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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente, seguindo uma tendência global de disseminação da tecnologia espacial entre os chamados emergentes. Na América do Sul, não tem sido diferente, com países que já têm tradição nesse campo, como Brasil e Argentina, lançando novas missões de observação, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
A seguir, um panorama sobre os programas e projetos de satélites de observação terrestre na América do Sul, numa atualização de artigo similar publicado no final de 2013, na edição n.º 133 de T&D.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em regime de parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), além de institutos de pesquisa da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, uma parceria internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora a missão tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros. Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir de 2017, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos satélites argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro projeto nos planos argentinos é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010 e lançado ao espaço no final de 2013. Desde então, um sistema de observação também está nos planos do governo local, para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição. O satélite já tem até um nome definido – Bartolina Sisa, esposa de Tupac Katari, uma liderança indígena da história boliviana, com especificações também já definidas pela Agência Boliviana Espacial (ABE).
Apesar do programa espacial ter se iniciado com apoio chinês, o caminho para a obtenção de seu satélite de observação não necessariamente passa por Pequim. Segundo declarações dadas por representantes da ABE, várias empresas demonstraram interesse em cooperar com a Bolívia na obtenção de seu próprio satélite, dentre as quais a China, França, Reino Unido, Espanha, Argentina, Rússia e Japão. Nota-se que o governo e empresas francesas, que nos últimos anos já fecharam negócios com a Bolívia envolvendo a venda de helicópteros e sistemas de radares, estão bastante empenhadas em participar.
As estimativas de custos do projeto oscilam entre US$ 100 e 200 milhões, a depender da especificação final do sistema, e aguarda-se para breve uma definição sobre a disponibilização de recursos e definição do fabricante.
[Nota do blog: após o fechamento do artigo (setembro de 2016), surgiram notícias na imprensa boliviana indicando que o governo teria decidido "atrasar" o projeto de seu satélite de observação, passando a priorizar a encomenda de um segundo satélite de comunicações, o Túpac Katari II, para lançamento em 2021. A alegada razão seria o fato de que o satélite de comunicações geraria receitas financeiras, enquanto que o sistema de observação exigiria investimentos públicos que não seriam facilmente recuperados, não sendo o momento atual o mais adequado para tal investimento.]
Brasil
O Brasil foi pioneiro no continente sul-americano na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE. A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada pelo governo no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamento). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido como Amazônia-1.
Após uma série de dificuldades tecnológicas e administrativas, a conclusão do Amazônia-1 é aguardada para os próximos anos, em 2018, após investimentos de cerca de R$ 200 milhões, e que contou com extensa contratação junto à indústria nacional. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de visada larga com 40 metros de resolução e faixa de cobertura superior a 700 km, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois artefatos sejam colocados em órbita nos anos seguintes, o Amazônia-1B e o Amazônia-2.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento emoto, dentro do programa denominado CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo assinado em 1988 contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do projeto, enquanto que à parte brasileira os 30% restantes. O primeiro modelo, o CBERS 1, foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofi sticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Nesse novo acordo, definiu-se também uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Após a colocação em órbita do CBERS 2, e considerando que o CBERS 3 seria lançado apenas mais adiante, o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo satélite idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último satélite da primeira série e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O CBERS 3 foi perdido numa falha do lançador chinês no início de dezembro de 2013, o que levou a uma aceleração do cronograma para a colocação em órbita do CBERS 4, de forma a minimizar os danos causados pela ausência de um satélite da série em funcionamento. Na manhã de 7 de dezembro, a partir da base de Taiyuan, a cerca de 700 km de Pequim, o foguete Longa Marcha 4B decolou e, 12,5 minutos mais tarde, inseriu em órbita o CBERS 4.
Em razão da perda do CBERS 3 e considerando a vida útil estimada em três anos do CBERS 4, os governos do Brasil e da China optaram por construir um terceiro artefato da segunda geração da família, o CBERS 4A, que se aproveitará de componentes e subsistemas já contratados e construídos no processo de desenvolvimento dos modelos anteriores. O equipamento deve ser lançado ao espaço em setembro de 2018, e o desenvolvimento de uma terceira família, com mais dois satélites (CBERS-5 e 6) está em discussão no âmbito do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China 2013-2022.
As imagens geradas pelo CBERS são utilizadas em programas de monitoramento do desmatamento na Amazônia, bem como em aplicações voltadas para a vegetação, a agricultura, o meio ambiente, o gerenciamento hídrico, a cartografia, a geologia, o gerenciamento de desastres naturais e a educação sobre temas ambientais.
O INPE tem também trabalhado há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR), que inicialmente seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado a aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, entre outras. Seu lançamento é previsto para 2020, muito embora ainda faltem definições quanto a tecnologia a ser adotada e possível cooperação internacional.
Outra missão nos planos da Agência Espacial Brasileira (AEB) e INPE é a SABIA-Mar, desenvolvida em conjunto pelo Brasil e a Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros incluindo águas interiores, baseado em uma constelação de dois satélites. Junto à missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras. A partilha das tarefas no desenvolvimento dos satélites será de 50% para cada país, sendo que o projeto se encontra em fase preliminar.
No campo militar, desde a aprovação pelo Comando da Aeronáutica das diretrizes para a aprovação do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), passou-se a ter um panorama mais claro sobre as demandas das Forças Armadas por dados gerados a partir do espaço, assim como as estratégias para o seu atendimento. O PESE considera a constituição de uma constelação própria de satélites para fins de observação terrestre – tanto óticos como radares, meteorologia, navegação e comunicações, dentre outras finalidades, cuja viabilização depende da disponibilização de recursos orçamentários. No rol de prioridades do PESE, meios de observação, em especial óticos, ocupam o topo, e acredita-se que uma concorrência possa ser iniciada dentro dos próximos anos.
Mais recentemente, embora ainda em fase muito embrionária, começou a ser discutido um projeto de pequeno satélite de observação para o atendimento de demandas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) quanto ao monitoramento de propriedades rurais. Um acordo de cooperação técnica foi assinado em maio entre o INCRA e a Agência Espacial Brasileira (AEB), e a depender da disponibilidade de orçamento e interação com outros projetos constantes do PNAE e PESE, poderia levar à operação de um pequeno satélite ótico, a ser denominado Incra Sat, a partir de 2021.
Colômbia
Um dos países do continente que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da América Latina, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE), vinculada à Vice-Presidência da República, para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras.
Em setembro de 2015, os processos iniciais visando à aquisição de seu satélite foram interrompidos por orientação do vice-presidente, Gérman Vargas Llera, sob o argumento de que a compra de imagens diretamente por entidades governamentais apresentaria um custo inferior à aquisição de um sistema próprio, argumentação sujeita à críticas e questionamentos mesmo em seu país.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes do mundo, o Chile se tornou o terceiro país do continente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, hoje parte da Airbus Defence and Space, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra), também conhecido localmente como Fasat Charlie, é uma missão dual, com aplicações civis e militares, encomendado pelo Ministério da Defesa do Chile em julho de 2008. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Airbus Defence and Space, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos.
Com a proximidade do término da vida útil do SSOT, Santiago tem considerado alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço, em nova concorrência que deverá atrair a participação dos principais fabricantes globais. O governo francês e a Airbus Defence and Space firmaram novos acordos e iniciativas de cooperação com entidades chilenas visando pavimentar o caminho para a continuidade da parceria iniciada com o Fasat Charlie, mas outros países e empresas interessadas, com destaque para a China e Israel também tem buscado se posicionar para fornecer suas tecnologias ao país andino.
Peru
Seguindo o exemplo de seus vizinhos, o Peru também avançou na busca dessa capacidade. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram celeradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008, culminando, em abril de 2014, com a contratação da Airbus Defence and Space para o desenvolvimento e construção de seu primeiro satélite, denominado PerúSAT-1. A contratação se deu após uma intensa concorrência promovida pelo Ministério da Defesa e pela Agência Espacial do Peru (CONIDA), da qual participaram fabricantes da França, Israel, Espanha e Coréia do Sul, entre outros.
A seleção da proposta da Airbus Defence and Space por parte do governo peruano foi fundamental para a consolidação de sua presença na região, um mercado que, embora pequeno, é considerado muito importante, segundo Christophe Roux, vice-presidente do grupo para a América Latina. A Airbus está atenta a outras possibilidades na América do Sul, como o Chile, Bolívia e Brasil, e tem seguido uma estratégia de oferecer treinamento, transferência de conhecimento e acesso a serviços de imagens, e em determinados casos, como no Brasil, industrialização local e transferência tecnológica.
O projeto peruano, estimado em cerca de US$ 200 milhões, inclui um satélite ótico de última geração dotado de um sensor de alta resolução (derivado da família Naomi), assim como um centro de controle, recepção e processamento de imagens, chamado Centro Nacional de Operaciones de Imágenes Satelitales del Perú (CNOIS), que abrigará o segmento terrestre de controle, recepção e processamento dos dados do satélite. Também abrange um pacote de absorção tecnológica por meio do treinamento de engenheiros e técnicos peruanos, além do fornecimento de imagens geradas por satélites óticos e radares da constelação própria da Airbus Defence and Space.
O PerúSAT-1 foi construído em torno de uma plataforma AstroBus-S, compacta e altamente flexível, utilizada em missões como as do Pléiades, SPOT 6 e 7, Ingenio (Espanha) e KazEOSat-1 (Cazaquistão). Contará com um sensor ótico com resolução de 70 centímetros, a mais avançada da América Latina. O modelo, que terá massa próxima de 400 kg e será posicionado a 694 km de altitude, foi construído em menos de dois anos, e produzirá dados para gestão de áreas terrestres, controle de fronteiras e combate ao tráfico de drogas. Suas imagens poderão também ser utilizadas para apoio e gestão de missões humanitárias e em casos de desastres naturais, como enchentes, incêndios florestais, deslizamentos e erosões.
No início de agosto, o PerúSAT-1 foi transportado de Toulouse para Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado ao espaço em setembro, a bordo de um foguete Vega, operado pela Arianespace.
[Nota do blog: o PerúSAT-1 foi colocado em órbita com sucesso em 16 de setembro. No início de outubro, a Airbus divulgou publicamente a entrega de suas primeiras imagens, como a tela abaixo, da mina de cobre Cuajone, localizada no sul do Peru.]
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situações de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. O primeiro passo dado foi a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da chinesa China Great Wall Industry Corporation (CWIC) e inserido em órbita no final de 2008. O passo seguinte, seguindo a tendência mundial, foi um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e representou o segundo satélite desenvolvido pela estatal CGWIC para o governo venezuelano - o primeiro, lançado em outubro de 2008, foi o satélite de comunicações Venesat-1. O VRSS-1 também representa o primeiro satélite de observação exportado pela hina, que se busca firmar como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece em comunicações.
O Francisco Miranda foi lançado ao espaço em outubro de 2011 por um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. O VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de mineração ilegal e tráfico de drogas, além de aplicações em defesa. Sua operação está a cargo da Estação Terrena de Controle Satelital localizada na Base Aeroespacial Capitán Manel Rios (BAMARI), a cerca de 190 km de Caracas. Apesar da forte crise política e econômica, a Venezuela segue adiante com suas iniciativas em sensoriamento remoto com o satélite José Antonio de Sucre (VRSS-2), com lançamento previsto para setembro de 2017 e investimentos totais estimados em US$ 170 milhões. A exemplo dos modelos anteriores, o Sucre está sendo construído na China e recentemente teve concluída com êxito a fase de revisão crítica do projeto (CDR, sigla em inglês), conduzida por especialistas chineses e venezuelanos. De acordo com informações divulgadas na mídia local, o Sucre terá massa estimada em 1.000 kg, contando com um sensor ótico de alta resolução, apto a produzir imagens de até 1 metro com faixa de 30 km, e também com uma câmera infravermelha.
Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 146 (setembro de 2016).
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Mostrando postagens com marcador Colômbia. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 1 de novembro de 2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
INPE e OTCA: capacitação em imagens de radar
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INPE e OTCA promovem curso de capacitação em imagens de radar
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016
Técnicos da Colômbia, Equador, Guiana e Peru participaram no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), da segunda edição do Curso de Capacitação em Imagens de Radar.
Realizado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entre os dias 3 e 7 de outubro, o curso apresentou fundamentos sobre radar e promoveu a capacitação no uso e interpretação das imagens, bem como nas aplicações para o estudo e monitoramento das florestas.
Além dos profissionais estrangeiros, participaram representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Estado de Transportes do Amapá (Setrap).
Os participantes aprimoraram técnicas baseadas nos princípios do imageamento por radar, como geometria das imagens e resolução espacial, conceitos de interferometria e polarimetria, e aplicações em monitoramento de floresta. Foram realizados exercícios práticos, em aplicativos gratuitos, sobre processamentos digitais de imagens SAR (radar de abertura sintética).
"O curso ministrado no Centro Regional da Amazônia visa capacitar para o entendimento das imagens de radar e as suas aplicações, em especial as aplicações para floresta, permitindo que os participantes conheçam o que se pode fazer com tais imagens, que tipo de informação pode ser gerada a partir desses dados", enfatiza Waldiza Brandão, instrutora do curso, especialista em radar e mestre em sensoriamento remoto. O pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em Radar, Arnaldo Queiroz, foi convidado a ministrar o módulo que abordou polarimetria.
As imagens de radar podem ser utilizadas, por exemplo, para mapeamento da vegetação, geração de modelos de elevação do terreno, acompanhamento de alterações na floresta, além de mapear e identificar os diferentes alvos da superfície, como vegetação, área urbana, entre outros.
O curso foi sugerido pelos países membros da OTCA que, no contexto do projeto BNDES e com recursos do Fundo Amazônia, pode contratar, por solicitação do executor técnico do projeto, CRA/INPE, a compra de imagens e a realização de capacitação para difundir as tecnologias para análise de imagens de radar, que é uma das propostas do Projeto Capacitree. A primeira edição aconteceu em agosto, para o nivelamento dos instrutores e avaliação do conteúdo dos próximos cursos.
Chefe do Centro Regional da Amazônia e coordenadora do Projeto Capacitree, Alessandra Gomes destaca que "há perspectivas de cursos de radar num prazo de seis a oito meses inclusos no Projeto Capacitree. Os instrutores precisam antes se capacitar e essa capacitação é, em média, de 200 a 300 horas para se tornarem aptos a conduzir um curso com tal tecnologia. Obviamente os cursos são oferecidos por demanda e, havendo demanda, parceiros e países serão convidados.
Fonte: INPE
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INPE e OTCA promovem curso de capacitação em imagens de radar
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016
Técnicos da Colômbia, Equador, Guiana e Peru participaram no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), da segunda edição do Curso de Capacitação em Imagens de Radar.
Realizado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entre os dias 3 e 7 de outubro, o curso apresentou fundamentos sobre radar e promoveu a capacitação no uso e interpretação das imagens, bem como nas aplicações para o estudo e monitoramento das florestas.
Além dos profissionais estrangeiros, participaram representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Estado de Transportes do Amapá (Setrap).
Os participantes aprimoraram técnicas baseadas nos princípios do imageamento por radar, como geometria das imagens e resolução espacial, conceitos de interferometria e polarimetria, e aplicações em monitoramento de floresta. Foram realizados exercícios práticos, em aplicativos gratuitos, sobre processamentos digitais de imagens SAR (radar de abertura sintética).
"O curso ministrado no Centro Regional da Amazônia visa capacitar para o entendimento das imagens de radar e as suas aplicações, em especial as aplicações para floresta, permitindo que os participantes conheçam o que se pode fazer com tais imagens, que tipo de informação pode ser gerada a partir desses dados", enfatiza Waldiza Brandão, instrutora do curso, especialista em radar e mestre em sensoriamento remoto. O pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em Radar, Arnaldo Queiroz, foi convidado a ministrar o módulo que abordou polarimetria.
As imagens de radar podem ser utilizadas, por exemplo, para mapeamento da vegetação, geração de modelos de elevação do terreno, acompanhamento de alterações na floresta, além de mapear e identificar os diferentes alvos da superfície, como vegetação, área urbana, entre outros.
O curso foi sugerido pelos países membros da OTCA que, no contexto do projeto BNDES e com recursos do Fundo Amazônia, pode contratar, por solicitação do executor técnico do projeto, CRA/INPE, a compra de imagens e a realização de capacitação para difundir as tecnologias para análise de imagens de radar, que é uma das propostas do Projeto Capacitree. A primeira edição aconteceu em agosto, para o nivelamento dos instrutores e avaliação do conteúdo dos próximos cursos.
Chefe do Centro Regional da Amazônia e coordenadora do Projeto Capacitree, Alessandra Gomes destaca que "há perspectivas de cursos de radar num prazo de seis a oito meses inclusos no Projeto Capacitree. Os instrutores precisam antes se capacitar e essa capacitação é, em média, de 200 a 300 horas para se tornarem aptos a conduzir um curso com tal tecnologia. Obviamente os cursos são oferecidos por demanda e, havendo demanda, parceiros e países serão convidados.
Fonte: INPE
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sábado, 16 de julho de 2016
Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional
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Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional
Quinta-feira, 14 de Julho de 2016
A capacitação de recursos humanos para atuar no monitoramento de florestas é uma das principais missões do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizado em Belém (PA). O CRA/INPE é responsável por trazer à capital paraense, desde 2010, mais de 450 técnicos de países da América Latina, da Ásia e da África interessados em preservar suas florestas.
De 4 a 15 de julho, acontece a terceira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais. Participam profissionais de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
Ministrado em espanhol pelos consultores Carlos da Costa e César Diniz, o curso é parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree e ocorre através de parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O Capacitree gera material didático e capacita técnicos do Brasil e exterior com o que há de mais avançado na área de geotecnologias.
Durante o curso os participantes aprendem a executar o software TerraAmazon, que os habilita a mapear corte raso, bem como o uso e cobertura da terra. O sistema de disponibilização gratuita foi desenvolvido pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI/INPE) em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE). Com o sistema é possível medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir de imagens de satélites.
Especialista em sistemas de informação geográfica, o agrônomo colombiano Uriel Murcia comemora a possibilidade de estreitar relações institucionais com o INPE. Segundo ele, a Colômbia já apresenta um sistema de monitoramento da floresta em exercício e segue selecionando e aplicando técnicas novas. “A metodologia repassada pelo CRA/INPE nos possibilita o acompanhamento de pontos, áreas menores da floresta, ampliando a possibilidade de controle da cobertura florestal da Amazônia colombiana”, ressalta Murcia.
A engenheira e especialista em sensoriamento remoto Cristina Trujillo, do Ministério do Meio Ambiente do Peru, revela expectativa de trabalhar com o sistema do INPE. “Ele permite um processamento de imagens mais rápido, o que otimiza tempo frente a outras ferramentas”, diz Trujillo.
Com o Capacitree, o INPE transfere tecnologia e conhecimento adquirido em três décadas no monitoramento por satélites da floresta amazônica. Em parceria com a OTCA, já foram instaladas salas de observação no Peru e na Bolívia, por exemplo, países sul-americanos por onde se estende a Amazônia. Com a vinda de técnicos estrangeiros a Belém, tais profissionais são capacitados para o monitoramento efetivo de maior parte da região. O trabalho desenvolvido pelo Instituto torna o Brasil líder em iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal a nível mundial.
Fonte: INPE
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Centro Regional da Amazônia realiza capacitação internacional
Quinta-feira, 14 de Julho de 2016
A capacitação de recursos humanos para atuar no monitoramento de florestas é uma das principais missões do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizado em Belém (PA). O CRA/INPE é responsável por trazer à capital paraense, desde 2010, mais de 450 técnicos de países da América Latina, da Ásia e da África interessados em preservar suas florestas.
De 4 a 15 de julho, acontece a terceira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais. Participam profissionais de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
Ministrado em espanhol pelos consultores Carlos da Costa e César Diniz, o curso é parte do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree e ocorre através de parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O Capacitree gera material didático e capacita técnicos do Brasil e exterior com o que há de mais avançado na área de geotecnologias.
Durante o curso os participantes aprendem a executar o software TerraAmazon, que os habilita a mapear corte raso, bem como o uso e cobertura da terra. O sistema de disponibilização gratuita foi desenvolvido pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI/INPE) em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE). Com o sistema é possível medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir de imagens de satélites.
Especialista em sistemas de informação geográfica, o agrônomo colombiano Uriel Murcia comemora a possibilidade de estreitar relações institucionais com o INPE. Segundo ele, a Colômbia já apresenta um sistema de monitoramento da floresta em exercício e segue selecionando e aplicando técnicas novas. “A metodologia repassada pelo CRA/INPE nos possibilita o acompanhamento de pontos, áreas menores da floresta, ampliando a possibilidade de controle da cobertura florestal da Amazônia colombiana”, ressalta Murcia.
A engenheira e especialista em sensoriamento remoto Cristina Trujillo, do Ministério do Meio Ambiente do Peru, revela expectativa de trabalhar com o sistema do INPE. “Ele permite um processamento de imagens mais rápido, o que otimiza tempo frente a outras ferramentas”, diz Trujillo.
Com o Capacitree, o INPE transfere tecnologia e conhecimento adquirido em três décadas no monitoramento por satélites da floresta amazônica. Em parceria com a OTCA, já foram instaladas salas de observação no Peru e na Bolívia, por exemplo, países sul-americanos por onde se estende a Amazônia. Com a vinda de técnicos estrangeiros a Belém, tais profissionais são capacitados para o monitoramento efetivo de maior parte da região. O trabalho desenvolvido pelo Instituto torna o Brasil líder em iniciativas internacionais para o controle do desmatamento e da degradação florestal a nível mundial.
Fonte: INPE
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
INPE: qualificação de técnicos para o monitoramento de florestas tropicais
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INPE qualifica novos técnicos para o monitoramento de florestas tropicais
Quarta-feira, 04 de Maio de 2016
Técnicos da Bolívia, Colômbia e Peru participam, até o dia 6 de maio, da primeira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nas instalações de seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém (PA). O treinamento, que iniciou em 25 de abril, é realizado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Ser um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais é a missão do CRA/INPE, que desde 2010 promove cursos de capacitação nacional e internacional.
O programa desta edição do curso aborda, entre outros, o Projeto TerraClass, único no mundo a fazer o levantamento de informações sobre áreas já desmatadas da Amazônia Legal Brasileira, qualificando o desflorestamento. Também é apresentado o Projeto Queimadas, enfatizando as metodologias de mapeamento e monitoramento de cicatrizes de áreas de incêndios florestais desenvolvidas no CRA e na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).
Durante o curso, o CRA/INPE oferece sua tecnologia de monitoramento baseada em imagens de satélites aos profissionais de países interessados em cuidar de suas florestas. Os técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o software TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo INPE em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e disponibilizado gratuitamente.
A engenheira florestal e integrante da Sala de Observação do Peru, Ethel Llanos, destacou as facilidades para o uso do TerraAmazon. “Nós já trabalhamos no Peru com tecnologias de monitoramento, mas este curso com informações do TerraClass nos dá uma visão mais ampla das ferramentas que podemos utilizar. O TerraAmazon é muito útil, porque possibilita se trabalhar mais com imagens e melhorar o que já se faz”, declarou Llanos. Para a engenheira, uma das dificuldades quando se atua com monitoramento é trabalhar com sistemas não gratuitos e o TerraAmazon, além de toda a sua praticidade, por não ser pago se torna uma alternativa ainda mais adequada.
O Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree é uma iniciativa inovadora do INPE em parceria com organismos internacionais como a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e a OTCA. Por meio do Capacitree, o INPE gera material didático e capacita técnicos para operar o sistema TerraAmazon e os habilita ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra.
Junto ao CAF, o projeto Capacitree transformou em vídeo-aulas cursos de capacitação já realizados pelo CRA/INPE desde 2010. Já foram habilitados mais de 450 técnicos de países da América Latina, Ásia e África, a partir das tecnologias de mapeamento e monitoramento com o sistema TerraAmazon. Destaca-se que as vídeo-aulas podem, inclusive, ser utilizadas em salas de aula de graduações e pós-graduações, facilitando a divulgação de ferramentas e repassando capacitação de forma didática.
Gratuito e acessível a qualquer país, o Capacitree está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês, contribuindo para que o INPE entre para a história do monitoramento de florestas tropicais.
Para o INPE, a capacitação de pessoal é uma demanda constante, nacional e internacional. O Instituto aperfeiçoa seus sistemas continuamente e, a cada atualização, mais tem a ensinar.
Fonte: INPE
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INPE qualifica novos técnicos para o monitoramento de florestas tropicais
Quarta-feira, 04 de Maio de 2016
Técnicos da Bolívia, Colômbia e Peru participam, até o dia 6 de maio, da primeira edição de 2016 do Curso Internacional de Monitoramento de Florestas Tropicais, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nas instalações de seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém (PA). O treinamento, que iniciou em 25 de abril, é realizado em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Ser um centro de referência mundial no monitoramento de florestas tropicais é a missão do CRA/INPE, que desde 2010 promove cursos de capacitação nacional e internacional.
O programa desta edição do curso aborda, entre outros, o Projeto TerraClass, único no mundo a fazer o levantamento de informações sobre áreas já desmatadas da Amazônia Legal Brasileira, qualificando o desflorestamento. Também é apresentado o Projeto Queimadas, enfatizando as metodologias de mapeamento e monitoramento de cicatrizes de áreas de incêndios florestais desenvolvidas no CRA e na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).
Durante o curso, o CRA/INPE oferece sua tecnologia de monitoramento baseada em imagens de satélites aos profissionais de países interessados em cuidar de suas florestas. Os técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o software TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo INPE em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e disponibilizado gratuitamente.
A engenheira florestal e integrante da Sala de Observação do Peru, Ethel Llanos, destacou as facilidades para o uso do TerraAmazon. “Nós já trabalhamos no Peru com tecnologias de monitoramento, mas este curso com informações do TerraClass nos dá uma visão mais ampla das ferramentas que podemos utilizar. O TerraAmazon é muito útil, porque possibilita se trabalhar mais com imagens e melhorar o que já se faz”, declarou Llanos. Para a engenheira, uma das dificuldades quando se atua com monitoramento é trabalhar com sistemas não gratuitos e o TerraAmazon, além de toda a sua praticidade, por não ser pago se torna uma alternativa ainda mais adequada.
O Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree é uma iniciativa inovadora do INPE em parceria com organismos internacionais como a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e a OTCA. Por meio do Capacitree, o INPE gera material didático e capacita técnicos para operar o sistema TerraAmazon e os habilita ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra.
Junto ao CAF, o projeto Capacitree transformou em vídeo-aulas cursos de capacitação já realizados pelo CRA/INPE desde 2010. Já foram habilitados mais de 450 técnicos de países da América Latina, Ásia e África, a partir das tecnologias de mapeamento e monitoramento com o sistema TerraAmazon. Destaca-se que as vídeo-aulas podem, inclusive, ser utilizadas em salas de aula de graduações e pós-graduações, facilitando a divulgação de ferramentas e repassando capacitação de forma didática.
Gratuito e acessível a qualquer país, o Capacitree está disponível em quatro idiomas – português, inglês, espanhol e francês, contribuindo para que o INPE entre para a história do monitoramento de florestas tropicais.
Para o INPE, a capacitação de pessoal é uma demanda constante, nacional e internacional. O Instituto aperfeiçoa seus sistemas continuamente e, a cada atualização, mais tem a ensinar.
Fonte: INPE
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Mercado de observação terrestre na América Latina
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Segundo o mais recente estudo da Euroconsult, intitulado "Earth Observation Requirements & Solutions in Latin America", divulgado no inicio do mês, o mercado de observação terrestre da América Latina está em processo de significativa expansão decorrente de uma demanda crescente por dados e serviços no segmento, alem de investimentos por parte de governos da região para atender a demanda e apoiar o desenvolvimento de suas indústrias locais.
De acordo com o relatório, o investimento total combinado em sistemas de observação em 2014 alcançou US$193 milhões, cifra que deverá aumentar substancialmente ao longo dos próximos anos, à medida que países latino-americanos invistam em aplicações e desenvolvimento de sistemas próprios. O estudo aponta que ate 2024 o número de satélites latino-americanos de observação terrestre lançados ao espaço deve superar 25, comparado a apenas 6 nos últimos dez anos.
A demanda por dados de observação também tem crescido consideravelmente. "O mercado de dados na América Latina é estimado em US$145 milhões em 2014; aproximadamente metade de todas as vendas são atribuídas ao setor de defesa, com o monitoramento de recursos naturais, infraestrutura, engenharia e energia se seguindo", afirmou Ricardo Topham, consultor da Euroconsult e editor do relatório. "O Brasil representa o maior mercado nacional, respondendo por um terço de todas as vendas, seguido pelo México."
Espera-se que a demanda continue a apresentar forte crescimento, com um CAGR (sigla em inglês para taxa de crescimento anual composta) de 10% entre 2014-2024, levando a um mercado comercial de dados avaliado em US$355 milhões. Vários fatores suportam este crescimento, dentre os quais:
- Demanda robusta do setor de defesa. Apesar de impactada pelo aumento gradual de sistemas próprios, a oferta gerada por tais sistemas não deve atender toda a demanda regional por soluções de imagem para inteligência.
- Demanda em recursos naturais, principalmente para sistemas de monitoramento de florestas, especialmente no Brasil e no México, embora países como a Argentina, Chile e Colômbia também estejam aumentando a demanda por dados para monitoramento de florestas e agricultura.
- Demanda para finalidades em infraestrutura e engenharia estimuladas pelo Brasil e o México e seus planos de investimentos de bilhões de dólares no desenvolvimento de projetos nos próximos anos. Colômbia e Chile também devem realizar projetos para modernizar redes de estradas e infraestrutura de transporte público nos próximos anos.
- Demanda no setor de energia (petróleo, gás e minerais) no Brasil, México e Chile, apesar dos efeitos em curto e médio prazos em razão da queda no preço de commodities como petróleo e minerais. A região, porém, se manterá importante fornecedora de commodities de energia e novos projetos devem surgir no futuro.
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Segundo o mais recente estudo da Euroconsult, intitulado "Earth Observation Requirements & Solutions in Latin America", divulgado no inicio do mês, o mercado de observação terrestre da América Latina está em processo de significativa expansão decorrente de uma demanda crescente por dados e serviços no segmento, alem de investimentos por parte de governos da região para atender a demanda e apoiar o desenvolvimento de suas indústrias locais.
De acordo com o relatório, o investimento total combinado em sistemas de observação em 2014 alcançou US$193 milhões, cifra que deverá aumentar substancialmente ao longo dos próximos anos, à medida que países latino-americanos invistam em aplicações e desenvolvimento de sistemas próprios. O estudo aponta que ate 2024 o número de satélites latino-americanos de observação terrestre lançados ao espaço deve superar 25, comparado a apenas 6 nos últimos dez anos.
A demanda por dados de observação também tem crescido consideravelmente. "O mercado de dados na América Latina é estimado em US$145 milhões em 2014; aproximadamente metade de todas as vendas são atribuídas ao setor de defesa, com o monitoramento de recursos naturais, infraestrutura, engenharia e energia se seguindo", afirmou Ricardo Topham, consultor da Euroconsult e editor do relatório. "O Brasil representa o maior mercado nacional, respondendo por um terço de todas as vendas, seguido pelo México."
Espera-se que a demanda continue a apresentar forte crescimento, com um CAGR (sigla em inglês para taxa de crescimento anual composta) de 10% entre 2014-2024, levando a um mercado comercial de dados avaliado em US$355 milhões. Vários fatores suportam este crescimento, dentre os quais:
- Demanda robusta do setor de defesa. Apesar de impactada pelo aumento gradual de sistemas próprios, a oferta gerada por tais sistemas não deve atender toda a demanda regional por soluções de imagem para inteligência.
- Demanda em recursos naturais, principalmente para sistemas de monitoramento de florestas, especialmente no Brasil e no México, embora países como a Argentina, Chile e Colômbia também estejam aumentando a demanda por dados para monitoramento de florestas e agricultura.
- Demanda para finalidades em infraestrutura e engenharia estimuladas pelo Brasil e o México e seus planos de investimentos de bilhões de dólares no desenvolvimento de projetos nos próximos anos. Colômbia e Chile também devem realizar projetos para modernizar redes de estradas e infraestrutura de transporte público nos próximos anos.
- Demanda no setor de energia (petróleo, gás e minerais) no Brasil, México e Chile, apesar dos efeitos em curto e médio prazos em razão da queda no preço de commodities como petróleo e minerais. A região, porém, se manterá importante fornecedora de commodities de energia e novos projetos devem surgir no futuro.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Sistemas de alerta de desmatamento
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Workshop discute sistemas de alerta de desmatamento
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015
O desenvolvimento e a operação de sistemas de alerta de desmatamento no Peru, Colômbia, México e Equador estão sendo discutidos no “12th Regional Workshop on Forest Monitoring GEO GFOI - Early Warning Systems for Deforestation”. O evento acontece no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), de 19 a 23 de janeiro.
O workshop é promovido pelo GEO, grupo intergovernamental de observação da Terra que mantém uma iniciativa para o monitoramento global de florestas (GFOI). As atividades têm o suporte do programa SilvaCarbon, vinculado ao Serviço Geológico Americano (USGS).
Peru, Colômbia, México e Equador se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento de seus sistemas de alerta e o workshop é uma oportunidade para o compartilhamento de experiências entre os países.
Representante do Brasil no GEO, o INPE é pioneiro em tecnologias para monitoramento de florestas por satélites. É responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – DETER, que fornece informações estratégicas ao Ibama para combate à derrubada da floresta na Amazônia Legal Brasileira. Também realiza o monitoramento de focos de queimadas detectados por satélites, bem como o cálculo e previsão do risco de fogo da vegetação, com informações geradas todos os dias e imprescindíveis para auxiliar no controle de incêndios florestais.
Durante o workshop serão apresentados os sistemas do INPE e as ações adotadas pelo Instituto para auxiliar outros países empenhados em preservar suas florestas e reduzir emissões causadas pelo desmatamento.
Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém (PA), o INPE ministra cursos e treinamentos internacionais sobre técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e monitoramento por satélites.
Fonte: INPE
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Workshop discute sistemas de alerta de desmatamento
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015
O desenvolvimento e a operação de sistemas de alerta de desmatamento no Peru, Colômbia, México e Equador estão sendo discutidos no “12th Regional Workshop on Forest Monitoring GEO GFOI - Early Warning Systems for Deforestation”. O evento acontece no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), de 19 a 23 de janeiro.
O workshop é promovido pelo GEO, grupo intergovernamental de observação da Terra que mantém uma iniciativa para o monitoramento global de florestas (GFOI). As atividades têm o suporte do programa SilvaCarbon, vinculado ao Serviço Geológico Americano (USGS).
Peru, Colômbia, México e Equador se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento de seus sistemas de alerta e o workshop é uma oportunidade para o compartilhamento de experiências entre os países.
Representante do Brasil no GEO, o INPE é pioneiro em tecnologias para monitoramento de florestas por satélites. É responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – DETER, que fornece informações estratégicas ao Ibama para combate à derrubada da floresta na Amazônia Legal Brasileira. Também realiza o monitoramento de focos de queimadas detectados por satélites, bem como o cálculo e previsão do risco de fogo da vegetação, com informações geradas todos os dias e imprescindíveis para auxiliar no controle de incêndios florestais.
Durante o workshop serão apresentados os sistemas do INPE e as ações adotadas pelo Instituto para auxiliar outros países empenhados em preservar suas florestas e reduzir emissões causadas pelo desmatamento.
Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em seu Centro Regional da Amazônia (CRA), em Belém (PA), o INPE ministra cursos e treinamentos internacionais sobre técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e monitoramento por satélites.
Fonte: INPE
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Colômbia busca o seu satélite
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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.
O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.
Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.
Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.
Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.
As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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Este ano, depois do Peru, a Colômbia deverá ser o próximo país sul-americano a adquirir seu próprio sistema espacial de observação terrestre.
O interesse colombiano em si não é uma novidade e já está em discussão há vários anos, mas o fato novo é que o processo de aquisição estaria bem avançado, com uma decisão final a ser tomada por Juan Manuel Santos, Presidente da República, reeleito em junho.
Segundo informações da imprensa local, empresas da França, Reino Unido, Espanha, Rússia, Israel, Estados Unidos e Argentina apresentaram propostas, com valores que variam de 100 a 200 milhões de euros. Não existem muitas informações sobre as especificações desejadas, mas sabe-se que o satélite terá sensores óticos de alta resolução, para aplicações relacionadas à agricultura, ações em casos de desastres naturais, mineração e defesa, entre outras.
Enquanto à decisão não sai, as empresas que apresentaram propostas lançam esforços junto à imprensa e opinião pública. É o caso da Airbus Defence and Space (Arbus DS), que colocou um de seus vice-presidentes, Christophe Roux, na linha de frente pelo negócio. Em reportagem do jornal "El Tiempo", Roux deu detalhes do que parece estar na oferta da Airbus: o controle do segmento espacial e processamento de dados por colombianos, com capacitação de 50 a 80 engenheiros. Algo similar, aliás, ao que foi negociado com o Peru, no contrato assinado em abril, e com o Chile em julho de 2008.
Outro fabricante, a Israel Aerospace Industries (IAI), diz que "investirá pesadamente" para conquistar o contrato colombiano, de acordo com declarações de seu presidente, Joseph Weiss. Na competição peruana, aliás, a oferta israelense foi classificada em segundo lugar, logo atrás da Airbus DS.
As especulações dão conta de que a Airbus DS e a IAI são as favoritas: a primeira por ser líder de mercado em pequenos satélites de observação terrestre, além de já ter logrado sucessos na região, com o Chile e o Peru; e a segunda em razão de sua significativa presença no mercado colombiano, onde já forneceu aeronaves de combate e reabastecimento, sistemas de C4I, veículos aéreos não-tripulados, dentre outros. Aguardemos os próximos meses.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Cubesats na América do Sul
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Na terça-feira (21), reproduzimos uma notícia da Agência Espacial Brasileira (AEB) sobre o projeto do cubesat NanosatC-Br-1, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A notícia, aliás, foi atualizada com algumas correções e acréscimos em seu conteúdo (clique aqui para visualizá-la).
Nos últimos meses, outros dois países sul-americanos executaram com sucesso missões similares. Em novembro, a Agência Civil Espacial do Equador lançou o seu segundo cubesat, o NEE-02 Krysaor, com uma câmera de vídeo para imageamento da superfície terrestre como carga útil. O artefato é similar ao NEE-01 Pegaso, primeiro nanossatélite da história do país andino, colocado em órbita em abril passado. Este foi perdido um mês após sua entrada em operação, ao se chocar no espaço com componentes de um antigo foguete russo.
No mesmo voo do Krysaor, realizado por um lançador Dnepr (o mesmo que transportará o NanosatC-Br-1), seguiram os dois primeiros nanossatélites peruanos, o PUCP-Sat 1 e o Pocket-UPCP, projetados e construídos pelo Instituto de Radioastronomia (INRAS) da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP).
Este mês, outro projeto peruano, o UAP SAT-1, da Universidad Alas Peruanas, seguiu para o espaço, levado por um foguete norte-americano Antares com a cápsula Cygnus rumo à Estação Espacial Internacional. Este cubesat, aliás, contou com a participação da empresa colombiana Sequoia Space, que participa ainda de missões na Colômbia, Chile e Equador.
As missões de cubesats sofreram um grande "boom" nos últimos anos, graças a miniaturização tecnológica, aos seus custos relativamente reduzidos para padrões espaciais, geralmente de dezenas ou algumas centenas de milhares de dólares, e ampliação do leque de aplicações. Para muitos países e universidades, trata-se de uma "porta" de acesso à tecnologia espacial, e também de capacitação de "mão de obra" altamente especializada.
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Na terça-feira (21), reproduzimos uma notícia da Agência Espacial Brasileira (AEB) sobre o projeto do cubesat NanosatC-Br-1, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A notícia, aliás, foi atualizada com algumas correções e acréscimos em seu conteúdo (clique aqui para visualizá-la).
Nos últimos meses, outros dois países sul-americanos executaram com sucesso missões similares. Em novembro, a Agência Civil Espacial do Equador lançou o seu segundo cubesat, o NEE-02 Krysaor, com uma câmera de vídeo para imageamento da superfície terrestre como carga útil. O artefato é similar ao NEE-01 Pegaso, primeiro nanossatélite da história do país andino, colocado em órbita em abril passado. Este foi perdido um mês após sua entrada em operação, ao se chocar no espaço com componentes de um antigo foguete russo.
No mesmo voo do Krysaor, realizado por um lançador Dnepr (o mesmo que transportará o NanosatC-Br-1), seguiram os dois primeiros nanossatélites peruanos, o PUCP-Sat 1 e o Pocket-UPCP, projetados e construídos pelo Instituto de Radioastronomia (INRAS) da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP).
Este mês, outro projeto peruano, o UAP SAT-1, da Universidad Alas Peruanas, seguiu para o espaço, levado por um foguete norte-americano Antares com a cápsula Cygnus rumo à Estação Espacial Internacional. Este cubesat, aliás, contou com a participação da empresa colombiana Sequoia Space, que participa ainda de missões na Colômbia, Chile e Equador.
As missões de cubesats sofreram um grande "boom" nos últimos anos, graças a miniaturização tecnológica, aos seus custos relativamente reduzidos para padrões espaciais, geralmente de dezenas ou algumas centenas de milhares de dólares, e ampliação do leque de aplicações. Para muitos países e universidades, trata-se de uma "porta" de acesso à tecnologia espacial, e também de capacitação de "mão de obra" altamente especializada.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Satélites de observação na América do Sul
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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.
Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Brasil
O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.
A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.
O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.
Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.
Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.
O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.
Colômbia
Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.
Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.
Peru
O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.
Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.
Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.
Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Brasil
O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.
A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.
O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.
Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.
Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.
O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.
Colômbia
Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.
Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.
Peru
O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.
Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.
Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Avanços chineses na Venezuela e Bolívia
Na Venezuela, VRSS-1 em órbita no final de setembro...
O VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satélite), também conhecido como Francisco Miranda, primeiro satélite de observação da Venezuela, pode ser colocado em órbita já a partir de 30 de setembro, segundo divulgou o governo venezuelano.
"O satélite conta com três sementos e dentro de poucos dias será lançado... A data está programada para 30 de setembro aproximadamente ou para os primeiros dias de outubro... Estamos lançando... 53 profissionais estão capacitando o pessoal venezuelano", afirmou representante do governo em entrevista concedida ao jornal local "El Universal".
O satélite está sendo construído pela China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China, dentro de um contrato turn key (entrega em funcionamento em órbita) no valor de 140 milhões de dólares. A CGWIC foi também responsável pela construção e entrega em órbita do primeiro satélite de comunicações da Venezuela, o Venesat-1 (ou Simon Bolívar), lançado em outrubro de 2008.
...E na Bolívia, 33% do Tupac Katari já foi concluído
A estatal CGWIC também é responsável pela construção do primeiro satélite de comunicações da Bolívia, similar ao modelo adquirido pela Venezuela. O satélite boliviano, que se chamará Tupac Katari, já teve 33% de sua construção concluída, segundo informações da Agência Boliviana Espacial (ABE), reproduzidas pelo website Infoespacial.
"Temos que informar à opinião pública que o cronograma está sendo cumprido, o lançamento do satélite está previsto para 20 de dezembro de 2013 e se avançou em torno de 33% [de sua execução]", explicou Iván Zambrana, diretor da ABE.
O Tupac Katari, também contratado em base turn key, em 2010, tem custo estimado em 300 milhões de dólares, dos quais 250 milhões estão sendo financiados pelo Banco de Desenvolvimento da China.
Paralelamente à construção do Tupac Katari, os bolivianos já consideram um segundo satélite, para observação terrestre, seguindo o exemplo venezuelano. O satélite, de órbita baixa, seria utilizado para o monitoramento dos recursos naturais, numa iniciativa que poderia ser desenvolvida, segundo afirmou o representante da ABE, em conjunto com o Japão.
Órgãos governamentais e indústrias japonesas ligadas ao setor espacial visitaram vários países sul-americanos, inclusive o Brasil, no ano passado, em esforços para projetos conjuntos de cooperação e prospecção de negócios.
"O novo satélite é apenas uma ideia no papel, enão se tem o valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou o diretor da ABE, destacando, no entanto, que seu custo seria inferior ao do projeto do Tupac Katari.
Colômbia e Peru também querem satélites próprios
Em linha com o processo de "satelitização" do continente sul-americano, os governos da Colômbia e do Peru também têm demonstrado interesse em contar com satélites de observação, juntando-se ao Brasil, Argentina, Chile e Venezuela, que já dispõem e/ou desenvolvem projetos nesse campo. Eventualmente, surgem na imprensa local desses dois países informações sobre discussões para a aquisição de pequenos satélites junto à companhias europeias.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Imagens COSMO-SkyMed para a Colômbia
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Telespazio Brasil ganha dois contratos na Colômbia para monitorar áreas atingidas pelas recentes enchentes com satélites italianos COSMO-SkyMed
Bogotá, 16 de dezembro de 2011- A Telespazio Brasil, subsidiária da Telespazio (Finmeccanica/Thales), ganhou dois contratos na Colômbia, no valor de cerca de € 400 mil (R$ 960 mil), para fornecer imagens dos satélites COSMO-SkyMed ao instituto geográfico desse país sul-americano. Ao longo das últimas semanas, chuvas pesadas causaram enchentes em grandes áreas da Colômbia, levando o governo a decretar estado de emergência no país.
O Instituto Geográfico Agustín Codazzi (IGAC) confiou à Telespazio Brasil a tarefa de fazer o monitoramento por satélite das áreas que correm maior risco de inundação, contando com a ajuda de quatro satélites da constelação COSMO-SkyMed, financiados pela Agência Espacial Italiana e pelo Ministério Italiano da Defesa.
Ao longo dos próximos dez dias, a Telespazio Brasil irá garantir cobertura de satélite para uma área de aproximadamente 65 mil quilômetros quadrados. As imagens fornecidas pela Telespazio Brasil são recolhidas e processadas pela e-GEOS, uma empresa estabelecida pela Agência Espacial Italiana (20%) e pela Telespazio (80%) para vender dados da constelação COSMO-SkyMed em todo o mundo.
Este é o primeiro contrato assinado pela Telespazio Brasil para fornecer imagens COSMO-SkyMed na Colômbia – um mercado que cresce rapidamente no setor de Observação da Terra.
A Telespazio Brasil é uma subsidiária da Telespazio. Sediada no Rio de Janeiro, onde se localiza seu principal teleporto, a empresa conta ainda com escritórios regionais em São Paulo, Porto Alegre e Cuiabá. Atualmente a Telespazio Brasil é uma das principais fornecedoras do setor de telecomunicações via satélite, oferecendo uma ampla gama de soluções e serviços multimídia de altíssima tecnologia. A empresa é também ativa no setor de Observação da Terra, e comercializa os produtos da constelação de satélites COSMO-SkyMed no Brasil, representando a e-GEOS (ASI/Telespazio).
Fonte: Telespazio
Comentário: para conhecer um pouco mais sobre as aplicações das imagens geradas pela constelação COSMO-SkyMed e de outros satélites em desastres naturais, leia a reportagem "Desde o Espaço", publicada na edição n.º 126 da revista Tecnologia & Defesa.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Programa Espacial Colombiano
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No final deste mês, o vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, e também coordenador da Comisión Colombiana del Espacio (CCE), afirmou ao jornal local "El Heraldo" que seu país "precisa ter sua própria agência espacial para pôr-se à altura de outros países da América Latina", segundo divulgado pelo website Infoespacial.com. O vice-presidente anunciou ainda que, na próxima semana, recomendará ao presidente da República, Juan Manuel Santos, a criação mediante decreto da Agencia Colombiana en Materia Espacial, além da compra de um satélite de observação terrestre.
A Colômbia "deve avançar com a aquisição de um satélite de observação da Terra e impulsionar uma política espacial". "Precisamos deixar de nos sentirmos pequenos frente a outros países e deixar de lado essa síndrome de limitação de que quando nos sentamos com governantes muito importantes de outras nações, eles são os inteligentes e nós os aprendizes, como se o conhecimento, a ciência e a pesquisa fossem propriedade unicamente dos países desenvolvidos", completou.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Cooperação Chile - China
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Segundo reportagem da agência de notícias EFE, o ministro da Economia do Chile, Juan Andrés Fontaine, está esta semana em viagem oficial à China para tratar de acordos entre os dois países, como investimentos e colaboração em inovação e no campo espacial.O interesse chileno é em satélites. A visita às autoridades espaciais chinesas "nasce do interesse que tem o Chile na utilização de informação satelital para diversos usos", disse o ministro. "A agência chinesa forneceu satélites de informações a outros países da América Latina (como a Venezuela), e nós estamos iniciando conversações nesse sentido para conhecermos e, no futuro, caso nos interesse, neste sentido faríamos algum tipo de convite para uma licitação", completou.
Em 2008, o Chile adquiriu um pequeno satélite de observação terrestre (SSOT) da EADS Astrium, a ser lançado no final de 2011 ou início de 2012. Pelas declarações do ministro, o país andino parece estar considerando a ideia de dispor de um satélite de comunicações, segmento em que os chineses alcançaram uma expressiva participação no mercado sul-americano. Além de já terem fornecido e colocado em órbita o Venesat-1, da Venezuela, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC), principal indústria espacial chinesa, assinou em dezembro de 2010 um contrato para fornecer um satélite similar para a Bolívia, chamado Tupac Katari (ou TKSat-1). A mesma indústria também chegou a fazer uma oferta numa concorrência da Colômbia para o projeto Satcol, que foi cancelado.
Além do segmento de comunicações, no continente sul-americano a China também colabora desde 1988 com o Brasil, no programa sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS, sigla em inglês), e no início deste mês, assinou contrato com o governo venezuelano para a construção e entrega em órbita de um satélite de observação. Toda esta exposição, muito provavelmente coloca o país asiático como um dos principais (senão o principal) "player" em cooperação espacial internacional na região.
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domingo, 19 de junho de 2011
Astrium em Le Bourget
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No último sábado (18), como parte de sua programação para o salão aeroespacial de Le Bourget, que acontece em Paris entre 20 e 26 de junho, o grupo europeu EADS promovou um seminário com a imprensa internacional para falar sobre seus planos e perspectivas para os próximos anos. Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog Panorama Espacial é ligado, esteve presente e apresenta abaixo alguns tópicos relacionados à Astrium, unidade espacial do grupo:
- Ariane. O Ariane 5 ME (Midlife Evolution / Evolução de Meia-Vida), nova versão do Ariane, deve voar em 2016 e terá capacidade de 12 toneladas de satelitização em órbita de transferência geoestacionária, além de maior flexibilidade operacional ao permitir reegnições. Em relação ao futuro sucessor do Ariane 5, dentro do projeto Next Generation Launcher, foi assinado um contrato com a Agência Espacial Europeia prevendo estudos iniciais, no valor de 9 milhões de euros. Atividades de desenvolvimento já foram iniciadas pela Astrium com recursos de 82,5 milhões de euros liberados pelo governo francês.
- Satélites de comunicações. Em matéria de sistemas de comunicações, a Astrium tem três principais iniciativas para o futuro: a plataforma Alphabus, que está sendo desenvolvida em conjunto com a Thales Alenia Space e que terá massa superior a 6 toneladas (potência de 18kW, podendo ser estendida para 22kW); capacidades em banda Ka, faixa considerada chave para internet via satélite; e uma nova plataforma de satélites geoestacionários compreendendo o segmento de 3 a 6 toneladas, complementar ao Alphabus. De acordo com François Auque, CEO da Astrium, tal segmento representa 75% de todo o mercado global de satélites de comunicações, movimentando cerca de 2 bilhões de euros por ano. [Nota do blog: esta informação sobre o tamanho do mercado de satélites é bem interessante, particularmente para considerações acerca do potencial comercial de lançadores geoestacionários de pequeno/médio porte, como o ucraniano Cyclone 4, da binacional Alcântara Cyclone Space]
- Serviços. Indicando a relevância que a prestação de serviços tem tido para as empresas do setor aeroespacial e de defesa, a Astrium Services prevê que em 2020 um terço de sua receita seja oriunda desse segmento, provenientes da GEO-Information (sobre a GEO-Information Services no Brasil, veja a postagem de 14 de junho: "Astrium GEO-Information Services satisfeita com o Brasil"), e de comunicações. Como parte da estratégia de crescimento, François Auque destacou o desenvolvimento de novas parcerias público privadas (PPP) na Europa e em outros lugares do mundo. PPPs no campo espacial, aliás, é um assunto que o blog pretende abordar em breve.
- Novidades em Le Bourget. Dos três principais produtos e/ou conceitos a serem apresentados pela empresa em Le Bourget, merece destaque o conceito do GO3S (Geoestationary Orbit Space Surveillance System), um satélite geoestacionário para observação terrestre. Sendo geoestacionário, o satélite possibilitaria o imageamento de um mesmo ponto praticamente em tempo real (10 imagens por segundo), com resolução de 3 metros. Para o seu desenvolvimento, segundo disse Auque, a Astrium já conta com todas as capacidades tecnológicas e de engenharia.
- Astrium nos EUA. Sobre as perspectivas da Astrium nos EUA, quem falou foi Sean O'Keefe, ex-administrador da NASA e atual CEO da EADS North America. O executivo destacou a parceria entre a ATK, Astrium e EADS North America para o desenvolvimento do lançador Liberty, destinado a missões em órbita baixa para reabastecer a Estação Espacial Internacional, de modo a preencher o "gap" deixado com a aposentadoria dos ônibus espaciais. O'Keefe também mencionou a possibilidade de operação de uma versão modificada para uso comercial do cargueiro espacial europeu ATV, que poderia ser lançado pelo Ariane 5 ou pelo próprio Liberty. O executivo ainda vê boas oportunidades em serviços em telecomunicações e geoinformação para o Pentágono e outras agências governamentais norte-americanas.
- Astrium na América Latina. Em sua apresentação, Marwan Lahoud, responsável pela estratégia da EADS, citou a presença do grupo no setor espacial brasileiro com a Equatorial Sistemas e Spot Image (hoje, Astrium GEO-Information Brasil). Um slide em especial continha informações bem interessantes sobre os "alvos" do grupo para 2011, na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e América Latina. A Astrium foi citada em Brasil e Colômbia, indicando que campanhas nesses países estão em andamento. Mais informações a respeito, muito em breve.
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sábado, 4 de setembro de 2010
Satcol: mais um capítulo
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No início desta semana, passou-se mais um capítulo do já complicado programa colombiano para a aquisição de um satélite geoestacionário de comunicações, conhecido como Satcol. Após um processo de avaliação de propostas entregues por interessados no início de agosto, Bogotá declarou mais uma vez deserta a licitação, isto é, nenhuma das propostas atendeu os requisitos mínimos exigidos. A informação é do jornal local "El Tiempo".
De acordo com informações oficiais, disponíveis no website do Ministério das Comunicações da Colômbia (Mintic), dois grupos apresentaram propostas: a China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China; e a norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC).
A CGWIC, que já tem presença relevante na América do Sul (o Venesat-1, da Venezuela, foi construído pelo grupo chinês, que também negocia com a Bolívia em relação ao projeto do Tupac Katari), apresentou uma proposta relativamente bem detalhada, mas sem vários documentos e informações exigidos no processo levado a cabo pelo Mintic. Assim, foi considerada insatisfatória.
Já a "oferta" da OSC nem sequer foi considerada como uma proposta de fato. A empresa americana apresentou apenas um folder contendo informações de caráter técnico-comercial, ignorando algumas exigências de documentos específicos exigidos no processo. Por esta razão, o governo colombiano considerou que o interesse da Orbital não se constitui como uma proposta, tendo sido, portanto, ignorada.
O documento com todas essas informações traz, aliás, muitos outros dados interessantes, inclusive técnicos. Apesar do pedido da CGWIC, o Mintic, nos termos da legislação colombiana, considerou todos os dados como públicos, tendo os divulgado. Há, por exemplo, uma tabela de confiabilidade dos satélites da série DFH, desenvolvida e construída pela CGWIC. Nela são listados cinco satélites já colocados em órbita, inclusive o Venesat-1. Destes, dois (Sinosat 2 e NIGCOMSAT 1) tiveram falhas operacionais, tendo já sido retirados de serviço. Embora na tabela conste que o satélite de comunicações venezuelano está 100% operacional, foi incluída uma observação: "existem informações contraditórias sobre o estado deste satélite com falhas similares aos outros modelos de voo DFH nos painéis solares. Logo, diante da falta de informação de caráter oficial, não foram consideradas perdas de capacidade operacional para este satélite."
Em junho de 2009, o blog já havia divulgado rumores sobre falhas no Venesat-1, que circulavam no mercado. Alguns meses depois, porém, o governo de Hugo Chávez negou quaisquer falhas.
Resta agora saber qual será a alternativa que o governo da Colômbia buscará para atender o programa Satcol, que talvez seja muito exigente por aquilo que Bogotá está disposta a pagar. No final de 2009, o governo colombiano já havia declarado a concorrência como deserta, após ter recebido uma proposta, considerada também insatisfatória, da companhia russa Reshetnev. Chama, aliás, atenção o fato de fabricantes europeus como a Thales Alenia Space e a EADS Astrium não terem feito ofertas nesta última fase.
No início desta semana, passou-se mais um capítulo do já complicado programa colombiano para a aquisição de um satélite geoestacionário de comunicações, conhecido como Satcol. Após um processo de avaliação de propostas entregues por interessados no início de agosto, Bogotá declarou mais uma vez deserta a licitação, isto é, nenhuma das propostas atendeu os requisitos mínimos exigidos. A informação é do jornal local "El Tiempo".De acordo com informações oficiais, disponíveis no website do Ministério das Comunicações da Colômbia (Mintic), dois grupos apresentaram propostas: a China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China; e a norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC).
A CGWIC, que já tem presença relevante na América do Sul (o Venesat-1, da Venezuela, foi construído pelo grupo chinês, que também negocia com a Bolívia em relação ao projeto do Tupac Katari), apresentou uma proposta relativamente bem detalhada, mas sem vários documentos e informações exigidos no processo levado a cabo pelo Mintic. Assim, foi considerada insatisfatória.
Já a "oferta" da OSC nem sequer foi considerada como uma proposta de fato. A empresa americana apresentou apenas um folder contendo informações de caráter técnico-comercial, ignorando algumas exigências de documentos específicos exigidos no processo. Por esta razão, o governo colombiano considerou que o interesse da Orbital não se constitui como uma proposta, tendo sido, portanto, ignorada.
O documento com todas essas informações traz, aliás, muitos outros dados interessantes, inclusive técnicos. Apesar do pedido da CGWIC, o Mintic, nos termos da legislação colombiana, considerou todos os dados como públicos, tendo os divulgado. Há, por exemplo, uma tabela de confiabilidade dos satélites da série DFH, desenvolvida e construída pela CGWIC. Nela são listados cinco satélites já colocados em órbita, inclusive o Venesat-1. Destes, dois (Sinosat 2 e NIGCOMSAT 1) tiveram falhas operacionais, tendo já sido retirados de serviço. Embora na tabela conste que o satélite de comunicações venezuelano está 100% operacional, foi incluída uma observação: "existem informações contraditórias sobre o estado deste satélite com falhas similares aos outros modelos de voo DFH nos painéis solares. Logo, diante da falta de informação de caráter oficial, não foram consideradas perdas de capacidade operacional para este satélite."
Em junho de 2009, o blog já havia divulgado rumores sobre falhas no Venesat-1, que circulavam no mercado. Alguns meses depois, porém, o governo de Hugo Chávez negou quaisquer falhas.
Resta agora saber qual será a alternativa que o governo da Colômbia buscará para atender o programa Satcol, que talvez seja muito exigente por aquilo que Bogotá está disposta a pagar. No final de 2009, o governo colombiano já havia declarado a concorrência como deserta, após ter recebido uma proposta, considerada também insatisfatória, da companhia russa Reshetnev. Chama, aliás, atenção o fato de fabricantes europeus como a Thales Alenia Space e a EADS Astrium não terem feito ofertas nesta última fase.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Atualizações sobre o Projeto Satcol
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A Colômbia segue adiante com o seu objetivo de dispor até 2013 de um satélite geoestacionário de comunicações, dentro do chamado projeto Satcol. Iniciado oficialmente em setembro de 2009, a configuração final do projeto e sua contratação ainda não foram finalizados devido a questionamentos técnicos sobre as exigências feitas pelo edital da concorrência, mas o governo da Colômbia já tomou iniciativas no sentido de retomar as discussões e análises.
No último dia 19, a licitação aberta para a aquisição do satélite foi suspensa, em razão da necessidade de se revisar observações de alto conteúdo técnico e complexidade formuladas por algumas das empresas interessadas. A partir de 2 de agosto, o processo de seleção será reiniciado.
Lançada em maio de 2010, a concorrência do Satcol, a cargo do Fundo de Tecnologias da Informação e das Comunicações, ligado ao Ministério das Comunicações, compreende a seleção de contratista para o desenho, fabricação, lançamento e validação de desempenho em órbita do Satcol.
Segundo informações divulgadas pela imprensa colombiana, quatro empresas operadoras já demonstraram interesse no projeto: Intelsat (EUA), SES New Skies (Holanda), Telesat (Canadá), e Intersputnik (Rússia). Além destas, os fabricantes Loral Space Communications e Orbital Sciences Corporation, dos EUA, a Thales Alenia Space (França/Itália), e Reshetnev (Rússia) também têm participado das discussões e podem apresentar ofertas.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Colômbia: Satcol está de volta
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O Ministério das Comunicações da Colômbia realizará hoje (25), em Bogotá, reuniões com empresas interessadas no projeto do primeiro satélite de comunicações do país, o Satcol. Uma licitação já havia sido lançada em 2009, mas cancelada no final daquele mesmo ano em razão de nenhuma das proposta apresentadas atender todos os termos do edital ("Licitação do Satcol: encerrada sem sucesso").
"O objetivo dos encontros individuais é terminar a fase prévia de análises para iniciar o processo de aquisição do satélite colombiano e continuar com um processo aberto, competitivo e transparente na seleção do contratista que se encarregará da construção, lançamento e validação do satélite em órbita", divulgou em nota o Ministério da Comunicações colombiano.
Nas reuniões preparatórias as empresas terão a oportunidade de fazer comentários, sugestões e apresentação de propostas. A agenda inclui seis companhias: Orbital Sciences Corporation (EUA), Intelsat (EUA), Telesat - Loral Space (Canadá, EUA), ISS Reshetnev (Rússia), SES World Skies (Holanda) e Thales Alenia Space (França).
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O Ministério das Comunicações da Colômbia realizará hoje (25), em Bogotá, reuniões com empresas interessadas no projeto do primeiro satélite de comunicações do país, o Satcol. Uma licitação já havia sido lançada em 2009, mas cancelada no final daquele mesmo ano em razão de nenhuma das proposta apresentadas atender todos os termos do edital ("Licitação do Satcol: encerrada sem sucesso").
"O objetivo dos encontros individuais é terminar a fase prévia de análises para iniciar o processo de aquisição do satélite colombiano e continuar com um processo aberto, competitivo e transparente na seleção do contratista que se encarregará da construção, lançamento e validação do satélite em órbita", divulgou em nota o Ministério da Comunicações colombiano.
Nas reuniões preparatórias as empresas terão a oportunidade de fazer comentários, sugestões e apresentação de propostas. A agenda inclui seis companhias: Orbital Sciences Corporation (EUA), Intelsat (EUA), Telesat - Loral Space (Canadá, EUA), ISS Reshetnev (Rússia), SES World Skies (Holanda) e Thales Alenia Space (França).
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Licitação do Satcol: encerrada sem sucesso
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Em novembro de 2009, postamos aqui no blog algumas atualizações sobre o projeto do primeiro satélite de telecomunicações da Colômbia, o Satcol ("Atualizações sobre o Projeto Satcol").
Embora seja notícia de mais de um mês atrás, em 1º de dezembro do ano passado, a licitação do governo colombiano para a compra de seu primeiro satélite foi declarada deserta (algo como, cancelada por não ter recebido propostas que atendessem a todos os termos do edital). Apenas um único fabricante apresentou proposta, a empresa russa Reshetnev, mas os termos oferecidos não foram considerados adequados. Toda a história e razões que levaram o governo a considerar deserta a licitação podem ser conferidos na Resolución nº 1.506, do Fondo de Tecnologías de la Información y las Comunicaciones.
É provável que a Colômbia lance nova concorrência ou opte mesmo pela contratação direta de um fabricante (é razoável de se imaginar que vários executivos de grandes fabricantes já estejam visitando os gabinetes de Bogotá com as suas ofertas), pois sua intenção de contar com um satélite de comunicações próprio permanece.
Havia certa expectativa em relação ao Satcol, pois após a finalização de sua contratação, esperava-se que a Colômbia avançasse com a sua intenção de adquirir um satélite de sensoriamento remoto ótico. De fato, já existem movimentos e discussões nesse sentido, envolvendo, inclusive, uma possível parceria com o Chile para o compartilhamento de imagens geradas por seus satélites próprios (o Chile com o seu SSOT, que deve subir ao espaço ainda em 2010, e a Colômbia com o seu a ser futuramente adquirido).
O blog continuará monitorando as novidades sobre os projetos espaciais colombianos e de outros países da América do Sul.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Atualizações sobre o Projeto Satcol
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A imprensa colombiana publicou nos últimos dias reportagens informando que apenas uma empresa russa, a ISS-Intersputnik entregou a documentação completa visando ao fornecimento do primeiro satélite geoestacionário da Colômbia, o SATCOL, negócio avaliado em cerca de 250 milhões de dólares (leiam mais em "Colômbia terá satélite de comunicações").
Outras empresas apresentaram cartas manifestando que as aspirações do governo colombiano eram demasiadamente altas. Segundo o jornal El Tiempo, duas interessadas, a Telesat e a SES New Skies decidiram não apresentar propostas em razão do risco cambial (a Colômbia exige a proposta em pesos, a moeda local), e também por terem considerado muito exigentes as garantias solicitadas pelo governo.
O jornal El Espectador, citando a Ministra da Comunicações, Mária del Rosario Guerra, afirma, no entanto, que ao menos três ofertantes irão apresentar propostas, contrariando as informações disponíveis em outros veículos.
O processo começou há alguns meses com 13 empresas interessadas, provenientes de 10 países. A proposta da Rússia deverá ser avaliada tecnicamente para se terminar a continuidade ou não da licitação. A adjudicação do contrato está prevista para meados de dezembro.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Colômbia terá satélite de comunicações
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O governo da Colômbia deu na semana passada mais um passo em direção ao seu satélite próprio de comunicações. No dia 16, foi aberto o prazo para a entrega de propostas de empresas para o fornecimento de um satélite geoestacionário de comunicações, que será chamado Satcol, também conhecido pela sigla CSCSS (Colombian social communications Satellite System). As propostas podem ser entregues até 11 de novembro, e a expectativa é que um contrato seja assinado no final do mesmo mês.
O objetivo da Colômbia é ter o satélite em órbita em meados de 2012, e todo o sistema conta com um orçamento pouco inferior a US$ 250 milhões para o projeto, desenvolvimento, fabricação e entrega do satélite em órbita. A concorrência está sendo coordenada pela Satel Conseil International, empresa francesa de consultoria em sistemas espaciais, pelo grupo local de telecomunicações STI, e pelo banco Incorbank.
Com o Satcol, a Colômbia segue o caminho da Venezuela (Venesat) e da Argentina (Arsat), que contrataram ou estão construindo os seus próprios satélites governamentais.
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O governo da Colômbia deu na semana passada mais um passo em direção ao seu satélite próprio de comunicações. No dia 16, foi aberto o prazo para a entrega de propostas de empresas para o fornecimento de um satélite geoestacionário de comunicações, que será chamado Satcol, também conhecido pela sigla CSCSS (Colombian social communications Satellite System). As propostas podem ser entregues até 11 de novembro, e a expectativa é que um contrato seja assinado no final do mesmo mês.
O objetivo da Colômbia é ter o satélite em órbita em meados de 2012, e todo o sistema conta com um orçamento pouco inferior a US$ 250 milhões para o projeto, desenvolvimento, fabricação e entrega do satélite em órbita. A concorrência está sendo coordenada pela Satel Conseil International, empresa francesa de consultoria em sistemas espaciais, pelo grupo local de telecomunicações STI, e pelo banco Incorbank.
Com o Satcol, a Colômbia segue o caminho da Venezuela (Venesat) e da Argentina (Arsat), que contrataram ou estão construindo os seus próprios satélites governamentais.
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