quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

SGDC avança

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Ministro das Comunicações conhece obras de infraestrutura de solo para operar satélite

Antena principal de comando do SGDC ficará em Brasília

07/01/2016 17:32h

O Ministro das Comunicações, André Figueiredo, conheceu nesta quinta-feira (07/01) as obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O Centro de Operações Principal, que ficará em Brasília dentro da área do Sexto Comando Aéreo Regional, conta com a antena de comando e controle, estações de trabalho de radiofreqüência e de monitoramento do satélite. Até a conclusão das obras do prédio principal, os equipamentos serão instalados em contêineres de telecomunicações e dentro do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA).

“Daqui eu saio bem impressionado com a dedicação da equipe, tanto da Aeronáutica como da Telebrás. Nossa expectativa é que possamos fazer avançar e acelerar esse projeto, lançando o satélite no último trimestre deste ano e entrando em operação no início de 2017, mas já com a construção das instalações em andamento para que a gente possa concluir, quem sabe, em 2017 o projeto como um todo”, afirmou.

Nesta semana os técnicos da Thales Alenia, construtora do satélite, estão montando a antena de comando e controle na capital federal. A estrutura suporta as 42 toneladas do equipamento. O diâmetro da antena é de 13 metros e será responsável por controlar o equipamento assim que entrar em órbita. A segunda antena de comando será montada no Rio de Janeiro assim que terminar o trabalho em Brasília. Todas as obras de solo do SGDC estão sendo erguidas em áreas militares.

Paralelo a isso, o SGDC entra neste mês em fase de testes na cidade de Cannes, na França. Em dezembro passado, os módulos de comunicação e serviço foram integrados. Cerca de 30 brasileiros, militares e civis, acompanham o processo que envolve transferência de tecnologia. A partir de março, os profissionais que vão operar o satélite executarão os treinamentos finais nesta estrutura.

O ministro também destacou a importância do satélite que atenderá as demandas de comunicação do Ministério da Defesa e ao Plano Nacional de Banda Larga. “Temos o lançamento do SGDC como um dos mais importantes momentos não apenas nas áreas das comunicações, mas também da defesa. A previsão é que a partir da montagem da antena e dos equipamentos, que vão dar suporte ao nosso satélite, e do lançamento do edital do novo edifício, nós possamos conversar com as áreas do governo federal, especialmente da equipe econômica, para mostrar a importância de acelerarmos a construção desse prédio e fazermos o projeto ser concluído da forma como estava previsto”, ressaltou.

O centro de operações principal terá cerca de 60 mil metros quadrados de área construída e vai atender aos requisitos de segurança nível quatro, o que inclui redundância de fornecimento de energia elétrica, sistemas de segurança e refrigeração, entre outros requisitos. As medidas visam eliminar as chances de haver qualquer perda de contato entre comando em solo e satélite em órbita.

Auditado pelo TCU - De acordo com a Telebrás, esse é o primeiro projeto do governo brasileiro auditado pelo Tribunal de Contas da União antes de ser executado. Todas as obras foram projetados em 3 D pelo sistema Bim Revit. O software do projeto permite modelagem de informação de construção. As imagens apresentadas são exatamente como o projeto deve ficar.  Agência Força Aérea/Cabo V. Santos

Futuro – Ao mesmo tempo em que se aproxima o momento de lançamento do SGDC, as atenções se voltam para as necessidades brasileiras de outros satélites. De acordo com o Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CISCEA), Major-Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá, pensando na renovação futura da infraestrutura que suporta o controle do tráfego aéreo a prioridade é um satélite que atenda a banda C. “É porque realmente precisa. Se nós queremos autonomia na parte de comunicações de tráfego aéreo, precisamos de mais satélites, mais com banda Ka, X e C”, detalha.

Fonte: FAB
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Comunicações por satélite para controle do tráfego aéreo

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FAB desenvolve um forte aliado para a manutenção da operacionalidade do sistema Telesat

Mudança proporcionou economia de R$ 5 milhões com aluguel de telecomunicações

06/01/2016 08:30h

O Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica (PAME-RJ), unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) localizada no Rio de Janeiro, desenvolveu um novo sistema de comunicações por satélite para a manutenção da operacionalidade do Telesat, uma das redes de comunicação que suportam as infraestruturas de dados do controle do tráfego aéreo. O Sistema Backup do Telesat (SBT) foi instalado na área do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), em Manaus. Ele provê os links de comunicações de voz e dados, até então, disponibilizados pelo Telesat para os principais sistemas de comunicações administrativas e operacionais do Comando da Aeronáutica (COMAER), por meio de 111 estações instaladas em todo o território nacional.

Todo o processo da concepção técnica até a instalação do sistema demorou menos de 18 meses, sendo concluído no final de novembro 2015. “Após a conclusão da instalação do novo sistema, o PAME-RJ possui sobressalentes suficientes para garantir a manutenção das demais estações do Telesat que atendem aos outros regionais por pelo menos mais cinco anos”, ressalta o Diretor do PAME-RJ, Coronel Engenheiro Dalmo José Braga Paim.

O novo sistema é capaz de monitorar, em tempo real, o tráfego e taxa de ocupação dos links, apresentando esses dados sob a forma de gráficos. Dessa forma, os engenheiros e técnicos serão capazes de realizar análises mais consistentes durante as pesquisas de panes, ter informações cada vez mais precisas para proposição de mudanças ou aumento de capacidade dos links.

A utilização de equipamentos e de modens satélites de última geração no novo sistema permitiu um impacto significativo no consumo de banda, com uma redução de aproximadamente 90% na banda satelital utilizada em cada estação. A economia proporcionou um aumento de, aproximadamente, dez vezes da banda de intraer (rede interna) na maioria das localidades atendidas e, com isso, já gerou uma economia anual de aproximadamente R$ 5 milhões com aluguel de canalização junto às concessionárias de telecomunicações.

Mais benefícios - Outro aspecto positivo do SBT é a capacidade de monitoramento remoto e de telecomando das suas estações distribuídas em todo o território nacional. Essa facilidade está permitindo a mudança do modelo de manutenções preventivas das estações remotas, reduzindo a necessidade de técnicos “in loco” para a realização de mais de 80% dos procedimentos previstos nos boletins do antigo sistema. O novo sistema se mostra muito mais estável que o Telesat, o que tem resultado em uma redução significativa dos procedimentos corretivos.

Além disso, os principais parâmetros dos enlaces satelitais são monitorados em tempo real, por faixas previamente estabelecidas, de forma que qualquer variação é imediatamente sinalizada com a mudança de cor do prisma ao parâmetro correspondente, avisando ao técnico que está acontecendo algum tipo de degradação, possibilitando a realização de ações preventivas e evitando, assim, a inoperância total dos links.

Fonte: FAB
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

"Esforços para colocar satélite nacional em órbita marcaram 2015"

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Esforços para colocar satélite nacional em órbita marcaram 2015

Brasília, 4 de janeiro de 2016 – O ano de 2015 foi marcado por esforços de vários setores e instituições para os preparativos do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para o segundo semestre do ano.

Este é o principal projeto da área espacial em andamento. O equipamento atenderá as demandas de comunicações no âmbito do Ministério da Defesa (MD) e ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do Ministério das Comunicações (MC).

Além desse projeto, São José dos Campos (SP), principal polo de tecnologia aeroespacial nacional, produziu diversos fatos ligados à área aeroespacial, bem como os centros de lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN).

A partir de março último começou no país a capacitação dos profissionais que vão operar o SGDC. Nos últimos três anos, a preparação dos operadores ocorreu em centros europeus, canadense e chileno. Intercâmbios de informações técnicas também foram efetuados com França e Itália na busca referências para estabelecer o modelo nacional de operação.

As antenas de envio e recebimento de dados do satélite e os centros de operação primário e secundário serão construídos pela Telebras em áreas militares.

Este ano, o Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P) também deve desenvolver, junto a Telebras, acordo específico para a operação do SGDC. “Deveremos definir o que será responsabilidade de quem, como se dará a tomada de decisão em situações críticas, como será a divisão de tarefas no controle do SGDC, como se dará a divisão dos gastos do Cope entre os partícipes, dentre outras coisas”, informa o coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do NuCOPE-P.

O Núcleo também terá a atribuição de estudar e propor a ativação do Comando de Sistemas Espaciais. A nova unidade da Aeronáutica terá como subordinados os centros de operação principal, em Brasília (DF), e secundário, no Rio de Janeiro (RJ).

Capacitação – A formação das futuras gerações de pesquisadores e profissionais do setor aeroespacial foi foco da Jornada Espacial em novembro último. Promovida pela Agência Espacial Brasileira (AEB), a 13ª edição do evento reuniu 45 alunos e 33 professores de ensino médio de todo o país ao longo de uma semana em São José dos Campos. “O trabalho na área espacial é muito pouco divulgado no Brasil. Queremos demonstrar a importância do que vem sendo feito e tentar sensibilizar os jovens para que trilhem caminhos profissionais e desenvolvam conhecimento”, afirma José Bezerra Pessoa Filho, um dos organizadores do evento e engenheiro do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Os participantes foram selecionados a partir do seu desempenho na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que envolveu mais de 800 mil alunos e 60 mil professores de todo o país.

Em junho, o futuro espaçonauta brasileiro, Pedro Henrique Dória Nehme, de 23 anos, fez um voo de 50 minutos na aeronave de caça supersônica F-5. O voo faz parte da preparação para sua ida ao espaço a ser agendada.

Em outubro, o CLBI completou 50 anos com a marca de aproximadamente 3 mil foguetes e rastreados mais de 200 veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega. “O CLBI tem direcionado seus esforços e projetos não só aos lançamentos, mas a ações de comprometimento social e educacional”, afirma o diretor do Centro, coronel Maurício Lima de Alcântara.

Para celebrar o Ano da Luz, data celebrada pela Unesco em 2015, o grupo de pesquisa em óptica e fotônica do Instituto de Estudos Avançados (IEAV) desenvolveu o projeto “Feira Itinerante: Luzes para a Educação”. A demonstração composta por dez experimentos lúdicos percorreu escolas de São José dos Campos.

A iniciativa promoveu os conceitos de óptica e incentivou as crianças a entender como funciona esse fenômeno. “Com isso esperamos despertar a visão de que as ciências exatas também são interessantes”, explica o coordenador do projeto, o professor Jonas Jakutis Neto.

A área de óptica e fotônica do IEAV tem mais de 30 anos. Foi responsável, por exemplo, pelo desenvolvimento de alguns dos primeiros lasers do Brasil, como o que utiliza vapor de cobre e CO² (Gás Carbônico), com várias aplicações na área industrial.

Pesquisadores e indústria – A comunidade aeronáutica pensou em como transferir tecnologia para fabricação nacional de componentes. Por isso, empresas, instituições de pesquisa e universidades com competências reuniram-se por diversas vezes em 2015 para buscar soluções para desenvolver tecnologia nacional.

Grupos também discutiram efeitos da radiação sobre componentes de uso aeroespacial. No Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG), iniciaram em fevereiro os estudos para monitoramento de radiação cósmica.

Da mesma forma, um workshop procurou aproximar os ambientes operacional e técnico-científico com a troca de experiências entre os centros de pesquisa e desenvolvimento da Marinha, Exército e da Aeronáutica.

Projetos – Em novembro, uma explosão no motor no momento da ignição, destruiu o foguete VS-40M, no CLA. Ninguém se feriu. A operação envolveu 300 profissionais e objetivava testar o Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), que tem potencial de viabilizar experimentos em ambiente de microgravidade, contribuindo para ganhos de qualidade da indústria nacional e para o desenvolvimento do país em importantes áreas do conhecimento, tais como processos biológicos, produção de fármacos e materiais especiais.

O projeto “deve ser retomado o mais rapidamente possível” de acordo com o diretor geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), tenente-brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva.

Em relação ao Programa Espacial Brasileiro, verificou-se como as tecnologias desenvolvidas em 25 anos para o Veículo Lançador de Satélites (VLS) estão sendo aplicadas em outros setores da economia, como o petrolífero e a geração de energia eólica.

Fonte: FAB, via AEB.
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Meteorologia: novo modelo global de previsão do tempo

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CPTEC/INPE inicia 2016 com novo modelo global de previsão do tempo

Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

As previsões de tempo em escala global do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE, começam a ser geradas a partir do primeiro dia do ano com um novo modelo atmosférico de circulação global, o BAM (Brazilian Global Atmospheric Model), com uma resolução espacial de 20 quilômetros e 96 camadas na vertical. Este novo modelo substitui a última versão do Modelo de Circulação Geral Atmosférico (Atmospheric Global Circulation Model - AGCM), em operação desde 2010, processado a uma resolução espacial de 45 quilômetros e 64 camadas na vertical.

Como o modelo global é utilizado para processar outros modelos do CPTEC, tais como os de previsões de tempo para América do Sul, clima sazonal, qualidade do ar, a expectativa é de que, gradualmente e muito em breve, estas previsões ganhem maior confiabilidade e qualidade. Melhorias deverão ser percebidas, em especial, para as previsões de eventos extremos, tais como chuvas intensas, períodos de seca, eventos de El Niño, etc.

O modelo antigo (AGCM) era uma versão modificada e melhorada do modelo global do COLA (Center for Ocean-Land-Atmosphere Studies), dos Estados Unidos, que começou a ser processado na inauguração do CPTEC, em 1994. Entretanto, para melhorar as previsões de tempo e clima em altas resoluções no Brasil, foi necessário desenvolver um modelo global próprio com uma nova dinâmica (equações do movimento da atmosfera) e física no estado da arte (radiação, camada limite, processos de superfície, microfísica, etc.), mais adequadas para as condições da América do Sul.

Segundo o chefe da Divisão de Modelagem e Desenvolvimento (DMD), do CPTEC, Silvio Nilo Figueroa, o BAM ficou em modo experimental durante um ano e em fase pré-operacional nos últimos três meses. Uma avaliação recente do desempenho do BAM para previsões de chuva sobre a região Sudeste apresentou níveis de acerto e qualidade similares àquelas geradas pelo modelo GFS (Global Forecast System), do NCEP (National Centers for Environmental Prediction), dos Estados Unidos (Figura 1). Por outro lado, em uma comparação entre os modelos antigo (AGCM) e novo (BAM) para a região dos trópicos, o BAM apresentou uma boa correlação de suas previsões em relação às observações com até cinco dias de antecedência, enquanto o antigo modelo mostrou uma queda de desempenho a partir do segundo dia das previsões (Figura 2).

Os desenvolvimentos realizados no BAM terão desdobramentos sobre os modelos regionais ETA e BRAMS, que cobrem a América do Sul, com resoluções iguais ou menores a 5 quilômetros, e que serão alimentados com as condições de contorno do novo modelo. Com estas implementações, a expectativa é de que as previsões de tempo para o Brasil deverão melhorar bastante nos próximos meses tanto em qualidade, com maior riqueza de detalhes, como em confiabilidade, principalmente para as previsões com mais de 2 dias de antecedência.

O bom desempenho do BAM trará impactos para os modelos regionais de 1 quilômetro que serão utilizados como condições de contorno (ventos) para as previsões de ondas e correntes para a Baía da Guanabara, durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, no próximo ano, compromisso assumido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O novo modelo atmosférico também será útil para acoplar um modelo oceânico, com o qual serão produzidas previsões estendidas de tempo por conjunto (Ensemble) com até com 4 semanas de antecedência, bem como previsões de clima sazonal para até 3 meses. Finalmente, este modelo também será utilizado como componente atmosférica da nova versão do Modelo Brasileiro de Sistema Terrestre (BESM) para projeções de mudanças climáticas. Estes desenvolvimentos, incluindo um sistema de assimilação de dados próprio, deverão ser implementados no próximo ano.

Necessidade de um novo supercomputador

Segundo Silvio Nilo, com a entrada em operação do BAM, se impõe a necessidade de melhoria da estrutura computacional do CPTEC. Um experimento realizado recentemente para avaliar o desempenho do atual supercomputador para processar o modelo BAM adaptado a uma melhor resolução espacial, de 10 quilômetros, demonstrou que mesmo utilizando toda a capacidade de processamento do supercomputador Tupã, fazendo uso de seus 30 mil processadores ao longo de 2 horas, foi possível gerar previsões para apenas 24 horas. Ou seja, para as próximas demandas de modelagem do CPTEC, que exigirão previsões de alta resolução, o atual supercomputador é incapaz de gerar previsões operacionais para até 7 dias, sendo limitado também para realizar previsões de clima sazonal (global e regional) com alta resolução espacial.

Em 2010, a capacidade computacional do CPTEC estava no mesmo nível dos grandes centros mundiais, que atualmente já contam com máquinas entre 30 e 50 vezes mais velozes (na ordem de PetaFlops ou 1015 operações de ponto flutuante por segundo). O NCEP, dos Estados Unidos, por exemplo, tem capacidade para rodar seu modelo global a uma resolução espacial de 13 quilômetros. Silvio Nilo ressalta que somente com uma nova infraestrutura computacional, mais potente, será possível dar continuidade aos avanços do BAM, implementar o seu acoplamento ao modelo oceânico e aos modelos regionais e, consequentemente, produzir melhorias em todas as previsões processadas pelo CPTEC.

O novo coordenador do CPTEC, Antonio Manzi, que assumiu o cargo recentemente, destaca que o período de vida útil do atual supercomputador do INPE, o Tupã, expira em 2017, e como os processos de compra de um novo supercomputador levam ao menos um ano e meio, a compra de uma nova máquina deve ser iniciada no próximo ano, caso contrário haverá queda na qualidade das previsões geradas pelo CPTEC, acarretando potenciais prejuízos ao país. Diversas atividades econômicas dependem da boa qualidade das previsões, como os setores agrícola, de energia, meio ambiente, transporte, e mesmo o sistema de alertas emitidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais - CEMADEN.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Bolívia: Túpac Katari gera receitas para o governo

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O diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE), Iván Zambrana, divulgou no meio de dezembro informações sobre os resultados gerados pelo primeiro satélite de comunicações do país, o Túpac Katari, lançado ao espaço há dois anos. Ao longo de 2015, o satélite gerou 19 milhões de dólares em receitas para o governo boliviano, decorrentes da prestação de serviços de transmissão de dados.

Cerca de 75% da capacidade do satélite está vendida para empresas públicas e privadas, todas nacionais. A expectativa para 2016 é de uma receita de ao menos 24 milhões de dólares. Ao longo de sua vida útil - estimada em 15 anos, espera-se que o satélite gere receitas de aproximadamente 500 milhões de dólares, o que significará um ganho para o Estado após o pagamento de todo o custo do projeto, de cerca de 302 milhões de dólares.

Além da oferta no mercado, parte da capacidade do Túpac Katari é operada para atender mais de 150 mil famílias na área rural da Bolívia, com transmissão de sinais de TV.

Também denominado TKSat-1, o Túpac Katari foi construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) com base num acordo assinado em dezembro de 2010. Trata-se do quinto satélite de comunicações fornecido pela China para o mercado internacional, sendo o segundo para a América do Sul (em 2008, o Venesat-1, da Venezuela, foi lançado ao espaço). Conta com 30 transpônderes em banda C, Ku e Ka e está posicionado na órbita geoestacionária 87.2ºW.
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domingo, 27 de dezembro de 2015

CBERS 4A avança

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INPE e CAST avançam no projeto do satélite CBERS-4A

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015

Especialistas brasileiros e chineses concluíram que o projeto do CBERS-4A deve avançar para a fase de fabricação dos modelos de voo de seus subsistemas e equipamentos. A previsão de lançamento do satélite sino-brasileiro é dezembro de 2018.

Durante a Revisão Crítica de Projeto (CDR), uma banca formada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Agência Espacial Brasileira (AEB) avaliou se o projeto do satélite é apropriado para cumprir os requisitos estabelecidos para a missão CBERS-4A. As equipes se reuniram para a CDR nos dias 15 e 16 de dezembro na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).

"Alguns itens de ação foram propostos pela banca revisora e serão respondidos pelas equipes técnicas do INPE e da CAST (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial). A conclusão é que não há impedimentos técnicos e o projeto pode prosseguir para a próxima fase (Fase D)", informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, engenheiro do INPE que coordena o Segmento Espacial do Programa CBERS.

O CBERS-4A levará a bordo três câmeras – uma chinesa e duas brasileiras. A câmera Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura (WPM) está sendo desenvolvida pela China para obter imagens com resolução espacial de 2m na banda pancromática e de 8m nas bandas multiespectrais, com largura de faixa imageadora de 92 km.

As câmeras brasileiras serão réplicas da WFI e da MUX que estão a bordo do CBERS-4, lançado em dezembro de 2014. “Equipamentos e peças remanescentes dos CBERS-3 e CBERS-4 serão utilizados no CBERS-4A, mas precisamos contratar na indústria partes do satélite com base no projeto dos anteriores”, explica o engenheiro do INPE.

No CBERS-4A, a câmera WFI terá resolução espacial de 55m, com largura de faixa imageadora de 684 km, enquanto a câmera MUX terá capacidade de prover imagens com resolução espacial de 16m, com largura de faixa imageadora de 95 km.

As imagens obtidas com a MUX a bordo do CBERS-4 já estão disponíveis aos usuários no catálogo online do INPE e têm ajudado, por exemplo, a demonstrar os impactos causados no rio Doce pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração em Mariana (MG).

Com o CBERS-4A, o Brasil irá garantir a continuidade do fornecimento de imagens para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações.

A MUX, primeira câmera para satélite totalmente nacional, é um dos projetos espaciais mais sofisticados realizados no Brasil. Assim como os demais equipamentos, partes e componentes do satélite que couberam ao País na parceria sino-brasileira, a câmera foi desenvolvida pelo INPE por meio de contratos com a indústria nacional, um investimento que se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.

O CBERS-4A é o sexto satélite do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite).

Mais informações: www.cbers.inpe.br

Fonte: INPE
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Avanços do SGDC

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SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO INGRESSA NA FASE DE INTEGRAÇÃO E TESTES

Cannes, França, 22 de dezembro de 2015 – A Visiona Tecnologia Espacial, responsável pela integração do sistema SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas) anuncia a conclusão de mais um marco importante no desenvolvimento do programa.

No último dia 14, nas instalações da Thales Alenia Space, fornecedora do satélite do sistema SGDC, foi realizada com sucesso a junção entre a plataforma do satélite e o módulo de comunicação (carga útil), marcando assim o início da campanha de integração e testes.

“O programa continua avançando conforme o planejado e em linha para o lançamento em 2016. Nos próximos meses, o satélite passará por uma bateria de testes que simularão o ambiente de lançamento e espacial, além de testes funcionais”, disse Eduardo Bonini, presidente da Visiona.

Com o sistema SGDC, o Brasil pretende não só conquistar a soberania em comunicações estratégicas civis e militares, como ampliar o acesso à banda larga de internet para todo o território nacional.

Sobre a Visiona

A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona tem também como objetivo atuar como empresa integradora de satélites, com foco nas demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).

Fonte: Visiona.
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domingo, 20 de dezembro de 2015

Mensagem de Final de Ano

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Aos nossos leitores, amigos e colaboradores, nossos votos de um Feliz Natal e ótimo 2016.

Após um ano bastante difícil para todos, resta a nossa esperança e expectativa por um ano de retomada.

Como de costume, aproveitamos o momento para também agradecer a todos pelo interesse, participação e reconhecimento.

André M. Mileski
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

"EUA: Congressistas Defendem Lei sobre Apropriação Privada das Riquezas Espaciais. Em vão", artigo de José Monserrat Filho

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EUA: Congressistas Defendem Lei sobre Apropriação Privada das Riquezas Espaciais. Em vão

José Monserrat Filho *

"O estado de direito implica aceitar que o direito internacional não é uma escolha à la carte" Sir Arthur Watts Kcmg QC (1931-2007), A Importância do Direito Internacional1

Membros do Congresso americano insistem: as normas que regulam os recursos espaciais na Lei2 promulgada pelo Presidente Obama, em 25 de novembro último, são “coerentes com o Tratado do Espaço3, e não constituem uma tentativa dos EUA de reivindicar soberania sobre o território em outros corpos celestes”, escreveu Jeff Foust no Space News, de 11 de dezembro4.

A nova lei regulamenta a explotação das riquezas dos corpos celestes, inclusive a Lua e os asteroides, por cidadãos e empresas americanas. Os minerais e a água que eles retirarem desses corpos a eles pertencerá. É uma lei nacional que legisla sobre uma questão internacional, de interesse para todos os países. Um problema global, como o tema em pauta, que afeta o interesse de todos os países, só pode ser ordenado globalmente por todos os países em conjunto, no âmbito das Nações Unidas. E só depois de ordenado globalmente pode ser regulado nacionalmente, aplicando no país, segundo suas especificidades, as normas e princípios adotados globalmente.

Foust começa citando o republicano Brian Babin (Texas), presidente da Subcomissão de Ciências da Câmara de Deputados, que falou no 10º Simpósio Anual Eilene M. Galloway5 sobre “Questões Críticas do Direito Espacial”, promovido pelo Instituto Internacional de Direito Espacial em Washington, no dia 9 de dezembro. Babin declarou que “a lei [Obama] garante a liderança americana no espaço e promove o desenvolvimento de tecnologias espaciais avançadas”.

Ocorre que uma lei nacional que “garante a liderança americana no espaço” não pode ser coerente com o Tratado do Espaço, pois esse Tratado, considerado o código maior do espaço e das atividades espaciais, já em seu Artigo I estabelece dois princípios básicos – a Cláusula do Bem Comum e a Liberdade de Exploração e Uso do espaço, assim expressos:

“A exploração e o uso do espaço cósmico, inclusive da Lua e demais corpos celestes,  deverão ter em mira o bem e o interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade.

O espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, poderá ser explorado e utilizado livremente por todos os Estados sem qualquer discriminação, em condições de igualdade e em conformidade com o direito internacional, devendo haver liberdade de acesso a todas as regiões dos corpos celestes.”

O que significam “Exploração”, “Uso” e “Explotação”? – “Exploração” tem o sentido de  “estudo, pesquisa, busca do conhecimento”, enquanto “uso” ou “utilização” quer dizer emprego de recursos espaciais para manter a missão espacial. Tal visão é amplamente admitida, tanto que consta do Artigo 6º do Acordo da Lua6, que diz, entre outras coisas, que “durante suas pesquisas científicas, os Estados (…) podem também utilizar minerais e outras substâncias da Lua na quantidade necessária para dar apoio a suas missões”.

Cabe lembrar que, no Artigo 1º, § 1, do citado Acordo, as cláusulas sobre a Lua “se aplicarão também aos outros corpos celestes do sistema solar, excluída a Terra, exceto nos casos em que entrem em vigor normas jurídicas específicas referentes a um desses corpos celestes”.

O termo “explotação” aparece pela primeira vez no Artigo 11, § 5, do Acordo da Lua, pelo qual “os Estados Partes se comprometem (…) a estabelecer um regime internacional (…) para regulamentar a explotação dos recursos minerais da Lua. Ao discutir os conceitos do Acordo da Lua, não se pode esquecer de que, embora tenha recebido até hoje apenas 16 ratificações (nenhuma de potência espacial) e quatro assinaturas (inclusive da França), ele foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas (Resolução 34/68, de 5 de dezembro de 1979).

Explotação equivale, portanto, a ação de operar com determinados recursos, visando obter lucros ou rendimentos comerciais.

É certo que a Lei Obama rejeita a reivindicação de soberania e a apropriação da área a ser minerada pelo cidadãos americanos e suas empresas. Na realidade, essa apropriação é inevitável. Não se pode obter ou extrair riquezas locais sem ocupar, ainda que temporariamente, a área do corpo celeste em que elas se encontram. Alegar que a lei não pleiteia direitos de soberania ou de posse não é senão um estratagema para escapar do Artigo II do Tratado do Espaço, com base no qual “o espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio”. De fato, porém, trata-se da ocupação de uma área à qual nenhum dos demais países terá livre acesso. Isso contradiz o Artigo I, § 2, do mesmo Tratado do Espaço, que institui a “liberdade de acesso a todas as regiões dos corpos celestes”.

Babin, como nota Foust, defende “uma das normas mais polêmicas da lei”, aquela que concede aos cidadãos americanos o direito de propriedade sobre os recursos por eles obtidos de asteroides e de outros corpos celestes. Babin diz que “infelizmente, tem havido uma série de mal-entendidos sobre a intenção e a legalidade” da nova lei. A seu ver, a lei requer que os recursos sejam 'obtidos' em ordem para que os cidadãos recebam a concessão de direitos sobre eles, um passo que requer mais do que apenas observações remotas. “Somente por meio da recuperação física, o direito se manifesta”, argumento Babin. Ou seja, para terem reconhecido o direito de propriedade sobre os recursos, os cidadãos americanos não podem apenas observá-los de longe, mas precisam ir lá onde os recursos se encontram e recolhê-los, extraí-los fisicamente (recuperação física ou “phisical recovery” é certamente um mero disfarce para evitar menção ao verbo extrair, pouco simpático, que é o que na verdade ocorre). Onde estão os mal-entendidos? O que bem se entende é um claro desacordo existente entre a nova lei e o Tratado do Espaço, que define o espaço como “province of all mankind” (incumbência de toda a humanidade), um bem comum de todos os países (Artigo I do Tratado), e não apenas deste ou daquele país e de suas empresas.

Babin também se opõe a qualquer esforço para criar um regime internacional com o objetivo de regular o acesso aos recursos espaciais, conta Foust. "Fazer isso é desnecessário e seria contraproducente", sustenta Babin. Ademais, num lance dramático, ele alerta para o "jugo opressivo de um órgão internacional enrolado no pescoço da inovação dos EUA".

Aqui, sim, há um enorme mal-entendido. “Desnecessário e contraproducente” para quem? Nenhum país ou empresa é obrigado a participar de um regime internacional capaz de oprimir sua capacidade criativa. Os regimes internacionais são criados de comum acordo com participação das empresas interessadas, e não minam necessariamente a criatividade das partes. Pelo contrário, podem muito bem estimulá-la. O regime internacional proposto no Artigo 11, § 5, do Acordo da Lua, por exemplo, incentiva a criatividade porquanto planeja “assegurar o aproveitamento ordenado e seguro dos recursos naturais da Lua; assegurar a gestão natural de tais recursos; e ampliar as oportunidades de utilização desses recursos”. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, também criou a “Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos”, formada por todos os seus Estados Partes, “com vistas à gestão dos recursos da Área”. A ideia é assegurar a cada participante “os direitos e benefícios decorrentes de sua qualidade de membro”.7

Algo, com certeza, contraria fortemente os empresários e parlamentares que se bateram pela nova lei. É o princípio – que também integra o regime internacional sugerido pelo Acordo da Lua – da participação equitativa de todos os Estados nos benefícios auferidos da explotação dos recursos dos corpos celestes. Trata-se de conciliar interesses e esforços dos países desenvolvidos com interesses e necessidades dos países em desenvolvimento. O objetivo é impedir o aumento da concentração de renda no mundo e da desigualdade entre países, povos e pessoas. Isso contribui para a criação de um mundo mais justo, pacífico, estável, seguro e produtivo. Haveria clima melhor e mais construtivo para explotar as riquezas do espaço e ao mesmo tempo melhorar a vida de todos na Terra?

Curiosamente, a nova lei dos EUA precisa agora se adaptar ao Tratado do Espaço. O Artigo VI do Tratado estabelece a responsabilidade internacional dos Estados pelas atividades nacionais no espaço e corpos celestes, sejam elas exercidas por empresas públicas ou privadas. Por isso, cabe a cada Estado tanto autorizar, quanto supervisionar continuamente tais atividades. Os EUA assinaram o Tratado do Espaço em 27 de janeiro de 1967, como um dos países depositários do instrumento, ao lado da União Soviética e do Reino Unido. Apesar disso, entre os relatórios necessários hoje para a implementação da lei, está o que requer do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca a definição das “autoridades apropriadas de autorização e supervisão” do Tratado, pois as atividades comerciais no espaço não são regidas pelas licenças existentes. Isso permitiria aos EUA cumprir suas obrigações impostas pelo Tratado do Espaço. Agora, discute-se no Congresso que órgão poderá desempenhar essa função. Os principais candidatos parecem ser a Administração Federal da Aviação (FAA) ou a NASA. Babin não esconde sua preferência pela NASA. Mas o mais impressionante dessa história é que uma das mais importantes obrigações adotadas pelo Tratado do Espaço de 1967, seja cumprida somente agora, quase 50 anos depois de sua criação, por de seus mais influentes protagonistas e um de seus primeiros subscritores.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). 

Referências

1) “The rule of law involves accepting that international law is not an à la carte choise”; The role of law in international politics – Essays in internacional relations and internacional law, Edited by Michael Byers, United States of America, Oxford University Press, 2001, p. 7.
2) Ver www.gpo.gov/fdsys/pkg/BILLS-114hr2262enr/pdf/BILLS-114hr2262enr.pdf.
3) Ver na seção “Textos” no site 4) Ver: http://spacenews.com/congress-defends-commercial-space-bills-resource-rights-provisions/.
5) Ver http://www.iislweb.org/html/20130930_news.html.
6) Ver na seção “Textos” no site 7) Ver https://saudeglobaldotorg1.files.wordpress.com/2015/07/cnudm.pdf.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cooperação Brasil - Índia

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INPE presta suporte ao lançamento de foguete indiano

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prestou suporte em rastreio e telemetria ao lançamento do PSLV-C29, realizado com sucesso às 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (16/12) a partir do Centro Espacial de Satish Dhawan, em Sriharikota, Índia.

O PSLV-C29 é um veículo lançador da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) que injetou seis satélites, um a um, em uma órbita circular de 550 km de altitude.

Atendendo à solicitação da Rede de Telemetria, Rastreio e Comando (ISTRAC) da ISRO, o suporte do Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE foi precedido por um período de sete dias dedicados à execução de ensaios e testes operacionais. Em seguida, começou o rastreio do veículo lançador e recepção de sua telemetria, por meio da estação terrena de Alcântara (MA) com transmissão em tempo real dos dados gerados ao Centro de Controle de Missão do lançador, em Sriharikota, Índia.

A estação terrena do CRC/INPE foi integrada à rede indiana de apoio ao PSLV-C29, por meio da rede de transmissão de dados do CRC, que a conecta com o Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP). Deste Centro, os dados são direcionados com auxílio de linhas privadas de telecomunicações de dados ao Centro de Controle de Sriharikota. A telecomunicação foi monitorada por um engenheiro indiano, enviado pela ISTRAC, e também por especialistas do Serviço de Tecnologia da Informação do INPE.

“A passagem do veículo pela região de visibilidade da antena de Alcântara se iniciou conforme previsto, a aproximadamente 60 minutos do lançamento (11:36:00, horário de Brasília) e teve uma duração da ordem de 10 minutos. O suporte obteve pleno sucesso, tendo sido cumpridas todas as exigências especificadas pela ISTRAC”, informa  Valcir Orlando, chefe do CRC/INPE.

A ISTRAC manifestou interesse no mesmo tipo de suporte para a missão do veículo PSLV-C35, cujo lançamento deverá ocorrer entre junho e julho de 2016. A confirmação depende de estudo para verificar as características de visibilidade da trajetória do veículo à estação de rastreio de Alcântara.

“Outra vez foi reafirmada a competência técnica do INPE e a capacitação do CRC em fornecer apoio a missões de características variadas. Grande parte do mérito deve ser direcionado às equipes técnicas do INPE, que participaram do suporte e que são, em última análise, os responsáveis diretos pelo sucesso das operações”, conclui Valcir Orlando.

Fonte: INPE
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