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Janela de oportunidades se abre para o Brasil com operação do Satélite Geoestacionário
Foram adquiridas tecnologias, e o Brasil está se organizando para o futuro, em busca de se capacitar para que, logo, logo, tenha condições de também disputar esse mercado mundial de fabricação de satélites, afirma Jarbas Valente.
Com lançamento previsto para a próxima terça-feira (21), o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) representa uma janela de oportunidades para o Brasil, capaz de alavancar investimentos e benefícios para a população. A avaliação é do diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente. O satélite, uma vez em órbita, deve ampliar a oferta de banda larga no território nacional, especialmente em regiões remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
Com isso, o SGDC deve contribuir para o desenvolvimento de diversas frentes tecnológicas, como agricultura de precisão, cidades inteligentes, educação pública, gestão hospitalar, industrialização do interior, infraestrutura de mineração, monitoramento e previsão de desastres naturais, plataformas petrolíferas, segurança rodoviária, sistema bancário e serviços de cidadania, como a emissão de passaportes e a previdência social.
Para Jarbas Valente, com a transferência de tecnologia, a partir da participação de 100 brasileiros na construção e montagem do SGDC, o país começa a se preparar para o desenvolvimento de um satélite desse porte. "Foram adquiridas tecnologias, e o Brasil está se organizando para o futuro, em busca de se capacitar para que, logo, logo, tenha condições de também disputar esse mercado mundial de fabricação de satélites."
MCTIC: Quais os objetivos principais do programa?
Jarbas Valente: O governo brasileiro quis atender aquilo que foi previsto no Decreto nº 7.769, de junho de 2012. Isso significa responder toda a demanda possível do PNBL [Programa Nacional de Banda Larga] a ser resolvida pelo satélite, em todos os rincões do país, de norte a sul, do leste ao oeste, para reduzir desigualdades com o provimento de serviços de internet de alta qualidade. O SGDC também pode servir ao governo, ao melhorar serviços de educação, saúde e segurança, e contribuir para a soberania nacional, ao resguardar as comunicações estratégicas da defesa. O equipamento vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada ao uso militar e corresponde a 30% da capacidade total. Já a outra representa 70% e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.
MCTIC: É estratégico ao Brasil ter um satélite geoestacionário?
Jarbas Valente: Eu diria que é fundamental ao país possuir um satélite dessa dimensão e capacidade, 60 gigabits por segundo, e com essa extensão territorial, ou seja, essa quantidade de feixes, 67 da banda Ka e 5 canais da banda X, em que se mantenha a mesma qualidade de transmissão, seja no Amapá ou no Chuí.
MCTIC: Para quais aplicações o SGDC poderá servir?
Jarbas Valente: São dezenas de aplicações. Aí, você vai desde o uso pessoal, quer dizer, na sua residência, nas suas comunicações, até o uso na área agrícola, na educação, na saúde e na segurança. Vamos poder atender todas as escolas rurais do país, de níveis básico e médio, sem falar da conectividade de instituições de ensino superior no interior. O satélite permitirá, ainda, que postos de comunidades distantes tenham acesso a aplicações de saúde pública e gestão hospitalar utilizadas em grandes centros.
MCTIC: Quando a população poderá sentir essa diferença?
Jarbas Valente: A partir do segundo semestre deste ano, as operações se iniciam. As ativações acontecem e, aí sim, vamos enxergar esses resultados em todos esses pontos onde instalaremos esses equipamentos, para solucionar essas demandas. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, poderemos atender escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura, que se comunicarão com os estados e o governo federal.
MCTIC: Uma vez lançado o SGDC, qual será o trabalho da Telebras?
Jarbas Valente: Lançado o satélite, o trabalho da Telebras será viabilizá-lo do ponto de vista econômico e social, porque a gente tem que ter um lado econômico sempre na mente, para poder viabilizar o lançamento de novos satélites, com mais capacidade, para atender essa maior necessidade exigida pelo país. Então, vamos ter um trabalho muito árduo para viabilizar e atender essas demandas, essas questões de que o brasileiro reclama.
MCTIC: O SGDC pode alavancar a atuação da Telebras?
Jarbas Valente: O satélite vem complementar esse trabalho, mas não funciona sem a rede terrestre. Se tivermos um computador no Norte ou no Nordeste e quisermos atingir uma VSAT [terminal de abertura muito pequena, na sigla em inglês] distante, mais ao sul, os dados terão que trafegar por uma das cinco estações conhecidas como gateways, a serem instalados em Brasília, Campo Grande, Florianópolis, Rio de Janeiro ou Salvador. Então, a comunicação é intensa. Por isso, a gente necessita de uma rede terrestre saudável e capaz de atender essa demanda. De qualquer forma, o SGDC será fundamental para a Telebras se tornar autossustentável e viabilizar a construção e o lançamento de novos satélites no futuro, sem depender do Estado.
MCTIC: O SGDC poderá prover sinal para o padrão 5G de telefonia móvel?
Jarbas Valente: O satélite atende indiretamente o 5G. Como é que isso funciona? Através da antena, que vai ser colocada como backhaul, ou infraestrutura maior, para que se ligue ali a uma torre daquela que a gente chama de estação rádio base [ERB]. Das ERBs, todo mundo que tem um 5G, 4G, 3G ou mesmo um telefone comum pode ser alcançado. E por meio da nossa estação VSAT, isso sobe para o satélite, chega na operadora de celular e se liga ao mundo.
MCTIC: Como você avalia o processo de transferência de tecnologia?
Jarbas Valente: Foi muito interessante. Nós da Telebras participamos ativamente com especialistas em toda essa parte de formação. Engenheiros nossos tiveram a sorte e a capacidade de desenvolver softwares tão bons que permitiram, por exemplo, estender a capacidade do satélite, não só do nosso como dos demais equipamentos que virão. Houve profissionais da MCTIC, Ministério da Defesa, AEB e Visiona distribuídos pelas áreas de pesquisa envolvidas na construção, e inclusive das empresas que compraram tecnologia. Eu diria que mais de 100 brasileiros integraram esse processo.
MCTIC: O Brasil está apto para desenvolver um satélite desse porte?
Jarbas Valente: Eu diria que o país está começando a se preparar para chegar lá. Foram adquiridas tecnologias, e o Brasil está se organizando para o futuro, em busca de se capacitar para que, logo, logo, tenha condições de também disputar esse mercado mundial de fabricação de satélites.
MCTIC: Que mensagem a história do SGDC deixa à população brasileira?
Jarbas Valente: Eu acho que a mensagem é bem positiva. É muito importante ter desenvolvido esse projeto, não só do ponto de vista de segurança nacional, que é a base em que foi criada toda a sua estrutura, com a banda X, mas também por sua complementaridade, para tornar o projeto ideal do ponto de vista econômico, porque, senão, o Brasil ficaria eternamente dependente de orçamentos do governo federal para viabilizar um projeto desse porte. Sim, um país que tenha mais recursos faz isso normalmente. Mas nós temos que aproveitar essa janela, esse investimento que foi feito, e transformá-lo em novos investimentos, capazes de dar continuidade ao programa.
Fonte: MTCIC, via NOTIMP.
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sexta-feira, 17 de março de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
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Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
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Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
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sexta-feira, 3 de março de 2017
SGDC: preparativos continuam
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Começa segunda etapa de preparação para o lançamento do SGDC
SGDC foi carregado com elementos combustíveis para o lançamento e funcionamento no espaço. Nos próximos dias, equipamento será integrado ao veículo lançador no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.
03/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou na segunda fase de preparação com o carregamento dos elementos combustíveis do equipamento, que deve ir à órbita em 21 de março, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana.
“O procedimento ficou a cargo da Arianespace. Está correndo tudo bem”, afirma o gerente de Engenharia e Operações de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanha as atividades no centro de Kouru.
Nos próximos dias, o SGDC passará pela fase final de preparação para o lançamento ao espaço. O satélite brasileiro será acoplado ao veículo lançador Ariane VA 236, junto com um equipamento sul-coreano que será levado no mesmo módulo.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento deve ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
O SGDC vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka, que representa 70%, será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fonte: MCTIC, via AEB.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
SGDC: plano de negócios para capacidade em banda Ka
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Telebras apresenta plano de venda da banda Ka do SGDC a empresas
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas terá 70% da capacidade voltada para ampliar a oferta de internet de alta velocidade por meio da banda Ka. Segundo a Telebras, plano de vendas vai permitir parcerias com operadoras que vão trazer equipamentos e tecnologias para expandir banda larga.
24/02/2017
A Telebras apresentou nesta quinta-feira (23), durante audiência pública com representantes de empresas do setor de telecomunicações, o modelo do plano de venda de capacidade em banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, que deve ser lançado no dia 21 de março, terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet banda larga no país. Os 30% restantes são destinados às comunicações estratégicas das Forças Armadas Brasileiras.
De acordo com o presidente da Comissão Especial de Comercialização do SGDC, Bruno Henriques, a negociação da capacidade do satélite será dividida em quatro lotes principais, que terão 100% de cobertura em todo o território nacional. Um lote será exclusivo da Telebras. Outros três lotes serão vendidos em leilão, pelo maior preço, para empresas que atuam nos regimes de concessão, permissão e autorização de serviços de telecomunicações. O lote 1 será um pouco maior, e a empresa vencedora terá oferecer contrapartidas para a Telebras.
Contribuições ao modelo de plano de negócios apresentado poderão ser feitas até as 23h59 do dia 8 de março de 2017, pelo email sgdc@telebras.com.br . Além disso, as operadoras também poderão marcar reuniões presenciais na Telebras para discutir e apresentar sugestões. A previsão é que o edital para a seleção dos parceiros comerciais seja publicado em março, e a assinatura dos contratos ocorra em abril.
Durante a apresentação, Bruno Henriques destacou que o objetivo principal do plano de venda é atender às metas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL): expansão do acesso à internet de alta velocidade em todo o Brasil, inclusão digital, redução das desigualdades sociais e regionais e ampliação dos serviços de governo eletrônico em áreas como saúde, educação e segurança.
“Estamos totalmente atentos a esse objetivo primordial do SGDC. Não existe outra maneira economicamente mais eficiente e ágil, com menos riscos e possibilidade de dar certo, do que a que estamos apresentando hoje.”
De acordo com o diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente, o plano de vendas de capacidade do SGDC foi desenhado para permitir parcerias com grandes, médias e pequenas operadoras de telecomunicações. “Essas empresas vão trazer equipamentos e tecnologias modernas, com a velocidade que nós precisamos e com o preço mais adequado possível para ampliar a oferta de banda larga.”
O SGDC será o único satélite de alta capacidade em banda Ka com cobertura totalmente nacional. A vida útil do equipamento será de 18 anos. O satélite terá dois centros de controle (em Brasília e no Rio de Janeiro), além de contar com cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campo Grande e Salvador. As operações devem começar no segundo semestre de 2017.
O SGDC já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado no dia 21 de março próximo. A construção do satélite é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões.
Fonte: MCTIC, via AEB.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
SGDC em testes na Guiana Francesa
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Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento
Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
17/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.
Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.
Transporte
O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.
Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Fonte: MCTIC, via AEB.
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Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento
Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
17/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.
Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.
Transporte
O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.
Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Fonte: MCTIC, via AEB.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
SGDC embarca para a Guiana Francesa
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Satélite Geoestacionário embarca para Guiana Francesa
13/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) embarcou, nesta segunda-feira (13), em direção ao Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado ao espaço no dia 21 de março. O equipamento saiu da cidade francesa de Cannes, local onde foi construído pela empresa Thales Alenia e supervisionado por engenheiros e especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Defesa, da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O transporte do satélite é feito por um modelo Antonov – avião russo de alta capacidade de carga. O voo deve durar cerca de seis horas, com aterrisagem prevista para as primeiras horas desta terça-feira (14).
“Naquele avião vão o empenho, a energia e a inteligência de muitos profissionais, que aguardam pelo lançamento e pelo sucesso do satélite. É uma importante etapa que está sendo concluída. Um momento de grande satisfação, que pode ser comemorado por todos”, afirmou o engenheiro da Telebras Sebastião Nascimento, que aguarda a chegada do SGDC na Guiana Francesa.
Provedor de serviços
O SGDC vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país. O projeto é fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 15 anos.
“Com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais”, afirmou o ministro Gilberto Kassab, em recente visita ao Comando de Operações Espaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.
Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, aos sistemas de telecomunicações militares e à absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. O equipamento deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.
Fonte: MCTIC
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Satélite Geoestacionário embarca para Guiana Francesa
13/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) embarcou, nesta segunda-feira (13), em direção ao Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado ao espaço no dia 21 de março. O equipamento saiu da cidade francesa de Cannes, local onde foi construído pela empresa Thales Alenia e supervisionado por engenheiros e especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Defesa, da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O transporte do satélite é feito por um modelo Antonov – avião russo de alta capacidade de carga. O voo deve durar cerca de seis horas, com aterrisagem prevista para as primeiras horas desta terça-feira (14).
“Naquele avião vão o empenho, a energia e a inteligência de muitos profissionais, que aguardam pelo lançamento e pelo sucesso do satélite. É uma importante etapa que está sendo concluída. Um momento de grande satisfação, que pode ser comemorado por todos”, afirmou o engenheiro da Telebras Sebastião Nascimento, que aguarda a chegada do SGDC na Guiana Francesa.
Provedor de serviços
O SGDC vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país. O projeto é fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 15 anos.
“Com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais”, afirmou o ministro Gilberto Kassab, em recente visita ao Comando de Operações Espaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.
Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, aos sistemas de telecomunicações militares e à absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. O equipamento deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.
Fonte: MCTIC
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
SGDC: visita do MCTIC e AEB ao Comando de Operações
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Presidente da AEB visita Comando de Operações do SGDC
8/02/2017
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, acompanhou na manhã desta quarta-feira (08.02), a comitiva do ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na visita ao Centro de Operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), satélite previsto para ser lançado do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, no dia 21 de março, às 19h.
Após a recepção de boas-vindas do Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas, brigadeiro do ar, Arnaldo Silva Lima Filho, foi feita uma apresentação sobre o satélite e sua importância para o país. A comitiva também teve a oportunidade de conhecer a sala de decisão do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e as futuras estações e antenas do SGDC.
“Essa é a oportunidade que temos de melhorar os nossos serviços para que haja uma potencialização desses esforços, o país tem avançado muito no que diz respeito à fiscalização e para nós é motivo de orgulho. Sobre os ganhos do país com o SGDC, primeiro vem a qualidade dos seus serviços, o Brasil ganha em eficiência em segurança nas comunicações, além de permitir a ampliação dos serviços de banda larga, que poderá ser universalizado, e avanço nos serviços prestados aos cidadãos”, afirmou o ministro Gilberto Kassab.
O presidente da AEB, José Raimundo, falou da necessidade de integração entre as instituições do governo, pois segundo ele, nenhum país do mundo desenvolve a área espacial de forma isolada. “É o momento de integrarmos os esforços para desenvolvermos a área espacial de forma inclusiva e não exclusiva”, afirmou.
Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a união de esforços é essencial ao programa. “A gente deu um passo grande com esse projeto, mas destaco o aspecto de olhar para frente, porque a Aeronáutica e a Telebras montaram suas equipes. Temos que integrar esforços civis e militares, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).”
Já o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, ressaltou o caráter estratégico do satélite para a conectividade do país. “Vencida a etapa de levar banda larga a 100% do território, um excelente passo, a questão será oferecer mais capacidade, porque todo o Brasil vai estar conectado, mas a capacidade ainda vai ser insuficiente para cobrir tudo o que é necessário.”
Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios em três eixos: no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, nos sistemas de telecomunicações militares e na absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. Parceria do MCTIC com o Ministério da Defesa, o satélite deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.
Comando de Operações
O Comando de Operações Aéreas é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo satélite, que será monitorado 24 horas por dia. A infraestrutura conta com cinco prédios, uma antena de comando e controle de 13 metros, além de estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento do equipamento. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), com lançamento previsto para 21 de março, vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país.
Fonte: AEB
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Presidente da AEB visita Comando de Operações do SGDC
8/02/2017
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, acompanhou na manhã desta quarta-feira (08.02), a comitiva do ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na visita ao Centro de Operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), satélite previsto para ser lançado do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, no dia 21 de março, às 19h.
Após a recepção de boas-vindas do Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas, brigadeiro do ar, Arnaldo Silva Lima Filho, foi feita uma apresentação sobre o satélite e sua importância para o país. A comitiva também teve a oportunidade de conhecer a sala de decisão do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e as futuras estações e antenas do SGDC.
“Essa é a oportunidade que temos de melhorar os nossos serviços para que haja uma potencialização desses esforços, o país tem avançado muito no que diz respeito à fiscalização e para nós é motivo de orgulho. Sobre os ganhos do país com o SGDC, primeiro vem a qualidade dos seus serviços, o Brasil ganha em eficiência em segurança nas comunicações, além de permitir a ampliação dos serviços de banda larga, que poderá ser universalizado, e avanço nos serviços prestados aos cidadãos”, afirmou o ministro Gilberto Kassab.
O presidente da AEB, José Raimundo, falou da necessidade de integração entre as instituições do governo, pois segundo ele, nenhum país do mundo desenvolve a área espacial de forma isolada. “É o momento de integrarmos os esforços para desenvolvermos a área espacial de forma inclusiva e não exclusiva”, afirmou.
Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a união de esforços é essencial ao programa. “A gente deu um passo grande com esse projeto, mas destaco o aspecto de olhar para frente, porque a Aeronáutica e a Telebras montaram suas equipes. Temos que integrar esforços civis e militares, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).”
Já o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, ressaltou o caráter estratégico do satélite para a conectividade do país. “Vencida a etapa de levar banda larga a 100% do território, um excelente passo, a questão será oferecer mais capacidade, porque todo o Brasil vai estar conectado, mas a capacidade ainda vai ser insuficiente para cobrir tudo o que é necessário.”
Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios em três eixos: no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, nos sistemas de telecomunicações militares e na absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. Parceria do MCTIC com o Ministério da Defesa, o satélite deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.
Comando de Operações
O Comando de Operações Aéreas é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo satélite, que será monitorado 24 horas por dia. A infraestrutura conta com cinco prédios, uma antena de comando e controle de 13 metros, além de estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento do equipamento. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), com lançamento previsto para 21 de março, vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país.
Fonte: AEB
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
SGDC em destaque
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Por ocasião de uma visita de jornalistas, a francesa Thales Alenia Space divulgou no início do mês um material com algumas imagens do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O satélite está no momento nas instalações da fabricante em Cannes, no sul da França, de onde será enviado em breve para o Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa.
O material disponibilizado inclui também um vídeo (abaixo) destacando as principais características do satélite, que tem lançamento previsto para 21 de março, a bordo de um lançador Ariane 5, bem como informações gerais sobre o programa e benefícios gerados ao Brasil.
Curiosamente, num de seus parágrafos há uma referência ao futuro SGDC-2, que, imagina-se, teria mais participação da indústria nacional.
Clique aqui para acessar o material, disponível em inglês.
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Por ocasião de uma visita de jornalistas, a francesa Thales Alenia Space divulgou no início do mês um material com algumas imagens do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O satélite está no momento nas instalações da fabricante em Cannes, no sul da França, de onde será enviado em breve para o Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa.
O material disponibilizado inclui também um vídeo (abaixo) destacando as principais características do satélite, que tem lançamento previsto para 21 de março, a bordo de um lançador Ariane 5, bem como informações gerais sobre o programa e benefícios gerados ao Brasil.
Curiosamente, num de seus parágrafos há uma referência ao futuro SGDC-2, que, imagina-se, teria mais participação da indústria nacional.
Clique aqui para acessar o material, disponível em inglês.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017
SGDC pronto para o embarque
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Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa
São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.
A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.
A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.
A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:
- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
- Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
- Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
- O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.
Fonte: Thales Alenia Space.
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Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa
São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.
A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.
A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.
A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:
- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
- Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
- Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
- O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.
Fonte: Thales Alenia Space.
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domingo, 29 de janeiro de 2017
Arianespace e sua primeira missão de 2017
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A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.
O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.
O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.
O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).
Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.
Próximas missões
A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).
Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.
O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.
O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.
O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).
Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.
Próximas missões
A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).
Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Jungmann: SGDC "vai acabar com o apartheid digital no Brasil”
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Ministro da Defesa ressalta importância do Satélite Geoestacionário para soberania do País
Raul Jungmann conheceu na terça-feira (17/01) o Centro de Operações Espaciais em Brasília, responsável pela operação do SGDC
17/01/2017 20:40h
“Esse satélite vai acabar com o apartheid digital no Brasil”. Foi essa a importância atribuída pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), ao conhecer nesta terça-feira (17/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que deve em breve se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do SGDC.
“Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro, lá no Amazonas, até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga. É o maior projeto de inclusão digital que nós já temos. Mas, além disso, esse satélite, que será controlado aqui pela FAB, na sua parte de comunicações governamentais e defesa, e pela Telebrás, na parte comercial, vai propiciar segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, afirmou o ministro. “Ele vai representar um grande salto em termos de soberania, um enorme salto em termos de segurança de nossas instituições e vai incluir digitalmente todos os brasileiros”, complementou Raul Jungmann.
Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.
“Nessa data nós estaremos, não apenas lançando um satélite, mas realizando um sonho de soberania, de comunicação, de segurança, de defesa e de inclusão digital para todos os brasileiros”, ressaltou o ministro da Defesa.
Posicionado a uma distância de 35.786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil), devendo atender às demandas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite.
“Ele também vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalizações de nossas fronteiras”, disse o ministro Jungmann .
Já a banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
“O SGDC é uma realidade que trará um grande aumento de capacidade de comunicações para o Brasil”, afirmou o Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, comandante do NUCOPE, em sua explicação ao ministro da Defesa.
Recebimento
No início de dezembro do ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, juntamente com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.
De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em até 18 anos. A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras. Segundo a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre.
Fonte: FAB.
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Ministro da Defesa ressalta importância do Satélite Geoestacionário para soberania do País
Raul Jungmann conheceu na terça-feira (17/01) o Centro de Operações Espaciais em Brasília, responsável pela operação do SGDC
17/01/2017 20:40h
“Esse satélite vai acabar com o apartheid digital no Brasil”. Foi essa a importância atribuída pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), ao conhecer nesta terça-feira (17/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que deve em breve se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do SGDC.
“Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro, lá no Amazonas, até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga. É o maior projeto de inclusão digital que nós já temos. Mas, além disso, esse satélite, que será controlado aqui pela FAB, na sua parte de comunicações governamentais e defesa, e pela Telebrás, na parte comercial, vai propiciar segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, afirmou o ministro. “Ele vai representar um grande salto em termos de soberania, um enorme salto em termos de segurança de nossas instituições e vai incluir digitalmente todos os brasileiros”, complementou Raul Jungmann.
Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.
“Nessa data nós estaremos, não apenas lançando um satélite, mas realizando um sonho de soberania, de comunicação, de segurança, de defesa e de inclusão digital para todos os brasileiros”, ressaltou o ministro da Defesa.
Posicionado a uma distância de 35.786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil), devendo atender às demandas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite.
“Ele também vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalizações de nossas fronteiras”, disse o ministro Jungmann .
Já a banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
“O SGDC é uma realidade que trará um grande aumento de capacidade de comunicações para o Brasil”, afirmou o Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, comandante do NUCOPE, em sua explicação ao ministro da Defesa.
Recebimento
No início de dezembro do ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, juntamente com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.
De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em até 18 anos. A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras. Segundo a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre.
Fonte: FAB.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
SGDC: NUCOPE-P tem novo comando
Integrar operações aéreas e espaciais é desafio de novo gestor
Localizado em Brasília, Centro de Operações Espaciais vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas
12/01/2017 09:54h
Integrar as operações aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB) com as operações espaciais. Esse será o principal desafio do Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, que assumiu nesta quarta-feira (11/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), em Brasília (DF).
“Vamos fomentar um novo tipo de operação, que é a operação espacial. É uma novidade no âmbito do Comando da Aeronáutica e do Ministério da Defesa. Será uma nova doutrina de uma operação conjunta”, explica o oficial.
“O desafio será integrar a operação espacial com a aérea no aspecto operacional”, complementa o oficial que vai comandar a equipe de operação e monitoramento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O oficial da Aeronáutica, que realizou a preparação para atuar no monitoramento do satélite no Canadá, recebeu o cargo do Coronel Helcio Vieira Junior, que ficou à frente da unidade por quatro anos. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF), no Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR).
O equipamento foi entregue oficialmente ao governo brasileiro em novembro do ano passado. Com o lançamento, previsto para os próximos meses a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a operação do equipamento será ininterrupta 24 horas por dia. De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em 18 anos.
A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras a partir do NUCOPE-P, que em breve passará a ser denominado Centro de Operações Espaciais. No espaço, localizado dentro do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), trabalharão 96 profissionais.
Os militares são responsáveis pela operação da banda X (frequência destinada exclusivamente ao uso do Ministério da Defesa), que fornecerá o suporte operacional com link de comunicações para as Forças Armadas. A banda Ka (que será usada para ampliar a oferta de banda larga) será operada pelos técnicos da Telebras. A `pilotagem´ do equipamento será compartilhada.
Preparação de recursos humanos - O NUCOPE-P foi o embrião para o surgimento do Centro de Operações Espaciais. Desde a criação, há quatro anos, foi o responsável pela capacitação de quase cem profissionais que estarão envolvidos na operação do SGDC. Parte da equipe foi enviada para formação no Canadá, França e Chile. Nos últimos meses, como parte da preparação final de controle do satélite, a fornecedora do equipamento, Thales Alenia Space, ministrou cursos técnicos em Brasília.
A partir de fevereiro, o Centro de Operações Espaciais vai realizar uma simulação de operação do satélite 24 horas. Os profissionais trabalharão em três turnos. O processo, chamado de “Day in the life”, será supervisionado pela fabricante e faz parte da verificação final para habilitação dos profissionais.
Legado – Para o Coronel Helcio, que se manteve à frente do NUCOPE-P desde a criação, está tudo pronto para a operação da banda X do SGDC. “Entrego um time pronto e um centro preparado para operar satélite de órbita baixa”, afirmou o oficial, que além de deixar o núcleo se despede da FAB após 30 anos de serviço militar.
Porém, a marca mais importante que o militar acredita ter deixado é a sensibilização das autoridades sobre a necessidade de o Brasil utilizar ferramentas espaciais e as facilidades que este instrumento possibilita.
“Acredito que o mais importante foi alertar as autoridades que existem novas capacidades espaciais”, afirmou.
Ao time que ajudou a formar e capacitar, o Coronel Helcio deixa uma mensagem de incentivo e otimismo sobre a atividade para a qual foram preparados.
“Eles têm que ser muito orgulhosos de integrar uma elite reduzida no mundo e ainda mais no Brasil que trabalha com tecnologia avançada. Ao mesmo tempo, que tenham humildade para reconhecer a importância do trabalho em fazer um País melhor, com acesso à telemedicina e teleducação, por exemplo", finalizou o militar.
Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
"Visiona se prepara para o futuro"
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Visiona se prepara para o futuro
André M. Mileski
Criada em maio de 2012, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, está prestes a concluir o projeto que lhe deu origem, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programado para lançamento ao espaço no início de 2017.
Eduardo Bonini, engenheiro de carreira na Embraer e presidente da Visiona desde fevereiro de 2014, recebeu a reportagem de Tecnologia & Defesa para uma conversa sobre o momento da companhia e projetos para o futuro, como novas missões de satélites e serviços de imagens.
SGDC
Dotado de cargas úteis para atender as demandas em comunicações do Ministério da Defesa e do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o SGDC já foi concluído por seu fabricante e tem lançamento para o 1º trimestre de 2017. No momento, a Visiona trabalha nos preparativos da campanha de lançamento, que será realizada a partir de Kourou, na Guiana Francesa - de fato, no dia da entrevista para T&D, Bonini receberia uma equipe da Arianespace, responsável pelo lançamento, para tratar de aspectos logísticos da campanha.
Nesse meio tempo, a empresa já visualiza futuras unidades do SGDC. Segundo Bonini, o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o período de 2012 – 2021 considera três satélites geoestacionários de comunicações, mas decisão sobre a contratação de novos satélites, porém, é sempre do cliente, frisou. “Quem define a necessidade é o nosso cliente final. Qual é a demanda, quando satura a demanda”, algo a ser definido de acordo com o plano de negócios da Telebras. Levando-se em conta um ciclo médio de cerca de três anos para a definição da missão e sua colocação em órbita, Bonini tem a expectativa de que o processo de discussões com o cliente seja iniciado em breve, já em 2017.
O programa SGDC proporcionou a capacitação de uma equipe de Engenharia, com idade média de 29 anos, formada por um mix de engenheiros experientes, egressos principalmente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e por jovens recém-formados em universidades brasileiras e capacitados pela Thales Alenia Space, fabricante do satélite, na França. Com a proximidade da operação do SGDC, esse contingente estará disponível para novos projetos.
Novas missões de satélites
No aguardo de decisões do governo e consequentes viabilizações orçamentárias, a equipe de Engenharia da Visiona tem trabalhado na concepção de novas missões de satélites, com enfoque em coleta de dados e observação terrestre, em iniciativas inseridas no PNAE, no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e noutras demandas governamentais.
A empresa planeja ter uma plataforma multiuso para satélites de pequeno porte, que traria ganhos de escala, e que poderia ser utilizada para missões como de observação, coleta de dados, entre outras. “Nossa ideia é, em parceria, adquirir tecnologia para fabricar algo localmente.”
Dentre as missões consideradas estão a do SCD-HIDRO, na qual a empresa trabalha desde 2013, visando atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), do INPE, e o TERRASat, anteriormente conhecido como Incrasat. O TERRASat envolve o desenvolvimento de um satélite de resolução bastante alta, submétrica (0,5 metro), para atender as demandas por imagens do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O plano inicial era ter um contrato assinado em meados de 2016, mas por conta da crise política e instabilidade financeira, houve atraso e necessidade de se atrair outros clientes governamentais para a viabilização da missão. Segundo o executivo, há no momento um grupo de trabalho com representantes de vários ministérios e da Agência Espacial Brasileira (AEB) atuando na concepção do projeto.
Questionado sobre o segmento de meteorologia, talvez uma das maiores dependências e vulnerabilidades em espaço do Brasil hoje, Eduardo Bonini disse que a Visiona já foi estimulada a desenvolver uma solução de satélite para atender essa necessidade, tendo concebido a ideia de um satélite com órbita de 20 mil km, dotado de um sensor radar meteorológico que poderia ser desenvolvido e construído no País pela BRADAR, empresa do grupo Embraer especializada em tecnologia de radares.
Em matéria de tecnologias críticas, parte da equipe de Engenharia da Visiona trabalha com discrição no desenvolvimento de capacidades em sistemas de controle de atitude e órbita, conhecidos pela sigla AOCS (em inglês, Attitude and Orbit Control System), campo em que o Brasil está bastante atrasado. De acordo com Bonini, há alguns anos houve a decisão da empresa de investir parte dos seus resultados no desenvolvimento de uma solução local, criada com base na tecnologia de um parceiro internacional. O desenvolvimento do software, crítico para o controle da posição e movimentos de satélites, encontra-se em fase avançada, com testes de bancada e mesmo no espaço já no horizonte. Existe a possibilidade de ter um software embarcado no cubesat SERPENS-3, para testes, em 2018. “Trabalhamos em uma solução que já existe e está funcionando, minimizando riscos.”
Serviços de imagens
Além das missões de satélites, a Visiona tem também explorado outros mercados, como o de serviços de imagens de satélites (ver reportagem em T&D n.º 143). “Investimos na área de serviços para manter competências”, afirma Bonini.
Para desenvolver a nova área, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra, como a Airbus Defence and Space, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, a sul-coreana SI Imaging Services e a canadense UrtheCast, o que lhe permite oferecer um amplo leque de imagens, óticas e radar, em diferentes resoluções, inclusive submétricas, para os mercados governamental e privado.
Em agosto de 2016, a empresa realizou um projeto piloto durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, oferecendo às Forças Armadas e de segurança o acesso a dados gerados por uma rede de onze satélites. Ainda no segmento governamental, outro programa de interesse é o Amazônia SAR, executado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), para monitoramento do desmatamento em determinadas regiões da Amazônia. O projeto, que atraiu interesse dos principais fornecedores de imagens radar do mundo, teve sua concorrência paralisada recentemente, mas espera-se que seja retomado. “A Visiona está disposta a participar e apresentar uma proposta”, diz.
Passa também nos planos da Visiona a instalação de uma antena terrena para captação da telemetria, ampliando suas capacidades. Estima-se o mercado local, incluindo clientes públicos e privados, movimente receitas de cerca de R$100 milhões por ano. Conforme Bonini, desde o início de 2016, quando a Visiona começou a comercializar imagens, a empresa já obteve receitas de R$8 milhões, havendo muito espaço para crescimento.
Projetos e interesses da Visiona
SGDC: com o lançamento do primeiro satélite de comunicações previsto para março de 2017, a Visiona tem a expectativa de que novos satélites serão contratados no futuro.
Projeto SCD-HIDRO: satélites de pequeno porte para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), operado pelo INPE, com coleta de dados ambientais e hidrometeorológicos para monitoramento do volume de água e do balanço hidrológico de reservatórios.
Projeto Carponis: concebida no âmbito do PESE, consiste em sistema de observação da Terra com sensor ótico de alta resolução espacial e possível inclusão de banda infravermelha. Órbita otimizada para observação dezenas de interesse do Brasil.
Projeto Lessônia/SAR: também integrante do PESE, missão de satélite radar (SAR) para observação da Terra, com uso e monitoramento e fiscalização de desmatamentos, análise de interferometria para movimentação de superfície e segurança de barragens, e monitoramento ambiental da costa, entre outras.
Projeto TERRASat: satélite ótico submétrico para atender a demanda do INCRA e de outros órgãos governamentais e ministérios.
Sistema de controle de atitude (AOCS): desenvolvimento de software para controle de posição e movimento de futuros satélites brasileiros.
Projeto Amazônia SAR: sob responsabilidade do CENSIPAM, projeto compreende a futura instalação no Brasil de estação de recepção de dados gerados por satélites SAR para monitoramento da região amazônica.
Meteorologia: atendendo a estímulos do governo, a Visiona concebeu o conceito de um satélite com radar meteorológico com órbita a 20 mil km de altitude, que poderia ter forte participação da indústria nacional.
Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 147, dezembro de 2016.
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Visiona se prepara para o futuro
André M. Mileski
Criada em maio de 2012, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, está prestes a concluir o projeto que lhe deu origem, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programado para lançamento ao espaço no início de 2017.
Eduardo Bonini, engenheiro de carreira na Embraer e presidente da Visiona desde fevereiro de 2014, recebeu a reportagem de Tecnologia & Defesa para uma conversa sobre o momento da companhia e projetos para o futuro, como novas missões de satélites e serviços de imagens.
SGDC
Dotado de cargas úteis para atender as demandas em comunicações do Ministério da Defesa e do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o SGDC já foi concluído por seu fabricante e tem lançamento para o 1º trimestre de 2017. No momento, a Visiona trabalha nos preparativos da campanha de lançamento, que será realizada a partir de Kourou, na Guiana Francesa - de fato, no dia da entrevista para T&D, Bonini receberia uma equipe da Arianespace, responsável pelo lançamento, para tratar de aspectos logísticos da campanha.
Nesse meio tempo, a empresa já visualiza futuras unidades do SGDC. Segundo Bonini, o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o período de 2012 – 2021 considera três satélites geoestacionários de comunicações, mas decisão sobre a contratação de novos satélites, porém, é sempre do cliente, frisou. “Quem define a necessidade é o nosso cliente final. Qual é a demanda, quando satura a demanda”, algo a ser definido de acordo com o plano de negócios da Telebras. Levando-se em conta um ciclo médio de cerca de três anos para a definição da missão e sua colocação em órbita, Bonini tem a expectativa de que o processo de discussões com o cliente seja iniciado em breve, já em 2017.
O programa SGDC proporcionou a capacitação de uma equipe de Engenharia, com idade média de 29 anos, formada por um mix de engenheiros experientes, egressos principalmente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e por jovens recém-formados em universidades brasileiras e capacitados pela Thales Alenia Space, fabricante do satélite, na França. Com a proximidade da operação do SGDC, esse contingente estará disponível para novos projetos.
Novas missões de satélites
No aguardo de decisões do governo e consequentes viabilizações orçamentárias, a equipe de Engenharia da Visiona tem trabalhado na concepção de novas missões de satélites, com enfoque em coleta de dados e observação terrestre, em iniciativas inseridas no PNAE, no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e noutras demandas governamentais.
A empresa planeja ter uma plataforma multiuso para satélites de pequeno porte, que traria ganhos de escala, e que poderia ser utilizada para missões como de observação, coleta de dados, entre outras. “Nossa ideia é, em parceria, adquirir tecnologia para fabricar algo localmente.”
Dentre as missões consideradas estão a do SCD-HIDRO, na qual a empresa trabalha desde 2013, visando atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), do INPE, e o TERRASat, anteriormente conhecido como Incrasat. O TERRASat envolve o desenvolvimento de um satélite de resolução bastante alta, submétrica (0,5 metro), para atender as demandas por imagens do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O plano inicial era ter um contrato assinado em meados de 2016, mas por conta da crise política e instabilidade financeira, houve atraso e necessidade de se atrair outros clientes governamentais para a viabilização da missão. Segundo o executivo, há no momento um grupo de trabalho com representantes de vários ministérios e da Agência Espacial Brasileira (AEB) atuando na concepção do projeto.
Questionado sobre o segmento de meteorologia, talvez uma das maiores dependências e vulnerabilidades em espaço do Brasil hoje, Eduardo Bonini disse que a Visiona já foi estimulada a desenvolver uma solução de satélite para atender essa necessidade, tendo concebido a ideia de um satélite com órbita de 20 mil km, dotado de um sensor radar meteorológico que poderia ser desenvolvido e construído no País pela BRADAR, empresa do grupo Embraer especializada em tecnologia de radares.
Em matéria de tecnologias críticas, parte da equipe de Engenharia da Visiona trabalha com discrição no desenvolvimento de capacidades em sistemas de controle de atitude e órbita, conhecidos pela sigla AOCS (em inglês, Attitude and Orbit Control System), campo em que o Brasil está bastante atrasado. De acordo com Bonini, há alguns anos houve a decisão da empresa de investir parte dos seus resultados no desenvolvimento de uma solução local, criada com base na tecnologia de um parceiro internacional. O desenvolvimento do software, crítico para o controle da posição e movimentos de satélites, encontra-se em fase avançada, com testes de bancada e mesmo no espaço já no horizonte. Existe a possibilidade de ter um software embarcado no cubesat SERPENS-3, para testes, em 2018. “Trabalhamos em uma solução que já existe e está funcionando, minimizando riscos.”
Serviços de imagens
Além das missões de satélites, a Visiona tem também explorado outros mercados, como o de serviços de imagens de satélites (ver reportagem em T&D n.º 143). “Investimos na área de serviços para manter competências”, afirma Bonini.
Para desenvolver a nova área, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra, como a Airbus Defence and Space, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, a sul-coreana SI Imaging Services e a canadense UrtheCast, o que lhe permite oferecer um amplo leque de imagens, óticas e radar, em diferentes resoluções, inclusive submétricas, para os mercados governamental e privado.
Em agosto de 2016, a empresa realizou um projeto piloto durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, oferecendo às Forças Armadas e de segurança o acesso a dados gerados por uma rede de onze satélites. Ainda no segmento governamental, outro programa de interesse é o Amazônia SAR, executado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), para monitoramento do desmatamento em determinadas regiões da Amazônia. O projeto, que atraiu interesse dos principais fornecedores de imagens radar do mundo, teve sua concorrência paralisada recentemente, mas espera-se que seja retomado. “A Visiona está disposta a participar e apresentar uma proposta”, diz.
Passa também nos planos da Visiona a instalação de uma antena terrena para captação da telemetria, ampliando suas capacidades. Estima-se o mercado local, incluindo clientes públicos e privados, movimente receitas de cerca de R$100 milhões por ano. Conforme Bonini, desde o início de 2016, quando a Visiona começou a comercializar imagens, a empresa já obteve receitas de R$8 milhões, havendo muito espaço para crescimento.
Projetos e interesses da Visiona
SGDC: com o lançamento do primeiro satélite de comunicações previsto para março de 2017, a Visiona tem a expectativa de que novos satélites serão contratados no futuro.
Projeto SCD-HIDRO: satélites de pequeno porte para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA), operado pelo INPE, com coleta de dados ambientais e hidrometeorológicos para monitoramento do volume de água e do balanço hidrológico de reservatórios.
Projeto Carponis: concebida no âmbito do PESE, consiste em sistema de observação da Terra com sensor ótico de alta resolução espacial e possível inclusão de banda infravermelha. Órbita otimizada para observação dezenas de interesse do Brasil.
Projeto Lessônia/SAR: também integrante do PESE, missão de satélite radar (SAR) para observação da Terra, com uso e monitoramento e fiscalização de desmatamentos, análise de interferometria para movimentação de superfície e segurança de barragens, e monitoramento ambiental da costa, entre outras.
Projeto TERRASat: satélite ótico submétrico para atender a demanda do INCRA e de outros órgãos governamentais e ministérios.
Sistema de controle de atitude (AOCS): desenvolvimento de software para controle de posição e movimento de futuros satélites brasileiros.
Projeto Amazônia SAR: sob responsabilidade do CENSIPAM, projeto compreende a futura instalação no Brasil de estação de recepção de dados gerados por satélites SAR para monitoramento da região amazônica.
Meteorologia: atendendo a estímulos do governo, a Visiona concebeu o conceito de um satélite com radar meteorológico com órbita a 20 mil km de altitude, que poderia ter forte participação da indústria nacional.
Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 147, dezembro de 2016.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Reportagem sobre a Visiona na Space News
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A mais recente edição da tradicional publicação Space News traz uma interessante reportagem sobre a busca por novos negócios pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebras formada inicialmente com o propósito de concretizar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para ser lançado em março.
A reportagem, de autoria de Caleb Henry, aborda o negócio de imagens comerciais de satélites, os planos para a construção de satélites de observação, bem como as perspectivas para o possível SGDC-2.
Para ler o texto, publicado em inglês, clique sobre o título "Brazilian satellite manufacturer seeks new business as it completes its first satellite".
Dentro dos próximos dias, reproduziremos aqui no blog Panorama Espacial outra reportagem sobre a Visiona, publicada na edição mais recente de Tecnologia & Defesa, que apresenta mais detalhes sobre seus projetos e planos para o futuro.
A mais recente edição da tradicional publicação Space News traz uma interessante reportagem sobre a busca por novos negócios pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebras formada inicialmente com o propósito de concretizar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para ser lançado em março.
A reportagem, de autoria de Caleb Henry, aborda o negócio de imagens comerciais de satélites, os planos para a construção de satélites de observação, bem como as perspectivas para o possível SGDC-2.
Para ler o texto, publicado em inglês, clique sobre o título "Brazilian satellite manufacturer seeks new business as it completes its first satellite".
Dentro dos próximos dias, reproduziremos aqui no blog Panorama Espacial outra reportagem sobre a Visiona, publicada na edição mais recente de Tecnologia & Defesa, que apresenta mais detalhes sobre seus projetos e planos para o futuro.
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domingo, 25 de dezembro de 2016
"Entrada do SGDC em operação vai alavancar atuação da Telebras"
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Na avaliação do presidente da empresa, Antonio Loss, responsabilidade da companhia será a de ser o principal provedor de conexão à internet por meio da banda larga no território brasileiro. "Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes", disse. Previsão é que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que teve investimentos de R$ 2,1 bilhões, seja lançado ao espaço no ano que vem.
23/12/2016
A partir do dia 21 de março de 2017, o Brasil vai ter um novo padrão de telecomunicações e a Telebras vai ser o grande provedor de conexão à internet no país. A afirmação é do presidente da companhia, Antonio Loss, que destacou o desafio da empresa com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o próximo ano.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi concluído e entregue ao governo brasileiro em 1º de dezembro último, em Cannes, na França. O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O satélite será operado pela Telebras e terá uma faixa de frequência usada para ampliar a oferta de banda larga em todo o Brasil (banda Ka) e outra parte destinada exclusivamente ao uso militar (banda X).
“Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes. Vamos levar acesso à internet às pessoas em qualquer lugar e garantir a segurança das comunicações na área de defesa”, reforçou Antonio Loss.
Grande parte da capacidade do equipamento, 70%, será utilizada na oferta de banda larga aos brasileiros, principalmente para áreas remotas do país, como a região amazônica. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, em março do próximo ano. O equipamento, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Balanço – O satélite geoestacionário foi o grande destaque da reunião entre diretores e servidores da Telebrás para apresentar os resultados obtidos pela empresa em 2016. No encontro, as diretorias mostraram as principais iniciativas de cada área entre os 464 projetos apresentados neste ano e que terão continuidade em 2017.
O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, apontou como prioridade o aumento da capacidade das cinco redes de fibra óptica da empresa, os chamados backbones, que abrangem todas as regiões do Brasil. Segundo ele, o lançamento do SGDC vai aumentar a demanda pela capacidade de tráfego dessas redes.
“Em 2016, melhoramos as condições de operação das redes para dar mais qualidade ao cliente. E, para 2017, vamos investir na ampliação da capacidade para dar vazão ao tráfego que o país vai precisar a partir do lançamento do satélite”, afirmou Valente.
Fonte: MCTIC
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Na avaliação do presidente da empresa, Antonio Loss, responsabilidade da companhia será a de ser o principal provedor de conexão à internet por meio da banda larga no território brasileiro. "Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes", disse. Previsão é que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que teve investimentos de R$ 2,1 bilhões, seja lançado ao espaço no ano que vem.
23/12/2016
A partir do dia 21 de março de 2017, o Brasil vai ter um novo padrão de telecomunicações e a Telebras vai ser o grande provedor de conexão à internet no país. A afirmação é do presidente da companhia, Antonio Loss, que destacou o desafio da empresa com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o próximo ano.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi concluído e entregue ao governo brasileiro em 1º de dezembro último, em Cannes, na França. O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O satélite será operado pela Telebras e terá uma faixa de frequência usada para ampliar a oferta de banda larga em todo o Brasil (banda Ka) e outra parte destinada exclusivamente ao uso militar (banda X).
“Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes. Vamos levar acesso à internet às pessoas em qualquer lugar e garantir a segurança das comunicações na área de defesa”, reforçou Antonio Loss.
Grande parte da capacidade do equipamento, 70%, será utilizada na oferta de banda larga aos brasileiros, principalmente para áreas remotas do país, como a região amazônica. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, em março do próximo ano. O equipamento, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Balanço – O satélite geoestacionário foi o grande destaque da reunião entre diretores e servidores da Telebrás para apresentar os resultados obtidos pela empresa em 2016. No encontro, as diretorias mostraram as principais iniciativas de cada área entre os 464 projetos apresentados neste ano e que terão continuidade em 2017.
O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, apontou como prioridade o aumento da capacidade das cinco redes de fibra óptica da empresa, os chamados backbones, que abrangem todas as regiões do Brasil. Segundo ele, o lançamento do SGDC vai aumentar a demanda pela capacidade de tráfego dessas redes.
“Em 2016, melhoramos as condições de operação das redes para dar mais qualidade ao cliente. E, para 2017, vamos investir na ampliação da capacidade para dar vazão ao tráfego que o país vai precisar a partir do lançamento do satélite”, afirmou Valente.
Fonte: MCTIC
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Documentários sobre a Ciência brasileira
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Ciência brasileira é tema de série de documentários do canal Discovery Brasil
Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a série "Brasil Ciência" revela que o país possui uma infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento.
12/12/2016
A partir de segunda-feira (12), o canal Discovery Brasil irá exibir uma série de documentários sobre a ciência e a tecnologia produzidas no Brasil. Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a série “Brasil Ciência” revela que o país possui infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento. Os documentários vão ao ar todos os dias, à meia-noite, até sexta-feira (16).
Nessa primeira temporada, o público vai saber mais sobre a Torre Atto, um dos mais importantes projetos de pesquisa do mundo sobre mudanças climáticas. Instalada no meio da floresta amazônica, o Observatório da Torre Alta de Observação da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) tem 325 metros de altura, o que equivale a um prédio de 80 andares, e é a maior torre de estudos climáticos do mundo. A expectativa dos pesquisadores é que a torre monitore o clima na Amazônia por um período de 20 a 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a biosfera e a atmosfera.
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), também será tema de um episódio do “Brasil Ciência”. O país, hoje, é um dos líderes mundiais em pesquisas de luz síncrotron que possibilitam, por exemplo, avanços nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. Em 2018, o LNLS concluirá a construção do seu mais ambicioso projeto, o Sirius, que deve superar o equipamento inaugurado na Suécia este ano.
A ciência brasileira também possui o maior e mais potente supercomputador da América Latina, o Santos Dumont. Localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), é capaz de realizar um quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Sua velocidade de processamento de dados permite acelerar os resultados e apoiar pesquisadores de todo o país.
Em outro episódio, o telespectador poderá conhecer como funciona um dos mais modernos navios de pesquisa hidroceanográfica do mundo, o Vital de Oliveira. Equipada com o que há de mais moderno, a embarcação terá reflexo direto na ampliação da geração de conhecimento sobre o ambiente marinho na região do Atlântico Sul, no desenvolvimento de tecnologias e inovação em produtos e serviços, na redução da vulnerabilidade e dos riscos decorrentes de eventos extremos e das mudanças climáticas sobre a zona costeira e na formação de recursos humanos ligados à pesquisa científica marinha.
A série do canal Discovery também mostrará que o Brasil está perto de lançar na órbita terrestre o seu primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, construído com vários itens de tecnologia brasileira, vai possibilitar a conexão em banda larga em todo o território nacional e garantir a soberania em comunicações estratégicas. O satélite, uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, já foi entregue ao governo brasileiro e deve ser colocado em órbita em março de 2017. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Clique aqui para acessar os vídeos.
Fonte: MCTIC
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Ciência brasileira é tema de série de documentários do canal Discovery Brasil
Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a série "Brasil Ciência" revela que o país possui uma infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento.
12/12/2016
A partir de segunda-feira (12), o canal Discovery Brasil irá exibir uma série de documentários sobre a ciência e a tecnologia produzidas no Brasil. Patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a série “Brasil Ciência” revela que o país possui infraestrutura de ponta, que coloca a pesquisa nacional na fronteira do conhecimento. Os documentários vão ao ar todos os dias, à meia-noite, até sexta-feira (16).
Nessa primeira temporada, o público vai saber mais sobre a Torre Atto, um dos mais importantes projetos de pesquisa do mundo sobre mudanças climáticas. Instalada no meio da floresta amazônica, o Observatório da Torre Alta de Observação da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) tem 325 metros de altura, o que equivale a um prédio de 80 andares, e é a maior torre de estudos climáticos do mundo. A expectativa dos pesquisadores é que a torre monitore o clima na Amazônia por um período de 20 a 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a biosfera e a atmosfera.
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), também será tema de um episódio do “Brasil Ciência”. O país, hoje, é um dos líderes mundiais em pesquisas de luz síncrotron que possibilitam, por exemplo, avanços nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. Em 2018, o LNLS concluirá a construção do seu mais ambicioso projeto, o Sirius, que deve superar o equipamento inaugurado na Suécia este ano.
A ciência brasileira também possui o maior e mais potente supercomputador da América Latina, o Santos Dumont. Localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), é capaz de realizar um quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Sua velocidade de processamento de dados permite acelerar os resultados e apoiar pesquisadores de todo o país.
Em outro episódio, o telespectador poderá conhecer como funciona um dos mais modernos navios de pesquisa hidroceanográfica do mundo, o Vital de Oliveira. Equipada com o que há de mais moderno, a embarcação terá reflexo direto na ampliação da geração de conhecimento sobre o ambiente marinho na região do Atlântico Sul, no desenvolvimento de tecnologias e inovação em produtos e serviços, na redução da vulnerabilidade e dos riscos decorrentes de eventos extremos e das mudanças climáticas sobre a zona costeira e na formação de recursos humanos ligados à pesquisa científica marinha.
A série do canal Discovery também mostrará que o Brasil está perto de lançar na órbita terrestre o seu primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, construído com vários itens de tecnologia brasileira, vai possibilitar a conexão em banda larga em todo o território nacional e garantir a soberania em comunicações estratégicas. O satélite, uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, já foi entregue ao governo brasileiro e deve ser colocado em órbita em março de 2017. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Clique aqui para acessar os vídeos.
Fonte: MCTIC
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
SGDC: mais sobre a entrega na França
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.Brasil recebe oficialmente satélite geoestacionário nesta quinta-feira
Equipamento deve ser lançado em 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa
30/11/2016 09:00h
O Brasil recebe oficialmente nesta quinta-feira (01/12) em Cannes, na França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A cerimônia contará com as presenças do ministro da Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e do presidente da Telebrás, Antonio Klinger Loss Leite.
“Esse primeiro satélite representa um salto enorme em termos de comunicações de defesa. Ampliará a nossa capacidade de forma segura e, por isso, representa um enorme avanço ao País”, afirma o ministro da Defesa.
O lançamento do SGDC está previsto para o primeiro trimestre de 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.
O satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. O equipamento tem 5,8 toneladas e cinco metros de altura. Quando entrar em funcionamento, vai permitir a expansão da internet banda larga para todo o País e comunicações seguras ao governo brasileiro.
Nos últimos meses o equipamento passou pela fase final de testes na fabricante (Thales Alenia Space), no sul da França. Foi testado o sistema de telecomunicações e de telecomando, que simula as condições de transmissão das antenas. Na prova de vibração, o satélite recebeu cargas de vibração mecânica que simularam as condições de lançamento. Todo o processo foi acompanhado por profissionais brasileiros.
Capacitação - Os profissionais que vão operar o satélite geoestacionário de defesa e comunicações estão na última fase de treinamentos. Foram mais de dois anos de preparação. Parte dos profissionais teve formação no Canadá, França e Chile.
Na etapa final de formação realizada no Brasil, foram mais de 30 cursos com duração média de uma semana. Os últimos módulos se encerram em fevereiro do próximo ano. As oficinas envolvem aulas teóricas e práticas e são ministradas por estrangeiros em Brasília, onde está localizada uma das antenas de comando. Outras antenas de recepção estão instaladas em áreas militares em diferentes Estados. Cada módulo de instrução é dirigido à equipe responsável por áreas específicas de operação ou de manutenção.
A partir de janeiro, os cerca de 60 profissionais, militares das Forças Armadas e funcionários da Telebrás, do Núcleo do Centro Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P) usarão simuladores para testar a operação do satélite.
Sobre o SGDC – O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite. A banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebrás. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). De acordo com a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre, e o valor anual de manutenção é estimado em R$ 10 milhões. A vida útil do SGDC está estimada em 18 anos.
Fonte: FAB
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segunda-feira, 28 de novembro de 2016
SGDC: entrega na França
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Brasil recebe primeiro satélite de defesa e comunicações de uso exclusivo do país
Por Fabio Murakawa
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, embarca amanhã à França para receber o primeiro satélite de defesa e telecomunicações que será 100% operado pelo Brasil. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) começou a ser construído em janeiro de 2014 e tem lançamento previsto para 21 de março do ano que vem na base de Kourou, na Guiana Francesa.
Ele é fruto de um convênio assinado ainda no governo Dilma Rousseff, que previu a construção pela francesa Thales sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a estatal de telecomunicações Telebras e a Embraer. O custo total do SGDC é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão relativo ao satélite em si e o restante, aos equipamentos e instalações em terra necessários para sua operação. O custo anual de manutenção gira em torno de R$ 10 milhões, e ele deve ter 18 anos de vida útil.
Em entrevista ao Valor, Jungmann explicou que o convênio assinado com os franceses prevê a transferência de tecnologia para empresas interessadas em fabricar o satélite e seus componentes no Brasil. A Telebras fará a intermediação entre as companhias e a parte francesa.
O SGDC sobrevoará o Brasil a partir de um ponto fixo no espaço. Tem um foco ampliado que abrange toda a América do Sul e o Atlântico Sul, chegando à costa ocidental da África. Sua potência será maior sobre o Brasil, onde há mais demanda por telecomunicações. Mas um foco menor e mais potente poderá ser desviado para outros locais em eventos extraordinários.
Um exemplo de aplicação, nesse sentido, são acidentes aéreos como o do voo 447 da Air France, que matou 228 pessoas em 2009. Em eventos como esse, o satélite poderá auxiliar tanto na localização de destroços como nas comunicações entre barcos e outros equipamentos de resgate e, até mesmo, da imprensa interessada em se deslocar ao local para cobrir os trabalhos.
O SGDC, disse Jungmann, é capaz de levar banda larga a locais onde hoje não há cobertura, como a floresta amazônica. "Isso vai permitir que se universalize a cobertura de comunicação através de banda larga, inclusive chegando aos lugares mais distantes do Brasil."
Além das aplicações na área da defesa, o satélite também poderá ser usado comercialmente. Será possível, por exemplo, a operadoras firmar contratos com a Telebras para ampliar o escopo de seus sinais de telefonia e internet.
Segundo o ministro, o equipamento passará por um período de testes após seu lançamento, e as operações efetivas estão previstas para ter início em junho. A partir daí, 100% das comunicações governamentais serão ser feitas por esse satélite. De e-mails do presidente da República aos telefonemas entre autoridades, tudo passará pelo satélite franco-brasileiro.
"[Isso] também significa um maior nível de segurança, uma maior velocidade, um maior fluxo de multimídia do que nós tínhamos anteriormente", afirmou.
De acordo com ele, todos os dados que passarem pelo satélite serão criptografados por uma ferramenta desenvolvida no Brasil, que "passa ater segurança, blindagem e controle 100% das comunicações em matéria de defesa".
"Só o Brasil pode decodificar isso, só o Brasil tem acesso. É a nossa criptografia, que nós desenvolvemos aqui, na Defesa", afirmou. "Isso é um enorme salto em termos de soberania, não só de comunicações. Passa a ser um controle nosso, inclusive da operação."
O SGDC operará na chamada "banda X" - faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar e que corresponde a cerca de 25% da capacidade total do equipamento. Atualmente, o Brasil aluga a banda X de dois satélites privados e manterá o contrato relativo a um deles para se resguardar em caso de falha do SGDC.
Para o ministro, ao operar o próprio satélite e se livrar da dependência de empresas privadas, o Brasil ganha em relação à sua própria segurança estratégica. Em uma situação de quebra de contrato ou de conflito armado, por exemplo, o país poderia ficar em uma situação delicada, caso a empresa decidisse desligar o equipamento ou alguma potência estrangeira a pressionasse a fazê-lo.
"Isso nos dá uma imensa segurança", disse o ministro.
Fonte: Valor Econômico, via NOTIMP.
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Brasil recebe primeiro satélite de defesa e comunicações de uso exclusivo do país
Por Fabio Murakawa
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, embarca amanhã à França para receber o primeiro satélite de defesa e telecomunicações que será 100% operado pelo Brasil. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) começou a ser construído em janeiro de 2014 e tem lançamento previsto para 21 de março do ano que vem na base de Kourou, na Guiana Francesa.
Ele é fruto de um convênio assinado ainda no governo Dilma Rousseff, que previu a construção pela francesa Thales sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a estatal de telecomunicações Telebras e a Embraer. O custo total do SGDC é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão relativo ao satélite em si e o restante, aos equipamentos e instalações em terra necessários para sua operação. O custo anual de manutenção gira em torno de R$ 10 milhões, e ele deve ter 18 anos de vida útil.
Em entrevista ao Valor, Jungmann explicou que o convênio assinado com os franceses prevê a transferência de tecnologia para empresas interessadas em fabricar o satélite e seus componentes no Brasil. A Telebras fará a intermediação entre as companhias e a parte francesa.
O SGDC sobrevoará o Brasil a partir de um ponto fixo no espaço. Tem um foco ampliado que abrange toda a América do Sul e o Atlântico Sul, chegando à costa ocidental da África. Sua potência será maior sobre o Brasil, onde há mais demanda por telecomunicações. Mas um foco menor e mais potente poderá ser desviado para outros locais em eventos extraordinários.
Um exemplo de aplicação, nesse sentido, são acidentes aéreos como o do voo 447 da Air France, que matou 228 pessoas em 2009. Em eventos como esse, o satélite poderá auxiliar tanto na localização de destroços como nas comunicações entre barcos e outros equipamentos de resgate e, até mesmo, da imprensa interessada em se deslocar ao local para cobrir os trabalhos.
O SGDC, disse Jungmann, é capaz de levar banda larga a locais onde hoje não há cobertura, como a floresta amazônica. "Isso vai permitir que se universalize a cobertura de comunicação através de banda larga, inclusive chegando aos lugares mais distantes do Brasil."
Além das aplicações na área da defesa, o satélite também poderá ser usado comercialmente. Será possível, por exemplo, a operadoras firmar contratos com a Telebras para ampliar o escopo de seus sinais de telefonia e internet.
Segundo o ministro, o equipamento passará por um período de testes após seu lançamento, e as operações efetivas estão previstas para ter início em junho. A partir daí, 100% das comunicações governamentais serão ser feitas por esse satélite. De e-mails do presidente da República aos telefonemas entre autoridades, tudo passará pelo satélite franco-brasileiro.
"[Isso] também significa um maior nível de segurança, uma maior velocidade, um maior fluxo de multimídia do que nós tínhamos anteriormente", afirmou.
De acordo com ele, todos os dados que passarem pelo satélite serão criptografados por uma ferramenta desenvolvida no Brasil, que "passa ater segurança, blindagem e controle 100% das comunicações em matéria de defesa".
"Só o Brasil pode decodificar isso, só o Brasil tem acesso. É a nossa criptografia, que nós desenvolvemos aqui, na Defesa", afirmou. "Isso é um enorme salto em termos de soberania, não só de comunicações. Passa a ser um controle nosso, inclusive da operação."
O SGDC operará na chamada "banda X" - faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar e que corresponde a cerca de 25% da capacidade total do equipamento. Atualmente, o Brasil aluga a banda X de dois satélites privados e manterá o contrato relativo a um deles para se resguardar em caso de falha do SGDC.
Para o ministro, ao operar o próprio satélite e se livrar da dependência de empresas privadas, o Brasil ganha em relação à sua própria segurança estratégica. Em uma situação de quebra de contrato ou de conflito armado, por exemplo, o país poderia ficar em uma situação delicada, caso a empresa decidisse desligar o equipamento ou alguma potência estrangeira a pressionasse a fazê-lo.
"Isso nos dá uma imensa segurança", disse o ministro.
Fonte: Valor Econômico, via NOTIMP.
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sábado, 19 de novembro de 2016
Ariane 5: 75º sucesso consecutivo
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A operadora europeia Arianespace realizou com sucesso no último dia 17 o lançamento de quatro satélites da constelação de navegação Galileo, em missão que marcou o 75º sucesso consecutivo do lançador Ariane 5, superando o recorde de seu antecessor, o Ariane 4.
Esta foi a nona missão realizada pela Arianespace em 2016, sendo a sexta do Ariane 5, todas executadas do centro espacial guianês, em Kourou, na Guiana Francesa. O Ariane 5 realizou 75 lançamentos de 2003 a 2016, tendo inserido em órbita 149 cargas úteis governamentais e civis que, somadas, superam a massa de 623 toneladas. Tais marcas confirmam a posição do modelo como o mais confiável lançador em operação no mercado comercial.
A sétima e última missão do Ariane 5 este ano, prevista para a segunda quinzena de dezembro, terá a bordo o satélite brasileiro Star One D1, da Star One, do grupo Embratel. Para o início de 2017 também está planejado o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), da Telebrás e Ministério da Defesa.
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domingo, 30 de outubro de 2016
SGDC: governo libera R$291 milhões
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Governo libera R$ 291 milhões a Telebras para lançamento de satélite
Valor
28/10/2016, 20h31
A Telebras informou nesta sexta-feira que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão liberou um montante de R$ 291,1 milhões como reforço orçamentário para o desenvolvimento e lançamento de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC).
O SGDC é construído pela empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS) e supervisionado pela Visiona, parceria entre a Embraer e Telebras.
O lançamento deve ser feito até fevereiro de 2017 e atenderá aos Ministérios das Comunicações e Defesa.
Fonte: Valor Econômico, via UOL.
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Governo libera R$ 291 milhões a Telebras para lançamento de satélite
Valor
28/10/2016, 20h31
A Telebras informou nesta sexta-feira que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão liberou um montante de R$ 291,1 milhões como reforço orçamentário para o desenvolvimento e lançamento de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC).
O SGDC é construído pela empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS) e supervisionado pela Visiona, parceria entre a Embraer e Telebras.
O lançamento deve ser feito até fevereiro de 2017 e atenderá aos Ministérios das Comunicações e Defesa.
Fonte: Valor Econômico, via UOL.
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