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sábado, 9 de agosto de 2008

Sistema satelital para Observación de la Tierra

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No final desta semana, a EADS Astrium divulgou press release (ver abaixo versão em língua inglesa) a respeito da assinatura de contrato para o fornecimento do primeiro satélite de sensoriamento remoto chileno (“Sistema satelital para Observación de la Tierra” - SSOT), negócio já comentado no blog em postagens anteriores.

Astrium wins Chilean optical Earth observation system

August 7, 2008
  • Third Earth observation satellite system from the AstroSat 100 family to be built using the Myriade platform
  • The 6th contract for Astrium which confirms its status as EO export leader world wide.

Santiago, 7. August 2008: In the presence of the Chilean Minister of Defence, José Goñi, Astrium signed a contract for the development of the SSOT system (“Sistema satelital para Observación de la Tierra”). SSOT comprises one high resolution Earth observation satellite and associated ground segment, a complete partnering and training programme and the satellite launch planned for early 2010.

“Astrium concluded contract signature following months of intense competition, originally open to more than 20 specialist companies, involving all our current major competitors. This is a great success for our company and we are very proud that the Chilean authorities are starting their national space programme by working closely together with Astrium” said François Auque, CEO of Astrium.

The SSOT high resolution Earth observation satellite will be designed, built, integrated and tested by Astrium. The SSOT programme also includes the development and setting up of a ground control segment and image processing facilities enabling the satellites to be directly operated and controlled from Chile by the Chilean authorities. The co-operation agreement makes provision for Chilean engineers to work alongside the Astrium development team. They will be given intensive training in space technology and will participate directly in SSOT project development.

The system will enable Chile to obtain extremely high quality images for use in a wide variety of applications both in the defence and civil domains: cartography; agricultural management; forestry; water, mineral and oil resources; crop protection; natural disaster response; urban planning, etc.

SSOT is equipped with a latest-generation payload capable of supplying images with a resolution of 1.45m in panchromatic mode and 5.8m in each of four colour bands in multispectral mode.

With the signature of this export contract Astrium has again demonstrated its ability to offer attractive partnering solutions in the Earth observation field. It follows the FORMOSAT-2 satellite launched on 20 May 2004, the Korean KOMPSAT-2 and COMS satellites, the THEOS satellite developed for Thailand and the two ALSAT-2 satellites currently being built for Algeria.

Astrium, a wholly owned subsidiary of EADS, is dedicated to providing civil and defence space systems and services. In 2007, Astrium had a turnover of €3.5 billion and 12,000 employees in France, Germany, the United Kingdom, Spain and the Netherlands. Its three main areas of activity are Astrium Space Transportation for launchers and orbital infrastructure, and Astrium Satellites for spacecraft and ground segment, and its wholly owned subsidiary Astrium Services for the development and delivery of satellite services.

EADS is a global leader in aerospace, defence and related services. In 2007, EADS generated revenues of €39.1 billion and employed a workforce of more than 116, 000.

Fonte: EADS Astrium

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mais informações sobre o satélite chileno

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Passadas algumas semanas do anúncio da compra pelo Chile de seu primeiro satélite de sensoriamento, já é possível consolidar algumas informações mais detalhadas que foram divulgadas sobre o negócio.

O satélite, ainda sem nome oficial, terá massa de 150 kg, vida útil estimada em cinco anos, e órbita polar heliossíncrona, numa altitude entre 650-750 km. A carga útil será composta por dois sensores óticos: uma câmera pancromática com resolução de 1.8-2.5 metros, e outra multiespectral, com resolução de 5-10 metros. O contrato assinado com a EADS Astrium, estimado em 74 milhões de dólares inclui o desenvolvimento e construção do segmento orbital, a instalação de duas estações terrenas para o controle, recepção e processamento das imagens, treinamento de pessoal e lançamento.

O lançamento está previsto para março de 2010 (algumas fontes mencionam julho), por um foguete russo Soyuz operando a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. No mesmo vôo também deve subir um satélite de imageamento de alta-resolução Pleaides, desenvolvido pela Agência Espacial Francesa (CNES).

Embora a concorrência para a aquisição do sistema espacial tenha sido realizada pelo Ministério da Defesa, o governo chileno alega que o satélite será majoritariamente utilizado para finalidades civis, como cartografia, controles ambientais, mineração, agricultura e pesca. Alguns países vizinhos, especialmente o Peru demonstraram preocupação com o tema, temendo se tratar de um satélite-espião, algo refutado por Santiago.

A compra será bancada com recursos obtidos por meio da "Lei do Cobre", que garante às forças armadas chilenas, para investimentos, dez por cento do faturamento da mineradora estatal Codelco. Existe uma expectativa de que a operação do satélite seja transferida para a Agencia Chilena del Espacio.

EADS Astrium

A seleção da proposta da EADS Astrium não foi uma grande surpresa, uma vez que a empresa tem grande experiência em satélites de sensoriamento remoto, já tendo fornecido sistemas para vários países europeus, além da Coréia do Sul, Taiwan, Argélia e Tailândia

Em 2006, o governo de Santiago demonstrou interesse em adquirir um satélite da própria Astrium, mas o negócio acabou adiado e depois cancelado por causa de críticas do congresso por não ter havido uma concorrência. O grupo EADS, conglomerado que reúne empresas como a Airbus (aviões comerciais, Eurocopter (helicópteros), Astrium (espaço), entre outras é bastante forte no Chile, país em que está presente já há muitos anos, o que certamente também teve algum peso no resultado da concorrência.

Em entrevista publicada na coluna Defesa & Negócios da edição 114 (junho) da revista Tecnologia & Defesa, Christian Gras, vice-presidente sênior da EADS para a América Latina, apontou o Chile como um dos países do continente com demanda significativa no setor espacial. “Em vários países da região há também uma demanda potencial significativa para sistemas de comunicação digital segura. E também para o setor espacial, que no passado foi negligenciado por vários governos sul americanos. Países como Brasil, México, Peru, Chile, Colômbia e Venezuela reconhecem hoje a necessidade de desenvolver projetos espaciais, a maior parte deles para monitoramento ambiental e agrícola, de pesca ilegal e contrabando”, disse Gras.
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domingo, 27 de julho de 2008

EADS Astrium é selecionada no Chile

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A edição de sexta-feira passada (25) do jornal chileno La Tercera publicou reportagem indicando que o Ministério da Defesa daquele país optou pela proposta da empresa européia EADS Astrium para o fornecimento de um satélite de sensoriamento remoto de pequeno porte.

A reportagem informa que o satélite, de custo estimado em 72 milhões de dólares, será utilizado no monitoramento das fronteiras chilenas e apoio em desastres naturais, e tem lançamento previsto para 2010. Não foram divulgadas informações sobre o sensor de imageamento (se ótico ou radar), assim como suas especificações (resolução). A rara concorrência sul-americana foi bastante disputada (25 empresas receberam o Request for Information - RFI enviado pelo governo de Santiago), e na fase final restavam apenas a EADS Astrium e a canadense MDA.

Mais detalhes sobre a intenção chilena de ter um satélite de sensoriamento remoto podem ser encontradas numa das primeiras postagens do blog, em abril, intitulada "Satélite para o Chile".
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Negócios à vista

teste
Dentro das próximas semanas, deve ser publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o edital de licitação dos serviços de integração e fornecimento do computador de bordo, e softwares do subsistema de controle de atitude e supervisão de bordo (Attitude Control and Data Handling - ACDH), da Plataforma Multi-Missão (PMM). É um negócio estimado em cerca de 30 milhões de dólares, um dos últimos subsistemas ainda não contratados da PMM, e que deve atrair o interesse de alguns grupos estrangeiros já atuantes no Programa Espacial Brasileiro. O trabalho da empresa selecionada será basicamente o de integrar os componentes da PMM já adquiridos pelo INPE, como sensores, GPS, e atuadores, entre outros, desenvolver os softwares de bordo e de testes, e finalmente qualificar o subsistema como um todo.

Uma outra concorrência no setor espacial na América do Sul também avança, esta já na fase final. Segundo informações extra-oficiais obtidas pelo blog, o processo de aquisição de um satélite de sensoriamento remoto de pequeno porte pelo Chile (ver a postagem "Satélite para o Chile") deve ser concluído ainda este mês. Permanecem na concorrência chilena apenas duas empresas, a canadense MDA, e a européia EADS Astrium, de um total de vinte e quatro que inicialmente receberam o Request for Information (RFI).
teste

sábado, 12 de abril de 2008

Satélite para o Chile

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Nos dois primeiros dias da FIDAE 2008 foi publicamente anunciada por autoridades do governo chileno a retomada do projeto de aquisição de um satélite de sensoriamento remoto para uso em agricultura, meio-ambiente, pesca, investigação científica, e vigilância do território. De acordo com o Ministério da Defesa do Chile, o processo de aquisição está em fase bastante avançada. Sete empresas estrangeiras, entre as quais a isralense IAI, as européias EADS Astrium, e Thales Alenia Space, e a canadense MDA, de um total de vinte e quatro que inicialmente receberam o RFI (Request for Information) foram pré-selecionadas na concorrência. A definição e anúncio do fornecedor do satélite estão previstas para o final de abril, e a assinatura do contrato para meados de maio deste ano.

Detalhes acerca das características do satélite a ser contratado, seus subsistemas e sensores não foram publicamente anunciados, mas informações extraoficiais dão conta de que será um satélite de pequeno porte. Também não é sabido se a contratação do satélite, que deverá ser lançado em órbita em 2010 envolverá algum tipo de transferência de tecnologia, embora algumas pessoas a par do negócio tenham afirmado que a possibilidade é grande. A aquisição de um satélite próprio é mais um passo do Chile no sentido de organizar seu programa espacial, iniciado em 2005 e hoje encaminhado em sua fase final com a colaboração da chamada comunidade espacial chilena, integrada por institutos da áreas acadêmica e de defesa.

Caso a compra de um sofisticado satélite de sensoriamento remoto pelo governo de Santiago envolva transferência de tecnologia, o Chile entrará no rol de países latino-americanos, hoje integrado apenas pelo Brasil e Argentina, com acesso e conhecimento na área de engenharia de sistemas de imageamento por satélite. De acordo com especialistas consultados pelo Panorama Espacial durante a FIDAE, dependendo do grau de tecnologia a ser transferida, o Chile poderá ter acesso a tecnologias de imageamento mais avançadas do que as atualmente detidas por Argentina e Brasil.
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