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DCTA apresenta projetos no Senado Federal
16/06/2016
Os fundos de investimento no setor de Ciência e Tecnologia foram tema de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, nesta terça-feira (14/06), no Senado Federal. Essa é a segunda audiência pública, de um total de seis previstas, com objetivo de subsidiar com informações um relatório sobre a situação do setor. Nesta etapa, o assunto discutido foi o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).
“Sem pesquisa tecnológica, sem avanços, nós jamais seremos competitivos”, afirmou o presidente da Comissão, Senador Lasier Martins (PDT/RS) na abertura dos trabalhos.
Participaram da audiência, o diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães; o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Sebastião Sahão Júnior; o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando César Pereira Santos; e o vice-diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), Fernando Tobias Silveira. O Reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correa, também esteve presente.
Localizado em São José dos Campos (SP) e com cerca de 5,5 mil militares e servidores civis, incluindo engenheiros e pesquisadores, o DCTA tem como missão ampliar o conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas para fortalecer o Poder Aeroespacial, por meio de ensino, pesquisa, desenvolvimento, inovação e serviços técnicos especializados no Campo Aeroespacial. “Viemos dar uma satisfação dos recursos investidos nos projetos mais recentes. De que forma os recursos foram aplicados”, explicou o Major-Brigadeiro Fernando.
O Vice-diretor do DCTA apresentou os investimentos realizados nos últimos cinco anos e os principais projetos em andamento gerenciados pelo órgão. O oficial-general também apresentou a organização e o papel dos institutos, que atuam em quatro grandes áreas: ensino, pesquisa e desenvolvimento; aeronáutica; defesa; e espaço. Para se ter uma ideia, o local reúne 159 laboratórios técnico-científicos, sendo 20 acreditados pelo INMETRO, empregados para atender a indústria aeroespacial, automobilística e de defesa. “Permeia toda a sociedade”, afirmou o militar sobre a utilização dos equipamentos.
Na audiência, o Major-Brigadeiro Fernando também destacou as medidas de controle adotadas pelo órgão. Segundo ele, os projetos têm acompanhamento semanal com avaliação de metas para todas as áreas. Entre os indicadores qualitativos e quantitativos de desempenho dos projetos estão metas físicas (como metas e prazos de execução) e financeiras (recursos disponibilizados, empenhados). Na área de ensino, as metas acadêmicas envolvem também número de publicações.
Projetos – O DCTA trabalha atualmente em oito grandes projetos estratégicos na área de espaço, principalmente, e em outros 117 projetos. Destes, 34 recebem apoio financeiro da FINEP (Empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação), o que representa 30% do total.
Nos últimos cinco anos, o DCTA recebeu R$878,6 milhões de investimentos, sendo que 13% dos recursos foram provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O que representou R$112,2 milhões . “É relevante a participação dos fundos no nosso orçamento”, avaliou o oficial-general. Os recursos do Comando da Aeronáutica respondem por 43% e da Agência Espacial Brasileira (AEB) 31%.
O Vice-diretor afirmou que, em virtude da natureza dos projetos envolvendo defesa nacional, as patentes (registros intelectuais) não são o principal foco. Mesmo assim, o DCTA tem 70 processos vigentes no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Destes, 19 já tiveram patentes concedidas.
Em relação aos projetos já concluídos que obtiveram apoio de fundos, destacam-se o de automação de montagem de estruturas aeronáuticas que implementou um dos laboratórios no ITA, cuja primeira fase envolveu estrutura de asas; o sistema de navegação e controle e o sistema de decolagem e pouso automáticos para VANT (veículos aéreo não tripulados); e os sistemas inerciais para aplicação aeroespacial.
Entre os em andamento, três estão ligados ao ITA: o programa de mestrado profissional, que já formou mais de 1,3 mil profissionais; a modernização dos laboratórios da área espacial; e o projeto de expansão do instituto, cuja conclusão das obras do prédio de ciências fundamentais é previsto para este ano.
Outro projeto em andamento, considerado estratégico pelo Comando da Aeronáutica, é o míssil de quinta geração, A-Darter. Desenvolvido em parceira com a África do Sul, o projeto totalmente financiado pela FINEP tem previsão conclusão em 2017. Os algoritmos de programação dos sistemas do armamento que vai equipar o Gripen NG foram desenvolvidos por engenheiros da Aeronáutica.
Necessidades imediatas – Entre os entraves apontados para o desenvolvimento dos projetos no DCTA está a “perda de competências”. Há necessidade de repor profissionais, especialmente professores e pesquisadores, que estão se aposentado. “As vagas estão criadas por lei. Para ocorrer a renovação, precisa abrir concurso”, afirmou. Em 2012, a Lei 12.778 criou 143 cargos de docentes e 880 para pessoal técnico e administrativo em ciência e tecnologia.
Assim como os demais representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento de ciência e tecnologia, o oficial-general da Aeronáutica defendeu regularidade nos investimentos para a área. “É unânime que esse é o principal problema. Precisamos de mais recursos e, fundamentalmente, mais regularidade nos recursos”, afirmou o Major-Brigadeiro Fernando.
O DCTA apresentou como sugestão à comissão a proposta de estudo para uma linha de financiamento específica na área de espaço no âmbito do ministério da Defesa, para garantir e complementar os recursos da política espacial. “São projetos de Estado, com prazo de dez anos ou mais. Há necessidade de regularidade, com desembolso garantido com prazo maior”, explica.
Investimento x cientistas – De acordo com o presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, atualmente, o Brasil investe cerca de 1,2% do PIB em pesquisa de ciência e tecnologia. Do montante, 40% provém de empresas. Alguns dos países que mais investem nesta área no mundo, como Finlândia, Korea do Sul e Japão, investem pelo menos 2% do PIB e a maior parte dos recursos provém de empresas. “Um dos desafios do setor é crescer o investimento em ciência e tecnologia e da participação do setor privado”, afirmou Guimarães.
Outro dado importante é o número de cientistas e engenheiros por milhão de habitantes. O Brasil dispõe de 600 cientistas e engenheiros por milhão de habitantes. Os países já citados têm cerca de 3 mil.
Saiba mais sobre o DCTA – O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) foi criado na década de 50 e engloba cinco institutos de pesquisa – Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA), Instituto de Estudos Avançados (IEAV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Fomento Industrial (IFI) e o Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV). Além de dois centros de lançamento aeroespacial, um em Alcântara (CLA), no Maranhão; e outro na Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte. Também está subordinada ao DCTA a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela condução de projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de equipamentos militares.
Conheça um pouco do trabalho do DCTA assistindo ao FAB em Ação sobre tecnologia aeroespacial.
Fonte: Agência Força Aérea, via AEB.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Censipam inicia processamento de imagens radar
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Atualizado em 16/06/16, 14h38.
André M. Mileski
Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.
Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.
O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.
Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).
SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento
O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.
Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.
A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.
O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
Atualizado em 16/06/16, 14h38.
André M. Mileski
Na semana passada, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) iniciou o processamento de imagens de radar geradas por satélites da constelação italiana COSMO-SkyMed, para detecção de desmatamento ilegal na Amazônia. Esta é a primeira vez que a região será monitorada sistematicamente com radares orbitais, segundo informações divulgadas pelo Censipam, citando o seu diretor-geral, Rogério Guedes.
Os dados foram adquiridos em licitação realizada no âmbito do programa Amazônia SAR, financiado pelo Fundo Amazônia, via o BNDES, e coordenado pelo Censipam, que foi vencida pela empresa Geoambiente, em parceria com a e-GEOS, uma joint-venture entre a italiana Telespazio e a Agência Espacial Italiana para a comercialização de imagens do COSMO-SkyMed.
O contrato firmado com a Geoambiente prevê a aquisição mensal dos dados satelitais sobre uma área de um milhão de quilômetros quadrados da região amazônica. As imagens que estão em processamento foram coletadas nos meses de abril e maio, e são do tipo Stripmap (40 km x 40 km), com resolução espacial de 3 metros. Quando finalizadas, serão disponibilizadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O processamento está sendo realizado pelas equipes de especialistas do Censipam em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e Belém (PA), utilizando métodos considerados no estado da arte em técnicas de extração de informações sobre imagens de radar de abertura sintética (SAR) de alta resolução espacial, incluindo análises multitemporais dos dados de amplitude e fase do sinal de radar, extração de parâmetros interferométricos e métodos de classificação. De acordo com a Telespazio, “a utilização destas técnicas sobre dados SAR multitemporais e multigeometria tem como objetivo detectar e caracterizar as mudanças de cobertura do solo decorrentes de atividades antrópicas na Amazônia, nos períodos de maior incidência de nuvens”.
Os primeiros resultados dos processamentos de imagens do SipamSAR já evidenciam a sua importância para o monitoramento do desmatamento da Amazônia. Na figura abaixo (clique sobre ela para melhor resolução), as áreas destacadas em amarelo indicam o desmatamento detectado pelo sistema PRODES, do INPE, acumulado até agosto de 2015, a partir de imagens óticas (A). Após o processamento de imagem obtida pelo COSMO-SkyMed (B), é possível identificar desmatamento encoberto pelas nuvens, bem como o avanço do desmatamento ocorrido no período chuvoso, que estão indicados pelas áreas destacadas em vermelho (C).
SipamSAR: sistema integrado de alerta de desmatamento
O monitoramento por radar do desmatamento da Amazônia é uma demanda brasileira de muitos anos, e particularmente necessária durante os períodos mais chuvosos, em que a cobertura de nuvens impede um preciso monitoramento realizado por satélites com sensores óticos.
Em paralelo ao processamento das imagens já adquiridas, o Censipam está conduzindo uma concorrência visando adquirir, implantar, operacionalizar e manter uma solução completa de recepção de dados de satélites SAR, para operação do chamado Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar Orbital – SipamSAR.
A solução compreenderá a construção de uma antena de recepção em território brasileiro, que proporcionará ao órgão o acesso direto aos dados de telemetria dos satélites, baixando as imagens em tempo real, e tornando mais ágil a disponibilização dos dados aos usuários finais.
O SipamSAR terá investimentos de pouco mais de R$80 milhões, sendo R$63,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$16,6 milhões do orçamento federal.
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terça-feira, 14 de junho de 2016
"Que relações internacionais queremos?", artigo de José Monserrat Filho
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Reproduzimos abaixo artigo escrito por José Monserrat Filho para o movimento "O Brasil que queremos em 2022", de pesquisadores e professores da Universidade de Brasília (UnB). Monserrat foi convidado para coordenar a área de Relações Internacionais do movimento.
Que relações internacionais queremos?
José Monserrat Filho *
“Para que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se arruína a própria vida.” Evangelho segundo Marcos 8, 36
O estudo, o conhecimento e o debate das relações internacionais (RI) são tão necessários no século 21 quanto saber usar um telefone celular. Em toda sua variedade de áreas e situações, as RI estão cada vez mais presentes e ativas em todos os instantes cruciais da vida de todas as sociedades e de todos os seus indivíduos, bem como de todos os países, povos e instituições, organizações e entidades públicas e privadas. Nada existe no mundo hoje sem o toque das RI. Por isso, certamente, “a afirmação da cidadania do homem contemporâneo transita pelo entendimento abrangente das relações internacionais”, no correto dizer de Ricardo Seitenfus1.
Mais que nunca, o maior problema das RI é a conquista da paz global, sólida e sustentável, e da plena estabilidade na vida do planeta. O mundo dos nossos dias aproxima-se rapidamente do colapso e da destruição. Já temos armas e recursos de sobra para cometer ou permitir esse crime. A possibilidade de uma catástrofe global é altíssima. O Relógio do Apocalipse – alerta a Diretoria de Ciência e Segurança do Boletim de Cientistas Atômicos dos Estados Unidos, criado em 1945 – marca, desde 2015, três minutos para a meia noite, a hora fatal. Urge adotar com a máxima urgência ações para impedir o grande desastre. O perigo global cresce. Os governos e líderes conscientes e responsáveis precisam agir de imediato.2
O que queremos em primeiríssimo lugar, nesta circunstância ameaçadora, é acabar não apenas com o uso da força, mas também com a ameaça de uso da força nas RI. Nossa meta, no início deste novo milênio, é estabelecer algo inédito na história humana: RI exclusivamente pacíficas e construtivas. Isso nos leva a reencontrar o projeto de Paz Perpétua3, proposto pelo filósofo Immanuel Kant (1724-1804) em 1795.
Escrito há mais de 220 anos, em forma de tratado, ainda hoje, em pleno século 21, enriquece a discussão de questões essenciais das RI.4 Seu artigo primeiro reza: “Nenhum tratado de paz deve ser tomado como tal se tiver sido feito com reserva secreta de matéria para uma guerra futura”. Kant estava atento à diplomacia sigilosa, aos acordos, negociações e ações confidenciais, e, portanto, à falta de transparência nas RI, comum na época, mas que ainda existe hoje, sobretudo nas estratégias político-militares de escalas regional e global.
Kant preferia países com regimes republicanos, pois, mais democráticos que as monarquias, permitiam maior participação do povo na solução de assuntos vitais, como os da paz e da guerra – “o consentimento dos cidadãos (…) é requerido para decidir se deve ou não ocorrer guerra”, indicou o pensador. A seu ver, é “no ato da vontade geral [fundado na constituição] pelo qual a multidão torna-se um povo” que “o Estado faz uso de sua plenitude de poder”.
“A constituição republicana é para Kant (…) apenas a primeira condição para a paz – condição necessária, mas não suficiente. A segunda condição é que as repúblicas constituam uma federação de Estados – ou o que hoje chamamos de organização internacional”, nota Soraya Nour.5 Ocorre que, durante a Guerra Fria (1947-1986) por exemplo, diz Nour, “a segurança é considerada questão militar, sob a competência de alianças militares como a Otan e o Pacto de Varsóvia – um conceito anti-kantiano.” Ela prossegue: “Na década de 1990, reforça-se a exigência kantiana de que uma organização internacional como a ONU, considerada ilusória por vários teóricos do período pós-guerra, seja mais solicitada, respeitada e atuante, apesar das críticas 'de todos' sobre seu funcionamento e possibilidades.”6 E cita Daniel Brauder, para quem “o fato de que sejamos conscientes hoje das limitações e até das falhas de uma instituição como as Nações Unidas não deve nos fazer esquecer algo que o opúsculo de Kant mostra com clareza: não há outra saída.”7
A Carta das Nações Unidas, pela primeira vez na história humana, proíbe a guerra como meio de solucionar conflitos entre as nações e estabelece como válida apenas a solução pacífica das controvérsias. E, na tentativa de assegurar esse princípio, cria um sistema de segurança coletiva, baseado no Conselho de Segurança – que tem falhado muito, é verdade –, mas ainda pode e deve ser aprimorado e se tornar mais representativo do mundo atual e mais justo e eficaz na luta pela paz.
Kant situa-se no século 21 quando afirma que “uma guerra de extermínio, em que pode ocorrer simultaneamente o extermínio de ambas as partes e com ele também de todo o direito, encontraria a paz perpétua somente no grande cemitério do gênero humano. Portanto, tal guerra, por conseguinte também o uso dos meios que levam a ela, tem de ser absolutamente não permitida”. Não é a esse perigo de consequências inestimáveis que leva a chamada “nova Guerra Fria”, com a atual modernização das armas nucleares e a nova corrida armamentista no espaço exterior, capaz de transformá-lo no quarto teatro de guerra, depois da terra, do mar e do espaço aéreo?
Kant também está conosco hoje ao considerar que “dos três poderes, o militar, o das alianças e o do dinheiro, este último poderia decerto ser o mais seguro instrumento de guerra”. O filósofo refere-se a “uma perigosa potência de dinheiro, ou seja, um tesouro para a beligerância que sobrepuja os tesouros de todos os outros Estados tomados conjuntamente”. É o que vemos com o poder financeiro globalizado, comandando a novíssima geração do complexo industrial-militar, que fatura como jamais na preparação de uma guerra terrestre-espacial sem precedentes.
Daí que “a responsabilidade intelectual e cidadã deve impedir a satisfação com modelos de pensamento sustentados nas inaceitáveis RI da atualidade. Elas exigem um repensar sobre questões que interferem pesadamente no futuro da humanidade”, clama Ricardo Seitenfus.8
O maior desafio no século 21, portanto, é garantir a prevalência dos princípios da ONU. Isso deve abir caminho à mais profunda democratização das RI e um avanço extraordinário da ciência, tecnologia, educação e cultura em todo o mundo, garantindo a universalidade dos direitos humanos. E com certeza fortalecerá o papel dos Estados como poder público no esforço de beneficiar todos os países e povos, ampliará a cooperação global nos campos mais fundamentais, consolidando as organizações multilaterais, o direito internacional e o estado de direito nas RI.
Queremos que o Brasil seja um dos protagonista mais ativos dessa mudança transcendental nos rumos do mundo.
* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica, ex-chefe das Assessorias de Cooperação Internacional do Ministério de Ciência e Tecnologia e da Agência Espacial Brasileira, e autor do livro Política e Direito na Era Espacial – Podemos ser mais juntos no espaço do que na Terra?, Ed. Veira&Lent, 2007.
Notas e referências
1) Seitenfus, Ricardo, Relações Internacionais, São Paulo: Manole, 2004, p. XXV.
2) http://thebulletin.org/timeline.
3) Kant, Immanuel, À Paz Perpétua, Tradução e prefácio de Marco Zingano, Porto Alegre: L&PM Pocket, vol. 449, edição de 2016.
4) Nour, Soraya, À Paz Perpétua de Kant – Filosofia do Direito Internacional e das Relações Internacionais, Prefácio de Carlos Henrique Cardim, São Paulo: Martins Fontes, 2004.
5) Id Ibid, p. 162.
6) Aqui, Soraya Nour cita Eduardo Rabossi, Kant y las condiciones de posibilidad de la sociedad cosmopolita; in Rohden, Valério (ed.), Kant e a instituição da paz, Porto Alegre, Ed. Universidade/UFRGS, Goethe-Institut/ICBA, 1997, p. 178.
7) Brauder, Daniel, Utopia e historia em el proyeto de Kant de una “Paz Perpetua”, in Rohden, Valério (ed.), Kant e a instituição da paz, Porto Alegre, Ed. Universidade/UFRGS, Goethe-Institut/ICBA, 1997, p. 212.) Seitenfus, Ricardo, Id Ibid, p. XXVII.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Secretário do MCTIC conhece as atividades do Programa Espacial Brasileiro
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Secretário do MCTIC conhece as atividades do Programa Espacial Brasileiro
13/06/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na manhã de quinta-feira (09.06) a visita do secretário executivo do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elton Santa Fé Zacarias, que veio conhecer as atividades desenvolvidas para o Programa Espacial Brasileiro.
Recepcionado pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, pelos diretores do órgão e funcionários, o secretário teve a oportunidade de se inteirar da importância das políticas, projetos e desafios na área espacial, bem como da estrutura, organização e orçamento da Agência.
Durante duas horas de apresentação, o presidente e os diretores explicaram todas as atividades e projetos desenvolvidos em seus setores, assim como as dificuldades enfrentadas para consolidar as ações na área espacial. “Trabalhamos com baixo orçamento, falta de recursos humanos, entre outros fatores que inviabilizam o avanço das atividades do Programa Espacial Brasileiro”, ressaltou José Raimundo.
“São muitos os desafios para colocar o Programa Espacial em prática, entre eles estão reconhecer o orçamento reduzido, quando comparado com outras nações iguais às nossas, como é o caso da vizinha Argentina. Antes o país utilizava as instalações do Laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para desenvolver seus projetos, e hoje já possui um laboratório mais moderno. Também deparamos com os esforços legais que regem as incertezas jurídicas”, afirmou o presidente da AEB.
O secretário executivo teve a oportunidade de conhecer também os problemas da área espacial e da AEB. Ao ouvir as explicações do presidente e dos diretores, Elton Santa Fé garantiu o apoio do MCTIC ao Programa Espacial Brasileiro.
Fonte: AEB
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Secretário do MCTIC conhece as atividades do Programa Espacial Brasileiro
13/06/2016
A Agência Espacial Brasileira (AEB) recebeu na manhã de quinta-feira (09.06) a visita do secretário executivo do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elton Santa Fé Zacarias, que veio conhecer as atividades desenvolvidas para o Programa Espacial Brasileiro.
Recepcionado pelo presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, pelos diretores do órgão e funcionários, o secretário teve a oportunidade de se inteirar da importância das políticas, projetos e desafios na área espacial, bem como da estrutura, organização e orçamento da Agência.
Durante duas horas de apresentação, o presidente e os diretores explicaram todas as atividades e projetos desenvolvidos em seus setores, assim como as dificuldades enfrentadas para consolidar as ações na área espacial. “Trabalhamos com baixo orçamento, falta de recursos humanos, entre outros fatores que inviabilizam o avanço das atividades do Programa Espacial Brasileiro”, ressaltou José Raimundo.
“São muitos os desafios para colocar o Programa Espacial em prática, entre eles estão reconhecer o orçamento reduzido, quando comparado com outras nações iguais às nossas, como é o caso da vizinha Argentina. Antes o país utilizava as instalações do Laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para desenvolver seus projetos, e hoje já possui um laboratório mais moderno. Também deparamos com os esforços legais que regem as incertezas jurídicas”, afirmou o presidente da AEB.
O secretário executivo teve a oportunidade de conhecer também os problemas da área espacial e da AEB. Ao ouvir as explicações do presidente e dos diretores, Elton Santa Fé garantiu o apoio do MCTIC ao Programa Espacial Brasileiro.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 9 de junho de 2016
INPE na Amazônia: Curso Internacional de Monitoramento de Florestas
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INPE realiza nova edição do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas
Quarta-feira, 08 de Junho de 2016
A segunda edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais acontece no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), até 10 de junho.
Desta vez o treinamento é ministrado em inglês para 14 técnicos de Guiana, Suriname e Peru e cumpre o cronograma de duas semanas iniciado em 30 de maio. O curso é fruto da parceria do INPE com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
O Brasil é o único país situado na região tropical que possui um programa de monitoramento de florestas, desenvolvido e operado pelo INPE desde 1988. A capacitação de pessoal visa auxiliar no combate ao desflorestamento, permitindo que os participantes adquiram conhecimento técnico e colaborem para que seus países se tornem autônomos no monitoramento de suas florestas.
Durante a capacitação, o CRA/INPE oferece sua tecnologia de monitoramento baseada em imagens de satélites. Os técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o software TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e disponibilizado gratuitamente. Uma das dificuldades quando se atua com monitoramento é trabalhar com sistemas não gratuitos e o TerraAmazon, além de toda a sua praticidade, por não ser pago se torna uma alternativa ainda mais adequada.
Agrônomo do Ministério da Agricultura do Suriname, Anand Ramkisoensing destaca a iniciativa brasileira de compartilhar conhecimento sobre como monitorar florestas. "Embora o Suriname seja um país pequeno, nós não temos condições de colocar fiscalização em todos os pontos onde há floresta. Porém, com essa tecnologia de visualização através de imagens de satélites podemos fazer um melhor controle de onde esteja havendo ações de desmatamento", diz o técnico do Suriname.
A engenheira florestal da Sala de Observação da OTCA no Peru, Blanca Vigo, conta que o país já vem trabalhando com monitoramento e buscando um sistema mais consolidado. "Estamos investigando como trabalhar com softwares livres, como o TerraAmazon", falou. Segundo Blanca, a possibilidade de esclarecer dúvidas junto aos consultores do INPE sobre questões de monitoramento é um dos ganhos do curso.
O programa do treinamento contempla informações sobre o Projeto TerraClass, responsável pelo levantamento de informações sobre áreas já desmatadas na Amazônia Legal Brasileira e que qualifica o desflorestamento, indicando as dinâmicas de uso e cobertura do solo. É apresentado também o Projeto Queimadas, enfatizando as metodologias de mapeamento e monitoramento de cicatrizes de áreas de incêndios florestais desenvolvidas no CRA e na sede do INPE, em São José dos Campos.
O Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais faz parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, iniciativa inovadora do INPE em parceria com organismos internacionais, entre a eles a OTCA, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Por meio do Capacitree, o Instituto gera material didático e capacita técnicos para operar o sistema TerraAmazon e os habilita ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra.
Ser um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais é a missão do CRA/INPE, que desde 2010 promove cursos de capacitação nacional e internacional. Junto ao CAF, o projeto Capacitree transformou em vídeo-aulas cursos de capacitação já realizados pelo CRA/INPE desde 2010. Já foram habilitados mais de 450 técnicos de países da América Latina, Ásia e África, a partir das tecnologias de mapeamento e monitoramento com o sistema TerraAmazon. Gratuito e acessível a qualquer país, o Capacitree está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês.
Fonte: INPE
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INPE realiza nova edição do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas
Quarta-feira, 08 de Junho de 2016
A segunda edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais acontece no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), até 10 de junho.
Desta vez o treinamento é ministrado em inglês para 14 técnicos de Guiana, Suriname e Peru e cumpre o cronograma de duas semanas iniciado em 30 de maio. O curso é fruto da parceria do INPE com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
O Brasil é o único país situado na região tropical que possui um programa de monitoramento de florestas, desenvolvido e operado pelo INPE desde 1988. A capacitação de pessoal visa auxiliar no combate ao desflorestamento, permitindo que os participantes adquiram conhecimento técnico e colaborem para que seus países se tornem autônomos no monitoramento de suas florestas.
Durante a capacitação, o CRA/INPE oferece sua tecnologia de monitoramento baseada em imagens de satélites. Os técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o software TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e disponibilizado gratuitamente. Uma das dificuldades quando se atua com monitoramento é trabalhar com sistemas não gratuitos e o TerraAmazon, além de toda a sua praticidade, por não ser pago se torna uma alternativa ainda mais adequada.
Agrônomo do Ministério da Agricultura do Suriname, Anand Ramkisoensing destaca a iniciativa brasileira de compartilhar conhecimento sobre como monitorar florestas. "Embora o Suriname seja um país pequeno, nós não temos condições de colocar fiscalização em todos os pontos onde há floresta. Porém, com essa tecnologia de visualização através de imagens de satélites podemos fazer um melhor controle de onde esteja havendo ações de desmatamento", diz o técnico do Suriname.
A engenheira florestal da Sala de Observação da OTCA no Peru, Blanca Vigo, conta que o país já vem trabalhando com monitoramento e buscando um sistema mais consolidado. "Estamos investigando como trabalhar com softwares livres, como o TerraAmazon", falou. Segundo Blanca, a possibilidade de esclarecer dúvidas junto aos consultores do INPE sobre questões de monitoramento é um dos ganhos do curso.
O programa do treinamento contempla informações sobre o Projeto TerraClass, responsável pelo levantamento de informações sobre áreas já desmatadas na Amazônia Legal Brasileira e que qualifica o desflorestamento, indicando as dinâmicas de uso e cobertura do solo. É apresentado também o Projeto Queimadas, enfatizando as metodologias de mapeamento e monitoramento de cicatrizes de áreas de incêndios florestais desenvolvidas no CRA e na sede do INPE, em São José dos Campos.
O Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais faz parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, iniciativa inovadora do INPE em parceria com organismos internacionais, entre a eles a OTCA, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Por meio do Capacitree, o Instituto gera material didático e capacita técnicos para operar o sistema TerraAmazon e os habilita ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra.
Ser um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais é a missão do CRA/INPE, que desde 2010 promove cursos de capacitação nacional e internacional. Junto ao CAF, o projeto Capacitree transformou em vídeo-aulas cursos de capacitação já realizados pelo CRA/INPE desde 2010. Já foram habilitados mais de 450 técnicos de países da América Latina, Ásia e África, a partir das tecnologias de mapeamento e monitoramento com o sistema TerraAmazon. Gratuito e acessível a qualquer país, o Capacitree está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês.
Fonte: INPE
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AEB nomeia seus primeiros servidores efetivos
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AEB nomeia seus primeiros servidores efetivos
08/06/2016
Em cerimônia na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC), em Brasília (DF), o presidente José Raimundo Braga Coelho, assinou na tarde de quinta-feira (02.06), a Portaria nº 57 que nomeia, em caráter definitivo, os primeiros candidatos aprovados em concurso público para a Carreira de Desenvolvimento Tecnológico e de Gestão, Planejamento e Infraestrutura em Ciência e Tecnologia, para o quadro efetivo de pessoal da AEB.
A Portaria foi encaminhada para ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 3 de junho, sexta-feira. A posse dos nomeados ocorrerá no prazo de até 30 dias a contar da data de publicação da portaria.
Os nomeados serão empossados no seguinte endereço: Setor Policial, área 5, quadra 3, Bloco A, 1° andar, no horário comercial, mediante agendamento por meio do telefone (61) 3411-5547, ou e-mail dpoa@aeb.gov.br.
Clique aqui para acessar a portaria publicada no DOU.
Fonte: AEB
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AEB nomeia seus primeiros servidores efetivos
08/06/2016
Em cerimônia na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC), em Brasília (DF), o presidente José Raimundo Braga Coelho, assinou na tarde de quinta-feira (02.06), a Portaria nº 57 que nomeia, em caráter definitivo, os primeiros candidatos aprovados em concurso público para a Carreira de Desenvolvimento Tecnológico e de Gestão, Planejamento e Infraestrutura em Ciência e Tecnologia, para o quadro efetivo de pessoal da AEB.
A Portaria foi encaminhada para ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 3 de junho, sexta-feira. A posse dos nomeados ocorrerá no prazo de até 30 dias a contar da data de publicação da portaria.
Os nomeados serão empossados no seguinte endereço: Setor Policial, área 5, quadra 3, Bloco A, 1° andar, no horário comercial, mediante agendamento por meio do telefone (61) 3411-5547, ou e-mail dpoa@aeb.gov.br.
Clique aqui para acessar a portaria publicada no DOU.
Fonte: AEB
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terça-feira, 7 de junho de 2016
Peru: PerúSAT-1 pronto para o lançamento
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Airbus Defence and Space completou PerúSAT-1 em menos de 24 meses
A Airbus Defence and Space, a segunda maior empresa de espacial do mundo, completou a integração do PerúSAT-1, o primeiro satélite de observação da terra do Peru. O mesmo foi construído em menos de 24 meses. PerúSAT-1 foi encomendado em 2014 pelo governo peruano para sua agência espacial nacional, CONIDA. O PerúSAT-1, que se baseia na plataforma altamente flexível e compacto AstroBus-S, irá observar a Terra através de um sistema de instrumento óptico revolucionário de carboneto de silício com uma resolução de 70 cm.
O PerúSAT-1 é prova de que é possível construir um poderoso e sofisticado satélite de observação da Terra em menos de dois anos. A montagem, integração e teste (Assembly, Integration and Test – AIT) do instrumento foram concluídos em cerca de oito meses, com a fase de construção da plataforma, a construção do satélite e a validação técnica e operacional do sistema, levando apenas cinco meses cada, respectivamente.
Este sucesso foi viabilizado pela criação da “Projects Factory©”, uma organização de trabalhos nova e mais integrada dentro da unidade empresarial de Space Systems. Este novo modo de trabalhar reduz os prazos de desenvolvimento e construção de satélites de até 500 kg e otimiza seus custos e o cronograma de entrega sem nenhum impacto adverso na qualidade.
Fonte: Airbus Defence and Space.
Comentário do blog: o PerúSAT-1 deve ser lançado ao espaço ainda este ano, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo de um lançador Vega, operado pela Arianespace.
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Airbus Defence and Space completou PerúSAT-1 em menos de 24 meses
A Airbus Defence and Space, a segunda maior empresa de espacial do mundo, completou a integração do PerúSAT-1, o primeiro satélite de observação da terra do Peru. O mesmo foi construído em menos de 24 meses. PerúSAT-1 foi encomendado em 2014 pelo governo peruano para sua agência espacial nacional, CONIDA. O PerúSAT-1, que se baseia na plataforma altamente flexível e compacto AstroBus-S, irá observar a Terra através de um sistema de instrumento óptico revolucionário de carboneto de silício com uma resolução de 70 cm.
O PerúSAT-1 é prova de que é possível construir um poderoso e sofisticado satélite de observação da Terra em menos de dois anos. A montagem, integração e teste (Assembly, Integration and Test – AIT) do instrumento foram concluídos em cerca de oito meses, com a fase de construção da plataforma, a construção do satélite e a validação técnica e operacional do sistema, levando apenas cinco meses cada, respectivamente.
Este sucesso foi viabilizado pela criação da “Projects Factory©”, uma organização de trabalhos nova e mais integrada dentro da unidade empresarial de Space Systems. Este novo modo de trabalhar reduz os prazos de desenvolvimento e construção de satélites de até 500 kg e otimiza seus custos e o cronograma de entrega sem nenhum impacto adverso na qualidade.
Fonte: Airbus Defence and Space.
Comentário do blog: o PerúSAT-1 deve ser lançado ao espaço ainda este ano, a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo de um lançador Vega, operado pela Arianespace.
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segunda-feira, 6 de junho de 2016
Cooperação Argentina - Itália: SIASGE II
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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.
O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.
O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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quarta-feira, 1 de junho de 2016
Resultados da seleção pública da FAPESP - FINEP
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FAPESP anuncia resultado de etapa da seleção pública para desenvolvimento de aplicações espaciais
Terça-feira, 31 de Maio de 2016
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) publicou o resultado da etapa de enquadramento da chamada de propostas de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias e produtos para aplicações espaciais lançada em 2015 com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Clique aqui para acessar o resultado
Puderam participar da chamada, no âmbito do Programa PIPE/PAPPE, microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas e médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) busca fazer com que o Brasil obtenha autonomia em todo o processo que envolve o desenvolvimento, a integração, o lançamento e o controle de satélites. Para isso, adota uma política industrial que permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.
Os desafios tecnológicos propostos nesta chamada do Programa PIPE/PAPPE estão divididos em sete grandes grupos: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita. O edital de Seleção Pública de Subvenção Econômica à Pesquisa para Inovação – Programa PIPE/PAPPE voltada para a área de aplicações espaciais está disponível em www.fapesp.br/9961
Fonte: INPE
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FAPESP anuncia resultado de etapa da seleção pública para desenvolvimento de aplicações espaciais
Terça-feira, 31 de Maio de 2016
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) publicou o resultado da etapa de enquadramento da chamada de propostas de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias e produtos para aplicações espaciais lançada em 2015 com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Clique aqui para acessar o resultado
Puderam participar da chamada, no âmbito do Programa PIPE/PAPPE, microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas e médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) busca fazer com que o Brasil obtenha autonomia em todo o processo que envolve o desenvolvimento, a integração, o lançamento e o controle de satélites. Para isso, adota uma política industrial que permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.
Os desafios tecnológicos propostos nesta chamada do Programa PIPE/PAPPE estão divididos em sete grandes grupos: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita. O edital de Seleção Pública de Subvenção Econômica à Pesquisa para Inovação – Programa PIPE/PAPPE voltada para a área de aplicações espaciais está disponível em www.fapesp.br/9961
Fonte: INPE
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segunda-feira, 30 de maio de 2016
Os preparativos para o SGDC
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Brasil se prepara para lançar satélite geoestacionário
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) está em fase de testes. Profissionais se preparam para controlar o equipamento que vai levar banda larga a todo o País e garantir comunicação segura ao governo brasileiro
30/05/2016
É em Cannes, cidade ao sul da França, que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) passa, a partir do mês de abril, por testes para simular as condições encontradas no espaço. Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite será levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.
Já para os meses de junho e julho está prevista a campanha de testes de comunicações. Dentro de uma câmara anecóica, que não reflete as ondas de rádio, serão avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais. O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.
Os testes fazem parte da fase final de preparação para o lançamento, previsto para o segundo semestre de 2016. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico.
De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).
No espaço, por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.
O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.
Participação brasileira – De olho no desempenho do satélite estão brasileiros como o Tenente-Coronel Christian Taranti. Engenheiro eletrônico da Força Aérea Brasileira e doutor pela Naval Postgraduate School (EUA), o militar atua na definição dos procedimentos de controle da órbita do satélite, nos procedimentos de voo e na engenharia de sistemas do satélite. “Minha atuação é particular, tanto no segmento de solo quanto no satélite. Isto me permite uma visão global, identificando interdependências entre o satélite, a estação de solo e os clientes, no caso militares e civis”, explica o engenheiro.
A participação dos brasileiros em todas as etapas, construção, montagem e testes, permite a cada um conhecer melhor os procedimentos e também as dificuldades práticas encontradas em cada área de atuação (térmica, mecânica e comunicações). Outros parâmetros devem ser levados em consideração e contornados para que os resultados previstos durante o projeto do satélite, possam ser validados e confirmados durante os ensaios.
São cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, que acompanham o processo, cada um dedicado a uma área específica. A presença de profissionais brasileiros, militares e civis, faz parte do processo de absorção de tecnologia. O conhecimento detalhado vai permitir que eles identifiquem e resolvam possíveis falhas de funcionamento que possam vir a surgir durante os 15 anos de vida útil do satélite. A expertise também será útil às organizações em projetos futuros de novos satélites.
A visão geral sobre o funcionamento, desenvolvimento e fabricação do SGDC é considerada pelas organizações brasileiras como um passo importante para que o Centro de Operações Espaciais (COPE) possa, futuramente, especificar e contratar novos satélites, tanto em relação à infraestrutura de solo como a parte espacial. “Cada um está sendo exposto não só a novas tecnologias, mas principalmente novos conceitos, novas formas de trabalhar. Diversos pontos do projeto e da operação de satélites vão sendo, aos poucos, compreendidos e desmistificados”, analisa o Tenente-Coronel.
Fonte: FAB, via AEB, com edição do blog.
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Brasil se prepara para lançar satélite geoestacionário
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) está em fase de testes. Profissionais se preparam para controlar o equipamento que vai levar banda larga a todo o País e garantir comunicação segura ao governo brasileiro
30/05/2016
É em Cannes, cidade ao sul da França, que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) passa, a partir do mês de abril, por testes para simular as condições encontradas no espaço. Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite será levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.
Já para os meses de junho e julho está prevista a campanha de testes de comunicações. Dentro de uma câmara anecóica, que não reflete as ondas de rádio, serão avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais. O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.
Os testes fazem parte da fase final de preparação para o lançamento, previsto para o segundo semestre de 2016. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico.
De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).
No espaço, por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.
O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.
Participação brasileira – De olho no desempenho do satélite estão brasileiros como o Tenente-Coronel Christian Taranti. Engenheiro eletrônico da Força Aérea Brasileira e doutor pela Naval Postgraduate School (EUA), o militar atua na definição dos procedimentos de controle da órbita do satélite, nos procedimentos de voo e na engenharia de sistemas do satélite. “Minha atuação é particular, tanto no segmento de solo quanto no satélite. Isto me permite uma visão global, identificando interdependências entre o satélite, a estação de solo e os clientes, no caso militares e civis”, explica o engenheiro.
A participação dos brasileiros em todas as etapas, construção, montagem e testes, permite a cada um conhecer melhor os procedimentos e também as dificuldades práticas encontradas em cada área de atuação (térmica, mecânica e comunicações). Outros parâmetros devem ser levados em consideração e contornados para que os resultados previstos durante o projeto do satélite, possam ser validados e confirmados durante os ensaios.
São cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, que acompanham o processo, cada um dedicado a uma área específica. A presença de profissionais brasileiros, militares e civis, faz parte do processo de absorção de tecnologia. O conhecimento detalhado vai permitir que eles identifiquem e resolvam possíveis falhas de funcionamento que possam vir a surgir durante os 15 anos de vida útil do satélite. A expertise também será útil às organizações em projetos futuros de novos satélites.
A visão geral sobre o funcionamento, desenvolvimento e fabricação do SGDC é considerada pelas organizações brasileiras como um passo importante para que o Centro de Operações Espaciais (COPE) possa, futuramente, especificar e contratar novos satélites, tanto em relação à infraestrutura de solo como a parte espacial. “Cada um está sendo exposto não só a novas tecnologias, mas principalmente novos conceitos, novas formas de trabalhar. Diversos pontos do projeto e da operação de satélites vão sendo, aos poucos, compreendidos e desmistificados”, analisa o Tenente-Coronel.
Fonte: FAB, via AEB, com edição do blog.
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