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Concluído com sucesso o primeiro teste de interface entre subsistemas do satélite sino-brasileiro
Quinta-feira, 03 de Setembro de 2015
O primeiro teste de interface entre subsistemas da carga útil do satélite sino-brasileiro CBERS-4A, que levará a bordo três câmeras, foi realizado na China pelos especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST).
Nos laboratórios da CAST, de 24 a 27 de agosto, foram bem-sucedidos os testes de interface entre os simuladores das câmeras WPM (Câmera Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura), MUX (câmera multiespectral) e WFI (Câmera Imageadora de Campo Largo) e o Subsistema Transmissor de Dados (DTS) do satélite sino-brasileiro CBERS-4A.
O Subsistema Transmissor de Dados (DTS) tem a função de receber, gerenciar e transmitir em tempo real os dados de imagens das três câmeras. Estes dados também podem ser gravados pelo Subsistema DDR (Gravador de Dados Digitais) e transmitidos para a estação terrena.
“É muito importante a validação das interfaces entre os subsistemas, pois os dados de imagem são transmitidos para as estações terrenas em alta taxa (900 Mbps), com tecnologia de compressão e codificação, sendo necessário verificar a compatibilidade entre as câmeras e o transmissor de dados”, informa o engenheiro Carlos Alberto Bento Gonçalves, arquiteto de comunicações do Programa CBERS no INPE.
Câmeras
A câmera chinesa WPM é a nova carga útil desenvolvida para o CBERS-4A e pode obter imagens com resolução espacial de 2m na banda pancromática e de 8m nas bandas multiespectrais, com largura de faixa imageadora de 90 km.
A câmera MUX, fabricada no Brasil pela Optoeletrônica, opera em quatro bandas multiespectrais e tem capacidade de prover imagens com resolução espacial de 16m, com largura de faixa imageadora de 95 km.
A câmera WFI, fabricada pela indústria brasileira Equatorial, tem resolução espacial de 55m, com largura de faixa imageadora de 684 km.
Fonte: INPE
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Cooperação INPE - FAPESP
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INPE e FAPESP assinam acordo para pesquisa em tecnologias aeroespaciais
Sexta-feira, 04 de Setembro de 2015
Na sede da FAPESP, Leonel Fernando Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Milton de Freitas Chagas Junior, presidente do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto, foram recebidos por Celso Lafer, presidente da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico, e José Goldemberg, membro do Conselho Superior e presidente designado da Fundação a partir de 8 de setembro.
Voltado a empresas sediadas no Estado de São Paulo, o objetivo do acordo é apoiar projetos cooperativos de pesquisa que levem ao desenvolvimento de novas tecnologias, sistemas e equipamentos, com base em temas estabelecidos conjuntamente por FAPESP e INPE.
O INPE participará, juntamente com a FAPESP, da especificação de áreas temáticas apropriadas para pesquisa, cooperando com a Fundação na divulgação de chamadas de propostas do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) associadas a este acordo, bem como da seleção de propostas de pesquisa a serem financiadas e da avaliação dos projetos.
Os projetos cooperativos deverão ser desenvolvidos por pesquisadores associados a pequenas empresas. O financiamento dos projetos selecionados será administrado pela FAPESP junto aos pesquisadores responsáveis, incluindo o acompanhamento de relatórios de resultados. A propriedade intelectual resultante dos projetos de pesquisa será regida pelas normas do PIPE.
De acordo com Lafer, a cooperação com o INPE proporcionará a realização de pesquisas na fronteira do conhecimento no setor aeroespacial, considerado estratégico para o desenvolvimento e a segurança do país. "Uma característica importante dessas pesquisas é que elas terão uma forte ligação com o setor produtivo, o que deverá ajudar a dar impulso a uma atividade de vital importância para o avanço do conhecimento também neste segmento", disse.
Para Perondi, as pesquisas poderão ajudar o Brasil a ganhar espaço também na indústria espacial. "Nos próximos 20 anos essa vai ser uma indústria muito forte, tanto quanto a aeroespacial hoje, e o Brasil poderá se beneficiar disso".
Perondi lembrou da importância da colaboração para a pesquisa e o desenvolvimento de sistemas e equipamentos, citando a parceria sino-brasileira, iniciada em 1988 e que resultou no projeto CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), de desenvolvimento e lançamento de satélites.
O acordo de cooperação do INPE com a FAPESP terá duração de cinco anos e as áreas contempladas para receber propostas de pesquisa serão definidas oportunamente.
Confira aqui o comunicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
Fonte: INPE, com informações da assessoria de comunicação da FAPESP.
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INPE e FAPESP assinam acordo para pesquisa em tecnologias aeroespaciais
Sexta-feira, 04 de Setembro de 2015
Na sede da FAPESP, Leonel Fernando Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Milton de Freitas Chagas Junior, presidente do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto, foram recebidos por Celso Lafer, presidente da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico, e José Goldemberg, membro do Conselho Superior e presidente designado da Fundação a partir de 8 de setembro.
Voltado a empresas sediadas no Estado de São Paulo, o objetivo do acordo é apoiar projetos cooperativos de pesquisa que levem ao desenvolvimento de novas tecnologias, sistemas e equipamentos, com base em temas estabelecidos conjuntamente por FAPESP e INPE.
O INPE participará, juntamente com a FAPESP, da especificação de áreas temáticas apropriadas para pesquisa, cooperando com a Fundação na divulgação de chamadas de propostas do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) associadas a este acordo, bem como da seleção de propostas de pesquisa a serem financiadas e da avaliação dos projetos.
Os projetos cooperativos deverão ser desenvolvidos por pesquisadores associados a pequenas empresas. O financiamento dos projetos selecionados será administrado pela FAPESP junto aos pesquisadores responsáveis, incluindo o acompanhamento de relatórios de resultados. A propriedade intelectual resultante dos projetos de pesquisa será regida pelas normas do PIPE.
De acordo com Lafer, a cooperação com o INPE proporcionará a realização de pesquisas na fronteira do conhecimento no setor aeroespacial, considerado estratégico para o desenvolvimento e a segurança do país. "Uma característica importante dessas pesquisas é que elas terão uma forte ligação com o setor produtivo, o que deverá ajudar a dar impulso a uma atividade de vital importância para o avanço do conhecimento também neste segmento", disse.
Para Perondi, as pesquisas poderão ajudar o Brasil a ganhar espaço também na indústria espacial. "Nos próximos 20 anos essa vai ser uma indústria muito forte, tanto quanto a aeroespacial hoje, e o Brasil poderá se beneficiar disso".
Perondi lembrou da importância da colaboração para a pesquisa e o desenvolvimento de sistemas e equipamentos, citando a parceria sino-brasileira, iniciada em 1988 e que resultou no projeto CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), de desenvolvimento e lançamento de satélites.
O acordo de cooperação do INPE com a FAPESP terá duração de cinco anos e as áreas contempladas para receber propostas de pesquisa serão definidas oportunamente.
Confira aqui o comunicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
Fonte: INPE, com informações da assessoria de comunicação da FAPESP.
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Operação São Lourenço: testes do SARA avançam
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Operação São Lourenço – Novo teste funcional do SARA
03/09/2015
O ensaio funcional do sistema de controle a gás frio, responsável pelo controle de rotação em três eixos do SARA durante seu voo suborbital, foi concluído com sucesso.
Nesse ensaio, previsto para ocorrer após a EDA, são simuladas as rotações em ambiente espacial utilizando-se uma mesa de mancal a ar, tendo por objetivo avaliar a capacidade desse sistema em neutralizar as rotações impostas ao módulo.
O ensaio bem sucedido foi realizado no Laboratório de Propriedades de Massa na AIE e acompanhado pelas equipes da ASE, APE, AEL e Empresas contratadas no projeto.
O SARA será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), durante a Operação São Lourenço, que está programada para o período de 13 de outubro a 7 de novembro do corrente.
Fonte: IAE/DCTA.
Nota do blog: a Operação São Lourenço envolverá o lançamento de um foguete VS-40, que também testará subsistemas futuramente empregados no programa VLS.
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Operação São Lourenço – Novo teste funcional do SARA
03/09/2015
O ensaio funcional do sistema de controle a gás frio, responsável pelo controle de rotação em três eixos do SARA durante seu voo suborbital, foi concluído com sucesso.
Nesse ensaio, previsto para ocorrer após a EDA, são simuladas as rotações em ambiente espacial utilizando-se uma mesa de mancal a ar, tendo por objetivo avaliar a capacidade desse sistema em neutralizar as rotações impostas ao módulo.
O ensaio bem sucedido foi realizado no Laboratório de Propriedades de Massa na AIE e acompanhado pelas equipes da ASE, APE, AEL e Empresas contratadas no projeto.
O SARA será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), durante a Operação São Lourenço, que está programada para o período de 13 de outubro a 7 de novembro do corrente.
Fonte: IAE/DCTA.
Nota do blog: a Operação São Lourenço envolverá o lançamento de um foguete VS-40, que também testará subsistemas futuramente empregados no programa VLS.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Entrevista com Leonel Perondi, diretor do INPE
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A edição de número 2 do "INPE Informa", informativo editado pela Gestão de Comunicação Institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante e completa entrevista com Leonel Perondi, diretor da entidade.
Dentre os vários assuntos abordados, destaque para o processo de elaboração do Plano Diretor (2016-2019), expectativa para a contratação de cerca de 400 novos servidores, impactos dos cortes orçamentários e as atividades de comissionamento do CBERS 4, dentre outras.
Leitura recomendada. Para acessá-la, clique aqui.
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A edição de número 2 do "INPE Informa", informativo editado pela Gestão de Comunicação Institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante e completa entrevista com Leonel Perondi, diretor da entidade.
Dentre os vários assuntos abordados, destaque para o processo de elaboração do Plano Diretor (2016-2019), expectativa para a contratação de cerca de 400 novos servidores, impactos dos cortes orçamentários e as atividades de comissionamento do CBERS 4, dentre outras.
Leitura recomendada. Para acessá-la, clique aqui.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Qual será o destino do “Destino Manifesto”?, artigo de José Monserrat Filho
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Qual será o destino do “Destino Manifesto”?
José Monserrat Filho*
“Precisamos de nova solidariedade universal.” Papa Francisco, Encíclica Laudato Si', 20151
“Caubóis no espaço – Chauvinismo corrompe nos EUA a retórica sobre voos espaciais tripulados”. Sob esse título a revista Scientific American Brasil, edição de setembro, publica artigo fortemente crítico de Linda Billings, doutora em Comunicação, que vive e trabalha em Washington. Linda começa dizendo:
“Na história dos voos espaciais tripulados dos EUA, uma retórica tipicamente norte-americana, baseado no ideário expansionista, tem dominado o discurso público e oficial. Tome-se como exemplo o Space Frontier Foundation, grupo sem fins lucrativos 'dedicada à abertura das fronteiras do espaço à colonização o mais rapidamente possível... criando uma vida livre e próspera para cada geração com o uso dos recursos materiais e energéticos ilimitados do espaço'. Essa retórica revela uma ideologia sobre os voos orbitais – a crença no direito da nação de expandir sem limites, colonizar outras terras e explorar seus recursos.”
Para Linda, segundo essa ideologia, “o país precisa continuar sendo o 'número um' na comunidade mundial, desempenhando o papel de líder político, econômico, científico, tecnológico e moral, disseminando o capitalismo democrático”. A doutora em comunicação considera que “a metáfora da fronteira, com sua imagem associada ao pioneirismo na demarcação de terras, cultivo e domesticação, se agiganta dentro desse sistema de crenças”. E a seu ver, “a retórica da viagem espacial humana fortalece a concepção do espaço sideral como lugar livre com recursos ilimitados – uma fronteira espacial”. O lugar certo, portanto, para conquistar e explorar à exaustão.
Linda conta que ouviu “uma autoridade da Casa Branca defender a ideia de uma industrialização em larga escala da Lua como 'uma visão de longo prazo fenomenalmente inspiradora' para o programa espacial” (dos EUA, como se lê na versão inglesa do artigo).
Ela também menciona a Reunião de Cúpula sobre o Pioneirismo Espacial, realizada em Washington em fevereiro último, quando o Tea Party in Space defendeu a “aplicação dos princípios fundamentais de responsabilidade fiscal, governo limitado e mercados livres para a rápida e permanente expansão da civilização americana na fronteira espacial”. Civilização americana, não se deixa por menos.
Daí que Linda confessa: “Em meus muitos anos de crítica à ideologia conhecida desde o século 19 nos EUA como Destino Manifesto, pessoas de outros países me disseram reiteradas vezes como a retórica dessa crença os deixa desconcertados quando não ofendidos.”
O Google diz que “a doutrina do destino manifesto (em inglês, Manifest Destiny) expressa a crença de que o povo dos EUA é eleito por Deus para civilizar a América, e por isso o expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina”.
E lembra a expressão "Be strong while having slaves" (“Seja forte tendo escravos”, em tradução livre), explicando que essa “frase de propaganda política do século XIX” era usada “para que pessoas de outros países vissem os EUA como o melhor país do mundo”. Assim, “o Destino Manifesto virou termo histórico padrão, usado como ideia estímulo à expansão territorial dos EUA pela América do Norte e pelo Oceano Pacífico”. Inúmeras populações indígenas foram exterminadas. Em 1803, os EUA duplicaram seu território ao comprar a Louisiana da França. Em 1846, avançaram mais ainda, adquirindo Oregon do Reino Unido. E a guerra com o México, de 1846 a 48, arrebatou metade do território mexicano e rendeu ao país os atuais estados da Califórnia, Nevada, Texas, Novo México, Utah e metade do Colorado – um quarto dos EUA hoje.
Do século 19 saltamos para o século 21. O retórica dominante sobretudo entre os líderes do Partido Republicano parece inspirada no Destino Manifesto, que há muito deixou de ter o apoio da grande maioria dos americanos. Isso é particularmente claro na área espacial, definida, não por acaso, de “fronteira”, ou seja, espaço – território a ser conquistado. Resta saber como.
Será que por meio de projetos de lei, como o aprovado pela House of Representatives (Câmara de Representantes) do Congresso dos EUA em 21 de maio deste ano? Trata-se da Lei dos Asteroides, oficialmente batizada como Lei sobre Exploração e Uso dos Recursos Espaciais (Space Resource Exploration ad Utilization Act). Se for também aprovada pelo Senado, ela poderá ser sancionada pela Casa Branca E aí ficará lavrado, como seu texto reza na parte sobre “direitos de propriedade”, que “quaisquer recursos de asteroide obtidos no espaço exterior são propriedade da entidade que obteve tais recursos, a quem deve ser conferido o título de propriedade sobre eles, de acordo com as normas da Lei Federal e as obrigações internacionais em vigor”.2
Ou seja, empresas americanas, graças a uma lei americana, poderão extrair recursos naturais da Lua, de asteroides e de qualquer outro corpo celeste, inclusive de planetas como Marte. O fato, se acontecer, será inédito na Era Espacial. Um país estará outorgando a si mesmo o direito de estabelecer o regime de propriedade sobre recursos naturais situados fora de sua jurisdição nacional, isto é, muito além de suas fronteiras nacionais reconhecidas pela comunidade internacional.
O destino manifesto do século 19 não terá ido longe demais?
A resposta só pode estar naquilo que os países membros das Nações Unidas decidiram a respeito e muitos deles assinaram em baixo. Dois princípios são essenciais no caso.
1) “O espaço exterior, inclusive a Lua e demais corpos celestes, poderá ser explorado e utilizado por todos os Estados sem qualquer discriminação, em condições de igualdade e em conformidade com o direito internacional, devendo haver liberdade de acesso a todas as regiões dos corpos celestes.” É o que determina o Artigo I, § 2º, do Tratado do Espaço de 1967, ainda hoje definido como o código maior das atividades espaciais, ratificado por 103 países, entre eles os EUA, assinado por 25 outros, e também considerado costume internacional porque os demais países nunca expressaram protestos ou restrições a seu respeito.
2) A seguir, garantindo o livre acesso de todos os países, o Artigo II estabelece que “o espaço exterior, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio”.
É óbvio que os recursos naturais da Lua, dos asteroides e de outros corpos celestes poderão um dia ser extraídos (de forma sustentável) e trazidos para a Terra. Só que esse novo destino manifesto terá que ser devidamente regulamentado por acordo entre todos os países e beneficiar a todos sem exceção.
Essa exigência é decorrência lógica do Artigo I, § 1°, do Tratado do Espaço, que afirma com total clareza: “A exploração e uso do espaço exterior, incluindo a Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e o interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade.”
É a “cláusula do bem comum”, que encabeça o Tratado.
Não será o destino manifesto apropriado para o século 21?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa exclusivamente a opinião do autor.
Referências
1) Ediora Paulinas, 2015, p. 14.
2) Texto original em inglês: “Any asteroid resources obtained in outer space are the property of the entity that obtained such resources, which shall be entitled to all property rights thereto, consistent with applicable provisions of Federal law and existing international obligations.”
Qual será o destino do “Destino Manifesto”?
José Monserrat Filho*
“Precisamos de nova solidariedade universal.” Papa Francisco, Encíclica Laudato Si', 20151
“Caubóis no espaço – Chauvinismo corrompe nos EUA a retórica sobre voos espaciais tripulados”. Sob esse título a revista Scientific American Brasil, edição de setembro, publica artigo fortemente crítico de Linda Billings, doutora em Comunicação, que vive e trabalha em Washington. Linda começa dizendo:
“Na história dos voos espaciais tripulados dos EUA, uma retórica tipicamente norte-americana, baseado no ideário expansionista, tem dominado o discurso público e oficial. Tome-se como exemplo o Space Frontier Foundation, grupo sem fins lucrativos 'dedicada à abertura das fronteiras do espaço à colonização o mais rapidamente possível... criando uma vida livre e próspera para cada geração com o uso dos recursos materiais e energéticos ilimitados do espaço'. Essa retórica revela uma ideologia sobre os voos orbitais – a crença no direito da nação de expandir sem limites, colonizar outras terras e explorar seus recursos.”
Para Linda, segundo essa ideologia, “o país precisa continuar sendo o 'número um' na comunidade mundial, desempenhando o papel de líder político, econômico, científico, tecnológico e moral, disseminando o capitalismo democrático”. A doutora em comunicação considera que “a metáfora da fronteira, com sua imagem associada ao pioneirismo na demarcação de terras, cultivo e domesticação, se agiganta dentro desse sistema de crenças”. E a seu ver, “a retórica da viagem espacial humana fortalece a concepção do espaço sideral como lugar livre com recursos ilimitados – uma fronteira espacial”. O lugar certo, portanto, para conquistar e explorar à exaustão.
Linda conta que ouviu “uma autoridade da Casa Branca defender a ideia de uma industrialização em larga escala da Lua como 'uma visão de longo prazo fenomenalmente inspiradora' para o programa espacial” (dos EUA, como se lê na versão inglesa do artigo).
Ela também menciona a Reunião de Cúpula sobre o Pioneirismo Espacial, realizada em Washington em fevereiro último, quando o Tea Party in Space defendeu a “aplicação dos princípios fundamentais de responsabilidade fiscal, governo limitado e mercados livres para a rápida e permanente expansão da civilização americana na fronteira espacial”. Civilização americana, não se deixa por menos.
Daí que Linda confessa: “Em meus muitos anos de crítica à ideologia conhecida desde o século 19 nos EUA como Destino Manifesto, pessoas de outros países me disseram reiteradas vezes como a retórica dessa crença os deixa desconcertados quando não ofendidos.”
O Google diz que “a doutrina do destino manifesto (em inglês, Manifest Destiny) expressa a crença de que o povo dos EUA é eleito por Deus para civilizar a América, e por isso o expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina”.
E lembra a expressão "Be strong while having slaves" (“Seja forte tendo escravos”, em tradução livre), explicando que essa “frase de propaganda política do século XIX” era usada “para que pessoas de outros países vissem os EUA como o melhor país do mundo”. Assim, “o Destino Manifesto virou termo histórico padrão, usado como ideia estímulo à expansão territorial dos EUA pela América do Norte e pelo Oceano Pacífico”. Inúmeras populações indígenas foram exterminadas. Em 1803, os EUA duplicaram seu território ao comprar a Louisiana da França. Em 1846, avançaram mais ainda, adquirindo Oregon do Reino Unido. E a guerra com o México, de 1846 a 48, arrebatou metade do território mexicano e rendeu ao país os atuais estados da Califórnia, Nevada, Texas, Novo México, Utah e metade do Colorado – um quarto dos EUA hoje.
Do século 19 saltamos para o século 21. O retórica dominante sobretudo entre os líderes do Partido Republicano parece inspirada no Destino Manifesto, que há muito deixou de ter o apoio da grande maioria dos americanos. Isso é particularmente claro na área espacial, definida, não por acaso, de “fronteira”, ou seja, espaço – território a ser conquistado. Resta saber como.
Será que por meio de projetos de lei, como o aprovado pela House of Representatives (Câmara de Representantes) do Congresso dos EUA em 21 de maio deste ano? Trata-se da Lei dos Asteroides, oficialmente batizada como Lei sobre Exploração e Uso dos Recursos Espaciais (Space Resource Exploration ad Utilization Act). Se for também aprovada pelo Senado, ela poderá ser sancionada pela Casa Branca E aí ficará lavrado, como seu texto reza na parte sobre “direitos de propriedade”, que “quaisquer recursos de asteroide obtidos no espaço exterior são propriedade da entidade que obteve tais recursos, a quem deve ser conferido o título de propriedade sobre eles, de acordo com as normas da Lei Federal e as obrigações internacionais em vigor”.2
Ou seja, empresas americanas, graças a uma lei americana, poderão extrair recursos naturais da Lua, de asteroides e de qualquer outro corpo celeste, inclusive de planetas como Marte. O fato, se acontecer, será inédito na Era Espacial. Um país estará outorgando a si mesmo o direito de estabelecer o regime de propriedade sobre recursos naturais situados fora de sua jurisdição nacional, isto é, muito além de suas fronteiras nacionais reconhecidas pela comunidade internacional.
O destino manifesto do século 19 não terá ido longe demais?
A resposta só pode estar naquilo que os países membros das Nações Unidas decidiram a respeito e muitos deles assinaram em baixo. Dois princípios são essenciais no caso.
1) “O espaço exterior, inclusive a Lua e demais corpos celestes, poderá ser explorado e utilizado por todos os Estados sem qualquer discriminação, em condições de igualdade e em conformidade com o direito internacional, devendo haver liberdade de acesso a todas as regiões dos corpos celestes.” É o que determina o Artigo I, § 2º, do Tratado do Espaço de 1967, ainda hoje definido como o código maior das atividades espaciais, ratificado por 103 países, entre eles os EUA, assinado por 25 outros, e também considerado costume internacional porque os demais países nunca expressaram protestos ou restrições a seu respeito.
2) A seguir, garantindo o livre acesso de todos os países, o Artigo II estabelece que “o espaço exterior, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio”.
É óbvio que os recursos naturais da Lua, dos asteroides e de outros corpos celestes poderão um dia ser extraídos (de forma sustentável) e trazidos para a Terra. Só que esse novo destino manifesto terá que ser devidamente regulamentado por acordo entre todos os países e beneficiar a todos sem exceção.
Essa exigência é decorrência lógica do Artigo I, § 1°, do Tratado do Espaço, que afirma com total clareza: “A exploração e uso do espaço exterior, incluindo a Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e o interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade.”
É a “cláusula do bem comum”, que encabeça o Tratado.
Não será o destino manifesto apropriado para o século 21?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa exclusivamente a opinião do autor.
Referências
1) Ediora Paulinas, 2015, p. 14.
2) Texto original em inglês: “Any asteroid resources obtained in outer space are the property of the entity that obtained such resources, which shall be entitled to all property rights thereto, consistent with applicable provisions of Federal law and existing international obligations.”
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite
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Projeto de capacitação em monitoramento de florestas tropicais apresentado em Belém
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015
Nesta segunda-feira (31/8), no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém, foram apresentadas as vídeo-aulas do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite. A elaboração das vídeo-aulas foi financiada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e desenvolvida com o apoio da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE).
Os produtos do lançamento estão resumidos em 24 vídeo-aulas: Programa Amazônia, Noções de Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento e Processamento Digital de Imagens, mais 20 aulas práticas sobre o Sistema TerraAmazon, software desenvolvido no CRA e utilizado no trabalho de monitoramento da floresta amazônica. O material tem ainda o diferencial de ser disponibilizado em versões em português, inglês, espanhol e francês. O conteúdo das vídeo-aulas do Programa Amazônia e aulas teóricas estarão disponíveis no site do CRA (www.inpe.br/cra) e as vídeo-aulas práticas disponibilizadas no canal do Youtube® INPE-CRA.
O Centro Regional do INPE na Amazônia trabalha com pesquisa e desenvolvimento científico para se tornar um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais. Desde que iniciou suas atividades, o Projeto de Capacitação do CRA já transferiu as tecnologias de mapeamento e monitoramento com o Sistema TerraAmazon a mais de 300 técnicos de mais de países da América Latina, Ásia e África.
O CRA/INPE realiza desde 2010 cursos de capacitação internacional, primeiro em parceria com a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), mais tarde com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
A apresentação das vídeo-aulas também acompanhará o lançamento oficial do nome do projeto de capacitação em monitoramento de florestas por satélite: Capacitree. O evento contará com a presença de representantes de órgãos e instituições como Governo do Estado do Pará, Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Embrapa Amazônia Oriental, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), entre outros convidados.
“Com a criação do nome do projeto e a divulgação das vídeo-aulas, o INPE coloca o pé na história do monitoramento de florestas tropicais. Esta é a primeira iniciativa de um governo, de forma gratuita, acessível e de fácil utilização para qualquer outro país do mundo, por conta das línguas disponíveis”, destaca a chefe do Centro Regional da Amazônia, Alessandra Gomes. Segundo ela, o CRA está bastante satisfeito com este lançamento e espera que a comunidade amazônica se sinta parte deste resultado e utilizem estas informações.
Fonte: INPE, editado pelo blog Panorama Espacial.
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Projeto de capacitação em monitoramento de florestas tropicais apresentado em Belém
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015
Nesta segunda-feira (31/8), no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém, foram apresentadas as vídeo-aulas do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite. A elaboração das vídeo-aulas foi financiada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e desenvolvida com o apoio da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE).
Os produtos do lançamento estão resumidos em 24 vídeo-aulas: Programa Amazônia, Noções de Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento e Processamento Digital de Imagens, mais 20 aulas práticas sobre o Sistema TerraAmazon, software desenvolvido no CRA e utilizado no trabalho de monitoramento da floresta amazônica. O material tem ainda o diferencial de ser disponibilizado em versões em português, inglês, espanhol e francês. O conteúdo das vídeo-aulas do Programa Amazônia e aulas teóricas estarão disponíveis no site do CRA (www.inpe.br/cra) e as vídeo-aulas práticas disponibilizadas no canal do Youtube® INPE-CRA.
O Centro Regional do INPE na Amazônia trabalha com pesquisa e desenvolvimento científico para se tornar um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais. Desde que iniciou suas atividades, o Projeto de Capacitação do CRA já transferiu as tecnologias de mapeamento e monitoramento com o Sistema TerraAmazon a mais de 300 técnicos de mais de países da América Latina, Ásia e África.
O CRA/INPE realiza desde 2010 cursos de capacitação internacional, primeiro em parceria com a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), mais tarde com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
A apresentação das vídeo-aulas também acompanhará o lançamento oficial do nome do projeto de capacitação em monitoramento de florestas por satélite: Capacitree. O evento contará com a presença de representantes de órgãos e instituições como Governo do Estado do Pará, Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Embrapa Amazônia Oriental, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), entre outros convidados.
“Com a criação do nome do projeto e a divulgação das vídeo-aulas, o INPE coloca o pé na história do monitoramento de florestas tropicais. Esta é a primeira iniciativa de um governo, de forma gratuita, acessível e de fácil utilização para qualquer outro país do mundo, por conta das línguas disponíveis”, destaca a chefe do Centro Regional da Amazônia, Alessandra Gomes. Segundo ela, o CRA está bastante satisfeito com este lançamento e espera que a comunidade amazônica se sinta parte deste resultado e utilizem estas informações.
Fonte: INPE, editado pelo blog Panorama Espacial.
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sábado, 29 de agosto de 2015
FAPESP: chamada para os setores Aeroespacial e de Defesa
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciou na última semana a abertura de três novas chamadas de propostas de pesquisas em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo uma delas destinada aos setores Aeroespacial e de Defesa.
A chamada é para o Fortalecimento e Qualificação em Manufatura Avançada das Cadeias Produtivas da Indústria Aeroespacial e de Defesa do Estado de São Paulo. De acordo com informações da agência de fomento, "dentre as várias possibilidades de desenvolvimento no setor, podem ser priorizadas algumas das principais demandas tecnológicas e com potencial de transbordamento para outras cadeias produtivas nacionais, como Materiais Compósitos e Metálicos, Medição, Ferramental, Automação, Montagem Estrutural e Cablagem."
Os recursos alocados para financiamento dos projetos selecionados são da ordem de R$ 30 milhões – 50% da FAPESP e 50% da Finep. O valor total solicitado para cada proposta poderá ser de até R$ 1,5 milhão, liberados a fundo perdido.
Ainda que bastante limitados, em meio à grave crise econômica que também atinge o setor espacial nacional, os recursos podem representam algum alívio para as folhas de pagamento de algumas pequenas indústrias aeroespaciais situadas em São Paulo.
Estão qualificadas para participar da seleção microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas e médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo, constituídas 12 meses antes do lançamento dos editais.
As participantes deverão indicar um pesquisador responsável/coordenador técnico pelo projeto submetido, com propostas podendo ser recebidas até o dia 27 de novembro de 2015. O prazo de execução do projeto deverá ser de até 24 meses.
Para mais informações, acesse www.fapesp.br/9666.
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciou na última semana a abertura de três novas chamadas de propostas de pesquisas em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo uma delas destinada aos setores Aeroespacial e de Defesa.
A chamada é para o Fortalecimento e Qualificação em Manufatura Avançada das Cadeias Produtivas da Indústria Aeroespacial e de Defesa do Estado de São Paulo. De acordo com informações da agência de fomento, "dentre as várias possibilidades de desenvolvimento no setor, podem ser priorizadas algumas das principais demandas tecnológicas e com potencial de transbordamento para outras cadeias produtivas nacionais, como Materiais Compósitos e Metálicos, Medição, Ferramental, Automação, Montagem Estrutural e Cablagem."
Os recursos alocados para financiamento dos projetos selecionados são da ordem de R$ 30 milhões – 50% da FAPESP e 50% da Finep. O valor total solicitado para cada proposta poderá ser de até R$ 1,5 milhão, liberados a fundo perdido.
Ainda que bastante limitados, em meio à grave crise econômica que também atinge o setor espacial nacional, os recursos podem representam algum alívio para as folhas de pagamento de algumas pequenas indústrias aeroespaciais situadas em São Paulo.
Estão qualificadas para participar da seleção microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas e médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo, constituídas 12 meses antes do lançamento dos editais.
As participantes deverão indicar um pesquisador responsável/coordenador técnico pelo projeto submetido, com propostas podendo ser recebidas até o dia 27 de novembro de 2015. O prazo de execução do projeto deverá ser de até 24 meses.
Para mais informações, acesse www.fapesp.br/9666.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015
18º lançamento do FTB
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CLA lança 18º Foguete de Treinamento Básico (FTB)
Brasília, 28 de agosto de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou ontem (27) o 18º Foguete de Treinamento Básico (FTB). O evento ocorre como parte da Operação Falcão 1/ 2015, iniciada na última segunda-feira (24).
A atividade tem por finalidade o treinamento operacional do Centro e, ainda, a obtenção de dados para a qualificação e a certificação do veículo junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).
O Comandante de Aeronáutica, tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, e demais oficiais generais integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica assistiram ao lançamento como parte da programação de atividades da reunião realizada em Alcântara.
O FTB voou por dois minutos e 44 segundos até a dispersão na área de impacto no Oceano Atlântico, a uma distância de 17 quilômetros do CLA. Os dados coletados durante o voo apontam para uma trajetória real seguindo próximo daquela planejada.
“Esse lançamento é extremamente importante para manter a operacionalidade e preparar o CLA para receber, a partir de outubro, o foguete VS-40 Sara Suborbital a ser lançado na Operação São Lourenço”, afirma o coordenador geral da Operação Falcão 1/ 2015 e diretor do CLA, o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.
O FTB juntamente com o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) são de fabricação nacional e
lançados desde 2009 tanto no CLA, quanto no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN). [Nota do blog: tanto o FTB como o FTI são fabricados pela Avibras Aeroespacial]
O objetivo dos lançamentos é manter a operacionalidade dos meios técnicos e logísticos e treinar as equipes envolvidas com o lançamento e rastreio, de ambas organizações militares da Força Aérea Brasileira (FAB).
A Operação Falcão 1/ 2015 cumpre ainda as atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A Marinha e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também participaram da operação, atuando na interdição do tráfego marítimo e aéreo, respectivamente.
Fonte: CLA, via AEB.
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CLA lança 18º Foguete de Treinamento Básico (FTB)
Brasília, 28 de agosto de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou ontem (27) o 18º Foguete de Treinamento Básico (FTB). O evento ocorre como parte da Operação Falcão 1/ 2015, iniciada na última segunda-feira (24).
A atividade tem por finalidade o treinamento operacional do Centro e, ainda, a obtenção de dados para a qualificação e a certificação do veículo junto ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).
O Comandante de Aeronáutica, tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, e demais oficiais generais integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica assistiram ao lançamento como parte da programação de atividades da reunião realizada em Alcântara.
O FTB voou por dois minutos e 44 segundos até a dispersão na área de impacto no Oceano Atlântico, a uma distância de 17 quilômetros do CLA. Os dados coletados durante o voo apontam para uma trajetória real seguindo próximo daquela planejada.
“Esse lançamento é extremamente importante para manter a operacionalidade e preparar o CLA para receber, a partir de outubro, o foguete VS-40 Sara Suborbital a ser lançado na Operação São Lourenço”, afirma o coordenador geral da Operação Falcão 1/ 2015 e diretor do CLA, o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira.
O FTB juntamente com o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) são de fabricação nacional e
lançados desde 2009 tanto no CLA, quanto no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN). [Nota do blog: tanto o FTB como o FTI são fabricados pela Avibras Aeroespacial]
O objetivo dos lançamentos é manter a operacionalidade dos meios técnicos e logísticos e treinar as equipes envolvidas com o lançamento e rastreio, de ambas organizações militares da Força Aérea Brasileira (FAB).
A Operação Falcão 1/ 2015 cumpre ainda as atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A Marinha e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também participaram da operação, atuando na interdição do tráfego marítimo e aéreo, respectivamente.
Fonte: CLA, via AEB.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Reunião técnica do CBERS 4A
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INPE e CAST realizam reunião técnica do CBERS-4A
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015
Na China, de 17 a 25 de agosto, aconteceu a segunda reunião de coordenação técnica (TCM2) do satélite sino-brasileiro CBERS-4A. Trinta especialistas – 12 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e 18 da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês), divididos em grupos de trabalhos específicos, discutiram diferentes tópicos relacionados ao projeto do satélite, o sexto do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). A primeira reunião (TCM1) foi realizada em abril, no INPE.
“O CBERS-4A contará com três cargas úteis ópticas, sendo uma delas de alta resolução (2 metros)”, informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, coordenador do segmento espacial do Programa CBERS no INPE. “As reuniões técnicas visam concluir a fase de projeto detalhado, para realizarmos a Revisão Crítica de Projeto (CDR), nível de sistema, ainda em novembro de 2015”.
Concluídas todas as fases de desenvolvimento, as atividades de montagem, integração e testes (AIT) do CBERS-4A serão realizadas nos laboratórios do INPE, em São José dos Campos (SP), a partir do início de 2017. O lançamento do satélite está previsto para setembro de 2018.
Programa CBERS
O Programa CBERS fornece imagens de satélites para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações. O CBERS também é importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. A política industrial adotada pelo INPE permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais. Assim, além de exemplo de cooperação binacional em alta tecnologia, o CBERS se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.
Em dezembro de 2014 foi lançado o CBERS-4. Um ano antes, o CBERS-3 não atingiu a órbita de destino por uma falha no foguete chinês. O programa também lançou com sucesso o CBERS-1, em 1999, o CBERS-2, em 2003, e o CBERS-2B, em 2007. O próximo satélite será o CBERS-4A.
Mais informações: http://www.cbers.inpe.br/
Fonte: INPE
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INPE e CAST realizam reunião técnica do CBERS-4A
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015
Na China, de 17 a 25 de agosto, aconteceu a segunda reunião de coordenação técnica (TCM2) do satélite sino-brasileiro CBERS-4A. Trinta especialistas – 12 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e 18 da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês), divididos em grupos de trabalhos específicos, discutiram diferentes tópicos relacionados ao projeto do satélite, o sexto do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). A primeira reunião (TCM1) foi realizada em abril, no INPE.
“O CBERS-4A contará com três cargas úteis ópticas, sendo uma delas de alta resolução (2 metros)”, informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, coordenador do segmento espacial do Programa CBERS no INPE. “As reuniões técnicas visam concluir a fase de projeto detalhado, para realizarmos a Revisão Crítica de Projeto (CDR), nível de sistema, ainda em novembro de 2015”.
Concluídas todas as fases de desenvolvimento, as atividades de montagem, integração e testes (AIT) do CBERS-4A serão realizadas nos laboratórios do INPE, em São José dos Campos (SP), a partir do início de 2017. O lançamento do satélite está previsto para setembro de 2018.
Programa CBERS
O Programa CBERS fornece imagens de satélites para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações. O CBERS também é importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. A política industrial adotada pelo INPE permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais. Assim, além de exemplo de cooperação binacional em alta tecnologia, o CBERS se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.
Em dezembro de 2014 foi lançado o CBERS-4. Um ano antes, o CBERS-3 não atingiu a órbita de destino por uma falha no foguete chinês. O programa também lançou com sucesso o CBERS-1, em 1999, o CBERS-2, em 2003, e o CBERS-2B, em 2007. O próximo satélite será o CBERS-4A.
Mais informações: http://www.cbers.inpe.br/
Fonte: INPE
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Preparativos para a missão VS-40 / SARA
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IAE avalia os preparativos para lançamento do VS-40 com a Plataforma SARA
Brasília, 26 de agosto de 2015 – O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), finalizou o relatório sobre a pré-campanha de lançamento e rastreio do foguete VS-40. Programado para ser realizado no período de outubro novembro o lançamento testa a plataforma espacial denominada Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), também desenvolvida pelo IAE.
O encontro para detalhar a pré-campanha foi realizado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, no início do mês. Além de integrantes do DCTA, IAE e CLA, participaram ainda servidores civis e militares do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).
A pré-campanha desenvolveu diversas atividades entre elas a instalação de dispositivos mecânicos no Lançador de Porte Médio (LPM) do Centro, e ensaio de integração de um mock-up, protótipo do foguete VS-40M em dimensões reais e sem combustível.
Qualificação - Prevista para ocorrer de 13 de outubro a sete de novembro próximos, a Operação São Lourenço além de visar ao lançamento e rastreio do veículo VS-40M com a plataforma espacial Sara, também leva a bordo um GPS de aplicação na área de espaço em fase de qualificação e desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para assegurar a operacionalidade de todo pessoal envolvido e dos meios do CLA, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) deve ser lançado antes do VS-40M.
Ainda por meio da Operação, os pesquisadores do IAE pretendem dar andamento ao projeto Sara, que compreende o desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade destinada a operar em órbita circular baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de 10 dias.
Com o lançamento bem sucedido, subsistemas do Sara Suborbital tais como redes elétricas, sistema de recuperação, estrutura, módulo de experimentos, gás frio e proteção térmica devem passar por qualificação em vôo. Além disso, com a qualificação das Redes Elétricas de Segurança e de Serviço feitas para o VS-40M, as mesmas poderão vir a ser empregadas no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1).
A Operação São Lourenço é a principal atividade de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais prevista para este ano no Programa Espacial Brasileiro, em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: CLA, via AEB.
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