quinta-feira, 10 de abril de 2014

Novo diretor do DCTA

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Com a presença do Comandante da Aeronáutica, novo diretor assume DCTA

10/04/2014

Na última quarta-feira, dia 9, em cerimônia militar com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Alvani Adão da Silva assumiu a Direção do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O substituído, Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, que esteve na direção do DCTA desde agosto de 2013, segue para a Chefia de Logística do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, subordinada ao Ministério da Defesa. “O século XX foi marcado pela dicotomia entre países industrializados, os desenvolvidos, e países produtores de matéria-prima, subdesenvolvidos. Hoje, o que diferencia é a capacidade de um país desenvolver e exportar sua própria tecnologia, e, nesse sentido, o DCTA é um complexo estratégico de fundamental importância para soberania nacional”, analisa o Tenente-Brigadeiro Machado.

Segundo o Comandante da Aeronáutica, apesar da rápida passagem do ex-Diretor pelo DCTA, sua gestão foi marcada por importantes decisões, como o estabelecimento de ações decisivas para o VSISNAV – um protótipo do Veículo Lançador de Satélite (VLS-1), que deverá ser lançado ainda em 2014 – e o prosseguimento ao programa de expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O novo Diretor do DCTA, Tenente-Brigadeiro Alvani, que esteve durante quatro anos na vice-direção, ingressou na Força Aérea Brasileira em 1972, possui mais de 2800 horas de voo em sete aeronaves distintas, além de ser bacharel em administração pela Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: DCTA
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cooperação Brasil - Etiópia

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Delegação da Etiópia visita AEB para conhecer programa espacial

Brasília, 9 de abril de 2014 – Uma delegação da Etiópia, liderada pelo vice-primeiro-ministro Demeke Mekonnen, visitou nesta quarta-feira (9) a Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF). A comitiva foi recebida pelo diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Petrônio Noronha de Souza, e pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho.

O país africano tem interesse em conhecer os sistema de inovação e a relação entre o setor científico e o industrial no Brasil, bem como discutir as possíveis áreas com potencial para uma cooperação bilateral na área científica e tecnológica.

Os etíopes pediram muitas informações sobre o Programa Espacial Brasileiro, sobre a política de gestão de projetos e sobre os centros de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, em Natal, no Rio Grande do Norte. A AEB sugeriu a Mekonnen que estude a criação na Etiópia de um centro para recepção de dados de satélite de sensoriamento remoto a exemplo de outros já instalados em alguns países africanos.

Incentivo – A cooperação entre Brasil e Etiópia na área de C&T é recente. As primeiras conversas se iniciaram em 2012 e resultaram na assinatura de um acordo um ano depois. O documento objetiva estimular a colaboração e promover a capacitação tecnológica e científica entre as duas nações, formando e fortalecendo os laços entre comunidades científicas.

Integram também a delegação etíope Demitu Hambisa, Solomon Getachew, Abdissas Yilma, Negash Tola, Stamm Andreas, todos ligados a área de ciência e tecnologia, e Ahmed Abtew, do Ministério do Interior.

Além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), onde esteve na segunda-feira (7), os etíopes também têm agenda com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com as fundações Oswaldo Cruz (Fiocruz), de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com a Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: AEB
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Sentinel-1A e o Programa Copernicus

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No último dia 3, foi realizado com sucesso o lançamento do satélite de observação Sentinel-1A, da Agência Espacial Europeia (ESA), a partir do Centro Espacial da Guiana, em Kourou, ao norte da América do Sul. A missão coube à versão europeia do lançador russo Soyuz, operado pela Arianespace. Foi liberado um vídeo de câmeras a bordo do foguete, que tem feito sucesso na internet e mostra uma sequência de imagens, desde a decolagem até a separação dos estágios e a liberação do satélite no espaço. Veja abaixo:


Programa Copernicus

Anteriormente conhecido como Global Monitoring for Environment and Security (GMES), o Copernicus é hoje considerado o mais ambicioso programa [conhecido] de observação por satélites já criado. Quando em órbita, seus satélites produzirão imagens para gestão do meio ambiente, entendimento e mitigação dos efeitos de mudanças climáticas, e segurança civil.

O Sentinel-1, primeiro membro da constelação (da série 1, serão dois satélites, o 1A e 1B, este último previsto para lançamento no final de 2015) conta com um sensor de imageamento radar em banda L destinado à produção de imagens para aplicações terrestres e oceânicas.

No futuro, o segmento espacial contará ainda com o Sentinel-2, que gerará imagens óticas de alta resolução para aplicações terrestres e oceânicas, e com o Sentinel-3, que produzirá dados para aplicações oceânicas e da superfície terrestre. Os satélites Sentinel-4 e Sentinel-5, por sua vez, fornecerão dados para monitoramento da composição atmosférica a partir de órbitas geoestacionárias e polares, respectivamente. Por fim, o Sentinel-6 terá a bordo um radar altímetro para medição global da superfície do mar, primariamente para aplicações em oceanografia e mudanças climáticas.

Para mais informações sobre o Copernicus, visite o hotsite da ESA.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Novo diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço

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Instituto de Aeronáutica e Espaço realiza cerimônia militar de passagem de direção

07/04/2014
 
Na última sexta-feira, 4, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou Cerimônia Militar de Passagem de Direção. Na ocasião, o Brigadeiro Engenheiro Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel transmitiu o cargo para o Brigadeiro Engenheiro Leonardo Magalhães Nunes da Silva. A solenidade foi presidida pelo Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Durante as palavras de despedida, tanto do cargo de Diretor do IAE quanto do Serviço Ativo da Força Aérea Brasileira (FAB), o Brigadeiro Kasemodel ressaltou a importância dos desafios encontrados e das superações alcançadas no período que esteve à frente da Instituição.

“Na área de espaço, destaco que preparamos e participamos do lançamento de sete foguetes suborbitais no Brasil e no exterior, concluímos os ensaios de separação de estágio do Veículo Lançador de Satélites, efetuamos o carregamento de propelente dos propulsores do VSISNAV, realizamos a Operação Salina e os ensaios de qualificação em solo do estágio propulsivo líquido. Na área de Aeronáutica e Defesa, destaco a conclusão das etapas de navegação e controle e de decolagem e pouso automático do VANT, os ensaios em banco de provas da turbina aeronáutica de pequena potência e a participação das nossas equipes em operações de ensaios e armamentos”, aponta o Brigadeiro Kasemodel.

Segundo o Tenente-Brigadeiro Machado, os projetos em desenvolvimento no IAE representam um desafio institucional para o Comando da Aeronáutica, para o País e para o próprio Instituto: “reconheço o trabalho desenvolvido pelo Brigadeiro Kasemodel, como o VANT, os foguetes VS40 e o VS30 Orion, lançados da Noruega e de Alcântara, respectivamente”.    

Para o Brigadeiro Magalhães, o Diretor-Geral do DCTA frisou a importante passagem como Chefe do Subdepartamento de Administração: “o DCTA tem plena confiança no seu trabalho e tenho certeza dará continuidade aos projetos que seus antecessores iniciaram”.
   
A Instituição. Cabe ao Instituto de Aeronáutica e Espaço desenvolver soluções científico-tecnológicas no setor Aeroespacial Brasileiro através da Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação, Operações de Lançamento e Serviços Tecnológicos em sistemas aeronáuticos, espaciais e de defesa. Entre as atribuições da organização, está o desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS).

Fonte: DCTA
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domingo, 6 de abril de 2014

Via Satellite: reportagens recomendadas

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A edição de abril da Via Satellite, revista norte-americana especializada em telecomunicações por satélite, traz duas reportagens interessantes.

Um dos textos se refere diretamente ao Brasil: "Broadcasting from Brazil: How the Industry Prepares for Major Sporting Events", que trata dos preparativos de grandes grupos de comunicações por satélite, como a Intelsat, a europeia SES e a brasileira Star One, para a Copa do Mundo, que começa em junho, e para os Jogos Olímpicos em 2016.

Já a reportagem de capa ("The Evolution of a Launch Giant") aborda o momento atual da provedora de lançamentos espaciais Arianespace. Produzido a partir de entrevistas com os executivos da companhia europeia, o texto trata, dentre outros assuntos, das perspectivas para 2014, o mercado de lançamentos, propulsão elétrica em satélites, concorrência com a SpaceX e o futuro lançador Ariane 6.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Concurso público do INPE: inscrições abertas

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Abertas as inscrições ao concurso público do INPE

Quinta-feira, 03 de Abril de 2014

De 3 a 25 de abril, estão abertas as inscrições do concurso público para a contratação de 14 pesquisadores e 54 tecnologistas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As inscrições devem ser feitas das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30 - exceto sábados, domingos e feriados – nos seguintes locais:

• INPE - Sede: Av. dos Astronautas, 1758, Jardim da Granja, São José dos Campos (SP) – Prédio da Administração – Divisão de Gestão de Pessoas – sala 4.

• INPE - Unidade Regional de Cachoeira Paulista: Rodovia Presidente Dutra, km 40 – Cachoeira Paulista (SP) – Prédio da Administração – sala RH.

Oportunidade

Nos cargos da carreira de Pesquisa, há oportunidades nas áreas de Meteorologia, Oceanografia, Geografia, Ciências Atmosféricas, Ciências Exatas e da Terra, Computação Aplicada, Ciências da Computação, Ciências do Sistema Terrestre, Física, Ciências Matemáticas e Naturais, Ciências Biológicas, Ecologia, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas ou áreas correlatas. A remuneração inicial para os cargos da carreira de Pesquisa pode chegar a R$ 9.828,05 (com doutorado). A seleção terá prova escrita, prova oral de defesa pública de memorial e análise de títulos e currículo. A primeira etapa será realizada no período provável de 19 a 20 de maio - todas as etapas da seleção serão realizadas em São José dos Campos.

Nos cargos da carreira de Desenvolvimento Tecnológico, há oportunidades nas áreas de Engenharia, Ciências Exatas, Meteorologia, Ciências Atmosféricas, Computação Aplicada, Ciência da Computação, Engenharia Florestal, Computação Científica, Química, Tecnologia Química, Engenharia Química, Tecnologia da Informação, Física, Arquitetura, Ciências Ambientais, Ciências Exatas ou da Terra, Ciências Computacionais ou áreas correlatas. A remuneração inicial para os cargos de tecnologistas pode chegar a R$ 8.705,56 (com doutorado). A seleção da carreira de Desenvolvimento Tecnológico consiste de prova objetiva, prova prática discursiva e análise de títulos e currículo – todas as etapas serão realizadas em São José dos Campos. As provas objetivas e discursivas para os cargos de tecnologistas estão previstas para o dia 25 de maio.

Os editais com a descrição das vagas, conteúdo programático, normas e etapas da seleção, bem como todas as informações sobre o concurso público no INPE, estão disponíveis na página: http://www.inpe.br/gestao/anuncios_oportunidades/concurso/2014/index.php

Fonte: INPE
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

IAI: interesses israelenses no Brasil

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[Nota publicada na coluna Defesa & Negócios, da edição n.º 136 de Tecnologia & Defesa (março de 2014), que está nas bancas]

Três perguntas a Henrique Gomes, diretor-presidente do grupo israelense Israel Aircraft Industries (IAI) no Brasil

Quais são as principais áreas de interesse da IAI no Brasil?

A IAI é a maior companhia aeroespacial e de defesa de Israel e também sua maior exportadora industrial, empenhando-se em ser líder em suas principais áreas de atuação no mundo e, é claro, no Brasil. De nossas áreas principais, nós já estamos trabalhando em contratos ou projetos nos seguintes campos: veículos aéreos não tripulados, radares, aeronaves de missão e de alerta aéreo antecipado, sistemas EW, ELINT/ESM, SIGINT e COMINT/COMJAM, centros de comando e controle, soluções em cibersegurança, integração de sistemas, mísseis e armas inteligentes, satélites, estações terrestres e lançadores, atualização de aeronaves e helicópteros militares, manutenção e conversão de aeronaves comerciais, incluindo a conversão para aviões de reabastecimento, e sistemas de navegação e cargas eletro-óticas.

Em 2013, a IAI adquiriu uma participação na IACIT, uma empresa local focada em tecnologias de radares.

Qual é a estratégia do grupo por trás desta aquisição e como ela mostra seu comprometimento com o Brasil?

Nós vemos o Brasil como um de nossos mercados chave e nosso investimento na IACIT é outro passo de nossa estratégia de penetração e consolidação de presença neste mercado. Nós começamos com a abertura de uma filial em 2011 e crescemos com novas aquisições de outras empresas brasileiras. Por meio desta cooperação nós buscamos estabelecer produção e serviços locais, além de suporte aos nossos produtos, assim como a oferta da necessária transferência de tecnologia e treinamento para uma entrada bem sucedida em serviço de nossos sistemas. Nossa ideia é ter uma base industrial no País para apoiar nossos clientes brasileiros e transferir tecnologia para o mercado local.

Nós identificamos na IACIT o parceiro potencial para transferir nossas linhas de produtos de algumas tecnologias com as quais já trabalhamos no mercado, e isto inclui a troca de conhecimento entre os times de profissionais, investimentos em laboratórios e linhas de produção, acordos de propriedade intelectual nos dois sentidos e, especialmente, suporte ao produto garantido pela IACIT. O acordo também inclui treinamento de pessoal da IACIT para a fabricação, instalação e suporte de produtos da ELTA no mercado brasileiro. Os mercados alvo da parceria são os projetos de defesa e segurança pública primariamente no Brasil, mas pode se estender para mercados internacionais no futuro. A IACIT é uma companhia de eletrônica militar que opera nos campos de defesa, radares meteorológicos, controle, automação, comunicação e tecnologia da informação.

A IAI é uma companhia líder em tecnologia espacial. Vocês veem oportunidades locais tendo em vista o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE)?

Sim, vemos e já estamos trabalhando neste sentido com outros parceiros brasileiros. Como integradora primária de sistemas espaciais de Israel, a IAI integra todas as capacidades de engenharia exigidas para o desenvolvimento de satélites até sua integração final, teste e operações, incluindo lançamentos, centros de controle de missão, estações remotas de rastreio de constelações, e nós estamos prontos para compartilhar e transferir este conhecimento para o Brasil.
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CBERS 4 na pauta do Conselho Superior da AEB

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AEB confirma lançamento do Cbers-4 em reunião do Conselho Superior

Brasília, 3 de abril de 2014 – O lançamento do Cbers-4 (Satélite Sino-Brasileiro de Sensoriamento Remoto) programado para a segunda semana de dezembro deste ano na China foi um dos diversos itens da pauta da 67ª Reunião Ordinária do Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB), realizada nesta quarta-feira (2), em Brasília (DF).

A previsão inicial para lançamento do Cbers-4, satélite desenvolvido em parceria entre Brasil e China, era final de 2015. Mas em decorrência da perda do Cbers-3, em dezembro de 2013, devido a uma falha em um dos motores do veículo lançador chineses após partir da base de Taiyuan, os dois países concordaram em reunir esforços e antecipar o lançamento.

O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, que dirigiu a reunião, também falou sobre a revisão técnica realizada no mês passado nos projetos de satélites de pequeno porte, apoiados financeiramente pela Agência, pelo professor Jordi Puig-Suari, da Universidade Politécnica da Califórnia (Cal Poly), dos Estados Unidos.

A exemplo do professor Felipo Graziani, da Universidade La Sapienza, convidado para a revisão em 2013, Puig-Suari também parabenizou o país pelo avançado estágio tecnológico alcançado no desenvolvimento de pequenos satélites. Ele também ressaltou a importância do apoio dado pela AEB a formação de recursos humanos com a concessão de bolsas para que grupos de universitários participem dos projetos.

Os projetos avaliados por Puig-Suari foram o Serpens, o ITASat, o NanosatC-Br1, o AESP-14, o Ubatubasat e o transponder Conasat. A exceção deste, os demais estão programados para serem lançados no segundo semestre do ano.

Composição – O presidente também informou sobre a alteração no quadro de membros do Conselho. Raimundo Coelho agradeceu o empenho e a dedicação dos integrantes que saíram e deu as boas vindas aos dez novos conselheiros.

Passaram a integrar o Conselho da AEB o Tenente Coronel Aviador Mauro Henrique Monsanto da Fonseca e Souza (titular), do Gabinete de Segurança Institucional; Contra Almirante Sérgio Ricardo Segovia (titular), do Comando da Marinha; Capitão de Fragata Rodrigo Reis Bittencourt (suplente), do Comando da Marinha; General de Brigada Pedro Soares da Silva Neto (titular), do Comando do Exército; Coronel Eduardo Wolski (suplente), do Comando do Exército; Ministro José Raphael Lopes Mendes de Azeredo (titular), do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Conselheira Maria Rita Fontes Faria (suplente), do MRE; Robson Quintilio (titular), do Ministério da Educação; Jorge Luiz Maroni Dias (suplente) do Ministério do Planejamento, e Igor Ferreira Bueno (suplente), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A próxima reunião do Conselho está prevista para agosto próximo em data e local a serem definidos.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cooperação Brasil - União Europeia

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Comitiva da União Europeia visita AEB e propõe parcerias

Brasília, 1º de abril de 2014 – Seis integrantes da representação da União Europeia (EU) no Brasil foram recebidos nesta segunda-feira (31/3) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho. Ligados aos setores industrial e de pesquisa eles apresentaram o interesse da entidade em analisar possíveis parcerias e cooperação na área espacial.

O grupo, formado por Paul Weissenberg, vice-diretor geral do setor empresarial e industrial; Philippe Brunet, da área de empresas e indústria; Piero Venturi, diretor de Pesquisa e Inovação; Sandro D’Angelo, da área de Política e Pesquisa Espacial; Juan Victor Monfort, chefe de Assuntos Comerciais, e Jaime Silva, consultor especial, também propôs a realização de um workshop conjunto tendo como foco assuntos relacionados à observação da Terra.

Um dos itens discutidos no encontro foi o interesse da EU da participação brasileira no projeto Galileo, sistema de localização por satélite, semelhante ao norte-americano GPS e ao russo Glonass. Outra proposta para ser estudada e a formação de um centro de distribuição de dados de satélite para vários campos de aplicação.

Galileo – Quando estiver completo o sistema terá um total de 30 satélites (o GPS tem 24) e deve prestar serviços de localização primariamente ao meio civil de qualquer país. Eles estarão em três posições numa órbita a 23.222 quilômetros de altura, dispostos de forma a que cubram qualquer ponto da superfície terrestre.

Além dos países europeus, o projeto tem apoio de outros que não fazem parte da Europa como Ucrânia, China. Israel, Índia, Marrocos, Arábia Saudita e Coreia do Sul. Nas Américas a EU tem interesse também na participação da Argentina, México e Canadá.

O workshop proposto pela comitiva está programado para 6 de junho, integrando a programação da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa no dia 5 no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). Entre os tópicos temáticos para debates estão desastres naturais, agricultura com foco na segurança alimentar e poluição.

O evento ainda aborda o programa espacial Copérnico, que é o tema central das palestras de Philippe Brunet, de Schulte-Braucks e de Astrid Christina Koch, ligados aos segmentos de pesquisa e infraestrutura do programa.

Também participou das conversações na AEB, o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da instituição, José Monserrat Filho.

Fonte: AEB
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Nasce a Agência Espacial do Paraguai

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No final de março, foi publicado no diário oficial do governo do Paraguai a Lei n.º 5.151, sancionada pelo Congresso, que trata da criação da Agencia Espacial del Paraguay (AEP). As intenções do país vizinho de criar uma autarquia para o setor já existiam há mais de um ano (ver a postagem "Paraguai quer criar agência espacial").

Segundo os termos da lei, a AEP será responsável pela proposição e execução de políticas e programas nas áreas espacial e aerospacial. Subordinada à Presidência da República, a AEP contará com uma junta diretiva composta por um presidente e por doze membros indicados por diversas instituições, dentre as quais o Ministério da Defesa, das Relações Exteriores, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, Comando da Aeronáutica e universidades.

Após a nomeação do presidente (não temos informações de que já ocorreu), este terá até noventa dias para elaborar e apresentar o "Programa Nacional de Atividades Espaciais", que deverá ser submetido e aprovado pela junta diretiva num prazo adicional de noventa dias.

No momento, não são conhecidos detalhes sobre as pretensões paraguaias no setor espacial, mas especula-se que o país vá buscar adquirir meios de acesso a dados satelitais, como observação terrestre. Nos últimos anos, especialistas paraguaios foram treinados pelo centro regional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em Belém (PA), para monitoramento de florestas a partir de imagens de satélites.

O Paraguai se soma a outros países da região, como Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Bolívia e Peru, entre outros, que estruturaram seus próprios programas, hoje em diferentes graus de maturidade.
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