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Cemaden comemora 5 Anos com presença do ministro Kassab
O Centro Nacional de Monitoramento, Alertas e Desastres Naturais (Cemaden) contou com a presença do ministro Gilberto Kassab, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, na cerimônia comemorativa dos 5 Anos de existência da instituição, realizada na manhã desta sexta-feira (01.07), no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).
O ministro visitou as instalações do Cemaden, cumprimentou os servidores e dirigiu-se à Sala de Situação, onde são desenvolvidas, 24 horas por dia, as atividades de monitoramento e emissão de alertas de riscos de desastres naturais dos municípios com as áreas de risco de desastres mapeadas e georreferenciadas.
Os sistemas de monitoramento hidrológico, geológico e meteorológico, a integração de dados da rede observacional do Cemaden, com as informações das redes das Instituições parceiras, foram apresentados pelo coordenador-geral de Operação e Modelagem, Marcelo Seluchi. O ministro e a comitiva também conheceram os procedimentos adotados para a emissão de alertas de desastres naturais na Sala de Situação.
Na cerimônia comemorativa, que também contou com a presença de autoridades de diversas instituições de pesquisas, acadêmicas, estaduais, municipais e servidores, realizada no auditório do Parque Tecnológico, o ministro Kassab destacou que São José dos Campos, cidade sede do Cemaden, representa o berço da tecnologia em nosso país.
“Entendo os desafios para defender a população nas áreas de risco e a preocupação e recursos para a transferência de famílias dessas áreas, experiências que tive quando fui prefeito de São Paulo.”, afirma o ministro. “ Também compartilho, agora, o lado da busca de mais recursos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia.” Reconhecendo o trabalho de todos do Cemaden, afirmou estar engajado desde que assumiu o ministério para aplicação de mais recursos à ciência no país.
O diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes apresentou um balanço das atividades do Centro, destacando os relatórios periódicos, boletins, programas e projetos relacionados ao monitoramento e pesquisas. Sinalizou uma atenção especial do ministério sobre a questão do espaço provisório, em razão do aumento da demanda das atividades e de profissionais.
“A implementação da rede de monitoramento do Cemaden está estreitamente relacionada, primeiro, com o mapeamento das áreas de risco a desastres naturais. Em segundo lugar, por priorizar as áreas onde vivem as populações vulneráveis.”, afirma o diretor do Cemaden, ressaltando a singularidade do Cemaden em relação a outras instituições de monitoramento, cujas parcerias são importantes para ampliar as informações fundamentais para a emissão dos alertas.
No final, destacou o trabalho de toda a equipe dos coordenadores, servidores e colaboradores do Cemaden, parabenizando a todos pelo empenho dedicado para ampliar a missão de salvaguadar vidas e diminuir os impactos sociais e econômicos dos desastres naturais.
No evento, foi homenageado o ex-secretário do MCTIC , ex-diretor do Cemaden, pesquisador climatologista, Carlos Nobre, idealizador e principal executor do projeto científico de implantação do Centro. Outro homenageado foi o ex-ministro Marco Antonio Raupp, atual diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos, cujo apoio e parceria foram fundamentais para a implantação da sede da instituição dentro do parque tecnológico.
Entre as autoridades, participaram do evento, o prefeito municipal de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, o secretário da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, Cel. PM José Roberto Rodrigues de Oliveira, que representou o governador Geraldo Alckmin- e o ex-ministro Ozires Silva.
Após o evento, o ministro Kassab e comitiva de autoridades conheceram as instalações do Parque Tecnológico de São José dos Campos.
Fonte: Cemaden
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sábado, 2 de julho de 2016
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Concluída a criação da Airbus Safran Launchers
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Os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram hoje a conclusão da criação da Airbus Safran Launchers (ASL), joint-venture que responderá pelos projetos de lançadores dos dois grupos, em especial, dos foguetes da família Ariane.
A ASL nasce com cerca de 8.400 funcionários distribuídos em unidades industriais na França e Alemanha. A empresa passa a ter sob o seu "guarda-chuva" participações em subsidiárias e afiliadas, todas líderes em seus campos de atuação: APP, Arianespace, Cilas, Eurockot, Eurocryospace, Europropulsion, Nuclétudes, Pyroalliance, Regulus, Sodern e Starsem.
Tom Enders, diretor-presidente da Airbus Group, declarou: "Com o fechamento do acordo, a Airbus Safran Launchers se torna totalmente operacional e focará todos os seus esforços em entregar soluções mais competitivas para seus clientes. No topo desta lista está o lançador de nova geração Ariane 6, que deve realizar o seu primeiro voo até 2020."
A formalização hoje da criação da ASL é a culminação de uma iniciativa estratégica ambiciosa, iniciada em 2014, que tem por objetivo reformatar a indústria de lançadores na Europa e, assim, melhor servir os interesses estratégicos da França, Alemanha e Europa como um todo. Sob este contexto, espera-se para breve a consolidação da ASL como principal acionista da Arianespace, empresa responsável pela comercialização de lançamentos dos foguetes Ariane 5, Vega e Soyuz.
Outra possibilidade de redesenho da indústria europeia de lançadores envolve a italiana Avio Space, fabricante do foguete de médio porte Vega, e controlada por um fundo de private equity e pelo grupo italiano Leonardo (nova denominação da Finmeccanica), que poderia ser adquirida pela ASL. O governo italiano, no entanto, tem demonstrado resistência a esta consolidação.
Os grupos europeus Airbus e Safran anunciaram hoje a conclusão da criação da Airbus Safran Launchers (ASL), joint-venture que responderá pelos projetos de lançadores dos dois grupos, em especial, dos foguetes da família Ariane.
A ASL nasce com cerca de 8.400 funcionários distribuídos em unidades industriais na França e Alemanha. A empresa passa a ter sob o seu "guarda-chuva" participações em subsidiárias e afiliadas, todas líderes em seus campos de atuação: APP, Arianespace, Cilas, Eurockot, Eurocryospace, Europropulsion, Nuclétudes, Pyroalliance, Regulus, Sodern e Starsem.
Tom Enders, diretor-presidente da Airbus Group, declarou: "Com o fechamento do acordo, a Airbus Safran Launchers se torna totalmente operacional e focará todos os seus esforços em entregar soluções mais competitivas para seus clientes. No topo desta lista está o lançador de nova geração Ariane 6, que deve realizar o seu primeiro voo até 2020."
A formalização hoje da criação da ASL é a culminação de uma iniciativa estratégica ambiciosa, iniciada em 2014, que tem por objetivo reformatar a indústria de lançadores na Europa e, assim, melhor servir os interesses estratégicos da França, Alemanha e Europa como um todo. Sob este contexto, espera-se para breve a consolidação da ASL como principal acionista da Arianespace, empresa responsável pela comercialização de lançamentos dos foguetes Ariane 5, Vega e Soyuz.
Outra possibilidade de redesenho da indústria europeia de lançadores envolve a italiana Avio Space, fabricante do foguete de médio porte Vega, e controlada por um fundo de private equity e pelo grupo italiano Leonardo (nova denominação da Finmeccanica), que poderia ser adquirida pela ASL. O governo italiano, no entanto, tem demonstrado resistência a esta consolidação.
Concepção artística do lançador Ariane 6, em desenvolvimento pela ASL.
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quarta-feira, 29 de junho de 2016
"INPE Informa": entrevista com o coordenador do CPTEC/INPE
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A mais recente edição do "INPE Informa", newsletter institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante entrevista com o coordenador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Antonio Ocimar Manzi.
São abordados temas como os modelos de previsão do tempo, ações para enfrentar as atuais dificuldades, projetos para os próximos anos e o supercomputador, entre outros. Leitura recomendável. Para acessá-la, clique aqui.
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A mais recente edição do "INPE Informa", newsletter institucional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), traz uma interessante entrevista com o coordenador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Antonio Ocimar Manzi.
São abordados temas como os modelos de previsão do tempo, ações para enfrentar as atuais dificuldades, projetos para os próximos anos e o supercomputador, entre outros. Leitura recomendável. Para acessá-la, clique aqui.
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
Tecnologia & Defesa n.º 145
No meio de junho, durante a feira Eurosatory, em Paris, França,
foi lançado o número 145 da revista Tecnologia & Defesa, a mais tradicional
publicação sobre os setores aeroespacial e de defesa na América Latina.
A seguir, listamos os principais conteúdos deste número, disponível
para venda no website de T&D:
- Carros de combate na América do Sul
- Projeto Amazônia Conectada
- SAAB apresenta o Gripen E
- CAAdEx - Excelência no Adestramento do Exercito
- A Guerra na Ucrânia - Parte 2
- Coluna Defesa e Negócios: VS-30 voando na Austrália e
proposta da Akaer pela Opto
- E muito mais!
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quinta-feira, 23 de junho de 2016
Astronomia: instrumento brasileiro para observatório no Chile
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LNA desenvolve instrumento astronômico para observatório no Chile
23/06/2016
Pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em Itajubá (MG), vão entregar em julho o primeiro espectrógrafo de alta resolução construído no Brasil. Chamado Steles (Soar Telescope Èchelle Spectrograph), o equipamento será instalado no telescópio Soar, no Chile, um consórcio internacional que reúne parceiros brasileiros, norte-americanos e chilenos.
“Esse instrumento pega a luz de uma estrela, de uma galáxia e separa em comprimentos de onda. O diferencial é que ele é capaz de observar numa única imagem desde o ultravioleta até próximo do infravermelho”, explica o diretor do LNA, Bruno Castilho.
Segundo ele, o Steles irá aperfeiçoar as pesquisas astronômicas permitindo uma medida mais acurada da matéria que compõe os objetos celestes. “Dá muita vantagem para os astrônomos que poderão observar vários aspectos do mesmo objeto numa única observação. Ele coletará informações como a temperatura, a gravidade da superfície, a rotação e a composição química das estrelas com uma observação apenas. Poucos instrumentos instalados no mundo são capazes disso.”
O equipamento é composto por mais de cinco mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA. Os investimentos para a conclusão do Steles somam cerca de R$ 2,5 milhões, dos quais R$ 1,3 milhão são do MCTIC, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O restante dos recursos são da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
“O projeto, a construção, a montagem e toda a parte mecânica foram feitos no Brasil. O que não existia no país nós projetamos no LNA e produzimos em fábricas da região. Tentamos nacionalizar ao máximo o projeto, importando poucos componentes, como os elementos ópticos”, informa Castilho.
Para o diretor do LNA, isso comprova a capacidade brasileira em inovar e capacitar pessoas para atuar em ciência, tecnologia e inovação. “A gente conseguiu construir o equipamento. Isso gera uma capacitação que é a gente poder construir instrumentos para o Brasil e até para o mercado internacional. Podemos fabricar no Brasil”, ressalta.
Aparelho de fotografar as cores da luz - A espectroscopia é uma técnica que permite captar a luz do corpo celeste que está sendo observado e separá-la em seus diversos comprimentos de onda. É o efeito similar ao que ocorre com as gotas d’água na nossa atmosfera, que dispersam a luz do sol e a separa em seus diversos comprimentos de onda, resultando em um arco-íris.
O estudo das linhas de absorção da luz permite o cálculo da quantidade de elementos existentes na atmosfera de um corpo celeste, como cálcio ou ferro, por exemplo, além de descobrir sua massa, temperatura, gravidade, raio, e velocidade de rotação.
“Além de mostrar as linhas, o espectro das estrelas com muitos detalhes, o Steles também consegue observar na região do ultravioleta, e com isso a gente pode, por exemplo, observar as linhas de berílio, elemento químico formado no início do universo, durante o Big Bang, daí pode-se determinar a idade das estrelas e encontrar respostas sobre a evolução estelar. O Steles vai suprir essa lacuna para pesquisadores brasileiros e para a comunidade internacional”, prevê Castilho.
Fonte: MCTIC
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LNA desenvolve instrumento astronômico para observatório no Chile
23/06/2016
Pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em Itajubá (MG), vão entregar em julho o primeiro espectrógrafo de alta resolução construído no Brasil. Chamado Steles (Soar Telescope Èchelle Spectrograph), o equipamento será instalado no telescópio Soar, no Chile, um consórcio internacional que reúne parceiros brasileiros, norte-americanos e chilenos.
“Esse instrumento pega a luz de uma estrela, de uma galáxia e separa em comprimentos de onda. O diferencial é que ele é capaz de observar numa única imagem desde o ultravioleta até próximo do infravermelho”, explica o diretor do LNA, Bruno Castilho.
Segundo ele, o Steles irá aperfeiçoar as pesquisas astronômicas permitindo uma medida mais acurada da matéria que compõe os objetos celestes. “Dá muita vantagem para os astrônomos que poderão observar vários aspectos do mesmo objeto numa única observação. Ele coletará informações como a temperatura, a gravidade da superfície, a rotação e a composição química das estrelas com uma observação apenas. Poucos instrumentos instalados no mundo são capazes disso.”
O equipamento é composto por mais de cinco mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA. Os investimentos para a conclusão do Steles somam cerca de R$ 2,5 milhões, dos quais R$ 1,3 milhão são do MCTIC, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O restante dos recursos são da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
“O projeto, a construção, a montagem e toda a parte mecânica foram feitos no Brasil. O que não existia no país nós projetamos no LNA e produzimos em fábricas da região. Tentamos nacionalizar ao máximo o projeto, importando poucos componentes, como os elementos ópticos”, informa Castilho.
Para o diretor do LNA, isso comprova a capacidade brasileira em inovar e capacitar pessoas para atuar em ciência, tecnologia e inovação. “A gente conseguiu construir o equipamento. Isso gera uma capacitação que é a gente poder construir instrumentos para o Brasil e até para o mercado internacional. Podemos fabricar no Brasil”, ressalta.
Aparelho de fotografar as cores da luz - A espectroscopia é uma técnica que permite captar a luz do corpo celeste que está sendo observado e separá-la em seus diversos comprimentos de onda. É o efeito similar ao que ocorre com as gotas d’água na nossa atmosfera, que dispersam a luz do sol e a separa em seus diversos comprimentos de onda, resultando em um arco-íris.
O estudo das linhas de absorção da luz permite o cálculo da quantidade de elementos existentes na atmosfera de um corpo celeste, como cálcio ou ferro, por exemplo, além de descobrir sua massa, temperatura, gravidade, raio, e velocidade de rotação.
“Além de mostrar as linhas, o espectro das estrelas com muitos detalhes, o Steles também consegue observar na região do ultravioleta, e com isso a gente pode, por exemplo, observar as linhas de berílio, elemento químico formado no início do universo, durante o Big Bang, daí pode-se determinar a idade das estrelas e encontrar respostas sobre a evolução estelar. O Steles vai suprir essa lacuna para pesquisadores brasileiros e para a comunidade internacional”, prevê Castilho.
Fonte: MCTIC
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Mais sobre os 2 anos do NanosatC-Br1
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NanosatC-Br1 completa dois anos e segue transmitindo dados científicos do espaço
Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
Com dois anos em órbita completados no dia 19 de junho, o cubesat brasileiro NanosatC-Br1 continua transmitindo os dados dos subsistemas de suas plataformas e de seus experimentos.
Esta é a primeira missão brasileira com o uso de cubesats e, também, a primeira a gerar dados do meio espacial, no caso do campo magnético da Terra, inclusive na Anomalia Magnética do Atlântico Sul.
Radioamadores estão participando do rastreio e coleta de dados do NanosatC-Br1 desde o seu lançamento. Na data do segundo aniversário, informações do cubesat (figura abaixo) foram recebidas na Alemanha e retransmitidas à estação de cube/nanosats do Centro Regional Sul do INPE, em Santa Maria (RS), pelo radioamador Paulo Leite (PV8DX), em Boa Vista (RR).
Resultados
Em 8 de junho, os resultados do terceiro experimento a bordo do NanosatC-Br1, um FPGA tolerante a falhas, foram apresentados em simpósio internacional de cubesats promovido em Brasília pelo Núcleo de Controle de Projetos Espaciais do Comando da Aeronáutica (NuCOPE). Responsável pelo experimento, Fernanda Kastensmidt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mostrou o desempenho do FPGA desenvolvido para suportar radiações no espaço.
Os outros dois experimentos a bordo do NanosatC-Br1, um magnetômetro e um circuito integrado tolerante à radiação, já tiveram os seus resultados apresentados e divulgados em eventos no Brasil e no exterior.
Desenvolvido pelo INPE em cooperação com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o cubesat é resultado de projeto voltado à capacitação de recursos humanos para a área espacial. "Pelo lado de formação, dois dos ex-alunos da UFSM participantes do projeto são hoje servidores da Coordenação de Engenharia Espacial do INPE e outros seguem doutorado na área no INPE e em outras universidades no Brasil e no exterior, tendo participado de outros projetos de cubesats brasileiros", informam Nelson Jorge Schuch e Otávio Durão, pesquisadores do INPE que coordenam o desenvolvimento de cubesats.
O mesmo grupo trabalha agora no NanosatC-Br2, com o dobro de capacidade para experimentos. Serão seis: sonda de Langmuir e magnetômetro (desenvolvidos pelo INPE), subsistema de determinação de atitude com tripla redundância (UFMG/UFABC/INPE), circuito ASIC (UFSM), hardware FPGA TF (UFRGS) e comunicação de dados (AMSAT-Br/LABRE).
Os softwares de bordo de gerenciamento de dados e de controle e o de solo estão sendo desenvolvidos pelo INPE em parceria com pequenas empresas fundadas por ex-alunos da pós-graduação do próprio Instituto. O lançamento do NanosatC-Br2 está previsto para o primeiro semestre de 2017.
Mais informações: www.inpe.br/crs/nanosat
A figura acima aponta a estação na Alemanha que captou dados do NanosatC-Br1, retransmitidos para a estação do CRS/INPE pelo radioamador Paulo Leite (PV8DX)
Fonte: INPE
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NanosatC-Br1 completa dois anos e segue transmitindo dados científicos do espaço
Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
Com dois anos em órbita completados no dia 19 de junho, o cubesat brasileiro NanosatC-Br1 continua transmitindo os dados dos subsistemas de suas plataformas e de seus experimentos.
Esta é a primeira missão brasileira com o uso de cubesats e, também, a primeira a gerar dados do meio espacial, no caso do campo magnético da Terra, inclusive na Anomalia Magnética do Atlântico Sul.
Radioamadores estão participando do rastreio e coleta de dados do NanosatC-Br1 desde o seu lançamento. Na data do segundo aniversário, informações do cubesat (figura abaixo) foram recebidas na Alemanha e retransmitidas à estação de cube/nanosats do Centro Regional Sul do INPE, em Santa Maria (RS), pelo radioamador Paulo Leite (PV8DX), em Boa Vista (RR).
Resultados
Em 8 de junho, os resultados do terceiro experimento a bordo do NanosatC-Br1, um FPGA tolerante a falhas, foram apresentados em simpósio internacional de cubesats promovido em Brasília pelo Núcleo de Controle de Projetos Espaciais do Comando da Aeronáutica (NuCOPE). Responsável pelo experimento, Fernanda Kastensmidt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mostrou o desempenho do FPGA desenvolvido para suportar radiações no espaço.
Os outros dois experimentos a bordo do NanosatC-Br1, um magnetômetro e um circuito integrado tolerante à radiação, já tiveram os seus resultados apresentados e divulgados em eventos no Brasil e no exterior.
Desenvolvido pelo INPE em cooperação com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o cubesat é resultado de projeto voltado à capacitação de recursos humanos para a área espacial. "Pelo lado de formação, dois dos ex-alunos da UFSM participantes do projeto são hoje servidores da Coordenação de Engenharia Espacial do INPE e outros seguem doutorado na área no INPE e em outras universidades no Brasil e no exterior, tendo participado de outros projetos de cubesats brasileiros", informam Nelson Jorge Schuch e Otávio Durão, pesquisadores do INPE que coordenam o desenvolvimento de cubesats.
O mesmo grupo trabalha agora no NanosatC-Br2, com o dobro de capacidade para experimentos. Serão seis: sonda de Langmuir e magnetômetro (desenvolvidos pelo INPE), subsistema de determinação de atitude com tripla redundância (UFMG/UFABC/INPE), circuito ASIC (UFSM), hardware FPGA TF (UFRGS) e comunicação de dados (AMSAT-Br/LABRE).
Os softwares de bordo de gerenciamento de dados e de controle e o de solo estão sendo desenvolvidos pelo INPE em parceria com pequenas empresas fundadas por ex-alunos da pós-graduação do próprio Instituto. O lançamento do NanosatC-Br2 está previsto para o primeiro semestre de 2017.
Mais informações: www.inpe.br/crs/nanosat
A figura acima aponta a estação na Alemanha que captou dados do NanosatC-Br1, retransmitidos para a estação do CRS/INPE pelo radioamador Paulo Leite (PV8DX)
Fonte: INPE
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terça-feira, 21 de junho de 2016
NanosatC-Br1: 2 anos em órbita (e funcionando!)
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Lançado em 19 de junho de 2014, o NanosatC-Br1, o projeto pioneiro em cubesats no Brasil, completou seu segundo aniversario ainda em operação, evidenciando a qualidade do projeto e da equipe envolvida. O NanosatC-Br1 é primeiro satélite brasileiro a coletar dados científicos no espaço.
"Todos os três experimentos a bordo são um sucesso com os resultados publicados e satisfazendo os responsáveis por eles, o que indica o sucesso do projeto", afirmou Otávio Durão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos responsáveis pela missão.
O NanosatC-Br1 é um cubesat do modelo 1U, mais tradicional, com massa aproximada de 1 quilo e volume de 1 litro. Desenvolvido pelo INPE e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ao custo de algumas centenas de milhares de reais (incluindo o satélite, estação, lançamento e operação), sua missão compreendeu três experimentos tecnológicos e científicos, dentre os quais o teste no espaço de um circuito integrado projetado totalmente no Brasil, e a coleta de dados para estudo de distúrbios na magnetosfera, principalmente na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, e do setor brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico.
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INPE: 1º Workshop de Inovação
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Abertas as inscrições para o 1º Workshop de Inovação
Terça-feira, 21 de Junho de 2016
Identificar e divulgar projetos com potencial inovador em desenvolvimento nas diversas áreas de atuação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é um dos objetivos do 1º Workshop de Inovação. O evento permitirá ainda avaliar a oferta e demanda de tecnologia através da interação com universidades, empresas e sociedade.
O workshop será realizado entre os dias 25 e 26 de agosto, no Auditório Fernando de Mendonça do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP).
Os interessados em participar do evento, gratuito, deverão submeter inscrição até o dia 29 de julho por meio do formulário online disponível aqui.
Promovido pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do INPE, o workshop também disseminará conceitos e cultura de inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, buscando promover parcerias e convênios para o desenvolvimento de projetos de interesse institucional.
O NIT é o setor responsável por formular e gerir a Política Institucional de Inovação do INPE de acordo com a legislação vigente. Dentre as suas atribuições, o NIT gerencia todas as questões referentes à propriedade intelectual (patentes, programas de computador, etc.), além de parcerias e convênios nacionais.
Fonte: INPE
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Abertas as inscrições para o 1º Workshop de Inovação
Terça-feira, 21 de Junho de 2016
Identificar e divulgar projetos com potencial inovador em desenvolvimento nas diversas áreas de atuação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é um dos objetivos do 1º Workshop de Inovação. O evento permitirá ainda avaliar a oferta e demanda de tecnologia através da interação com universidades, empresas e sociedade.
O workshop será realizado entre os dias 25 e 26 de agosto, no Auditório Fernando de Mendonça do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP).
Os interessados em participar do evento, gratuito, deverão submeter inscrição até o dia 29 de julho por meio do formulário online disponível aqui.
Promovido pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do INPE, o workshop também disseminará conceitos e cultura de inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, buscando promover parcerias e convênios para o desenvolvimento de projetos de interesse institucional.
O NIT é o setor responsável por formular e gerir a Política Institucional de Inovação do INPE de acordo com a legislação vigente. Dentre as suas atribuições, o NIT gerencia todas as questões referentes à propriedade intelectual (patentes, programas de computador, etc.), além de parcerias e convênios nacionais.
Fonte: INPE
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Satélite israelense para a segurança dos Jogos Rio 2016
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Satélite de alta resolução irá reforçar segurança dos
Jogos Rio 2016
Brasília, 20/06/2016 - O ministro da Defesa, Raul
Jungmann, reforçou, em entrevista coletiva à imprensa nessa segunda-feira (20),
que o País irá contar com um satélite de alta resolução para ser utilizado
durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A declaração foi feita
durante visita às instalações de organizações militares da Aeronáutica, em
Brasília. Jungmann havia antecipado a informação durante viagem às áreas de
operações da Ágata 11, no último fim de semana.
De origem israelense, o satélite Eros-B ficará
disponível, de forma experimental, por quatro meses, realizando o
reconhecimento do espaço aéreo e oferecendo auxílio para os meios de defesa
aérea identificarem possíveis ameaças. [Nota
do blog: em outro press release divulgado pelo Ministério da Defesa, foi
citado o prazo de seis meses ao invés de quatro]
Jungmann ressaltou que o funcionamento do Eros-B irá
proporcionar mais tranquilidade ao monitoramento das regiões onde os Jogos
serão realizados. “Iremos contar com uma tecnologia de ponta que permitirá, em
questões de minutos, deslocarmos de uma área para outra, ou, por exemplo,
identificar até placa de automóveis”, declarou.
O satélite, que atualmente está em uma órbita de 520
quilômetros da terra, possui resolução de 70 cm. De acordo com a FAB, em breve,
ele deverá operar a uma altitude de 450 quilômetros, o que alterará a definição
de 70 para 50 cm, aumentando a capacidade de identificação. Todas as
cidades-sede dos Jogos estarão cobertas pela área em que o Eros-B irá atuar.
Fonte: Ministério da Defesa
Comentário do blog: os serviços de imagem do satélite
Eros-B tem sido fortemente promovidos no Brasil por sua operadora, a empresa
ImageSat International, controlada pelo grupo israelense IAI. Segundo uma fonte
ouvida pelo blog, o uso experimental durante os Jogos Olímpicos foi oferecido sem
custo, dentro de uma estratégia de promoção do serviço para futuros projetos
das forças armadas.
domingo, 19 de junho de 2016
"Como seria um dia sem espaço?", artigo de José Monserrat Filho
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Como seria um dia sem espaço?
José Monserrat Filho *
“Como todas as coisas, também o espaço pode ser desolador.” Thierry Garcin, As Questões Estratégicas do Espaço, 20011
David Logsdon, executivo da empresa CompTIA Lead – New and Emerging Technologies, com sede em Washington, EUA, imaginou um dia sem os benefícios e serviços do espaço exterior.2
Escreve ele: “Imagine acordar e descobrir que as tecnologias diárias dadas garantidas não funcionam. Não há Internet. Os celulares estão mudos. Não há previsões de tempo na palma da mão. Os aviões estão atrasados por falha do sistema de gestão do tráfego aéreo. Os militares estão literalmente cegos nas frentes de batalha: Sem imagens de satélite. Sem comunicações globais confiáveis. Sem nenhuma orientação precisa.”
Para David, “Um dia sem espaço” é hipótese de grande significado, pois a segurança econômica e a segurança nacional dos EUA estão cada vez mais interligadas, e “nossa dependência dos serviços de satélites segue crescendo”. Ele valoriza altamente a recente pesquisa de Gary Oleson, engenheiro sênior de sistemas espaciais da empresa TASC Engility Company, segundo a qual, “na última década, o crescimento da economia espacial global superou de forma consistente o crescimento econômico global”. E lamenta que nas discussões americanas que estabelecem os principais estimuladores da economia, “a indústria espacial raramente é parte da equação”.
“Um dia sem espaço” é o que chamamos de “apagão espacial”. Se esse dia algum dia acontecer, afetará o mundo inteiro ou grande parte dele, e não apenas um país, por maior e mais poderoso que seja. Seria necessariamente um desastre global.
Mas David Logsdon prefere nos oferecer uma visão das consequências da catástrofe restritas a seu país. É como se uma eventual paralisação total das atividades espaciais pudesse ocorrer e ter efeitos graves apenas nos EUA, em separado do resto do mundo.
David deixa clara sua especial preocupação com os prejuízos das empresas americanas.
Ele se concentra no Sistema de (Navegação e) Posicionamento Global, o GPS, pertencente ao Governo dos EUA e operado pelo seu Departamento de Defesa. A seu ver, “muitas vezes esquecidos e muitas vezes tidos como garantidos, vários serviços de satélite, em particular os habilitados pelo GPS, são um multiplicador-chave de indústrias basilares como a aviação e transporte, a navegação marítima e a distribuição, os serviços bancários, as comunicações e a agricultura”.
A propósito, David cita recente declaração de Brad Parkinson, considerado o pai de GPS: “Há pelo menos 64 aplicativos exclusivos alimentados pelo sinal de GPS". Parkinson salienta ainda: desde 1983, o sistema tem gerado “mais de 55 bilhões de dólares por ano em benefícios tangíveis” e muitas de suas aplicações em automação, como o pouso automatizado de aviões, o controle automático de veículos terrestres (carros guindaste e outros), além das máquinas robotizadas para agricultura, dependem do GPS.
Assim, frisa David, “qualquer degradação significativa do GPS danosa a tais benefícios, independente de afirmativas originais, seria muito prejudicial aos interesses dos EUA". É como ele introduz o motivo do dia sem espaço.
Logo surgem perguntas: Mas será que a falta do GPS não afetaria nenhum outro país, além dos EUA? Por que só o GPS seria atingido? Por que o sistema russo, Glonass, não citado, ficaria intacto? Seria a Rússia a culpada pela desativação do GPS e do apagão geral? E o sistema Compass, da China – que já funciona em toda a Ásia e em parte do Pacífico, incluindo a Austrália –, também não mencionado, teria igualmente culpa no cartório? Nada disso é dito por David. Mas fica a suspeita não esclarecida. Quem ou que país teria causado o “dia sem espaço”? Como imaginar um “apagão espacial” sem explicar ou supor, pelo menos, o contexto global em que a desgraça se daria?
O que se sabe é que hoje há nova e impetuosa corrida às armas espaciais envolvendo os EUA, a China e a Rússia, e que os EUA estão publicamente empenhados em instalar armas no espaço, o que naturalmente transformaria o espaço em teatro de guerra.
Falando nisso, o General John Hyten, Chefe do Comando Espacial da Força Aérea dos EUA, disse, segundo David, que "sem satélites, voltamos à II Guerra Mundial, à guerra da Era Industrial". Seria, portanto, um atraso de vida. Como poderia isso ocorrer? Simples: “Um concorrente [na verdade, inimigo] limita severamente o acesso das forças dos EUA às comunicações militares e naves espaciais de navegação por meio de obstrução ou algo mais destrutivo, como armas antissatélite”. Pronto, é o quanto basta para iniciar a guerra.
Curiosidade imediata: quem ousaria, sem ser rigorosamente vigiado e impedido de fazê-lo, usar de meios espaciais para obstruir ou destruir toda forma de acesso das forças dos EUA às suas comunicações militares e naves espaciais de posicionamento e navegação? Quem são os “inimigos” dos EUA com essa imensa capacidade tecnológica e tresloucada agressividade? Os russos? Os chineses? O Estado Islâmico? E quem avaliaria e julgaria se a tentativa de obstrução ou destruição dos meios de acesso ao espaço seria real e verdadeira, senão as próprias forças dos EUA?
Alheio a essas questões, David faz recomendações às empresas sobre como enfrentar o “dia sem espaço”.
1) Em primeiro lugar, lutar para prevenir qualquer conflito no espaço? Não. A indústria deve ampliar o público-alvo para enaltecer a importância dos negócios e atividades espaciais. Para tanto, a empresa de David tem promovido uma série de fóruns sobre "Um dia sem espaço". Cada um deles foca um negócio vertical diferente (transporte, agronegócio, energia etc.), explicando como os usuários finais deveriam tratar de suas atividades espaciais e dos benefícios econômicos delas auferidos, bem como do impacto potencial em seus negócios, se a eles for negado o acesso a seus bens espaciais. Conclusão: ampla coalizão de negócios seria uma voz poderosa na discussão sobre a relevância dessas aplicações para nossa segurança econômica e nacional.
2) Assegurar a sustentabilidade das empresas espaciais. Para garantir a estabilidade e a segurança das atividades espaciais? Não. Para criar um movimento multifacético apoiado na “integração de todos os domínios – terra, mar, ar, espaço e ciberespaço – trabalhando juntos para produzir efeito no campo de batalha”. A solução, pois, não está na busca do desarmamento e da paz, mas na união das empresas para fortalecer a força militar do país no campo de batalha. Não por acaso, conta David, no 32º Simpósio Espacial Nacional, em abril, o General Hyten falou sobre a importância dos efeitos espaciais e cibernéticos no campo de batalha e afirmou de forma categórica que "os soldados nas batalhas do Oriente Médio nunca podem ser deixados sozinhos”. Para David, a hora é de “paramos de tentar proteger nossas tigelas de arroz e começar a pensar em um quadro mais amplo”. Pensar em um quadro mais amplo, a seu ver, é preparar-se para a guerra.
3) Fortalecer nosso empreendimento espacial. Para neutralizar as ameaças de guerra? Não. Mais especificamente, para fortalecer nossas capacidades cibernéticas – a capacidade de operar diante de ataques persistentes. Isso permitirá que o governo continue a prestar serviços ao público e que a indústria continue servindo a seus clientes. Governo e empresas juntos rechaçando e reagindo a ataques cibernéticos.
“As indústrias espaciais e tecnológicas devem trabalhar em conjunto para ajudar a criar um plano cibernético abrangente e resiliente para nosso país. Sem resiliência cibernética não temos missão sólida”, conclui David. Mas poderá um país sozinho resolver esse vasto problema global?
Referências
1) “Comme toute chose, l'espace peut aussi être désolant.” Garcin, Thierry, Les enjeux estrategique de l'espace, Belgique, Bruxelles: Emile Bruylant, 2001, p. 1.
2) A day without space, Space News Magazine, 06/06/2016. Leia o artigo em inglês em http://www.spacenewsmag.com/commentary/a-day-without-space/.
Como seria um dia sem espaço?
José Monserrat Filho *
“Como todas as coisas, também o espaço pode ser desolador.” Thierry Garcin, As Questões Estratégicas do Espaço, 20011
David Logsdon, executivo da empresa CompTIA Lead – New and Emerging Technologies, com sede em Washington, EUA, imaginou um dia sem os benefícios e serviços do espaço exterior.2
Escreve ele: “Imagine acordar e descobrir que as tecnologias diárias dadas garantidas não funcionam. Não há Internet. Os celulares estão mudos. Não há previsões de tempo na palma da mão. Os aviões estão atrasados por falha do sistema de gestão do tráfego aéreo. Os militares estão literalmente cegos nas frentes de batalha: Sem imagens de satélite. Sem comunicações globais confiáveis. Sem nenhuma orientação precisa.”
Para David, “Um dia sem espaço” é hipótese de grande significado, pois a segurança econômica e a segurança nacional dos EUA estão cada vez mais interligadas, e “nossa dependência dos serviços de satélites segue crescendo”. Ele valoriza altamente a recente pesquisa de Gary Oleson, engenheiro sênior de sistemas espaciais da empresa TASC Engility Company, segundo a qual, “na última década, o crescimento da economia espacial global superou de forma consistente o crescimento econômico global”. E lamenta que nas discussões americanas que estabelecem os principais estimuladores da economia, “a indústria espacial raramente é parte da equação”.
“Um dia sem espaço” é o que chamamos de “apagão espacial”. Se esse dia algum dia acontecer, afetará o mundo inteiro ou grande parte dele, e não apenas um país, por maior e mais poderoso que seja. Seria necessariamente um desastre global.
Mas David Logsdon prefere nos oferecer uma visão das consequências da catástrofe restritas a seu país. É como se uma eventual paralisação total das atividades espaciais pudesse ocorrer e ter efeitos graves apenas nos EUA, em separado do resto do mundo.
David deixa clara sua especial preocupação com os prejuízos das empresas americanas.
Ele se concentra no Sistema de (Navegação e) Posicionamento Global, o GPS, pertencente ao Governo dos EUA e operado pelo seu Departamento de Defesa. A seu ver, “muitas vezes esquecidos e muitas vezes tidos como garantidos, vários serviços de satélite, em particular os habilitados pelo GPS, são um multiplicador-chave de indústrias basilares como a aviação e transporte, a navegação marítima e a distribuição, os serviços bancários, as comunicações e a agricultura”.
A propósito, David cita recente declaração de Brad Parkinson, considerado o pai de GPS: “Há pelo menos 64 aplicativos exclusivos alimentados pelo sinal de GPS". Parkinson salienta ainda: desde 1983, o sistema tem gerado “mais de 55 bilhões de dólares por ano em benefícios tangíveis” e muitas de suas aplicações em automação, como o pouso automatizado de aviões, o controle automático de veículos terrestres (carros guindaste e outros), além das máquinas robotizadas para agricultura, dependem do GPS.
Assim, frisa David, “qualquer degradação significativa do GPS danosa a tais benefícios, independente de afirmativas originais, seria muito prejudicial aos interesses dos EUA". É como ele introduz o motivo do dia sem espaço.
Logo surgem perguntas: Mas será que a falta do GPS não afetaria nenhum outro país, além dos EUA? Por que só o GPS seria atingido? Por que o sistema russo, Glonass, não citado, ficaria intacto? Seria a Rússia a culpada pela desativação do GPS e do apagão geral? E o sistema Compass, da China – que já funciona em toda a Ásia e em parte do Pacífico, incluindo a Austrália –, também não mencionado, teria igualmente culpa no cartório? Nada disso é dito por David. Mas fica a suspeita não esclarecida. Quem ou que país teria causado o “dia sem espaço”? Como imaginar um “apagão espacial” sem explicar ou supor, pelo menos, o contexto global em que a desgraça se daria?
O que se sabe é que hoje há nova e impetuosa corrida às armas espaciais envolvendo os EUA, a China e a Rússia, e que os EUA estão publicamente empenhados em instalar armas no espaço, o que naturalmente transformaria o espaço em teatro de guerra.
Falando nisso, o General John Hyten, Chefe do Comando Espacial da Força Aérea dos EUA, disse, segundo David, que "sem satélites, voltamos à II Guerra Mundial, à guerra da Era Industrial". Seria, portanto, um atraso de vida. Como poderia isso ocorrer? Simples: “Um concorrente [na verdade, inimigo] limita severamente o acesso das forças dos EUA às comunicações militares e naves espaciais de navegação por meio de obstrução ou algo mais destrutivo, como armas antissatélite”. Pronto, é o quanto basta para iniciar a guerra.
Curiosidade imediata: quem ousaria, sem ser rigorosamente vigiado e impedido de fazê-lo, usar de meios espaciais para obstruir ou destruir toda forma de acesso das forças dos EUA às suas comunicações militares e naves espaciais de posicionamento e navegação? Quem são os “inimigos” dos EUA com essa imensa capacidade tecnológica e tresloucada agressividade? Os russos? Os chineses? O Estado Islâmico? E quem avaliaria e julgaria se a tentativa de obstrução ou destruição dos meios de acesso ao espaço seria real e verdadeira, senão as próprias forças dos EUA?
Alheio a essas questões, David faz recomendações às empresas sobre como enfrentar o “dia sem espaço”.
1) Em primeiro lugar, lutar para prevenir qualquer conflito no espaço? Não. A indústria deve ampliar o público-alvo para enaltecer a importância dos negócios e atividades espaciais. Para tanto, a empresa de David tem promovido uma série de fóruns sobre "Um dia sem espaço". Cada um deles foca um negócio vertical diferente (transporte, agronegócio, energia etc.), explicando como os usuários finais deveriam tratar de suas atividades espaciais e dos benefícios econômicos delas auferidos, bem como do impacto potencial em seus negócios, se a eles for negado o acesso a seus bens espaciais. Conclusão: ampla coalizão de negócios seria uma voz poderosa na discussão sobre a relevância dessas aplicações para nossa segurança econômica e nacional.
2) Assegurar a sustentabilidade das empresas espaciais. Para garantir a estabilidade e a segurança das atividades espaciais? Não. Para criar um movimento multifacético apoiado na “integração de todos os domínios – terra, mar, ar, espaço e ciberespaço – trabalhando juntos para produzir efeito no campo de batalha”. A solução, pois, não está na busca do desarmamento e da paz, mas na união das empresas para fortalecer a força militar do país no campo de batalha. Não por acaso, conta David, no 32º Simpósio Espacial Nacional, em abril, o General Hyten falou sobre a importância dos efeitos espaciais e cibernéticos no campo de batalha e afirmou de forma categórica que "os soldados nas batalhas do Oriente Médio nunca podem ser deixados sozinhos”. Para David, a hora é de “paramos de tentar proteger nossas tigelas de arroz e começar a pensar em um quadro mais amplo”. Pensar em um quadro mais amplo, a seu ver, é preparar-se para a guerra.
3) Fortalecer nosso empreendimento espacial. Para neutralizar as ameaças de guerra? Não. Mais especificamente, para fortalecer nossas capacidades cibernéticas – a capacidade de operar diante de ataques persistentes. Isso permitirá que o governo continue a prestar serviços ao público e que a indústria continue servindo a seus clientes. Governo e empresas juntos rechaçando e reagindo a ataques cibernéticos.
“As indústrias espaciais e tecnológicas devem trabalhar em conjunto para ajudar a criar um plano cibernético abrangente e resiliente para nosso país. Sem resiliência cibernética não temos missão sólida”, conclui David. Mas poderá um país sozinho resolver esse vasto problema global?
Referências
1) “Comme toute chose, l'espace peut aussi être désolant.” Garcin, Thierry, Les enjeux estrategique de l'espace, Belgique, Bruxelles: Emile Bruylant, 2001, p. 1.
2) A day without space, Space News Magazine, 06/06/2016. Leia o artigo em inglês em http://www.spacenewsmag.com/commentary/a-day-without-space/.
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