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CBERS-4 grava imagem em ação de emergência
Quarta-feira, 15 de Março de 2017
Imagem do satélite sino-brasileiro CBERS-4 mostra destruição e alagamentos provocados pelo ciclone tropical Enawo, que em 7 de março atingiu Madagascar, um dos países mais vulneráveis a catástrofes naturais.
O monitoramento de desastres naturais é uma das aplicações mais importantes do sensoriamento remoto por satélites. Logo após a passagem do ciclone, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realizou uma aquisição emergencial de imagens do CBERS-4, utilizando o gravador de bordo.
"Esta aquisição funcionou como um teste para a gravação de imagens CBERS em situações de emergências", explica Laercio Namikawa, pesquisador da Divisão de Processamento de Imagens do INPE.
Para obter a imagem, a passagem do satélite foi programada com a China, parceira do Brasil no Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite).
A imagem foi obtida no dia 9 e, em seguida, retransmitida para a estação do INPE em Cuiabá. Logo após, foi realizado o seu processamento. O resultado está disponível na Galeria de Imagens de Observação da Terra.
O INPE faz parte do "International Charter Space and Major Disasters", um consórcio de instituições e agências espaciais que fornece dados orbitais em situações de emergências causadas por desastres naturais em todo o mundo.
"Considerando o sucesso desta aquisição emergencial dos dados do CBERS-4, esperamos fornecer imagens em outros casos, além da colaboração com o Charter", diz o pesquisador do INPE.
A resolução espacial da imagem é de 5 metros - as áreas alagadas estão apresentadas em preto e as águas com sedimentos estão em tons avermelhados.
A imagem em resolução completa pode ser acessada em http://www.dpi.inpe.br/charter/Madagascar2017/
Fonte: INPE
quinta-feira, 16 de março de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
INPE: combustível espacial limpo
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INPE desenvolve combustível espacial limpo
Quarta-feira, 15 de Março de 2017
Um combustível limpo e mais barato para foguetes e motores de satélites foi desenvolvido no Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
À base de etanol e etanolamina, o novo combustível é combinado ao peróxido de hidrogênio concentrado e começa a queimar espontaneamente, sem a necessidade de uma fonte de ignição externa (confira no vídeo disponível aqui).
Localizado no INPE de Cachoeira Paulista, o LCP é o único laboratório no Brasil que concentra peróxido de hidrogênio (popularmente conhecido como água oxigenada) para uso aeroespacial.
"A eficiência é próxima a dos propelentes tradicionalmente utilizados em propulsão, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio. Porém, os nossos propelentes não são nocivos a saúde, ao contrário da hidrazina que é cancerígena e do tetróxido que é fatal a uma exposição de 10 minutos a uma concentração de 200 ppm no ar", explica Ricardo Vieira, chefe do LCP/INPE.
O novo combustível pode ser usado em motores de apogeu, ou seja, de transferência de órbita de satélites ou, ainda, em últimos estágios de veículos lançadores. O peróxido de hidrogênio é cedido ao INPE pela Empresa Peróxidos do Brasil e concentrado no LCP até 90% em peso.
"O mais interessante é comparar o custo destes propelentes. A importação de hidrazina e de tetróxido de nitrogênio custa, respectivamente, R$ 712,00/kg e R$ 1.340,00/kg. Já o peróxido de hidrogênio 90% é preparado no LCP a um custo aproximado de R$ 15,00/kg e o combustível à base de etanol/etanolamina de R$35,00/kg", completa Vieira.
O vídeo disponível aqui mostra teste de um motor-foguete de 50 N, que emprega água oxigenada 90% como oxidante e etanol/etanolamina como combustível, adicionando sais de cobre como catalisador para a reação.
O desenvolvimento tecnológico contou com financiamento da Fapesp, como parte da tese de doutorado de Leandro José Maschio (USP), orientada pelo chefe do LCP/INPE Ricardo Vieira.
Saiba mais sobre o LCP/INPE: www.lcp.inpe.br
Fonte: INPE
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INPE desenvolve combustível espacial limpo
Quarta-feira, 15 de Março de 2017
Um combustível limpo e mais barato para foguetes e motores de satélites foi desenvolvido no Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
À base de etanol e etanolamina, o novo combustível é combinado ao peróxido de hidrogênio concentrado e começa a queimar espontaneamente, sem a necessidade de uma fonte de ignição externa (confira no vídeo disponível aqui).
Localizado no INPE de Cachoeira Paulista, o LCP é o único laboratório no Brasil que concentra peróxido de hidrogênio (popularmente conhecido como água oxigenada) para uso aeroespacial.
"A eficiência é próxima a dos propelentes tradicionalmente utilizados em propulsão, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio. Porém, os nossos propelentes não são nocivos a saúde, ao contrário da hidrazina que é cancerígena e do tetróxido que é fatal a uma exposição de 10 minutos a uma concentração de 200 ppm no ar", explica Ricardo Vieira, chefe do LCP/INPE.
O novo combustível pode ser usado em motores de apogeu, ou seja, de transferência de órbita de satélites ou, ainda, em últimos estágios de veículos lançadores. O peróxido de hidrogênio é cedido ao INPE pela Empresa Peróxidos do Brasil e concentrado no LCP até 90% em peso.
"O mais interessante é comparar o custo destes propelentes. A importação de hidrazina e de tetróxido de nitrogênio custa, respectivamente, R$ 712,00/kg e R$ 1.340,00/kg. Já o peróxido de hidrogênio 90% é preparado no LCP a um custo aproximado de R$ 15,00/kg e o combustível à base de etanol/etanolamina de R$35,00/kg", completa Vieira.
O vídeo disponível aqui mostra teste de um motor-foguete de 50 N, que emprega água oxigenada 90% como oxidante e etanol/etanolamina como combustível, adicionando sais de cobre como catalisador para a reação.
O desenvolvimento tecnológico contou com financiamento da Fapesp, como parte da tese de doutorado de Leandro José Maschio (USP), orientada pelo chefe do LCP/INPE Ricardo Vieira.
Saiba mais sobre o LCP/INPE: www.lcp.inpe.br
Fonte: INPE
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Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
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Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
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Agenda espacial brasileira avança com lançamento do SGDC
"Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos e dar sequência a novos empreendimentos", diz Álvaro Prata, que abriu simpósio sobre os impactos do SGDC para o país.
15/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para a próxima terça-feira (21), na Guiana Francesa, coroa uma articulação bem sucedida entre o governo e empresas no desenvolvimento da agenda espacial brasileira. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata.
“Na medida em que a gente passa a dominar a tecnologia de satélites, podemos falar em outros lançamentos, dar sequência a novos empreendimentos e pensar em outras novas fases desse projeto. Não podemos deixar de comemorar a integração que houve entre o governo federal e as empresas nesse projeto complexo e muito bem desenvolvido do ponto de vista dos resultados que trará”, afirma.
A poucos dias do lançamento, o MCTIC promoveu em Brasília um simpósio para abordar os benefícios do SGDC para o país. Com investimentos de R$ 2,1 bilhões, o satélite tem como objetivos a ampliação do acesso à banda larga no Brasil, principalmente nas áreas remotas, e garantir a segurança das comunicações militares do país.
De acordo com o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, o satélite deve entrar em operação no segundo semestre deste ano. A venda dos 60 Gbps de capacidade de conexão não será feita a usuários finais, mas a empresas que adquirirem os lotes em licitação. A estatal só vai operar diretamente na conexão a iniciativas de inclusão digital dos governos federal, estaduais e municipais.
“Para as demandas de governo, a gente viu que a melhor forma de atender é criar uma infraestrutura que a gente chamou de concentrador. Por meio de uma antena e com o uso de circuitos locais ou de rádio, podemos atender a escolas, postos de saúde e órgãos da prefeitura que podem se comunicar com os estados e o governo federal”, explica.
O coronel Anderson Hosken Alvarenga, representando o Ministério da Defesa, destaca que a operação do satélite garante soberania às comunicações do país. Outras vantagens são a alta capacidade de conexão, a segurança e o domínio nacional. Pelo menos 30% da banda disponível do equipamento será reservada às aplicações militares.
“O satélite se enquadra na estrutura de comando e controle. Nosso desafio é levar o comando a todos os lugares onde as Forças Armadas Brasileiras podem atuar. O Brasil possui mais de 7 mil quilômetros de litoral, mais de 15 mil quilômetros de fronteiras secas e uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, além das águas territoriais, uma superfície maior que a Europa”, relata.
O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha Souza, ressalta os programas de transferência e absorção de tecnologia proporcionados pelo desenvolvimento do satélite, o que permitiu o trabalho de empresas e técnicos brasileiros na construção do equipamento. O conhecimento adquirido pode agora ser compartilhado em tecnologias nacionais.
“Os tópicos de transferência de tecnologia contratados estão todos voltados para aspectos fundamentais da construção de um segmento espacial, que não são aplicáveis exclusivamente a satélites geoestacionários, mas também a outros tipos de satélites”, diz.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolveu engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira, além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fone: MCTIC.
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quinta-feira, 9 de março de 2017
INPE: Programa PIPE/PAPPE Espacial
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INPE, Fapesp e Finep promovem reunião com empresas selecionadas no Programa PIPE/PAPPE Espacial
Quinta-feira, 09 de Março de 2017
No dia 15 de março (quarta-feira), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) receberão os representantes das empresas selecionadas por meio do Programa PIPE/PAPPE Subvenção, destinado a apoiar pesquisa voltada ao desenvolvimento de tecnologias e produtos para aplicações espaciais.
A reunião será às 9 horas no 1° andar do prédio do LIT, na sede do Instituto, em São José dos Campos (SP).
Na oportunidade, a Fapesp anunciará as empresas vencedoras dos desafios tecnológicos e serão dirimidas eventuais dúvidas sobre a contratação relacionada à chamada PIPE/PAPPE.
Para mais informações sobre a reunião, envie email para pappe.subvencao@inpe.br.
PIPE/PAPPE Espacial
O INPE busca fazer com que o Brasil obtenha autonomia em todo o processo que envolve o desenvolvimento, a integração, o lançamento e o controle de satélites. Para isso, adota uma política industrial que permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.
Os desafios tecnológicos propostos nesta chamada do Programa PIPE/PAPPE estão divididos em sete grandes grupos: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita.
Fonte: INPE
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INPE, Fapesp e Finep promovem reunião com empresas selecionadas no Programa PIPE/PAPPE Espacial
Quinta-feira, 09 de Março de 2017
No dia 15 de março (quarta-feira), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) receberão os representantes das empresas selecionadas por meio do Programa PIPE/PAPPE Subvenção, destinado a apoiar pesquisa voltada ao desenvolvimento de tecnologias e produtos para aplicações espaciais.
A reunião será às 9 horas no 1° andar do prédio do LIT, na sede do Instituto, em São José dos Campos (SP).
Na oportunidade, a Fapesp anunciará as empresas vencedoras dos desafios tecnológicos e serão dirimidas eventuais dúvidas sobre a contratação relacionada à chamada PIPE/PAPPE.
Para mais informações sobre a reunião, envie email para pappe.subvencao@inpe.br.
PIPE/PAPPE Espacial
O INPE busca fazer com que o Brasil obtenha autonomia em todo o processo que envolve o desenvolvimento, a integração, o lançamento e o controle de satélites. Para isso, adota uma política industrial que permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.
Os desafios tecnológicos propostos nesta chamada do Programa PIPE/PAPPE estão divididos em sete grandes grupos: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita.
Fonte: INPE
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terça-feira, 7 de março de 2017
Cooperação Brasil - China
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Profissionais de engenharia buscam novas oportunidades na China
06/03/2017
O engenheiro de energia solar Pedro Henrique Nogueira, 26 anos, natural de Luziânia (GO), participa do mesmo projeto de mestrado que seus colegas, Felipe Iglesias e Renan Felipe, na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China. Já Audrey Rodrigues de Siqueira, 26 anos, de Jaguaraí (SP), cursa o mestrado na mesma instituição, mas diferente dos três colegas trabalha com satélites de localização com foco em GPS.
Os quatro estudantes passaram por um rigoroso processo de avaliação intermediado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), parceira da Beihang University, e hoje estão na China, concluindo o mestrado na área espacial. Dois deles devem voltar para o Brasil no final de julho deste ano, um já foi convidado para trabalhar em outro país, e o quarto estudante conclui o mestrado em 2018.
Pedro Henrique conta que no primeiro semestre cursou todas as matérias, já no segundo participava de um projeto integrador, que envolvia todos os estudantes do mestrado. O grupo fez visitas técnicas a Shangai para conhecer a linha de produção da Longa Marcha, à Academia Espacial, e a empresas privadas em Xian, no centro da China, experiências que, para eles, fizeram a diferença.
Segundo o Pedro Henrique, a diversidade e a dinâmica da carga horária foram os fatores que mais lhe chamaram a atenção, como também foram decisivos para ser aprovado na seleção. Pedro trabalha com sistema de potência de energia que usa a energia solar. “Para mim foi uma oportunidade de continuar o que eu já conhecia, mas com uma aplicação diferente. No Brasil trabalhei com aplicação terrestre, aqui na China com aplicação espacial”, ressaltou.
Diferencial – “No Brasil acho a engenharia um pouco teórica, a gente aprende muito a teoria Matemática e a Física, mais do que desenvolve e gerencia o que é um desafio para trabalhar em projetos maiores. Aqui na China eles se preocupam mais em projetar ao invés de ensinar, o foco está em desenvolver. A parceria da Agência Espacial Chinesa com empresas privadas torna o processo de construção de um satélite bem mais rápido que no Brasil”, afirmou.
Para o engenheiro, os chineses têm disponibilidade de material e peças a um custo bem barato, não só pela aquisição de Pequim, mas por trabalharem com empresas que produzem esse tipo de material em outras províncias. Isso favorece a rapidez no escoamento da produção, principalmente, em razão de o país dispor de grande número de rodovias e ferrovias. “Esse fator contribui para que o desenvolvimento na área espacial na China seja bem forte”, afirmou Pedro.
Profissionais de engenharia buscam novas oportunidades na China - AudreyO engenheiro mecânico, Audrey Siqueira, graduado pela Universidade Estadual de Guaratinguetá (Unesp), trabalhou três anos como voluntário em programas que projetavam aeromodelos, um dos requisitos que o ajudou a ser selecionado para o mestrado na China. Audrey também participou de algumas competições desenvolvendo aeromodelos. No Brasil ele conquistou o segundo lugar em uma competição, mas em um mundial, em Atlanta (EUA), seu grupo fez o melhor avião e conquistou o prêmio. Essa competição, para ele, foi o diferencial no processo de seleção.
Requisitos - “Eles queriam candidatos que fossem fluentes no inglês e que conhecessem as áreas espacial e aeronáutica”. Esses dois fatores me favoreceram, pois fiz intercâmbio pelo programa Ciências sem Fronteira, na Alemanha, de 2012 a 2013.
Diferente dos outros três colegas que estudam microssatélites, Audrey estuda satélites de localização, que foca em GPS, área que segundo ele é direcionada para países em desenvolvimento que têm projetos na área espacial, como Brasil, Peru, Bolívia, Venezuela e Paquistão. Acho que vou trabalhar no sistema de comunicação de satélite, mas o que deve diferenciar dos outros três colegas é a área de pesquisa.
Para o engenheiro o que diferencia o ensino do Brasil em relação à China é que “aqui eles nos dão autonomia, aí no Brasil há o sentimento paternal, aqui há uma relação mais profissional. Por exemplo, aqui usamos o celular pra tudo, no Brasil somos repreendidos pelo uso do celular em sala de aula. Aqui os professores incentivam os alunos a usarem o celular, pois se precisarmos tirar fotos, pesquisar, temos o aparelho, a relação é diferente”.
Mesmo com culturas e população bem diferentes, Audrey impressiona com os dados do país e diz ser inevitável não fazer comparações. “No final dos anos 80 e início dos 90 a economia brasileira e a chinesa representavam a mesma porcentagem na economia mundial, hoje a participação do Brasil é de 1% e a dos chineses 12%, nota-se que em pouco tempo a China cresceu muito e nós ficamos para trás”, concluiu.
Filho de um técnico de manutenção da Embraer e de uma comerciante, Audrey sempre gostou da área e dos desafios da profissão e, apesar das barreiras encontradas no país oriental, como a dificuldade com a alimentação e com o idioma, os estudantes já se adaptaram ao novo estilo de vida. E até a angústia em se deparar com um prato apimentado eles já tiram de letra.
Fonte: AEB
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Profissionais de engenharia buscam novas oportunidades na China
06/03/2017
O engenheiro de energia solar Pedro Henrique Nogueira, 26 anos, natural de Luziânia (GO), participa do mesmo projeto de mestrado que seus colegas, Felipe Iglesias e Renan Felipe, na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China. Já Audrey Rodrigues de Siqueira, 26 anos, de Jaguaraí (SP), cursa o mestrado na mesma instituição, mas diferente dos três colegas trabalha com satélites de localização com foco em GPS.
Os quatro estudantes passaram por um rigoroso processo de avaliação intermediado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), parceira da Beihang University, e hoje estão na China, concluindo o mestrado na área espacial. Dois deles devem voltar para o Brasil no final de julho deste ano, um já foi convidado para trabalhar em outro país, e o quarto estudante conclui o mestrado em 2018.
Pedro Henrique conta que no primeiro semestre cursou todas as matérias, já no segundo participava de um projeto integrador, que envolvia todos os estudantes do mestrado. O grupo fez visitas técnicas a Shangai para conhecer a linha de produção da Longa Marcha, à Academia Espacial, e a empresas privadas em Xian, no centro da China, experiências que, para eles, fizeram a diferença.
Segundo o Pedro Henrique, a diversidade e a dinâmica da carga horária foram os fatores que mais lhe chamaram a atenção, como também foram decisivos para ser aprovado na seleção. Pedro trabalha com sistema de potência de energia que usa a energia solar. “Para mim foi uma oportunidade de continuar o que eu já conhecia, mas com uma aplicação diferente. No Brasil trabalhei com aplicação terrestre, aqui na China com aplicação espacial”, ressaltou.
Diferencial – “No Brasil acho a engenharia um pouco teórica, a gente aprende muito a teoria Matemática e a Física, mais do que desenvolve e gerencia o que é um desafio para trabalhar em projetos maiores. Aqui na China eles se preocupam mais em projetar ao invés de ensinar, o foco está em desenvolver. A parceria da Agência Espacial Chinesa com empresas privadas torna o processo de construção de um satélite bem mais rápido que no Brasil”, afirmou.
Para o engenheiro, os chineses têm disponibilidade de material e peças a um custo bem barato, não só pela aquisição de Pequim, mas por trabalharem com empresas que produzem esse tipo de material em outras províncias. Isso favorece a rapidez no escoamento da produção, principalmente, em razão de o país dispor de grande número de rodovias e ferrovias. “Esse fator contribui para que o desenvolvimento na área espacial na China seja bem forte”, afirmou Pedro.
Profissionais de engenharia buscam novas oportunidades na China - AudreyO engenheiro mecânico, Audrey Siqueira, graduado pela Universidade Estadual de Guaratinguetá (Unesp), trabalhou três anos como voluntário em programas que projetavam aeromodelos, um dos requisitos que o ajudou a ser selecionado para o mestrado na China. Audrey também participou de algumas competições desenvolvendo aeromodelos. No Brasil ele conquistou o segundo lugar em uma competição, mas em um mundial, em Atlanta (EUA), seu grupo fez o melhor avião e conquistou o prêmio. Essa competição, para ele, foi o diferencial no processo de seleção.
Requisitos - “Eles queriam candidatos que fossem fluentes no inglês e que conhecessem as áreas espacial e aeronáutica”. Esses dois fatores me favoreceram, pois fiz intercâmbio pelo programa Ciências sem Fronteira, na Alemanha, de 2012 a 2013.
Diferente dos outros três colegas que estudam microssatélites, Audrey estuda satélites de localização, que foca em GPS, área que segundo ele é direcionada para países em desenvolvimento que têm projetos na área espacial, como Brasil, Peru, Bolívia, Venezuela e Paquistão. Acho que vou trabalhar no sistema de comunicação de satélite, mas o que deve diferenciar dos outros três colegas é a área de pesquisa.
Para o engenheiro o que diferencia o ensino do Brasil em relação à China é que “aqui eles nos dão autonomia, aí no Brasil há o sentimento paternal, aqui há uma relação mais profissional. Por exemplo, aqui usamos o celular pra tudo, no Brasil somos repreendidos pelo uso do celular em sala de aula. Aqui os professores incentivam os alunos a usarem o celular, pois se precisarmos tirar fotos, pesquisar, temos o aparelho, a relação é diferente”.
Mesmo com culturas e população bem diferentes, Audrey impressiona com os dados do país e diz ser inevitável não fazer comparações. “No final dos anos 80 e início dos 90 a economia brasileira e a chinesa representavam a mesma porcentagem na economia mundial, hoje a participação do Brasil é de 1% e a dos chineses 12%, nota-se que em pouco tempo a China cresceu muito e nós ficamos para trás”, concluiu.
Filho de um técnico de manutenção da Embraer e de uma comerciante, Audrey sempre gostou da área e dos desafios da profissão e, apesar das barreiras encontradas no país oriental, como a dificuldade com a alimentação e com o idioma, os estudantes já se adaptaram ao novo estilo de vida. E até a angústia em se deparar com um prato apimentado eles já tiram de letra.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 3 de março de 2017
SGDC: preparativos continuam
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Começa segunda etapa de preparação para o lançamento do SGDC
SGDC foi carregado com elementos combustíveis para o lançamento e funcionamento no espaço. Nos próximos dias, equipamento será integrado ao veículo lançador no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.
03/03/2017
O lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou na segunda fase de preparação com o carregamento dos elementos combustíveis do equipamento, que deve ir à órbita em 21 de março, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana.
“O procedimento ficou a cargo da Arianespace. Está correndo tudo bem”, afirma o gerente de Engenharia e Operações de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanha as atividades no centro de Kouru.
Nos próximos dias, o SGDC passará pela fase final de preparação para o lançamento ao espaço. O satélite brasileiro será acoplado ao veículo lançador Ariane VA 236, junto com um equipamento sul-coreano que será levado no mesmo módulo.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento deve ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
O SGDC vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka, que representa 70%, será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além da empresa Visiona.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).
Fonte: MCTIC, via AEB.
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quarta-feira, 1 de março de 2017
Mestrado na China: prorrogadas as inscrições
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Agência Espacial Brasileira prorroga inscrições para mestrado na China
24/02/2017
A Agência Espacial Brasileira (AEB) informa que as inscrições para o mestrado na Beihang University foram prorrogadas até a próxima sexta-feira, 03.03.2017, mantendo os demais prazos e condições inalterados.
O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP- China), oferece três bolsas de estudos. As áreas contempladas pelo Master Program on Space Technology Aplications (MASTA) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS), Sensoriamento Remoto e Sistemas de Geo-Informação (RS&GIS) e Tecnologias em Microssatélites (Micro-Sat Tech).
Os interessados em participar do processo seletivo devem acessar o site da Agência Espacial Brasileira (AEB), cabendo ao RCSSTEAP a seleção final. O curso tem duração estimada de 1 ano e 9 meses.
Mais informações clique no link: http://www.aeb.gov.br/centro-de-ciencia-espacial-na-asia-e-pacifico-oferece-bolsa-para-mestrado-na-china/
Fonte: AEB
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Agência Espacial Brasileira prorroga inscrições para mestrado na China
24/02/2017
A Agência Espacial Brasileira (AEB) informa que as inscrições para o mestrado na Beihang University foram prorrogadas até a próxima sexta-feira, 03.03.2017, mantendo os demais prazos e condições inalterados.
O Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP- China), oferece três bolsas de estudos. As áreas contempladas pelo Master Program on Space Technology Aplications (MASTA) são Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS), Sensoriamento Remoto e Sistemas de Geo-Informação (RS&GIS) e Tecnologias em Microssatélites (Micro-Sat Tech).
Os interessados em participar do processo seletivo devem acessar o site da Agência Espacial Brasileira (AEB), cabendo ao RCSSTEAP a seleção final. O curso tem duração estimada de 1 ano e 9 meses.
Mais informações clique no link: http://www.aeb.gov.br/centro-de-ciencia-espacial-na-asia-e-pacifico-oferece-bolsa-para-mestrado-na-china/
Fonte: AEB
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
SGDC: plano de negócios para capacidade em banda Ka
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Telebras apresenta plano de venda da banda Ka do SGDC a empresas
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas terá 70% da capacidade voltada para ampliar a oferta de internet de alta velocidade por meio da banda Ka. Segundo a Telebras, plano de vendas vai permitir parcerias com operadoras que vão trazer equipamentos e tecnologias para expandir banda larga.
24/02/2017
A Telebras apresentou nesta quinta-feira (23), durante audiência pública com representantes de empresas do setor de telecomunicações, o modelo do plano de venda de capacidade em banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, que deve ser lançado no dia 21 de março, terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet banda larga no país. Os 30% restantes são destinados às comunicações estratégicas das Forças Armadas Brasileiras.
De acordo com o presidente da Comissão Especial de Comercialização do SGDC, Bruno Henriques, a negociação da capacidade do satélite será dividida em quatro lotes principais, que terão 100% de cobertura em todo o território nacional. Um lote será exclusivo da Telebras. Outros três lotes serão vendidos em leilão, pelo maior preço, para empresas que atuam nos regimes de concessão, permissão e autorização de serviços de telecomunicações. O lote 1 será um pouco maior, e a empresa vencedora terá oferecer contrapartidas para a Telebras.
Contribuições ao modelo de plano de negócios apresentado poderão ser feitas até as 23h59 do dia 8 de março de 2017, pelo email sgdc@telebras.com.br . Além disso, as operadoras também poderão marcar reuniões presenciais na Telebras para discutir e apresentar sugestões. A previsão é que o edital para a seleção dos parceiros comerciais seja publicado em março, e a assinatura dos contratos ocorra em abril.
Durante a apresentação, Bruno Henriques destacou que o objetivo principal do plano de venda é atender às metas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL): expansão do acesso à internet de alta velocidade em todo o Brasil, inclusão digital, redução das desigualdades sociais e regionais e ampliação dos serviços de governo eletrônico em áreas como saúde, educação e segurança.
“Estamos totalmente atentos a esse objetivo primordial do SGDC. Não existe outra maneira economicamente mais eficiente e ágil, com menos riscos e possibilidade de dar certo, do que a que estamos apresentando hoje.”
De acordo com o diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente, o plano de vendas de capacidade do SGDC foi desenhado para permitir parcerias com grandes, médias e pequenas operadoras de telecomunicações. “Essas empresas vão trazer equipamentos e tecnologias modernas, com a velocidade que nós precisamos e com o preço mais adequado possível para ampliar a oferta de banda larga.”
O SGDC será o único satélite de alta capacidade em banda Ka com cobertura totalmente nacional. A vida útil do equipamento será de 18 anos. O satélite terá dois centros de controle (em Brasília e no Rio de Janeiro), além de contar com cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campo Grande e Salvador. As operações devem começar no segundo semestre de 2017.
O SGDC já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado no dia 21 de março próximo. A construção do satélite é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões.
Fonte: MCTIC, via AEB.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
SGDC em testes na Guiana Francesa
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Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento
Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
17/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.
Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.
Transporte
O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.
Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Fonte: MCTIC, via AEB.
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Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento
Primeiro satélite geoestacionário do Brasil, equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente nas regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
17/02/2017
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.
O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.
Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.
Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.
Transporte
O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.
Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.
Parceria
O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.
O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.
Fonte: MCTIC, via AEB.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Cooperação Brasil - China
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Estudantes brasileiros contam experiência de cursar mestrado na China
17/02/2017
Quatro engenheiros brasileiros, três graduados pela Universidade de Brasília (UnB) e um pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp/Guaratinguetá) cursam desde setembro de 2015, um mestrado na área espacial na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China. Lá eles participam da construção do microssatélite BUAASat, que será lançado em órbita baixa a 600 km da terra, com a missão de fazer o sensoriamento remoto de algumas regiões do país, além de tirar fotos de detritos espaciais.
O programa de bolsas de mestrado é patrocinado pelo Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China). Os estudantes, Felipe Iglesias, Renan Felipe Nogueira, Pedro Henrique Nogueira e Audrey Rodrigues Siqueira foram selecionados, pelo Master Program on Space Technology Applications Global Navigation Satéllite Systems (GNSS). Todo o processo de seleção contou com a intermediação e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Para os estudantes, o intercâmbio que fizeram no programa Ciências sem Fronteiras, Renan Felipe, em Lisboa, Felipe Iglesias na Normandia, Pedro Henrique na Escócia e Audrey na Alemanha, os ajudou a tomarem a decisão de fazer um mestrado na China e buscar novas oportunidades em um país de cultura tão diversa. O processo de seleção com a participação de 14 candidatos inscritos ocorreu em duas etapas, a inscrição, feita no site do programa, e uma entrevista, via internet, realizada por dois professores da Beijing University.
Felipe Iglesias, 28 anos, paulista de Araçatuba, formado em Engenharia Eletrônica pela UnB, foi selecionado para o mestrado em Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS) e Pedro Henrique e Renan Felipe, graduados em Engenharia de Energia, estudam Tecnologia de Microssatélites. O mestrado tem duração de um ano e nove meses, sendo que alguns deles estarão de volta em julho deste ano.
Oportunidades
Para Iglesias, o mestrado é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. “Além de aprender outra língua e vivenciar nova cultura, pretendo ampliar meus horizontes com essa experiência, pois no retorno ao Brasil quero trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do setor espacial”, disse.
Já Renan Felipe conta que com dez meses no país oriental já teve uma base teórica e prática bastante significativas, principalmente na área de construção de satélites. “Agora estou focado no desenvolvimento da tese voltada para integração e testes na parte elétrica e eletrônica de todos os subsistemas. Vou tentar automatizar todo esse processo para torná-lo mais eficiente, e com isso reduzir os custos”, afirmou.
Como engenheiro de energia tenho acesso à parte solar do satélite. Trabalhar com energia solar está sendo ótimo, além de abrir um leque de oportunidades não apenas no Brasil, estudar na China abre oportunidades no mundo inteiro.
Segundo os estudantes, a oportunidade de cursar um mestrado na China os fez crescer não só profissionalmente, mas também culturalmente. “Desenvolvi minhas habilidades interpessoais, tentei estar inserido em uma empresa no contexto internacional e vou levar essa experiência para o Brasil”, ressaltou Felipe Iglesias. Sua contribuição para o Brasil deve ser adiada mais um pouco, no fechamento dessa matéria, ele nos informou que surgiu uma oportunidade de trabalho que talvez o leve para outro país. A proposta não está relacionada à área espacial, mas o mestrado contribuiu muito para receber esse convite, concluiu.
Renan Felipe ressalta que o mestrado entrou na fase de produção da tese sem muitos cursos para fazer, mas com prazo para entrega de relatórios e andamento da produção. Ele aproveita e manda uma mensagem aos colegas brasileiros: “Espero que a nossa experiência de sucesso na China ajude a quebrar o tabu em relação ao país e a acabar com o medo de os candidatos virem para cá. Aproveitem essa oportunidade”, concluiu.
Na próxima reportagem vocês vão conhecer a experiência dos engenheiros Pedro Nogueira e Audrey Siqueira, que também estão na China.
Interessados em participar do mestrado acesse o link:
http://www.aeb.gov.br/centro-de-ciencia-espacial-na-asia-e-pacifico-oferece-bolsa-para-mestrado-na-china/
Fonte: AEB
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Estudantes brasileiros contam experiência de cursar mestrado na China
17/02/2017
Quatro engenheiros brasileiros, três graduados pela Universidade de Brasília (UnB) e um pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp/Guaratinguetá) cursam desde setembro de 2015, um mestrado na área espacial na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China. Lá eles participam da construção do microssatélite BUAASat, que será lançado em órbita baixa a 600 km da terra, com a missão de fazer o sensoriamento remoto de algumas regiões do país, além de tirar fotos de detritos espaciais.
O programa de bolsas de mestrado é patrocinado pelo Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China). Os estudantes, Felipe Iglesias, Renan Felipe Nogueira, Pedro Henrique Nogueira e Audrey Rodrigues Siqueira foram selecionados, pelo Master Program on Space Technology Applications Global Navigation Satéllite Systems (GNSS). Todo o processo de seleção contou com a intermediação e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Para os estudantes, o intercâmbio que fizeram no programa Ciências sem Fronteiras, Renan Felipe, em Lisboa, Felipe Iglesias na Normandia, Pedro Henrique na Escócia e Audrey na Alemanha, os ajudou a tomarem a decisão de fazer um mestrado na China e buscar novas oportunidades em um país de cultura tão diversa. O processo de seleção com a participação de 14 candidatos inscritos ocorreu em duas etapas, a inscrição, feita no site do programa, e uma entrevista, via internet, realizada por dois professores da Beijing University.
Felipe Iglesias, 28 anos, paulista de Araçatuba, formado em Engenharia Eletrônica pela UnB, foi selecionado para o mestrado em Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS) e Pedro Henrique e Renan Felipe, graduados em Engenharia de Energia, estudam Tecnologia de Microssatélites. O mestrado tem duração de um ano e nove meses, sendo que alguns deles estarão de volta em julho deste ano.
Oportunidades
Para Iglesias, o mestrado é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. “Além de aprender outra língua e vivenciar nova cultura, pretendo ampliar meus horizontes com essa experiência, pois no retorno ao Brasil quero trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do setor espacial”, disse.
Já Renan Felipe conta que com dez meses no país oriental já teve uma base teórica e prática bastante significativas, principalmente na área de construção de satélites. “Agora estou focado no desenvolvimento da tese voltada para integração e testes na parte elétrica e eletrônica de todos os subsistemas. Vou tentar automatizar todo esse processo para torná-lo mais eficiente, e com isso reduzir os custos”, afirmou.
Como engenheiro de energia tenho acesso à parte solar do satélite. Trabalhar com energia solar está sendo ótimo, além de abrir um leque de oportunidades não apenas no Brasil, estudar na China abre oportunidades no mundo inteiro.
Segundo os estudantes, a oportunidade de cursar um mestrado na China os fez crescer não só profissionalmente, mas também culturalmente. “Desenvolvi minhas habilidades interpessoais, tentei estar inserido em uma empresa no contexto internacional e vou levar essa experiência para o Brasil”, ressaltou Felipe Iglesias. Sua contribuição para o Brasil deve ser adiada mais um pouco, no fechamento dessa matéria, ele nos informou que surgiu uma oportunidade de trabalho que talvez o leve para outro país. A proposta não está relacionada à área espacial, mas o mestrado contribuiu muito para receber esse convite, concluiu.
Renan Felipe ressalta que o mestrado entrou na fase de produção da tese sem muitos cursos para fazer, mas com prazo para entrega de relatórios e andamento da produção. Ele aproveita e manda uma mensagem aos colegas brasileiros: “Espero que a nossa experiência de sucesso na China ajude a quebrar o tabu em relação ao país e a acabar com o medo de os candidatos virem para cá. Aproveitem essa oportunidade”, concluiu.
Na próxima reportagem vocês vão conhecer a experiência dos engenheiros Pedro Nogueira e Audrey Siqueira, que também estão na China.
Interessados em participar do mestrado acesse o link:
http://www.aeb.gov.br/centro-de-ciencia-espacial-na-asia-e-pacifico-oferece-bolsa-para-mestrado-na-china/
Fonte: AEB
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