quarta-feira, 11 de junho de 2014

AEB, Airbus DS e Safran juntas em educação espacial

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AEB firma programa de cooperação em educação espacial

Brasília, 11 de junho de 2014 – Com a finalidade de criar e implementar um projeto de educação espacial sob a forma de cooperação a Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou nesta quarta-feira (11) um programa de cooperação em educação espacial com três instituições francesas e duas nacionais.

Pela França participam a Astrium SAS – BU Space Transportation, a Safran S.A. e o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (Isae) e pelo Brasil o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB).

O principal objetivo do programa é estabelecer missões de ensino e tutoria, com cursos de treinamento e workshops para estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no âmbito do Projeto de Veiculo Lançador da Astrium e Safran para Estudantes Brasileiros.

O programa será coordenado e implementado por um comitê composto por representantes das seis entidades envolvidas.

A Astrium e a Safran pretendem promover o incremento de cooperações em pesquisa com o ITA, FUB e o Isae e desenvolver projetos de Pesquisa e Desenvolvimento envolvendo seus alunos. Tais projetos devem ser discutidos em base bilateral entre os parceiros e ser implementados com acordos de cooperação específicos.

Para o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, essa parceria tem um significado especial porque reúne duas questões fundamentais para que um empreendimento tenha sucesso que é a soma de objetivos comuns e o trabalho conjunto.

Em sua opinião, o programa firmado é de fundamental importância, pois “responde ao esforço nacional de formar recursos humanos para enfrentar os desafios tecnológicos impostos pelos avanços do mundo moderno”.

O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, lembrou que França e Brasil têm uma longa trajetória de cooperação na área educacional e o acordo assinado vem ampliar a qualidade e o intercâmbio entre os dois países. Segundo ele, o programa também permite aumentar as oportunidades de intercâmbio para estudantes das duas nações.

O representante da Astrium, Jean Noel Hardy, disse que hoje é fundamental para todos os países o investimento na capacitação de recursos humanos, “dai a grande importância da parceria que estamos firmando”.

Na mesma direção se posiciona Michel Provost, representante da Safran, que considera esse acordo como um reforço no interesse que Brasil e França têm na área educacional ao mesmo tempo em que “convida dirigentes de outras instituições de ensino e pesquisa a se integrarem a essa iniciativa”.

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Marques de Camargo, foi representado na solenidade pela professora Ana Flávia Granja e Barros. Participaram ainda do evento os diretores da AEB, Carlos Gurgel, de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento; Petrônio Noronha de Souza, de Política Espacial e Investimentos Estratégicos; Marco Antônio Vieira de Rezende, de Transporte Espacial e Licenciamento; o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, e o Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Jean Robert Batana.

Fonte: AEB

Comentários do blog: embora ainda mantenha sua estrutura jurídica como Astrium, esta, desde o início do ano, faz parte da Airbus Defence and Space (Airbus DS), unidade do grupo europeu criada a partir da "fusão" entre a Cassidian (defesa), Airbus Military (aviões militares) e Astrium (espaço). É também interessante observar o enfoque no acordo de cooperação, direcionado em veículos lançadores. Como já abordamos em algumas ocasiões, há a alguns anos no governo discussões de alto nível envolvendo uma possível parceria internacional para o desenvolvimento de projetos de lançadores, com países como a França, Itália ou Rússia.
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Entrega do gravador de dados do CBERS 4

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Odebrecht Defesa e Tecnologia e Mectron entregam equipamento para o CBERS 4

Gravador digital de dados auxilia no monitoramento e controle de desmatamento

A Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) e sua controlada Mectron concluíram o terceiro modelo de voo do equipamento DDR - Gravador Digital de Dados para o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS 4, encomendado pela AEB - Agência Espacial Brasileira e pelo INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O desenvolvimento do DDR é uma grande conquista para a indústria espacial brasileira, sendo o primeiro equipamento deste tipo a ser completamente desenvolvido e fabricado no Brasil.

O DDR concebido e entregue ao Cliente é responsável pelo armazenamento das imagens terrestres captadas pelas câmeras do satélite.

O equipamento já foi embarcado para a China, onde será integrado ao novo satélite previsto para ser lançado na segunda semana de dezembro deste ano. O DDR é composto por duas unidades: o SRR, um gravador de estado sólido, com cinco canais para dados de imagem e com capacidade de armazenamento de imagens digitais de 40 Gbytes, e o DSS, uma unidade de chaveamento de sinais.

Após serem captadas pelas câmeras, as imagens permanecem temporariamente armazenadas no DDR até que o satélite entre em “visada” com a estação de controle em solo, quando então são disponibilizadas aos transmissores do satélite que as enviam à estação de controle. Posteriormente, tais imagens serão utilizadas em importantes atividades como o controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, monitoramento de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e inúmeras outras aplicações.

Importância do CBERS e sua utilização dual

No Brasil, praticamente todas as instituições ligadas ao meio ambiente e recursos naturais são usuárias das imagens do CBERS. Esta família de satélites é considerada fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o PRODES, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o DETER, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o CANASAT, monitoramento das áreas canavieiras, entre outros.

Fonte: Odebrecht Defesa e Tecnologia
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terça-feira, 10 de junho de 2014

Ciência & Tecnologia e desenvolvimento nacional

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Nova edição dos INCTs visa a reforçar o desenvolvimento no país

Brasília, 9 de maio de 2014 - O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, anunciou na sexta-feira (6), a continuidade de um robusto programa federal de ciência e tecnologia (C&T) para incentivar o desenvolvimento nacional, em cerimônia na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília (DF), que divulgou a nova edição do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

Com isso se espera uma integração maior entre os projetos do governo com o setor empresarial, que é o responsável direto pela inovação no país.

“Esse programa está em construção. A proposta é combinar educação, ciência e tecnologia com o sistema empresarial, para pensar de forma sólida um projeto de desenvolvimento para o país. Estamos acompanhando todas as experiências internacionais e entendemos que essa mobilização é necessária, não só na área governamental, mas também no empresariado, porque quem materializa a inovação é o sistema produtivo”, disse Campolina.

Segundo o ministro, o trabalho é feito em parceria com os ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) para atender as diversas áreas que o programa pretende atingir. “A intenção é um programa de longo prazo, a depender de cada área. Estamos acompanhando as experiências mundiais, como se constrói plataformas para serem consistentes, como se realiza o casamento da política com C&T, e a aplicação prática”, explicou.

Recurso – A nova fase do programa dos INCTs destina R$ 641,7 milhões para a consolidação das unidades de pesquisa que ocupam posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) e estimular a formação de outras redes de cooperação científico-institucional de caráter nacional e internacional.

O edital foi publicado na sexta-feira (6) no Diário Oficial da União e a apresentação das propostas começa em 7 de julho e termina em 8 de setembro, com limite de previsão orçamentária de R$ 10 milhões para cada projeto. O resultado da seleção deve ser divulgado a partir de março de 2015 com a implementação dos projetos prevista para abril.

Do total dos recursos, R$ 300 milhões são do governo federal, por meio do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os outros R$ 341,7 milhões são oriundos de 14 fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), do Amazonas, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e da Bahia.

Outras entidades, públicas ou privadas, podem compor o grupo de financiadores das propostas, mesmo após a contratação dos projetos nos quais tenham interesse em aportar valores adicionais.

Resultados – Lançado em julho de 2008 com o objetivo de mobilizar os INCTs, com atuação em redes, o programa já articulou 1.937 instituições, com a participação direta de 6.794 pesquisadores e a publicação de 905 livros, 7.995 artigos em periódicos nacionais indexados e 26.215 artigos em periódicos internacionais indexados, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Foram requeridas 578 patentes pelos INCTs, das quais 265 já foram concedidas

A iniciativa, coordenada pelo MCTI e operacionalizada pelo CNPq, teve aproximadamente R$ 850 milhões, distribuídos em editais de 2008 e 2010. O prazo de conclusão dos projetos em andamento termina em 2015.

Os temas preferencialmente apoiados são: tecnologias ambientais e mitigação de mudanças climáticas; biotecnologia e uso sustentável da biodiversidade; agricultura; saúde e fármacos; espaço, defesa e segurança; desenvolvimento urbano; segurança pública; fontes alternativas de energias renováveis, biocombustíveis e bioenergia; nanotecnologia; pesquisa nuclear, tecnologia da informação e comunicação e controle e gerenciamento de tráfego aéreo.

Fonte: Agências Brasil e Gestão CT&I, via AEB
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domingo, 8 de junho de 2014

Thales Alenia Space e o mercado de comunicações

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Em 5 de junho, a companhia europeia Thales Alenia Space (TAS) anunciou ter firmado um contrato para a construção de um poderoso satélite geoestacionário de comunicações, o Europasat / Hellas-Sat 3, uma missão conjunta para as operadores Inmarsat e Hellas-Sat.

Após alguns anos difíceis para a TAS, que praticamente saiu do segmento comercial de missões geoestacionárias, perdendo terreno para as americanas SSL, Boeing e a europeia Airbus Defence and Space (antiga Astrium), 2014 se mostra um momento de recuperação. Além do Europasat, em maio a companhia franco-italiana fechou um negócio para a construção de dois satélites geoestacionários de médio porte para a operadora coreana KT Sat, previstos para serem lançados ao espaço em 2017. E tem adotado uma estratégia para buscar novos negócios no segmento comercial. No final de maio, a TAS e a francesa Snecma, do grupo Safran, firmaram um acordo para o desenvolvimento de uma plataforma Spacebus de nova geração dotada de propulsão totalmente elétrica, a tecnologia do "momento' em matéria de satélites geoestacionários.

No segmento governamental e de comunicações militares, a conquista mais recente da TAS foi no Brasil, com o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), contratado pela Visiona Tecnologia Espacial em dezembro do ano passado.

Thales Alenia Space no Brasil

Além do SGDC, a TAS está atenta a outras oportunidades no País, como o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, o satélite meteorológico (ver reportagem na edição n.º 137 de Tecnologia & Defesa, que logo chegará às bancas), entre outras.

Joel Chenet, um executivo sênior com reporte direto ao presidente mundial da TAS, Jean-Louis Galle, tem liderado as ações da joint-venture no País.

O grupo francês Thales, que detém 67% da TAS (os demais 33% são detidos pelo grupo italiano Finmeccanica), tem forte presença local no Brasil, inclusive industrial, como a Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), que inclusive atua em alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro (programa CBERS e satélite Amazônia-1, além de radares de rastreio dos centros de lançamento brasileiros). Em breve, a Thales deverá anunciar a abertura de uma unidade no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), onde já estão a Boeing e a Airbus.
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

INPE deposita patente no exterior

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Pedido de patente do INPE é publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual

Quinta-feira, 05 de Junho de 2014

Criado por Luiz Antonio Waack Bambace, Paulo Giácomo Milani e Ulisses Thadeu Vieira Guedes, da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o “Método de Voo ou Reentrada na Atmosfera Utilizando Rotação“ teve seu pedido de patente recentemente publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês). Isto permitirá que empresas de outros países conheçam a tecnologia.

O pedido desta patente foi anteriormente depositado no Brasil e, também, através do PCT - Patent Cooperation Treaty (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes).

“O depósito no PCT permite ao INPE obter uma busca internacional nas bases de patentes de todo o mundo para avaliar a invenção quanto a sua novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. É necessária a publicação pela WIPO para posteriormente ter efeito o seu depósito nos países membros deste Tratado”, explica João Ávila, do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do INPE.

Segundo o NIT/INPE, o instituto já recebeu relatório desta busca internacional e opinião escrita oficial favorável, o que deve permitir licenciamento ou transferência da tecnologia a empresas interessadas. O edital de oferta pública está em análise pela Direção do INPE e deve ser submetido à Consultoria Jurídica da União (CJU).

“A partir deste licenciamento o INPE terá condições de, através da empresa que ganhar o edital, depositar este pedido de patente nos vários  países cobertos pelo Tratado e solicitar a proteção desta tecnologia”, completa Ávila.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

"Espaço e Segurança Nacional", artigo de José Monserrat Filho

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Espaço e Segurança Nacional

José Monserrat Filho *

“Reconhecendo o interesse que apresenta para toda a humanidade o programa de exploração e uso do espaço cósmico para fins pacíficos...” Segundo item do Preâmbulo do Tratado do Espaço de 1967

As atividades espaciais – observação da Terra, monitoramento dos recursos naturais, previsão do tempo e estudos climáticos, alerta e mitigação dos desastres naturais, telecomunicações, cartografia, planejamento urbano, planejamento agrícola e pastoril, sistemas de navegação e localização, exploração do espaço profundo etc. – tornaram indispensáveis à vida diária dos habitantes do nosso Planeta, ao progresso da ciência, tecnologia e inovação, e à evolução da civilização humana.

Logo, nada mais justo, oportuno, apropriado e necessário do que considerar as atividades espaciais como de segurança global e de segurança nacional.

A segurança global pode ser entendida como a soma dos tratados, políticas públicas, programas, medidas e ações internacionais conduzidas pelos Estados e organizações intergovernamentais, como o sistema das Nações Unidas, bem como as iniciativas das organizações não governamentais, visando a promover a convivência pacífica e construtiva de toda a comunidade de Estados, fomentar um clima de confiança entre eles, assegurar a paz e a estabilidade nas relações internacionais, além de estimular a cooperação internacional nas áreas imprescindíveis à defesa e preservação da Terra e ao desenvolvimento nacional sustentável de todas as nações.

Isso inclui, em primeiro plano, a Carta das Nações Unidas, de 1945, que define como objetivo da organização “manter a paz e a segurança internacionais e para esse fim: tomar medidas coletivas eficazes para prevenir e afastar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão, ou outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos, e em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, a um ajustamento ou solução das controvérsias ou situações internacionais que possam levar a uma perturbação da paz”. Eis a base da concepção de segurança coletiva, inovação histórica e missão maior das Nações Unidas.

A segurança nacional, por sua vez, pode ser definida como o conjunto de leis, políticas públicas, programas, projetos e ações destinadas a promover a exploração e o uso do espaço exterior para fins pacíficos, e o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial, econômico, social e cultural do País, bem como a defesa dos legítimos interesses de proteção, paz, tranquilidade e bem estar da população brasileira.

Trata-se de um novo conceito, amplo e abrangente, que vai muito além da visão limitada que predominou entre nós há algumas décadas e que precisa ser superada por inteiro, em perfeita sintonia com os imperativos dos novos tempos, em pleno século 21, quando se desenvolvem teorias e práticas sobre segurança alimentar, segurança ecológica, segurança econômica, segurança jurídica, segurança global, entre outras.

Como, por exemplo, tratar da Amazônia e suas imensas riquezas, em todos os seus múltiplos e complexos aspectos, inclusive e sobretudo do ponto de vista espacial, a não ser em termos de segurança nacional?

Assim, alinhar as atividades espaciais no âmbito da segurança nacional se justifica perfeitamente, com o benefício inestimável de dar a elas o mais alto grau de
prioridade e as facilidades operacionais que merecem e necessitam, mais do que nunca, em nosso País.

Como se não bastasse, há ainda a vantagem crucial de unir e alavancar os programas espaciais de natureza civil e de defesa. O Brasil não tem problemas de guerra no nosso continente e em qualquer lugar do mundo. Somos um país com longa tradição na defensa da paz e da solução pacífica das controvérsias.

Logo, nossas atividades espaciais de defesa e nossas atividades espaciais civis podem constituir um único grande programa, mais objetivo, mais eficiente, mais econômico, atendendo melhor as crescentes demandas de desenvolvimento nacional no setor, e obedecendo a uma política de Estado, de longo prazo e largas perspectivas.

Creio que vale a pena pensar sobre estas hipóteses.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica, Membro do Comitê Espacial do Internacional Law Association (ILA) e, atualmente, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo expressa apenas as ideias do autor e não reflete posições da AEB, nem de nenhuma outra instituição aqui mencionada.
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terça-feira, 3 de junho de 2014

Workshop Brasil - União Europeia

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Workshop Brasil-União Europeia debate Observação da Terra

Brasília, 3 de junho de 2014 – O evento, organizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pela União Europeia (UE), se realiza na sexta-feira (6), como parte da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), marcada para os dias 5 e 6, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

A intenção é mobilizar as instituições de ensino e pesquisa, bem como as empresas do segmento aeroespacial do Vale do Paraíba. Participam da abertura os diretores da área de empresas da UE, Philippe Burnet, de Política Espacial e Investimentos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi.

Na programação estão nove palestrantes indicados pela UE e nove brasileiros, ligados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), Secretaria do Meio Ambiente de São José dos Campos, Inpe, Embrapa, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Agência Nacional de Águas (ANA), e empresa Geoambiente

O workshop inclui a discussão dos seguintes temas: Observação da Terra – Disseminação de Dados de Infraestruturas Espaciais; Pesquisa e Indústria; Segurança Alimentar e Monitoramento de Culturas; Desastres Naturais; Serviços e Usuários; Monitoramento Ambiental; e Recursos Hídricos.

Especial relevância terá nas apresentações europeias, o Programa Copernicus, constelação de satélites de observação da Terra de cobertura global, cujo primeiro satélite, Sentinel-1, foi lançado em 3 de abril último.

Confira a programação completa em: http://www.sbpcnet.org.br/valeparaiba/atividades/

Fonte: SBPC, via website da AEB.
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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Diretor da AEB é premiado

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Diretor da AEB recebe prêmio de instituição Internacional

Brasília, 02 de junho de 2014 – O chefe da Assessoria de Cooperação Internacional (ACI) da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Monserrat Filho, recebeu o prêmio Serviços Relevantes – 2014, do Instituto Internacional de Direito Espacial (IISL, na sigla em inglês), entidade sediada em Paris, na França.

De acordo com o seu vice-presidente, K.R.Sridhara Murthi, Monserrat foi escolhido não só pela valiosa contribuição que tem dispensado à instituição, mas pela dedicação e serviços desenvolvidos junto a IISL em prol do uso pacífico das atividades espaciais pelos países.

O prêmio será entrega no 65º Congresso Internacional de Astronáutica, que se realiza de 29 de setembro a 3 de outubro próximos em Toronto, no Canadá. Além do IISL, Monserrat também é membro do Comitê de Direito Espacial da International Law Association (ILA), coordenador do Núcleo de Estudos de Direito Espacial (Nede) e vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA).

Fonte: AEB
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domingo, 1 de junho de 2014

Reunião regional da SBPC e cooperação com a Europa

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Entre os dias 5 e 6 de junho, acontecerá no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Vale do Paraíba, que tratará de algumas temáticas aeroespaciais.

No primeiro dia, acontecerá a mesa-redonda "Sistemas e Desafios da Indústria Espacial", que contará com a participação de representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e indústria. No dia 6, outra mesa-redonda, "O Novo caça da Força Aérea Brasileira e seu Impacto na Indústria Aeronáutica", reunirá especialistas da Força Aérea Brasileira e Embraer, entre outros.

Paralelamente ao evento, dirigentes da AEB se reunião com representantes da União Europeia para discutir propostas de utilização de dados de observação terrestre gerados do espaço, entre outros assuntos. Uma das possibilidades em discussão envolve o acesso gratuito por parte de instituições brasileiras dos dados gerados por satélites do programa Copernicus, executado pela Agência Espacial Europeia.

Para mais informações sobre a Reunião Regional, acesse http://www.sbpcnet.org.br/valeparaiba
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2ª edição do Simpósio Aeroespacial Brasileiro

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2ª edição do Simpósio Aeroespacial Brasileiro tem público recorde

30/05/2014

Após três dias de atividades, chegou ao fim na última quinta-feira, dia 29, a 2ª edição do Simpósio Aeroespacial Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira Aeroespacial. Durante o encontro, foram apresentados 49 trabalhos técnico-científicos e promovidas três palestras, além de uma mesa redonda com pesquisadores argentinos, com o intuito de estreitar relações e criar possibilidades de cooperação.

Dentre as pesquisas apresentadas, 25 são provenientes do projeto Uniespaço, através do qual a Agência Espacial Brasileira (AEB) aloca recursos nas universidades e outras instituições de ensino públicas, de forma a trazê-las para dentro do Programa Espacial Brasileiro. É o caso dos mestrandos Diego Fernandes Moro e Antônio Carlos, que vieram de Curitiba para representar a Universidade Federal do Paraná (UFPR), pela segunda vez. “Só o nosso grupo de pesquisa vai apresentar seis trabalhos. Simpósios, seminários e congressos na área aeroespacial são muito raros no Brasil, então esta é uma oportunidade única de conversar com outros pesquisadores e estabelecer novas parcerias.

Segundo o organizador do evento, Paulo Moraes, embora não se tenha trabalhado para aumentar o número de inscritos, houve acréscimo em relação ao Simpósio anterior, realizado em 2012. “Este é um momento importante de circulação de ideias, estabelecimento de contatos e a possibilidade de integração entre alunos, pesquisadores, instituições de pesquisa e indústria, ou seja, entre os vários atores envolvidos no processo. E não poderíamos ter um espaço melhor que o Memorial Aeroespacial Brasileiro para as atividades, onde se encontra tudo que foi feito nos últimos 60 anos, nas áreas de aeronáutica e espaço”, afirma Moraes.

Fonte: DCTA
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