terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Tupac Katari no espaço em 2013
Na última quinta-feira, o embaixador da China na Bolívia, Shen Shiliang, anunciou que o primeiro satélite de comunicações do país sul-americano, o Tupac Katari, será lançado ao espaço em dezembro de 2013. Segundo o diplomata, o desenvolvimento e construção do satélite, a cargo da Great Wall Industry Corporation, já foi iniciado.
2011, aliás, foi um excelente ano para os chineses no campo espacial. Foram 19 lançamentos da família de foguetes Longa Marcha, incluindo o lançamento e a acoplagem em órbita das naves Tiangong-1 e Shenzhou-8, um preparativo para a futura estação espacial chinesa. Em 29 de dezembro, o país divulgou o "Livro Branco sobre as Atividades Espaciais de 2011", destacando as realizações nos últimos cinco anos e as perpectivas para o próximo quinquênio (veja o artigo "Como a China pretende se tornar uma superpotência espacial?", de José Monserrat Filho).
Do ponto de vista comercial, os chineses tem muito o que comemorar na América do Sul. Depois de um longo período de negociações, firmaram o contrato para a construção do Tupac Katari, no final de 2010, e também do primeiro satélite de observação terrestre da Venezuela, o VRSS-1, em junho de 2011. Foram também responsáveis pela construção e colocação em órbita, em outubro de 2008, do Venesat-1, o primeiro satélite de comunicações da Venezuela.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Foguetes de sondagem venezuelanos
Em 26 de novembro, a Venezuela testou três foguetes de sondagem com propulsão sólida, segundo reportagem do jornal "El Nacional", reproduzida pelo website especializado Infoespacial.
Os foguetes foram desenvolvidos pelo Centro de Estudos Espaciais da Universidade de Los Andes, com apoio do Centro de Investigação e Desenvolvimento Aeronáutico da Força Aérea Venezuelana.
"Estamos falando de foguetes que foram a velocidades subsônicas e também a velocidades supersônicas, realizando experimentos científicos relativos ao conhecimento da física e química atomosférica, assim como outros parâmetros meteorológicos de nosso espaço aéreo", destacou Vicente Marcano, coordenador do projeto.
Denominados Xapirirepe Thepe (ULA 1-B), Bicentenario (ULA-2) e Huyá (ULA 1-B), os foguetes são aparentemente de pequeno porte. Segundo a imprensa venezuelana, o ULA-2 alcançou uma altitude de 20 km. Outros lançamentos estão previstos para 2012, e o objetivo venezuelano seria desenvolver foguetes com capacidade de colocar nanossatélites em órbita.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Venezuela: VRSS-1 será lançado em 2012
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Cooperação Chile - China
O interesse chileno é em satélites. A visita às autoridades espaciais chinesas "nasce do interesse que tem o Chile na utilização de informação satelital para diversos usos", disse o ministro. "A agência chinesa forneceu satélites de informações a outros países da América Latina (como a Venezuela), e nós estamos iniciando conversações nesse sentido para conhecermos e, no futuro, caso nos interesse, neste sentido faríamos algum tipo de convite para uma licitação", completou.
Em 2008, o Chile adquiriu um pequeno satélite de observação terrestre (SSOT) da EADS Astrium, a ser lançado no final de 2011 ou início de 2012. Pelas declarações do ministro, o país andino parece estar considerando a ideia de dispor de um satélite de comunicações, segmento em que os chineses alcançaram uma expressiva participação no mercado sul-americano. Além de já terem fornecido e colocado em órbita o Venesat-1, da Venezuela, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC), principal indústria espacial chinesa, assinou em dezembro de 2010 um contrato para fornecer um satélite similar para a Bolívia, chamado Tupac Katari (ou TKSat-1). A mesma indústria também chegou a fazer uma oferta numa concorrência da Colômbia para o projeto Satcol, que foi cancelado.
domingo, 5 de junho de 2011
Venezuela: contrato do VRSS-1 assinado

domingo, 8 de maio de 2011
VRSS-1, o novo satélite venezuelano
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Cooperação Venezuela - Uruguai
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Cooperação Venezuela - Rússia
No final de outubro, a Academia de Ciências da Rússia e o Centro de Investigações de Astronomia Francisco J. Duarte (CIDA), da Venezuela, firmaram uma carta de intenções para a observação de lixo espacial.
Uma vez formalizada, a cooperação envolverá a instalação de teléscópios no Observatório Astronômico Nacional de Llano del Hato (OAN), localizado no estado venezuelano de Mérida, considerado um dos mais próximos da linha do Equador.
O objetivo da parceria é estabelecer uma rede de observações no mundo que permita a observação do lixo espacial em toda a órbita terrestre, que é formado principalmente por estágios e componentes de foguetes, assim como satélites danificados ou fora de uso. Segundo nota divulgada pelo governo venezuelano, estima-se que a quantidade de lixo no espaço aumente 5% a cada ano.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Venezuela: fábrica de satélites em 2012
Segundo reportagem publicada ontem (1º de novembro) no jornal "El Universal", o ministro da Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Ricardo Menéndez, assegurou que em 2012 estará concluída e em funcionamento a primeira fábrica de pequenos satélites da Venezuela, que será instalada em Borburata, no estado de Carabobo, ao norte do país. Em 29 de outubro, o blog já havia publicado uma postagem destacando a ambição venezuelana em construir seus próprios satélites (veja aqui).
O projeto industrial será realizado com apoio da China, que também forneceu ao país sul-americano o seu primeiro satélite de comunicações, o Venesat-1 / Simon Bolivar, colocado em órbita em novembro de 2008, e contratado dentro de um pacote que teria envolvido transferência de tecnologia.
Os pequenos satélites serão de observação terrestre, para aplicações nos campos de mudanças climáticas, processos de desertificação e solos e estado das bacias hidrográficas, agricultura, entre outras. A reportagem de "El Universal" também menciona, citando o ministro Menéndez, que outra fábrica será instalada na zona de Carimao, mas para a produção de antenas de recepção projetadas especificamente para receber sinais do satélite de comunicações Venesat-1.
Segundo a reportagem, o diretor-executivo da Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), Francisco Varela, comentou que os projetos industriais são executados graças à formação de talento humano na República Popular da China, nao apenas por meio de treinamento especializado, mas também com estudos acadêmicos.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Satélites de observação na América do Sul
No próximo dia 1º de novembro, o satélite de comunicações Venesat-1, da Venezuela, completará dois anos em órbita.
O satélite, também conhecido como Simón Bolivar 1, é operado pela Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), e foi construído pela companhia China Great Wall Industry Corporation, num pacote estimado em 420 milhões de dólares, incluindo o segmento espacial, treinamento, transferência de tecnologia, infraestrutura de solo e lançamento.
A ABAE tem também ambições de contar no futuro com um satélite observação terrestre. Segundo notícias divulgadas pela imprensa venezuelana na última semana, a agência espera lançar em 2013 um satélite de sensoriamento desenvolvido e produzido no próprio país. Ao menos publicamente, não existe um projeto patrocinado por Caracas para o desenvolvimento local de satélites, mas o governo tem sido assíduo comprador de produtos militares nos últimos anos, atraindo as atenções de empresas estrangeiras também do ramo espacial, particularmente da Rússia e China.
A Venezuela, aliás, não é o único país sul-americano com pretensões no campo de observação terrestre satelital, além daqueles com projetos já consolidados, como Brasil (série CBERS, Amazônia-1) e Argentina (série SAC, e SAOCOM).
Com certa frequência, surgem notícias dando conta do interesse do Peru, por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), em desenvolver capacidades nessa área. Inclusive, este foi um dos tópicos abordados durante o giro de uma comitiva espacial japonesa pela América do Sul no último mês de agosto. No início deste ano, a CONIDA e a agência espacial da Tailândia assinaram um memorando de entendimentos para cooperação em matéria espacial. Na época, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre o escopo da colaboração, mas alguns elementos indicavam que a cooperação poderia envolver o satélite de observação tailandês THEOS, construído pela EADS Astrium e em órbita desde outubro de 2008.
Esporadicamente, a Bolívia também expressa o desejo de possuir um satélite de observação, embora o seu histórico em termos de concretização de anúncios na área espacial não seja dos melhores. O país andino negocia com a China já há mais de um ano a construção do seu primeiro satélite de comunicações, o Tupac Katari.
Em julho de 2008, num processo mencionado pelo mercado como bastante célere, o Chile contratou a EADS Astrium para a construção do seu satélite, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra). A construção do SSOT foi concluída no início do ano, devendo ser colocado em órbita em 2011.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Cooperação Brasil - Venezuela
Reproduzimos abaixo trecho sobre cooperação espacial do Comunicado Conjunto Brasil - Venezuela, divulgado ontem (28) pelo Ministério das Relações Exteriores, por ocasião da visita do presidente venezuelano Hugo Chávez à Brasília:
"Além disso, manifestaram sua vontade de trabalhar em conjunto para identificar projetos e/ou atividades de interesse comum que permitam iniciar, de maneira exitosa, as atividades de cooperação espacial no marco do Acordo de Cooperação em Ciência e Tecnologia Espacial firmado em junho de 2008, considerando que as aplicações pacíficas da ciência e tecnologia espacial constituem instrumento importante para o desenvolvimento de nossos países."
Para ler o acordo de cooperação em ciência e tecnologia espacial assinado entre os dois países em junho de 2008, clique aqui.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Tupac Katari: contrato assinado
O contrato para a fabricação do satélite Tupac Katari, da Bolívia, foi finalmente assinado no último dia de março, em La Paz, no palácio presidencial. O contrato foi firmado pelos chefes da agência espacial boliviana e da China's Great Wall Industry Corporation, que irá fabricá-lo. "Este satélite de comunicações ajudará a prover segurança para os bolivianos", declarou o presidente Evo Morales.
O Tupac Katari, primeiro satélite boliviano e o segundo vendido pela China na América do Sul nos últimos anos (o outro foi o Venesat-1, para a Venezuela), deve ser colocado em órbita em 2013.
sábado, 3 de abril de 2010
Cooperação Venezuela - Rússia
Putin e Chávez discutem cooperação espacial
Segundo líder venezuelano, Rússia ajudará seu país a lançar satélites; EUA ironizam e recomendam concentração em "assuntos mais terrestres"
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, chegou ontem a Caracas prometendo avaliar a possibilidade de ajudar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a desenvolver a sua própria indústria espacial - que incluiria um sistema de lançamento de satélites.
O anúncio da oferta foi feito por Chávez, horas antes da chegada de Putin. Essa é a primeira viagem do líder russo à Venezuela, onde ele foi recebido com uma parada militar.
Segundo Chávez, a proposta da cooperação na área de tecnologia espacial seria discutida por autoridades russas e venezuelanas. "A Rússia ofereceu apoio para que a Venezuela tenha sua própria indústria para o uso de seu espaço extraterrestre", afirmou Chávez.
A declaração foi ironizada pelo porta-voz da Casa Branca, Philip Crowley. "Nos permitimos lembrar que o governo da Venezuela esteve em grande parte inativo esta semana por causa da escassez de energia", disse Crowley, referindo-se ao fato de que Chávez declarou feriado para economizar energia nos escritórios do governo e estatais. "Já que ele pretende gastar recursos para atender aos interesses do povo venezuelano, talvez devesse se concentrar em assuntos terrestres mais do que nos extraterrestres."
Chávez e Putin também pretendiam discutir a compra de dois hidroaviões Beriev Be-200 russos pela Venezuela e uma série de acordos nas áreas comercial, agrícola, industrial e energética.
Acordo nuclear
De acordo com Chávez, Moscou ajudará a Venezuela a desenvolver a tecnologia para obter energia nuclear. "Não vamos fazer uma bomba atômica, mas vamos desenvolver energia atômica com fins pacíficos" afirmou o presidente venezuelano. "Estamos nos preparando para a era pós-petróleo."
Além disso, também estão sendo negociados novos acordos na área de defesa. Desde 2005, o governo venezuelano adquiriu US$ 4 bilhões em armamentos de Moscou, tornando-se o principal cliente da indústria bélica russa na América Latina. As compras incluem helicópteros, 100 mil fuzis Kalashnikov. 24 caças Sukhoi e 92 tanques T-72.
No ano passado, Chávez anunciou que a Rússia estaria disposta a emprestar para a Venezuela mais US$ 2,2 bilhões para a financiar novos contratos na área de segurança.
Retórica multipolar
O presidente venezuelano tem procurado se aproximar de países como a Rússia, o Irã e a China enquanto mantém suas críticas ao governo americano. Segundo analistas, a retórica antiamericana agrada a Moscou.
Em Caracas, Putin também deve se reunir com o presidente boliviano, Evo Morales, para discutir a concessão de um empréstimo de US$ 100 milhões que serviria para a compra de um avião Antonov para uso presidencial. Os dois países também vêm discutindo acordos que permitiriam à Bolívia adquirir equipamentos militares e helicópteros.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 03/04/2010, via NOTIMP.
Comentários: a possibilidade de cooperação espacial entre a Venezuela e a Rússia foi noticiada por várias agências e jornais internacionais. Uma das reportagens, da Associated Press, reproduzem declarações de Hugo Chavez, presidente da Venezuela: "A Venezuela já tem um satélite, entrou na corrida espacial. A experiência russa é enorme nesse campo", disse Chavez. "Nós poderíamos inclusive instalar um centro de lançamentos aqui e uma fábrica. Nós já estamos fazendo algo com a China, mas a Rússia está oferecendo apoio à Venezuela para construir sua própria indústria (espacial)", acrescentou.
Tendo a Venezuela se tornado um importante mercado para a indústria de defesa russa, nada mais natural a tentativa da ex-república soviética em angariar negócios também no setor espacial. Interessante observar que em matéria espacial, a Rússia conseguiu muito pouco na América do Sul (possibilidades no Brasil), certamente não apenas por questões políticas, mas também pela falta de competitividade de alguns de seus produtos, em especial satélites. Venezuela e Bolívia, países com quem Moscou tem se aproximado mais nos últimos anos optaram por satélites de comunicações chineses.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Venesat-1 completa um ano
domingo, 9 de agosto de 2009
Venesat-1: 100% operacional
O Ministério da Comunicação e da Informação do governo venezuelano divulgou no final de julho uma reportagem sobre o satélite de comunicações Venesat-1, também chamado de Simón Bolívar. O Venesat-1, construído na China, foi lançado ao espaço no final de outubro de 2008.
A reportagem ("Satélite Simón Bolívar consolida la independencia tecnológica") traz um posicionamento oficial negando a veracidade dos rumores de que o Simón Bolívar estaria com sérias anomalias em seu funcionamento (para saber mais sobre os rumores, leiam a postagem "Problemas com o VENESAT-1?"). "Em relação aos rumores difundidos por alguns meios de comunicação acerca de que o satélite venezuelano havia sofrido falhas, atualmente o satélite Simón Bolívar está 100% operacional e não tem problema com nenhum subsistema, estando, portanto, tudo em completa normalidade", diz o artigo.
A reportagem também detalha a capacidade da Venezuela em controlar o satélite a partir de seu território. 33 operadores venezuelanos foram capacitados na China, permitindo o controle do satélite pela Agencia Bolivariana de Actividades Espaciales (ABAE) e pela Compañia Nacional Teléfonos de Venezuela (CANTV), "durante as 24 horas dos 365 dias do ano (...)", a partir de uma estação terrena em El Sombrero, no estado de Guárico. O país conta ainda com uma estação de contingência, localizada em Uepa, no estado de Bolívar.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Problemas com o VENESAT-1?
Segundo o boletim britânico Space Intelligence News (edição de junho), o satélite venezuelano de comunicações VENESAT-1 (também chamado Simón Bolívar), lançado em outubro de 2008, pode ter sofrido uma séria anomalia. A informação, ressalta o boletim, não foi confirmada e vem de fontes não-oficiais. Desde maio, alguns informativos e mesmo veículos de comunicação da Venezuela já especulavam sobre o mal-funcionamento do satélite venezuelano.
Se a anomalia for de fato confirmada, esta será a terceira falha da plataforma (bus, em inglês) DHF-4, desenvolvida e fabricada na China, de um total de três já colocadas em órbita. A confiabilidade do bus DHF-4, que a China tem tentado exportar para alguns operadores (além da Venezuela, o governo da Nigéria também adquiriu um satélite similar, o NigComSat 1, que falhou 18 meses após o seu lançamento, em novembro de 2008) contrasta com o alto índice de sucessos dos lançadores espaciais da família Longa Marcha, também desenvolvidos e produzidos pelo país asiático.
Se a notícia é ruim para a indústria chinesa de satélites, e péssima para Hugo Chávez, que investiu mais de 240 milhões de dólares no projeto do primeiro satélite de seu país. Para conhecer mais sobre o VENESAT-1 e o incipiente Programa Espacial venezuelano, acessem a postagem "Chávez no Espaço".
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Interesses da China na América Latina
No início de novembro, o governo chinês liberou um documento ("China's Policy Paper on Latin America and the Caribbean") sobre a sua política futura para a América Latina e o Caribe. O documento não apresenta grandes novidades, apenas confirma as diretrizes a serem adotadas pela China para a região nos próximos anos, com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento pacífico de parcerias nos mais variados setores, como meio-ambiente, diplomacia, comércio, defesa, etc.
O "policy paper" não entra em detalhes sobre projetos possíveis para cooperação, mas o interesse em tecnologia espacial, mais especificamente astronáutica, é citado no item "cooperação em ciência, tecnologia e educação". Diz o documento: "o lado chinês também fortalecerá a cooperação com a América Latina e o Caribe em aeronáutica e astronáutica, biocombustíveis, tecnologia em recursos e meio ambiente, tecnologia marítima e outras áreas de interesse conjunto."
Na América Latina, a China tem projetos em tecnologia espacial com o Brasil (satélites sino-brasileiros de recursos terrestres - CBERS), e também com a Venezuela (construção do satélite de telecomunicações Venesat-1, lançado no final de outubro, e de centros de rastreio; e treinamento de pessoal. O governo venezuelano já anunciou sua intenção de ter um satélite de observação terrestre na próxima década, sendo a China uma potencial fornecedora.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Venezuela no espaço
Foi lançado com sucesso ontem (29) o Simon Bolivar, o primeiro satélite de telecomunicações da Venezuela. O lançamento ocorreu a partir do centro espacial de Xi Chang, a bordo de um foguete Longa Marcha 3B. Para mais informações sobre o lançamento, acesse o Boletim Em Órbita.
O satélite geoestacionário Simon Bolivar não deve ser o único projeto espacial do país sul-americano. A Agência Bolivariana para Atividades Espaciais (ABAE), organismo do governo responsável pela formulação e execução de seu programa espacial anunciou que em 2013 pretende colocar em órbita um satélite de observação terrestre desenvolvido e construído pelo país. Recentemente, a ABAE firmou acordo de cooperação com a Índia para a formação de especialistas em interpretação de imagens geradas por satélites. Novos acordos com a Rússia e França devem ser assinados em breve.
domingo, 21 de setembro de 2008
Venezuela e Cuba podem se juntar ao sistema russo GLONASS
Na última quarta-feira (17), o diretor da agência espacial russa (Roscosmos), Anatoly Perminov anunciou que Cuba e Venezuela poderiam se juntar ao sistema de navegação por satélites GLONASS, inicialmente desenvolvido na década de oitenta para finalidades militares.
O GLONASS é o equivalente russo do Global Positioning System (GPS) norte-americano, e do europeu Galileo, atualmente em desenvolvimento. Quando concluído, o sistema russo terá 24 satélites em órbita, com cobertura global.
Segundo o que Perminov declarou à agência de notícias russa RIA Novosti, os governos de Moscou e Havana tiveram conversas preliminares sobre a possibilidade de construir um centro espacial em Cuba. Não foram divulgados maiores detalhes sobre as possibilidades de participação da Venezuela no projeto.
Até o final deste ano, deverá ser lançado ao espaço o primeiro satélite de telecomunicações venezuelano, o Venesat-1, construído pela China. O governo daquele país também já anunciou a intenção de ter um satélite de sensoriamento remoto.
A possibilidade do ingresso da Venezuela no programa GLONASS é mais um passo de Hugo Chávez no sentido de estreitar as relações com a Rússia. A Venezuela já adquiriu bilhões de dólares em equipamentos de defesa oriundos da Rússia, e recentemente foram anunciados exercícios navais conjuntos entre as marinhas dos dois países na costa venezuelana.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
Cooperação Brasil - Venezuela
Governos Brasileiro e Venezuelano assinam acordo de cooperação Espacial
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez assinaram recentemente, em Caracas,Venezuela, o acordo Quadro de Cooperação em Ciência e Tecnologia Espacial. O termo tem o objetivo de impulsionar, fortalecer e concretizar oportunidades de cooperação científico-tecnológica no campo da exploração e utilização do espaço externo com fins pacíficos.
Em cada país foi escolhido um órgão para os propósitos de implementação, avanço e cumprimento do acordo. No Brasil os trabalhos serão realizados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Na Venezuela, a responsabilidade será da Agência Bolivariana para Atividades Espaciais (ABAE), órgão subordinado ao Ministério do Poder Popular para a Ciência e Tecnologia.
Estes órgãos devem formar um Comitê Coordenador, composto por três membros, o qual tem a responsabilidade de promover e regulamentar a instrumentação do acordo. O Comitê tem, entre outras atividades, que promover a obtenção de recursos financeiros e de informação necessárias para atender os programas e fomentar a transferência dos resultados dos projetos conjuntos.
O encontro entre Chávez e Lula faz parte das reuniões trimestrais planejadas com a finalidade de fortalecer a integração binacional. A próxima reunião ocorre em setembro próximo.
Fonte: MCT
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