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Finep divulga resultado final do edital Transferência de Tecnologia do SGDC
30 de Novembro de 2015
A Finep acaba de divulgar o resultado final da chamada pública Transferência de Tecnologia do SGDC – 01/2015, com recursos de subvenção econômica à inovação. Foram recebidas 20 propostas, sendo sete classificadas e cinco selecionadas na etapa final. A Finep encaminhará, em seguida, a minuta dos contratos para as empresas com proposta selecionada. As companhias têm o até 15/12/15 para devolução das minutas assinadas por seus representantes legais, bem como o atendimento de eventuais condicionantes para contratação.
Das 5 empresas, uma é do Rio Grande do Sul e quatro de São Paulo. O valor total de subvenção econômica é de R$ 22,5 milhões, e o de contrapartida das empresas, R$ 2,9 milhões. O objetivo do edital é conceder recursos de subvenção econômica para apoiar projetos de empresas brasileiras referentes à transferência das tecnologias previstas no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto nº 7.769, de 28/06/2012.
Fonte: FINEP
Nota do blog: foram selecionadas as seguintes propostas: (i) Fibraforte, que receberá R$10,966 milhões para o desenvolvimento de subsistema de propulsão monopropelente para pequenos satélites; (ii) Orbital Engenharia, que terá R$5 milhões para o desenvolvimento de subsistema de potência e geradores solares para satélites; (iii) Equatorial Sistemas, que receberá R$1,733 milhão para a transferência de tecnologia em controle térmico de satélites; (iv) CENIC Engenharia, que terá R$4 milhões para o desenvolvimento de estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono; e (v) AEL Sistemas, que terá R$798 mil para transferência de Tecnologias Espaciais em FPGA e ASIC.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
SGDC: capacitação de especialistas
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Engenheiros se capacitam para operar satélite geoestacionário nacional
Brasília, 24 de novembro de 2015 – Este mês, 24 militares das Forças Armadas concluem a primeira fase de preparação para integrar o grupo que vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O equipamento, que atenderá demandas de comunicações militares e civis – como o Plano Nacional de Banda Larga, será lançado em 2016 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, no foguete Ariane 5.
“A expectativa da sociedade sobre o SGDC é muito grande em relação à autonomia nas comunicações do governo”, afirma o coronel Hélcio Vieira Júnior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (Nucope- P).
Com duração de quatro meses, o curso realizado em São José dos Campos (SP) objetiva unificar o conhecimento básico sobre o segmento espacial dos profissionais de diferentes áreas. “O assunto espacial é muito específico. Os engenheiros de computação, telecomunicações e eletrônica, entre outros, precisam dessa base de conhecimento”, detalha.
É o caso do tenente-coronel Sidney César Coelho Alves. Aviador pós-graduado em guerra eletrônica dedicou anos de sua carreira na administração do Sistema de Comunicações Militares (Siscomis) no Ministério da Defesa (MD. Agora, está imerso em aulas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre teorias, métodos de lançamentos, materiais usados na construção de um equipamento, sistemas e subsistemas empregados em satélites, entre outros. “Temos uma visão geral em termos espaciais”, afirma o oficial.
Visita – À medida que se aproxima o período de lançamento, se intensificam os preparativos da equipe que vai operá-lo. No início do mês, o grupo esteve em Guaratiba (RJ) para conhecer o centro de operações da empresa Star One. Este centro opera sete satélites, entre eles o Star One C1 e Star One C2 – satélites geoestacionários de comunicações que fornecem serviços para o Sistema Militar de Comando e Controle do MD. “Vimos na prática como é a operação e tivemos uma visão futura do que vamos fazer”, diz o tenente-coronel Sidney.
A visita faz parte do currículo do curso, cuja realização no Brasil é pioneira. O projeto é resultado de um esforço conjunto de diferentes instituições, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Inpe, ITA, MD e Comando da Aeronáutica.
Nas primeiras semanas, o grupo participou de aulas do curso itinerante da Força Aérea dos Estados Unidos sobre operação de satélites. “Esse curso não existe no Brasil. Tivemos que partir do zero para construí-lo”, revela o comandante do Nucope- P.
Um segundo grupo de profissionais realiza os cursos preparatórios em centros de operações na Europa, no Chile e na América do Norte. Os primeiros passos neste sentido iniciaram ainda em 2014.
A próxima fase, prevista para o primeiro trimestre de 2016, prevê que os dois grupos estejam aptos para participar do curso com a fabricante do SGDC, a empresa francesa Thales Alenia Space.
Fonte: FAB, via AEB.
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Engenheiros se capacitam para operar satélite geoestacionário nacional
Brasília, 24 de novembro de 2015 – Este mês, 24 militares das Forças Armadas concluem a primeira fase de preparação para integrar o grupo que vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O equipamento, que atenderá demandas de comunicações militares e civis – como o Plano Nacional de Banda Larga, será lançado em 2016 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, no foguete Ariane 5.
“A expectativa da sociedade sobre o SGDC é muito grande em relação à autonomia nas comunicações do governo”, afirma o coronel Hélcio Vieira Júnior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (Nucope- P).
Com duração de quatro meses, o curso realizado em São José dos Campos (SP) objetiva unificar o conhecimento básico sobre o segmento espacial dos profissionais de diferentes áreas. “O assunto espacial é muito específico. Os engenheiros de computação, telecomunicações e eletrônica, entre outros, precisam dessa base de conhecimento”, detalha.
É o caso do tenente-coronel Sidney César Coelho Alves. Aviador pós-graduado em guerra eletrônica dedicou anos de sua carreira na administração do Sistema de Comunicações Militares (Siscomis) no Ministério da Defesa (MD. Agora, está imerso em aulas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre teorias, métodos de lançamentos, materiais usados na construção de um equipamento, sistemas e subsistemas empregados em satélites, entre outros. “Temos uma visão geral em termos espaciais”, afirma o oficial.
Visita – À medida que se aproxima o período de lançamento, se intensificam os preparativos da equipe que vai operá-lo. No início do mês, o grupo esteve em Guaratiba (RJ) para conhecer o centro de operações da empresa Star One. Este centro opera sete satélites, entre eles o Star One C1 e Star One C2 – satélites geoestacionários de comunicações que fornecem serviços para o Sistema Militar de Comando e Controle do MD. “Vimos na prática como é a operação e tivemos uma visão futura do que vamos fazer”, diz o tenente-coronel Sidney.
A visita faz parte do currículo do curso, cuja realização no Brasil é pioneira. O projeto é resultado de um esforço conjunto de diferentes instituições, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Inpe, ITA, MD e Comando da Aeronáutica.
Nas primeiras semanas, o grupo participou de aulas do curso itinerante da Força Aérea dos Estados Unidos sobre operação de satélites. “Esse curso não existe no Brasil. Tivemos que partir do zero para construí-lo”, revela o comandante do Nucope- P.
Um segundo grupo de profissionais realiza os cursos preparatórios em centros de operações na Europa, no Chile e na América do Norte. Os primeiros passos neste sentido iniciaram ainda em 2014.
A próxima fase, prevista para o primeiro trimestre de 2016, prevê que os dois grupos estejam aptos para participar do curso com a fabricante do SGDC, a empresa francesa Thales Alenia Space.
Fonte: FAB, via AEB.
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sábado, 14 de novembro de 2015
SGDC: resultado preliminar de chamada da FINEP
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Finep e AEB anunciam resultado preliminar de edital para setor aeroespacial brasileiro
Publicado em 11 Novembro 2015
A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) acabam de divulgar o resultado preliminar da chamada pública voltada para o setor aeroespacial, no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, o edital abre a possibilidade de transferência tecnológica para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. A iniciativa estava prevista no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28 de junho de 2012.
O edital contemplou os seguintes tópicos: (1) Subsistema de Propulsão – até R$ 11 milhões; (2) Subsistema de Potência e Painéis Solares – até R$ 5 milhões; (3) Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces – até R$ 2,2 milhões; (4) Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 – até R$ 30 milhões; (5) Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra à base de fibra de carbono – até R$ 4 milhões; (6) Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas – até R$ 800 mil.
A Finep recebeu, ao todo, 20 propostas. Nessa etapa preliminar, foram classificadas sete empresas, em cinco dos seis tópicos para os quais a financiadora, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinará recursos. Não houve empresas classificadas no tópico 4. As escolhidas foram: Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio; Orbital Engenharia; Equatorial Sistemas; Cenic Engenharia Indústria e Comércio; Akaer Engenharia; AEL Sistemas; e Bradar Indústria.
Na seleção, foram levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, capacidade técnica da equipe, infraestrutura adequada e montagem do plano de trabalho. As empresas que não se enquadraram nos critérios mínimos poderão apresentar recurso até o dia 20 de novembro. O resultado definitivo será divulgado no dia 30.
Fonte: FINEP
Nota do blog: curioso o fato de não ter havido empresas classificadas no tópico "Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação", que tinha a maior destinação do programa de subvenção (até R$ 30 milhões). Empresas como a Equatorial Sistemas e a Opto Eletrônica, esta em recuperação judicial, detém capacidade local em cargas uteis de observação. Também notada a ausência da Omnisys, do grupo Thales Alenia Space, responsável pela construção do SGDC, como uma das selecionadas no programa.
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Finep e AEB anunciam resultado preliminar de edital para setor aeroespacial brasileiro
Publicado em 11 Novembro 2015
A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) acabam de divulgar o resultado preliminar da chamada pública voltada para o setor aeroespacial, no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, o edital abre a possibilidade de transferência tecnológica para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. A iniciativa estava prevista no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28 de junho de 2012.
O edital contemplou os seguintes tópicos: (1) Subsistema de Propulsão – até R$ 11 milhões; (2) Subsistema de Potência e Painéis Solares – até R$ 5 milhões; (3) Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces – até R$ 2,2 milhões; (4) Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 – até R$ 30 milhões; (5) Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra à base de fibra de carbono – até R$ 4 milhões; (6) Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas – até R$ 800 mil.
A Finep recebeu, ao todo, 20 propostas. Nessa etapa preliminar, foram classificadas sete empresas, em cinco dos seis tópicos para os quais a financiadora, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinará recursos. Não houve empresas classificadas no tópico 4. As escolhidas foram: Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio; Orbital Engenharia; Equatorial Sistemas; Cenic Engenharia Indústria e Comércio; Akaer Engenharia; AEL Sistemas; e Bradar Indústria.
Na seleção, foram levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, capacidade técnica da equipe, infraestrutura adequada e montagem do plano de trabalho. As empresas que não se enquadraram nos critérios mínimos poderão apresentar recurso até o dia 20 de novembro. O resultado definitivo será divulgado no dia 30.
Fonte: FINEP
Nota do blog: curioso o fato de não ter havido empresas classificadas no tópico "Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação", que tinha a maior destinação do programa de subvenção (até R$ 30 milhões). Empresas como a Equatorial Sistemas e a Opto Eletrônica, esta em recuperação judicial, detém capacidade local em cargas uteis de observação. Também notada a ausência da Omnisys, do grupo Thales Alenia Space, responsável pela construção do SGDC, como uma das selecionadas no programa.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
SGDC: 2 anos do NuCOPE-P
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Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas
Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades
24/10/2015
Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.
“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.
De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.
Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.
O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.
Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.
Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.
Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.
O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Fonte: FAB
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Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas
Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades
24/10/2015
Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.
“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.
De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.
Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.
O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.
Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.
Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.
Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.
O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Fonte: FAB
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
CEOs da Telebras e Visiona visitam Thales Alenia Space
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CEOs da Telebras e Visiona visitam Thales Alenia Space
São Paulo, 05 de outubro de 2015 - A Thales Alenia Space recebeu a visita de Jorge Bittar, chairman e CEO da Telebras, Paulo Kapp, diretor de tecnologia da Telebras, e Eduardo Bonini, chairman e CEO da Visiona [Nota do blog: na imagem acima, Bonini e Bittar]. Entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, a delegação brasileira visitou as fábricas de Toulouse e Cannes para conhecer as pessoas envolvidas no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e verificar os últimos progressos realizados no satélite, agora em fase de integração.
Os executivos também se encontraram com os 40 engenheiros brasileiros que estão envolvidos no projeto na Thales Alenia Space, como parte do acordo firmado de transferência de tecnologia. Os engenheiros - contratados pela Visiona, Telebras, Agência Espacial Brasileira, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Ministério da Defesa – completaram 18 meses de treinamento e, neste período, acompanharam cada etapa do projeto do SGDC, em conjunto com os engenheiros franceses da Thales Alenia Space.
Com base nas competências e experiências que os engenheiros adquiriram na França, eles estão preparados para desempenhar, no médio prazo, um papel fundamental para o desenvolvimento de uma indústria espacial no Brasil, que gradualmente irá desenvolver e consolidar sua independência e soberania nesse setor.
Fonte: Thales
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terça-feira, 29 de setembro de 2015
SGDC: visita da Telebras e Visiona à França
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Equipes da Telebras e Visiona avaliam na França construção do satélite geoestacionário
28 de setembro de 2015
Equipes da Telebras e da Visiona iniciam nesta segunda-feira (28), na França, uma série de reuniões técnicas com especialistas da empresa Thales Alenia Space para analisar o estágio e a evolução da construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Pelo cronograma enviado pela Thales Alenia, a construção do satélite está adiantada em dois meses. O satélite será lançado no final do ano que vem e levará banda larga de alta qualidade a todo o Brasil, complementando a rede terrestre da Telebras, atualmente com 25 mil km e que chega a todas as regiões brasileiras. O satélite servirá para reforçar o programa de banda larga do governo e também as comunicações militares.
Na França, participarão de uma reunião prévia de avaliação das atividades de construção do satélite nos últimos três meses o gerente de Satélite da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto, um representante da Visiona e outro da Thales Alenia. No encontro será verificado se a construção segue as especificações pré-definidas e também será discutido e aprovado o planejamento do projeto para os próximos meses.
Em seguida, os presidentes da Telebras, Jorge Bittar; da Visiona, Eduardo Bonini, e da Thales Alenia avaliam e convalidam a decisão da comissão.
Esta é a primeira visita de Jorge Bittar às instalações da Thales Alenia, nas cidades de Toulouse e Cannes, para verificar o estágio da construção do satélite geoestacionário. Ele está acompanhado do diretor Técnico, Paulo Kapp, e do gerente de Satélite da Telebras, Sebastião Nascimento.
Após as reuniões na França, Bittar e Kapp seguem para a China, onde participarão na cidade de Shenzhen, no período de 6 a 9 de outubro, de reuniões com técnicos do governo chinês para estudar parcerias na área de inovação tecnológica entre a Telebras e empresas chinesas. A viagem à China é em atendimento a um convite do governo do país asiático.
Fonte: Telebras
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Equipes da Telebras e Visiona avaliam na França construção do satélite geoestacionário
28 de setembro de 2015
Equipes da Telebras e da Visiona iniciam nesta segunda-feira (28), na França, uma série de reuniões técnicas com especialistas da empresa Thales Alenia Space para analisar o estágio e a evolução da construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Pelo cronograma enviado pela Thales Alenia, a construção do satélite está adiantada em dois meses. O satélite será lançado no final do ano que vem e levará banda larga de alta qualidade a todo o Brasil, complementando a rede terrestre da Telebras, atualmente com 25 mil km e que chega a todas as regiões brasileiras. O satélite servirá para reforçar o programa de banda larga do governo e também as comunicações militares.
Na França, participarão de uma reunião prévia de avaliação das atividades de construção do satélite nos últimos três meses o gerente de Satélite da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto, um representante da Visiona e outro da Thales Alenia. No encontro será verificado se a construção segue as especificações pré-definidas e também será discutido e aprovado o planejamento do projeto para os próximos meses.
Em seguida, os presidentes da Telebras, Jorge Bittar; da Visiona, Eduardo Bonini, e da Thales Alenia avaliam e convalidam a decisão da comissão.
Esta é a primeira visita de Jorge Bittar às instalações da Thales Alenia, nas cidades de Toulouse e Cannes, para verificar o estágio da construção do satélite geoestacionário. Ele está acompanhado do diretor Técnico, Paulo Kapp, e do gerente de Satélite da Telebras, Sebastião Nascimento.
Após as reuniões na França, Bittar e Kapp seguem para a China, onde participarão na cidade de Shenzhen, no período de 6 a 9 de outubro, de reuniões com técnicos do governo chinês para estudar parcerias na área de inovação tecnológica entre a Telebras e empresas chinesas. A viagem à China é em atendimento a um convite do governo do país asiático.
Fonte: Telebras
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sábado, 19 de setembro de 2015
SGDC: treinamento de brasileiros na França
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A empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS), responsável pela construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações e Estratégicas (SGDC), para a Telebras e o Ministério da Defesa, divulgou nos últimos dias um vídeo sobre o programa de treinamento na França de especialistas brasileiros.
Ao longo dos últimos 18 meses, a TAS recebeu cerca de 40 engenheiros brasileiros em suas instalações em Cannes e Toulouse.
Veja o vídeo abaixo:
Veja o vídeo abaixo:
terça-feira, 15 de setembro de 2015
SGDC: R$53 milhões para a indústria nacional
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Edital da Finep de R$ 53 mi prevê capacitação para empresas nacionais
A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançaram nesta terça-feira, 15/9, na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), edital voltado para o setor aeroespacial no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, a chamada pública abre a possibilidade de transferência de tecnologia para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. “É uma iniciativa de alcance estratégico muito importante para o Brasil”, destacou o presidente da Finep, Luis Fernandes. O edital estava previsto no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28/06/2012.
Serão apoiadas propostas para transferência tecnológica nos seguintes tópicos: Subsistema de Propulsão (R$ 11 milhões); Subsistema de Potência e Painéis Solares (R$ 5 milhões); Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces (R$ 2,2 milhões); Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 (R$ 30 milhões); Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono (R$ 4 milhões); Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas (R$ 800 mil).
De acordo com Fernandes, iniciativas como esta já têm sido executadas em outras áreas no País, como na saúde, na produção de medicamentos que são depois adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Este edital é especificamente voltado para a capacitação tecnológica de empresas nacionais. É um esforço para consolidar empresas que podem servir ao programa espacial brasileiro”, disse. Para o ministro Aldo Rebelo, do MCTI, o atual momento de transição e ajuste pelo qual o País passa não é incompatível com a afirmação do interesse científico e tecnológico nacional. “Esse edital reafirma a nossa ousadia tecnológica na construção desse tipo de satélite e na promessa do conhecimento que vamos acumular em um setor sensível da tecnologia”, afirmou.
Satélite Geoestacionário
No fim de 2013, a Visiona Tecnologia Espacial (joint-venture entre a Embraer e a Telebras), a AEB, a Thales Alenia Space e a Ariane Space firmaram contrato para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A iniciativa envolveu os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da Finep - que apoiou o projeto com R$ 240 milhões. Os principais objetivos do satélite, que deve ser concluído em 2016, são ampliar o acesso à banda larga nas regiões remotas do País por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas.
A Thales ficou responsável pelo fornecimento do satélite e a Ariane pelo lançamento do equipamento. Os contratos com os fornecedores também previu a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, sob coordenação da AEB, o que será realizado a partir deste edital. O SGDC está sendo construído na França pela Thales, sob a supervisão da Visiona. “O objetivo é a capacitação de empresas brasileiras, o que se somará ao esforço de construção e operação do satélite geoestacionário. A transferência de tecnologia e a capacitação de empresas nacionais é uma parte do projeto”, destacou Luis Fernandes, ressaltando que o Governo optou por não apenas contratar um serviço, mas por ser parceiro nesse projeto para assimilar e consolidar capacitação tecnológica.
A partir do lançamento do edital, as empresas terão exatamente um mês para submeter as propostas.
O resultado final será divulgado no dia 30 de novembro deste ano. Por ser um edital específico, são esperadas apenas empresas com experiência no setor. Para a seleção, serão levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, equipe dedicada, estrutura física e montagem do plano de trabalho. O presidente da Finep chama atenção também para o fato de o edital disponibilizar os chamados recursos a fundo perdido (sem precisar devolvê-los nem vender participação). “Onde há a inovação mais radical é onde o poder público e as empresas compartilham o riso da inovação via subvenção. Resgatar a operação desse instrumento no Brasil é fundamental como política de promoção da inovação”, concluiu Fernandes.
Fonte: FINEP
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Edital da Finep de R$ 53 mi prevê capacitação para empresas nacionais
A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançaram nesta terça-feira, 15/9, na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), edital voltado para o setor aeroespacial no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, a chamada pública abre a possibilidade de transferência de tecnologia para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. “É uma iniciativa de alcance estratégico muito importante para o Brasil”, destacou o presidente da Finep, Luis Fernandes. O edital estava previsto no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28/06/2012.
Serão apoiadas propostas para transferência tecnológica nos seguintes tópicos: Subsistema de Propulsão (R$ 11 milhões); Subsistema de Potência e Painéis Solares (R$ 5 milhões); Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces (R$ 2,2 milhões); Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 (R$ 30 milhões); Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono (R$ 4 milhões); Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas (R$ 800 mil).
De acordo com Fernandes, iniciativas como esta já têm sido executadas em outras áreas no País, como na saúde, na produção de medicamentos que são depois adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Este edital é especificamente voltado para a capacitação tecnológica de empresas nacionais. É um esforço para consolidar empresas que podem servir ao programa espacial brasileiro”, disse. Para o ministro Aldo Rebelo, do MCTI, o atual momento de transição e ajuste pelo qual o País passa não é incompatível com a afirmação do interesse científico e tecnológico nacional. “Esse edital reafirma a nossa ousadia tecnológica na construção desse tipo de satélite e na promessa do conhecimento que vamos acumular em um setor sensível da tecnologia”, afirmou.
Satélite Geoestacionário
No fim de 2013, a Visiona Tecnologia Espacial (joint-venture entre a Embraer e a Telebras), a AEB, a Thales Alenia Space e a Ariane Space firmaram contrato para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A iniciativa envolveu os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da Finep - que apoiou o projeto com R$ 240 milhões. Os principais objetivos do satélite, que deve ser concluído em 2016, são ampliar o acesso à banda larga nas regiões remotas do País por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas.
A Thales ficou responsável pelo fornecimento do satélite e a Ariane pelo lançamento do equipamento. Os contratos com os fornecedores também previu a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, sob coordenação da AEB, o que será realizado a partir deste edital. O SGDC está sendo construído na França pela Thales, sob a supervisão da Visiona. “O objetivo é a capacitação de empresas brasileiras, o que se somará ao esforço de construção e operação do satélite geoestacionário. A transferência de tecnologia e a capacitação de empresas nacionais é uma parte do projeto”, destacou Luis Fernandes, ressaltando que o Governo optou por não apenas contratar um serviço, mas por ser parceiro nesse projeto para assimilar e consolidar capacitação tecnológica.
A partir do lançamento do edital, as empresas terão exatamente um mês para submeter as propostas.
O resultado final será divulgado no dia 30 de novembro deste ano. Por ser um edital específico, são esperadas apenas empresas com experiência no setor. Para a seleção, serão levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, equipe dedicada, estrutura física e montagem do plano de trabalho. O presidente da Finep chama atenção também para o fato de o edital disponibilizar os chamados recursos a fundo perdido (sem precisar devolvê-los nem vender participação). “Onde há a inovação mais radical é onde o poder público e as empresas compartilham o riso da inovação via subvenção. Resgatar a operação desse instrumento no Brasil é fundamental como política de promoção da inovação”, concluiu Fernandes.
Fonte: FINEP
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quarta-feira, 15 de julho de 2015
Star One C4 em órbita!
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O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.
O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.
Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
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O satélite Star One C4, da Embratel Star One, foi lançado com sucesso no final da tarde de hoje (16), a bordo de um foguete Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Esta foi a 66ª missão consecutiva bem sucedida do europeu Ariane 5, e a terceira este ano.
O sucesso marca os trinta anos de colaboração da Embratel com a operadora Arianespace, que já colocou dez satélites em órbita da companhia brasileira. O 11º satélite, o Star One D1, também deverá voar a bordo de um Ariane 5 em 2016. A Arianespace também foi contratada pela Visiona Tecnologia Espacial para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), programada para o final do ano que vem.
Segundo informações da operadora brasileira, o Star One C4, construído pela SSL, do grupo canadense MDA, integrará a terceira geração de satélites da Embratel (denominada série C), juntamente com os satélites C1, C2, C12 e C3. Operará exclusivamente a Banda Ku, assegurando a expansão dos serviços de DTH (Direct to Home) da Claro hdtv no Brasil e das demais operadoras do Grupo América Móvil nas Américas do Sul e Central.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
SGDC: militares em visita à Europa
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Brasil treina militares do SGDC na Europa
12 de julho de 2015
Militares que compõem o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), sediado em Brasília (DF), conheceram centros de monitoramento de satélites europeus. Os onze militares das Forças Armadas estiveram na França e na Itália entre os dias 30 de junho e 03 de julho para um intercâmbio de informações técnicas. O objetivo foi estudar a experiência de outros países para estabelecer o modelo brasileiro de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) a ser lançado em 2016.
“Estamos conhecendo as estações de monitoramento com realidades próximas das nossas necessidades”, explicou o comandante do NUCOPE-P, coronel Hélcio Vieira Junior. O SGDC atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga, gerenciado pela Telebras, e a comunicações estratégicas do Ministério da Defesa.
Na França, o grupo esteve no Comando Conjunto Espacial Francês, que gerencia os sistemas espaciais franceses, dentre os quais satélites óticos, um dos equipamentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), coordenado pelo Comando da Aeronáutica. O grupo também conheceu o Centro Militar de Observação Espacial, responsável pelos satélites de observação da terra, e o Conselho Internacional de Defesa, organização responsável por treinamentos para o Ministério de Defesa Francês. Na Itália, o roteiro incluiu centros espaciais e o órgão responsável pelos projetos na área.
O Centro Espacial de Fucino (Centro Spaziale “Piero Fanti” del Fucino) é o maior centro de operações espaciais multimissão do mundo, e de lá se controla a constelação Galileu (sistema europeu similar ao GPS americano de órbita média), o TLC/TV (satélites geoestacionários para difusão de comunicações estratégicas na Itália a cabo/satélite) e satélites científicos de órbita baixa. O grupo também esteve no Centro Espacial da Agência Espacial Italiana Giuseppe Colombo, responsável pela operação dos satélites de comunicação estratégicas do Sistema Italiano de Comunicações Reservadas e Alarme.
De acordo com o comandante do NUCOPE-P, este é o centro que mais se aproxima da operação inicial do monitoramento do SGDC. “Observamos a quantidade de pessoal militar utilizado em cada função. Lá também foi possível ver como eles fazem o Conhecimento da Situação no Espaço (SSA – Space Situation Awareness) utilizando as informações fornecidas pela Força Aérea Norte-Americana e por um telescópio de propriedade deles”, detalhou.
Os militares brasileiros ainda conheceram a “Projetos Especiais Italianos”, organização de estudos estratégicos e projetos espaciais que presta serviços ao Ministério de Defesa Italiano. “Fomos apresentados a várias possibilidades de parcerias na área espacial”, finaliza. Além dos centros europeus, o grupo já conheceu os métodos de trabalho de centros de monitoramento nos Estados Unidos, no Canadá e no Chile.
Fonte: Tecnologia & Defesa, com informações da Agência Força Aérea.
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Brasil treina militares do SGDC na Europa
12 de julho de 2015
Militares que compõem o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), sediado em Brasília (DF), conheceram centros de monitoramento de satélites europeus. Os onze militares das Forças Armadas estiveram na França e na Itália entre os dias 30 de junho e 03 de julho para um intercâmbio de informações técnicas. O objetivo foi estudar a experiência de outros países para estabelecer o modelo brasileiro de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) a ser lançado em 2016.
“Estamos conhecendo as estações de monitoramento com realidades próximas das nossas necessidades”, explicou o comandante do NUCOPE-P, coronel Hélcio Vieira Junior. O SGDC atenderá ao Plano Nacional de Banda Larga, gerenciado pela Telebras, e a comunicações estratégicas do Ministério da Defesa.
Na França, o grupo esteve no Comando Conjunto Espacial Francês, que gerencia os sistemas espaciais franceses, dentre os quais satélites óticos, um dos equipamentos previstos no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), coordenado pelo Comando da Aeronáutica. O grupo também conheceu o Centro Militar de Observação Espacial, responsável pelos satélites de observação da terra, e o Conselho Internacional de Defesa, organização responsável por treinamentos para o Ministério de Defesa Francês. Na Itália, o roteiro incluiu centros espaciais e o órgão responsável pelos projetos na área.
O Centro Espacial de Fucino (Centro Spaziale “Piero Fanti” del Fucino) é o maior centro de operações espaciais multimissão do mundo, e de lá se controla a constelação Galileu (sistema europeu similar ao GPS americano de órbita média), o TLC/TV (satélites geoestacionários para difusão de comunicações estratégicas na Itália a cabo/satélite) e satélites científicos de órbita baixa. O grupo também esteve no Centro Espacial da Agência Espacial Italiana Giuseppe Colombo, responsável pela operação dos satélites de comunicação estratégicas do Sistema Italiano de Comunicações Reservadas e Alarme.
De acordo com o comandante do NUCOPE-P, este é o centro que mais se aproxima da operação inicial do monitoramento do SGDC. “Observamos a quantidade de pessoal militar utilizado em cada função. Lá também foi possível ver como eles fazem o Conhecimento da Situação no Espaço (SSA – Space Situation Awareness) utilizando as informações fornecidas pela Força Aérea Norte-Americana e por um telescópio de propriedade deles”, detalhou.
Os militares brasileiros ainda conheceram a “Projetos Especiais Italianos”, organização de estudos estratégicos e projetos espaciais que presta serviços ao Ministério de Defesa Italiano. “Fomos apresentados a várias possibilidades de parcerias na área espacial”, finaliza. Além dos centros europeus, o grupo já conheceu os métodos de trabalho de centros de monitoramento nos Estados Unidos, no Canadá e no Chile.
Fonte: Tecnologia & Defesa, com informações da Agência Força Aérea.
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
Telebras garante: lançamento do SGDC em 2016
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Presidente da Telebras garante lançamento do SGDC para 2016
Brasília, 08 de julho de 2015 – Conhecendo as dificuldades para levar a banda larga para todo o Brasil em consequência da dimensão continental do país o governo deposita grande expectativa no Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SDGC-1).
Com ele, será possível transmitir banda larga para todo o território a uma velocidade de 60 Gigabytes por segundo (Gbps), mesmo que com um custo superior ao da fornecida pela fibra óptica.
A intenção é que o satélite seja lançado no segundo trimestre de 2016, com projeção de entrada em funcionamento e início do fornecimento de banda larga e de comunicações estratégicas de defesa no primeiro trimestre de 2017. O prazo de funcionamento do SGDC-1 é de 15 anos.
O investimento para a conclusão do projeto é avaliado em R$ 2,2 bilhões. Num momento em que se atravessa uma crise econômica, o projeto poderia ser ameaçado de sofrer cortes em função do ajuste das contas do governo. No entanto, o presidente da Telebras, Jorge Bittar, garantiu que os investimentos voltados para a infraestrutura de banda larga não perderão verbas.
Além do satélite geoestacionário, estão inclusos a construção de vias de cabos submarinos para a Europa e para os Estados Unidos, além do programa Banda Larga para Todos.
“Os recursos para o satélite estão absolutamente mantidos. Os investimentos para aumentar a capilaridade das nossas redes de fibras ópticas, tais como previstos, também estão assegurados, assim como a verba para os cabos submarinos. Sinceramente, apesar de vivermos um período de grandes restrições fiscais, registro que a banda larga é prioridade de governo e não sofreu corte”, garantiu Bittar em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, nesta terça-feira (7).
Fonte: Agência Gestão CT&I.
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Presidente da Telebras garante lançamento do SGDC para 2016
Brasília, 08 de julho de 2015 – Conhecendo as dificuldades para levar a banda larga para todo o Brasil em consequência da dimensão continental do país o governo deposita grande expectativa no Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SDGC-1).
Com ele, será possível transmitir banda larga para todo o território a uma velocidade de 60 Gigabytes por segundo (Gbps), mesmo que com um custo superior ao da fornecida pela fibra óptica.
A intenção é que o satélite seja lançado no segundo trimestre de 2016, com projeção de entrada em funcionamento e início do fornecimento de banda larga e de comunicações estratégicas de defesa no primeiro trimestre de 2017. O prazo de funcionamento do SGDC-1 é de 15 anos.
O investimento para a conclusão do projeto é avaliado em R$ 2,2 bilhões. Num momento em que se atravessa uma crise econômica, o projeto poderia ser ameaçado de sofrer cortes em função do ajuste das contas do governo. No entanto, o presidente da Telebras, Jorge Bittar, garantiu que os investimentos voltados para a infraestrutura de banda larga não perderão verbas.
Além do satélite geoestacionário, estão inclusos a construção de vias de cabos submarinos para a Europa e para os Estados Unidos, além do programa Banda Larga para Todos.
“Os recursos para o satélite estão absolutamente mantidos. Os investimentos para aumentar a capilaridade das nossas redes de fibras ópticas, tais como previstos, também estão assegurados, assim como a verba para os cabos submarinos. Sinceramente, apesar de vivermos um período de grandes restrições fiscais, registro que a banda larga é prioridade de governo e não sofreu corte”, garantiu Bittar em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, nesta terça-feira (7).
Fonte: Agência Gestão CT&I.
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segunda-feira, 6 de julho de 2015
Entrevista com Eduardo Bonini, presidente da Visiona Tecnologia Espacial
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Uma empresa brasileira para integração de sistemas espaciais
O presidente da Visiona fala à T&D
Criada em 28 de maio de 2012, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, nasceu com o propósito de atuar como integradora nacional (prime contractor) de sistemas espaciais, em linha com os preceitos do PNAE 2012-2021.
O SGDC, para o qual foi contratada pelo Governo Federal, em dezembro de 2013, é seu grande projeto, muito embora a companhia tenha outras ações e pretensões já bem definidas. Além de satélites de comunicações, se propõe a exercer o papel de prime contractor em futuras missões de satélites do PNAE e do PESE, e o SCD-Hidro, projetos que necessariamente devem envolver um maior envolvimento industrial nacional.
A Visiona tem analisado iniciativas no campo de tecnologias críticas para o setor espacial, como sistemas de controle de atitude e órbita. Em audiência no Senado Federal, em novembro de 2014, seu presidente, Eduardo Bonini, falou sobre a intenção em desenvolver algo nesse segmento. “Nós estamos analisando a possibilidade de começar um desenvolvimento sobre esse software, que é um sistema altamente preciso; consiste na manutenção de órbita e controle de posição de movimento do satélite, uma tecnologia que não é dominada pelo Brasil e é a tecnologia central para controle do satélite e integração dos sistemas”, afirmou.
Em maio último, Bonini concedeu a seguinte entrevista à revista:
Tecnologia & Defesa - A Visiona surgiu com o principal propósito de atuar como integradora em missões do Programa Espacial Brasileiro. Neste cenário, são consideradas possibilidades de aquisições de empresas como forma de consolidar este setor industrial no País?
Eduardo Bonini - A Visiona, antes de iniciar qualquer aquisição de empresas, pretende que, com novos projetos e contratos, possa fortalecer a cadeia de fornecedores locais já existentes, inclusive ajudar esses fornecedores a serem capacitados e incluídos na rede de fornecedores internacionais de componentes e subsistemas espaciais. No futuro, seriam identificados os processos industriais de maior sinergia com as atividades da empresa, que poderiam ser desenvolvidos na Visiona de forma orgânica ou por meio de aquisições.
Tecnologia & Defesa - O senhor poderia falar um pouco sobre o status do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tanto do segmento espacial quanto do terrestre?
Eduardo Bonini - O desenvolvimento do satélite vem acontecendo exatamente dentro do prazo planejado no início do programa, estando hoje algumas semanas adiantado em relação à programação original, mantendo a meta do lançamento para o início da janela programada, que é setembro de 2016.
Esta janela está relacionada ao serviço contratado junto ao fabricante do lançador do satélite, que pode ter uma variação de seis meses. Estamos trabalhando de forma coordenada entre a fabricação do satélite e a disponibilidade do lançador, para lançamento no início dessa janela. O processo de colocação do seguro de lançamento no mercado está concluído, inclusive com a participação de seguradoras e resseguradoras nacionais, e a contratação da apólice agora depende de decisão final da Telebras.
Os equipamentos que comporão os Centros de Controle do satélite estão prontos para serem embarcados para o Brasil, aguardando a disponibilização pela Telebras das salas técnicas onde deverão ser instalados. A contratação dos gateways e terminais de usuário está sendo conduzida pela Telebras dentro das suas capacidades técnicas e orçamentárias.
T&D - Quais são as perspectivas para a contratação de um segundo satélite de comunicações? A Visiona já mantém conversações com o governo neste sentido?
Eduardo Bonini - Esta é uma decisão única e exclusiva de nosso cliente, que deverá avaliar a necessidade ou não de um satélite adicional, baseado na demanda e nas capacidades deste primeiro satélite.
T&D - Em abril deste ano, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, falou sobre o interesse da empresa em atuar no campo de lançadores, tendo citado, inclusive, o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), contando com a participação da Agência Espacial da Alemanha (DLR). O senhor poderia comentar a respeito?
Eduardo Bonini - Este assunto diz respeito à Embraer Defesa e Segurança, sem o envolvimento da Visiona.
T&D - Sabe-se que, além do SGDC, a Visiona está atenta a outras oportunidades mais imediatas na área como o projeto do SCD-HIDRO, e tecnologias de controle de satélites. Isso foi, aliás, citado pelo senhor em audiência pública no Senado Federal em novembro de 2014. Como estão tais iniciativas e quais são as suas expectativas?
Eduardo Bonini - A Visiona está e estará sempre atenta tanto a novas oportunidades para realização de novos negócios, como para a necessidade de desenvolvimento de tecnologias que ainda não sejam dominadas pelo País. Aguardamos, com todo interesse, que apareçam novas oportunidades onde nossa empresa possa contribuir para o desenvolvimento e entrega das necessidades satelitais demandadas pelo governo brasileiro. Nossa expectativa é que estes projetos sejam lançados o quanto antes, ainda neste ano de 2015.
Quanto à capacitação em tecnologias críticas, a Visiona iniciou o projeto de desenvolvimento de um sistema de controle de atitude para satélites de órbita baixa. Esse projeto permitirá um elevado grau de autonomia nacional nas futuras missões de satélite tanto para aplicações civis quanto de defesa.
T&D - O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), da Agência Espacial Brasileira (AEB), lista uma série de missões futuras de satélites, como o SGDC, em desenvolvimento; observação terrestre - incluindo tecnologia radar; meteorologia; entre outras. Como isso se inclui no planejamento da Visiona e, após o SGDC, quais serão os próximos passos no âmbito do PNAE?
Eduardo Bonini - O PNAE é um programa muito bem elaborado pela AEB e apresenta detalhes que ajudam as empresas a se prepararem para atender a essas futuras necessidades, através de seu desenvolvimento e capacitação. Assim como todas as empresas do setor, estamos nos preparando para esses projetos e aguardamos que o programa possa ser implantado da maneira mais rápida possível, entendendo a situação pela qual o País passa em relação ao ajuste fiscal.
T&D - O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, é outra oportunidade que tem atraído atenções e gerado movimentações, apesar das questões orçamentárias que acabaram por atrasar a sua implementação. Qual é a visão e a estratégia da Visiona em relação ao assunto?
Eduardo Bonini - A estratégia é a mesma descrita em relação ao PNAE. Inclusive, para o PESE, parte das soluções que estão sendo estudadas para aplicações de plataformas satelitais, poderiam ter uso dual, tanto civil como militar, para diversos tipos de tecnologia, tais como ótico, radar, comunicação tática, etc. Estamos olhando para os dois planos de forma integrada, buscando soluções que possam ser aplicadas de forma conjunta, o que minimizará custos e potencializará o envolvimento da base industrial local.
T&D - O uso crescente de nanossatélites, como cubesats, é uma tendência mundial, havendo vários projetos sendo desenvolvidos no Brasil, com alguns já implementados com sucesso. A Visiona tem considerado esta tecnologia em seus planos e elaboração de propostas para o atendimento de demandas locais?
Eduardo Bonini - Temos acompanhado a evolução da tecnologia e concordamos que a tendência de redução do tamanho e custo dos satélites é um fato inexorável. Especificamente em relação aos nanossatélites, temos estudado o assunto em parceria com outras empresas e vemos que, de forma geral, ainda há poucas aplicações maduras para os nanossatélites, não só por limitações do “estado-da-arte” da tecnologia, mas principalmente por restrições físicas decorrentes do tamanho, vida esperada e capacidade de geração de energia destes satélites. Certamente existem nichos em que este conceito pode ser aplicado, mas acreditamos que as necessidades brasileiras requerem satélites de porte um pouco maior.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa nº 141, junho de 2015.
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Uma empresa brasileira para integração de sistemas espaciais
O presidente da Visiona fala à T&D
Criada em 28 de maio de 2012, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, nasceu com o propósito de atuar como integradora nacional (prime contractor) de sistemas espaciais, em linha com os preceitos do PNAE 2012-2021.
O SGDC, para o qual foi contratada pelo Governo Federal, em dezembro de 2013, é seu grande projeto, muito embora a companhia tenha outras ações e pretensões já bem definidas. Além de satélites de comunicações, se propõe a exercer o papel de prime contractor em futuras missões de satélites do PNAE e do PESE, e o SCD-Hidro, projetos que necessariamente devem envolver um maior envolvimento industrial nacional.
A Visiona tem analisado iniciativas no campo de tecnologias críticas para o setor espacial, como sistemas de controle de atitude e órbita. Em audiência no Senado Federal, em novembro de 2014, seu presidente, Eduardo Bonini, falou sobre a intenção em desenvolver algo nesse segmento. “Nós estamos analisando a possibilidade de começar um desenvolvimento sobre esse software, que é um sistema altamente preciso; consiste na manutenção de órbita e controle de posição de movimento do satélite, uma tecnologia que não é dominada pelo Brasil e é a tecnologia central para controle do satélite e integração dos sistemas”, afirmou.
Em maio último, Bonini concedeu a seguinte entrevista à revista:
Tecnologia & Defesa - A Visiona surgiu com o principal propósito de atuar como integradora em missões do Programa Espacial Brasileiro. Neste cenário, são consideradas possibilidades de aquisições de empresas como forma de consolidar este setor industrial no País?
Eduardo Bonini - A Visiona, antes de iniciar qualquer aquisição de empresas, pretende que, com novos projetos e contratos, possa fortalecer a cadeia de fornecedores locais já existentes, inclusive ajudar esses fornecedores a serem capacitados e incluídos na rede de fornecedores internacionais de componentes e subsistemas espaciais. No futuro, seriam identificados os processos industriais de maior sinergia com as atividades da empresa, que poderiam ser desenvolvidos na Visiona de forma orgânica ou por meio de aquisições.
Tecnologia & Defesa - O senhor poderia falar um pouco sobre o status do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tanto do segmento espacial quanto do terrestre?
Eduardo Bonini - O desenvolvimento do satélite vem acontecendo exatamente dentro do prazo planejado no início do programa, estando hoje algumas semanas adiantado em relação à programação original, mantendo a meta do lançamento para o início da janela programada, que é setembro de 2016.
Esta janela está relacionada ao serviço contratado junto ao fabricante do lançador do satélite, que pode ter uma variação de seis meses. Estamos trabalhando de forma coordenada entre a fabricação do satélite e a disponibilidade do lançador, para lançamento no início dessa janela. O processo de colocação do seguro de lançamento no mercado está concluído, inclusive com a participação de seguradoras e resseguradoras nacionais, e a contratação da apólice agora depende de decisão final da Telebras.
Os equipamentos que comporão os Centros de Controle do satélite estão prontos para serem embarcados para o Brasil, aguardando a disponibilização pela Telebras das salas técnicas onde deverão ser instalados. A contratação dos gateways e terminais de usuário está sendo conduzida pela Telebras dentro das suas capacidades técnicas e orçamentárias.
T&D - Quais são as perspectivas para a contratação de um segundo satélite de comunicações? A Visiona já mantém conversações com o governo neste sentido?
Eduardo Bonini - Esta é uma decisão única e exclusiva de nosso cliente, que deverá avaliar a necessidade ou não de um satélite adicional, baseado na demanda e nas capacidades deste primeiro satélite.
T&D - Em abril deste ano, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, falou sobre o interesse da empresa em atuar no campo de lançadores, tendo citado, inclusive, o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), contando com a participação da Agência Espacial da Alemanha (DLR). O senhor poderia comentar a respeito?
Eduardo Bonini - Este assunto diz respeito à Embraer Defesa e Segurança, sem o envolvimento da Visiona.
T&D - Sabe-se que, além do SGDC, a Visiona está atenta a outras oportunidades mais imediatas na área como o projeto do SCD-HIDRO, e tecnologias de controle de satélites. Isso foi, aliás, citado pelo senhor em audiência pública no Senado Federal em novembro de 2014. Como estão tais iniciativas e quais são as suas expectativas?
Eduardo Bonini - A Visiona está e estará sempre atenta tanto a novas oportunidades para realização de novos negócios, como para a necessidade de desenvolvimento de tecnologias que ainda não sejam dominadas pelo País. Aguardamos, com todo interesse, que apareçam novas oportunidades onde nossa empresa possa contribuir para o desenvolvimento e entrega das necessidades satelitais demandadas pelo governo brasileiro. Nossa expectativa é que estes projetos sejam lançados o quanto antes, ainda neste ano de 2015.
Quanto à capacitação em tecnologias críticas, a Visiona iniciou o projeto de desenvolvimento de um sistema de controle de atitude para satélites de órbita baixa. Esse projeto permitirá um elevado grau de autonomia nacional nas futuras missões de satélite tanto para aplicações civis quanto de defesa.
T&D - O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), da Agência Espacial Brasileira (AEB), lista uma série de missões futuras de satélites, como o SGDC, em desenvolvimento; observação terrestre - incluindo tecnologia radar; meteorologia; entre outras. Como isso se inclui no planejamento da Visiona e, após o SGDC, quais serão os próximos passos no âmbito do PNAE?
Eduardo Bonini - O PNAE é um programa muito bem elaborado pela AEB e apresenta detalhes que ajudam as empresas a se prepararem para atender a essas futuras necessidades, através de seu desenvolvimento e capacitação. Assim como todas as empresas do setor, estamos nos preparando para esses projetos e aguardamos que o programa possa ser implantado da maneira mais rápida possível, entendendo a situação pela qual o País passa em relação ao ajuste fiscal.
T&D - O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, é outra oportunidade que tem atraído atenções e gerado movimentações, apesar das questões orçamentárias que acabaram por atrasar a sua implementação. Qual é a visão e a estratégia da Visiona em relação ao assunto?
Eduardo Bonini - A estratégia é a mesma descrita em relação ao PNAE. Inclusive, para o PESE, parte das soluções que estão sendo estudadas para aplicações de plataformas satelitais, poderiam ter uso dual, tanto civil como militar, para diversos tipos de tecnologia, tais como ótico, radar, comunicação tática, etc. Estamos olhando para os dois planos de forma integrada, buscando soluções que possam ser aplicadas de forma conjunta, o que minimizará custos e potencializará o envolvimento da base industrial local.
T&D - O uso crescente de nanossatélites, como cubesats, é uma tendência mundial, havendo vários projetos sendo desenvolvidos no Brasil, com alguns já implementados com sucesso. A Visiona tem considerado esta tecnologia em seus planos e elaboração de propostas para o atendimento de demandas locais?
Eduardo Bonini - Temos acompanhado a evolução da tecnologia e concordamos que a tendência de redução do tamanho e custo dos satélites é um fato inexorável. Especificamente em relação aos nanossatélites, temos estudado o assunto em parceria com outras empresas e vemos que, de forma geral, ainda há poucas aplicações maduras para os nanossatélites, não só por limitações do “estado-da-arte” da tecnologia, mas principalmente por restrições físicas decorrentes do tamanho, vida esperada e capacidade de geração de energia destes satélites. Certamente existem nichos em que este conceito pode ser aplicado, mas acreditamos que as necessidades brasileiras requerem satélites de porte um pouco maior.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa nº 141, junho de 2015.
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terça-feira, 26 de maio de 2015
Orçamento do MCTI: corte de 25%; SGDC preservado
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Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25%
Brasília, 25 de maio de 2015 – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal.
Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Os cortes poderiam ter sido ainda maiores, caso o ministro Aldo Rebelo não tivesse convencido a presidente Dilma Rousseff a incluir o Reator Multipropositório Brasileiro (RBM) e o Projeto Sirius dentro das atribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda que sejam considerados prioritários pelo MCTI, a dotação orçamentária para os projetos não é garantido, uma vez que os empenhos individuais ainda não foram divulgados pelo governo e as empreitadas podem não receber recursos neste ano.
Outras pastas ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) também sofreram com o corte. O Ministério da Defesa, por exemplo, perdeu pouco menos de 25% dos recursos, saiu de R$ 22,645 bilhões para R$ 17,028 bilhões.
Já o Ministério das Comunicações (MiniCom) teve uma perda de 23% do R$ 1,371 bilhão a que teria direito neste ano. Agora, o valor é de R$ 1,054 bilhão. Ainda assim, a promessa do governo é de manter os investimentos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O valor do limite na área de Comunicações, mesmo com esse contingenciamento, é acima do valor total pago no ano anterior. Com isso, está preservado o programa de satélite, e está preservado o lançamento, ou ampliação, do Plano Nacional de Banda Larga já a partir do segundo semestre”, garantiu o ministro Barbosa.
Ainda segundo ele, o corte de recursos ocorreu em todas as pastas e de forma seletiva, para assegurar verba aos programas sociais e ações prioritárias para o governo. “Esse contingenciamento não foi linear, porque não foi igual em todos os ministérios. Tivemos o cuidado de preservar os principais programas. Especificamente no cronograma de investimentos, serão preservados os projetos estruturantes, e também os que já estão em fase de conclusão, com 70% das obras prontas”, informou.
Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
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Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25%
Brasília, 25 de maio de 2015 – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal.
Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Os cortes poderiam ter sido ainda maiores, caso o ministro Aldo Rebelo não tivesse convencido a presidente Dilma Rousseff a incluir o Reator Multipropositório Brasileiro (RBM) e o Projeto Sirius dentro das atribuições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda que sejam considerados prioritários pelo MCTI, a dotação orçamentária para os projetos não é garantido, uma vez que os empenhos individuais ainda não foram divulgados pelo governo e as empreitadas podem não receber recursos neste ano.
Outras pastas ligadas ao setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) também sofreram com o corte. O Ministério da Defesa, por exemplo, perdeu pouco menos de 25% dos recursos, saiu de R$ 22,645 bilhões para R$ 17,028 bilhões.
Já o Ministério das Comunicações (MiniCom) teve uma perda de 23% do R$ 1,371 bilhão a que teria direito neste ano. Agora, o valor é de R$ 1,054 bilhão. Ainda assim, a promessa do governo é de manter os investimentos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
“O valor do limite na área de Comunicações, mesmo com esse contingenciamento, é acima do valor total pago no ano anterior. Com isso, está preservado o programa de satélite, e está preservado o lançamento, ou ampliação, do Plano Nacional de Banda Larga já a partir do segundo semestre”, garantiu o ministro Barbosa.
Ainda segundo ele, o corte de recursos ocorreu em todas as pastas e de forma seletiva, para assegurar verba aos programas sociais e ações prioritárias para o governo. “Esse contingenciamento não foi linear, porque não foi igual em todos os ministérios. Tivemos o cuidado de preservar os principais programas. Especificamente no cronograma de investimentos, serão preservados os projetos estruturantes, e também os que já estão em fase de conclusão, com 70% das obras prontas”, informou.
Fonte: Agência Gestão CT&I, via AEB.
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
SGDC: Senado aprova MP prevendo recursos
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Comissão do Senado aprova recurso para o SGDC
Brasília, 19 de maio de 2015 – O recurso para a aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi garantido pelo Senado Federal, com a aprovação a semana passada da Medida Provisória (MP) 662 na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
A matéria permite conceder crédito superior a R$ 404 milhões para a aquisição do equipamento, agora previsto para ser lançado em dezembro de 2016.
O satélite integra o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende expandir o serviço em todo o território nacional, além de ser útil também para as demandas militares. A expectativa é que o satélite atenda principalmente a região Norte, carente de infraestrutura terrestre para a implantação das fibras ópticas de banda larga fixa.
Apesar de alguns parlamentares terem criticado o uso de uma medida provisória para matérias orçamentárias, ao invés de em situações de urgência ou calamidade pública, o governo federal alegou que com os atrasos nos pagamentos do contrato com o consórcio Arianespace, havia o risco de perder a data de lançamento e até a posição do espaço sobre o Brasil.
Fonte: Agência Senado, via AEB.
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
Visita de Jaques Wagner à Thales Alenia Space
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Ministro da Defesa visita satélite brasileiro em
construção pela Thales
São Paulo, 14 de maio de 2015 – Uma
delegação brasileira liderada pelo Ministro da Defesa, Jacques Wagner, visitou
as instalações da Thales Alenia Space em Cannes, sul da França, no dia 11 de
maio, onde o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) está
sendo construído, com o apoio do Governo francês por meio da Direction Générale
de l’Armement (DGA). Wagner e CEO da Visiona, Eduardo Bonini, foram recebidos
pelo CEO da Thales Alenia Space, Jean-Loïc Galle, e pelo Vice-Presidente da
Thales na América Latina, Ruben Lazo.
“A Thales visa consolidar parcerias locais,
intercambiar competências e transferir tecnologia de vanguarda na América
Latina, onde estamos presentes há 50 anos. A Thales já tem uma profunda atuação
no mercado espacial brasileiro e uma parceria sólida com a Agência Espacial
Brasileira. Um dos 5 maiores contratos do Grupo em 2013, o SGDC é uma grande
conquista e vem coroar a participação ativa da Thales na expansão da indústria
espacial da América Latina”, garante Lazo.
Uma viagem pelas salas limpas
Jacques Wagner visitou as salas limpas (clean rooms),
declarando-se impressionado pela expertise da Thales Alenia Space na produção
de satélites de comunicação e know-how em ambos radar e satélite de observação
em resolução muito alta, além da altimetria, campo em que a empresa é líder
mundial. Esta tecnologia dá velocidade de perfil do som versus profundidade das
ondas acústicas no ambiente marinho e, desta forma, permite obter informação
sobre a propagação das ondas muito útil para a detecção de alvos submarinos.
Para um país como o Brasil, que está ingressando na família global de
submarinos nucleares, altimetria é uma solução chave.
A delegação conheceu uma ampla gama de satélites entre
eles dois Sentinel em nome da Agência Espacial Europeia, o ExoMars TGO dedicado
à missão de 2016, o satélite de oceanografia operacional Jason-3, além do
satélite de comunicação Eutelsat 8WB. O grupo visitou também o Centro de
Controle Operacional que vai gerenciar todas as operações em órbita logo após
lançamento do SGDC, previsto para setembro de 2016.
Wagner cumprimentou os 31 engenheiros brasileiros que
estão sendo treinados localmente pela Thales Alenia Space dentro do escopo do
plano de transferência de tecnologia que integra o contrato do SGDC. O ministro
mostrou destacou a importância desta missão para o Brasil, que vai se
beneficiar desta experiência para expandir a sua própria indústria espacial nos
próximos anos.
Thales e Brasil: uma relação ganha-ganha
Em 2013, a Thales Alenia Space firmou o contrato do SGDC
com a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás). Um memorando de
entendimento (MoU) também foi assinado com a Agência Espacial Brasileira (AEB)
no que diz respeito às transferências de tecnologia, um primeiro passo
fundamental na parceria ambiciosa entre Thales, AEB e a indústria espacial
brasileira.
Ações concretas
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Um
contrato tripartite assinado entre Thales Alenia Space, AEB e empresas
brasileiras para implementar rapidamente contratos baseados em transferência de
tecnologia.
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Um
acordo de “transferência de conhecimento”, na forma de uma “Academia Espacial”,
abrangendo as seguintes ações:
- Apoio a universidades brasileiras
para estabelecer programas de mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais
- Criação de uma cadeira espacial no
Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
- Financiamento de teses de
doutorado em casos especiais
- Estudos conjuntos entre a Thales
Alenia Space e laboratórios brasileiros
- 40 engenheiros brasileiros
treinados na Thales Alenia Space, dentro do escopo do plano de transferência de
tecnologia que integra o contrato do SGDC
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Em
março de 2015, a Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram um Centro
Tecnológico Espacial no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O centro vai
inicialmente apoiar o desenvolvimento de parcerias tecnológicas com empresas
locais do setor.
Fonte: Thales Alenia Space
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Ampliação das instalações do LIT/INPE
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INPE amplia instalações
para testar satélite de grande porte
Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
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O Laboratório de Integração e Testes (LIT) de satélites do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) será expandido em cerca da metade de sua
área útil atual, para atender às necessidades do Programa Espacial Brasileiro.
Os atuais 22 mil m2 de instalações ganharão outros 14 mil m2,
por meio de projeto apoiado pela FUNCATE e financiado pela FINEP. A principal
demanda é o desenvolvimento dos futuros satélites do programa Satélite
Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC).
A ampliação do LIT/INPE permitirá a integração e testes de satélites com
até seis toneladas e setemetros de altura (satélites geoestacionários
meteorológicos ou de telecomunicações, satélites radar etc). Atualmente, a
capacidade do Laboratório é limitada a satélites de até duas toneladas e quatro
metros de altura (por exemplo, os satélites da família CBERS, desenvolvidos
pelo Brasil em cooperação com a China).
Concluída a ampliação, o LIT/INPE poderá integrar e testar até quatro
satélites de diferentes classes, simultaneamente.
O convênio assinado com a FINEP, no valor de R$ 45 milhões, contempla a
fase de contratação de consultorias especializadas para definição da
configuração e dos equipamentos de testes a serem implantados, a contratação do
projeto executivo civil e de utilidades da ampliação, bem como a contratação da
construção de parte das suas novas instalações, incluindo suas utilidades
(elétrica, hidráulica, condicionamento de ar etc).
Em 2014, foi realizado o processo licitatório para contratação da
empresa responsável pelo projeto de arquitetura, civil e de utilidades da
ampliação. O detalhamento do projeto, em andamento, inclui as etapas de projeto
preliminar, conceitual, básico e executivo. Uma vez concluída essa etapa, será
possível iniciar o processo de contratação da execução das obras.
Além de possibilitar a integração e testes dos satélites do programa
SGDC e de outros satélites de grande porte, as novas áreas, em conjunto com as
instalações existentes, possibilitarão a melhoria no atendimento a demandas dos
setores de telecomunicações (testes e qualificação de antenas de grande porte)
e outros setores industriais (eletroeletrônicos, automobilístico, informática,
hospitalar etc.).
(Concepção sobre as instalações do LIT após a ampliação)
Fonte: INPE
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
Visiona: entrevista para a Via Satellite
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Dica
recebida pelo leitor Felipe Dias. Eduardo Bonini, presidente da Visiona Tecnologia Espacial deu uma entrevista no meio deste mês para a publicação
norte-americana Via Satellite. São citadas varias informações interessantes
sobre o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), as estratégias
buscadas pela Visiona, a indústria espacial brasileira, entre outras. Leitura recomendável.
“As duas
empresas [Visiona e Thales] estão tendo um relacionamento muito forte. Eu posso
afirmar que nós estamos surpresos sobre o quão aberta esta empresa é para a
Visiona, incluindo um programa para absorção técnica. Nós temos um time de
engenharia com 10 pessoas trabalhando lado a lado com engenheiros do grupo
Thales”, afirmou.
Outras informações
interessantes:
- No
momento, a Telebrás esta avaliando se um segundo satélite SGDC será necessário;
- A Visiona
também olha oportunidades envolvendo outros tipos de satélites, como de observação
terrestre com maior resolução (em comparação as resoluções dos sensores do CBERS),
inclusive de tecnologia radar;
- A
prioridade da empresa hoje é o mercado brasileiro, mas a medida que a indústria
local amadureça, a Visiona passaria a olhar oportunidades no exterior, começando
com satélites de órbita baixa de ate 500 kg.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Ariane 5: 64º sucesso consecutivo
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A
Arianespace realizou com sucesso na noite de ontem (26), a partir de Kourou, na
Guiana Francesa, o primeiro lançamento do Ariane 5 este ano, colocando em órbita dois satélites geoestacionários de telecomunicações: o Thor 7, da operadora
norueguesa Telenor Satellite Broadcasting, e o Sicral 2, da italiana
Telespazio, numa missão conjunta dos Ministérios da Defesa da Itália e da França.
Esta foi a
terceira missão da Arianespace em 2015, de um total de onze planejadas, sendo
uma delas para o lançamento de um satélite brasileiro, da Embratel Star One,
prevista para o meio do ano. Representou também 64 sucessos consecutivos do venerável
Ariane 5, que colocaram em órbita um total de 110 cargas úteis. Confirmou ainda
a confiabilidade única da Arianespace, que já detém em 2015 um market share
de 60%.
Além de
tradicional provedora de serviços de lançamento dos satélites da Embratel Star
One, a Arianespace será também responsável pela inserção em órbita do Satélite Geoestacionário
de Defesa e Comunicações (SGDC), do governo brasileiro, prevista para o final
de 2016.
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domingo, 26 de abril de 2015
LAAD 2015: Thales Alenia Space - Satélites óticos, o próximo passo
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Thales Alenia Space - Satélites óticos, o próximo passo
Roberto Valadares Caiafa
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) é um marco do Programa Espacial Brasileiro, por representar uma guinada em termos de transferência de tecnologias (ToT) e estabelecimento de parcerias entre empresas brasileiras e congêneres estrangeiras. Pensado para prover comunicações estratégicas, o SGDC está sendo fabricado pela franco-italiana Thales Alenia Space (TAS), contratada pela Visiona Tecnologia Aeroespacial no final de 2014.
Durante a LAAD 2015, Joel Chenet, vice-presidente da empresa para o Brasil, atualizou a imprensa sobre os avanços do programa: “Os trabalhos do SGDC estão dentro do cronograma, e acreditamos ser capazes de completar a integração do satélite até outubro próximo, lançando-o como previsto em meados de 2016. Também assinamos os acordos definitivos de transferência de tecnologias do SGDC entre a TAS, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Governo Federal. A Agência Financiadora de Projetos (FINEP) tem desempenhado um importante papel, sendo responsável por selecionar os parceiros e empresas que irão receber o ToT, o processo se dando através de Request For Proposal (RFP) no mercado brasileiro”.
Disse ainda o executivo: “Para cada tópico específico do payload (carga e sensores do satélite), um contrato é fechado em áreas como controle térmico, instrumentos óticos embarcados de precisão, plataforma de integração (bus) do satélite. Na 1º fase, o treinamento de recursos humanos brasileiros está acontecendo na França, envolvendo cerca de 40 pessoas, sendo seguida pela 2ª fase, a continuidade dessa instrução no Brasil, capacitando esse pessoal para exercer com plena segurança a 3ª fase, que envolve a operação e manutenção autônoma total em todos os sistemas envolvidos com controle e gerenciamento de dados do SGDC.
Segundo Chenet, tais etapas devem ser concluídas ao longo de dois anos, com esforços também na formação de recursos humanos. "Essa metas deverão ser atingidas em dois anos, e a continuidade do processo será garantida pela criação da chamada Universidade do Ar dentro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Trata-se de um Curso de Engenharia Aeroespacial especialmente formatado para gerar profissionais aptos a suportar operações de satélites no Brasil. Como exemplo, professores franceses virão ao Brasil compartilhar conhecimento com alunos brasileiros, auxiliando no processo de qualificação de pessoal para operações espaciais”.
O próximo passo
A TAS, dentro da parceria estabelecida com o Governo Brasileiro, e ciente da determinação deste em obter satélites de observação da Terra, está oferecendo soluções em duas fases, começando pelo satélite ótico de grande resolução, menos complexo de ser obtido inicialmente que os satélites radares, e capaz de atuar em missões como vigilância de fronteiras, controle ambiental, monitoramento de áreas críticas, entre outras.
De fato, a TAS tem afirmado que o Brasil pode se tornar um novo eixo de cooperação espacial, e o grupo francês não esconde seu interesse em obter melhores resultados que os auferidos pela parceria entre o Brasil e a China no programa CBERS. Todo o processo está sendo coordenado numa grande ação de governo a governo envolvendo pessoal altamente qualificado das duas partes, tanto na França como no Brasil, em tópicos como transferência de tecnologias sobre rádio definido por software utilizado no controle do satélite, ou o emprego da Constelação Copérnico de observação terrestre, já em órbita e operacional, para a cessão de dados de alta qualidade para o governo.
Fonte: Tecnologia & Defesa
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Thales Alenia Space - Satélites óticos, o próximo passo
Roberto Valadares Caiafa
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) é um marco do Programa Espacial Brasileiro, por representar uma guinada em termos de transferência de tecnologias (ToT) e estabelecimento de parcerias entre empresas brasileiras e congêneres estrangeiras. Pensado para prover comunicações estratégicas, o SGDC está sendo fabricado pela franco-italiana Thales Alenia Space (TAS), contratada pela Visiona Tecnologia Aeroespacial no final de 2014.
Durante a LAAD 2015, Joel Chenet, vice-presidente da empresa para o Brasil, atualizou a imprensa sobre os avanços do programa: “Os trabalhos do SGDC estão dentro do cronograma, e acreditamos ser capazes de completar a integração do satélite até outubro próximo, lançando-o como previsto em meados de 2016. Também assinamos os acordos definitivos de transferência de tecnologias do SGDC entre a TAS, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Governo Federal. A Agência Financiadora de Projetos (FINEP) tem desempenhado um importante papel, sendo responsável por selecionar os parceiros e empresas que irão receber o ToT, o processo se dando através de Request For Proposal (RFP) no mercado brasileiro”.
Disse ainda o executivo: “Para cada tópico específico do payload (carga e sensores do satélite), um contrato é fechado em áreas como controle térmico, instrumentos óticos embarcados de precisão, plataforma de integração (bus) do satélite. Na 1º fase, o treinamento de recursos humanos brasileiros está acontecendo na França, envolvendo cerca de 40 pessoas, sendo seguida pela 2ª fase, a continuidade dessa instrução no Brasil, capacitando esse pessoal para exercer com plena segurança a 3ª fase, que envolve a operação e manutenção autônoma total em todos os sistemas envolvidos com controle e gerenciamento de dados do SGDC.
Segundo Chenet, tais etapas devem ser concluídas ao longo de dois anos, com esforços também na formação de recursos humanos. "Essa metas deverão ser atingidas em dois anos, e a continuidade do processo será garantida pela criação da chamada Universidade do Ar dentro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Trata-se de um Curso de Engenharia Aeroespacial especialmente formatado para gerar profissionais aptos a suportar operações de satélites no Brasil. Como exemplo, professores franceses virão ao Brasil compartilhar conhecimento com alunos brasileiros, auxiliando no processo de qualificação de pessoal para operações espaciais”.
O próximo passo
A TAS, dentro da parceria estabelecida com o Governo Brasileiro, e ciente da determinação deste em obter satélites de observação da Terra, está oferecendo soluções em duas fases, começando pelo satélite ótico de grande resolução, menos complexo de ser obtido inicialmente que os satélites radares, e capaz de atuar em missões como vigilância de fronteiras, controle ambiental, monitoramento de áreas críticas, entre outras.
De fato, a TAS tem afirmado que o Brasil pode se tornar um novo eixo de cooperação espacial, e o grupo francês não esconde seu interesse em obter melhores resultados que os auferidos pela parceria entre o Brasil e a China no programa CBERS. Todo o processo está sendo coordenado numa grande ação de governo a governo envolvendo pessoal altamente qualificado das duas partes, tanto na França como no Brasil, em tópicos como transferência de tecnologias sobre rádio definido por software utilizado no controle do satélite, ou o emprego da Constelação Copérnico de observação terrestre, já em órbita e operacional, para a cessão de dados de alta qualidade para o governo.
Fonte: Tecnologia & Defesa
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
LAAD 2015: ACS, Programa Espacial, EUA
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A edição desta semana da publicação especializada Space News traz duas interessantes reportagens sobre o Programa Espacial Brasileiro. De autoria do experiente Peter Selding, os textos foram preparados com base em entrevistas e informações coletadas durante a LAAD Defence & Security, feira realizada no Rio de Janeiro (RJ) durante a semana passada.
Um dos textos (“Brazil Pulling Out of Ukrainian Launcher Project”) trata da atual situação da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), aproveitando-se de informações que já haviam sido divulgadas em reportagens da imprensa brasileira nas últimas semanas. A novidade foi a citação de declarações dadas por Petrônio Noronha de Souza, diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB) - a primeira vez que uma autoridade se pronuncia oficialmente a respeito (curiosamente, para um veículo estrangeiro e não brasileiro, apesar de diversas tentativas por parte da imprensa brasileira). “É um acúmulo de coisas” (uma tradução rápida de “It is an accumulation of issues”), afirmou Noronha, destacando problemas com orçamento, aspectos tecnológicos, relacionamento entre o Brasil e a Ucrânia e o mercado disponível para exportação.
Nos bastidores, comenta-se sobre a disposição do lado ucraniano em pleitear uma indenização em razão do cancelamento do projeto nacional; a cifra ouvida pelo blog gira em torno de R$800 milhões.
A outra reportagem, intitulada “Brazil Bypassing the U.S. as It Builds out a Space Sector”, aborda o suposto direcionamento dado pelo governo brasileiro a parcerias com determinados países, como China (CBERS), Alemanha (VSB-30, VLM), Argentina (SABIA-MAR) e Franca (SGDC), ignorando os EUA. Apesar de interessante, a análise do autor é um pouco superficial, ignorando alguns itens importantes.
Muito embora não haja um grande projeto espacial conjunto entre o Brasil e os EUA, não se pode ignorar a dependência brasileira de meios norte-americanos para atividades críticas, como o monitoramento do desmatamento da Amazônia (Landsat) e previsões meteorológicas (satélites GOES). Os EUA ainda exercem papel importante na formação de recursos humanos para o Programa Espacial Brasileiro, e em pesquisas envolvendo aplicações de dados espaciais. Ainda, cite-se o fato de que o SGDC não e um satélite ITAR-free (isto é, contém componentes, inclusive críticos, de origem norte-americana), tanto no segmento espacial como terrestre, e algumas iniciativas de menor porte - mas com importante significado, no campo de cubesats (inclusive envolvendo as forças armadas).
O último parágrafo da reportagem tem uma citação interessante e parcialmente verdadeira, creditada a um executivo (não identificado) de uma companhia europeia fabricante de satélites. “O modelo para o espaço [buscado pelo Brasil] é o modelo da Embraer”. Disto deveria surgir o seguinte questionamento: a Embraer chegou ao que é hoje “ignorando” os Estados Unidos?
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A edição desta semana da publicação especializada Space News traz duas interessantes reportagens sobre o Programa Espacial Brasileiro. De autoria do experiente Peter Selding, os textos foram preparados com base em entrevistas e informações coletadas durante a LAAD Defence & Security, feira realizada no Rio de Janeiro (RJ) durante a semana passada.
Um dos textos (“Brazil Pulling Out of Ukrainian Launcher Project”) trata da atual situação da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), aproveitando-se de informações que já haviam sido divulgadas em reportagens da imprensa brasileira nas últimas semanas. A novidade foi a citação de declarações dadas por Petrônio Noronha de Souza, diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB) - a primeira vez que uma autoridade se pronuncia oficialmente a respeito (curiosamente, para um veículo estrangeiro e não brasileiro, apesar de diversas tentativas por parte da imprensa brasileira). “É um acúmulo de coisas” (uma tradução rápida de “It is an accumulation of issues”), afirmou Noronha, destacando problemas com orçamento, aspectos tecnológicos, relacionamento entre o Brasil e a Ucrânia e o mercado disponível para exportação.
Nos bastidores, comenta-se sobre a disposição do lado ucraniano em pleitear uma indenização em razão do cancelamento do projeto nacional; a cifra ouvida pelo blog gira em torno de R$800 milhões.
A outra reportagem, intitulada “Brazil Bypassing the U.S. as It Builds out a Space Sector”, aborda o suposto direcionamento dado pelo governo brasileiro a parcerias com determinados países, como China (CBERS), Alemanha (VSB-30, VLM), Argentina (SABIA-MAR) e Franca (SGDC), ignorando os EUA. Apesar de interessante, a análise do autor é um pouco superficial, ignorando alguns itens importantes.
Muito embora não haja um grande projeto espacial conjunto entre o Brasil e os EUA, não se pode ignorar a dependência brasileira de meios norte-americanos para atividades críticas, como o monitoramento do desmatamento da Amazônia (Landsat) e previsões meteorológicas (satélites GOES). Os EUA ainda exercem papel importante na formação de recursos humanos para o Programa Espacial Brasileiro, e em pesquisas envolvendo aplicações de dados espaciais. Ainda, cite-se o fato de que o SGDC não e um satélite ITAR-free (isto é, contém componentes, inclusive críticos, de origem norte-americana), tanto no segmento espacial como terrestre, e algumas iniciativas de menor porte - mas com importante significado, no campo de cubesats (inclusive envolvendo as forças armadas).
O último parágrafo da reportagem tem uma citação interessante e parcialmente verdadeira, creditada a um executivo (não identificado) de uma companhia europeia fabricante de satélites. “O modelo para o espaço [buscado pelo Brasil] é o modelo da Embraer”. Disto deveria surgir o seguinte questionamento: a Embraer chegou ao que é hoje “ignorando” os Estados Unidos?
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