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Após meses de expectativa desde a seleção dos fornecedores em agosto, ontem (28) foi finalmente assinado o contrato entre a Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial que, de fato, concretiza o desejo de mais de uma década do governo brasileiro em dispor de um sistema próprio para comunicações estratégicas e militares.
Idealizado inicialmente com o nome Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), o projeto sofreu significativas alterações, perdendo algumas funções (CNS/ATM, meteorologia) e adquirindo outras (atendimento ao Plano Nacional de Banda Larga), passando então a adotar o "pomposo" nome de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Seu resultado, é inegável, foi significativamente influenciado pelo "fator Snowden".
Aspecto pouco (ou nem sequer) analisado na imprensa, mesmo especializada, é o significado do SGDC para o Programa Espacial Brasileiro, não necessariamente em transferência tecnológica, elemento que, pelo que apuramos, tem uma natureza de "soft" e é relativamente incerto (Nota do blog: abordaremos este assunto com mais detalhes em breve).
O SGDC "patrocinou" a criação da Visiona, que ambiciona ser a prime contractor de projetos do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa. Ainda, é exemplo claro de que o Programa Espacial não necessariamente terá o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como ator principal e impulsor de iniciativas. Obviamente, este participa e participará, mas os impulsos e decisões parecem vir de motivações e decisões de outros setores do governo.
O extrato de dispensa de licitação publicado no Diário Oficial traz mais detalhes sobre a contratação, tais como o valor exato (pouco menos de $1,311 bilhão), e o prazo de execução (222 meses), que se estende até o término da vida útil do satélite quando em órbita.
Agora, conforme noticiado na imprensa francesa, a expectativa é que os contratos para a construção do satélite e seu lançamento, respectivamente, a cargo da franco-italiana Thales Alenia Space e da europeia Arianespace, sejam assinados nas próximas semanas e oficialmente anunciados na visita do presidente francês, François Hollande, ao Brasil, entre 12 e 13 de dezembro.
A missão de Hollande, aliás, lembra a visita de outro presidente francês, Nicolas Sarkozy, em dezembro de 2008, ocasião em que foi firmado um instrumento de parceria estratégica entre os dois países, que incluía tópicos na área espacial, inclusive o próprio satélite geoestacionário, além de negócios bilionários envolvendo submarinos e helicópteros.
Transferência de tecnologia
Em reportagem da Space News, consta a informação, possivelmente oriunda de fontes francesas, de que como parte do processo de transferência (ou absorção?) de tecnologia, cerca de 30 engenheiros da Embraer (Nota do blog: acreditamos que, na verdade, sejam da Visiona) passarão a ter residência próximas as instalações da Thales Alenia Space em Cannes e Toulouse, durante o período de execução do contrato. O mesmo texto também cita o início de 2017 como época prevista para o lançamento.
Na entrevista com José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), publicada ontem (veja aqui), apresentamos detalhes sobre como será o processo de definição de transferência tecnológica associada ao SGDC.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
SGDC: assinado contrato entre Telebras e Visiona
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Assinado contrato do satélite que será utilizado pelo Ministério da Defesa
Brasília, 28/11/2013 - A Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial - joint-venture da Embraer e a Telebras - assinaram nesta quinta-feira (28) contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O projeto envolve os Ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O SGDC será de propriedade do governo federal e operado pela Telebras, com bandas Ka (civil), e pelo MD, com a banda militar X.
De acordo com o subchefe de Comando e Controle do MD, brigadeiro Ricardo Pucci Magalhães, a banda X vai ampliar a capacidade das comunicações militares. “A banda X dará apoio às operações e exercícios militares, como a Ágata”, frisou. Ainda segundo o brigadeiro Magalhães, a parte militar do SGDC ajudará em catástrofes naturais e nos grandes eventos.
A banda X é composta por cinco transponders, suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da “Star One”, atualmente alugado pelo MD. O SGDC ainda possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente, o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto satelital prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos. O brigadeiro salienta que os terminais satelitais distribuídos pelo território nacional estarão sob a guarda de organizações militares.
O contrato, no valor de R$ 1,3 bilhão, assinado hoje pelo secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações e presidente do Conselho de Administração da Telebras, Maximiliano Martinhão; o presidente da Telebras, Caio Bonilha; e o presidente da Visiona, Nelson Salgado; e demais integrantes do Comitê Diretor do SGDC, prevê a entrega do satélite no final de 2016.
A empresa Visiona será responsável pela integração do sistema SGDC, que ampliará o acesso à banda larga nas regiões mais remotas do país, por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas.
A construção do satélite brasileiro é estratégica para garantir a soberania das comunicações do governo brasileiro e também para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, onde não chega a rede terrestre de fibra óptica. Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre.
A partir da formalização deste contrato, a Visiona fará a contratação dos fornecedores e dará início às atividades do desenvolvimento e integração do sistema.
Fonte: Ministério da Defesa.
Nota do blog: leiam também as notas do Ministério das Comunicações ("Telebras e Visiona formalizam acordo para satélite geoestacionário") e da Embraer, acionista controladora da Visiona ("Satélite geoestacionário vai garantir a segurança das comunicações brasileiras").
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Assinado contrato do satélite que será utilizado pelo Ministério da Defesa
Brasília, 28/11/2013 - A Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial - joint-venture da Embraer e a Telebras - assinaram nesta quinta-feira (28) contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O projeto envolve os Ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O SGDC será de propriedade do governo federal e operado pela Telebras, com bandas Ka (civil), e pelo MD, com a banda militar X.
De acordo com o subchefe de Comando e Controle do MD, brigadeiro Ricardo Pucci Magalhães, a banda X vai ampliar a capacidade das comunicações militares. “A banda X dará apoio às operações e exercícios militares, como a Ágata”, frisou. Ainda segundo o brigadeiro Magalhães, a parte militar do SGDC ajudará em catástrofes naturais e nos grandes eventos.
A banda X é composta por cinco transponders, suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da “Star One”, atualmente alugado pelo MD. O SGDC ainda possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente, o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto satelital prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos. O brigadeiro salienta que os terminais satelitais distribuídos pelo território nacional estarão sob a guarda de organizações militares.
O contrato, no valor de R$ 1,3 bilhão, assinado hoje pelo secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações e presidente do Conselho de Administração da Telebras, Maximiliano Martinhão; o presidente da Telebras, Caio Bonilha; e o presidente da Visiona, Nelson Salgado; e demais integrantes do Comitê Diretor do SGDC, prevê a entrega do satélite no final de 2016.
A empresa Visiona será responsável pela integração do sistema SGDC, que ampliará o acesso à banda larga nas regiões mais remotas do país, por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e a soberania brasileira nas comunicações das Forças Armadas.
A construção do satélite brasileiro é estratégica para garantir a soberania das comunicações do governo brasileiro e também para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, onde não chega a rede terrestre de fibra óptica. Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre.
A partir da formalização deste contrato, a Visiona fará a contratação dos fornecedores e dará início às atividades do desenvolvimento e integração do sistema.
Fonte: Ministério da Defesa.
Nota do blog: leiam também as notas do Ministério das Comunicações ("Telebras e Visiona formalizam acordo para satélite geoestacionário") e da Embraer, acionista controladora da Visiona ("Satélite geoestacionário vai garantir a segurança das comunicações brasileiras").
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Estação da constelação O3b no Peru
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Na última segunda-feira (25), foi inaugurada em Lurin, no sul de Lima, capital peruana, uma estação terrestre da constelação de satélites de comunicações O3b Networks. A estação será utilizada para apoio ao lançamento e às operações iniciais dos satélites que comporão a rede, assim como gateway para a rede de serviços a clientes.
"A América Latina é um mercado com grande potencial. Redes móveis e infraestrutura móvel ´explodiram´ em anos recentes e muitos governos latino-americanos firmaram compromissos relacionados à banda larga rural. Há uma ligação muito grande entre a penetração da banda larga e o desenvolvimento econômico e social. Governos de nações andinas estão liderando o mundo em seus compromissos com a banda larga rural", declarou em nota Steve Collar, diretor-presidente da O3b.
Inicialmente composta por oito satélites construídos pela franco-italiana Thales Alenia Space - dos quais quatro já lançados, localizados em órbita média (mais de 8 mil km de altitude), a constelação O3b oferecerá cobertura em banda Ka para cerca de 70% da população mundial, incluindo regiões emergentes com mercados "insuficientemente conectados" à internet, como América Latina, África, Oriente Médio, Ásia e Austrália.
No Brasil, a O3b já está em operações e possui ao menos um cliente (Ozônio Comunicações, de Manaus). Frequentemente, também surgem notícias sobre uma possível parceria com a estatal Telebras para atender algumas regiões, em particular na região amazônica, dentro do Plano/Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a ser contratado pela Visiona, uma joint-venture da Embraer com a Telebras, também atenderá o PNBL quando estiver em órbita. Outra iniciativa que visa atender a demanda do PNBL é o projeto Conectar, que envolve balões e que conta com a participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos (SP).
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Balões para comunicações e projeto CONECTAR
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INPE lança projeto para conectar o Brasil em banda larga
A tecnologia aeroespacial é a base do CONECTAR, projeto que irá levar sinal de internet às comunidades distantes dos centros urbanos. Para isso, balões carregarão o sistema de comunicação embarcado desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Nesta quinta-feira (14), às 11 horas, no INPE de Cachoeira Paulista, um balão equipado com um protótipo do CONECTAR será lançado para demonstrar a operacionalidade do projeto. O evento será acompanhado pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, e pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo.
“O balão portando transceptores será içado a 240 metros de altura e fará os enlaces via rádio com um ponto fixo em Cachoeira Paulista e com um veículo do INPE que transportará um rádio. Esta base móvel realizará uma varredura da qualidade de conexão até 50 km de distância do balão”, explica Jose Ângelo Neri, que coordena o projeto no INPE.
Com o balão, a comunicação em banda larga usando rádio frequência atinge maior área de cobertura em comparação às torres convencionais. Assim, o CONECTAR pode ser executado com custo competitivo em relação às tecnologias existentes, por levar menos tempo para implementação e com abrangência de sinal muito maior.
Realizado pelo INPE/MCTI, Telebrás, CPqD e Ministério das Comunicações, o projeto CONECTAR conta com a parceria de empresas especializadas para agregar tecnologia espacial inovadora ao sistema de comunicação embarcado no balão.
Fonte: INPE
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INPE lança projeto para conectar o Brasil em banda larga
A tecnologia aeroespacial é a base do CONECTAR, projeto que irá levar sinal de internet às comunidades distantes dos centros urbanos. Para isso, balões carregarão o sistema de comunicação embarcado desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Nesta quinta-feira (14), às 11 horas, no INPE de Cachoeira Paulista, um balão equipado com um protótipo do CONECTAR será lançado para demonstrar a operacionalidade do projeto. O evento será acompanhado pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, e pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo.
“O balão portando transceptores será içado a 240 metros de altura e fará os enlaces via rádio com um ponto fixo em Cachoeira Paulista e com um veículo do INPE que transportará um rádio. Esta base móvel realizará uma varredura da qualidade de conexão até 50 km de distância do balão”, explica Jose Ângelo Neri, que coordena o projeto no INPE.
Com o balão, a comunicação em banda larga usando rádio frequência atinge maior área de cobertura em comparação às torres convencionais. Assim, o CONECTAR pode ser executado com custo competitivo em relação às tecnologias existentes, por levar menos tempo para implementação e com abrangência de sinal muito maior.
Realizado pelo INPE/MCTI, Telebrás, CPqD e Ministério das Comunicações, o projeto CONECTAR conta com a parceria de empresas especializadas para agregar tecnologia espacial inovadora ao sistema de comunicação embarcado no balão.
Fonte: INPE
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terça-feira, 5 de novembro de 2013
Notícias do SGDC
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04/11/2013 - 21h45 Comissões - Infraestrutura - Atualizado em 04/11/2013 - 21h48
Satélite brasileiro é soberania tecnológica, dizem especialistas
Da Redação
O programa brasileiro de Satélite Geostacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi avaliado como promissor na reunião da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) desta segunda-feira dentro do ciclo de debates sobre o tema “Investimento e gestão: desatando o nó logístico do país”.
Para os especialistas consultados, o satélite - que deverá ser levado à órbita terrestre em 2016 - ampliará a cobertura das redes de dados brasileiras, alcançando municípios que atualmente têm dificuldade para acesso à telefonia e à internet, e dificultará a interceptação de dados estratégicos, além de proporcionar demanda por tecnologia desenvolvida no país.
Artur Coimbra, diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, tratou da contribuição do futuro satélite para a massificação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), especialmente em áreas distantes que não estão cobertas pela rede de dados convencional e dependem de conexão direta com satélites particulares - um serviço que, conforme frisou, é caro e lento no Brasil.
Coimbra espera que o projeto aumente a segurança e a soberania da transmissão de dados no Brasil e aumente a capacidade do país no desenvolvimento de satélites.
- O primeiro satélite permitirá que o Brasil adquira uma capacidade muito boa de desenvolvimento - afirmou, avaliando que no quarto satélite da série prevista seja possível usar somente componentes brasileiros.
Caio Cezar Bonilha Rodrigues, presidente da Telebras, também lembrou a prioridade no programa de absorção e transferência de tecnologia. Ele criticou as operadoras dos satélites comerciais, que, segundo ele, apontam com mais ênfase para áreas de maior demanda e não cobrem adequadamente áreas como a Amazônia. Ao ressaltar o papel da estatal - que não fornece acesso a consumidores finais - no incentivo aos pequenos provedores e na redução do preço do acesso no atacado, condenou o "monopólio" das operadoras de telefonia que exploram serviços de internet.
- Quando chegamos a uma determinada cidade, a demanda dobra - disse.
O capitão-de-mar-e-guerra Fabio Martins Raymundo da Silva, chefe da Seção de Comando e Controle da Chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa, alertou que a capacidade satelital da Banda X - usada desde os anos 90, especialmente em operações conjuntas das Forças Armadas - está "chegando ao limite".
Entre as vantagens do satélite brasileiro, ele citou a cobertura de toda a América do Sul, podendo ainda alcançar operações como aquelas desenvolvidas pelo país na Antártida e no Haiti, e a arquitetura de rede de voz e dados totalmente segregada.
Fabio Martins Raymundo da Silva ainda minimizou a possibilidade de violação de dados, frisando que o satélite virá com defesa contra tentativa de interferência na frequência de transmissão - caso detectada, a comunicação poderá ser realizada por meio alternativo - e que todas as comunicações estrategicamente sensíveis são criptografadas usando-se protocolos sob o domínio de técnicos brasileiros.
Fonte: Agência Senado
Nota do blog: uma reportagem da Agência Estado publicada na noite desta segunda-feira citando o presidente da Telebras, Caio Bonilha, afirma que o contrato para a fabricação do satélite, a cargo da franco-italiana Thales Alenia Space, deve ser assinado ainda este mês. Embora a informação não tenha sido citada, imagina-se que também este mês deve ser assinado o contrato de prestação de serviços entre a Visiona e a Telebrás.
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04/11/2013 - 21h45 Comissões - Infraestrutura - Atualizado em 04/11/2013 - 21h48
Satélite brasileiro é soberania tecnológica, dizem especialistas
Da Redação
O programa brasileiro de Satélite Geostacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi avaliado como promissor na reunião da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) desta segunda-feira dentro do ciclo de debates sobre o tema “Investimento e gestão: desatando o nó logístico do país”.
Para os especialistas consultados, o satélite - que deverá ser levado à órbita terrestre em 2016 - ampliará a cobertura das redes de dados brasileiras, alcançando municípios que atualmente têm dificuldade para acesso à telefonia e à internet, e dificultará a interceptação de dados estratégicos, além de proporcionar demanda por tecnologia desenvolvida no país.
Artur Coimbra, diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, tratou da contribuição do futuro satélite para a massificação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), especialmente em áreas distantes que não estão cobertas pela rede de dados convencional e dependem de conexão direta com satélites particulares - um serviço que, conforme frisou, é caro e lento no Brasil.
Coimbra espera que o projeto aumente a segurança e a soberania da transmissão de dados no Brasil e aumente a capacidade do país no desenvolvimento de satélites.
- O primeiro satélite permitirá que o Brasil adquira uma capacidade muito boa de desenvolvimento - afirmou, avaliando que no quarto satélite da série prevista seja possível usar somente componentes brasileiros.
Caio Cezar Bonilha Rodrigues, presidente da Telebras, também lembrou a prioridade no programa de absorção e transferência de tecnologia. Ele criticou as operadoras dos satélites comerciais, que, segundo ele, apontam com mais ênfase para áreas de maior demanda e não cobrem adequadamente áreas como a Amazônia. Ao ressaltar o papel da estatal - que não fornece acesso a consumidores finais - no incentivo aos pequenos provedores e na redução do preço do acesso no atacado, condenou o "monopólio" das operadoras de telefonia que exploram serviços de internet.
- Quando chegamos a uma determinada cidade, a demanda dobra - disse.
O capitão-de-mar-e-guerra Fabio Martins Raymundo da Silva, chefe da Seção de Comando e Controle da Chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa, alertou que a capacidade satelital da Banda X - usada desde os anos 90, especialmente em operações conjuntas das Forças Armadas - está "chegando ao limite".
Entre as vantagens do satélite brasileiro, ele citou a cobertura de toda a América do Sul, podendo ainda alcançar operações como aquelas desenvolvidas pelo país na Antártida e no Haiti, e a arquitetura de rede de voz e dados totalmente segregada.
Fabio Martins Raymundo da Silva ainda minimizou a possibilidade de violação de dados, frisando que o satélite virá com defesa contra tentativa de interferência na frequência de transmissão - caso detectada, a comunicação poderá ser realizada por meio alternativo - e que todas as comunicações estrategicamente sensíveis são criptografadas usando-se protocolos sob o domínio de técnicos brasileiros.
Fonte: Agência Senado
Nota do blog: uma reportagem da Agência Estado publicada na noite desta segunda-feira citando o presidente da Telebras, Caio Bonilha, afirma que o contrato para a fabricação do satélite, a cargo da franco-italiana Thales Alenia Space, deve ser assinado ainda este mês. Embora a informação não tenha sido citada, imagina-se que também este mês deve ser assinado o contrato de prestação de serviços entre a Visiona e a Telebrás.
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Telebras e balões para comunicações
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Balões levarão internet a áreas remotas
13 de outubro de 2013
Por Murilo Roncolato
Projeto foi feito com tecnologia nacional após parceria entre Telebrás e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que agora trabalham com cronograma que prevê os primeiros testes para novembro e aplicação dos modelos para o mercado até 2015
SÃO PAULO – Na última semana, quando representantes da Google aterrisaram em Brasília para apresentar o projeto da empresa de usar balões para levar sinal de internet e telefonia a regiões isoladas do País, eles não sabiam, mas o assunto não era novidade. Em maio, o governo brasileiro acatou proposta formulada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), especialista em balões, e da Telebrás, responsável pela estrutura de internet no Brasil, de fazer exatamente o mesmo. Desde então, sem alarde, o governo contatou empresas brasileiras da área e já agendou o primeiro teste de transmissão de dados para o início de novembro.
“Usaremos um protótipo feito pela Altave, uma empresa de São Jose dos Campos”, disse o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. “Vamos usar equipamentos ‘de prateleira’, ou seja, teremos que nos adaptar ao que vier. Depois, vamos definir os parceiros que farão um modelo nosso, adequado para o que queremos.” Sem se referir ao Google, Bonilha disse que o governo costuma “privilegiar” empresas nacionais e que evitam ao máximo importar equipamentos de eletrônica (“pesa na nossa balança comercial”), mas defendeu a plena competição, a fim de se chegar a um produto de melhor qualidade.
Independentemente de qual fabricante for escolhido, a intenção de levar conexão à áreas rurais distantes dos grandes centros é muito bem vista pelo governo. “O custo é muito menor do que o de uma torre de transmissão. A instalação é mais fácil e o alcance é maior”, disse o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (Minicom), Maximiliano Martinhão. Em geral, torres usadas em telecomunicações chegam a até 70 m de altura; já os balões podem ser içados até uma altura de 300 m e de lá cobrir áreas dentro de um raio de quase 100 km. “Poucas estruturas dessas cobrem uma área rural ampla, sem grandes gastos e de forma ágil”, pontua.
Pelo cronograma do governo, os testes serão realizados nos dias 12 e 13 de novembro, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, onde o INPE possui uma unidade específica de balões. Lá, um balão ora fixado na terra, ora ancorado em um automóvel em movimento, emite sinal de internet para a prefeitura local e para uma escola.
A fabricante do balão deste projeto é também a Altave, startup formada há dois anos por dois engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Um deles, Bruno Avena de Azevedo, fez mestrado em um dos laboratórios da NASA e aprofundou suas pesquisas com balões para exploração planetária. Os sistemas da empresa equipados com câmera já foram utilizados pela Polícia Militar carioca durante o Carnaval e a Copa das Confederações.
“Trabalhamos experimentalmente com gás hidrogênio e estudamos formas de alimentar o balão por mais tempo. Hoje, a carga dura uma semana”, contou Azevedo. “Por isso, recebemos financiamento da Fapesp para pesquisar formas de prolongar esse período em áreas de zonas remotas e pretendemos aplicá-las assim que concluirmos o projeto, provavelmente daqui a um ano.”
Segundo Azevedo, o projeto já é viável hoje. Sua empresa chegou a fazer testes simulando a oferta de serviços de telecomunicações a partir de balões em caso de grandes desastres. “Isso já está maduro, mas depende do Ministério definir o que exatamente vai querer”, diz.
Após a realização dos testes, as etapas seguintes para o governo serão definir o modelo mais adequado, as empresas participantes que desenvolverão o protótipo “pré-industrial” (provavelmente até 2014) e, caso seja aprovado, o desenvolvimento do produto final para o mercado (em 2015). “Vamos fazer essa apresentação piloto e ver se a ideia realmente é válida. Depois, faremos pilotos mais completos, em geografias diferentes. Se tivermos sucesso, montaremos uma política para balões no Brasil”, garantiu Martinhão.
“O balão vai ampliar a área de cobertura a partir de onde conseguimos chegar com rede terrestre, como as regiões de fronteira”, diz Bonilha. “O que faltar, atenderemos com satélite. O objetivo é cobrir o Brasil todo e estamos bem próximos.”
Fonte: "O Estado de S. Paulo".
Comentário do blog: além da Altave, existem ao menos outras duas empresas brasileiras que oferecem soluções nas áreas aeroespacial, de defesa e segurança pública envolvendo balões: a Ares Aeroespacial (pertencente ao grupo israelense Elbit Systems), e a Airship (grupo Engevix). O uso de balões para cobertura para transmissão e retransmissão de dados pode vir a complementar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), sob a responsabilidade da Telebras. Ainda, as forças armadas têm considerado aeróestatos em missões de vigilância de fronteiras (Sisfron) e de áreas marítimas (SisGAAz), entre outras.
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Balões levarão internet a áreas remotas
13 de outubro de 2013
Por Murilo Roncolato
Projeto foi feito com tecnologia nacional após parceria entre Telebrás e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que agora trabalham com cronograma que prevê os primeiros testes para novembro e aplicação dos modelos para o mercado até 2015
SÃO PAULO – Na última semana, quando representantes da Google aterrisaram em Brasília para apresentar o projeto da empresa de usar balões para levar sinal de internet e telefonia a regiões isoladas do País, eles não sabiam, mas o assunto não era novidade. Em maio, o governo brasileiro acatou proposta formulada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), especialista em balões, e da Telebrás, responsável pela estrutura de internet no Brasil, de fazer exatamente o mesmo. Desde então, sem alarde, o governo contatou empresas brasileiras da área e já agendou o primeiro teste de transmissão de dados para o início de novembro.
“Usaremos um protótipo feito pela Altave, uma empresa de São Jose dos Campos”, disse o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. “Vamos usar equipamentos ‘de prateleira’, ou seja, teremos que nos adaptar ao que vier. Depois, vamos definir os parceiros que farão um modelo nosso, adequado para o que queremos.” Sem se referir ao Google, Bonilha disse que o governo costuma “privilegiar” empresas nacionais e que evitam ao máximo importar equipamentos de eletrônica (“pesa na nossa balança comercial”), mas defendeu a plena competição, a fim de se chegar a um produto de melhor qualidade.
Independentemente de qual fabricante for escolhido, a intenção de levar conexão à áreas rurais distantes dos grandes centros é muito bem vista pelo governo. “O custo é muito menor do que o de uma torre de transmissão. A instalação é mais fácil e o alcance é maior”, disse o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (Minicom), Maximiliano Martinhão. Em geral, torres usadas em telecomunicações chegam a até 70 m de altura; já os balões podem ser içados até uma altura de 300 m e de lá cobrir áreas dentro de um raio de quase 100 km. “Poucas estruturas dessas cobrem uma área rural ampla, sem grandes gastos e de forma ágil”, pontua.
Pelo cronograma do governo, os testes serão realizados nos dias 12 e 13 de novembro, em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, onde o INPE possui uma unidade específica de balões. Lá, um balão ora fixado na terra, ora ancorado em um automóvel em movimento, emite sinal de internet para a prefeitura local e para uma escola.
A fabricante do balão deste projeto é também a Altave, startup formada há dois anos por dois engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Um deles, Bruno Avena de Azevedo, fez mestrado em um dos laboratórios da NASA e aprofundou suas pesquisas com balões para exploração planetária. Os sistemas da empresa equipados com câmera já foram utilizados pela Polícia Militar carioca durante o Carnaval e a Copa das Confederações.
“Trabalhamos experimentalmente com gás hidrogênio e estudamos formas de alimentar o balão por mais tempo. Hoje, a carga dura uma semana”, contou Azevedo. “Por isso, recebemos financiamento da Fapesp para pesquisar formas de prolongar esse período em áreas de zonas remotas e pretendemos aplicá-las assim que concluirmos o projeto, provavelmente daqui a um ano.”
Segundo Azevedo, o projeto já é viável hoje. Sua empresa chegou a fazer testes simulando a oferta de serviços de telecomunicações a partir de balões em caso de grandes desastres. “Isso já está maduro, mas depende do Ministério definir o que exatamente vai querer”, diz.
Após a realização dos testes, as etapas seguintes para o governo serão definir o modelo mais adequado, as empresas participantes que desenvolverão o protótipo “pré-industrial” (provavelmente até 2014) e, caso seja aprovado, o desenvolvimento do produto final para o mercado (em 2015). “Vamos fazer essa apresentação piloto e ver se a ideia realmente é válida. Depois, faremos pilotos mais completos, em geografias diferentes. Se tivermos sucesso, montaremos uma política para balões no Brasil”, garantiu Martinhão.
“O balão vai ampliar a área de cobertura a partir de onde conseguimos chegar com rede terrestre, como as regiões de fronteira”, diz Bonilha. “O que faltar, atenderemos com satélite. O objetivo é cobrir o Brasil todo e estamos bem próximos.”
Fonte: "O Estado de S. Paulo".
Comentário do blog: além da Altave, existem ao menos outras duas empresas brasileiras que oferecem soluções nas áreas aeroespacial, de defesa e segurança pública envolvendo balões: a Ares Aeroespacial (pertencente ao grupo israelense Elbit Systems), e a Airship (grupo Engevix). O uso de balões para cobertura para transmissão e retransmissão de dados pode vir a complementar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), sob a responsabilidade da Telebras. Ainda, as forças armadas têm considerado aeróestatos em missões de vigilância de fronteiras (Sisfron) e de áreas marítimas (SisGAAz), entre outras.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Telebras: "Satélite próprio é estratégico para o Brasil"
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Satélite próprio é estratégico para o Brasil
Brasília, 10/9/2013 - A construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é um projeto de Estado e fundamental para a autonomia do país na área das comunicações. Foi o que defendeu o presidente da Telebras, Caio Bonilha, em palestra no Congresso Latino-Americano de Satélites 2013, realizado na última semana, no Rio de Janeiro. Ele explicou que o satélite, que deverá estar em órbita em 2016, será operado pela Telebras na banda Ka (civil) e pelo Ministério da Defesa na banda X (militar).
Bonilha informou que neste mês de setembro a Telebras deve assinar contrato com a Visiona, empresa constituída pela Telebras e pela Embraer para ser a integradora do processo de compra do satélite, a prime contract. A partir daí a Visiona assinará o contrato de aquisição do satélite com a Thales Alenia, empresa selecionada para ser a fornecedora do artefato, e também com a Arianespace, que será a lançadora do satélite.
O custo do satélite está estimado em US$ 660 milhões, englobando a aquisição do artefato, o seu lançamento e o seguro. Caio explicou que as duas empresas foram selecionadas por oferecerem o melhor pacote: menor preço, garantia de qualidade e transferência de tecnologia. "Foi a melhor oferta oferecida entre as três empresas finalistas", explicou o presidente da Telebras, acrescentando que a transferência de tecnologia será coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).
O presidente da Telebras destacou que o SGDC irá garantir soberania ao país em suas comunicações satelitais militares, além de garantir uma rede segura e de controle brasileiro para as comunicações civis. "O satélite SGDC, que será operado pela Telebras, evitará que as comunicações governamentais saiam da esfera do governo. Hoje o governo brasileiro não tem satélite próprio, os atuais satélites são controlados por empresas privadas, internacionais. Se por acaso houver qualquer conflito internacional, as comunicações brasileiras, tanto civil quanto militar, ficarão prejudicadas", alertou.
Além de carregar a banda X, que será operada pelos militares, o SGDC terá a banda Ka coordenada pela Telebras, que utilizará o artefato para fornecer comunicação segura entre os órgãos e entidades da administração pública federal, nas chamadas redes de governo, além de massificar o acesso à internet no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). "O satélite irá complementar a rede terrestre da Telebras e permitirá o atendimento a aproximadamente 2.300 municípios onde não conseguiremos chegar por via terrestre", informou Caio Bonilha, durante o painel "Os modelos de exploração da Banda Larga via satélite e da Banda X: as políticas para o setor".
Também participaram do painel André Moura, gerente de projeto do Ministério das Comunicações; o coronel Edwin Pinheiro da Costa, do Ministério da Defesa; e Leandro Gaunszer, da Media Networks, do grupo Telefônica.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Telebras, via Ministério das Comunicações.
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Satélite próprio é estratégico para o Brasil
Brasília, 10/9/2013 - A construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é um projeto de Estado e fundamental para a autonomia do país na área das comunicações. Foi o que defendeu o presidente da Telebras, Caio Bonilha, em palestra no Congresso Latino-Americano de Satélites 2013, realizado na última semana, no Rio de Janeiro. Ele explicou que o satélite, que deverá estar em órbita em 2016, será operado pela Telebras na banda Ka (civil) e pelo Ministério da Defesa na banda X (militar).
Bonilha informou que neste mês de setembro a Telebras deve assinar contrato com a Visiona, empresa constituída pela Telebras e pela Embraer para ser a integradora do processo de compra do satélite, a prime contract. A partir daí a Visiona assinará o contrato de aquisição do satélite com a Thales Alenia, empresa selecionada para ser a fornecedora do artefato, e também com a Arianespace, que será a lançadora do satélite.
O custo do satélite está estimado em US$ 660 milhões, englobando a aquisição do artefato, o seu lançamento e o seguro. Caio explicou que as duas empresas foram selecionadas por oferecerem o melhor pacote: menor preço, garantia de qualidade e transferência de tecnologia. "Foi a melhor oferta oferecida entre as três empresas finalistas", explicou o presidente da Telebras, acrescentando que a transferência de tecnologia será coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).
O presidente da Telebras destacou que o SGDC irá garantir soberania ao país em suas comunicações satelitais militares, além de garantir uma rede segura e de controle brasileiro para as comunicações civis. "O satélite SGDC, que será operado pela Telebras, evitará que as comunicações governamentais saiam da esfera do governo. Hoje o governo brasileiro não tem satélite próprio, os atuais satélites são controlados por empresas privadas, internacionais. Se por acaso houver qualquer conflito internacional, as comunicações brasileiras, tanto civil quanto militar, ficarão prejudicadas", alertou.
Além de carregar a banda X, que será operada pelos militares, o SGDC terá a banda Ka coordenada pela Telebras, que utilizará o artefato para fornecer comunicação segura entre os órgãos e entidades da administração pública federal, nas chamadas redes de governo, além de massificar o acesso à internet no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). "O satélite irá complementar a rede terrestre da Telebras e permitirá o atendimento a aproximadamente 2.300 municípios onde não conseguiremos chegar por via terrestre", informou Caio Bonilha, durante o painel "Os modelos de exploração da Banda Larga via satélite e da Banda X: as políticas para o setor".
Também participaram do painel André Moura, gerente de projeto do Ministério das Comunicações; o coronel Edwin Pinheiro da Costa, do Ministério da Defesa; e Leandro Gaunszer, da Media Networks, do grupo Telefônica.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Telebras, via Ministério das Comunicações.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Resultados do SGDC: uma análise
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A seguir, apresentamos algumas notas com uma análise sobre o resultado da concorrência da primeira unidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), coordenada pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Embraer (51%) e Telebras (49%), e anunciada no início da semana passada.
A seguir, apresentamos algumas notas com uma análise sobre o resultado da concorrência da primeira unidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), coordenada pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Embraer (51%) e Telebras (49%), e anunciada no início da semana passada.
O preço
Não houve uma divulgação oficial pelas partes envolvidas sobre o valor total do negócio. Mas, o website brasileiro Teletime, especializado em telecomunicações, publicou notícia em 13 de agosto dando o valor de R$1,1 bilhão (acima dos R$716 milhões inicialmente estimados), citando Caio Bonilha, presidente da Telebras. O blog Panorama Espacial já havia publicado no passado informações sobre a revisão do orçamento, uma vez que o montante de R$716 milhões havia sido estimado em 2011, época em que um dólar custava em torno de R$1,70 (o equivalente a cerca de 420 milhões de dólares). O SGDC-1, turn-key, custará em torno de 450 milhões de dólares. O contrato definitivo deve ser assinado até setembro.
Três satélites ao todo
Nesta primeira etapa, um único satélite está sendo contratado (alguns componentes críticos serão redundantes), mas a intenção do governo é em dado momento dispor de uma constelação de três satélites. O processo para a contratação de uma segunda unidade poderá ser iniciado mesmo antes da colocação em órbita do SGDC-1, prevista para o primeiro trimestre de 2016. E é neste cenário de surgimento de um novo contratante de satélites na América do Sul, que nasce com a obrigação de atender a demanda de banda larga popular e das forças armadas, que outros fabricantes além da TAS continuarão a trabalhar. Isto é, o mercado governamental brasileiro não está fechado.
O desafio
O projeto do SGDC não envolve apenas o satélite propriamente dito, isto é, o segmento espacial. Parte importante, talvez até a mais relevante, é o segmento terrestre, especialmente em se tratando de um projeto que envolve banda Ka para atender o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Este é um ponto que deve ser observado com muita atenção.
A importância para a TAS
O SGDC-1 foi o primeiro negócio para a venda de um satélite geoestacionário de comunicações fechado este ano pela Thales Alenia Space (TAS) - a TAS conquistou um contrato no início do ano para o fornecimento de cargas úteis do satélite BADR-7, da ARABSAT, mas a líder industrial e fornecedora da plataforma neste caso é a Astrium. Representa a continuidade da família de plataformas Spacebus e também dezenas de meses de atividades para engenheiros e técnicos em Cannes, no sul da França, e em outras unidades da TAS na Europa.
A importância conferida pelo grupo ao negócio no Brasil foi a base para que uma proposta extremamente competitiva, especialmente em termos de preço (sempre uma dificuldade para países europeus em relação a seus concorrentes norte-americanos por conta do câmbio), fosse apresentada, com o respaldo de Jean-Loïc Galle (presidente da TAS) e Pascale Sourisse (vice-presidente desenvolvimento internacional do grupo Thales).
A importância para a TAS - 2
Levando o SGDC, a TAS se colocou numa posição privilegiada para os próximos satélites do SGDC e também outros projetos espaciais brasileiros, em particular, no âmbito do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), elaborado pelo Comando da Aeronáutica, e do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Especialmente em razão do espectro de transferência tecnológica esperada com o SGDC, não apenas em comunicações, mas em subsistemas de satélites, observação terrestre, meteorologia, entre outros.
Outra consequência relevante: o SGDC pode ser a "porta" da Thales para outros projetos com a Embraer, não necessariamente na área espacial. Do lado francês, desejo há. Algo a se conferir nos próximos meses.
A semana da Arianespace no Brasil
Pouco ou nada se comentou a respeito, mas a escolha da Arianespace para colocar o SGDC-1 em órbita confirma a tradição (e o retorno) da companhia europeia no atendimento das necessidades em termos de lançamento dos programas de satélites de comunicações do governo brasileiro. Relacionamento que começou em 1985, quando o Brasilsat A1, operado e contratado pela então estatal Embratel, subiu ao espaço a bordo de um Ariane 3. Até o ano de 2000, foram mais cinco lançamentos. Mesmo com a privatização da Embratel e criação da Star One, os veículos da família Ariane continuaram sendo a primeira opção, executando com sucesso todas as missões. É um grande indicativo de confiabilidade.
Aliás, a última semana foi marcante para a Arianespace no País. Pois, além de ter sido escolhida para o SGDC-1, houve o anúncio do Star One D1, a ser fabricado pela Space Systems/Loral (SSL), dos EUA, e que, segundo a imprensa, voará ao espaço a bordo de um foguete Ariane 5. Em novembro de 2012, um Ariane 5 colocou em órbita o Star One C3 (construído pela Orbital Sciences Corporation, dos EUA). Para o terceiro trimestre de 2014, outro Ariane 5 deve lançar o Star One C4 (SSL).
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
SGDC: nota do Ministério da Defesa
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Satélite geoestacionário vai ampliar capacidade de cobertura das comunicações militares
Brasília, 15/08/2013 – O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC, a ser lançado pelo Brasil, vai possibilitar o aumento da capacidade de cobertura das comunicações das Forças Armadas.
O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).
Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.
A expectativa do MD é que o satélite seja lançado em agosto de 2016. Esta semana, o Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) anunciou a indicação das empresas Thales Alenia Space (TAS), para fornecimento do satélite, e da Arianespace, para o lançamento do artefato. Foram analisadas três propostas: Mitsubishi Eletric Corporation, Space System/Loral e Thales Alenia Space.
De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério das Comunicações e pela Telebras, o processo de escolha pelo Comitê Diretor levou em consideração os seguintes critérios de análise: solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. O Comitê é composto por representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Comunicações e do Ministério da Defesa.
O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.
Para o presidente da Visiona, Nelson Salgado, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Centros de controle
Outro fator considerado importante pelo MD é que os centros de controle – principal e reserva – do satélite geoestacionário ficarão em Organizações Militares (OM) e operados conjuntamente pela Defesa e pela Telebras. Atualmente, os satélites alugados têm seu centro de controle em uma área da Star One, no estado do Rio de Janeiro.
Banda larga e Visiona
O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer (51%) e Telebras (49%), controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona deverá também se capacitar como uma futura empresa integadora e mesmo fornecedora de novos satélites no mercado brasileiro.
Fonte: Ministério da Defesa.
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Satélite geoestacionário vai ampliar capacidade de cobertura das comunicações militares
Brasília, 15/08/2013 – O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC, a ser lançado pelo Brasil, vai possibilitar o aumento da capacidade de cobertura das comunicações das Forças Armadas.
O equipamento contará com a Banda X, composta por cinco transponderes suficientes para ampliar a largura de banda de 160 MHz, e o aumento de potência em cerca de dez vezes, em comparação ao satélite da Star One, atualmente alugado pelo Ministério da Defesa (MD).
Segundo fontes do ministério, o aumento possibilitará ampliar o atendimento aos demais projetos da Defesa, principalmente o Sisfron, de monitoramento das fronteiras terrestres. O projeto do SGDC prevê, ainda, o lançamento de mais dois satélites espaçados em mais ou menos cinco anos.
A expectativa do MD é que o satélite seja lançado em agosto de 2016. Esta semana, o Comitê Diretor do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) anunciou a indicação das empresas Thales Alenia Space (TAS), para fornecimento do satélite, e da Arianespace, para o lançamento do artefato. Foram analisadas três propostas: Mitsubishi Eletric Corporation, Space System/Loral e Thales Alenia Space.
De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério das Comunicações e pela Telebras, o processo de escolha pelo Comitê Diretor levou em consideração os seguintes critérios de análise: solução técnica, cronograma, riscos, condições contratuais, condições de absorção e transferência de tecnologia e custo global do projeto. O Comitê é composto por representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Comunicações e do Ministério da Defesa.
O SGDC atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o Brasil ampliará o acesso à banda larga de internet para todo o território brasileiro e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para chegada de uma rede de fibra óptica terrestre. Eles seriam atendidos por meio do satélite.
Para o presidente da Visiona, Nelson Salgado, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Centros de controle
Outro fator considerado importante pelo MD é que os centros de controle – principal e reserva – do satélite geoestacionário ficarão em Organizações Militares (OM) e operados conjuntamente pela Defesa e pela Telebras. Atualmente, os satélites alugados têm seu centro de controle em uma área da Star One, no estado do Rio de Janeiro.
Banda larga e Visiona
O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer (51%) e Telebras (49%), controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona deverá também se capacitar como uma futura empresa integadora e mesmo fornecedora de novos satélites no mercado brasileiro.
Fonte: Ministério da Defesa.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
SGDC: Thales Alenia Space e Arianespace são escolhidas
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Visiona seleciona empresas fornecedoras do sistema do satélite geoestacionário brasileiro (SGDC)
Thales Alenia Space e Arianespace foram escolhidas para fornecer, respectivamente, o satélite e o lançamento do sistema SGDC
A Visiona informa que a Thales Alenia Space e a Arianespace foram escolhidas para fornecer o satélite e para prover o lançamento do SGDC, respectivamente. O processo de seleção conduzido pela Visiona durou cerca de 12 meses, seguiu rigorosos padrões aplicados internacionalmente e baseou-se estritamente no atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definidos pelo governo brasileiro.
A escolha das empresas foi aprovada pelo Comitê Diretor do projeto SGCD, composto por representantes dos Ministérios das Comunicações (MC), Defesa (MD) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O SGDC atenderá as necessidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o País ampliará o acesso à banda larga de Internet para todo o território e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma Caio Bonilha, presidente da Telebras.
Para Nelson Salgado, presidente da Visiona, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Sobre a Visiona
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa.
A Visiona tem também como objetivo atuar como empresa integradora de satélites, com foco nas demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Fonte: Visiona.
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Visiona seleciona empresas fornecedoras do sistema do satélite geoestacionário brasileiro (SGDC)
Thales Alenia Space e Arianespace foram escolhidas para fornecer, respectivamente, o satélite e o lançamento do sistema SGDC
A Visiona informa que a Thales Alenia Space e a Arianespace foram escolhidas para fornecer o satélite e para prover o lançamento do SGDC, respectivamente. O processo de seleção conduzido pela Visiona durou cerca de 12 meses, seguiu rigorosos padrões aplicados internacionalmente e baseou-se estritamente no atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definidos pelo governo brasileiro.
A escolha das empresas foi aprovada pelo Comitê Diretor do projeto SGCD, composto por representantes dos Ministérios das Comunicações (MC), Defesa (MD) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O SGDC atenderá as necessidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o País ampliará o acesso à banda larga de Internet para todo o território e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma Caio Bonilha, presidente da Telebras.
Para Nelson Salgado, presidente da Visiona, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Sobre a Visiona
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa.
A Visiona tem também como objetivo atuar como empresa integradora de satélites, com foco nas demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Fonte: Visiona.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Câmara dos Deputados: SGDC em pauta
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Aquisição do Satélite Geoestacionário será debatida pela CREDN
Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 7, requerimentos dos deputados Hugo Napoleão (PSD-PI) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC), para que seja realizada audiência pública com as presenças do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e dos presidentes da Visiona Tecnologia Espacial, Nelson Salgado, e da Telebrás, Caio César Bonilha, para discutir a aquisição do Satélite Geoestacionário brasileiro.
Segundo Hugo Napoleão, “a versão atual do Satélite Geoestacionário é mais modesta do que aquela prevista no início dos anos 2000. É certo que o tema volta à tona em razão da vulnerabilidade das nossas telecomunicações como denunciado na imprensa nacional e internacional. Em virtude do amplo espectro das escutas realizadas, há necessidade da urgente introdução de medida rigorosa de segurança através da aquisição do satélite”.
Napoleão defendeu ainda a vinculação do satélite geoestacionário para as funções de defesa, comunicação e observação e também ao programa nacional de vigilância do espaço aéreo atrelado à uma indústria nacional de radares.
O projeto Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) será executado pela empresa Visiona, resultado de uma parceria entre a Embraer e a Telebrás. Três propostas dos Estados Unidos, do Japão e uma ítalo-francesa disputam a licitação.
“Temos um déficit tecnológico que urge resolução imediata, que é a efetivação de um satélite nacional, com gerenciamento exclusivo pelas autoridades brasileiras. O Brasil precisa de uma estrutura governamental mais bem aparelhada com condições de resposta imediata para os possíveis desafios”, afirmou Perpétua Almeida.
Na opinião de Nelson Pellegrino, “a aquisição de um satélite geoestacionário com banda militar e para as telecomunicações é uma prioridade fundamental para a preservação das informações estratégicas do país”. O Satélite Geoestacionário deverá custar cerca de R$ 800 milhões.
Fonte: Assessoria de imprensa da CREDN da Câmara dos Deputados.
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Aquisição do Satélite Geoestacionário será debatida pela CREDN
Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 7, requerimentos dos deputados Hugo Napoleão (PSD-PI) e Perpétua Almeida (PCdoB-AC), para que seja realizada audiência pública com as presenças do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e dos presidentes da Visiona Tecnologia Espacial, Nelson Salgado, e da Telebrás, Caio César Bonilha, para discutir a aquisição do Satélite Geoestacionário brasileiro.
Segundo Hugo Napoleão, “a versão atual do Satélite Geoestacionário é mais modesta do que aquela prevista no início dos anos 2000. É certo que o tema volta à tona em razão da vulnerabilidade das nossas telecomunicações como denunciado na imprensa nacional e internacional. Em virtude do amplo espectro das escutas realizadas, há necessidade da urgente introdução de medida rigorosa de segurança através da aquisição do satélite”.
Napoleão defendeu ainda a vinculação do satélite geoestacionário para as funções de defesa, comunicação e observação e também ao programa nacional de vigilância do espaço aéreo atrelado à uma indústria nacional de radares.
O projeto Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) será executado pela empresa Visiona, resultado de uma parceria entre a Embraer e a Telebrás. Três propostas dos Estados Unidos, do Japão e uma ítalo-francesa disputam a licitação.
“Temos um déficit tecnológico que urge resolução imediata, que é a efetivação de um satélite nacional, com gerenciamento exclusivo pelas autoridades brasileiras. O Brasil precisa de uma estrutura governamental mais bem aparelhada com condições de resposta imediata para os possíveis desafios”, afirmou Perpétua Almeida.
Na opinião de Nelson Pellegrino, “a aquisição de um satélite geoestacionário com banda militar e para as telecomunicações é uma prioridade fundamental para a preservação das informações estratégicas do país”. O Satélite Geoestacionário deverá custar cerca de R$ 800 milhões.
Fonte: Assessoria de imprensa da CREDN da Câmara dos Deputados.
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domingo, 21 de julho de 2013
SGDC na mira do TCU
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TCU fiscaliza aquisição do satélite geoestacionário pela Telebras
Luís Osvaldo Grossmann
19/07/2013
Os ministros do Tribunal de Contas da União decidiram acompanhar mais de perto o processo de aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas, bem como do acordo acionário entre Embraer e Telebras para a formação da Visiona Tecnologia Espacial.
A Visiona é a joint-venture da estatal de telecom e a Embraer Defesa, formalizada em maio do ano passado, para a compra e o desenvolvimento do satélite geoestacionário – que terá a função de garantir comunicações seguras às Forças Armadas, além de ampliar a capacidade de oferta de banda larga em regiões isoladas do país.
Segundo a Telebras, a aquisição dos componentes está se encaminhando para a etapa decisiva. Três empresas – Mitsubishi Electric Corporation (Melco), Space Systems/Loral e Thales Alenia Space – foram pré-selecionadas para o fornecimento do sistema do satélite geoestacionário.
Até aqui o satélite contaria com cerca de R$ 720 milhões em recursos do Orçamento da União. O projeto, porém, já foi adiado. Inicialmente o objetivo era lançar o satélite no próximo ano. Agora, a expectativa é de que ainda seja possível fazê-lo em 2015.
As três empresas foram escolhidas entre as oito propostas apresentadas, especialmente por conta das ofertas de transferência de tecnologia. Dentro da perspectiva do prazo mencionado, um posicionamento sobre as propostas deve ser apresentado até o fim deste mês.
Fonte: Convergência Digital
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TCU fiscaliza aquisição do satélite geoestacionário pela Telebras
Luís Osvaldo Grossmann
19/07/2013
Os ministros do Tribunal de Contas da União decidiram acompanhar mais de perto o processo de aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas, bem como do acordo acionário entre Embraer e Telebras para a formação da Visiona Tecnologia Espacial.
A Visiona é a joint-venture da estatal de telecom e a Embraer Defesa, formalizada em maio do ano passado, para a compra e o desenvolvimento do satélite geoestacionário – que terá a função de garantir comunicações seguras às Forças Armadas, além de ampliar a capacidade de oferta de banda larga em regiões isoladas do país.
Segundo a Telebras, a aquisição dos componentes está se encaminhando para a etapa decisiva. Três empresas – Mitsubishi Electric Corporation (Melco), Space Systems/Loral e Thales Alenia Space – foram pré-selecionadas para o fornecimento do sistema do satélite geoestacionário.
Até aqui o satélite contaria com cerca de R$ 720 milhões em recursos do Orçamento da União. O projeto, porém, já foi adiado. Inicialmente o objetivo era lançar o satélite no próximo ano. Agora, a expectativa é de que ainda seja possível fazê-lo em 2015.
As três empresas foram escolhidas entre as oito propostas apresentadas, especialmente por conta das ofertas de transferência de tecnologia. Dentro da perspectiva do prazo mencionado, um posicionamento sobre as propostas deve ser apresentado até o fim deste mês.
Fonte: Convergência Digital
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Notas de Le Bourget
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Esta semana, está acontecendo em Le Bourget, nos arredores de Paris, França, a 50ª edição do tradicional Salão Internacional de Aeronáutica e Espaço. A revista Tecnologia & Defesa e o blog Panorama Espacial estiveram presentes nos primeiros dias e apresenta a seguir algumas notas com as principais notícias no setor espacial, em especial relacionadas ao Programa Espacial Brasileiro.
Embraer: interesse em lançadores? Não!
Na noite de segunda-feira (17), a Embraer promoveu um encontro com a imprensa com a presença de seus principais executivos, entre eles Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa & Segurança. O dia, aliás, foi histórico para a companhia brasileira, anunciando contratos para a venda de até 365 de novas aeronaves regionais a serem desenvolvidas.
Questionado pela reportagem de T&D sobre um eventual interesse da Embraer no segmento de lançadores, Aguiar foi taxativo ao afirmar que não vê a companhia entrando neste mercado. No passado, algumas empresas estrangeiras e a própria Alcântara Cyclone Space chegaram a falar com a Embraer. O caminho hoje parece livre para grupos como a Odebrecht e a Camargo Corrêa, além da Avibras, que têm olhado nessa direção.
Embraer, Visiona e o PNAE
Aguiar também falou sobre o interesse da Embraer, por meio da Visiona, em participar de outras missões do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), nomeadamente, de observação terrestre e meteorologia. A Visiona deve funcionar como plataforma de contratação e integração, e outras empresas o grupo poderão também participar (a Orbisat, por exemplo, tem expertise em tecnologia de imageamento por radar). Questionado pelo blog sobre a participação da Telebras, estatal de comunicações, numa empresa que buscará atuar em outros projetos espaciais, o executivo da Embraer respondeu afirmando que a Telebras pode em algum momento vir a deixar o capital da sociedade.
SGDC: a proposta da Thales Alenia Space
Durante o Paris Air Show, T&D teve a oportunidade de conversar com Sérgio Bertolino, vice-presidente para o segmento de comunicações para a América Latina da Thales Alenia Space (TAS), uma das três finalistas da concorrência do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Em bom português, Bertolino destacou o enorme interesse do grupo em conquistar o negócio, enfatizando a proposta de transferência de tecnologia em campos não apenas de comunicações, mas observação terrestre (sensores óticos e radares) e meteorologia, dentre outros. O executivo relevou que, em fevereiro, quando da solicitação de propostas pelo governo brasileiro, a TAS decidiu contratar a fabricação dos tubos de banda Ka (TWT) a serem usados na construção do satélite caso venha a ser selecionada. A decisão, que envolve certo risco, teria por objetivo garantir a entrega do SGDC no prazo de 31 meses contados de sua contratação.
SGDC: especulações sobre a proposta da Loral
Nos bastidores, muito se comentou sobre a proposta da norte-americana Space Systems / Loral. A fabricante teria oferecido um satélite com capacidade em banda Ka próxima de 80 gigabytes por segundo (o requisito inicial feito no RFP era de 40 gigabytes). Sua proposta de transferência tecnológica também seria satisfatória e iria além do que foi solicitado pelo governo. Ainda, bastante conhecida no mercado por seus preços competitivos, acredita-se que a sua oferta seria mais barata, aspecto que deve ter significativa influência na decisão (note-se que a valorização do dólar frente ao real. Adicionalmente, já se discute uma ampliação orçamentária para o SGDC, tendo em vista a insuficiência dos recursos inicialmente destinados: R$716 milhões). Não se trata de um consenso, mas a Loral é considerada como favorita.
SGDC: o processo de escolha
A decisão de quem fornecerá o SGDC, prevista para o final de julho, funcionará da seguinte forma: a Visiona analisará as propostas e apresentará um relatório bastante detalhado para o Comitê Diretor do Projeto (três membros, um indicado pelo Ministério das Comunicações, outro pela pasta da Defesa, e o terceiro pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), instância decisória máxima do SGDC. As contrapartidas tecnológicas e de transferência tecnológica, conhecidos como offsets, estão a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB), que também deverá opinar. Neste momento, a Visiona não está envolvida em tais discussões, estando responsável pelas avaliações técnicas e financeiras.
ACS e as obras em Alcântara
A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) é uma das empresas de capital brasileiro que estão presentes no evento, no pavilhão ucraniano. Questionado sobre a situação das obras do complexo de lançamento do Cyclone-4 em Alcântara, Olexander Serdyuk, diretor da ACS, informou que as mesmas estão paralisadas aguardando a liberação de recursos adicionais provenientes do aumento de capital recentemente aprovado. Caso os recursos sejam liberados até julho, a expectativa é que o primeiro voo do foguete Cyclone 4 ocorra até o final de 2014. Segundo o diretor, o desenvolvimento do lançador segue de acordo com o planejado e deve ser concluído até o final do ano.
Satélite italiano a bordo do Cyclone 4
Serdyuk também revelou que a ACS assinará hoje (20), com uma universidade italiana, um contrato para o lançamento de um pequeno satélite científico, somando-se ao satélite japonês Nano-JASMINE. Também foi revelado que um satélite científico ucraniano e outro da Estônia, ambos de pequeno porte, devem compor a primeira missão.
Arianespace, Vega e Göktürk-1
Na terça-feira (18), a Arianespace anunciou sua seleção para o lançamento do satélite de observação Göktürk-1, do governo da Turquia, a bordo do foguete italiano Vega, a partir de 2015. Trata-se do nono contrato assinado apenas este ano e o segundo contrato comercial para o lançador Vega num mercado aberto. No mesmo dia, em conferência para a imprensa, Stéphane Israël, CEO da companhia, destacou o excelente momento e boas perspectivas, assuntos que serão abordados pelo blog em nota específica dentro dos próximos dias.
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Esta semana, está acontecendo em Le Bourget, nos arredores de Paris, França, a 50ª edição do tradicional Salão Internacional de Aeronáutica e Espaço. A revista Tecnologia & Defesa e o blog Panorama Espacial estiveram presentes nos primeiros dias e apresenta a seguir algumas notas com as principais notícias no setor espacial, em especial relacionadas ao Programa Espacial Brasileiro.
Embraer: interesse em lançadores? Não!
Na noite de segunda-feira (17), a Embraer promoveu um encontro com a imprensa com a presença de seus principais executivos, entre eles Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa & Segurança. O dia, aliás, foi histórico para a companhia brasileira, anunciando contratos para a venda de até 365 de novas aeronaves regionais a serem desenvolvidas.
Questionado pela reportagem de T&D sobre um eventual interesse da Embraer no segmento de lançadores, Aguiar foi taxativo ao afirmar que não vê a companhia entrando neste mercado. No passado, algumas empresas estrangeiras e a própria Alcântara Cyclone Space chegaram a falar com a Embraer. O caminho hoje parece livre para grupos como a Odebrecht e a Camargo Corrêa, além da Avibras, que têm olhado nessa direção.
Embraer, Visiona e o PNAE
Aguiar também falou sobre o interesse da Embraer, por meio da Visiona, em participar de outras missões do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), nomeadamente, de observação terrestre e meteorologia. A Visiona deve funcionar como plataforma de contratação e integração, e outras empresas o grupo poderão também participar (a Orbisat, por exemplo, tem expertise em tecnologia de imageamento por radar). Questionado pelo blog sobre a participação da Telebras, estatal de comunicações, numa empresa que buscará atuar em outros projetos espaciais, o executivo da Embraer respondeu afirmando que a Telebras pode em algum momento vir a deixar o capital da sociedade.
SGDC: a proposta da Thales Alenia Space
Durante o Paris Air Show, T&D teve a oportunidade de conversar com Sérgio Bertolino, vice-presidente para o segmento de comunicações para a América Latina da Thales Alenia Space (TAS), uma das três finalistas da concorrência do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Em bom português, Bertolino destacou o enorme interesse do grupo em conquistar o negócio, enfatizando a proposta de transferência de tecnologia em campos não apenas de comunicações, mas observação terrestre (sensores óticos e radares) e meteorologia, dentre outros. O executivo relevou que, em fevereiro, quando da solicitação de propostas pelo governo brasileiro, a TAS decidiu contratar a fabricação dos tubos de banda Ka (TWT) a serem usados na construção do satélite caso venha a ser selecionada. A decisão, que envolve certo risco, teria por objetivo garantir a entrega do SGDC no prazo de 31 meses contados de sua contratação.
SGDC: especulações sobre a proposta da Loral
Nos bastidores, muito se comentou sobre a proposta da norte-americana Space Systems / Loral. A fabricante teria oferecido um satélite com capacidade em banda Ka próxima de 80 gigabytes por segundo (o requisito inicial feito no RFP era de 40 gigabytes). Sua proposta de transferência tecnológica também seria satisfatória e iria além do que foi solicitado pelo governo. Ainda, bastante conhecida no mercado por seus preços competitivos, acredita-se que a sua oferta seria mais barata, aspecto que deve ter significativa influência na decisão (note-se que a valorização do dólar frente ao real. Adicionalmente, já se discute uma ampliação orçamentária para o SGDC, tendo em vista a insuficiência dos recursos inicialmente destinados: R$716 milhões). Não se trata de um consenso, mas a Loral é considerada como favorita.
SGDC: o processo de escolha
A decisão de quem fornecerá o SGDC, prevista para o final de julho, funcionará da seguinte forma: a Visiona analisará as propostas e apresentará um relatório bastante detalhado para o Comitê Diretor do Projeto (três membros, um indicado pelo Ministério das Comunicações, outro pela pasta da Defesa, e o terceiro pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), instância decisória máxima do SGDC. As contrapartidas tecnológicas e de transferência tecnológica, conhecidos como offsets, estão a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB), que também deverá opinar. Neste momento, a Visiona não está envolvida em tais discussões, estando responsável pelas avaliações técnicas e financeiras.
ACS e as obras em Alcântara
A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) é uma das empresas de capital brasileiro que estão presentes no evento, no pavilhão ucraniano. Questionado sobre a situação das obras do complexo de lançamento do Cyclone-4 em Alcântara, Olexander Serdyuk, diretor da ACS, informou que as mesmas estão paralisadas aguardando a liberação de recursos adicionais provenientes do aumento de capital recentemente aprovado. Caso os recursos sejam liberados até julho, a expectativa é que o primeiro voo do foguete Cyclone 4 ocorra até o final de 2014. Segundo o diretor, o desenvolvimento do lançador segue de acordo com o planejado e deve ser concluído até o final do ano.
Satélite italiano a bordo do Cyclone 4
Serdyuk também revelou que a ACS assinará hoje (20), com uma universidade italiana, um contrato para o lançamento de um pequeno satélite científico, somando-se ao satélite japonês Nano-JASMINE. Também foi revelado que um satélite científico ucraniano e outro da Estônia, ambos de pequeno porte, devem compor a primeira missão.
Arianespace, Vega e Göktürk-1
Na terça-feira (18), a Arianespace anunciou sua seleção para o lançamento do satélite de observação Göktürk-1, do governo da Turquia, a bordo do foguete italiano Vega, a partir de 2015. Trata-se do nono contrato assinado apenas este ano e o segundo contrato comercial para o lançador Vega num mercado aberto. No mesmo dia, em conferência para a imprensa, Stéphane Israël, CEO da companhia, destacou o excelente momento e boas perspectivas, assuntos que serão abordados pelo blog em nota específica dentro dos próximos dias.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
Polo espacial do RS avança
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Estado dá mais um passo para implantação de polo espacial no RS
Governador Tarso Genro recebe autoridades da área espacial e de tecnologia nesta quarta
Da Redação
Porto Alegre - O governo do Estado dá mais um passo, nesta quarta-feira, dia 5, rumo a implantação de um polo espacial no Estado. Em um almoço com o governador Tarso Genro, às 12h30 desta quarta, no Palácio Piratini, o vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, Vitor Neves, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha e o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho deverão discutir a iniciativa. Durante o encontro, ainda deverá ser instalada a Comissão Especial para execução do programa de criação do polo, conforme protocolo de intenções assinado em Israel no início de maio. Participam também o secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, e o secretário em exercício da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Enéas Costa de Souza.
O protocolo de intenções assinado durante a missão a Israel visa "promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial". Esta é uma proposta que vem sendo desenvolvida pelo governo em função do alto potencial que o Estado possui. "Existe um conjunto de empresas e uma série de pesquisas nas universidades na área espacial, assim como os laboratórios da Cientec, que nos credenciam para sediar o segundo polo espacial do Brasil", diz o secretário Cleber Prodanov. O País já possui um polo, em São José dos Campos (SP), e uma política estratégica na área, com o programa espacial brasileiro, com atividades desde a década de 60. Em 1994 foi criada a Agência Espacial Brasileira, que coordena todas as atividades do setor no Brasil.
Potencial gaúcho
Com o recente edital do governo federal que prevê a compra de 16 satélites, num investimento que chegará a R$ 9 bilhões, o Rio Grande do Sul se lança como um potencial fornecedor de insumos e técnicos para a construção desses satélites, que precisam ter, obrigatoriamente, uma parte oriunda de empresas nacionais. De acordo com o documento firmado em Israel, a implantação do Polo Espacial no Rio Grande do Sul vai trazer "um claro benefício econômico e desenvolvimentista para o Estado, com a possibilidade de investimentos, parcerias e de apoio tecnológico de empresas internacionais." O portfólio de empresas gaúchas é representado em parte pela GetNet, Digicom e TSM, que podem, entre outras empresas, fornecer insumos necessários para as atividades do polo espacial no Estado.
A Comissão Especial para a execução do Programa de Criação do Polo Espacial será formada por membros do Estado e empresários indicados pela AEL. Também foram convidados a participar da reunião desta quarta-feira reitores Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC e Unisinos, universidades que estiveram na missão em Israel, e da Universidade Federal de Santa Maria.
Fonte: Diário de Canoas
Estado dá mais um passo para implantação de polo espacial no RS
Governador Tarso Genro recebe autoridades da área espacial e de tecnologia nesta quarta
Da Redação
Porto Alegre - O governo do Estado dá mais um passo, nesta quarta-feira, dia 5, rumo a implantação de um polo espacial no Estado. Em um almoço com o governador Tarso Genro, às 12h30 desta quarta, no Palácio Piratini, o vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, Vitor Neves, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha e o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho deverão discutir a iniciativa. Durante o encontro, ainda deverá ser instalada a Comissão Especial para execução do programa de criação do polo, conforme protocolo de intenções assinado em Israel no início de maio. Participam também o secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, e o secretário em exercício da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Enéas Costa de Souza.
O protocolo de intenções assinado durante a missão a Israel visa "promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial". Esta é uma proposta que vem sendo desenvolvida pelo governo em função do alto potencial que o Estado possui. "Existe um conjunto de empresas e uma série de pesquisas nas universidades na área espacial, assim como os laboratórios da Cientec, que nos credenciam para sediar o segundo polo espacial do Brasil", diz o secretário Cleber Prodanov. O País já possui um polo, em São José dos Campos (SP), e uma política estratégica na área, com o programa espacial brasileiro, com atividades desde a década de 60. Em 1994 foi criada a Agência Espacial Brasileira, que coordena todas as atividades do setor no Brasil.
Potencial gaúcho
Com o recente edital do governo federal que prevê a compra de 16 satélites, num investimento que chegará a R$ 9 bilhões, o Rio Grande do Sul se lança como um potencial fornecedor de insumos e técnicos para a construção desses satélites, que precisam ter, obrigatoriamente, uma parte oriunda de empresas nacionais. De acordo com o documento firmado em Israel, a implantação do Polo Espacial no Rio Grande do Sul vai trazer "um claro benefício econômico e desenvolvimentista para o Estado, com a possibilidade de investimentos, parcerias e de apoio tecnológico de empresas internacionais." O portfólio de empresas gaúchas é representado em parte pela GetNet, Digicom e TSM, que podem, entre outras empresas, fornecer insumos necessários para as atividades do polo espacial no Estado.
A Comissão Especial para a execução do Programa de Criação do Polo Espacial será formada por membros do Estado e empresários indicados pela AEL. Também foram convidados a participar da reunião desta quarta-feira reitores Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC e Unisinos, universidades que estiveram na missão em Israel, e da Universidade Federal de Santa Maria.
Fonte: Diário de Canoas
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sábado, 4 de maio de 2013
Short-list do SGDC
A Telebras informou nesta sexta, 3, que a Visiona Tecnologia Espacial S/A (empresa da qual a estatal de telecomunicações é sócia com 49% do capital, ao lado da Embraer) pré-selecionou as empresas Mitsubishi Electric Corporation (Melco); Space Systems/Loral; e Thales Alenia Space no processo de escolha para o fornecedor do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Trata-se do projeto de um satélite de comunicação e uso militar programado para 2015. Segundo o comunicado, essa primeira pré-seleção considerou requisitos técnicos, operacionais, econômicos e de transferência de tecnologia. Segundo o comunicado, "a próxima etapa será a final e seguirá as especificações da Telebras, operadora do satélite, bem como do Termo de Referência elaborado pelos ministérios das Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação".
O projeto do SGDC prevê um satélite com capacidade de operação em banda Ka e banda X. Na banda Ka, que será usada para comunicação de dados pela Telebras, serão 39 spots de 450 km e 10 spots de 900 km de cobertura. Ao todo, a parte de comunicação do satélite terá capacidade de 100 Gbps.
Fonte: Teletime
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
SGDC: RFP está "na rua"
Propostas para o satélite brasileiro devem ser entregues até 8 de abril; Telebras escolherá
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013, 20h22
Já está "na rua" desde o dia 15 de fevereiro a Request for Proposal (RFP) da Visiona, joint-venture entre a Telebras e a Embraer, para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC). Segundo apurou este noticiário, entre as empresas que retiraram o documento estão os principais players do setor: as francesas Thales Alenia e Astrium; as americanas Loral, Boeing e Orbital; e a japonesa Mitsubishi.
Trata-se da contratação de uma solução completa, ou seja, inclui o artefato (o satélite em si) e o veículo lançador (foguete). Os fornecedores do artefato, portanto, devem apresentar propostas conjuntas com o lançador. Os gateways que ficam em terra serão objeto de uma contratação direta da Telebras.
O prazo final para envio das propostas é o dia 8 de abril. Depois disso, a Visiona tem até junho para elaborar um relatório-síntese de todas as propostas e remetê-lo à Telebras e ao governo, que escolherão a proposta vencedora levando em conta o que foi oferecido em termos de transferência de tecnologia.
Fonte: Teletime
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
SGDC no "Valor Econômico"
Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos
Sete grandes grupos de fabricantes internacionais estão participando do processo de seleção do fornecedor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. Realizada pelo governo brasileiro, essa concorrência é considerada hoje a principal na área espacial da América do Sul, com investimento já aprovado de R$ 720 milhões. O valor inclui o lançamento do satélite, previsto para o fim de 2014.
A Agência Espacial contratou a Visiona Tecnologia Espacial, joint venture entre a Embraer e a Telebras, para fazer o gerenciamento dos contratos com os futuros fornecedores do equipamento. A Visiona encerrou a fase de recebimento das informações solicitadas aos fabricantes no fim do ano passado, e nas próximas duas semanas poderá liberar as linhas gerais de sua solicitação de propostas (RFP, na sigla em inglês) para os interessados.
A lista de empresas participantes da licitação, segundo fontes que acompanham o processo, inclui as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as americanas Boeing, Lockheed Martin e Space Systems Loral (essa última adquirida pelo grupo canadense MDA, em 2012), a japonesa Mitsubishi e a russa Reshetnev.
Procurada pelo Valor, a Boeing disse que seria prematuro comentar a concorrência, pois o pedido de proposta ainda não foi divulgado. "A Boeing está a par do processo da Visiona, mas seguimos nossa política de não comentar os requisitos relativos aos nossos clientes", disse em nota.
Haverá uma única licitação para a compra do satélite, do sistema de controle de solo e do lançamento, disse o diretor de planejamento e investimentos estratégicos da Agência Espacial, Petrônio Noronha de Souza. Apenas a parte de instalação de antenas de recepção e emissão de sinais de internet ficará sob a responsabilidade da Telebras, segundo o diretor.
Os requisitos do satélite foram elaborados pelo Ministério das Comunicações, Telebras e Ministério da Defesa, consolidados depois pelos grupos de trabalho criados pelo decreto presidencial que estabeleceu a governança para o desenvolvimento do equipamento geoestacionário. A canadense Telesat, segundo o diretor da agência, deu apoio ao projeto na fase que antecedeu a RFP.
O prazo para o lançamento, no entanto, segundo o Valor apurou, poderá atrasar e se estender até 2015, pois o período para a contratação dos fornecedores e a fabricação do satélite é considerado curto. A agência também já programou a aquisição do segundo satélite, com previsão de lançamento para 2019.
O satélite geoestacionário vai atender à demanda de comunicações militares e de defesa do governo federal, assim como o Programa Nacional de Banda Larga, levando internet às populações de cerca de 1,2 mil municípios localizados em regiões remotas do país. Atualmente, o governo contrata tecnologia de satélites estrangeiros.
O satélite brasileiro vai operar em banda X (faixa de frequência de transmissão dos dados), para as comunicações estratégicas do governo, com cobertura regional (Brasil), América Latina e Oceano Atlântico, usando cinco transponders (sistema que converte o sinal recebido do satélite para outra frequência determinada). Para as comunicações em banda larga usará a banda Ka.
O contrato de construção do satélite vai envolver transferência de tecnologia nas áreas de sistemas de comunicação, controle de atitude e órbita, controle de solo, software de controle e propulsão, afirmou o diretor da Agência Espacial.
O satélite geoestacionário foi incluído na lista de projetos que o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) considera como estruturantes e mobilizadores. "São projetos que colocam desafios tecnológicos à pesquisa e à indústria e que organizam a cadeia produtiva nacional, e ampliam o mercado de bens e serviços espaciais", descreve o documento.
Entre os resultados esperados, descritos no relatório do Pnae, está o incremento da capacitação tecnológica da indústria nacional no segmento de satélites de telecomunicação e elevação do índice de participação das empresas no desenvolvimento e fabricação do segundo satélite.
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Para se fortalecer, Astrium cria subsidiária
o Valor
de São José dos Campos
A Astrium, divisão espacial da gigante europeia EADS, está fortalecendo a sua presença no Brasil para tentar participar de forma mais efetiva do programa espacial brasileiro. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) indica a necessidade de um investimento de R$ 9,1 bilhões nos próximos dez anos no setor.
"O Brasil, embora ocupe um lugar importante no cenário econômico mundial, ainda não integra o grupo de países que dominam a tecnologia espacial", disse o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Astrium na América Latina, Jean Noel Hardy.
Segundo o executivo, mesmo assim a Astrium acredita no potencial espacial do Brasil e, por isso, acaba de criar a subsidiária Astrium Brasil. A companhia está presente no país desde 2006 com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos, e a Astrium Services, antiga Spot Image. Em 2012, a Astrium registrou uma receita de € 5,8 bilhões, 7% maior que em 2011.
Fornecedora do programa espacial brasileiro desde 1996, a Equatorial atuou no programa do satélite CBERS-3, feito em parceria com a China e para o qual desenvolveu uma câmera WFI (sigla em inglês para câmera de grande campo de visada) e um gravador digital de dados para o satélite brasileiro Amazônia-1, em fase de desenvolvimento. O CBERS-3 tem lançamento previsto para maio.
A Equatorial foi contratada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o fornecimento dos sistemas aos satélites CBERS-3 e Amazônia. Segundo o presidente da Equatorial, César Ghizoni, os dois contratos estão avaliados em cerca de R$ 60 milhões.
Em 2012, de acordo com o executivo, a Equatorial gerou receitas de R$ 9,5 milhões, ante os R$ 6,8 milhões do ano anterior. Entre os novos contratos previstos para este ano, Ghizoni cita o fornecimento de cabos do sistema elétrico do satélite Amazônia-1 e um contrato com a GMV, empresa europeia que fornece sistemas de navegação de satélites.
A GMV está desenvolvendo seu sistema em parceria com o Instituto Tecnológico de aeronáutica (ITA) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), disse o presidente da Equatorial. (VS)
Fonte: Valor Econômico, 04/02/2013, via NOTIMP.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
SGDC: especificações ainda não concluídas
Especificação de compra do satélite brasileiro ainda não está concluída
sexta-feira, 23 de novembro de 2012, 16h41
Fontes que acompanham diretamente os trabalhos da Visiona, a joint-venture entre Telebras e Embraer para o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), informam que ainda não foi possível fechar o texto da RFP (request for proposal, ou pedido de propostas para contratação) do satélite. A expectativa é de que o SGBC estivesse operando até 2014. Entre os fatores que complicam uma definição da RFP está, sobretudo, a complexidade do projeto. Segundo especialistas do setor de satélite ouvidos por este noticiário e que têm experiência em contratações desse tipo, a quantidade de detalhes técnicos que precisam ser especificados é muito grande, sobretudo em um satélite com banda Ka. Há pouca experiência em contratações desse tipo no mundo, pois não são muitos os satélites com cobertura na banda, e a tecnologia envolve complicadores adicionais, pois é preciso especificar elementos ativos do satélite e detalhes sobre a quantidade e a cobertura dos feixes que serão usados para o serviço de banda larga. Uma vez lançado, não é possível fazer alterações significativas na configuração dos feixes.
Sem especificações muito cuidadosas, dizem os especialistas, o risco é comprar o que o fornecedor diz que é melhor, mas que não necessariamente refletirá as necessidades da operação. As minutas de RFP já estariam com mais de mil páginas. O problema no atraso é que o prazo de operação, de 2014, começa a ficar inviável. Normalmente, um satélite de comunicação geoestacionário, como é o SGDC, precisa de pelo menos três anos para ser produzido e lançado. E no caso brasileiro, paralelamente a isso, será preciso ainda construir o centro de operações, o parque de antenas e treinar o pessoal responsável por manter os serviços em funcionamento.
Recentemente, o ministro Paulo Bernardo deu delcarações em que previa o satélite apenas para o final de 2014, prazo ainda assim considerado inexequível por especialistas no setor.
Fonte: Teletime.
Comentário do blog: a meta de ter o SGDC em órbita até o final de 2014 já é, sob todos os aspectos, inexequivel. Esta realidade abre espaço para soluções intermediárias, como oferta de capacidade de sistemas já em órbita, até que o primeiro satélite esteja operacional, tendo em vista a crescente demanda do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Boeing: 80 anos de Brasil
Em coquetel realizado na capital paulista na noite de hoje (24), a Boeing comemorou 80 anos de parceria com o Brasil - iniciada em 1932 com a entrega de aviões F4B-4 ao governo, e aproveitou para lançar o website de sua unidade brasileira, a Boeing Brasil: http://www.boeing.com.br.
A Boeing, considerada o maior grupo aeroespacial do mundo, tem dedicado especial atenção ao mercado brasileiro. Apenas este ano, foram anunciadas a criação de uma subsidiária, chefiada por Donna Hrinak, ex-embaixadora dos Estados Unidos no País, de um centro de pesquisa e desenvolvimento, acordos de cooperação com a AEL Sistemas (aviônicos), parcerias com a Embraer em biocombustíveis, no projeto do cargueiro militar KC-390 e em sistemas para a aeronave Super Tucano, financiamento de bolsas a estudantes dentro do programa Ciência sem Fronteiras, debtre outros esforços relevantes. Recentemente, a fabricante fechou um importante contrato com a companhia aérea Gol para o fornecimento de 60 aviões 737 MAX, de nova geração.
Indicando a boa relação com a Embraer, em vídeo divulgado hoje, Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, falou sobre os acordos de cooperação entre a fabricante brasileira e a Boeing em matéria de defesa e biocombustíveis.
O website da Boeing Brasil traz informações bem interessantes sobre a história e a presença do grupo norte-americano no País, assim como seu portfólio de produtos e serviços promovidos localmente: aeronaves comerciais, e sistemas de defesa, espaço e segurança (aeronaves militares, como o F-18 E/F Super Hornet, que participa da concorrência F-X2, da Força Aérea Brasileira, o helicóptero pesado Chinook, a munição JDAM, dentre outros). Na área espacial, destaque para satélites, em particular geoestacionários de comunicações.
Na seção "A Boeing no Brasil", a empresa destaca alguns projetos na área de satélites, desenvolvidos entre as décadas de setenta e noventa. Reproduzimos a descrição abaixo:
"O Brasil e a Boeing Satélites
A Boeing Satélites está envolvida com a indústria brasileira de comunicações via satélite desde a sua criação, no início de 1970. Em 1974, a Boeing (então Hughes) foi contratada para construir uma estação terrestre perto do Rio de Janeiro (Tanguá) para a Embratel revender capacidade Intelsat, conectando o Brasil à rede de satélites Intelsat.
Em 1982, a Boeing, em parceria com a SPAR Aerospace do Canadá, foi contratada pela Embratel para a construção de dois satélites 376 (denominados Brasilsat A1 e A2) mais um Centro de Controle de Operações em Guaratiba. Os satélites foram lançados em 1985 e 1986.
Em 1990, a empresa líder em telecomunicações do Brasil na época, a Embratel, assinou um contrato para dois veículos espaciais (Brasilsat B1 e B2). Em 1995, a Embratel exerceu a opção para um terceiro veículo. Um quarto satélite foi encomendado em junho de 1998. Como parte do contrato, a Hughes dividiu o trabalho de engenharia da estação terrestre com a Promon Engenharia S/A, de São Paulo. O Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, foi designado como o local para o teste final do sistema do Brasilsat B2. O Brasilsat B1 foi testado em El Segundo, Califórnia, e usado para treinar os engenheiros do INPE. A estação Brasilsat B oferecia serviços básicos de telecomunicações: televisão, telefone, fax e transmissão de dados e redes de negócios."
Oportunidades
No segmento espacial, a Boeing parece não esperar viver apenas do passado no Brasil. Em 2011, a empresa participou da concorrência promovida pela Star One, subsidiária da Embratel, para o satélite geoestacionário Star One C4, vencida pela também norte-americana Space Systems / Loral. A Boeing é também frequentemente mencionada como uma das fabricantes interessadas no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a cargo da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a Telebrás.
Nos últimos anos, a Boeing fechou importantes contratos em satélites de comunicações com a Inmarsat (banda Ka), governo do México (sistema MEXSAT), ABS e Satmex (satélites com propulsão elétrica), e SES (contratado anunciado em 10 de outubro), estando definitivamente de volta ao mercado comercial de satélites geoestacionários de comunicações.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
SGDC: RFP prestes a ser enviado
De acordo com reportagem divulgada ontem (15) pelo Teletime, portal especializado em comunicações, citando informações dadas pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, o termo de referência para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está com o comitê diretor, que deve se reunir até o final da semana para aprová-lo e enviá-lo aos potenciais fornecedores do satélite.
Segundo o artigo, após o envio das solicitações de propostas, conhecidas pela sigla RFP (do inglês, request for proposals), deve ser dado um prazo de dois ou três meses para os fabricantes apresentarem suas ofertas, e cerca de um mês e meio para a análise e contratação. Assim, o contrato para a aquisição do SGDC poderia ser assinado no primeiro trimestre de 2013, informação em linha com a obtida e divulgada pelo blog Panorama Espacial na semana retrasada.
Favoritismo japonês?
Ainda segundo a reportagem, a companhia Mitsubishi, do Japão, é considerada pelo mercado como a grande favorita para levar o contrato do primeiro satélite, "pois [os japoneses] estariam jogando com uma oferta mais agressiva."
A informação é curiosa, pois, em teoria, ainda não são conhecidos os termos financeiros e mesmo o nome de cada um dos potenciais participantes da concorrência. Além do mais, outro aspecto que merece ser considerado são as restrições japonesas que, desde a Segunda Guerra Mundial, impõem severas restrições para a exportação de equipamentos e sistemas de defesa. Como é sabido, o SGDC terá também aplicações militares, provendo capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.
Por outro lado, o interesse do Japão em se fixar como parceiro espacial na América do Sul não é recente, e tem havido significativos esforços nos últimos tempos. No início do mês, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, esteve em Tóquio para reuniões com empresas do setor aeroespacial.
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