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sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Brig. Rossato: “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
Comandante da Aeronáutica cobra mais investimentos em sistemas aeroespaciais
22/09/2016
Alex Rodrigues
Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o governo israelense cedeu às forças de segurança do Brasil o acesso às imagens de um satélite, o Eros-B, usadas para reforçar a segurança do evento esportivo.
Operando a uma distância mínima de 450 quilômetros de distância da Terra, o satélite é capaz de mapear o terreno e captar imagens com até 70 centímetros de resolução, permitindo, por exemplo, a identificação da placa de um veículo. Policiais federais e militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) viajaram para Israel para aprender a utilizar a tecnologia, que, em breve, não estará mais disponível gratuitamente.
Além de auxiliar na proteção dos atletas israelenses e das demais delegações, o gesto israelense revelava intenções comerciais.
Tudo porque, segundo o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, “os israelenses sabem que o Brasil tem se negado” a olhar para o espaço e investir em sistemas aeroespaciais autônomos. As Forças Armadas, por exemplo, continuam usando plataformas baseadas em tecnologias internacionais, deixando de desenvolver tecnologia própria.
“Nos negamos a olhar para o espaço […] A Índia investe anualmente US$ 1,1 bi no setor. Com isso, gera 17,5 mil empregos diretos e já tem mais de 30 satélites em órbita. Além disso, vende satélites para outros países. Enquanto isso, estamos igual caranguejos, andando de um lado para o outro, sem avançar”, comentou o comandante.
De acordo com o brigadeiro, a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, de 1994 e coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), está longe de atingir seus objetivos. Para o comandante, o episódio envolvendo o satélite israelense demonstra que, “um dia, teremos que olhar para o espaço”.
“Temos [Aeronáutica e Ministério da Defesa] um projeto pronto, mas ele não consegue ser aquinhoado com recursos financeiros básicos”, declarou Nivaldo Rossato em referência ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), sistema do Ministério da Defesa criado para atender demandas das Forças Armadas e programas dos demais ministérios.
Projetos
No cargo desde janeiro de 2015, o brigadeiro Rossato afirmou que o investimento em tecnologia aeroespacial impacta positivamente outros setores da economia e da sociedade.
“Imagine toda essa tecnologia voltada para monitorar nossas áreas de fronteira ou nossas águas territoriais [faixa costeira que atinge até 22 quilômetros a partir do litoral], onde é possível distinguir o tipo de embarcação visualizada”, sugeriu o comandante, afirmando que a Argentina gasta muitas vezes mais que o Brasil em pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.
“Estados Unidos, Rússia e China não gastam o dinheiro que gastam à toa. Eles sabem a importância disso. A Argentina gasta quase dez vezes mais que nós. E nem precisamos fazer o mesmo que esses países já fazem. Podemos optar por algo mais simples, como satélites de órbita baixa, para comunicações, os sensores óticos.”
O comandante lamentou projetos descontinuados e lembrou o acidente ocorrido em 2003, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, quando o acionamento premeditado do foguete Veículo Lançador de Satélites (VLS) custou a vida de 21 profissionais civis, afetando os projetos do programa espacial brasileiro.
Fonte: Agência Brasil, via NOTIMP.
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terça-feira, 21 de junho de 2016
Satélite israelense para a segurança dos Jogos Rio 2016
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Satélite de alta resolução irá reforçar segurança dos
Jogos Rio 2016
Brasília, 20/06/2016 - O ministro da Defesa, Raul
Jungmann, reforçou, em entrevista coletiva à imprensa nessa segunda-feira (20),
que o País irá contar com um satélite de alta resolução para ser utilizado
durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A declaração foi feita
durante visita às instalações de organizações militares da Aeronáutica, em
Brasília. Jungmann havia antecipado a informação durante viagem às áreas de
operações da Ágata 11, no último fim de semana.
De origem israelense, o satélite Eros-B ficará
disponível, de forma experimental, por quatro meses, realizando o
reconhecimento do espaço aéreo e oferecendo auxílio para os meios de defesa
aérea identificarem possíveis ameaças. [Nota
do blog: em outro press release divulgado pelo Ministério da Defesa, foi
citado o prazo de seis meses ao invés de quatro]
Jungmann ressaltou que o funcionamento do Eros-B irá
proporcionar mais tranquilidade ao monitoramento das regiões onde os Jogos
serão realizados. “Iremos contar com uma tecnologia de ponta que permitirá, em
questões de minutos, deslocarmos de uma área para outra, ou, por exemplo,
identificar até placa de automóveis”, declarou.
O satélite, que atualmente está em uma órbita de 520
quilômetros da terra, possui resolução de 70 cm. De acordo com a FAB, em breve,
ele deverá operar a uma altitude de 450 quilômetros, o que alterará a definição
de 70 para 50 cm, aumentando a capacidade de identificação. Todas as
cidades-sede dos Jogos estarão cobertas pela área em que o Eros-B irá atuar.
Fonte: Ministério da Defesa
Comentário do blog: os serviços de imagem do satélite
Eros-B tem sido fortemente promovidos no Brasil por sua operadora, a empresa
ImageSat International, controlada pelo grupo israelense IAI. Segundo uma fonte
ouvida pelo blog, o uso experimental durante os Jogos Olímpicos foi oferecido sem
custo, dentro de uma estratégia de promoção do serviço para futuros projetos
das forças armadas.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
AEL Sistemas tem novo presidente
Sergio Gonçalves Horta é o novo Presidente da AEL Sistemas
A AEL Sistemas S.A. ("AEL"), uma das subsidiárias da Elbit Systems Ltd. e da Embraer, anuncia que Sergio Gonçalves Horta foi nomeado seu novo presidente. Sergio Horta, que assumiu em 1º de dezembro, tem mais de 30 anos de experiência na indústria Aeroespacial e de Defesa. Antes de se juntar à AEL, em agosto de 2014, ele exerceu o cargo de Diretor de Novos Negócios, Programas e Contratos da Embraer Defesa & Segurança.
Sergio Horta substitui Shlomo Erez, que está saindo da AEL, onde exerceu a função de Presidente desde 2007. Shlomo Erez irá continuar próximo à AEL, atuando como conselheiro da empresa em áreas estratégicas.
Sergio Horta tem o título de MBA do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA e da Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM, Especialização em Gerenciamento de Negócios do Instituto Nacional de Pós Graduação - INPG e é Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.
Mauro Gandra, Presidente do Conselho de Administração da AEL, cumprimentou Sergio Horta pela sua nova posição e desejou-lhe sucesso na liderança da empresa rumo a continuadas realizações. Em nome de toda a organização AEL, Gandra agradeceu Shlomo Erez por sua contribuição, durante muitos anos, para o sucesso da empresa, posicionando a AEL como uma empresa líder em Defesa no Brasil.
Fonte: AEL Sistemas, com edição do blog Panorama Espacial.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Colômbia busca o seu satélite
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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.
O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.
Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.
Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.
Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.
As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.
O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.
Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.
Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.
Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.
As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
IAI: interesses israelenses no Brasil
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[Nota publicada na coluna Defesa & Negócios, da edição n.º 136 de Tecnologia & Defesa (março de 2014), que está nas bancas]
Três perguntas a Henrique Gomes, diretor-presidente do grupo israelense Israel Aircraft Industries (IAI) no Brasil
Quais são as principais áreas de interesse da IAI no Brasil?
A IAI é a maior companhia aeroespacial e de defesa de Israel e também sua maior exportadora industrial, empenhando-se em ser líder em suas principais áreas de atuação no mundo e, é claro, no Brasil. De nossas áreas principais, nós já estamos trabalhando em contratos ou projetos nos seguintes campos: veículos aéreos não tripulados, radares, aeronaves de missão e de alerta aéreo antecipado, sistemas EW, ELINT/ESM, SIGINT e COMINT/COMJAM, centros de comando e controle, soluções em cibersegurança, integração de sistemas, mísseis e armas inteligentes, satélites, estações terrestres e lançadores, atualização de aeronaves e helicópteros militares, manutenção e conversão de aeronaves comerciais, incluindo a conversão para aviões de reabastecimento, e sistemas de navegação e cargas eletro-óticas.
Em 2013, a IAI adquiriu uma participação na IACIT, uma empresa local focada em tecnologias de radares.
Qual é a estratégia do grupo por trás desta aquisição e como ela mostra seu comprometimento com o Brasil?
Nós vemos o Brasil como um de nossos mercados chave e nosso investimento na IACIT é outro passo de nossa estratégia de penetração e consolidação de presença neste mercado. Nós começamos com a abertura de uma filial em 2011 e crescemos com novas aquisições de outras empresas brasileiras. Por meio desta cooperação nós buscamos estabelecer produção e serviços locais, além de suporte aos nossos produtos, assim como a oferta da necessária transferência de tecnologia e treinamento para uma entrada bem sucedida em serviço de nossos sistemas. Nossa ideia é ter uma base industrial no País para apoiar nossos clientes brasileiros e transferir tecnologia para o mercado local.
Nós identificamos na IACIT o parceiro potencial para transferir nossas linhas de produtos de algumas tecnologias com as quais já trabalhamos no mercado, e isto inclui a troca de conhecimento entre os times de profissionais, investimentos em laboratórios e linhas de produção, acordos de propriedade intelectual nos dois sentidos e, especialmente, suporte ao produto garantido pela IACIT. O acordo também inclui treinamento de pessoal da IACIT para a fabricação, instalação e suporte de produtos da ELTA no mercado brasileiro. Os mercados alvo da parceria são os projetos de defesa e segurança pública primariamente no Brasil, mas pode se estender para mercados internacionais no futuro. A IACIT é uma companhia de eletrônica militar que opera nos campos de defesa, radares meteorológicos, controle, automação, comunicação e tecnologia da informação.
A IAI é uma companhia líder em tecnologia espacial. Vocês veem oportunidades locais tendo em vista o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE)?
Sim, vemos e já estamos trabalhando neste sentido com outros parceiros brasileiros. Como integradora primária de sistemas espaciais de Israel, a IAI integra todas as capacidades de engenharia exigidas para o desenvolvimento de satélites até sua integração final, teste e operações, incluindo lançamentos, centros de controle de missão, estações remotas de rastreio de constelações, e nós estamos prontos para compartilhar e transferir este conhecimento para o Brasil.
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[Nota publicada na coluna Defesa & Negócios, da edição n.º 136 de Tecnologia & Defesa (março de 2014), que está nas bancas]
Três perguntas a Henrique Gomes, diretor-presidente do grupo israelense Israel Aircraft Industries (IAI) no Brasil
Quais são as principais áreas de interesse da IAI no Brasil?
A IAI é a maior companhia aeroespacial e de defesa de Israel e também sua maior exportadora industrial, empenhando-se em ser líder em suas principais áreas de atuação no mundo e, é claro, no Brasil. De nossas áreas principais, nós já estamos trabalhando em contratos ou projetos nos seguintes campos: veículos aéreos não tripulados, radares, aeronaves de missão e de alerta aéreo antecipado, sistemas EW, ELINT/ESM, SIGINT e COMINT/COMJAM, centros de comando e controle, soluções em cibersegurança, integração de sistemas, mísseis e armas inteligentes, satélites, estações terrestres e lançadores, atualização de aeronaves e helicópteros militares, manutenção e conversão de aeronaves comerciais, incluindo a conversão para aviões de reabastecimento, e sistemas de navegação e cargas eletro-óticas.
Em 2013, a IAI adquiriu uma participação na IACIT, uma empresa local focada em tecnologias de radares.
Qual é a estratégia do grupo por trás desta aquisição e como ela mostra seu comprometimento com o Brasil?
Nós vemos o Brasil como um de nossos mercados chave e nosso investimento na IACIT é outro passo de nossa estratégia de penetração e consolidação de presença neste mercado. Nós começamos com a abertura de uma filial em 2011 e crescemos com novas aquisições de outras empresas brasileiras. Por meio desta cooperação nós buscamos estabelecer produção e serviços locais, além de suporte aos nossos produtos, assim como a oferta da necessária transferência de tecnologia e treinamento para uma entrada bem sucedida em serviço de nossos sistemas. Nossa ideia é ter uma base industrial no País para apoiar nossos clientes brasileiros e transferir tecnologia para o mercado local.
Nós identificamos na IACIT o parceiro potencial para transferir nossas linhas de produtos de algumas tecnologias com as quais já trabalhamos no mercado, e isto inclui a troca de conhecimento entre os times de profissionais, investimentos em laboratórios e linhas de produção, acordos de propriedade intelectual nos dois sentidos e, especialmente, suporte ao produto garantido pela IACIT. O acordo também inclui treinamento de pessoal da IACIT para a fabricação, instalação e suporte de produtos da ELTA no mercado brasileiro. Os mercados alvo da parceria são os projetos de defesa e segurança pública primariamente no Brasil, mas pode se estender para mercados internacionais no futuro. A IACIT é uma companhia de eletrônica militar que opera nos campos de defesa, radares meteorológicos, controle, automação, comunicação e tecnologia da informação.
A IAI é uma companhia líder em tecnologia espacial. Vocês veem oportunidades locais tendo em vista o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE)?
Sim, vemos e já estamos trabalhando neste sentido com outros parceiros brasileiros. Como integradora primária de sistemas espaciais de Israel, a IAI integra todas as capacidades de engenharia exigidas para o desenvolvimento de satélites até sua integração final, teste e operações, incluindo lançamentos, centros de controle de missão, estações remotas de rastreio de constelações, e nós estamos prontos para compartilhar e transferir este conhecimento para o Brasil.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Mais informações sobre a apresentação do MMM-1
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AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares
Exposição marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da empresa, que dará ao Brasil capacidade de produção de aviônicos e sistemas de defesa inéditos no País
Porto Alegre, 04/10 - A AEL Sistemas exibiu hoje, pela primeira vez, o modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares – o MMM-1 - que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015. Pesando menos de 10kg e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites, depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.
Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o país incorpore essa tecnologia em maior escala. O investimento inicial no projeto é de R$ 43 milhões e parte dos recursos virá da Finep – Agência Brasileira da Inovação.
“Por meio de uma parceria ampla que envolve o estado, universidades, institutos e empresas locais, a AEL e o Polo Espacial Gaúcho irão fortalecer o segmento de alta tecnologia espacial e suprir uma parte da demanda do Brasil”, afirma o diretor de Tecnologia da AEL, Marcos Arend.
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ressaltou que a produção de microssatélites no país fortalece o Brasil. “Queremos que o estado seja um polo espacial e de modernização tecnológica para o segmento de defesa. Esse tipo de projeto fortalece a soberania nacional”, afirmou o governador, durante a inauguração. “Esta parceria nos ajudará a colocar o Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica do Brasil e do mundo”, acrescentou.
No evento, o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.
Desenvolvimento e Industrialização
A apresentação do microssatélite marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL, em Porto Alegre. Nesta unidade - um espaço de 7,5 mil metros quadrados, três vezes maior do que a atual estrutura da empresa no Rio Grande do Sul - funcionará a fábrica de equipamentos de alta tecnologia da companhia e laboratórios para desenvolvimento de produtos e sistemas.
A iniciativa materializa o principal objetivo da companhia: desenvolver a indústria espacial e de defesa no país. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em especial o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais.
“O centro contribuirá para fortalecer a indústria brasileira de defesa”, afirma Vitor Neves, vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves. O desenvolvimento de sistemas espaciais está sendo impulsionado pelo Polo Espacial Gaúcho - o microssatélite será o primeiro grande projeto.
Fonte: AEL Sistemas.
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AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares
Exposição marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da empresa, que dará ao Brasil capacidade de produção de aviônicos e sistemas de defesa inéditos no País
Porto Alegre, 04/10 - A AEL Sistemas exibiu hoje, pela primeira vez, o modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares – o MMM-1 - que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015. Pesando menos de 10kg e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites, depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.
Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o país incorpore essa tecnologia em maior escala. O investimento inicial no projeto é de R$ 43 milhões e parte dos recursos virá da Finep – Agência Brasileira da Inovação.
“Por meio de uma parceria ampla que envolve o estado, universidades, institutos e empresas locais, a AEL e o Polo Espacial Gaúcho irão fortalecer o segmento de alta tecnologia espacial e suprir uma parte da demanda do Brasil”, afirma o diretor de Tecnologia da AEL, Marcos Arend.
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ressaltou que a produção de microssatélites no país fortalece o Brasil. “Queremos que o estado seja um polo espacial e de modernização tecnológica para o segmento de defesa. Esse tipo de projeto fortalece a soberania nacional”, afirmou o governador, durante a inauguração. “Esta parceria nos ajudará a colocar o Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica do Brasil e do mundo”, acrescentou.
No evento, o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.
Desenvolvimento e Industrialização
A apresentação do microssatélite marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL, em Porto Alegre. Nesta unidade - um espaço de 7,5 mil metros quadrados, três vezes maior do que a atual estrutura da empresa no Rio Grande do Sul - funcionará a fábrica de equipamentos de alta tecnologia da companhia e laboratórios para desenvolvimento de produtos e sistemas.
A iniciativa materializa o principal objetivo da companhia: desenvolver a indústria espacial e de defesa no país. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em especial o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais.
“O centro contribuirá para fortalecer a indústria brasileira de defesa”, afirma Vitor Neves, vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves. O desenvolvimento de sistemas espaciais está sendo impulsionado pelo Polo Espacial Gaúcho - o microssatélite será o primeiro grande projeto.
Fonte: AEL Sistemas.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Satélite gaúcho para o Ministério da Defesa?
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Desenvolvimento de satélite
O Piratini aguarda até agosto uma resposta sobre o seu projeto inscrito em edital da Agência Brasileira de Inovação (Finep), que irá contratar equipamento para a defesa nacional. O governo gaúcho, em fase de constituição de um polo espacial em parceria com a AEL System, PUCRS, Unisinos e UFRGS, apresentou a ideia de construir um microssatélite multiuso militar, chamado de MMM. Se o projeto for aceito, a Finep repassará R$43 milhões para o seu desenvolvimento.
Depois, o próprio Ministério da Defesa comprará o equipamento. O MMM deverá ser construído pela AEL System, subsidiária de uma empresa israelense. A proposta foi apresentada pelo Piratini ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que demonstrou interesse.
Fonte: jornal Zero Hora, 09/07/2013.
Comentários do blog: o edital mencionado na nota do jornal gaúcho é o programa Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP, Agência Espacial Brasileira, Ministério da Defesa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início do mês, a Agência Espacial Brasileira divulgou que o Inova Aerodefesa teve demanda superior em 4,4 vezes o total dos recursos disponíveis, R$2,9 bilhões. Ao todo, foram encaminhadas 285 cartas de manifestação de interesse, das quais 90 de empresas líderes, 117 de empresas parceiras e 78 de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). As propostas totalizaram cerca de R$13 bilhões. A previsão é a que lista das empresa líderes enquadradas para ter continuidade no processo de seleção ocorra em 22 de julho. Em breve, o blog Panorama Espacial trará mais informações sobre o Polo Espacial do RS e seus projetos.
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Desenvolvimento de satélite
O Piratini aguarda até agosto uma resposta sobre o seu projeto inscrito em edital da Agência Brasileira de Inovação (Finep), que irá contratar equipamento para a defesa nacional. O governo gaúcho, em fase de constituição de um polo espacial em parceria com a AEL System, PUCRS, Unisinos e UFRGS, apresentou a ideia de construir um microssatélite multiuso militar, chamado de MMM. Se o projeto for aceito, a Finep repassará R$43 milhões para o seu desenvolvimento.
Depois, o próprio Ministério da Defesa comprará o equipamento. O MMM deverá ser construído pela AEL System, subsidiária de uma empresa israelense. A proposta foi apresentada pelo Piratini ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que demonstrou interesse.
Fonte: jornal Zero Hora, 09/07/2013.
Comentários do blog: o edital mencionado na nota do jornal gaúcho é o programa Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP, Agência Espacial Brasileira, Ministério da Defesa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No início do mês, a Agência Espacial Brasileira divulgou que o Inova Aerodefesa teve demanda superior em 4,4 vezes o total dos recursos disponíveis, R$2,9 bilhões. Ao todo, foram encaminhadas 285 cartas de manifestação de interesse, das quais 90 de empresas líderes, 117 de empresas parceiras e 78 de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). As propostas totalizaram cerca de R$13 bilhões. A previsão é a que lista das empresa líderes enquadradas para ter continuidade no processo de seleção ocorra em 22 de julho. Em breve, o blog Panorama Espacial trará mais informações sobre o Polo Espacial do RS e seus projetos.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
Polo espacial do RS avança
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Estado dá mais um passo para implantação de polo espacial no RS
Governador Tarso Genro recebe autoridades da área espacial e de tecnologia nesta quarta
Da Redação
Porto Alegre - O governo do Estado dá mais um passo, nesta quarta-feira, dia 5, rumo a implantação de um polo espacial no Estado. Em um almoço com o governador Tarso Genro, às 12h30 desta quarta, no Palácio Piratini, o vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, Vitor Neves, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha e o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho deverão discutir a iniciativa. Durante o encontro, ainda deverá ser instalada a Comissão Especial para execução do programa de criação do polo, conforme protocolo de intenções assinado em Israel no início de maio. Participam também o secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, e o secretário em exercício da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Enéas Costa de Souza.
O protocolo de intenções assinado durante a missão a Israel visa "promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial". Esta é uma proposta que vem sendo desenvolvida pelo governo em função do alto potencial que o Estado possui. "Existe um conjunto de empresas e uma série de pesquisas nas universidades na área espacial, assim como os laboratórios da Cientec, que nos credenciam para sediar o segundo polo espacial do Brasil", diz o secretário Cleber Prodanov. O País já possui um polo, em São José dos Campos (SP), e uma política estratégica na área, com o programa espacial brasileiro, com atividades desde a década de 60. Em 1994 foi criada a Agência Espacial Brasileira, que coordena todas as atividades do setor no Brasil.
Potencial gaúcho
Com o recente edital do governo federal que prevê a compra de 16 satélites, num investimento que chegará a R$ 9 bilhões, o Rio Grande do Sul se lança como um potencial fornecedor de insumos e técnicos para a construção desses satélites, que precisam ter, obrigatoriamente, uma parte oriunda de empresas nacionais. De acordo com o documento firmado em Israel, a implantação do Polo Espacial no Rio Grande do Sul vai trazer "um claro benefício econômico e desenvolvimentista para o Estado, com a possibilidade de investimentos, parcerias e de apoio tecnológico de empresas internacionais." O portfólio de empresas gaúchas é representado em parte pela GetNet, Digicom e TSM, que podem, entre outras empresas, fornecer insumos necessários para as atividades do polo espacial no Estado.
A Comissão Especial para a execução do Programa de Criação do Polo Espacial será formada por membros do Estado e empresários indicados pela AEL. Também foram convidados a participar da reunião desta quarta-feira reitores Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC e Unisinos, universidades que estiveram na missão em Israel, e da Universidade Federal de Santa Maria.
Fonte: Diário de Canoas
Estado dá mais um passo para implantação de polo espacial no RS
Governador Tarso Genro recebe autoridades da área espacial e de tecnologia nesta quarta
Da Redação
Porto Alegre - O governo do Estado dá mais um passo, nesta quarta-feira, dia 5, rumo a implantação de um polo espacial no Estado. Em um almoço com o governador Tarso Genro, às 12h30 desta quarta, no Palácio Piratini, o vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, Vitor Neves, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha e o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho deverão discutir a iniciativa. Durante o encontro, ainda deverá ser instalada a Comissão Especial para execução do programa de criação do polo, conforme protocolo de intenções assinado em Israel no início de maio. Participam também o secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, e o secretário em exercício da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Enéas Costa de Souza.
O protocolo de intenções assinado durante a missão a Israel visa "promover a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no setor espacial no Rio Grande do Sul, através de incentivos financeiros, fiscais e de infraestrutura para a criação do Polo Espacial". Esta é uma proposta que vem sendo desenvolvida pelo governo em função do alto potencial que o Estado possui. "Existe um conjunto de empresas e uma série de pesquisas nas universidades na área espacial, assim como os laboratórios da Cientec, que nos credenciam para sediar o segundo polo espacial do Brasil", diz o secretário Cleber Prodanov. O País já possui um polo, em São José dos Campos (SP), e uma política estratégica na área, com o programa espacial brasileiro, com atividades desde a década de 60. Em 1994 foi criada a Agência Espacial Brasileira, que coordena todas as atividades do setor no Brasil.
Potencial gaúcho
Com o recente edital do governo federal que prevê a compra de 16 satélites, num investimento que chegará a R$ 9 bilhões, o Rio Grande do Sul se lança como um potencial fornecedor de insumos e técnicos para a construção desses satélites, que precisam ter, obrigatoriamente, uma parte oriunda de empresas nacionais. De acordo com o documento firmado em Israel, a implantação do Polo Espacial no Rio Grande do Sul vai trazer "um claro benefício econômico e desenvolvimentista para o Estado, com a possibilidade de investimentos, parcerias e de apoio tecnológico de empresas internacionais." O portfólio de empresas gaúchas é representado em parte pela GetNet, Digicom e TSM, que podem, entre outras empresas, fornecer insumos necessários para as atividades do polo espacial no Estado.
A Comissão Especial para a execução do Programa de Criação do Polo Espacial será formada por membros do Estado e empresários indicados pela AEL. Também foram convidados a participar da reunião desta quarta-feira reitores Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC e Unisinos, universidades que estiveram na missão em Israel, e da Universidade Federal de Santa Maria.
Fonte: Diário de Canoas
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terça-feira, 14 de maio de 2013
Polo espacial no RS: mais informações
No final de abril, divulgamos no blog Panorama Espacial uma notícia sobre a criação no Rio Grande do Sul (RS) do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais, iniciativa apoiada pelo governo estadual e por empresas instaladas na região, dentre as quais a AEL Sistemas, atuante nos segmentos aeroespacial e de defesa e controlada pela israelense Elbit Systems.
Entramos em contato com a assessoria de imprensa da AEL com algumas questões para obter mais detalhes sobre a iniciativa do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do RS. Abaixo, reproduzimos as informações recebidas. Em breve, abordaremos em detalhes os negócios e interesses da empresa gaúcha no campo espacial.
1) O satélite de pequeno porte a ser desenvolvido teria qual finalidade? Há mais detalhes sobre suas características?
Representa o início das atividades do polo. Tem como objetivo fomentar o interesse e iniciar a formação junto ás universidades do estado. O detalhamento do programa irá ocorrer em um trabalho conjunto das Secretaria de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Desenvolvimento, universidades e a AEL Sistemas.
Em um segundo momento será preparado um RFP (pedido de proposta), que irá ser enviado as principais empresas de desenvolvimento de tecnologia espacial, que possuem programas de Pesquisa & Desenvolvimento educativos, para definição do parceiro internacional desta atividade.
2) Foi falado em ampliar as capacidades da CEITEC. Quais seriam essas capacidades? Alguma ideia do polo tratar do desenvolvimento de semicondutores para CCDs e sistemas inerciais?
O CEITEC – em conjunto com parceiros internacionais (como a israelense Ramon Chips), a AEL Sistemas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) (FAB) e as universidades locais (salientando a UFRGS, o departamento de análise de radiação para semicondutores) – pode ingressar na proposição de fabricação de semicondutores resistentes a radiação para o mercado espacial. É um mercado com valor agregado elevado e que possui baixa demanda produtiva. Tais características podem representar um modelo de negócios atrativo ao CEITEC.
3) Quais seriam os principais campos de interesse do polo?
Integração de satélites, fabricação de subsistemas e capacitação em definição, projetos e construção de satélites de pequeno porte.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais no Rio Grande do Sul
Governo do Rio Grande do Sul (RS), Brasil, e AEL assinam contrato para criação de Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais
Programa é pioneiro na América Latina e pretende fomentar e contribuir para descentralização e autossuficiência do setor no Brasil
Rio Grande do Sul, 29 Abril de 2013 - Uma parceria inédita foi criada na manhã desta segunda-feira (29), em Israel, para fomentar, descentralizar e desenvolver o setor espacial brasileiro. O Governo do Estado do Rio Grande do Sul e AEL Sistemas - situada em Porto Alegre e atuando no segmento aeroespacial desde 1983 - assinaram um Memorando de Entendimento durante a visita da comitiva gaúcha em missão empresarial em Israel.
O documento celebrado no Centro de Tecnologia Avançada de Haifa corresponde à formalização da intenção de seus signatários de implantar um programa capaz de atender as necessidades essenciais do país e contribuir para a autossuficiência nessa área. A iniciativa envolverá a participação do meio acadêmico (universidades), institutos, a iniciativa privada e o poder público. A participação do meio acadêmico se torna indispensável para a formação de mão de obra especializada.
O Governo de Estado estará se comprometendo em ampliar as capacitações e infraestruturas mínimas fazendo investimentos no estado, como, por exemplo, ampliar as capacitações do CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) e do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC). A vanguarda tecnológica e a expertise serão garantidas por meio da experiência das empresas com atuação reconhecida no setor, como no caso da AEL e também de outras empresas parceiras nacionais e internacionais.
O primeiro projeto prático do polo será o desenvolvimento de um satélite de pequeno porte envolvendo as universidades, a AEL e parceiros internacionais. O objetivo será gerar interesse do meio acadêmico no segmento espacial.
Segundo o presidente da AEL Sistemas, Shlomo Erez, a assinatura do contrato simboliza a intenção da empresa de, em conjunto com o Governo do Estado, desenvolver no Rio Grande do Sul tecnologias estratégicas que irão atender necessidades essenciais do Brasil. "A criação deste polo espacial vai inserir nosso Estado no seleto grupo de regiões do mundo que dispõe de infraestrutura e know-how para a definição de Sistemas Satelitais, Integração de Satélites e Fabricação e Qualificação de Componentes, Unidades e Subsistemas de uso espacial de alta tecnologia e valor agregado", explica Shlomo.
Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais
A assinatura do Memorando de Entendimento é considerado o primeiro passo para a concretização do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais. Os estudos realizados sugeriram que o polo tenha vocação mista, para continuar atraindo os investimentos da iniciativa privada e contribuir para transformar a região em polo de difusão de ciência, tecnologia e inovação, a partir de parcerias com as principais universidades do Estado, empresas internacionais, os institutos nacionais, os ministérios e a Agência Espacial Brasileira.
Fonte: AEL Sistemas
Comentários do blog: alguns comentários sobre a notícia:
1) Na LAAD 2013, que aconteceu no início de abril, já se comentava nos bastidores sobre as movimentações da Elbit Systems em relação ao Programa Espacial Brasileiro, inclusive sobre a criação do polo tecnológico. Interessante observar que várias empresas têm buscado se colocar em melhores posições para projetos espaciais, em especial aqueles derivados da Estratégia Nacional de Defesa.
2) Hoje (29), a israelense Elbit Systems também anunciou a contratação de uma subsidiária da AEL Sistemas para o fornecimento de sistemas optrônicos para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército Brasileiro. Como parte do contrato, a Elbit Systems, controladora da AEL Sistemas, se comprometeu a realizar investimentos no Brasil em termos de capacidades, infraestrutura e know-how em optrônica, conhecimentos que podem vir a ser aproveitados em iniciativas espaciais (sensores óticos).
3) Destaque para a menção à ampliação da capacidade do CEITEC, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com atuação no campo de semicondutores. Desenvolvimentos em semicondutores e microeletrônica são essenciais para itens considerados críticos no setor espacial, como sistemas inerciais e sensores CCD (charge-coupled device).
4) O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está presente no Rio Grande do Sul com o Centro Regional Sul, situado na cidade de Santa Maria. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) também desenvolve várias iniciativas no campo espacial, inclusive o desenvolvimento de um nanossatélite universitário, dentro do Programa Nanosat C-BR.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
LAAD 2013: o SGDC
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No setor espacial, embora não tenha sido único, o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tocado pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebrás, foi o grande destaque na LAAD Defence & Security 2013.
As propostas
No último dia 8, sete propostas foram entregues à Visiona. Apresentaram suas ofertas as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as norte-americanas Boeing e Space Systems Loral, a japonesa Mitsubishi Electric, a Israel Aerospace Industries (IAI), e a russa ISS Reshetnev. As propostas da IAI e Reshetnev tem como parceira a canadense MDA, que seria responsável pelo fornecimento das cargas úteis das bandas Ka e X. É curioso observar o fato de que a MDA é controladora da Loral, adquirida em 2012.
"Short list" e definição
A expectativa é que a Visiona anuncie uma lista reduzida com três propostas (conhecida pelo termo em inglês "short list") em maio. A decisão do fabricante é aguardada para junho, com a assinatura do contrato nos meses seguintes.
Encontros
A LAAD 2013 foi o ambiente propício para encontros entre os interessados no SGDC. Executivos sêniores dos principais fabricantes, como Astrium, Thales Alenia Space e Boeing, além de Nelson Salgado, presidente da Visiona, estiveram circulando na feira e se reunindo com parceiros e governo. José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e Petrônio Noronha, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB também compareceram ao evento, com agendas cheias.
Movimentação israelense
Chama atenção o grande interesse da estatal IAI em participar dos projetos espaciais brasileiros. O grupo, que atua nos setores aeroespacial e de defesa, tem em seu portfólio de produtos espaciais soluções em lançadores (Shavit, de pequeno porte) e satélites de comunicações e imageamento, tanto ótico como radar. Em entrevista dada a uma publicação especializada, um representante da IAI no Brasil destacou o interesse do grupo no País em satélites geoestacionários e de monitoramento ambiental. Na semana passada, a IAI anunciou a aquisição de participação na IACIT, empresa de São José dos Campos especializada na área de radares e sistemas eletrônicos. Há meses, o blog Panorama Espacial também tem ouvido rumores sobre discussões para parcerias e/ou iniciativas conjuntas entre a IAI e a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP). A IAI e seus interesses espaciais na América do Sul será objeto em breve de uma postagem com análise específica.
Escolha comercial versus escolha estratégica
A pergunta que todos se fazem é sobre os critérios que pautarão a decisão do SGDC, e qual é a extensão do mandato dado pelo governo à Visiona. Será meramente uma escolha comercial, em que o preço é item crítico, ou a Visiona e o governo também levarão em consideração compromissos e ações voltadas a transferência de tecnologia e contrapartidas, entre outros?
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No setor espacial, embora não tenha sido único, o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tocado pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebrás, foi o grande destaque na LAAD Defence & Security 2013.
As propostas
No último dia 8, sete propostas foram entregues à Visiona. Apresentaram suas ofertas as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as norte-americanas Boeing e Space Systems Loral, a japonesa Mitsubishi Electric, a Israel Aerospace Industries (IAI), e a russa ISS Reshetnev. As propostas da IAI e Reshetnev tem como parceira a canadense MDA, que seria responsável pelo fornecimento das cargas úteis das bandas Ka e X. É curioso observar o fato de que a MDA é controladora da Loral, adquirida em 2012.
"Short list" e definição
A expectativa é que a Visiona anuncie uma lista reduzida com três propostas (conhecida pelo termo em inglês "short list") em maio. A decisão do fabricante é aguardada para junho, com a assinatura do contrato nos meses seguintes.
Encontros
A LAAD 2013 foi o ambiente propício para encontros entre os interessados no SGDC. Executivos sêniores dos principais fabricantes, como Astrium, Thales Alenia Space e Boeing, além de Nelson Salgado, presidente da Visiona, estiveram circulando na feira e se reunindo com parceiros e governo. José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e Petrônio Noronha, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB também compareceram ao evento, com agendas cheias.
Movimentação israelense
Chama atenção o grande interesse da estatal IAI em participar dos projetos espaciais brasileiros. O grupo, que atua nos setores aeroespacial e de defesa, tem em seu portfólio de produtos espaciais soluções em lançadores (Shavit, de pequeno porte) e satélites de comunicações e imageamento, tanto ótico como radar. Em entrevista dada a uma publicação especializada, um representante da IAI no Brasil destacou o interesse do grupo no País em satélites geoestacionários e de monitoramento ambiental. Na semana passada, a IAI anunciou a aquisição de participação na IACIT, empresa de São José dos Campos especializada na área de radares e sistemas eletrônicos. Há meses, o blog Panorama Espacial também tem ouvido rumores sobre discussões para parcerias e/ou iniciativas conjuntas entre a IAI e a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP). A IAI e seus interesses espaciais na América do Sul será objeto em breve de uma postagem com análise específica.
Escolha comercial versus escolha estratégica
A pergunta que todos se fazem é sobre os critérios que pautarão a decisão do SGDC, e qual é a extensão do mandato dado pelo governo à Visiona. Será meramente uma escolha comercial, em que o preço é item crítico, ou a Visiona e o governo também levarão em consideração compromissos e ações voltadas a transferência de tecnologia e contrapartidas, entre outros?
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Cooperação Brasil - Israel
Na última segunda-feira (6), uma comitiva israelense liderada pelo ministro de Ciência e Tecnologia desse país, Daniel Hershkowitz, foi recebida pelo secretário de Políticas de Informática, Virgilio Almeida, representando o ministro Marco Antonio Raupp, "em encontro que visou o aprofundamento da cooperação entre os dois países", segundo divulgou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A nota distribuída pelo MCTI também cita que um dos temas tratados foi o Programa Espacial Brasileiro, e que workshops entre as áreas técnicas dos dois países devem se reunir no futuro para aprofundar os temas, "visando o fortalecimento das relações bilaterais e a criação de uma metodologia aplicável a uma agenda conjunta".
O interesse isralense em cooperar em espaço com o Brasil, na verdade bastante dirigido por oportunidades comerciais, não é novo. O país do Oriente Médio tem um programa espacial relativamente bem desenvolvido, orientado por suas necessidades em termos de defesa. Sua indústria espacial tem se esforçado em buscar negócios no exterior, particularmente em termos de serviços em comunicações e satélites de sensoriamento remoto (a Índia e a Itália, esta em contrato anunciado no mês passado, adquiriram pequenos satélites de observação israelenses, fabricados pela Israeli Aerospace Industries - IAI).
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Israel interessado em Alcântara? - Parte II
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O website da revista Veja publicou uma reportagem sobre o interesse israelense em lançar satélites a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. No início do mês, postamos no blog uma nota sobre o tema ("Israel interessado em Alcântara?") referindo a matéria da Space News. O texto da Veja (ver abaixo) detalha a informação e a confirma com os representantes da IAI no Brasil, a EAE Soluções Aeroespaciais, joint-venture da estatal israelense com a Synergy Defesa & Segurança, do empresário German Efromovich.
Israel planeja lançar satélites de base no Brasil
Aliança entre empresas dos dois países estuda o lançamento de um novo satélite-espião, o Ofeq-10, a partir da base de Alcântara, no Maranhão
Um acordo de cooperação militar que está sendo fechado entre Brasil e Israel, poderá viabilizar o lançamento de satélites israelenses no Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), no Maranhão. O projeto está sendo discutido entre o Ministério da Defesa e a EAS Soluções Aeroespaciais – uma joint venture entre a estatal Israel Aerospace Industries (IAI) e o grupo Synergy, que controla a companhia aérea Avianca. “Estamos no estágio de pesquisa técnica e ainda não há previsão de quando será o lançamento. Mas essa vontade existe há muito tempo”, afirma Renato Cianflone, diretor de Novos Negócios da EAS. O objetivo é colocar em órbita, a partir da base maranhense, o satélite-espião Ofeq-10 – o equipamento, que será utilizado para comunicação militar, ainda está em fase de testes.
As relações militares entre Brasil e Israel tiveram grande avanço no final de 2009, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, recebeu o presidente de Israel, Shimon Peres, em Brasília. Na época, Jobim afirmou que um acordo na área de Defesa estava sendo negociado. O documento está na etapa final de elaboração e precisa ser ratificado pelos dois países antes de ir para aprovação no Congresso Nacional.
O acordo fornece base legal para projetos no campo aeroespacial, o que abre caminho para que lançamentos, de fato, ocorram em Alcântara. A partir de então, a IAI – que há duas décadas vem demonstrando interesse em realizar projetos no país – pode concretizar a parceria com o grupo Synergy, que pertence ao empresário German Efromovich, para explorar este mercado no Brasil.
Interesses no Brasil – O Centro de Lançamentos de Alcântara despertou a atenção da IAI por inúmeras razões. Segundo a publicação americana Space News, Israel tem buscado opções de lançamento de satélites ao redor do mundo. Com apenas 20.700 quilômetros quadrados de área, um pouco menor que o estado de Sergipe, as autoridades locais preocupam-se em ocupar, ao máximo, seu território com indústrias. Assim, o governo do país busca a cooperação de outras nações para conseguir operar seu lançador Shavit 2. A escolha do Brasil, segundo fontes do setor aeroespacial, dá-se por duas razões: a localização de Alcântara – considerada privilegiada se comparada a outras bases da América Latina – e a possibilidade de conseguir estreitar relações comerciais com o país, sobretudo no que se refere à demanda brasileira por serviços de satélite.
O interesse de Israel em fortalecer laços econômicos com o país resultou também em encontros com o empresariado brasileiro. Uma missão comandada pelo ministro da Indústria, Comércio e Trabalho israelense, Shalom Simhon, chegou ao país na última segunda-feira para se reunir com presidentes de empresas de São Paulo. O foco do encontro foi a discussão de oportunidades nas áreas de biocombustíveis e telecomunicações. Outro ponto de interesse da missão foi o oferecimento de parcerias com empresas israelenses que têm intenção de investir em projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016.
Base de Alcântara – O Centro de Lançamento de Alcântara é vinculado aos ministérios da Defesa e de Ciência e Tecnologia. A base nunca colocou em órbita um satélite, apenas sondas e pequenos foguetes. O primeiro a ser lançado de lá deverá ser o Ciclone, previsto para 2012, e que resulta de um acordo bilateral entre Brasil e Ucrânia. A base de lançamento está sendo construída por um consórcio de construtoras brasileiras – liderado pela Andrade Gutierrez e Odebrecht – e será operado pela estatal binacional Alcântara Cyclone Space. Em 2003, uma explosão durante o lançamento de uma sonda meteorológica em Alcântara matou 21 pessoas.
Fonte: Veja Online.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Israel interessado em Alcântara?
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A edição desta semana da revista "Space News" traz uma interessante reportagem, intitulada "Israel Eyes Overseas Launch of Next Ofeq Spy Satellite", sobre as alternativas consideradas pelo governo israelense para o lançamento de seu próximo satélite "espião", o Ofeq-10.
Para evitar sobrevoar territórios de países considerados inimigos, os lançamentos espaciais feitos pelo país hebreu são executados no sentido oeste, sobre o Mediterrâneo, não se aproveitando, portanto, da rotação terrestre (de oeste para leste). Estima-se que esta trajetória implicaria perda de até 40% da capacidade de satelitização do foguete usado nas operações, o Shavit.
Curiosamente, dentre as alternativas analisadas, o texto cita o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e dá a entender que a ideia seria operar o pequeno lançador Shavit, fabricado pela estatal IAI, a partir do Brasil.
De acordo com a reportagem, citando oficiais do Ministério da Defesa israelense, o interesse de Tel Aviv reuniria uma necessidade do governo (a de ter o satélite em órbita) com uma estratégia comercial, uma vez que o mercado aeroespacial e de defesa sul-americano tem se tornado bastante atraente. "É um mercado alvo com enorme potencial, não apenas no país, mas no restante da região", afirmou a fonte. O uso do centro de Alcântara poderia estimular e ampliar os laços comerciais entre os dois países, levando a uma possível compra pelo Brasil de satélites ou serviços de satélites de firmas israelenses.
Histórias sobre a eventual operação do Shavit em Alcântara, no entanto, não são uma novidade. Em meados de 2003, foram publicadas na imprensa internacional algumas notícias dando conta sobre um possível acordo entre o Brasil e Israel para a operação do foguete a partir do CLA. Apesar de discussões na época, o acordo, que envolveria outros tópicos de cooperação no campo espacial não avançou.
Há, contudo, grande interesse do lado israelense em ampliar seus laços com o Brasil nos setores aeroespacial e de defesa, motivado principalmente por questões comerciais. Empresas de Israel, como as estatais IAI, Rafael e IMI, e a Elbit Systems já têm negócios com as Forças Armadas brasileiras e, algumas delas, inclusive, presença industrial local e intensas atividades de prospecção. Em abril, durante a LAAD 2011, a IAI promoveu ativamente a sua linha de satélites de observação terrestre (óticos e radar), tendo em vista os programas do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), ambos do Ministério da Defesa.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Boas notícias para a indústria israelense
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Na edição de hoje (07) do Diário Oficial, foi publicado o extrato do contrato firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com a empresa israelense Aitech Systems para o fornecimento de interfaces OBDH (Computador de Gerenciamento de Dados) do satélite Amazônia-1. O valor do negócio é de pouco mais que R$ 5,66 milhões.
Segundo o blog pode apurar, a Atech Systems é uma empresa israelense, mas controlada pelo Aitech Rugged Group, que tem sede nos Estados Unidos.
Boas notícias para os israelenses
As últimas semanas, aliás, têm sido de boas notícias para as indústrias israelenses quanto a negócios no Brasil nas áreas aeroespacial e de defesa. Em dezembro, a Elbit Systems, por meio de sua subsidiária Aeroeletrônica, de Porto Alegre (RS), venceu uma concorrência para o fornecimento de veículos aéreos não tripulados para a Força Aérea Brasileira.
No penúltimo dia do ano, a empresa anunciou as aquisições de duas empresas brasileiras, a Ares e Periscópio, ambas do Rio de Janeiro. Na última quarta-feira (5), a Helibras, única fabricante de helicópteros no Brasil, divulgou a assinatura de contrato para a modernização de helicópteros do Exército Brasileiro (EB), projeto que envolverá, no campo de aviônicos, a francesa Sagem e a Aeroeletrônica. E por fim, ontem (06), foi divulgada a assinatura de contrato pela Aeroeletrônica para o fornecimento de torretas a veículos blindados do EB, negócio que pode chegar até a US$ 260 milhões.
No início desse mês, também circularam notícias na imprensa especializada sobre ofertas de sistemas da Israel Aerospace Industries para o projeto da aeronave de transporte militar KC-390, em desenvolvimento pela Embraer.
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Na edição de hoje (07) do Diário Oficial, foi publicado o extrato do contrato firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com a empresa israelense Aitech Systems para o fornecimento de interfaces OBDH (Computador de Gerenciamento de Dados) do satélite Amazônia-1. O valor do negócio é de pouco mais que R$ 5,66 milhões.
Segundo o blog pode apurar, a Atech Systems é uma empresa israelense, mas controlada pelo Aitech Rugged Group, que tem sede nos Estados Unidos.
Boas notícias para os israelenses
As últimas semanas, aliás, têm sido de boas notícias para as indústrias israelenses quanto a negócios no Brasil nas áreas aeroespacial e de defesa. Em dezembro, a Elbit Systems, por meio de sua subsidiária Aeroeletrônica, de Porto Alegre (RS), venceu uma concorrência para o fornecimento de veículos aéreos não tripulados para a Força Aérea Brasileira.
No penúltimo dia do ano, a empresa anunciou as aquisições de duas empresas brasileiras, a Ares e Periscópio, ambas do Rio de Janeiro. Na última quarta-feira (5), a Helibras, única fabricante de helicópteros no Brasil, divulgou a assinatura de contrato para a modernização de helicópteros do Exército Brasileiro (EB), projeto que envolverá, no campo de aviônicos, a francesa Sagem e a Aeroeletrônica. E por fim, ontem (06), foi divulgada a assinatura de contrato pela Aeroeletrônica para o fornecimento de torretas a veículos blindados do EB, negócio que pode chegar até a US$ 260 milhões.
No início desse mês, também circularam notícias na imprensa especializada sobre ofertas de sistemas da Israel Aerospace Industries para o projeto da aeronave de transporte militar KC-390, em desenvolvimento pela Embraer.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Interfaces OBDH do Amazônia-1
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Na edição de hoje (15) do Diário Oficial da União, foi publicado o resultado da concorrência internacional promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para o fornecimento de uma unidade de interfaces OBDH (On-Board Data Handling) do satélite Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM). As duas propostas apresentadas, da espanhola Computadoras Redes e Ingenieria S.A.U (EADS Astrium Crisa), e da Aitech Systems foram classificadas, mas a última foi a escolhida por ser a mais vantajosa - leia-se, menor preço.
A Aitech Systems, de Israel, é especializada no desenvolvimento e fabricação de subsistemas para os mercados de defesa, aeroespacial e espaço.
Para os próximos dias ou semanas, são aguardados novos anúncios sobre as ganhadoras das licitações dos últimos componentes do Amazônia-1, para assinatura de contratos possivelmente até o final deste ano.
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Na edição de hoje (15) do Diário Oficial da União, foi publicado o resultado da concorrência internacional promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para o fornecimento de uma unidade de interfaces OBDH (On-Board Data Handling) do satélite Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM). As duas propostas apresentadas, da espanhola Computadoras Redes e Ingenieria S.A.U (EADS Astrium Crisa), e da Aitech Systems foram classificadas, mas a última foi a escolhida por ser a mais vantajosa - leia-se, menor preço.
A Aitech Systems, de Israel, é especializada no desenvolvimento e fabricação de subsistemas para os mercados de defesa, aeroespacial e espaço.
Para os próximos dias ou semanas, são aguardados novos anúncios sobre as ganhadoras das licitações dos últimos componentes do Amazônia-1, para assinatura de contratos possivelmente até o final deste ano.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Semanas movimentadas para lançadores
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As últimas semanas têm sido movimentadas em matéria de lançadores espaciais. No início de junho, o foguete americano Falcon 9, desenvolvido pela empresa privada SpaceX, foi lançado com sucesso, abrindo um novo capítulo na história da empresa, notícia esta, aliás, que já foi abordada aqui no blog (vejam a postagem "Falcon 9: dia "histórico"", de 4 de junho), e sobre a qual escrevemos mais adiante.
Em 10 de junho, a agência espacial da Coréia do Sul tentou realizar, mais uma vez sem sucesso, o voo de seu pequeno lançador espacial, Naro (também chamado KSLV-1), que explodiu 137 segundos após o lançamento. Prestes a completar oito anos, o projeto do foguete sul-coreano, que conta com forte suporte da companhia russa Khrunichev, já realizou duas tentativas (a primeira foi em agosto de 2009, com falha no segundo estágio), comprovando o caminho sempre difícil para o desenvolvimento e disponibilização em situação operacional de foguetes espaciais.
Ontem (22), foi a vez de Israel anunciar o sucesso do lançamento de um novo satélite "espião" (Ofeq-9, dotado de um sensor ótico de alta-resolução), de pequeno porte, operação realizada por uma versão aprimorada do foguete Shavit, de porte similar ao VLS-1 brasileiro (vejam o vídeo aqui). Tanto o foguete como o satélite são exemplos do bem-sucedido programa espacial israelense, majoritariamente dirigido por necessidades militares.
O sucesso do Falcon 9 parece ter sido suficiente para reduzir algumas das desconfianças sobre o projeto da SpaceX, o que teria levado ao anúncio, alguns dias depois, de contrato bastante significativo com a Iridium, para colocação em órbita de 72 satélites de nova geração, no valor de US$ 492 milhões. "Nós estamos anunciando hoje o maior contrato comercial de lançamento da história, no melhor do meu conhecimento", afirmou Elon Musk, fundador e presidente da SpaceX. Outros contratos estariam em discussão e devem ser anunciados em breve.
À medida que os dias vão passando, o projeto da SpaceX, de acesso ao espaço com baixos custos, parece se comprovar ou ao menos se tornar mais sólido, embora existam entre os analistas especializados no setor, desconfianças sobre a capacidade financeira da SpaceX em cumprir com todas as suas promessas. O manifesto de missões da companhia já conta com dezenas de lançamentos para os próximos anos para os seus dois veículos (Falcon 1 e Falcon 9), vários deles comerciais. De acordo com a mídia especializada estrangeira, os fretes da SpaceX poderiam ser até mesmo inferiores do que os praticados pelos lançadores indianos e chineses, tradicionalmente mais baratos que os foguetes americanos (Atlas V, Delta IV), europeus (Ariane 5) e mesmo russos ou ucranianos (Proton, Zenit 3SL).
O fato é que, definitivamente, o sucesso do modelo da SpaceX deve revolucionar o mercado de lançamentos espaciais, não apenas governamental, mas também o privado. Mesmo a Europa, radicional líder no segmento privado com a Arianespace, parece reconhecer essa possível revolução. No dia 8 de junho, na ILA em Berlim, Jean-Jacques Dordain, diretor-geral da Agência Espacial Europeia, disse que a Europa precisa aprender a partir do que a SpaceX está fazendo. E, logicamente, essa possível revolução (ou mais diretamente, concorrência) terá reflexos para os esforços da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space em se tornar player no mercado.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Jobim em Israel
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Encerra-se amanhã, 28 de janeiro, a viagem oficial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao Estado de Israel. Na sua pauta, constaram audiências com o presidente e primeiro-ministro israelenses, Shimon Peres e Benjamin Netanyahu, respectivamente, além de várias visitas e compromissos relacionados às áreas aeroespacial e de defesa. De acordo com a agenda oficial divulgada pelo Ministério da Defesa, na última segunda-feira (25), Jobim teria visitado a Israel Aerospace Industries (IAI), indústria aeroespacial estatal israelense, e hoje (27), as indústrias Rafael Advanced Defense Systems e Elbit Systems.
Segundo notícias vindas da imprensa local israelense, projetos de mísseis, veículos aéreos não-tripulados (VANTs) e satélites teriam sido apresentados ao ministro brasileiro, que nos últimos tempos passou a ser bastante assediado por fabricantes de todo o mundo, em razão de uma maior atenção do governo aos temas militares.
Companhias israelenses já fornecem sistemas aeroespaciais e de defesa para o Brasil há muitos anos. A Elbit Systems, por meio de sua subsidiária local, a Aeroeletrônica, fornece aviônicos para aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), além de estar envolvida em alguns projetos de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), como o CBERS. Em 2009, a IAI firmou parceria com o grupo brasileiro Synergy para a exploração de oportunidades no Brasil e em outros países da América do Sul, iniciativa esta que já teria rendido significativo contrato para o fornecimento de VANTs à Polícia Federal. A Rafael, por sua vez, além de já fornecer mísseis para a FAB, estaria considerando a aquisição de indústria brasileira para uma maior penetração no mercado nacional.
Não é de hoje o interesse israelense em fechar negócios espaciais com o Brasil, em especial da IAI, que tem em sua ampla gama de produtos satélites, cargas úteis e lançadores. Há anos, a IAI promove no País sua família de satélites de observação, e certamente, após a publicidade do interesse do Ministério da Defesa em dispor de seu próprio satélite (Projeto Sentinela), medidas mais concretas foram tomadas. Em maio de 2009, por exemplo, representantes da agência espacial e de indústrias israelenses estiveram na Câmara dos Deputados com o objetivo de discutir uma cooperação na área.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Seria uma indústria também "espacial"? - Parte II
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Uma atualização referente às informações dadas na postagem "Seria uma indústria também "espacial"?", de 13 de novembro: o blog recebeu esta semana a informação de que a empresa-alvo da companhia israelense Rafael Advanced Defense Systems não seria nenhuma das que o blog chegou a especular (embora não tenhamos mencionado os nomes), todas com atividades também na área espacial, mas sim uma majoritariamente atuante no setor de defesa, e instalada fora do Estado de São Paulo. A informação veio de uma fonte considerada bastante confiável. Uma confirmação de fato, porém, só será possível com a concretização da operação e sua divulgação ao público.
E já que falamos em aquisições, reproduzimos abaixo nota publicada na coluna "Defesa & Negócios", da revista Tecnologia & Defesa nº 119, que está nas bancas. O grupo referido na nota não atua apenas em defesa, mas também na área aeroespacial:
"O governo manda
"Vamos comprar quem o governo disser que devemos comprar". A afirmação, reservada, foi feita por um executivo de um grupo com negócios no setor de defesa no Brasil e revela a dinâmica das fusões e aquisições em setores estratégicos no País, sempre chanceladas pelo governo. Nada diferente do que acontece nos Estados Unidos e Europa."
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Seria uma indústria também "espacial"?
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Rafael pode comprar empresa brasileira
Qui, 12 de Novembro de 2009 19:15
O jornal israelense Haaretz publicou matéria em sua edição de ontem (11) informando que a companhia Rafael Advanced Defense Systems, especializada em mísseis, está negociando a compra de empresa brasileira, sem citar nomes. A operação estaria estimada em US$ 50 milhões e seria a primeira aquisição da Rafael na América Latina.
As negociações, que estariam em estágio bem avançado, estão sendo conduzidas por uma delegação sênior de representantes israelenses que, inclusive, estiveram na comitiva do presidente Shimon Peres, em visita ao Brasil esta semana. O jornal ainda cita que o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, apoiaria a operação desde que a empresa israelense estabelecesse linhas de produção de seus produtos no País.
Outra companhia israelense, a Elbit Systems, da área de eletrônica e aviônicos, já detém posição industrial no País. No início da década, a Elbit adquiriu a Aeroeletrônica, de Porto Alegre (RS), como contrapartida a sua contratação pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a modernização dos caças F-5.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa
Comentários: seria o "alvo" da Rafael alguma empresa com negócios também no setor espacial? É provável que sim. O blog tem conhecimento de ao menos cinco empresas brasileiras com negócios nos setores Aeroespacial e de Defesa que estão em busca de novos sócios. Destas, ao menos três tem algum envolvimento no campo espacial. Dado o teor da notícia, o perfil da empresa interessada na compra, e os movimentos dos últimos dias, o blog mentalmente chegou a um "shortlist" de duas empresas. A se confirmar. E uma vez confirmado, será interessante analisar as consequências para outra operação desenhada noutro continente (divagações...).
Curiosamente, segunda passada (09), no seminário sobre Política Espacial Brasileira promovida na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF) (mais, aqui), um oficial do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) presente na plateia endereçou questão aos presentes da mesa sobre suas opiniões acerca de compra de indústrias nacionais por parte de players estrangeiros.
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