concurso público para a contratação de 14 pesquisadores e 54 tecnologistas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As inscrições devem ser feitas das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30 - exceto sábados, domingos e feriados – nos seguintes locais:

• INPE - Sede: Av. dos Astronautas, 1758, Jardim da Granja, São José dos Campos (SP) – Prédio da Administração – Divisão de Gestão de Pessoas – sala 4.

• INPE - Unidade Regional de Cachoeira Paulista: Rodovia Presidente Dutra, km 40 – Cachoeira Paulista (SP) – Prédio da Administração – sala RH.

Oportunidade

Nos cargos da carreira de Pesquisa, há oportunidades nas áreas de Meteorologia, Oceanografia, Geografia, Ciências Atmosféricas, Ciências Exatas e da Terra, Computação Aplicada, Ciências da Computação, Ciências do Sistema Terrestre, Física, Ciências Matemáticas e Naturais, Ciências Biológicas, Ecologia, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas ou áreas correlatas. A remuneração inicial para os cargos da carreira de Pesquisa pode chegar a R$ 9.828,05 (com doutorado). A seleção terá prova escrita, prova oral de defesa pública de memorial e análise de títulos e currículo. A primeira etapa será realizada no período provável de 19 a 20 de maio - todas as etapas da seleção serão realizadas em São José dos Campos.

Nos cargos da carreira de Desenvolvimento Tecnológico, há oportunidades nas áreas de Engenharia, Ciências Exatas, Meteorologia, Ciências Atmosféricas, Computação Aplicada, Ciência da Computação, Engenharia Florestal, Computação Científica, Química, Tecnologia Química, Engenharia Química, Tecnologia da Informação, Física, Arquitetura, Ciências Ambientais, Ciências Exatas ou da Terra, Ciências Computacionais ou áreas correlatas. A remuneração inicial para os cargos de tecnologistas pode chegar a R$ 8.705,56 (com doutorado). A seleção da carreira de Desenvolvimento Tecnológico consiste de prova objetiva, prova prática discursiva e análise de títulos e currículo – todas as etapas serão realizadas em São José dos Campos. As provas objetivas e discursivas para os cargos de tecnologistas estão previstas para o dia 25 de maio.

Os editais com a descrição das vagas, conteúdo programático, normas e etapas da seleção, bem como todas as informações sobre o concurso público no INPE, estão disponíveis na página: http://www.inpe.br/gestao/anuncios_oportunidades/concurso/2014/index.php

Fonte: INPE
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terça-feira, 11 de março de 2014

Cooperação Brasil - Canadá

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BRASIL E CANADÁ FIRMAM COOPERAÇÃO PARA ÁREA ESPACIAL

Brasília, 11 de março de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial Canadense (CSA) firmam na próxima segunda-feira (17) um programa de cooperação para a formação de profissionais e estudantes qualificados em disciplinas relacionadas ao espaço por meio do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

A assinatura do documento pelos presidentes da AEB, José Raimundo Coelho, e da CSA, Luc Brûlé, se realiza na abertura do evento “Missão Espacial Canadense ao Brasil”, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

O objetivo dessa cooperação é intensificar a colaboração entre as duas agências dentro de missões e projetos na área espacial, a fim de avançar seus conhecimentos em áreas relacionadas à ciência, tecnologia e inovação no domínio espacial.

Desta forma, a cooperação prevê o intercâmbio de estudantes, pesquisadores, estagiários, engenheiros, tecnólogos, gestores e juristas, em instituições acadêmicas, científicas e industriais de alto nível, identificadas em comum acordo, assim como em programas de treinamento e estudos de graduação, especialização, doutorado e pós-doutorado.

Negócios – Da programação da Missão Espacial, que termina na terça-feira (18), constam três painéis e várias palestras, além de um encontro de negócios entre representantes de empresas do setor aeroespacial brasileiro e canadense.

O primeiro painel, mediado pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Alberto Gurgel Veras, tem como tema “Aplicações de Tecnologia Espacial para o Desenvolvimento Social e Econômico”. O segundo, com a mediação de William Mackey, conselheiro da CSA, trata das “Iniciativas Conjuntas entre Brasil e Canadá para a Construção de Capacitação em Tecnologias Espaciais”. Ambas as atividades ocorrem no primeiro dia do evento.

O terceiro painel, marcado para a manhã de terça-feira (18), tem como tema “Setor Privado Espacial Brasil-Canadá para a Construção de Parcerias de Sucesso”, com mediação do diretor Técnico de Operações do Parque Tecnológico de São José dos Campos, Elso Alberti Júnior, e de David McCabe, gerente geral do Grupo de Desenvolvimento da Missão.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 10 de março de 2014

"Mais espaço para os engenheiros aeronáuticos", reportagem do Valor

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Mais espaço para os engenheiros aeronáuticos

Edson Valente

Até pouco tempo os institutos de pesquisa espacial absorviam a maior parte dos profissionais. Nos últimos cinco anos, porém, projetos patrocinados pelo governo começaram a mobilizar toda a cadeia privada do setor

Os engenheiros aeronáuticos e aeroespaciais têm alçado novos voos no mercado de trabalho brasileiro. As oportunidades para esses profissionais cresceram nos últimos anos com investimentos do governo em programas de defesa e de ampliação da frota de caças e de helicópteros, entre outras iniciativas.

De acordo com Diogo Forghieri, gerente regional da Randstad Professionals - empresa de recrutamento que possui uma divisão especializada no mercado aeroespacial -, até pouco tempo os institutos de pesquisa espacial absorviam a maior parte dos formados pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Nos últimos cinco anos, porém, projetos patrocinados pelo governo começaram a mobilizar toda a cadeia privada do setor.

"Multinacionais passaram a demandar profissionais de alto desenvolvimento acadêmico não só para escritórios de representação, mas para encabeçar projetos com enfoque em tecnologia na área de defesa, como os programas de satélites brasileiros", diz. Outro que se destaca é o Inova Aerodefesa, que tem o objetivo de apoiar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nas empresas brasileiras da área.

Forghieri estima que, desde 2010, esses investimentos crescem no ritmo de 10% ao ano no Brasil - entre 2011 e 2012, o montante saltou dos US$ 6,8 bilhões para os US$ 7,5 bilhões anuais. Tal movimentação, afirma o gerente da Randstad, é alimentada por um contingente de 25.064 pessoas (dados de 2012) que integram o setor aeroespacial brasileiro e que possuem alto nível salarial e acadêmico.

Em dois ou três anos, o número de engenheiros formados, além do ITA, em instituições como a Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) não será suficiente para atender à demanda existente. Os projetos, em geral, são de médio e longo prazos - de cinco a dez anos. Assim, o aquecimento do setor em termos de necessidade de mão de obra, que se estende aos formados em engenharia mecânica, mecatrônica, eletrônica e até civil e química, deverá se manter por um tempo considerável.

A questão da escassez de talentos é agravada pela concorrência com outros segmentos que empregam os engenheiros aeronáuticos e aeroespaciais. Segundo Forghieri, 60% deles permanecem no setor e os demais migram para mercados que, em geral, oferecem remunerações mais polpudas - caso da indústria de óleo e gás. Desse modo, muitas vezes as companhias do segmento aeroespacial importam mão de obra de países como França, Alemanha e Estados Unidos. "Os gastos com um engenheiro brasileiro e com um europeu acabam se equivalendo", afirma.

Também é percebida uma mudança no perfil dos profissionais procurados, que tem se tornado mais complexo diante das novas frentes de atuação. Deles, é requerida uma visão de gestão e de negócios a longo prazo, alinhada com o mercado e com práticas de marketing. Encontrar quem tenha essas características, no entanto, não é tarefa fácil. Estar atento a novas tendências em aeronáutica também é um pré-requisito, na opinião de Pedro Lacava, chefe da divisão de engenharia aeronáutica e coordenador do curso de engenharia aeroespacial do ITA. "O conceito de aeronave vai evoluir em aspectos como o desenho de fuselagem e o uso de combustíveis que emitam menos gases que provoquem o efeito estufa", ressalta.

Os salários de entrada, de acordo com a Randstad, ficam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil mensais. Um gerente de um programa da cadeia aeroespacial, por sua vez, recebe de R$ 10 mil a R$ 15 mil por mês. Os ganhos de executivos mais seniores na liderança desses programas ficam no patamar dos R$ 25 mil aos R$ 35 mil mensais. Mestrados e doutorados fora do país são corriqueiros em seus currículos.

Os engenheiros, porém, podem progredir na carreira sem ter de, necessariamente, trilhar caminhos gerenciais. A chamada "carreira em Y" é uma realidade em empresas como a Helibras, fabricante brasileira de helicópteros sediada em Itajubá (MG) e subsidiária da Airbus Helicopters, divisão do grupo Airbus. "O profissional pode seguir dentro de sua especialidade técnica ou em um eixo mais administrativo", explica Walter Filho, diretor do centro de engenharia e de ensaios em voo da Helibras. Em sua opinião, abrir opções é uma das formas de atrair e reter os melhores talentos. Além disso, o programa de cargos e salários estabelece remunerações compatíveis nos dois braços da bifurcação.

O crescimento recente da Helibras espelha o momento favorável vivido pelo setor aeroespacial no Brasil. Em 2008, a empresa assinou com o governo federal um contrato para o fornecimento de 50 helicópteros modelo EC725 à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica. A partir do acordo, desenvolveu seu centro de engenharia e compôs um novo time. Se, em 2009, eram 209 funcionários, hoje o número passa de 850. O objetivo é entregar um projeto de helicóptero nacional, adaptado às necessidades específicas de nossas Forças Armadas, até 2020.

De acordo com Walter Filho, a composição da equipe de engenheiros da companhia é bastante heterogênea. "Há os jovens com grande potencial e os que têm mais bagagem na aeronáutica". Com a idade na casa dos 30 aos 35 anos, os profissionais geralmente já têm experiência internacional - muitos fizeram intercâmbio na Airbus da França, o que o diretor caracteriza como treinamento "on the job" na matriz para "absorver" tecnologia e multiplicá-la por aqui. "A formação acadêmica no Brasil é compatível com o que há lá fora, mas a área requer muita atualização de conhecimento", afirma Ana Renó, vice-presidente administrativa e de recursos humanos da empresa. Buscar talentos nas universidades também é uma política adotada pela fabricante.

A Helibras mantém convênio com a EESC-USP para captar jovens e enviá-los à França para que conheçam o cenário internacional do negócio de helicópteros. A trajetória entre ser trainee e assumir um cargo de engenheiro pleno sênior leva de três a quatro anos. Entre as estratégias de atração está também um pacote de benefícios que inclui participação nos resultados e bônus relacionados a desenvolvimento e cumprimento de metas.

Forghieri, da Randstad, chama a atenção para uma carência que se agrava com o aquecimento do setor: a de docentes nas universidades. "Assediados pelas grandes empresas, os especialistas optam por chefiar projetos nessas organizações em busca de salários melhores", afirma. Em contrapartida, o meio acadêmico também busca incrementar seus quadros. O ITA, por exemplo, deve aumentar o número de professores em todos os seus cursos dos atuais 150 para 300 em cinco anos. Boa parte deles deverá integrar o projeto de um laboratório de inovações no segmento aeronáutico, que deve começar a operar em três anos, segundo Lacava.

Em 2008, em paralelo ao curso de engenharia aeronáutica - focado em projetar aeronaves -, o ITA inaugurou o de engenharia aeroespacial, mais voltado para projetos de satélites e veículos lançadores desses artefatos. O coordenador salienta que o surgimento desse curso, que formou sua segunda turma em 2013, deveu-se ao fomento do governo brasileiro a programas aeroespaciais, sobretudo o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM).

Nesse segmento, empresas como Mectron, da Organização Odebrecht, e Visiona, fruto de associação entre Telebras e Embraer, são importantes "players". "O ITA deverá dobrar seu número de alunos em cinco anos", afirma o coordenador. No último vestibular, as vagas já passaram de 120 para 180. Hoje há 20 para o curso de engenharia aeronáutica e 10 para o de aeroespacial. Dentro de dois anos, serão 40 para cada um deles.

Fonte: jornal Valor Econômico, 10/03/2014, via JC E-mail.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Concurso público do INPE

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Publicados editais para concurso público no INPE

Sexta-feira, 07 de Março de 2014

O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira (7/3) os editais para a realização de concurso público no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os documentos trazem as normas para a seleção, procedimentos e datas para inscrição, descrição das vagas, remuneração, entre outras informações.

No Edital N° 1, estão os procedimentos do concurso para o provimento de 14 vagas de nível superior, em cargos de Pesquisador – Classe Assistente de Pesquisa – Padrão I, da carreira de Pesquisa em Ciência e Tecnologia.

Confira aqui o Edital N° 1, sobre as vagas de pesquisador.

Já o Edital N° 2 traz as informações sobre a seleção que irá preencher 54 vagas em cargos de Tecnologista Júnior Padrão I da carreira de Desenvolvimento Tecnológico.

Confira aqui o Edital N° 2, sobre as vagas de tecnologista.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 6 de março de 2014

"A Agência Espacial Brasileira em seus 20 anos", artigo de José Monserrat Filho

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A Agência Espacial Brasileira em seus 20 anos

Em 2014, estão previstos cinco lançamentos e o primeiro concurso para novos funcionários

José Monserrat Filho *

A AEB, fundada em 10 de fevereiro de 1994, começou este ano comemorando seu 20º aniversário. A festa contou com a presença de três dos cinco presidentes da agência que antecederam o atual, José Raimundo Braga Coelho: Mucio Roberto Dias, Sérgio Maurício Gaudenzi e Carlos Ganen. Só não puderam vir Luís Gilvan Meira Filho e Luiz Bevilacqua, respectivamente o primeiro e o terceiro da série. Apesar das diferenças de gestão, ficou claro o respeito existente entre eles.

Num momento emocionante do encontro, a AEB – que tem hoje cerca de 135 funcionários – homenageou os 24 mais antigos. Entre eles destacava-se a Sra. Maria de Fátima Braga, que trabalhou no órgão que antecedeu a AEB, a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE), criada pelo regime militar em 1971.

Falando em funcionários, a AEB ganhou de presente de aniversário a permissão necessária para montar seu primeiro plano de carreira. O sonho de um quadro efetivo na AEB não é novo, e ganhou força nos anos 2000. Atendendo, enfim, à justa reivindicação, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou, em 19 de fevereiro último, a realização de concurso público na AEB. Estão abertas 66 vagas: 24 para Tecnologistas; 30 para Analistas em Ciência e Tecnologia; e 12 para Assistente em Ciência e Tecnologia. Mas essa conquista tem que se efetivar sem demora. O Presidente da AEB quer promover o concurso até abril próximo.

CBERS-4 subirá em 2014 – Em 9 de dezembro de 2013, o CBERS-3 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) deveria ter entrado em órbita, mas houve um problema com o segundo estágio do veículo lançador da China, o Long March 4B, e como resultado o satélite foi perdido. Os dois países lamentaram muito a falha, mas, sem mais delongas, decidiram antecipar para 2014 o lançamento do satélite CBERS-4, que estava marcado para 2015. As equipes de ambos os lados já trabalham com afinco para lançar o novo satélite, o mais tardar, em dezembro vindouro. A antecipação é essencial para podermos dispor de seus dados o quanto antes.

Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China – Também neste ano, os dois países devem concluir o detalhamento deste plano de dez anos, assinado em suas linhas gerais em 2013, para logo iniciar sua execução. Esse é o primeiro plano decenal de cooperação espacial nos 56 anos da história das atividades espaciais. Nunca antes dois países pensaram em adotar um plano por tanto tempo em sua parceria espacial.

Quatro pequenos satélites também subirão em 2014 – Está programado para este ano o lançamento dos seguintes pequenos satélites, com participação da AEB:

1) SERPENS – Este será o primeiro resultado do Projeto da AEB para lançar vários nanosatélites – um por ano –, construídos por estudantes universitários, a fim de qualificar os cursos de engenharia aeroespacial no Brasil (ministrados nas seguintes universidades: UnB, UFSC, UFABC, ITA, UFMG, UFU e USP-São Carlos). A iniciativa abre aos estudantes a chance de se envolverem em um projeto real e absorverem conhecimento de parceiros internacionais. O primeiro SERPENS (3u) deve ser lançado da Estação Espacial Internacional (ISS), em 12 de setembro de 2014, transportando três cargas úteis: um micro propulsor e dois rádios de comunicação de dados. Seu principal objetivo em órbita é testar diferentes soluções que podem ser futuramente adotadas para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados.

2) UbatubaSat – Este tubesat deve ser igualmente lançado da Estação Espacial Internacional, em 20 de novembro de 2014, com o apoio da AEB. Idealizado por um professor de matemática apaixonado pela ciência espacial, o UbatubaSat é considerado uma ideia inovadora para levar o ensino prático de ciência espacial a jovens alunos de ensino fundamental e médio de uma escola pública de Ubatuba, município do interior paulista. Os alunos dessa escola já visitaram a NASA, EUA, e Nagoya, Japão, onde apresentaram artigo científico escrito por jovens de 13-14 anos no maior congresso aeroespacial do país.

3) AESP–14 – Esse nano-satélite (1u), criado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com o apoio da AEB, deve ser lançado pelo foguete ucraniano-russo DNEPR, em 17 de junho de 2014. Seu principal objetivo é ensinar engenharia de sistemas a graduandos do curso de Engenharia Aeroespacial do ITA. Eles participam de todas as fases do projeto, desde a concepção até a operação em órbita. Os alunos de pós-graduação, por sua vez, participam do desenvolvimento da arquitetura física do cubesat.

4) NanoSatC – BR1 – Esse nanosat (1u), da Universidade de Santa Maria (UFSM), RS, também será lançado pelo foguete DNEPR, só que em 19 de junho. Ele levará a bordo dois instrumentos científicos: um magnetômetro e um detector de partículas de precipitação, que fornecerão dados para o estudo da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (SAMA). Trata-se de testar, em ambiente espacial, o circuito integrado projetado pela UFSM e produzido por uma indústria brasileira.

Programa de formação de recursos humanos qualificados – Iniciativa de grande envergadura, criada em 2013, deverá ganhar considerável projeção em 2014. Conta com bolsas do Programa Ciência Sem Fronteiras, do CNPq e Capes, e já conta com o apoio de agências espaciais e empresas de países desenvolvidos, como Alemanha, Canadá, China, EUA, França, Itália, Japão, Rússia, Ucrânia e outros. Dois são os seus objetivos: mandar jovens para fazer cursos de especialização e pós-graduação em instituições de excelência no exterior e trazer ao Brasil renomados cientistas, pesquisadores, tecnólogos e engenheiros, para ensinar e/ou trabalhar durante certo período, ajudando a preparar nossos recursos humanos.

As atividades da AEB previstas para 2014, claro, não se esgotam nesta lista. Ela não inclui, por exemplo, os eventos e resultados concretos dos programas de cooperação internacional, como o seminário “Missão Espacial Canadense no Brasil”, a ter lugar no Parque Tecnológico de São José dos Campos, SP, nos dias 17 e 18 de março, com três painéis e uma rodada de negociações entre empresários dos dois países. Os painéis abordarão os seguintes temas: As tecnologias espaciais e o desenvolvimento social e econômico; As experiências do Brasil e Canadá na formação de recursos humanos para a área espacial; A cooperação empresarial e a criação de parcerias de sucesso.

Este breve relato já permite ter uma boa ideia do que o Brasil pode esperar do espaço, neste novo ano, além das transmissões da Copa do Mundo e das eleições gerais no país.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial e Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Recursos humanos: abertura de vagas na AEB

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Ministério do Planejamento autoriza concurso público para a AEB

Brasília, 19 de Fevereiro de 2014 – O Diário Oficial da União (DOU), desta quarta-feira (19), publica autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para a realização de concurso público da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

São 66 vagas para os cargos de Tecnologista (24), Analista em Ciência e Tecnologia (30) e Assistente em Ciência e Tecnologia (12), que passarão a integrar o quadro efetivo da AEB.

A medida, aguardada há algum tempo pela diretoria da instituição, foi recebida com entusiasmo pelo presidente José Raimundo Coelho. Para ele, a liberação do concurso é um presente para a Agência, que completou 20 anos neste mês.

Fonte: AEB
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cooperação Brasil - Ucrânia: CsF Espacial

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Acordo com a Ucrânia favorece Ciência sem Fronteiras Espacial

13/11/2013

Candidatos a bolsas do Ciência sem Fronteiras Espacial (CsF Espacial) têm agora a Ucrânia como uma das opções para estudo e estágios no exterior. O país, por meio da Ukrainian State Center of International Education of Ukraine (Uscie), firmou à semana passada acordo de cooperação com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além da área espacial o acordo oferece oportunidades de bolsas para a área de energia nuclear, guerra cibernética, tecnologias sensíveis, biocombustíveis, mineração e fármacos, por exemplo, nas modalidades doutorado sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado.

A cooperação visa estimular a diversificação dos programas de mobilidade internacional e de cooperação, entre estudantes, professores e pesquisadores dos dois países e ampliar as oportunidades de educação e treinamento de estudantes de graduação, pós-graduação e de pesquisadores brasileiros no exterior.

A cooperação em ciência e tecnologia entre os governos do Brasil e da Ucrânia teve início em 1991 e objetiva o desenvolvimento econômico e social e a melhoria da qualidade de vida de seus povos.

Fonte: AEB, com informações do CNPq.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cooperação Brasil - Alemanha

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Centro Aeroespacial Alemão adere ao Ciência sem Fronteiras Espacial

Brasília 02 de Outubro de 2013 - Os presidentes da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), Johann Dietrich Wörner, firmaram acordo de cooperação para a formação de recursos humanos qualificados no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Espacial.

O documento, assinado à semana passada em Beijing, na China, visa a intensificar a cooperação entre Brasil e Alemanha na área espacial por meio do intercâmbio de especialistas em projetos e missões de interesse comum e da qualificação de profissionais em ciência, tecnologia e inovação por meio de cursos de pós-graduação e estágios.

O desenvolvimento do acordo se concentrará em áreas tecnológicas de interesse das duas instituições e será executado com bolsas do CsF. Cabe a AEB e ao DLR indicarem universidades, centros de pesquisa e empresas apropriadas, bem como projetos de cooperação, planejados ou em andamento, para qualificar os profissionais.

O programa de cooperação entre os dois países tem por base o Acordo-Quadro entre os dois governos sobre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, de março de 1996, e o acordo entre a AEB e o DLR sobre cooperação para a exploração e o uso do espaço exterior para fins pacíficos, de fevereiro de 2002.

O CsF Espacial ofertará 300 bolsas de estudo até 2014. O CsF é um programa do governo Federal gerenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC).

Fonte: AEB

Comentário do blog: em 2009, a cooperação espacial entre o Brasil e a Alemanha completou 40 anos, e tem um histórico muito bem sucedido no segmento de foguetes de sondagem, com várias iniciativas envolvendo o Instituto de Aeronáuiica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Os dois países também trabalham no projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).
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sábado, 21 de setembro de 2013

Bolsas de estudos do Ciência sem Fronteiras

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CsF para área aeroespacial tem mais de 80 bolsas do CNPq

Brasília 20 de Setembro de 2013 - Chamada pública lançada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lança a Chamada Pública 50/2013 para oferta de bolsas Doutorado Sanduíche no Exterior (SWE), de Pós-doutorado no Exterior (PDE) e de Doutorado no Exterior (GDE), direcionadas a projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico para o setor aeroespacial brasileiro no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) oferta bolsas de estudo nas modalidades Doutorado Sanduíche no Exterior (SWE), Pós-doutorado no Exterior (PDE) e Doutorado no Exterior (GDE), direcionadas a projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico para o setor aeroespacial no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

Serão concedidas até 25 bolsas de PDE, pelo período de seis a 12 meses cada, podendo ser prorrogada desde que não ultrapasse o total de 24 meses; até 42 bolsas para GDE, por 36 meses cada, podendo ser prorrogada por até 12 meses; e até 19 bolsas de SWE, pelo período de três a 12 meses cada.

Há ainda oportunidades para pós-graduação, a chamada terá oferta de bolsas para Atração de Jovens Talentos (BJT), por até 36 meses cada, e Pesquisador Visitante Especial (PVE), também pelo mesmo período, sem direito à prorrogação.

A chamada teve investimentos no total de R$ 15.855.300 e objetiva promover a internacionalização da ciência e tecnologia nacional, em consonância com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até 29 de outubro próximo, às 23h59, horário de Brasília (DF), data limite de submissão das propostas. A divulgação dos resultados será feita a partir de novembro próximo e publicada no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet.

Fonte: CNPq
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Programa Ciências sem Fronteiras Espacial

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A Agência Espacial Brasileira (AEB) já disponibilizou um website com informações e modelo de documento para manifestação de interesse em participar do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Espacial, lançado pela AEB, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 24 de julho, em Recife (PE), durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O CsF Espacial é uma das estratégias adotadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovaçáo (MCTI) para suprir parte da carência do Programa Espacial Brasileiro por mão de obra altamente especializada, em particular, de engenheiros. Serão oferecidas 300 bolsas de estudos em diversas modalidades, para cursos e treinamentos em universidades, institutos de pesquisa e empresas no exterior.

Oito agências espaciais estrangeiras participam do programa: ASI/Itália, CNES/França, CSA/Canadá, DLR/Alemanha, JAXA/Japão, NASA/EUA, ROSCOMOS/Rússia e NSAU/Ucrânia.

(Atualização da nota em 10/08/2013, às 03h40, para correção de informação sobre documento disponível para manifestação de interesse)
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Recursos humanos para a AEB


Presidenta Dilma sanciona PL que insere a AEB no plano de carreira de Ciência e Tecnologia

Brasília, 6 de junho de 2013 - O Programa Espacial Brasileiro dá um importante salto nesta quinta-feira (6). A Presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou o projeto de lei que insere a Agência Espacial Brasileira (AEB) no plano de carreira de Ciência e Tecnologia e cria quadro próprio de pessoal para a instituição. Assim, a AEB está próxima de realizar o seu primeiro concurso público.

“O concurso é de vital importância para o PEB. Desde 2000, a AEB luta para ter um quadro próprio. Como órgão central do sistema e do Programa Espacial Brasileiro, é necessário que a instituição tenha um quadro de servidores efetivos consistente, com qualificação adequada às atividades desenvolvidas pela Agência evitando, inclusive, problemas de descontinuidade na execução do Programa”, afirma o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.

O próximo passo é a inclusão do concurso na previsão orçamentária de 2014. Depois, o certame deverá ser aprovado pelo Ministério Público. Antes da sanção presidencial, o projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: AEB
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Recursos humanos para a AEB


SENADO APROVA PL QUE CRIA CONCURSO PARA AEB

Brasília, 18 de abril de 2013 - Foi dado mais um passo para a realização do primeiro concurso público para a composição de quadro de servidores da Agência Espacial Brasileira (AEB). A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou hoje (18) proposta para a criação de 6.818 novos cargos públicos de provimento efetivo para o Governo Federal.

A matéria – o PLC 126/2012 – foi enviada pelo Governo Federal e já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, onde iniciou a tramitação. Se a decisão da CCJ for ratificada no plenário do Senado, seguirá à sanção presidencial.

“Esse é um importante passo para o Programa Espacial Brasileiro. Com a criação de um quadro próprio e permanente de recursos humanos, um dos grandes gargalos de nosso programa espacial, a falta de mão de obra especializada, começará a ser sanado. Com a aprovação do concurso alcançamos uma das metas estabelecidas para 2013,” comemora o presidente da Agência, José Raimundo Coelho.

Além da AEB, o projeto de lei prevê ainda que passarão a integrar o plano de carreiras para a área de ciência e tecnologia os seguintes órgãos: Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac); Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); e secretarias de Atenção à Saúde; de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos; e de Vigilância em Saúde, todas vinculadas ao Ministério da Saúde.

Fonte: AEB.
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domingo, 20 de janeiro de 2013

DCTA aproxima jovens da área espacial


17/01/2013

A história do cearense Ricardo Oliveira tinha todos os ingredientes para ser igual à de milhares de pessoas que desistiram de um sonho. Filho de agricultores, nasceu com amiotrofia espinhal, doença genética que limita os movimentos. Alfabetizado em casa pela mãe, somente aos 17 anos ingressou na 5ª série do Ensino Fundamental e não tardou para o jovem dar sinais da sua força de vontade: conquistou quatro medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, premiação que o credenciou a participar da Jornada Espacial, evento realizado anualmente pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). “Realizar eventos que despertem nos jovens o interesse pela área espacial é como iluminar (ainda que com uma lanterna) os caminhos alternativos que eles têm ao seu dispor”, explica José Bezerra Filho, um dos mentores do projeto.

Casos como o do cearense Ricardo Oliveira mostram como a determinação é elemento essencial para transformar vidas e que a realização de eventos que sirvam como palco para jovens talentos mostrarem suas habilidades é imprescindível. Criada em 2005, a Jornada Espacial dá oportunidade aos alunos com melhores desempenhos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica de conhecer o universo da tecnologia aeroespacial e ter contato direto com profissionais que atuam na área. O sucesso do evento reflete-se nas marcas alcançadas: ao todo, 444 alunos dos 26 estados brasileiros participaram das oito edições realizadas até agora. Desses, 169 são oriundos de escolas públicas. “É imperativo mostrar aos jovens que existe um Brasil e brasileiros que não aparecem nas revistas semanais, nem no noticiário televisivo, mas que fazem uma diferença enorme para o bem desse país”, explica Bezerra.

Exemplos positivos que brotaram da Jornada Espacial não param por aí. A estudante Indhyara Dhânddara, 17 anos, tornou-se a primeira aluna do pequeno município de Paraupebas, no Pará, a participar – e sair vitoriosa – de um torneio com enfoque nas questões espaciais. Entre um acesso e outro ao facebook, rede social que frequenta assiduamente, Indhyara relembra a experiência gratificante que foi participar da Jornada Espacial, conhecer o DCTA e assistir à palestra do astronauta Marcos Pontes, do qual se intitula fã de carteirinha. “Cada palestra fazia com que meu interesse só aumentasse. Os professores e doutores que tive contato foram grandes exemplos de onde se pode chegar com estudo e trabalho”, revela a jovem, que tem como espelho nos estudos a mãe, Nubethânia Matos, aprovada em 2º lugar na primeira turma do curso de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Após participar da Jornada Espacial e conhecer as dependências do DCTA, Indhyara descobriu um novo mundo, do qual ela não quer mais se afastar. “Antes da Jornada, eu não sabia ainda que carreira profissional seguir. Acredito que o evento cumpriu seu papel na minha vida. Talvez eu nunca tivesse descoberto esse interesse ou possibilidade de trabalhar para o Brasil se não fosse esse evento”, acrescenta a estudante, que agora sonha em ingressar no curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), lugar ao qual se refere, encantada, como “templo do conhecimento”.

Eventos como a Jornada Espacial objetivam plantar a primeira semente em busca da conscientização no que toca à área espacial e, como consequência, ajudam na formação de futuros profissionais. Esse foi o caso de Danilo José Franzim Miranda, que participava, em 2005, da primeira edição do projeto. Então aluno do primeiro ano do ensino médio do Colégio Militar de Brasília, Danilo voltou à jornada também no ano seguinte. Na oportunidade, desenvolveu um foguete, movido a álcool, feito de garrafa PET com as bases de PVC. “Considero a área espacial a verdadeira fronteira do conhecimento do ser humano, é o que mais comove o meu coração”, disse ele à época, dando prenúncio do que mais tarde estava por vir. Em 2008, Danilo ingressou na 1ª turma de Engenharia Aeroespacial do ITA, curso que concluiu em 2012 com um trabalho sobre o Veículo Lançador de Satélites (VLS). A semente plantada lá atrás, em 2005, na primeira edição da Jornada Espacial, trouxe bons frutos à sociedade: Danilo hoje é engenheiro da Visiona, empresa nascida a partir de uma parceria entre a Telebrás e Embraer, que será responsável pelo lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro.

A realização de eventos como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a Jornada Espacial, que servem de plataforma para que jovens como Ricardo, Indhyara e Danilo aprimorem seus interesses sobre foguetes, satélites e aplicações, temáticas ainda pouco conhecidas pela sociedade em geral, significa um importante passo para a valorização dos talentos brasileiros – coisa que países emergentes como China e Índia já têm se empenhado em fazer.

Para José Bezerra Filho, os projetos voltados à área educacional aos quais é ligado se justificam por mostrar aos estudantes que existe um caminho a trilhar dentro do Brasil: “temos o dever para com o país de levantarmos a bandeira do conhecimento. No fundo, no fundo, eu sinto a obrigação de fazer o que faço”.

Fonte: ITA/DCTA.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cooperação Brasil - Ucrânia: recursos humanos


Alunos da UnB fazem parte de mestrado na área espacial na Ucrânia 

25-09-2012

A falta de recursos humanos é um dos principais gargalos do Programa Espacial Brasileiro. O Brasil precisa de mão de obra especializada nos institutos, empresas e indústrias do setor. Mas, em breve, o país deve ganhar mais mestres na área. Os dez alunos da Universidade de Brasília (UnB) que foram à Ucrânia fazer parte do mestrado com foco na área espacial estão de volta ao país. Agora, eles devem terminar suas dissertações e defendê-las entre o final deste ano e o início do próximo. Assim, estarão habilitados a trabalharem em qualquer instituição brasileira que atua no setor aeroespacial.

Os alunos da UnB foram à Ucrânia praticar as teorias de construção de foguetes espaciais aprendidas em sala de aula. Ao todo foram nove meses entre cursos na Universidade de Dnipropetrovsk e visitas ao complexo Yuzhnoye SDO e Yuzhmash Machine Building Plant -empresas estatais que projetam e fabricam foguetes e satélites ucranianos.

Cada aluno tem uma área de pesquisa e por isso frequentou aulas e fez visitas a laboratórios específicos. “A diversidade em nossos campos de estudo foi tamanha que meu orientador ucraniano chegou a dizer que o grupo da UnB poderia formar um mini-bureau de projeto na área espacial”, conta um dos estudantes participantes do intercâmbio.

A única mulher do grupo, Adriana Correa, 27 anos, explica que os ucranianos desenvolvem foguetes e satélites há mais de 50 anos e, por isso, têm muito a ensinar. “Não teria a oportunidade de presenciar aqui no Brasil algumas das tecnologias que vi na Ucrânia. Mas nossos profissionais estão se desenvolvendo de forma rápida e em pouco tempo os alcançaremos”, acredita Adriana.

Rodrigo Gomes, 25 anos, foi para a Ucrânia desenvolver parte de seu projeto - um motor a propelente pastoso que será utilizado em satélites e também no terceiro estágio de foguetes. “O projeto foi bem sucedido e, juntamente com meu professor ucraniano, tenho um pedido de patente para esse motor”, conta o aluno. O pedido está em andamento na Ucrânia e deve sair em três ou quatro meses.

O mestrado começou, em 2011, no Brasil, com aulas que tinham como objetivo o nivelamento em conhecimentos avançados de engenharia e a formação específica em sistemas aeroespaciais. Para isso, os alunos cursaram disciplinas com conteúdo matemático e técnico nas áreas analítica, experimental e numérica, o que foi necessário para que conhecessem o vocabulário, especificidades e aspectos técnico-científicos do campo.

Para finalizar o programa de formação, os alunos farão a defesa de suas dissertações de mestrado. Segundo o coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial da UnB, Manuel Barcelos, ao concluírem a pós-graduação, os estudantes estarão aptos a trabalhar para o Programa Espacial Brasileiro. “O conhecimento que adquiriram possibilita que eles trabalhem em qualquer empresa ou setor que envolva a área aeroespacial. Nosso programa espacial precisa de mão de obra formada e especializada”, afirma o coordenador.

O comitê aeroespacial da UnB deseja que o programa tenha outras edições. “Essa foi a primeira vez que mandamos os alunos para a Ucrânia e o resultado foi satisfatório”, afirma Manuel Barcelos.  “Já temos algumas  ideias de como ampliar o programa. Uma delas é levá-lo para outras universidades brasileiras”, conclui.

Histórico - A ideia de intercâmbio partiu da Embaixada da Ucrânia, que há aproximadamente quatro anos buscou a UnB para estreitar relações entre os dois países. A partir disso, foi criado um comitê formado pelos professores da UnB Geovany Borges, Carlos Gurgel, José Leonardo Ferreira, Manuel Barcelos e mais recentemente, o professor Paolo Gessini. O grupo fez uma visita à Universidade Nacional de Dnipropetrovsk e, em 2009, os reitores José Geraldo de Sousa Júnior e Nikolay Polyakov assinaram um acordo de cooperação.

Segundo o professor da UnB Paolo Gessini, o objetivo principal deste projeto é a formação de recursos humanos na área aeroespacial. No entanto, o professor garante que a troca de experiências também favorece o país do leste europeu. “Os ucranianos são muito bons em propulsão sólida e líquida, e nós somos muito bons em propulsão híbrida”, explica.

O programa foi financiado por uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira, o CNPq, a UnB e a ACS.

 Conheça as áreas de pesquisa dos alunos:

- Estimação, determinação e controle de atitude de nano-satélites lançados em órbita baixa para sensoriamento remoto;

- Projeto de estação de solo para a comunicação e rastreamento de satélites com finalidade de envio de comandos e o recebimento de telemetria e dados de sensoriamento remoto;

- Desenvolvimento de ferramentas computacionais para a simulação de escoamentos sobre geometrias de foguetes;

- Estudo de propelentes líquidos utilizados na família de foguetes Cyclone e projeto de motor foguete líquido;

- Estudo e desenvolvimento de metodologia de projeto de lançadores;

- Desenvolvimento de ferramentas computacionais para a simulação e a predição da balística interna de motores foguetes híbridos;

- Desenvolvimento de motor foguete com sistemas de propelentes pastosos aplicada a estágios superiores de veículos lançadores, a satélites e a espaçonaves;

- Estudo da dinâmica e modelagem matemática de veículos lançadores;

- Estudo de diferentes materiais para a fabricação ou proteção de bocais aplicados em motores foguetes híbridos;

- Estudo de processos de soldagem e metalurgia da soldagem aplicados a foguetes.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Entrevista com Leonel Perondi, diretor do INPE - Parte II


Reproduzimos a seguir a segunda parte da entrevista com Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Para acessar a primeira parte da entrevista, clique aqui.

ACDH

Tema sensível ao Programa Espacial Brasileiro, pela polêmica e importância estratégica ao País, é a capacitação nacional em sistemas de controle de atitude e órbita (conhecido por ACDH, sigla em inglês). O blog Panorama Espacial questionou Leonel Perondi sobre as iniciativas do INPE nesse campo, que foi, aliás, um dos tópicos abordados por Perondi em seu discurso de posse.

Perondi destacou que hoje o Brasil possui domínio praticamente em todas as áreas básicas de satélites, como estrutura e instrumentação, com exceção da área de controle. "É a grande lacuna para produzir uma plataforma orbital". Daí, vem a tentativa do Instituto em estimular projetos e capacitação local nesse campo, através da montagem de laboratórios e equipes específicas. O dirigente também mencionou o projeto Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (SIA), iniciativa desenvolvida em parceria com institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e indústrias nacionais, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que já começa a produzir frutos. "Houve um grande avanço na área de satélites", destacou.

Segundo o diretor, o satélite científico Lattes, baseado na Plataforma Multimissão (PMM), deverá contar com um ACDH nacional, diferentemente do Amazônia-1, cujo ACDH foi adquirido, com dispensa de licitação, junto à fabricante argentina INVAP no final de 2008. Sobre o Lattes, a previsão pública mais atual de seu lançamento era 2016, mas Perondi afirmou que o cronograma de lançamento dos satélites do Instituto está pendente de discussão com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Quanto à compra do ACH argentino para o Amazônia-1, episódio sempre lembrado e duramente criticado pela indústria espacial brasileira, o dirigente afirmou que o INPE fará uma avaliação sobre os benefícios gerados. "Qual é o nível de transferência de tecnologia do ACDH argentino para o Brasil?", questionou. O blog questionou Perondi se o contrato previa algum tipo de transferência tecnológica, o que ele negou, dizendo que se trata do fornecimento do sistema, com capacitação de pessoal na Argentina, não havendo, portanto, a compra da tecnologia.

Recursos humanos

Sobre a realidade e necessidades do INPE em matéria de recursos humanos, ponto frequentemente citado como crítico aos avanços do Programa Espacial, Perondi lembrou que muitos funcionários se aposentarão nos próximos anos, mencionado ainda que a formação de um funcionário para atuar com certa autonomia dentro do Instituto leva de 4 a 5 anos. Assim, novas contratações são realmente necessárias. Dentro dos próximos meses, aliás, serão realizados concursos para 107 vagas de tecnologistas, analistas e técnicos, número insuficiente, mas que preenche algumas necessidades.

Integração com a AEB

Numa questão mais focada em Política Espacial, perguntamos a Perondi sobre a integração do INPE com a AEB, ou mesmo a fusão entre as duas instituições, algo bastante discutido em Brasília (DF), e com certas medidas sendo tomadas nesta direção pelo ministro Marco Antonio Raupp. O dirigente respondeu de forma bastante lacônica: "Está havendo discussões com a AEB. É algo que está em andamento".

Satélite Geoestacionário Brasileiro

Ainda que o INPE não esteja diretamente envolvido com as tratativas relacionadas ao Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), Perondi fez alguns comentários acerca do projeto. Destacou que a demanda por um satélite geoestacionário próprio já é antiga, desde a privatização da Embratel, no final da década de noventa. Afirmou também que o INPE pode contribuir na especificação e compra desses satélites, comentário que, interpretado nas entrelinhas, dá a entender que o envolvimento da indústria nacional ainda é algo pouco claro mesmo em alguns setores do próprio governo.

O diretor mencionou que o Programa Espacial poderá se beneficiar de algumas formas, com oportunidades de formação de pessoal, entre outras. "[O Programa Espacial] pode se beneficiar via cláusulas de offsets", disse.

Perguntamos ao diretor sobre a criação do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais, em São José dos Campos (SP), paralelamente à constituição da Visiona Tecnologias Espaciais (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás), no âmbito do programa do SGB. "Ainda não tenho muita clareza sobre essa iniciativa", acrescentando que esta é uma das pautas para discussão com a AEB.
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