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NASA financiará nanossatélite desenvolvido em parceria com o INPE e o ITA
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016
A missão SPORT - Scintilation Prediction Observations Research Task, que prevê um nanossatélite para estudos de bolhas de plasma na ionosfera, foi selecionada entre projetos apresentados à NASA para financiamento. A iniciativa é coordenada pelo Marshall Space Flight Center, da agência espacial americana, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
O nanossatélite, um cubesat de aproximadamente seis quilos, servirá a estudos sobre a formação de bolhas de plasma ionosférico, que são as fontes principais de reflexões de radar na região equatorial. A missão SPORT investigará o estado da ionosfera que acarreta o crescimento das bolhas de plasma. Também serão estudadas as relações entre as irregularidades no plasma em altitude de satélites com as cintilações de rádio observadas na região equatorial da ionosfera.
Os instrumentos a bordo do satélite serão desenvolvidos pelo centro da NASA e universidades dos Estados Unidos, com a participação de pesquisadores brasileiros. Já a plataforma poderá ser semelhante à do Itasat, nanossatélite universitário realizado em parceria pelo ITA, INPE e instituições de ensino.
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP), será realizada a montagem e ensaios necessários para o lançamento do nanossatélite. A responsabilidade pela operação em órbita será do Centro de Controle de Satélites (CCS) do INPE e estações brasileiras de cubesats.
O Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE fará o processamento, armazenamento e distribuição dos dados científicos da missão SPORT. As informações da rede de sensores de solo do Embrace na região da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), combinadas com os dados obtidos pelo cubesat, conferem características pioneiras à missão.
O lançamento, de responsabilidade da NASA, será pela Estação Espacial Internacional (ISS). O cronograma prevê o início da missão em março de 2017, sendo que o seu lançamento e comissionamento deverá ocorrer entre novembro de 2018 e março de março de 2019, com uma vida útil de um ano, em função da atividade solar no período e a dinâmica de voo para o lançamento da ISS.
Pesquisadores e tecnologistas de várias áreas do INPE participaram do desenvolvimento da proposta agora contemplada pela NASA. Sob o encaminhamento do ITA, está sendo submetido à FAPESP um projeto temático para o orçamento da parte nacional da missão, bem como sua extensão.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Cooperação Brasil - China: ciência espacial
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INPE realiza 1º Workshop Brasil-China em Ciência Espacial
Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016
Ciências espaciais e atmosféricas, sensoriamento remoto, lixo espacial e formação de novos talentos estão entre os temas do 1º Workshop Brasil-China em Ciência Espacial, que reunirá especialistas e gestores de ambos os países, nos dias 6 e 7 de dezembro, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Em cooperação com a Academia Chinesa de Ciências e o Centro Nacional Chinês para Ciência Espacial (CAS e NSSC, nas siglas em inglês), o INPE mantém em suas instalações, desde 2014, um laboratório conjunto de clima espacial. A iniciativa tem facilitado as pesquisas na área, promovendo o intercâmbio de cientistas entre os dois países e a formação de pós-doutorandos.
Juntos, Brasil e China promoveram campanhas científicas de coleta de dados e instalaram instrumentos para aperfeiçoar estudos sobre clima espacial. Com o avanço neste setor, os dois países buscam expandir a parceria no campo da ciência espacial e do sensoriamento remoto. A participação em atividades de monitoramento de lixo espacial e estudos para o desenvolvimento de um satélite na área de clima espacial estão entre as possibilidades que serão discutidas no encontro.
"Cumprimos todas as atividades previstas com a implantação do laboratório conjunto e estamos iniciando as discussões para os próximos passos da cooperação. Este será um workshop exploratório", define Clezio Marcos De Nardin, pesquisador que coordena o Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE, responsável por acompanhar fenômenos que podem afetar satélites e sistemas tecnológicos como GPS e linhas de transmissão, entre outros.
Além de INPE, CAS e NSSC, participarão do workshop representantes do Ministério das Relações Exteriores e de outros institutos de pesquisa e universidades. "O objetivo é estender a parceria em áreas de interesse mútuo", conclui o pesquisador do INPE.
Fonte: INPE
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INPE realiza 1º Workshop Brasil-China em Ciência Espacial
Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016
Ciências espaciais e atmosféricas, sensoriamento remoto, lixo espacial e formação de novos talentos estão entre os temas do 1º Workshop Brasil-China em Ciência Espacial, que reunirá especialistas e gestores de ambos os países, nos dias 6 e 7 de dezembro, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Em cooperação com a Academia Chinesa de Ciências e o Centro Nacional Chinês para Ciência Espacial (CAS e NSSC, nas siglas em inglês), o INPE mantém em suas instalações, desde 2014, um laboratório conjunto de clima espacial. A iniciativa tem facilitado as pesquisas na área, promovendo o intercâmbio de cientistas entre os dois países e a formação de pós-doutorandos.
Juntos, Brasil e China promoveram campanhas científicas de coleta de dados e instalaram instrumentos para aperfeiçoar estudos sobre clima espacial. Com o avanço neste setor, os dois países buscam expandir a parceria no campo da ciência espacial e do sensoriamento remoto. A participação em atividades de monitoramento de lixo espacial e estudos para o desenvolvimento de um satélite na área de clima espacial estão entre as possibilidades que serão discutidas no encontro.
"Cumprimos todas as atividades previstas com a implantação do laboratório conjunto e estamos iniciando as discussões para os próximos passos da cooperação. Este será um workshop exploratório", define Clezio Marcos De Nardin, pesquisador que coordena o Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE, responsável por acompanhar fenômenos que podem afetar satélites e sistemas tecnológicos como GPS e linhas de transmissão, entre outros.
Além de INPE, CAS e NSSC, participarão do workshop representantes do Ministério das Relações Exteriores e de outros institutos de pesquisa e universidades. "O objetivo é estender a parceria em áreas de interesse mútuo", conclui o pesquisador do INPE.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
Cooperação Brasil - China: clima espacial
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Visita do Presidente da Academia Chinesa de Ciências ao Brasil reforça parceria na área de Clima Espacial
09.05.2015 12h35
SÃO PAULO, 9 de maio (Diário do Povo Online) - O presidente da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em Inglês), Bai Chunli, visitou dia 06 de maio o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no Estado de São Paulo. Acompanhado do diretor-geral do escritório de cooperação internacional da CAS, Tan Tieniu, ambos foram recebidos pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, e por especialistas chineses e brasileiros nas dependências do programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), que abriga, desde agosto de 2014, o Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial.
Na ocasião, os visitantes conheceram as instalações do referido laboratório e do centro de monitoramento do EMBRACE/INPE. Durante a visita, os dirigentes do INPE e da CAS conversaram também sobre o estado atual da cooperação em Clima Espacial entre as duas nações e delinearam propostas para aprofundar a parceria.
O Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial é responsável por coordenar conjuntamente atividades entre dois países na área de monitoramento, capacitação acadêmica e intercâmbio de especialistas. É também de sua competência a promoção, em todo hemisfério ocidental, do Programa Internacional do Círculo Meridiano para monitoramento do Clima Espacial, que busca criar uma estrutura integrada de observação ao longo dos meridianos 120º Leste e 60º Oeste.
Além de uma enorme extensão do território brasileiro ser atravessada pelo meridiano 60º Oeste, importantes fenômenos para a compreensão dos efeitos do clima espacial, como é o caso da anomalia magnética do Atlântico Sul e da formação de irregularidades ionosféricas, ocorrem de maneira peculiar nessa faixa territorial.
Atualmente, chineses e brasileiros estão trabalhando para estabelecer no Sul do Brasil uma infraestrutura necessária para operar diversos instrumentos científicos que farão parte dessa rede de monitoramento.
No encerramento da visita, Bai Chunli plantou no campus do INPE um Manacá da Serra (Tibouchina mutabilis), uma árvore nativa da mata atlântica brasileira.
(Editor: Renato Lu)
Fonte: Fonte: Diário do Povo Online.
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Visita do Presidente da Academia Chinesa de Ciências ao Brasil reforça parceria na área de Clima Espacial
09.05.2015 12h35
SÃO PAULO, 9 de maio (Diário do Povo Online) - O presidente da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em Inglês), Bai Chunli, visitou dia 06 de maio o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no Estado de São Paulo. Acompanhado do diretor-geral do escritório de cooperação internacional da CAS, Tan Tieniu, ambos foram recebidos pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, e por especialistas chineses e brasileiros nas dependências do programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), que abriga, desde agosto de 2014, o Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial.
Na ocasião, os visitantes conheceram as instalações do referido laboratório e do centro de monitoramento do EMBRACE/INPE. Durante a visita, os dirigentes do INPE e da CAS conversaram também sobre o estado atual da cooperação em Clima Espacial entre as duas nações e delinearam propostas para aprofundar a parceria.
O Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial é responsável por coordenar conjuntamente atividades entre dois países na área de monitoramento, capacitação acadêmica e intercâmbio de especialistas. É também de sua competência a promoção, em todo hemisfério ocidental, do Programa Internacional do Círculo Meridiano para monitoramento do Clima Espacial, que busca criar uma estrutura integrada de observação ao longo dos meridianos 120º Leste e 60º Oeste.
Além de uma enorme extensão do território brasileiro ser atravessada pelo meridiano 60º Oeste, importantes fenômenos para a compreensão dos efeitos do clima espacial, como é o caso da anomalia magnética do Atlântico Sul e da formação de irregularidades ionosféricas, ocorrem de maneira peculiar nessa faixa territorial.
Atualmente, chineses e brasileiros estão trabalhando para estabelecer no Sul do Brasil uma infraestrutura necessária para operar diversos instrumentos científicos que farão parte dessa rede de monitoramento.
No encerramento da visita, Bai Chunli plantou no campus do INPE um Manacá da Serra (Tibouchina mutabilis), uma árvore nativa da mata atlântica brasileira.
(Editor: Renato Lu)
Fonte: Fonte: Diário do Povo Online.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
"Novo capítulo na parceria científica sino-brasileira", artigo de José Medeiros da Silva
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Novo capítulo na parceria científica sino-brasileira
Artigo de José Medeiros da Silva, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e Investigador convidado do Instituto Internacional de Macau, na China, destaca a importância do recém inaugurado Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial.
Por José Medeiros da Silva*, com a colaboração de Shi Ke
2014 foi um ano marcante para a amizade sino-brasileira não somente por se comemorar o 40º aniversário do estabelecimento oficial das relações diplomáticas entre os dois países, mas também por muitos acontecimentos significativos como a visita oficial ao Brasil do presidente Xi Jinping e a decisão histórica do Ministério da Justiça brasileiro de revogar a expulsão de nove cidadãos chineses que viajaram ao Brasil legalmente no início da década de 1960 e que foram condenados por subversão depois de 1964. Na área científica, merece destaque a inauguração do Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial, que ocorreu no dia 06 de agosto na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, que contou com a presença de pesquisadores brasileiros, além de representantes da Academia Chinesa de Ciências (CAS) e do Centro Nacional de Ciência Espacial (NSSC, respectivamente nas siglas em inglês).
A criação desse laboratório abre novos espaços para colaborações acadêmicas duradouras e para a formação de grupos de trabalho capazes de desenvolver ações que contribuam efetivamente para os interesses científicos dos dois países. Pelas instituições envolvidas, pela natureza dessa plataforma, por suas perspectivas de longo prazo e devido as potencialidades de intercâmbios criadas, o laboratório abre um novo capítulo nas relações entre Brasil e China.
O Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial será responsável também pela promoção, em todo hemisfério ocidental, do Programa Internacional do Círculo Meridiano para monitoramento do Clima Espacial (IMCP, na sigla em inglês). Equipada com avançados instrumentos de tecnologia de observação do geoespaço, a atual rede chinesa de monitoramento terrestre do clima espacial estende-se no entorno do meridiano 120°Leste e do paralelo 30°Norte. Para ampliar a capacidade de monitoramento do clima espacial a uma escala global, o NSSC vem estabelecendo acordos de cooperação com instituições de pesquisa espacial dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Brasil, buscando criar uma estrutura de observação integrada internacionalmente ao longo dos meridianos 120º Leste e 60º Oeste.
Para além da razão do meridiano 60º atravessar uma enorme extensão do território brasileiro, o INPE tem uma atuação destacada na pesquisa de fenômenos do ambiente solar-terrestre que remonta aos anos 1960 e também opera, desde 2007, um Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), dotado de uma rede própria de sensores em diversos pontos da América do Sul.
O interesse por essa parceria com o Brasil se deve também a fatores como a sua localização no globo terrestre, em posição oposta à da China, o que é particularmente conveniente para o estabelecimento de um ponto nodal à atual rede de monitoramento chinesa, além da presença da porção continental da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) sobre a região meridional brasileira.
As instituições cooperantes também iniciaram ações para assegurar a infraestrutura necessária para a instalação de instrumentos científicos da rede internacional do IMCP em São Martinho da Serra, no Rio Grande do Sul, numa área cedida ao INPE dentro do campus da Universidade Federal de Santa Maria.
Com o advento dos voos orbitais tripulados e a expansão do papel dos satélites artificiais na presente sociedade tecnológica, a influência de eventos solares extremos no ambiente espacial pode ter um sério impacto sobre essas atividades, assim como sobre as vulnerabilidades de sistemas terrestres de telecomunicação e transmissão de energia. Essa parceria tende a abrir novas portas no desenvolvimento de aplicações e no avanço do conhecimento nesse campo.
Apesar de ainda tímidos, o Brasil e a China já deram importantes passos no estabelecimento de parcerias em áreas científicas estratégicas. O exemplo mais conhecido é o do CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), projeto pioneiro na cooperação entre países em desenvolvimento na área de tecnologia espacial, assinado em 1988, e que já lançou com êxito quatro satélites, sendo o mais recente em dezembro de 2014.
A proposta para criação do Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial é mais um exemplo de que determinadas iniciativas, seguidas pela soma de esforços, tendem a abrir novas perspectivas para o aperfeiçoamento das relações entre os dois países. Por exemplo, a concretização do referido laboratório, partiu inicialmente de uma proposição do NSSC visando o aprofundamento da cooperação com o INPE, motivada pelos termos expressos no memorando de entendimento assinado em 2010 pelas duas instituições. Com a assistência diligente do então chefe do setor de Ciência e Tecnologia da Embaixada do Brasil em Pequim, Marco Tulio Cabral, a proposta alcançou consenso entre os participantes da primeira reunião do grupo de trabalho para o Plano Decenal de Cooperação Espacial, sendo formalizada em novembro de 2013, por ocasião da III Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), realizada em Cantão, China, e presidida conjuntamente pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Vice-Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da China, Wang Yang.
Em 2015 as subcomissões espacial e de ciência, tecnologia e inovação da COSBAN devem se reunir mais uma vez para tratar dessas e outras cooperações. Esse será um importante momento para reforçar as parcerias existentes e se avançar em novos projetos.
*José Medeiros da Silva, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, investigador convidado do Instituto Internacional de Macau e há sete anos vive na China
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Novo capítulo na parceria científica sino-brasileira
Artigo de José Medeiros da Silva, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e Investigador convidado do Instituto Internacional de Macau, na China, destaca a importância do recém inaugurado Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial.
Por José Medeiros da Silva*, com a colaboração de Shi Ke
2014 foi um ano marcante para a amizade sino-brasileira não somente por se comemorar o 40º aniversário do estabelecimento oficial das relações diplomáticas entre os dois países, mas também por muitos acontecimentos significativos como a visita oficial ao Brasil do presidente Xi Jinping e a decisão histórica do Ministério da Justiça brasileiro de revogar a expulsão de nove cidadãos chineses que viajaram ao Brasil legalmente no início da década de 1960 e que foram condenados por subversão depois de 1964. Na área científica, merece destaque a inauguração do Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial, que ocorreu no dia 06 de agosto na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, que contou com a presença de pesquisadores brasileiros, além de representantes da Academia Chinesa de Ciências (CAS) e do Centro Nacional de Ciência Espacial (NSSC, respectivamente nas siglas em inglês).
A criação desse laboratório abre novos espaços para colaborações acadêmicas duradouras e para a formação de grupos de trabalho capazes de desenvolver ações que contribuam efetivamente para os interesses científicos dos dois países. Pelas instituições envolvidas, pela natureza dessa plataforma, por suas perspectivas de longo prazo e devido as potencialidades de intercâmbios criadas, o laboratório abre um novo capítulo nas relações entre Brasil e China.
O Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial será responsável também pela promoção, em todo hemisfério ocidental, do Programa Internacional do Círculo Meridiano para monitoramento do Clima Espacial (IMCP, na sigla em inglês). Equipada com avançados instrumentos de tecnologia de observação do geoespaço, a atual rede chinesa de monitoramento terrestre do clima espacial estende-se no entorno do meridiano 120°Leste e do paralelo 30°Norte. Para ampliar a capacidade de monitoramento do clima espacial a uma escala global, o NSSC vem estabelecendo acordos de cooperação com instituições de pesquisa espacial dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Rússia, Coreia do Sul, Japão e Brasil, buscando criar uma estrutura de observação integrada internacionalmente ao longo dos meridianos 120º Leste e 60º Oeste.
Para além da razão do meridiano 60º atravessar uma enorme extensão do território brasileiro, o INPE tem uma atuação destacada na pesquisa de fenômenos do ambiente solar-terrestre que remonta aos anos 1960 e também opera, desde 2007, um Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), dotado de uma rede própria de sensores em diversos pontos da América do Sul.
O interesse por essa parceria com o Brasil se deve também a fatores como a sua localização no globo terrestre, em posição oposta à da China, o que é particularmente conveniente para o estabelecimento de um ponto nodal à atual rede de monitoramento chinesa, além da presença da porção continental da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) sobre a região meridional brasileira.
As instituições cooperantes também iniciaram ações para assegurar a infraestrutura necessária para a instalação de instrumentos científicos da rede internacional do IMCP em São Martinho da Serra, no Rio Grande do Sul, numa área cedida ao INPE dentro do campus da Universidade Federal de Santa Maria.
Com o advento dos voos orbitais tripulados e a expansão do papel dos satélites artificiais na presente sociedade tecnológica, a influência de eventos solares extremos no ambiente espacial pode ter um sério impacto sobre essas atividades, assim como sobre as vulnerabilidades de sistemas terrestres de telecomunicação e transmissão de energia. Essa parceria tende a abrir novas portas no desenvolvimento de aplicações e no avanço do conhecimento nesse campo.
Apesar de ainda tímidos, o Brasil e a China já deram importantes passos no estabelecimento de parcerias em áreas científicas estratégicas. O exemplo mais conhecido é o do CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), projeto pioneiro na cooperação entre países em desenvolvimento na área de tecnologia espacial, assinado em 1988, e que já lançou com êxito quatro satélites, sendo o mais recente em dezembro de 2014.
A proposta para criação do Laboratório Sino-Brasileiro para Clima Espacial é mais um exemplo de que determinadas iniciativas, seguidas pela soma de esforços, tendem a abrir novas perspectivas para o aperfeiçoamento das relações entre os dois países. Por exemplo, a concretização do referido laboratório, partiu inicialmente de uma proposição do NSSC visando o aprofundamento da cooperação com o INPE, motivada pelos termos expressos no memorando de entendimento assinado em 2010 pelas duas instituições. Com a assistência diligente do então chefe do setor de Ciência e Tecnologia da Embaixada do Brasil em Pequim, Marco Tulio Cabral, a proposta alcançou consenso entre os participantes da primeira reunião do grupo de trabalho para o Plano Decenal de Cooperação Espacial, sendo formalizada em novembro de 2013, por ocasião da III Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), realizada em Cantão, China, e presidida conjuntamente pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Vice-Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da China, Wang Yang.
Em 2015 as subcomissões espacial e de ciência, tecnologia e inovação da COSBAN devem se reunir mais uma vez para tratar dessas e outras cooperações. Esse será um importante momento para reforçar as parcerias existentes e se avançar em novos projetos.
*José Medeiros da Silva, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, investigador convidado do Instituto Internacional de Macau e há sete anos vive na China
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
INPE, ITA e NASA discutem satélite conjunto
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Pesquisadores da NASA, INPE e ITA discutem missão na área de clima espacial
Terça-feira, 02 de Dezembro de 2014
Pesquisadores do Marshall Space Flight Center, ligado à agência espacial americana (NASA), e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), estiveram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para discutir uma possível colaboração no desenvolvimento de um satélite tecnológico de monitoramento do Clima Espacial.
Em São José dos Campos (SP), o grupo se reuniu com os especialistas do Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE, bem como da Divisão de Geofísica Espacial e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto, para falar sobre o objetivo tecnológico e de monitoramento da possível missão, o design do satélite e seus equipamentos a bordo.
Participaram do encontro: James Spann, Daniel Schumacher, Joe Cases e Stephen Spehn (MSFC/NASA), André L Pierre Mattei (ITA/DCTA), Clezio Marcos De Nardin, Otavio Santos Cupertino Durão, Joaquim Eduardo Rezende Costa, Marcelo Banik de Padua, Lígia Alves da Silva, Livia Ribeiro Alves, Eurico Rodrigues de Paula, Hisao Takahashi e Luis Eduardo Antunes Vieira (INPE).
Fonte: INPE
Pesquisadores da NASA, INPE e ITA discutem missão na área de clima espacial
Terça-feira, 02 de Dezembro de 2014
Pesquisadores do Marshall Space Flight Center, ligado à agência espacial americana (NASA), e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), estiveram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para discutir uma possível colaboração no desenvolvimento de um satélite tecnológico de monitoramento do Clima Espacial.
Em São José dos Campos (SP), o grupo se reuniu com os especialistas do Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE, bem como da Divisão de Geofísica Espacial e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto, para falar sobre o objetivo tecnológico e de monitoramento da possível missão, o design do satélite e seus equipamentos a bordo.
Participaram do encontro: James Spann, Daniel Schumacher, Joe Cases e Stephen Spehn (MSFC/NASA), André L Pierre Mattei (ITA/DCTA), Clezio Marcos De Nardin, Otavio Santos Cupertino Durão, Joaquim Eduardo Rezende Costa, Marcelo Banik de Padua, Lígia Alves da Silva, Livia Ribeiro Alves, Eurico Rodrigues de Paula, Hisao Takahashi e Luis Eduardo Antunes Vieira (INPE).
Fonte: INPE
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Clima espacial: novo portal do Embrace
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Lançado novo portal do Clima Espacial
Terça-feira, 25 de Novembro de 2014
O Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresenta a nova versão de seu portal de informações, com mais funcionalidades para facilitar a obtenção de dados sobre o estado atual do clima no espaço.
Formatado para atender às principais necessidades dos usuários, o novo portal é baseado no software livre para edição 'Word Press (TM)', ferramenta que permite aos previsores do Embrace/INPE disponibilizar as informações com ilustrações de alta resolução e maior riqueza de detalhes. A partir de agora também é possível classificar as informações de acordo com o público: cientistas, educadores e mídia.
“Os usuários podem acessar o portal em seus tablets, celulares ou quaisquer dispositivos móveis sem perder informação. Os menus, imagens e tudo mais são automaticamente redimensionados para se adaptarem ao dispositivo que está acessando o portal”, comenta Joaquim Eduardo Rezende Costa, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Embrace/INPE.
Outra novidade é que agora as informações sobre escalas de perturbação por Radiação Solar (Fluxo de Raios-X ou Escala R) e de Tempestade Geomagnética (Índice Ksa ou Escala G) aparecem logo na página de entrada do portal. Isso atende a uma demanda da comunidade de usuários de clima espacial que trabalha com controle de órbitas de satélites, comunicação na faixa de frequência em HF, operadores de sistemas de energia elétrica etc., que podem ter uma ideia imediata de como está o sistema espacial capaz de influenciar suas atividades.
Um sumário das escalas foi colocado em forma de ícones no topo da página, logo abaixo do menu principal. Ali é possível verificar o último, o máximo e o atual índice de cada escala ao longo do dia. Saiba mais aqui sobre as novas funcionalidades.
“São feitos investimentos constantes em atualizações e expansões dos sistemas de informações (bancos de dados, servidores, memórias físicas e virtuais e softwares) do programa Embrace/INPE para assegurar que o crescimento de demanda seja atendido com segurança e qualidade”, informa Marcelo Banik de Pádua, gerente de Operações do Embrace/INPE.
“Este novo portal e este novo sistema de informações são o reflexo de anos de trabalho de toda a equipe para fazer as pesquisas espaciais, desenvolver os produtos, processar e discutir as informações e colocar tudo isso a serviço da sociedade brasileira, sempre levando em consideração e atendendo aos pedidos dos usuários de Clima Espacial brasileiros feitos nos workshops bianuais", completa Clezio Marcos De Nardin, gerente geral do Programa Embrace/INPE.
Acesse e confira: www.inpe.br/climaespacial
Fonte: INPE
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Lançado novo portal do Clima Espacial
Terça-feira, 25 de Novembro de 2014
O Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresenta a nova versão de seu portal de informações, com mais funcionalidades para facilitar a obtenção de dados sobre o estado atual do clima no espaço.
Formatado para atender às principais necessidades dos usuários, o novo portal é baseado no software livre para edição 'Word Press (TM)', ferramenta que permite aos previsores do Embrace/INPE disponibilizar as informações com ilustrações de alta resolução e maior riqueza de detalhes. A partir de agora também é possível classificar as informações de acordo com o público: cientistas, educadores e mídia.
“Os usuários podem acessar o portal em seus tablets, celulares ou quaisquer dispositivos móveis sem perder informação. Os menus, imagens e tudo mais são automaticamente redimensionados para se adaptarem ao dispositivo que está acessando o portal”, comenta Joaquim Eduardo Rezende Costa, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Embrace/INPE.
Outra novidade é que agora as informações sobre escalas de perturbação por Radiação Solar (Fluxo de Raios-X ou Escala R) e de Tempestade Geomagnética (Índice Ksa ou Escala G) aparecem logo na página de entrada do portal. Isso atende a uma demanda da comunidade de usuários de clima espacial que trabalha com controle de órbitas de satélites, comunicação na faixa de frequência em HF, operadores de sistemas de energia elétrica etc., que podem ter uma ideia imediata de como está o sistema espacial capaz de influenciar suas atividades.
Um sumário das escalas foi colocado em forma de ícones no topo da página, logo abaixo do menu principal. Ali é possível verificar o último, o máximo e o atual índice de cada escala ao longo do dia. Saiba mais aqui sobre as novas funcionalidades.
“São feitos investimentos constantes em atualizações e expansões dos sistemas de informações (bancos de dados, servidores, memórias físicas e virtuais e softwares) do programa Embrace/INPE para assegurar que o crescimento de demanda seja atendido com segurança e qualidade”, informa Marcelo Banik de Pádua, gerente de Operações do Embrace/INPE.
“Este novo portal e este novo sistema de informações são o reflexo de anos de trabalho de toda a equipe para fazer as pesquisas espaciais, desenvolver os produtos, processar e discutir as informações e colocar tudo isso a serviço da sociedade brasileira, sempre levando em consideração e atendendo aos pedidos dos usuários de Clima Espacial brasileiros feitos nos workshops bianuais", completa Clezio Marcos De Nardin, gerente geral do Programa Embrace/INPE.
Acesse e confira: www.inpe.br/climaespacial
Fonte: INPE
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