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Gerador solar do Cbers-4 passa por ciclo de testes no Inpe
Brasília, 29 de abril de 2014 – O Gerador Solar (SAG, na sigla em inglês) do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-4) passa na próxima semana pelos últimos testes no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).
Seu envio para a China, país parceiro do Brasil no desenvolvimento do projeto Cbers, onde será integrado ao corpo do satélite, em fase de montagem, está programado para o próximo dia 8 de maio. Com mais de 16 metros quadrados (6,3 x 2,6 m) o SAG é responsável por captar a luz do Sol e convertê-la em energia para alimentar os equipamentos do satélite.
Apesar da dimensão avantajada, o SAG pesa só 55 quilos, pois a avançada tecnologia empregada na sua fabricação pelas empresas Orbital Engenharia Ltda e Cenic Indústria e Comércio Ltda, ambas de São José dos Campos, utiliza materiais leves, mas de alta resistência e durabilidade.
Eficiência – Durante o tempo em que o satélite fica iluminado no espaço, o SAG além de abastecer os diversos equipamentos de bordo também completa a carga das baterias para energizar os equipamentos na fase de eclipse, ou seja, período em que a luz solar não atinge o equipamento. Desenvolvido com tecnologia moderna de células de tripla junção de alta eficiência energética o SAG do Cbers-4 gera até três mil watts de potência elétrica em condições normais de iluminação.
Até o momento, o gerador já passou pelos testes de desempenho elétrico de capacidade de geração de potência, ensaio de vácuo térmico, isolamento elétrico, aterramento, continuidade elétrica, tempo de abertura do painel e vibração acústica. Até a próxima semana serão realizados ainda os testes acústicos, inspeções visuais e elétricas e de abertura do painel.
O Cbers-4 está programado para ser lançado da China na segunda semana de dezembro próximo.
Fonte: INPE
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terça-feira, 29 de abril de 2014
"Pioneiros do Direito Espacial", artigo de José Monserrat Filho
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Pioneiros do Direito Espacial
José Monserrat Filho
"Nenhum novo poder ao homem sem um imediato controle jurídico. Cabe ao Direito proteger o homem contra os desmandos do próprio homem. A cada novo progresso social, econômico ou técnico, outra cobertura jurídica à pessoa humana. No limiar duma nova era, o alvorecer dum novo direito." Haroldo Valadão, 1957¹
Pioneiro provém do francês "pionnier". É alguém que primeiro abre caminho numa região, área ou atividade desconhecida ou mal conhecida. É também o precursor, o desbravador, o descobridor. É ainda o empreendedor: antecipa-se às outras pessoas na criação de ideias inovadoras. Pioneiros e empreendedores descortinam novos horizontes e lançam novas perspectivas.
O pioneiro, não raro, é um lutador solitário e obstinado que enfrenta grandes dificuldades e preconceitos para apresentar e ver aceitas suas teorias, explicações, iniciativas e propostas originais.
Notável no Brasil, embora nem sempre lembrado como deveria, é "O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova" - lançado em 1932 por 26 visionários, entre os quais Fernando de Azevedo, Afrânio Peixoto, Anísio Teixeira, Roquete Pinto, Júlio de Mesquita Filho, Delgado de Carvalho, Hermes Lima, Cecilia Meireles e Paschoal Lemme - que antecipava em sua primeira linha um conceito ainda hoje plenamente válido: "Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação."
Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.
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Pioneiros do Direito Espacial
José Monserrat Filho
"Nenhum novo poder ao homem sem um imediato controle jurídico. Cabe ao Direito proteger o homem contra os desmandos do próprio homem. A cada novo progresso social, econômico ou técnico, outra cobertura jurídica à pessoa humana. No limiar duma nova era, o alvorecer dum novo direito." Haroldo Valadão, 1957¹
Pioneiro provém do francês "pionnier". É alguém que primeiro abre caminho numa região, área ou atividade desconhecida ou mal conhecida. É também o precursor, o desbravador, o descobridor. É ainda o empreendedor: antecipa-se às outras pessoas na criação de ideias inovadoras. Pioneiros e empreendedores descortinam novos horizontes e lançam novas perspectivas.
O pioneiro, não raro, é um lutador solitário e obstinado que enfrenta grandes dificuldades e preconceitos para apresentar e ver aceitas suas teorias, explicações, iniciativas e propostas originais.
Notável no Brasil, embora nem sempre lembrado como deveria, é "O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova" - lançado em 1932 por 26 visionários, entre os quais Fernando de Azevedo, Afrânio Peixoto, Anísio Teixeira, Roquete Pinto, Júlio de Mesquita Filho, Delgado de Carvalho, Hermes Lima, Cecilia Meireles e Paschoal Lemme - que antecipava em sua primeira linha um conceito ainda hoje plenamente válido: "Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação."
Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.
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domingo, 27 de abril de 2014
Mais informações sobre o satélite peruano
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.Na quinta-feira passada (24), o governo peruano finalmente encerrou uma concorrência para a aquisição de uma sistema espacial de observação terrestre, tendo escolhido a proposta apresentada pela europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS) (veja a nota "Peru escolhe Airbus DS para satélite de observação"). A seguir, apresentamos mais algumas informações.
Acordo governo - governo. A aquisição do satélite foi realizada por meio de um acordo governo - governo entre o Peru e a França, "que garante a sua colocação órbita e também permite estabelecer mecanismos de controle duplo". "Este [acordo] garante um processo de transferência tecnológica, dirigido não apenas ao âmbito comercial, mas também ao fortalecimento de uma relação que no caso do Peru e França é histórica", declarou na cerimônia de assinatura Pedro Cateriano, ministro da Defesa. "O projeto dará ao Peru uma capacidade de aprimorar sua soberania e segurança com a assistência da França, que supervisionará a execução do contrato no âmbito do acordo governamental bilateral", afirmou em nota e o congênere francês.
Quatro propostas. Foram avaliadas quatro propostas para o fornecimento do sistema de observação, em ordem de classificação: da Airbus Defence and Space, da israelense IAI, da espanhola Deimos, e da britânica SSTL. A proposta da Airbus DS está avaliada em 213 milhões de dólares - a mais cara, mas os aspectos técnicos prevaleceram sobre os termos financeiros.
Resolução submétrica. O satélite peruano será o primeiro da América Latina com capacidade submétrica, de 70 centímetros, o que deve ter alguma repercussão em programas de países da região, em especial, no Chile, um rival histórico. Suas imagens serão utilizadas para prevenção e resposta frente a desastres naturais, mineração, monitoramento pesqueiro, desmatamento, segurança e defesa. Sua vida útil será de 10 anos.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Peru escolhe Airbus DS para satélite de observação
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[Nota atualizada às 19h00]
A empresa europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS), que no início do ano incorporou as atividades da Astrium, anunciou na tarde de hoje (24) sua seleção como contratada principal para a construção do primeiro sistema satelital de observação terrestre do Peru.
O projeto, estimado em cerca de 200 milhões de dólares, inclui um satélite ótico de última geração dotado de um sensor de alta resolução (derivado da família Naomi), assim como um segmento terreno de controle, recepção e processamento de imagens. O satélite será baseado na plataforma Astrobus, utilizada em missões como as do Pléiades, SPOT 6 e 7, Ingenio (Espanha) e KazEOSat-1 (Cazaquistão).
Também faz parte um programa completo de formação de engenheiros e técnicos peruanos, que abrange desde a operação do satélite até o desenvolvimento de aplicações baseadas em suas imagens.
Até que o satélite seja colocado em órbita, a Airbus DS fornecerá imagens geradas por sua constelação de satélites óticos e de radar por meio de uma estação de recepção instalada em território peruano. A previsão é que o lançamento ocorra em maio de 2016.
Em janeiro, repercutindo informações da imprensa local, o blog Panorama Espacial já havia indicado que o Peru estava próximo de anunciar a escolha de seu primeiro satélite (veja a postagem "Peru próximo de seu primeiro satélite").
Com este anúncio, o país andino se soma à Argentina, Brasil, Chile e Venezuela, nações sul-americanas que já contam com sistemas espaciais próprios de observação terrestre. Outros países da região, como a Bolívia e a Colômbia também têm planos de adquirir seus meios próprios.
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[Nota atualizada às 19h00]
A empresa europeia Airbus Defence and Space (Airbus DS), que no início do ano incorporou as atividades da Astrium, anunciou na tarde de hoje (24) sua seleção como contratada principal para a construção do primeiro sistema satelital de observação terrestre do Peru.
O projeto, estimado em cerca de 200 milhões de dólares, inclui um satélite ótico de última geração dotado de um sensor de alta resolução (derivado da família Naomi), assim como um segmento terreno de controle, recepção e processamento de imagens. O satélite será baseado na plataforma Astrobus, utilizada em missões como as do Pléiades, SPOT 6 e 7, Ingenio (Espanha) e KazEOSat-1 (Cazaquistão).
Também faz parte um programa completo de formação de engenheiros e técnicos peruanos, que abrange desde a operação do satélite até o desenvolvimento de aplicações baseadas em suas imagens.
Até que o satélite seja colocado em órbita, a Airbus DS fornecerá imagens geradas por sua constelação de satélites óticos e de radar por meio de uma estação de recepção instalada em território peruano. A previsão é que o lançamento ocorra em maio de 2016.
Em janeiro, repercutindo informações da imprensa local, o blog Panorama Espacial já havia indicado que o Peru estava próximo de anunciar a escolha de seu primeiro satélite (veja a postagem "Peru próximo de seu primeiro satélite").
Com este anúncio, o país andino se soma à Argentina, Brasil, Chile e Venezuela, nações sul-americanas que já contam com sistemas espaciais próprios de observação terrestre. Outros países da região, como a Bolívia e a Colômbia também têm planos de adquirir seus meios próprios.
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"Por dentro do PESE"
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Por dentro do PESE - Conhecendo os seus propósitos e objetivos
André M. Mileski
a edição n.º 132, Tecnologia & Defesa traçou um panorama sobre as ações hoje em curso nas Forças Armadas brasileiras envolvendo sistemas espaciais, em particular, satélites, em linha com o preconizado pela Estratégia Nacional de Defesa (END), documento hoje basilar para qualquer política associada à defesa no País [veja a reportagem]. Na ocasião, foi focado o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), finalmente contratado no final de 2013, e que proverá capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
Também já esteve na pauta da revista, ainda que brevemente, a criação da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), constituída pelo Comando da Aeronáutica (ComAer), em fevereiro de 2012, para coordenar o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).
Origem e justificativas
O Comando da Aeronáutica, juntamente com outros órgãos governamentais, foi incumbido na END da responsabilidade de buscar autonomia do ciclo completo associado ao campo espacial, que inclui a produção, lançamento, operação e reposição de sistemas espaciais, abrangendo desde veículos lançadores a satélites e seu segmento solo.
As diretrizes de implantação do PESE foram aprovadas pelo ComAer em maio de 2012, considerando um cenário de ações de curto, médio e longo prazos, num horizonte de 20 anos. O PESE aponta várias premissas operacionais e técnicas necessárias ao emprego de sistemas espaciais pelas Forças Armadas, com foco na definição de suas necessidades e requisitos. Os sistemas considerados no PESE devem atender, no campo militar, à modernização de variados sistemas atualmente em operação, como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), o Sistema de Enlaces de Digitais da Aeronáutica (SISCENDA), o SISCOMIS, o Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC2), e outros que estão em fase de planejamento ou implantação, como o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON) e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).
Planeja-se ainda o uso de tais sistemas em apoio a iniciativas civis, como, por exemplo, em prevenção e ação em casos de grandes catástrofes ambientais, no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), entre outros.
Premissas
Em sua arquitetura, o PESE apresenta alguns requisitos mínimos e premissas, como a realização de lançamentos anuais de satélites, a preferência por satélites de menor porte e com ciclo de vida mais reduzido, destinados a órbitas baixas, minimizando assim os custos de lançamento. Nos casos de comunicações e meteorologia, até pela natureza das missões, estão previstos satélites geoestacionários de maior porte. Ainda, as contratações dos sistemas quando realizadas no exterior deverão ser acompanhadas de cláusulas de compensação (conhecidas como offsets), buscando aumentar o conteúdo nacional e ganhos com participação industrial e transferência tecnológica em áreas críticas.
Tais premissas são fortemente inspiradas na busca de autonomia, não apenas operacional e técnica, mas também industrial, por meio do envolvimento crescente da Base Industrial de Defesa (BID).
Principais características
Inspirado pelo conceito de guerra centrada em rede (Net Centric Warfare), uma das principais inovações do PESE é o objetivo de se criar um Centro de Operações Espaciais (COPE), que será subordinado ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e sediado em Brasília (DF). Prevê-se a instalação de um COPE reserva, situado numa localidade diferente e afastada do centro principal, contando com alto grau de automação para minimizar a necessidade de pessoal.
Caberá ao COPE coordenar todas as atividades operacionais que façam uso de constelações de sistemas espaciais, oferecendo serviços nas áreas de comunicações, observação, mapeamento de informações, posicionamento e monitoramento espacial para o Ministério da Defesa e seus três Comandos, e outros usuários oficiais.
Em sua concepção, o PESE tem seis classes principais de “produtos” que deverão ser gerados por seus satélites e sensores em órbita: Comunicações; Observação da Terra; Mapeamento de Informações; Monitoramento do Espaço; Posicionamento; e o COPE, os quais são melhor detalhados em subclasses. No caso da Observação da Terra, por exemplo, figuram demandas como sensoriamento remoto ótico e radar, além de dados meteorológicos. É com base nessas classes e subclasses, que representam as necessidades operacionais das Forças Armadas em termos de dados gerados a partir do espaço, que serão definidos os requisitos técnicos e as constelações de satélites a serem implementados pelo programa, identificados especificamente como cada subprograma ou projeto.
Dependendo do contexto, também poderão ser levadas em conta alternativas que envolvam conceitos como Hosted Payloads (cargas úteis hospedadas), missões Piggyback (voo de “carona”) e Constelação Virtual, que podem resultar em economia de recursos e agilidade no acesso ao serviço buscado. Como no caso de Hosted Payloads, onde sensores são “hospedados” em satélites de terceiros, comerciais ou não. Este é o modelo até então utilizado pelo SISCOMIS, que tem transpônderes em banda X a bordo de satélites comerciais da operadora brasileira Star One, do grupo Embratel.
As missões em perfil Piggyback, significam o aproveitamento de capacidade ociosa em algum lançamento para acomodar satélites de menor porte. Já o conceito de Constelação Virtual, comumente utilizado na Europa e também por aliados dos norte-americanos em comunicações, envolve a participação numa constelação já existente por meio de acordos e contratos, de forma a viabilizar a utilização imediata dos dados ou capacidade de uma rede já em órbita, até que um satélite próprio seja incluído.
Num primeiro momento, o interesse do ComAer é por uma constelação de satélites de observação, mais precisamente óticos, que atenderiam a situações mais imediatas, em operação até o final desta década. Em seguida, viriam satélites radar, capazes de imagear diuturnamente a superfície terrestre mesmo com cobertura de nuvens.
Perspectivas mais imediatas
O orçamento federal aprovado pelo Congresso Nacional destina ao Ministério da Defesa recursos de R$113 milhões, montante suficiente para a implantação de alguns elementos previstos no PESE.
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas por T&D, são aguardados avanços concretos do PESE para 2014, muito embora há que se considerar que possam haver atrasos em função do corte de R$ 3,5 bilhões anunciado no orçamento do Ministério da Defesa. Há quem entenda que não haverá tempo hábil para a assinatura de um primeiro contrato (ainda que haja recursos disponíveis), mas acredita-se que neste ano seja iniciado um processo visando à contratação de sistemas, como o envio de solicitações de propostas para fabricantes interessados.
Em paralelo, também começam a surgir movimentações industriais de grupos e empresas estrangeiras e nacionais visando participar do programa. Pelo que a reportagem de T&D pode apurar, o Ministério da Defesa trabalha com a ideia de contratar os sistemas do PESE lançando mão do mesmo artifício utilizado para o SGDC, isto é, por meio de uma prime contractor nacional, que atuaria como integradora dos satélites. Neste sentido, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, cuja criação foi “patrocinada” pelo SGDC, desponta como uma candidata natural. Junto às atividades de telecomunicações, a empresa já publicamente divulgou sua intenção de buscar oportunidades relacionadas ao PESE e também ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira.
Nos bastidores, comenta-se sobre a possibilidade de que outras companhias e conglomerados industriais nacionais também buscarem exercer o papel de prime contractor do programa. Seria o caso da Odebrecht Defesa e Tecnologia e sua controlada Mectron, de São José dos Campos (SP), que já possui alguma atuação no setor espacial fornecendo subsistemas para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre outros.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 136, março de 2014.
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Por dentro do PESE - Conhecendo os seus propósitos e objetivos
André M. Mileski
a edição n.º 132, Tecnologia & Defesa traçou um panorama sobre as ações hoje em curso nas Forças Armadas brasileiras envolvendo sistemas espaciais, em particular, satélites, em linha com o preconizado pela Estratégia Nacional de Defesa (END), documento hoje basilar para qualquer política associada à defesa no País [veja a reportagem]. Na ocasião, foi focado o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), finalmente contratado no final de 2013, e que proverá capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).
Também já esteve na pauta da revista, ainda que brevemente, a criação da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), constituída pelo Comando da Aeronáutica (ComAer), em fevereiro de 2012, para coordenar o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).
Origem e justificativas
O Comando da Aeronáutica, juntamente com outros órgãos governamentais, foi incumbido na END da responsabilidade de buscar autonomia do ciclo completo associado ao campo espacial, que inclui a produção, lançamento, operação e reposição de sistemas espaciais, abrangendo desde veículos lançadores a satélites e seu segmento solo.
As diretrizes de implantação do PESE foram aprovadas pelo ComAer em maio de 2012, considerando um cenário de ações de curto, médio e longo prazos, num horizonte de 20 anos. O PESE aponta várias premissas operacionais e técnicas necessárias ao emprego de sistemas espaciais pelas Forças Armadas, com foco na definição de suas necessidades e requisitos. Os sistemas considerados no PESE devem atender, no campo militar, à modernização de variados sistemas atualmente em operação, como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), o Sistema de Enlaces de Digitais da Aeronáutica (SISCENDA), o SISCOMIS, o Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC2), e outros que estão em fase de planejamento ou implantação, como o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON) e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).
Planeja-se ainda o uso de tais sistemas em apoio a iniciativas civis, como, por exemplo, em prevenção e ação em casos de grandes catástrofes ambientais, no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), entre outros.
Premissas
Em sua arquitetura, o PESE apresenta alguns requisitos mínimos e premissas, como a realização de lançamentos anuais de satélites, a preferência por satélites de menor porte e com ciclo de vida mais reduzido, destinados a órbitas baixas, minimizando assim os custos de lançamento. Nos casos de comunicações e meteorologia, até pela natureza das missões, estão previstos satélites geoestacionários de maior porte. Ainda, as contratações dos sistemas quando realizadas no exterior deverão ser acompanhadas de cláusulas de compensação (conhecidas como offsets), buscando aumentar o conteúdo nacional e ganhos com participação industrial e transferência tecnológica em áreas críticas.
Tais premissas são fortemente inspiradas na busca de autonomia, não apenas operacional e técnica, mas também industrial, por meio do envolvimento crescente da Base Industrial de Defesa (BID).
Principais características
Inspirado pelo conceito de guerra centrada em rede (Net Centric Warfare), uma das principais inovações do PESE é o objetivo de se criar um Centro de Operações Espaciais (COPE), que será subordinado ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e sediado em Brasília (DF). Prevê-se a instalação de um COPE reserva, situado numa localidade diferente e afastada do centro principal, contando com alto grau de automação para minimizar a necessidade de pessoal.
Caberá ao COPE coordenar todas as atividades operacionais que façam uso de constelações de sistemas espaciais, oferecendo serviços nas áreas de comunicações, observação, mapeamento de informações, posicionamento e monitoramento espacial para o Ministério da Defesa e seus três Comandos, e outros usuários oficiais.
Em sua concepção, o PESE tem seis classes principais de “produtos” que deverão ser gerados por seus satélites e sensores em órbita: Comunicações; Observação da Terra; Mapeamento de Informações; Monitoramento do Espaço; Posicionamento; e o COPE, os quais são melhor detalhados em subclasses. No caso da Observação da Terra, por exemplo, figuram demandas como sensoriamento remoto ótico e radar, além de dados meteorológicos. É com base nessas classes e subclasses, que representam as necessidades operacionais das Forças Armadas em termos de dados gerados a partir do espaço, que serão definidos os requisitos técnicos e as constelações de satélites a serem implementados pelo programa, identificados especificamente como cada subprograma ou projeto.
Dependendo do contexto, também poderão ser levadas em conta alternativas que envolvam conceitos como Hosted Payloads (cargas úteis hospedadas), missões Piggyback (voo de “carona”) e Constelação Virtual, que podem resultar em economia de recursos e agilidade no acesso ao serviço buscado. Como no caso de Hosted Payloads, onde sensores são “hospedados” em satélites de terceiros, comerciais ou não. Este é o modelo até então utilizado pelo SISCOMIS, que tem transpônderes em banda X a bordo de satélites comerciais da operadora brasileira Star One, do grupo Embratel.
As missões em perfil Piggyback, significam o aproveitamento de capacidade ociosa em algum lançamento para acomodar satélites de menor porte. Já o conceito de Constelação Virtual, comumente utilizado na Europa e também por aliados dos norte-americanos em comunicações, envolve a participação numa constelação já existente por meio de acordos e contratos, de forma a viabilizar a utilização imediata dos dados ou capacidade de uma rede já em órbita, até que um satélite próprio seja incluído.
Num primeiro momento, o interesse do ComAer é por uma constelação de satélites de observação, mais precisamente óticos, que atenderiam a situações mais imediatas, em operação até o final desta década. Em seguida, viriam satélites radar, capazes de imagear diuturnamente a superfície terrestre mesmo com cobertura de nuvens.
Perspectivas mais imediatas
O orçamento federal aprovado pelo Congresso Nacional destina ao Ministério da Defesa recursos de R$113 milhões, montante suficiente para a implantação de alguns elementos previstos no PESE.
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas por T&D, são aguardados avanços concretos do PESE para 2014, muito embora há que se considerar que possam haver atrasos em função do corte de R$ 3,5 bilhões anunciado no orçamento do Ministério da Defesa. Há quem entenda que não haverá tempo hábil para a assinatura de um primeiro contrato (ainda que haja recursos disponíveis), mas acredita-se que neste ano seja iniciado um processo visando à contratação de sistemas, como o envio de solicitações de propostas para fabricantes interessados.
Em paralelo, também começam a surgir movimentações industriais de grupos e empresas estrangeiras e nacionais visando participar do programa. Pelo que a reportagem de T&D pode apurar, o Ministério da Defesa trabalha com a ideia de contratar os sistemas do PESE lançando mão do mesmo artifício utilizado para o SGDC, isto é, por meio de uma prime contractor nacional, que atuaria como integradora dos satélites. Neste sentido, a Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de telecomunicações Telebras, cuja criação foi “patrocinada” pelo SGDC, desponta como uma candidata natural. Junto às atividades de telecomunicações, a empresa já publicamente divulgou sua intenção de buscar oportunidades relacionadas ao PESE e também ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira.
Nos bastidores, comenta-se sobre a possibilidade de que outras companhias e conglomerados industriais nacionais também buscarem exercer o papel de prime contractor do programa. Seria o caso da Odebrecht Defesa e Tecnologia e sua controlada Mectron, de São José dos Campos (SP), que já possui alguma atuação no setor espacial fornecendo subsistemas para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre outros.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 136, março de 2014.
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
Cooperação INPE - FAO em monitoramento de florestas
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INPE e FAO firmam acordo para capacitação no monitoramento de florestas por satélites
Terça-feira, 22 de Abril de 2014
Países da África, Ásia e América do Sul serão beneficiados pelo termo de cooperação firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em prol da capacitação na área de monitoramento de florestas a partir de satélites.
No Centro Regional da Amazônia do INPE, localizado em Belém (PA), os técnicos estrangeiros terão a oportunidade de aprender a utilizar tecnologias desenvolvidas pelo instituto brasileiro – o INPE é reconhecido internacionalmente por manter o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, capaz de calcular taxas anuais de desmatamento bruto, estimativas de degradação e monitorar em tempo quase real alterações na Amazônia brasileira.
Pelo acordo, cabe ao INPE empregar sua experiência para o ensino de técnicas de sensoriamento remoto e uso de imagens de satélites voltado para monitoramento de florestas. Os participantes conhecerão ainda as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES e o DETER. De sua parte, a FAO garantirá a vinda dos participantes estrangeiros aos cursos, bem como equipamentos e consultoria técnica.
Serão realizados seis cursos ao longo de 2014 e 2015, em português, espanhol, francês e inglês. Participarão técnicos do Uruguai, Argentina, Chile, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Filipinas, Laos, Tailândia, Miamar, Butão, Papua Nova Guiné, Sri Lanka, Nigéria, Gana, África do Sul, Quirquistão e Tajiquistão.
O acordo foi assinado nesta terça-feira (22/4) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), pelo diretor do instituto, Leonel Perondi, e pelo representante da FAO/Brasil, Alan Jorge Bojanic Helbingen.
Fonte: INPE
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INPE e FAO firmam acordo para capacitação no monitoramento de florestas por satélites
Terça-feira, 22 de Abril de 2014
Países da África, Ásia e América do Sul serão beneficiados pelo termo de cooperação firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em prol da capacitação na área de monitoramento de florestas a partir de satélites.
No Centro Regional da Amazônia do INPE, localizado em Belém (PA), os técnicos estrangeiros terão a oportunidade de aprender a utilizar tecnologias desenvolvidas pelo instituto brasileiro – o INPE é reconhecido internacionalmente por manter o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, capaz de calcular taxas anuais de desmatamento bruto, estimativas de degradação e monitorar em tempo quase real alterações na Amazônia brasileira.
Pelo acordo, cabe ao INPE empregar sua experiência para o ensino de técnicas de sensoriamento remoto e uso de imagens de satélites voltado para monitoramento de florestas. Os participantes conhecerão ainda as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES e o DETER. De sua parte, a FAO garantirá a vinda dos participantes estrangeiros aos cursos, bem como equipamentos e consultoria técnica.
Serão realizados seis cursos ao longo de 2014 e 2015, em português, espanhol, francês e inglês. Participarão técnicos do Uruguai, Argentina, Chile, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Filipinas, Laos, Tailândia, Miamar, Butão, Papua Nova Guiné, Sri Lanka, Nigéria, Gana, África do Sul, Quirquistão e Tajiquistão.
O acordo foi assinado nesta terça-feira (22/4) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), pelo diretor do instituto, Leonel Perondi, e pelo representante da FAO/Brasil, Alan Jorge Bojanic Helbingen.
Fonte: INPE
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Exportações: propulsores e serviços de rastreio
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.Pode ser uma surpresa para muitos, mas o Brasil exporta tecnologia e serviços no campo espacial, ainda que de forma e dimensão muito simbólicos. Nesta primeira parte, trataremos das exportações de foguetes de sondagem realizadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e da prestação de serviços de rastreio pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI).
O IAE/DCTA mantém há décadas uma bem-sucedida cooperação com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR), que resultou no desenvolvimento de foguetes de sondagem e motores. Até o momento, ocorreram onze lançamentos do VSB-30 (motores S30 e S31), a partir do campo de Esrange, Kiruna, na Suécia, 7 lançamentos de VS-30/Orion, utilizando motores S30 (segundo estágio do VSB-30), no Campo de Lançamento de Andoya, Andenes, na Noruega, e outros quatro voos do VS-30 (motor S30) também de Andoya.
Restam ainda alguns foguetes negociados com a DLR, cujos voos estão previstos para ocorrerem entre este ano e 2015. Até o final deste mês de abril, aliás, está em andamento no campo de Esrange as campanhas TEXUS 50 e 51, de experimentos em microgravidade, que utilizarão veículos VSB-30.
Segundo informações dadas ao blog pelo Cel. Avandelino Santana Júnior, vice-diretor do IAE/DCTA, a compra mais recente de motores brasileiros ocorreu em 2011, quando a DLR adquiriu 21 unidades, que serviram para montar oito VSB-30, e outros cinco destinados aos veículos VS-30 e VS-30/Orion. Na época, tal aquisição foi avaliada em cerca de 3 milhões de euros. Antes disso, para o desenvolvimento do VSB-30, a DLR realizou investimentos da ordem de 700 mil euros. De acordo com o IAE, após a integração dos motores e sistemas, cada VSB-30 custa cerca de 320 mil euros.
Rastreios do CLBI
Outra exportação espacial brasileira vem na forma de prestação de serviços de rastreios de missões espaciais realizadas pela Arianespace a partir do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, na Guiana Francesa. Os rastreios são realizados pela estação terrena do CLBI, no Rio Grande do Norte, no âmbito de um acordo de cooperação firmado em 1977 entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia.
No caso dos foguetes Ariane 5, durante o curto intervalo de tempo de rastreio, o CLBI é responsável por registrar três eventos essenciais para sucesso de cada operação: o fim da queima do 1º estágio do lançador, a separação desse estágio do conjunto embarcado e a ignição do motor do 2º estágio.
Desde janeiro, o blog Panorama Espacial tem tentado obter junto à assessoria do CLBI informações sobre o montante recebido por cada operação, não tendo havido, porém, retorno. Fonte consultada pelo blog, no entanto, informou que o País fatura algumas dezenas de milhares de euros em cada missão.
Apesar de serem tecnicamente exportações, tanto no caso dos rastreios como nos propulsores, há pouca ou nenhuma participação da indústria nacional. Fato é que, ocasionalmente, surge à tona a questão da industrialização e transferência da fabricação do VSB-30 para a indústria nacional, mas que até o momento não teve resultados concretos.
Numa futura postagem, trataremos das exportações de componentes e serviços relacionados a satélites, campo em que a indústria local está mais presente.
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domingo, 20 de abril de 2014
Alcântara Cyclone Space: o status do projeto
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A binacional Alcântara Cyclone Space divulgou em seu website imagens do desenvolvimento do veículo lançador Cyclone 4, previsto para entrega no segundo semestre de 2015. Segundo a empresa, "os eventos atuais na Ucrânia não impactaram o desenvolvimento do projeto do Cyclone 4". É também informado que uma "parte significativa" da construção civil do sítio de lançamento foi completada, com a maior parte dos equipamentos de suporte em solo já tendo sido contratados e alguns inclusive entregues em Alcântara (MA).
Clique aqui para visualizar as imagens.
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A binacional Alcântara Cyclone Space divulgou em seu website imagens do desenvolvimento do veículo lançador Cyclone 4, previsto para entrega no segundo semestre de 2015. Segundo a empresa, "os eventos atuais na Ucrânia não impactaram o desenvolvimento do projeto do Cyclone 4". É também informado que uma "parte significativa" da construção civil do sítio de lançamento foi completada, com a maior parte dos equipamentos de suporte em solo já tendo sido contratados e alguns inclusive entregues em Alcântara (MA).
Clique aqui para visualizar as imagens.
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sábado, 19 de abril de 2014
CENSIPAM: 12 anos
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Censipam completa 12 anos de atividades na proteção da Amazônia
Na manhã do último dia 16, os servidores do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) comemoraram 12 anos de atividades da instituição. Na solenidade, o secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos, e o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, ressaltaram as conquistas nesse período.
“A Secretaria Geral do Ministério da Defesa reconhece o trabalho do Censipam. Um trabalho de excelência e essencial para a consolidação da Amazônia”, disse Matos em seu discurso, assistido pelos servidores dos Centros Regionais do Censipam por videoconferência. Rogério Guedes fez um balanço das atividades no período e reafirmou o trabalhou de parceria com as instituições na proteção da região amazônica. “Nessa curta trajetória estamos trilhando um caminho sólido junto aos parceiros, com apoio do Ministério da Defesa e com empenho decisivo de nossos servidores”, enfatizou o diretor-geral.
Durante a cerimônia, Guedes destacou a importância das parcerias, nacionais e internacionais. Citou como exemplo o acordo que será firmado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o desenvolvimento de projetos na área de meteorologia, descargas atmosféricas, monitoramento hidrológico, mineração de dados.“ Esse acordo ampliará as nossas pesquisas. Hoje, temos 26 em andamento”, completou. Disse ainda que há 657 antenas de comunicação via satélite, instaladas em áreas remotas da Amazônia, levando comunicação. É o caso das antenas para cadastrar pessoas de baixa renda no programa Bolsa Família.
O diretor também falou dos resultados do Projeto da Cartografia da Amazônia, que acabará com o vazio cartográfico de 1,8 milhões de quilômetros quadrados. Segundo ele, os dados produzidos pelas cartas já estão criando mapas temáticos, mapas de suscetibilidade e já atualizaram várias cartas náuticas dos rios amazônicos. Guedes ressaltou que com os recursos financeiros do Projeto, a Aeronáutica concluiu a modernização das aeronaves R99, a Marinha recebeu 4 avisos hidrográficos (o último navio será entregue esse ano) e o Exército construiu um centro de processamento de imagens.
Por último, o diretor-geral citou que mês que vem chegará a estação de processamento das imagens do sensor aerotransportado ADS 80. “Com a aquisição, vamos reduzir de 20 para um dia o tempo necessário para decodificação de cada hora de imagem coletada pelo sensor”. A aquisição ampliará a capacidade de decodificar as imagens com mais celeridade. Atualmente, existe apenas uma estação que processa imagens geradas pelo ADS-80, que está localizada em Recife, atendendo todas as demandas brasileiras de imageamento de alta resolução espacial realizadas pelas aeronaves R35-A da Força Aérea Brasileira.
Fonte: CENSIPAM, com edição do blog Panorama Espacial.
Nota do blog: o SIPAM utiliza imagens de satélite, tanto óticas como radar, para cumprir com suas funções. O sistema, concebido no final da década de noventa, dispõe de uma estação de recepção, fornecida pela canadense MDA, capaz de receber dados de cinco diferentes satélites comerciais; referida estação, no entanto, atualmente não se encontra operacional.
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Censipam completa 12 anos de atividades na proteção da Amazônia
Na manhã do último dia 16, os servidores do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) comemoraram 12 anos de atividades da instituição. Na solenidade, o secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos, e o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, ressaltaram as conquistas nesse período.
“A Secretaria Geral do Ministério da Defesa reconhece o trabalho do Censipam. Um trabalho de excelência e essencial para a consolidação da Amazônia”, disse Matos em seu discurso, assistido pelos servidores dos Centros Regionais do Censipam por videoconferência. Rogério Guedes fez um balanço das atividades no período e reafirmou o trabalhou de parceria com as instituições na proteção da região amazônica. “Nessa curta trajetória estamos trilhando um caminho sólido junto aos parceiros, com apoio do Ministério da Defesa e com empenho decisivo de nossos servidores”, enfatizou o diretor-geral.
Durante a cerimônia, Guedes destacou a importância das parcerias, nacionais e internacionais. Citou como exemplo o acordo que será firmado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o desenvolvimento de projetos na área de meteorologia, descargas atmosféricas, monitoramento hidrológico, mineração de dados.“ Esse acordo ampliará as nossas pesquisas. Hoje, temos 26 em andamento”, completou. Disse ainda que há 657 antenas de comunicação via satélite, instaladas em áreas remotas da Amazônia, levando comunicação. É o caso das antenas para cadastrar pessoas de baixa renda no programa Bolsa Família.
O diretor também falou dos resultados do Projeto da Cartografia da Amazônia, que acabará com o vazio cartográfico de 1,8 milhões de quilômetros quadrados. Segundo ele, os dados produzidos pelas cartas já estão criando mapas temáticos, mapas de suscetibilidade e já atualizaram várias cartas náuticas dos rios amazônicos. Guedes ressaltou que com os recursos financeiros do Projeto, a Aeronáutica concluiu a modernização das aeronaves R99, a Marinha recebeu 4 avisos hidrográficos (o último navio será entregue esse ano) e o Exército construiu um centro de processamento de imagens.
Por último, o diretor-geral citou que mês que vem chegará a estação de processamento das imagens do sensor aerotransportado ADS 80. “Com a aquisição, vamos reduzir de 20 para um dia o tempo necessário para decodificação de cada hora de imagem coletada pelo sensor”. A aquisição ampliará a capacidade de decodificar as imagens com mais celeridade. Atualmente, existe apenas uma estação que processa imagens geradas pelo ADS-80, que está localizada em Recife, atendendo todas as demandas brasileiras de imageamento de alta resolução espacial realizadas pelas aeronaves R35-A da Força Aérea Brasileira.
Fonte: CENSIPAM, com edição do blog Panorama Espacial.
Nota do blog: o SIPAM utiliza imagens de satélite, tanto óticas como radar, para cumprir com suas funções. O sistema, concebido no final da década de noventa, dispõe de uma estação de recepção, fornecida pela canadense MDA, capaz de receber dados de cinco diferentes satélites comerciais; referida estação, no entanto, atualmente não se encontra operacional.
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quinta-feira, 17 de abril de 2014
Direito Espacial: o Brasil na sessão do UNCOPUOS
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O Brasil esteve presente na última sessão do Subcomitê Jurídico do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNCOPUOS), realizada em Viena, na Áustria, de 24 de março a 4 de abril. A delegação oficial brasileira, formada por especialistas em Direito Espacial, realizou uma apresentação em plenário sobre o projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais no Brasil.
Este projeto está sendo desenvolvido desde o começo de 2013 por um grupo de trabalho especialmente criado para esse fim no Núcleo de Estudos de Direito Espacial (NEDE), da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA). Para mais informações sobre a apresentação, clique aqui.
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O Brasil esteve presente na última sessão do Subcomitê Jurídico do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNCOPUOS), realizada em Viena, na Áustria, de 24 de março a 4 de abril. A delegação oficial brasileira, formada por especialistas em Direito Espacial, realizou uma apresentação em plenário sobre o projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais no Brasil.
Este projeto está sendo desenvolvido desde o começo de 2013 por um grupo de trabalho especialmente criado para esse fim no Núcleo de Estudos de Direito Espacial (NEDE), da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA). Para mais informações sobre a apresentação, clique aqui.
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