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segunda-feira, 8 de abril de 2013
VSB-30: Operações TEXUS 50 e TEXUS 51
Campo Montenegro, 08/04/2013
No dia 5 de abril de 2013 tiveram início as Operações TEXUS 50 e TEXUS 51 na Suécia com o objetivo de lançar dois foguetes brasileiros VSB-30, a partir do Centro Espacial de Esrange. Tratam-se dos lançamentos dos veículos VSB-30 V17 e V18 que levarão os experimentos de microgravidade TEXUS 50 e 51, respectivamente.
O Programa TEXUS iniciou-se em 1977 com objetivo principal de investigar as propriedades e o comportamento de materiais, produtos químicos e substâncias biológicas em ambiente de microgravidade, utilizando-se de foguetes de sondagem. Esse Programa é conduzido pelo Instituto de Pesquisa Alemão (DLR), Agência Espacial Européia (ESA), EADS Astrium e SSC (Swedish Space Corporation), com financiamento da ESA e do DLR. A empresa SSC é a responsável pelas operações de lançamento.
Desde 2005, o foguete brasileiro VSB-30 tem sido usado no Programa TEXUS, em virtude da capacidade desse veículo de transportar aproximadamente 370 kg de carga-útil, a cerca de 270 km de altitude.
Local de Lançamento: Centro Espacial de Esrange
Datas previstas de lançamentos: 12 de abril de 2013 – TEXUS 50 e 19 de abril de 2013 – TEXUS 51
Informações técnicas:
Tipo de foguete: VSB 30 – DCTA-IAE
Diâmetro nominal: 557 milímetros
Peso total: 2640 kg
Apogeu: ~ 268 km
Fonte: IAE/DCTA
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Entrevista com Brig. Carlos Kasemodel, diretor do IAE
Conforme informado no último domingo (29), como parte da série de entrevistas com os principais dirigentes do Programa Espacial Brasileiro, o blog Panorama Espacial entrevistou o Brig.-Eng. Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel, atual diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP). O IAE é responsável pela maioria dos projetos espaciais do Comando da Aeronáutica, em particular na área de lançadores e foguetes de sondagem.
Desde o início de abril como diretor do IAE, o Brig. Kasemodel é engenheiro mecânico-aeronáutico pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), turma de 1980, com mestrado pelo Naval Postgraduate School, EUA, em 1999. Ocupou diversos cargos em sua carreira no Comando da Aeronáutica, inclusive vários no setor espacial, como gerente do Programa VLS e vice-diretor do IAE para a divisão de espaço. O blog agradece a atenção dispensada pela equipe de comunicação do IAE e pelo entrevistado.
Abaixo, reproduzimos a entrevista em sua íntegra, feita por e-mail durante a semana passada, abordando os principais projetos desenvolvidos pelo Instituto, em especial na área de lançadores.
Os planos para voos tecnológicos do VLS-1 continuam válidos? Quando ocorrerá a missão do VLS com a parte baixa, do primeiro e segundo estágios?
Sim, os planos para os voos tecnológicos do VLS-1 continuam válidos. O primeiro lançamento, somente com o primeiro e segundo estágios ativos, está previsto para 2013. Este protótipo foi inicialmente denominado XVT-01, mas passou a ser denominado VSISNAV porque nesse voo também será testado o sistema de navegação SISNAV.
E o segundo voo, quando deve ocorrer?
O segundo voo deverá ocorrer no ano seguinte, mas sua confirmação depende do repasse de recursos financeiros pela AEB.
O senhor poderia falar um pouco sobre o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1)? Uma decisão sobre o seu desenvolvimento já foi tomada? Qual será a participação alemã na iniciativa?
O VLM-1 é um lançador de microssatélites que está sendo desenvolvido em parceira com o DLR e com forte envolvimento da indústria nacional desde a sua fase de concepção. Será um veículo de três estágios; na sua versão básica, todos os propulsores utilizam propelente sólido: no primeiro e segundo estágios será empregado o propulsor S50 (em fase de desenvolvimento) e no terceiro estágio, o propulsor S44, ora empregado no quarto estágio do VLS-1 e no segundo estágio do VS-40. Outras versões também estão previstas, com a substituição do propulsor S44 por um propulsor líquido.
No entanto, a primeira missão prevista para o VLM-1 não será de satelitização mas sim de realizar o experimento SHEFEX 3, previsto para 2015. A participação alemã, além da partição dos custos de desenvolvimento, envolve áreas como engenharia de sistemas, sistemas de controle e atuadores.
O senhor poderia falar um pouco mais sobre o envolvimento industrial no projeto do VLM? Quais empresas participarão?
O projeto do envelope-motor do propulsor S50, que será bobinado em fibra de carbono, já está sendo desenvolvido em parceria com a empresa CENIC, a qual também já é a fabricante do propulsor S44 (que será utilizado no terceiro estágio). Outras empresas ainda não estão definidas mas espera-se que o carregamento de propelente e o desenvolvimento das redes elétricas também seja realizado na indústria.
O VLM-1 será um lançador de três estágios, todos de propulsão sólida. Em termos técnicos, há quem afirme que para colocação de satélites em órbita, é mais adequado que o terceiro estágio seja de propulsão líquida, o que permitiria mais precisão nas missões. Qual é a sua opinião sobre esse assunto?
A utilização de propulsão líquida nos últimos estágios possibilita mesmo uma maior precisão para a inserção em órbita, considerando que o propulsor a propelente líquido possibilita re-ignições durante o voo. Conforme comentado anteriormente, já estão sendo previstas versões do VLM-1 com a substituição do propulsor S44 por um propulsor líquido.
Ainda em lançadores, muito se comenta sobre possibilidades de desenvolvimentos futuros, inclusive com participação estrangeira. O senhor poderia nos dizer quais são as perspectivas e demandas hoje consideradas pelo IAE para um novo projeto de lançador?
Além do VLM-1, as perspectivas atuais são de desenvolvimento do VLS-Alfa e do VLS-Beta, propostas inicialmente apresentadas no Programa Cruzeiro do Sul.
O desenvolvimento dos demais veículos da família Cruzeiro do Sul está sendo rediscutido, considerando que não teria sentido se desenvolver um veículo nacional para competir com o Cyclone IV (VLS-Delta) e a perspectiva de baixa demanda para os veículos VLS-Gama e VLS-Epsilon.
Qual é a expectativa para se ter uma definição sobre qual o caminho que o IAE seguirá [sobre um novo lançador]?
A proposta de se concluir o desenvolvimento do VLS-1 e do VLM-1, bem como o desenvolvimento do VLS-Alfa e Beta já foi encaminhada para a AEB e esperamos que esteja aprovada na revisão do PNAE, ora em andamento.
Em matéria de foguetes de sondagem, existem novos projetos sendo em consideração pelo Instituto?
Com relação aos foguetes de sondagem, o IAE estuda o desenvolvimento de uma versão modernizada do VSB-30 e o desenvolvimento do VS-50, um foguete de sondagem mono-estágio utilizando o propulsor S-50 do VLM-1.
Quais são os itens a serem modernizados do VSB-30?
Deverão ser otimizados alguns processos de fabricação, modificações nas proteções térmicas e também a incorporação de dispositivos de segurança eletro-mecânicos.
Quais são as perspectivas do IAE em termos de cooperação espacial, em particular com a Alemanha e Rússia, países que já cooperam há muitos anos com o Instituto?
Com a Alemanha, atualmente estamos cooperando no desenvolvimento do VLM-1 e na modernização do VSB-30. Com relação à Rássia, existem perspectivas de cooperação no desenvolvimento de propulsor líquido para emprego no VLS-Alfa.
No entanto, importante ressaltar que a cooperação com a Alemanha é a que entendemos ser uma “cooperação” no sentido correto da palavra: ambas as partes investem recursos humanos e financeiros, trocam experiências, na busca de um desenvolvimento tecnológico de interesse para os dois lados. Outras propostas de cooperação são basicamente propostas comerciais: um lado se propõe a vender o que o outro necessita.
Na área de satélites, o IAE desenvolve há quase dez anos o projeto SARA, de reentrada atmosférica. Em que momento o projeto se encontra?
O projeto SARA prevê o desenvolvimento de dois protótipos para testes suborbitais e dois modelos para voos orbitais. Atualmente, estão sendo finalizados os ensaios de qualificação do primeiro protótipo de voo suborbital, cujo lançamento está previsto para 2013 a bordo de um foguete VS-40.
Hoje, qual é a situação do IAE em matéria de recursos humanos?
Há alguns anos, o IAE vem sofrendo com a perda gradativa de recursos humanos em diversas áreas, a maior parte por aposentadoria de servidores experientes. O DCTA tem realizado diversas gestões junto ao Ministério da Defesa e Ministério do Planejamento e aguardamos a autorização para a realização de concurso público para o recompletamento, pelo menos parcial, do nosso quadro de recursos humanos.
Outro campo que tem recebido atenção no Programa Espacial é a busca do País por autonomia em sistemas inerciais, tanto de satélites para lançadores. O IAE é um ator ativo nesse campo, participando do projeto Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (SIA). O senhor poderia comentar um pouco sobre o atual estágio do projeto? Há planos para um voo experimental?
O objetivo maior do projeto SIA é consolidar no País a tecnologia de sistemas de navegação inercial.
Diversas etapas já foram vencidas. Em 2011, a implantação da infraestrutura laboratorial no IAE foi concluída com a inauguração do LINCS – Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação. Com relação a sistemas de navegação, um protótipo denominado SISNAV já foi ensaiado, com sucesso, em solo e será testado em voo no próximo lançamento do VLS-1. Importante ressaltar que o SISNAV utiliza girômetros a fibra ótica desenvolvidos e produzidos no País.
Recentemente, o senhor foi indicado para representar o Comando da Aeronáutica no Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB). Qual é a sua visão sobre a restruturação institucional do Programa Espacial Brasileiro, com uma possível fusão entre a AEB e o INPE? Seria possível algum envolvimento do IAE nesse processo?
Todos os atores do SINDAE concordam que uma reestruturação institucional se faz necessária mas existem divergências de qual modelo seria o mais eficaz.
Uma fusão entre a AEB e o INPE certamente fortaleceria a AEB, considerando que atualmente a Agência não dispõe de um corpo técnico. Um envolvimento do IAE nesse processo seria difícil, principalmente por ser uma Organização Militar e vinculada a outro Ministério. Seu envolvimento deve permanecer como órgão setorial do SINDAE [Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais].
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Notícias do IAE: SARA e Plataforma Suborbital
Apresentada a carga útil brasileira para o Programa de Microgravidade
Representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) estiveram nas instalações da Orbital Engenharia para conhecer o primeiro protótipo da PLataforma Suborbital de Microgravidade (PSM). A PSM substituirá a plataforma da agência espacial alemã (DLR), que tem sido usada pelo Brasil em seus experimentos em ambiente de gravidade reduzida utilizando-se do foguete de sondagem VSB-30.
Modelo de voo mecânico do SARA Suborbital é entregue ao IAE
Em 14 de junh, foi entregue ao IAE pela indústria CENIC, de São José dos Campos (SP), o modelo de voo mecânico do SARA Suborbital. O modelo de Voo mecânico do SARA Suborbital compreende três dos quatro subsistemas do veículo: subsistema estrutural, módulo de experimentação e subsistema de recuperação. O desenvolvimento deste modelo foi resultado de uma parceria coordenada pelo IAE, contando com a empresa CENIC no papel de “main contractor”, e outras indústrias nacionais como, a EQE e a Orbital Engenharia.
IAE certifica subsistema de recuperação do SARA Suborbital
Em 5 de junho, o IAE completou a qualificação em solo do subsistema de recuperação do SARA Suborbital, com a realização bem sucedida de ensaio de abertura dinâmica dos para-quedas.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MASER 12: VSB-30 lançado com sucesso
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IAE lança com sucesso mais um foguete VSB-30
13-02-2012
Foi realizado com sucesso o 13º vôo do foguete de sondagem brasileiro VSB-30, sendo o 10º lançado a partir do Centro de Lançamento de Esrange, acrônimo de European Spaceresearch RANGE, localizado a 200 km do Círculo Polar Ártico, próximo à cidade de cidade Kiruna na Suécia. O lançamento ocorreu hoje (13/02/2012) às 10h15min horário local, 7h15min pelo horário de Brasília.
O veículo VSB-30 V16 atingiu o apogeu nominal previsto de 259 km, transportando a carga útil MASER 12, com cinco experimentos da Agência Espacial Européia (ESA), durante mais de 6 minutos em ambiente de microgravidade.
A Campanha MASER 12, mesmo nome da carga útil, envolveu equipes do Swedish Space Corporation - SSC (Suécia), German Aerospace Center - DLR (Alemanha) e Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE (Brasil), dentro do Programa de Cooperação Brasil (IAE) e Alemanha (DLR).
A carga útil foi recuperada a 99 km de distância do sítio de lançamento e dentro da área de resgate prevista.
Além de Esrange, outros três lançamentos já ocorreram a partir no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2004, 2006 e 2010, respectivamente.
Fonte: IAE/DCTA
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IAE lança com sucesso mais um foguete VSB-30
13-02-2012
Foi realizado com sucesso o 13º vôo do foguete de sondagem brasileiro VSB-30, sendo o 10º lançado a partir do Centro de Lançamento de Esrange, acrônimo de European Spaceresearch RANGE, localizado a 200 km do Círculo Polar Ártico, próximo à cidade de cidade Kiruna na Suécia. O lançamento ocorreu hoje (13/02/2012) às 10h15min horário local, 7h15min pelo horário de Brasília.
O veículo VSB-30 V16 atingiu o apogeu nominal previsto de 259 km, transportando a carga útil MASER 12, com cinco experimentos da Agência Espacial Européia (ESA), durante mais de 6 minutos em ambiente de microgravidade.
A Campanha MASER 12, mesmo nome da carga útil, envolveu equipes do Swedish Space Corporation - SSC (Suécia), German Aerospace Center - DLR (Alemanha) e Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE (Brasil), dentro do Programa de Cooperação Brasil (IAE) e Alemanha (DLR).
A carga útil foi recuperada a 99 km de distância do sítio de lançamento e dentro da área de resgate prevista.
Além de Esrange, outros três lançamentos já ocorreram a partir no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2004, 2006 e 2010, respectivamente.
Fonte: IAE/DCTA
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ainda sobre a missão TEXUS 48
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Normalmente bem discreta em relação às missões com foguetes de sondagem realizadas com o modelo brasileiro VSB-30, a agência espacial alemã (DLR) divulgou ontem (30) uma nota sobre a missão TEXUS 48, realizada no último dia 27 a partir do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia.
A operação TEXUS 48 foi realizada dentro do escopo do projeto Cryogenic Upper Stage Technologies (CUST), da Agência Espacial Europeia (ESA), algo que pode ser traduzido para o português como tecnologias de estágio superior criogênico. O projeto é parte do Programa Preparatório para Futuros Lançadores (FLPP, sigla em inglês), que deve dar origem ao sucessor do Ariane 5.
Assim, pode-se dizer que o VSB-30, certamente o mais bem sucedido engenho de tecnologia espacial brasileira, contribuiu de alguma forma para o futuro dos lançadores europeus.
Atualização, 16h10: recebemos um e-mail de Otavio Durão com comentários e um "puxão de orelha" à afirmação de que o VSB-30 é "certamente o mais bem sucedido engenho de tecnologia espacial brasileira". Com razão, Durão fez questão de lembrar dos casos dos satélites SCD-1 e SCD-2. O blog opina que do ponto de vista tecnológico, de fato os SCDs foram uma grande conquista ao Programa Espacial, tanto é que operam até hoje. O VSB-30, sem dúvidas, é um grande sucesso do ponto de vista comercial (é exportado), mas do ponto de vista tecnológico, devemos reconhecer os méritos do INPE e família SCD. O e-mail de Otavio Durão é reproduzido abaixo:
"André:
Creio que você deve se inteirar mais sobre os SCD-1 e 2, antes de afirmar que o VSB-30 é "....certamente o mais bem sucedido engenho de tecnologia espacial brasileira" (sic). Leve em conta as respectivas complexidades de um pequeno satélite (na época, para nós, nem tão pequeno assim) desenvolvido no país (projeto, fabricação de muitas partes e equipamentos, integração, testes, qualificação e operação) e as de um motor de combustível sólido (one shot - sem controle de queima). E leve em conta que os SCD foram projetados e desenvolvidos nas décadas de 70 e 80! Com tecnologia e eletrônica da época. E, o mais importante, o motor só precisa funcionar por alguns poucos minutos. Os SCD´s funcionam, por incrível que pareça, e pela pouca valorização e compreensão do que significa isto, respectivamente há 18 e 13 anos!!! É incrível!!
Creio que isto merece um reparo no blog. Como um tributo àqueles veteranos, muitos ainda na ativa e outros já aposentados, que fizeram História no meu entender com, este sim um dos maiores feitos da tecnologia no país.
Se tivéssemos dado continuidade não estaríamos hoje fazendo VSB-30´s!!!
Abraços
Otavio"
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Normalmente bem discreta em relação às missões com foguetes de sondagem realizadas com o modelo brasileiro VSB-30, a agência espacial alemã (DLR) divulgou ontem (30) uma nota sobre a missão TEXUS 48, realizada no último dia 27 a partir do centro espacial de Esrange, no norte da Suécia.
A operação TEXUS 48 foi realizada dentro do escopo do projeto Cryogenic Upper Stage Technologies (CUST), da Agência Espacial Europeia (ESA), algo que pode ser traduzido para o português como tecnologias de estágio superior criogênico. O projeto é parte do Programa Preparatório para Futuros Lançadores (FLPP, sigla em inglês), que deve dar origem ao sucessor do Ariane 5.
Assim, pode-se dizer que o VSB-30, certamente o mais bem sucedido engenho de tecnologia espacial brasileira, contribuiu de alguma forma para o futuro dos lançadores europeus.
Atualização, 16h10: recebemos um e-mail de Otavio Durão com comentários e um "puxão de orelha" à afirmação de que o VSB-30 é "certamente o mais bem sucedido engenho de tecnologia espacial brasileira". Com razão, Durão fez questão de lembrar dos casos dos satélites SCD-1 e SCD-2. O blog opina que do ponto de vista tecnológico, de fato os SCDs foram uma grande conquista ao Programa Espacial, tanto é que operam até hoje. O VSB-30, sem dúvidas, é um grande sucesso do ponto de vista comercial (é exportado), mas do ponto de vista tecnológico, devemos reconhecer os méritos do INPE e família SCD. O e-mail de Otavio Durão é reproduzido abaixo:
"André:
Creio que você deve se inteirar mais sobre os SCD-1 e 2, antes de afirmar que o VSB-30 é "....certamente o mais bem sucedido engenho de tecnologia espacial brasileira" (sic). Leve em conta as respectivas complexidades de um pequeno satélite (na época, para nós, nem tão pequeno assim) desenvolvido no país (projeto, fabricação de muitas partes e equipamentos, integração, testes, qualificação e operação) e as de um motor de combustível sólido (one shot - sem controle de queima). E leve em conta que os SCD foram projetados e desenvolvidos nas décadas de 70 e 80! Com tecnologia e eletrônica da época. E, o mais importante, o motor só precisa funcionar por alguns poucos minutos. Os SCD´s funcionam, por incrível que pareça, e pela pouca valorização e compreensão do que significa isto, respectivamente há 18 e 13 anos!!! É incrível!!
Creio que isto merece um reparo no blog. Como um tributo àqueles veteranos, muitos ainda na ativa e outros já aposentados, que fizeram História no meu entender com, este sim um dos maiores feitos da tecnologia no país.
Se tivéssemos dado continuidade não estaríamos hoje fazendo VSB-30´s!!!
Abraços
Otavio"
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
TEXUS 48: VSB-30 lançado com sucesso
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No último domingo, 27 de novembro, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) pode comemorar um dos melhores vôos realizado pelo foguete de sondagem VSB-30, no centro de lançamento de Esrange, no norte da Suécia.
Ás 10h10, horário local, 7h30 no horário de São José dos Campos (SP), foi lançado o VSB-30 V14 com a carga útil TEXUS 48.
Foi o 12º vôo do VSB-30, sendo três lançamentos realizados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e nove lançamentos de Esrange.
Dados do vôo:
- Apogeu: 258,4 km (estimado); 263 km (real);- Alcance da carga útil: 74,16 km (estimado); 72 km (real);- Dispersão do ponto de impacto = 1 - Tempo de microgravidade: 6 min 11 seg.
Fonte: IAE/DCTA, com edição do blog.
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No último domingo, 27 de novembro, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) pode comemorar um dos melhores vôos realizado pelo foguete de sondagem VSB-30, no centro de lançamento de Esrange, no norte da Suécia.
Ás 10h10, horário local, 7h30 no horário de São José dos Campos (SP), foi lançado o VSB-30 V14 com a carga útil TEXUS 48.
Foi o 12º vôo do VSB-30, sendo três lançamentos realizados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e nove lançamentos de Esrange.
Dados do vôo:
- Apogeu: 258,4 km (estimado); 263 km (real);- Alcance da carga útil: 74,16 km (estimado); 72 km (real);- Dispersão do ponto de impacto = 1 - Tempo de microgravidade: 6 min 11 seg.
Fonte: IAE/DCTA, com edição do blog.
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domingo, 23 de outubro de 2011
Evento sobre 40 anos de cooperação Brasil - Alemanha
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O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), promoverá entre os dias 24 e 26 de outubro um evento em comemoração aos 40 anos de cooperação espacial e aeronáutica entre o Brasil e a Alemanha.
A programação inclui a inauguração de um mock-up do foguete de sondagem VSB-30, no pátio do Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), e também um workshop com palestras de especialistas brasileiros e alemães sobre diversos temas. Dentre os tópicos a serem abordados, destaques para a história e futuro da cooperação espacial entre os dois países, o programa SHEFEX, programas brasileiros de satélites, dentre outros.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Reportagem do Valor sobre o VSB-30 na Europa
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Europeus adquirem 21 foguetes brasileiros
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de Estocolmo e São José dos Campos
O presidente e CEO da SSC, Lars Persson, diz que há interesse em comprar também o foguete VLM, ainda em desenvolvimento, para lançar microssatélites.
O Brasil se transformou em um dos principais provedores internacionais de foguetes de sondagem, veículos suborbitais que podem transportar experimentos científicos para altitudes superiores à atmosfera terrestre, por períodos de até 20 minutos. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.
O negócio, segundo o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), responsável pelo desenvolvimento desses foguetes, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja, está avaliado em € 3 milhões. Dos 21 motores comprados, segundo ele, oito são conjuntos completos - o foguete e mais dois motores - e outros cinco são do motor S-30, que será integrado em outro foguete usado pelos europeus, o americano Orion.
Segundo o presidente da SSC, os foguetes de sondagem brasileiros e especialmente o VSB-30, que já recebeu uma certificação internacional, são considerados os melhores do mundo em sua categoria. O VSB-30 substituiu o foguete inglês Black-Arrow, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos, sendo o último em 2005.
O lançador brasileiro vem sendo usado pelo Programa Europeu de Microgravidade desde 2005 e, no próximo dia 24 de novembro, fará seu 12º voo a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O interesse dos europeus pelos foguetes de sondagem brasileiros, desenvolvidos com a participação do DLR, no entanto, envolve outros modelos além do VSB-30.
Segundo o presidente e CEO da SSC, Lars Persson, a missão espacial Shefex II que levará, entre outros experimentos, um veículo hipersônico europeu, avaliado em 8 milhões de euros, será feita pelo foguete brasileiro VS40 M, um veículo de sondagem mais potente e veloz que o VSB-30. O VS40 M também foi adquirido pelo DLR alemão a um custo de 900 mil euros, segundo o IAE.
O lançamento do experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment) à bordo do VS40 M está previsto para fevereiro de 2012, mas uma equipe do IAE já está Base de Andoya, na Noruega, desde o mês passado, trabalhando na pré-montagem do foguete. O VS-40 M também lançará um experimento brasileiro, que consiste em uma placa de carbeto de silício. O material será utilizado na estrutura do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), outro projeto do IAE.
O presidente da SSC disse que a empresa também está interessada em comprar o foguete brasileiro VLM, que está em fase de desenvolvimento e poderá lançar microssatélites de 100 a 150 quilos. Persson disse que a empresa estima um mercado anual de 10 lançamentos com o VLM.
"No futuro nós pretendemos utilizar o VLM, porque ele é uma ótima opção para lançar satélites pequenos e com um custo de lançamento bem mais barato que o dos grandes foguetes", explicou. O motor do VLM está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Cenic, que utiliza a tecnologia de fibra de carbono, responsável por uma redução de 60% no peso do motor do foguete.
Já o mercado global de foguetes de sondagem sub-orbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos) na faixa de 50 a 200 kg de massa e em altitudes de 100 km. Em média, segundo estimativa feita pelo diretor do IAE, cada lançamento custa da ordem de US$ 1 milhão, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do kg de carga útil for reduzido para US$ 250.
A parceria com a SSC no programa de foguetes de sondagem, segundo Pantoja, é vista com bons olhos, pois a empresa já está envolvida com a comercialização de foguetes no mercado europeu e desta forma oferece mais possibilidades de venda do produto brasileiro fora do país.
O VSB-30, por exemplo, tem a aprovação da Agência Espacial Europeia (ESA) para realizar voos na Europa transportando cargas científicas do Programa Europeu de Microgravidade. O foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional.
O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos da ordem de 700 mil euros e o Centro Aeroespacial DLR arcou com 100% desse valor. O foguete custa cerca de 320 mil euros. "Os ganhos dessa parceria não podem ser vistos somente sob o ponto de vista financeiro. Essa sinergia tem gerado conhecimento e transferência de tecnologia para os dois lados", comentou Pantoja.
Com faturamento de 180 milhões de euros por ano e 660 colaboradores em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras imageadoras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima através de radares, câmeras e sensores.
Fonte: Valor Econômico, 06/10/2011, via NOTIMP.
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Europeus adquirem 21 foguetes brasileiros
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de Estocolmo e São José dos Campos
O presidente e CEO da SSC, Lars Persson, diz que há interesse em comprar também o foguete VLM, ainda em desenvolvimento, para lançar microssatélites.
O Brasil se transformou em um dos principais provedores internacionais de foguetes de sondagem, veículos suborbitais que podem transportar experimentos científicos para altitudes superiores à atmosfera terrestre, por períodos de até 20 minutos. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.
O negócio, segundo o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), responsável pelo desenvolvimento desses foguetes, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja, está avaliado em € 3 milhões. Dos 21 motores comprados, segundo ele, oito são conjuntos completos - o foguete e mais dois motores - e outros cinco são do motor S-30, que será integrado em outro foguete usado pelos europeus, o americano Orion.
Segundo o presidente da SSC, os foguetes de sondagem brasileiros e especialmente o VSB-30, que já recebeu uma certificação internacional, são considerados os melhores do mundo em sua categoria. O VSB-30 substituiu o foguete inglês Black-Arrow, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos, sendo o último em 2005.
O lançador brasileiro vem sendo usado pelo Programa Europeu de Microgravidade desde 2005 e, no próximo dia 24 de novembro, fará seu 12º voo a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O interesse dos europeus pelos foguetes de sondagem brasileiros, desenvolvidos com a participação do DLR, no entanto, envolve outros modelos além do VSB-30.
Segundo o presidente e CEO da SSC, Lars Persson, a missão espacial Shefex II que levará, entre outros experimentos, um veículo hipersônico europeu, avaliado em 8 milhões de euros, será feita pelo foguete brasileiro VS40 M, um veículo de sondagem mais potente e veloz que o VSB-30. O VS40 M também foi adquirido pelo DLR alemão a um custo de 900 mil euros, segundo o IAE.
O lançamento do experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment) à bordo do VS40 M está previsto para fevereiro de 2012, mas uma equipe do IAE já está Base de Andoya, na Noruega, desde o mês passado, trabalhando na pré-montagem do foguete. O VS-40 M também lançará um experimento brasileiro, que consiste em uma placa de carbeto de silício. O material será utilizado na estrutura do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), outro projeto do IAE.
O presidente da SSC disse que a empresa também está interessada em comprar o foguete brasileiro VLM, que está em fase de desenvolvimento e poderá lançar microssatélites de 100 a 150 quilos. Persson disse que a empresa estima um mercado anual de 10 lançamentos com o VLM.
"No futuro nós pretendemos utilizar o VLM, porque ele é uma ótima opção para lançar satélites pequenos e com um custo de lançamento bem mais barato que o dos grandes foguetes", explicou. O motor do VLM está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Cenic, que utiliza a tecnologia de fibra de carbono, responsável por uma redução de 60% no peso do motor do foguete.
Já o mercado global de foguetes de sondagem sub-orbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos) na faixa de 50 a 200 kg de massa e em altitudes de 100 km. Em média, segundo estimativa feita pelo diretor do IAE, cada lançamento custa da ordem de US$ 1 milhão, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do kg de carga útil for reduzido para US$ 250.
A parceria com a SSC no programa de foguetes de sondagem, segundo Pantoja, é vista com bons olhos, pois a empresa já está envolvida com a comercialização de foguetes no mercado europeu e desta forma oferece mais possibilidades de venda do produto brasileiro fora do país.
O VSB-30, por exemplo, tem a aprovação da Agência Espacial Europeia (ESA) para realizar voos na Europa transportando cargas científicas do Programa Europeu de Microgravidade. O foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional.
O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos da ordem de 700 mil euros e o Centro Aeroespacial DLR arcou com 100% desse valor. O foguete custa cerca de 320 mil euros. "Os ganhos dessa parceria não podem ser vistos somente sob o ponto de vista financeiro. Essa sinergia tem gerado conhecimento e transferência de tecnologia para os dois lados", comentou Pantoja.
Com faturamento de 180 milhões de euros por ano e 660 colaboradores em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras imageadoras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima através de radares, câmeras e sensores.
Fonte: Valor Econômico, 06/10/2011, via NOTIMP.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Programa Espacial Brasileiro no Valor Econômico
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Presidente da Agência Espacial pede R$ 1 bi por ano
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos
O programa espacial brasileiro (PEB) está diante de um dilema: ou vira uma prioridade do governo, com direito a um orçamento mais de duas vezes superior aos R$ 300 milhões atuais, ou vai continuar pequeno e incapaz de atender as necessidades brasileiras na área de defesa, vigilância, comunicações, meteorologia e proteção ambiental. Sem recursos humanos qualificados e uma gestão organizada, o programa, como está sendo desenvolvido hoje, também não permitirá a criação de uma indústria fornecedora competitiva e inovadora.
Essa é a avaliação do novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, que está propondo ao governo federal diversas mudanças na condução do programa. Para começar, Raupp defende uma alteração na estrutura de poder e comando do segmento, com a criação de um Conselho Nacional de Política Espacial, que seria constituído pela presidente da República e pelos ministros das áreas de interesse do setor, e a transformação da agência que preside em um órgão executivo das políticas emanadas desse conselho. A AEB continuaria vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas ganharia mais poder para a execução do programa espacial."O conselho definiria a política espacial e a AEB a executaria, contratando os órgãos e as empresas para participarem dos projetos, além de fazer o acompanhamento dos contratos", explicou. A agência hoje, na opinião de Raupp, é apenas um órgão coordenador, mas sem capacidade de governança.
Raupp informa que a primeira previsão para o orçamento do programa espacial este ano foi R$ 320 milhões, mas com as restrições orçamentárias, o valor caiu para R$ 270 milhões, sendo R$ 50 milhões relativos ao compromisso assumido pelo Brasil na integralização do capital da empresa Alcantara Cyclone Space (ACS).
A ACS é uma empresa pública binacional de capital brasileiro e ucraniano, que tem o objetivo de comercializar e lançar satélites utilizando o foguete ucraniano Cyclone-4 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O investimento total aplicado no programa espacial desde 1980 soma R$ 5,2 bilhões.
Na Índia, segundo Raupp, os investimentos na área espacial já superaram a cifra de US$ 1 bilhão por ano e a China aplica cerca de US$ 2 bilhões anuais em seu programa espacial. "Isso sem citar os Estados Unidos e a Europa, que não dá para comparar. Estou olhando apenas para o Bric [grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China] e ainda assim nós estamos atrás de todos eles", disse.
Em qualquer país do mundo, segundo Raupp, o programa espacial também serve para estimular uma indústria inovadora e competitiva. "De 2005 para cá 25% dos recursos destinados ao PEB vão para a indústria. Nos países com programa espacial avançado essa participação é de 66%. Isso significa que temos ainda um longo caminho pela frente", afirmou.
De acordo com Raupp, existem demandas hoje que nunca foram atendidas pelo programa espacial e com as restrições orçamentárias as dificuldades são ainda maiores. "Temos de estabelecer prioridades. Por exemplo: não temos nenhum satélite meteorológico ou de comunicação estratégica militar. Isso é fundamental e crítico no nosso programa espacial."
O presidente da AEB acredita que o projeto de um satélite geoestacionário brasileiro (SGB) poderia se tornar viável por intermédio de um arranjo empresarial que envolva empresas internacionais e nacionais, além da participação dos institutos de pesquisa.
Segundo Raupp, foi feito um estudo de viabilidade para o projeto do SGB, que previa uma parceria público privada (PPP) e a empresa Oi aparece como uma das interessadas. "A Embraer Defesa e Segurança é uma empresa que poderia se candidatar a um arranjo desses. Outras empresas brasileiras que estão se capacitando na área de defesa também devem ser consideradas nesse projeto", disse.
Raupp lembra que o Programa Nacional de Banda Larga, que está sendo desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, prevê a utilização de satélites para prover internet em áreas remotas do país. "Nesse caso, o próprio programa de banda larga, através da Telebras, usando os fundos de telecomunicações, poderia ser uma alternativa de financiamento ao projeto do SGB", explicou.
A proposta de criação do Conselho, segundo o presidente da AEB, está sendo discutida com o governo e a comunidade científica, mas os órgãos executores do programa espacial (Inpe e DCTA) já se posicionaram a favor. "A resistência diz respeito somente à proposta de fusão do Inpe com a AEB, mas eu não vou mais brigar por causa disso. A criação do conselho, no entanto, é fundamental", disse.
A proposta de fusão fazia parte do processo de reestruturação do programa espacial brasileiro, liderado pela AEB, mas foi descartada depois que o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, se colocou contrário à ideia. O diretor do Inpe decidiu reavaliar sua posição temendo que a fusão interferisse na integridade da instituição e também que o nome do Inpe fosse alterado.
Segundo Raupp, houve um mal entendido, pois ao contrário do que se pensou, não havia a intenção de transformar o Inpe numa agência. "Um instituto de pesquisa não pode ser uma agência espacial. Ele tem que olhar para si mesmo e a agência tem que estar aberta para as empresas e para outros institutos tecnológicos", afirmou.
Em agosto o diretor do Inpe anunciou que deixaria o cargo em dezembro, dois anos antes do prazo previsto para o fim do seu mandato. Em carta que enviou ao jornal "Folha de S. Paulo", Câmara disse que sua saída estava relacionada "à exaustão causada pela luta diária com uma legislação e estruturas institucionais totalmente inadequadas a instituições de ciência e tecnologia", além de se sentir frustrado pela falta de renovação dos quadros do Inpe.
Indústria nacional amplia participação em projetos
Para o Valor, de São José dos Campos
Em maio deste ano o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), fechou um contrato inédito com a Mectron, fabricante de mísseis e de produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial, hoje controlada pelo grupo Odebrecht. A empresa vai fornecer os sistemas da rede elétrica do foguete VLS, considerado um sistema de alto valor agregado e responsável pelos principais comandos do veículo.
"Esse foi um marco importante no envolvimento da indústria nacional no projeto do VLS, pois representa uma significativa participação no programa, tanto pela importância do sistema, quanto pelo valor do contrato, da ordem de R$ 22 milhões", disse o diretor do IAE, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja. Antes desse contrato as empresas só participavam do fornecimento de subsistemas menores do VLS.
A capacitação da Mectron na área de sistemas elétricos, segundo Pantoja, só foi possível depois que a empresa participou do desenvolvimento de outras redes elétricas, que embora menos complexas, foram importantes para a aquisição de experiência nessa área.
A Mectron atuou no desenvolvimento de mísseis para a Força Aérea Brasileira (FAB) e também no projeto Sara, do IAE, um satélite de reentrada atmosférica projetado para operar em órbita baixa. Para atuar no desenvolvimento dos sistemas elétricos do VLS, segundo Pantoja, a Mectron já contratou cinco especialistas aposentados do IAE, que trabalhavam nessa área no VLS.
A Embraer, segundo Pantoja, também demonstrou certo interesse em participar dos programas de lançadores do DCTA e uma das possibilidades analisadas é a da empresa se tornar um "main contractor" do programa e ser a responsável pela contratação de todas as empresas envolvidas no seu desenvolvimento e produção. Consultada, a Embraer não comentou o assunto.
Uma das dificuldades da participação industrial, segundo Pantoja, é que o mercado de lançadores não se autossustenta, porque as encomendas são pequenas. "Daí a necessidade de subsídio governamental", afirma.
Outra possibilidade de fornecimento importante dentro do programa de lançadores do IAE, segundo Pantoja, é na parte dos sistemas propulsivos (motores). Atualmente, a empresa Cenic desenvolve motores em fibra de carbono para o VLS.
Já o VSB-30, foguete de sondagem de pequeno porte, com 13 metros de comprimento, utilizado em missões suborbitais científicas e tecnológicas, já foi certificado e segundo Pantoja, está pronto para ser transferido para a indústria. Entre as empresas que já trabalham no projeto estão a Villares, Cenic, Fibraforte, Mectron, Compsis, Avibras e Orbital, entre outras.
A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, comprou vários foguetes de sondagem VSB-30. A empresa já utilizou com sucesso o foguete em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).
O VSB-30, de acordo com o diretor do IAE, foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser vendido no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional., A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação das Agências Espaciais Europeia (ESA) e Alemã (DLR) e também das companhias envolvidas no programa europeu de microgravidade, como a Astrium e a Kayser-Thredee. (VS)
Fonte: "Valor Econômico", 02/09/2011, via NOTIMP.
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Presidente da Agência Espacial pede R$ 1 bi por ano
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos
O programa espacial brasileiro (PEB) está diante de um dilema: ou vira uma prioridade do governo, com direito a um orçamento mais de duas vezes superior aos R$ 300 milhões atuais, ou vai continuar pequeno e incapaz de atender as necessidades brasileiras na área de defesa, vigilância, comunicações, meteorologia e proteção ambiental. Sem recursos humanos qualificados e uma gestão organizada, o programa, como está sendo desenvolvido hoje, também não permitirá a criação de uma indústria fornecedora competitiva e inovadora.
Essa é a avaliação do novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, que está propondo ao governo federal diversas mudanças na condução do programa. Para começar, Raupp defende uma alteração na estrutura de poder e comando do segmento, com a criação de um Conselho Nacional de Política Espacial, que seria constituído pela presidente da República e pelos ministros das áreas de interesse do setor, e a transformação da agência que preside em um órgão executivo das políticas emanadas desse conselho. A AEB continuaria vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas ganharia mais poder para a execução do programa espacial."O conselho definiria a política espacial e a AEB a executaria, contratando os órgãos e as empresas para participarem dos projetos, além de fazer o acompanhamento dos contratos", explicou. A agência hoje, na opinião de Raupp, é apenas um órgão coordenador, mas sem capacidade de governança.
Raupp informa que a primeira previsão para o orçamento do programa espacial este ano foi R$ 320 milhões, mas com as restrições orçamentárias, o valor caiu para R$ 270 milhões, sendo R$ 50 milhões relativos ao compromisso assumido pelo Brasil na integralização do capital da empresa Alcantara Cyclone Space (ACS).
A ACS é uma empresa pública binacional de capital brasileiro e ucraniano, que tem o objetivo de comercializar e lançar satélites utilizando o foguete ucraniano Cyclone-4 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O investimento total aplicado no programa espacial desde 1980 soma R$ 5,2 bilhões.
Na Índia, segundo Raupp, os investimentos na área espacial já superaram a cifra de US$ 1 bilhão por ano e a China aplica cerca de US$ 2 bilhões anuais em seu programa espacial. "Isso sem citar os Estados Unidos e a Europa, que não dá para comparar. Estou olhando apenas para o Bric [grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China] e ainda assim nós estamos atrás de todos eles", disse.
Em qualquer país do mundo, segundo Raupp, o programa espacial também serve para estimular uma indústria inovadora e competitiva. "De 2005 para cá 25% dos recursos destinados ao PEB vão para a indústria. Nos países com programa espacial avançado essa participação é de 66%. Isso significa que temos ainda um longo caminho pela frente", afirmou.
De acordo com Raupp, existem demandas hoje que nunca foram atendidas pelo programa espacial e com as restrições orçamentárias as dificuldades são ainda maiores. "Temos de estabelecer prioridades. Por exemplo: não temos nenhum satélite meteorológico ou de comunicação estratégica militar. Isso é fundamental e crítico no nosso programa espacial."
O presidente da AEB acredita que o projeto de um satélite geoestacionário brasileiro (SGB) poderia se tornar viável por intermédio de um arranjo empresarial que envolva empresas internacionais e nacionais, além da participação dos institutos de pesquisa.
Segundo Raupp, foi feito um estudo de viabilidade para o projeto do SGB, que previa uma parceria público privada (PPP) e a empresa Oi aparece como uma das interessadas. "A Embraer Defesa e Segurança é uma empresa que poderia se candidatar a um arranjo desses. Outras empresas brasileiras que estão se capacitando na área de defesa também devem ser consideradas nesse projeto", disse.
Raupp lembra que o Programa Nacional de Banda Larga, que está sendo desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, prevê a utilização de satélites para prover internet em áreas remotas do país. "Nesse caso, o próprio programa de banda larga, através da Telebras, usando os fundos de telecomunicações, poderia ser uma alternativa de financiamento ao projeto do SGB", explicou.
A proposta de criação do Conselho, segundo o presidente da AEB, está sendo discutida com o governo e a comunidade científica, mas os órgãos executores do programa espacial (Inpe e DCTA) já se posicionaram a favor. "A resistência diz respeito somente à proposta de fusão do Inpe com a AEB, mas eu não vou mais brigar por causa disso. A criação do conselho, no entanto, é fundamental", disse.
A proposta de fusão fazia parte do processo de reestruturação do programa espacial brasileiro, liderado pela AEB, mas foi descartada depois que o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, se colocou contrário à ideia. O diretor do Inpe decidiu reavaliar sua posição temendo que a fusão interferisse na integridade da instituição e também que o nome do Inpe fosse alterado.
Segundo Raupp, houve um mal entendido, pois ao contrário do que se pensou, não havia a intenção de transformar o Inpe numa agência. "Um instituto de pesquisa não pode ser uma agência espacial. Ele tem que olhar para si mesmo e a agência tem que estar aberta para as empresas e para outros institutos tecnológicos", afirmou.
Em agosto o diretor do Inpe anunciou que deixaria o cargo em dezembro, dois anos antes do prazo previsto para o fim do seu mandato. Em carta que enviou ao jornal "Folha de S. Paulo", Câmara disse que sua saída estava relacionada "à exaustão causada pela luta diária com uma legislação e estruturas institucionais totalmente inadequadas a instituições de ciência e tecnologia", além de se sentir frustrado pela falta de renovação dos quadros do Inpe.
Indústria nacional amplia participação em projetos
Para o Valor, de São José dos Campos
Em maio deste ano o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), fechou um contrato inédito com a Mectron, fabricante de mísseis e de produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial, hoje controlada pelo grupo Odebrecht. A empresa vai fornecer os sistemas da rede elétrica do foguete VLS, considerado um sistema de alto valor agregado e responsável pelos principais comandos do veículo.
"Esse foi um marco importante no envolvimento da indústria nacional no projeto do VLS, pois representa uma significativa participação no programa, tanto pela importância do sistema, quanto pelo valor do contrato, da ordem de R$ 22 milhões", disse o diretor do IAE, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja. Antes desse contrato as empresas só participavam do fornecimento de subsistemas menores do VLS.
A capacitação da Mectron na área de sistemas elétricos, segundo Pantoja, só foi possível depois que a empresa participou do desenvolvimento de outras redes elétricas, que embora menos complexas, foram importantes para a aquisição de experiência nessa área.
A Mectron atuou no desenvolvimento de mísseis para a Força Aérea Brasileira (FAB) e também no projeto Sara, do IAE, um satélite de reentrada atmosférica projetado para operar em órbita baixa. Para atuar no desenvolvimento dos sistemas elétricos do VLS, segundo Pantoja, a Mectron já contratou cinco especialistas aposentados do IAE, que trabalhavam nessa área no VLS.
A Embraer, segundo Pantoja, também demonstrou certo interesse em participar dos programas de lançadores do DCTA e uma das possibilidades analisadas é a da empresa se tornar um "main contractor" do programa e ser a responsável pela contratação de todas as empresas envolvidas no seu desenvolvimento e produção. Consultada, a Embraer não comentou o assunto.
Uma das dificuldades da participação industrial, segundo Pantoja, é que o mercado de lançadores não se autossustenta, porque as encomendas são pequenas. "Daí a necessidade de subsídio governamental", afirma.
Outra possibilidade de fornecimento importante dentro do programa de lançadores do IAE, segundo Pantoja, é na parte dos sistemas propulsivos (motores). Atualmente, a empresa Cenic desenvolve motores em fibra de carbono para o VLS.
Já o VSB-30, foguete de sondagem de pequeno porte, com 13 metros de comprimento, utilizado em missões suborbitais científicas e tecnológicas, já foi certificado e segundo Pantoja, está pronto para ser transferido para a indústria. Entre as empresas que já trabalham no projeto estão a Villares, Cenic, Fibraforte, Mectron, Compsis, Avibras e Orbital, entre outras.
A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, comprou vários foguetes de sondagem VSB-30. A empresa já utilizou com sucesso o foguete em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).
O VSB-30, de acordo com o diretor do IAE, foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser vendido no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional., A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação das Agências Espaciais Europeia (ESA) e Alemã (DLR) e também das companhias envolvidas no programa europeu de microgravidade, como a Astrium e a Kayser-Thredee. (VS)
Fonte: "Valor Econômico", 02/09/2011, via NOTIMP.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Reportagem sobre o 14-X em Tecnologia & Defesa
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14-X - O veículo hipersônico do IEAv
André M. Mileski
Na última edição da LAAD, realizada entre 12 e 15 de abril, um mockup de veículo aeroespacial com linhas futurísticas atraiu a atenção de quem circulava pelos corredores de um dos pavilhões. Tratava-se do veículo hipersônico 14-X, projeto de demonstração tecnológica em desenvolvimento pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), de São José dos Campos (SP), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e que desenvolve pesquisas e atividades nas áreas nuclear, de fotônica, geointeligência, aerotermodinâmica hipersônica e física aplicada.
No final de maio, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve nas instalações do instituto para conversar com seu diretor, coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, e saber mais sobre o assunto.
O projeto começou a ser pensado em 2006, com a ideia do IEAv em buscar obter conhecimentos em combustão hipersônica. E, com o 14-X, que recebeu este nome em homenagem ao 14-Bis, de Alberto Santos Dumont, o instituto tem desenvolvido capacidades nacionais em tecnologia waverider, que proporciona sustentação ao veículo aeroespacial, e tecnologia scramjet, sistema de propulsão hipersônica aspirada baseada na combustão supersônica. Tais tecnologias proporcionariam, se houvesse decisão para tal, a construção de um veículo hipersônico capaz de inserir satélites em órbita.
Ensaios
O IEAv já trabalha nos preparativos de um voo teste com um modelo dummy, com as mesmas dimensões que um veículo real (dois metros de comprimento e 800 mm de envergadura), mas oco e com entrada de ar. O objetivo do experimento, planejado para o final de 2012, é entender como será a dinâmica de voo do 14-X a bordo do foguete VAH (Veículo Acelerador Hipersônico), baseado no VSB-30. O lançamento, que não envolverá separação, deverá atingir velocidades de Mach 7, isto é, sete vezes a velocidade do som, numa altitude entre 30 e 40 quilômetros.
A campanha de desenvolvimento do 14-X prevê a execução de quatro ensaios atmosféricos, com desafios crescentes. No segundo voo, a ideia é que o 14-X esteja equipado com um motor scramjet, devendo o terceiro ter uma maior duração. Finalmente, no quarto, é possível que o veículo realize alguma manobra.
Envolvimento industrial e domínio tecnológico
Como é característico nos programas do DCTA, o projeto do 14-X envolve considerável participação da indústria nacional. A Britanite atua no estágio de acoplamento do 14-X com o propulsor S-30 (2º estágio do VAH), a Mectron no subsistema de telemetria, e a Flight Technologies no controle de altitude do veículo, entre outras.
Além de recursos próprios do IEAv, o 14-X tem sido financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O 14-X é um projeto de demonstração, com objetivos claros de desenvolvimento e capacitação em alguns campos tecnológicos. Mais que isso, a iniciativa também deve gerar importantes spin-offs, isto é, conhecimentos e tecnologias aplicáveis a outros campos que não o aeroespacial, como em materiais refratários e tecnologia criogênica. Em materiais refratários, aliás, tecnologia dominada por poucos países e extremamente crítica para missões de reentrada atmosférica, o 14-X faz uso do conhecimento obtido com o projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica), de responsabilidade do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
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TECNOLOGIA WAVERIDER
A tecnologia waverider proporciona sustentação utilizando onda de choque, formada durante o voo supersônico/hipersônico na atmosfera terrestre, originada no bordo de ataque e colada no intradorso do veículo, gerando uma região de alta pressão, resultando em alta sustentação e mínimo arrasto. O ar atmosférico, pré-comprimido pela onda de choque, que está compreendida entre a onda de choque e a superfície (intradorso) do veículo pode ser utilizado em sistema de propulsão hipersônico aspirado baseado na tecnologia scramjet.
TECNOLOGIA SCRAMJET
A tecnologia scramjet (supersonic combustion ramjet) faz uso de um estatoreator (motor aeronáutico aspirado) que não possui partes móveis e que utiliza ondas de choque, geradas durante o voo hipersônico (de veículos aeroespaciais), para promover a compressão e a desaceleração do ar atmosférico. Imediatamente anterior ou na entrada da câmara de combustão, combustível é injetado e misturado com oxigênio existente no ar atmosférico. Como a mistura entra na câmara de combustão em velocidade supersônica, o processo de combustão se dá em regime supersônico, denominada de combustão supersônica, conseqüentemente tecnologia scramjet. O produto da combustão é expelido na região de exaustão (expansão).
Fonte: IEAv
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Crédito: revista Tecnologia & Defesa, nº 125.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Entrevista com Brig. Pantoja, do IAE – Parte I
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Em 26 de maio, o Brigadeiro Engenheiro Francisco Carlos Melo Pantoja, diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), gentilmente recebeu a reportagem de Tecnologia & Defesa para falar sobre as atividades do Instituto no campo espacial.
A seguir, apresentamos a primeira parte da entrevista, destacando dois programas principais, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), e o foguete de sondagem VSB-30. Ainda esta semana, postaremos a segunda parte da conversa, com informações sobre os planos do Instituto para novos lançadores (VLM e parcerias internacionais), e também breves comentários sobre o projeto SARA, de reentrada atmosférica.
VLS e sistemas inerciais
De acordo com o diretor, o estudo de revisão já foi concluído, e vários ensaios em solo estão sendo realizados, seguindo os apontamentos feitos na revisão, que contou com a participação de especialistas da Rússia. O Brig. Pantoja disse que muito se aprendeu com a revisão, que também confirmou muitas coisas que já se faziam no programa.
Destacando uma novidade no programa, o Brigadeiro mencionou a assinatura de um contrato com a indústria Mectron, de São José dos Campos, para a implementação de elementos do VLS, no caso a rede elétrica. O contrato é do valor de R$ 21,490 milhões e foi assinado em 30 de dezembro de 2010, mas publicado no Diário Oficial da União apenas em 10 de maio de 2011. Sua assinatura se deu apenas agora por que foi o momento em que o IAE sentiu que a indústria estava capacitada para assumir maiores responsabilidades em relação ao programa.Tal capacidade foi comprovada em projetos de menor porte, como o da rede elétrica do SARA, também executada pela Mectron.
O diretor ressaltou que com este contrato, especialistas do Instituto poderão focar em outros aspectos técnicos do programa.
A expectativa é que o próximo voo do VLS, denominado XVT01, ocorra no final de 2012. O objetivo, aliás, é que o protótipo do foguete voe com o sistema inercial desenvolvido dentro do projeto SIA [Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial], tocado pelo IAE junto a outros institutos e indústrias nacionais. Recentemente, testes bem sucedidos de um protótipo do sistema inercial, componente crítico em programas aeroespaciais, foram realizados numa montanha russa em Vinhedo (SP), e existe previsão de novos testes dentro dos próximos meses. Paralelamente às atividades do XVT01, o IAE também trabalha no voo seguinte, o XVT02, que poderia ocorrer seis meses após o XVT01, com novos aprimoramentos.
[Nota do blog: sobre sistemas inerciais, recomendamos a leitura da postagem "Sistemas inerciais, o calcanhar-de-aquiles do VLS", de julho de 2008]
“Hoje, podemos dizer que ganhamos autonomia numa tecnologia das mais críticas”, afirmou o diretor, referindo-se ao SIA.
O SIA é ainda um modelo laboratorial, em desenvolvimento, e será necessário transformá-lo num produto para outras finalidades que não apenas a aeroespacial, como defesa, exploração de petróleo e gás, entre outras. O entendimento do diretor é de que o governo deve ter um papel mais efetivo nesse processo, colocando encomendas.
VSB-30
O diretor do IAE fez um paralelo do SIA com a importância de se haver demanda para a sua industrialização, com o foguete de sondagem VSB-30 (foto acima). O foguete teve seu desenvolvimento concluído e tem realizado voos com sucesso no Brasil e exterior, e agora se espera uma encomenda governamental para o uso em missões de microgravidade. Esta encomenda consolidaria o seu desenvolvimento e permitiria a transferência de sua produção para a iniciativa privada.
“Não é o nosso papel”, disse, quando questionado se o IAE exerceria a função de prime-contractor do foguete. O instituto executa esta função por que não existe um contratante principal privado no País, mas a indústria tem demonstrado interesse em assumir esta função, e para tanto deve haver investimento, compra sucessiva de lotes de foguetes para se atender os programas do governo, como as pesquisas em microgravidade.
Segundo o oficial, algumas indústrias que demonstraram interesse foram a Avibras Aeroespacial, a Mectron, o grupo Odebrecht (controlador da Mectron) e também a Embraer, que tem se aproximado do setor espacial, tendo inclusive realizado várias reuniões com equipes do Instituto.
O diretor faz ainda um alerta: “Caso demoremos muito para fazer isso [a industrialização do VSB-30], corre-se o risco de perder a competência adquirida.”
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domingo, 17 de abril de 2011
LAAD 2011: notícias sobre espaço
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A seguir, apresentamos algumas notas sobre os principais destaques e notícias na área espacial durante a LAAD 2011, que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 12 e 15 de abril.
Balanço da feira
A LAAD 2011, maior evento de defesa e segurança da América do Sul, foi encerrada na última sexta-feira, 15 de abril, com um número recorde de expositores e visitantes. Foram ao todo 663 expositores de 40 países, e 25 mil visitantes.
A edição de 2011 da LAAD certamente ficará conhecida pelos anúncios de aquisições e parcerias, em linha com o movimento de consolidação dos setores aeroespacial e de defesa ora em curso no País. Tecnologia & Defesa foi a responsável pela produção do Show News, inédito, durante os quatro dias da feira. Para acessá-los e saber mais sobre as principais notícias e acontecimentos na feira, clique aqui.
Raupp: "prime-contractor" e VLS
O novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, abordou em sua palestra no III Seminário de Defesa o processo de avaliação crítica pelo qual o Programa Espacial Brasileiro será submetido. Raupp também destacou a necessidade do programa nacional contar com um "prime-contractor" que exerça a função de integradora dos projetos de satélites e lançadores. O dirigente fez questão de frisar que esta é sua opinião pessoal e que qualquer definição neste sentido terá que ser discutida e aprovada como uma política espacial.
Marco Antonio Raupp também falou sobre a evolução do programa VLS, com possibilidades de cooperação com a Rússia e Alemanha (DLR). A cooperação espacial com a Alemanha, aliás, completará 40 anos em 2011.
José Monserrat Filho na AEB
Durante a LAAD 2011, o blog Panorama Espacial recebeu a notícia de que José Monserrat Filho substituirá o Embaixador Carlos Campelo na chefia da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB. Monserrat, renomado especialista em Direito Espacial, ocupou a chefia de cooperação internacional do Ministério da Ciência e Tecnologia durante a gestão do ministro Sérgio Resende.
Problemas com polibutadieno
Em sua apresentação no seminário, o Brig. Kasemodel informou que de dois anos para cá o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) tem encontrado dificuldades para adquirir a resina polibutadieno, um dos componentes do combustível sólido usado pelos foguetes brasileiros (os outros dois são o perclorato de amônio e alumínio em pó). A Petroflex fabricava a resina, mas depois de ter sido adquirida por um grupo alemão (Lanxess), a fabricação foi descontinuada. O IAE está em busca de recursos financeiros para viabilizar a fabricação por uma indústria nacional, e a Avibras é uma das candidatas.
Sensor ótico da Equatorial Sistemas
Discretamente, no estande do grupo EADS na feira, estava em exposição o sensor HIRIS (Hyperspectral Imager for Remote Intelligence & Surveillance), desenvolvido pela brasileira Equatorial Sistemas, da Astrium, com recursos da FINEP. Além de satélites, o sensor, adaptado, pode ser usado numa variedade de plataformas, tais como aviões, helicópteros e veículos aéreos não tripulados. A Equatorial, aliás, venceu a licitação para a fabricação do gravador digital de dados do satélite Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Presença italiana
Além da AEB, outra entidade espacial governamental esteve presente na LAAD, a Agência Espacial Italiana (ASI). O foco da presença europeia foi observação terrestre, particularmente por meio de radares, campo em que a Itália é líder na Europa com a constelação COSMO-SkyMed. Os italianos, a propósito, não escondem o grande interesse em cooperar com o Brasil nesse campo, colocando-se, inclusive, como alternativa para o desenvolvimento conjunto da missão radar pretendida pelo INPE.
14-X: veículo hipersônico do IEAv
Um dos destaques na LAAD 2011 da área de ciência e tecnologia do Comando da Aeronáutica foi a apresentação de um mock-up do veículo hipersônico 14-X, em desenvolvimento pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv/DCTA). Dois jornalistas estrangeiros presentes no evento procuraram o blog para ter mais informações sobre o projeto, que foi, aliás, notícia no portal da revista especializada Flight International (veja aqui). O voo do primeiro protótipo, previsto para 2012 ou 2013, será realizado acoplado no foguete VSB-30. A iniciativa do IEAv conta com a participação de indústrias nacionais, como a Britanite e a Flight Technologies.
Star One e "hosted payloads"
Lincoln Oliveira, vice-presidente da Star One, da Embratel, fez interessante apresentação no seminário sobre "hosted payloads" para o mercado de defesa. O Ministério da Defesa já é usuário deste conceito com a própria Star One, dispondo de transponders de banda X (para comunicações militares - SISCOMIS) a bordo de satélites da operadora brasileira. Existe a expectativa de que o satélite geoestacionário Star One C5, que poderá ser contratado pela operadora em 2012, disponha de um novo transponder banda X para o SISCOMIS, uma vez que substituirá o Brasilsat B4, colocado em órbita em 2000 e que conta com um transponder de mesma banda.
Star One C4
E por falar em Star One, está em andamento uma concorrência promovida pela empresa para a contratação do Star One C4, de grande porte. De acordo com o apurado pelo blog, a concorrência deve ser concluída até meados deste ano, e estão participando dois fabricantes dos EUA (Boeing e Loral) e dois do continente europeu (Thales Alenia Space e Astrium). Seguindo o exemplo do que ocorreu na contratação do Star One C3, o valor do dólar frente ao euro deve ser determinante na escolha.
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VSB-30
terça-feira, 29 de março de 2011
TEXUS 49: VSB-30 lançado com sucesso
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VSB-30 É LANÇADO COM SUCESSO NA EUROPA
29/03/2011
O lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 ocorreu com sucesso, hoje, dia 29 Mar, às 6:00 h local, a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna - Suécia.
O Voo foi nominal, perfeito, e a carga útil recuperada. Segue os principais dados).
- Massa de carga útil: 379 kg;
- Apogeu: 268,2 km (nominal = 264,0 km);
- Tempo de microgravidade = 378 sec;
- Alcance = 92 km;
- ponto de impacto < 1 sigma;
- aceleração máxima do 1E = 7,9 g;
- aceleração máxima do 2E = 12,6 g.
O foguete alcançou a altitude de 268 km e a carga útil que continha quatro experimentos científicos, ficou por 06 minutos em ambiente de microgravidade e foi recuperada a 90 km do local do lançamento.
Neste lançamento, a ESA (Agência Espacial Européia) comemora 50 voos da carga útil TEXUS.
A Operação Texus 49 teve início em 18 de março e o lançamento somente ocorreu nesta data em virtude de condições meteorológicas desfavoráveis (fortes ventos balísticos) nos dias anteriores.
Fonte: IAE/CTA
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sexta-feira, 25 de março de 2011
A primeira viagem oficial de Raupp
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Presidente da AEB fará sua primeira viagem oficial
24-03-2011
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, fará nesta quinta-feira sua primeira viagem à frente da instituição. O presidente irá primeiro a São José dos Campos (SP), depois segue para Munique, na Alemanha.
Na cidade paulista, Raupp se reunirá com representantes da Equatorial Sistemas e Orbital Engenharia a fim de estreitar a relação da AEB com as indústrias da área aeroespacial do País.
No dia 28 de março desembarca em Munique onde se juntará à comitiva do Departamento de Ciência e Tecnologia Aerospacial (DCTA) chefiada pelo Brigadeiro Ailton Pohlmann. Entre os dias 28 e 31 está programada visita da delegação a Agência Espacial Alemã (DLR), onde serão debatidos todos os aspectos da cooperação entre DLR e o DCTA/MD em relação ao programa de foguetes de sondagens como o VSB-30.
Raupp retornará ao Brasil no dia primeiro de abril.
VSB- 30
O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Alemã (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. O foguete foi desenvolvido pelo IAE para atender ao Programa Brasileiro de Microgravidade, coordenado pela AEB, e ao Programa Europeu de Microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), com o objetivo de substituir os foguetes britânicos Skylark, cuja produção está descontinuada.
O VSB-30 é um foguete de sondagem, de dois estágios, não-guiado, sendo estabilizado por empenas e lançado através de trilhos. No seu primeiro estágio, há um propulsor booster, chamado S31 e o segundo com um propulsor S30, de emprego também nos VS-30, VS-30/ORION e Sonda III. Ambos propulsores são alimentado com propelente sólido composite a base de polibutadieno hidroxilado e possuem envelopes-motores feitos em aço SAE 4140.
A massa da carga útil influencia no apogeu e no período de microgravidade, podendo o valor nominal de 400kg variar.
VSB-30 mostra força
Em fevereiro de 2004, a empresa canadense Bristol Aerospace havia oferecido ao consórcio europeu um voo gratuito do veículo Black Brant, visando o fornecimento dos veículos seguintes, de modo a substituir o VSB-30 e o VS-30. Uma parte dos integrantes do consórcio passou a desejar essa solução, mas o DLR se manteve firme na defesa do VSB-30.
O Sucesso do VSB-30 foi ratificado em 2009 quando recebeu certificação do Instituto de Fomento Industrial (IFI) se tornando o primeiro foguete certificado pelo país.
Os voos
O VBS-30 é lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e no Centro de Lançamento de Kiruna no campo de Esrange, Suécia. Até o momento já ocorreram dez lançamentos do foguete. Todos obtiveram sucesso em suas operações. O primeiro VSB-30 lançado foi no dia 23 de outubro de 2004 na base de Alcântara. Nos próximos dias estão previstos mais dois lançamentos do foguete no Centro de Lançamento de Kiruna.
Presidente da AEB fará sua primeira viagem oficial
24-03-2011
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, fará nesta quinta-feira sua primeira viagem à frente da instituição. O presidente irá primeiro a São José dos Campos (SP), depois segue para Munique, na Alemanha.
Na cidade paulista, Raupp se reunirá com representantes da Equatorial Sistemas e Orbital Engenharia a fim de estreitar a relação da AEB com as indústrias da área aeroespacial do País.
No dia 28 de março desembarca em Munique onde se juntará à comitiva do Departamento de Ciência e Tecnologia Aerospacial (DCTA) chefiada pelo Brigadeiro Ailton Pohlmann. Entre os dias 28 e 31 está programada visita da delegação a Agência Espacial Alemã (DLR), onde serão debatidos todos os aspectos da cooperação entre DLR e o DCTA/MD em relação ao programa de foguetes de sondagens como o VSB-30.
Raupp retornará ao Brasil no dia primeiro de abril.
VSB- 30
O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Alemã (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. O foguete foi desenvolvido pelo IAE para atender ao Programa Brasileiro de Microgravidade, coordenado pela AEB, e ao Programa Europeu de Microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), com o objetivo de substituir os foguetes britânicos Skylark, cuja produção está descontinuada.
O VSB-30 é um foguete de sondagem, de dois estágios, não-guiado, sendo estabilizado por empenas e lançado através de trilhos. No seu primeiro estágio, há um propulsor booster, chamado S31 e o segundo com um propulsor S30, de emprego também nos VS-30, VS-30/ORION e Sonda III. Ambos propulsores são alimentado com propelente sólido composite a base de polibutadieno hidroxilado e possuem envelopes-motores feitos em aço SAE 4140.
A massa da carga útil influencia no apogeu e no período de microgravidade, podendo o valor nominal de 400kg variar.
VSB-30 mostra força
Em fevereiro de 2004, a empresa canadense Bristol Aerospace havia oferecido ao consórcio europeu um voo gratuito do veículo Black Brant, visando o fornecimento dos veículos seguintes, de modo a substituir o VSB-30 e o VS-30. Uma parte dos integrantes do consórcio passou a desejar essa solução, mas o DLR se manteve firme na defesa do VSB-30.
O Sucesso do VSB-30 foi ratificado em 2009 quando recebeu certificação do Instituto de Fomento Industrial (IFI) se tornando o primeiro foguete certificado pelo país.
Os voos
O VBS-30 é lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e no Centro de Lançamento de Kiruna no campo de Esrange, Suécia. Até o momento já ocorreram dez lançamentos do foguete. Todos obtiveram sucesso em suas operações. O primeiro VSB-30 lançado foi no dia 23 de outubro de 2004 na base de Alcântara. Nos próximos dias estão previstos mais dois lançamentos do foguete no Centro de Lançamento de Kiruna.
Fonte: AEB
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Marco Raupp na Alemanha
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Marco Antonio Raupp assumiu a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB) na última segunda-feira (21) e já tem agenda cheia nos próximos dias. De acordo com o apurado pelo blog Panorama Espacial, o dirigente viajará no final de semana para a Alemanha, para participar de reuniões sobre a cooperação entre os dois países no campo de foguetes de sondagem, e possivelmente sobre outros assuntos.
Uma comitiva do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), liderada pelo brigadeiro Ailton Pohlmann também viajará para a Alemanha, e para Kiruna, no norte da Suécia, onde assistirão o lançamento do foguete de sondagem VSB-30 dentro da missão TEXUS 49, da agência espacial alemã (DLR).
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Marco Antonio Raupp assumiu a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB) na última segunda-feira (21) e já tem agenda cheia nos próximos dias. De acordo com o apurado pelo blog Panorama Espacial, o dirigente viajará no final de semana para a Alemanha, para participar de reuniões sobre a cooperação entre os dois países no campo de foguetes de sondagem, e possivelmente sobre outros assuntos.
Uma comitiva do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), liderada pelo brigadeiro Ailton Pohlmann também viajará para a Alemanha, e para Kiruna, no norte da Suécia, onde assistirão o lançamento do foguete de sondagem VSB-30 dentro da missão TEXUS 49, da agência espacial alemã (DLR).
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segunda-feira, 21 de março de 2011
VSB-30: participação do IAE na TEXUS 49
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IAE inicia Operação TEXUS 49
Os veículos VSB-30 V14, V15 e V16 foram transportados para a Suécia, onde ocorrerá o lançamento das cargas úteis TEXUS 49, TEXUS 48 e MASER 12, respectivamente. A Operação teve início no dia 18 de março, às 16:30 h local, conforme planejado.
O transporte do VSB-30 foi realizado por um C-130 da Força Aérea Brasileira, que pousou em Kiruna (Suécia). O desembarque demorou cerca de duas horas a uma temperatura de 10 graus.
No sábado (19) os motores foram desembalados e preparados para iniciar a integração. Na operação, foram realizados: a integração das empenas do primeiro e segundos estágios; a integração dos ignitores do primeiro e segundos estágios; a integração dos DMS (dispositivo mecânico de segurança) do primeiro e segundo estágios; ensaio de ativação das pontes pirotécnicos, com iniciadores de b/nitrato, do módulo dianteiro do segundo estágio e o ensaio de ativação das pontes pirotécnicas dos iniciadores do PIR.
No domingo (20) foram realizadas as medidas de massa, CG e comprimento dos dois estágios e finalizados os motores para transporte para o lançador, que será realizado nesta segunda-feira (21).
A primeira contagem para lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 está prevista para quinta-feira (24) e o lançamento dos outros dois VSB-30 para o final do ano.
Fonte: IAE/DCTA
Comentário: para ver fotos da operação, clique aqui.
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IAE inicia Operação TEXUS 49
Os veículos VSB-30 V14, V15 e V16 foram transportados para a Suécia, onde ocorrerá o lançamento das cargas úteis TEXUS 49, TEXUS 48 e MASER 12, respectivamente. A Operação teve início no dia 18 de março, às 16:30 h local, conforme planejado.
O transporte do VSB-30 foi realizado por um C-130 da Força Aérea Brasileira, que pousou em Kiruna (Suécia). O desembarque demorou cerca de duas horas a uma temperatura de 10 graus.
No sábado (19) os motores foram desembalados e preparados para iniciar a integração. Na operação, foram realizados: a integração das empenas do primeiro e segundos estágios; a integração dos ignitores do primeiro e segundos estágios; a integração dos DMS (dispositivo mecânico de segurança) do primeiro e segundo estágios; ensaio de ativação das pontes pirotécnicos, com iniciadores de b/nitrato, do módulo dianteiro do segundo estágio e o ensaio de ativação das pontes pirotécnicas dos iniciadores do PIR.
No domingo (20) foram realizadas as medidas de massa, CG e comprimento dos dois estágios e finalizados os motores para transporte para o lançador, que será realizado nesta segunda-feira (21).
A primeira contagem para lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 está prevista para quinta-feira (24) e o lançamento dos outros dois VSB-30 para o final do ano.
Fonte: IAE/DCTA
Comentário: para ver fotos da operação, clique aqui.
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quarta-feira, 9 de março de 2011
TEXUS 49: Lançamento de VSB-30 em Esrange
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Até o final deste mês, deve ocorrer o primeiro lançamento de um foguete VSB-30, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), de São José dos Campos (SP), dentro do programa TEXUS, da agência espacial alemã (DLR). A janela de voo começa em 24 de março, no centro espacial de Esrange, próximo a Kiruna, no norte da Suécia.
O projeto TEXUS é um programa de foguetes de sondagem com o objetivo primário de investigar as propriedades e comportamento de materiais e substâncias químicas e biológicas em ambiente de microgravidade, algo similar ao Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB). O programa começou em 1977 e fazia uso do foguete Skylark 7, de origem britânica, já não mais fabricado. Desde 2005, os alemães utilizam o foguete de sondagem brasileiro VSB-30. As missões contam com a participação da divisão alemã da EADS Astrium, e também da Swedish Space Corporation (SSC), responsável pelas operações de lançamento, com financiamento da DLR ou da Agência Espacial Europeia (ESA).
O foguete levará a um ambiente de microgravidade (de até 6 minutos), numa altitude de até 270 km, quatro experimentos, divididos em três módulos.
Ainda este ano, entre novembro e dezembro, outro VSB-30, na missão TEXUS 48, deve ser lançado de Esrange. Em novembro de 2012, mais uma missão (TEXUS 51) está planejada. Assim, o VSB-30 vai fazendo o seu nome também na Europa.
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Até o final deste mês, deve ocorrer o primeiro lançamento de um foguete VSB-30, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), de São José dos Campos (SP), dentro do programa TEXUS, da agência espacial alemã (DLR). A janela de voo começa em 24 de março, no centro espacial de Esrange, próximo a Kiruna, no norte da Suécia.
O projeto TEXUS é um programa de foguetes de sondagem com o objetivo primário de investigar as propriedades e comportamento de materiais e substâncias químicas e biológicas em ambiente de microgravidade, algo similar ao Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB). O programa começou em 1977 e fazia uso do foguete Skylark 7, de origem britânica, já não mais fabricado. Desde 2005, os alemães utilizam o foguete de sondagem brasileiro VSB-30. As missões contam com a participação da divisão alemã da EADS Astrium, e também da Swedish Space Corporation (SSC), responsável pelas operações de lançamento, com financiamento da DLR ou da Agência Espacial Europeia (ESA).
O foguete levará a um ambiente de microgravidade (de até 6 minutos), numa altitude de até 270 km, quatro experimentos, divididos em três módulos.
Ainda este ano, entre novembro e dezembro, outro VSB-30, na missão TEXUS 48, deve ser lançado de Esrange. Em novembro de 2012, mais uma missão (TEXUS 51) está planejada. Assim, o VSB-30 vai fazendo o seu nome também na Europa.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Análise dos experimentos da Maracati II
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Primeiros resultados com os experimentos da Operação Maracati II serão divulgados em três meses
16-12-2010
Desde que o Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB), foi criado já foram realizados três voos. Porém, a primeira vez em que a carga útil foi recuperada foi na Operação Maracati II, finalizada dia 12 de dezembro, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Algumas partes da carga útil do VSB-30, como o módulo cinco, a caixa em que voou o experimento que fez análise de expressão genética e proteica de plantas em condições de microgravidade e o forno multiusuário, desenvolvido pelo Laboratório de Materiais (LAS), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), denominado Formu_S, foram trazidos para a AEB para serem expostos aos servidores da instituição.
No início de 2011, as peças serão devolvidas ao Instituto de Aeronáutica e Espaço para que eles as analisem e chequem se tudo correu da maneira prevista durante o voo do VSB-30. Os experimentos que voaram também serão analisados pelos pesquisadores e os primeiros resultados devem surgir em três meses.
“A recuperação da carga útil é de extrema importância porque quase todos os pesquisadores dependem das amostras para realizarem análises dos resultados dos experimentos”, explica Alessandra Brandão, coordenadora do Programa Microgravidade.
Como grande parte dos experimentos são de instituições de ensino que entram de férias na época do Natal, as amostras obtidas serão guardadas e os estudos só deverão começar em fevereiro. Kátia Scortecci, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), guardará suas amostras de cana de açúcar em temperatura de -80º C e começará as análises em fevereiro, quando as atividades na universidade retornarem.
Segundo relatos dos pesquisadores, os resultados obtidos com o voo podem gerar até três anos de publicações em revistas científicas. Alguns dos projetos que voaram, como o “GPS para Aplicações Aeroespaciais (GPS-AE)”, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), podem gerar novas tecnologias para o Programa Espacial Brasileiro, já que o Brasil ainda não possui um receptor GPS qualificado para ser usado em foguetes e satélites.
É importante lembrar que poucos países no mundo têm acesso ao ambiente de microgravidade. “Isso faz com que os resultados sejam ainda mais importantes para avanços científicos e tecnológicos”, afirma Alessandra.
VSB- 30 – O VSB-30 é um foguete de sondagem brasileiro. Ele possui dois estágios, mede aproximadamente 12,6 metros e utiliza propelente sólido. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km, sem resistência atmosférica, sem acelerações dos propulsores e em queda livre. Ele é o primeiro produto espacial fabricado no país certificado, em 6 de agosto de 2009. O VSB-30 já foi lançado sete vezes na Europa. Este foi o terceiro lançamento do foguete no Brasil. Todos os lançamentos do VSB-30 foram bem sucedidos e a Alemanha encomendou mais foguetes para apoiarem o programa de microgravidade deles.
Fonte: AEB
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Primeiros resultados com os experimentos da Operação Maracati II serão divulgados em três meses
16-12-2010
Desde que o Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB), foi criado já foram realizados três voos. Porém, a primeira vez em que a carga útil foi recuperada foi na Operação Maracati II, finalizada dia 12 de dezembro, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Algumas partes da carga útil do VSB-30, como o módulo cinco, a caixa em que voou o experimento que fez análise de expressão genética e proteica de plantas em condições de microgravidade e o forno multiusuário, desenvolvido pelo Laboratório de Materiais (LAS), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), denominado Formu_S, foram trazidos para a AEB para serem expostos aos servidores da instituição.
No início de 2011, as peças serão devolvidas ao Instituto de Aeronáutica e Espaço para que eles as analisem e chequem se tudo correu da maneira prevista durante o voo do VSB-30. Os experimentos que voaram também serão analisados pelos pesquisadores e os primeiros resultados devem surgir em três meses.
“A recuperação da carga útil é de extrema importância porque quase todos os pesquisadores dependem das amostras para realizarem análises dos resultados dos experimentos”, explica Alessandra Brandão, coordenadora do Programa Microgravidade.
Como grande parte dos experimentos são de instituições de ensino que entram de férias na época do Natal, as amostras obtidas serão guardadas e os estudos só deverão começar em fevereiro. Kátia Scortecci, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), guardará suas amostras de cana de açúcar em temperatura de -80º C e começará as análises em fevereiro, quando as atividades na universidade retornarem.
Segundo relatos dos pesquisadores, os resultados obtidos com o voo podem gerar até três anos de publicações em revistas científicas. Alguns dos projetos que voaram, como o “GPS para Aplicações Aeroespaciais (GPS-AE)”, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), podem gerar novas tecnologias para o Programa Espacial Brasileiro, já que o Brasil ainda não possui um receptor GPS qualificado para ser usado em foguetes e satélites.
É importante lembrar que poucos países no mundo têm acesso ao ambiente de microgravidade. “Isso faz com que os resultados sejam ainda mais importantes para avanços científicos e tecnológicos”, afirma Alessandra.
VSB- 30 – O VSB-30 é um foguete de sondagem brasileiro. Ele possui dois estágios, mede aproximadamente 12,6 metros e utiliza propelente sólido. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km, sem resistência atmosférica, sem acelerações dos propulsores e em queda livre. Ele é o primeiro produto espacial fabricado no país certificado, em 6 de agosto de 2009. O VSB-30 já foi lançado sete vezes na Europa. Este foi o terceiro lançamento do foguete no Brasil. Todos os lançamentos do VSB-30 foram bem sucedidos e a Alemanha encomendou mais foguetes para apoiarem o programa de microgravidade deles.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Vídeo da Operação Maracati II
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O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) disponibilizou um vídeo da Operação Maracati II, que envolveu o lançamento bem sucedido de um foguete VSB-30 no último domingo, 12 de dezembro.
O vídeo é bem interessante, tem duração de 5 minutos e 40 segundos e mostra desde os testes, integração e lançamento, até a recuperação da carga útil no mar. Para acessá-lo, em arquivo wmv (Windows Media Player), clique aqui.
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O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) disponibilizou um vídeo da Operação Maracati II, que envolveu o lançamento bem sucedido de um foguete VSB-30 no último domingo, 12 de dezembro.
O vídeo é bem interessante, tem duração de 5 minutos e 40 segundos e mostra desde os testes, integração e lançamento, até a recuperação da carga útil no mar. Para acessá-lo, em arquivo wmv (Windows Media Player), clique aqui.
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domingo, 12 de dezembro de 2010
Operação Maracati II: VSB-30 lançado com sucesso
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Foguete VSB-30 é lançado com sucesso no CLA
12/12/2010
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) informa que foi realizado com sucesso o lançamento do foguete VSB-30 V07, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), neste domingo, dia 12 de dezembro, ocorrido às 12horas e 35 min horário local e às 13horas e 35 min horário de Brasília, atingindo um apogeu de 242 km, alcance de 145 km e tempo total de voo em torno de 18 minutos, conforme a trajetória prevista. As estações de telemetria rastrearam o foguete durante todo o voo
O foguete VSB-30 levou ao espaço a carga útil MICROG1A contendo dez experimentos de universidades e de diversas instituições brasileiras para experimentos em ambiente de microgravidade, concluindo, assim, a missão intitulada Operação Maracati II. A carga útil foi resgatada no mar pelas equipes da Força Aérea Brasileira e da Marinha do Brasil.
Fonte: IAE/DCTA, editado pelo blog.
Lançado com sucesso o foguete VSB-30
12/12/2010
Foi finalizada com sucesso a Operação Maracati II, hoje (12/12), com a recuperação da carga útil MICROG 1A, do foguete VSB-30 V07, lançado às 12:35h local (13:35HBV), no Centro de Lançamento de Alcântara.
O primeiro foguete lançado durante a Operação Maracati II foi um Orion V03, no dia 6 de dezembro. Seu objetivo foi alcançado, já que todos os sistemas de lançamento e rastreio, a cargo do CLA, funcionaram perfeitamente.
Os equipamentos de telemetria trazidos da Alemanha pela agência espacial alemã, e instalados para acompanhar a trajetória do foguete em redundância com os equipamentos brasileiros, confirmou o excelente desempenho do centro.
Essa primeira etapa cumprida permitiu o lançamento do VSB-30 V07. Após mais uma semana de intensos trabalhos de todas as equipes envolvidas, no início da tarde de hoje, o VSB-30, transportando experimentos de diversos centros de pesquisa e universidades, rasgou os céus de Alcântara, atingindo 241,9km em seu apogeu.
Mais uma vez, o desempenho das estações de radar e telemetria do CLA foi perfeito, obtendo todos os dados de voo do VSB-30, sempre com a redundância da Estação de Telemetria Móvel da agência espacial alemã, instalada no Sítio de Radares da Raposa. Também acompanhou a trajetória do foguete, a Estação de Telemetria do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (Natal/RN), obtendo informações de mais de seis minutos do voo.
A carga útil foi recuperada após 16 minutos de voo, quando caiu, sustentada por pára quedas, a 140km da costa.
A tripulação de uma aeronave de patrulha P-95 da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou a carga útil, que foi recuperada por um helicóptero H-60L Black Hawk, que a transportou içada até a base avançada, localizada na Ilha de Santana. Já em solo, a carga útil foi acondicionada em caixa de transporte para ser levada com segurança para o Centro de Lançamento de Alcântara, onde os cientistas e pesquisadores responsáveis pelos projetos de pesquisa vibravam pelo sucesso total da operação.
A Operação Maracati II, iniciada no dia 16 de novembro, contou com a estrutura operacional do CLA, todo seu efetivo, e 183 envolvidos de diversas unidades da FAB. Ainda estiveram presentes na operação o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a agência espacial alemã Deutsche Zentrum für Luft- und Raumfahrt (DLR).
Os experimentos escolhidos pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para esta operação foram dois do Centro Universitário FEI, de São Bernardo do campo, dois da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), dois da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um do INPE e um de escolas da rede de ensino público de São José dos Campos, que faz parte de um projeto de iniciação científica.
Fonte: Agência Força Aérea
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12/12/2010
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) informa que foi realizado com sucesso o lançamento do foguete VSB-30 V07, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), neste domingo, dia 12 de dezembro, ocorrido às 12horas e 35 min horário local e às 13horas e 35 min horário de Brasília, atingindo um apogeu de 242 km, alcance de 145 km e tempo total de voo em torno de 18 minutos, conforme a trajetória prevista. As estações de telemetria rastrearam o foguete durante todo o voo
O foguete VSB-30 levou ao espaço a carga útil MICROG1A contendo dez experimentos de universidades e de diversas instituições brasileiras para experimentos em ambiente de microgravidade, concluindo, assim, a missão intitulada Operação Maracati II. A carga útil foi resgatada no mar pelas equipes da Força Aérea Brasileira e da Marinha do Brasil.
Fonte: IAE/DCTA, editado pelo blog.
Lançado com sucesso o foguete VSB-30
12/12/2010
Foi finalizada com sucesso a Operação Maracati II, hoje (12/12), com a recuperação da carga útil MICROG 1A, do foguete VSB-30 V07, lançado às 12:35h local (13:35HBV), no Centro de Lançamento de Alcântara.
O primeiro foguete lançado durante a Operação Maracati II foi um Orion V03, no dia 6 de dezembro. Seu objetivo foi alcançado, já que todos os sistemas de lançamento e rastreio, a cargo do CLA, funcionaram perfeitamente.
Os equipamentos de telemetria trazidos da Alemanha pela agência espacial alemã, e instalados para acompanhar a trajetória do foguete em redundância com os equipamentos brasileiros, confirmou o excelente desempenho do centro.
Essa primeira etapa cumprida permitiu o lançamento do VSB-30 V07. Após mais uma semana de intensos trabalhos de todas as equipes envolvidas, no início da tarde de hoje, o VSB-30, transportando experimentos de diversos centros de pesquisa e universidades, rasgou os céus de Alcântara, atingindo 241,9km em seu apogeu.
Mais uma vez, o desempenho das estações de radar e telemetria do CLA foi perfeito, obtendo todos os dados de voo do VSB-30, sempre com a redundância da Estação de Telemetria Móvel da agência espacial alemã, instalada no Sítio de Radares da Raposa. Também acompanhou a trajetória do foguete, a Estação de Telemetria do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (Natal/RN), obtendo informações de mais de seis minutos do voo.
A carga útil foi recuperada após 16 minutos de voo, quando caiu, sustentada por pára quedas, a 140km da costa.
A tripulação de uma aeronave de patrulha P-95 da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou a carga útil, que foi recuperada por um helicóptero H-60L Black Hawk, que a transportou içada até a base avançada, localizada na Ilha de Santana. Já em solo, a carga útil foi acondicionada em caixa de transporte para ser levada com segurança para o Centro de Lançamento de Alcântara, onde os cientistas e pesquisadores responsáveis pelos projetos de pesquisa vibravam pelo sucesso total da operação.
A Operação Maracati II, iniciada no dia 16 de novembro, contou com a estrutura operacional do CLA, todo seu efetivo, e 183 envolvidos de diversas unidades da FAB. Ainda estiveram presentes na operação o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a agência espacial alemã Deutsche Zentrum für Luft- und Raumfahrt (DLR).
Os experimentos escolhidos pela Agência Espacial Brasileira (AEB) para esta operação foram dois do Centro Universitário FEI, de São Bernardo do campo, dois da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), dois da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um do INPE e um de escolas da rede de ensino público de São José dos Campos, que faz parte de um projeto de iniciação científica.
Fonte: Agência Força Aérea
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