.
Países defendem criação de Agência Espacial Latino-Americana
04/10/2016
Durante o Congresso Internacional de Astronáutica realizado de 26 a 30 de setembro, na cidade de Guadalajara, no México, o diretor da Agência Espacial do México (AEM), Francisco Javier Mendieta, assegurou que vários países sul-americanos estudam a criação de uma agência espacial latino-americana.
O projeto é liderado pela Costa Rica e é visto com bons olhos pelos demais países. O objetivo é permitir o intercâmbio de dados de telecomunicações e reduzir a lacuna digital na região.
Embora o projeto se encontre em uma etapa inicial, é certo que vários países da América do Sul possuem diferentes recursos interessantes para poder desenvolvê-lo, como satélites, plataformas de lançamentos (Argentina e Brasil) ou redes de informação geográfica (México).
A Agência Espacial da América Latina poderá permitir aos países maior troca de informação sobre desastres naturais e mudanças climáticas, como também reforçar as ações em termos da lacuna digital ou da cooperação em segurança.
A nova organização permitiria aos países membros desenvolver projetos em comum em menor tempo, reduzir riscos, minimizar custos e multiplicar inversões.
Fonte: Infoespacial, via Agência Espacial Brasileira.
.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
domingo, 2 de outubro de 2016
Cooperação Brasil - EUA
.
Brasil quer retomar uso da base de Alcântara com parceria dos EUA
01/10/2016
Ministro da Defesa diz ainda que inquéritos investigam acordo com a Ucrânia, que causou prejuízo de ao menos meio bi ao Brasil
Danilo Fariello E Roberto Maltchik
BRASÍLIA E RIO - O governo brasileiro convidou os Estados Unidos a usarem as instalações de Alcântara (MA) para lançar satélites, no primeiro encontro formal do “Diálogo da Indústria de Defesa Brasil e Estados Unidos”, que ocorreu na manhã desta sexta-feira no Palácio do Itamaraty. A decisão altera a posição brasileira em um dos temas mais sensíveis da relação entre os dois países.
Para que os americanos usem o Centro de Lançamento de Alcântara, com posição geográfica privilegiada pela aproximação com a linha do Equador, que resulta em economia de propelente dos foguetes lançadores, é necessária a aprovação do acordo de salvaguardas pelo Congresso.
O tema chegou a ser discutido em 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas não foi aprovado por pressão da bancada petista, à época na oposição. Depois, durante os governos Lula e Dilma (2003-2016) o tema ficou engavetado. Durante a recente viagem de Dilma aos EUA, o assunto foi tratado, porém, não houve avanço na legislação.
— O diálogo abre uma nova avenida para as relações comerciais entre os países — disse o subsecretário de Comércio dos EUA, Ken Hyatt.
MERCADO É O MAIOR DO MUNDO
O acordo de salvaguarda garante aos americanos que seus componentes altamente tecnológicos, presentes nos satélites, não sejam acessados por técnicos de outras nações, sejam brasileiros ou de outros países com relações comerciais com o Brasil.
— O lançamento de satélites e foguetes aeroespaciais tem para nós uma enorme importância que seja retomada em bases soberanas — disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, destacando que o mercado de defesa americano é o maior do mundo.
As chamadas "bases soberanas" seriam as garantias de autonomia brasileira dentro do Centro de Lançamento. Em tese, sempre existe risco efetivo que um acordo desta natureza retire parte desta autonomia.
Os governos de Brasil e EUA trataram do caso de Alcântara no âmbito de negociações para intensificar parcerias, como a que resultou na construção da aeronave KC-390, com participação da brasileira Embraer e da americana Boeing.
Segundo Jungmann, o acordo que o governo brasileiro tinha com a Ucrânia para uso da base de lançamento de satélites está definitivamente suspenso – há, inclusive, inquéritos abertos para apurar essas relações, de acordo com ele.
Na base, que conta com uma localização considerada privilegiada para o lançamento de satélites, ocorreu o mais grave acidente da história do programa espacial brasileiro, quando 21 técnicos e engenheiros morreram depois do incêndio antes do lançamento do VLS, o primeiro lançador de satélites do Brasil, que jamais completou uma missão.
Questionada sobre a possibilidade, a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, não confirmou, nem negou, o interesse das empresas do país em Alcântara. O Brasil também propôs a criação de um novo produto binacional na área de defesa, o que também ainda não teve resposta dos EUA. O evento deverá resultar em uma carta de intenções assinada pelos dois países.
O secretário de Produtos de Defesa, Flávio Basílio, lembrou que, atualmente, os EUA combatem no Afeganistão com os Supertucanos brasileiros. Empresas públicas e privadas de ambos os países deram início às conversas hoje, em busca de novas parcerias – uma vez que a lei americana tem restrições para importação de produtos de defesa, mas permite a produção em parceria.
— Com a marca Brasil conseguimos acesso a mercados que ora estão fechados a produtos estadunidenses e vice-versa — disse Jungmann.
O ministro destacou ainda que investimentos na área de defesa costumam resultar em avanços tecnológicos para as indústrias, também para fins comerciais. Ele lembrou, por exemplo, que a internet foi criada para fins militares.
Fonte: Globo.com, via NOTIMP.
.
Brasil quer retomar uso da base de Alcântara com parceria dos EUA
01/10/2016
Ministro da Defesa diz ainda que inquéritos investigam acordo com a Ucrânia, que causou prejuízo de ao menos meio bi ao Brasil
Danilo Fariello E Roberto Maltchik
BRASÍLIA E RIO - O governo brasileiro convidou os Estados Unidos a usarem as instalações de Alcântara (MA) para lançar satélites, no primeiro encontro formal do “Diálogo da Indústria de Defesa Brasil e Estados Unidos”, que ocorreu na manhã desta sexta-feira no Palácio do Itamaraty. A decisão altera a posição brasileira em um dos temas mais sensíveis da relação entre os dois países.
Para que os americanos usem o Centro de Lançamento de Alcântara, com posição geográfica privilegiada pela aproximação com a linha do Equador, que resulta em economia de propelente dos foguetes lançadores, é necessária a aprovação do acordo de salvaguardas pelo Congresso.
O tema chegou a ser discutido em 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas não foi aprovado por pressão da bancada petista, à época na oposição. Depois, durante os governos Lula e Dilma (2003-2016) o tema ficou engavetado. Durante a recente viagem de Dilma aos EUA, o assunto foi tratado, porém, não houve avanço na legislação.
— O diálogo abre uma nova avenida para as relações comerciais entre os países — disse o subsecretário de Comércio dos EUA, Ken Hyatt.
MERCADO É O MAIOR DO MUNDO
O acordo de salvaguarda garante aos americanos que seus componentes altamente tecnológicos, presentes nos satélites, não sejam acessados por técnicos de outras nações, sejam brasileiros ou de outros países com relações comerciais com o Brasil.
— O lançamento de satélites e foguetes aeroespaciais tem para nós uma enorme importância que seja retomada em bases soberanas — disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, destacando que o mercado de defesa americano é o maior do mundo.
As chamadas "bases soberanas" seriam as garantias de autonomia brasileira dentro do Centro de Lançamento. Em tese, sempre existe risco efetivo que um acordo desta natureza retire parte desta autonomia.
Os governos de Brasil e EUA trataram do caso de Alcântara no âmbito de negociações para intensificar parcerias, como a que resultou na construção da aeronave KC-390, com participação da brasileira Embraer e da americana Boeing.
Segundo Jungmann, o acordo que o governo brasileiro tinha com a Ucrânia para uso da base de lançamento de satélites está definitivamente suspenso – há, inclusive, inquéritos abertos para apurar essas relações, de acordo com ele.
Na base, que conta com uma localização considerada privilegiada para o lançamento de satélites, ocorreu o mais grave acidente da história do programa espacial brasileiro, quando 21 técnicos e engenheiros morreram depois do incêndio antes do lançamento do VLS, o primeiro lançador de satélites do Brasil, que jamais completou uma missão.
Questionada sobre a possibilidade, a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, não confirmou, nem negou, o interesse das empresas do país em Alcântara. O Brasil também propôs a criação de um novo produto binacional na área de defesa, o que também ainda não teve resposta dos EUA. O evento deverá resultar em uma carta de intenções assinada pelos dois países.
O secretário de Produtos de Defesa, Flávio Basílio, lembrou que, atualmente, os EUA combatem no Afeganistão com os Supertucanos brasileiros. Empresas públicas e privadas de ambos os países deram início às conversas hoje, em busca de novas parcerias – uma vez que a lei americana tem restrições para importação de produtos de defesa, mas permite a produção em parceria.
— Com a marca Brasil conseguimos acesso a mercados que ora estão fechados a produtos estadunidenses e vice-versa — disse Jungmann.
O ministro destacou ainda que investimentos na área de defesa costumam resultar em avanços tecnológicos para as indústrias, também para fins comerciais. Ele lembrou, por exemplo, que a internet foi criada para fins militares.
Fonte: Globo.com, via NOTIMP.
.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
FAB debate oportunidades da área espacial
.
Capacidades futuras da FAB são abordadas em evento no ITA
Em palestra de abertura, Vice-chefe do EMAER apresenta necessidades operacionais da FAB para os próximos 25 anos
29/09/2016 17h00, por Ten Jussara Peccini
As características do poder aéreo do futuro deverão orientar as pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Esse foi o tema da palestra de abertura da 18ª edição do Simpósio de Aplicações Operacionais de Defesa que se encerra nesta sexta-feira (30/09) em São José dos Campos (SP). O evento conta com 340 inscritos, 13 palestras técnicas, cinco minicursos e 58 trabalhos acadêmicos.
“Eu trago uma proa geral para que os trabalhos, as soluções, saiam daqui”, afirmou o Vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior. “A própria Concepção Estratégica [Força Aérea 100] lança essas capacidades de uma força aérea mais moderna, mais integrada com as forças co-irmãs, de uma capacidade dissuasória capaz de desmotivar possíveis hostilidades. Aqui no ITA, temos uma atividade específica para se estudar a parte operacional de emprego da força aérea como um poder aéreo de combate”, detalhou.
O oficial-general também enfatizou o deságio de explorar a área espacial nos próximos anos. De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa, a área de defesa cibernética está com o Exército Brasileiro, a nuclear com a Marinha e a espacial com o Comando da Aeronáutica. “A partir de agora isso será intensificado”, disse ao lembrar que a instituição sempre esteve envolvida com os projetos da área, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS).
Desafios e oportunidades da área espacial – A mesa de debates reuniu as principais instituições brasileiras da área para debater desafios e oportunidades de capacitação da área aeroespacial, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) e Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P).
O representante do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamon, defendeu as pesquisas do programa espacial para a formação de recursos humanos. Para o pesquisador, na área espacial “se aprende fazendo”. “A capacitação de recursos humanos precisa do programa espacial e vice-versa”, explicou. Ele também observou que há um “hiato” em áreas de conhecimento da engenharia e entre gerações de profissionais.
Este aspecto também foi abordado pelo coordenador da pós-graduação do ITA. De acordo com o professor Angelo Passaro, para suprir o lapso temporal na formação de profissionais, desde 2012, o ITA criou um programa de especialização em conjunto com os Institutos de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Estudos Avançados (IEAV).
“Os aprendizes de feiticeiros precisam aprender com os feiticeiros”, comparou sobre as aposentadorias iminentes de uma geração de profissionais brasileiros que construíram o conhecimento da área espacial do país. A partir de 2017, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também passará a oferecer o curso dentro do PPGAO.
Sobre o programa de pós-graduação de aplicações em defesa - O Programa de Pós-Graduação de Aplicações Operacionais (PPGAO) surgiu da análise do Estado-Maior da Aeronáutica de que era necessário estudar o emprego operacional da FAB. Hoje, dispõe de cinco linhas de pesquisa nas áreas de comando e controle e defesa cibernética; sistema de armas; guerra eletrônica; análise operacional e engenharia logística; bioengenharia e defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN). Neste ano, conta com 27 alunos das Forças Armadas. Outros 20 candidatos estão aguardando seleção para ingressar em 2017 no curso.
Fonte: Agência Força Aérea.
.
Capacidades futuras da FAB são abordadas em evento no ITA
Em palestra de abertura, Vice-chefe do EMAER apresenta necessidades operacionais da FAB para os próximos 25 anos
29/09/2016 17h00, por Ten Jussara Peccini
As características do poder aéreo do futuro deverão orientar as pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Esse foi o tema da palestra de abertura da 18ª edição do Simpósio de Aplicações Operacionais de Defesa que se encerra nesta sexta-feira (30/09) em São José dos Campos (SP). O evento conta com 340 inscritos, 13 palestras técnicas, cinco minicursos e 58 trabalhos acadêmicos.
“Eu trago uma proa geral para que os trabalhos, as soluções, saiam daqui”, afirmou o Vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior. “A própria Concepção Estratégica [Força Aérea 100] lança essas capacidades de uma força aérea mais moderna, mais integrada com as forças co-irmãs, de uma capacidade dissuasória capaz de desmotivar possíveis hostilidades. Aqui no ITA, temos uma atividade específica para se estudar a parte operacional de emprego da força aérea como um poder aéreo de combate”, detalhou.
O oficial-general também enfatizou o deságio de explorar a área espacial nos próximos anos. De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa, a área de defesa cibernética está com o Exército Brasileiro, a nuclear com a Marinha e a espacial com o Comando da Aeronáutica. “A partir de agora isso será intensificado”, disse ao lembrar que a instituição sempre esteve envolvida com os projetos da área, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS).
Desafios e oportunidades da área espacial – A mesa de debates reuniu as principais instituições brasileiras da área para debater desafios e oportunidades de capacitação da área aeroespacial, como Agência Espacial Brasileira (AEB), Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) e Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P).
O representante do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Chamon, defendeu as pesquisas do programa espacial para a formação de recursos humanos. Para o pesquisador, na área espacial “se aprende fazendo”. “A capacitação de recursos humanos precisa do programa espacial e vice-versa”, explicou. Ele também observou que há um “hiato” em áreas de conhecimento da engenharia e entre gerações de profissionais.
Este aspecto também foi abordado pelo coordenador da pós-graduação do ITA. De acordo com o professor Angelo Passaro, para suprir o lapso temporal na formação de profissionais, desde 2012, o ITA criou um programa de especialização em conjunto com os Institutos de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Estudos Avançados (IEAV).
“Os aprendizes de feiticeiros precisam aprender com os feiticeiros”, comparou sobre as aposentadorias iminentes de uma geração de profissionais brasileiros que construíram o conhecimento da área espacial do país. A partir de 2017, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também passará a oferecer o curso dentro do PPGAO.
Sobre o programa de pós-graduação de aplicações em defesa - O Programa de Pós-Graduação de Aplicações Operacionais (PPGAO) surgiu da análise do Estado-Maior da Aeronáutica de que era necessário estudar o emprego operacional da FAB. Hoje, dispõe de cinco linhas de pesquisa nas áreas de comando e controle e defesa cibernética; sistema de armas; guerra eletrônica; análise operacional e engenharia logística; bioengenharia e defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN). Neste ano, conta com 27 alunos das Forças Armadas. Outros 20 candidatos estão aguardando seleção para ingressar em 2017 no curso.
Fonte: Agência Força Aérea.
.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
INPE: balanço da gestão de Leonel Perondi
.
Perondi faz balanço e agradecimentos no encerramento de sua gestão
Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016
Leonel Perondi encerrou sua gestão nesta segunda-feira (26), durante a solenidade de aniversário do INPE, quando Ricardo Galvão tomou posse como diretor do Instituto.
Em seu discurso de despedida, Perondi, que assumiu em maio de 2012, fez um balanço dos quatro anos em que dirigiu o INPE.
Confira aqui a mensagem de Perondi sobre os 55 anos do INPE.
E aqui sua mensagem de encerramento de gestão.
Fonte: INPE
.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Entrevista de Ricardo Galvão, novo diretor do INPE
Novo diretor do INPE quer eliminar entraves e avançar com o programa espacial brasileiro
Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, deu posse ao novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ricardo Galvão, na manhã desta segunda-feira (22), durante solenidade em comemorarão aos 55 anos do INPE, em São José dos Campos (SP).
Escolhido pelo ministro Gilberto Kassab a partir de lista tríplice, o engenheiro de telecomunicações Ricardo Galvão é mestre em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em física de plasmas aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Professor da Universidade de São Paulo, foi presidente da Sociedade Brasileira de Física e é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências, além do Conselho da Sociedade Europeia de Física.
Na entrevista a seguir, realizada pelo Portal do MCTIC, Ricardo Galvão falou dos principais desafios do INPE, como a redução do quadro de servidores e a recomposição orçamentária, da necessidade de sinergia com a Agência Espacial Brasileira (AEB), entre outras questões.
MCTIC: Qual é o maior desafio do INPE?
Ricardo Galvão: Não existe um 'maior desafio', mas vários desafios a serem enfrentados na próxima gestão. O primeiro deles é a gravíssima situação de acentuada redução do quadro de servidores do INPE, em particular analistas e assistentes de gestão. Enquanto alguns pesquisadores, tecnologistas e técnicos permanecem na instituição mesmo após terem atingido as condições para aposentadoria, atraídos pela participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento, até com a possibilidade de usufruir de bolsas de produtividade do CNPq em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, atrativos semelhantes não existem para o pessoal administrativo. Esta é uma situação que afeta não somente o INPE, mas praticamente a totalidade das unidades de pesquisa do MCTIC. A solução definitiva deste problema está além da governança do diretor e exigirá uma ação integrada entre os diretores de todas as unidades e o ministério para, gradualmente, trabalhar junto ao Ministério do Planejamento para conseguir abertura de novos concursos.
MCTIC: O que é possível fazer para contornar a situação?
Ricardo Galvão: Como solução paliativa, pretendo estudar reativar propostas de incentivo para servidores que permanecem na ativa após terem atingido a condição para aposentadoria. No entanto, não estou seguro de que isto seja possível no governo federal. Continuando, o segundo desafio é certamente a questão orçamentária, neste cenário de crise econômica que afeta o país. Aqui também, embora a solução definitiva esteja além da governança do diretor, existem algumas possibilidades a serem mais bem exploradas com relação à obtenção de recursos complementares, através de programas mais ambiciosos junto às agências de fomento, como, aliás, a atual gestão implementou para a área espacial com a Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], e o aumento das atividades de prestação de serviços, implementadas através da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). Neste quesito, os diferentes laboratórios do INPE têm grande potencial, e a nova Lei 13.243/2016 [Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação] introduziu mecanismos jurídicos que facilitam bastante a prestação de serviços técnicos a instituições públicas ou privadas. Além disso, algumas coordenações do INPE, como a de Observação da Terra, por exemplo, têm convênios com outros órgãos e agências do governo federal que promovem a entrada de recursos na instituição. Essas atividades devem ser estimuladas, desde que não sejam executadas em detrimento às de pesquisa científica e que uma parcela dos recursos obtidos seja repassada à instituição como 'custos de manutenção e operação'.
MCTIC: O senhor mencionou a área espacial. Como é a relação com a Agência Espacial Brasileira (AEB)?
Ricardo Galvão: Esse é o terceiro desafio que temos no INPE, ou seja, melhorar a interação com a AEB no que se refere à execução do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). O programa de satélites foi inicialmente todo desenvolvido sob a governança do INPE. No entanto, com a publicação do Decreto 1.332, estabelecendo a Política de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), e a sanção da Lei 8.854, criando a AEB, o INPE perdeu parcialmente a autonomia para estabelecer, de forma independente, sua política de desenvolvimento de satélites. De fato, o artigo 30 da referida lei estabelece que 'compete à AEB executar e fazer executar a PNDAE, bem como propor as diretrizes e as ações dela decorrentes'. Como é bem conhecido na comunidade espacial brasileira, essa alteração não foi fácil e amplamente aceita pelo corpo técnico do INPE.
MCTIC: Quais são os entraves?
Ricardo Galvão: Parece-me que parte dessas dificuldades decorre de que as competências para execução do PNAE, no que concerne objetivos científicos e técnicos, projetos conceituais e de engenharia de satélites, construção por encomenda à indústria ou a instituições governamentais, como também integração e testes, não estão ainda satisfatoriamente acordadas e detalhadas. Enquanto considero uma premissa fundamental a competência da AEB para "executar e fazer executar" o PNAE, é evidente que boa parcela da competência científica e técnica nessa área está concentrada principalmente no INPE. Assim, se não houver perfeita integração entre a agência e o instituto, desde a fase de projeto conceitual dos satélites, é evidente que sua execução pode ser prejudicada por desconfianças e diversidade de visões. Assim, julgo essencial eliminar entraves e costurar um relacionamento construtivo e colaborativo entre o INPE e a AEB. A equipe técnica do INPE deverá ter participação efetiva na definição de projetos de satélites que fiquem sob sua responsabilidade, principalmente os para aplicações científicas. Em contrapartida, deverá assumir o compromisso de seguir estritamente a execução dos projetos como acordado com a AEB.
Finalmente, outro desafio importante é reverter a aparente existência de certa atitude de isolamento e independência de alguns grupos de pesquisa básica em ciência espacial do INPE com relação a outros grupos nacionais. Especificamente, julgo que a liderança científica de unidades do MCTIC possa ser almejada somente se promover uma efetiva colaboração sinergética com outros grupos nacionais, permitindo que sua infraestrutura administrativa e técnica possa ser utilizada para viabilizar projetos científicos de maior envergadura, em particular em colaborações internacionais.
Isso ficou muito bem estabelecido no objetivo de um dos programas do Plano de Ação 2007-2010 do então Ministério da Ciência e Tecnologia, "aperfeiçoar e consolidar o papel das Unidades de Pesquisa do MCT como instituições líderes de C,T&I, atuando como centros de pesquisa em áreas estratégicas, como laboratórios nacionais com instalações de maior porte e ambiente científico que atraiam a comunidade científica, como âncoras de projetos mobilizadores e redes de pesquisa, ...".
Portanto é necessário estimular fortemente a pesquisa básica em ciência espacial e áreas correlatas, mas de forma coordenada, não somente entre os diversos grupos do INPE, mas também com a comunidade externa, fazendo com que boa parte de suas instalações opere de fato como laboratórios multiusuários.
MCTIC: Falando em setor aeroespacial, está previsto para 2018 o lançamento de um novo CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Qual é o objetivo?
Ricardo Galvão: Os objetivos do CBERS estão bem definidos no Programa Nacional de Atividades Espaciais 2012 – 2021, que são ampliar a capacidade de observação e monitoramento do território nacional, além de dar continuidade e ampliar a cooperação com a China no desenvolvimento da tecnologia espacial. O CBERS 4 foi lançado com grande êxito em dezembro de 2014 e está em operação regular, operando uma câmera de muito boa resolução desenvolvida por empresa brasileira. O novo CBERS dará continuidade ao programa, aumentando a resolução das imagens obtidas.
MCTIC: O INPE faz o monitoramento da Amazônia brasileira por satélite. Como esses dados têm ajudado a combater o desmatamento?
Ricardo Galvão: Na realidade, o INPE tem vários programas de extrema importância para o país no que se refere ao monitoramento e preservação ambiental, como o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) e Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), além do Degrad. Embora as imagens utilizadas para estes programas sejam provenientes não somente de satélites brasileiros, mas também de outras constelações de satélites, no Programa Nacional de Atividades Espaciais está programado o lançamento de satélites da série Amazônia justamente para ampliar a capacidade do país no monitoramento da região. O Amazônia 1 será um satélite inteiramente concebido e desenvolvido no país, contribuindo substancialmente para o nosso avanço no domínio da tecnologia espacial.
Fonte: MCTIC, via INPE.
.
Bolívia planeja segundo satélite de comunicações
.
O governo da Bolívia planeja o lançamento em 2021 de um
segundo satélite de comunicações, segundo declarações dadas à imprensa local
por Ivan Zambrana, diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE). O novo satélite
deverá se chamar Tupac Katari II, dando sequência ao Tupac Katari, construído
na China e lançado ao espaço em 2013.
A expectativa é de que os estudos para a aquisição do
novo satélite sejam concluídos em 2017, com lançamento planejado entre 2020 e
2021, num investimento estimado em 200 milhões de dólares, montante
significativamente inferior ao investido no projeto do primeiro modelo, que
demandou recursos superiores a 300 milhões de dólares.
Segundo Zambrana, cerca de 70% da capacidade do Tupac
Katari é usada pelo governo e 25 clientes diretos, devendo gerar este ano uma
receita de 25 milhões de dólares.
.
domingo, 25 de setembro de 2016
Teletime: atualizações sobre o SGDC
.
SGDC terá como foco principal o atendimento do mercado de provedores, diz Telebras
sábado, 24 de setembro de 2016 , 00h48
SAMUEL POSSEBON | samuca@convergecom.com.br
A Telebras parece ter definido que a prioridade das aplicações comerciais do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), a ser lançado em fevereiro de 2017, será mesmo o atendimento ao mercado de provedores de acesso em localidades com pouca capacidade. A estatal mandou mensagens erráticas ao mercado nos últimos anos sobre o uso do SGDC. Em um momento, insinuou que faria oferta direta ao consumidor, depois se colocou exclusivamente como uma prestadora de serviços ao governo. Agora, ao que tudo indica, voltou ao plano original. Quem apresentou esse planejamento foi Alex Magalhães, novo diretor comercial da estatal, durante o Congresso Latinoamericano de Satélites. Segundo ele, a venda direta só vai no caso da população não atendida pela operadoras, e mesmo assim não será prioridade. "Vamos começar com os maiores parceiros terrestres, mas queremos chegar aos menores que ainda não sejam clientes", disse. Sobre o uso pelo governo, ele diz que é algo que está distante ainda porque é preciso avaliar para que tipos de aplicações o satélite pode ser utilizado, em função da latência e da disponibilidade do serviço. A parte comercial do SGDC tem capacidade de 58 Gbps em banda Ka.
Durante o evento, a StarOne até indicou que teria a disposição de contratar capacidade do SGDC para complementar a sua cobertura, já que o satélite brasileiro tem cobertura em todo o território. Magalhães disse que todas as possibilidades poderão ser olhadas, mas que a prioridade é o atendimento aos ISPs.
Sobre os eventuais atrasos no projeto em função da determinação do Tribunal de Contas da União para suspender a licitação de contratação das gateways e hubs, Magalhães reconheceu que isso tem o potencial de prejudicar o cronograma de início de operações, mas que a estatal está tentando contornar o problema correndo em outras etapas para compensar o atraso e manter os prazos finais. Ele não explicou como a Telebras pretende convencer o TCU a liberar a contratação dos equipamentos licitados.
Defesa
Já as aplicações militares decorrentes do uso da banda X do SGDC, segundo o Coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do Núcleo de Operações Espaciais, devem ser muito parecidas com as atuais. "Não vamos ver nenhuma mudança qualitativas das aplicações, mas quantitativa. A rede de comando e controle chegará a níveis mais intermediários, com aumento quantitativo significativo. E serviços que demandam mais banda serão providos em capacidade maior", explicou.
"As forças armadas das nações mais desenvolvidas têm um projeto chamado soldado digital, em que o combatente tem o máximo de informação possível na ponta. Com o SGDC a gente chega no nível intermediário de comando e controle, mas ainda precisamos chegar na ponta, inclusive com outras bandas que não sejam a banda X".
Em relação ao planejamento de um segundo satélite, tanto Telebras quanto a Defesa acreditam que o lançamento do primeiro satélite deve provocar essa discussão dentro do governo. Segundo o comandante, ainda é preciso ter redundância nessa comunicação, o que em parte é feito com a capacidade contratada da StarOne. "Mas precisamos de um backup, porque quem tem um não tem nenhum. Qual é a prioridade disso em relação às comunicações é algo a ser discutido ainda. E com o sucesso do SGDC 1 e sua operação, nós vamos sentar com os demais players do governo e refletir. Espero que o lançamento seja uma luz para outras áreas. Mas a necessidade de redundância se coloca já", disse.
Ele lembrou que em função dos cortes orçamentários e a prioridade ao pagamento da construção do satélite, os dois centros de operação funcionarão em instalações provisórias num primeiro momento, mas que já estão abrigando os treinamentos práticos dos controladores, com plenas condições. Segundo ele, o aprendizado das equipes que acompanharam a construção do SGDC (cerca de 30 pessoas) foi extremamente valioso em termos de transferência de conhecimento e experiência e que isso será fundamental na fase operacional do satélite.
Fonte: Teletime.
.
SGDC terá como foco principal o atendimento do mercado de provedores, diz Telebras
sábado, 24 de setembro de 2016 , 00h48
SAMUEL POSSEBON | samuca@convergecom.com.br
A Telebras parece ter definido que a prioridade das aplicações comerciais do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), a ser lançado em fevereiro de 2017, será mesmo o atendimento ao mercado de provedores de acesso em localidades com pouca capacidade. A estatal mandou mensagens erráticas ao mercado nos últimos anos sobre o uso do SGDC. Em um momento, insinuou que faria oferta direta ao consumidor, depois se colocou exclusivamente como uma prestadora de serviços ao governo. Agora, ao que tudo indica, voltou ao plano original. Quem apresentou esse planejamento foi Alex Magalhães, novo diretor comercial da estatal, durante o Congresso Latinoamericano de Satélites. Segundo ele, a venda direta só vai no caso da população não atendida pela operadoras, e mesmo assim não será prioridade. "Vamos começar com os maiores parceiros terrestres, mas queremos chegar aos menores que ainda não sejam clientes", disse. Sobre o uso pelo governo, ele diz que é algo que está distante ainda porque é preciso avaliar para que tipos de aplicações o satélite pode ser utilizado, em função da latência e da disponibilidade do serviço. A parte comercial do SGDC tem capacidade de 58 Gbps em banda Ka.
Durante o evento, a StarOne até indicou que teria a disposição de contratar capacidade do SGDC para complementar a sua cobertura, já que o satélite brasileiro tem cobertura em todo o território. Magalhães disse que todas as possibilidades poderão ser olhadas, mas que a prioridade é o atendimento aos ISPs.
Sobre os eventuais atrasos no projeto em função da determinação do Tribunal de Contas da União para suspender a licitação de contratação das gateways e hubs, Magalhães reconheceu que isso tem o potencial de prejudicar o cronograma de início de operações, mas que a estatal está tentando contornar o problema correndo em outras etapas para compensar o atraso e manter os prazos finais. Ele não explicou como a Telebras pretende convencer o TCU a liberar a contratação dos equipamentos licitados.
Defesa
Já as aplicações militares decorrentes do uso da banda X do SGDC, segundo o Coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do Núcleo de Operações Espaciais, devem ser muito parecidas com as atuais. "Não vamos ver nenhuma mudança qualitativas das aplicações, mas quantitativa. A rede de comando e controle chegará a níveis mais intermediários, com aumento quantitativo significativo. E serviços que demandam mais banda serão providos em capacidade maior", explicou.
"As forças armadas das nações mais desenvolvidas têm um projeto chamado soldado digital, em que o combatente tem o máximo de informação possível na ponta. Com o SGDC a gente chega no nível intermediário de comando e controle, mas ainda precisamos chegar na ponta, inclusive com outras bandas que não sejam a banda X".
Em relação ao planejamento de um segundo satélite, tanto Telebras quanto a Defesa acreditam que o lançamento do primeiro satélite deve provocar essa discussão dentro do governo. Segundo o comandante, ainda é preciso ter redundância nessa comunicação, o que em parte é feito com a capacidade contratada da StarOne. "Mas precisamos de um backup, porque quem tem um não tem nenhum. Qual é a prioridade disso em relação às comunicações é algo a ser discutido ainda. E com o sucesso do SGDC 1 e sua operação, nós vamos sentar com os demais players do governo e refletir. Espero que o lançamento seja uma luz para outras áreas. Mas a necessidade de redundância se coloca já", disse.
Ele lembrou que em função dos cortes orçamentários e a prioridade ao pagamento da construção do satélite, os dois centros de operação funcionarão em instalações provisórias num primeiro momento, mas que já estão abrigando os treinamentos práticos dos controladores, com plenas condições. Segundo ele, o aprendizado das equipes que acompanharam a construção do SGDC (cerca de 30 pessoas) foi extremamente valioso em termos de transferência de conhecimento e experiência e que isso será fundamental na fase operacional do satélite.
Fonte: Teletime.
.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Brig. Rossato: “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
Comandante da Aeronáutica cobra mais investimentos em sistemas aeroespaciais
22/09/2016
Alex Rodrigues
Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo.
Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.
Além de auxiliar na proteção dos atletas israelenses e das demais delegações, o gesto israelense revelava intenções comerciais.
Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.
“Nos negamos a olhar para o espaço […] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.
De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
“Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Nivaldo Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.
Projetos
No cargo desde janeiro de 2015, o brigadeiro Rossato afirmou que o investimento em tecnologia aeroespacial impacta positivamente outros setores da economia e da sociedade.
“Imagine toda essa tecnologia voltada para monitorar nossas áreas de fronteira ou nossas águas territoriais [faixa costeira que atinge até 22 quilômetros a partir do litoral], onde é possível distinguir o tipo de embarcação visualizada”, sugeriu o comandante, afirmando que a Argentina gasta muitas vezes mais que o Brasil em pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.
“Estados Unidos, Rússia e China não gastam o dinheiro que gastam à toa. Eles sabem a importância disso. A Argentina gasta quase dez vezes mais que nós. E nem precisamos fazer o mesmo que esses países já fazem. Podemos optar por algo mais simples, como satélites de órbita baixa, para comunicações, os sensores óticos.”
O comandante lamentou projetos descontinuados e lembrou o acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, quando o acionamento premeditado do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS) custou a vida de 21 profissionais civis, afetando os projetos do programa espacial brasileiro.
Fonte: Agência Brasil, via NOTIMP.
.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
INPE: Plano Diretor 2016-2019
.
Publicado o Plano Diretor 2016-2019
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) finalizou o seu novo Plano Diretor, para o período 2016-2019. Além das metas das áreas-fins da instituição, o documento contempla metas importantes na área de gestão, consideradas fundamentais para que os demais objetivos estratégicos para os próximos quatro anos sejam atingidos.
O Plano Diretor foi elaborado em sintonia com o Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 do governo federal e contempla, basicamente, três camadas de atuação: o acesso ao espaço, o rastreio e controle de objetos em órbita e as aplicações.
O acesso ao espaço consiste em colocar sistemas espaciais em órbita – dados, informações e serviços sobre o planeta, para atender à sociedade. Essa parte envolve as áreas de Engenharia, de Integração e Testes de satélites e o Centro de Tecnologias Especiais do Instituto.
A segunda camada está ligada ao Centro de Rastreio e Controle dos objetos em órbita e a recepção, armazenagem e distribuição das informações geradas por esses sistemas. Ou seja, o que é preciso para ter os sistemas operacionais e como se viabiliza a chegada do serviço ao usuário final.
A terceira camada, de aplicações, divide-se em quatro áreas: Ciências Espaciais, Meteorologia, Observação da Terra e Ciência do Sistema Terrestre. Nessa camada, o Plano Diretor contempla desde a parte científica – aprimoramento do conhecimento na área de atuação –, passando pelos projetos de pesquisa aplicada e desenvolvimento, e chegando aos produtos e serviços.
Acesse aqui o Plano Diretor 2016-2019
Leia mais sobre o Plano Diretor no INPE Informa.
Fonte: INPE
.
Publicado o Plano Diretor 2016-2019
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) finalizou o seu novo Plano Diretor, para o período 2016-2019. Além das metas das áreas-fins da instituição, o documento contempla metas importantes na área de gestão, consideradas fundamentais para que os demais objetivos estratégicos para os próximos quatro anos sejam atingidos.
O Plano Diretor foi elaborado em sintonia com o Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 do governo federal e contempla, basicamente, três camadas de atuação: o acesso ao espaço, o rastreio e controle de objetos em órbita e as aplicações.
O acesso ao espaço consiste em colocar sistemas espaciais em órbita – dados, informações e serviços sobre o planeta, para atender à sociedade. Essa parte envolve as áreas de Engenharia, de Integração e Testes de satélites e o Centro de Tecnologias Especiais do Instituto.
A segunda camada está ligada ao Centro de Rastreio e Controle dos objetos em órbita e a recepção, armazenagem e distribuição das informações geradas por esses sistemas. Ou seja, o que é preciso para ter os sistemas operacionais e como se viabiliza a chegada do serviço ao usuário final.
A terceira camada, de aplicações, divide-se em quatro áreas: Ciências Espaciais, Meteorologia, Observação da Terra e Ciência do Sistema Terrestre. Nessa camada, o Plano Diretor contempla desde a parte científica – aprimoramento do conhecimento na área de atuação –, passando pelos projetos de pesquisa aplicada e desenvolvimento, e chegando aos produtos e serviços.
Acesse aqui o Plano Diretor 2016-2019
Leia mais sobre o Plano Diretor no INPE Informa.
Fonte: INPE
.
Ricardo Galvão é nomeado diretor do INPE
.
Ricardo Galvão é nomeado diretor do INPE
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016
Nesta quinta-feira (22/9), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a portaria que nomeia Ricardo Magnus Osório Galvão como novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ele substitui Leonel Perondi, à frente da instituição desde maio de 2012. Confira aqui a publicação no DOU.
Ricardo Galvão já foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), membro do Conselho da Sociedade Europeia de Física e presidente da Sociedade Brasileira de Física, entre outros cargos de gestão técnico-científica.
O novo diretor do INPE é graduado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Física de Plasmas Aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), com livre-docência em Física Experimental pela Universidade de São Paulo (USP). É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Galvão foi indicado à Direção do INPE pelo ministro Gilberto Kassab, da pasta de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) após processo de seleção realizado por meio de comitê de especialistas. O sistema vem sendo praticado pelo MCTIC para os cargos de Direção de todas as suas Unidades de Pesquisa e resulta em lista tríplice que subsidia a escolha do ministro. A seleção é realizada por especialistas que buscam, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.
Fonte: INPE
.
Ricardo Galvão é nomeado diretor do INPE
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016
Nesta quinta-feira (22/9), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a portaria que nomeia Ricardo Magnus Osório Galvão como novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ele substitui Leonel Perondi, à frente da instituição desde maio de 2012. Confira aqui a publicação no DOU.
Ricardo Galvão já foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), membro do Conselho da Sociedade Europeia de Física e presidente da Sociedade Brasileira de Física, entre outros cargos de gestão técnico-científica.
O novo diretor do INPE é graduado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Física de Plasmas Aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), com livre-docência em Física Experimental pela Universidade de São Paulo (USP). É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Galvão foi indicado à Direção do INPE pelo ministro Gilberto Kassab, da pasta de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) após processo de seleção realizado por meio de comitê de especialistas. O sistema vem sendo praticado pelo MCTIC para os cargos de Direção de todas as suas Unidades de Pesquisa e resulta em lista tríplice que subsidia a escolha do ministro. A seleção é realizada por especialistas que buscam, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.
Fonte: INPE
.
Assinar:
Postagens (Atom)
