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domingo, 4 de setembro de 2016

Cooperação Bolívia - Irã

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Os governos da Bolívia e Irã firmaram um memorando de entendimentos em matéria de cooperação espacial em 26 de agosto, por ocasião da visita à Bolívia de uma comitiva iraniana chefiada por Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores. O memorando foi assinado pelo diretor da Agência Boliviana Espacial (ABE), Iván Zambrana, e o embaixador do Irã em La Paz, Reza Tabatabaei.

De acordo com informações divulgadas na imprensa boliviana citando declarações dadas por Zambrana, o acordo permitirá o intercâmbio de conhecimentos, o desenvolvimento e aplicação da ciência e tecnologia espacial e, eventualmente, o desenvolvimento de projetos conjuntos. Os dois países buscarão promover a colaboração entre universidades e outras entidades de pesquisa relacionadas às atividades espaciais, além da cooperação "no desenho, fabricação e lançamento de satélites de pesquisa".

Desde 2013, a ABE opera o satélite de comunicações Tupac Katari, primeiro satélite do país andino, construído na China. A Agência também está envolvida no projeto que deverá levar à contratação em breve de um satélite de observação terrestre.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Visita iraniana à AEB (!)

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Embaixador do Irã visita a AEB

Brasília, 7 de outubro de 2014 – O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, recebeu nesta terça-feira o embaixador da República Islâmica do Irã, Mohammad Ali Ghanezadeh.

O embaixador e o presidente da AEB trocaram convites para visitas a infraestrutura espacial iraniana e as conquistas do país no setor e, em contra partida, as instalações espaciais brasileiras, inclusive universidades e centros de pesquisa que se ocupam do assunto.

A cooperação espacial para fins pacíficos é vista com simpatia por ambos os países. Caberá a partir de agora definir pontos de interesse mútuo para possíveis parcerias, sobretudo em matéria de satélites e de pesquisas científica.

Mohammad Ali Ghanezadeh também manifestou especial interesse em visitar o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em particular para conhecer de perto sua arquitetura.

O diplomata iraniano veio acompanhado pelo Conselheiro e Vice Chefe da Missão no Brasil, Mahdi Rounagh, bem como pelo Conselheiro Mehdi Zanjani.

Participaram também da audiência o chefe da assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, e o primeiro secretário Rodrigo Almeida, representante da Divisão do Mar, Antártida e Espaço (DMAE) do Ministério das Relações Exteriores.

Fonte: AEB

Comentários do blog: a visita e o interesse iraniano são, no mínimo, curiosos, e percebe-se também o cuidado da AEB em frisar a possibilidade de cooperação espacial "para fins pacíficos". Como se sabe, o Irã está submetido a severos embargos e sanções em razão de seu programa nuclear. Apesar das sanções e das dúvidas internacionais quanto ao caráter pacífico de qualquer iniciativa espacial iraniana, em particular no campo de veículos lançadores, vale citar que o país, a exemplo do Brasil, foi uma das 24 nações fundadoras do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (Committee on the Peaceful Uses of Outer Space - COPUOS), em 1958. Em fevereiro de 2009, o Irã se somou ao "seleto" grupo de países capazes de colocar satélites em órbita, por meio do lançamento bem sucedido do foguete Safir 2 (veja a postagem "O sucesso dos outros").
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O sucesso dos outros

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Na última segunda-feira (2), o Irã inseriu em órbita seu primeiro satélite lançado por meios próprios, por meio do foguete Safir 2, baseado no míssil balístico Shahab 3. Para mais informações sobre a missão iraniana, acesse o Boletim em Órbita.

Com o sucesso da missão, o Irã se tornou o décimo país a integrar o seleto grupo de países lançadores de satélites, se juntando à Rússia, EUA, França, Inglaterra, Japão, China, Índia, Israel e Ucrânia.

Desde o final da década de setenta, com o lançamento da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) o Brasil almeja integrar o seleto clube de países com acesso direto ao espaço, sem intermediários. Desenvolve para tanto o programa VLS (Veículo Lançador de Satélites), tendo realizado já três tentativas, em 1997, 1999 e 2003, todas mal-sucedidas. Razões orçamentárias explicam o insucesso brasileiro, mas evidentemente não são as únicas causas.

A Coréia do Sul também quer entrar nesse grupo. Ainda esse ano, no verão, ou em 2010, deve lançar o primeiro protótipo do KSLV-1 (Korean Space Launch Vehicle - 1), desenvolvido por centros de pesquisa e indústrias coreanas, com forte apoio da Rússia. O primeiro estágio do lançador coreano é baseado num propulsor de combustível líquido que equipará a família de lançadores russos Angara.
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