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terça-feira, 21 de junho de 2016

Satélite israelense para a segurança dos Jogos Rio 2016

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Satélite de alta resolução irá reforçar segurança dos Jogos Rio 2016

Brasília, 20/06/2016 - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, reforçou, em entrevista coletiva à imprensa nessa segunda-feira (20), que o País irá contar com um satélite de alta resolução para ser utilizado durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A declaração foi feita durante visita às instalações de organizações militares da Aeronáutica, em Brasília. Jungmann havia antecipado a informação durante viagem às áreas de operações da Ágata 11, no último fim de semana.

De origem israelense, o satélite Eros-B ficará disponível, de forma experimental, por quatro meses, realizando o reconhecimento do espaço aéreo e oferecendo auxílio para os meios de defesa aérea identificarem possíveis ameaças. [Nota do blog: em outro press release divulgado pelo Ministério da Defesa, foi citado o prazo de seis meses ao invés de quatro]

Jungmann ressaltou que o funcionamento do Eros-B irá proporcionar mais tranquilidade ao monitoramento das regiões onde os Jogos serão realizados. “Iremos contar com uma tecnologia de ponta que permitirá, em questões de minutos, deslocarmos de uma área para outra, ou, por exemplo, identificar até placa de automóveis”, declarou.

O satélite, que atualmente está em uma órbita de 520 quilômetros da terra, possui resolução de 70 cm. De acordo com a FAB, em breve, ele deverá operar a uma altitude de 450 quilômetros, o que alterará a definição de 70 para 50 cm, aumentando a capacidade de identificação. Todas as cidades-sede dos Jogos estarão cobertas pela área em que o Eros-B irá atuar.

Fonte: Ministério da Defesa

Comentário do blog: os serviços de imagem do satélite Eros-B tem sido fortemente promovidos no Brasil por sua operadora, a empresa ImageSat International, controlada pelo grupo israelense IAI. Segundo uma fonte ouvida pelo blog, o uso experimental durante os Jogos Olímpicos foi oferecido sem custo, dentro de uma estratégia de promoção do serviço para futuros projetos das forças armadas.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Colômbia busca o seu satélite

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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.

O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.

Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.

Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.

Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.

As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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