terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pós-graduação espacial na China

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Processo seleciona brasileiros para pós-graduação aeroespacial na China

Os interessados têm até 24 de fevereiro para se inscrever

A Agência Espacial Brasileira (AEB) abriu processo seletivo para pré-selecionar três brasileiros interessados em ter acesso a bolsas de estudo no programa de mestrado da Beihang University, na China. As oportunidades são nas áreas de sistemas globais de navegação por satélite, sensoriamento remoto e sistemas de geoinformação, e tecnologias em microssatélites. Os interessados têm até 24 de fevereiro para se inscreverem.

Os proponentes precisam ter menos de 35 anos de idade no ano de admissão; experiência profissional ou em pesquisa em tecnologias na área espacial; possuir o grau de bacharel (ou equivalente) em áreas do conhecimento afins ao programa; possuir histórico de atuação em pesquisa em áreas do conhecimento do programa; ter bom domínio da língua inglesa e capacidade de participar de aulas ministradas no referido idioma.

As bolsas de mestrado serão definidas pelo desempenho nas entrevistas e podem ser de dois tipos: integrais, que cobrem taxas de matrícula, acomodações, seguro médico e subsídio de US$ 438,96 por mês; e parciais, que cobrem somente as taxas de matrícula.

A escolha final dos candidatos fica a cargo do Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP, na sigla em inglês). O resultado será divulgado até 10 de maio.

Para mais informações, acesse este link.

Fonte: Agência ABIPTI, com informações da AEB, via Jornal da Ciência.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cooperação Brasil - Rússia

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LNA e Roscosmos iniciam monitoramento de detritos espaciais no Brasil

06/02/2017

Um telescópio russo instalado no Observatório do Pico dos Dias, gerenciado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) em Brazópolis (MG), deve começar a operar até o fim do mês. O equipamento, que está na reta final de montagem, vai permitir o monitoramento de detritos espaciais. Segundo o diretor do LNA, Bruno Castilho, uma equipe formada por profissionais brasileiros e russos iniciou a instalação do telescópio de 75 centímetros em novembro de 2016.

“A previsão é que realize a primeira observação no fim de fevereiro. Toda a mecânica e óptica do telescópio já está pronta e agora se iniciam o alinhamento e a montagem da eletrônica de controle e de dados”, disse Castilho.

A instalação do telescópio faz parte do projeto da Agência Espacial Russa (Roscosmos) intitulado Panoramic Electro-Opical System for Space Debris Detection (PanEOS) que prevê a construção e operação de uma rede de instalações desse tipo de telescópio na Rússia e em vários outros pontos do planeta.

Com o novo equipamento, o LNA poderá detectar e mapear o lixo espacial para criar uma base de dados com a localização e a órbita de objetos que apresentam risco de colisão com satélites artificiais ativos ou, no caso de objetos maiores, com o planeta Terra depois de entrar na atmosfera.

A base de dados servirá de referência para a adoção de medidas para evitar eventuais colisões. Além disso, o LNA colocará as informações astronômicas obtidas pelo telescópio à disposição dos pesquisadores brasileiros.

As imagens geradas pelo telescópio russo serão transmitidas para a Roscosmos pela internet, e a base de dados ficará à disposição dos pesquisadores brasileiros. Com 1.864 metros de altitude, o Observatório do Pico dos Dias já possui quatro telescópios para pesquisa astronômica.

Fonte: MCTIC, via AEB.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

SGDC pronto para o embarque

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Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa

São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.

A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.

A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.

A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:

- A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
-  Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
-  Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
-  O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.

Fonte: Thales Alenia Space.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

"As lições de Ets a um planeta autodestrutivo", artigo de José Monserrat Filho

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As lições de Ets a um planeta autodestrutivo

José Monserrat Filho *

“Tais extraterrestres teriam entendido que, para garantir sua sobrevivência a longo prazo, precisariam erradicar a desigualdade social.” Marcelo Gleiser (1)

Que civilização, que valores, que mentalidade, que tipo de vida estamos levando para o espaço cósmico, desde que aprendemos a construir foguetes, satélites e naves espaciais, nas décadas de 30, 40 e 50 do século XX? Quando usaremos o espaço somente para fins pacíficos?

Já no século XXI, em 25 de janeiro de 2017, o Relógio do Apocalipse – criado há 70 anos, em 1945, por cientistas do Projeto Manhattan que inventaram as primeiras bombas atômicas – passou a marcar apenas dois minutos e meio para a meia-noite, a hora estimada do colapso global da Terra. Quais foram as razões da histórica decisão do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim dos Cientistas Atômicos (fundado e editado nos EUA), que, antes, consultou o Conselho de Patrocinadores do Boletim, integrado também por 15 laureados com o Prêmio Nobel? (2) O Conselho assim resolveu com base em declarações sobre o uso e a proliferação de armas nucleares de uma única pessoa – o novo Presidente dos EUA, Donald Trump, no perigo das mudanças climáticas e em desenvolvimentos na Coreia do Norte, Rússia, Índia e Paquistão?

A declaração conclusiva do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim afirma: "Em 2016, o panorama da segurança global piorou. A comunidade internacional não logrou enfrentar com eficácia as ameaças mais urgentes da humanidade, as armas nucleares e as mudanças climáticas. (…) A situação mundial, por si já ameaçadora, foi o pano de fundo para o aumento do nacionalismo estridente no mundo todo, inclusive na campanha presidencial dos EUA. Nela, o vencedor, Donald Trump, fez comentários perturbadores sobre o uso e a proliferação de armas nucleares e manifestou descrença no consenso científico sobre as mudanças climáticas.” E acrescenta: "EUA e Rússia têm, juntos, mais de 90% das armas nucleares do mundo, e discordam em várias questões, da Síria à Ucrânia até as fronteiras da OTAN. Ambos continuaram modernizando amplamente suas forças nucleares, e não houve em parte alguma negociações sérias sobre o controle de armas. A Coreia do Norte realizou seus 4º e 5º testes nucleares subterrâneos e deixou claro que seguiria desenvolvendo capacidades de produzir armas nucleares. As ameaças da guerra nuclear perduraram, enquanto Paquistão e Índia se enfrentaram cautelosamente através da linha de controle em Caxemira, após militantes atacarem duas bases indianas do Exército.

Por que não são citadas a grave situação no Oriente Médio e a corrida armamentista de que participam ativamente os EUA, de um lado, e a China e a Rússia, de outro?

David Titley, Contra-almirante aposentado, membro do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim, Professor de Meteorologia da Universidade Estadual da Pensilvânia e diretor fundador do Centro de Soluções para o Clima e o Risco Climático, EUA, comentou: "A mudança climática não deve ser questão partidária. A física bem estabelecida do ciclo de carbono da Terra não é nem liberal nem conservadora em caráter. O planeta continuará a se aquecer a níveis extremamente perigosos e o dióxido de carbono seguirá sendo bombeado para a atmosfera – independentemente da liderança política. A atual situação política nos EUA é especialmente preocupante. O governo Trump precisa declarar clara e inequivocamente que aceita como realidade a mudança climática causada pela atividade humana. Nenhum problema pode ser resolvido a menos que sua existência seja reconhecida pela primeira vez. Não há ‘fatos alternativos’ aqui".

O General John Hyten, Chefe da Força Aérea e do Comando Estratégico (Stratcom) dos EUA, falou sobre “dissuasão no espaço” no Centro de Segurança e Cooperação da Universidade de Stanford, em 26 de janeiro, e disse que a Rússia e a China representarão, em breve, uma ameaça às naves espaciais dos EUA, por desenvolverem capacidades anti-satélite, inclusive armas a laser, e que “a melhor maneira de evitar a guerra é estar preparado para a guerra”, como informou o próprio DoD News, do Departamento de Defesa (Pentágono). A resposta russa veio de Konstantin Sivkov, especialista militar e vice-presidente da Academia de Assuntos Geopolíticos de Moscou, como noticiou a Agência Sputnik de Washington em 30 de janeiro: a declaração do Gal. Hyten de que a Rússia e a China logo serão uma ameaça às naves espaciais dos EUA mais parece uma tentativa de justificar a instalação de armas no espaço pelo Pentágono (com o apoio do Presidente Trump). (3)

Diante desse quadro de caos planetário, que inclui partes crescentes do espaço cósmico, embora infelizmente pouca gente saiba disso, o citado físico Marcelo Gleiser imaginou um “projeto alienígena em escala global de proteção aos recursos naturais e justiça social”, que, a seu ver, pode ser chamado de “socialismo natural” (4). O resultado do projeto ele considera “revolucionário”: os alienígenas “entenderam que uma relação predatória com o seu planeta e com outras formas de vida levaria, mais cedo ou mais tarde, à sua própria destruição” e que “seu planeta, mesmo sendo muito grande e fértil, tem recursos limitados” e “uma exploração irracional dele o transformaria num deserto”. E mais: “Os alienígenas teriam aprendido a viver com – e não contra – o seu planeta, respeitando seus recursos e planejando cuidadosamente como explorá-los de forma sustentável.” E mais ainda: “Os alienígenas teriam entendido a interconectividade de todas as criaturas vivas; saberiam que ocupar o topo da cadeia alimentícia significa ter a reponsabilidade de preservar a biosfera, de modo a entender o uso de seus recursos por períodos ilimitados. Teriam aprendido que, para viver, precisariam encontrar encontrar meios de respeitar a diversidade da vida. Isso só poderia ocorrer se houvessem redefinido sua relação com outras criaturas vivas.”

A utopia de Marcelo Gleiser vai além, como já realçamos: “Tais extraterrestres teriam entendido que, para garantir sua sobrevivência a longo prazo, precisariam erradicar a desigualdade social; teriam entendido que a disparidade financeira (se tivessem uma economia) e a exploração cultural levam à pobreza e à instabilidade social, ambas causas dominantes da predação planetária. Para assegurar sua sobrevivência como espécie, teriam criado valores morais que garantissem a igualdade social, dividindo recursos de forma justa e equilibrada.” Eles igualmente teriam entendido que as metas socioecnonômicas pedem pelo “sacrifício dos que detém mais recursos, mas saberiam também que esses sacrifícios seriam temporários, garantindo a sobrevivência de todos”.

Sobre o polêmico tema da competição entre as pessoas, Marcelo Gleiser conta que os alienígenas “não teriam erradicado a competição, pois saberiam que ela é essencial para a inovação e a felicidade individual e coletiva, mas teriam criado mecanismos para assegurar que todos tivessem as mesmas oportunidades de atingir o sucesso”. Talvez fosse melhor falar em “ser bem sucedido” ou “ficar plenamente satisfeito”, pois “atingir o sucesso” está muito ligado à “conquista do estrelato”, que alimenta o vício da egolatria, nem sempre digno e respeitável. No caso, tem-se em vista certamente a competição justa, a ação de disputar ou concorrer de maneira honesta, generosa, construtiva e socialmente benéfica, como costuma ocorrer, por exemplo, nas atividades esportivas. Por outro lado, a competição nos negócios, sobretudo nos negócios milionários e bilionários, pode ser devastadora. Basta ver o que escreve um renomado economista norte-americano (5): “Maximizing shareholder value displaced problems of competitiveness in a new and a Darwinian environment.” (“A maximização do valor das ações dos acionistas desloca o problema da competitividade para um terreno novo, o do darwinismo”, em tradução livre, sendo o darwinismo interpretado como luta desenfreada em que vence o mais apto, forte e/ou poderoso). Trata-se da competição selvagem, que desumaniza a nossa espécie.

Marcelo Gleiser conclui com um convite memorável: “Esses alienígenas teriam sobrevivido por milhões de anos, criando uma sociedade que mal podemos imaginar. Temos muito trabalho pela frente.” Ou seja, precisamos urgentemente mover para trás os ponteiros do Relógio do Apocalipse. Não há mais tempo a perder.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). E-mail: jose.monserrat.filho@gmail.com.

Referências

1) O que aprendi com os ETS – A Cartilha do “socialismo natural” dos alienígenas, artigo de Marcelo Gleiser, professor de Física, Astronomia e Filosofia Natural no Dartmouth College, EUA, publicado no caderno Ilustríssima da Folha de S. Paulo, de 29 de janeiro de 2017. Gleiser é autor de inúmeros livros, entre os quais A Simples Beleza do Inesperado, A Ilha do Conhecimento, O Fim da Terra e do Céu, A Dança do Universo.

2) Ver texto completa da Declaração da Comissão de Ciência e Segurança do Boletim no site: Http://thebulletin.org/sites/default/files/Final%202017%20Clock%20Statement.pdf. Em janeiro de 2015, o Relógio do Apocalipse avançou de cinco para três minutos para a meia-noite, o mais próximo desde a corrida armamentista dos anos 80. Em janeiro de 2016, seguiu marcando três minutos para a meia-noite. E agora, em janeiro de 2017, avançou 30 segundos.

3) Ver http://www.spacedaily.com/reports/Trump_could_reset_Star_Wars_at_full_throttle_ toward_militarization_of_space_999.html.

4) Ver artigo mencionado na primeira referência.

5) Cioffi, John W., Public Law and Private Power – Corporate Governance Reform in the Age of Finance Capitalism, USA: Cornell University Press, 2010, p. 85. Cioffi é Professor Assistente de Ciência Política na Universidade da Califórnia, Riverside. Vale ler também o livro Pilhagem – Quando o Estado de Direito é Ilegal, de Ugo Matei e Laura Nader, São Paulo: Martins Fontes Editora, 2013. Ugo Matei é Professor de Direito Internacional e Comparado da Universidade da Califórnia, Hastings, EUA, e da Universidade de Turim, Itália, e Laura Nader é Professora de Antropologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CLBI inicia atividades com rastreamento do Soyuz

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CLBI inicia atividades com rastreamento do Soyuz

31/01/2017

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), por meio da Seção de Telemedidas, realizou na última sexta-feira (27.01) o rastreamento do Veículo Soyuz VS-16, lançado da Base Espacial Europeia de Kourou, na Guiana Francesa.

O lançamento ocorreu às 23h (horário brasileiro de verão) e teve a finalidade de colocar em órbita geoestacionária o satélite de telecomunicações Hispasat 36W-1 com previsão de vida útil de 15 anos. O satélite atuará na zona de cobertura da Europa, Ilhas Canárias e América do Sul, compondo uma cadeia de rastreamento que envolve cinco estações para os veículos lançados a leste.

A principal função operacional da Estação Natal ocorreu 6 minutos e 49 segundos após a decolagem, com a aquisição dos sinais transmitidos pelo veículo, tratamento e envio de dados ao Centro Espacial Guianês. Na cadeia de rastreamento, a Estação Natal atua em momento crítico do voo – separação dos três estágios e da coifa –, sendo operacionalmente a única Estação responsável pela coleta das informações transmitidas pelo veículo durante a fase propulsada, ratificando a importância dos serviços prestados.

Operações 2017 – O calendário operacional do CLBI no ano de 2017 prevê uma alta taxa de ocupação: oito operações de rastreio em prol da Agência Espacial Europeia (ESA), somadas às operações nacionais (lançamento e rastreio) no CLBI e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Nesta elevada cadência de rastreamento, ressalta-se a elevada capacidade operacional e prontidão da Estação ao ter início a Operação Ariane VA235 dois dias após a finalização da Operação Soyuz VS-16.

Segundo a coordenadora da Estação de Telemedidas, engenheira Maria Goretti Dantas, o planejamento e execução das operações seguem um cronograma rígido para garantir a confiabilidade e a segurança necessárias ao sucesso das missões: “Concluímos a Operação do Soyuz e já estamos pensando nos ensaios e nas cronologias para a próxima Operação Ariane”.

Ela acrescenta ainda que durante um período as duas operações recebem atenção da equipe de engenheiros e técnicos da Estação: “Alguns profissionais finalizam a operação com a confecção dos relatórios e envios administrativos à ESA, enquanto outros profissionais acompanham os processos da operação subsequente”.

Na análise do diretor do Centro, considerando a nova Concepção Estratégica da Força Aérea Brasileira para consolidar a eficácia das atividades operacionais e administrativas, a primeira atividade operacional do CLBI focando a atividade fim, com o apoio do Grupamento de Natal (GAP-NT) na execução logística da Operação, foi um sucesso: “Ajustamos os procedimentos internos e recebemos do GAP-NT todo apoio logístico necessário que garantiu a qualidade da Estação, nesse primeiro evento operacional, na nova configuração da Força Aérea que prioriza a atividade fim de suas organizações militares”.

Lançador Soyuz

A família de lançadores Soyuz, de fabricação russa, assegura os serviços de lançamento confiáveis desde o início da pesquisa espacial. Atualmente, os veículos desta família, que colocaram em órbita o primeiro satélite e o primeiro homem, contabilizam um total de 1.865 lançamentos.

O Soyuz é utilizado para voos habitados ou não, em proveito da Estação Espacial Internacional, para os lançamentos do governo da Rússia e também para voos comerciais dentro do programa Arianespace da União Europeia. O primeiro lançamento a partir de Kourou ocorreu em 24 de junho de 2003, transportando o satélite O3B sendo o primeiro de uma rede de quatro satélites a oferecer serviços de internet de alta velocidade para clientes dos mercados emergentes em todo o mundo.

Fonte: AEB.
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domingo, 29 de janeiro de 2017

Arianespace e sua primeira missão de 2017

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A Arianespace deu início na última sexta-feira (27) ao seu bastante ocupado ano com o voo de um lançador Soyuz a partir de Kourou, na Guiana Francesa, transportando o satélite Hispasat 36W-1, do grupo espanhol HISPASAT, numa missão que marcou múltiplos ineditismos.

O primeiro feito inédito foi a estreia do Soyuz voando de Kourou com uma carga útil destinada a órbita de transferência geoestacionária.

O lançamento marcou ainda a colocação em órbita do primeiro satélite de comunicações da família SmallGEO, que também representa a estreia da alemã OHB System - experiente em missões de navegação, como o Galileo, e observação, no segmento de satélites de comunicações.

O novo satélite, com vida útil estimada em 15 anos, terá cobertura na América do Sul e Europa, e oferecerá capacidade em banda Ku (vídeo e backhaul celular), e banda Ka (transmissão de dados em banda larga).

Desenvolvido como parte do programa ARTES (Advanced Research in Telecommunications Systems), da Agência Espacial Europeia (ESA), o SmallGEO e uma plataforma flexível de satélite geoestacionário que pode ser adaptada para diferentes missões, tais como comunicações, observação terrestre e teste de novas tecnologias. Com estrutura modular, tem versões com massa total variando de 2.500 a 3.500 kg, com cargas úteis entre 450 e 900 kg.

Próximas missões

A próxima missão da Arianespace será a primeira do Ariane 5 este ano, e levar'a a bordo dois satélites de comunicações, sendo um deles destinado a atender o mercado brasileiro (SKY-Brasil-1, da DIRECTV Latin America).

Em março voará também outro Ariane 5, tendo por "passageiros" o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, e um satélite coreano.
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sábado, 28 de janeiro de 2017

Picosats: sinais captados do Tancredo - 1

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Picosatélite Tancredo -1 tem sinais captados em diversas partes do Planeta

27/01/2017

O picosatélite Tancredo 1, projeto UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), iniciou as transmissões de telemetria na frequência de 437.200 MHz. As gravações de áudio já foram recebidas por vários radioamadores ao redor do planeta.

Segundo o professor de Matemática e coordenador do projeto UbatubaSat, Cândido Oswaldo de Moura, a primeira informação sobre os sinais do pequeno satélite foi enviada pelo radioamador Drew Glasbrenner, KO4MA, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Drew enviou uma gravação de áudio onde é possível ouvir as mensagens de voz gravadas por alunos da escola e as transmissões em AX.25 com dados de telemetria.

“Além dessa informação a equipe também recebeu várias notificações de rastreio e recepção de colegas radioamadores pelo mundo que nos forneceram dados via e-mail, como fotos, gráficos, áudio e frames de telemetria recebidos do Tancredo-1”, explicou Cândido.

A equipe foi à cidade de Pardinho, no interior paulista, no dia 19 de janeiro para acompanhar o rastreio do picosatélite. O membro da AMSAT-BR, grupo de trabalho da Liga de Amadores Brasileiros de Radioemissão (LABRE), Edson Pereira, disponibilizou para a equipe sua infraestrutura de rastreio de satélites.

O Tancredo 1 foi enviado ao espaço levando dois experimentos científicos para testar em órbita. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.

O áudio recebido nas várias passagens em diferentes locais comprovou o total funcionamento do gravador de voz. A análise dos frames de telemetria, junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comprovam que os dados da sonda estavam sendo coletados e transmitidos.

Aprendizado - Para a equipe envolvida no projeto UbatubaSat é difícil mensurar o tamanho do aprendizado que esse picoSat trouxe aos envolvidos. Para a parte adulta da equipe, todo o processo, desde desenvolvimento, concepção, construção de placas e subsistemas, testes ambientais, obtenção de licenças de uso de frequências, envio de hardware para a Itália/Japão, lançamento, rastreio e por final, análise de dados de missão, foi um aprendizado que poucos têm a oportunidade de vivenciar.

“Para os estudantes, o principal aprendizado foi a oportunidade tanto de conhecer como se envolver no universo da Ciência e Tecnologia. Após esse trabalho, muitos deles realizaram diversas atividades que nem imaginavam aprender um dia”, destacou o coordenador do projeto.

UbatubaSat -  O Tancredo 1 foi lançado em órbita no dia 16 de janeiro a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD. Com o peso de 650 gramas e aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura, o pequeno satélite faz a volta em torno da Terra no tempo de 90 minutos. O projeto teve o apoio do Inpe e foi custeado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para ouvir a gravação em áudio captada pelo radioamador Drew Glasbrenner clique aqui: http://migre.me/vWMqs

Fonte: AEB
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Participação brasileira no radiotelescópio BINGO

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INPE participa da construção do radiotelescópio BINGO

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) participa do consórcio internacional para a construção de um radiotelescópio que deverá fornecer detalhes da distribuição de matéria no Universo e trazer informações valiosas sobre a chamada “energia escura”.

“A matéria escura é certamente um dos principais temas de pesquisa na física do século 21”, diz Carlos Alexandre Wuensche, pesquisador do INPE. O Baryon acoustic oscillations in Neutral Gas Observations (BINGO) foi concebido por cientistas do Reino Unido, Suíça, Uruguai, China e Brasil para fazer a primeira detecção de Oscilações Acústicas de Bárions (BAO) nas frequências de rádio.

BAO é um método utilizado pela astrofísica para, por meio de oscilações acústicas, entender os processos de formação de aglomerados de galáxias, medir a expansão do Universo e a quantidade de matéria escura. A escala do BAO é uma das sondas mais poderosas para investigar parâmetros cosmológicos, incluindo a energia escura.

O INPE participa diretamente no design, construção e testes das cornetas e parte da eletrônica do radiotelescópio, desenvolvimento e testes de técnicas de calibração e análise de dados, bem como do comitê gestor do projeto. A coordenação geral da parte brasileira do projeto está sob a responsabilidade do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

O desenvolvimento dos componentes para módulos receptores e a construção e montagem de antena têm o apoio da FAPESP no âmbito do projeto temático O telescópio BINGO: a nova janela de 21cm para exploração do universo escuro e outras questões astrofísica.

O radiotelescópio BINGO fará a medição da distribuição de hidrogênio neutro a distâncias cosmológicas, utilizando uma técnica chamada Mapeamento de Intensidade. Operando na faixa de frequência que vai de 0,96 GHz a 1,26 GHz, o BINGO contará com dois espelhos de 40 metros que iluminarão cerca de 50 cornetas de 4,7 metros de comprimento e 1,90 metros de abertura. O custo estimado é de US$ 4,9 milhões.

O consórcio internacional é formado pelo Jodrell Bank Centre for Astrophysics/Universidade de Manchester, Universidade de Portsmouth e University College de Londres, no Reino Unido; o ETH Zurich, na Suíça; a Universidade da República, no Uruguai; bem como o INPE e o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), que coordena a parte brasileira do projeto.

“A equipe envolvida no INPE é principalmente da Divisão de Astrofísica da Coordenação Geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas, sendo constituída pelos tecnologistas Luiz Reitano, Alan Cassiano, Cesar Strauss e Renato Branco (cedido em tempo parcial pela Coordenação Geral de Engenharia e Tecnologia Espaciais), pela pós-doc Karin Fornazier e pelos pesquisadores Thyrso Villela e José Williams Vilas-Boas”, informa Wuensche, que lidera o projeto no INPE.


Fonte: INPE, com informações da FAPESP.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Alcântara: AST com EUA de volta à pauta

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Brasil assume de vez negociação espacial com americanos

Planalto já prepara minuta de proposta para que EUA usem Centro de Lançamento de Alcântara
   
POR GABRIELA VALENTE, ELIANE OLIVEIRA E ROBERTO MALTCHIK 
23/01/2017 4:30 / atualizado 23/01/2017 13:38

BRASÍLIA - Após o fracasso na parceria com os ucranianos para o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que causou prejuízo de pelo menos meio bilhão de reais ao Brasil, o Palácio do Planalto está pronto para negociar o uso da base com os Estados Unidos. A ideia é oferecer aos americanos acesso ao centro de lançamento, cobiçado por sua localização rente à Linha do Equador, que diminui o gasto de propelente em cada empreitada especial, para, em troca, utilizar equipamentos fabricados pelos potenciais parceiros.

O uso dos modernos sistemas espaciais dos Estados Unidos, jamais obtidos pela indústria nacional, porém, não significará transferência tecnológica ao setor privado brasileiro. Pelo contrário: para que a negociação avance, o Brasil terá que aprovar uma lei que indique de forma técnica e pormenorizada a proteção que será dada a todo componente tecnológico manipulado em solo brasileiro. O mesmo texto precisa ser avalizado pelo Congresso americano. Se parte das exigências dos EUA forem alteradas pelos parlamentares do Brasil, e as mesmas forem consideradas insatisfatórias pelos congressistas americanos, não tem negócio.

O tema sempre esbarra na proteção à soberania nacional, uma vez que setores do Centro de Lançamento de Alcântara poderiam ficar inacessíveis aos técnicos brasileiros justamente pela proteção à propriedade intelectual do país parceiro. Foi esta a argumentação, que provoca polêmica entre diferentes setores dentro e fora do governo, que impediu o avanço da primeira tentativa de acordo, costurada ainda no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

PROPOSTA ANTERIOR EMPERROU

À época, a proposta não avançou no Congresso Nacional. Os parlamentares consideravam o acordo desequilibrado e conflitante com as leis brasileiras. A maior crítica é que o governo dos EUA manteria controle sobre áreas segregadas em território brasileiro.

Agora, o país deve apresentar uma nova versão de Acordo de Salvaguardas Tecnológicas ao Parlamento. O Ministério das Relações Exteriores avalia junto aos ministérios da Defesa. Ciência e Tecnologia e Agência Espacial Brasileira os termos que podem ser oferecidos aos americanos. A ideia é ser pragmático e propor um acordo que permita acelerar um acordo definitivo.

José Serra, ministro das Relações Exteriores, confirmou que oferecerá aos americanos um acordo. Segundo ele, esta é uma das primeiras providências nas relações com o novo presidente americano, Donald Trump.

— Vamos tomar a iniciativa de propor a reabertura de negociação em torno de vários acordos e tratados que não se concretizaram. Um deles se refere à base de Alcântara. O assunto foi muito debatido no passado e, agora, vamos tentar uma parceria — revelou José Serra.

O primeiro passo para que o diálogo avance foi dado com uma medida prática: o Planalto obteve vitória no Congresso para retirar da Casa o texto rejeitado há quase 15 anos. Como os Estados Unidos sempre foram resistentes à ideia de uma negociação que flexibilize o acesso de brasileiros aos locais sensíveis à proteção tecnológica, os diplomatas daqui devem entregar uma proposta sem tantas exigências. Assim, acreditam, o dispositivo de segurança nacional tem maior chance de não ser derrubado pelos parlamentares americanos.

Em dezembro, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o fim da tramitação do texto antigo. Já neste mês, os ministério das Relações Exteriores e da Defesa começaram a elaboração de um novo acordo.

Em 2004, logo depois do incêndio nunca totalmente esclarecido que matou 21 técnicos e engenheiros que trabalhavam no lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro, e, em 2012, quando o acordo com os ucranianos já dava os primeiros sinais de fracasso, o Brasil tentou retomar o acordo com os americanos. O Itamaraty fez as tratativas em absoluto sigilo, mas, em julho de 2013, entretanto, esse início de negociação foi suspenso.

As conversas estariam estavam avançadas, mas naufragaram por causa da redução no ritmo do diálogo bilateral entre o governo Dilma Rousseff e os americanos, depois da revelação que o serviço de inteligência dos Estados Unidos espionou o governo brasileiro.

— Há disposição para buscar soluções alternativas. A assunção de novo governo nos EUA poderia representar oportunidade para uma reavaliação do cenário, buscando-se ambiente de flexibilidade de lado a lado, em que novos entendimentos possam prosperar — contou um técnico do governo a par do assunto.

Sem citar nomes, José Serra criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que optou por um acordo com a Ucrânia, para o lançamento de satélites da base de Alcântara, que ainda enfrenta obstáculos domésticos. O principal deles é a resistência das comunidades locais à expansão do centro de lançamento, hoje dentro do perímetro da base militar. O acordo com a Ucrânia foi rompido e ainda deixou um problema para o Brasil: como houve denúncia unilateral do tratado, ou seja, o Brasil optou sozinho por não prosseguir na empreitada com o país europeu, a Ucrânia pode — e já ameaçou fazer — exigir ressarcimento pelos prejuízos causados pela parceria mal sucedida.

Fonte: Jornal "O Globo".
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Saab expande parceria com Akaer

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Saab expande parceria com Akaer

A Saab, empresa de defesa e segurança, adquiriu mais 10% das ações da Akaer, uma das maiores empresas brasileiras no desenvolvimento de projetos aeronáuticos, atingindo 25% de participação. Juntamente com a expansão da parceria Saab-Akaer, a Akaer adquire os ativos da Divisão de Espaço e Defesa (E&D) da empresa brasileira de optrônicos Opto Eletrônica S.A. [Nota do blog: a notícia sobre a proposta de compra da divisão da Opto pela Akaer foi dada com exclusividade pelo blog Panorama Espacial em maio de 2016]

A Saab e a Akaer são parceiras desde 2008, quando a empresa brasileira foi contratada pela Saab para desenvolver peças para a fuselagem do caça Gripen NG – mesmo antes que a Saab fosse selecionada para as negociações para reequipar a Força Aérea Brasileira. O investimento da Saab na Akaer começou em maio de 2012, quando a Saab fez um empréstimo conversível em ações, com uma contribuição de recursos equivalente a 15% da Akaer. A participação da Saab na empresa foi ampliada para 25%, e a Akaer permanece independente, além de controlada e administrada pelo fundador e gestor brasileiro. Desde 2012, a Saab faz parte do Conselho Consultivo da Akaer.

“Nossa parceria com a Akaer é de longo prazo e, por meio do intercâmbio de conhecimento, queremos ampliar nossa cooperação. A parceria traz benefícios mútuos e nos permite dar mais um passo no programa de transferência de tecnologia e no desenvolvimento da indústria de defesa brasileira. Viemos ao Brasil para ficar e isso também significa apoiar nossos parceiros”, diz Ulf Nilsson, chefe da área de negócios de Aeronáutica na Saab.

A partir do investimento da Saab na empresa, a Akaer adquiriu ativos da Divisão de Espaço e Defesa (E&D) da Opto Eletrônica S.A, que passa a se chamar OPTO Space & Defense. Com mais de 30 anos, a empresa brasileira de optrônicos obteve o status de Empresa Estratégica de Defesa (EED), em 2013.

O objetivo da Akaer é garantir que as tecnologias optrônicas desenvolvidas pela OPTO ao longo de décadas sejam mantidas sob o domínio de uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), para que possam ser utilizadas nos programas nacionais de espaço e defesa nos próximos anos.

Para garantir a continuidade destas capacidades, a OPTO Space & Defense, que estava em recuperação judicial, manterá todos os seus funcionários e operações no mesmo local, na cidade de São Carlos (SP), polo de optrônica no Brasil. Além disso, a Akaer ampliará o acesso desta divisão a mercados internacionais e desenvolverá produtos de aplicação dual, para que a mesma se mantenha sustentável financeiramente e para que possa expandir suas tecnologias.

“O investimento faz parte da nossa estratégia de crescimento e diversificação, e está alinhado com os interesses de defesa nacionais”, disse Cesar Augusto T. Andrade e Silva, presidente e CEO da Akaer.

“Fico muito contente com a demonstração de coragem e visão da Akaer, que soube enxergar o valor das tecnologias e capacidades desenvolvidas pela OPTO. Nossa equipe está ansiosa para dar início a esta nova fase junto à Akaer e à Saab”, disse Mario Stefani, sócio e fundador da OPTO.

Fonte: Saab.
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