.
Janela de oportunidades se abre para o Brasil com operação do Satélite Geoestacionário
Foram adquiridas tecnologias, e o Brasil está se organizando para o futuro, em busca de se capacitar para que, logo, logo, tenha condições de também disputar esse mercado mundial de fabricação de satélites, afirma Jarbas Valente.
Com lançamento previsto para a próxima terça-feira (21), o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) representa uma janela de oportunidades para o Brasil, capaz de alavancar investimentos e benefícios para a população. A avaliação é do diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente. O satélite, uma vez em órbita, deve ampliar a oferta de banda larga no território nacional, especialmente em regiões remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
Com isso, o SGDC deve contribuir para o desenvolvimento de diversas frentes tecnológicas, como agricultura de precisão, cidades inteligentes, educação pública, gestão hospitalar, industrialização do interior, infraestrutura de mineração, monitoramento e previsão de desastres naturais, plataformas petrolíferas, segurança rodoviária, sistema bancário e serviços de cidadania, como a emissão de passaportes e a previdência social.
Para Jarbas Valente, com a transferência de tecnologia, a partir da participação de 100 brasileiros na construção e montagem do SGDC, o país começa a se preparar para o desenvolvimento de um satélite desse porte. "Foram adquiridas tecnologias, e o Brasil está se organizando para o futuro, em busca de se capacitar para que, logo, logo, tenha condições de também disputar esse mercado mundial de fabricação de satélites."
MCTIC: Quais os objetivos principais do programa?
Jarbas Valente: O governo brasileiro quis atender aquilo que foi previsto no Decreto nº 7.769, de junho de 2012. Isso significa responder toda a demanda possível do PNBL [Programa Nacional de Banda Larga] a ser resolvida pelo satélite, em todos os rincões do país, de norte a sul, do leste ao oeste, para reduzir desigualdades com o provimento de serviços de internet de alta qualidade. O SGDC também pode servir ao governo, ao melhorar serviços de educação, saúde e segurança, e contribuir para a soberania nacional, ao resguardar as comunicações estratégicas da defesa. O equipamento vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada ao uso militar e corresponde a 30% da capacidade total. Já a outra representa 70% e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.
MCTIC: É estratégico ao Brasil ter um satélite geoestacionário?
Jarbas Valente: Eu diria que é fundamental ao país possuir um satélite dessa dimensão e capacidade, 60 gigabits por segundo, e com essa extensão territorial, ou seja, essa quantidade de feixes, 67 da banda Ka e 5 canais da banda X, em que se mantenha a mesma qualidade de transmissão, seja no Amapá ou no Chuí.
MCTIC: Para quais aplicações o SGDC poderá servir?
Jarbas Valente: São dezenas de aplicações. Aí, você vai desde o uso pessoal, quer dizer, na sua residência, nas suas comunicações, até o uso na área agrícola, na educação, na saúde e na segurança. Vamos poder atender todas as escolas rurais do país, de níveis básico e médio, sem falar da conectividade de instituições de ensino superior no interior. O satélite permitirá, ainda, que postos de comunidades distantes tenham acesso a aplicações de saúde pública e gestão hospitalar utilizadas em grandes centros.
MCTIC: Quando a população poderá sentir essa diferença?
Jarbas Valente: A partir do segundo semestre deste ano, as operações se iniciam. As ativações acontecem e, aí sim, vamos enxergar esses resultados em todos esses pontos onde instalaremos esses equipamentos, para solucionar essas demandas. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, poderemos atender escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura, que se comunicarão com os estados e o governo federal.
MCTIC: Uma vez lançado o SGDC, qual será o trabalho da Telebras?
Jarbas Valente: Lançado o satélite, o trabalho da Telebras será viabilizá-lo do ponto de vista econômico e social, porque a gente tem que ter um lado econômico sempre na mente, para poder viabilizar o lançamento de novos satélites, com mais capacidade, para atender essa maior necessidade exigida pelo país. Então, vamos ter um trabalho muito árduo para viabilizar e atender essas demandas, essas questões de que o brasileiro reclama.
MCTIC: O SGDC pode alavancar a atuação da Telebras?
Jarbas Valente: O satélite vem complementar esse trabalho, mas não funciona sem a rede terrestre. Se tivermos um computador no Norte ou no Nordeste e quisermos atingir uma VSAT [terminal de abertura muito pequena, na sigla em inglês] distante, mais ao sul, os dados terão que trafegar por uma das cinco estações conhecidas como gateways, a serem instalados em Brasília, Campo Grande, Florianópolis, Rio de Janeiro ou Salvador. Então, a comunicação é intensa. Por isso, a gente necessita de uma rede terrestre saudável e capaz de atender essa demanda. De qualquer forma, o SGDC será fundamental para a Telebras se tornar autossustentável e viabilizar a construção e o lançamento de novos satélites no futuro, sem depender do Estado.
MCTIC: O SGDC poderá prover sinal para o padrão 5G de telefonia móvel?
Jarbas Valente: O satélite atende indiretamente o 5G. Como é que isso funciona? Através da antena, que vai ser colocada como backhaul, ou infraestrutura maior, para que se ligue ali a uma torre daquela que a gente chama de estação rádio base [ERB]. Das ERBs, todo mundo que tem um 5G, 4G, 3G ou mesmo um telefone comum pode ser alcançado. E por meio da nossa estação VSAT, isso sobe para o satélite, chega na operadora de celular e se liga ao mundo.
MCTIC: Como você avalia o processo de transferência de tecnologia?
Jarbas Valente: Foi muito interessante. Nós da Telebras participamos ativamente com especialistas em toda essa parte de formação. Engenheiros nossos tiveram a sorte e a capacidade de desenvolver softwares tão bons que permitiram, por exemplo, estender a capacidade do satélite, não só do nosso como dos demais equipamentos que virão. Houve profissionais da MCTIC, Ministério da Defesa, AEB e Visiona distribuídos pelas áreas de pesquisa envolvidas na construção, e inclusive das empresas que compraram tecnologia. Eu diria que mais de 100 brasileiros integraram esse processo.
MCTIC: O Brasil está apto para desenvolver um satélite desse porte?
Jarbas Valente: Eu diria que o país está começando a se preparar para chegar lá. Foram adquiridas tecnologias, e o Brasil está se organizando para o futuro, em busca de se capacitar para que, logo, logo, tenha condições de também disputar esse mercado mundial de fabricação de satélites.
MCTIC: Que mensagem a história do SGDC deixa à população brasileira?
Jarbas Valente: Eu acho que a mensagem é bem positiva. É muito importante ter desenvolvido esse projeto, não só do ponto de vista de segurança nacional, que é a base em que foi criada toda a sua estrutura, com a banda X, mas também por sua complementaridade, para tornar o projeto ideal do ponto de vista econômico, porque, senão, o Brasil ficaria eternamente dependente de orçamentos do governo federal para viabilizar um projeto desse porte. Sim, um país que tenha mais recursos faz isso normalmente. Mas nós temos que aproveitar essa janela, esse investimento que foi feito, e transformá-lo em novos investimentos, capazes de dar continuidade ao programa.
Fonte: MTCIC, via NOTIMP.
.
Mostrando postagens com marcador Telebrás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Telebrás. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 17 de março de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
.
Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
.
Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
.
sexta-feira, 3 de março de 2017
SGDC: preparativos continuam
.
Começa segunda etapa de preparação para o lançamento do SGDC
SGDC foi carregado com elementos combustíveis para o lançamento e funcionamento no espaço. Nos próximos dias, equipamento será integrado ao veículo lançador no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.
03/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou na segunda fase de preparação com o carregamento dos elementos combustíveis do equipamento, que deve ir à órbita em 21 de março, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana.
“O procedimento ficou a cargo da Arianespace. Está correndo tudo bem”, afirma o gerente de Engenharia e Operações de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanha as atividades no centro de Kouru.
Nos próximos dias, o SGDC passará pela fase final de preparação para o lançamento ao espaço. O satélite brasileiro será acoplado ao veículo lançador Ariane VA 236, junto com um equipamento sul-coreano que será levado no mesmo módulo.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento deve ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
O SGDC vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka, que representa 70%, será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fonte: MCTIC, via AEB.
.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
SGDC: plano de negócios para capacidade em banda Ka
.
Telebras apresenta plano de venda da banda Ka do SGDC a empresas
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas terá 70% da capacidade voltada para ampliar a oferta de internet de alta velocidade por meio da banda Ka. Segundo a Telebras, plano de vendas vai permitir parcerias com operadoras que vão trazer equipamentos e tecnologias para expandir banda larga.
24/02/2017
A Telebras apresentou nesta quinta-feira (23), durante audiência pública com representantes de empresas do setor de telecomunicações, o modelo do plano de venda de capacidade em banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, que deve ser lançado no dia 21 de março, terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet banda larga no país. Os 30% restantes são destinados às comunicações estratégicas das Forças Armadas Brasileiras.
De acordo com o presidente da Comissão Especial de Comercialização do SGDC, Bruno Henriques, a negociação da capacidade do satélite será dividida em quatro lotes principais, que terão 100% de cobertura em todo o território nacional. Um lote será exclusivo da Telebras. Outros três lotes serão vendidos em leilão, pelo maior preço, para empresas que atuam nos regimes de concessão, permissão e autorização de serviços de telecomunicações. O lote 1 será um pouco maior, e a empresa vencedora terá oferecer contrapartidas para a Telebras.
Contribuições ao modelo de plano de negócios apresentado poderão ser feitas até as 23h59 do dia 8 de março de 2017, pelo email sgdc@telebras.com.br . Além disso, as operadoras também poderão marcar reuniões presenciais na Telebras para discutir e apresentar sugestões. A previsão é que o edital para a seleção dos parceiros comerciais seja publicado em março, e a assinatura dos contratos ocorra em abril.
Durante a apresentação, Bruno Henriques destacou que o objetivo principal do plano de venda é atender às metas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL): expansão do acesso à internet de alta velocidade em todo o Brasil, inclusão digital, redução das desigualdades sociais e regionais e ampliação dos serviços de governo eletrônico em áreas como saúde, educação e segurança.
“Estamos totalmente atentos a esse objetivo primordial do SGDC. Não existe outra maneira economicamente mais eficiente e ágil, com menos riscos e possibilidade de dar certo, do que a que estamos apresentando hoje.”
De acordo com o diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente, o plano de vendas de capacidade do SGDC foi desenhado para permitir parcerias com grandes, médias e pequenas operadoras de telecomunicações. “Essas empresas vão trazer equipamentos e tecnologias modernas, com a velocidade que nós precisamos e com o preço mais adequado possível para ampliar a oferta de banda larga.”
O SGDC será o único satélite de alta capacidade em banda Ka com cobertura totalmente nacional. A vida útil do equipamento será de 18 anos. O satélite terá dois centros de controle (em Brasília e no Rio de Janeiro), além de contar com cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campo Grande e Salvador. As operações devem começar no segundo semestre de 2017.
O SGDC já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado no dia 21 de março próximo. A construção do satélite é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões.
Fonte: MCTIC, via AEB.
.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
SGDC em testes na Guiana Francesa
.
Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento
Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
17/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.
Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.
Transporte
O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.
Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Fonte: MCTIC, via AEB.
.
Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento
Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
17/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.
Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.
Transporte
O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.
Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Fonte: MCTIC, via AEB.
.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
SGDC: visita do MCTIC e AEB ao Comando de Operações
.
Presidente da AEB visita Comando de Operações do SGDC
8/02/2017
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, acompanhou na manhã desta quarta-feira (08.02), a comitiva do ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na visita ao Centro de Operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), satélite previsto para ser lançado do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, no dia 21 de março, às 19h.
Após a recepção de boas-vindas do Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas, brigadeiro do ar, Arnaldo Silva Lima Filho, foi feita uma apresentação sobre o satélite e sua importância para o país. A comitiva também teve a oportunidade de conhecer a sala de decisão do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e as futuras estações e antenas do SGDC.
“Essa é a oportunidade que temos de melhorar os nossos serviços para que haja uma potencialização desses esforços, o país tem avançado muito no que diz respeito à fiscalização e para nós é motivo de orgulho. Sobre os ganhos do país com o SGDC, primeiro vem a qualidade dos seus serviços, o Brasil ganha em eficiência em segurança nas comunicações, além de permitir a ampliação dos serviços de banda larga, que poderá ser universalizado, e avanço nos serviços prestados aos cidadãos”, afirmou o ministro Gilberto Kassab.
O presidente da AEB, José Raimundo, falou da necessidade de integração entre as instituições do governo, pois segundo ele, nenhum país do mundo desenvolve a área espacial de forma isolada. “É o momento de integrarmos os esforços para desenvolvermos a área espacial de forma inclusiva e não exclusiva”, afirmou.
Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a união de esforços é essencial ao programa. “A gente deu um passo grande com esse projeto, mas destaco o aspecto de olhar para frente, porque a Aeronáutica e a Telebras montaram suas equipes. Temos que integrar esforços civis e militares, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).”
Já o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, ressaltou o caráter estratégico do satélite para a conectividade do país. “Vencida a etapa de levar banda larga a 100% do território, um excelente passo, a questão será oferecer mais capacidade, porque todo o Brasil vai estar conectado, mas a capacidade ainda vai ser insuficiente para cobrir tudo o que é necessário.”
Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios em três eixos: no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, nos sistemas de telecomunicações militares e na absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. Parceria do MCTIC com o Ministério da Defesa, o satélite deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.
Comando de Operações
O Comando de Operações Aéreas é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo satélite, que será monitorado 24 horas por dia. A infraestrutura conta com cinco prédios, uma antena de comando e controle de 13 metros, além de estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento do equipamento. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), com lançamento previsto para 21 de março, vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país.
Fonte: AEB
.
Presidente da AEB visita Comando de Operações do SGDC
8/02/2017
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, acompanhou na manhã desta quarta-feira (08.02), a comitiva do ministro da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na visita ao Centro de Operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), satélite previsto para ser lançado do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, no dia 21 de março, às 19h.
Após a recepção de boas-vindas do Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas, brigadeiro do ar, Arnaldo Silva Lima Filho, foi feita uma apresentação sobre o satélite e sua importância para o país. A comitiva também teve a oportunidade de conhecer a sala de decisão do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e as futuras estações e antenas do SGDC.
“Essa é a oportunidade que temos de melhorar os nossos serviços para que haja uma potencialização desses esforços, o país tem avançado muito no que diz respeito à fiscalização e para nós é motivo de orgulho. Sobre os ganhos do país com o SGDC, primeiro vem a qualidade dos seus serviços, o Brasil ganha em eficiência em segurança nas comunicações, além de permitir a ampliação dos serviços de banda larga, que poderá ser universalizado, e avanço nos serviços prestados aos cidadãos”, afirmou o ministro Gilberto Kassab.
O presidente da AEB, José Raimundo, falou da necessidade de integração entre as instituições do governo, pois segundo ele, nenhum país do mundo desenvolve a área espacial de forma isolada. “É o momento de integrarmos os esforços para desenvolvermos a área espacial de forma inclusiva e não exclusiva”, afirmou.
Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a união de esforços é essencial ao programa. “A gente deu um passo grande com esse projeto, mas destaco o aspecto de olhar para frente, porque a Aeronáutica e a Telebras montaram suas equipes. Temos que integrar esforços civis e militares, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).”
Já o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, ressaltou o caráter estratégico do satélite para a conectividade do país. “Vencida a etapa de levar banda larga a 100% do território, um excelente passo, a questão será oferecer mais capacidade, porque todo o Brasil vai estar conectado, mas a capacidade ainda vai ser insuficiente para cobrir tudo o que é necessário.”
Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios em três eixos: no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, nos sistemas de telecomunicações militares e na absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. Parceria do MCTIC com o Ministério da Defesa, o satélite deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.
Comando de Operações
O Comando de Operações Aéreas é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo satélite, que será monitorado 24 horas por dia. A infraestrutura conta com cinco prédios, uma antena de comando e controle de 13 metros, além de estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento do equipamento. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), com lançamento previsto para 21 de março, vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país.
Fonte: AEB
.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
SGDC pronto para o embarque
.
Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa
São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.
A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.
A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.
A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:
- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
- Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
- Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
- O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.
Fonte: Thales Alenia Space.
.
Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa
São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.
A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.
A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.
A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:
- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
- Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
- Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
- O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.
Fonte: Thales Alenia Space.
.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Jungmann: SGDC "vai acabar com o apartheid digital no Brasil”
.
Ministro da Defesa ressalta importância do Satélite Geoestacionário para soberania do País
Raul Jungmann conheceu na terça-feira (17/01) o Centro de Operações Espaciais em Brasília, responsável pela operação do SGDC
17/01/2017 20:40h
“Esse satélite vai acabar com o apartheid digital no Brasil”. Foi essa a importância atribuída pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), ao conhecer nesta terça-feira (17/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que deve em breve se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do SGDC.
“Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro, lá no Amazonas, até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga. É o maior projeto de inclusão digital que nós já temos. Mas, além disso, esse satélite, que será controlado aqui pela FAB, na sua parte de comunicações governamentais e defesa, e pela Telebrás, na parte comercial, vai propiciar segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, afirmou o ministro. “Ele vai representar um grande salto em termos de soberania, um enorme salto em termos de segurança de nossas instituições e vai incluir digitalmente todos os brasileiros”, complementou Raul Jungmann.
Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.
“Nessa data nós estaremos, não apenas lançando um satélite, mas realizando um sonho de soberania, de comunicação, de segurança, de defesa e de inclusão digital para todos os brasileiros”, ressaltou o ministro da Defesa.
Posicionado a uma distância de 35.786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil), devendo atender às demandas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite.
“Ele também vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalizações de nossas fronteiras”, disse o ministro Jungmann .
Já a banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
“O SGDC é uma realidade que trará um grande aumento de capacidade de comunicações para o Brasil”, afirmou o Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, comandante do NUCOPE, em sua explicação ao ministro da Defesa.
Recebimento
No início de dezembro do ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, juntamente com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.
De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em até 18 anos. A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras. Segundo a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre.
Fonte: FAB.
.
Ministro da Defesa ressalta importância do Satélite Geoestacionário para soberania do País
Raul Jungmann conheceu na terça-feira (17/01) o Centro de Operações Espaciais em Brasília, responsável pela operação do SGDC
17/01/2017 20:40h
“Esse satélite vai acabar com o apartheid digital no Brasil”. Foi essa a importância atribuída pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), ao conhecer nesta terça-feira (17/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que deve em breve se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do SGDC.
“Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro, lá no Amazonas, até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga. É o maior projeto de inclusão digital que nós já temos. Mas, além disso, esse satélite, que será controlado aqui pela FAB, na sua parte de comunicações governamentais e defesa, e pela Telebrás, na parte comercial, vai propiciar segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, afirmou o ministro. “Ele vai representar um grande salto em termos de soberania, um enorme salto em termos de segurança de nossas instituições e vai incluir digitalmente todos os brasileiros”, complementou Raul Jungmann.
Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.
“Nessa data nós estaremos, não apenas lançando um satélite, mas realizando um sonho de soberania, de comunicação, de segurança, de defesa e de inclusão digital para todos os brasileiros”, ressaltou o ministro da Defesa.
Posicionado a uma distância de 35.786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil), devendo atender às demandas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite.
“Ele também vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalizações de nossas fronteiras”, disse o ministro Jungmann .
Já a banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
“O SGDC é uma realidade que trará um grande aumento de capacidade de comunicações para o Brasil”, afirmou o Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, comandante do NUCOPE, em sua explicação ao ministro da Defesa.
Recebimento
No início de dezembro do ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, juntamente com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.
De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em até 18 anos. A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras. Segundo a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre.
Fonte: FAB.
.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
SGDC: NUCOPE-P tem novo comando
Integrar operações aéreas e espaciais é desafio de novo gestor
Localizado em Brasília, Centro de Operações Espaciais vai operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas
12/01/2017 09:54h
Integrar as operações aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB) com as operações espaciais. Esse será o principal desafio do Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, que assumiu nesta quarta-feira (11/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P), em Brasília (DF).
“Vamos fomentar um novo tipo de operação, que é a operação espacial. É uma novidade no âmbito do Comando da Aeronáutica e do Ministério da Defesa. Será uma nova doutrina de uma operação conjunta”, explica o oficial.
“O desafio será integrar a operação espacial com a aérea no aspecto operacional”, complementa o oficial que vai comandar a equipe de operação e monitoramento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
O oficial da Aeronáutica, que realizou a preparação para atuar no monitoramento do satélite no Canadá, recebeu o cargo do Coronel Helcio Vieira Junior, que ficou à frente da unidade por quatro anos. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF), no Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR).
O equipamento foi entregue oficialmente ao governo brasileiro em novembro do ano passado. Com o lançamento, previsto para os próximos meses a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a operação do equipamento será ininterrupta 24 horas por dia. De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em 18 anos.
A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras a partir do NUCOPE-P, que em breve passará a ser denominado Centro de Operações Espaciais. No espaço, localizado dentro do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), trabalharão 96 profissionais.
Os militares são responsáveis pela operação da banda X (frequência destinada exclusivamente ao uso do Ministério da Defesa), que fornecerá o suporte operacional com link de comunicações para as Forças Armadas. A banda Ka (que será usada para ampliar a oferta de banda larga) será operada pelos técnicos da Telebras. A `pilotagem´ do equipamento será compartilhada.
Preparação de recursos humanos - O NUCOPE-P foi o embrião para o surgimento do Centro de Operações Espaciais. Desde a criação, há quatro anos, foi o responsável pela capacitação de quase cem profissionais que estarão envolvidos na operação do SGDC. Parte da equipe foi enviada para formação no Canadá, França e Chile. Nos últimos meses, como parte da preparação final de controle do satélite, a fornecedora do equipamento, Thales Alenia Space, ministrou cursos técnicos em Brasília.
A partir de fevereiro, o Centro de Operações Espaciais vai realizar uma simulação de operação do satélite 24 horas. Os profissionais trabalharão em três turnos. O processo, chamado de “Day in the life”, será supervisionado pela fabricante e faz parte da verificação final para habilitação dos profissionais.
Legado – Para o Coronel Helcio, que se manteve à frente do NUCOPE-P desde a criação, está tudo pronto para a operação da banda X do SGDC. “Entrego um time pronto e um centro preparado para operar satélite de órbita baixa”, afirmou o oficial, que além de deixar o núcleo se despede da FAB após 30 anos de serviço militar.
Porém, a marca mais importante que o militar acredita ter deixado é a sensibilização das autoridades sobre a necessidade de o Brasil utilizar ferramentas espaciais e as facilidades que este instrumento possibilita.
“Acredito que o mais importante foi alertar as autoridades que existem novas capacidades espaciais”, afirmou.
Ao time que ajudou a formar e capacitar, o Coronel Helcio deixa uma mensagem de incentivo e otimismo sobre a atividade para a qual foram preparados.
“Eles têm que ser muito orgulhosos de integrar uma elite reduzida no mundo e ainda mais no Brasil que trabalha com tecnologia avançada. Ao mesmo tempo, que tenham humildade para reconhecer a importância do trabalho em fazer um País melhor, com acesso à telemedicina e teleducação, por exemplo", finalizou o militar.
Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini.
.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Reportagem sobre a Visiona na Space News
.
A mais recente edição da tradicional publicação Space News traz uma interessante reportagem sobre a busca por novos negócios pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebras formada inicialmente com o propósito de concretizar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para ser lançado em março.
A reportagem, de autoria de Caleb Henry, aborda o negócio de imagens comerciais de satélites, os planos para a construção de satélites de observação, bem como as perspectivas para o possível SGDC-2.
Para ler o texto, publicado em inglês, clique sobre o título "Brazilian satellite manufacturer seeks new business as it completes its first satellite".
Dentro dos próximos dias, reproduziremos aqui no blog Panorama Espacial outra reportagem sobre a Visiona, publicada na edição mais recente de Tecnologia & Defesa, que apresenta mais detalhes sobre seus projetos e planos para o futuro.
A mais recente edição da tradicional publicação Space News traz uma interessante reportagem sobre a busca por novos negócios pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebras formada inicialmente com o propósito de concretizar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para ser lançado em março.
A reportagem, de autoria de Caleb Henry, aborda o negócio de imagens comerciais de satélites, os planos para a construção de satélites de observação, bem como as perspectivas para o possível SGDC-2.
Para ler o texto, publicado em inglês, clique sobre o título "Brazilian satellite manufacturer seeks new business as it completes its first satellite".
Dentro dos próximos dias, reproduziremos aqui no blog Panorama Espacial outra reportagem sobre a Visiona, publicada na edição mais recente de Tecnologia & Defesa, que apresenta mais detalhes sobre seus projetos e planos para o futuro.
.
domingo, 25 de dezembro de 2016
"Entrada do SGDC em operação vai alavancar atuação da Telebras"
.
Na avaliação do presidente da empresa, Antonio Loss, responsabilidade da companhia será a de ser o principal provedor de conexão à internet por meio da banda larga no território brasileiro. "Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes", disse. Previsão é que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que teve investimentos de R$ 2,1 bilhões, seja lançado ao espaço no ano que vem.
23/12/2016
A partir do dia 21 de março de 2017, o Brasil vai ter um novo padrão de telecomunicações e a Telebras vai ser o grande provedor de conexão à internet no país. A afirmação é do presidente da companhia, Antonio Loss, que destacou o desafio da empresa com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o próximo ano.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi concluído e entregue ao governo brasileiro em 1º de dezembro último, em Cannes, na França. O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O satélite será operado pela Telebras e terá uma faixa de frequência usada para ampliar a oferta de banda larga em todo o Brasil (banda Ka) e outra parte destinada exclusivamente ao uso militar (banda X).
“Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes. Vamos levar acesso à internet às pessoas em qualquer lugar e garantir a segurança das comunicações na área de defesa”, reforçou Antonio Loss.
Grande parte da capacidade do equipamento, 70%, será utilizada na oferta de banda larga aos brasileiros, principalmente para áreas remotas do país, como a região amazônica. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, em março do próximo ano. O equipamento, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Balanço – O satélite geoestacionário foi o grande destaque da reunião entre diretores e servidores da Telebrás para apresentar os resultados obtidos pela empresa em 2016. No encontro, as diretorias mostraram as principais iniciativas de cada área entre os 464 projetos apresentados neste ano e que terão continuidade em 2017.
O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, apontou como prioridade o aumento da capacidade das cinco redes de fibra óptica da empresa, os chamados backbones, que abrangem todas as regiões do Brasil. Segundo ele, o lançamento do SGDC vai aumentar a demanda pela capacidade de tráfego dessas redes.
“Em 2016, melhoramos as condições de operação das redes para dar mais qualidade ao cliente. E, para 2017, vamos investir na ampliação da capacidade para dar vazão ao tráfego que o país vai precisar a partir do lançamento do satélite”, afirmou Valente.
Fonte: MCTIC
.
Na avaliação do presidente da empresa, Antonio Loss, responsabilidade da companhia será a de ser o principal provedor de conexão à internet por meio da banda larga no território brasileiro. "Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes", disse. Previsão é que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que teve investimentos de R$ 2,1 bilhões, seja lançado ao espaço no ano que vem.
23/12/2016
A partir do dia 21 de março de 2017, o Brasil vai ter um novo padrão de telecomunicações e a Telebras vai ser o grande provedor de conexão à internet no país. A afirmação é do presidente da companhia, Antonio Loss, que destacou o desafio da empresa com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o próximo ano.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi concluído e entregue ao governo brasileiro em 1º de dezembro último, em Cannes, na França. O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O satélite será operado pela Telebras e terá uma faixa de frequência usada para ampliar a oferta de banda larga em todo o Brasil (banda Ka) e outra parte destinada exclusivamente ao uso militar (banda X).
“Vamos ter a honra e a responsabilidade de entregar um serviço para os brasileiros como nunca foi feito antes. Vamos levar acesso à internet às pessoas em qualquer lugar e garantir a segurança das comunicações na área de defesa”, reforçou Antonio Loss.
Grande parte da capacidade do equipamento, 70%, será utilizada na oferta de banda larga aos brasileiros, principalmente para áreas remotas do país, como a região amazônica. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, em março do próximo ano. O equipamento, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Balanço – O satélite geoestacionário foi o grande destaque da reunião entre diretores e servidores da Telebrás para apresentar os resultados obtidos pela empresa em 2016. No encontro, as diretorias mostraram as principais iniciativas de cada área entre os 464 projetos apresentados neste ano e que terão continuidade em 2017.
O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, apontou como prioridade o aumento da capacidade das cinco redes de fibra óptica da empresa, os chamados backbones, que abrangem todas as regiões do Brasil. Segundo ele, o lançamento do SGDC vai aumentar a demanda pela capacidade de tráfego dessas redes.
“Em 2016, melhoramos as condições de operação das redes para dar mais qualidade ao cliente. E, para 2017, vamos investir na ampliação da capacidade para dar vazão ao tráfego que o país vai precisar a partir do lançamento do satélite”, afirmou Valente.
Fonte: MCTIC
.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
SGDC: mais sobre a entrega na França
.
.Brasil recebe oficialmente satélite geoestacionário nesta quinta-feira
Equipamento deve ser lançado em 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa
30/11/2016 09:00h
O Brasil recebe oficialmente nesta quinta-feira (01/12) em Cannes, na França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A cerimônia contará com as presenças do ministro da Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e do presidente da Telebrás, Antonio Klinger Loss Leite.
“Esse primeiro satélite representa um salto enorme em termos de comunicações de defesa. Ampliará a nossa capacidade de forma segura e, por isso, representa um enorme avanço ao País”, afirma o ministro da Defesa.
O lançamento do SGDC está previsto para o primeiro trimestre de 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.
O satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. O equipamento tem 5,8 toneladas e cinco metros de altura. Quando entrar em funcionamento, vai permitir a expansão da internet banda larga para todo o País e comunicações seguras ao governo brasileiro.
Nos últimos meses o equipamento passou pela fase final de testes na fabricante (Thales Alenia Space), no sul da França. Foi testado o sistema de telecomunicações e de telecomando, que simula as condições de transmissão das antenas. Na prova de vibração, o satélite recebeu cargas de vibração mecânica que simularam as condições de lançamento. Todo o processo foi acompanhado por profissionais brasileiros.
Capacitação - Os profissionais que vão operar o satélite geoestacionário de defesa e comunicações estão na última fase de treinamentos. Foram mais de dois anos de preparação. Parte dos profissionais teve formação no Canadá, França e Chile.
Na etapa final de formação realizada no Brasil, foram mais de 30 cursos com duração média de uma semana. Os últimos módulos se encerram em fevereiro do próximo ano. As oficinas envolvem aulas teóricas e práticas e são ministradas por estrangeiros em Brasília, onde está localizada uma das antenas de comando. Outras antenas de recepção estão instaladas em áreas militares em diferentes Estados. Cada módulo de instrução é dirigido à equipe responsável por áreas específicas de operação ou de manutenção.
A partir de janeiro, os cerca de 60 profissionais, militares das Forças Armadas e funcionários da Telebrás, do Núcleo do Centro Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P) usarão simuladores para testar a operação do satélite.
Sobre o SGDC – O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite. A banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebrás. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). De acordo com a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre, e o valor anual de manutenção é estimado em R$ 10 milhões. A vida útil do SGDC está estimada em 18 anos.
Fonte: FAB
.
domingo, 30 de outubro de 2016
SGDC: governo libera R$291 milhões
.
Governo libera R$ 291 milhões a Telebras para lançamento de satélite
Valor
28/10/2016, 20h31
A Telebras informou nesta sexta-feira que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão liberou um montante de R$ 291,1 milhões como reforço orçamentário para o desenvolvimento e lançamento de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC).
O SGDC é construído pela empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS) e supervisionado pela Visiona, parceria entre a Embraer e Telebras.
O lançamento deve ser feito até fevereiro de 2017 e atenderá aos Ministérios das Comunicações e Defesa.
Fonte: Valor Econômico, via UOL.
.
Governo libera R$ 291 milhões a Telebras para lançamento de satélite
Valor
28/10/2016, 20h31
A Telebras informou nesta sexta-feira que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão liberou um montante de R$ 291,1 milhões como reforço orçamentário para o desenvolvimento e lançamento de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC).
O SGDC é construído pela empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS) e supervisionado pela Visiona, parceria entre a Embraer e Telebras.
O lançamento deve ser feito até fevereiro de 2017 e atenderá aos Ministérios das Comunicações e Defesa.
Fonte: Valor Econômico, via UOL.
.
sábado, 8 de outubro de 2016
INPE: balões para comunicações
.
Conexão entre INPE e Fatec demonstra uso de internet via balão
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2016
O funcionamento do Conectar, idealizado para levar internet a comunidades distantes por meio de balões, será demonstrado na manhã desta sexta-feira (7/10) na comunicação entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo projeto, e a Faculdade de Tecnologia (Fatec) de São José dos Campos.
Um balão com transceptores de rádio será içado no campus da Fatec, onde professores e alunos receberão o contato que será feito pela equipe de pesquisadores, na sede do INPE.
Além de demonstrar como funciona a tecnologia, que permite a cobertura de áreas com até 50 km com apenas um balão, o objetivo da ação do INPE com a Fatec é fomentar a colaboração entre as duas instituições.
"A Fatec muito pode contribuir para que instituições como o INPE e o CPqD, que vêm participando dos desenvolvimentos, possam gerar novos produtos, tanto no sentido de melhorar seu desempenho quanto para otimizar os custos de produção e manutenção do sistema Conectar", defende o pesquisador José Ângelo Neri, coordenador do projeto.
Inteiramente nacional, o projeto conta com a participação de empresas brasileiras para a produção e operação com balões e o uso da tecnologia de rádios comunicadores digitais.
Além da difusão para pontos de difícil acesso do país a partir de cidades servidas por fibras ópticas, uma das aplicações possíveis para o Conectar é a ampliação da cobertura nas vizinhanças dos terminais de internet banda larga do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para entrar em operação em 2017. A iniciativa seria competitiva principalmente em áreas de difícil acesso como a Amazônia.
"Este é um projeto que permite, claramente, 'conectar' ciência, tecnologia, inovações e comunicações", conclui o pesquisador, citando as áreas de atuação do ministério (MCTIC) ao qual o INPE é vinculado.
Fonte: INPE
Comentários do blog: demonstrações envolvendo balões para aplicações em comunicações chegaram a ser realizadas no final de 2013, em ações que envolveram o INPE, as empresas brasileiras Telebrás e Altave, e o grupo americano Google (veja em “Telebras e balões para comunicações”). Interessante observar a aparente tendência do uso de balões para comunicações, observação e vigilância, inclusive para Defesa & Segurança. A multinacional SES, uma das maiores provedoras de serviços de comunicações por satélite, anunciou há algumas semanas o lançamento de uma solução de comunicações e vigilância envolvendo balões para este mercado específico.
.
Conexão entre INPE e Fatec demonstra uso de internet via balão
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2016
O funcionamento do Conectar, idealizado para levar internet a comunidades distantes por meio de balões, será demonstrado na manhã desta sexta-feira (7/10) na comunicação entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo projeto, e a Faculdade de Tecnologia (Fatec) de São José dos Campos.
Um balão com transceptores de rádio será içado no campus da Fatec, onde professores e alunos receberão o contato que será feito pela equipe de pesquisadores, na sede do INPE.
Além de demonstrar como funciona a tecnologia, que permite a cobertura de áreas com até 50 km com apenas um balão, o objetivo da ação do INPE com a Fatec é fomentar a colaboração entre as duas instituições.
"A Fatec muito pode contribuir para que instituições como o INPE e o CPqD, que vêm participando dos desenvolvimentos, possam gerar novos produtos, tanto no sentido de melhorar seu desempenho quanto para otimizar os custos de produção e manutenção do sistema Conectar", defende o pesquisador José Ângelo Neri, coordenador do projeto.
Inteiramente nacional, o projeto conta com a participação de empresas brasileiras para a produção e operação com balões e o uso da tecnologia de rádios comunicadores digitais.
Além da difusão para pontos de difícil acesso do país a partir de cidades servidas por fibras ópticas, uma das aplicações possíveis para o Conectar é a ampliação da cobertura nas vizinhanças dos terminais de internet banda larga do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para entrar em operação em 2017. A iniciativa seria competitiva principalmente em áreas de difícil acesso como a Amazônia.
"Este é um projeto que permite, claramente, 'conectar' ciência, tecnologia, inovações e comunicações", conclui o pesquisador, citando as áreas de atuação do ministério (MCTIC) ao qual o INPE é vinculado.
Fonte: INPE
Comentários do blog: demonstrações envolvendo balões para aplicações em comunicações chegaram a ser realizadas no final de 2013, em ações que envolveram o INPE, as empresas brasileiras Telebrás e Altave, e o grupo americano Google (veja em “Telebras e balões para comunicações”). Interessante observar a aparente tendência do uso de balões para comunicações, observação e vigilância, inclusive para Defesa & Segurança. A multinacional SES, uma das maiores provedoras de serviços de comunicações por satélite, anunciou há algumas semanas o lançamento de uma solução de comunicações e vigilância envolvendo balões para este mercado específico.
.
domingo, 25 de setembro de 2016
Teletime: atualizações sobre o SGDC
.
SGDC terá como foco principal o atendimento do mercado de provedores, diz Telebras
sábado, 24 de setembro de 2016 , 00h48
SAMUEL POSSEBON | samuca@convergecom.com.br
A Telebras parece ter definido que a prioridade das aplicações comerciais do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), a ser lançado em fevereiro de 2017, será mesmo o atendimento ao mercado de provedores de acesso em localidades com pouca capacidade. A estatal mandou mensagens erráticas ao mercado nos últimos anos sobre o uso do SGDC. Em um momento, insinuou que faria oferta direta ao consumidor, depois se colocou exclusivamente como uma prestadora de serviços ao governo. Agora, ao que tudo indica, voltou ao plano original. Quem apresentou esse planejamento foi Alex Magalhães, novo diretor comercial da estatal, durante o Congresso Latinoamericano de Satélites. Segundo ele, a venda direta só vai no caso da população não atendida pela operadoras, e mesmo assim não será prioridade. "Vamos começar com os maiores parceiros terrestres, mas queremos chegar aos menores que ainda não sejam clientes", disse. Sobre o uso pelo governo, ele diz que é algo que está distante ainda porque é preciso avaliar para que tipos de aplicações o satélite pode ser utilizado, em função da latência e da disponibilidade do serviço. A parte comercial do SGDC tem capacidade de 58 Gbps em banda Ka.
Durante o evento, a StarOne até indicou que teria a disposição de contratar capacidade do SGDC para complementar a sua cobertura, já que o satélite brasileiro tem cobertura em todo o território. Magalhães disse que todas as possibilidades poderão ser olhadas, mas que a prioridade é o atendimento aos ISPs.
Sobre os eventuais atrasos no projeto em função da determinação do Tribunal de Contas da União para suspender a licitação de contratação das gateways e hubs, Magalhães reconheceu que isso tem o potencial de prejudicar o cronograma de início de operações, mas que a estatal está tentando contornar o problema correndo em outras etapas para compensar o atraso e manter os prazos finais. Ele não explicou como a Telebras pretende convencer o TCU a liberar a contratação dos equipamentos licitados.
Defesa
Já as aplicações militares decorrentes do uso da banda X do SGDC, segundo o Coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do Núcleo de Operações Espaciais, devem ser muito parecidas com as atuais. "Não vamos ver nenhuma mudança qualitativas das aplicações, mas quantitativa. A rede de comando e controle chegará a níveis mais intermediários, com aumento quantitativo significativo. E serviços que demandam mais banda serão providos em capacidade maior", explicou.
"As forças armadas das nações mais desenvolvidas têm um projeto chamado soldado digital, em que o combatente tem o máximo de informação possível na ponta. Com o SGDC a gente chega no nível intermediário de comando e controle, mas ainda precisamos chegar na ponta, inclusive com outras bandas que não sejam a banda X".
Em relação ao planejamento de um segundo satélite, tanto Telebras quanto a Defesa acreditam que o lançamento do primeiro satélite deve provocar essa discussão dentro do governo. Segundo o comandante, ainda é preciso ter redundância nessa comunicação, o que em parte é feito com a capacidade contratada da StarOne. "Mas precisamos de um backup, porque quem tem um não tem nenhum. Qual é a prioridade disso em relação às comunicações é algo a ser discutido ainda. E com o sucesso do SGDC 1 e sua operação, nós vamos sentar com os demais players do governo e refletir. Espero que o lançamento seja uma luz para outras áreas. Mas a necessidade de redundância se coloca já", disse.
Ele lembrou que em função dos cortes orçamentários e a prioridade ao pagamento da construção do satélite, os dois centros de operação funcionarão em instalações provisórias num primeiro momento, mas que já estão abrigando os treinamentos práticos dos controladores, com plenas condições. Segundo ele, o aprendizado das equipes que acompanharam a construção do SGDC (cerca de 30 pessoas) foi extremamente valioso em termos de transferência de conhecimento e experiência e que isso será fundamental na fase operacional do satélite.
Fonte: Teletime.
.
SGDC terá como foco principal o atendimento do mercado de provedores, diz Telebras
sábado, 24 de setembro de 2016 , 00h48
SAMUEL POSSEBON | samuca@convergecom.com.br
A Telebras parece ter definido que a prioridade das aplicações comerciais do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), a ser lançado em fevereiro de 2017, será mesmo o atendimento ao mercado de provedores de acesso em localidades com pouca capacidade. A estatal mandou mensagens erráticas ao mercado nos últimos anos sobre o uso do SGDC. Em um momento, insinuou que faria oferta direta ao consumidor, depois se colocou exclusivamente como uma prestadora de serviços ao governo. Agora, ao que tudo indica, voltou ao plano original. Quem apresentou esse planejamento foi Alex Magalhães, novo diretor comercial da estatal, durante o Congresso Latinoamericano de Satélites. Segundo ele, a venda direta só vai no caso da população não atendida pela operadoras, e mesmo assim não será prioridade. "Vamos começar com os maiores parceiros terrestres, mas queremos chegar aos menores que ainda não sejam clientes", disse. Sobre o uso pelo governo, ele diz que é algo que está distante ainda porque é preciso avaliar para que tipos de aplicações o satélite pode ser utilizado, em função da latência e da disponibilidade do serviço. A parte comercial do SGDC tem capacidade de 58 Gbps em banda Ka.
Durante o evento, a StarOne até indicou que teria a disposição de contratar capacidade do SGDC para complementar a sua cobertura, já que o satélite brasileiro tem cobertura em todo o território. Magalhães disse que todas as possibilidades poderão ser olhadas, mas que a prioridade é o atendimento aos ISPs.
Sobre os eventuais atrasos no projeto em função da determinação do Tribunal de Contas da União para suspender a licitação de contratação das gateways e hubs, Magalhães reconheceu que isso tem o potencial de prejudicar o cronograma de início de operações, mas que a estatal está tentando contornar o problema correndo em outras etapas para compensar o atraso e manter os prazos finais. Ele não explicou como a Telebras pretende convencer o TCU a liberar a contratação dos equipamentos licitados.
Defesa
Já as aplicações militares decorrentes do uso da banda X do SGDC, segundo o Coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do Núcleo de Operações Espaciais, devem ser muito parecidas com as atuais. "Não vamos ver nenhuma mudança qualitativas das aplicações, mas quantitativa. A rede de comando e controle chegará a níveis mais intermediários, com aumento quantitativo significativo. E serviços que demandam mais banda serão providos em capacidade maior", explicou.
"As forças armadas das nações mais desenvolvidas têm um projeto chamado soldado digital, em que o combatente tem o máximo de informação possível na ponta. Com o SGDC a gente chega no nível intermediário de comando e controle, mas ainda precisamos chegar na ponta, inclusive com outras bandas que não sejam a banda X".
Em relação ao planejamento de um segundo satélite, tanto Telebras quanto a Defesa acreditam que o lançamento do primeiro satélite deve provocar essa discussão dentro do governo. Segundo o comandante, ainda é preciso ter redundância nessa comunicação, o que em parte é feito com a capacidade contratada da StarOne. "Mas precisamos de um backup, porque quem tem um não tem nenhum. Qual é a prioridade disso em relação às comunicações é algo a ser discutido ainda. E com o sucesso do SGDC 1 e sua operação, nós vamos sentar com os demais players do governo e refletir. Espero que o lançamento seja uma luz para outras áreas. Mas a necessidade de redundância se coloca já", disse.
Ele lembrou que em função dos cortes orçamentários e a prioridade ao pagamento da construção do satélite, os dois centros de operação funcionarão em instalações provisórias num primeiro momento, mas que já estão abrigando os treinamentos práticos dos controladores, com plenas condições. Segundo ele, o aprendizado das equipes que acompanharam a construção do SGDC (cerca de 30 pessoas) foi extremamente valioso em termos de transferência de conhecimento e experiência e que isso será fundamental na fase operacional do satélite.
Fonte: Teletime.
.
quarta-feira, 23 de março de 2016
SGDC: Dilma e Aldo visitam centro de controle
.
Dilma e Aldo visitam obras no centro de controle do 1º satélite brasileiro de defesa
Brasília, 23/03/2016 – A presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e o ministro das Comunicações, André Figueiredo, visitaram nesta quarta-feira (23) as obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e das Comunicações (MC). Este será o primeiro equipamento do tipo totalmente controlado pelo governo brasileiro, com previsão de lançamento em órbita entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.
“Esse satélite vai cobrir o Brasil em suas áreas mais remotas, conectando banda larga. É uma conquista para o Brasil. É importante ressaltar que é um patamar tecnológico que nós temos de alcançar, não só lançar o satélite, mas num segundo momento, sermos capazes de produzir, aqui no Brasil, esses equipamentos”, ressaltou a presidenta Dilma durante a visita.
O ministro Aldo Rebelo reforçou que, com o equipamento, o Brasil vai ganhar maior segurança nas comunicações militares e estratégicas. “O satélite, por ser operado a partir de bases nacionais, oferece segurança para a conexão ligada à área de defesa. Ou seja, o Brasil terá, com esse satélite, as suas condições de defesa nacional ampliadas e asseguradas. Além disso, o satélite vai democratizar o acesso à internet, ao oferecer conexão em todo o território nacional”, afirmou Aldo.
Instalada dentro do 6º Comando Aéreo Regional (VI COMAR) da Aeronáutica, em Brasília, a antena de comunicação com o satélite – que tem 18 metros de altura e 13m de diâmetro – será utilizada para controlar remotamente o satélite. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. Uma segunda antena auxiliar no comando do satélite também será montada em outro centro de operações, também localizado dentro de uma instalação militar, no Rio de Janeiro.
O satélite vai operar na chamada banda X, uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a cerca de 25% da capacidade total do satélite. Hoje, as comunicações militares brasileiras são realizadas por meio do aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o SGDC já estiver operando, o MD vai manter somente um desses contratos com operadores privados, apenas como garantia em caso de possíveis falhas no SGDC.
Além da economia de recursos, o lançamento do satélite vai possibilitar ao Ministério da Defesa reforçar seu Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) com mais 288 MHz de largura de banda, além do aumento de cobertura e potência de transmissão.
O equipamento também será utilizado pelo Governo Federal, por meio da Telebras, para levar internet em alta velocidade a regiões remotas do País, como a Amazônia, dentro das ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pelo Ministério das Comunicações.
O SGDC
O satélite está sendo fabricado em Cannes, na França, e começou a ser construído em janeiro de 2014. O lançamento, organizado pela empresa Arianespace, ocorrerá na base de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa. A construção do equipamento está sendo feita pela Thales Space, sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a Telebras – estatal federal do setor de telecomunicações – e a Embraer – empresa privada líder nos setores aeroespacial e de defesa.
A criação da Visiona, em 2012, corresponde a uma das ações selecionadas como prioritárias no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para atender aos objetivos e às diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).
Fonte: Ministério da Defesa
.
quinta-feira, 17 de março de 2016
SGDC: recursos da FINEP para a CENIC
.
Finep aprova R$ 4 milhões para Cenic equipar satélite brasileiro
Publicado em 16 Março 2016
A Cenic, uma das responsáveis por equipar o satélite geoestacionário brasileiro de defesa e comunicações estratégicas, teve aprovado R$ 4 milhões em Subvenção Econômica a partir de edital que envolveu a Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB). Com os recursos, dois painéis estruturais serão desenvolvidos para suportar as baterias do satélite no ar, que deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016 pela empresa Arianespace.
Além da Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas AEL Sistemas, dentre outras, também foram empresas selecionadas. O edital previa ao todo a aplicação de R$ 53 milhões em recursos não reembolsáveis.
Satélite geoestacionário
A iniciativa começou no fim de 2013 e envolveu os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da própria Finep, que apoiou o projeto com R$ 240 milhões. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro é um projeto em construção em Cannes, na França, fabricado pela Thales Alenia Space (TAS).
Supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, em parceria com a Embraer e Telebras, o equipamento pesa 5,8 toneladas e vai garantir conexão com a internet mesmo nos municípios mais distantes do país, ampliando o acesso Banda Larga. Além de permitir cobrir áreas isoladas com internet, ele deve garantir mais segurança às comunicações estratégicas do governo federal, reforçando a rede terrestre de autarquia, atualmente com 28 mil km de extensão e presente em todas as regiões brasileiras.
O satélite, que custou R$ 2,2 bilhões ao todo, passará por um período de ajustes e testes e começará sua operação em definitivo no início de 2017. Ele ficará posicionado a uma distância de mais de 35 mil quilômetros da superfície da Terra.
Fonte: FINEP
.
Finep aprova R$ 4 milhões para Cenic equipar satélite brasileiro
Publicado em 16 Março 2016
A Cenic, uma das responsáveis por equipar o satélite geoestacionário brasileiro de defesa e comunicações estratégicas, teve aprovado R$ 4 milhões em Subvenção Econômica a partir de edital que envolveu a Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB). Com os recursos, dois painéis estruturais serão desenvolvidos para suportar as baterias do satélite no ar, que deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016 pela empresa Arianespace.
Além da Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas AEL Sistemas, dentre outras, também foram empresas selecionadas. O edital previa ao todo a aplicação de R$ 53 milhões em recursos não reembolsáveis.
Satélite geoestacionário
A iniciativa começou no fim de 2013 e envolveu os ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da própria Finep, que apoiou o projeto com R$ 240 milhões. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro é um projeto em construção em Cannes, na França, fabricado pela Thales Alenia Space (TAS).
Supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, em parceria com a Embraer e Telebras, o equipamento pesa 5,8 toneladas e vai garantir conexão com a internet mesmo nos municípios mais distantes do país, ampliando o acesso Banda Larga. Além de permitir cobrir áreas isoladas com internet, ele deve garantir mais segurança às comunicações estratégicas do governo federal, reforçando a rede terrestre de autarquia, atualmente com 28 mil km de extensão e presente em todas as regiões brasileiras.
O satélite, que custou R$ 2,2 bilhões ao todo, passará por um período de ajustes e testes e começará sua operação em definitivo no início de 2017. Ele ficará posicionado a uma distância de mais de 35 mil quilômetros da superfície da Terra.
Fonte: FINEP
.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
"A Visiona de olho na Terra"
.
A Visiona de olho na Terra
Ivan Plavetz
Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.
A demanda
A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.
Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.
Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.
Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.
A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.
Parcerias e constelação
Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.
Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.
No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.
Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.
Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.
Amazônia SAR e o CBERS
Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.
Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.
Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Expectativas
Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.
Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.
Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 143, janeiro de 2016.
.
A Visiona de olho na Terra
Ivan Plavetz
Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.
A demanda
A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.
Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.
Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.
Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.
A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.
Parcerias e constelação
Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.
Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.
No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.
Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.
Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.
Amazônia SAR e o CBERS
Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.
Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.
Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Expectativas
Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.
Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.
Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 143, janeiro de 2016.
.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
SGDC avança
.
Ministro das Comunicações conhece obras de infraestrutura de solo para operar satélite
Antena principal de comando do SGDC ficará em Brasília
07/01/2016 17:32h
O Ministro das Comunicações, André Figueiredo, conheceu nesta quinta-feira (07/01) as obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O Centro de Operações Principal, que ficará em Brasília dentro da área do Sexto Comando Aéreo Regional, conta com a antena de comando e controle, estações de trabalho de radiofreqüência e de monitoramento do satélite. Até a conclusão das obras do prédio principal, os equipamentos serão instalados em contêineres de telecomunicações e dentro do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA).
“Daqui eu saio bem impressionado com a dedicação da equipe, tanto da Aeronáutica como da Telebrás. Nossa expectativa é que possamos fazer avançar e acelerar esse projeto, lançando o satélite no último trimestre deste ano e entrando em operação no início de 2017, mas já com a construção das instalações em andamento para que a gente possa concluir, quem sabe, em 2017 o projeto como um todo”, afirmou.
Nesta semana os técnicos da Thales Alenia, construtora do satélite, estão montando a antena de comando e controle na capital federal. A estrutura suporta as 42 toneladas do equipamento. O diâmetro da antena é de 13 metros e será responsável por controlar o equipamento assim que entrar em órbita. A segunda antena de comando será montada no Rio de Janeiro assim que terminar o trabalho em Brasília. Todas as obras de solo do SGDC estão sendo erguidas em áreas militares.
Paralelo a isso, o SGDC entra neste mês em fase de testes na cidade de Cannes, na França. Em dezembro passado, os módulos de comunicação e serviço foram integrados. Cerca de 30 brasileiros, militares e civis, acompanham o processo que envolve transferência de tecnologia. A partir de março, os profissionais que vão operar o satélite executarão os treinamentos finais nesta estrutura.
O ministro também destacou a importância do satélite que atenderá as demandas de comunicação do Ministério da Defesa e ao Plano Nacional de Banda Larga. “Temos o lançamento do SGDC como um dos mais importantes momentos não apenas nas áreas das comunicações, mas também da defesa. A previsão é que a partir da montagem da antena e dos equipamentos, que vão dar suporte ao nosso satélite, e do lançamento do edital do novo edifício, nós possamos conversar com as áreas do governo federal, especialmente da equipe econômica, para mostrar a importância de acelerarmos a construção desse prédio e fazermos o projeto ser concluído da forma como estava previsto”, ressaltou.
O centro de operações principal terá cerca de 60 mil metros quadrados de área construída e vai atender aos requisitos de segurança nível quatro, o que inclui redundância de fornecimento de energia elétrica, sistemas de segurança e refrigeração, entre outros requisitos. As medidas visam eliminar as chances de haver qualquer perda de contato entre comando em solo e satélite em órbita.
Auditado pelo TCU - De acordo com a Telebrás, esse é o primeiro projeto do governo brasileiro auditado pelo Tribunal de Contas da União antes de ser executado. Todas as obras foram projetados em 3 D pelo sistema Bim Revit. O software do projeto permite modelagem de informação de construção. As imagens apresentadas são exatamente como o projeto deve ficar. Agência Força Aérea/Cabo V. Santos
Futuro – Ao mesmo tempo em que se aproxima o momento de lançamento do SGDC, as atenções se voltam para as necessidades brasileiras de outros satélites. De acordo com o Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CISCEA), Major-Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá, pensando na renovação futura da infraestrutura que suporta o controle do tráfego aéreo a prioridade é um satélite que atenda a banda C. “É porque realmente precisa. Se nós queremos autonomia na parte de comunicações de tráfego aéreo, precisamos de mais satélites, mais com banda Ka, X e C”, detalha.
Fonte: FAB
.
Ministro das Comunicações conhece obras de infraestrutura de solo para operar satélite
Antena principal de comando do SGDC ficará em Brasília
07/01/2016 17:32h
O Ministro das Comunicações, André Figueiredo, conheceu nesta quinta-feira (07/01) as obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O Centro de Operações Principal, que ficará em Brasília dentro da área do Sexto Comando Aéreo Regional, conta com a antena de comando e controle, estações de trabalho de radiofreqüência e de monitoramento do satélite. Até a conclusão das obras do prédio principal, os equipamentos serão instalados em contêineres de telecomunicações e dentro do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA).
“Daqui eu saio bem impressionado com a dedicação da equipe, tanto da Aeronáutica como da Telebrás. Nossa expectativa é que possamos fazer avançar e acelerar esse projeto, lançando o satélite no último trimestre deste ano e entrando em operação no início de 2017, mas já com a construção das instalações em andamento para que a gente possa concluir, quem sabe, em 2017 o projeto como um todo”, afirmou.
Nesta semana os técnicos da Thales Alenia, construtora do satélite, estão montando a antena de comando e controle na capital federal. A estrutura suporta as 42 toneladas do equipamento. O diâmetro da antena é de 13 metros e será responsável por controlar o equipamento assim que entrar em órbita. A segunda antena de comando será montada no Rio de Janeiro assim que terminar o trabalho em Brasília. Todas as obras de solo do SGDC estão sendo erguidas em áreas militares.
Paralelo a isso, o SGDC entra neste mês em fase de testes na cidade de Cannes, na França. Em dezembro passado, os módulos de comunicação e serviço foram integrados. Cerca de 30 brasileiros, militares e civis, acompanham o processo que envolve transferência de tecnologia. A partir de março, os profissionais que vão operar o satélite executarão os treinamentos finais nesta estrutura.
O ministro também destacou a importância do satélite que atenderá as demandas de comunicação do Ministério da Defesa e ao Plano Nacional de Banda Larga. “Temos o lançamento do SGDC como um dos mais importantes momentos não apenas nas áreas das comunicações, mas também da defesa. A previsão é que a partir da montagem da antena e dos equipamentos, que vão dar suporte ao nosso satélite, e do lançamento do edital do novo edifício, nós possamos conversar com as áreas do governo federal, especialmente da equipe econômica, para mostrar a importância de acelerarmos a construção desse prédio e fazermos o projeto ser concluído da forma como estava previsto”, ressaltou.
O centro de operações principal terá cerca de 60 mil metros quadrados de área construída e vai atender aos requisitos de segurança nível quatro, o que inclui redundância de fornecimento de energia elétrica, sistemas de segurança e refrigeração, entre outros requisitos. As medidas visam eliminar as chances de haver qualquer perda de contato entre comando em solo e satélite em órbita.
Auditado pelo TCU - De acordo com a Telebrás, esse é o primeiro projeto do governo brasileiro auditado pelo Tribunal de Contas da União antes de ser executado. Todas as obras foram projetados em 3 D pelo sistema Bim Revit. O software do projeto permite modelagem de informação de construção. As imagens apresentadas são exatamente como o projeto deve ficar. Agência Força Aérea/Cabo V. Santos
Futuro – Ao mesmo tempo em que se aproxima o momento de lançamento do SGDC, as atenções se voltam para as necessidades brasileiras de outros satélites. De acordo com o Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CISCEA), Major-Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá, pensando na renovação futura da infraestrutura que suporta o controle do tráfego aéreo a prioridade é um satélite que atenda a banda C. “É porque realmente precisa. Se nós queremos autonomia na parte de comunicações de tráfego aéreo, precisamos de mais satélites, mais com banda Ka, X e C”, detalha.
Fonte: FAB
.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
SGDC: 2 anos do NuCOPE-P
.
Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas
Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades
24/10/2015
Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.
“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.
De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.
Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.
O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.
Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.
Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.
Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.
O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Fonte: FAB
.
Ao completar 2 anos, Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal projeta novas metas
Unidade da FAB é responsável por preparar operadores militares de satélites, entre outras atividades
24/10/2015
Ao completar dois anos de atividades, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) traça os próximos passos para consolidar as ações de implantação do centro de operações do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas (SGDC), primeiro satélite brasileiro cujo lançamento está previsto para 2016 e que terá uso civil e militar. O equipamento dará segurança a transmissão de informações estratégicas do País e irá ampliar acesso à banda larga.
“Muito trabalho foi feito, mas sabemos que o próximo ano trará muito mais. Teremos o início das nossas instalações em Brasília”, avalia e projeta o comandante da unidade, Coronel Hélcio Vieira Júnior.
De acordo com o militar, os objetivos para o próximo ano incluem a capacitação de militares brasileiros com o primeiro curso de operação do SGDC, realizado a partir de março no Brasil. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer modelo brasileiro de operação.
Outra meta importante da organização é escrever, junto ao junto ao Ministério da Defesa, a doutrina de Operação de Sistemas Espaciais Militares. As regras de uso e operação serão inéditas para o País.
O Núcleo também está envolvido, em conjunto com a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e a Telebrás, na gerência do projeto SGDC e na construção das instalações do centro de operações. As obras para abrigar a antena que enviará os comandos ao SGDC já iniciaram. O equipamento tem cerca de 13 metros de diâmetro.
Ainda junto à Telebrás, o NuCOPE deve desenvolver acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do COPE entre os partícipes, dentre outras coisas”, detalha.
Com o lançamento do SGDC, previsto para setembro do ano que vem, o Núcleo também recebeu a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília, e secundário, no Rio de Janeiro.
Saiba mais - O NuCOPE-P foi criado em 2013, com os seguintes objetivos de tomar as ações administrativas necessárias à criação e ativação do Centro de Operações Espaciais e do Centro de Operações Espaciais Secundário, e pela capacitação dos recursos humanos que mobiliarão esses centros.
O aniversário foi celebrado na segunda-feira (19/10) em Brasília com uma cerimônia militar presidida pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira.
Fonte: FAB
.
Assinar:
Postagens (Atom)







