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INPE desenvolve combustível espacial limpo
Quarta-feira, 15 de Março de 2017
Um combustível limpo e mais barato para foguetes e motores de satélites foi desenvolvido no Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
À base de etanol e etanolamina, o novo combustível é combinado ao peróxido de hidrogênio concentrado e começa a queimar espontaneamente, sem a necessidade de uma fonte de ignição externa (confira no vídeo disponível aqui).
Localizado no INPE de Cachoeira Paulista, o LCP é o único laboratório no Brasil que concentra peróxido de hidrogênio (popularmente conhecido como água oxigenada) para uso aeroespacial.
"A eficiência é próxima a dos propelentes tradicionalmente utilizados em propulsão, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio. Porém, os nossos propelentes não são nocivos a saúde, ao contrário da hidrazina que é cancerígena e do tetróxido que é fatal a uma exposição de 10 minutos a uma concentração de 200 ppm no ar", explica Ricardo Vieira, chefe do LCP/INPE.
O novo combustível pode ser usado em motores de apogeu, ou seja, de transferência de órbita de satélites ou, ainda, em últimos estágios de veículos lançadores. O peróxido de hidrogênio é cedido ao INPE pela Empresa Peróxidos do Brasil e concentrado no LCP até 90% em peso.
"O mais interessante é comparar o custo destes propelentes. A importação de hidrazina e de tetróxido de nitrogênio custa, respectivamente, R$ 712,00/kg e R$ 1.340,00/kg. Já o peróxido de hidrogênio 90% é preparado no LCP a um custo aproximado de R$ 15,00/kg e o combustível à base de etanol/etanolamina de R$35,00/kg", completa Vieira.
O vídeo disponível aqui mostra teste de um motor-foguete de 50 N, que emprega água oxigenada 90% como oxidante e etanol/etanolamina como combustível, adicionando sais de cobre como catalisador para a reação.
O desenvolvimento tecnológico contou com financiamento da Fapesp, como parte da tese de doutorado de Leandro José Maschio (USP), orientada pelo chefe do LCP/INPE Ricardo Vieira.
Saiba mais sobre o LCP/INPE: www.lcp.inpe.br
Fonte: INPE
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quarta-feira, 15 de março de 2017
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Mais informações sobre o programa VLM-1
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O mais aguardado acontecimento em 2016 em se tratando de lançadores se deu na semana passada, com a contratação da produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos do veículo VS-50 e da primeira versão do VLM-1, ambos em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), em parceria com a indústria (sobre a assinatura, veja as notas divulgadas pela Agência Espacial Brasileira e pelo IAE/DCTA).
Apresentamos a seguir alguns bullet points com informações sobre o contrato e o programa VLM-1:
Ineditismo. O contrato firmado com a Avibrás é de grande relevância pelo seu caráter inédito, uma vez que foi o primeiro contrato de produção de propulsores de lançadores firmado junto à indústria nacional no Brasil - não sem motivo a nota divulgada pela Agência Espacial Brasileira faz referência à assinatura como uma "data histórica para o Programa Espacial Brasileiro". O processo de contratação dos motores durou pouco mais de um ano e teve várias reuniões e rodadas de negociações. A única ofertante foi a Avibrás Divisão Aérea e Naval S.A., que apresentou sua proposta revisada em novembro.
Expertise da Avibrás em foguetes. O envolvimento da Avibrás, mundialmente conhecida pelo sistema militar ASTROS, com foguetes de sondagem e lançadores não é novo. Nas décadas de setenta e oitenta, a empresa participou do desenvolvimento de foguetes da família SONDA. Mais recentemente, desenvolveu o Foguete de Treinamento Básico (FTB) e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) para o IAE, frequentemente utilizados para testes, qualificação e treinamento de equipes nos centros de lançamento de Alcântara e da Barreira do Inferno. A Avibrás é a única fabricante privada brasileira de perclorato de amônio, um dos componentes do propelente sólido dos motores que equipam grande parte dos projetos de foguetes nacionais. No final de 2014, foi também beneficiada com recursos de subvenção do programa Inova Aerodefesa, da FINEP, para desenvolvimento de tecnologia para o VLM-1.
Envolvimento da indústria nacional. A Avibrás não é a única indústria nacional envolvida com o VLM-1. A CENIC e a JTDH Engenharia, ambas de São José dos Campos (SP), foram selecionadas em 2014, respectivamente, para subvenções no âmbito do Inova Aerodefesa para o desenvolvimento de módulos inter-estágios e estruturas, e das redes elétricas do VLM-1. Novas contratações, locais e no exterior, serão necessárias para a conclusão do projeto e realização do primeiro voo.
Recursos no orçamento. Em entrevista concedida à Tecnologia & Defesa no início de dezembro, o brig. Augusto Luiz de Castro Otero, diretor do IAE, destacou a importância de 2017 para o VLM-1, fazendo referência à previsão orçamentária: "O ano de 2017 será de grande importância para o projeto VLM-1, por estar previsto o início da fabricação dos motores S50 e a consolidação do projeto completo do veículo. Para o atingimento destas metas, a Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2017 prevê um aporte de mais de R$ 30.000.000,00, grande parte dedicados à contratação da produção dos S50."
Parceria com a Alemanha. O VLM-1 é mais um dos projetos em que o IAE coopera com a Alemanha, dando continuidade a um relacionamento de mais de quatro décadas, com destaque para iniciativas envolvendo foguetes suborbitais (VS-30 e VSB-30). Segundo o brig. Otero, "a participação do DLR no projeto VLM-1 é também importante para a execução de várias atividades técnicas e de fornecimento de sistemas do veículo." Destaque-se também o envolvimento de empresas da Alemanha, como a MT Aerospace, do grupo OHB System, que tem trabalhado na estrutura em fibra de carbono do motor S50.
Cronograma. De acordo com informações do diretor do IAE, o projeto VLM-1 no momento encontra-se na fase de definição de requisitos funcionais e técnicos, visando a consolidação do projeto completo no final de 2017. No planejamento do Instituto, está programada a realização de ensaios de qualificação de todos os sistemas, inclusive o motor S50, ao longo de 2018, permitindo a execução dos primeiros voos de qualificação do motor, dos sistemas embarcados, e do veículo VLM-1 em si, ao longo de 2019. Por sua vez, o contrato de produção do S50 tem prazo previsto para execução de 26 meses.
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O mais aguardado acontecimento em 2016 em se tratando de lançadores se deu na semana passada, com a contratação da produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos do veículo VS-50 e da primeira versão do VLM-1, ambos em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), em parceria com a indústria (sobre a assinatura, veja as notas divulgadas pela Agência Espacial Brasileira e pelo IAE/DCTA).
Apresentamos a seguir alguns bullet points com informações sobre o contrato e o programa VLM-1:
Ineditismo. O contrato firmado com a Avibrás é de grande relevância pelo seu caráter inédito, uma vez que foi o primeiro contrato de produção de propulsores de lançadores firmado junto à indústria nacional no Brasil - não sem motivo a nota divulgada pela Agência Espacial Brasileira faz referência à assinatura como uma "data histórica para o Programa Espacial Brasileiro". O processo de contratação dos motores durou pouco mais de um ano e teve várias reuniões e rodadas de negociações. A única ofertante foi a Avibrás Divisão Aérea e Naval S.A., que apresentou sua proposta revisada em novembro.
Expertise da Avibrás em foguetes. O envolvimento da Avibrás, mundialmente conhecida pelo sistema militar ASTROS, com foguetes de sondagem e lançadores não é novo. Nas décadas de setenta e oitenta, a empresa participou do desenvolvimento de foguetes da família SONDA. Mais recentemente, desenvolveu o Foguete de Treinamento Básico (FTB) e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) para o IAE, frequentemente utilizados para testes, qualificação e treinamento de equipes nos centros de lançamento de Alcântara e da Barreira do Inferno. A Avibrás é a única fabricante privada brasileira de perclorato de amônio, um dos componentes do propelente sólido dos motores que equipam grande parte dos projetos de foguetes nacionais. No final de 2014, foi também beneficiada com recursos de subvenção do programa Inova Aerodefesa, da FINEP, para desenvolvimento de tecnologia para o VLM-1.
Envolvimento da indústria nacional. A Avibrás não é a única indústria nacional envolvida com o VLM-1. A CENIC e a JTDH Engenharia, ambas de São José dos Campos (SP), foram selecionadas em 2014, respectivamente, para subvenções no âmbito do Inova Aerodefesa para o desenvolvimento de módulos inter-estágios e estruturas, e das redes elétricas do VLM-1. Novas contratações, locais e no exterior, serão necessárias para a conclusão do projeto e realização do primeiro voo.
Recursos no orçamento. Em entrevista concedida à Tecnologia & Defesa no início de dezembro, o brig. Augusto Luiz de Castro Otero, diretor do IAE, destacou a importância de 2017 para o VLM-1, fazendo referência à previsão orçamentária: "O ano de 2017 será de grande importância para o projeto VLM-1, por estar previsto o início da fabricação dos motores S50 e a consolidação do projeto completo do veículo. Para o atingimento destas metas, a Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2017 prevê um aporte de mais de R$ 30.000.000,00, grande parte dedicados à contratação da produção dos S50."
Parceria com a Alemanha. O VLM-1 é mais um dos projetos em que o IAE coopera com a Alemanha, dando continuidade a um relacionamento de mais de quatro décadas, com destaque para iniciativas envolvendo foguetes suborbitais (VS-30 e VSB-30). Segundo o brig. Otero, "a participação do DLR no projeto VLM-1 é também importante para a execução de várias atividades técnicas e de fornecimento de sistemas do veículo." Destaque-se também o envolvimento de empresas da Alemanha, como a MT Aerospace, do grupo OHB System, que tem trabalhado na estrutura em fibra de carbono do motor S50.
Cronograma. De acordo com informações do diretor do IAE, o projeto VLM-1 no momento encontra-se na fase de definição de requisitos funcionais e técnicos, visando a consolidação do projeto completo no final de 2017. No planejamento do Instituto, está programada a realização de ensaios de qualificação de todos os sistemas, inclusive o motor S50, ao longo de 2018, permitindo a execução dos primeiros voos de qualificação do motor, dos sistemas embarcados, e do veículo VLM-1 em si, ao longo de 2019. Por sua vez, o contrato de produção do S50 tem prazo previsto para execução de 26 meses.
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domingo, 25 de dezembro de 2016
VLM-1: Avibras contratada para produção dos motores S50
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Contrato garante produção de oito motores S50
23/12/2016
O dia 22 de dezembro de 2016 será lembrado no Brasil como uma data histórica para o Programa Espacial Brasileiro. Neste dia, em São José dos Campos, no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), foi assinado o contrato de produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos realizados pelo veículo VS-50 e no voo da primeira versão do Veículo Lançador de Microssatélites VLM-1, financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC).
O contrato garante o fornecimento de oito motores S50 com todos os seus acessórios. Os motores 1 e 2 serão utilizados para ensaios de engenharia (ensaios estrutural e de ruptura). Os 3 e 4 serão utilizados para queima em banco de testes para validação em solo. Os 5 e 6 serão utilizados para validação, durante os voos de dois veículos VS-50. Por fim, os 7 e 8 serão os motores de voo da primeira versão do VLM-1.
O projeto do VLM será desenvolvido com recursos da AEB por intermédio do convênio celebrado com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais Funcate), que prestará auxílios gerencial, financeiro e administrativo ao IAE.
“Os esforços das equipes do IAE que participaram da formalização, construção e análise da proposta foram imensos e devem ser valorizados por todos que confiam no sucesso do Programa Espacial Brasileiro. As discussões começaram em setembro de 2015 e, 15 meses depois, o contrato foi assinado. A consolidação do contrato deve-se, também, ao empenho da Indústria Aeroespacial (Avibras) envolvida no projeto que conquistou a confiança do IAE por meio de uma proposta séria que abrange planos gerenciais, de risco e de qualidade compatíveis com o tamanho da empresa e com os desejos do instituto contratante”, afirmou a equipe da Diretoria de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL).
Assim, nos próximos 26 meses, a empresa deverá industrializar o projeto do motor S50 e produzir seis motores e seus acessórios, que serão acompanhados por técnicos do IAE e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) para o bom desempenho do contrato do ponto de vista técnico e de qualidade. O acordo assinado irá produzir os primeiros seis motores e os dois restantes serão objeto de Termo Aditivo ao contrato, após a revisão, submissão e aprovação de Termo Aditivo ao Convênio 001/2015, entre o IAE e a Funcate, para o desenvolvimento do VLM-1.
O presidente em exercício da AEB, Carlos Alberto Gurgel, acredita no sucesso do projeto e confia no trabalho a ser desenvolvido pela equipe de militares e servidores da Força Aérea Brasileira (FAB), da Funcate e da Avibras e deseja êxito na continuidade desse importante projeto do Programa Espacial Brasileiro.
No ato da assinatura, estavam presentes o diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Ten. Brig. do Ar Antônio Carlos Egito do Amaral, o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Brig. Eng. Augusto Luiz de Castro Otero e o gerente do projeto do VLM, Ten. Cel. Eng. Fábio Andrade de Almeida. Da Avibras, estavam presentes o presidente, João Brasil Carvalho Leite, o vice-presidente José Sá Carvalho Júnior, o gerente de Engenharia de Desenvolvimento, Luiz Eduardo Nunes Almeida e o Executivo de Vendas, Marco Aurélio Rodrigues de Almeida e o diretor de projetos da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), Dr. Donizeti Andrade.
Fonte: AEB
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Contrato garante produção de oito motores S50
23/12/2016
O dia 22 de dezembro de 2016 será lembrado no Brasil como uma data histórica para o Programa Espacial Brasileiro. Neste dia, em São José dos Campos, no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), foi assinado o contrato de produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos realizados pelo veículo VS-50 e no voo da primeira versão do Veículo Lançador de Microssatélites VLM-1, financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC).
O contrato garante o fornecimento de oito motores S50 com todos os seus acessórios. Os motores 1 e 2 serão utilizados para ensaios de engenharia (ensaios estrutural e de ruptura). Os 3 e 4 serão utilizados para queima em banco de testes para validação em solo. Os 5 e 6 serão utilizados para validação, durante os voos de dois veículos VS-50. Por fim, os 7 e 8 serão os motores de voo da primeira versão do VLM-1.
O projeto do VLM será desenvolvido com recursos da AEB por intermédio do convênio celebrado com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais Funcate), que prestará auxílios gerencial, financeiro e administrativo ao IAE.
“Os esforços das equipes do IAE que participaram da formalização, construção e análise da proposta foram imensos e devem ser valorizados por todos que confiam no sucesso do Programa Espacial Brasileiro. As discussões começaram em setembro de 2015 e, 15 meses depois, o contrato foi assinado. A consolidação do contrato deve-se, também, ao empenho da Indústria Aeroespacial (Avibras) envolvida no projeto que conquistou a confiança do IAE por meio de uma proposta séria que abrange planos gerenciais, de risco e de qualidade compatíveis com o tamanho da empresa e com os desejos do instituto contratante”, afirmou a equipe da Diretoria de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL).
Assim, nos próximos 26 meses, a empresa deverá industrializar o projeto do motor S50 e produzir seis motores e seus acessórios, que serão acompanhados por técnicos do IAE e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) para o bom desempenho do contrato do ponto de vista técnico e de qualidade. O acordo assinado irá produzir os primeiros seis motores e os dois restantes serão objeto de Termo Aditivo ao contrato, após a revisão, submissão e aprovação de Termo Aditivo ao Convênio 001/2015, entre o IAE e a Funcate, para o desenvolvimento do VLM-1.
O presidente em exercício da AEB, Carlos Alberto Gurgel, acredita no sucesso do projeto e confia no trabalho a ser desenvolvido pela equipe de militares e servidores da Força Aérea Brasileira (FAB), da Funcate e da Avibras e deseja êxito na continuidade desse importante projeto do Programa Espacial Brasileiro.
No ato da assinatura, estavam presentes o diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Ten. Brig. do Ar Antônio Carlos Egito do Amaral, o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Brig. Eng. Augusto Luiz de Castro Otero e o gerente do projeto do VLM, Ten. Cel. Eng. Fábio Andrade de Almeida. Da Avibras, estavam presentes o presidente, João Brasil Carvalho Leite, o vice-presidente José Sá Carvalho Júnior, o gerente de Engenharia de Desenvolvimento, Luiz Eduardo Nunes Almeida e o Executivo de Vendas, Marco Aurélio Rodrigues de Almeida e o diretor de projetos da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), Dr. Donizeti Andrade.
Fonte: AEB
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terça-feira, 1 de novembro de 2016
Cooperação Brasil - Alemanha
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AEB discute o Programa Espacial Brasileiro com Agência Alemã
1/11/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) representados pelo diretor de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL), Marco Antônio Vieira de Rezende, e pelo brigadeiro Augusto Luiz de Castro Otero participaram de reuniões com a Agência Espacial Alemã (DLR) no período de 17 a 21 de outubro na Alemanha. Durante o encontro foram discutidos os projetos em andamento e o futuro da parceria, que vem trazendo conquistas no desenvolvimento científico para o Programa Espacial Brasileiro. O futuro da parceria entre as duas agências, bem como os detalhes do Motor-foguete líquido L75 e dos veículos lançadores VLM-1, VS-50, VS-40 e VS-43, desenvolvidos entre as três instituições, também fizeram parte da agenda das reuniões.
O encontro marcou a segunda fase da campanha de ensaios a quente da câmara capacitiva do Motor L75, realizada no banco de ensaios da DLR, em Lampoldhausen, na Alemanha. Os testes tiveram como objetivo verificar os parâmetros de desempenho de combustão, além de medidas de temperatura e possíveis instabilidades de combustão em condições de operação no regime permanente dentro do envelope operacional do motor. Os ensaios ocorreram no último dia 21 de outubro, que marcou o encerramento do evento
Segundo o diretor da AEB, Marco Antônio Rezende, os testes apresentaram excelentes resultados, portanto o IAE poderá fazer análises e dar os próximos passos às possíveis resoluções de problemas com o motor. “Os resultados dos testes representam um marco para o Programa Espacial Brasileiro, já que o controle de tecnologias críticas é uma das metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) ”, afirmou o diretor.
Ainda de acordo com Marco Antônio, o trabalho e a parceria entre o Brasil e a Alemanha favorece o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e tem como frutos a troca de conhecimentos entre especialistas, a redução de prazos, riscos e custos dos projetos e a possibilidade de futuras parcerias na área de fabricação de componentes aeroespaciais por empresas brasileiras.
As reuniões de trabalho também contaram com a participação do Chefe do Departamento de Sistemas Lançadores do DLR, Claus Lippert; do diretor do Instituto de Propulsão Espacial do DLR, Professor Stefan Schlechtriem; do gerente de Programas de Desenvolvimento Tecnológico da Airbus Safran Launchers; o engenheiro Jan Alting, do consultor engenheiro Günter Langel e de representantes das empresas Airbus Safran Lauchers e Globo Usinagem.
Fonte: AEB
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AEB discute o Programa Espacial Brasileiro com Agência Alemã
1/11/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) representados pelo diretor de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL), Marco Antônio Vieira de Rezende, e pelo brigadeiro Augusto Luiz de Castro Otero participaram de reuniões com a Agência Espacial Alemã (DLR) no período de 17 a 21 de outubro na Alemanha. Durante o encontro foram discutidos os projetos em andamento e o futuro da parceria, que vem trazendo conquistas no desenvolvimento científico para o Programa Espacial Brasileiro. O futuro da parceria entre as duas agências, bem como os detalhes do Motor-foguete líquido L75 e dos veículos lançadores VLM-1, VS-50, VS-40 e VS-43, desenvolvidos entre as três instituições, também fizeram parte da agenda das reuniões.
O encontro marcou a segunda fase da campanha de ensaios a quente da câmara capacitiva do Motor L75, realizada no banco de ensaios da DLR, em Lampoldhausen, na Alemanha. Os testes tiveram como objetivo verificar os parâmetros de desempenho de combustão, além de medidas de temperatura e possíveis instabilidades de combustão em condições de operação no regime permanente dentro do envelope operacional do motor. Os ensaios ocorreram no último dia 21 de outubro, que marcou o encerramento do evento
Segundo o diretor da AEB, Marco Antônio Rezende, os testes apresentaram excelentes resultados, portanto o IAE poderá fazer análises e dar os próximos passos às possíveis resoluções de problemas com o motor. “Os resultados dos testes representam um marco para o Programa Espacial Brasileiro, já que o controle de tecnologias críticas é uma das metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) ”, afirmou o diretor.
Ainda de acordo com Marco Antônio, o trabalho e a parceria entre o Brasil e a Alemanha favorece o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e tem como frutos a troca de conhecimentos entre especialistas, a redução de prazos, riscos e custos dos projetos e a possibilidade de futuras parcerias na área de fabricação de componentes aeroespaciais por empresas brasileiras.
As reuniões de trabalho também contaram com a participação do Chefe do Departamento de Sistemas Lançadores do DLR, Claus Lippert; do diretor do Instituto de Propulsão Espacial do DLR, Professor Stefan Schlechtriem; do gerente de Programas de Desenvolvimento Tecnológico da Airbus Safran Launchers; o engenheiro Jan Alting, do consultor engenheiro Günter Langel e de representantes das empresas Airbus Safran Lauchers e Globo Usinagem.
Fonte: AEB
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sábado, 29 de outubro de 2016
Propulsão: ensaios do L75 na Alemanha
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INICIADA A SEGUNDA FASE DA CAMPANHA DE ENSAIOS A QUENTE DA CÂMARA DE EMPUXO DO MOTOR L75 NA ALEMANHA
27 de outubro de 2016
Foi iniciada com sucesso, em outubro de 2016, a segunda fase da campanha de ensaios a quente da câmara de empuxo capacitiva do Motor L75 no banco de ensaios P8, do Instituto de Propulsão Espacial do DLR em Lampoldshausen, Alemanha. Para esta fase estão previstos seis dias de ensaio com o objetivo de verificar parâmetros de desempenho de combustão, medidas de temperatura de parede e possíveis instabilidades de combustão em condições de operação no regime permanente dentro do envelope operacional do Motor L75. Os dois primeiros ensaios ocorreram no dia 21 de outubro, evento que marcou o encerramento das reuniões de trabalho iniciadas no dia 17 do mesmo mês na Alemanha.
As reuniões de trabalho contaram com a participação do Chefe do Departamento de Sistemas Lançadores do DLR, Dr. Claus Lippert, do Diretor do Instituto de Propulsão Espacial do DLR, Prof. Dr. Stefan Schlechtriem, do Gerente de Programas de Desenvolvimento Tecnológico da Airbus Safran Launchers, Eng. Jan Alting, do Consultor Eng. Günter Langel, do Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Cel Marco Antonio Vieira de Rezende, do Exmo Diretor do IAE, Brig Augusto Luiz de Castro Otero e integrantes das equipes de desenvolvimento conjunto do Motor L75 do IAE, DLR e Airbus.
Fonte: IAE/DCTA.
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27 de outubro de 2016
Foi iniciada com sucesso, em outubro de 2016, a segunda fase da campanha de ensaios a quente da câmara de empuxo capacitiva do Motor L75 no banco de ensaios P8, do Instituto de Propulsão Espacial do DLR em Lampoldshausen, Alemanha. Para esta fase estão previstos seis dias de ensaio com o objetivo de verificar parâmetros de desempenho de combustão, medidas de temperatura de parede e possíveis instabilidades de combustão em condições de operação no regime permanente dentro do envelope operacional do Motor L75. Os dois primeiros ensaios ocorreram no dia 21 de outubro, evento que marcou o encerramento das reuniões de trabalho iniciadas no dia 17 do mesmo mês na Alemanha.
As reuniões de trabalho contaram com a participação do Chefe do Departamento de Sistemas Lançadores do DLR, Dr. Claus Lippert, do Diretor do Instituto de Propulsão Espacial do DLR, Prof. Dr. Stefan Schlechtriem, do Gerente de Programas de Desenvolvimento Tecnológico da Airbus Safran Launchers, Eng. Jan Alting, do Consultor Eng. Günter Langel, do Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Cel Marco Antonio Vieira de Rezende, do Exmo Diretor do IAE, Brig Augusto Luiz de Castro Otero e integrantes das equipes de desenvolvimento conjunto do Motor L75 do IAE, DLR e Airbus.
Fonte: IAE/DCTA.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Nova edição do "INPE Informa"
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Dando sequência a uma série de entrevistas, a mais recente edição do "INPE Informa", newsletter institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante entrevista com Edson Bel Bosco, responsável pela Coordenação dos Laboratórios Associados (CTE).
Formado por quatro laboratórios - sensores e materiais, plasma, combustão e propulsão, e computação e matemática aplicada, o CTE tem focado sua atuação no desenvolvimento de tecnologias críticas voltadas às atividades espaciais, conforme destacado por Del Bosco na extensa entrevista. Dentre os vários assuntos abordados, destaques para as pesquisas do CTE em fusão nuclear, o envolvimento na missão ASTER, a ser desenvolvida em parceria com a Rússia, e recursos e o apoio da FINEP e FAPESP. Para acessar a entrevista, clique aqui.
O informativo do INPE também apresenta um artigo sobre a atualização e modernização dos laboratórios de testes e qualificação de propulsores de satélites, localizados nas instalações do INPE em Cachoeira Paulista (SP), com informações sobre as principais capacidades e projetos desenvolvidos.
O terceiro e último artigo da edição aborda os programas científicos de mudanças climáticas tocados pelo Instituto, que têm ajudado a consolidar rede de pesquisas em ciência do sistema terrestre do INPE.
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Dando sequência a uma série de entrevistas, a mais recente edição do "INPE Informa", newsletter institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante entrevista com Edson Bel Bosco, responsável pela Coordenação dos Laboratórios Associados (CTE).
Formado por quatro laboratórios - sensores e materiais, plasma, combustão e propulsão, e computação e matemática aplicada, o CTE tem focado sua atuação no desenvolvimento de tecnologias críticas voltadas às atividades espaciais, conforme destacado por Del Bosco na extensa entrevista. Dentre os vários assuntos abordados, destaques para as pesquisas do CTE em fusão nuclear, o envolvimento na missão ASTER, a ser desenvolvida em parceria com a Rússia, e recursos e o apoio da FINEP e FAPESP. Para acessar a entrevista, clique aqui.
O informativo do INPE também apresenta um artigo sobre a atualização e modernização dos laboratórios de testes e qualificação de propulsores de satélites, localizados nas instalações do INPE em Cachoeira Paulista (SP), com informações sobre as principais capacidades e projetos desenvolvidos.
O terceiro e último artigo da edição aborda os programas científicos de mudanças climáticas tocados pelo Instituto, que têm ajudado a consolidar rede de pesquisas em ciência do sistema terrestre do INPE.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015
Professor de universidade inglesa visita UnB
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Professor de universidade inglesa visita UnB
Brasília, 25 de agosto de 2015 – O professor Stephen Gabriel, da Universidade de Southhampton, Inglaterra, especialista da área espacial, com vários trabalhos dedicados ao uso da moderna propulsão a plasma está neste mês de agosto na Universidade de Brasília (UnB) participando de cursos, palestras e atividades de pesquisa nos laboratórios da faculdade de Engenharia do Gama (FGA) e do Instituto de Física (IF).
As atividades de Gabriel na UnB são parte de um extenso programa de trabalho, financiado pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: AEB
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Professor de universidade inglesa visita UnB
Brasília, 25 de agosto de 2015 – O professor Stephen Gabriel, da Universidade de Southhampton, Inglaterra, especialista da área espacial, com vários trabalhos dedicados ao uso da moderna propulsão a plasma está neste mês de agosto na Universidade de Brasília (UnB) participando de cursos, palestras e atividades de pesquisa nos laboratórios da faculdade de Engenharia do Gama (FGA) e do Instituto de Física (IF).
As atividades de Gabriel na UnB são parte de um extenso programa de trabalho, financiado pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: AEB
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Pesquisas em propulsão elétrica na UnB
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Ciência sem Fronteiras traz especialista em Astronáutica para UnB
Brasília, 24 de abril de 2015 – O pesquisador Stephen Gabriel, da Universidade de Southampton, na Inglaterra, foi recebido na quinta-feira (23) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho. Gabriel está no Brasil como integrante do programa Ciência Sem Fronteiras Espacial (CsF Espacial).
O pesquisador desenvolverá no Campus Gama, da Universidade de Brasília (UnB) pesquisas no campo de propulsão elétrica.
O estudo que será desenvolvido em parceria com o professor Paolo Gessini, está relacionado ao uso dos cátodos ocos, dispositivos que fornecem de forma eficiente alta densidade de corrente de elétrons. Gabriel e Gessini buscam gerar protótipos de um propulsor com potência de 100 watts para o lançamento de nanossatélites e cubesats.
“Os cubesats foram desenvolvidos há 20 anos e os nanossatélites há pouco mais que 15, eles permitem maior flexibilidade de aplicações” diz Gabrie. “Há empresas investindo na formação de constelações com pequenos satélites e desenvolver um propulsor de baixo custo fortalece o crescimento desta tecnologia” complementa Gessini.
Segundo ele, o projeto terá duração de três anos. O laboratório no Campus Gama será montado até o fim deste ano e os testes com os protótipos estão programados para 2016 e 2017.
Fonte: AEB
Ciência sem Fronteiras traz especialista em Astronáutica para UnB
Brasília, 24 de abril de 2015 – O pesquisador Stephen Gabriel, da Universidade de Southampton, na Inglaterra, foi recebido na quinta-feira (23) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho. Gabriel está no Brasil como integrante do programa Ciência Sem Fronteiras Espacial (CsF Espacial).
O pesquisador desenvolverá no Campus Gama, da Universidade de Brasília (UnB) pesquisas no campo de propulsão elétrica.
O estudo que será desenvolvido em parceria com o professor Paolo Gessini, está relacionado ao uso dos cátodos ocos, dispositivos que fornecem de forma eficiente alta densidade de corrente de elétrons. Gabriel e Gessini buscam gerar protótipos de um propulsor com potência de 100 watts para o lançamento de nanossatélites e cubesats.
“Os cubesats foram desenvolvidos há 20 anos e os nanossatélites há pouco mais que 15, eles permitem maior flexibilidade de aplicações” diz Gabrie. “Há empresas investindo na formação de constelações com pequenos satélites e desenvolver um propulsor de baixo custo fortalece o crescimento desta tecnologia” complementa Gessini.
Segundo ele, o projeto terá duração de três anos. O laboratório no Campus Gama será montado até o fim deste ano e os testes com os protótipos estão programados para 2016 e 2017.
Fonte: AEB
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
VSB-30 voa na Suécia
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Após o
sucesso do VS-30 na sexta-feira passada, foi a vez do VSB-30. Ocorreu com
sucesso ontem (22) o lançamento desse modelo, desenvolvido e construído no
Brasil, dentro da missão Cryofenix, da agência espacial francesa (CNES). A missão
ocorreu no centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, tendo o foguete alcançado
um apogeu de 265 km e tempo de microgravidade de 6 minutos.
Segundo informações da Swedish Space Corporation (SSC), que executou a operação, o experimento Cryofenix envolve estudos de comportamento de líquidos criogênicos como parte de um programa de tecnologia em propulsão para lançadores da CNES. Tais estudos devem orientar no desenvolvimento do sistema de propulsão do Ariane 6.
Segundo informações da Swedish Space Corporation (SSC), que executou a operação, o experimento Cryofenix envolve estudos de comportamento de líquidos criogênicos como parte de um programa de tecnologia em propulsão para lançadores da CNES. Tais estudos devem orientar no desenvolvimento do sistema de propulsão do Ariane 6.
(Na foto acima, imagem do resgate da carga útil na região do ártico sueco. Créditos: SSC)
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
IAE: queima do Motor Foguete Híbrido H1
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IAE realiza Campanha de Ensaio de Queima do Motor Foguete Híbrido - H1
17/12/2014
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou, no período de 17 a 25 de novembro, catorze ensaios de queima do motor foguete a propulsão híbrida (H1) no banco de ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida da Divisão de Propulsão Espacial (APE). Esta segunda campanha testou o desempenho de diferentes combustíveis como a parafina, o HTPB e a cera apícola, todos combinados com o oxigênio gasoso. O desempenho do motor foguete H1 foi considerado satisfatório, pois validou o projeto dos sistemas de injeção e ignição modificados em consonância com os requisitos de funcionamento do motor, e ratificou os parâmetros propulsivos mais importantes como vazão mássica dos propelentes, pressão na câmara de combustão, empuxo e velocidade característica do propelente.
Objetivos:
O motor H1 tem entre os principais objetivos a capacitação do IAE no desenvolvimento da tecnologia de propulsão híbrida e o treinamento da equipe responsável pelos ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida. O projeto tem como objetivos secundários desenvolver e testar tecnologias ou componentes como injetores, proteções térmicas, combustíveis não tóxicos e não poluentes e ignitores pirotécnicos, além de fomentar a formação acadêmica dos bolsistas PIBIC/IAE e doutorandos do ITA.
Descrição:
O princípio de funcionamento do motor híbrido se baseia na injeção de oxigênio gasoso no interior da câmara de combustão, onde se encontra o combustível sólido. O processo de combustão é iniciado por ignitores pirotécnicos gerando pressões da ordem de 15 bar e empuxo de 1 kN. O vídeo resume as atividades que marcaram esta segunda campanha de ensaios do motor H1.
Apoio:
O projeto é apoiado financeiramente pela ação transversal MCT/CNPq/AEB nº 33/2010 - Formação, Qualificação e Capacitação de RH em Áreas Estratégicas do Setor Espacial, no valor de R$ 216.000,00, aplicados na aquisição de insumos e componentes do motor e para equipar o bancos de teste da APE com sistema de linha de fogo, sensores e válvulas, além de permitir a contratação de bolsistas de desenvolvimento tecnológico.
No IAE a campanha contou com a colaboração da Divisão de Química, parceira no projeto, responsável pelo desenvolvimento de processos de manufatura dos combustíveis, carregamento e integração dos blocos ao tubo motor e montagem da tubeira de grafite; da Divisão de Mecânica, responsável pela usinagem de diferentes componentes do motor H1 e da Divisão de Integração e Ensaios, responsável pelo monitoramento das temperaturas na tubeira através de câmera térmica e pelos registros em vídeo dos ensaios. Na Divisão de Propulsão Espacial a APE-X, desenvolveu o sistema pirotécnico, executando o carregamento, instalação dos ignitores e operação da linha de fogo; o grupo do projeto L75 apoiou tecnicamente o projeto e a campanha do motor H1 e finalmente a APE-E que geriu e disponibilizou seus recursos humanos e infraestrutura de testes para a realização dos ensaios em banco com a supervisão da Coordenadoria de Segurança, DIR-CS.
Fonte: IAE/DCTA
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IAE realiza Campanha de Ensaio de Queima do Motor Foguete Híbrido - H1
17/12/2014
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou, no período de 17 a 25 de novembro, catorze ensaios de queima do motor foguete a propulsão híbrida (H1) no banco de ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida da Divisão de Propulsão Espacial (APE). Esta segunda campanha testou o desempenho de diferentes combustíveis como a parafina, o HTPB e a cera apícola, todos combinados com o oxigênio gasoso. O desempenho do motor foguete H1 foi considerado satisfatório, pois validou o projeto dos sistemas de injeção e ignição modificados em consonância com os requisitos de funcionamento do motor, e ratificou os parâmetros propulsivos mais importantes como vazão mássica dos propelentes, pressão na câmara de combustão, empuxo e velocidade característica do propelente.
Objetivos:
O motor H1 tem entre os principais objetivos a capacitação do IAE no desenvolvimento da tecnologia de propulsão híbrida e o treinamento da equipe responsável pelos ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida. O projeto tem como objetivos secundários desenvolver e testar tecnologias ou componentes como injetores, proteções térmicas, combustíveis não tóxicos e não poluentes e ignitores pirotécnicos, além de fomentar a formação acadêmica dos bolsistas PIBIC/IAE e doutorandos do ITA.
Descrição:
O princípio de funcionamento do motor híbrido se baseia na injeção de oxigênio gasoso no interior da câmara de combustão, onde se encontra o combustível sólido. O processo de combustão é iniciado por ignitores pirotécnicos gerando pressões da ordem de 15 bar e empuxo de 1 kN. O vídeo resume as atividades que marcaram esta segunda campanha de ensaios do motor H1.
Apoio:
O projeto é apoiado financeiramente pela ação transversal MCT/CNPq/AEB nº 33/2010 - Formação, Qualificação e Capacitação de RH em Áreas Estratégicas do Setor Espacial, no valor de R$ 216.000,00, aplicados na aquisição de insumos e componentes do motor e para equipar o bancos de teste da APE com sistema de linha de fogo, sensores e válvulas, além de permitir a contratação de bolsistas de desenvolvimento tecnológico.
No IAE a campanha contou com a colaboração da Divisão de Química, parceira no projeto, responsável pelo desenvolvimento de processos de manufatura dos combustíveis, carregamento e integração dos blocos ao tubo motor e montagem da tubeira de grafite; da Divisão de Mecânica, responsável pela usinagem de diferentes componentes do motor H1 e da Divisão de Integração e Ensaios, responsável pelo monitoramento das temperaturas na tubeira através de câmera térmica e pelos registros em vídeo dos ensaios. Na Divisão de Propulsão Espacial a APE-X, desenvolveu o sistema pirotécnico, executando o carregamento, instalação dos ignitores e operação da linha de fogo; o grupo do projeto L75 apoiou tecnicamente o projeto e a campanha do motor H1 e finalmente a APE-E que geriu e disponibilizou seus recursos humanos e infraestrutura de testes para a realização dos ensaios em banco com a supervisão da Coordenadoria de Segurança, DIR-CS.
Fonte: IAE/DCTA
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Cooperação Brasil - Suécia: VLM
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Sueca SSC vai construir base em Alcântara
05/11/2014
Por Virgínia Silveira | De Gothenburg e Satenäs (Suécia)
A SSC (Swedish Space Corporation) vai construir dois centros de lançamento para o foguete brasileiro VLM (Veículo Lançador de Satélites), em Alcântara, no Maranhão, e no Centro Espacial de Esrange, na Suécia. O primeiro passo para viabilizar o plano é assinatura de um acordo de parceria com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que coordena o desenvolvimento do foguete. A assinatura deve ocorrer em dezembro.
O acordo, segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, prevê o intercâmbio de informações e de recursos humanos na área de desenvolvimento e de operações de lançamento, assim como de tecnologias de propulsão espacial e de propelentes ecológicos, entre outros projetos. A parceria, ainda segundo o brigadeiro, é desdobramento de um acordo especial assinado entre as Agências Espaciais do Brasil (AEB) e da Suécia (SNSB), em fevereiro.
A responsável pela área de tecnologia da SSC, Anna Rathsman, disse planeja utilizar o VLM para o lançamento de micro e nanossatélites para o mercado europeu. A executiva afirmou que não tem uma projeção do mercado global para veículos na categoria do VLM, mas que uma estimativa inicial feita pela SSC prevê o lançamento de pelo menos dois foguetes por ano do Centro de Esrange.
Segundo o Valor apurou, por apresentar um baixo custo de produção e de complexidade técnica, além de um ciclo de desenvolvimento rápido, o VLM tem um mercado potencial superior a dez lançamentos por ano.
O diretor do DCTA disse a SSC já definiu o local para a construção do sítio de lançamento em Esrange. "Estudos já feitos por especialistas indicam a existência de um mercado promissor para o VLM, tendo em vista que não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos)", afirmou.
Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites de carona. O VLM teria um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões. Seu desenvolvimento é feito pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa e desenvolvimento do DCTA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financia parte do projeto, avaliado em R$ 100 milhões.
O próximo passo do projeto do VLM é a contratação da fabricação da parte estrutural do motor foguete, o S50. A empresa Cenic já concluiu o projeto de desenvolvimento do motor. Feito em fibra de carbono, o S50 será o maior motor foguete já construído pelo IAE. A Avibras fez o estudo de viabilidade de carregamento do motor com propelente (combustível).
O DLR utiliza o foguete brasileiro VS-40 para o experimento científico Shefex, considerado o principal programa espacial da Alemanha. De acordo com o DCTA, os alemães querem utilizar o foguete VLM para o lançamento do experimento Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge Flight Experiment), que irá testar o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.
O vice-diretor do IAE, coronel aviador Avandelino Santana Júnior, disse que o teste de qualificação em voo do VLM deverá acontecer em dois anos. A fabricação do foguete será feita pelo setor espacial brasileiro. Ele afirmou que o VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.
A SSC já mantinha um relacionamento próximo ao DCTA desde 2005, por meio da utilização dos foguetes de sondagem VSB-30 (desenvolvidos pelo IAE), que fazem o lançamento de cargas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade.
Com faturamento de 524 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 71 milhões) por ano e mais de 600 funcionários, a SSC fornece serviços de gestão de satélite e de lançamento de foguetes e balões, além do desenvolver subsistemas para aplicações aeroespaciais.
Fonte: Valor Econômico.
Sueca SSC vai construir base em Alcântara
05/11/2014
Por Virgínia Silveira | De Gothenburg e Satenäs (Suécia)
A SSC (Swedish Space Corporation) vai construir dois centros de lançamento para o foguete brasileiro VLM (Veículo Lançador de Satélites), em Alcântara, no Maranhão, e no Centro Espacial de Esrange, na Suécia. O primeiro passo para viabilizar o plano é assinatura de um acordo de parceria com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que coordena o desenvolvimento do foguete. A assinatura deve ocorrer em dezembro.
O acordo, segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, prevê o intercâmbio de informações e de recursos humanos na área de desenvolvimento e de operações de lançamento, assim como de tecnologias de propulsão espacial e de propelentes ecológicos, entre outros projetos. A parceria, ainda segundo o brigadeiro, é desdobramento de um acordo especial assinado entre as Agências Espaciais do Brasil (AEB) e da Suécia (SNSB), em fevereiro.
A responsável pela área de tecnologia da SSC, Anna Rathsman, disse planeja utilizar o VLM para o lançamento de micro e nanossatélites para o mercado europeu. A executiva afirmou que não tem uma projeção do mercado global para veículos na categoria do VLM, mas que uma estimativa inicial feita pela SSC prevê o lançamento de pelo menos dois foguetes por ano do Centro de Esrange.
Segundo o Valor apurou, por apresentar um baixo custo de produção e de complexidade técnica, além de um ciclo de desenvolvimento rápido, o VLM tem um mercado potencial superior a dez lançamentos por ano.
O diretor do DCTA disse a SSC já definiu o local para a construção do sítio de lançamento em Esrange. "Estudos já feitos por especialistas indicam a existência de um mercado promissor para o VLM, tendo em vista que não existe nenhum outro foguete dedicado para atender a essa faixa de mercado (lançamento de cargas úteis de 120 a 150 quilos)", afirmou.
Os concorrentes do VLM são foguetes de grande porte, que levam pequenos satélites de carona. O VLM teria um custo de lançamento baixo, inferior a US$ 10 milhões. Seu desenvolvimento é feito pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa e desenvolvimento do DCTA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que financia parte do projeto, avaliado em R$ 100 milhões.
O próximo passo do projeto do VLM é a contratação da fabricação da parte estrutural do motor foguete, o S50. A empresa Cenic já concluiu o projeto de desenvolvimento do motor. Feito em fibra de carbono, o S50 será o maior motor foguete já construído pelo IAE. A Avibras fez o estudo de viabilidade de carregamento do motor com propelente (combustível).
O DLR utiliza o foguete brasileiro VS-40 para o experimento científico Shefex, considerado o principal programa espacial da Alemanha. De acordo com o DCTA, os alemães querem utilizar o foguete VLM para o lançamento do experimento Shefex 3 (da sigla em inglês Sharp Edge Flight Experiment), que irá testar o comportamento de novos materiais e tipos de proteção térmica necessários para o desenvolvimento de tecnologia de voos hipersônicos e de veículos lançadores reutilizáveis.
O vice-diretor do IAE, coronel aviador Avandelino Santana Júnior, disse que o teste de qualificação em voo do VLM deverá acontecer em dois anos. A fabricação do foguete será feita pelo setor espacial brasileiro. Ele afirmou que o VLM é um foguete configurado para lançar micro e nanossatélites de sensoriamento remoto, experimentos científicos e com aplicação meteorológica em baixa altitude.
A SSC já mantinha um relacionamento próximo ao DCTA desde 2005, por meio da utilização dos foguetes de sondagem VSB-30 (desenvolvidos pelo IAE), que fazem o lançamento de cargas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade.
Com faturamento de 524 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 71 milhões) por ano e mais de 600 funcionários, a SSC fornece serviços de gestão de satélite e de lançamento de foguetes e balões, além do desenvolver subsistemas para aplicações aeroespaciais.
Fonte: Valor Econômico.
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sábado, 11 de outubro de 2014
Voo do VS-30: vídeo da Operação Raposa
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A Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) divulgou no final desta semana um vídeo dos preparativos e do lançamento do foguete de sondagem VS-30, realizado com sucesso no início de setembro (leia mais aqui), a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
INPE Cachoeira Paulista: 44 anos
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INPE de Cachoeira Paulista comemora 44 anos
Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014
Em Cachoeira Paulista, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CST), o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), a Divisão de Geração de Imagens (DGI) e o Projeto BDA para monitoramento da atividade solar, entre outros experimentos e atividades.
“Cada área de atuação do Instituto desenvolve projetos de pesquisa básica, pesquisa aplicada e desenvolvimento, disponibilizando produtos e serviços inovadores que impactam a vida da sociedade”, disse Leonel Perondi, diretor do INPE, durante a solenidade em comemoração aos 43 anos da Unidade de Cachoeira Paulista, realizada no último dia 30 de setembro.
Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.
Na ocasião, Perondi citou desafios superados recentemente, como a realização de concurso público para regularizar a situação de servidores temporários. Também destacou a antecipação para o próximo mês de dezembro do lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-4, inicialmente programado para o final de 2015.
“Todos os eventos com alto risco de prazo foram cumpridos como planejado, permitindo que a integração do CBERS-4 fosse cumprida. Assim, foi com grande entusiasmo que a equipe brasileira participou, na última semana, em Beijing, da revisão final que liberou o transporte do CBERS-4 para a base de lançamento. No período de outubro a dezembro o satélite será integrado ao lançador, e tem seu lançamento, conforme o cronograma linha de base, agendado para a primeira quinzena de dezembro”, ressaltou o diretor do INPE. “O esforço liderado pelo Instituto terá colocado, em dois anos consecutivos, dois satélites no “launch pad”, constituindo-se em uma grande demonstração de competência e vigor técnico das equipes do INPE e de sua contraparte chinesa, a CAST (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial)”, completou.
Mais uma vez, Perondi enfatizou a necessidade urgente da recomposição do quadro de servidores do Instituto e homenageou, de forma especial, os servidores e colaboradores da área de gestão.
“Apesar da falta de quadros já há um longo tempo, o núcleo de gestão do INPE de Cachoeira Paulista vem operando com esmero e dedicação, desdobrando-se para o cumprimento do grande número de responsabilidades. Esta situação tem se exacerbado, significativamente, ao longo do último ano, devido ao grande número de aposentadorias ocorridas nesta área”, disse o diretor.
Apresentações
Ainda durante a solenidade em comemoração aos 44 anos do INPE de Cachoeira Paulista, alguns dos principais projetos e realizações da unidade foram apresentados por José Antonio Aravéquia, chefe do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC); Ivan Marcio Barbosa, chefe da Divisão de Geração de Imagens (DGI); Fernando de Souza Costa, chefe do Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP); Jean Ometto, chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CST); e Hanumant S. Sawant, coordenador do projeto BDA (Brazilian Decimetric Array), um radiointerferômetro que possui um conjunto de antenas para rastreio do Sol.
Confira aqui a apresentação do CPTEC
Confira aqui a apresentação do LCP
Confira aqui a apresentação da DGI
Confira aqui a apresentação do CST
Confira aqui a apresentação do BDA
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INPE de Cachoeira Paulista comemora 44 anos
Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014
Em Cachoeira Paulista, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CST), o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), a Divisão de Geração de Imagens (DGI) e o Projeto BDA para monitoramento da atividade solar, entre outros experimentos e atividades.
“Cada área de atuação do Instituto desenvolve projetos de pesquisa básica, pesquisa aplicada e desenvolvimento, disponibilizando produtos e serviços inovadores que impactam a vida da sociedade”, disse Leonel Perondi, diretor do INPE, durante a solenidade em comemoração aos 43 anos da Unidade de Cachoeira Paulista, realizada no último dia 30 de setembro.
Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.
Na ocasião, Perondi citou desafios superados recentemente, como a realização de concurso público para regularizar a situação de servidores temporários. Também destacou a antecipação para o próximo mês de dezembro do lançamento do satélite sino-brasileiro CBERS-4, inicialmente programado para o final de 2015.
“Todos os eventos com alto risco de prazo foram cumpridos como planejado, permitindo que a integração do CBERS-4 fosse cumprida. Assim, foi com grande entusiasmo que a equipe brasileira participou, na última semana, em Beijing, da revisão final que liberou o transporte do CBERS-4 para a base de lançamento. No período de outubro a dezembro o satélite será integrado ao lançador, e tem seu lançamento, conforme o cronograma linha de base, agendado para a primeira quinzena de dezembro”, ressaltou o diretor do INPE. “O esforço liderado pelo Instituto terá colocado, em dois anos consecutivos, dois satélites no “launch pad”, constituindo-se em uma grande demonstração de competência e vigor técnico das equipes do INPE e de sua contraparte chinesa, a CAST (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial)”, completou.
Mais uma vez, Perondi enfatizou a necessidade urgente da recomposição do quadro de servidores do Instituto e homenageou, de forma especial, os servidores e colaboradores da área de gestão.
“Apesar da falta de quadros já há um longo tempo, o núcleo de gestão do INPE de Cachoeira Paulista vem operando com esmero e dedicação, desdobrando-se para o cumprimento do grande número de responsabilidades. Esta situação tem se exacerbado, significativamente, ao longo do último ano, devido ao grande número de aposentadorias ocorridas nesta área”, disse o diretor.
Apresentações
Ainda durante a solenidade em comemoração aos 44 anos do INPE de Cachoeira Paulista, alguns dos principais projetos e realizações da unidade foram apresentados por José Antonio Aravéquia, chefe do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC); Ivan Marcio Barbosa, chefe da Divisão de Geração de Imagens (DGI); Fernando de Souza Costa, chefe do Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP); Jean Ometto, chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CST); e Hanumant S. Sawant, coordenador do projeto BDA (Brazilian Decimetric Array), um radiointerferômetro que possui um conjunto de antenas para rastreio do Sol.
Confira aqui a apresentação do CPTEC
Confira aqui a apresentação do LCP
Confira aqui a apresentação da DGI
Confira aqui a apresentação do CST
Confira aqui a apresentação do BDA
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Programa Espacial: orçamentos de 2014 e 2015
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Apresentamos a seguir algumas informações resumidas sobre a execução orçamentária da Agência Espacial Brasileira (AEB) ao longo deste ano, e também as expectativas para 2015.
Execução orçamentária em 2014
A lei orçamentária de 2014 fixou um limite para a AEB de R$ 295,8 milhões, montante que foi posteriormente reduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em R$ 40 milhões, o que teve consequências (negativas) nas ações planejadas. Foi descentralizado aos órgãos executores (INPE) um total de R$ 126,5 milhões, cabendo à AEB a execução interna de R$ 169,3 milhões. Até o momento, a Agência executou R$ 102,9 milhões, cifra que representa aproximadamente 40% do limite orçamentário autorizado.
Previsão para 2015
Embora ainda sujeitos à alterações, especialmente se considerarmos o cenário eleitoral, os números preliminares para o ano que vem não são muito animadores. A AEB deverá contar com R$ 255 milhões, o que representa uma redução de cerca de R$ 40 milhões em relação ao último ano.
Existe, porém, uma possibilidade concreta de expansão do valor em R$ 40,7 milhões, com a destinação específica para o Programa de Absorção e Transferência de Tecnologia, no âmbito do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Vale mencionar que o pacote de transferência tecnológica associado ao SGDC, previsto em memorando de entendimentos assinado entre a AEB e a Thales Alenia Space em dezembro de 2013 é avaliado em cerca de US$ 80 milhões.
- Infraestrutura Espacial: a destinação prevista é de R$ 33,16 milhões, montante mínimo necessário para evitar a degradação da infraestrutura atual.
- Veículos Lançadores e Tecnologias Críticas: em matéria de lançadores, o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) terá prioridade, buscando-se assegurar o seu voo de qualificação em 2016. A destinação prevista será de pouco menos de R$40 milhões. Os recursos necessários para a execução da missão do VLS-1 (VSISNAV) estão assegurados, no âmbito de um convênio firmado em 2012 entre a AEB e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) (recursos originários da FINEP). O projeto de desenvolvimento do L75, um motor a propulsão líquida, também mereceu prioridade, e junto com outras tecnologias críticas, deve receber R$ 51,27 milhões.
- Satélites: a previsão é de R$ 95,78 milhões para o início o desenvolvimento do CBERS 4A, dando continuidade à segunda geração do projeto sino-brasileiro, conclusão do Amazônia-1, de observação terrestre, e também para o SABIA-Mar, missão conjunta com a Argentina.
- Infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA): haverá redução nos investimentos em 2015 para algo em torno de R$ 15 milhões, em razão principalmente das indefinições que rondam a binacional Alcântara Cyclone Space. A estimativa atual é de que hoje sejam necessários ao menos US$ 180 milhões para a finalização da infraestruturada associada ao sítio de lançamento do Cyclone 4.
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Apresentamos a seguir algumas informações resumidas sobre a execução orçamentária da Agência Espacial Brasileira (AEB) ao longo deste ano, e também as expectativas para 2015.
Execução orçamentária em 2014
A lei orçamentária de 2014 fixou um limite para a AEB de R$ 295,8 milhões, montante que foi posteriormente reduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em R$ 40 milhões, o que teve consequências (negativas) nas ações planejadas. Foi descentralizado aos órgãos executores (INPE) um total de R$ 126,5 milhões, cabendo à AEB a execução interna de R$ 169,3 milhões. Até o momento, a Agência executou R$ 102,9 milhões, cifra que representa aproximadamente 40% do limite orçamentário autorizado.
Previsão para 2015
Embora ainda sujeitos à alterações, especialmente se considerarmos o cenário eleitoral, os números preliminares para o ano que vem não são muito animadores. A AEB deverá contar com R$ 255 milhões, o que representa uma redução de cerca de R$ 40 milhões em relação ao último ano.
Existe, porém, uma possibilidade concreta de expansão do valor em R$ 40,7 milhões, com a destinação específica para o Programa de Absorção e Transferência de Tecnologia, no âmbito do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Vale mencionar que o pacote de transferência tecnológica associado ao SGDC, previsto em memorando de entendimentos assinado entre a AEB e a Thales Alenia Space em dezembro de 2013 é avaliado em cerca de US$ 80 milhões.
- Infraestrutura Espacial: a destinação prevista é de R$ 33,16 milhões, montante mínimo necessário para evitar a degradação da infraestrutura atual.
- Veículos Lançadores e Tecnologias Críticas: em matéria de lançadores, o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) terá prioridade, buscando-se assegurar o seu voo de qualificação em 2016. A destinação prevista será de pouco menos de R$40 milhões. Os recursos necessários para a execução da missão do VLS-1 (VSISNAV) estão assegurados, no âmbito de um convênio firmado em 2012 entre a AEB e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) (recursos originários da FINEP). O projeto de desenvolvimento do L75, um motor a propulsão líquida, também mereceu prioridade, e junto com outras tecnologias críticas, deve receber R$ 51,27 milhões.
- Satélites: a previsão é de R$ 95,78 milhões para o início o desenvolvimento do CBERS 4A, dando continuidade à segunda geração do projeto sino-brasileiro, conclusão do Amazônia-1, de observação terrestre, e também para o SABIA-Mar, missão conjunta com a Argentina.
- Infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA): haverá redução nos investimentos em 2015 para algo em torno de R$ 15 milhões, em razão principalmente das indefinições que rondam a binacional Alcântara Cyclone Space. A estimativa atual é de que hoje sejam necessários ao menos US$ 180 milhões para a finalização da infraestruturada associada ao sítio de lançamento do Cyclone 4.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014
Após o VS-30, novas missões
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O voo bem sucedido do foguete de sondagem VS-30 na noite da última segunda-feira (1º), dentro da Operação Raposa, representa uma boa notícia para o programa brasileiro de foguetes e lançadores, carente de novidades já há vários anos.
Como foi largamente noticiado, inclusive pela grande imprensa, a missão envolveu o ensaio de tecnologia de propulsão líquida, desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), em parceria com a Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP). Foi testado o Estágio Propulsivo Líquido (EPL), composto pelo motor L5 e por um sistema de alimentação (SAMF), e que funciona tendo oxigênio líquido e etanol como combustíveis.
Novas missões
Se tudo correr conforme o planejado, outras duas missões importantes podem acontecer dentro dos próximos meses, até meados de 2015: um lançamento do VS-40M, num ensaio envolvendo o projeto do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), e um VSB-30, para experimentos em ambiente de microgravidade.
Aliás, sobre os projetos nacionais de foguetes e as próximas missões, vale a leitura da reportagem "Gravidade Zero", publicada na edição de agosto da Revista FAPESP. A matéria traz várias informações interessantes.
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O voo bem sucedido do foguete de sondagem VS-30 na noite da última segunda-feira (1º), dentro da Operação Raposa, representa uma boa notícia para o programa brasileiro de foguetes e lançadores, carente de novidades já há vários anos.
Como foi largamente noticiado, inclusive pela grande imprensa, a missão envolveu o ensaio de tecnologia de propulsão líquida, desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), em parceria com a Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP). Foi testado o Estágio Propulsivo Líquido (EPL), composto pelo motor L5 e por um sistema de alimentação (SAMF), e que funciona tendo oxigênio líquido e etanol como combustíveis.
Novas missões
Se tudo correr conforme o planejado, outras duas missões importantes podem acontecer dentro dos próximos meses, até meados de 2015: um lançamento do VS-40M, num ensaio envolvendo o projeto do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), e um VSB-30, para experimentos em ambiente de microgravidade.
Aliás, sobre os projetos nacionais de foguetes e as próximas missões, vale a leitura da reportagem "Gravidade Zero", publicada na edição de agosto da Revista FAPESP. A matéria traz várias informações interessantes.
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Operação Raposa: VS-30 voa com sucesso
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Brasília, 2 de setembro de 2014 – Foi realizado com sucesso na noite desta segunda-feira (1º) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o lançamento do foguete VS-30 V13, que teve como carga útil ativa um motor L5 movido a propelente líquido. A coordenação geral da operação é de responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
O lançamento ocorreu às 23h02 e o voo do foguete durou três minutos e 34 segundos, tempo em que alcançou a área de segurança prevista para a operação. Durante o trajeto foram feitas a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, concebido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
Também foi verificado todo o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, durante 90 segundos, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor pelo tempo previsto”, afirmou o coronel aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa.
Segundo ele, o lançamento previsto para ocorrer na sexta-feira (29/8) foi adiado para que as equipes verificassem um problema de pressurização no sistema de abastecimento do veículo.
“Após os ensaios realizados no final de semana, decidimos transferir as atividades para o período da tarde desta segunda, culminando com o lançamento noturno a fim de solucionar dificuldades de abastecimento do Estágio Propulsivo Líquido (EPL) com oxigênio líquido. Não tenho dúvidas de que tiramos lições importantes com esta operação e que colocamos o Brasil num rol de países que detém tecnologia própria para operar veículos espaciais movidos a propelente líquido”, finaliza o coordenador.
Para o diretor do CLA, coronel engenheiro Cesar Demétrio Santos, o lançamento representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais.
Demos um passo essencial visando à operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores”.
Recurso – A Operação Raposa, iniciada no último dia 12 de agosto, é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e teve o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB).
O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao veículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A empresa Orbital Engenharia é responsável pelo Sistema de Alimentação Motor Foguete (SAMF) e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE.
O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabiliza pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Outra participação importante é do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), que responde pela verificação da calibração dos instrumentos.
A Marinha do Brasil (MB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente, condição importante para o sucesso da operação.
Fonte: AEB / CLA.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014
VS-30 e ensaio de propulsão líquida
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Brasil faz teste inédito com foguete movido à propulsão líquida
Brasília, 27 de agosto de 2014 – Um veículo espacial movido a combustível líquido será testado pela primeira vez no país. O lançamento do VS-30 V13, está programado para sexta-feira (29) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em São Luis, no Maranhão.
O foguete, que tem 10,8 metros de altura e 1,8 toneladas de peso, voará levando como carga útil o Estágio Líquido Propulsivo (EPL), que utiliza etanol e oxigênio líquido, desenvolvido em conjunto pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e empresa Orbital Engenharia, e o sistema GPS para uso espacial, desenvolvido em cooperação pela Universidade Federal do Rio Grande o Norte (UFRN) e o IAE. Esses projetos tiveram suporte financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Segundo o coronel Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa, na qual se realiza o teste, o sucesso da operação, nomeada de ação de lançamento do VS-30, trará significativos resultados para o país.
“O décimo terceiro voo desse foguete é um marco importante para a indústria aeroespacial nacional. Ele pode abrir outras possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido”. Abre também caminho para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no Brasil, destaca Santana.
Fonte: AEB, com informações do Ministério da Defesa.
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domingo, 17 de agosto de 2014
Mais informações sobre a Operação Raposa
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Operação Raposa realiza teste inédito com foguete de sondagem
Brasília, 15 de agosto de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, iniciou na terça-feira (12) a Operação Raposa. A atividade, coordenada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), objetiva o lançamento do foguete de sondagem VS-30 V13, portando uma carga útil denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) com dispositivos embarcados do IAE, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia.
No vôo serão realizados experimentos com a transmissão e coleta de dados (pressão, temperatura, rotação, aceleração, vibração) da performance do foguete lançado.
Na quarta-feira (13), a equipe envolvida na Operação participou de um encontro para detalhamento das informações sobre os objetivos do lançamento, características do veículo, facilidades e apoio logístico e procedimentos de segurança.
Uma estação móvel de telemetria do IAE apoiará as estações do CLA na coleta de parâmetros de vôo do foguete. A programação para o lançamento do VS-30 é o próximo dia 29. Antes, no dia (21), deve ser lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) na Operação Águia 2, que testará todos os meios de solo disponíveis preparando a equipe para o evento principal.
“O décimo terceiro vôo do VS-30 será um marco importante para a indústria aeroespacial nacional, pois, pela primeira vez, será testado no Brasil um foguete com combustível líquido embarcado, fruto de anos de pesquisas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Com o sucesso da operação, novas possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido são abertas para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no país”, afirma o Coronel Aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa.
Também participam da atividade engenheiros da Agência Espacial Alemã (DLR), que operam a estação móvel de telemetria; técnicos do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), além dos esquadrões de transporte de carga e pessoal, esclarecimento de área marítima e de Evacuação Aeromédica.
O Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (Ctla) participa com o transporte de material e equipamentos de apoio à campanha de lançamento. Nos dias de lançamentos, a Marinha atua no isolamento do tráfego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) interdita o tráfego aéreo na região.
Fonte: CLA, via AEB.
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Operação Raposa realiza teste inédito com foguete de sondagem
Brasília, 15 de agosto de 2014 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, iniciou na terça-feira (12) a Operação Raposa. A atividade, coordenada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), objetiva o lançamento do foguete de sondagem VS-30 V13, portando uma carga útil denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) com dispositivos embarcados do IAE, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia.
No vôo serão realizados experimentos com a transmissão e coleta de dados (pressão, temperatura, rotação, aceleração, vibração) da performance do foguete lançado.
Na quarta-feira (13), a equipe envolvida na Operação participou de um encontro para detalhamento das informações sobre os objetivos do lançamento, características do veículo, facilidades e apoio logístico e procedimentos de segurança.
Uma estação móvel de telemetria do IAE apoiará as estações do CLA na coleta de parâmetros de vôo do foguete. A programação para o lançamento do VS-30 é o próximo dia 29. Antes, no dia (21), deve ser lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) na Operação Águia 2, que testará todos os meios de solo disponíveis preparando a equipe para o evento principal.
“O décimo terceiro vôo do VS-30 será um marco importante para a indústria aeroespacial nacional, pois, pela primeira vez, será testado no Brasil um foguete com combustível líquido embarcado, fruto de anos de pesquisas no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Com o sucesso da operação, novas possibilidades de desenvolvimento de motores foguetes a propelente líquido são abertas para aplicação em outros veículos aeroespaciais fabricados no país”, afirma o Coronel Aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador geral da Operação Raposa.
Também participam da atividade engenheiros da Agência Espacial Alemã (DLR), que operam a estação móvel de telemetria; técnicos do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), além dos esquadrões de transporte de carga e pessoal, esclarecimento de área marítima e de Evacuação Aeromédica.
O Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (Ctla) participa com o transporte de material e equipamentos de apoio à campanha de lançamento. Nos dias de lançamentos, a Marinha atua no isolamento do tráfego marítimo e na comunicação com os navegantes, bem como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) interdita o tráfego aéreo na região.
Fonte: CLA, via AEB.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
IAE: Operação Raposa
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IAE inicia a Operação Raposa
13/08/2014
Teve início ontem, dia 12 de agosto, a Operação Raposa, com o embarque das equipes, para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
A Operação tem como objetivo geral realizar o lançamento e o rastreio do foguete de sondagem VS-30 V13 com uma carga útil científica denominada EPL-ME, portando experimentos do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia, de forma a permitir a realização dos experimentos e assegurar a transmissão e recepção das medidas realizadas durante o voo.
Tem ainda como missão deduzida:
1. Realizar a verificação funcional autônoma do Modelo de Engenharia do Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) na configuração de voo, utilizando como par propelente álcool etílico e oxigênio líquido;
2. Testar a interface do EPL-ME com o propulsor S30 a propelente sólido;
3. Testar o carregamento do reservatório de oxigênio líquido e as interfaces do SAMF com o Lançador de Porte Médio do CLA;
4. Apoiar o desenvolvimento de um sistema GPS para uso espacial desenvolvido em cooperação entre a UFRN e o IAE, com suporte financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB);
5. Manter a operacionalidade dos centros de lançamento; e
6. Dar prosseguimento ao Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: IAE/DCTA
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IAE inicia a Operação Raposa
13/08/2014
Teve início ontem, dia 12 de agosto, a Operação Raposa, com o embarque das equipes, para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
A Operação tem como objetivo geral realizar o lançamento e o rastreio do foguete de sondagem VS-30 V13 com uma carga útil científica denominada EPL-ME, portando experimentos do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa Orbital Engenharia, de forma a permitir a realização dos experimentos e assegurar a transmissão e recepção das medidas realizadas durante o voo.
Tem ainda como missão deduzida:
1. Realizar a verificação funcional autônoma do Modelo de Engenharia do Estágio Propulsivo a Propelente Líquido (EPL-ME) na configuração de voo, utilizando como par propelente álcool etílico e oxigênio líquido;
2. Testar a interface do EPL-ME com o propulsor S30 a propelente sólido;
3. Testar o carregamento do reservatório de oxigênio líquido e as interfaces do SAMF com o Lançador de Porte Médio do CLA;
4. Apoiar o desenvolvimento de um sistema GPS para uso espacial desenvolvido em cooperação entre a UFRN e o IAE, com suporte financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB);
5. Manter a operacionalidade dos centros de lançamento; e
6. Dar prosseguimento ao Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: IAE/DCTA
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sexta-feira, 18 de julho de 2014
Queima de propulsor S30
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Motor para veículo de sondagem passa por ensaio no IAE
Brasília, 18 de julho de 2014 – O propulsor S30 desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), para ser o primeiro estágio do veículo de sondagem VS-30 e segundo estágio do veículo de sondagem VSB-30, foi testado com sucesso em queima de bancada na terça-feira (15).
A atividade, realizada no âmbito da Operação Acapú, objetivou a medição dos parâmetros de empuxo e pressão do propulsor e avaliar: o desempenho da tubeira, confeccionada com grafite; a temperatura das principais partes metálicas do propulsor e o seu comportamento dinâmico durante o ensaio de queima.
Estas medições foram executadas utilizando dois sistemas distintos de aquisição de dados, telemetria e solo, totalizando 46 canais de medição. Na operação foram envolvidos direta e indiretamente mais de 60 servidores do IAE.
Observação preliminar dos resultados das medições realizadas indica que os objetivos da operação foram alcançados.
Fonte: IAE, via AEB.
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