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Foguete explode antes de lançamento na base de Alcântara (MA)27
Colaboração para o UOL, em Maceió (AL) 13/11/2015
Um foguete não tripulado explodiu instantes antes de ser lançado, na tarde desta sexta-feira (13), no Centro de Lançamento de Alcântara, no litoral do Maranhão. Apesar do prejuízo, não houve feridos. Não se sabe ainda o que causou o acidente.
O problema ocorreu no lançamento do foguete, às 14h20. Segundo o centro, a falha aconteceu durante a operação de lançamento do Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara). "Houve uma falha do motor do veículo VS-40M no momento da ignição que causou a sua perda", disse o órgão, em nota.
Ainda segundo o centro, o foguete ainda estava na rampa de lançamento e não chegou a decolar. "Todos os procedimentos de segurança foram adotados e não houve riscos a nenhum dos profissionais envolvidos."
Junto com o satélite, também estava embarcado outro experimento, em fase de qualificação, desenvolvido pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte): um GPS de aplicação espacial. Não se sabe se o aparelho foi destruído.
Uma comissão será designada para investigar as causas do acidente.
Por conta da explosão, a área de lançamento está isolada. Desde o fim de outubro a base espacial vinha efetuando lançamentos de foguetes não tripulados como parte da Operação São Lourenço.
No último dia 30, a equipe lançou o FTI (Foguete de Treinamento Intermediário) para treinar e avaliar os procedimentos do CLA para o lançamento do foguete suborbital VS-40M V03.
Na ocasião, o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira disse que o lançamento ocorreu dentro do planejado. "Foi altamente proveitoso e demonstrou que estamos prontos para realizar o lançamento do foguete suborbital VS-40M V03. Foi importante o teste com o dispositivo de teledestruição remota, utilizado pela primeira vez em um foguete de treinamento, como parte da preparação dos meios e do pessoal que atua na Operação São Lourenço", disse após a operação.
Em agosto de 2003, um outro acidente com o protótipo do Veículo Lançador de Satélites deixou 21 mortos. A explosão aconteceu rês dias antes de seu lançamento na base de Alcântara.
Fonte: UOL, com Estadão Conteúdo.
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sábado, 14 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Cubesats: Serpens inicia missão espacial
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Nanossatélite Serpens encerra ciclo de testes e inicia missão espacial
Brasília, 11 de novembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – completa hoje (11) 55 dias em órbita. Desde que foi lançado da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em setembro último o satélite esteve em fase de testes e calibração de seus diversos instrumentos.
Durante esse período as equipes envolvidas no projeto avaliaram a saúde dos sistemas e concluíram que o Serpens está apto a iniciar sua missão de coleta de dados. À semana passada, pela primeira vez, foi ligada a carga útil de coleta de dados para que o satélite capte informações que são emitidas por sensores controlados das universidades de Brasília (UnB) e de Vigo, na Espanha.
Nos próximos dias o Serpens inicia sua operação nominal, habilitando diversos experimentos de coleta de dados, que poderão ser explorados pelas universidades ou outros grupos interessados. Nessa fase passa a coletar dados ambientais de plataformas instaladas em diversos países, incluindo o Brasil, com sistemas compatíveis aos do pequeno satélite.
Com o principal objetivo de prover experiências práticas aos estudantes envolvidos no projeto, o satélite embarcou sistemas em redundância, ou seja, para cada subsistema necessário à missão de coleta de dados, o Serpens levou ao espaço uma versão de segurança e uma versão experimental.
Nos sistemas com arquitetura experimental, foram usados componentes chamados “de prateleira” (ou COTS, do inglês: Custom Of The Shelf), que são itens comerciais que não são produzidos especificamente para operação no espaço, mas que são facilmente acessíveis a estudantes e comuns nas bancadas de laboratório das universidades.
Nos subsistemas com arquitetura de segurança, foram utilizados componentes específicos para o espaço ou que já haviam sido testados com sucesso em órbita. Essas redundâncias deram mais liberdades aos estudantes para construírem subsistemas experimentais, produzirem software ou testar designs nunca utilizados no espaço, pois a missão de coleta de dados estaria garantida mesmo com a perda de sinal ou falha de algum sistema experimental.
Suporte – Com o satélite no espaço, a equipe do projeto recebe apoio de diversos grupos no Brasil e no exterior para o rastreio e recepção de sinais. Transmitindo telemetria nas bandas de rádio amadorismo, o satélite pode ser rastreado por rádio amadores com as informações do site: http://www.aerospace.unb.br/serpens_radioamateurs
Além da integração com universidades internacionais parceiras do projeto, o Serpens possibilita uma maior interação dos estudantes com a comunidade rádio amadora no país. Com um exemplo, o rádio amador Edson Pereira (PY2SDR) disponibilizou uma análise técnica da recepção, demodulação e decodificação dos sinais emitidos pelo satélite em UHF (sinais que estão sendo transmitidos de forma consistente) na página da AMSAT-BR: http://amsat-br.org/cubesat-serpens-decodificacao-dos-sinais/.
Pereira, da cidade de Pardinho no interior paulista, foi o primeiro a receber sinais confirmados do satélite após ser lançado da ISS (http://amsat-br.org/sinais-do-cubesat-serpens-recebidos/), além de auxiliar a equipe do Serpens na fase de coordenação de para uso de frequências de rádio amadorismo pelo CubeSat.
Na quinta-feira (19), ele participa na UnB do 7º Encontro de Ciência e Tecnologia (ECT 2015) ministrando o minicurso “Utilização de Frequências de Radioamador por Satélites” para os interessados no tema.
Sequência – O Serpens é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço. O primeiro foi o NanosatC-Br1, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o segundo foi o Aesp-14, produzido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC é responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.
Fonte: AEB
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Nanossatélite Serpens encerra ciclo de testes e inicia missão espacial
Brasília, 11 de novembro de 2015 – O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – completa hoje (11) 55 dias em órbita. Desde que foi lançado da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em setembro último o satélite esteve em fase de testes e calibração de seus diversos instrumentos.
Durante esse período as equipes envolvidas no projeto avaliaram a saúde dos sistemas e concluíram que o Serpens está apto a iniciar sua missão de coleta de dados. À semana passada, pela primeira vez, foi ligada a carga útil de coleta de dados para que o satélite capte informações que são emitidas por sensores controlados das universidades de Brasília (UnB) e de Vigo, na Espanha.
Nos próximos dias o Serpens inicia sua operação nominal, habilitando diversos experimentos de coleta de dados, que poderão ser explorados pelas universidades ou outros grupos interessados. Nessa fase passa a coletar dados ambientais de plataformas instaladas em diversos países, incluindo o Brasil, com sistemas compatíveis aos do pequeno satélite.
Com o principal objetivo de prover experiências práticas aos estudantes envolvidos no projeto, o satélite embarcou sistemas em redundância, ou seja, para cada subsistema necessário à missão de coleta de dados, o Serpens levou ao espaço uma versão de segurança e uma versão experimental.
Nos sistemas com arquitetura experimental, foram usados componentes chamados “de prateleira” (ou COTS, do inglês: Custom Of The Shelf), que são itens comerciais que não são produzidos especificamente para operação no espaço, mas que são facilmente acessíveis a estudantes e comuns nas bancadas de laboratório das universidades.
Nos subsistemas com arquitetura de segurança, foram utilizados componentes específicos para o espaço ou que já haviam sido testados com sucesso em órbita. Essas redundâncias deram mais liberdades aos estudantes para construírem subsistemas experimentais, produzirem software ou testar designs nunca utilizados no espaço, pois a missão de coleta de dados estaria garantida mesmo com a perda de sinal ou falha de algum sistema experimental.
Suporte – Com o satélite no espaço, a equipe do projeto recebe apoio de diversos grupos no Brasil e no exterior para o rastreio e recepção de sinais. Transmitindo telemetria nas bandas de rádio amadorismo, o satélite pode ser rastreado por rádio amadores com as informações do site: http://www.aerospace.unb.br/serpens_radioamateurs
Além da integração com universidades internacionais parceiras do projeto, o Serpens possibilita uma maior interação dos estudantes com a comunidade rádio amadora no país. Com um exemplo, o rádio amador Edson Pereira (PY2SDR) disponibilizou uma análise técnica da recepção, demodulação e decodificação dos sinais emitidos pelo satélite em UHF (sinais que estão sendo transmitidos de forma consistente) na página da AMSAT-BR: http://amsat-br.org/cubesat-serpens-decodificacao-dos-sinais/.
Pereira, da cidade de Pardinho no interior paulista, foi o primeiro a receber sinais confirmados do satélite após ser lançado da ISS (http://amsat-br.org/sinais-do-cubesat-serpens-recebidos/), além de auxiliar a equipe do Serpens na fase de coordenação de para uso de frequências de rádio amadorismo pelo CubeSat.
Na quinta-feira (19), ele participa na UnB do 7º Encontro de Ciência e Tecnologia (ECT 2015) ministrando o minicurso “Utilização de Frequências de Radioamador por Satélites” para os interessados no tema.
Sequência – O Serpens é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço. O primeiro foi o NanosatC-Br1, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o segundo foi o Aesp-14, produzido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Essa primeira missão do projeto Serpens é coordenada pela UnB, mas a proposta é que as instituições que formam o consórcio se revezem na liderança. Pelo cronograma aprovado, a UFSC é responsável por encabeçar o desenvolvimento do Serpens 2.
Fonte: AEB
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
"BRICS – fator de desenvolvimento global?", artigo de José Monserrat Filho
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BRICS – fator de desenvolvimento global?
José Monserrat Filho *
“É aí que a porca torce o rabo?” De ditado popular português
O BRICS parece estar correndo contra o tempo. A situação global não está nada boa e tende a piorar cada vez mais. Fórum formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (41,4% da população mundial e mais de 25% do Produto Interno Bruto – PIB do planeta), o BRICS começou a ser criado em 2006 e completou sua composição atual em 2011, com a entrada da África do Sul. Em julho de 2014, em Fortaleza, realizou sua 6ª Reunião de Cúpula. Em 2015, a 7ª Cúpula.
Cinco anos após a 1ª Cúpula, em 2009, suas atividades internas já cobriam cerca de 30 áreas – agricultura, ciência e tecnologia, cultura, espaço exterior, think tanks, governança e segurança da Internet, previdência social, propriedade intelectual, saúde, turismo, entre inúmeras outras.
A área econômico-financeira ganha relevância. A 6ª Cúpula, em julho de 2014, assinou os acordos de criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes e em desenvolvimento, e do Arranjo Contingente de Reservas (ACR), para prover apoio mútuo aos membros do BRICS afetados por flutuações no balanço de pagamentos. Capital inicial subscrito do NBD: US$ 50 bilhões; e capital autorizado: US$ 100 bilhões. Total de recursos destinados ao ACR: US$ 100 bilhões (41 bilhões garantidos pela China). Um ano depois, em 27 de julho deste ano, o NBD, com sede em Xangai, na China, já começou a operar, tal como fora decidido, e “quer desafiar instituições como o Banco Mundial, por meio de operações mais ágeis e rápidas” (Financial Times, 21/10/2015).
A área de ciência, tecnologia e inovação segue o mesmo ritmo. A 3ª Reunião dos Ministros de CT&I ocorreu em 27 e 28 de outubro último, em Moscou, já em linha com a Declaração e o Plano de Ação adotados pela 7ª Cúpula, em 9 de julho último, em Ufá, na Rússia. O encontro ministerial aprovou o Plano de Trabalho do BRICS em CT&I 2015-2018, com cinco linhas temáticas a serem desenvolvidas pela Plataforma da Rede BRICS de Pesquisa e Inovação, colocando em contato direto as entidades nacionais interessadas em cada tema. As cinco linhas são:
1) Prevenção e mitigação dos desastres naturais, liderada pelo Brasil através do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI);
2) Recursos hídricos e tratamento da poluição, liderada pela Rússia através da Plataforma Tecnológica para o Desenvolvimento Ecológico Sustentável;
3) Tecnologia geoespacial e sua aplicação ao desenvolvimento, liderada pela Índia através da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais;
4) Energia nova e renovável e eficiência energética, liderada pela China através do Ministério de C&T (MOST); e
5) Astronomia, liderada pela África do Sul através da Fundação Nacional de Pesquisas.
A Cúpula BRICS da Universidade Global, reunida na Universidade MGIMO (Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou), debateu a relação “Ciência e Universidade”, no dia 27; e, no dia seguinte, o Fórum Aberto de Inovação discutiu o projeto BRICS Grain – Rede de Pesquisa Global em Infraestrutura Avançada do BRICS, com a participação do Ministro da Educação e Ciência da Rússia, Dmitri Livanov.
Foram aprovadas ainda seis iniciativas, além das cinco áreas temáticas:
1) Criação do Fórum BRICS de Jovens Cientistas, a ser coordenado pela Índia;
2) Cooperação em Biotecnologia e Biomedicina, incluindo Saúde Humana e Neurociência, a ser coordenada por Brasil e Rússia;
3) Cooperação em Tecnologias da Informação e em Computação de Alto Desempenho, a ser coordenada pela China e África do Sul;
4) Cooperação em Ciências dos Oceanos e dos Polos, a ser coordenada por Brasil e Rússia;
5) Cooperação em Ciência dos Materiais, incluindo Nanotecnologia, a ser coordenada pela Índia e Rússia; e
6) Cooperação em Fotônica (ciência da geração, emissão, transmissão,modulação, processamento, amplificação e detecção da luz), a ser coordenada pela Índia e Rússia.
Os sistemas de telemedicina dos países do BRICS deverão ser integrados, como uma das formas de cooperação em Biomedicina e Ciências da Vida. Prevê-se a criação de uma rede de especialistas dos países do BRICS para apoiar o desenvolvimento de sistemas compatíveis de telemedicina nesses países. Essa área temática também inclui a criação da BRICS Biomed, com um consórcio e um centro de transferência de tecnologia, bem como de consórcios de sistemas farmacológicos para resolver questões de “segurança medicinal”, de resistência antimicrobiana, bem como de reação a doenças epidêmicas e a enfermidades emergentes.
Dois Grupos de Trabalho foram criados para propor soluções a problemas vitais em CT&I: o GT sobre Financiamento e o GT sobre Infraestruturas de Pesquisa, inclusive para Mega Projetos Científicos. Os contatos desses GTs em cada país do BRICS devem ser nomeados até dezembro próximo. Não há tempo a perder.
As 12 ações programadas para impulsionar as áreas temáticas são:
1) Criar, na India, até março de 2016, o GT sobre Aplicação de Tecnologia Geoespacial para o Desenvolvimento;
2) Promover, na China, neste mês de novembro, a 2ª Reunião do GT sobre Iluminação do Estado Sólido (Solid State Lightning);
3) Promover, em dezembro deste ano, a 1ª Reunião do GT sobre Astronomia;
4) Criação de uma rede de especialistas em sistemas compatíveis de telemedicina;
5) Promover conferência anual sobre “Materiais inovativos para economia de energia e água e proteção ambiental;
6) Sistemas de Apoio a Decisões (DSSs), baseados no desenvolvimento de tecnologias da Informação e de tecnologias geoespaciais, para o gerenciamento de multi-perigos e de riscos climáticos, bem como para o planejamento do desenvolvimento resiliente apropriado para habitat sustentável;
7) Promover, em março de 2016, o Fórum BRICS anual de Jovens Cientistas, com seminários científicos internacionais para jovens pesquisadores sobre temas prioritários, através de palestras, seminários em aula e discussões em mesas-redondas;
8) Promover, na Índia, em 2016, o Fórum BRICS dos Jovens Cientistas, com atividades científicas regionais, incluindo o Conclave BRICS do Jovem Cientista e o Website BRICS do Jovem Cientista, além de seminários internacionais para jovens pesquisadores sobre temas prioritários, com palestras, seminários em aula e discussões em mesas-redondas;
9) Criação do Website interativo do Jovem Cientista, para informar a comunidade jovem de ciência, tecnologia e inovação sobre oportunidades e iniciativas nos países do BRICS;
10) Promover workshops tópicos para discutir sobre as áreas prioritárias de colaboração conjunta entre representantes dos países do BRICS, envolvendo a comunidade científica, o empresariado e outras partes interessadas, a fim de estabelecer novas parcerias;
11) Promover uma reunião para discutir a potencial colaboração entre países do BRICS na área de Fotônica; e
12) Organizar e publicar uma bibliografia da história da ciência nos países do BRICS.
A 4ª Reunião dos Ministros de CT&I do Brics será realizada na Índia já em 2016.
O BRICS é por demais desigual e pouco inovativo? A economista inglesa Francesca Beausang lançou em 2012 o livro “Globalization and the BRICs – Why the BRICs Will Not Rule the World For Long (A Globalização e os BRICs – Por que os BRICs não governarão o mundo por muito tempo?) – escrito quando o fórum chamava-se BRIC, porque a África do Sul ainda não era membro. Diz a autora com singular franqueza: “...este livro reúne os fatos que conformam a ascensão econômica e política dos BRICs. Ele vai além dos fatos e entra no plano especulativo, naquilo que pode ser visto como alternativa, cenário não-ortodoxo do futuro declínio do BRICs. Enquanto as provas concretas necessárias para esse cenário de declínio não vão existir por mais de 20 anos, o cenário tem raízes na natureza insustentável de duas características-chave dos BRICs: sua excessiva desigualdade e sua insuficiente capacidade inovativa.” Ou, como frisa a nota de divulgação do livro, a ascensão dos BRICs não representa nenhuma ameaça à “dominação do Ocidente”, pois entre seus países há “excessiva desigualdade” e “insuficiente capacidade inovativa”, “o que poderia levá-los a perder dinamismo econômico e precipitar o declínio do BRICs”.
De 2012 a 2015, como vimos em fatos e não em especulações, é difícil negar o avanço dinâmico do BRICS. Se esse ritmo acelerado de crescimento, reuniões, decisões e cumprimento das decisões se mantiver nos próximos 20 anos, certamente haverá provas concretas, não a favor, mas contra a hipótese especulativa sobre o declínio do fórum. Isso o futuro dirá, provavelmente antes do que se espera. Hoje por hoje, porém, há um cenário de crises e incertezas entre as potências tradicionais, que se agrava sem perspectivas de solução, enquanto o BRICS se destaca por sua atuação construtiva e criativa em campos essenciais para o desenvolvimento nacional de cada país membro, o que poderá reduzir as desigualdades existentes entre e dentro desses países.
Qual dos dois cenários terá condições de melhorar a vida na Terra para bilhões de pessoas?
Eis a questão. Ou, não é aí que a porca torce o rabo?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa apenas a opinião do autor.
BRICS – fator de desenvolvimento global?
José Monserrat Filho *
“É aí que a porca torce o rabo?” De ditado popular português
O BRICS parece estar correndo contra o tempo. A situação global não está nada boa e tende a piorar cada vez mais. Fórum formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (41,4% da população mundial e mais de 25% do Produto Interno Bruto – PIB do planeta), o BRICS começou a ser criado em 2006 e completou sua composição atual em 2011, com a entrada da África do Sul. Em julho de 2014, em Fortaleza, realizou sua 6ª Reunião de Cúpula. Em 2015, a 7ª Cúpula.
Cinco anos após a 1ª Cúpula, em 2009, suas atividades internas já cobriam cerca de 30 áreas – agricultura, ciência e tecnologia, cultura, espaço exterior, think tanks, governança e segurança da Internet, previdência social, propriedade intelectual, saúde, turismo, entre inúmeras outras.
A área econômico-financeira ganha relevância. A 6ª Cúpula, em julho de 2014, assinou os acordos de criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes e em desenvolvimento, e do Arranjo Contingente de Reservas (ACR), para prover apoio mútuo aos membros do BRICS afetados por flutuações no balanço de pagamentos. Capital inicial subscrito do NBD: US$ 50 bilhões; e capital autorizado: US$ 100 bilhões. Total de recursos destinados ao ACR: US$ 100 bilhões (41 bilhões garantidos pela China). Um ano depois, em 27 de julho deste ano, o NBD, com sede em Xangai, na China, já começou a operar, tal como fora decidido, e “quer desafiar instituições como o Banco Mundial, por meio de operações mais ágeis e rápidas” (Financial Times, 21/10/2015).
A área de ciência, tecnologia e inovação segue o mesmo ritmo. A 3ª Reunião dos Ministros de CT&I ocorreu em 27 e 28 de outubro último, em Moscou, já em linha com a Declaração e o Plano de Ação adotados pela 7ª Cúpula, em 9 de julho último, em Ufá, na Rússia. O encontro ministerial aprovou o Plano de Trabalho do BRICS em CT&I 2015-2018, com cinco linhas temáticas a serem desenvolvidas pela Plataforma da Rede BRICS de Pesquisa e Inovação, colocando em contato direto as entidades nacionais interessadas em cada tema. As cinco linhas são:
1) Prevenção e mitigação dos desastres naturais, liderada pelo Brasil através do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI);
2) Recursos hídricos e tratamento da poluição, liderada pela Rússia através da Plataforma Tecnológica para o Desenvolvimento Ecológico Sustentável;
3) Tecnologia geoespacial e sua aplicação ao desenvolvimento, liderada pela Índia através da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais;
4) Energia nova e renovável e eficiência energética, liderada pela China através do Ministério de C&T (MOST); e
5) Astronomia, liderada pela África do Sul através da Fundação Nacional de Pesquisas.
A Cúpula BRICS da Universidade Global, reunida na Universidade MGIMO (Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou), debateu a relação “Ciência e Universidade”, no dia 27; e, no dia seguinte, o Fórum Aberto de Inovação discutiu o projeto BRICS Grain – Rede de Pesquisa Global em Infraestrutura Avançada do BRICS, com a participação do Ministro da Educação e Ciência da Rússia, Dmitri Livanov.
Foram aprovadas ainda seis iniciativas, além das cinco áreas temáticas:
1) Criação do Fórum BRICS de Jovens Cientistas, a ser coordenado pela Índia;
2) Cooperação em Biotecnologia e Biomedicina, incluindo Saúde Humana e Neurociência, a ser coordenada por Brasil e Rússia;
3) Cooperação em Tecnologias da Informação e em Computação de Alto Desempenho, a ser coordenada pela China e África do Sul;
4) Cooperação em Ciências dos Oceanos e dos Polos, a ser coordenada por Brasil e Rússia;
5) Cooperação em Ciência dos Materiais, incluindo Nanotecnologia, a ser coordenada pela Índia e Rússia; e
6) Cooperação em Fotônica (ciência da geração, emissão, transmissão,modulação, processamento, amplificação e detecção da luz), a ser coordenada pela Índia e Rússia.
Os sistemas de telemedicina dos países do BRICS deverão ser integrados, como uma das formas de cooperação em Biomedicina e Ciências da Vida. Prevê-se a criação de uma rede de especialistas dos países do BRICS para apoiar o desenvolvimento de sistemas compatíveis de telemedicina nesses países. Essa área temática também inclui a criação da BRICS Biomed, com um consórcio e um centro de transferência de tecnologia, bem como de consórcios de sistemas farmacológicos para resolver questões de “segurança medicinal”, de resistência antimicrobiana, bem como de reação a doenças epidêmicas e a enfermidades emergentes.
Dois Grupos de Trabalho foram criados para propor soluções a problemas vitais em CT&I: o GT sobre Financiamento e o GT sobre Infraestruturas de Pesquisa, inclusive para Mega Projetos Científicos. Os contatos desses GTs em cada país do BRICS devem ser nomeados até dezembro próximo. Não há tempo a perder.
As 12 ações programadas para impulsionar as áreas temáticas são:
1) Criar, na India, até março de 2016, o GT sobre Aplicação de Tecnologia Geoespacial para o Desenvolvimento;
2) Promover, na China, neste mês de novembro, a 2ª Reunião do GT sobre Iluminação do Estado Sólido (Solid State Lightning);
3) Promover, em dezembro deste ano, a 1ª Reunião do GT sobre Astronomia;
4) Criação de uma rede de especialistas em sistemas compatíveis de telemedicina;
5) Promover conferência anual sobre “Materiais inovativos para economia de energia e água e proteção ambiental;
6) Sistemas de Apoio a Decisões (DSSs), baseados no desenvolvimento de tecnologias da Informação e de tecnologias geoespaciais, para o gerenciamento de multi-perigos e de riscos climáticos, bem como para o planejamento do desenvolvimento resiliente apropriado para habitat sustentável;
7) Promover, em março de 2016, o Fórum BRICS anual de Jovens Cientistas, com seminários científicos internacionais para jovens pesquisadores sobre temas prioritários, através de palestras, seminários em aula e discussões em mesas-redondas;
8) Promover, na Índia, em 2016, o Fórum BRICS dos Jovens Cientistas, com atividades científicas regionais, incluindo o Conclave BRICS do Jovem Cientista e o Website BRICS do Jovem Cientista, além de seminários internacionais para jovens pesquisadores sobre temas prioritários, com palestras, seminários em aula e discussões em mesas-redondas;
9) Criação do Website interativo do Jovem Cientista, para informar a comunidade jovem de ciência, tecnologia e inovação sobre oportunidades e iniciativas nos países do BRICS;
10) Promover workshops tópicos para discutir sobre as áreas prioritárias de colaboração conjunta entre representantes dos países do BRICS, envolvendo a comunidade científica, o empresariado e outras partes interessadas, a fim de estabelecer novas parcerias;
11) Promover uma reunião para discutir a potencial colaboração entre países do BRICS na área de Fotônica; e
12) Organizar e publicar uma bibliografia da história da ciência nos países do BRICS.
A 4ª Reunião dos Ministros de CT&I do Brics será realizada na Índia já em 2016.
O BRICS é por demais desigual e pouco inovativo? A economista inglesa Francesca Beausang lançou em 2012 o livro “Globalization and the BRICs – Why the BRICs Will Not Rule the World For Long (A Globalização e os BRICs – Por que os BRICs não governarão o mundo por muito tempo?) – escrito quando o fórum chamava-se BRIC, porque a África do Sul ainda não era membro. Diz a autora com singular franqueza: “...este livro reúne os fatos que conformam a ascensão econômica e política dos BRICs. Ele vai além dos fatos e entra no plano especulativo, naquilo que pode ser visto como alternativa, cenário não-ortodoxo do futuro declínio do BRICs. Enquanto as provas concretas necessárias para esse cenário de declínio não vão existir por mais de 20 anos, o cenário tem raízes na natureza insustentável de duas características-chave dos BRICs: sua excessiva desigualdade e sua insuficiente capacidade inovativa.” Ou, como frisa a nota de divulgação do livro, a ascensão dos BRICs não representa nenhuma ameaça à “dominação do Ocidente”, pois entre seus países há “excessiva desigualdade” e “insuficiente capacidade inovativa”, “o que poderia levá-los a perder dinamismo econômico e precipitar o declínio do BRICs”.
De 2012 a 2015, como vimos em fatos e não em especulações, é difícil negar o avanço dinâmico do BRICS. Se esse ritmo acelerado de crescimento, reuniões, decisões e cumprimento das decisões se mantiver nos próximos 20 anos, certamente haverá provas concretas, não a favor, mas contra a hipótese especulativa sobre o declínio do fórum. Isso o futuro dirá, provavelmente antes do que se espera. Hoje por hoje, porém, há um cenário de crises e incertezas entre as potências tradicionais, que se agrava sem perspectivas de solução, enquanto o BRICS se destaca por sua atuação construtiva e criativa em campos essenciais para o desenvolvimento nacional de cada país membro, o que poderá reduzir as desigualdades existentes entre e dentro desses países.
Qual dos dois cenários terá condições de melhorar a vida na Terra para bilhões de pessoas?
Eis a questão. Ou, não é aí que a porca torce o rabo?
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Esse artigo expressa apenas a opinião do autor.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Cooperação Brasil - Itália
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Brasil e Itália retomam diálogo sobre parceria aeroespacial
Brasília, 6 de novembro de 2015 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na quarta-feira (4) o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI, sigla em italiano), Roberto Battiston, e comitiva para tratar da Carta de Intenções entre as duas instituições assinada em 2008 para Exploração de Oportunidades para Cooperação no Espaço Nacional e Internacional em Tecnologias e Aplicações.
Na reunião o presidente da AEB, José Raimundo Braga, esteve com Gabriella Arrigo, chefe de Relações Internacionais da Itália; Alessandro Gabrielli, chefe da Unidade Lançadores da ASI; Marco Rezende, diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB e Chantal Cappelletti, mestre em Engenharia Espacial e integrante da equipe do Programa Serpens.
O encontro foi para dar abertura ao Workshop sobre Cooperação Espacial Brasil-Itália promovido pela Embaixada da Itália nesta quinta-feira (5). A mesa redonda teve como tema “As experiências nacionais no setor espacial e perspectivas comuns” e discutiu políticas e estratégias espaciais nacionais; programas científicos espaciais; dados de observação da Terra e aplicações; micro e pequenos satélites; e propulsão e lançadores.
No campo espacial, Brasil e Itália têm compromissos firmados desde novembro de 2008, com a assinatura da Carta de Intenções. O termo foi ratificado pelos então respectivos presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva e Silvio Berlusconi, em abril de 2010, de modo a aprofundar a parceria.
Em outubro de 2013, foi assinado o Programa de Cooperação para a Formação de Recursos Humanos Qualificados na Área Espacial com os italianos, dentro da proposta do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Por meio deste termo, foram concedidas sete bolsas de estudos em instituições de ensino superior da Itália – uma de pós-doutorado e as outras seis de graduação sanduíche. No país, a Universidade de Brasília (UnB) tem três professores italianos concursados em seu curso de Engenharia Aeroespacial, entre eles a professora Chantal.
A parceria envolve ainda o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com a Universidade de Padova, na área de efeitos da radiação em componentes eletrônicos. A cooperação é válida desde 2012 e as atividades seguem até hoje.
Fonte: AEB
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Brasil e Itália retomam diálogo sobre parceria aeroespacial
Brasília, 6 de novembro de 2015 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na quarta-feira (4) o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI, sigla em italiano), Roberto Battiston, e comitiva para tratar da Carta de Intenções entre as duas instituições assinada em 2008 para Exploração de Oportunidades para Cooperação no Espaço Nacional e Internacional em Tecnologias e Aplicações.
Na reunião o presidente da AEB, José Raimundo Braga, esteve com Gabriella Arrigo, chefe de Relações Internacionais da Itália; Alessandro Gabrielli, chefe da Unidade Lançadores da ASI; Marco Rezende, diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB e Chantal Cappelletti, mestre em Engenharia Espacial e integrante da equipe do Programa Serpens.
O encontro foi para dar abertura ao Workshop sobre Cooperação Espacial Brasil-Itália promovido pela Embaixada da Itália nesta quinta-feira (5). A mesa redonda teve como tema “As experiências nacionais no setor espacial e perspectivas comuns” e discutiu políticas e estratégias espaciais nacionais; programas científicos espaciais; dados de observação da Terra e aplicações; micro e pequenos satélites; e propulsão e lançadores.
No campo espacial, Brasil e Itália têm compromissos firmados desde novembro de 2008, com a assinatura da Carta de Intenções. O termo foi ratificado pelos então respectivos presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva e Silvio Berlusconi, em abril de 2010, de modo a aprofundar a parceria.
Em outubro de 2013, foi assinado o Programa de Cooperação para a Formação de Recursos Humanos Qualificados na Área Espacial com os italianos, dentro da proposta do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Por meio deste termo, foram concedidas sete bolsas de estudos em instituições de ensino superior da Itália – uma de pós-doutorado e as outras seis de graduação sanduíche. No país, a Universidade de Brasília (UnB) tem três professores italianos concursados em seu curso de Engenharia Aeroespacial, entre eles a professora Chantal.
A parceria envolve ainda o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com a Universidade de Padova, na área de efeitos da radiação em componentes eletrônicos. A cooperação é válida desde 2012 e as atividades seguem até hoje.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 5 de novembro de 2015
COSPAR - Simpósio de Pesquisa Espacial
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Simpósio de pesquisa espacial destaca “Água e Vida no Universo”
Terça-feira, 03 de Novembro de 2015
O simpósio do COSPAR (Committee On Space Research) acontece de 9 a 13 de novembro em Foz do Iguaçu (PR). Sob o tema geral “Água e Vida no Universo”, o evento multidisciplinar tem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) entre seus principais organizadores.
Participantes de todo o mundo estarão no Brasil para discutir temas que abrangem astronomia, observação da Terra, planetologia, astrobiologia, entre outros.
“Este é o segundo de uma série de eventos iniciado pelo COSPAR com o objetivo de promover a pesquisa espacial em países emergentes”, informa Inez Staciarini Batista, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), representante brasileira no COSPAR e membro de seu Comitê Executivo.
Segundo a pesquisadora do INPE, o simpósio terá palestras, plenárias, sessões orais e de painéis, assim como eventos de treinamento.
A programação completa e a relação de palestrantes, entre outras informações, estão disponíveis na página http://cosparbrazil2015.org/
Fonte: INPE
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Simpósio de pesquisa espacial destaca “Água e Vida no Universo”
Terça-feira, 03 de Novembro de 2015
O simpósio do COSPAR (Committee On Space Research) acontece de 9 a 13 de novembro em Foz do Iguaçu (PR). Sob o tema geral “Água e Vida no Universo”, o evento multidisciplinar tem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) entre seus principais organizadores.
Participantes de todo o mundo estarão no Brasil para discutir temas que abrangem astronomia, observação da Terra, planetologia, astrobiologia, entre outros.
“Este é o segundo de uma série de eventos iniciado pelo COSPAR com o objetivo de promover a pesquisa espacial em países emergentes”, informa Inez Staciarini Batista, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), representante brasileira no COSPAR e membro de seu Comitê Executivo.
Segundo a pesquisadora do INPE, o simpósio terá palestras, plenárias, sessões orais e de painéis, assim como eventos de treinamento.
A programação completa e a relação de palestrantes, entre outras informações, estão disponíveis na página http://cosparbrazil2015.org/
Fonte: INPE
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Sara Suborbital: contagem regressiva
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CLA lança plataforma suborbital Sara na semana que vem
Brasília, 4 de novembro de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou na última sexta-feira (30/10) o 12º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dando início à fase de lançamentos do projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), uma plataforma suborbital destinada a realizar estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade por até 10 dias.
A altitude máxima em voo alcançada (apogeu) foi de 61 km. A operação foi considerada um sucesso, pois serviu também para o treinamento operacional das equipes do CLA.
O próximo lançamento está marcado para quarta-feira (11) e será do VS-40M V03 com a plataforma suborbital Sara. O foguete leva embarcada a versão simplificada do Sistema de Navegação (Sisnav). Quando concluído, o Sisnav será usado no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), foguete de fabricação nacional desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Também será transportado um GPS de aplicação espacial, em fase de qualificação, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A plataforma Sara, após cair em área marítima interditada, será recuperada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os pesquisadores analisarão dados obtidos em voo por antenas de telemetria como pré-requisito para a qualificação do projeto. Tanto o foguete quanto o satélite de reentrada serão rastreados por radares ao longo da trajetória percorrida em voo.
Já o experimento da UFRN, que é um receptor GPS para aplicações espaciais, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade de um foguete ou satélite no espaço. Sua principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. A fabricação, integração e testes do experimento hoje são feitos pelo IAE.
Os lançamentos são pontos altos da Operação São Lourenço, realizada pelo IAE de 22 de outubro a 13 deste mês, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), do CLA, de civis e militares do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de esquadrões aéreos da FAB, Decea, Marinha e Agência Espacial Alemã (DLR).
Fonte: CLA, via AEB.
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CLA lança plataforma suborbital Sara na semana que vem
Brasília, 4 de novembro de 2015 – O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou na última sexta-feira (30/10) o 12º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dando início à fase de lançamentos do projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), uma plataforma suborbital destinada a realizar estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade por até 10 dias.
A altitude máxima em voo alcançada (apogeu) foi de 61 km. A operação foi considerada um sucesso, pois serviu também para o treinamento operacional das equipes do CLA.
O próximo lançamento está marcado para quarta-feira (11) e será do VS-40M V03 com a plataforma suborbital Sara. O foguete leva embarcada a versão simplificada do Sistema de Navegação (Sisnav). Quando concluído, o Sisnav será usado no Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), foguete de fabricação nacional desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Também será transportado um GPS de aplicação espacial, em fase de qualificação, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A plataforma Sara, após cair em área marítima interditada, será recuperada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os pesquisadores analisarão dados obtidos em voo por antenas de telemetria como pré-requisito para a qualificação do projeto. Tanto o foguete quanto o satélite de reentrada serão rastreados por radares ao longo da trajetória percorrida em voo.
Já o experimento da UFRN, que é um receptor GPS para aplicações espaciais, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade de um foguete ou satélite no espaço. Sua principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. A fabricação, integração e testes do experimento hoje são feitos pelo IAE.
Os lançamentos são pontos altos da Operação São Lourenço, realizada pelo IAE de 22 de outubro a 13 deste mês, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), do CLA, de civis e militares do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de esquadrões aéreos da FAB, Decea, Marinha e Agência Espacial Alemã (DLR).
Fonte: CLA, via AEB.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Cooperação Chile – França
Em 27 de outubro, Jean-Yves Le Gall, presidente da CNES, a principal instituição
espacial da França, e Andres Gomez-Lobo, ministro chileno para os Transportes e
Telecomunicações, assinaram uma carta de intenções na Embaixada do Chile em
Paris relativa a cooperação entre os dois países para a exploração pacífica do
espaço exterior.
A cooperação será estruturada nos campos de observação terrestre,
ciências espaciais, navegação e posicionamento por satélites, telecomunicações,
clima e direito espacial. Dentre as atividades cobertas estão o treinamento de
recursos humanos, desenvolvimento de capacidades e realização de seminários
conjuntos de ciência e tecnologia.
Logo após a cerimônia de assinatura, Jean-Yves Le Gall comentou em nota distribuída
pela CNES: “estou satisfeito em assinar esta carta de intenções com Andres
Gomez-Lobo, ministro para os Transportes e Telecomunicações do Chile, em sua
visita a Paris. A assinatura reflete os laços próximos crescentes entre nossos
países e complementa nossas relações com o a Agência Chilena do Espaço (ACE),
cujas atividades são supervisionadas pelo Ministério da Defesa do Chile.”
A assinatura da carta de intenções acontece num momento em que o Chile
promove uma concorrência internacional para a aquisição de seu futuro satélite
de observação, que substituirá o FASat-Charlie (SSOT), processo do qual várias companhias
europeias participam. Colocado em órbita em dezembro de 2011, o SSOT foi
construído pela francesa EADS Astrium, atual Airbus Defence and Space.
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"A saúde que vem do espaço", artigo de José Monserrat Filho
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A saúde que vem do espaço
José Monserrat Filho *
É difícil justificar por que o Brasil, país continental e com tanto povo carente espalhado por seu imenso território (8,5 milhões de km²), ainda não tem um sistema de telessaúde e telemedicina por satélite. O uso do espaço em apoio aos serviços de saúde já é comum até em países menores que o nosso, como Alemanha (357 mil km²), Austrália (7.7 milhões de km²), Índia (3,3 milhões de km²), Nigéria (7.3 mil km²), Paquistão (796 mil km²) e outros. Pode ser uma rede de pequenos satélites.
Abordei essa questão nos quatro encontros conjuntos sobre o tema “A Telemedicina para a Universalização da Saúde”, realizados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 28 a 30 de outubro, com ativa participação de renomados especialistas de vários países. Refiro-me aos 20º Congresso Internacional e 7º Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, ao 1º Simpósio Rio sobre Telessaúde e ao 4º Seminário do Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes.
A grande imprensa brasileira não cobriu nem noticiou o fato, mas nem por isso ele deixou de ser extremamente relevante, tanto pelos temas debatidos, experiências e avanços revelados, como pelo alto nível nacional e internacional dos participantes. Muitos dos melhores especialistas do mundo no assunto discutiram sobre como agir mais depressa, com mais urgência, cobrindo enormes distâncias, para salvar mais vidas, prevenir e enfrentar surtos, epidemias, pandemias e endemias, e assegurar uma vida mais saudável para milhões de seres humanos.
Lá estavam o Presidente e o Diretor Executivo da International Society for Telemedicine & eHealth – ISfTeH (Sociedade Internacional de Telemedicina e eSaúde), respectivamente Drs. Andy Fischer (Canadá) e S. Yunkap Kwankam (Camarões); os Drs. Marcial Garcia Rojo (Espanha), Presidente da Associação Ibero-Americana de Telessaúde e Telemedicina; Yulun Wang, Presidente da Associação Americana de Telemedicina; Pedro Lara de Arruda, do Centro de Política Internacional para o Crescimento Inclusivo, do Escritório de Política de Desenvolvimento das Nações Unidas; Maurice Mars, da Universidade Kwazulu Natal, África do Sul; K. Ganapathy, da Rede Apollo de Telemedicina, Índia; Murrugara Velarde, da Associação Peruana de Telemedicina; Antonio Marttos, da Universidade de Miami, EUA, e do Comitê Olímpico Internacional/Rio; Andre Petitet, da França; Olajide Joseph Adebola, Presidente da Sociedade de Telemedicina e Telessaúde da Nigéria; Ayotunde Joseph Ade-agbo Owosho, também da Nigéria; Daniel Opoku, de Gana; Betina Bruun, da Dinamarca; Gabriel Catan, de Israel; Luis Velez Lapão, de Portugal; Katelin Gresty e Marie-Pierre Ggnon, do Canadá; Pirkko Kouri, da Universidade da Savonia, Finlândia; Claudia Bartz, Conselho Internacional de Enfermagem, EUA, e Titilayo Doroty Odetola, EUA; Anna F. Schmaus-Klughammer e Patrick L. Scheid, da Alemanha;Timo Frett e Markus Lindlar, da Agência Espacial Alemã; Meena Rafiq, do Reino Unido; Ronald Buyl, da Bélgica; Alan Taylor, da Austrália; Ron Emerson, Diretor Global da Healthcare Polycom; além de outros experts.
O Dr. Mikhail Naenzon, da Agência Nacional de Telemedicina da Rússia, apareceu na tela do auditório, falando direto de Moscou sobre as atividades de sua instituição, e o Dr. Rifat Latifi, da Universidade do Arizona (Tucson), EUA, e da Fundação Virtual Internacional e-Hospital, não podendo vir, enviou um vídeo muito informativo, mostrando as realizações em saúde de dois dos países mais pobres da Europa, Albânia e Kosovo – esse após a guerra de 1998-99, que o dizimou.
O Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde promoveu o Congresso Brasileiro, sob a Presidência do Dr. Cláudio Souza e a Vice-Presidência da Dra. Ana Estela Haddad, tendo como Diretor Científico o Prof. Luis Ary Messina, Coordenador Nacional da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE). A RUTE tem 118 núcleos em operação no país e terá 120 até o fim do ano.
Índia e Maranhão foram eleitos para sediar, respectivamente, o 21º Congresso Internacional, e o 8º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.
Universidades e entidades públicas e privadas de 16 estados tiveram destacada atuação: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, RJ, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Importantes instituições brasileiras participaram dos Congressos: Agência Espacial Brasileira (AEB), Capes, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), CNPq, Comitê Rio 450 Anos, Finep, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Assistida por Computação Científica (INCT-MACC), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), Ordem dos Advogados do Brasil/RJ e SP; Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS); e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
“A Telessaúde no Brasil e a Inovação Tecnológica na Atenção Primária”, livro de 450 páginas, lançado na ocasião, foi organizado por Ricardo Alexsandro de Medeiros Valentim, Bruno Gomes de Araújo, Tâmara Albuquerque Leite Guedes e Alexandre Medeiros de Figueiredo, com a participação de 54 autores de todo o país, e publicado pela Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Edufrn).
O Brasil sediou esse grande encontro de telessaúde e telemedicina porque já alcançou grandes progressos nesta área. Temos o Programa Nacional TELESSAÚDE BRASIL REDES NA ATENÇÃO BÁSICA, que compõe o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), criada em 2011. O TELESSAÚDE BRASIL nasceu em 2007 com o Projeto Piloto em apoio à Atenção Básica, envolvendo nove núcleos localizados em universidades do país. Em 2011, expandiu o financiamento para núcleos intermunicipais e estaduais. Hoje, funciona em todos os estados. E tem cerca de 6 mil pontos de Telessaúde, instalados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de 2.600 municípios, e 50 mil profissionais de equipes de atenção básica/saúde da família que podem acessar os serviços de Telessaúde. O Manual Instrutivo do Programa, publicado pelo Ministério da Saúde, neste ano, explica que o TELESSAÚDE BRASIL visa “potencializar a qualificação da Atenção Básica/Estratégia de Saúde da Família, ao estimular o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para atividades à distância relacionadas à saúde”. Diz mais: “O TELESSAÚDE pode possibilitar a interação entre profissionais de saúde, bem como o acesso remoto a recursos de apoio educacional, clínico e diagnóstico.”
O TELESSAÚDE passou, em 2012, a disponibilizar teleconsultorias por telefone em apoio aos médicos da Atenção Básica participantes dos Programas: Mais Médicos para o Brasil, Valorização da Atenção Básica (PROVAB) e Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), e às equipes do Programa Melhor em Casa. Isso facilita o acesso à informação e agiliza a tomada de decisões para resolver questões de saúde e dúvidas clínicas, dispensando o agendamento prévio.
O uso dos serviços de teleducação e telediagnóstico cresceu muito nos últimos quatro anos. O mesmo precisa acontecer com a teleconsultoria, pois ela pode ampliar a capacidade de resolver os problemas por parte do solicitante necessitado.
O TELESSAÚDE BRASIL terá chance de crescer ainda mais e com eficiência ainda maior se contar com um sistema espacial de apoio. Por que não criar uma rede de satélites dedicados ao Programa Telessaúde e Telemedicina? Daí a minha proposta de se constituir um grupo de trabalho (GT) para estudar a possibilidade e a viabilidade de elaborar o projeto de uma rede de satélites para prestar serviços de telemedicina, reunindo especialistas do governo, da academia e da indústria. Quem se habilita a liderar esse processo?
Vale também sugerir que o BRICS crie um projeto de telemedicina por satélite. O BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) já pôs em sua agenda a ideia de promover a cooperação espacial. Por que não começar essa colaboração com um serviço de primeiríssima necessidade não só para seus cinco países-membros, mas também para dezenas e dezenas de outros países em desenvolvimento? Foi o que propus no painel “A telessaúde e os BRICS”.
A telemedicina por satélite pode tanto gerar considerável poupança para os contribuintes dos serviços de saúde, como melhorar mais rapidamente a saúde dos pacientes.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo expressa tão somente a opinião do autor.
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A saúde que vem do espaço
José Monserrat Filho *
É difícil justificar por que o Brasil, país continental e com tanto povo carente espalhado por seu imenso território (8,5 milhões de km²), ainda não tem um sistema de telessaúde e telemedicina por satélite. O uso do espaço em apoio aos serviços de saúde já é comum até em países menores que o nosso, como Alemanha (357 mil km²), Austrália (7.7 milhões de km²), Índia (3,3 milhões de km²), Nigéria (7.3 mil km²), Paquistão (796 mil km²) e outros. Pode ser uma rede de pequenos satélites.
Abordei essa questão nos quatro encontros conjuntos sobre o tema “A Telemedicina para a Universalização da Saúde”, realizados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 28 a 30 de outubro, com ativa participação de renomados especialistas de vários países. Refiro-me aos 20º Congresso Internacional e 7º Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, ao 1º Simpósio Rio sobre Telessaúde e ao 4º Seminário do Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes.
A grande imprensa brasileira não cobriu nem noticiou o fato, mas nem por isso ele deixou de ser extremamente relevante, tanto pelos temas debatidos, experiências e avanços revelados, como pelo alto nível nacional e internacional dos participantes. Muitos dos melhores especialistas do mundo no assunto discutiram sobre como agir mais depressa, com mais urgência, cobrindo enormes distâncias, para salvar mais vidas, prevenir e enfrentar surtos, epidemias, pandemias e endemias, e assegurar uma vida mais saudável para milhões de seres humanos.
Lá estavam o Presidente e o Diretor Executivo da International Society for Telemedicine & eHealth – ISfTeH (Sociedade Internacional de Telemedicina e eSaúde), respectivamente Drs. Andy Fischer (Canadá) e S. Yunkap Kwankam (Camarões); os Drs. Marcial Garcia Rojo (Espanha), Presidente da Associação Ibero-Americana de Telessaúde e Telemedicina; Yulun Wang, Presidente da Associação Americana de Telemedicina; Pedro Lara de Arruda, do Centro de Política Internacional para o Crescimento Inclusivo, do Escritório de Política de Desenvolvimento das Nações Unidas; Maurice Mars, da Universidade Kwazulu Natal, África do Sul; K. Ganapathy, da Rede Apollo de Telemedicina, Índia; Murrugara Velarde, da Associação Peruana de Telemedicina; Antonio Marttos, da Universidade de Miami, EUA, e do Comitê Olímpico Internacional/Rio; Andre Petitet, da França; Olajide Joseph Adebola, Presidente da Sociedade de Telemedicina e Telessaúde da Nigéria; Ayotunde Joseph Ade-agbo Owosho, também da Nigéria; Daniel Opoku, de Gana; Betina Bruun, da Dinamarca; Gabriel Catan, de Israel; Luis Velez Lapão, de Portugal; Katelin Gresty e Marie-Pierre Ggnon, do Canadá; Pirkko Kouri, da Universidade da Savonia, Finlândia; Claudia Bartz, Conselho Internacional de Enfermagem, EUA, e Titilayo Doroty Odetola, EUA; Anna F. Schmaus-Klughammer e Patrick L. Scheid, da Alemanha;Timo Frett e Markus Lindlar, da Agência Espacial Alemã; Meena Rafiq, do Reino Unido; Ronald Buyl, da Bélgica; Alan Taylor, da Austrália; Ron Emerson, Diretor Global da Healthcare Polycom; além de outros experts.
O Dr. Mikhail Naenzon, da Agência Nacional de Telemedicina da Rússia, apareceu na tela do auditório, falando direto de Moscou sobre as atividades de sua instituição, e o Dr. Rifat Latifi, da Universidade do Arizona (Tucson), EUA, e da Fundação Virtual Internacional e-Hospital, não podendo vir, enviou um vídeo muito informativo, mostrando as realizações em saúde de dois dos países mais pobres da Europa, Albânia e Kosovo – esse após a guerra de 1998-99, que o dizimou.
O Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde promoveu o Congresso Brasileiro, sob a Presidência do Dr. Cláudio Souza e a Vice-Presidência da Dra. Ana Estela Haddad, tendo como Diretor Científico o Prof. Luis Ary Messina, Coordenador Nacional da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE). A RUTE tem 118 núcleos em operação no país e terá 120 até o fim do ano.
Índia e Maranhão foram eleitos para sediar, respectivamente, o 21º Congresso Internacional, e o 8º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.
Universidades e entidades públicas e privadas de 16 estados tiveram destacada atuação: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, RJ, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Importantes instituições brasileiras participaram dos Congressos: Agência Espacial Brasileira (AEB), Capes, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), CNPq, Comitê Rio 450 Anos, Finep, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Assistida por Computação Científica (INCT-MACC), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), Ordem dos Advogados do Brasil/RJ e SP; Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS); e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
“A Telessaúde no Brasil e a Inovação Tecnológica na Atenção Primária”, livro de 450 páginas, lançado na ocasião, foi organizado por Ricardo Alexsandro de Medeiros Valentim, Bruno Gomes de Araújo, Tâmara Albuquerque Leite Guedes e Alexandre Medeiros de Figueiredo, com a participação de 54 autores de todo o país, e publicado pela Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Edufrn).
O Brasil sediou esse grande encontro de telessaúde e telemedicina porque já alcançou grandes progressos nesta área. Temos o Programa Nacional TELESSAÚDE BRASIL REDES NA ATENÇÃO BÁSICA, que compõe o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), criada em 2011. O TELESSAÚDE BRASIL nasceu em 2007 com o Projeto Piloto em apoio à Atenção Básica, envolvendo nove núcleos localizados em universidades do país. Em 2011, expandiu o financiamento para núcleos intermunicipais e estaduais. Hoje, funciona em todos os estados. E tem cerca de 6 mil pontos de Telessaúde, instalados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de 2.600 municípios, e 50 mil profissionais de equipes de atenção básica/saúde da família que podem acessar os serviços de Telessaúde. O Manual Instrutivo do Programa, publicado pelo Ministério da Saúde, neste ano, explica que o TELESSAÚDE BRASIL visa “potencializar a qualificação da Atenção Básica/Estratégia de Saúde da Família, ao estimular o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para atividades à distância relacionadas à saúde”. Diz mais: “O TELESSAÚDE pode possibilitar a interação entre profissionais de saúde, bem como o acesso remoto a recursos de apoio educacional, clínico e diagnóstico.”
O TELESSAÚDE passou, em 2012, a disponibilizar teleconsultorias por telefone em apoio aos médicos da Atenção Básica participantes dos Programas: Mais Médicos para o Brasil, Valorização da Atenção Básica (PROVAB) e Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), e às equipes do Programa Melhor em Casa. Isso facilita o acesso à informação e agiliza a tomada de decisões para resolver questões de saúde e dúvidas clínicas, dispensando o agendamento prévio.
O uso dos serviços de teleducação e telediagnóstico cresceu muito nos últimos quatro anos. O mesmo precisa acontecer com a teleconsultoria, pois ela pode ampliar a capacidade de resolver os problemas por parte do solicitante necessitado.
O TELESSAÚDE BRASIL terá chance de crescer ainda mais e com eficiência ainda maior se contar com um sistema espacial de apoio. Por que não criar uma rede de satélites dedicados ao Programa Telessaúde e Telemedicina? Daí a minha proposta de se constituir um grupo de trabalho (GT) para estudar a possibilidade e a viabilidade de elaborar o projeto de uma rede de satélites para prestar serviços de telemedicina, reunindo especialistas do governo, da academia e da indústria. Quem se habilita a liderar esse processo?
Vale também sugerir que o BRICS crie um projeto de telemedicina por satélite. O BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) já pôs em sua agenda a ideia de promover a cooperação espacial. Por que não começar essa colaboração com um serviço de primeiríssima necessidade não só para seus cinco países-membros, mas também para dezenas e dezenas de outros países em desenvolvimento? Foi o que propus no painel “A telessaúde e os BRICS”.
A telemedicina por satélite pode tanto gerar considerável poupança para os contribuintes dos serviços de saúde, como melhorar mais rapidamente a saúde dos pacientes.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo expressa tão somente a opinião do autor.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
INPE Informa: entrevista com o coordenador da CEA
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O novo número do informativo "INPE Informa", editado pela equipe de comunicação social do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dá continuidade a uma série de entrevistas com dirigentes da instituição, agora com o coordenador da divisão de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA), Oswaldo Miranda.
Dentre os pontos abordados, foram destacados a implementação de um novo conceito de gestão e avaliação de projetos que a Coordenação vem utilizando nos últimos anos, a reorientação da missão do satélite científico LATTES, desmembrado nos projetos EQUARS e MIRAX, e a reativação do setor de lançamento de balões.
Para acessar a entrevista, clique aqui.
O novo número do informativo "INPE Informa", editado pela equipe de comunicação social do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dá continuidade a uma série de entrevistas com dirigentes da instituição, agora com o coordenador da divisão de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA), Oswaldo Miranda.
Dentre os pontos abordados, foram destacados a implementação de um novo conceito de gestão e avaliação de projetos que a Coordenação vem utilizando nos últimos anos, a reorientação da missão do satélite científico LATTES, desmembrado nos projetos EQUARS e MIRAX, e a reativação do setor de lançamento de balões.
Para acessar a entrevista, clique aqui.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
CLBI: 50 anos
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CLBI completa 50 anos e comemora três mil lançamentos espaciais
Brasília, 28 de outubro de 2015 – O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), responsável, junto com o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, pelo lançamento e rastreio de engenhos espaciais no Brasil, completou 50 anos no último dia 12.
Nesse período, a unidade, localizada em Parnamirim (RN), serviu como base para o lançamento de aproximadamente três mil foguetes e rastreio de mais de 200 veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega.
Para marcar o jubileu de ouro, o CLBI recebeu, na sexta-feira (23), a medalha Ordem do Mérito Aeronáutico (OMA), comenda concedida a pessoas e instituições que prestam serviços relevantes à sociedade brasileira e à Aeronáutica.
Segundo o diretor do CLBI, coronel Maurício Lima de Alcântara, a unidade está remanejando sua estrutura para englobar atividades nas áreas acadêmicas voltadas ao conhecimento do espaço e do clima.
Por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Centro tem sediado diversos eventos científicos nos últimos anos. O mais recente, o 6º Simpósio Internacional de Climatologia, reuniu mais de 100 participantes para debater as vulnerabilidades climáticas e suas consequências para o Brasil e o mundo. No último dia, os pesquisadores acompanharam o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB)
“O CLBI tem direcionado seus esforços e projetos não só aos lançamentos, mas a ações de comprometimento social e educacional”, afirma o coronel Alcântara.
Inauguração - Nesse sentido, até o final do ano será inaugurado no CLBI o Centro Vocacional Tecnológico (CVT- Espacial), que objetiva receber estudantes e despertá-los ao estudo de assuntos de interesses da área aeroespacial, além de capacitar professores para que disseminem o conhecimento em sala de aula.
“Queremos contribuir para que a sociedade local passe a ter outro olhar sobre as atividades espaciais brasileiras e amplie sua visão sobre as necessidades que o país tem de dominar cada vez mais as tecnologias do setor”, analisa o diretor.
Para marcar o aniversário da unidade, além da formatura militar, foram realizados outros eventos para congregar o público interno e a comunidade local. No dia 2, aproximadamente 300 militares e civis participaram de uma corrida de cinco quilômetros na Rodovia do Sol, que dá acesso ao Centro. No dia 5, houve apresentação de coral no Centro de Cultura Espacial e Informações Turística (Cceit), seguida da entrega do título ‘Amigos da Barreira’.
No dia 7, houve uma marcha de oito quilômetros, quando foram ministradas instruções militares de resgate na selva e de sobrevivência em regiões semiáridas. No dia seguinte, encerrando as festividades, a Banda de Música da Base Aérea de Natal executou um concerto no teatro de Parnamirim.
Fonte: FAB, via AEB.
CLBI completa 50 anos e comemora três mil lançamentos espaciais
Brasília, 28 de outubro de 2015 – O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), responsável, junto com o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, pelo lançamento e rastreio de engenhos espaciais no Brasil, completou 50 anos no último dia 12.
Nesse período, a unidade, localizada em Parnamirim (RN), serviu como base para o lançamento de aproximadamente três mil foguetes e rastreio de mais de 200 veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega.
Para marcar o jubileu de ouro, o CLBI recebeu, na sexta-feira (23), a medalha Ordem do Mérito Aeronáutico (OMA), comenda concedida a pessoas e instituições que prestam serviços relevantes à sociedade brasileira e à Aeronáutica.
Segundo o diretor do CLBI, coronel Maurício Lima de Alcântara, a unidade está remanejando sua estrutura para englobar atividades nas áreas acadêmicas voltadas ao conhecimento do espaço e do clima.
Por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Centro tem sediado diversos eventos científicos nos últimos anos. O mais recente, o 6º Simpósio Internacional de Climatologia, reuniu mais de 100 participantes para debater as vulnerabilidades climáticas e suas consequências para o Brasil e o mundo. No último dia, os pesquisadores acompanharam o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB)
“O CLBI tem direcionado seus esforços e projetos não só aos lançamentos, mas a ações de comprometimento social e educacional”, afirma o coronel Alcântara.
Inauguração - Nesse sentido, até o final do ano será inaugurado no CLBI o Centro Vocacional Tecnológico (CVT- Espacial), que objetiva receber estudantes e despertá-los ao estudo de assuntos de interesses da área aeroespacial, além de capacitar professores para que disseminem o conhecimento em sala de aula.
“Queremos contribuir para que a sociedade local passe a ter outro olhar sobre as atividades espaciais brasileiras e amplie sua visão sobre as necessidades que o país tem de dominar cada vez mais as tecnologias do setor”, analisa o diretor.
Para marcar o aniversário da unidade, além da formatura militar, foram realizados outros eventos para congregar o público interno e a comunidade local. No dia 2, aproximadamente 300 militares e civis participaram de uma corrida de cinco quilômetros na Rodovia do Sol, que dá acesso ao Centro. No dia 5, houve apresentação de coral no Centro de Cultura Espacial e Informações Turística (Cceit), seguida da entrega do título ‘Amigos da Barreira’.
No dia 7, houve uma marcha de oito quilômetros, quando foram ministradas instruções militares de resgate na selva e de sobrevivência em regiões semiáridas. No dia seguinte, encerrando as festividades, a Banda de Música da Base Aérea de Natal executou um concerto no teatro de Parnamirim.
Fonte: FAB, via AEB.
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