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Alunos da Pós em Engenharia do INPE promovem workshop
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015
O 6º Workshop em Engenharia e Tecnologia Espaciais (WETE) será realizado nos dias 18 e 19 de agosto no Auditório Fernando de Mendonça (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Promovido pelos próprios alunos da Pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do INPE, o workshop pretende estimular um ambiente criativo, inovador, desafiador e de produção científica.
A edição de 2015 conta com 34 trabalhos distribuídos em 5 sessões técnicas e terá uma apresentação de Andrea Bondavalli, Professor of Computer Science at the University of Firenze, sobre Dependability modeling and analysis integrated in a model- driven engineering framework. Está também programada uma palestra de Raphael Cardoso Mota Pereira com o tema Empreendedorismo SEBRAE.
Haverá ainda a sessão especial Three Minute Thesis (3MT®), em que o autor tem três minutos para explicar seu trabalho para uma plateia não conhecedora do assunto.
O workshop promove a integração entre as quatro áreas do Programa de Pós-graduação da ETE/INPE: Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais, Combustão e Propulsão, Mecânica Espacial e Controle, e Materiais e Sensores. Cada uma dessas áreas, com suas respectivas linhas de pesquisa e desenvolvimento, abrange disciplinas que, juntas, complementam o conhecimento necessário para os estudos relacionados à Engenharia Espacial.
Mais informações em: http://www.inpe.br/wete/index.php
Fonte: INPE
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
The Economist: "Ten, nine, ten..."
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O mais recente número da prestigiada publicação inglesa The Economist traz um interessante e sucinto artigo, que vale a leitura, sobre o momento por que passa o Programa Espacial Brasileiro. O título "Ten, nine, ten...", traduzido para o português como "Dez, nove, dez...", já é suficientemente revelador sobre o seu conteúdo.
Mostra os atrasos e idas e vindas do programa nacional, com restrições financeiras e também problemas diplomáticos, como a recente denúncia pelo lado brasileiro do acordo com a Ucrânia para a exploração comercial de Alcântara, no Maranhão, que deu origem à Alcântara Cyclone Space.
O texto foi reproduzido no Brasil pela revista Galileu (veja aqui).
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O mais recente número da prestigiada publicação inglesa The Economist traz um interessante e sucinto artigo, que vale a leitura, sobre o momento por que passa o Programa Espacial Brasileiro. O título "Ten, nine, ten...", traduzido para o português como "Dez, nove, dez...", já é suficientemente revelador sobre o seu conteúdo.
Mostra os atrasos e idas e vindas do programa nacional, com restrições financeiras e também problemas diplomáticos, como a recente denúncia pelo lado brasileiro do acordo com a Ucrânia para a exploração comercial de Alcântara, no Maranhão, que deu origem à Alcântara Cyclone Space.
O texto foi reproduzido no Brasil pela revista Galileu (veja aqui).
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sábado, 8 de agosto de 2015
MapSAT: aplicativo do INPE para meteorologia
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Aplicativo MapSAT mostra imagens meteorológicas
Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015
Para atender a demanda por imagens de satélites meteorológicos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) oferece o aplicativo para celulares MapSAT. Desenvolvido pela equipe da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), o aplicativo é gratuito e está disponível no Google Play.
Com o MapSAT é possível visualizar as imagens mais recentes do satélite GOES-13 nos canais vapor d'água, infravermelho e visível. É possível verificar também a imagem do canal infravermelho com realce do topo das nuvens (realçada) e uma imagem combinada do canal infravermelho com as cores azul e verde (colorida). O aplicativo mostra uma animação com as 10 últimas imagens do canal infravermelho "realçado".
Segundo os desenvolvedores, as próximas versões do MapSAT poderão incluir a visualização de imagens de radar, animação para todos os canais do GOES-13 e imagens de outros satélites, como o Meteosat. Também se pretende disponibilizar a previsão de tempo e produtos associados, versão em inglês e o compartilhamento das imagens em mídias sociais a partir do aplicativo, além da configuração da quantidade de imagens na animação.
Fonte: INPE
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Aplicativo MapSAT mostra imagens meteorológicas
Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015
Para atender a demanda por imagens de satélites meteorológicos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) oferece o aplicativo para celulares MapSAT. Desenvolvido pela equipe da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), o aplicativo é gratuito e está disponível no Google Play.
Com o MapSAT é possível visualizar as imagens mais recentes do satélite GOES-13 nos canais vapor d'água, infravermelho e visível. É possível verificar também a imagem do canal infravermelho com realce do topo das nuvens (realçada) e uma imagem combinada do canal infravermelho com as cores azul e verde (colorida). O aplicativo mostra uma animação com as 10 últimas imagens do canal infravermelho "realçado".
Segundo os desenvolvedores, as próximas versões do MapSAT poderão incluir a visualização de imagens de radar, animação para todos os canais do GOES-13 e imagens de outros satélites, como o Meteosat. Também se pretende disponibilizar a previsão de tempo e produtos associados, versão em inglês e o compartilhamento das imagens em mídias sociais a partir do aplicativo, além da configuração da quantidade de imagens na animação.
Fonte: INPE
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Operação São Lourenço: preparativos para voo de VS-40M
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CLA inicia os preparativos para a Operação São Lourenço
Brasília, 5 de agosto de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, recebe nesta semana especialistas e pesquisadores da área espacial que participam da Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação São Lourenço.
A atividade objetiva coordenar ações visando ao lançamento e rastreio do foguete de sondagem VS-40M em outubro e novembro, transportando a plataforma espacial denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), ambos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização militar do Comando da Aeronáutica subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Além de integrantes do DCTA, IAE e CLA, participam também das reuniões servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). O encontro de trabalho termina na sexta-feira (7).
Em paralelo à RAI, o CLA também sedia uma pré-campanha da Operação São Lourenço. As atividades englobam a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do Centro, recentemente revitalizado, bem como o ensaio de integração de um mock-up, protótipo do foguete VS-40M em dimensões reais e sem combustível, passando pelas etapas de montagem, transporte e integração no LPM, testes com dispositivos e com o próprio Lançador e os processos inversos de retirada da plataforma de lançamento, transporte e desmontagem.
“A partir da pré-campanha e RAI da São Lourenço, o CLA espera harmonizar junto à coordenação da Operação todas as ações e preparar todos os meios, de modo a realizarmos com total sucesso o lançamento do foguete VS-40M Sara em Alcântara”, afirma o diretor do Centro coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.
Qualificação - Prevista para ocorrer de 13 de outubro a sete de novembro próximos, a Operação São Lourenço além de visar ao lançamento e rastreio do veículo VS-40M com a plataforma espacial Sara, também leva a bordo um GPS de aplicação na área de espaço em fase de qualificação e desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para assegurar a operacionalidade de todo pessoal envolvido e dos meios do CLA, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) deve ser lançado antes do VS-40M.
Ainda por meio da Operação São Lourenço, os pesquisadores do IAE pretendem dar andamento ao projeto Sara, que compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.
Com o lançamento bem sucedido, subsistemas do Sara Suborbital tais como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica devem passar por qualificação em vôo. Além disso, com a qualificação das Redes Elétricas de Segurança e de Serviço feitas para o VS-40M, as mesmas poderão vir a ser empregadas no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). Durante o lançamento e rastreio do veículo deve ocorrer a interligação das estações de telemetria, radar e tratamento de dados de localização do CLA com as estações do CLBI, objetivando operacionalizar o sistema de comunicação entre estações remotas, essenciais para a manutenção da operacionalidade dos dois Centros de lançamento.
“A missão de lançamento da plataforma Sara destaca-se por compreender um veículo, uma carga útil e uma infraestrutura de lançamento nacional que possibilitará a exploração do ambiente de microgravidade permitindo diversos avanços em estudos científicos e tecnológicos”, explica o tenente coronel engenheiro Alexandre Nogueira Barbosa, Coordenador-Geral da Operação São Lourenço.
O VS-40 já foi lançado duas vezes no Brasil, todas no CLA (Operação Santa Maria – 1993 e Operação Livramento – 1998) e uma vez na Noruega em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Europeia (ESA), esse último realizado em junho de 2012.
A Operação São Lourenço é a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais prevista para este ano no Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: CLA, via AEB.
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CLA inicia os preparativos para a Operação São Lourenço
Brasília, 5 de agosto de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, recebe nesta semana especialistas e pesquisadores da área espacial que participam da Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) da Operação São Lourenço.
A atividade objetiva coordenar ações visando ao lançamento e rastreio do foguete de sondagem VS-40M em outubro e novembro, transportando a plataforma espacial denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), ambos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização militar do Comando da Aeronáutica subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Além de integrantes do DCTA, IAE e CLA, participam também das reuniões servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). O encontro de trabalho termina na sexta-feira (7).
Em paralelo à RAI, o CLA também sedia uma pré-campanha da Operação São Lourenço. As atividades englobam a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do Centro, recentemente revitalizado, bem como o ensaio de integração de um mock-up, protótipo do foguete VS-40M em dimensões reais e sem combustível, passando pelas etapas de montagem, transporte e integração no LPM, testes com dispositivos e com o próprio Lançador e os processos inversos de retirada da plataforma de lançamento, transporte e desmontagem.
“A partir da pré-campanha e RAI da São Lourenço, o CLA espera harmonizar junto à coordenação da Operação todas as ações e preparar todos os meios, de modo a realizarmos com total sucesso o lançamento do foguete VS-40M Sara em Alcântara”, afirma o diretor do Centro coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.
Qualificação - Prevista para ocorrer de 13 de outubro a sete de novembro próximos, a Operação São Lourenço além de visar ao lançamento e rastreio do veículo VS-40M com a plataforma espacial Sara, também leva a bordo um GPS de aplicação na área de espaço em fase de qualificação e desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para assegurar a operacionalidade de todo pessoal envolvido e dos meios do CLA, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) deve ser lançado antes do VS-40M.
Ainda por meio da Operação São Lourenço, os pesquisadores do IAE pretendem dar andamento ao projeto Sara, que compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.
Com o lançamento bem sucedido, subsistemas do Sara Suborbital tais como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica devem passar por qualificação em vôo. Além disso, com a qualificação das Redes Elétricas de Segurança e de Serviço feitas para o VS-40M, as mesmas poderão vir a ser empregadas no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). Durante o lançamento e rastreio do veículo deve ocorrer a interligação das estações de telemetria, radar e tratamento de dados de localização do CLA com as estações do CLBI, objetivando operacionalizar o sistema de comunicação entre estações remotas, essenciais para a manutenção da operacionalidade dos dois Centros de lançamento.
“A missão de lançamento da plataforma Sara destaca-se por compreender um veículo, uma carga útil e uma infraestrutura de lançamento nacional que possibilitará a exploração do ambiente de microgravidade permitindo diversos avanços em estudos científicos e tecnológicos”, explica o tenente coronel engenheiro Alexandre Nogueira Barbosa, Coordenador-Geral da Operação São Lourenço.
O VS-40 já foi lançado duas vezes no Brasil, todas no CLA (Operação Santa Maria – 1993 e Operação Livramento – 1998) e uma vez na Noruega em apoio ao programa de microgravidade da Agência Espacial Europeia (ESA), esse último realizado em junho de 2012.
A Operação São Lourenço é a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais prevista para este ano no Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: CLA, via AEB.
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terça-feira, 4 de agosto de 2015
INPE completa 54 anos
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INPE completa 54 anos
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2015
Criado em 3 de agosto de 1961, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atua nas áreas de Meteorologia e Mudanças Climáticas, Observação da Terra, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. Possui laboratórios associados em Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais e singulares de previsão do tempo e clima, monitoramento do desmatamento da Amazônia Legal, rastreio e controle de satélite, medidas de queimadas, raios e poluição do ar e, ainda, realiza testes e ensaios industriais de alta qualidade.
O INPE é o principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País. Ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira possa usufruir dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial.
O INPE também se dedica à prestação de serviços, como a distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes, ensaios e calibrações. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial.
Um dos mais importantes programas do INPE é o CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, que teve início com a assinatura do acordo de cooperação espacial com a China em 1988. Como resultado desta parceria, em dezembro de 2014 foi lançado o CBERS-4, o quinto satélite desenvolvido em conjunto por Brasil e China. O lançamento do CBERS-4 estava inicialmente programado para dezembro de 2015 e foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida com o foguete chinês, que causou a perda do CBERS-3, em dezembro de 2013. A antecipação representou um enorme desafio e o sucesso no lançamento do CBERS-4 comprovou o comprometimento e o alto nível técnico dos especialistas do INPE. Antes, por meio do Programa CBERS, foram lançados com sucesso o CBERS-1 (1999), CBERS-2 (2003) e CBERS-2B (2007).O próximo satélite deverá ser o CBERS-4A, para lançamento em 2018.
Na área de acesso ao espaço e engenharia também se destaca a plataforma orbital PMM - Plataforma Multimissão, uma iniciativa nacional, cujo primeiro projeto encontra-se em avançada fase de execução. A primeira PMM deverá compor o satélite de sensoriamento remoto Amazônia-1, que permitirá o aumento da frequência da produção de imagens e assim o acompanhamento mais imediato de fenômenos de grande impacto, tais como queimadas e desflorestamento.
O INPE mantém, desde 1993, o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, operado por dois satélites em órbita equatorial – o SCD-1 e o SCD-2. Primeiros satélites projetados, construídos e operados por brasileiros, os SCD-1 e 2 foram lançados em 1993 e em 1998, respectivamente. Ambos estão operacionais e apresentam desempenho satisfatório, embora tenham sido projetados para uma vida útil de até dois anos. Esta longevidade é resultado de uma alta competência tecnológica e do rigor empregado na qualificação de seus componentes e subsistemas, nos processos de integração e montagem e, ainda, na competência operacional no controle dos satélites. Os SCDs têm como missão retransmitir para uma estação receptora os dados coletados por uma rede de centenas de plataformas automáticas de coleta de dados ambientais (PCDs) distribuídas ao longo do território nacional. Estes dados são utilizados em diversas aplicações, como previsão de tempo, estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, planejamento agrícola, entre outras. Uma aplicação de grande relevância é o monitoramento das bacias hidrográficas, com dados fluviométricos e pluviométricos.
Com relação à área de Observação da Terra, destaca-se o PRODES – Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite. Com mais de 25 anos de história, o PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir os 4 milhões de km² de áreas florestais e por sua frequência anual. Seu resultado mostra a taxa média e a estimativa da extensão do desflorestamento bruto da Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.
Desde 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que utiliza sensores com alta frequência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens. A maior frequência de observação permite que o DETER forneça aos órgãos de controle ambiental informação periódica sobre eventos de desmatamento, para que possam ser tomadas medidas de contenção. Mais recentemente, entrou em operação o DEGRAD - Sistema de Monitoramento de Áreas de Florestas Degradadas na Amazônia.
Outro importante instrumento utilizado na preservação da maior reserva natural da Terra é monitoramento orbital de focos de calor, que fornece dados ao Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e Incêndios Florestais no Arco de Desflorestamento, conhecido como PROARCO, sob a responsabilidade do Ibama.
Com relação às atividades em Meteorologia, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, criado em 1994 e sediado em Cachoeira Paulista (SP), deu passos significativos nos últimos anos na manutenção de sua liderança como um dos mais completos núcleos de previsão meteorológica e climática do Hemisfério Sul e do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente. Graças aos recursos computacionais do INPE, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima.
A área de Ciências Espaciais e Atmosféricas realiza pesquisas básicas e aplicadas com a finalidade de entender os fenômenos físicos e químicos que ocorrem na atmosfera e no espaço. E o INPE também mantém atividades associadas à área espacial que desenvolvem pesquisas pura e aplicada, visando o domínio de tecnologias de ponta e de interesse estratégico às atividades espaciais nas áreas de sensores e materiais, física de plasma, computação científica e modelagem matemática.
Na área de infraestrutura de apoio a satélites, o INPE conta com dois laboratórios e um centro operacional. São eles: o Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC), o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP). O LIT equipara-se aos melhores laboratórios do gênero no mundo, sendo o único em sua categoria no Hemisfério Sul, com capacidade para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Especialmente projetado e construído para atender às necessidades do Programa Espacial Brasileiro, o LIT atua também na qualificação de produtos industriais que exijam alto grau de confiabilidade, em setores diversos como telecomunicações, automotivo, informática e médico-hospitalar.
Outra atividade importante do Instituto é a recepção, gravação, produção e disseminação de dados de satélites nacionais e estrangeiros. A partir de 2004, numa iniciativa pioneira no mundo, o INPE passou a disponibilizar gratuitamente as imagens de seus satélites pela internet, beneficiando o sistema de gestão do território - de acesso antes restrito ao governo – à pesquisa nas universidades e ao desenvolvimento das empresas privadas, que geram emprego e renda com tecnologia espacial.
As imagens e produtos derivados do INPE são úteis em áreas como saúde, segurança pública, gerenciamento de desastres naturais e biodiversidade. Abertas à sociedade, as informações sobre tempo e clima colaboram para o desenvolvimento econômico e social do País. A evolução das previsões nesta área é fator importante para a evolução do agronegócio e para o planejamento energético.
Não só as imagens de satélites e dados brutos estão disponíveis a qualquer cidadão, mas também os resultados obtidos em seus estudos e projetos. No INPE, há um compromisso com a transparência sobre informações que são de interesse da sociedade como, por exemplo, dados sobre qualidade do ar, raios, tempo e clima, níveis de reservatórios ou desmatamentos.
O estabelecimento e a manutenção das competências científico-tecnológicas são apoiados pelo programa de pós-graduação realizado pelo INPE desde o final da década de 1960. Outra característica que fortalece o instituto é o relacionamento com outras organizações para o intercâmbio científico e tecnológico, acesso e fornecimento de dados e desenvolvimento de serviços, tecnologias e sistemas espaciais.
Presente em todas as regiões do Brasil, o INPE tem sua sede em São José dos Campos (SP). Possui centros regionais em Belém (PA), Natal (RN) e Santa Maria (RS), além de unidades em Cuiabá (MT) e Cachoeira Paulista (SP).
Fonte: INPE
INPE completa 54 anos
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2015
Criado em 3 de agosto de 1961, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atua nas áreas de Meteorologia e Mudanças Climáticas, Observação da Terra, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. Possui laboratórios associados em Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais e singulares de previsão do tempo e clima, monitoramento do desmatamento da Amazônia Legal, rastreio e controle de satélite, medidas de queimadas, raios e poluição do ar e, ainda, realiza testes e ensaios industriais de alta qualidade.
O INPE é o principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País. Ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira possa usufruir dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial.
O INPE também se dedica à prestação de serviços, como a distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes, ensaios e calibrações. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial.
Um dos mais importantes programas do INPE é o CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, que teve início com a assinatura do acordo de cooperação espacial com a China em 1988. Como resultado desta parceria, em dezembro de 2014 foi lançado o CBERS-4, o quinto satélite desenvolvido em conjunto por Brasil e China. O lançamento do CBERS-4 estava inicialmente programado para dezembro de 2015 e foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida com o foguete chinês, que causou a perda do CBERS-3, em dezembro de 2013. A antecipação representou um enorme desafio e o sucesso no lançamento do CBERS-4 comprovou o comprometimento e o alto nível técnico dos especialistas do INPE. Antes, por meio do Programa CBERS, foram lançados com sucesso o CBERS-1 (1999), CBERS-2 (2003) e CBERS-2B (2007).O próximo satélite deverá ser o CBERS-4A, para lançamento em 2018.
Na área de acesso ao espaço e engenharia também se destaca a plataforma orbital PMM - Plataforma Multimissão, uma iniciativa nacional, cujo primeiro projeto encontra-se em avançada fase de execução. A primeira PMM deverá compor o satélite de sensoriamento remoto Amazônia-1, que permitirá o aumento da frequência da produção de imagens e assim o acompanhamento mais imediato de fenômenos de grande impacto, tais como queimadas e desflorestamento.
O INPE mantém, desde 1993, o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, operado por dois satélites em órbita equatorial – o SCD-1 e o SCD-2. Primeiros satélites projetados, construídos e operados por brasileiros, os SCD-1 e 2 foram lançados em 1993 e em 1998, respectivamente. Ambos estão operacionais e apresentam desempenho satisfatório, embora tenham sido projetados para uma vida útil de até dois anos. Esta longevidade é resultado de uma alta competência tecnológica e do rigor empregado na qualificação de seus componentes e subsistemas, nos processos de integração e montagem e, ainda, na competência operacional no controle dos satélites. Os SCDs têm como missão retransmitir para uma estação receptora os dados coletados por uma rede de centenas de plataformas automáticas de coleta de dados ambientais (PCDs) distribuídas ao longo do território nacional. Estes dados são utilizados em diversas aplicações, como previsão de tempo, estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, planejamento agrícola, entre outras. Uma aplicação de grande relevância é o monitoramento das bacias hidrográficas, com dados fluviométricos e pluviométricos.
Com relação à área de Observação da Terra, destaca-se o PRODES – Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite. Com mais de 25 anos de história, o PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir os 4 milhões de km² de áreas florestais e por sua frequência anual. Seu resultado mostra a taxa média e a estimativa da extensão do desflorestamento bruto da Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.
Desde 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que utiliza sensores com alta frequência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens. A maior frequência de observação permite que o DETER forneça aos órgãos de controle ambiental informação periódica sobre eventos de desmatamento, para que possam ser tomadas medidas de contenção. Mais recentemente, entrou em operação o DEGRAD - Sistema de Monitoramento de Áreas de Florestas Degradadas na Amazônia.
Outro importante instrumento utilizado na preservação da maior reserva natural da Terra é monitoramento orbital de focos de calor, que fornece dados ao Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e Incêndios Florestais no Arco de Desflorestamento, conhecido como PROARCO, sob a responsabilidade do Ibama.
Com relação às atividades em Meteorologia, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, criado em 1994 e sediado em Cachoeira Paulista (SP), deu passos significativos nos últimos anos na manutenção de sua liderança como um dos mais completos núcleos de previsão meteorológica e climática do Hemisfério Sul e do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente. Graças aos recursos computacionais do INPE, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima.
A área de Ciências Espaciais e Atmosféricas realiza pesquisas básicas e aplicadas com a finalidade de entender os fenômenos físicos e químicos que ocorrem na atmosfera e no espaço. E o INPE também mantém atividades associadas à área espacial que desenvolvem pesquisas pura e aplicada, visando o domínio de tecnologias de ponta e de interesse estratégico às atividades espaciais nas áreas de sensores e materiais, física de plasma, computação científica e modelagem matemática.
Na área de infraestrutura de apoio a satélites, o INPE conta com dois laboratórios e um centro operacional. São eles: o Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC), o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP). O LIT equipara-se aos melhores laboratórios do gênero no mundo, sendo o único em sua categoria no Hemisfério Sul, com capacidade para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Especialmente projetado e construído para atender às necessidades do Programa Espacial Brasileiro, o LIT atua também na qualificação de produtos industriais que exijam alto grau de confiabilidade, em setores diversos como telecomunicações, automotivo, informática e médico-hospitalar.
Outra atividade importante do Instituto é a recepção, gravação, produção e disseminação de dados de satélites nacionais e estrangeiros. A partir de 2004, numa iniciativa pioneira no mundo, o INPE passou a disponibilizar gratuitamente as imagens de seus satélites pela internet, beneficiando o sistema de gestão do território - de acesso antes restrito ao governo – à pesquisa nas universidades e ao desenvolvimento das empresas privadas, que geram emprego e renda com tecnologia espacial.
As imagens e produtos derivados do INPE são úteis em áreas como saúde, segurança pública, gerenciamento de desastres naturais e biodiversidade. Abertas à sociedade, as informações sobre tempo e clima colaboram para o desenvolvimento econômico e social do País. A evolução das previsões nesta área é fator importante para a evolução do agronegócio e para o planejamento energético.
Não só as imagens de satélites e dados brutos estão disponíveis a qualquer cidadão, mas também os resultados obtidos em seus estudos e projetos. No INPE, há um compromisso com a transparência sobre informações que são de interesse da sociedade como, por exemplo, dados sobre qualidade do ar, raios, tempo e clima, níveis de reservatórios ou desmatamentos.
O estabelecimento e a manutenção das competências científico-tecnológicas são apoiados pelo programa de pós-graduação realizado pelo INPE desde o final da década de 1960. Outra característica que fortalece o instituto é o relacionamento com outras organizações para o intercâmbio científico e tecnológico, acesso e fornecimento de dados e desenvolvimento de serviços, tecnologias e sistemas espaciais.
Presente em todas as regiões do Brasil, o INPE tem sua sede em São José dos Campos (SP). Possui centros regionais em Belém (PA), Natal (RN) e Santa Maria (RS), além de unidades em Cuiabá (MT) e Cachoeira Paulista (SP).
Fonte: INPE
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quinta-feira, 30 de julho de 2015
Chile: Airbus DS amplia cooperação
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No último dia 29, a companhia europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS) e a Universidad Técnica Federico Santa María (USM), do Chile, firmaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de um programa universitário em matéria espacial.
Por meio deste acordo, as duas partes estabeleceram termos e condições para a criação do primeiro programa espacial universitário do Chile, que deverá ser implementado ao longo dos próximos meses.
"Temos uma grande e extensa experiência na formação de engenheiros e técnicos através de nossos programas de formação específicos e personalizados, de forma que estamos animados em poder transferir este conhecimento aos alunos da USM. Engenheiros chilenos já puderam de beneficiar, no programa Fasat Charlie, com este tipo de formação", afirmou Francois Auque, diretor de sistemas espaciais do grupo europeu.
Esta é mais uma medida do grupo para fortalecer sua presença e laços com o Chile, em particular no campo espacial, de forma a estar melhor posicionado para os futuros projetos espaciais do país andino. Como já abordado no blog Panorama Espacial nos últimos meses, o Chile está realizando uma concorrência para a seleção de um novo satélite de observação terrestre para complementar e substituir o Fasat Charlie, construído pela então EADS Astrium (hoje Airbus DS) e colocado em órbita em dezembro de 2011.
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No último dia 29, a companhia europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS) e a Universidad Técnica Federico Santa María (USM), do Chile, firmaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de um programa universitário em matéria espacial.
Por meio deste acordo, as duas partes estabeleceram termos e condições para a criação do primeiro programa espacial universitário do Chile, que deverá ser implementado ao longo dos próximos meses.
"Temos uma grande e extensa experiência na formação de engenheiros e técnicos através de nossos programas de formação específicos e personalizados, de forma que estamos animados em poder transferir este conhecimento aos alunos da USM. Engenheiros chilenos já puderam de beneficiar, no programa Fasat Charlie, com este tipo de formação", afirmou Francois Auque, diretor de sistemas espaciais do grupo europeu.
Esta é mais uma medida do grupo para fortalecer sua presença e laços com o Chile, em particular no campo espacial, de forma a estar melhor posicionado para os futuros projetos espaciais do país andino. Como já abordado no blog Panorama Espacial nos últimos meses, o Chile está realizando uma concorrência para a seleção de um novo satélite de observação terrestre para complementar e substituir o Fasat Charlie, construído pela então EADS Astrium (hoje Airbus DS) e colocado em órbita em dezembro de 2011.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
Meteorologia: convênio entre INPE e entidade europeia
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INPE e ECMWF formalizam convênio
Terça-feira, 28 de Julho de 2015
O conselho do Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) comunicou a aprovação do convênio de cooperação proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O acordo garante a continuidade da parceria entre o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e o ECMWF que, entre outras atividades, desenvolveram em conjunto o Metview, um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos.
A cooperação é importante em termos científicos, especialmente nas áreas de desenvolvimento da modelagem, da assimilação dos dados e desenvolvimento conjunto de softwares meteorológicos.
Além disso, reforça o interesse comum dos órgãos em desenvolver pesquisa para melhoria da modelagem nos trópicos. O convênio garante ainda ao INPE o acesso aos cursos oferecidos pelo ECMWF.
Fonte: INPE
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INPE e ECMWF formalizam convênio
Terça-feira, 28 de Julho de 2015
O conselho do Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) comunicou a aprovação do convênio de cooperação proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O acordo garante a continuidade da parceria entre o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e o ECMWF que, entre outras atividades, desenvolveram em conjunto o Metview, um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos.
A cooperação é importante em termos científicos, especialmente nas áreas de desenvolvimento da modelagem, da assimilação dos dados e desenvolvimento conjunto de softwares meteorológicos.
Além disso, reforça o interesse comum dos órgãos em desenvolver pesquisa para melhoria da modelagem nos trópicos. O convênio garante ainda ao INPE o acesso aos cursos oferecidos pelo ECMWF.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
ACS: Decreto da denúncia do acordo
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DECRETO Nº 8.494, DE 24 DE JULHO DE 2015
Torna pública a denúncia, pela República Federativa do Brasil, do Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VIII, da Constituição, e
Considerando que o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamento Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003, foi promulgado pelo Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005;
Considerando que, ao longo da execução do Tratado, verificou-se a ocorrência de desequilíbrio na equação tecnológico-comercial que justificou a constituição da parceria entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia na área do espaço exterior;
Considerando que o Tratado prevê, em seu Artigo 17, a possibilidade de denúncia, produzindo efeitos a partir de um ano, contado da data de notificação por uma das partes,
Considerando que, por meio da Nota SG/1/UCRA/ETEC, de 16 de julho de 2015, do Governo brasileiro ao Governo ucraniano, a parte brasileira indicou à parte ucraniana, nos termos do referido artigo, o desejo de denunciar o Tratado,
DECRETA:
Art. 1º Deixa de vigorar para a República Federativa do Brasil, a partir de 16 de julho de 2016, o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.
Art. 2º Fica revogado o Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005, a partir de 16 de julho de 2016.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de julho de 2015; 194º da Independência e 127º da República.
DILMA ROUSSEFF
José Alfredo Graça Lima
Joaquim Vieira Ferreira Lrvy
Nelson Barbosa
Aldo Rebelo
Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.7.2015
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DECRETO Nº 8.494, DE 24 DE JULHO DE 2015
Torna pública a denúncia, pela República Federativa do Brasil, do Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VIII, da Constituição, e
Considerando que o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamento Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003, foi promulgado pelo Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005;
Considerando que, ao longo da execução do Tratado, verificou-se a ocorrência de desequilíbrio na equação tecnológico-comercial que justificou a constituição da parceria entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia na área do espaço exterior;
Considerando que o Tratado prevê, em seu Artigo 17, a possibilidade de denúncia, produzindo efeitos a partir de um ano, contado da data de notificação por uma das partes,
Considerando que, por meio da Nota SG/1/UCRA/ETEC, de 16 de julho de 2015, do Governo brasileiro ao Governo ucraniano, a parte brasileira indicou à parte ucraniana, nos termos do referido artigo, o desejo de denunciar o Tratado,
DECRETA:
Art. 1º Deixa de vigorar para a República Federativa do Brasil, a partir de 16 de julho de 2016, o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.
Art. 2º Fica revogado o Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005, a partir de 16 de julho de 2016.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de julho de 2015; 194º da Independência e 127º da República.
DILMA ROUSSEFF
José Alfredo Graça Lima
Joaquim Vieira Ferreira Lrvy
Nelson Barbosa
Aldo Rebelo
Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.7.2015
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sábado, 25 de julho de 2015
ACS: comentários sobre o rompimento do acordo com a Ucrânia
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Ao longo desta semana, o que já se confirmava nos bastidores há vários meses, veio a público a comunicação oficial do governo brasileiro à Ucrânia sobre o rompimento do acordo binacional que deu origem à Alcântara Cyclone Space (ACS).
Desde a criação de um grupo de trabalho em julho de 2014, integrado por membros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Defesa e Relações Exteriores, para a análise da situação da ACS, já se tinha como quase certeza o fim do acordo binacional.
Em abril, o governo rompeu o silêncio e começou a dar ao público indicativos mais claros, em entrevista dada por um diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB). “É um acúmulo de coisas”, afirmou o diretor, destacando problemas com orçamento, aspectos tecnológicos, relacionamento entre o Brasil e a Ucrânia e o mercado disponível para exportação.
Neste meio tempo, o lado ucraniano se esforçou em ações de "propaganda", em críticas até mesmo diretas (e não mais indiretas ou nas entrelinhas, como de costume) sobre a postura do lado brasileiro.
Fato é que, sem prejuízo da postura passível de críticas do governo brasileiro, não havia melhor opção do que o rompimento. O projeto, desde a sua concepção, apresentava problemas bastantes críticos que impossibilitavam sua viabilidade comercial (isto é, gerar lucros depois de amortizados todos os investimentos exigidos, na casa dos bilhões de reais). A começar pela performance do lançador: o Cyclone 4 é muito grande para missões de órbita baixa e, ao mesmo tempo, pequeno para missões de órbita de transferência geoestacionária, os dois segmentos, em tese, mais “rentáveis” em serviços de lançamento. Ainda, a falta de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, o que dificultaria o acesso ao mercado, e a tecnologia relativamente antiga do lançador ucraniano, em particular, de sua propulsão, bastante tóxica.
Ainda que o Brasil tenha boa parcela de culpa para o insucesso do programa, os argumentos públicos do governo ucraniano sobre a perda de um mercado em potencial (constelações de satélites de comunicações), pressões da Rússia e todos os investimentos realizados, dentre outros, ignoram sua realidade interna.
A Ucrânia transmite a imagem de que o acordo foi rompido em razão da crise econômica brasileira, mas omite suas dificuldades passadas para integralizar o capital da ACS e avançar com o desenvolvimento do lançador, de sua responsabilidade. Sua situação financeira foi ainda mais agravada com a anexação da Criméia pela Rússia e movimentos separatistas em determinadas regiões. Nesse sentido, reportagem publicada no jornal “Valor Econômico” de sexta-feira (24), reproduzida do “Financial Times”, revela as dificuldades do país europeu, próxima de um calote a credores internacionais.
Desta situação, duas são as consequências certas: deve haver um litígio internacional, com pedido de indenização pela Ucrânia (uma pessoa familiarizada, tempos atrás chegou a mencionar ao blog um pedido de R$800 milhões), e perde o Programa Espacial Brasileiro, não pelo rompimento, mas por ter destinado centenas de milhões de reais ao longo de anos numa iniciativa sem qualquer ganho tecnológico ou retorno comercial.
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Ao longo desta semana, o que já se confirmava nos bastidores há vários meses, veio a público a comunicação oficial do governo brasileiro à Ucrânia sobre o rompimento do acordo binacional que deu origem à Alcântara Cyclone Space (ACS).
Desde a criação de um grupo de trabalho em julho de 2014, integrado por membros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Defesa e Relações Exteriores, para a análise da situação da ACS, já se tinha como quase certeza o fim do acordo binacional.
Em abril, o governo rompeu o silêncio e começou a dar ao público indicativos mais claros, em entrevista dada por um diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB). “É um acúmulo de coisas”, afirmou o diretor, destacando problemas com orçamento, aspectos tecnológicos, relacionamento entre o Brasil e a Ucrânia e o mercado disponível para exportação.
Neste meio tempo, o lado ucraniano se esforçou em ações de "propaganda", em críticas até mesmo diretas (e não mais indiretas ou nas entrelinhas, como de costume) sobre a postura do lado brasileiro.
Fato é que, sem prejuízo da postura passível de críticas do governo brasileiro, não havia melhor opção do que o rompimento. O projeto, desde a sua concepção, apresentava problemas bastantes críticos que impossibilitavam sua viabilidade comercial (isto é, gerar lucros depois de amortizados todos os investimentos exigidos, na casa dos bilhões de reais). A começar pela performance do lançador: o Cyclone 4 é muito grande para missões de órbita baixa e, ao mesmo tempo, pequeno para missões de órbita de transferência geoestacionária, os dois segmentos, em tese, mais “rentáveis” em serviços de lançamento. Ainda, a falta de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, o que dificultaria o acesso ao mercado, e a tecnologia relativamente antiga do lançador ucraniano, em particular, de sua propulsão, bastante tóxica.
Ainda que o Brasil tenha boa parcela de culpa para o insucesso do programa, os argumentos públicos do governo ucraniano sobre a perda de um mercado em potencial (constelações de satélites de comunicações), pressões da Rússia e todos os investimentos realizados, dentre outros, ignoram sua realidade interna.
A Ucrânia transmite a imagem de que o acordo foi rompido em razão da crise econômica brasileira, mas omite suas dificuldades passadas para integralizar o capital da ACS e avançar com o desenvolvimento do lançador, de sua responsabilidade. Sua situação financeira foi ainda mais agravada com a anexação da Criméia pela Rússia e movimentos separatistas em determinadas regiões. Nesse sentido, reportagem publicada no jornal “Valor Econômico” de sexta-feira (24), reproduzida do “Financial Times”, revela as dificuldades do país europeu, próxima de um calote a credores internacionais.
Desta situação, duas são as consequências certas: deve haver um litígio internacional, com pedido de indenização pela Ucrânia (uma pessoa familiarizada, tempos atrás chegou a mencionar ao blog um pedido de R$800 milhões), e perde o Programa Espacial Brasileiro, não pelo rompimento, mas por ter destinado centenas de milhões de reais ao longo de anos numa iniciativa sem qualquer ganho tecnológico ou retorno comercial.
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
INPE: Workshop sobre Hidrometeorologia
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Workshop no INPE recebe especialistas em hidrometeorologia
Quarta-feira, 22 de Julho de 2015
Representantes de 30 instituições participam do Workshop ZCAS/Monção, realizado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).
Cerca de 90 profissionais e especialistas das áreas de meteorologia, hidrologia e hidrometeorologia se reuniram para avaliar a relação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), bem como a situação hidrometeorológica dos verões de 2013, 2014 e 2015, assim como perspectivas futuras. O evento, que iniciou na segunda-feira (20) e se encerra nesta quarta (22), conta com uma intensa programação de palestras e apresentações de trabalhos científicos.
O Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), definido pela inversão sazonal do vento nos baixos níveis da troposfera em resposta ao contraste térmico entre regiões continentais e oceânicas adjacentes, tem relação direta com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), modulando o ciclo sazonal da precipitação sobre a América do Sul tropical em distintas estações seca e chuvosa durante o período de maior atividade convectiva. Como consequência, diversos setores produtivos são afetados diretamente pela atuação destes sistemas.
Participam do workshop representantes da WX Energy Comercializadora de Energia, BTG Pactual, Operador Nacional do Sistema Elétrico, Ecom Energia, Centro de Pesquisa de Energia Elétrica da Eletrobras, Furnas, Comando da Aeronáutica, Linhares Geração, Sistema Alerta Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Sistema Meteorológico do Paraná, Defesa Civil de Duque de Caxias (RJ), Defesa Civil de Bebedouro (SP), Vigilantes da Chuva, Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Instituto Estadual do Ambiente (RJ), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Conmet Serviços de Meteorologia, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos do Mato Grosso do Sul, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Tecnologia de São Paulo, Universidade Virtual do Estado de São Paulo, Universidade Iguaçu, Universidade Federal do ABC e Centro Universitário Serra dos Órgãos.
Fonte: INPE
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Workshop no INPE recebe especialistas em hidrometeorologia
Quarta-feira, 22 de Julho de 2015
Representantes de 30 instituições participam do Workshop ZCAS/Monção, realizado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).
Cerca de 90 profissionais e especialistas das áreas de meteorologia, hidrologia e hidrometeorologia se reuniram para avaliar a relação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e o Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), bem como a situação hidrometeorológica dos verões de 2013, 2014 e 2015, assim como perspectivas futuras. O evento, que iniciou na segunda-feira (20) e se encerra nesta quarta (22), conta com uma intensa programação de palestras e apresentações de trabalhos científicos.
O Sistema de Monção da América do Sul (SMAS), definido pela inversão sazonal do vento nos baixos níveis da troposfera em resposta ao contraste térmico entre regiões continentais e oceânicas adjacentes, tem relação direta com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), modulando o ciclo sazonal da precipitação sobre a América do Sul tropical em distintas estações seca e chuvosa durante o período de maior atividade convectiva. Como consequência, diversos setores produtivos são afetados diretamente pela atuação destes sistemas.
Participam do workshop representantes da WX Energy Comercializadora de Energia, BTG Pactual, Operador Nacional do Sistema Elétrico, Ecom Energia, Centro de Pesquisa de Energia Elétrica da Eletrobras, Furnas, Comando da Aeronáutica, Linhares Geração, Sistema Alerta Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Sistema Meteorológico do Paraná, Defesa Civil de Duque de Caxias (RJ), Defesa Civil de Bebedouro (SP), Vigilantes da Chuva, Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Instituto Estadual do Ambiente (RJ), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Conmet Serviços de Meteorologia, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos do Mato Grosso do Sul, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Tecnologia de São Paulo, Universidade Virtual do Estado de São Paulo, Universidade Iguaçu, Universidade Federal do ABC e Centro Universitário Serra dos Órgãos.
Fonte: INPE
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