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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Início de campanha do VSB-30 na Suécia

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Campanha de Lançamento do VSB-30 V09 e V10 - TEXUS 46 e 47

06/11/2009

Teve início no dia 03 nov, no ESRANGE LAUNCH CENTER - Kiruna - Suécia a Campanha de Lançamento do VSB-30 V09 e V10 - TEXUS 46 e 47, que tem previsão de duração até o dia 23 nov 2009.

O primeiro lançamento (TEXUS 46) está previsto para o dia 13/11/09 e o segundo (TEXUS 47) para o dia 23/11/09.

O TEXUS 46 terá a participação, nos experimentos, da ESA, Kaiser (KT), SSC (Suécia), DLR e JAXA (Japonês). O segundo, TEXUS 47 somente a participação do DLR, Kaiser e SSC (Suécia).

Fonte: IAE/DCTA

Comentário: para ver fotos do VSB-30 em preparação no centro de lançamento de Esrange, acessem http://www.iae.cta.br/noticias/06112009_Campanha_LanCamento_VSB_30.php
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Certificação do VSB-30

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Foguete brasileiro recebe certificação

Virgínia Silveira

Após sete lançamentos bem sucedidos, sendo dois em território brasileiro e cinco na Suécia, o Brasil apresenta, no dia 6 de agosto, a primeira certificação de um produto espacial fabricado no país. O foguete de sondagem VSB-30 foi incluído no site da Agência Espacial Sueca como um dos produtos de referência no mercado internacional de lançadores de pequeno porte, utilizado em missões suborbitais de exploração do espaço.

A certificação pode ser considerada um marco para o programa espacial brasileiro, levando-se em conta os problemas enfrentados há mais de duas décadas pelo desenvolvimento do veículo lançador de satélites VLS. Em sua última tentativa de lançamento, em agosto de 2003, explodiu causando a morte de 21 técnicos.

O VSB-30 é considerado a alternativa mais interessante para substituir o inglês Skylark, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos. Os últimos lançamentos com o modelo inglês foram em 2005.

"A certificação consolida o VSB-30 como o melhor produto em sua categoria e um dos poucos no mundo com a garantia formal de qualidade, emitida por um órgão de competência reconhecida internacionalmente", afirma o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o coronel Francisco Carlos Melo Pantoja.

Pantoja disse que o VSB-30 é o único com capacidade para transportar cargas úteis ou experimentos científicos de até 400 quilos, permanecendo por cerca de seis minutos em ambiente de microgravidade, a uma altitude de 110 quilômetros. Mais dois foguetes serão exportados para a Europa e lançados até o fim do ano.

A entrega do certificado de homologação, pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do CTA, de acordo com Pantoja, também acelera o processo de transferência da tecnologia de produção do veículo para a indústria brasileira. Atualmente, várias empresas trabalham no seu desenvolvimento e produção: Villares, Cenic, Fibraforte, Mectron, Compsis, Avibrás, Orbital, entre outras.

"Hoje a indústria nacional participa do VLS e dos foguetes de sondagem, com o fornecimento de alguns subsistemas. Agora estão em andamento tratativas visando à transferência para a indústria nacional, por intermédio de um contratante principal, do sistema completo dos veículos lançadores", diz o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB (DTEL), brigadeiro Antônio Hugo Pereira Chaves.

Iniciado em 1965, o programa de desenvolvimento de veículos de sondagem do CTA já produziu seis modelos de lançadores diferentes (Sonda I, II e III, VS-40 e VS-30), tendo realizado mais de 300 lançamentos, a maioria com sucesso.

"Com a saída do Skylark, o Brasil está se posicionando como o único fornecedor nessa categoria de lançador", disse o diretor da AEB. Os alemães, segundo ele, por restrições políticas, não desejam produzir foguetes, mas precisam deles para a realizar experimentos e desejam comprá-los do Brasil.

O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto IAE, órgão de pesquisa do CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. O processo de qualificação do foguete, que realizou seu primeiro voo internacional em 2005, contou com a avaliação da Agência Espacial Europeia (ESA), do DLR e da Agência Espacial Sueca (SSC), além das empresas Kayser-Threde e EADS.

Principais meios utilizados em missões suborbitais de exploração do espaço, os foguetes de sondagem, segundo Pantoja, apresentam algumas vantagens em relação a outros meios lançadores, como os ônibus espaciais. "Os foguetes de sondagem são muito mais baratos, o tempo de desenvolvimento de suas cargas é menor e as oportunidades de lançamento são mais frequentes, podendo ser feitas através de vários locais."

Por outro lado, as missões suborbitais a bordo da Estação Espacial ISS oferecem a possibilidade de pesquisas de longo prazo, podendo durar meses, mas seu custo global é considerado alto.

Segundo estimativas pesquisadas pelo diretor do IAE, o mercado global de foguetes de sondagem suborbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos). Em média são cobrados cerca de US$ 1 milhão por lançamento, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do quilo de carga útil for reduzido para US$ 250.

O desenvolvimento do VSB-30 teve início em 2001 e investimentos da ordem de R$ 5 milhões, sendo que 40% desse valor foi assumido pelo DLR da Alemanha. O último lançamento do VSB-30 em solo brasileiro aconteceu em julho de 2007, mas parte dos experimentos científicos que levava a bordo não puderam ser recuperados.

Até o fim do ano haverá um novo lançamento do foguete na Base de Alcântara, no Maranhão, e estão previstos mais 11 experimentos científicos e tecnológicos.

Fonte: Valor Econômico, 27/07/2009, via NOTIMP

Comentário: já há anos que se fala sobre a transferência da fabricação dos foguetes de sondagem do IAE/CTA para a indústria nacional. Em meados de 2006, um consórcio de empresas (Brasil Espaço) demonstrou interesse no projeto (leia a matéria "Consórcio brasileiro disputa negócios na área espacial", de minha autoria, publicada em julho de 2006).
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cooperação Brasil - Suécia

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Delegação espacial sueca visita AEB

09/07/2008 13:24:00

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, recebeu, na quarta-feira, 2 de julho, uma delegação composta membros do Conselho Espacial Nacional Sueco (SNSB). A missão sueca, chefiada pelo Secretário de Defesa, Hakan Jevrell, veio conhecer o Programa Espacial Brasileiro e explorar as possíveis áreas de cooperação poderão ser estabelecidas entre os dois países. “Está muito claro que a cooperação internacional é o único caminho viável para o desenvolvimento de grandes projetos na área espacial”, ressaltou o Secretário de Defesa.

Depois de apresentar o Programa Espacial Brasileiro, ressaltou a necessidade de criação de um pólo de Desenvolvimento Tecnológico, formado por um cluster de empresas e instituições na área de ciência, tecnologia e espaço na região de Alcântara.

Martin Krynitz, representante da área espacial sueca elogiou a forma como o Brasil gerencia seus satélites. Os suecos se mostraram particularmente interessados nas campanhas com balões estratosféricos realizadas, com sucesso, pelo Brasil.

Para finalizar, Ganem sugeriu três temas para uma provável cooperação: microsatélites, lançamentos de foguetes de sondagem no Brasil e troca de conhecimento na formação de recursos humanos. O presidente da AEB , em resposta ao senhor Krynitz, disse que estudará a possibilidade de dispor as imagens geradas pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), ouvindo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast).

Ele sugeriu, ainda, que seja criado um grupo de trabalho conjunto como primeiro passo para efetivar a cooperação entre os dois países na área espacial.“O espaço é a liberdade dos nações, independente dos limites territoriais dos países, por isso é importante que acontecem encontros como esse”, concluiu.

Conselho Espacial Nacional Sueco (SNSB)

O Conselho Espacial Nacional Sueco (SNSB) é uma agência governamental, responsável pelas atividades nacionais e internacionais relativas ao espaço, especialmente nos campos de sensoriamento remoto, pequisas e desenvolvimento. O Programa Espacial sueco é executado por meio de extensiva cooperação internacional e adesão do país à Agência Espacial Européia (ESA). Juntamente com a ESA, a Suécia já desenvolveu satélites de observação da Terra como o ERS-1, ERS-2, ENVISAT e os satélites meteorológicos METEOSAT, MSG e METOP.

Além disso, o país participa do Monitoramento Global para o Meio Ambiente e Segurança (GMES). O sistema foi lançado em 1988, pela Comissão Européia e um grupo de agências espaciais, com intuito de garantir um melhor gerenciamento e segurança do meio ambiente.

As atividades do programa espacial sueco voltadas para a pesquisa básica fazem uso de foguetes e balões de alta altitude, especialmente nos setores de estudos atmosféricos , pesquisa em microgravidade para ciência dos materiais e biomedicina.

Fonte: AEB
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